Manual de Informática para Iniciantes
Manual de Informática para Iniciantes
Este manual tem a função de auxiliar o aluno no acompanhamento das aulas, sendo um
importante recurso para aqueles que não têm computador em casa, não têm acesso à
Internet, trabalham o dia inteiro e, muitas vezes, só têm disponível o tempo de
deslocamento do trabalho à escola para estudar.
Boa sorte!
O autor
Moisés S. António
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1 – Conceitos Fundamentais
Certamente, muitos desses termos já fazem parte da sua vida, mas, às vezes, não
paramos para pensar no que exactamente significam. Por exemplo, se você tivesse que
definir tecnologia, o que você diria? Certamente, neste momento, você pensou em algo
bem moderno, cheio de recursos, não é? Mas tecnologia não é, necessariamente, isso.
Então, a primeira coisa que precisamos fazer é dissociar o termo tecnologia do termo
computador. A tecnologia está presente em muitas outras coisas e certamente o
computador é, sem dúvida, uma ferramenta tecnológica bastante útil, que pode ser
empregada em diferentes actividades. Essa é, talvez, a maior diferença entre o
computador e outros equipamentos que se fazem presentes em nosso dia-a-dia: o
computador nos permite programá-lo para que execute determinadas tarefas e em
algumas situações até possa tomar decisões, desde que essas estejam logicamente
definidas.
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Principais vantagens do uso do computador
Velocidade: Executa operações em pequenas fracções de tempo.
Aumento de produtividade: Economia de tempo.
Confiabilidade: Executa as tarefas exactamente como lhe são ordenadas.
Versatilidade: Possibilidade de realizar uma infinidade de trabalhos de diferentes
tipos.
Capacidade de armazenamento;
Melhoria na qualidade da informação produzida;
Eficiência no armazenamento e consulta da informação;
Liberação das pessoas de tarefas rotineiras.
Áreas Aplicação
Entretenimento Redes sociais, música, cinema, jogos, etc.
No lar Electrodomésticos informatizados, segurança, etc.
Comercial Sistemas de pagamentos, controle de estoque, cobranças
Instrumentação Equipamentos de laboratório, microscópios, etc.
Centrais telefónicas, controle de tráfego aéreo, controle
Controle de processos
de segurança de cidades, controle de refinarias, etc.
Diagnóstico de doenças, diagnósticos de imagens,
Medicina monitoramento de pacientes, cirurgia auxiliada por
computador, etc.
Ensino à distância, bibliotecas digitais, aulas, museus
Educação
digitais, etc.
Engenharia e Arquitectura CAD, projectos 3D, cálculos complexos, etc.
Até o fim do século XVI, o ábaco era o principal instrumento para se fazer contas e se
computar resultados, por este motivo foi considerado como o primeiro computador.
Teve o seu surgimento na antiguidade, por volta de 2.500 a.C., como forma de apoio
aos dedos para efectuar contas e auxiliar no comércio e em tarefas quotidianas. Ele
utiliza a base decimal (sistema com dez símbolos, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) e cada conta
na haste representa uma unidade ou um múltiplo de dez.
Em seguida, surgiu uma época de intensa actividade de inovação na Europa, quando foi
criada a Tábua de Logaritmos por John Napier por volta de 1614 e a Régua de Cálculo
no fim da década de 1620 por William Oughtred. O cientista saxão Gottfried Leibniz foi
um dos precursores do sistema binário (sistema com dois símbolos, 0 e 1), porém foi o
inglês George Boole que concebeu uma forma de álgebra do sistema binário, que ficou
conhecida como álgebra booleana, uma lógica de dois estados, com uma adaptação
muito fácil à descrição futura de circuitos de comutação eléctricos, onde o símbolo 1
pode representar que um interruptor com corrente eléctrica e o símbolo 0 pode
representar um interruptor sem corrente eléctrica.
