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Manual de Informática para Iniciantes

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BREVE APRESENTAÇÃO DO CURSO

É indiscutível a importância dos computadores nos dias actuais. Os computadores


revolucionaram a vida quotidiana, tornaram-se uma ferramenta que melhora a
produtividade, processa dados diversos e provê comunicação entre as pessoas. Enfim, a
informática permeia a vida de todos, mesmo daqueles que não têm conhecimento disso.

É imprescindível a constante actualização e aprendizado para a utilização das


ferramentas de informática de última geração.

Percebe-se que é grande o número de pessoas com dificuldade na área de computação


ou que não tem conhecimento algum sobre a utilização de uma ferramenta de
informática, desenvolvendo uma espécie de aversão ou mesmo fobia ao se deparar com
um computador.

Neste contexto, apresentamos o manual de Informática na Óptica do Utilizador que tem


como objectivo principal a inclusão digital dos alunos e serve como material didáctico e
de orientação para o estudante utilizar um computador.

Este manual tem a função de auxiliar o aluno no acompanhamento das aulas, sendo um
importante recurso para aqueles que não têm computador em casa, não têm acesso à
Internet, trabalham o dia inteiro e, muitas vezes, só têm disponível o tempo de
deslocamento do trabalho à escola para estudar.

No final da formação o aluno estará apto a, apresentar os conceitos básicos de


informática, identificar ferramentas para a produção e edição de textos, planilhas
electrónicas e apresentação de slides, identificar questões e problemas buscando
soluções adequadas e eficientes, operar com responsabilidade e presteza os
equipamentos e sistemas operacionais, bem como navegar de forma segura na Internet.

Boa sorte!

O autor
Moisés S. António

2
1 – Conceitos Fundamentais

Certamente, muitos desses termos já fazem parte da sua vida, mas, às vezes, não
paramos para pensar no que exactamente significam. Por exemplo, se você tivesse que
definir tecnologia, o que você diria? Certamente, neste momento, você pensou em algo
bem moderno, cheio de recursos, não é? Mas tecnologia não é, necessariamente, isso.

O termo tecnologia designa o processo de transformação de conhecimento em


aplicações úteis.

Então, a primeira coisa que precisamos fazer é dissociar o termo tecnologia do termo
computador. A tecnologia está presente em muitas outras coisas e certamente o
computador é, sem dúvida, uma ferramenta tecnológica bastante útil, que pode ser
empregada em diferentes actividades. Essa é, talvez, a maior diferença entre o
computador e outros equipamentos que se fazem presentes em nosso dia-a-dia: o
computador nos permite programá-lo para que execute determinadas tarefas e em
algumas situações até possa tomar decisões, desde que essas estejam logicamente
definidas.

Computador, então é a máquina, certo? E o que seria a computação? A computação é a


ciência que estuda o computador. Essa ciência é bem recente, se considerarmos outras,
mais antigas como Filosofia, Matemática, Biologia, etc. A computação se dedica a
estudar o computador, tanto seu funcionamento físico como lógico e tenta promover a
computação para a própria computação.

E o que seria a informática? E qual sua relação com o computador e a computação? A


informática é outra ciência, cujo objecto de estudo é a informação. A informática é mais
antiga que a computação, pois antes de existir o computador já existia informação. No
entanto, o desenvolvimento da informática enquanto ciência se potencializou muito com
o advento do computador e hoje é muito difícil dissociar estes dois termos, ou seja, é
difícil falar da informática sem o computador e do computador sem a informática.

O termo informática deriva da junção de dois termos que são:


 Infor: Informação
 Mática: Automática

A informática é a ciência que faz o tratamento automático da informação, por meio da


utilização de técnicas, procedimentos e equipamentos adequados, tendo por base os
computadores.

O computador é uma máquina constituída por uma série de componentes e circuitos


electrónicos, capaz de receber, armazenar, processar e transmitir informações. É uma
máquina programável, capaz de realizar uma grande variedade de tarefas seguindo uma
sequência de comandos de acordo com o que for especificado. O computador não faz
absolutamente nada sem que lhe seja ordenado fazer.

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Principais vantagens do uso do computador
 Velocidade: Executa operações em pequenas fracções de tempo.
 Aumento de produtividade: Economia de tempo.
 Confiabilidade: Executa as tarefas exactamente como lhe são ordenadas.
 Versatilidade: Possibilidade de realizar uma infinidade de trabalhos de diferentes
tipos.
 Capacidade de armazenamento;
 Melhoria na qualidade da informação produzida;
 Eficiência no armazenamento e consulta da informação;
 Liberação das pessoas de tarefas rotineiras.

Principais aplicações do computador

Áreas Aplicação
Entretenimento Redes sociais, música, cinema, jogos, etc.
No lar Electrodomésticos informatizados, segurança, etc.
Comercial Sistemas de pagamentos, controle de estoque, cobranças
Instrumentação Equipamentos de laboratório, microscópios, etc.
Centrais telefónicas, controle de tráfego aéreo, controle
Controle de processos
de segurança de cidades, controle de refinarias, etc.
Diagnóstico de doenças, diagnósticos de imagens,
Medicina monitoramento de pacientes, cirurgia auxiliada por
computador, etc.
Ensino à distância, bibliotecas digitais, aulas, museus
Educação
digitais, etc.
Engenharia e Arquitectura CAD, projectos 3D, cálculos complexos, etc.

2 – História e Evolução dos Computadores

Até o fim do século XVI, o ábaco era o principal instrumento para se fazer contas e se
computar resultados, por este motivo foi considerado como o primeiro computador.
Teve o seu surgimento na antiguidade, por volta de 2.500 a.C., como forma de apoio
aos dedos para efectuar contas e auxiliar no comércio e em tarefas quotidianas. Ele
utiliza a base decimal (sistema com dez símbolos, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9) e cada conta
na haste representa uma unidade ou um múltiplo de dez.

Em seguida, surgiu uma época de intensa actividade de inovação na Europa, quando foi
criada a Tábua de Logaritmos por John Napier por volta de 1614 e a Régua de Cálculo
no fim da década de 1620 por William Oughtred. O cientista saxão Gottfried Leibniz foi
um dos precursores do sistema binário (sistema com dois símbolos, 0 e 1), porém foi o
inglês George Boole que concebeu uma forma de álgebra do sistema binário, que ficou
conhecida como álgebra booleana, uma lógica de dois estados, com uma adaptação
muito fácil à descrição futura de circuitos de comutação eléctricos, onde o símbolo 1
pode representar que um interruptor com corrente eléctrica e o símbolo 0 pode
representar um interruptor sem corrente eléctrica.

4
Já em 1804, Joseph Marie Jacquard inventou um tear automatizado, programado por
cartões perfurados, considerado como a primeira máquina mecânica programável. Só
em 1822, Charles Babbage, um cientista britânico considerado o pai do computador
actual, criou uma Máquina de Diferenças para corrigir erros das tabelas matemáticas da
época e, em 1833 criou a Máquina Analítica que podia ser programada, porém seu
projecto nunca foi concluído. Em 1880, Herman Hollerith, então funcionário da agência
estatística dos EUA, criou uma técnica de cartões perfurados para agilizar o
processamento de dados do censo, criando posteriormente a Tabulating Machine
Company que viria se tornar a IBM, até hoje uma das maiores empresas de informática
do mundo.

A partir de 1930, com a aproximação da 2ª Guerra Mundial, surgiu a necessidade de


cálculos balísticos e decifração de códigos de comunicação para as operações militares e
com isso vários projectos foram financiados pelos governos. Surge o computador Mark
I construído com relés, em seguida o ENIAC que foi o primeiro computador totalmente
electrónico e substituía os relés por válvulas electrónicas, ele possuía aproximadamente
18 mil válvulas, ocupava cerca de 160 m2 e pesava cerca de 30 toneladas. O cientista
John Von Neumann criou um novo conceito que agilizou e simplificou a utilização dos
computadores da época onde os dados e os programas eram armazenados na memória
do computador.

