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UNIDADE CURRICULAR: Introdução ao Direito

CÓDIGO: 41037

DOCENTE: Ângela Montalvão Machado / Luís Almeida Carneiro

A preencher pelo estudante

NOME: Mariana Mendes Melo

N.º DE ESTUDANTE: 2300479

CURSO: Licenciatura de Ciências Sociais

DATA DE ENTREGA: 30 de janeiro de 2024

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Tema A:

Tanto os princípios como as normas provocam o crescimento do direito e fazem parte


da sua organização jurídica. Cada princípio jurídico é caracterizado por universalidade e
indeterminação, formando a estrutura do direito como sistema normativo. Os princípios
não determinam individualmente os casos que lhes são destinados, mas servem de guia
para a aplicação das normas jurídicas na resolução de um caso específico. Os princípios
são abstratos e indefinidos por natureza, mas para serem úteis requerem a intervenção
de um intérprete jurídico que os formula numa equação lógica para alcançar o espírito
do sistema.

Os princípios têm um papel importante na avaliação da legalidade das próprias normas,


com a certeza de que a elas estão sujeitas como um conjunto de valores superiores dos
quais derivam a sua força normativa e autoridade. Portanto, entre uma norma jurídica e
um princípio, não há apenas uma disparidade de importância, mas também uma
diferença de natureza, ainda que cada norma também carregue uma característica geral,
ainda assim a sua generalidade não comporta o mesmo peso e alcance do princípio. Os
princípios não possuem um significado pré-determinado, são elementos carregados
avaliativamente que assumem diferentes interpretações, isto é, não há conflito entre
princípios ou hierarquia, há um conflito aparente que se resolve considerando os
princípios em um caso particular. Neste âmbito, uma norma no sentido mais estrito da
palavra (uma norma de comportamento) e um princípio são grupos jurídicos um tanto
diferentes, contendo distintas construções lógicas, mas representam como consenso um
núcleo normativo, uma condição da norma. Em outras palavras, reitera-se que todo
princípio poderá ser uma norma, mas nem toda a norma será princípio (Cunha, 2018).

Numa perspetiva fenoménica, o Direito é uma realidade tal como se assume na


realidade social, cultural e económica, bem como em muitas outras. Na verdade,
aparece em diversas áreas da nossa sociedade. Tem esse caráter multifacetado. Mas o
direito não é mera abstração ou construção aleatória, mas sim baseado em factos reais,
naturais e/ou humanos. É originador e criador dos factos, quando provoca
consequências jurídicas na regulação jurídica de determinados factos e os converte em
matéria jurídica. A realidade adquire certo significado jurídico por meio do direito, onde
as normas, princípios e valores desempenham um papel vital na subsunção dos factos ao
direito. Ao atribuir algum significado ao mundo dos factos, o direito adquire valor

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(como os valores de segurança, liberdade, igualdade, paz, ordem, justiça, equidade,
segurança jurídica, etc.) porque mede os factos em termos axiológicos. Para criar uma
questão jurídica e com base numa avaliação, a lei procede ao tratamento dos factos
(Cunha, 2018).

Importa agora abordar e enquadrar estes princípios fundamentais à ordem jurídica


portuguesa. A base destes princípios assenta na Constituição da República de Portugal e
na jurisprudência dos tribunais portugueses. A Constituição estabelece princípios
básicos e gerais que devem ser respeitados por todas as leis e atos do Estado. A ciência
jurídica, por sua vez, interpreta e aplica estes princípios em casos específicos,
contribuindo assim para a sua implementação e desenvolvimento.

Enquadrados no ramo jurídico, os princípios fundamentais da ordem jurídica portuguesa


são: o Direito Constitucional (existindo neste ramo os princípios constitucionais
liberais, e do Estado Social, mas primordialmente o colossal princípio do respeito pela
honorabilidade da Pessoa Humana); o Direito Administrativo e Fiscal (encaixam neste
ramo os princípios de legalidade, igualdade, proporcionalidade e retroatividade); o
Direito Penal (abrangem os princípios de legalidade e da tipicidade da incriminação); os
Direitos Processuais (apresenta o princípio da jurisdição e da independência da
faculdade judicial); o Direito Social e do Trabalho (estabelece os princípios coletivos,
da colaboração ou participação dos trabalhadores, da liberdade sindical e da
humanização do trabalho); e por fim o Direito Privado (detém os princípios da
personalidade, autonomia, responsabilidade civil, boa-fé, cumprimento das obrigações,
equilíbrio contratual, procriação dos negócios, reconhecimento e proteção e da liberdade
de constituição) (Cunha, 2018).