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Já em 1804, Joseph Marie Jacquard inventou um tear automatizado, programado por
cartões perfurados, considerado como a primeira máquina mecânica programável. Só
em 1822, Charles Babbage, um cientista britânico considerado o pai do computador
actual, criou uma Máquina de Diferenças para corrigir erros das tabelas matemáticas da
época e, em 1833 criou a Máquina Analítica que podia ser programada, porém seu
projecto nunca foi concluído. Em 1880, Herman Hollerith, então funcionário da agência
estatística dos EUA, criou uma técnica de cartões perfurados para agilizar o
processamento de dados do censo, criando posteriormente a Tabulating Machine
Company que viria se tornar a IBM, até hoje uma das maiores empresas de informática
do mundo.
No ano de 1984, a Apple lança o computador Macintosh com interface gráfica e com
figuras, o que facilitou o uso. Em 1985, surge o Windows 1.0 da Microsoft. Em 1990, o
Windows 3.0 baseado no sistema gráfico do Macintosh para os usuários do MS-DOS e,
em 1995, é lançado o Windows 95. Entre 1998 e o ano 2000, foram lançados o Windows
98, Windows 2000 e Windows ME. No ano de 2001 o Windows XP, em 2006 o
Windows Vista e em 2009 o Windows 7.
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2.1 – Geração dos computadores
Micro Processadores
Surgem os primeiros softwares integrados
Processadores de texto
Planilhas electrónicas
Gerenciamento de banco de dados
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3 – Linguagem dos Computadores – Sistema Binário
A linguagem dos computadores é o código binário, que é constituído por estes dois
dígitos 0 e 1. Essa representação dada pelos dígitos 0 e 1 é chamada de sistema binário,
que é a base do sistema digital do mundo da informática que conhecemos, ou seja toda
máquina utiliza apenas estes dois dígitos para processar dados.
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Uma codificação bastante utilizada na informática para a conversão de texto para o
Sistema binário é o código ASCII (acrônimo de American Standard Code for
Information Interchange). O código ASCII é um mapeamento dos caracteres (letras,
números e símbolos) para números binários de 1 byte. A medida 1 byte corresponde a 8
bits.
Além da utilização das unidades para a quantidade de bits, eles também são utilizados
para expressar a velocidade de um processador ou a velocidade de transmissão de dados
entre computadores.
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4 – Componentes básicos do Computador
5 – Ramos da Informática
O Mouse é um dispositivo apontador, por meio do qual conseguimos guiar uma seta e
realizar operações como clicar, arrastar e rolar, utilizando-se a palma da mão.
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Normalmente o mouse possui dois botões: “direito” e “esquerdo”, além de um scroll
que é uma espécie de roda que ao ser girada para cima, indica que estamos querendo
rolar a tela nessa direcção e ao ser girada para baixo, indica o contrário.
Os monitores nos oferecem uma rápida visualização daquilo que é feito. Quando
precisamos que a informação resultante de um processamento seja independente do
computador, ou seja, impressa em papel (ou outro material), será necessário fazer uso de
uma impressora ou outro dispositivo equivalente. Para além desses dois elementos
existem ainda outros periféricos de saídas como as colunas, os Fones de ouvido, as
placas de áudio, entre outros.
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placas de áudio, os dispositivos de rede, os monitores touch-screen (sensível a toque,
táctil/digital), o scanner e o fax etc.
A Intel é a mais antiga empresa do ramo, trabalha com microprocessadores desde 1970
e actualmente fabrica alguns dos mais populares microprocessadores do mercado. A
AMD é a sua principal concorrente, estas são as duas empresas que dominam o mercado
da fabricação de processadores. Pessoas que gostam de jogar ou que necessitam
processar grande volume de informações podem optar por processadores da linha AMD
X4 Phenom ou pelo i7 da concorrente, Intel.
e) Unidades de Memória
A memória como o próprio nome já nos indica, é responsável por armazenar
informações que o processador está utilizando no momento, ou então, que irá utilizar
futuramente. As memórias dividem-se em dois grupos que são: memória RAM e
memória ROM.
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DRAM (memória Dinâmica): usada como memória principal, são as memórias que se
montam nas máquinas para o processamento de dados, são as memórias que permitem a
emissão de imagem trabalhando em conjunto com o processador.