Já em 1961, uma empresa americana chamada Texas Instruments cria um circuito


integrado conhecido como chip. O chip é um conjunto de transístores, capacitores e
resistores em uma minúscula placa de material semicondutor. É rápido, pequeno,
durável, consome menos energia e substitui as válvulas electrónicas. Esta inovação
revolucionou o mundo dos computadores.

Em 1971, outra empresa americana, chamada Intel, lança o primeiro microprocessador,


o Intel 4004, que reuniu em um único chip, todas as funções de um processador central.
No ano de 1975 foi criado o kit de computador ALTAIR baseado no processador Intel
8080 e dois estudantes universitários, Bill Gates e Paul Allen, criaram um sistema
operacional para essa máquina e fundaram a Microsoft.

Em 1976, Steve Jobs e Steve Wozniac lançam o APPLE 1, o primeiro computador


pessoal mais bem sucedido em vendas. No ano de 1981, a IBM lança o IBM-PC e
contrata a Microsoft para desenvolver seu sistema operacional, o MSDOS. Já em 1983,
a IBM lança o PC-XT com disco rígido e processador 8088. Em seguida, os
computadores pessoais são conhecidos pelas terminologias de seus processadores: 8088,
8086, 80286 (286), 80386 (386), 80486 (486), Pentium etc.

No ano de 1984, a Apple lança o computador Macintosh com interface gráfica e com
figuras, o que facilitou o uso. Em 1985, surge o Windows 1.0 da Microsoft. Em 1990, o
Windows 3.0 baseado no sistema gráfico do Macintosh para os usuários do MS-DOS e,
em 1995, é lançado o Windows 95. Entre 1998 e o ano 2000, foram lançados o Windows
98, Windows 2000 e Windows ME. No ano de 2001 o Windows XP, em 2006 o
Windows Vista e em 2009 o Windows 7.

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2.1 – Geração dos computadores

Pode-se estruturar as gerações de computadores da seguinte forma:

Primeira geração (1951 - 1959)


 Utilização de válvulas
 Tamanho gigantesco
 Uso restrito
 Precisava ser reprogramado a cada tarefa
 Consumo de grande quantidade de energia
 Problemas de aquecimento
 Processamento muito lento
 Velocidade em milissegundos

Segunda geração (1959 - 1965)


 Transístores no lugar das válvulas
 Tamanho gigantesco
 Início do uso comercial
 Capacidade de processamento muito pequena
 Cálculo em micro segundos (milésimos)

Terceira geração (1965 - 1975)


 Circuitos Integrados
 Diminuição do tamanho
 Maior capacidade de processamento
 Início da utilização dos computadores pessoais
 Baixíssimo gasto de energia

Quarta geração (1975 - 1990)

 Micro Processadores
 Surgem os primeiros softwares integrados
 Processadores de texto
 Planilhas electrónicas
 Gerenciamento de banco de dados

Quinta geração (1990 – dias actuais)


 Inteligência Artificial
 Computação Quântica
 Nano Tecnologia
 Super Computadores
 Robótica
 Imagem Virtual
 Multimédia
 Internet.

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3 – Linguagem dos Computadores – Sistema Binário

Antes de falarmos da estrutura física de um computador, é bom compreendermos como


são representadas as informações em um computador. Primeiramente, devemos ter em
mente que um computador é uma máquina composta de vários componentes
electrónicos. Sabemos que esses componentes precisam de electricidade para funcionar.
Adicionalmente, os sinais eléctricos são responsáveis pela comunicação entre os
componentes electrónicos do computador e o seu armazenamento de estado. Em outras
palavras, podemos dizer que em um computador os dados e informações estão sob a
forma de sinais eléctricos.

Há dois tipos de sinais eléctricos em um computador: os sinais que indicam a ausência


de electricidade e os que indicam a presença de electricidade. Para identificar a ausência
de electricidade utilizamos o número 0. A presença de electricidade é identificada pelo
número 1.

A linguagem dos computadores é o código binário, que é constituído por estes dois
dígitos 0 e 1. Essa representação dada pelos dígitos 0 e 1 é chamada de sistema binário,
que é a base do sistema digital do mundo da informática que conhecemos, ou seja toda
máquina utiliza apenas estes dois dígitos para processar dados.

No sistema binário, um dígito binário (0 ou 1) é chamado de bit, do inglês Binary Digit.


O bit: é a menor unidade de informação de um computador. Qualquer tipo de dado,
como um arquivo de texto, uma imagem, um vídeo ou um programa, é uma sequência
de bits armazenados no computador. Logo, concluímos facilmente que deve existir uma
forma de codificação para que as coisas que conhecemos sejam convertidos para o
sistema binário. O byte: é a maior capacidade de armazenamento em relação ao bit.

Os números que utilizamos no nosso dia-a-dia correspondem basicamente aos dígitos de


0 a 9. São apenas 10 dígitos, sendo por essa razão chamados de sistema decimal. Na
informática, frequentemente devemos converter os números em decimal para números
binários (0 ou 1). A tabela abaixo apresenta os primeiros números decimais e os
respectivos números binários.

Número Decimal Número Binário


0 0
1 1
2 10
3 11
4 100
5 101
6 110
7 111
8 1000
9 1001

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Uma codificação bastante utilizada na informática para a conversão de texto para o
Sistema binário é o código ASCII (acrônimo de American Standard Code for
Information Interchange). O código ASCII é um mapeamento dos caracteres (letras,
números e símbolos) para números binários de 1 byte. A medida 1 byte corresponde a 8
bits.

Carácter Representação Binária do Código ASC II


@ 0100 0000
$ 0010 0100
+ 0010 1011
A 0100 0001
A 0110 0001
B 0100 0010
B 0110 0010

É comum utilizar as unidades de capacidade de armazenamento, que também são


chamados de prefixos binários para organizar as quantidades de bits de alguma
informação. Os prefixos binários abreviam a forma de escrever as quantidades de bits,
sendo bastante úteis quando lidamos com uma quantidade muito alta. Por exemplo, ao
invés de termos que declarar a quantidade 17 bilhões e 980 milhões de bits, seria
equivalente declarar 2,25 GB (Gigabytes).

Unidade Repr. Quantidade


Byte B 1 B = 8 bits
Kilobyte KB 1 kB = 1024 bits ou aproximadamente 8 mil bits
Megabyte MB 1 MB = 1024 kB ou aproximadamente 8,4 milhões de bits
Gigabyte GB 1 GB = 1024 MB ou aproximadamente 8,6 bilhões de bits
Terabyte TB 1 TB = 1024 GB ou aproximadamente 8,8 trilhões de bits
Petabyte PB 1 PB = 1024 TB ou aproximadamente 9 quatrilhões de bits
Exabyte EB 1 EB = 1024 PB ou aproximadamente 9,2 quintilhões de bits
Zettabyte ZB 1 ZB = 1024 EB ou aproximadamente 9,4 sextilhões de bits
Yottabyte YB 1 YB = 1024 ZB ou aproximadamente 9,6 septilhões de bits

Além da utilização das unidades para a quantidade de bits, eles também são utilizados
para expressar a velocidade de um processador ou a velocidade de transmissão de dados
entre computadores.

