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Motores Térmicos

9º Semestre 5º ano
Aula 20. Sistema de Lubrificação
Introdução

Tipos de Sistemas de Lubrificação

O percurso do óleo lubrificante

Componentes do Sistema de lubrificação

Óleo lubrificante

Classificação do óleo lubrificante

2 Prof. Jorge Nhambiu


20.1 Introdução
O sistema de lubrificação do motor garante que todas as suas peças
móveis - especialmente pistões, cambota, eixo do comando de
válvulas, bielas e tuchas - funcionem sem que as superfícies de
contacto entre eles e demais componentes realizem muito atrito
entre si, diminuindo assim o desgaste elevado e o
superaquecimento.
O sistema de lubrificação típico de um motor, é composto por
diversos componentes que fazem circular óleo no sistema,
controlam a pressão do mesmo e fazem a sua filtragem de maneira
que ocorra uma lubrificação adequada em todas as áreas de atrito,
sob todas as condições de funcionamento.

3 Prof. Jorge Nhambiu


20.1 Introdução
Os objectivos do sistema de
lubrificação são:
 Reduzir o mais que
possível a fricção e o
desgaste entre as partes
móveis;
 Reduzir o ruído;
 Dissipar o calor;
transportando-o para fora
das superfícies de
trabalho; e
 Limpar o motor.

4 Prof. Jorge Nhambiu


20.2 Tipos de Sistemas de Lubrificação
 Sistema de mistura com o combustível (Autolube);
 Utilizado nos motores de 2 tempos do ciclo OTTO; O óleo é
misturado no combustível na proporção de 1:20 a 1:40.

 Sistema por chapinhagem;


 Ao girar o motor o óleo é borrifado nas paredes dos cilindros e
nas demais partes móveis no interior do bloco pelo pescador que
se encontra no pé da biela.

 Sistema de circulação e chapinhagem;


 Sistema de circulação sob pressão.

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20.2.1 Sistema de mistura com o
combustível (Autolube)
É um sistema de lubrificação automática que regula a proporção
de mistura de combustível e de óleo para cada rotação do
motor.
Este sistema dispensa a necessidade de misturar-se óleo no
tanque de combustível, dispensando o utilizador de cálculo da
proporção de óleo em relação à gasolina contida no tanque.
O sistema autolube conta com um reservatório próprio, para o
óleo de dois tempos, externo ao motor de onde uma bomba
(autolube) impulsionada por meio de engrenagens pelo motor,
ligada à manete do acelerador, fornece a quantidade de óleo
correspondente ao regime de rotação do motor.

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20.2.1 Sistema de mistura com o
combustível (Autolube)
Quando o motor aspira combustível leva consigo a parte de
óleo de dois tempos que foi injectada pelo autolube e essa
mistura lubrifica os rolamentos, a parte superior do motor, a
base da biela, as paredes do cilindro, as camisa e os anéis de
segmento.
O autolube estando ligado ao acelerador, através de um cabo
paralelo ao cabo do acelerador, tem sua acção sincronizada
com o aumento das rotações do motor, ou seja, à medida que
aumenta a rotação do motor, mais quantidade de óleo é
injectado no colector e vice-versa.

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20.2.1 Sistema de mistura com o
combustível (Autolube)
As vantagens deste tipo de lubrificação são:
1 - Redução de consumo de óleo de dois tempos para 1/3 do
consumido pelo sistema de mistura directa no tanque;
2 – Melhoria no rendimento, evitando excesso de óleo que
dificulta a perfeita combustão do combustível;
3 - Redução na formação de carvão;
4 - Maior durabilidade da vela de ignição;
5 - Maior vida útil para o motor.

8 Prof. Jorge Nhambiu


20.2.1 Sistema de mistura com o
combustível (Autolube)

9 Prof. Jorge Nhambiu


20.2.2 Sistema de Lubrificação por
Chapinhagem

É usado em sistemas de
lubrificação
monocilíndricos, mas
não é muito comum em
motores de automóveis.