As memórias dinâmicas podem ser SDDR e DDR, as memórias DRR variam de DDR1
a DDR4. Podemos identificar um tipo de memória pela frequência, especificação,
ranhura, tensão e número de pinos.
Memoria somente de leitura, é uma memória de longo prazo, é uma memória não
volátil, porque não perde os dados quando o computador se desliga. Existem quatro
tipos de memórias ROM que são:
ROM: são memórias que permitem somente a leitura, em que não permite que
as informações sejam apagadas ou acrescentadas na mesma e, processa
informações como inicialização da máquina, orientações do sistema operacional,
e são gravadas pelo fabricante.
PROM (Programmabled Ready Only Memory): é uma memória programável
somente de leitura, e tem praticamente as mesmas características da memória
ROM, permite acessar as informações que não podem ser apagadas nem
acrescentadas.
EPROM (Erasabled Programmabled Ready Only Memory): memoria
somente de leitura programável e apagável, é uma memória que permite apagar
e acrescentar e faz esse processo por meio da energia ultravioleta.
EEPROM (Electrical Erasabled Programmabled Ready Only Memory):
memoria programável somente de leitura e apagável por meio da electricidade.
5.2 – Software
São instruções que controlam o hardware de modo a realizar tarefas determinadas por
um “algoritmo”. O conjunto dessas instruções implementado numa linguagem
computacional é denominado “programa”. As instruções utilizam o hardware para
realizar operações sobre dados armazenados na memória do computador. Existem dois
tipos de softwares, que são: Software de sistemas e softwares de aplicação.
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5.2.1 – Software de Sistemas (Sistema Operacional)
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5.2.1.1 – Introdução ao Windows
Por vezes, o ambiente de trabalho é definido num âmbito mais vasto, incluindo a barra
de tarefas. A barra de tarefas encontra-se localizada na parte inferior do ecrã. A barra de
tarefas mostra os programas em execução e permite-lhe alternar entre estes. Também
contém o botão Iniciar, que pode utilizar para aceder a programas, pastas e definições
do computador.
A Reciclagem
Quando elimina um ficheiro ou pasta, este não é eliminado imediatamente, primeiro vai
para a Reciclagem. Isso é positivo, porque se mudar de ideias e decidir que afinal
precisa de um ficheiro que eliminou, poderá recuperá-lo. Se tiver a certeza de que não
voltará a precisar dos itens eliminados, poderá esvaziar a Reciclagem. Tal procedimento
eliminará permanentemente os itens e recuperará o espaço em discos que ocupavam.
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b) Barra de Tarefas (Descrição Geral)
A caixa de pesquisa
A caixa de pesquisa é um dos modos mais práticos de localizar itens no computador.
Não tem de saber a localização exacta dos itens; a caixa de pesquisa irá pesquisar os
seus programas e todas as pastas da sua pasta pessoal (que inclui Documentos, Imagens,
Música, Ambiente de Trabalho e outras localizações comuns). Esta funcionalidade
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também procura nas mensagens de correio electrónico, mensagens instantâneas
guardadas, compromissos e contactos. Para utilizar a caixa de pesquisa, abra o menu
Iniciar e comece a escrever. Não tem de clicar primeiro no interior da caixa. À medida
que escreve, os resultados da pesquisa são apresentados por cima da caixa de pesquisa,
no painel esquerdo do menu Iniciar.
Na parte inferior do painel direito tem o botão Encerrar. Clique no botão Encerrar para
desligar o computador. Clicar na seta existente junto do botão Encerrar apresenta um
menu com opções adicionais para mudar de utilizador, terminar sessão, reiniciar ou
encerrar o computador. Para obter mais informações, consulte Terminar sessão no
Windows e Desligar um computador: perguntas mais frequentes. Clicar no botão
Encerra para encerrar o computador ou clique na seta para mais opções
A área de notificação
A área de notificação, localizada na extremidade direita da barra de tarefas, inclui um
relógio e um grupo de ícones. Estes ícones comunicam o estado de algo no computador
ou fornecem acesso a determinadas definições. O conjunto de ícones apresentado
depende dos programas ou serviços instalados e do modo como o fabricante do
computador o configurou.
