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Uma Visão Geral do Sistema Solar

DESCOBRINDO O SISTEMA SOLAR

Desde os gregos:

 Sol
 5 planetas:
• Mercúrio
• Vênus
• Marte
• Júpiter
• Saturno
 Cometas (visíveis por algumas semanas)
 Meteoros ou “estrelas cadentes”

(Adaptado do curso AGA0215 da Profa. Thais Idiart)


Uma Visão Geral do Sistema Solar

DESCOBRINDO O SISTEMA SOLAR

Mudança no começo do século XVII :

Telescópio refrator com objetiva de 51mm


(Galileo Galilei)

• Fases de Vênus
• 4 luas de júpiter
• Anéis de saturno
Uma Visão Geral do Sistema Solar

DESCOBRINDO O SISTEMA SOLAR

Até o final do século XIX:


Descoberta dos planetas:
• Urano (1781)
• Netuno (1846)

+ descobertas:
• Luas de outros planetas
• Primeiros asteróides
cinturão de asteróides
(entre Marte e Júpiter)
Ceres (1801)

Telescópio Newtoniano de 72´´ (1,8m) (metade do século XIX)


Uma Visão Geral do Sistema Solar

DESCOBRINDO O SISTEMA SOLAR

Século XX :
Crescimento tecnológico dos telescópio ópticos
• + centenas de asteróides
• Anéis em outros planetas
• + dezenas de luas
• Objetos do cinturão de Kuiper
órbita além de Netuno

Observações em rádio e IR

Explorações espaciais
Lua e Marte (in loco)
Uma Visão Geral do Sistema Solar

EXPLORAÇÕES A LUA

Astronauta da Apollo (geologia da Lua - 1972)


Uma Visão Geral do Sistema Solar

EXPLORAÇÕES A MARTE

Missão Spirit (janeiro 2004) : visão de 360º de Marte,


mineralogia e composição química.
Uma Visão Geral do Sistema Solar

Atualmente:
• Sol
• 8 planetas oficiais
• mínimo de 6 planetas “anões”
• ~ 166 satélites pertencentes aos planetas
• um grande número de pequenos corpos
(cometas, asteróides e objetos do cinturão de Kuiper)
• meio interplanetário
órbitas

Sistema solar interno


• Sol
• Mercúrio
• Vênus Planetas telúricos ou
• Terra rochosos
• Marte

Planeta anão CERES

o cinturão de asteróides
(pequenos corpos de rocha)
situa-se entre as órbitas de
Marte e Júpiter.
Sistema solar externo

Planetas jovianos ou gasosos

Planeta anão

Cinturão de Edgeworth- Kuiper: disco de


objetos congelados
Objetos do cinturão de Kuiper: formados
por materiais voláteis congelados :
amônia, metano, água
SONDA NEW HORIZONS
Plutão e objetos do
cinturão de Kuiper

• Cinturão de Kuiper: região com formato de disco que se estende desde


30 a 55 UA do Sol (objetos trans-netunianos)
• Populado por centenas de milhares de corpos congelados > 100 km e
trilhões de cometas (períodos  200 anos)
• Remanescente da formação do sistema solar (4,6 bilhões de anos atrás)
Eris e Plutão: maiores e mais massivos
objetos do cinturão de Kuiper
NUVEM DE OORT

propôs a existência da nuvem como


origem dos cometas que orbitam o
sol com um período de milhares de
anos (1950)

• Nuvem espessa (bolha) formada por debris


congelados

• Região pode se estender até 50.000 a 100.000 UA do


Sol (~1/3 da distância Sol-Alfa Centauri  limite do
sistema solar
• Voyager 1 (lançada em setembro/1977) só alcançará a nuvem
ao redor de ~ 300 anos
• Estimado: trilhões de corpos congelados
• Exemplo de cometas: ISON (destruído pela passagem muito
próxima ao Sol) e SIDING SPRING (passou próximo a Marte,
retorno em 740.000 anos).
NUVEM DE OORT: nuvem de cometas e planetóides

EXTENSÃO DO
SISTEMA SOLAR :
50.000 a 100.000 UA
PLANETAS PRINCIPAIS
Os planetas giram ao redor do sol no sentido anti-
horário (com o pólo norte solar visto de cima).

As órbitas dos planetas principais


estão ~ no mesmo plano
(eclíptica), exceto Mercúrio.

