Cultura jovem
A construção da juventude: uma
introdução
Aula 1
Projeto de vida – 1a série
Conflito geracional
3
Você está aqui!
Mapa do Cultura jovem
componente
Lidando com conflitos
4
2
1
Escolhas e 7
decisões Habilidades 5
essenciais Autogestão
para o futuro
Planejamento 6
Objetivo da Aula Conteúdo
• Analisar a construção da juventude como • O conceito de juventude e suas mutações
categoria histórica e como fenômeno ao longo da história.
contemporâneo.
Recursos Didáticos
Habilidades • Papel cartão;
• Materiais de arte (canetas, lápis de cor,
• Imaginação criativa, Assertividade, revistas para recortes, etc.) para quem
Empatia. optar por criar painéis físicos;
• Acesso a computadores ou tablets, se
optarem por apresentações digitais.
Duração da Aula
45 minutos.
© Getty Images
Fonte da imagem
Primeiras Observem atentamente essa fotografia. Notem as diferenças visíveis
e, talvez, as não tão visíveis entre os jovens retratados.
ideias
Quais semelhanças e diferenças vocês percebem entre os jovens na foto?
Que aspectos de suas identidades (como gênero, etnia, estilo pessoal) podem
impactar suas experiências e oportunidades?
Como vocês imaginam que os interesses e as paixões dos jovens podem
divergir ou convergir com base em seus contextos culturais e pessoais?
Analise os seguintes dados sobre os jovens brasileiros.
Ponto de
partida
Ponto de
partida
Depois de analisar os dados sobre os jovens no Brasil, debatam com os
colegas e o professor sobre as questões a seguir.
Como vocês imaginam que a diversidade étnica entre os jovens brasileiros pode
criar diferentes experiências na escola e nas comunidades onde vivem?
Quais hipóteses podemos formular sobre os desafios que os jovens podem
enfrentar em áreas urbanas comparadas às rurais no Brasil?
De que maneira você acha que as interseções de raça, orientação sexual e
deficiência podem influenciar as experiências dos jovens em diferentes regiões
do Brasil?
Construindo
o conceito Uma perspectiva ampliada de juventude
A juventude é um conceito que varia significativamente ao longo do tempo e entre
diferentes sociedades;
Condições sociais, históricas e culturais específicas moldam a experiência juvenil.
Na Idade Média, a juventude era uma fase curta devido às expectativas de trabalho
e casamento precoce;
No século XX, a juventude começou a ser vista como uma fase distinta, com direito
à educação e desenvolvimento pessoal.
Tome nota
Tome
No nota
Brasil, os jovens são protegidos pelo Estatuto da Juventude, Instituído pela Lei nº
12.852, de 5 de agosto de 2013.
O Estatuto define jovens como pessoas entre 15 e 29 anos e estabelece como
direitos dessa população: educação, saúde, trabalho, cultura, esporte, lazer,
participação social e política, comunicação, entre outros.
Construindo
Exposição
Conceito de juventude no Ocidente
o conceito
Renascimento Século XX
Maior valorização da Consolidação da adolescência
educação e do como fase de transição, com
desenvolvimento pessoal. direitos e proteções específicas.
Idade Média Século XXI
Século XIX
Juventude vista como Reconhecimento da
fase curta, com Revolução Industrial
trouxe novas diversidade juvenil e a
responsabilidades importância da inclusão
adultas chegando cedo. oportunidades e desafios
para os jovens. e participação social.
Construindo
o conceito Interseccionalidade e juventudes
A interseccionalidade explica como diferentes identidades sociais se sobrepõem,
criando experiências únicas;
Fatores como raça, gênero, classe social e sexualidade interagem para influenciar
as oportunidades e desafios enfrentados por jovens;
Esses fatores também produzem múltiplas culturas juvenis, ou seja, juventudes.
Tome nota
A interseccionalidade é o conceito que descreve como diferentes
identidades sociais — como raça, gênero, classe e sexualidade —
se sobrepõem e interagem, criando experiências únicas de
discriminação e privilégio.
Construindo
o conceito Múltiplas culturas juvenis
Diversidade social e cultural
• Classe social: jovens de diferentes classes sociais enfrentam realidades
econômicas distintas, o que pode significar diferenças de oportunidades
educacionais e profissionais;
• Raça e gênero: jovens de diferentes raças e gêneros podem lidar com questões
variadas. Jovens negros e indígenas podem ter experiências distintas de jovens
brancos, assim como jovens mulheres podem vivenciar realidades diversas em
comparação aos jovens homens;
• Localização geográfica: a região em que um jovem nasce ou vive pode
influenciar sua realidade, incluindo diferentes acessos e desafios. Jovens de áreas
rurais e urbanas tendem a experimentar juventudes diferentes.
Tome nota
Abordar as interseccionalidades e reconhecer a diversidade juvenil é essencial
para desenvolver políticas públicas eficazes e inclusivas.
Construindo
o conceito Subculturas juvenis
Subculturas juvenis são grupos de jovens que compartilham interesses, valores e
comportamentos específicos.
Por exemplo:
• Skatistas: jovens que praticam skate e valorizam a liberdade e a criatividade;
• Gamers: jovens que se dedicam a jogos eletrônicos e desenvolvem habilidades
tecnológicas;
• Ativistas ambientais: jovens envolvidos em causas ecológicas, promovendo a
sustentabilidade.