Quando mover o ponteiro para um ícone específico, verá o nome do ícone ou o estado
de uma definição. Por exemplo, apontar para o ícone de volume mostra o nível de
volume actual do computador. Apontar para o ícone de rede apresenta informações
sobre se está ou não ligado a uma rede, a velocidade de ligação e a força do sinal. A
área de notificação apresenta uma mensagem após a instalação de novo hardware.
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Barra de deslocamento: Permite-lhe deslocar o conteúdo da janela para
visualizar informações que estão actualmente fora do alcance visual.
Limites e cantos: Pode arrastar estes itens com o ponteiro do rato para alterar o
tamanho da janela.
Caixas de diálogo
Uma caixa de diálogo é um tipo especial de janela que lhe coloca uma pergunta, permite
seleccionar opções para efectuar uma tarefa ou fornece informações. Irá ver caixas de
diálogo frequentemente quando um programa ou o Windows necessitar de uma resposta
para poder continuar. É apresentada uma caixa de diálogo se sair de um programa sem
guardar o trabalho efectuado Contrariamente às janelas regulares, não é possível
maximizar, minimizar ou redimensionar a maior parte das caixas de diálogo. No
entanto, estas podem ser movidas.
Uma pasta é um contentor que pode utilizar para armazenar ficheiros. Os documentos
de papel são frequentemente guardados em pastas, dentro de um armário de arquivo, no
computador, as pastas funcionam do mesmo modo.
As pastas também podem armazenar outras pastas. Uma pasta existente dentro de outra
pasta é normalmente chamada subpasta. Pode criar um número ilimitado de subpastas e
cada uma pode conter um número ilimitado de ficheiros e subpastas adicionais.
São programas utilizados directamente pelo usuário para executar uma ou mais tarefas
específicas, também conhecido como programa de usuário, APP (Application Software)
ou simplesmente aplicação. Existem vários tipos de softwares de aplicativos, e os mais
usados são:
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slides e aplicar efeitos de transição e animações entre seus elementos. São
exemplos MS Power Point, LibreOffice Impress e iWork (para MAC).
Navegadores (ou browsers): Utilizados para acessar sites da internet e navegar
entre as páginas. Apresentam funcionalidades para salvar conteúdos, pesquisar
informações, armazenar históricos de navegação. Os principais são: Mozilla
Firefox, Google Chrome, MS Internet Explorer e Safari.
Edição electrónica: Utilizados para trabalhar com imagens e ilustrações.
Oferecem funcionalidades para agrupar elementos, alterar a coloração de
elementos gráficos e adicionar efeitos visuais. São exemplos: Corel Draw,
Gimp, LibreOffi ce Draw, Photoshop.
Compactação: Utilizados como utilitários que agrupam conjuntos de arquivos
comprimindo seu tamanho original (quando possível). Oferecem
funcionalidades para compactar e descompactar arquivos. Os mais comuns são
WinZip, WinRar e Unarchiver.
Banco de dados: Utilizados para armazenar grandes volumes de informação e
manipulá-los de forma fácil. Oferecem funcionalidades para organizar consultas,
criar formulários de colecta e relatórios de impressão. São exemplos: MS Offi ce
Access e LibreOffi ce Base.
Leitor de documentos digitais: Utilizados para interpretar documentos
portáteis (PDF), que não oferecem opções de edição. Oferecem funcionalidades
para localizar expressões e navegar pelas páginas do documento. Os mais
comuns são Acrobat Reader e Foxit Reader.
Aplicativos comerciais: Utilizados para automatizar tarefas ou sistemas
específicos, como por exemplo controlar uma bomba de combustível, realizar
vendas em uma loja de confecções, controlar o estoque de uma agro-indústria,
etc.
Jogos: Essa é uma categoria de software aplicativo sem necessariamente um
propósito definido, além é claro de diverti-lo. Cada vez mais os jogos têm sido
utilizados em experiências educacionais com alto factor de sucesso.
