Automação na Manutenção
Prof.: Dr. Bruno Quirino de Oliveira
Automação Industrial
Faculdade de Tecnologia Senai Ítalo
Bologna
2
Automação da Manutenção
• Google Sala de Aula: z5hf7du
3
Introdução a Automação
• Automação é um sistema de equipamentos
eletrônicos e/ou mecânicos que controlam seu
próprio funcionamento, quase sem a intervenção
do homem.
4
Fases da Revolução
SANTOS, M.; MANHÃES, A. M.; LIMA, A. R. Indústria 4.0: Desafios e oportunidades para do Brasil. In: SIMPÓSIO DE
ENGENHARIA DE PRODUÇÃO DE SERGIPE, 2018, São Cristóvão, SE, 2018.
5
Transformação do Trabalho
Fonte: WTE
6
Automação e Manutenção
• Manutenção do Sistema de Automação.
§ Equipamento: Sensores, atuadores, CLP, etc.
• Sistema de Automação no auxílio da
Manutenção.
§ Diagnostico, etc.
7
Sistema de Automação
Diagrama simplificado de um sistema de
controle automático
8
Automação Industrial
Automação
Pirâmide
de
Automação
Industrial
Fonte: Castrucci, P. D. L., & Moraes, C. D. (2007). Engenharia de automação industrial. São
Paulo/SP: Editora LTC,.
9
Automação Industrial
Automação
Supervisório
CLP1 CLP2 CLP3
Processo1 Processo2 Processo3
Sensores|Atuadores Sensores|Atuadores Sensores|Atuadores
10
Cuidados na Instalação
• Mantenha os cabos de dados a pelo menos um metro de
distância das linhas de voltagem mais altas;
• Mantenha o cabo de dados o mais longe possível de
fontes elétricas de ruídos, inclusive luzes fluorescentes,
motores, relés de elevador, transmissores de rádio,
transmissores de micro-ondas, e qualquer outra coisa
que consuma energia elétrica;
11
Cuidados na Instalação
• Utilize um percurso o mais reto possível ao instalar os
cabos. Os metros extras de cabo utilizados em uma
ligação poderão reduzir a extensão de cabo disponível
para as outras ligações;
• Não instale fios de telefonia (voz) dentro do mesmo
trecho de cabo data (dados).
• O sistema de voz causará interferência e diafonia, que
adulteram o sistema de dados;
12
Cuidados na Instalação
• Cabos de derivação captam ruídos eletrônicos. Portanto,
utilizem-nos bem curtos;
• Recomenda-se que os cabos sejam mantidos em
eletroduto próprio, isolados da rede de alimentação
elétrica.
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Componentes da Automação
• Acionamento: provê o sistema de energia para
atingir determinado objetivo. É o caso dos
motores elétricos, pistões hidráulicos etc.
• Sensoriamento: mede o desempenho do
sistema de automação ou uma propriedade
particular de algum de seus componentes.
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Componentes da Automação
• Controle: utiliza a informação dos sensores
para regular o acionamento.
• Comparador ou elemento de decisão:
compara os valores medidos com valores
preestabelecidos e toma a decisão de quando
atuar no sistema. Exemplo: termostato.
15
Componentes da Automação
• Programas: contêm informações de processo e
permitem controlar as interações entre os
diversos componentes.
§ Também chamados softwares, são conjuntos de
instruções lógicas, sequencialmente organizadas.
Indicam ao controlador o que fazer.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
• INSTRUMENTAÇÃO é a ciência que aplica e
desenvolve técnicas para adequação de
instrumentos de medição, transmissão,
indicação, registro e controle de variáveis físicas
em equipamentos nos processos industriais.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
• Nas indústrias de processos tais como siderúrgica,
petroquímica, alimentícia, papel, etc.; a
instrumentação é responsável pelo rendimento
máximo de um processo, fazendo com que toda
energia cedida, seja transformada em trabalho na
elaboração do produto desejado.
• As principais grandezas que traduzem
transferências de energia no processo são:
PRESSÃO, NÍVEL, VAZÃO, TEMPERATURA;
as quais denominamos de variáveis de um processo.
Elementos de uma Malha de
Controle
Processo Industrial
• Na ciência do controle automático, um processo
denota uma operação ou uma série de operações sobre
materiais sólidos ou fluidos, de modo a conseguir que
estes materiais sejam colocados em um estado de
utilização mais conveniente.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
qEx: Controle do processo para obter a água aquecida
Conceitos Básicos de
Instrumentação
• Geralmente, existem várias condições internas e
externas que afetam o desempenho de um processo.
Estas condições são denominadas de variáveis de
processo, tais como: temperatura, pressão, nível,
vazão, volume, etc.