A velocidade do processador é expressa na unidade de frequência Hertz (Hz) e a


velocidade de transmissão de dados na unidade bits por segundo (bps). Se encontrarmos
algum valor de medida expressa como 2,8 GHz, saberemos que essa medida trata da
velocidade de um processador que é algo em torno de 2,8 bilhões de Hertz. Da mesma
forma, se for apresentado a medida 100Mbps, identificaremos que essa medida se refere
à velocidade de transmissão de dados, equivalente a 100 milhões de bits transmitidos
por segundo.

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4 – Componentes básicos do Computador

Os componentes básicos do computador são:


a) Gabinete: é a estrutura que serve para armazenar todos os componentes internos
da máquina, como placa mãe, memorias, discos duros, etc.
b) Placa-mãe: é o conjunto de circuitos eléctricos capaz de realizar a comunicação
dos componentes integrados a ele por meio de pulsos eléctricos. A placa-mãe é
uma das principais peças do computador e todos os seus periféricos são
acoplados: placa de vídeo, rede, som, memória, HD, processador.
c) Fonte de alimentação: é o componente responsável por alimentar
electricamente o computador. A sua principal função é de converter a
electricidade em de corrente alternada em corrente contínua.
d) Memória RAM: conhecida também por memória principal, tem a função de
armazenar temporariamente todas as informações que serão usadas pelo
processador. Só armazenam dados enquanto o computador estiver ligado.
e) Processador: é o componente responsável por fazer o processamento de todos
os dados do computador, também é considerado como o cérebro do computador.
f) Dispositivos de armazenamento: Os dispositivos de armazenamento de dados
funcionam tanto como entrada (leitura) quanto como saída (gravação) de dados.
Todas as informações residentes nos computadores ficam armazenadas nestes
dispositivos. Os principais dispositivos de armazenamento são, HD (Disco
Duro), CD´s/DVD´s, Pen Drive, Cartão de memória, etc.

5 – Ramos da Informática

A informática está dividida em duas partes, que são: Hardware e Software.


5.1 – Hardware
Hardware: é a parte física do computador, ou seja é o conjunto de meios, componentes
e equipamentos necessários para o funcionamento do computador. O hardware está
dividido pelas seguintes unidades ou periféricos.

a) Unidades ou Periféricos de Entrada


Os periféricos de entrada são em geral os dispositivos que nos permitem fornecer dados
ao computador, é através deles que informamos o que precisamos que seja feito. A
comunicação é feita no sentido usuário computador. Os periféricos de entrada mais
conhecidos são o teclado e o Mouse (Rato).

O teclado nos permite a digitação de todos os caracteres alfanuméricos (letras e


números), a utilização de teclas de movimentação e ainda teclas com funções especiais.
Geralmente um teclado é dividido em blocos (teclas de controle, teclas de função,
teclado alfanumérico, teclado numérico e teclado de navegação ou movimentação).

O Mouse é um dispositivo apontador, por meio do qual conseguimos guiar uma seta e
realizar operações como clicar, arrastar e rolar, utilizando-se a palma da mão.

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Normalmente o mouse possui dois botões: “direito” e “esquerdo”, além de um scroll
que é uma espécie de roda que ao ser girada para cima, indica que estamos querendo
rolar a tela nessa direcção e ao ser girada para baixo, indica o contrário.

Além do mouse tradicional no formato de rato, também existem os touchpads ou


dispositivos sensíveis ao toque. Tais dispositivos são normalmente utilizados em
notebooks/netbooks dispensando a utilização do mouse. Neste caso, a movimentação da
seta se dá por meio de movimentos dos dedos sobre o touchpad. Embora o mouse e
teclado sejam os dois periféricos de entrada mais conhecidos, há outros também que não
são tão desconhecidos assim, como:
 Microfone: utilizado para captar e fornecer sinais sonoros para o computador.
 Leitor de código de barras: utilizado para converter código de barras em
caracteres alfanuméricos.
 GPS: utilizado para fornecer coordenadas geográficas (altitude e longitude) ao
computador.
 Mesa digitalizadora: utilizada por profissionais como engenheiros, arquitectos
ou designers para captar o movimento de uma caneta sobre uma superfície.
 Câmara: utilizado para captar e fornecer imagens (estáticas ou em movimento)
para o computador.
 Scanner: utilizado para digitalizar imagens/documentos.
 Joystick: utilizado normalmente em jogos de computador, para capturar opções
avançadas de movimentação.

b) Unidades ou periféricos de saída


Os periféricos de saída nos oferecem o resultado do processamento, é através deles que
podemos visualizar nossa interacção com o computador. A comunicação é feita no
sentido, computador usuário. Os mais comuns são os monitores (telas ou vídeos) e as
impressoras.

Os monitores nos oferecem uma rápida visualização daquilo que é feito. Quando
precisamos que a informação resultante de um processamento seja independente do
computador, ou seja, impressa em papel (ou outro material), será necessário fazer uso de
uma impressora ou outro dispositivo equivalente. Para além desses dois elementos
existem ainda outros periféricos de saídas como as colunas, os Fones de ouvido, as
placas de áudio, entre outros.

c) Unidades ou periféricos mistos


Também existem periféricos que combinam características de entrada e saída.
Essencialmente, os periféricos de armazenamento em memória (HDs, drives de CD,
leitores de cartão de memória, etc.) são considerados periféricos de entrada e saída) uma
vez que os dados armazenados em suas mídias podem ser oferecidos como entrada ou
gravados como resultado do processamento (saída). Além destes dispositivos existem
ainda outros dispositivos que também são considerados mistos, como as impressoras, as

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placas de áudio, os dispositivos de rede, os monitores touch-screen (sensível a toque,
táctil/digital), o scanner e o fax etc.

d) Unidades de Processamento (CPU)


A CPU (processador) é o principal elemento do computador, é o componente
responsável por fazer o processamento de todos os dados do computador. É considerado
o cérebro do computador.

O processador é dividido em duas unidades principais: a ULA (Unidade Lógica e


Aritmética), que responde pelo processamento matemático e lógico e a UC (Unidade de
Controle) que descodifica as instruções recebidas dos programas e controla o fluxo de
execução e os desvios dos mesmos. O processador é encaixado sobre a placa mãe, que é
uma peça de hardware fundamental, responsável pela interligação de todos os
dispositivos: processador, memória e periféricos.

A capacidade de uma CPU, nota-se em função da sua velocidade e do volume de dados


a processar. A velocidade da frequência é medida em ciclos por segundo, quando a CPU
realiza milhões de ciclos por segundo a sua frequência é medida com a capacidade
Mega Hertz, e quando realiza bilhões de ciclos por segundo a sua frequência é medida
com a capacidade Giga Hertz.

A Intel é a mais antiga empresa do ramo, trabalha com microprocessadores desde 1970
e actualmente fabrica alguns dos mais populares microprocessadores do mercado. A
AMD é a sua principal concorrente, estas são as duas empresas que dominam o mercado
da fabricação de processadores. Pessoas que gostam de jogar ou que necessitam
processar grande volume de informações podem optar por processadores da linha AMD
X4 Phenom ou pelo i7 da concorrente, Intel.

e) Unidades de Memória
A memória como o próprio nome já nos indica, é responsável por armazenar
informações que o processador está utilizando no momento, ou então, que irá utilizar
futuramente. As memórias dividem-se em dois grupos que são: memória RAM e
memória ROM.

Memória RAM (Random Access Memory)

Memória de acesso aleatório é uma memória de armazenamento de curto prazo, é


considerada como uma memória volátil, porque perde todos os dados quando
electricamente deixa de ser alimentada, ou seja apenas armazena as informações quando
a máquina está ligada. Também é considerada como memória principal porque permite
a emissão de imagem e o processamento de informações de um ponto para o outro.
Existem dois tipo de memória RAM, que são:

SRAM/Memoria Cache (memoria estática): memórias de acesso rápido, as memórias


cache encontram-se na parte interna da CPU e no socket da CPU, e está dividido em três
níveis, que são Nível 1, Nível 2 e Nível 3.