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Introdução ao Word
O MicroSoft Word é um processador de texto que coloca à disposição do utilizador um
conjunto bastante completo de potencialidades para a criação de um documento. Aceda
ao menu Iniciar, grupo Todos os Programas, opção Microsoft Office, sub-opção
Microsoft Office Word
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Tabela: é a estrutura básica de uma planilha electrónica, é uma espécie de grade onde
existem colunas e linhas. Em função disso, usar uma planilha eletrônica para fazer um
texto não será uma tarefa muito simples, pois o software não foi feito com essa
intenção. Outro recurso interessante que as planilhas nos oferecem é a produção de
gráficos.
Recursos de formatação
Assim como nos editores de texto, as planilhas electrónicas também nos oferecem
recursos de formatação, neste caso, além de formatar a apresentação visual da tabela
(cores, tamanhos, bordas, sombreamentos, etc.) podemos também atribuir um formato
ao conteúdo da célula, indicando de que forma o mesmo deve ser apresentado (data,
número com casas decimais, formato de moeda, formato contábil, etc.).
Função: é uma espécie de comando fornecido pela planilha electrónica para resolver
um determinado problema. Existem muitas funções e um usuário experiente pode
inclusive propor, para a planilha electrónica, funções personalizadas.
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Funções para tratamento e datas
As funções para tratamento de datas lhe permitem extrair informações relativas às
células que tenham o formato DATA. Vejamos a seguir os principais exemplos.
HOJE – retorna a data actual a partir do relógio do computador. Não utiliza
parâmetros.
DATA – retorna uma data a partir dos dados dia, mês e ano passados como
parâmetro.
DIA, MÊS, ANO – retornam o dia, ou o mês ou o ano de uma data passada
como parâmetro.
DIA.DA.SEMANA – retorna um número indicando o dia da semana (1-dom, 2-
seg, 7-sáb) de uma determinada data.
Funções lógicas
As funções lógicas trabalham com expressões lógicas e os valores lógicos:
VERDADEIRO e FALSO. São úteis quando precisamos realizar comparações ou outras
operações envolvendo algum critério. Observe a seguir as principais funções lógicas:
SOMASE – soma as células especificadas por determinado critério ou condição.
Recebe como parâmetros um intervalo de células a serem somadas e uma
condição da soma. Opcionalmente um terceiro parâmetro pode ser utilizado caso
a condição da soma tenha que ser aplicado sobre outro intervalo de células,
distinto daquele em que a soma ocorrerá.
SE – verifica se uma condição foi satisfeita e retorna um valor se o resultado da
condição for VERDADEIRO ou retorna outro valor se o resultado da condição
for FALSO.
E – verifica se os parâmetros (testes lógicos) são verdadeiros e retorna
VERDADEIRO se todos eles forem verdadeiros (para qualquer outra
combinação o resultado é FALSO).
OU – verifica se os parâmetros (testes lógicos) são verdadeiros e retorna
VERDADEIRO se pelo menos um deles for verdadeiro. A função OU só
retornará FALSO quando todos os parâmetros forem falsos.
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5.2.2.3 – Editor de apresentação (Power Point)
Certamente você já deve ter assistido a uma palestra onde o palestrante utiliza um
projector multimídia para exibir em um telão alguns slides que o orientam a discorrer
sobre o tema. Em geral, o conjunto de slides apresentados é produzido por um editor de
apresentações. Neste caso, este recurso auxilia o palestrante a desenvolver o assunto
(lembrando-lhe de pontos importantes), bem como favorece a compreensão da plateia,
uma vez que utiliza elementos gráficos e/ou animações, tornando mais produtiva a
tarefa de comunicação.
Este mesmo exemplo do palestrante pode ser imaginado em uma sala de aula onde o
professor utiliza o mesmo recurso para conduzir suas aulas, ou então, neste mesmo
ambiente, auxiliando um grupo de alunos a apresentar um trabalho. Certamente, você já
deve ter ido a uma festa de aniversário, casamento ou a alguma homenagem onde foram
utilizadas sequências de fotos/vídeos editadas por um editor de apresentações.