• O processo pode ser controlado medindo-se a variável
que representa o estado desejado e ajustando
automaticamente as outras variáveis, de maneira a se
conseguir um valor desejado para a variável
controlada.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Variáveis de Processo
• Variável controlada: também denominada como
variável de processo (PV), é aquela que mais
diretamente indica a forma ou o estado desejado do
produto. Ex: temperatura da água
Conceitos Básicos de
Instrumentação
• Meio controlado: é a energia ou material no qual a
variável é controlada. Ex: água
• Variável manipulada: é aquela sobre a qual o
controlador automático atua no sentido de se manter a
variável no valor desejado. Ex: vazão de vapor
Conceitos Básicos de
Instrumentação
• Agente de controle: é a energia ou material do
processo, da qual a variável manipulada é uma
condição ou característica. Ex: vapor, pois a variável
manipulada é a vazão do vapor.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Então, quais são as variáveis de processo no
exemplo?
ØVariável controlada: temperatura da água
ØMeio controlado: água na saída do processo
ØVariável manipulada: vazão de vapor
ØAgente de controle: vapor
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Malha de controle
• Quando se fala em regulação (ou controle), deve-se
necessariamente subentender uma medição (de uma
variável qualquer do processo), isto é, a informação
que o regulador recebe.
• Recebida essa informação, o sistema regulador
compara com um valor pré-estabelecido (SET POINT),
verifica-se a diferença entre ambos, e age-se de
maneira a diminuir ao máximo essa diferença.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Malha de controle
• Esta sequência de operações: medir a variável –
comparar com valor pré-determinado – atuar no
sistema de modo a minimizar a diferença entre a
medida e o set point, denominados malha de
controle.
• Uma malha de controle pode ser ABERTA ou
FECHADA
Conceitos Básicos de
Instrumentação
• MALHA ABERTA: a informação sobre a variável
controlada não é usada para ajustar qualquer entrada
no sistema para compensar variações nas variáveis do
processo.
• Obs.: a informação da temperatura do líquido de saída, não
afeta na regulação da entrada ou de vapor para o sistema.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
• MALHA FECHADA: a informação sobre a variável
controlada, com a respectiva comparação com o valor
desejado, é usada para manipular uma ou mais
variáveis do processo.
• Obs.: a informação da temperatura do líquido de saída, vai
acarretar uma regulação de uma variável do processo, no caso,
da entrada de vapor.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Definições em Instrumentação
• Os termos utilizados definem as características
próprias de medida e controle dos diversos
instrumentos utilizados: indicadores, registradores,
controladores, transmissores e válvulas de controle.
• A terminologia empregada é unificada entre os
fabricantes e os usuários e os organismos que
intervém diretamente ou indiretamente no campo da
instrumentação industrial.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Classes de Instrumentos
• Podemos classificar os instrumentos e dispositivos
utilizados em instrumentação de acordo com a função
que o mesmo desempenha no processo.
a) Indicador: Instrumento que dispõe de um ponteiro e
de uma escala graduada na qual podemos ler o valor da
variável. Existem também indicadores digitais que
indicam a variável em forma numérica com dígitos ou
barras gráficas.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
b) Registrador: Instrumento que registra a (s) variável (s)
através de um traço contínuo ou pontos em um gráfico.
c) Transmissor: Instrumento que determina o valor de uma
variável no processo através de um elemento primário,
tendo o mesmo sinal de saída (pneumático ou eletrônico)
cujo valor varia apenas em função da variável do processo.
d) Transdutor: Instrumento que recebe informações na
forma de uma ou mais quantidades físicas, modifica caso
necessário às informações e fornece um sinal de saída
resultante. O conversor é um tipo de transdutor que
trabalha apenas com sinais de entrada e saída
padronizados.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
e) Controlador: compara a variável controlada com um valor
desejado e fornece um sinal de saída a fim de manter a
variável controlada em um valor específico ou entre valores
determinados. A variável pode ser medida, diretamente pelo
controlador ou indiretamente através do sinal de um
transmissor ou transdutor.
Tipos:
§ Analógicos
§ Digitais
Conceitos Básicos de
Instrumentação
f) Elemento Final de Controle: Instrumento que
modifica diretamente o valor da variável manipulada
de uma malha de controle.
OBS: Os instrumentos em geral são classificados em
instrumentos de painel, de campo, à prova de explosão,
de poeira, de líquidos, etc.
Conceitos Básicos de Instrumentação
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Faixa de Medição (Range)
¨ Conjunto de valores da variável medida que estão
compreendidos dentro do limite superior e inferior da
capacidade de medida ou de transmissão do
instrumento. Se expressa determinando os valores
extremos.