Estes princípios são fundamentais para a ordem jurídica portuguesa, pois garantem que
o sistema jurídico é justo, previsível e respeita os direitos e liberdades dos cidadãos. São
a base de todas as leis e regulamentos em Portugal e garantem que o governo age de
forma justa e legal. Além disso, protegem os cidadãos do abuso de poder e garantem
que todos possam ter o mesmo trato perante a Constituição e a Lei.

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Tema B:

O direito é impreterível para a construção e desenvolvimento das sociedades humanas,


acompanhando a vida dos cidadãos desde o nascimento até a morte. O direito
transcende as normas, mas baseia-se na proteção e legitimação do próprio direito,
procurando preservar a imunidade da lei e da justiça perante todos os cidadãos a fim de
manter a legitimidade e defender o Estado de direito contra o totalitarismo e a ideologia.
As normas legais são muito importantes na vida social, pois proporcionam ao Estado a
aplicação de manter a paz social, a segurança, a justiça e o reconhecimento. Além disso,
também reconhece os direitos dos cidadãos e sanciona aqueles que não respeitam as
regras de conduta social.

A Norma Jurídica rege-se por duas finalidades, a da previdência e a consequência


jurídica. A previdência visa examinar um possível problema e assim controlar o
panorama e a consequência jurídica (estatuição) cumpre aplicá-la. As normas jurídicas,
com as suas distintas características, podem pertencer a dois grandes grupos: externo e
interno. Primeiramente, a um nível externo podemos mencionar: Imperatividade
(expressa uma diretriz ou uma ordem, não se limita a aconselhar uma determinada
conduta, é uma “voz de comando” imposta aos seus recetores para a obrigatoriedade de
cumprimento); Generalidade (não se dirige a uma única pessoa em particular, aplica-se
sempre a um grupo mais ou menos vasto de pessoas, que se encontra nessa disposição
jurídica); Abstração (norma criada para regular de uma forma abstrata, não em casos ou
situações concretas); Coercibilidade (a violação da regra jurídica pode recorrer à força
para impor o cumprimento da norma dando origem a uma pena legal); Violabilidade
(meio que o direito utiliza para reagir a quem viola as normas legais, sujeitando-se
assim a sofrer sanções). Relativamente ao plano interno, as normas jurídicas, são
maioritariamente regidas pelo Direito Natural, ou seja, aquilo que é previsto do próprio
Direito e consolida a justiça que abarca ambos os planos. Tendo como premissas a
proibição do abuso do direito, a limitação do uso do direito e a imposição do respeito
pelos direitos dos outros (Cunha, 2018).

Devido à natureza abrangente das normas jurídicas, elas não podem ser aplicadas
estritamente a casos específicos e não podem abranger todas as situações possíveis.

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Factos específicos devem sempre ser considerados para alcançar a aplicação justa da lei
e da justiça judicial. Os critérios de classificação podem seguir várias linhas porque a
mesma norma pode ocupar diferentes classificações, mas segundo a classificação por
características podemos distinguir as normas externas e internas anteriormente descritas.
As mais usuais são as normas universais, gerais e locais - existe uma hierarquização de
normas, as normas universais são as normas válidas em todo o território nacional
(Constituição Portuguesa); normas gerais são as normas aplicadas a todo o género de
relações jurídicas no continente; normas locais são aquelas normas (que não são na
verdade normas legais, mas meramente ações regulatórias na forma de deliberações
municipais) que são limitadas a um local ou instituição específica (Cunha, 2018).

Normas de interesse e ordem pública ou privada - O direito público é um conjunto de


normas existentes na nossa constituição que cria harmonia entre o Estado e a sociedade.
A tarefa do direito privado é administrar as relações interpessoais e os interesses
privados. O primeiro contém normas abrangentes, o segundo cobre questões mais
detalhadas. Todas estas normas estão reunidas no Código Civil que se encontra dividido
em duas partes, o geral com as normas abrangentes e o especial com normas mais
específicas (Cunha, 2018).