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DRAM (memória Dinâmica): usada como memória principal, são as memórias que se
montam nas máquinas para o processamento de dados, são as memórias que permitem a
emissão de imagem trabalhando em conjunto com o processador.

As memórias dinâmicas podem ser SDDR e DDR, as memórias DRR variam de DDR1
a DDR4. Podemos identificar um tipo de memória pela frequência, especificação,
ranhura, tensão e número de pinos.

Memoria ROM (Ready Only Memory)

Memoria somente de leitura, é uma memória de longo prazo, é uma memória não
volátil, porque não perde os dados quando o computador se desliga. Existem quatro
tipos de memórias ROM que são:

 ROM: são memórias que permitem somente a leitura, em que não permite que
as informações sejam apagadas ou acrescentadas na mesma e, processa
informações como inicialização da máquina, orientações do sistema operacional,
e são gravadas pelo fabricante.
 PROM (Programmabled Ready Only Memory): é uma memória programável
somente de leitura, e tem praticamente as mesmas características da memória
ROM, permite acessar as informações que não podem ser apagadas nem
acrescentadas.
 EPROM (Erasabled Programmabled Ready Only Memory): memoria
somente de leitura programável e apagável, é uma memória que permite apagar
e acrescentar e faz esse processo por meio da energia ultravioleta.
 EEPROM (Electrical Erasabled Programmabled Ready Only Memory):
memoria programável somente de leitura e apagável por meio da electricidade.

5.2 – Software

Software: é a parte lógica do computador, ou seja o conjunto de programas e recursos


não físicos, necessários para o funcionamento normal do computador. O software é a
parte intangível do computador, sem o software o hardware é apenas um aglomerado de
circuitos integrados e dispositivos electrónicos, porém com o software o hardware
ganha vida, executando as instruções que lhe são passadas por meio dos programas de
computador.

São instruções que controlam o hardware de modo a realizar tarefas determinadas por
um “algoritmo”. O conjunto dessas instruções implementado numa linguagem
computacional é denominado “programa”. As instruções utilizam o hardware para
realizar operações sobre dados armazenados na memória do computador. Existem dois
tipos de softwares, que são: Software de sistemas e softwares de aplicação.

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5.2.1 – Software de Sistemas (Sistema Operacional)

Um sistema operacional é o software que inicializa o computador e que serve de meio


de ligação entre o hardware e os demais programas, sem ele os demais aplicativos não
saberiam como acessar os dispositivos de hardware ou se comunicar entre si. O sistema
operacional pode ser visualizado como uma camada entre o hardware e os aplicativos.
Existem basicamente três sistemas operacionais que se destacam no mercado
corporativo (empresarial) e doméstico dos computadores: Windows, MAC OS e Linux.

 Windows: Sistema operacional proprietário desenvolvido pela empresa


Microsoft (desde 1985) e derivado do MS-DOS, é baseado em janelas gráficas
(daí o seu nome Windows = Janelas), oferece grande compatibilidade com
diferentes tipos de hardware.
 Linux: Sistema operacional livre de código-fonte aberto, cujo núcleo inicial foi
desenvolvido por Linus Torvalds que em 1991 o disponibilizou para que a
comunidade de software livre continuasse seu desenvolvimento. Actualmente
dispõe de diferentes distribuições (Ubuntu, RedHat, OpenSuse, Debian, Fedora,
etc.) que oferecem grande compatibilidade com diferentes tipos de hardware.
 MAC OS: Sistema operacional proprietário e padrão dos computadores
Macintosh produzidos pela Apple desde 1984. Foi o sistema pioneiro na
utilização de ambiente gráfico com ícones e área de trabalho. Ele é específico
para utilização em hardware da Apple. Além dos sistemas operacionais
apresentados existem outros, menos difundidos ou de propósitos mais
específicos.

Também há uma outra categoria de sistemas operacionais, tratam-se dos sistemas


operacionais para dispositivos móveis (tablets, smartphones, etc.), os mais destacados
são:

 IOS: Sistema operacional derivado do Mac OS e utilizado pelos equipamentos


produzidos pela Apple, como iPhone, iPod, iPad, Apple TV. Não é compatível
com outros tipos de hardware.
 Android: Sistema operacional livre derivado do Linux, desenvolvido por um
consórcio de empresas de hardware e software denominado de Open Handset
Alliance que é liderado pela Google. É compatível com uma grande quantidade
de dispositivos móveis e sistema embarcados.
 Windows Phone: Sistema operacional desenvolvido pela Microsoft em
substituição à plataforma anterior denominada de Windows Mobile. É
compatível com diversos dispositivos móveis.

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5.2.1.1 – Introdução ao Windows

a) O ambiente de trabalho (Descrição Geral)

O ambiente de trabalho é a área principal do ecrã que é apresentada depois de ligar o


computador e iniciar sessão no Windows. Tal como a superfície de uma secretária, o
ambiente de trabalho serve como superfície para o seu trabalho. Quando abrir
programas ou pastas, estes serão apresentados no ambiente de trabalho. Também pode
colocar itens no ambiente de trabalho, tal como ficheiros e pastas, e dispô-los do modo
que pretender.

Por vezes, o ambiente de trabalho é definido num âmbito mais vasto, incluindo a barra
de tarefas. A barra de tarefas encontra-se localizada na parte inferior do ecrã. A barra de
tarefas mostra os programas em execução e permite-lhe alternar entre estes. Também
contém o botão Iniciar, que pode utilizar para aceder a programas, pastas e definições
do computador.

 Trabalhar com os ícones do ambiente de trabalho


Os ícones são pequenas imagens que representam ficheiros, pastas, programas e outros
itens. Quando inicia o Windows pela primeira vez, verá pelo menos um ícone no
ambiente de trabalho: a Reciclagem. O fabricante do computador poderá ter adicionado
outros ícones ao ambiente de trabalho. Fazer duplo clique num ícone do ambiente de
trabalho inicia ou abre o item que este representa.

 Adicionar e remover ícones do ambiente de trabalho


Pode seleccionar os ícones apresentados no ambiente de trabalho adicionando ou
removendo ícones. Alguns utilizadores preferem um ambiente de trabalho limpo com
poucos ícones ou até mesmo sem quaisquer ícones. Outros colocam dezenas de ícones
no ambiente de trabalho, para acederem rapidamente a programas, ficheiros e pastas
frequentemente utilizados.

Se pretender aceder facilmente aos ficheiros ou programas favoritos a partir do


ambiente de trabalho, pode criar atalhos para os mesmos. Um atalho é um ícone que
representa uma ligação para um item, em vez do item propriamente dito. Quando faz
duplo clique num atalho, o item é aberto. Se eliminar um atalho, só remove o atalho; o
item original permanece inalterado. Os atalhos são identificados pela seta existente no
respectivo ícone.

A Reciclagem
Quando elimina um ficheiro ou pasta, este não é eliminado imediatamente, primeiro vai
para a Reciclagem. Isso é positivo, porque se mudar de ideias e decidir que afinal
precisa de um ficheiro que eliminou, poderá recuperá-lo. Se tiver a certeza de que não
voltará a precisar dos itens eliminados, poderá esvaziar a Reciclagem. Tal procedimento
eliminará permanentemente os itens e recuperará o espaço em discos que ocupavam.

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b) Barra de Tarefas (Descrição Geral)

A barra de tarefas é a barra horizontal longa existente na parte inferior do ecrã.