As órbitas são elipses com


o CM do sistema solar
ocupando um dos focos.
Vênus, Terra e Netuno são
praticamente circulares
Devido a órbita dos
planetas estarem
aproximadamente no
mesmo plano, é possível
observá-los da Terra
praticamente em linha
reta em algumas
situações.
2.5O

a(UA) Exc. Orb. Incl. Orb.


Sol 0 --- ---
Mercúrio 0,39 0,2056 7º
Vênus 0,72 0,0068 3,394º
Terra 1 0,0167 0
Marte 1,5 0,0934 1,850º
Júpiter 5,2 0,0483 1,308º
Saturno 9,5 0,0560 2,488º
Urano 19,2 0,0461 0,774º
Netuno 30,1 0,0097 1,774º
Exceto Vênus e Urano, todos os planetas principais Eixo
giram ao redor do seu próprio eixo no sentido anti- de
horário (em relação ao norte da eclíptica). Rot.

Vênus e Urano– rotam no sentido horário (retrógrado) Mercúrio 0,1°

Vênus 177,4°
Terra 23,45°
Marte 25,19°
Júpiter 3,12°
Saturno 26,73°
Urano 97,86°
Netuno 29,56°
Raio
TAMANHOS RELATIVOS
(Terra)
Sol 109
Mercúrio 0,38
Vênus 0,95
Terra 1
Marte 0,53
Júpiter 11
Saturno 9
Urano 4
Netuno 4
* O período de rotação do Sol na sua superfície varia de
aproximadamente 25 dias no equador até 36 dias nos pólos.
**período de rotação negativo = rotação retrógrada
MEDINDO OS PLANETAS

 DISTÂNCIA AO SOL : escalas dadas pelas leis de Kepler


Distâncias reais do sistema solar calculadas por radar
ou por trânsito.

 PERÍODO SIDERAL ORBITAL: observações das


posições dos planetas com o tempo.

 RAIO DO PLANETA: diâmetro angular

Ex. Diâmetro angular de Júpiter = 46,8 segundos de arco

diâmetro diâmetro angular



2  distância 360o

Diâmetro = 143.000 km
MEDINDO OS PLANETAS
 MASSA : leis de Newton (movimento e
gravidade) ou 3a lei de Kepler  observando o
movimento das luas em torno do planeta
Ex. estimativa da massa Júpiter : o período observado
de Europa em torno de Júpiter é de 3,55 dias. A órbita é
~ circular com um raio angular de 3,66’ (visto da Terra).
Convertendo em km :
raio orbital (Europa  Júpiter ) diâmetro angular orbital

2  distância (Terra  Júpiter ) 360o
Raio orbital de Europa ~ 671.000 km

Velocidade Orbital 2 r
de Europa:
V  13, 7 km / s
P
MEDINDO OS PLANETAS
 MASSA : leis de Newton (movimento e gravidade) ou 3a
lei de Kepler  observando o movimento das luas em
torno do planeta

Raio orbital de Europa ~ 671.000 km


Vel. Orbital de Europa: 13,7 km/s

Aplicando as leis de Newton:


mV 2 GmM rV 2 MJ=1,9x1027 kg
 2
M 
r r G
 Aplicando a 3ª lei de Kepler:
a3 Sendo M >> m 𝒂𝟑 (𝑼𝑨)
(M J + m) = 2 J
𝑴𝑱 𝑴⊙ = 𝟐
𝑷 (𝒂𝒏𝒐𝒔)
P
MJ= ((671.000/150x106)3/(3,55/365)2 = 0,0009 M
~1,9x1027 kg
MEDINDO OS PLANETAS
• MASSA DE PLANETAS SEM SATÉLITES: através de
perturbações nas órbitas de objetos próximos
(estimativa do potencial gravitacional).

Ex.
Mercúrio e Vênus produzem perturbações nas
órbitas um do outro assim como na órbita da Terra.

Lua produz perturbação da órbita da Terra (como


dois corpos orbitando em torno de seu CM).

Descoberta de Netuno: perturbações na órbita de


Urano

** Hoje em dia: massas podem ser medidas +


precisamente através da interação gravitacional
com satélites artificiais.
MEDINDO OS PLANETAS
•PERÍODO DE ROTAÇÃO: observações diretas do
movimento de algum elemento na superfíce.

