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3 ÉTICA E INTEGRIDADE 03
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Gilson Maciel
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Sumário
SUMÁRIO 2

ÉTICA E INTEGRIDADE 3

1. DECRETO Nº 9.203, DE 22 DE NOVEMBRO DE 2017 4

1.1. PROMOÇÃO DA ÉTICA E ASPECTOS DE INTEGRIDADE 29

ATENÇÃO! A CESGRANRIO não possui questões sobre o tema, por isso,


apresentarei questões inéditas para que você possa fixar o conhecimento.

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ÉTICA E INTEGRIDADE

Nesta aula você terá:

Curso completo
teoria e exercícios em pdf sobre os seguintes pontos:

3.2 Governança pública e sistemas de governança (Decreto nº 9.203, de 22 de novembro de 2017).

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1. Decreto nº 9.203, de 22 de novembro de 2017


Estudaremos agora o Decreto nº 9.203/2017, que dispõe sobre a política de governança da
administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Logo de início vamos conhecer algumas
definições trazidas pela própria política de governança e que com grandes chances de cobrança em prova,
vejamos:

I - governança pública - conjunto de mecanismos de liderança, estratégia e controle postos em


prática para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, com vistas à condução de políticas públicas e à prestação de
serviços de interesse da sociedade;

II - valor público - produtos e resultados gerados, preservados ou entregues pelas atividades de


uma organização que representem respostas efetivas e úteis às necessidades ou às demandas de interesse público
e modifiquem aspectos do conjunto da sociedade ou de alguns grupos específicos reconhecidos como
destinatários legítimos de bens e serviços públicos;

III - alta administração - Ministros de Estado, ocupantes de cargos de natureza especial,


ocupantes de cargo de nível 6 do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores – DAS(1) e presidentes e diretores
de autarquias(2), inclusive as especiais, e de fundações públicas(3) ou autoridades de hierarquia equivalente; e

IV - gestão de riscos – processo(4) de natureza permanente, estabelecido, direcionado e

monitorado pela alta administração, que contempla as atividades de identificar, avaliar e gerenciar potenciais
eventos que possam afetar a organização, destinado a fornecer segurança razoável quanto à realização de seus
objetivos.

(1) O DAS vai de 1 a 6, sendo 1 o de menor valor e o 6 o maior.

(2) Autarquias – Agências, Conselhos profissionais, Institutos, Universidades.

(3) Fundações – FUNAI, FUNASA, IBGE, FUNARTE, FUNDAÇÃO BIBLIOTECA NACIONAL

(4) Entenda processo como modo sistemático de atuar, agir, proceder.

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1. Inédita.

Julgue o item abaixo considerando o Decreto nº 9.203/2017, que dispõe sobre a política de governança da
administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Gestão de riscos é o processo de natureza transitória, estabelecido, direcionado e monitorado pela


administração, que contempla as atividades de identificar, avaliar e gerenciar potenciais eventos que
possam afetar a organização, destinado a fornecer segurança razoável quanto à realização de seus
objetivos.

Comentário:

Gabarito: Errado

Há dois problemas nessa questão. O primeiro deles é que a gestão de riscos é processo de natureza permanente.
Afinal, um sistema eficaz de gestão e controle de riscos à integridade em organizações do setor público deve existir
de forma permanente, sob pena de comprometer a integridade das instituições. O outro erro da questão diz
respeito a quem estabelece, direciona e monitora a gestão de riscos. A questão informa apenas administração, de
modo genérico, mas tal processo será estabelecido, direcionado e monitora pela Alta Administração.

Portanto, a questão está ERRADA.

Faça agora uma rápida distinção entre governança e gestão pública. Enquanto a governança é a
função direcionadora, a gestão é a função realizadora. Deste modo, temos que a governança é responsável por

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estabelecer a direção a ser seguida, com fundamento em evidências e levando em conta os interesses da sociedade
e das partes interessadas. A gestão, de outro turno, é a função responsável por planejar a forma mais adequada
de implementar as diretrizes estabelecidas, executar os planos e realizar o controle de indicadores e de riscos. A
figura abaixo é bastante ilustrativa quanto a tais distinções, vejamos:

O Decreto no 9.203, de 2017, apresenta uma lista sintética de princípios e diretrizes de governança,
definida a partir de:

i) das recomendações mais atuais de organizações internacionais especializadas no tema, em


especial a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico que é uma organização
econômica intergovernamental com 37 países membros, fundada em 1961 para estimular o progresso econômico
e o comércio mundial) e o Banco Mundial;

ii) de referenciais de governança do Tribunal de Contas da União; e

iii) de uma revisão da literatura especializada.

São princípios da governança pública:

Capacidade de
integridade confiabilidade
resposta

Prestação de
Melhoria
contas e Transparência
regulatória
responsabilidade

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Vejamos em maiores detalhes cada um desses princípios. Tal conhecimento é importante, pois
poderá ser exigido em sua prova.

A capacidade de resposta

Representa a competência de uma instituição pública de atender de forma eficiente e eficaz às necessidades dos
cidadãos, inclusive antevendo interesses e antecipando aspirações.

Segundo a mais importante publicação da ONU voltada à análise da governança pública, o World
Public Sector Report (United Nations, 2015, p. 4), a capacidade de resposta é – juntamente com a prestação de
contas – um dos princípios fundamentais da governança e representa um viabilizador transversal essencial para o
desenvolvimento de um país. Por isso, esse é talvez o princípio mais importante entre os estabelecidos pela política
de governança.

A integridade

Tradicionalmente representa a busca pela prevenção da corrupção e pelo fortalecimento dos padrões
morais de conduta. Daí se afirmar que:

integridade pública refere-se ao alinhamento consistente e à adesão de valores, princípios e normas éticas
comuns para sustentar e priorizar o interesse público sobre os interesses privados no setor público (OCDE,
2017b).

O alcance desse princípio na política de governança, no entanto, é maior e vai além de questões éticas.
A integridade é reconhecida como um instrumento para que “a economia seja mais produtiva, o setor público mais
eficiente e a sociedade mais inclusiva” (OCDE, 2012).

A confiabilidade

Representa a capacidade das instituições de minimizar as incertezas para os cidadãos nos ambientes
econômico, social e político. (OCDE, 2017c, p. 24).