As normas gerais, específicas e excecionais procuram verificar se as soluções


decretadas pelas normas têm um âmbito de atuação tão amplo que possam surgir outras
disposições contraditórias ou complementares da mesma norma. Ao fornecer uma
norma com uma infinidade de situações diferentes abrangidas pelo direito
consuetudinário, estamos a lidar com uma norma geral. Quando vemos um desvio que
complementa uma norma a outra coisa, temos normas especiais, ao passo que se existe
uma imperfeição fundamental de uma norma geral, ou seja, uma exceção, encontramos
normas excecionais (Cunha, 2018).

As normas legais podem ser de imposição ou de proibição, mas também podem ser
facultativas. Podemos então dizer que as normas imperativas são normas que impõem
uma obrigação quer seja positiva ou negativa. Quanto às normas facultativas regulam
determinadas situações, não impõem obrigações, mas dão ao cidadão a opção de
permiti-las ou suprimi-las. Essas normas são classificadas como disposições que
limitam a outorga de determinados poderes e permitem aos cidadãos praticar ou não
determinadas ações (Cunha, 2018).

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O descumprimento das normas acarreta sanções que se agrupam da seguinte forma:
mais que perfeitas, o que significa a nulidade do ato com possibilidade de sanções
financeiras ou mesmo privação de liberdade; perfeitas, que significam a invalidade do
ato ilícito e não exigem sanções; menos que perfeitas com penalidades por não
conformidade, mas o ato não pode ser revogado ou revertido; normas imperfeitas que
não têm consequências legais não são sancionadas (Cunha, 2018).

A proveniência das normas e a sua classificação é um tema bastante diversificado, por


isso ressalva-se a importância de aferir de onde surgem também as fontes de direito. As
fontes de direito também contêm normas que não são regulamentadas por lei. Para as
normas consuetudinárias surgiram espontaneamente na sociedade, as normas
jurisprudenciais seguiram tribunais em casos específicos da vida dos cidadãos. As
normas doutrinais segundo a qual os legisladores baseiam-se em conceitos doutrinários
para elaboração de leis, conceitos jurídicos criados por processos jurídicos para regular
o comportamento na sociedade e conceitos empresariais, difundidos em toda a
sociedade com a mesma validade das normas jurídicas. Hoje, direito e ética andam de
mãos dadas, mas diferem em significado na sua origem, fonte, caráter, sanção e
validade (Cunha, 2018).

As normas éticas são escritas pelos valores morais e regras da sociedade e estão ligadas
ao processo de socialização de cada cidadão. As normas técnicas são regras
estabelecidas e aprovadas por um organismo reconhecido que visam ordenar num
determinado contexto. Dentro deste plano engloba-se as normas de estatuição material
e jurídica são as normas que regem a ordem na vida social através do estabelecimento
dessas normas (Cunha, 2018).

Por outro lado, normas inovadoras e normas interpretativas, é quando uma lei tem de
ser modificada, ajustada à nova realidade. As normas interpretativas servem para dar
significado a outras normas. A hierarquia das normas é um desenvolvimento natural,
resultado da sua análise e estrutura, permitindo o seu desenvolvimento e adaptação às
novas jurisprudências, tão necessárias devido ao constante desenvolvimento da
sociedade. O Código Civil é a norma principal e serve de base para a validade de outras
normas, mas surgiu a necessidade de uma norma secundária como forma de modificar,
regulamentar, atualizar ou mesmo abolir normas-mãe, funcionando como complemento
das principais e podendo até mesmo substituí-las (Cunha, 2018).

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Normas autónomas são aquelas que possuem características de comando ou proibição,
com função avaliativa e imperativa inerente às normas. Normas não autónomas são
aquelas que explicam, limitam ou modificam outros padrões para se complementarem.
Uma norma completa é quando a norma não apenas define, mas também contém as
hipóteses e consequências jurídicas relevantes. Por outro lado, quando se trata de uma
norma incompleta, devemos efetivamente procurar consequências jurídicas nas normas
alheias. Se a norma visa todos os cidadãos e a solução dos seus problemas jurídicos,
estamos perante uma norma direta, se visam resolver apenas questões jurídicas, estamos
perante normas indiretas (Cunha, 2018).

Reitera-se que diferentes autores obtêm diferentes classificações de padrões, porque a


lista de critérios é enorme. Mas estas classificações ajudam-nos a distinguir entre a
hierarquia das normas e o Estado.

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Bibliografia

 CUNHA, Paulo Ferreira da – (2018) Teoria Geral do Direito: Uma Síntese Crítica,
Lisboa, A Causa das Regras.

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