No entanto alguns planetas são de


difícil observação  efeito doppler
Ex. Mercúrio e Vênus

• DENSIDADE MÉDIA: M
D
4  R3
3

Ex. Júpiter D=1240 kg/m3 ou 1,24 g/cm3


CLASSIFICAÇÃO DOS 8 PLANETAS DO
SISTEMA SOLAR

Por COMPOSIÇÃO QUÍMICA :

• Planetas terrestres ou rochosos : Mercúrio, Vênus,


Terra e Marte

são compostos por rochas e metal, possuindo altas


densidades relativas, rotação + lenta, superfícies
sólidas, sem anéis e poucas luas ou nenhuma.

• Planetas jovianos ou gasosos : Júpiter, Saturno,


Urano e Netuno

são compostos por H e He, possuem baixas


densidades, rotação rápida, camadas
atmosféricas espessas, anéis e muitos satélites
CLASSIFICAÇÃO DOS 8 PLANETAS DO
SISTEMA SOLAR

Por TAMANHO:

• Planetas pequenos : Mercúrio, Vênus, Terra e Marte

possuem diâmetros < 13.000 km

• Planetas gigantes ou gigantes gasosos : Júpiter,


Saturno, Urano e Netuno

possuem diâmetros > 48.000 km


CLASSIFICAÇÃO DOS 8 PLANETAS
DO SISTEMA SOLAR

Pela sua POSIÇÃO RELATIVA AO SOL:

• Planetas internos : Mercúrio, Vênus, Terra e


Marte
• Planetas externos : Júpiter, Saturno, Urano e
Netuno

O cinturão de asteróides situado entre Marte e


Júpiter marca os limites do sistema solar interno
e externo
CLASSIFICAÇÃO DOS 8 PLANETAS DO
SISTEMA SOLAR

Pela sua POSIÇÃO RELATIVA A TERRA:

• Planetas inferiores : Mercúrio e Vênus

• + perto do Sol do que da Terra


• mostram fases do tipo da Lua quando vistos
da Terra

• Planetas superiores : Marte, Júpiter, Saturno,


Urano e Netuno

• + perto da Terra do que do Sol


• os planetas superiores sempre aparecem na
“fase cheia”
PLANETAS ANÕES
CERES : cinturão de asteroides
Sonda Dawn : março de 2015
Figura: cores falsas
para assinalar
diferentes materiais

Superfícies brilhantes:
depósitos de Sal
Carbonato de sódio
Na2CO3

• 25% da massa total de todo o cinturão de asteroides


• 14% menos massivo do que Plutão
Distância Orbita
Região do Raio Rotação
Nome do Sol (anos
Sistema Solar (Terra) (horas)
(UA) terrestres)
Cinturão de
Ceres 2,77 1/13 4,6 9
asteroides
PLANETAS ANÕES – Kuiper/Oort
Distânci
Região do Tamanho Massa Densidade
Nome a do Sol
Sistema Solar (Lua=3746km) (Lua) (g/cm3)
(UA)

Ceres 2,77 Cint. de asteroides (1/4) Lua 1,3% 2,7


Plutão 39,48 Cint. De Kuiper 68% da Lua 17,8% 2,1
22,7%
Eris 67,67 Disco disperso 69% da Lua 2,5

1.920 × 1.540
Haumea 43,22 Cint. de Kuiper 5% 2,9
× 990 km
Makemake 45,72 Cint. de Kuiper 40% 5,4% 2,3
Sedna 506,8 Entre Kuipper-Oort (1/4) Lua ??? ???
Keck

HST
PLANETAS ANÕES
PLANETAS ANÕES

Ceres é um planeta anão que se encontra no cinturão


de asteróides, entre Marte e Júpiter.

25% de gelo

Composição parecida com planetas terrestres


COMPOSIÇÃO QUÍMICA

D ~ 940 km

• Núcleo sólido: silicatos hidratados Si-H


• Manto : água congelada (25%) e materiais mais voláteis
• Camada atmosférica fina : evidência de vapor d´agua
• Potencial de vida : bactérias
• Sem luas
PLUTÃO

Foto tirada pela sonda New


Horizons em 13 de Julho de
2015 quando estava a
768.000 km de Plutão.

Estrutura lisa “coração”


mede ~ 1.600 km –
processos geológicos em
andamento?
PLUTÃO

Amônia – NH3

Superfície de Plutão é 50% a 75% de rocha


misturada com gelos (DENSIDADE ~ 2G/CM3)
DEFINIÇÃO DE PLANETA ANÃO
segundo a união astronômica internacional (IAU)

Planeta anão é um corpo celeste situado dentro


do sistema solar e que satisfaz 4 condições:

[1] orbitar ao redor do Sol

[2] tenha massa suficiente para assumir uma


situação de equilíbrio hidrostático que o leve a
ter forma arredondada.