Por isso, uma instituição confiável tem que se manter o mais fiel possível aos objetivos e diretrizes
previamente definidos, passar segurança à sociedade em relação a sua atuação e, por fim, manter ações
consistentes com a sua missão institucional.

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A melhoria regulatória

Representa o desenvolvimento e a avaliação de políticas e de atos normativos em um processo


transparente, baseado em evidências e orientado pela visão de cidadãos e partes diretamente interessadas. Não
se restringe, portanto, à regulação econômica de setores específicos realizada pelas agências reguladoras.

Trata-se de um princípio de governança que vem sendo incorporado em inúmeros países – como nos
bem-sucedidos casos de Reino Unido e México – e mesmo em projetos de integração regionais – como no principal
bloco existente atualmente, a União Europeia.

Prestação de contas e responsabilidade (accountability)

Representa a vinculação necessária, notadamente na administração de recursos públicos, entre


decisões, condutas e competências e seus respectivos responsáveis. Trata-se de manter uma linha clara e objetiva
entre as justificativas e os resultados da atuação administrativa, de um lado, e os agentes públicos que dela
tomarem parte, de outro.

Em um contexto no qual o processo decisório é orientado por sistemas que privilegiam a gestão de
riscos (princípios da integridade e da capacidade de resposta), é refletido em ações consistentes com a missão da
instituição (princípio da confiabilidade) e é ancorado em evidências previamente reunidas (princípio da melhoria
regulatória), a accountability se transforma em uma consequência natural da atuação pública.

A transparência

Representa o compromisso da administração pública com a divulgação das suas atividades, prestando
informações confiáveis, relevantes e tempestivas à sociedade. Inserida em um conjunto de princípios centrais que
orienta a atividade pública, a transparência é um dos pilares para a construção de um governo aberto (open
government).

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2. Cebraspe – CGE/CE – 2019 (Adaptada).

Os princípios da integridade e da prestação de contas e responsabilidade (accountability), disciplinados pelo


Decreto n.º 9.203/2017, representam, respectivamente,

a busca pela prevenção da corrupção e pelo fortalecimento dos padrões morais de conduta, e a
vinculação necessária, notadamente na administração de recursos públicos, entre decisões, condutas e
competências e seus respectivos responsáveis.

Comentário:

Gabarito: Certo

Questão retirada do Guia da Política de Governança Pública, mesmo extrapolando conhecimentos disciplinados
no Decreto nº 9.203/2017. Como você irá reparar, não nos limitamos apenas à lista sintética apresentada pelo
referido decreto, de modo que você consiga responder questões mais profundas sobre o tema, vejamos:

integridade pública refere-se ao alinhamento consistente e à adesão de valores, princípios e normas éticas
comuns para sustentar e priorizar o interesse público sobre os interesses privados no setor público.

Prestação de contas e responsabilidade representa a vinculação necessária, notadamente na administração de


recursos públicos, entre decisões, condutas e competências e seus respectivos responsáveis. Trata-se de manter
uma linha clara e objetiva entre as justificativas e os resultados da atuação administrativa, de um lado, e os agentes
públicos que dela tomarem parte, de outro.

Portanto, a questão está CERTA.

Feitos os apontamentos sobre cada um dos princípios da governança pública, vejamos quais são as
diretrizes trazidas pelo decreto:

I - direcionar ações para a busca de resultados para a sociedade, encontrando soluções tempestivas e
inovadoras para lidar com a limitação de recursos e com as mudanças de prioridades;

II - promover a simplificação administrativa, a modernização da gestão pública e a integração dos serviços


públicos, especialmente aqueles prestados por meio eletrônico;

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III - monitorar o desempenho e avaliar a concepção, a implementação e os resultados das políticas e das
ações prioritárias para assegurar que as diretrizes estratégicas sejam observadas;

IV - articular instituições e coordenar processos para melhorar a integração entre os diferentes níveis e esferas
do setor público, com vistas a gerar, preservar e entregar valor público;

V - fazer incorporar padrões elevados de conduta pela alta administração para orientar o comportamento
dos agentes públicos, em consonância com as funções e as atribuições de seus órgãos e de suas entidades;

VI - implementar controles internos fundamentados na gestão de risco, que privilegiará ações estratégicas de
prevenção antes de processos sancionadores;

VII - avaliar as propostas de criação, expansão ou aperfeiçoamento de políticas públicas e de concessão de


incentivos fiscais e aferir, sempre que possível, seus custos e benefícios;

VIII - manter processo decisório orientado pelas evidências, pela conformidade legal, pela qualidade
regulatória, pela desburocratização e pelo apoio à participação da sociedade;

IX - editar e revisar atos normativos, pautando-se pelas boas práticas regulatórias e pela legitimidade,
estabilidade e coerência do ordenamento jurídico e realizando consultas públicas sempre que conveniente;

X - definir formalmente as funções, as competências e as responsabilidades das estruturas e dos arranjos


institucionais; e

XI - promover a comunicação aberta, voluntária e transparente das atividades e dos resultados da


organização, de maneira a fortalecer o acesso público à informação.

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3. Inédita.

São diretrizes da governança pública, disciplinadas pelo Decreto n.º 9.203/2017,

promover um complexo sistema de gestão administrativa, a modernização da gestão pública e a


integração dos serviços públicos, especialmente aqueles prestados por meio eletrônico.

Comentário:

Gabarito: Errado

A questão versa sobre o art. 4º, II do Decreto nº 9.203/2017. Nestes termos, é uma das diretrizes da governança
pública justamente o contrário do descrito na questão. Assim, busca promover a simplificação administrativa e a
promoção de um complexo sistema de gestão administrativa, vejamos:

Art. 4º São diretrizes da governança pública:

[...]

II - promover a simplificação administrativa, a modernização da gestão pública e a integração dos serviços


públicos, especialmente aqueles prestados por meio eletrônico;

Portanto, a questão está ERRADA.

4. Inédita.

São diretrizes da governança pública, disciplinadas pelo Decreto n.º 9.203/2017,

definir formalmente as funções, as competências e as responsabilidades das estruturas e dos arranjos


institucionais.