Contrariamente ao ambiente de trabalho, que pode ficar tapado por janelas abertas, a
barra de tarefas está quase sempre visível. A barra de tarefas tem três secções principais:

 O botão Iniciar: que abre o menu Iniciar.


 A secção intermédia: que apresenta os programas e ficheiros abertos e permite
alternar rapidamente entre estes.
 A área de notificação: que inclui um relógio e ícones (imagens pequenas) que
comunicam o estado de determinados programas e definições do computador.

O menu Iniciar (descrição geral)


O menu Iniciar é o principal ponto de acesso aos programas, pastas e definições do
computador. Chama-se menu porque fornece uma lista de opções, tal como o menu de
um restaurante. E, tal como "iniciar" implica, é o local que utilizará frequentemente para
iniciar ou abrir itens.

Normalmente o Menu Iniciar é utilizado para efectuar estas actividades comuns:


 Iniciar programas
 Abrir pastas frequentemente utilizadas
 Procurar ficheiros, pastas e programas
 Ajustar definições do computador
 Obter ajuda para o sistema operativo do Windows.
 Desligar o computador
 Terminar sessão no Windows ou mudar para outra conta de utilizador

Introdução ao menu Iniciar


Para abrir o menu Iniciar, clique no botão Iniciar no canto inferior esquerdo do ecrã. Ou,
prima a tecla de logótipo Windows no teclado.

O menu Iniciar está dividido em três partes básicas:


 O painel esquerdo mostra uma lista breve dos programas existentes no
computador.
 Na parte inferior do painel esquerdo encontra-se a caixa de pesquisa, que
permite procurar programas e ficheiros no computador através da introdução de
termos de pesquisa.
 O painel da direita fornece acesso a pastas, ficheiros, definições e
funcionalidades frequentemente utilizadas. Irá também aceder a este painel para
terminar sessão no Windows ou desligar o computador.

A caixa de pesquisa
A caixa de pesquisa é um dos modos mais práticos de localizar itens no computador.
Não tem de saber a localização exacta dos itens; a caixa de pesquisa irá pesquisar os
seus programas e todas as pastas da sua pasta pessoal (que inclui Documentos, Imagens,
Música, Ambiente de Trabalho e outras localizações comuns). Esta funcionalidade

15
também procura nas mensagens de correio electrónico, mensagens instantâneas
guardadas, compromissos e contactos. Para utilizar a caixa de pesquisa, abra o menu
Iniciar e comece a escrever. Não tem de clicar primeiro no interior da caixa. À medida
que escreve, os resultados da pesquisa são apresentados por cima da caixa de pesquisa,
no painel esquerdo do menu Iniciar.

O que existe no painel da direita?


O painel da direita do menu Iniciar contém hiperligações para componentes do
Windows que irá provavelmente utilizar com frequência, como pasta pessoal,
documentos, imagens, músicas, computador, painel de controlo, etc.

Na parte inferior do painel direito tem o botão Encerrar. Clique no botão Encerrar para
desligar o computador. Clicar na seta existente junto do botão Encerrar apresenta um
menu com opções adicionais para mudar de utilizador, terminar sessão, reiniciar ou
encerrar o computador. Para obter mais informações, consulte Terminar sessão no
Windows e Desligar um computador: perguntas mais frequentes. Clicar no botão
Encerra para encerrar o computador ou clique na seta para mais opções

A área de notificação
A área de notificação, localizada na extremidade direita da barra de tarefas, inclui um
relógio e um grupo de ícones. Estes ícones comunicam o estado de algo no computador
ou fornecem acesso a determinadas definições. O conjunto de ícones apresentado
depende dos programas ou serviços instalados e do modo como o fabricante do
computador o configurou.

Quando mover o ponteiro para um ícone específico, verá o nome do ícone ou o estado
de uma definição. Por exemplo, apontar para o ícone de volume mostra o nível de
volume actual do computador. Apontar para o ícone de rede apresenta informações
sobre se está ou não ligado a uma rede, a velocidade de ligação e a força do sinal. A
área de notificação apresenta uma mensagem após a instalação de novo hardware.

Trabalhar com janelas


Sempre que abre um programa, ficheiro ou pasta, este é apresentado no ecrã numa caixa
ou moldura chamada janela (é daí que vem o nome Windows sistema operativo). Visto
que as janelas estão presentes em todo o lado no Windows, é importante que saiba como
as pode mover, alterar o respectivo tamanho ou apenas fazê-las desaparecer.

Componentes de uma janela


 Barra de título: Apresenta o nome do documento e programa (ou o nome da
pasta, se estiver a trabalhar numa pasta).
 Botões Minimizar, Maximizar e Fechar: Estes botões ocultam a janela,
aumentam-na de modo a preencher o ecrã completo ou fecham-na,
respectivamente.
 Barra de menus: Contém itens nos quais pode clicar para seleccionar opções
num programa.

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 Barra de deslocamento: Permite-lhe deslocar o conteúdo da janela para
visualizar informações que estão actualmente fora do alcance visual.
 Limites e cantos: Pode arrastar estes itens com o ponteiro do rato para alterar o
tamanho da janela.

Caixas de diálogo
Uma caixa de diálogo é um tipo especial de janela que lhe coloca uma pergunta, permite
seleccionar opções para efectuar uma tarefa ou fornece informações. Irá ver caixas de
diálogo frequentemente quando um programa ou o Windows necessitar de uma resposta
para poder continuar. É apresentada uma caixa de diálogo se sair de um programa sem
guardar o trabalho efectuado Contrariamente às janelas regulares, não é possível
maximizar, minimizar ou redimensionar a maior parte das caixas de diálogo. No
entanto, estas podem ser movidas.

Trabalhar com ficheiros e pastas


Um ficheiro é um item que contém informações, por exemplo, texto, imagens ou
música. Quando aberto, um ficheiro tem um aspecto bastante semelhante a um
documento escrito ou a uma fotografia que pode encontrar na secretária de alguém ou
num armário de arquivo. No computador, os ficheiros são representados por ícones, o
que torna mais fácil reconhecer um tipo de ficheiro através do seu ícone.

Uma pasta é um contentor que pode utilizar para armazenar ficheiros. Os documentos
de papel são frequentemente guardados em pastas, dentro de um armário de arquivo, no
computador, as pastas funcionam do mesmo modo.

As pastas também podem armazenar outras pastas. Uma pasta existente dentro de outra
pasta é normalmente chamada subpasta. Pode criar um número ilimitado de subpastas e
cada uma pode conter um número ilimitado de ficheiros e subpastas adicionais.

5.2.2 – Software/programa aplicativo

São programas utilizados directamente pelo usuário para executar uma ou mais tarefas
específicas, também conhecido como programa de usuário, APP (Application Software)
ou simplesmente aplicação. Existem vários tipos de softwares de aplicativos, e os mais
usados são:

 Editores de texto: Utilizados para produção de documentos, textos, relatórios.