¨ Exemplos: 100 a 5000ºC ou 0 a 20 PSI ou 0 a 60 m3 /h,
etc.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Alcance (SPAN)
¨ É a diferença algébrica entre o valor superior e inferior
da faixa de medida do instrumento.
¨ Exemplos: Um instrumento com range de 1000 –
5000ºC. Seu Span é de 4000ºC. Ou um transmissor de
pressão, cujo range é de – 30 a +30 mm.c.a., seu span
será de 60 mm.c.a.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Erro
¨ É a diferença entre o valor lido ou transmitido pelo
instrumento em relação ao valor real da variável medida.
¨ Quando tivermos a variável alterando seu valor ao longo
do tempo teremos um atraso na transferência de energia
do meio para o medidor. O valor medido estará
geralmente atrasado em relação ao valor real da variável.
Esta diferença entre o valor real e o valor medido é
chamado de erro dinâmico.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Repetitividade
• Grau de concordância entre os resultados de medições
sucessivas de um mesmo mensurando efetuadas sob as
mesmas condições de medição.
• Estas condições são denominadas condições de
repetitividade e incluem o mesmo procedimento de
medição, mesmo observador, mesmo instrumento de
medição utilizado nas mesmas condições, mesmo local e
repetição em curto período de tempo.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Exatidão
¨ Podemos definir como sendo a aptidão de um
instrumento de medição para dar respostas próximas a
um valor verdadeiro.
¨ A exatidão pode ser descrita de três maneiras:
.. Percentual do Fundo de Escala (% do F.E.).
.. Percentual do Span (% do Span).
.. Percentual do Valor Lido (% do V.L.).
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Exatidão
¨ Exemplo: Para um sensor de temperatura com Range de 50 a
250ºC, o valor medido é 100ºC. Determine o intervalo
provável do valor real para as seguintes condições:
a) Exatidão 1% do Fundo de Escala
Valor real = 100ºC ± (0,01. 250) = 100ºC ± 2,5ºC
b) Exatidão 1% do Span
Valor real = 100ºC ± ( 0,01. 200 ) = 100ºC ± 2,0ºC
c) Exatidão 1% do Valor Lido (Instantâneo)
Valor real = 100ºC ± ( 0,01. 100 ) = 100ºC ± 1,0ºC
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Precisão
• A precisão é um termo que descreve o grau de liberdade
a erros aleatórios, ou seja, ao nível de espalhamento de
várias leituras em um mesmo ponto.
• A precisão é frequentemente confundida com a exatidão.
Um aparelho preciso não implica que seja exato. Uma
baixa exatidão em instrumentos precisos decorre
normalmente de um desvio ou tendência nas medidas, o
que poderá ser corrigido por uma nova calibração.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Precisão
• As figuras a seguir ilustram as características de exatidão
e precisão de um instrumento ou equipamento.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Terminologia
¨ As normas de instrumentação estabelecem símbolos,
gráficos e codificação para identificação alfanumérica
de instrumentos ou funções programadas que
deverão ser utilizadas nos diagramas e malhas de
controle de projetos de instrumentação.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Terminologia
¨ Norma ANSI/ISA-S5.1-1984, cada instrumento ou
função programada será identificada pôr um conjunto
de letras que o classifica funcionalmente e um
conjunto de algarismos que indica a malha à qual o
instrumento ou função programada pertence.
¨ Eventualmente, para completar a identificação, poderá
ser acrescido um sufixo.
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Terminologia
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Símbolos Utilizados nos Fluxogramas de Processo
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Símbolos Utilizados nos Fluxogramas de Processo
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Simbologia Geral em Instrumentação
Tabela
de Identificação
Funcional
dos Instrumentos
Conceitos Básicos de
Instrumentação
Exemplos:
Defina a localização dos equipamentos e tipos de sinais de
transmissão de cada malha de controle, além da sua função
(equipamento).
51
Sensoreamento
• Para a automação o principal objetivo e
comandar eventos, por exemplo, a chegada de
um objeto a uma posição, um nível de um
líquido a um valor etc.
• Suas saídas são então do tipo 0-1, “on”-“off ”,
isto é, binárias. É a esses sensores que
conferimos o nome de Sensores Discretos.
52
Sensoreamento
• Entre os sensores discretos há duas grandes
classes: de contato mecânico (entre o
processo e o sensor) e sem contato, também
denominados sensores de proximidade.
• Esta última classe é mais importante, tanto pela
flexibilidade na solução de problemas de
instalação quanto pelo menor desgaste em uso, o
que significa maior confiabilidade.