Organização de slides
O princípio de funcionamento de um editor de apresentações é bastante simples: um
conjunto de slides formatados e contendo diferentes elementos (textos, figuras, vídeos,
tabelas, gráficos, etc.) é exibido de forma sequencial (um após o outro). A passagem de
um slide para o outro, conhecida como transição de slides pode ser automática (com a
configuração de um tempo pré-definido) ou manual (com o clique do mouse ou toque
no teclado).
Uma caixa de texto é uma área rectangular e suspensa na qual adicionamos elementos
textuais (um título ou alguns itens, por exemplo). Existem propriedades da caixa de
texto que podem ser alteradas, como por exemplo, a cor de fundo e o estilo da borda.
Em linhas gerais, podemos dizer que as interfaces (janelas) de ambos são muito
semelhantes. Inicialmente nos é apresentado uma área em branco representando o slide
inicial. Uma vez que o primeiro slide foi concluído, vamos utilizar os botões novo slide.
Antes da inclusão de um novo slide o editor nos oferece alguns modelos, também são
oferecidas outras opções, como duplicar um slide existente.
A acção de inclusão de novos slides irá se repetir até que a apresentação seja finalizada.
O trabalho de organizar uma apresentação consiste basicamente de incluir e formatar
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uma sequência de slides contendo outros elementos (textos, figuras, tabelas, etc.). Uma
vez que a apresentação está concluída o usuário pode dar início a sua exibição. No MS
PowerPoint uma apresentação é iniciada através da guia “Apresentação de slides” por
meio do botão ou também através da tecla de atalho “F5”.
Outro efeito interessante que podemos aplicar são as animações. Diferentemente dos
efeitos de transição, uma animação não é aplicada em um slide, mas sim em seus
elementos (figuras, textos, etc.) Por meio de uma animação, podemos fazer com que
uma figura seja substituída por outra ou então que tenha uma “entrada” especial, caindo
sobre o slide, por exemplo. Outros exemplos de animações, mais simples, são o
aparecimento dos itens de um texto um a um, ou o esmaecimento de elementos que já
foram apresentados.
Para aplicar um efeito a um elemento, como uma figura ou uma caixa de texto, devemos
inicialmente seleccioná-la. No MS PowerPoint os efeitos são escolhidos por meio da
guia “Animações” e do botão de acção “Animar”. Logo que clicado o botão oferece
algumas animações simples (desaparecer, revelar e surgir), bem como oferece a opção
de “Animação personalizada”. Por meio dessa última opção podemos aplicar um
conjunto maior de efeitos e inclusive combiná-los entre si.
6 – Internet
Quando falamos de internet, estamos nos referindo a uma grande rede de dispositivos
computadorizados de alcance mundial, podemos entendê-la como uma grande infra-
estrutura em rede. Antes da internet se tornar o que conhecemos hoje, houve um grande
percurso na evolução dos computadores e das tecnologias de telecomunicações.
Assim como muitas das descobertas da humanidade, a internet também teve forte
motivação militar. Durante o período pós-guerra (anos 60 do século XX), especialmente
na guerra fria (EUA × Rússia), havia um grande temor em relação a possíveis ataques
nucleares. Pesquisas buscavam desenvolver uma cadeia de comunicações onde não
existisse um ponto central que, ao ser destruído, colocaria em colapso todo o sistema de
comunicações.
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a ser trafegado entre os computadores em pequenos “pacotes”, despachando-os por
meio das diferentes linhas telefónicas até um computador de destino.
Não há um dono ou entidade responsável pela internet, podemos defini-la como uma
rede de computadores de acesso público e ilimitado que utiliza a infra-estrutura de
telecomunicações. Embora não exista um dono, existem consórcios internacionais,
como o World Wide Web Consortium (W3C), com a tarefa de agregar empresas filiadas
na tentativa de, em conjunto, desenvolver padrões para a internet.
Princípios de funcionamento
O acesso à internet se dá, normalmente, por meio de um Internet Service Provider (ISP)
ou Provedor de Serviço de Internet e utiliza-se de, pelo menos, três componentes (CPE,
rede de acesso e POP).