Comentário:

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Gabarito: Certo

A questão versa sobre o art. 4º, X do Decreto nº 9.203/2017. Nestes termos, deve sim haver definição formal das
funções, competências e responsabilidades das estruturas e dos arranjos institucionais. Essa formalização é uma
forma de dar transparência aos atos. Para que haja clareza quanto ao modo de organização dos órgãos, os
responsáveis e funções desempenhadas, vejamos:

Art. 4º São diretrizes da governança pública:

[...]

X - definir formalmente as funções, as competências e as responsabilidades das estruturas e dos arranjos


institucionais;

Portanto, a questão está CERTA.

Dito sobre os princípios e as diretrizes da governança pública, vejamos quais são os mecanismos para
o seu exercício. Você pode usar o mnemônico LEC (Liderança, Estratégia e Controle):

I – liderança: que compreende conjunto de práticas de natureza humana ou comportamental


exercida nos principais cargos das organizações, para assegurar a existência das condições mínimas para o
exercício da boa governança, quais sejam:

integridade competência

responsabilidade motivação

II – estratégia: que compreende a definição de diretrizes, objetivos, planos e ações, além de


critérios de priorização e alinhamento entre organizações e partes interessadas, para que os serviços e produtos
de responsabilidade da organização alcancem o resultado pretendido;

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III – controle: que compreende processos estruturados para mitigar os possíveis riscos com vistas
ao alcance dos objetivos institucionais e para garantir a execução ordenada, ética, econômica, eficiente e eficaz
das atividades da organização, com preservação da legalidade e da economicidade no dispêndio de recursos
públicos.

liderança

controle estratégia

ATENÇÃO!
Caberá à alta administração dos órgãos e das entidades, observados as normas e os
procedimentos específicos aplicáveis, implementar e manter mecanismos, instâncias e práticas de
governança em consonância com os princípios e as diretrizes estabelecidas no Decreto.

Os mecanismos, as instâncias e as práticas de governança deverão incluir, no mínimo o seguinte:

I - formas de acompanhamento de resultados

II - soluções para melhoria do desempenho das


organizações

III - instrumentos de promoção do processo decisório


fundamentado em evidências

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O Comitê Interministerial de Governança - CIG tem por finalidade assessorar o Presidente da


República na condução da política de governança da administração pública federal.

Comitê Interministerial de Governança:

Vejamos os membros titulares do Comitê Interministerial de Governança:

I - Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República, que o coordenará;

II - Ministro de Estado da Economia; e

III - Ministro de Estado da Controlaria-Geral da União - CGU.

CIG

Casa Civil Economia CGU

Coordenador

Destaque-se que os membros do CIG poderão ser substituídos, em suas ausências e seus
impedimentos, pelos respectivos Secretários-Executivos.

Outra informação importante é que as reuniões do CIG serão convocadas pelo seu Coordenador, que
é o Ministro de Estado Chefe da Casa Civil.

Note ainda que representantes de outros órgãos e entidades da administração pública federal
poderão ser convidados a participar de reuniões do CIG, entretanto, sem direito a voto.

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5. Inédita.

São mecanismos para o exercício da governança pública, nos termos do Decreto n.º 9.203/2017,

A liderança, que compreende conjunto de práticas de natureza humana ou comportamental exercida nos
principais cargos das organizações, para assegurar a existência das condições mínimas para o exercício
da boa governança; o controle, que compreende a definição de diretrizes, objetivos, planos e ações, além
de critérios de priorização e alinhamento entre organizações e partes interessadas, para que os serviços
e produtos de responsabilidade da organização alcancem o resultado pretendido; e a estratégia, que
compreende processos estruturados para mitigar os possíveis riscos com vistas ao alcance dos objetivos
institucionais e para garantir a execução ordenada, ética, econômica, eficiente e eficaz das atividades da
organização, com preservação da legalidade e da economicidade no dispêndio de recursos públicos.

Comentário:

Gabarito: Errado

A questão versa sobre o art. 5º do Decreto nº 9.203/2017. Nestes termos, temos aí os mecanismos para o exercício
da governança pública, que são: liderança, estratégia e controle.

A definição de liderança está correta, mas houve uma inversão entre estratégia e controle. Vejamos as palavras-
chave de cada um dos mecanismos, para facilitar sua vida.

Liderança: natureza humana; comportamental.


Estratégia: definição de diretrizes; objetivos, planos; ações; alinhamento;
Controle: processos estruturados para mitigar possíveis riscos;

Art. 5º São mecanismos para o exercício da governança pública:

I - liderança, que compreende conjunto de práticas de natureza humana ou comportamental exercida nos
principais cargos das organizações, para assegurar a existência das condições mínimas para o exercício da boa
governança, quais sejam:

a) integridade;

b) competência;

c) responsabilidade; e

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d) motivação;

II - estratégia, que compreende a definição de diretrizes, objetivos, planos e ações, além de critérios de
priorização e alinhamento entre organizações e partes interessadas, para que os serviços e produtos de
responsabilidade da organização alcancem o resultado pretendido; e

III - controle, que compreende processos estruturados para mitigar os possíveis riscos com vistas ao alcance
dos objetivos institucionais e para garantir a execução ordenada, ética, econômica, eficiente e eficaz das
atividades da organização, com preservação da legalidade e da economicidade no dispêndio de recursos
públicos.

Portanto, a questão está ERRADA.

DAS REUNIÕES

O CIG se reunirá, em caráter ordinário, trimestralmente e, em caráter extraordinário, sempre que


necessário.

Reunições

trimestralmente

ORDINÁRIAS EXTRAORDINÁRIAS

Quanto ao quórum para que ocorra a reunião, este será de maioria simples dos membros, ou seja,
apenas 2 (dois) para que seja possível deliberar.

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Já o quórum para aprovação será de maioria absoluta, ou seja, mais da metade, logo, também será
de 2 (dois) para que haja aprovação de qualquer matéria.

ATENÇÃO!
Coordenador do CIG terá, além do voto ordinário, o voto de qualidade em caso de empate.

Competências do Comitê Interministerial de Governança:

I - propor medidas, mecanismos e práticas organizacionais para o atendimento aos princípios e às diretrizes
de governança pública estabelecidos no Decreto;

II - aprovar manuais e guias com medidas, mecanismos e práticas organizacionais que contribuam para a
implementação dos princípios e das diretrizes de governança pública estabelecidos no Decreto;

Estes manuais e guias deverão:

I - conter recomendações que possam ser implementadas nos órgãos e nas entidades da
administração pública federal direta, autárquica e fundacional definidos na resolução que os
aprovar;

II - ser observados pelos comitês internos de governança.