53
Sensores de Contato Mecânico
• Nesses sensores, uma força entre o sensor e o
objeto é necessária para efetuar a detecção do
objeto.
54
Sensores de Contato
• Chaves-limite ou de Fim de Curso são usadas para
detectar a posição de objetos ou materiais.
• A “alma” desses dispositivos é o micro-switch, uma
chave de qualidade e longa tradição industrial.
• Um movimento de pequena amplitude do pino central
provoca um salto irreversível de uma mola interna e o
fechamento firme de contato elétrico.
55
Sensores de Contato
• Chaves de Nível: As chaves de nível têm a
função de monitorar o nível de líquido em um
reservatório.
56
Sensores de Contato
• Chaves de Fluxo é utilizada para detectar
vazão de um fluido tal como ar, água, óleo ou
gás.
• Chaves de Pressão usam um fole que aciona
contatos elétricos.
57
Sensores de Proximidade
• Operam com vários princípios físicos e podem
detectar a proximidade, a presença ou a
passagem de corpos sólidos, líquidos ou gasosos.
58
Sensores Indutivos
• Os sensores indutivos usam correntes
induzidas por campos magnéticos com o
objetivo de detectar objetos metálicos por perto.
• Se existe um objeto metálico perto do campo
magnético do sensor uma corrente flui nesse
objeto, devido à indução de correntes parasitas.
• Essa corrente resultante gera um novo campo
magnético que se opõe ao campo magnético
original.
59
Sensores Indutivos
60
Sensores Indutivos
• Os sensores indutivos podem ter seu campo
magnético blindado; assim, o campo magnético
diminui e fica mais direcionado, contribuindo
para a melhoria da precisão, da direcionalidade
e da distância de operação do sensor.
61
Efeito do Material do Objeto
• Um alvo-padrão de aço é utilizado para obter essa
distância Sn, e seu valor deve ser corrigido de acordo
com o material do alvo usado.
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Sensores Capacitivos
• Os sensores dicapacitivos podem detectar objetos
metálicos e não-metálicos, como papel, vidro, líquidos e
tecidos, etc.
• Num sensor de proximidade discreto capacitivo em geral
a área das placas e sua distância são fixas, porém a
constante dielétrica ao redor deste varia de acordo com o
material do objeto que se encontra na proximidade do
sensor.
63
Sensores Capacitivos
64
Sensores Óticos
• São sensores que emitem um feixe de luz e
detectam as alterações da intensidade de luz
recebida em conseqüência do movimento de
objetos opacos.
• Podem detectar objetos desde distâncias
bastante grandes (10 metros) até outros de
apenas 1 mm
65
Sensores Óticos
• Sensor ótico de reflexão difusa ou sensor difuso:
66
Sensores Óticos
• Sensor ótico de barreira:
67
Automação Industrial
Sistemas de Acionamento
• Um sistema de acionamento é responsável pelo
movimento nos atuadores.
• Atuador é um dispositivo que converte uma energia de
entrada em energia cinética, ou seja, em movimento
mecânico.
Podem ser classificados em:
• Elétrica;
• Pneumática; q Eletropneumática;
• Hidráulica. q Eletro-hidráulica;
68
Automação Industrial
Utilização do CLP
CLP
Fonte: Franchi, C. M., & de Camargo, V. L. A. (2008). Controladores lógicos programáveis:
sistemas discretos. Saraiva Educação SA.
69
Automação Industrial
Atuadores Elétricos
• Os atuadores elétricos de acordo com seu
movimento podem ser: Linear ou Rotativo.
• De acordo com o sistema de abertura, os
atuadores elétricos se classificam em: On-
Off e Proporcional.
Fonte:[Link]
70
Automação Industrial
CADeSimu
71
Automação Industrial
CADeSimu
72
Automação Industrial
CADeSimu
73
Automação Industrial
Automação
Supervisório
CLP1 CLP2 CLP3
Processo1 Processo2 Processo3
Sensores|Atuadores Sensores|Atuadores Sensores|Atuadores
74
CLP – Definição
• A NEMA (National Electrical Manufacturing
Association - USA) definiu, em 1978, o
controlador programável da seguinte forma:
qSistema eletrônico digital, desenvolvido para uso em
ambiente industrial, que usa uma memória
Programável para armazenamento interno de
instruções do usuário, para implementação de
funções específicas, tais como, lógica,
sequenciamento, temporização, contagem e
aritmética, para controlar, através de entradas e
saídas, vários tipos de máquinas e processos.
75
Características
• Capacidade de operação confiável em ambiente
industrial sem o apoio de equipamentos específicos.
• Permite a expansão de diversos tipos de módulos.