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Principais serviços
Muitos estudiosos consideram a internet uma das maiores revoluções pela qual a
humanidade passou e vem passando em um curto espaço de tempo.
Entre tantas opções que temos ao utilizar a internet, podemos classificar alguns serviços
clássicos que, de uma forma ou de outra, serviram de base ou fundamento para o
surgimento de outras formas de aplicação.
a) Correio electrónico
O correio electrónico, também conhecido como e-mail é um serviço através do qual
podemos explorar a comunicação de forma off-line, ou seja, sem que ambos os
interessados estejam conectados. Podemos fazer uma analogia ao correio tradicional, no
qual as correspondências enviadas por um remetente a um destinatário somente serão
lidas se este último se dirigir até sua agência de correio para retirar o material remetido
(considerando, nesse exemplo, a inexistência do carteiro).
Por meio do serviço de correio electrónico, uma aplicação (cliente de e-mail) oferece ao
utilizador alguns campos para preenchimento (destinatários, assunto, texto da
mensagem, etc.) que irão compor uma mensagem. Após a submissão da mensagem a
uma aplicação servidora (servidor de e-mail), esta se encarrega de encaminhá-la às
caixas de correio de cada um dos destinatários (que ficam armazenadas em aplicações
servidoras). Um endereço de e-mail é composto, basicamente, por duas partes que são
separadas pelo sinal de “@” (que em inglês é lido como at – em).
b) Transferência de arquivos
O serviço de transferência de arquivos é baseado em um protocolo específico
denominado de File Transfer Protocol (FTP). Por meio desse serviço, uma aplicação
cliente pode realizar duas operações básicas:
Download: quando um arquivo originalmente localizado no equipamento
servidor é copiado para o equipamento da máquina cliente. O termo “baixar um
arquivo” está directamente associado à operação de download.
Upload: quando um arquivo que está localizado no equipamento do usuário é
submetido para a aplicação servidora de forma que uma cópia do mesmo seja
realizada.
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Outro formato bastante difundido são as salas de bate-papo, nas quais o usuário se
conecta a um servidor específico (que geralmente não exige cadastro prévio, apenas um
identificação de usuário), escolhe uma “sala” (geralmente atrelada a um tema) e pode se
comunicar com todos os usuários presentes na mesma.
d) Acesso remoto
Acessar remotamente um recurso significa ter controlo total sobre tal dispositivo, como
se estivesse sentado diante dele, porém a distância. Essa é uma aplicação muito comum
desde os primórdios da internet. Através de um acesso remoto, um usuário pode
controlar, por exemplo, seu computador a quilómetros de distância. O equipamento que
o usuário está operando conecta-se com o recurso remoto que passa as acções que estão
sendo executadas para a tela do equipamento do usuário.
e) Navegação no hipertexto
O princípio de navegação pelo hipertexto foi pensado, inicialmente, por Tim Berners-
Lee, um britânico que, em meados dos anos 90, trabalhava no núcleo de Computação do
CERN (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear). Tim Berners-Lee buscava uma
forma de organizar, electronicamente, os textos e as pesquisas dos cientistas do CERN
(e também de outras partes do mundo) de forma que os mesmos pudessem ser
interligados e compartilhados. Partindo-se desse anseio, Tim Berners-Lee desenvolveu
um software próprio e um protocolo para recuperar hipertextos que foi denominado de
http (Hypertext Transfer Protocol).
O formato do texto criado para ser transportado pelo protocolo foi chamado de HTML
(HyperText Markup Language) e consiste de uma linguagem de marcação pela qual é
possível, por meio de comandos (tags), incluir ligações entre textos – inclusive entre
materiais publicados em diferentes locais.
O conceito de rede social, altamente difundido nos dias atuam, baseia-se fortemente nos
princípios de navegação pelo hipertexto. Por meio de aplicações, um usuário pode
cadastrar um perfil e passar a indicar outros usuários como participantes de sua rede de
contactos.
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