[3] compartilhar sua órbita com outros corpos


de massa semelhante (não são dominantes na
sua órbita)

[4] não é um satélite


Numerosos pequenos corpos
também habitam o sistema solar :

satélites dos planetas (luas)

• asteroides (pequenos corpos rochosos)

• cometas (pequenos corpos de gelo e gases


congelados)

• objetos congelados do cinturão de Kuiper (além


da órbita de Netuno = objetos transnetunianos)

Com poucas exceções, os satélites planetários


orbitam no mesmo sentido da órbita dos planetas em
torno do Sol (anti-horário). Seu plano orbital é
aproximadamente no plano da eclíptica.
Asteroides
• Piazzi (1801) determinou a
órbita do asteróide CERES
(atualmente classificado de
planeta anão).

• Em anos posteriores foram


descobertos Pallas, Vesta e
Juno. Final do século XIX
havia algumas centenas de
asteroides identificados

•Hoje : alguns milhares


tem sido descobertos a
cada ano, muitos são
pequenos demais para
serem vistos da Terra
Asteroides

Tamanhos (diâmetro):
• 26 maiores do que 200 km
• os demais catalogados estão entre 200 e 100 km (99%)
• metade entre 10 e 100 km estão catalogados
• poucos de 1 km são conhecidos (estima-se que a sua
quantidade é da ordem de milhões )

• massa total de todos


os asteroides reunidos
não ultrapassa a massa
da Lua.
Asteroides

Composição química:

• semelhante a solar (a menos de H, He e outros


materiais mais voláteis) 75% dos asteroides
conhecidos
• mistura de níquel-ferro, magnésio e silicatos
17% dos asteroides conhecidos
• níquel-ferro puro o restante

Posição no sistema solar


• Cinturão principal = entre Marte e Júpiter
(cerca de 2 - 4 UA do Sol)
• Próximos a Terra = cerca de 0,98 - 1,3 UA
• Troianos = próximos a Júpiter (algumas centenas)
Cometas
Movimentam-se até as partes mais internas do
sistema solar em órbitas bem elongadas e com
qualquer inclinação em relação a eclíptica.
Cometas

• Conhecidos desde a antiguidade


 notas sobre a passagem do
Cometa Halley feitas pelos
Chineses em 240 AC

• A partir de 1995, ~ 880


cometas foram catalogados e
alguns tiveram suas órbitas
calculadas: 184 são periódicos
(períodos < 200 anos)

Composição química:
mistura de (água + gases) congelados + partículas de poeira
Cometas
Hyakutake 1996

PARTES :

• NÚCLEO : região central, é


formado por gases congelados,
gelo e restos de rochas.
Tamanho de aproximadamente
uma montanha da Terra.
 Quando está bastante
afastado do Sol, o cometa
só possui o núcleo.
Cometas
Hyakutake 1996

• COMA : nuvem da gás aproximadamente esférica


que circunda o núcleo. Esta nuvem é produzida
quando o cometa se aproxima do Sol, e o calor
começa a evaporar o material congelado.
 É formada por vapor d’água, CO2 e outros
gases neutros que sublimaram a partir do
núcleo sólido. Estes gases brilham bastante
(luz solar refletida nas moléculas do gás).
 Pode se estender até cerca de meio milhão de
km a partir do núcleo.
Cometas
• CAUDA : é formada quando o núcleo começa a se desintegrar,
produzindo uma trilha com material que é arrancado da sua
superfície. Os cometas possuem duas caudas:

1) cauda de poeira : trilha de poeira arrancada do cometa que é


deixada para trás a medida que ele se desloca (situa-se ao
longo da sua trajetória orbital). Parte mais visível a olho nú.

2) Cauda de íons ou gás : aponta na


direção contrária ao Sol
(interação com o vento solar) .

As caudas podem se estender


por milhões de km.

Hale-Bopp 1997
Cometas
Os gases presentes na coma são ionizados pelas partículas do vento
solar (elétrons, prótons, partículas alfa). Partículas suficientemente
energéticas colidem com o material do cometa  ionização ou
excitação.