• O hardware ocupa pouco espaço físico e consome
baixa potência elétrica.
76
Características
• Apresentam pouca incidência de defeitos, portanto,
são bastante confiáveis.
• A manutenção requer mão-de-obra qualificada.
• Apresentam interface de comunicação com outros
equipamentos.
77
CLP - Histórico
• Surgimento: Indústria Automobilística em 1968 por
Richard Morley, engenheiro da Hydronic Division
da General Motors.
• Objetivos:
üFlexibilidade de utilização.
üFacilidade de programação.
ü Facilidade de expansão.
78
Princípio de Funcionamento
• O Controlador Programável, como todo sistema
microprocessado, tem seu princípio de
funcionamento baseado em três passos:
79
Ciclo de Varredura
80
Princípio de Funcionamento
• Com a partida, o CLP executará as seguintes tarefas:
1. Transferirá os sinais existentes na interface de
entrada para a memória de dados (RAM).
2. Iniciará a varredura do software aplicativo
armazenando na memória de programa (SCAN),
utilizando os dados armazenados na memória de
dados.
3. Concluída a varredura do software aplicativo, o
CLP transferirá os dados processados (resultados
de operações lógicas) para a interface de saída.
81
Tipos de Sinais
• Sinais Analógicos: São sinais que variam
continuamente no tempo conforme uma regra de
comparação à uma referência definida.
• Exemplos : potenciômetros, transdutores de
temperatura, pressão, umidade, vazão, válvulas e
atuadores analógicos, acionamentos de motores, etc.
Arquitetura
Arquitetura
• Fonte:
vSink (Externa)
vSource (Interna)
• Unidade Central de Processamento.
• Memórias.
• Memória EPROM.
vMemória do Usuário.
vMemória de Dados.
vMemória-Imagem da Entradas e Saídas.
84
Características de Hardware
• Fonte de Alimentação: fornece todos os níveis de
tensão exigidos para as operações internas do CLP
(Ex.: CPU, Memória, E/S).
• CPU: Ela lê o sinal das entradas na memória de
dados, executa operações aritméticas e lógicas
baseadas na memória de programa e gera os
comandos apropriados para a memória de dados
controlar o estado das saídas.
85
Características de Hardware
• Memórias:
qMemória de Dados : também conhecida como
memória de rascunho. Serve para armazenar
temporariamente os estados E/S, marcadores
presets de temporizadores/contadores e valores
digitais para que o CPU possa processá-los. A cada
ciclo de varredura a memória de dados é atualizada.
Geralmente é uma memória RAM.
86
Características de Hardware
• Memórias:
qMemória de Usuário : serve para armazenar as
instruções do software aplicativo e do usuário
(programas que controlam a máquina ou a operação
do processo), que são continuamente executados
pela CPU. Pode ser memória RAM, EPROM,
EPROM, NVRAM ou FLASH-EPROM.
87
Características de Hardware
• Interfaces de entrada e saída:
qÉ a interface entre os dispositivos conectados pelo
usuário e a memória de dados.
qNa entrada, o módulo de entrada aceita as tensões
usuais de comando (24VCC,110/220 VCA) que
chegam e as transforma em tensões de nível lógico
aceitos pela CPU.
qO módulo de saída comuta as tensões de controle
fornecidas, necessárias para acionar vários
dispositivos conectados.
88
Características de Hardware
• Interfaces de entrada e saída:
qA quantidade máxima de pontos de E/S, disponíveis
no mercado de CLP’s, pode variar desde 8 a 8192
pontos normalmente, o que caracteriza a existência
de pequenos, médios e grandes CLP’s.
89
Características de Hardware
• Interfaceamento de periféricos:
qComunicação Serial: É a mais comumente utilizada para
a maioria dos periféricos e é feita utilizando-se simples
cabos de par traçado. Os padrões mais utilizados são o
RS 232, RS-422 ou RS-485.
qRS-232: É empregada para velocidades de transmissão
de até 20k baud (bits/seg) e distância máxima de 15
metros.
qRS-485: É uma versão melhorada do padrão RS-232C.
Ela possibilita, principalmente, o emprego de velocidade
de transmissão de até 100k baud para distância de até
1200m.
