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Anatomia e Funções do Periodonto

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Periodontia

Aline Alves de Souza


Periodontia
Anatomia, histologia e A gengiva (mucosa mastigatória)
diferenciada em duas partes:
pode ser

fisiologia do periodonto 1. Gengiva livre:


A principal função do periodonto é inserir o dente no Vai da margem gengival até a ranhura
tecido ósseo dos maxilares e manter a integridade da gengival livre (nível correspondente à junção
superfície da mucosa mastigatória da cavidade oral. cemento-esmalte), compreende as papilas
interdentais e parte V e L/P dos dentes, tem cor
O periodonto compreende os seguintes
rósea.
tecidos: A gengiva, o ligamento periodontal, o
cemento radicular e osso alveolar (osso alveolar Depois de completa a erupção dentária, a
propriamente dito e o processo alveolar). margem gengival livre fica localizada na superfície do
esmalte cerca de 1,5 a 2mm coronariamente à junção
cemento-esmalte. A forma da papila interdental é
Proteção Gengiva determinada pelas relações de contato entre os
dentes, pela largura da superfície proximal deste e
Periodont pelo contato da junção cemento -esmalte.
o Osso alveolar;
Cemento; Nas regiões anteriores a papila tem formato
Sustentação
Ligamento piramidal, enquanto em regiões posteriores as papilas
periodontal. são mais achatadas no sentido VL. Como a papila tem
sua forma de acordo com o contorno das superfícies
interdentárias de contato, uma concavidade – região
Gengiva de col – é formada nas regiões de M e PM (somente
em posteriores).
→ Anatomia macroscópica: Mucosa oral
2. Gengiva inserida:
A mucosa oral compreende:
Vai da margem gengival livre até a linha muco
• Mucosa mastigatória (gengiva e revestimento gengival, na direção apical. É delimitada por uma
do palato duro); ranhura gengival, que está presente em 40% dos
• Mucosa especializada (recobre o dorso da adultos ou por um plano horizontal que passa pelo
língua); nível da junção cemento-esmalte.
• Mucosa de revestimento (mucosa alveolar).
Tem textura firme e cor rósea com aspecto
A gengiva é a parte da mucosa mastigatória casca de laranja (stiplling – depressões na superfície
que cobre o processo alveolar e circunda a porção da gengiva). Esse tipo de mucosa está firmemente
cervical dos dentes. inserida no osso alveolar e no cemento subjacente
Não há linha muco gengival no palato, uma por meio de fibras do tecido conjuntivo, portanto,
vez que o palato duro e o processo alveolar da maxila fortemente aderida e praticamente imóvel.
são revestidos pelo mesmo tipo de mucosa A mucosa alveolar (de revestimento), de cor mais
mastigatória. vermelha mais escura, tem uma ligação frouxa com
o osso subjacente, é móvel.
→ Anatomia microscópica: para síntese de proteína e produção de energia
o Epitélio oral: fica voltado para cavidade oral (núcleo, as mitocôndrias, o reticulo endoplasmático e
(0,2mm a 00,3mm). o complexo de Golgi). No epitélio paraceratinizado: as
o Epitélio Sulcular: fica voltado para o dente (não células da camada córnea apresentam remanescentes
tem contato) de núcleos.
o Epitélio Juniconal: promove o contato entre o
• Região dento gengival: a união do epitélio
dente e a gengiva.
juncional ao dente é reforçada por fibras, juntos
A presença de cristas epiteliais é um aspecto são considerados uma unidade funcional –
morfológico característico do epitélio oral e do epitélio dentogengival.
sulcular, enquanto no epitélio juncional essas o Esmalte;
estruturas estão ausentes. As cristas epiteliais separam o Epitélio juncional: apresenta-se mais largo
as papilas do tecido conjuntivo (partes do tecido próximo à coroa, próximo à JCE é estreito.
conjuntivo que se projetam para o epitélio). Maior espaço intercelular, menor número de
desmossomos.
O epitélio oral é um epitélio pavimentoso estratificado
queratinizado e pode ser dividido nas seguintes Função do epitélio juncional: Formar uma barreira
camadas celulares: epitelial contra o biofilme bacteriano. Permite a
passagem do fluido gengival, células inflamatórias e
1 Camada ceratinizada
componentes do sistema imune. Tem rápido reparo
2. Camada granulosa: Ceratinócitos começam do tecido danificado.
a produzir grânulos de ceratoialina e glicogênio →
o Epitélio sulcular: reveste o sulco gengival, não
produção de queratina.
ceratinizado, sem cristas epiteliais e
3 Camada espinhosa: 10-20 camadas de semipermeável.
células poliédricas. Células se ligam através de o Fluido gengival: Serve como biomarcador
desmossomos. para detecção do estado de saúde/doença.
Células conjuntivas, epitélio, células
4. .Camada basal: células cilíndricas ou cubicas.
inflamatórias e bactérias. Aumenta na
Em contato com a membrana basal. Possui capacidade presença de inflamação.
germinativa (reprodução e renovação). A ligação
entre as células basais e a membrana basal é através Funções do fluido gengival: Limpeza do sulco gengival.
de hemidesmossomos. Proteínas plasmáticas que facilitam adesão.
Propriedades antimicrobianas e atuam como
‘anticorpos’.

→ Tecido conjuntivo gengival:


Lâmina própria:
É componente tecidual predominante da
gengiva, seus principais componentes são as fibras
colágenas (60%), fibroblastos (5%), matriz (35%),
vasos e nervos.
Além dos ceranócitos (células produtoras de
As fibras do tecido conjuntivo são produzidas pelos
queratina) o epitélio também contém os seguintes fibroblastos e podem ser divididas em:
tipos de células: Melanócitos (pigmentação), células de
Langerhans (defesa), células de Merkel (função 1. Fibras colágenas: forma o corpo do tecido
sensorial) e células inflamatórias. conjuntivo, dando força de tensão.
2. Fibras reticulares: estão na interface do
Camada córnea: Preenchimento do citoplasma por epitélio-conjuntivo.
ceratina, perdendo todos os elementos necessários
3. Fibras elásticas: em associação com os vasos cemento e osso. Nutrição (cemento, osso e gengiva).
sanguíneos. Sensorial, tátil, pressão e dor.
Grupos de Fibras Gengivais: O dente é unido ao osso por feixes de fibras
colágenas que podem são divididas em:
1. Circulares: dispostas na gengiva livre e
circundam o dente em forma de ‘anel’. 1. Fibras da crista alveolar: previne extrusão e
2. Dento gengivais: estão embutidas no resiste a movimentos laterais.
cemento de porção supra alveolar da raiz (no 2. Fibras horizontais
sentido superior). Se projetam a partir do 3. Fibras obliquas: recebem e transmitem as
cemento, em forma de leque, em direção ao forças mastigatórias.
tecido gengival das superfícies V, L e Inter 4. Fibras apicais
proximais. 5. Fibras interarticulares
3. Dentoperiósteas: estão embutidas no
A células do ligamento periodontal são: Fibroblastos,
cemento supra alveolar (no sentido inferior),
cementoblastos, osteoblastos e osteoclastos. As
fazem a trajetória no sentido apical sobre a
células de defesa são macrófagos, eosinófilos e
crista óssea V e L para terminarem no tecido
mastócitos. Células epiteliais (restos epiteliais de
da gengiva inserida.
Malassez – restos da bainha epitelial de Hertwig) e
4. Transeptais: entre cemento de dente
fibras nervosas.
adjacente.
A matriz é composta por glicosaminoglicanos,
Funções: Abraçar a gengiva contra o dente e resistir
proteoglicanos e 70% de água.
as forças mastigatórias. Com o passar dos anos as
fibras vão perdendo força. Cemento radicular
Os diferentes tipos de células presentes no tecido
É um tecido mineralizado especializado que
conjuntivo são: Fibroblastos (65%) que produzem a
recobre as superfícies radiculares. Possui muitas
matriz e as fibras, mastócitos (parte da matriz e
características em comum com o tecido ósseo,
permeabilidade vascular), macrófagos (fagocitose) e
todavia não possui vasos e nervos, não sofre
células inflamatórias (neutrófilos, linfócitos e
remodelação e reabsorção fisiológica e possui uma
plasmócitos).
formação continua ao longo da vida.
Matriz: é produzida pelos fibroblastos, alguns
O cemento é composto por fibras colágenas
componentes são elaborados pelos mastócitos e
embutidas em uma matriz orgânica e possui uma
outros derivados do sangue. A matriz é o meio o qual
matriz mineral (hidroxiapatita – 65%).
as células do tecido conjuntivo se acham embutidas
às células. É fundamental para o transporte de Funções: Inserir fibras do ligamento periodontal na raiz
nutrientes. Os principais componentes são e contribuir para o processo de reparo radicular.
macromoléculas de carboidrato e proteínas
Tipos de cemento:
diferenciadas em proteoglicanos e glicoproteínas.
1. Cemento acelular de fibras extrínsecas:
Ligamento periodontal porção coronária e média da raiz – insere
fibras de Sharpey. Conecta o dente ao osso
É um tecido conjuntivo frouxo, altamente
alveolar propriamente dito.
vascularizado e celular, que circunda as raízes dos
2. Cemento celular estratificado misto: terço
dentes e une o cemento radicular à lâmina dura ou
apical das raízes – formado após demanda
ao osso alveolar propriamente dito.
funcional. Contém tanto fibras extrínsecas
Função: Permite que forças sejam distribuídas e quanto intrínsecas, assim como cementócitos.
absorvidas pelo osso alveolar. É responsável pela 3. Cemento celular de fibras intrínsecas:
mobilidade do dente. Formação e reabsorção do encontrado nas lacunas de reabsorção,
possuindo células (cementócitos).
Osso alveolar Biofilmes
É definido como a parte da maxila e da
mandíbula que formam e dão suporte aos alvéolos O que são os biofilmes?
São comunidades complexas e dinâmicas que aderem
dentários. A função principal é sustentar o dente e
as superfícies ou interfaces dentais. Podem incluir
dissipar/distribuir e absorver forças geradas.
bactérias, fungos, filamentosos, leveduras e
As paredes do alvéolo são revestidas pro osso protozoários.
compacto, as áreas entre os alvéolos e entre as
paredes de osso compacto são preenchidas por osso Biofilmes e virulência
esponjoso. Osso cortical e osso alveolar propriamente
dito. Os biofilmes podem se disseminar ao redor
do corpo, seja por células isoladas ou aglomerados de
êmbolos protegidos. O descolamento esporádico
pode afetar o ciclo de bacteremia.

Características do biofilme
• Resultado evolutivo entre os microrganismos
e os seres humanos;
• Comunidades bacterianas específicas com
mútuo benefício;
Pelo lado vestibular dos maxilares, a cobertura óssea • Heterogeneidade de espécies;
algumas vezes está ausente na porção coronária das • Distribuição geográfica que facilita interações
raízes formando uma deiscência. Se houer alguma metabólicas;
porção óssea na porção mais coronária (exposição • Concentração elevada de nutrientes;
radicular) de tal área, o defeito é chamado de • Resistentes aos sistemas de defesa do
fenestração. organismo e ao controle microbiano;
Composição do osso alveolar: Osteócitos, osteoblastos
e osteoclastos. 65% Hidroxiapatita. Matriz orgânica: Tolerância ao O2
90% colágeno tipo I. • Aeróbias: bactérias crescem muito bem em
atmosfera normal;
• Periósteo – camada interna (células OPG -
• Microaerófilas: bactérias crescem melhor em
osteoprotegerina) rica em vasos e nervos.
atmosfera de O2 reduzido;
• Endósteo – OPG (osteoprotegerina).
• Anaeróbias: crescimento na ausência de O2;
• Anaeróbicas facultativas: crescem tanto em
ambiente anaeróbio quanto aeróbio;
→ O que é espaço biológico e quais estruturas estão
envolvidas? Sulco gengival, epitélio juncional e Após o acúmulo de placa bacteriana o processo
inserção conjuntiva. pode ocorrer de duas formas:
Colonização primaria → Colonização secundária
→ Região dento-alveolar: →Maturação da placa (mudança no ambiente) →

Esmalte, epitélio sucular e epitélio juncional (função de


barreira epitelial contra o biofilme, células de defesa,
FLUIDO CREVICULAR).
1. Área supra gengival: Fatores que influenciam a
aquisição ou que interferem no
Ácidos
orgânicos
Resistência do Neutralização equilíbrio da microbiota bucal
hospedeiro através da saliva
fermentados
• Anaerobiose (anaeróbios obrigatórios são
Ácidos S. mutans, prejudicados com a presença do O2);
Desmineralização orgânicos + S.sobrinus • Tensões de o2 na cavidade bucal;
remineralização saliva + (patógenos • Potencial de óxido – redução (Eh) reflete a
açúcares especifícos)
quantidade de oxigênio Eh da saliva;
• Saliva (fluxo salivar, fatores agregantes –
baixo pH prolongado progressão da
(interfere no esmalte) cárie proteínas Ac, capacidade tampão e atividade
antimicrobiana);
• Aderência (mucosa e dentes) ou adesão
2. Área sub gengival: (coagregação/coadesão);
• Fluído gengival (atividade mecânica e
microbiana);
Resistência • Dieta – fonte de nutrientes.
Endotoxinas Resposta imune
do
peptideoglicanas inata e adquirida
hospedeiro
Composição química, consistência
fluído
P.gengivalis, T.denticola, física e frequência
inflamação T.forsythia e
inflamatório
(gengivite) A.Actinomycetemcomitans
+ GCF
(patógenos específicos) • Saliva: glicoproteínas, sais inorgânicos,
aminoácidos, vitaminas e glicose.
invasão tecidular extravasamento • Fluido gengival: exsudato sérico, aminoácidos
periodontite
por proteinase e (interfere no tecido
destrutiva
livres, glicose e vitaminas.
exotoxinas conjuntivo - epitélio • Biofilme dentário: agregado, estruturado e
não calcificado de microrganismos contíguos
em matriz orgânica, constituída por polímeros
bacterianos e por substâncias da saliva e da
O que é biofilme? dieta do hospedeiro.
Exibem coperatividade metabólica e sistema
A placa bacteriana, ou biofilme dental, é uma circulatório primitivo.
película aderente e transparente constituída por Resistentes a resposta imuno-inflamatória, anticorpos
bactérias e seus produtos, formando-se são efetivos dentro de um campo elétrico.
constantemente sobre os dentes e gengivas.
O ecossistema bucal é composto por: Formação do biofilme dentário supragengival
• Epitélio bucal; Proteínas (albumina), lisozima, lactoferrina, amilase, IgA,
• Dorso lingual; IgG, fosfolipídios, glicoproteínas.
• Superfície dentária supragengival;
• Região subgengival; Funções biológicas:
• Saliva.
• Proteção da superfície do esmalte (confere
permeabilidade seletiva ao esmalte).
• Interfere na aderência dos microrganismos à
superfície dentária (nutre e serve de
substratos para os microrganismos).