III - aprovar recomendações aos colegiados temáticos* para garantir a coerência e a coordenação dos
programas e das políticas de governança específicos;

IV - incentivar e monitorar a aplicação das melhores práticas de governança no âmbito da administração


pública federal direta, autárquica e fundacional; e

V - editar as resoluções necessárias ao exercício de suas competências.

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*O colegiado temático é a comissão, o comitê, o grupo de trabalho ou outra forma de colegiado


interministerial instituído com o objetivo de implementar, promover ou executar políticas ou programas de
governança relativos a temas específicos.

Note-se ainda que o Comitê Interministerial de Governança poderá instituir grupos de trabalho
específicos com o objetivo de assessorá-lo no cumprimento das suas competências.

Assim como nas reuniões, também nos grupos de trabalho constituídos pelo CIG, representantes de
órgãos e entidades públicas e privadas poderão ser convidados a participar.

O Comitê Interministerial de Governança definirá no ato de instituição do grupo de trabalho, o


seguinte:

prazo para conclusão


objetivos específicos composição
dos trabalhos

Vejamos agora, em um quadro esquemático, as regras para composição, quantitativo, período e


limitações dos grupos de trabalho – GT´s:

I - serão compostos na II - não poderão ter mais de


forma de ato do CIG cinco membros

GT´s
III - terão caráter
IV - estarão limitados a três
temporário e duração não
operando simultaneamente
superior a um ano

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DA SECRETARIA-EXECUTIVA

A Secretaria-Executiva do Comitê Interministerial de Governança - CIG será exercida pela


Secretaria-Executiva da Casa Civil da Presidência da República.

Competências da Secretaria-Executiva do CIG:

I - receber, instruir e encaminhar aos membros do CIG as propostas recebidas e destinadas aos GT´s.

II - encaminhar a pauta, a documentação, os materiais de discussão e os registros das reuniões aos membros do
CIG;

III - comunicar aos membros do CIG a data e a hora das reuniões ordinárias ou a convocação para as reuniões
extraordinárias;

IV - comunicar aos membros do CIG a forma de realização da reunião, que poderá ser por meio eletrônico ou
presencial, e o local, quando se tratar de reuniões presenciais; e

V - disponibilizar as atas e as resoluções do CIG em sítio eletrônico ou, quando o seu conteúdo for classificado
como confidencial, encaminhá-las aos membros.

ATENÇÃO!
A participação no CIG ou nos grupos de trabalho por ele constituídos será considerada
prestação de serviço público relevante, não remunerada.

Destaque-se que, aos órgãos e entidades integrantes da administração pública federal direta,
autárquica e fundacional, competirá:

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I - executar a política de governança pública, de maneira a incorporar os princípios e as diretrizes definidos na


Política de Governança e as recomendações oriundas de manuais, guias e resoluções do CIG; e

II - encaminhar ao CIG propostas relacionadas às competências do Comitê, com a justificativa da proposição e


da minuta da resolução pertinente, se for o caso.

Muito bem, uma vez constituídos os comitês internos de governança, pelos órgãos e entidades da
administração pública federal direta, autárquica e fundacional, estes terão as seguintes competências:

I - auxiliar a alta administração na implementação e na manutenção de processos, estruturas e mecanismos


adequados à incorporação dos princípios e das diretrizes da governança previstos na Política de Governança;

II - incentivar e promover iniciativas que busquem implementar o acompanhamento de resultados no órgão


ou na entidade, que promovam soluções para melhoria do desempenho institucional ou que adotem
instrumentos para o aprimoramento do processo decisório;

III - promover e acompanhar a implementação das medidas, dos mecanismos e das práticas organizacionais
de governança definidos pelo CIG em seus manuais e em suas resoluções; e

IV - elaborar manifestação técnica relativa aos temas de sua competência.

ATENÇÃO!
A fim de que haja a transparência desejada, os comitês internos de governança publicarão
suas atas e suas resoluções em sítio eletrônico, ressalvado o conteúdo sujeito a sigilo.

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6. Inédita.

Nos termos do Decreto n.º 9.203/2017,

O Comitê Interministerial de Governança se reunirá, em caráter ordinário, trimestralmente e, em caráter


extraordinário, sempre que necessário.

Comentário:

Gabarito: Certo

A questão versa sobre o art. 8º, B do Decreto nº 9.203/2017. Nestes termos, de fato as reuniões ocorrerão a cada 3
(três) meses de forma ordinária e extraordinariamente, sempre que necessário.

Ademais, precisará de maioria simples para se reunir, ou seja, 2 (dois) membros e maioria absoluta para aprovação.

Art. 8º-B. O CIG se reunirá, em caráter ordinário, trimestralmente e, em caráter extraordinário, sempre que
necessário.

Portanto, a questão está CERTA.

7. Inédita.

Nos termos do Decreto n.º 9.203/2017,

O Comitê Interministerial de Governança poderá instituir tantos grupos de trabalho quanto forem
necessários, com o objetivo de assessorá-lo no cumprimento de suas competências, respeitando dentre
outros, o seguinte requisito: os grupos não poderão ter mais de cinco membros.

Comentário:

Gabarito: Errado

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A questão versa sobre o art. 10-A e 10-B do Decreto nº 9.203/2017. Nestes termos, de fato, o CIG poderá instituir
grupos de trabalho específicos com o objetivo de assessorá-lo no cumprimento das suas competências,
entretanto, não poderá tantos grupos quantos forem necessários, pois estará limitado a um total de 3 (três)
operando simultaneamente, vejamos:

I - serão compostos na forma de ato do CIG II - não poderão ter mais de cinco membros

GT´s
III - terão caráter temporário e duração não IV - estarão limitados a três operando
superior a um ano simultaneamente

Art. 10-A. O CIG poderá instituir grupos de trabalho específicos com o objetivo de assessorá-lo no
cumprimento das suas competências.

§ 1º Representantes de órgãos e entidades públicas e privadas poderão ser convidados a participar dos grupos
de trabalho constituídos pelo CIG.

§ 2º O CIG definirá no ato de instituição do grupo de trabalho os seus objetivos específicos, a sua composição
e o prazo para conclusão de seus trabalhos.