90
Automação Industrial
Automação
Supervisório
CLP1 CLP2 CLP3
Processo1 Processo2 Processo3
Sensores|Atuadores Sensores|Atuadores Sensores|Atuadores
Arquitetura
• Dispositivos de Entrada e Saída (Módulo de
Entrada/Saídas (E/S).
vMódulos de Saídas (S) – Saída a Relé:
Arquitetura
• Dispositivos de Entrada e Saída (Módulo de
Entrada/Saídas (E/S).
vMódulos de Saídas (S) – Saída a TRIAC - CA:
Arquitetura
• Dispositivos de Entrada e Saída (Módulo de
Entrada/Saídas (E/S).
vMódulos de Saídas (S) – Saída a Transistor - CC:
94
Módulos de Saídas
Arquitetura
• Dispositivos de Entrada e Saída (Módulo de
Entrada/Saídas (E/S).
vMódulos de Entradas (E):
vTensões de comando (24Vcc, 110/220 VCA) .
96
Valores Nominais das E/S
97
Aspectos do Software
• Todos os CLP’s possuem as seguintes funções
básicas de software:
§ Lógica E, OU e XOR;
§ SET e RESET;
§ Temporização e contagem;
§ Cálculos com aritmética básica (+,-,x,...);
§ Comparação de valores.
98
Aspectos do Software
• Funções de software mais avançadas:
§ Cálculos integrais e trigonométricos;
§ Posicionamento;
§ Contagem rápida;
§ Leitura de sinais analógicos;
§ Leitura de sinais de temperatura;
§ Linearização de sinais analógicos;
§ Outros.
99
Linguagem de Programação
• A programação traduz as funções a serem
executadas; para tanto ela deve ser a mais simples
possível.
• Digrama de Contatos, Diagrama de Blocos, Lista de
instruções, etc.
• A linguagem mais difundida até agora tem sido o
diagrama de contatos (LADDER), devido a
semelhança com os esquemas elétricos usados para
o comando convencional.
100
Linguagem de Programação
• Alguns Softwares de programação permitem migrar de
uma linguagem para outra. Como por exemplo, de
Ladder para lista de instrução, de Ladder para diagrama
lógico e vice versa.
• Classificação das linguagens de programação, conforme
IEC – 1131-3:
Programação
• Os estágios para o desenvolvimento de um
programa são:
vEscrever as instruções.
vEditar o programa (Endereçamento).
vVerificar e corrigir erros de sintaxe.
vCarregá-lo e testá-lo no controlador.
Linguagens de Programação
• Gráficas: Linguagem de Diagrama de Contatos
(Ladder Diagram)
• A sua representação originou-se dos diagramas
elétricos, cujo principio provem da lógica de
reles e contato.
103
XI Jornada de Iniciação
Científica
104
Automação Industrial
Exemplo
• Em uma determinada indústria possui um
sistema de ventilação com acionamento
convencional (painel). Deseja-se fazer o
acionamento do ventilador por um CLP.
• Dados:
Motor do Ventilador: 5 cv - 380V – Partida Direta.
CLP: Tensão de comando 24Vcc, saídas digitais 24Vcc.
105
Automação Industrial
Acionamento Convencional
106
Automação Industrial
CLP
Acionamento via CLP
107
Automação Industrial
Endereçamento
111
Automação Industrial
Atos A1
112
Automação Industrial
TIA PORTAL
113
Automação Industrial
TIA PORTAL
114
Automação Industrial
TIA PORTAL
Sistemas Supervisórios
• São sistemas digitais de monitoração e operação
da planta que gerencia as variáveis do processo.
• Estas informações são atualizadas
continuamente e armazenadas em um banco de
dados que pode ser local ou remoto.
Sistemas Supervisórios
• Na indústria tem-se a necessidade de centralizar as
informações de forma a obter o máximo possível de
informações com o menor tempo possível.
• O Sistema Supervisório foram criados para reduzir a
dimensão dos painéis e melhorar a interface
homem/máquina.
• São baseados em computadores executando
softwares específicos de supervisão de processo
industrial.
Sistemas Supervisórios
• É um software destinado a promover a interface
homem/máquina, afim de proporcionar uma
supervisão plena do processo através de telas
devidamente configuradas;
• As telas que representam o processo podem ser
animadas em função das informações recebidas pelo
CLP;
• Quando fala-se em supervisão tem-se a idéia de
dirigir, orientar ou inspecionar em um plano
superior.
Sistemas Supervisórios
• Permitem uma visualização gráfica com
informações do processo por cores e animações.
• Dão ao projetista uma ampla gama de
comunicação com os mais diversos tipos de
marcas e modelos de equipamentos disponíveis
no mercado.
Principais Elementos de um Sistema
Supervisório
• Sinóticos: Fornecem uma representação gráfica
geral da planta em substituição aos painéis
sinóticos tradicionais.
Sistemas Supervisórios
Sistemas Supervisórios
Sistemas Supervisórios
Sistemas Supervisórios
Sistemas Supervisórios
Comunicação entre o Supervisório e o
Sistema
Tipos de Variáveis Monitoradas
• Digitais: quando as variáveis podem ser
interpretadas por apenas dois estados discretos.