Superfície dentária: Streptococcus mutans, S. sanguis,


Lactobacillus e A. viscosus.
Dorso da língua: S. salivarius, A. naeslundii.
Principais bactérias gram-
Fases da placa bacteriana positivas
Fase reversível: adsorção de bactérias livres -adesão
a superfície dentária • Staphylococcus (cocos, anaeróbios facultativos –
Fase irreversível: S.. aureus e S. epidermidis – saliva e biofilme supra
e subgengival).
• Interações hidrofóbicas = S. sanguis, A.
viscosus, A. naeslundii, S. mutans; • Streptococcus – cocos, anaeróbios facultativos,
metabolismo predominante/fermentativo, gênero
• Interações eletrostáticas = S. .mutans;
predominante na cavidade bucal.
• Interações envolvendo IgAs = S. sanguis;
• S. oralis – bactéria pioneira na formação do
• Interações com proteínas salivares ricas em
biofilme.
prolina = A. viscosus, S. .mutans;
• S. mutans – alta ácido gênico e ácido úrico, sua
• Interações com amilase = S. gordonii;
colonização e sua cariogenicidade são
• Interação com proteína salivas submandibular principalmente determinadas pela produção de
e sublingual = S. mutans; PEC (bacterial protein expression.), que está
• Interações com glicosiltransferase e glucanos = diretamente relacionada à ingestão de sacarose,
S. mutans e S. sobrinus. isolado de casos de endocardite;
• S. valivarius – colonizador inicial da cavidade bucal,
Fase de crescimento rápido (de 4 a 48 horas): alta afinidade de ligação às células epiteliais bucais,
Predominam mecanismos de aderência língua e saliva.
interbacteriana.
• S. vestibulares – coloniza mucosa, não produz
PEC.
• Matriz intermicrobiana: 25% do volume do
• S. sanguis – espécie predominante no biofilme,
biofilme.
parece ser adaptado à colonização de superfícies
lisas, produz H2O2, papel protetor nas doenças
Fase de remodelação: Produtos extracelulares,
periodontais, produz IgA1 – protease e PEC, tem
reações de co-agregação, ecologia da placa,
sido isolado de casos de endocardite.
mudanças na dieta (ingestão de sacarose), oxigênio no
• Lactobacillus – bacilos regulares, anaeróbios
ambiente, interações nutricionais e produção de
facultativos, metabolismo oxidativo e fermentativo,
bacteriocinas.
ácido úricos, crescimento ótimo em anaerobiose,
mas se desenvolvem bem em 5-10% CO2,
encontrados na saliva, cavidade de cárie e biofilme
Saúde periodontal dentário cariogênico.
• Actomyces – bacilos irregulares curtos ou longos,
Células bacterianas aderentes, predomínio de anaeróbios facultativos, biofilme dentário supra e
cocos gram-positivos. Baixo número de gram – subgengival.
negativos, ausência de espiroquetas e bactérias com • Israeli – é o principal causador de actinomicose, e
flagelos. é a espécie de Actinomyces dominante no
biofilme dentário maduro.
Formação de biofilme • Viscosus – associado a gengivite e presente em
alta prevalência no biofilme dentário.
1. Formação do biofilme dentário subgengival: • Odontolyticus – habitat principal é o calculo
Cemento radicular: Capnocytophaga sp. dentário, placa dentaria e cavidades profundas de
Células epiteliais: Eikenella corredens cárie.
Associado ao dente = formação do cálculo e cáries • Veillonella – cocos pequenos, anaeróbios estritos,
radiculares. não fermentam carboidratos, utilizam
Associado ao epitélio: bastonetes e cocos gram principalmente piruvato e lactato, produzindo
negativos, bactérias flageladas e espiroquetas. acetato, propionato, CO2, H2, assim reduz o
potencial cariogenico do biofilme dentário, não
consideradas patogênicas.
Principais bactérias gram- o Periodontite associada a doenças
sistêmicas.
negativas
o Determinantes sistêmicos
desconhecidos;
• Actinomycetemcomitans: anaeróbio • Periodontite ulcerativa necrosante:
facultativo, imóvel, bacilo pequenos, retos ou o Determinantes sistêmicos
encurvados, possuem vesículas de
o Relacionada com HIV
membrana, com vários sorotipos.
o Relacionada com a nutrição.
• Porphyromanas gingivalis – anaeróbio estrito,
imóvel, cocobacilo, assacarolítlico • Abcesso periodontal
• Precotella espécies: Prevotella intermedia -
bacilos curtos, sacarolíticos, pigmentados em Gengivite
negro ou não anaeróbios estritos.
• Baacteroides espécies: B. forsythus (t. Gengivite é uma inflamação da gengiva, é o
forsythia) – sacarolíticos, não pigmentaods, estágio inicial da doença da gengiva e é o mais fácil
bacilos extremidades afiladas. de ser tratada. A causa direta da doença é a placa –
• Espiroquetas: moceis, helicoidais, anaeróbios uma película viscosa e incolor de bactérias que se
estritos. forma, de maneira constante, nos dentes e na gengiva.
Se a placa não for removida pela escovação e uso de
Conclusão fio dental diário, ela produz toxinas (ácidos) que irritam
a mucosa da gengiva causando gengivite.
Formação do biofilme envolve 4 etapas:
• Adesão; Pode ser classificada como:
• Colonização;
• Gengivite por placa bacteriana:
• Co agregação;
o Não agravada
• Desenvolvimento.
o Agravada sistemicamente
Sofre alteração com a remoção mecânica mesmo (hormônios sexuais, doenças
em paciente com doença estabelecida. sistêmicas e drogar)
Comunidade benéfica compatível com a saúde • Gengivite ulcerativa necrosante:
periodontal o Determinantes sistêmicos
o Relacionada com o HIV
Classificação de doenças • Gengivite relacionada com placa:
periodontais o Associada a doenças dermatológicas
o Alérgica
o Infecciosa
Periodontite
Pode haver envolvimento gengival. A periodontite Doenças gengivais
pode ser classificada como:
As doenças gengivais podem ser divididas em:
• Periodontite do Adulto: induzidas por placa e não induzidas por placa. Sendo
o Não agravada. as induzidas por placa classificadas como:
o Agravada sistemicamente
• Doenças gengivais associadas apenas à placa:
• Periodontite de estabelecimento precoce:
o Sem fatores locais
o Localizada – Anormalidade do
neutrófilo.
o Generalizada – Anormalidade do
neutrófilo e imunodeficiência
• Doenças gengivais modificada por
o Com fatores locais medicamentos:
o Hiperplasia influenciada por drogas
o Gengivite influenciada por drogas
(associada a contraceptivos orais etc.)