• O íon mais comum é o CO+, que


espalha a luz azul melhor do que
a vermelha, o que geralmente
dá uma cor azulada à cauda de
íons.
• O vento solar atinge o cometa a
uma velocidade de ~ 500 km/s,
fazendo com que a cauda
ionizada seja direcionada na
direção oposta ao Sol.
COMETAS EXTINTOS E COMETAS ADORMECIDOS

Os cometas não possuem um material inesgotável para ser


volatizado. A cada aproximação do Sol, os cometas perdem
material.

Cometa extinto: aquele que esgotou o material que pode ser


volatizado  o cometa não consegue mais formar a coma e o
cauda .

Cometa adormecido: aquele que durante as suas viagens


interplanetárias acumulou uma espessa crosta de grãos de
poeira interestelar sobre a sua camada de material volátil  a
radiação proveniente do Sol não consegue mais atingir e
arrancar seu material volátil para formar a cauda e a coma.
COMETAS EXTINTOS E COMETAS ADORMECIDOS

Esta manta espessa de poeira acumulada sobre sua superfície


volátil dá ao cometa uma aparência externa de asteroide, mas
debaixo desta manta está o núcleo de um cometa. Acredita-se
que o "asteroide" Phaeton (atingiu a Terra em 1908) possa ser
um objeto deste tipo, um cometa extinto ou mesmo adormecido,
que apresenta características de asteroide.

Explosão de Tunguska (junho 1908)


10 a 20 Mtons (1000 vezes Hiroshima)
Cometas
Última Próxima
Alguns Data da Período
passagem passagem
cometas descoberta (anos)
(periélio) (periélio)
Halley 240 A.C. 1986 2061 76,00
Encke 1786 2013 2017 3,28
Biela 1772 1852 rompeu-se 6,62
Faye 1843 2014 2021 7,55
Hale-Bopp 1995 1997 4385 2391 (Oort)
Hale-Bopp Halley
Encke
Cometas
Última Próxima
Alguns Data da Período
passagem passagem
cometas descoberta (anos)
(periélio) (periélio)
Halley 240 A.C. 1986 2061 76,00
Encke 1786 2013 2017 3,28
Biela 1772 1852 rompeu-se 6,62
Faye 1843 2014 2021 7,55
Hale-Bopp 1995 1997 4385 2391

Desenho da desintegração do Biela


(1852)
FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR

Contração Nebular

Primeiro modelo de contração nebular


René Descartes (século XVII)

Nuvem grande de gás e poeira começa a se contrair


sob a influência de sua própria gravidade fica +
densa e mais quente e eventualmente forma uma
estrela

Enquanto o Sol se forma no centro mais quente e


denso da nuvem, os planetas se formam nas regiões
mais externas e frias  planetas são subprodutos
da formação de estrelas.
FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR

Contração Nebular
Laplace (1796)  demonstração qualitativa do colapspo
de uma nuvem de gás que gira (formato do sistema solar)

Quanto mais uma nuvem


interestelar se contrai, mais
rápido ela gira

conservação de momentum
angular L = m. v  r
FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR

Contração Nebular
Laplace (1796)  demonstração qualitativa

Força centrífuga se opõe ao


colapso na região perpendicular
ao eixo de rotação.
 nuvem colapsa + rapidamente
paralelamente ao eixo de rotação

PANQUECA
FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR

Contração Nebular

Laplace (1796)  demonstração qualitativa

FORMAÇÃO DO SISTEMA
SOLAR

TEORIA NEBULAR
FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR

Mas... Disco de gás quente NÃO forma


conjuntos de nuvens que eventualmente
formarão planetas

O gás quente tende a se


dispersar e não se aglomerar!
Teoria da Condensação
INGREDIENTE CHAVE:
PRESENÇA DE POEIRA INTERESTELAR

POEIRA = grãos (aglomerados


de moléculas) formados por:

• Carbonáceos
Ex. grafite

• Silicatos
Ex. Olivina (Mg2+, Fe2+)2SiO4

COBERTOS COM GELO


Teoria da Condensação

a) Resfriamento do gás quente através da presença


de metais no gás: irradia o calor através de emissão
de radiação no IR

Colisão de H ou elétrons com íons e átomos neutros mais pesados:


• energia cinética  elétron vai para um nível de maior energia
• elétron volta para um nível de menor energia [desexcitação]
emissão de fótons no IR
T cinética do
gás baixa
Ex. Resfriamento de uma nuvem HI (H neutro)
Ion/Espectro Transição colisionador E/k (m)
C+/[CII] 2P  2P H2,H 92K 158
3/2 1/2
Oo/[OI] 3P  3P H 228K 63,2
1 2
3P  2P 99K 146
o 1

Radiação emitida por transições proibidas (regras de seleção) são


menos prováveis de serem reabsorvidas
Teoria da Condensação
INGREDIENTE CHAVE:
PRESENÇA DE POEIRA INTERESTELAR

b) Resfriamento  diminui pressão interna  facilita


colapso da nuvem

c) Um número maior de moléculas podem se


agrupar através de núcleos de condensação
formados pela poeira
como gotas de chuva que se formam na atmosfera da Terra:
poeira e fuligem atuam como núcleos de condensação ao redor dos
quais moléculas de água podem se aglomerar.