Apresentam funcionalidades que facilitam a actividade de organização e
formatação do texto digitado. Ex: MS Word, LibreOffice Writer, Corel Word
Perfect.
 Planilhas Electrónicas: Utilizadas para processamentos numéricos, organização
de tabelas e gráficos. Apresentam funcionalidades que facilitam as actividades
de tabulação de dados e aplicação de funções matemáticas sobre os mesmos. São
exemplos MS Excel, LibreOffi ce Calc e IBM Lotus 1,2,3.
 Editores de apresentação: Utilizados para organizar apresentações (aulas,
palestras, reuniões). Apresentam funcionalidades que permitem criar e formatar

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slides e aplicar efeitos de transição e animações entre seus elementos. São
exemplos MS Power Point, LibreOffice Impress e iWork (para MAC).
 Navegadores (ou browsers): Utilizados para acessar sites da internet e navegar
entre as páginas. Apresentam funcionalidades para salvar conteúdos, pesquisar
informações, armazenar históricos de navegação. Os principais são: Mozilla
Firefox, Google Chrome, MS Internet Explorer e Safari.
 Edição electrónica: Utilizados para trabalhar com imagens e ilustrações.
Oferecem funcionalidades para agrupar elementos, alterar a coloração de
elementos gráficos e adicionar efeitos visuais. São exemplos: Corel Draw,
Gimp, LibreOffi ce Draw, Photoshop.
 Compactação: Utilizados como utilitários que agrupam conjuntos de arquivos
comprimindo seu tamanho original (quando possível). Oferecem
funcionalidades para compactar e descompactar arquivos. Os mais comuns são
WinZip, WinRar e Unarchiver.
 Banco de dados: Utilizados para armazenar grandes volumes de informação e
manipulá-los de forma fácil. Oferecem funcionalidades para organizar consultas,
criar formulários de colecta e relatórios de impressão. São exemplos: MS Offi ce
Access e LibreOffi ce Base.
 Leitor de documentos digitais: Utilizados para interpretar documentos
portáteis (PDF), que não oferecem opções de edição. Oferecem funcionalidades
para localizar expressões e navegar pelas páginas do documento. Os mais
comuns são Acrobat Reader e Foxit Reader.
 Aplicativos comerciais: Utilizados para automatizar tarefas ou sistemas
específicos, como por exemplo controlar uma bomba de combustível, realizar
vendas em uma loja de confecções, controlar o estoque de uma agro-indústria,
etc.
 Jogos: Essa é uma categoria de software aplicativo sem necessariamente um
propósito definido, além é claro de diverti-lo. Cada vez mais os jogos têm sido
utilizados em experiências educacionais com alto factor de sucesso.

5.2.2.1 – Editor de Texto (Word)

Um editor de textos é um aplicativo que agrega um conjunto de facilidades para nos


auxiliar na tarefa de produção de documentos exibindo-os em tela de forma muito
semelhante ao formato impresso. Um editor de textos é o software adequado para
redigir relatórios, correspondências, trabalhos escolares e livros.

Podemos dizer que o editor de textos é a principal ferramenta de trabalho de um escritor


ou de uma secretária e de tantas outras profissões que necessitam organizar informações
na forma de texto. Este material que você está lendo, foi produzido utilizando-se de um
editor de textos.

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Introdução ao Word
O MicroSoft Word é um processador de texto que coloca à disposição do utilizador um
conjunto bastante completo de potencialidades para a criação de um documento. Aceda
ao menu Iniciar, grupo Todos os Programas, opção Microsoft Office, sub-opção
Microsoft Office Word

Componentes do ecrã de abertura do Word


 Barra de título: é onde vem escrito o nome do documento a ser digitalizado
 Barra de Menus: aqui pode encontrar todos os comandos do programa; estes
comandos estão arrumados em menus; para abrir um menu basta que clique com
o botão esquerdo do rato no nome do menu.
 As barras de ferramentas que o Word apresenta quando se inicia uma sessão são:
Padrão e Formatação
 Área de texto: É a área onde pode escrever o seu texto e tem o aspecto de uma
folha de papel
 Barras de deslocamento: Com as barras de deslocamento consegue mover a
folha no ecrã e assim ver todo o conteúdo do documento
 Barra de estado: Fornece várias informações sobre o documento, por exemplo :
o número da página corrente, a posição do cursor e etc…
 Réguas: As réguas estão graduadas em centímetros e têm duas zonas. A zona
(espaço normal de texto) e a zona cinza azulado (zona das margens)

Comandos básicos do Word


 Criar um documento: Aceda ao menu Ficheiro, opção Novo
 Guardar um Documento: Aceda ao Menu Ficheiro, opção Guardar ou Guardar
como ou Clique no botão que se encontra na barra de ferramentas.
 Abrir documentos: Clique no Menu Ficheiro, opção Abrir Ou Clique no botão
que se encontra na barra de ferramentas
 Fechar documentos: Aceda ao menu Ficheiro, opção Fechar, Ou Clique no botão
que se encontra na barra de menus
 Imprimir documentos: Aceda ao menu ficheiro e clica na opção imprimir. Para
imprimir um documento é necessário que tenha uma impressora ligada e
devidamente configurada

5.2.2.2 – Planilha Electrónica (Excel)

Uma planilha electrónica é um software aplicativo especializado para calcular e avaliar


números. Embora a especialidade de uma planilha electrónica seja o tratamento de
dados numéricos (estatísticos, financeiros, contáveis, etc.), também há possibilidade de
se trabalhar com informações de outros tipos: datas, horas, expressões textuais e
expressões lógicas. Este tipo de software contribuiu enormemente com a popularização
dos computadores pessoais, uma vez que suas funcionalidades se aplicam a diferentes
actividades (comércio, indústria, finanças, educação, etc.). Antes de continuarmos a
falar sobre planilhas electrónicas temos que entender alguns conceitos importantes.

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Tabela: é a estrutura básica de uma planilha electrónica, é uma espécie de grade onde
existem colunas e linhas. Em função disso, usar uma planilha eletrônica para fazer um
texto não será uma tarefa muito simples, pois o software não foi feito com essa
intenção. Outro recurso interessante que as planilhas nos oferecem é a produção de
gráficos.

Uma planilha electrónica é um conjunto de “células de memória” dispostas na forma de


uma tabela ou grade onde podemos inserir dados e realizar operações (especialmente
matemáticas) sobre os mesmos. Em uma planilha electrónica as linhas são representadas
pelos números (1, 2, 3, ...) e as colunas pelas letras (A, B, C,...), dá-se o nome de célula
ao “quadradinho” formado pelo encontro de uma linha com uma coluna. Cada célula
tem um nome: A2, significa que a célula é formada pelo encontro da coluna A com a
linha 2. De uma forma bastante simplista, tudo que se faz em uma planilha de cálculo se
resume à organização (tabulação) de dados, formatação dos mesmos e o relacionamento
destes por meio de fórmulas que produzem valores dinâmicos.

Recursos de formatação
Assim como nos editores de texto, as planilhas electrónicas também nos oferecem
recursos de formatação, neste caso, além de formatar a apresentação visual da tabela
(cores, tamanhos, bordas, sombreamentos, etc.) podemos também atribuir um formato
ao conteúdo da célula, indicando de que forma o mesmo deve ser apresentado (data,
número com casas decimais, formato de moeda, formato contábil, etc.).

Função: é uma espécie de comando fornecido pela planilha electrónica para resolver
um determinado problema. Existem muitas funções e um usuário experiente pode
inclusive propor, para a planilha electrónica, funções personalizadas.

Categorias e funções principais


Existem várias funções e, para facilitar a sua utilização e compreensão elas são
divididas por categorias, que são:

Funções numéricas e estatísticas


é o tipo mais comum de função e de certa forma mais útil. Irão lhe auxiliar a somar,
contar, encontrar o valor médio, mínimo, máximo, etc. Vejamos, a seguir, as principais
funções dessa categoria.

 SOMA – soma todos os números em um intervalo de células.


 CONT.NÚM – conta o número de células em um intervalo que contém
números.
 MÉDIA – retorna a média aritmética dos parâmetros informados (soma o valor
das células e divide pelo número de valores utilizados na soma).
 MÁXIMO e MÍNIMO – retornam o maior ou o menor valor dentre os
parâmetros informados.