Exemplo: motor ligado/desligado
• Analógicas: quando as variáveis percorrem uma
determinada faixa estabelecida. Exemplo:
temperatura do motor.
Tipos de Sistemas Supervisórios
• IHM/HMI (Interface Homem Máquina/Human
Machine Interface)
• SCADA (Supervisory Control and Data
Acquisition – Aquisição de dados e Controle do
Supervisório)
IHM
• São sistemas normalmente usados no chão de
fábrica;
• Possuem construção extremamente robusta,
resistentes a jatos de água direto, umidade,
temperatura e poeira de acordo com o grau de
proteção (IP);
• IHMs modernas são capazes de monitorar uma
grande quantidade de variáveis;
IHM
• Está instalada geralmente próxima da linha de
produção, traduzindo as informações do CLP
para uma linguagem de maior facilidade de
compreensão;
• Composta por uma tela de cristal líquido e um
conjunto de teclas para navegação ou inserção
de dados que utiliza um software proprietário
para sua programação.
Benefícios das IHMs
• Economia da fiação e acessórios, pois a comunicação é
realizada através de portas seriais;
• Redução da mão de obra para a montagem, pois em vez de
vários dispositivos apenas a IHM é montada;
• Eliminação física do painel de sinótico;
• Aumento da capacidade de comando e controle do processo;
• Operação amigável;
• Fácil programação e manutenção.
Aplicação de IHMs
• Visualização de alarmes;
• Visualização de dados de motores e/ou
equipamentos;
• Visualização de dados de processo da máquina;
• Alteração de parâmetros do processo;
• Operação em modo manual de componentes da
máquina;
• Alteração de configuração dos equipamentos.
SCADA
• Criado para realizar a supervisão de uma grande
quantidade de variáveis;
• Tem sido aplicado largamente nas indústrias;
• Esses sistemas visam à integridade física das
pessoas, equipamentos e produção;
• Também é capaz de detectar falhas no sistema.
Arquitetura dos sistemas SCADA
• Esses sistemas possibilitam configurar os
arquivos de alarmes e eventos, além de
relatórios e interfaces;
• A interação do operador é garantida através das
interfaces gráficas que permitem uma interação
amigável.
Tipos de comunicação
• Comunicação por consulta (Polling)
• Comunicação por interrupção (Report by
Exception)
Comunicação por Consulta
• Do tipo mestre/escravo;
• Vantagens:
ü Simplicidade no processo de aquisição de dados;
ü Inexistência de colisão no tráfego da rede;
ü Permite garantir largura de banda e tempo de resposta
ü Facilidade na detecção de falhas
• Desvantagens:
ü Incapacidade das estações remotas de comunicar (com o mestre) em situações
adversas.
ü Uma grande quantidade estações remotas influência no tempo de resposta do
sistema.
ü Comunicação entre estações remotas obrigatoriamente tem que passar pela
central.
Comunicação por Interrupção
• A estação remota monitora suas informações
quando julga necessário envia as mesmas para
estação central;
• A estação remota deve verificar antes da
transmissão se o meio está ocupado por outra
estação;
• Em caso de congestionamento da rede a central
deve realizar comunicação por consulta.
Comunicação por Interrupção
• Vantagens:
ü Evita a transferência de informações desnecessárias.
ü Permite uma rápida de detecção de informação urgente.
ü Permite comunicação entre estações remotas.
• Desvantagens:
ü A estação central consegue detectar falhas depois de um determinado
período de tempo.
ü É necessária a existência de ação por parte de todos.
Supervisão através da Internet
Variáveis dos Sistemas
Supervisórios
• O CLP envia esses sinais acompanhados de TAGs
(etiquetas). Esses TAGs levam consigo informações
como o endereço dentro do CLP e o tipo de TAG. São
tipos de TAG:
o DEVICE, significa que os dados se originam dos
CLPs para o sistema supervisório.
o DDE (Dynamic Data Exchange), significa que os
dados se originam de um outro computador da rede.
o MEMORY significa que os dados existem
localmente no supervisório.
Modos Operacionais
• Modo de Desenvolvimento
• Modo de Execução (RunTime)
Modo de Desenvolvimento
• É no ambiente desenvolvimento que são criadas
as telas gráficas;
• As Tags são relacionadas as propriedades dos
objetos gráficos e os efeitos de animação.
• Alarmes.
• Relatórios.
• Usuários
Modo de Execução
• É executado uma versão compilada do código
fonte;
• No modo de execução é realizada a integração
com o CLP durante a automação da planta em
tempo real.