Art. 10-B. Os grupos de trabalho:

I - serão compostos na forma de ato do CIG;

II - não poderão ter mais de cinco membros;

III - terão caráter temporário e duração não superior a um ano; e

IV - estarão limitados a três operando simultaneamente..

Portanto, a questão está ERRADA.

8. Inédita.

Nos termos do Decreto n.º 9.203/2017,

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A fim de que haja a confidencialidade desejada, os comitês internos de governança publicarão suas atas
e suas resoluções em sítio eletrônico, ressalvado o conteúdo sujeito a sigilo.

Comentário:

Gabarito: Errado

A questão versa sobre o art. 16 do Decreto nº 9.203/2017. Questão completamente contraditória. Se há


necessidade de se manter confidencialidade, porque os comitês irão publicar suas atas e resoluções em sítios
eletrônicos? O que se busca é a transparência e não a confidencialidade. Ressalva importante em relação à
conteúdo sujeito a sigilo, vejamos:

Art. 16. Os comitês internos de governança publicarão suas atas e suas resoluções em sítio eletrônico,
ressalvado o conteúdo sujeito a sigilo.

Portanto, a questão está ERRADA.

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SISTEMA DE GESTÃO DE RISCOS

A alta administração das organizações da administração pública federal direta, autárquica e


fundacional deverá estabelecer, manter, monitorar e aprimorar sistema de gestão de riscos e controles internos
com vistas à identificação, à avaliação, ao tratamento, ao monitoramento e à análise crítica de riscos que
possam impactar a implementação da estratégia e a consecução dos objetivos da organização no cumprimento
da sua missão institucional, observados os seguintes princípios:

I - implementação e aplicação de forma sistemática, estruturada,


oportuna e documentada, subordinada ao interesse público

II - integração da gestão de riscos ao processo de planejamento


estratégico e aos seus desdobramentos, às atividades, aos processos
de trabalho e aos projetos em todos os níveis da organização,
relevantes para a execução da estratégia e o alcance dos objetivos
institucionais

III - estabelecimento de controles internos proporcionais aos riscos,


de maneira a considerar suas causas, fontes, consequências e
impactos, observada a relação custo-benefício

IV - utilização dos resultados da gestão de riscos para apoio à


melhoria contínua do desempenho e dos processos de gerenciamento
de risco, controle e governança

A auditoria interna governamental deverá adicionar valor e melhorar as operações das organizações
para o alcance de seus objetivos, mediante a abordagem sistemática e disciplinada para avaliar e melhorar a
eficácia dos processos de gerenciamento de riscos, dos controles e da governança, por meio da:

I - realização de trabalhos de avaliação e consultoria de forma independente, segundo os padrões de auditoria


e ética profissional reconhecidos internacionalmente;

II - adoção de abordagem baseada em risco para o planejamento de suas atividades e para a definição do
escopo, da natureza, da época e da extensão dos procedimentos de auditoria; e

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III - promoção à prevenção, à detecção e à investigação de fraudes praticadas por agentes públicos ou
privados na utilização de recursos públicos federais.

PROGRAMAS DE INTEGRIDADE1

1
Em uma outra aula abordaremos o Decreto nº 11.529, de 16 de Maio de 2023, que instituiu o Sistema de Integridade,
Transparência e Acesso à Informação da Administração Pública Federal e a Política de Transparência e Acesso à Informação
da Administração Pública Federal.

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Os órgãos e as entidades da administração direta, autárquica e fundacional instituirão programa de


integridade, com o objetivo de promover a adoção de medidas e ações institucionais destinadas à prevenção, à
detecção, à punição e à remediação de fraudes e atos de corrupção, estruturado nos seguintes eixos:

I - comprometimento e apoio da alta administração;

II - existência de unidade responsável pela implementação no órgão ou na entidade;

III - análise, avaliação e gestão dos riscos associados ao tema da integridade; e

IV - monitoramento contínuo dos atributos do programa de integridade.

Notem que as palavras-chave são: prevenir, detectar e remediar.

ATENÇÃO!
Cabe à Controladoria-Geral da União estabelecer os procedimentos necessários à
estruturação, à execução e ao monitoramento dos programas de integridade dos órgãos e das
entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

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prevenção da corrupção

detecção da corrução
promover a adoção de
medidas e ações
institucionais
destinadas à punição da corrupção

remediação de fraudes e atos de


Programas corrupção
de
Integridade comprometimento e apoio da alta
administração

existência de unidade responsável pela


implementação no órgão ou na entidade
eixos estruturantes
análise, avaliação e gestão dos riscos
associados ao tema da integridade

monitoramento contínuo dos atributos do


programa de integridade

9. Inédita.

Nos termos do Decreto n.º 9.203/2017,

A alta administração das organizações da administração pública federal direta, autárquica e fundacional
deverá estabelecer, manter, monitorar e aprimorar sistema de gestão de riscos e controles internos com
vistas à identificação, à avaliação, ao tratamento, ao monitoramento e à análise crítica de riscos que
possam impactar a implementação da estratégia e a consecução dos objetivos da organização no
cumprimento da sua missão institucional.

Comentário:

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Gabarito: Certo

A questão versa sobre o art. 17 do Decreto nº 9.203/2017. Nestes termos, notem que de fato, a competência para
estabelecer, manter, monitorar e aprimorar sistema de gestão de riscos e controles internos é da alta
administração. Notem ainda que os seguintes princípios deverão ser observados:

I - implementação e aplicação de forma sistemática, estruturada, oportuna


e documentada, subordinada ao interesse público

II - integração da gestão de riscos ao processo de planejamento


estratégico e aos seus desdobramentos, às atividades, aos processos de
trabalho e aos projetos em todos os níveis da organização, relevantes
para a execução da estratégia e o alcance dos objetivos institucionais

III - estabelecimento de controles internos proporcionais aos riscos, de


maneira a considerar suas causas, fontes, consequências e impactos,
observada a relação custo-benefício

IV - utilização dos resultados da gestão de riscos para apoio à melhoria


contínua do desempenho e dos processos de gerenciamento de risco,
controle e governança

Portanto, a questão está CERTA.