Construindo
o conceito Juventudes e transformações sociais
As juventudes são, frequentemente, vistas como forças de transformação social.
Capacidade de mudança
• Os jovens têm a capacidade de influenciar e mudar suas comunidades e o
mundo. Eles trazem novas ideias e energias para lutar por justiça social, direitos
humanos e sustentabilidade ambiental.
Responsabilidade e criatividade
• Jovens de hoje enfrentam desafios globais, como mudanças climáticas,
desigualdade social e crise econômica;
• Eles têm a oportunidade de abordar esses problemas de maneiras inovadoras,
utilizando novas tecnologias e formas de organização social.
Construindo
o conceito Movimentos sociais históricos liderados por
jovens
• Anos 1960: movimento dos Direitos Civis nos EUA – Jovens ativistas lutaram contra
a segregação racial e pela igualdade de direitos;
• 1968: manifestações de maio na França – Estudantes e trabalhadores se uniram
em protestos contra o governo e a sociedade de consumo;
• Anos 1970: protestos contra a ditadura militar no Brasil – Estudantes e jovens
lideraram manifestações pela democracia e pelos direitos humanos;
• Anos 1990: movimento contra o apartheid na África do Sul – Jovens ativistas,
incluindo Nelson Mandela, lutaram pela igualdade racial e pelo fim do apartheid;
• 2010s: Primavera Árabe – Jovens utilizaram redes sociais para organizar protestos
por liberdade e justiça em vários países árabes.
Colocando
em prática Galeria de juventudes
Introdução
• Nesta atividade, você criará uma "Galeria de Juventudes" para explorar e
apresentar as diversas experiências de jovens em diferentes contextos.
Materiais necessários
• Cartolina ou papel pardo;
• Canetas coloridas;
• Acesso à internet para pesquisa;
Próxima aula
• Imagens e fotos representativas;
• Tesoura e cola.
individual
PREPARAÇÃO
Colocando 1 • Dividam-se em grupos;
em prática • Cada grupo receberá um perfil de jovens de diferentes
contextos: rural, urbano, de diferentes etnias, diferentes
identidades de gênero e orientações sexuais, jovens com
deficiência, etc.
PESQUISA E REFLEXÃO
2 • Pesquise sobre os desafios e experiências únicas do perfil
atribuído ao seu grupo;
• Utilize fontes confiáveis para obter informações detalhadas
sobre o perfil dos jovens.
CRIAÇÃO DA GALERIA
3 • Em uma cartolina ou papel pardo, crie uma apresentação visual que
represente as experiências do seu perfil de jovens;
• Inclua imagens, fotos, textos e dados que ilustrem os desafios e as
oportunidades enfrentadas por esses jovens;
• Use canetas coloridas para destacar informações importantes e tornar
a apresentação visualmente atraente.
Próxima aula
individual 4 APRESENTAÇÃO E REGISTRO
• Apresente sua galeria para a turma;
• Faça o upload da fotografia da galeria no AVA.
Vamos
fazer um
quiz O que significa considerar a juventude como uma
categoria sócio-histórico-cultural?
Tratar todos os jovens como se Focar apenas nas
tivessem as mesmas experiências características biológicas dos
e desafios. jovens.
Ignorar as diferenças de Reconhecer que a juventude varia
gênero, raça e classe entre os amplamente dependendo de fatores
jovens. culturais, sociais e econômicos.
Vamos
fazer um
quiz O que significa considerar a juventude como uma
categoria sócio-histórico-cultural?
Tratar todos os jovens como se Focar apenas nas
tivessem as mesmas experiências características biológicas dos
e desafios. jovens.
Ignorar as diferenças de Reconhecer que a juventude varia
gênero, raça e classe entre os amplamente dependendo de fatores
jovens. culturais, sociais e econômicos.
Vamos
fazer um
quiz Como as diferenças regionais podem influenciar
as experiências da juventude no Brasil?
Determinam exclusivamente o
Não têm qualquer influência
tipo de educação que os jovens
significativa.
podem receber.
Influenciam o acesso a
Uniformizam as experiências oportunidades e recursos,
juvenis em diferentes áreas. afetando a vida dos jovens.
Vamos
fazer um
quiz Como as diferenças regionais podem influenciar
as experiências da juventude no Brasil?
Determinam exclusivamente o
Não têm qualquer influência
tipo de educação que os jovens
significativa.
podem receber.
Influenciam o acesso a
Uniformizam as experiências oportunidades e recursos,
juvenis em diferentes áreas. afetando a vida dos jovens.
Então ficamos assim...
1 O conceito de juventude varia ao longo do tempo e entre
diferentes sociedades;
2 Diferentes atravessamentos sociais e culturais produzem múltiplas
culturas juvenis;
O que nós 3 As juventudes são forças de transformação social com a
capacidade de influenciar e mudar suas comunidades e o mundo.
© Getty Images aprendemos
hoje?
https://atlasdasjuventudes.com.br/sobre/
O Atlas das Juventudes produz, sistematiza e
dissemina dados sobre as juventudes do país. No site é
Saiba mais
possível encontrar uma série de dados e publicações
sobre o tema.
Referências da aula
CANEVACCI, M. Culturas extremas: mutações juvenis nos corpos das metrópoles. Rio
de Janeiro: DP&A, 2005
HALL, S. Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais. (Org.). SOVIK, L. Belo
Horizonte: UFMG/UNESCO, 2003.