• Doenças gengivais modificadas por fatores


sistêmicos:
o Associada ao sistema endócrino
(puberdade, gravidez, ciclo menstrual e → Anticonvulsivante (fenitoína), bloqueadores
diabete Mellitus) dos canais de cálcio (nifedipina) e
imunossupressores (ciclosporina) (lesão
generalizada e fibrosa).

• Doenças gengivais modificadas por


desnutrição
• Deficiência de vitamina C
→ Granuloma piogênico condicionado por
gravidez (localizada e sangrante) – Está lesão
está associada com a doença periodontal e a
fatores inflamatórios e hormonais como a
gravidez. Afeta principalmente a mucosa
gengival.

→ Hipovitaminose C (generalizada,
sangramento ativo)

• Outros.
→ Gengivite da puberdade (generalizada, pouco
As doenças gengivais não induzidas por placa
sangrante)
serão classificadas da seguinte forma:
o Associada à discrasias sanguíneas
(leucemia etc.) • Doenças gengivais de origem bacteriana
(pode ser por infecção direta ou
manifestação sistêmica):
o Associadas a Neisseria gonorrhea
o Associadas à Streptococcus spp.

→ Gengivite causada por leucemia


(generalizada e sangrante)

o Outros
• Doenças gengivais de origem viral sustentação do dente sem causar dor. A causa
o Infecção por herpes e outros principal desta doença é a placa bacteriana.

• Periodontite agressiva

A periodontite agressiva acomete indivíduos


clinicamente saudáveis, exceto pela presença da
doença periodontal, caracteriza-se pela rápida perda
de inserção e destruição óssea.

→ Gengiva ceratinizada

• Doenças gengivais de origem fúngica:


o Infecção por Cândida spp.

• Periodontite como manifestação de doença


sistêmica:
o Associada a discrasias sanguíneas,
neutropenia adquirida, leucemia etc.
→ Candidíase aguda pseudomembranosa
Neutropenia: casos leves podem levar ao surgimento
o Eritema gengival linear
de alteração nos tecidos gengivais, com aparecimento
o Histoplasmose e outros
da gengiva ulcerativa. Nos casos graves, pode afetar
os tecidos de suporte dos dentes, com perda óssea e
• Lesões gengivais de origem genética:
formação de bolsa, caracterizando-se como um
o FIbromatose gengival hereditária e outros
periodontite agressiva.
→ (generalizada e fibrosa)
Leucemias: sangramento gengival, formação de
petéquias na mucosa alveolar, crescimento gengival,
ulcerações e infecções. Diminuição da resistência do
hospedeiro aos micro-organismos oportunistas.

o Associada a distúrbios genéticos

Deficiência de adesão dos leucócitos: resposta


• Manifestações de condições sistêmicas: imunológica deficiente, sendo mais suscetíveis às
o Alterações muco cutâneas infecções recorrentes e apresentando reparo tecidual
o Reações alérgicas alterado.
• Lesões traumáticas
• Reação do corpo estranho Síndrome de Down: apresentam frequentemente
• Outras não especificadas. uma forma agressiva de doença periodontal, que
ocorre devido à resposta imunológica ou à fragilidade
Doenças periodontais dos tecidos periodontais. Afetam dentição decídua e
permanente, lesões mais graves em anteriores.
• Periodontite crônica:
Síndrome de Papillon-Lefèvre: é doença hereditária
A periodontite é uma doença infecciosa, inflamatória, rara, a periodontite agressiva e a inflamação gengival
crônica que atinge uma grande quantidade de grave são achadas frequentes, geralmente os dentes
pacientes adultos. Ocorre de forma lenta, destruindo a são perdidos devido a doença periodontal avançada.
Síndrome de Chédiak-Higashi: encontram-se
alterações como gengivite e periodontite. A forma de
destruição periodontal avançada, com perda de
suporte ósseo ao redor dos dentes, mobilidade dental
e a ocorrência de esfoliação precoce dos dentes é
um achado comum.

Histiocitose X (granulomatose das células de →Peri coronários


Langherans): está associada a formação de bolsas • Periodontite associada a lesões endodônticas
periodontais em meio anaeróbio, o que favorece a → Necrose dental + bolsa
colonização de periodonto patógenos.

▪ Doença de acúmulo de glicogênio:

Síndrome de Ehlers-Danlos: afeta a síntese de


colágeno, frequentemente há periodontite agressiva,
recessão gengival e perda precoce dos dentes, sendo
tais condições relacionadas ao defeito na síntese de
• Condições e deformidades congênitas ou
colágeno, que compromete o periodonto.
adquiridas:
Hipofosfatasia: baixos valores de fosfatase alcalina. o Fatores modificadores locais da doença
Perda prematura de dentes decíduos é comum, gengival ou periodontal, relacionados com o
podendo ser o único sinal evidente da doença. A perda dente: fatores anatômicos, restaurações e
dos dentes é causada pela presença de hipoplasia aparelhos dentais, fraturas radiculares,
cementária, que causa anormalidade na estrutura reabsorção radicular cervical e
periodontal e aumenta a suscetibilidade a infecções deslocamento de cemento
bacterianas. o Deformidades e condições muco gengivais
ao redor do dente
• Doenças periodontais necrosantes:
o Deformidades e condições muco gengivais
o Gengivite ulcerativa necrosante:
em rebordos edentulos
A gengivite ulcerativa necrosante aguda (GUNA) ou
Angina de VIcent é uma doença infecciosa periodontal
bacteriana caracterizada por úlceras e necrose do
tecido gengival sem o envolvimento dos outros
tecidos do periodonto. Se a doença avançar mais
profundamente nos tecidos periodontais ela passa a
se denominar ‘periodontite ulcerativa necrosante’
(PUN). • Trauma oclusal

o Periodontite ulcerativa necrosante


o Abcessos periodontais:

→ Gengivais e periodontais
Doença periodontal Sondagem periodontal
Pra chegar no diagnóstico de doença Introdução da sonda no sulco gengival, sem
periodontal: exame clinico (sondagem periodontal), isso não é possível fazer o diagnóstico da doença
exame visual e radiografias (periapicais e Inter periodontal. Pra faze a sondagem correta não deve
proximais). ser usado muita força, quando o tecido começa a ficar
isquêmico deve ser interrompida a sondagem.
Recessão: distancia da junção cimento esmalte até a
margem gengival. Recessão é sinônimo de perda de  A sonda foi inserida no sulco com força normal -
inserção que é sinônimo de doença periodontal. indolor (0,25g), aonde a ponta da sonda está tocando?
A porção coronária do epitélio funcional, a porção
→ Gengiva lisa, brilhante, sem o aspecto rosa mais superficial.
claro/casca de laranja, é sinal de inflamação.
Se sondar o sulco e doer foi por que
Nenhuma recessão pode passar despercebida, o encostou no tecido conjuntivo (irrigado e inervado),
paciente pode estar escovando erroneamente os ultrapassou o epitélio juncional. As sondas não podem
dentes ou possuir uma doença¹ ser muito grosseiras/calibrosa (por que as vezes nem
Mobilidade vertical: dente se movimenta verticalmente entram no sulco) e nem muito aguda (pode perfurar).
(empurra o alvéolo) e deve ser extraído pois o dente É mais fácil sondar um dente uni radicular do que um
está inserido no alvéolo e osso, se for empurrado e o multiradicular!
dente se movimentar significa que o osso que deveria
estar no ápice da raiz não existe mais. Se foi sondada com uma força leve, ela entrou 2mm,
quando foi retirada havia sangue, a radiografia
Mobilidade horizontal: se move no sentido das paredes periapical está normal, a paciente tem gengivite.
proximais. (todo dente possui).
Diagnóstico de gengivite: Profundidade de sondagem
Mobilidade do dente: Nunca com dois dedos. Pegar o até 3mm e sangramento à sondagem, sem perda
cabo do espelho e o cabo da pinça e testar. Todo óssea (radiografia periapical).
dente tem certa mobilidade, alguns aumentada e
outras não. Pacientes que usaram aparelho por muito papila intacta = crista óssea interdental intacta.
tempo em incisivos inferiores por exemplo, pode Canino = 0,5 (gengiva bem fininha).
ocorrer reabsorção de raiz, é colocado a contensão
e não se percebe a mobilidade dentaria A única Medida da sondagem: reflete uma história da doença
mobilidade que devemos nos preocupar é a vertical periodontal, não indica atividade da doença, insensível
(empurrar o dente para o alvéolo e entrar). para detectar mudanças histopatológicas. É
considerada uma medida saudável 3mm e o não
A placa bacteriana é o agente etiológico sangramento quando tirada a sonda e crista óssea
primário da doença periodontal, se for possível intacta.
controla-la é possível controlar a doença.
Fatores de risco da doença periodontal: Fumo,
Existem dois tipos de doença periodontal: genética, gravidez e puberdade, estresse, diabetes,
gengivite e periodontite. (nem toda gengivite evolui má nutrição, medicamentos, parafunção.
para uma periodontite, mas toda periodontite já foi
uma gengivite). Fatores modificadores: se passarem despercebidos
aumentam a chances de o paciente ter doença
Faixa de mucosa queratinizada menor do que periodontal.
2mm (escassa) o paciente vai sentir desconforto em
escovar os dentes e isso vai facilitar o acúmulo de • Locais:
placa, tornando essa escassez um fator etiológico local. o Oclusão traumatogênica;
o Fatores de retenção de placa (resina mal
adaptada, prótese áspera.. );
o Apinhamento dentário e mau • Gengivite – associada a fatores locais ou não
posicionamento dentário; associada a fatores locais;
o Proximidade radicular e septo ósseo • Granuloma piogênico ─ Bastante relacionado
interdental delgado; a gravidez (de origem sistêmica).
o Impacção alimentar (costuma ser mais em
molares); Periodontite agressiva: o paciente pode ter uma
o Fumo (ação local e sistêmica); bactéria (AA) muito mais patogênica
o Alteração patológica do fluxo salivar (altera (agressiva/específica) que o outro (periodontite
o pH, alcalino é mais pré-disposto a crônica).
acumular placa); Na radiografia, é possível ver que o osso está
o Doença periodontal preexistente, é o intacto (normal) quando ele estiver a 2mm
paciente que tratou e já foi curado (possui (posteriores) e a 3mm (anteriores) da junção cimento
‘cicatrizes’ a recessão, a pera óssea). esmalte. Se estiver mais distante que isso significa que
Após a raspagem/limpeza depende do paciente a ouve perda óssea.
gengiva volta ou não ao normal. Diferenças da doença periodontal Crônica para
Raspagem supra gengival – curetas de Graciey ou Agressiva:
também pode ser feito com ultrassom. • Crônica: Muito tártaro, idade avançada,
• Sistêmicos: costuma ter alguma alteração sistêmica, a
o Genéticos; perda óssea (radiográfica) é linear/horizontal.
o Diabete mellitus; • Agressiva: Saudável, sem muita placa, o
o Estresse; padrão de perda óssea é vertical/não linear.
o Síndrome de Dawn (dificuldade motora) e O DIAGNÓSTICO NÃO PODE SER FEITO SEM A
Síndrome da deficiência de adesão SONDAGEM!!
leucocitária;
o Uso de drogas (acumulo de placa Na gengivite a inflamação está restrita a
bacteriana como resultado de hiperplasias gengiva, na periodontite a inflamação já chegou no
gengivais); osso. A gengivite é reversível (pode voltar a ser
o Síndrome da Imunodeficiência Humana saudável se orientar a escovação).
(HIV) – diminuição da resposta imune. OBS: A bolsa periodontal é a destruição no osso que
Doenças gengivais induzidas por placa: faz com que a sonda ‘entre’ mais depois da destruição
óssea da periodontite.
Tratamento Presença de duas
bactérias específicas Pode cair na prova
Nível clinico de inserção: JCE – ponta da sonda. Soma (porphyromonas
da recessão + a profundidade da sondagem. gengivales e AA)
Nenhum sitio com recessão pode passar Pacientes acometidos
despercebido, o nível da gengiva mantém o osso, se costumam ser mais
houve recessão é por que houve perda de osso. jovens (II e M)
(causas de recessão: traumáticas, virais/bacterianas e Fator hereditário muito
mistas. Ex: escovação, fio dental, tratamento forte
ortodôntico, frio). Tratamento com o Tratamento com o
uso de antibiótico controle de placa
OBS: alimentos ácidos não causam recessão. (bactericida e
bacteriostático) e
controle de placa

Ferulização: contenção
O amolecimento dos dentes é considerado perda de
inserção.
A recessão é a sequela do tratamento da doença
periodontal!
Classificação de recessão: Classificação de Miller
Raspagem:
1. Sub-gengival: com anestesia. Há presença de • Classe I: recessão restrita a mucosa
bolsa periodontal – maior que 5mm; queratinizada, papila integra;
2. Supra-gengival: sem anestesia
A raspagem é feita com: curetas de Graciey ou com
ultrassom.
Maior característica da periodontite (que difere da
• Classe II: papilas integras, recessão invadiu
gengivite): perda óssea radiográfica (acima de 4mm –
mucosa alveolar, ultrapassou a linha muco
bolsa periodontal) e sangramento a sondagem.
gengival;
Diferenças da periodontite crônica e agressiva:
Periodontite agressiva Periodontite crônica

Para ser periodontite ativa é necessário ter


profundidade de sondagem maior que o normal • Classe III e IV: Perda de osso inter papilar,
e deve haver sangramento. destruição de papila.