Atividades dos Operadores
• Operador externo: trabalhador que interfere
diretamente sobre a instalação (manutenção)
• Operador do Processo: trabalhador encarregado
de conduzir o processo a partir de painéis, telas
ou mostradores na sala de controle.
• Chefe de posto: responsável pela equipe de
operadores de processo.
• Instrumentista: operador que interfere de modo
direto sobre a regulagem e manutenção dos
instrumentos da instalação.
Características dos Sistemas
Supervisórios
• Facilidade de interpretação: uso de desenhos
animações;
• Flexibilidade: correções ou implementações são
facilmente realizadas;
• Estrutura: acompanha a divisão da planta;
• Geração de receitas: permite a alteração ou
importação em tempo real de parâmetros da
receita de produção.
Planejamento do Sistema Supervisório
• Entendimento do processo
• Variáveis do processo
• Planejamento da base de dados
• Planejamento dos alarmes
• Planejamento da hierarquia de navegação entre
as telas
• Desenho das telas
• Gráficos de tendências
• Planejamento da segurança do sistema
• Padrão industrial de desenvolvimento
Entendimento do Processo
• Verificar por meio de documentos ou conversas
como o processo se comporta;
• Descobrir qual o melhor tipo de comunicação a
ser usada (Ethernet ou USB por exemplo)
Variáveis do Processo
• Quais variáveis são monitoradas?
• Variáveis do processo devem ser convertidas para
que se tornem melhor compreensíveis pelos
operadores do supervisório;
• Podem ser do tipo: digital, analógica ou string;
• Campos obrigatórios: valor mínimo e máximo,
unidade, escala e tipo de dado.
• Nomenclatura e simbologia ISA-05.
Planejamento da Base de Dados
• Escolher o que é importante armazenar no
banco de dados.
Planejamento dos Alarmes
• Quais condições e variáveis devem disparar os alarmes
(nível, pressão, valor);
• Como os alarmes irão indicar ao operador a informação
desejada (alarme sonoro, alarme visual);
• Quais informações serão apresentadas no alarme (valor,
hora);
• Como o operador deve reconhecer o alarme.
Planejamento da hierarquia de
navegação entre as telas
• Como devem ser organizadas as telas?
Geralmente são criados menus de navegação
Planejamento da hierarquia de
navegação entre as telas
Desenho de Telas
• Telas de visão geral
• Telas de grupo
• Telas de detalhe
• Telas de malha
• Telas de tendências
• Telas de manutenção
Desenho de Telas
• Visão Geral
Desenho de Telas
• Malha
Desenho de Telas
• Telas de tendências:
• São telas-padrão do software básico de
supervisão. Essas telas apresentam várias (em
média seis) variáveis simultaneamente, na forma
gráfica, com valores coletados em tempo real (on
line) na forma de tendência real e na forma
histórica (off-line) valores de arquivos pré-
armazenados em disco.
Planejamento da segurança do sistema
• Inserir o uso de permissões no sistema;
• Privilégios: usuários administradores e outros.
Sistema de Controle Centralizado
• Uma Sala de Supervisão Geral interligada a dispositivos
CLP´s;
• Comunicação com a rede corporativa – informações on-
line;
• Disponibilidade do sistema = disponibilidade do
computador central;
• Dificuldade de ampliações do sistema --> complexidade
• Tipicamente existem diversos sensores e atuadores na
mesma malha.
Sistema Digital de Controle Distribuído
- SDCD
• Surgiu com um estudo da HONEYWELL (fabricante de
sistemas automatizados) na década de 70 com o intuito:
• Otimização;
• Grupos lógicos;
• Telas gráficas;
• Tendências;
• Ergonomia e
• Aplicação de sistemas de telas.
Filosofia do SDCD – Uma sala de controle e Supervisão
global microprocessada em rede com outros controladores
de responsabilidade local.
Sistema Digital de Controle Distribuído
- SDCD
• SDCD é composto de três elementos básicos:
1- Interface com Processo: unidade de controle e
aquisição de dados;
2- Interface Homem Máquina (IHM);
3- Via de Dados (Data Highway)
• Estrutura Básica
• Elementos de campo: sensores e atuadores;
• Unidades de Processamento (Módulos I/O, IHM,
etc);
• Sala de Controle Central.
Sistema Digital de Controle Distribuído
- SDCD
• Características:
• Múltiplas estações de Processo alocadas em vários
pontos da planta;
• Uma sala de Controle Central – Controle
Supervisório;
• Estações de operação Local distribuídas na Planta;
• Interação entre as estações através de uma rede de
comunicação.
Sistema Digital de Controle Distribuído
- SDCD
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Automação Industrial
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