10 Prof. Jorge Nhambiu


20.2.3 Sistema de Lubrificação por
pressão
O óleo sob pressão passa através dos
eixos (cambota, comando de válvulas e
balanceiros);
A parte superior dos cilindros e dos
pistões é lubrificada pelo óleo que escapa
de furos existentes nas conexões das
bielas com os pinos dos pistões;
A parte inferior das paredes dos cilindros
e dos pistões é lubrificada pelo óleo
pulverizado de furos existentes nas
conexões da árvore de manivelas com as
bielas.

11 Prof. Jorge Nhambiu


20.3 O percurso do óleo lubrificante

O lubrificante é puxado do cárter


pela bomba, e passa pelo filtro,
onde é filtrado e distribuído para
os canais do bloco do motor e da
cabeça do motor.

Se o filtro estiver obstruído, o


lubrificante será distribuído sem a
prévia filtração.

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20.4 Componentes do Sistema de
lubrificação

Fazem Parte Do Sistema De Lubrificação:


.Cárter;

.Bomba De Óleo;

.Válvula Reguladora;

.Filtro De Óleo;

.Galerias;

.Canais De Lubrificação.

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20.4.1 O Cárter
O Cárter é a parte inferior do
motor, e é um recipiente
metálico onde fica acumulado o
óleo lubrificante. Sua função é
manter um certo nível de óleo
de modo a garantir a
lubrificação do motor. Esse
reservatório ajuda também a
arrefecer o óleo.
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20.4.2 Bomba de óleo
Empregam-se geralmente dois tipos de
bombas de óleo: a bomba de engrenagens e a
bomba de rotor. Qualquer uma delas é
normalmente accionada à partir da árvore de
Cames ou da cambota.
Quando o óleo está frio, a pressão necessária
Bomba de rotor
para impelir através das pequenas folgas dos
apoios poderá ser demasiado elevada, a ponto
de danificar as bombas. Assim, quando a
pressão é excessiva, uma válvula de descarga
existente no interior da bomba abre, a fim de
deixar passar algum óleo para o cárter.
Bomba de engrenagens
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20.4.3 Filtro de óleo
O filtro de óleo está localizado na parte externa do bloco do
motor.

Tem como função reter partículas indesejáveis visando


promover a limpeza do óleo lubrificante.

As impurezas reduzem significativamente a vida dos motores,


desta forma, os filtros devem sempre ser trocados de acordo
com a recomendação do fabricante do motor.

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20. Filtro de Óleo

17 Prof. Jorge Nhambiu


20.4.4 Canais De Lubrificação
Por meio de pequenos canais perfurados na cambota, o óleo é
conduzido aos casquilhos das bielas. Estas por sua vez, também
através de canais que ligam a cabeça ao pé da biela ou apenas uma
passagem em sua cabeça, esguicham óleo dentro do corpo do pistão
e nas paredes do cilindro. Seja qual for a forma de lubrificação do
cilindro, o anel inferior do pistão (anel raspador de óleo) “raspa” a
sua parede no movimento de descida, com o objectivo de remover
o excesso de lubrificante para não ser queimado na combustão.

18 Prof. Jorge Nhambiu


20.4.4 Canais De Lubrificação

19 Prof. Jorge Nhambiu


20.4.4 Canais De Lubrificação
1. Tubo de enchimento de óleo 12. Válvula de segurança para a
2. Bomba de combustível secção do radiador
3. Tubo de abastecimento de óleo 13. Cárter de óleo
4. Tubo de saída de óleo 14. Tubo de sucção com entrada
5. Filtro de óleo centrífugo 15. Secção do radiador da bomba
de óleo
6. Filtro de óleo
16. Secção de abastecimento da
7. Medidor de pressão de óleo
bomba de óleo
8. Válvula de desvio do filtro de
17. Válvula redutora da secção de
óleo
entrega
9. Torneira do radiador
18. Cavidade para limpeza
10. Radiadores adicional de óleo centrífugo
11. Válvula diferencial

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20.4.4 Canais De Lubrificação