Perda óssea vertical Perda óssea linear


A quantidade de placa Grande quantidade de
não condiz com o placa
grau de destruição
Paciente Paciente não é
sistemicamente sistemicamente
saudável saudável
Para verificar se há supuração: pode ser verificada A periodontite crônica sempre vai ter um prognóstico
através da palpação. melhor.
Lesão de Furca: dentes multiradicular, entre as raízes,
com uma distância de mais de 3mm da JCE. Em
dentes saudáveis a Furca está coberta por osso, ou
seja, lesão de Furca significa perda óssea. A
identificação é feita pela sonda de Nabers, ela é curva

Classificação de (perda óssea) paredes


remanescentes – defeito ósseo: de acordo com o
número de paredes remanescentes.

→ Acomete uma face Classificação: vai ser feito uma medida da coroa do
proximal - Defeito de 1 dente, vai colocar a sonda e ver o quando ela entra
parede
• Classe I: Menos de 1/3 do tamanho da coroa
do dente, furca rasa.

→ Acomete uma face


proximal e uma face livre
– Defeito de 2 paredes

Tratamento: passar ponta diamantada para regularizar


→ Acomete uma face o espaço de furca.
proximal, face V e face L
– Defeito de 3 paredes
• Classe II: Mais de 1/3 do tamanho da coroa do
dente.

→ Acomete as faces
proximais e livres –
Defeito de 4 paredes

Tratamento: enxerto com biomaterial.


Raspagem de campo aberto: • Classe III: A sonda atravessa, não tem mais
osso entre as raízes.

A consequência de uma raspagem de campo aberto Tratamento: exodontia.


é a recessão. Nunca é o tratamento de 1ª opção.
Radiolucidez entre as raízes tende a ser lesão de excesso e instruir o paciente a utilizar fio
furca.. dental e correta higienização.
• Índice 3 = PS > 3mm e ≤ 5mm e presença
Três etapas do tratamento periodontal:
de SS. (periodontite crônica)
• Fase inicial da terapia periodontal (profilaxia, • Índice 4 = PS > 5mm e presença de SS.
raspagem campo fechado) (periodontite crônica)
• Fase corretiva (terapia cirúrgica, tratamento O que muda entre o índice 3 e 4 é a
endodôntico, protético) caso não tenha dado profundidade da bolsa. E talvez a terapia não cirúrgica
resultado na terapia periodontal vai ser feita uma não seja o suficiente para tratar o quadro. Dificilmente
terapia cirúrgica é possível tratar uma bolsa com mais de 6mm sem
• Fase de manutenção (TPS). terapia cirúrgica.

Lesão endoperio: dente não vital, canal contaminado,


essa contaminação está indo para os tecidos
Regeneração tecidual
periodontais através dos túbulos dentinário. Não guiada
adianta só sondar a bolsa periodontal, deve ser feito o
tratamento de canal também. São técnicas que modificam o crescimento tecidual
convencional selecionado, através de barreiras, o tipo
Objetivos: Redução ou resolução da gengivite (≤ 25%
de cicatrização desejada a um defeito cirúrgico ou
de sangramento à sondagem -SS). Redução na
patológico. Impedem o crescimento do tecido
profundidade da bolsa à sondagem. Eliminação de
conjuntivo, favorecendo o crescimento de tecido
furca grau III (sonda atravessa de V para L) em dentes
ósseo.
multiradiculares. Satisfação individual de estética e
função. Ausência de dor. Controle dos três principais Classificação dos biomateriais segundo sua origem:
fatores de risco para periodontite crônica: (1) controle segundo Neukan & Buser (1996) os enxertos a serem
inadequado da laca, (2) tabagismo e (3) diabetes utilizados em levantamento do seio maxilar podem ser
mellitus não controlada – a diabetes influência na divididos em 5 categorias segundo sua origem:
síntese de colágeno da região, destrói o conjuntivo,
1. Enxerto autógeno: doador e receptor são
aumenta a bolsa periodontal, está muito relacionado
idênticos. Ausência de reação imunopatologia.
com a perda de inserção. Ganhar inserção clínica.
Áreas doadoras: osso ilíaco (mais esponjosos), calota
Tunelização: É um retalho reposicionado apicalmente,
craniana (mais recomendado, melhor pós-operatório e
para criar um espaço entre as raízes. Realizada em
cirurgia mais fácil), ramo da mandíbula, mento, palato
envolvimento de furca em classe III e classe II avançada
e costela.
preferencialmente em molares inferiores.
2. Enxerto sinógeno: doador e receptor são
Sistemas de índices do exame geneticamente idênticos (gêmeos idênticos).
periodontal Nenhuma ou pouca reação imunologia.
3. Enxerto alógeno: doador e receptor são
• Índice 0 = PS ≤ 3mm, ausência de SS, geneticamente diferentes, mas pertencem à
nenhum cálculo ou restauração com excesso. mesma espécie. Apresenta reação
(saudável) imunológica celular. É utilizado para melhorar
• Índice 1 = PS ≤ 3mm, presença de SS, a estética (aumento de volume) e não para
nenhum cálculo ou restauração com excesso. absorver impactos mecânicos.
(gengivite) Alógeno sintético: Mucografit; Alloderm.
• Índice 2 = PS ≤ 3mm, presença de SS, 4. Enxerto xenógeno: doador e receptor são
presença de cálculo supra e/ou subgengival geneticamente diferentes e pertencem a
e/ou restaurações com excesso. Vai ter que diferentes espécies. Apresentam reação
remover esse cálculo/restauração com imunológica humoral, raramente reação
imunológica celular.
5. Enxertos aloplásticos: substituição de tecidos • Defeitos circunferência pode ser
corporais através de materiais sintéticos. Feito regenerados;
em laboratório. Ausência de reação • Crescimento ósseo vertical é possível;
imunológica. • Exposição precoce da membrana
Princípios biológicos para o aumento ósseo: compromete o resultado;
• Associação de enxertos e membranas
• Osteogênese: Referente as células vivas minimizam o risco de colapso do periósteo;
transplantadas com capacidade de gênese de • Cargas prematuras devem ser evitadas;
novo tecido ósseo no leito hospedeiro • O período de cicatrização deve ser de 9 a 12
(autógeno). meses.
• Osteoindução: Habilidade em induzir o osso
hospedeiro a produzir novo tecido ósseo Membranas:
(autógeno e homogêneo). • Lado rugoso – contato com biomaterial;
• Osteocondução: Habilidade de guiar e • Laso liso – contato com o periósteo.
conduzir o desenvolvimento de novo tecido
ósseo através da sua matriz de suporto Padrão ouro: Bio-gide.
(autógeno, aloplástico e heterogêneos). É a Malha Bio-gide
formação de osso pelos osteoblastos das Arcabouço mais Manipulação mais fácil;
margens do defeito sobre o material de confiável; Absorvível.
enxerto. Os materiais que são Mais risco de
osteocondutores servem de ARCABOUÇO exposição;
para o crescimento ósseo. Eles não inibem Necessita remoção.
nem induzem a formação óssea. Eles
simplesmente permitem a formação normal
Tipo de retalho:
de osso pelos osteoblastos dentro do defeito
preenchido pelo material de enxerto junto da • Pediculado palatino: remove o conjuntivo da
superfície do material de enxertia. Os região anterior;
materiais de enxerto ósseo osteocondutivos • Rotacionado palatino: região posterior.
facilitam a formação óssea atuando como
uma ponte no gap até o osso preexistente, Enxertos de tecido mole
unindo essa região a uma área distante que,
Enxerto: Remoção de tecido, sem base de nutrição;
ao contrário do osso preexistente, não estava
tecido vem inteiro (conjuntivo + epitélio).
ocupada por tecido ósseo.
• Osteopromoção: o isolamento da ferida Retalho: Separação tecidual, mantendo a base da
cicatricial impede o povoamento da área pela nutrição; mucosa epitelial é elevada e acaba ficando
migração de celular com maior velocidade de tecido conjuntivo colado ao osso (periósteo).
progressão, cirando condições para
Critérios de sucesso:
crescimento osteoblástico.
ORIGEM OSTEOCONDUTOR OSTEOINDUTOR OSTEOGÊNICO • Osteointegração;
ALOPLÁSTICO
XENÓGENO
Sim
Sim
Não
Não
Não
Não
• Estética;
ALÓGENO Sim Sim ou não, Não • Função;
depende do
autor • Saúde;
AUTÓGENO Sim Sim Sim • Longevidade.
Técnicas de enxerto de tecido mole:
Base clínica para cicatrização óssea:
• Enxerto pediculado;
• Capacidade de formação óssea;
• Enxerto gengival livre;
• Deiscência e fenestração ao redor do
• Enxerto de tecido conjuntivo.
implante;
Áreas doadoras: Um grande número de dentes mantidos pode ser um
indicador de um comportamento positivo da saúde
• Palato: incisão “fraquinha”, tira epitélio e um
bucal durante o tratamento.
pouco de conjuntivo. Maior espessura na
região de PM. Exostose limitam a quantidade Tratamento regenerativo
de tecido. Atenção aos palatos rasos
(mulheres tem palato mais fino), espessura Classificação:
aumenta com a idade.
Bom Se a perda óssea for menor do que
• Porção interna dos retalhos;
50%
• Área desdentada;
Questionável Se a perda óssea for entre 50 e
• Túber: menos complicações com hemostasia
75% ou possuir bolsa periodontal (6
e contração tecidual pequena.
a 8mm) ou possuir furca grau II
Acesso Tamanho Espessura Perdido Perda óssea acima de 75%, bolsa
Região palatina Fácil Bom Média periodontal acima de 8mm, furca
Área edêntula +/- Médio Pequena grau III ou apresentar pelo menos 2
categorias do quesito questionável.
Túber +/- Pequeno Boa
Objetivos:

• Restaurar o complexo dente, osso, cimento e


Tipos de enxertos: ligamento, basicamente manter a vitalidade do
• Gengiva livre: mucosa móvel não ceratinizada periodonto;
é substituída por mucosa gengival • Prevenção de crescimento epitelial juncional
ceratinizada. É retirado apenas epitélio. No com fator de risco para reincidência de
palato, o pós-operatório é mais complicado, periodontite;
por que não tem proteção. • Retenção ao longo prazo;
Indicações: recessão gengival ou alargamento • Aspecto estético.
da faixa da gengiva inserida., selamento do
Fases do tratamento: após anamnese + exame clinico
alvéolo.
(sondagem) + exame radiográfico.
Vantagens: facilidade de remoção, aumento
de tecido ceratinizado. • Fase I (terapia inicial não cirúrgica): controle
Desvantagens: desconforto na área doadora, de placa e educação - educar o paciente
estética (é mais branco). quanto a escovação e fazer profilaxia;
• Conjuntivo não epitelizado: Só tecido raspagem supra gengival e se necessário, sub
conjuntivo. gengival (somente se possuir algum sítio
Indicações: cirurgias plásticas periodontais, específico) a campo fechado;
retração gengival. Área enxertada fica mais • Fase II (terapia de consolidação): após 90 dias
estética, copia as características locais. da terapia inicial (para que possa haver
Complicações depois da remoção do regeneração tecidual e diminuição da
conjuntivo+ cicatrização. inflamação). Refazer o exame clinico e
• Mistos: retira uma faixa de tecido epitelial e de radiográfico.
tecido conjuntivo.
A primeira sequela do tratamento periodontal é a
Indicação: aumento de volume e tecido
recessão gengival. Logo é comum que o paciente,
conjuntivo ceratinizado.
após tratamento, apresente maior recessão e menor
Preservação de dente ou profundidade de sondagem.

• Fase I I: uso de antibiótico pelo tempo


implante recomendado;
• Fase IV: terapia cirúrgica, caso o antibiótico A visão atual do papel dos microrganismos
não solucione o caso. Esta fase é feita com como principal fator etiológico pode ser resumido
retalho aberto, para facilitar a visualização do como “necessário, mas não suficiente para causar a
osso. doença” ou que “a doença periodontal é uma mistura
especifica de bactérias que causam destruição
A região de sulco (colarinho) deve ser removida
periodontal em um indivíduo susceptível.
durante a incisão da raspagem de campo aberto, pois
já está muito contaminada. Consequência iatrogênica da
Retalho de espessura total (descolamento do epitélio, invasão do espaço biológico
conjuntivo e periósteo) e parcial (não consegue ver
o osso, o periósteo mantem-se aderido ao osso). Aspecto inflamado é clássico.

Idade, tabagismo, medicamentos e a saúde do • Recessão: migração apical da margem


paciente são fatores que devem ser levados em gengival em mm em relação ao colo. É
consideração na decisão de fazer um implante devido medida pela distância da margem gengival até
a influência na cicatrização. a JCE. Nada mais é do que as distâncias
tentando se reafirmar depois de uma lesão.
Invasão do espaço biológico Sempre que se tem recessão, tem perda
óssea.
Espaço biológico: da crista óssea até a margem • Perda óssea com formação de bolsa: Nem
sempre quando se tem perda óssea, tem-se
gengival recessão.
• Sulco gengival: 0,69mm; • Hiperplasia;
• Epitélio juncional: 0,97mm; • Combinação das anteriores.
• Inserção conjuntiva: 1,07mm. O preparo protético é uma maneira muito usual de
invasão do espaço biológico (causada pelos dentistas).