10. Inédita.

Nos termos do Decreto n.º 9.203/2017,

Cabe à alta administração estabelecer os procedimentos necessários à estruturação, à execução e ao


monitoramento dos programas de integridade dos órgãos e das entidades da administração pública
federal direta, autárquica e fundacional.

Comentário:

Gabarito: Errado

Esta competência é da Controladoria-Geral da União – CGU e não da alta administração.

Portanto, a questão está ERRADA.

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1.1. Promoção da ética e aspectos de Integridade

Vamos relacionar este tópico, promoção da ética e de regras de conduta para servidores e aspectos
de integridade ao estabelecido à Portaria CGU nº 57, de 04 de janeiro de 2019. E por que faremos isso? Bem!
Vejamos o que estabelece o art. 6º, I:

Art. 6º Para o cumprimento do disposto no inciso II do art. 5º desta Portaria, os órgãos e as entidades deverão
atribuir a unidades novas ou já existentes as competências correspondentes aos seguintes processos e funções:

I - promoção da ética e de regras de conduta para servidores, observado, no mínimo, o disposto no Decreto
nº 1.171, de 22 de junho de 1994, no Decreto nº 6.029, de 1º de fevereiro de 2007, e na Resolução nº 10, de 29
de setembro de 2008, da Comissão de Ética Pública - CEP;

O que nos informa o inciso II do art. 5º? Informa-nos que os órgãos e as entidades deverão aprovar
seus Planos de Integridade, contendo ações de estabelecimento das unidades de gestão da integridade. Em outras
palavras, este tópico está mesmo relacionado à ideia de integridade e é sobre isso que iremos tratar.

Mas, o que é então essa tal integridade?

Integridade é a qualidade de quem é honesto, incorruptível e pauta seu comportamento em ações


que demonstram retidão. Mas não somente isso, pois na administração pública, incluem-se planejamento,
controle, austeridade, correção e outros aspectos. Assim, nesse viés, os órgãos e entidades públicos devem
implementar comportamentos e ações que sejam coerentes com o estabelecimento de um conjunto de princípios
e padrões éticos e morais, que deverá ser adotado não só por indivíduos, mas pelas próprias instituições, com a
finalidade de criar barreiras que impeçam corrupções e fraudes.

Antes de avançarmos um pouco mais, deixe-me apresentar a você, a Organização para a Cooperação
e Desenvolvimento Econômico – OCDE.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é uma organização


econômica intergovernamental com 38 países membros COM 61% do PIB mundial, fundada em 1961 para
estimular o progresso econômico e o comércio mundial.

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VAMOS UM POUCO MAIS FUNDO?


Relacionamento entre o Brasil e a OCDE
Convergência como agenda prioritária | Mensagem Presidencial | Vantagens para o País |
Relacionamento entre o Brasil e a OCDE | Adesão do Brasil aos instrumentos da OCDE | Revisões por pares realizadas

A acessão à OCDE é o resultado esperado de um longo processo de aproximação entre o Brasil e a organização que foi
acelerado nos últimos anos. Durante a década de 1990, o Brasil se aproximou da OCDE por meio de sua participação no Comitê
de Aço. A cooperação do país com a Organização se estreitou a partir de 1998, quando seu Conselho decidiu criar um
programa direcionado ao Brasil.

Em 2000, o Brasil assinou a Convenção sobre o Combate da Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações
Comerciais Internacionais. Em 2007, o Conselho decidiu fortalecer a cooperação com o Brasil, África do Sul, China, Índia e
Indonésia, visando a uma possível acessão desses países à OCDE, por meio de compromisso chamado de engajamento
ampliado (enhanced engagement).

Em 2012, os cinco países passaram a ser considerados parceiros-chave (key partners) da Organização. Como tal, o Brasil pôde
participar dos diferentes órgãos da OCDE, aderir a seus instrumentos legais, integrar os bancos de dados estatísticos e
participar das revisões por pares (peer review) em setores específicos.

Em 2015, o Brasil e a OCDE assinaram o Acordo Marco de Cooperação, com a finalidade de aprofundar e sistematizar o
relacionamento entre as duas partes, colocando-o em bases mais sólidas. O Acordo institucionaliza a participação brasileira
em diversos foros da OCDE e estabelece mecanismos para a definição de linhas de trabalho futuras. Foi celebrado, ainda, o
Programa de Trabalho para 2016 e 2017, que intensificou o envolvimento brasileiro em temas de interesse estratégico.

A cooperação brasileira com a OCDE vem ganhando densidade em um amplo conjunto de temas, que incluem política
macroeconômica; agricultura; comércio; educação; ciência, tecnologia e inovação; estatísticas; combate à corrupção;
tributação; política da concorrência; política de investimentos; conduta empresarial responsável; governança corporativa; e
financiamento às exportações, entre outros. O Brasil participa da Organização com status de associado ou participante em 30
comitês e/ou fóruns de trabalho.

Como resultado dessa aproximação, em 2017 o Brasil formalizou a sua candidatura ao processo de acessão à OCDE, sobre a
qual aguarda manifestação do Conselho da Organização.

Dentro dessa perspectiva, o Governo adotou, em 2019, medidas para intensificar a convergência aos padrões da OCDE.
Instituiu o Conselho para a Preparação e o Acompanhamento do Processo de Acessão da República Federativa do Brasil à
OCDE (Conselho Brasil-OCDE) e criou a Secretaria Especial de Relacionamento Externo na Casa Civil (SEREX), dedicada à
Secretaria-Executiva do Conselho e ao apoio na coordenação do processo de entrada do país como membro pleno da OCDE.

Fonte: Casa Civil da Presidência da República.

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Feita esta introdução ao tema, façamos um importante destaque quanto às Recomendações do


Conselho da OCDE sobre a Integridade Pública.

O Comitê de Governança Pública da


OCDE emitiu, em documento, um conjunto
de 13 recomendações sobre integridade
pública visando o fortalecimento da gestão
pública nos países participantes da
organização.

Para ampliarmos ainda mais nosso espectro de análise e compreensão, no documento emitido,
vejamos a definição de Setor Público:

OCDE – SETOR

“Inclui os órgãos legislativos, executivos, administrativos e judiciais e seus funcionários públicos


nomeados ou eleitos, pagos ou não remunerados, em uma posição permanente ou temporária nos níveis central
e subnacional de governo”.