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20.4.5 Sistema de Respiro (blow by)
No sistema de vedação dos pistões, quando estes não estão
devidamente ajustados, estão gastos ou quebrados, ou ainda em
regimes extremos de funcionamento, parte dos gases escapa entre
as paredes dos cilindros e pistões, aumentando a pressão do
sistema. Para resolver este problema, existe um sistema de emissão
do cárter ou de respiro, que consiste de uma mangueira que liga o
sistema ao carburador ou filtro de ar e retornando ao motor para
queima. Esta mangueira conduz os gases libertos por uma válvula
de uma via, que se abre toda a vez que a pressão dos gases do
motor aumenta acima do desejado.

22 Prof. Jorge Nhambiu


20.4.5 Sistema de Respiro

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20.4.5 Sistema de Respiro

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20.5 Óleo Lubrificante

Óleo
Lubrificante = Óleos Básicos + Aditivos

25 Prof. Jorge Nhambiu


20.5.1 Aditivos para óleos lubrificantes
 Detergentes/Dispersantes:
Mantêm em suspensão e dispersam na massa de óleo, o carbono formado
durante a combustão que é eliminado pelo esvaziamento do cárter. Mantêm as
paredes internas dos motores limpas e melhoram a limpeza das peças lubrificadas.

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20.5.1 Aditivos para óleos lubrificantes
 Antioxidantes:
 Evitam as reacções de oxidação, pois apresentam afinidade maior com o
oxigénio;
 Aumentam a vida útil do óleo e reduzem depósitos.

27 Prof. Jorge Nhambiu


20.5.1 Aditivos para óleos lubrificantes
 Antiespumantes:
 Impedem a formação de espuma, desmanchando as bolhas de ar assim que
elas atingem a superfície livre do óleo;
 Melhoram a resistência à formação de espuma.

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20.5.1 Aditivos para óleos lubrificantes
 Extrema pressão;
 Impedem a soldagem e outros danos
(arranhaduras e desgaste), sob
condições de cargas elevadas;
 Agem somente na lubrificação limite;
 Geralmente são compostos de
enxofre, cloro e fósforo, ou
combinações desses elementos;
 Reagem com o metal, formando
películas finíssimas de sulfato,
cloretos e fosfatos, aderentes ao
metal;
 Melhoram a lubrificação sob
pressões extremas.

29 Prof. Jorge Nhambiu


20.5.1 Aditivos para óleos lubrificantes
Anticorrosivos;
 Existem 2 tipos:

 A) protecção de partes metálicas da corrosão por substâncias ácidas


formadas no óleo.
 B) protecção contra corrosão atmosférica e contra humidade.

 Função – 2 fases:
 1ª - Prevenir o contacto entre o agente corrosivo e o metal (o aditivo
forma uma película impermeável sobre os metais);
 2ª - Remover do óleo os agentes de corrosão. (neutralização das
substâncias ácidas).

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20.5.1 Aditivos para óleos lubrificantes

 Aumentadores do índice de viscosidade:


 Polímeros de elevado peso molecular, longas cadeias
moleculares e altas viscosidades;

 Quanto maior a temperatura, mais as moléculas do aditivo se


distendem, aumentando a sua viscosidade e, dessa forma,
compensando o afinamento do óleo básico;

 Melhoram as características de temperatura x viscosidade.

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20.5.1 Aditivos para óleos lubrificantes

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20.5.2 Propriedades do Óleo
Lubrificante
As propriedades dos óleos lubrificantes são:
 Gravidade;
 Ponto de flash;
 Viscosidade;
 Ponto de névoa;
 Ponto de orvalho;
 Teste de resíduos de carbono;
 Teste de cinza;
 Número de precipitação.