Possíveis consequências
• Leve desconforto quando passa o fio dental;
• Recessão marginal;
• Hiperplasia gengival localizada;
• Perda óssea com formação de bolsa;
• Combinação das anteriores.

Fatores influenciadores
• Variam da posição do dente no alvéolo;
• Dente para dente na arcada;
• De superfície para superfície em um mesmo
O sulco gengival nunca fica seco por causa do dente.
fluido crevicular, ele atua como uma barreira de defesa
(possui células de defesa) entre o meio oral e os Fatores que influenciam a
tecidos mais externos (extremamente contaminado). resposta
Com o acúmulo de placa e bactérias o
primeiro sinal clinico é a vermelhidão, se a placa não • Disposição das fibras colágenas interdentais
for controlada vai afetar os tecidos mais internos, vai coronais a crista óssea;
afetar o epitélio juncional a inserção do tecido • Localização dos vasos proximais;
conjuntivo e assim por diante. • Natureza trabecular do osso proximal: o osso
proximal é de onde vem a nutrição, se for
um trabéculado mais denso, menos • Lábio fino.
mineralizado, ele vai ter menos nutrição • Todos os fatores citados anteriormente.
• Relação bactéria-hospedeiro;
• Paciente com biotipo de gengiva fina. Métodos de diagnóstico:

Requisitos básicos para extensões sub-gengivais: • Régua de chul – para medir as proporções do
dente.
• Manutenção do perfil de emergência (não • Zenite: ponto mais apical da margem gengival.
deixar a região retangular, respeitar a
anatomia cervical do dente) adequado; União dos zênites: traça uma linha do zênite do central
• Correta adaptação marginal (sem (deslocado pra distal) até o zênite do canino (no centro
sobreposição); da margem) para o zênite do lateral (deslocado para
• Respeitar o espaço biológico. distal). Esse triangulo é um diferencial para o
refinamento da cirurgia.
“O epitélio juncional é passível de adaptação sobre o
material restaurador bem adequado e polido. O espaço Nunca vai pra cirurgia com gengivite instalada, trata a
critico é reservado as fibras de Sharpey de inserção gengivite, trata bolça periodontal. Tem que sondar e
conjuntiva.” confirmar que o paciente está saudável antes de ir
para cirurgia.
Procedimentos para tratar a invasão:

• Tracionamento dental; • Gengivectomia: aumento de coroa clínica


• Interface alvéolo-restauração (IAR); com remoção de tecido mole. Ao remover a
• Osteotomia (remoção de osso -corrigir ou parede. Da bolsa, proporciona visibilidade para
reduzir deformidades causadas pela remoção completa do cálculo e alisamento
periodontite) e osteoplastia (recontorno total das raízes.
desse desgaste para devolver a anatomia • Gengivoplastia: esta é feita para eliminar
natural) com posicionamento apical do retalho bolsas e inclui a remodelação na técnica.
(quando tem pouca faixa de mucosa • Cunha interproximal: técnica utilizada para
ceratinizada – gengiva fina) (feito com retalho fazer restaurações na região interproximal
misto) (feito em 90% das vezes). com presença de gengiva na margem da
restauração. Só remoam de tecido mole.
Cirurgia periodontal • Cunha distal: remoção de gengiva na distal do
último dente.
• Coroa clínica: distância da margem incisal até
a margem gengival.
• Coroa anatômica: distância da margem incisal
até a junção cemento esmalte.
• Sorriso gengival: mostra a gengiva.
• Sorriso alto: Expões mais de 4mm de gengiva.

Queixa principal: dente curto

Etiologia:

• Dentes curtos (erupção passiva alterada)


(periodontista);
• Excesso de crescimento vertical da maxila
(bucomaxilo);
• Hipermobilidade labial;
Controle biológico do Chamada de área de hialinização, os osteoclastos vão
ser ativados nos espaços medulares. Chamada de
movimento dentário reabsorção solapante ou indireta. Processo inflamatório
muito maior.
Tensão – pressão:
É necessário dar um tempo para o ligamento
Compressão do ligamento periodontal que vai periodontal se recuperar, o ciclo leva entre 21 dias.
gerar uma alteração do fluxo sanguíneo (comprime
• Força ótima;
os vasos), se a força for mantida vai ter liberação de
quimiotáticos e vai fazer de tudo para esse espaço Efeitos adversos da movimentação ortodôntica:
ser mantido, as células vão ser recrutadas para criar
aquele espaço novamente (indução de remodelação • Mobilidade e dor (comum), ocorre por causa
óssea). Isso ocorre na área de pressão. do alargamento do ligamento periodontal e da
desorganização das fibras. Mobilidade
Se tiver o ligamento periodontal com um extrema. Dor: processo inflamatório, força
espaço muito grande, o dente vai ter mobilidade, o pesada – dor imediata, forças adequadas –
ligamento periodontal sempre vai fazer de tudo para dor após algumas horas, duração de 2 a 4
manter seu espaço equilibrado. dias, ativação inicial aumentada.
Lado tração X Lado Pressão • Efeitos na polpa (normalmente transitórios),
via de regra não é pra ter necrose quando
Tração Pressão utilizado o aparelho removível (é força
Maior espaço Menor espaço pesada) no entanto a força é intermitente.
periodonta; periodontal; • Reabsorções radiculares: células clásticas
Estiramento das fibras; Menor calibre capilar; absorvem tudo que veem pela frente.
Dilatação dos capilares; Compressão das fibras; • Perda óssea:
Ativação dos blastos. Ativação dos clastos;
Absorção óssea. Alterações periodontais na
adolescência
A distribuição de cargas no ápice é muito
diferente do que na cervical. A necrose Na adolescência, geralmente têm-se
invariavelmente vai acontecer durante o tratamento problemas periodontais, oriundos do desleixo na
ortodôntico em alguns pontos do ligamento prática da higienização. Podem instalar-se nesse
periodontal. Vai ter uma necrose e então reabsorção período danos periodontais irreversíveis, que
a distância. poderiam ser evitados.

Tipos de força: A doença periodontal pode ser modificada


pela ação dos hormônios sexuais. Apesar de todas as
• Força leve: oscilações hormonais presentes no sexo feminino,
A força deve ser o suficiente para criar uma meninos tendem a ser mais desleixados e pouco se
reabsorção mas não causar necrose. preocupam em executar higienização bucal
Tem uma hipóxia pela compressão do ligamento corretamente.
periodontal, uma diminuição da atividade celular. As
células do ligamento vão se diferenciar para ter uma
reabsorção frontal, movimento gradual, desconforto
ou leve dor.

• Força pesada:
Compressão acentuada.; Colabamento dos vasos,
necrose = anoxia, morte celular, degeneração
tecidual.

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