OCDE – CONCEITO DE INTEGRIDADE PÚBLICA

“Integridade pública refere-se ao alinhamento consistente e à adesão de valores, princípios e normas


éticas comuns para sustentar e priorizar o interesse público sobre os interesses privados no setor público”.

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Embora o Comitê de Governança Pública da OCDE tenha emitido um conjunto de 13 (treze)


recomendações sobre integridade pública, visando o fortalecimento da gestão pública nos países participantes
integrantes, vejamos o que nos diz a 4ª (quarta) recomendação.

4ª RECOMENDAÇÃO DA OCDE

Definir altos padrões de conduta para funcionários públicos, em particular através


de:

ir além dos requisitos mínimos, priorizando o interesse público, a adesão aos valores do serviço público, uma cultura aberta que facilite e
recomende a aprendizagem organizacional e encoraje a boa Governança

incluir padrões de integridade no sistema legal e políticas organizacionais (como códigos de conduta ou códigos de ética) para esclarecer
as expectativas e servir de base para a investigação e sanções disciplinares, administrativas, civis e/ou criminais, conforme apropria

estabelecer procedimentos claros e proporcionais para ajudar a prevenir violações dos padrões de integridade pública e para gerir conflitos
de interesse reais ou potenciais

comunicar valores e padrões do setor público internamente em organizações do setor público e externamente para o setor privado,
sociedade civil e indivíduos e pedir a esses parceiros que respeitem esses valores e padrões em suas interações com funcionários públicos

Reorganizando mais as ideias, a promoção da ética e de regras de conduta para servidores, vincula-
se diretamente à necessidade de que os órgãos e as entidades devam aprovar seus Planos de Integridade,
contendo ações de estabelecimento das unidades de gestão da integridade.

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Trata-se de um grande sistema de integridade coerente e abrangente, vejamos esquematicamente:

Esse sistema deve ser capaz de promover uma cultura de integridade pública para toda a sociedade,
com foco em liderança, baseado em mérito, capacitação e aberta.

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O princípio da prestação de contas (accountability), certamente deve se fazer presente na


implantação de um plano de integridade, onde haja gestão de riscos, com um sistema eficaz de controle de riscos
à integridade, bem como a detecção, investigação e sansões. Ainda, um efetivo controle externo das atividades
buscando um governo transparente e aberto. Vejamos outro quadro esquemático:

Uma estratégia para integridade pública - A Recomendação da OCDE

A Recomendação da OCDE
sobre Integridade Pública fornece aos
formuladores de políticas uma visão para
uma estratégia de integridade pública. Ela
desloca o foco das políticas de integridade
ad hoc para uma abordagem dependente
do contexto, comportamental e baseada
em risco, com ênfase em cultivar uma
cultura de integridade em toda a
sociedade.

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Por fim, para conhecimento, vejamos em síntese, as demais recomendações da OCDE.

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Deste modo, o Conselho da OCDE reconhece:

que a integridade é um dos pilares das estruturas políticas, econômicas e sociais e, portanto, essencial
ao bem-estar econômico e social e à prosperidade dos indivíduos e das sociedades como um todo;

que a integridade é vital para a governança pública, salvaguardando o interesse público e reforçando
valores fundamentais como o compromisso com uma democracia pluralista baseada no estado de direito e no
respeito dos direitos humanos;

que a integridade é uma pedra angular do sistema geral de boa governança e que a orientação
atualizada sobre a integridade pública deve, portanto, promover a coerência com outros elementos-chave da
governança pública;

que os riscos de integridade existem nas várias interações entre o setor público e o setor privado, a
sociedade civil e os indivíduos em todas as etapas do processo político e de políticas, portanto, essa
interconectividade requer uma abordagem integrativa de toda a sociedade para aumentar a integridade pública e
reduzir a corrupção no setor público.

Funções dos principais atores e estruturas da Política de Governança.

ATORES/ESTRUTURAS FUNÇÕES

Presidente da República Responsável em última instância, pela condução da política


de governança

CIG (Comitê Interministerial de Governança) Assessora o presidente da República na condução da


política de governança (coordenação)

Órgãos e entidades da administração pública federal Executam a política de governança

Alta administração Responsável pela implementação da política de governança


nos respectivos órgãos e entidades

Comitê Interno de Governança Promove e monitora a política de governança em seus


respectivos órgãos e entidades

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VAMOS UM POUCO MAIS FUNDO?


A importância da interação entre Estado e Sociedade
O caso das Ouvidorias

A excelência em gestão pressupõe direcionar as ações públicas para as necessidades dos cidadãos e da sociedade, na condição
de sujeitos de direitos e como beneficiários dos serviços públicos e destinatários da ação do Estado. É fundamental conhecer
e entender as necessidades atuais dos cidadãos e antecipar suas expectativas futuras. Nesse sentido, importa atender aos
diversos segmentos da sociedade, considerando as suas diferenças.

Existe hoje um processo de aproximação entre Estado e sociedade, especialmente nas áreas de atendimento à população. A
mudança de postura por parte das instituições públicas é uma demonstração de respeito aos cidadãos e de compromisso por
serviços públicos mais transparentes.

A interlocução da sociedade com o Estado se tornou possível porque a Constituição compatibilizou princípios da democracia
representativa e participativa. Estabeleceu, ainda, os princípios da impessoalidade e da publicidade dos atos da administração
pública, lançando os fundamentos para uma nova forma de expressão de interesses e representação de demandas de atores
e grupos junto ao Estado.

A institucionalização das ouvidorias públicas nas últimas três décadas e a Lei de Acesso à Informação (LAI) – Lei no 12.527, de
18 de novembro de 2011 – são frutos desse processo de democratização do Estado brasileiro, que materializou no texto
constitucional a participação social como um dos elementos-chave para a organização das políticas públicas.

Dessa maneira, a Ouvidoria Pública funciona como um agente promotor de mudanças: de um lado, favorece uma gestão
flexível, comprometida com a satisfação das necessidades do cidadão; de outro, estimula a prestação de serviços públicos de
qualidade, capazes de garantir direitos. Em síntese, é um instrumento para a democracia.