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Funções para tratamento e datas
As funções para tratamento de datas lhe permitem extrair informações relativas às
células que tenham o formato DATA. Vejamos a seguir os principais exemplos.
 HOJE – retorna a data actual a partir do relógio do computador. Não utiliza
parâmetros.
 DATA – retorna uma data a partir dos dados dia, mês e ano passados como
parâmetro.
 DIA, MÊS, ANO – retornam o dia, ou o mês ou o ano de uma data passada
como parâmetro.
 DIA.DA.SEMANA – retorna um número indicando o dia da semana (1-dom, 2-
seg, 7-sáb) de uma determinada data.

Funções para tratamento de horas


As funções para tratamento de horas lhe permitem extrair informações relativas às
células que tenham o formato HORA. Serão úteis para realizar cálculos como tempo
decorrido entre dois horários, por exemplo. Vejamos a seguir as principais funções
dessa categoria
 AGORA – retorna a data e hora actuais a partir do relógio do computador. Não
utiliza parâmetros.
 TEMPO – retorna um horário a partir dos dados hora, minuto e segundo
passados como parâmetro.
 HORA, MINUTO e SEGUNDO – retornam a hora ou o minuto ou o segundo
de um horário passado como parâmetro.

Funções lógicas
As funções lógicas trabalham com expressões lógicas e os valores lógicos:
VERDADEIRO e FALSO. São úteis quando precisamos realizar comparações ou outras
operações envolvendo algum critério. Observe a seguir as principais funções lógicas:
 SOMASE – soma as células especificadas por determinado critério ou condição.
Recebe como parâmetros um intervalo de células a serem somadas e uma
condição da soma. Opcionalmente um terceiro parâmetro pode ser utilizado caso
a condição da soma tenha que ser aplicado sobre outro intervalo de células,
distinto daquele em que a soma ocorrerá.
 SE – verifica se uma condição foi satisfeita e retorna um valor se o resultado da
condição for VERDADEIRO ou retorna outro valor se o resultado da condição
for FALSO.
 E – verifica se os parâmetros (testes lógicos) são verdadeiros e retorna
VERDADEIRO se todos eles forem verdadeiros (para qualquer outra
combinação o resultado é FALSO).
 OU – verifica se os parâmetros (testes lógicos) são verdadeiros e retorna
VERDADEIRO se pelo menos um deles for verdadeiro. A função OU só
retornará FALSO quando todos os parâmetros forem falsos.

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5.2.2.3 – Editor de apresentação (Power Point)

Certamente você já deve ter assistido a uma palestra onde o palestrante utiliza um
projector multimídia para exibir em um telão alguns slides que o orientam a discorrer
sobre o tema. Em geral, o conjunto de slides apresentados é produzido por um editor de
apresentações. Neste caso, este recurso auxilia o palestrante a desenvolver o assunto
(lembrando-lhe de pontos importantes), bem como favorece a compreensão da plateia,
uma vez que utiliza elementos gráficos e/ou animações, tornando mais produtiva a
tarefa de comunicação.

Este mesmo exemplo do palestrante pode ser imaginado em uma sala de aula onde o
professor utiliza o mesmo recurso para conduzir suas aulas, ou então, neste mesmo
ambiente, auxiliando um grupo de alunos a apresentar um trabalho. Certamente, você já
deve ter ido a uma festa de aniversário, casamento ou a alguma homenagem onde foram
utilizadas sequências de fotos/vídeos editadas por um editor de apresentações.

No meio empresarial, podemos imaginar várias situações onde o uso de uma


apresentação de slides pode ser útil. Em reuniões, este recurso pode ser utilizado para
ilustrar e demonstrar metas, resultados ou mesmo outros dados tabulados utilizando-se
de elementos gráficos. Em treinamentos, uma apresentação pode ser utilizada para
ilustrar o “passo a passo” de uma nova rotina a ser utilizada pela empresa.

Organização de slides
O princípio de funcionamento de um editor de apresentações é bastante simples: um
conjunto de slides formatados e contendo diferentes elementos (textos, figuras, vídeos,
tabelas, gráficos, etc.) é exibido de forma sequencial (um após o outro). A passagem de
um slide para o outro, conhecida como transição de slides pode ser automática (com a
configuração de um tempo pré-definido) ou manual (com o clique do mouse ou toque
no teclado).

Os mesmos recursos de formatação que utilizamos em um editor de textos ou uma


planilha electrónica também estão disponíveis em um editor de apresentações. A
principal diferença na forma de organizar o texto está na utilização de caixas de texto.

Uma caixa de texto é uma área rectangular e suspensa na qual adicionamos elementos
textuais (um título ou alguns itens, por exemplo). Existem propriedades da caixa de
texto que podem ser alteradas, como por exemplo, a cor de fundo e o estilo da borda.

Em linhas gerais, podemos dizer que as interfaces (janelas) de ambos são muito
semelhantes. Inicialmente nos é apresentado uma área em branco representando o slide
inicial. Uma vez que o primeiro slide foi concluído, vamos utilizar os botões novo slide.

Antes da inclusão de um novo slide o editor nos oferece alguns modelos, também são
oferecidas outras opções, como duplicar um slide existente.

A acção de inclusão de novos slides irá se repetir até que a apresentação seja finalizada.
O trabalho de organizar uma apresentação consiste basicamente de incluir e formatar

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uma sequência de slides contendo outros elementos (textos, figuras, tabelas, etc.). Uma
vez que a apresentação está concluída o usuário pode dar início a sua exibição. No MS
PowerPoint uma apresentação é iniciada através da guia “Apresentação de slides” por
meio do botão ou também através da tecla de atalho “F5”.

Efeitos de transição e animação


Existem dois efeitos interessantes que podemos utilizar de forma opcional em uma
apresentação de slides: transição e animações.

Uma transição de slides é um efeito aplicado quando, durante a apresentação, passamos


de um slide para outro. Há vários efeitos de transição que podem ser aplicados em
diferentes slides. No MS PowerPoint os efeitos de transição são acessados através da
guia “Animações”, no momento que o efeito de transição é aplicado sobre um slide o
mesmo já pode ser visualizado.

Outro efeito interessante que podemos aplicar são as animações. Diferentemente dos
efeitos de transição, uma animação não é aplicada em um slide, mas sim em seus
elementos (figuras, textos, etc.) Por meio de uma animação, podemos fazer com que
uma figura seja substituída por outra ou então que tenha uma “entrada” especial, caindo
sobre o slide, por exemplo. Outros exemplos de animações, mais simples, são o
aparecimento dos itens de um texto um a um, ou o esmaecimento de elementos que já
foram apresentados.

Para aplicar um efeito a um elemento, como uma figura ou uma caixa de texto, devemos
inicialmente seleccioná-la. No MS PowerPoint os efeitos são escolhidos por meio da
guia “Animações” e do botão de acção “Animar”. Logo que clicado o botão oferece
algumas animações simples (desaparecer, revelar e surgir), bem como oferece a opção
de “Animação personalizada”. Por meio dessa última opção podemos aplicar um
conjunto maior de efeitos e inclusive combiná-los entre si.

6 – Internet

Quando falamos de internet, estamos nos referindo a uma grande rede de dispositivos
computadorizados de alcance mundial, podemos entendê-la como uma grande infra-
estrutura em rede. Antes da internet se tornar o que conhecemos hoje, houve um grande
percurso na evolução dos computadores e das tecnologias de telecomunicações.

Assim como muitas das descobertas da humanidade, a internet também teve forte
motivação militar. Durante o período pós-guerra (anos 60 do século XX), especialmente
na guerra fria (EUA × Rússia), havia um grande temor em relação a possíveis ataques
nucleares. Pesquisas buscavam desenvolver uma cadeia de comunicações onde não
existisse um ponto central que, ao ser destruído, colocaria em colapso todo o sistema de
comunicações.