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20.5.2 Propriedades do Óleo
Lubrificante
 A gravidade de óleo de petróleo é um valor numérico que serve como
um índice do peso de um volume medido deste produto.
 O ponto de flash de um óleo é a temperatura a qual o óleo deve ser
aquecido para emitir bastante vapor para formar uma mistura
combustível sobre a superfície que entrará m combustão
espontaneamente ou queimará quando o vapor é posto em contacto
com uma chama muito pequena.
 A Viscosidade é tecnicamente definida como a fricção fluida de um
óleo. Para tornar mais simples, é a resistência que um óleo oferece para
fluir. Os óleos são classificados tipicamente pela sua viscosidade. SAE
30 é uma reflexão da viscosidade de óleos. Quanto mais alto for o
número mais alta é a viscosidade.

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20.5.2 Propriedades do Óleo
Lubrificante
 O ponto de névoa é a temperatura à qual a separação
de cera torna-se visível em certos óleos abaixo de
condições de teste prescritas. Quando são testados tais
óleos, o ponto de névoa é ligeiramente superior ao
ponto de solidificação.
 O ponto de orvalho de um óleo é a temperatura à qual
o óleo flui sem perturbação quando frio.
 O propósito do teste de resíduos de carbono é o de
estudar as propriedades de formação de carbono de um
óleo lubrificante.

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20.5.2 Propriedades do Óleo
Lubrificante
 O teste de cinza é uma extensão do teste de resíduos
de carbono. Se um óleo novo não deixar quase nenhuma
cinza, é considerado puro. A quantidade de cinza é uma
percentagem (através do peso) do resíduo depois de
serem evaporados ou queimados todo o carbono e
materiais afim.
 O número de precipitado recomendado pelo ASTM
(Sociedade Americana de Testes e Materiais) é o número de
mililitros de precipitado formado quando 10 mL óleo
lubrificante misturado com 90 mL de nafta de petróleo sob
condições específicas depois de centrifugado.

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20.5.3 Classificação dos óleos
lubrificantes
Viscosidade

 SAE – Society of Automotive Engineers

 ISO – International Organization for Standardization

Nível de Qualidade / Desempenho

 API – American Petroleum Institute

 ACEA – Association des Constructeurs Européens d’Automobiles

 Classificações de Montadoras.

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20.5.3 Classificação dos óleos
lubrificantes
Um W numa viscosidade de um óleo significa que esta viscosidade
do óleo foi testada a uma temperatura baixa. Os óleos sem o W são
todos testados a 210° F ou 100° C que é considerada uma
aproximação da temperatura de funcionamento da máquina. Por
outras palavras, um óleo de motor SAE 30 tem a mesma
viscosidade que um 10W-30 ou 5W-30 à 210° (100° C).

A diferença reside quando a viscosidade é também testada a uma


temperatura fria.

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20.5.3 Classificação dos óleos
lubrificantes
Graus SAE para Óleos de
Motor
Classificação em Classificação
baixa temperaturas a 100°C
0W
• Óleo menos viscoso 20 • Óleo mais viscoso
• Melhor
5W • Maior proteção contra o
bombeabilidade 30
desgaste
• Melhor para partidas 10W
a frio 40 • Menor consumo de óleo
• Economia de 15W
combustível
50
• Melhor arrefecimento 20W
60
25W

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20.5.3 Classificação dos óleos
lubrificantes
Um óleo de motor 20W-50 tem o desempenho dum óleo de motor SAE
20 à temperatura fria especificada, mas tem também a viscosidade de um
SAE 50 a 210° F (100° C) que é a temperatura de operação da máquina.
Isto permite à máquina conseguir o fluxo de óleo rapidamente quando é
iniciada a exploração da mesma e esta ainda se encontra fria até que o
lubrificante aqueça o suficientemente ou já tenha ganho a pressão
suficiente no sistema. As vantagens de um baixo número de viscosidade
W são óbvias. Quanto mais rápido o óleo fluir menos desgaste terá a
máquina.

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20.5.3 Classificação dos óleos
lubrificantes
Graus SAE para Óleos de
Motor
Viscosidade

9500 cP
x
SAE 20W
SAE 50
16,3 cSt x SAE 20W/50 ?

T (oC)
-15 100

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20.5.3 Classificação dos óleos
lubrificantes
Graus SAE para Óleos de
Motor

temperatura ambiente
42 Prof. Jorge Nhambiu

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