Ao exercer o papel como porta-voz do cidadão na organização pública, a ouvidoria tem-se revelado um importante
instrumento de interação entre o Estado e a sociedade, constituindo-se em aliado na defesa dos direitos do usuário dos
serviços públicos. Além disso, ela tem uma atuação relevante no desenvolvimento de programas de qualidade implantados
nas organizações. Dessa forma, fortalece a capacidade das organizações de adaptação às exigências dos ambientes
econômico, social, cultural e tecnológico.

A participação social, entendida como a influência direta da população nos processos decisórios do Estado, só acontece de
verdade se as manifestações apresentadas pela população influírem de alguma forma na tomada de decisão dos agentes
públicos. Isso significa que as ouvidorias devem fazer mais do que somente receber e responder às manifestações. Seus
registros devem servir para subsidiar os gestores no aprimoramento dos processos na administração pública e propor
aperfeiçoamentos na prestação de serviços públicos – atribuição, aliás, já prevista pelo art. 13 da Lei no 13.460, de 2017 –
regulamentada pelo Decreto nº 9.492, de 2018 –, que dispõe sobre a participação, proteção e defesa dos direitos dos usuários.
É assim que as ouvidorias podem utilizar problemas individuais para elaborar soluções coletivas.

Os cidadãos usuários – atuais e potenciais – são sujeitos de direitos e as organizações públicas, no âmbito de suas
competências, têm obrigação de atender, com qualidade e presteza, às suas necessidades e demandas, estabelecendo uma
relação ética e transparente com a sociedade.

Elaboração: CGU – Fonte: Guia da Política de Governança Pública.

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11.Inédita.

Tendo em conta o art. 5b da Convenção sobre a Organização para Cooperação e Desenvolvimento


Econômico, a OCDE recomenda que os membros e os não membros que aderirem à recomendação, criem
um sistema de integridade pública coerente e abrangente. Para este fim, os Aderentes devem definir altos
padrões de conduta para funcionários públicos, em particular através de,

comunicar valores e padrões do setor público externamente em organizações do setor público e para o
setor privado, sociedade civil e indivíduos e pedir a esses parceiros que respeitem esses valores e padrões
em suas interações com funcionários públicos.

Comentário:

Gabarito: Errado

Deve comunicar valores e padrões do setor público internamente em organizações do setor público.

Externamente para o setor privado, sociedade civil e indivíduos.

De fato, deve pedir aos parceiros que respeitem esses valores e padrões em suas interações com funcionários
públicos.

Portanto, a questão está ERRADA.

12. Inédita.

Tendo em conta o art. 5b da Convenção sobre a Organização para Cooperação e Desenvolvimento


Econômico, a OCDE recomenda que os membros e os não membros que aderirem à recomendação, criem
um sistema de integridade pública coerente e abrangente. Para este fim, os Aderentes devem definir altos
padrões de conduta para funcionários públicos, em particular através de,

incluir padrões de integridade no sistema legal e políticas organizacionais (como códigos de conduta ou
códigos de ética) para esclarecer as expectativas e servir de base para a investigação e sanções
disciplinares, administrativas, civis e/ou criminais, conforme apropriado.

Comentário:

Gabarito: Certo

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Deve mesmo incluir padrões de integridade no sistema legal. A integridade é um dos pilares das estruturas
políticas, econômicas e sociais e, portanto, essencial ao bem-estar econômico e social e à prosperidade dos
indivíduos e das sociedades como um todo. Certamente que deverá fazê-lo pelo sistema legal, com a adoção de
códigos de conduta ou códigos de ética, vejamos algumas normas importantes:

- Portaria CGU 57/2019 - estabelece orientações para que os órgãos e as entidades da administração
pública federal direta, autárquica e fundacional adotem procedimentos para a estruturação, a execução
e o monitoramento de seus programas de integridade.
- Decreto 1.171/1994 – Código de Ética Profissional
- Decreto 6.029/2007 – Institui o sistema de Gestão da Ética
- RESOLUÇÃO Nº 10, de 29 DE SETEMBRO DE 2008 aprovou as normas de funcionamento e de rito
processual, delimitando competências, atribuições, procedimentos e outras providências no âmbito das
Comissões de Ética.

Portanto, a questão está CERTA.

13.Inédita.

Tendo em conta o art. 5b da Convenção sobre a Organização para Cooperação e Desenvolvimento


Econômico, a OCDE recomenda que os membros e os não membros que aderirem à recomendação, criem
um sistema de integridade pública coerente e abrangente. Para este fim, os Aderentes devem definir altos
padrões de conduta para funcionários públicos, em particular através de,

estabelecer procedimentos claros e proporcionais para ajudar a prevenir violações dos padrões de
integridade pública e para gerir conflitos de interesse reais ou potenciais.

Comentário:

Gabarito: Certo

Deve mesmo estabelecer procedimentos claros e proporcionais e razoáveis para ajudar a prevenir violações à
integridade pública. Esses mecanismos ajudam a dinda a gerir conflitos de interesse entre Estado e Sociedade,
sejam eles conflitos reais ou mesmo conflitos que se constituem naquele momento apenas como uma ameaça.

Portanto, a questão está CERTA.

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14. Inédita.

Tendo em conta o art. 5b da Convenção sobre a Organização para Cooperação e Desenvolvimento


Econômico, a OCDE recomenda que os membros e os não membros que aderirem à recomendação, criem
um sistema de integridade pública coerente e abrangente. Para este fim, os Aderentes devem definir altos
padrões de conduta para funcionários públicos, em particular através de,

Focar-se nos requisitos mínimos, priorizando o interesse público, a adesão aos valores do serviço público,
uma cultura aberta que facilite e recomende a aprendizagem organizacional e encoraje a boa
Governança.

Comentário:

Gabarito: Errado

A recomendação é que vá além dos requisitos mínimos. Aliás, não seria possível definir altos padrões de conduta
focando-se apenas no mínimo. É necessário ir muito além para o fortalecimento da gestão pública.

Portanto, a questão está ERRADA.

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FIM
Chegamos aqui ao fim da nossa aula.

Espero que que você tenha aproveitado ao máximo.

Mantenha seu foco e disciplina que a aprovação virá!

Qualquer dúvida que tiver, não hesite em me procurar no fórum de dúvidas ou em minhas redes sociais.

Conte comigo.

Muito obrigado.

Um forte abraço.

Prof. Gilson Maciel

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para que todas as suas dúvidas sejam sanadas diretamente com seu professor. Não leve dúvidas para sua prova.

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