Em meados de 1962, os Estados Unidos criaram a Cadeia de Comunicação Distribuída


(CCD), que era composta por vários computadores interligados por várias linhas
telefónicas diferentes. A partir de tal estrutura, objectivava-se dividir o volume de dados

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a ser trafegado entre os computadores em pequenos “pacotes”, despachando-os por
meio das diferentes linhas telefónicas até um computador de destino.

A primeira rede de computadores por comutação de pacotes e que é considerada hoje


uma ancestral directa da internet recebeu o nome de ARPANET. Foi desenvolvida pela
Agência de Projectos e Pesquisas Avançadas (Advanced Research Projects Agency -
ARPA) do Departamento de Defesa dos EUA. Em 1966 a ARPANET estava instalada
em 17 locais diferentes nos quais computadores conectados às linhas telefónicas
conseguiam trocar informações. Em um primeiro momento, sua utilização foi
exclusivamente militar.

Nos anos seguintes, algumas agências do governo e universidades subordinadas ao


Departamento de Defesa dos EUA começaram a fazer uso restrito da ARPANET com
fins de pesquisa. Naquele período, algumas universidades e empresas de grande porte,
inspiradas nas ideias da ARPANET, começaram a criar suas próprias soluções para
interligar suas redes de computadores.

A internet, como a conhecemos hoje, é fruto de constantes optimizações e de novas


tecnologias que se incorporaram às ideias iniciais da ARPANET. Merece destaque,
nesse cenário, o desenvolvimento do protocolo de rede Transmission Control
Protocol/Internet Protocol (TCP/IP) adoptado pela ARPANET em 1982 e que,
posteriormente, foi liberado para utilização civil e, até hoje, tem se mostrado uma das
melhores alternativas para comunicação entre computadores. Com a adopção de um
protocolo único e padronizado, tornou-se viável conectar computadores de diferentes
fabricantes em redes com diferentes meios de distribuição, potencializando ainda mais a
utilização da internet.

Não há um dono ou entidade responsável pela internet, podemos defini-la como uma
rede de computadores de acesso público e ilimitado que utiliza a infra-estrutura de
telecomunicações. Embora não exista um dono, existem consórcios internacionais,
como o World Wide Web Consortium (W3C), com a tarefa de agregar empresas filiadas
na tentativa de, em conjunto, desenvolver padrões para a internet.

Princípios de funcionamento

O acesso à internet se dá, normalmente, por meio de um Internet Service Provider (ISP)
ou Provedor de Serviço de Internet e utiliza-se de, pelo menos, três componentes (CPE,
rede de acesso e POP).

 Customer Premises Equipment (CPE) é o equipamento que conecta o dispositivo


à rede de acesso (exemplo: modem).
 Rede de acesso é o tipo de infra-estrutura que liga o dispositivo ao provedor de
internet (exemplos: cabos de cobre, fibra óptica, Wi-Fi).
 Point of Presence (POP) é o ponto de presença do provedor onde estão os
equipamentos que atribuem ao dispositivo um endereço IP, dando-lhe acesso à
internet.

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Principais serviços

Muitos estudiosos consideram a internet uma das maiores revoluções pela qual a
humanidade passou e vem passando em um curto espaço de tempo.

Entre tantas opções que temos ao utilizar a internet, podemos classificar alguns serviços
clássicos que, de uma forma ou de outra, serviram de base ou fundamento para o
surgimento de outras formas de aplicação.

a) Correio electrónico
O correio electrónico, também conhecido como e-mail é um serviço através do qual
podemos explorar a comunicação de forma off-line, ou seja, sem que ambos os
interessados estejam conectados. Podemos fazer uma analogia ao correio tradicional, no
qual as correspondências enviadas por um remetente a um destinatário somente serão
lidas se este último se dirigir até sua agência de correio para retirar o material remetido
(considerando, nesse exemplo, a inexistência do carteiro).

Por meio do serviço de correio electrónico, uma aplicação (cliente de e-mail) oferece ao
utilizador alguns campos para preenchimento (destinatários, assunto, texto da
mensagem, etc.) que irão compor uma mensagem. Após a submissão da mensagem a
uma aplicação servidora (servidor de e-mail), esta se encarrega de encaminhá-la às
caixas de correio de cada um dos destinatários (que ficam armazenadas em aplicações
servidoras). Um endereço de e-mail é composto, basicamente, por duas partes que são
separadas pelo sinal de “@” (que em inglês é lido como at – em).

b) Transferência de arquivos
O serviço de transferência de arquivos é baseado em um protocolo específico
denominado de File Transfer Protocol (FTP). Por meio desse serviço, uma aplicação
cliente pode realizar duas operações básicas:
 Download: quando um arquivo originalmente localizado no equipamento
servidor é copiado para o equipamento da máquina cliente. O termo “baixar um
arquivo” está directamente associado à operação de download.
 Upload: quando um arquivo que está localizado no equipamento do usuário é
submetido para a aplicação servidora de forma que uma cópia do mesmo seja
realizada.

c) Conversa em tempo real


Conhecida e popularizada como chat, a conversa em tempo real, ao contrário do serviço
de correio electrónico, exige que ambas as partes interessadas estejam conectadas (on-
line) ao mesmo tempo. Existem diferentes formas de apresentação do serviço de chat.
Algumas utilizam protocolos e aplicativos específicos. Nesses casos, é necessário que o
usuário esteja cadastrado junto ao serviço de mensagens instantâneas e, à medida que se
conecta a ele, outros usuários, previamente autorizados, podem enviar e receber
mensagens.

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Outro formato bastante difundido são as salas de bate-papo, nas quais o usuário se
conecta a um servidor específico (que geralmente não exige cadastro prévio, apenas um
identificação de usuário), escolhe uma “sala” (geralmente atrelada a um tema) e pode se
comunicar com todos os usuários presentes na mesma.

d) Acesso remoto
Acessar remotamente um recurso significa ter controlo total sobre tal dispositivo, como
se estivesse sentado diante dele, porém a distância. Essa é uma aplicação muito comum
desde os primórdios da internet. Através de um acesso remoto, um usuário pode
controlar, por exemplo, seu computador a quilómetros de distância. O equipamento que
o usuário está operando conecta-se com o recurso remoto que passa as acções que estão
sendo executadas para a tela do equipamento do usuário.

Existem diferentes aplicativos para a realização de acessos remotos. Em alguns deles,


somente é possível acessar terminais em modo caractere (modo texto, não gráfico), em
outros, é possível receber toda a tela do computador remoto e interagir, inclusive,
utilizando dispositivos apontadores como o mouse, por exemplo.

e) Navegação no hipertexto
O princípio de navegação pelo hipertexto foi pensado, inicialmente, por Tim Berners-
Lee, um britânico que, em meados dos anos 90, trabalhava no núcleo de Computação do
CERN (Organização Europeia de Pesquisa Nuclear). Tim Berners-Lee buscava uma
forma de organizar, electronicamente, os textos e as pesquisas dos cientistas do CERN
(e também de outras partes do mundo) de forma que os mesmos pudessem ser
interligados e compartilhados. Partindo-se desse anseio, Tim Berners-Lee desenvolveu
um software próprio e um protocolo para recuperar hipertextos que foi denominado de
http (Hypertext Transfer Protocol).

O formato do texto criado para ser transportado pelo protocolo foi chamado de HTML
(HyperText Markup Language) e consiste de uma linguagem de marcação pela qual é
possível, por meio de comandos (tags), incluir ligações entre textos – inclusive entre
materiais publicados em diferentes locais.

O conceito de rede social, altamente difundido nos dias atuam, baseia-se fortemente nos
princípios de navegação pelo hipertexto. Por meio de aplicações, um usuário pode
cadastrar um perfil e passar a indicar outros usuários como participantes de sua rede de
contactos.

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