Grãos de poeira formam núcleos de condensação ao redor do


quais outras moléculas começam a se aglomerar (efeito bola de
neve)
FORMAÇÃO DO SISTEMA SOLAR
(a) Uma nuvem de gás rotante começa a se
contrair devido a sua própria massa 
colapso gravitacional.
(b) Quanto mais uma nuvem interestelar se
contrai, mais rápido ela gira  conservação
de momentum angular 𝑳 = 𝒎. 𝒗 × 𝒓  DISCO.
(c) Grãos de poeira atuam como núcleos de
condensação: através de colisões,
moléculas se aderem aos grãos e formam
106 anos pequenos corpos chamados “planetesimais”
(tamanho da Lua).
(d) A sequência das colisões forma corpos
cada vez maiores  aglutinação de pequenos
corpos que colidem. No centro forma-se o
PROTOSOL.

(e) A ignição termonuclear do Sol (torna-


alguns
se uma estrela) aquece o disco, fazendo
106
com que os corpos + próximos, menores
anos
e + voláteis evaporem
(f) O sistema solar é formado com a
configuração que é observada atualmente
Idade do sistema solar = 4,5109 anos

Sucesso do modelo contração+condensação:

•as órbitas dos planetas e satélites seguem a


rotação original da mesma nuvem de gás e
poeira que os formou.

• as órbitas dos planetas estão ~ no mesmo


plano (formação do disco)
Sucesso do modelo contração+condensação:

• Explicação da configuração do sistema solar


Temperatura no sistema solar primitivo
antes da aglutinação começar

Distância menor T maior: somente metais


podem se condensar para formar grãos.
Distância maior T menor: podem se formar
grãos de gelo, amônia e materiais mais voláteis
Resumindo:

TEORIA DA CONTRAÇÃO NEBULAR


+
TEORIA DA CONDENSAÇÃO

Explicam as características do nosso


sistema solar:

Órbitas dos planetas principais:


1. ~ circulares
2. ~ no mesmo plano
3. na mesma direção da rotação do
Sol em torno do seu próprio eixo

Consequência do formato e
rotação da nuvem mãe.
Resumindo:

TEORIA DA CONTRAÇÃO NEBULAR


+
TEORIA DA CONDENSAÇÃO

Explicam as características do nosso


sistema solar:

Crescimento dos protoplanetas


através da aglomeração de matéria e
posterior aquecimento da nebulosa
quando o Sol se torna uma estrela:
1. Planetas se encontram largamente
espaçados
2. Debris da fase de acreção +
fragmentação: asteróides, o
cinturão de Kuiper e Nuvem de
Oort.
Mas...

TEORIA DA CONTRAÇÃO NEBULAR


+
TEORIA DA CONDENSAÇÃO

Teorias são flexíveis no que diz respeito a detalhes:

Exemplos:

TEORIA NEBULAR: não necessariamente os planetas


devem todos rotar em torno de seu próprio eixo no
mesmo sentido.

TEORIA DA CONDENSAÇÃO: encontros randômicos


combinam os planetesimais em protoplanetas.
Algumas características do sistema solar que podem
ser modeladas por eventos randômicos:

 1ou 2 protoplanetas podem ter colidido com Vênus na época


de sua formação, dando origem à sua rotação muito lenta e
retrógrada.
 o sistema Terra-Lua pode ter surgido da colisão entre a
protoTerra e um objeto da ordem do tamanho de Marte.
 o eixo de rotação de Urano pode ter sido causado por colisões
de dois ou mais protoplanetas na época da sua formação.
 a lua de Urano Miranda pode ter sido parcialmente
destruída por uma por uma colisão com um
planetesimal .

 interações entre os planetas jovianos e um ou


mais planetesimais podem explicar algumas
irregularidades nas luas destes planetas
(movimento retrógrado de Triton (lua de Netuno)).

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