Gibson Moreira Praça
Junho 2024
MINI CURRÍCULO ACADÊMICO
Graduado em Educação Física (2011)
Mestre em Ciências do Esporte (2014)
Doutor em Ciências do Esporte (2016)
FIFA Coach Educator (2022)
Instrutor CBF Academy (2019)
MINI CURRÍCULO PROFISSIONAL
1998
2023
https://drive.google.com/drive/folders/1yod3ME_ebJpGPlsBG85yxdOuheeAkWmL?usp=sharing
OBJETIVOS
● O que é o treinamento tático-técnico e como sistematizá-lo.
● Princípios para elaboração de tarefas de treino.
● Conceitos táticos nas diferentes fases do jogo
● Ciência na prática – aplicação de estudos no dia a dia do futebol
OBJETIVOS
PERÍODO/DIA DIA 1 DIA 2
Aula Teórica +
MANHÃ Aula Teórica Preparação tarefas
alunos
Aula Teórica + Aula Apresentações
TARDE
Prática práticas
CONTEÚDOS – DIA 1
● O jogador brasileiro
● Sistematização do treinamento tático
● Princípios para elaboração de tarefas de treino
● Como as pessoas (e os atletas de futebol) aprendem?
META
INTRODUÇÃO – O JOGADOR BRASILEIRO
“Antigamente a característica no Brasil era que se jogava futebol
na rua, o que lamentavelmente tem diminuído. Hoje o que se tem
são as escolinhas, nas quais tudo ocorre de forma organizada. Se
procura exercer influência nas crianças de forma sistemática, e
isto lamentavelmente, é um fator perturbador de seu
desenvolvimento”
Tostão.
CONCEITOS INTRODUTÓRIOS
Tática Técnica
Solução para os problemas que emergem no jogo.
Ação motora utilizada na solução do problema.
Ex.: Devo tocar para o colega A ou B? TODA
Ex.: o colega livre está longe, o passe será pelo
O que é? AÇÃO TÁTICA DEPENDE DE UM PROBLEMA
alto. TODA AÇÃO TÉCNICA EXIGE A
PARA APARECER!
PERCEPÇÃO DE UM PROBLEMA!
Capacidades táticas básicas. Princípios táticos
Quais são os Ações técnico-táticas individuais. Ações técnico-
gerais, operacionais, fundamentais e específicos.
conteúdos? táticas individuais e de grupo.
Ex: criação de linhas de passe, criação
Ex.: passe, finalização, tabela.
superioridade numérica
Como treinar? Repetição de situações problema nas quais o Repetição de situações problema nas quais o
conceito objetivado no treino é a resposta. movimento objetivado no treino é a resposta.
Praça e Greco, 2020; Praça 2023
INTRODUÇÃO – O JOGADOR BRASILEIRO
O futsal é prática regular entre crianças e adolescentes que praticam posteriormente
futebol no Brasil (Coyle, 2009)
A prática do futsal tende a tornar-se mais acessível em razão da ocupação urbana nas
principais cidades
O futsal apresenta características perceptuais e motoras que permitem transferência
para o futebol (Oppici, 2019)
Uso do futsal como ambiente de aprendizagem – para o futebol
INTRODUÇÃO – O JOGADOR BRASILEIRO
FUTSAL
Maior
facilidade no
controle da
Espaço bola
reduzido É POSSÍVEL REPRODUZIR ESTE
Maior tempo de
AMBIENTE DE APRENDIZAGEM
contato com a
DURANTE O ENSINO DO
bola FUTEBOL?
Poucos
jogadores
Tamanho da
bola menor
INTRODUÇÃO – O JOGADOR BRASILEIRO
Aprende mais quem dedica mais tempo a uma boa exercitação
(Graça e Mesquita, 2006).
ONDE HÁ MAIOR TEMPO EFETIVO DE PARTICIPAÇÃO NO JOGO?
INTRODUÇÃO – O JOGADOR BRASILEIRO
A exercitação deve ser ajustada aos objetivos de aprendizagem e a cada um dos alunos
(Graça e Mesquita, 2006).
ONDE É MAIS FÁCIL INDIVIDUALIZAR O PROCESSO DE E-A-T?
INTRODUÇÃO – O JOGADOR BRASILEIRO
Jogos com menos jogadores
aumentam o número de decisões
criativas. O jogo 11vs11, neste
estudo, não gerou NENHUMA
decisão criativa pelos jogadores.
(Caso, 2020)
INTRODUÇÃO – O JOGADOR BRASILEIRO
O jogador brasileiro precisa de
Como elaborar tarefas para
liberdade para desenvolver
desenvolver esta competência e
competências motoras e
manter nossa essência?
decisionais
COMO AS PESSOAS APRENDEM?
Aprendizagem Implícita Aprendizagem Explícita
Guiada pela busca de Guiada pela busca de um
solução pelo atleta. padrão pelo atleta.
Exploração. Repetição.
Maior retenção da Menor retenção da
aprendizagem. aprendizagem.
Aprendizagem mais lenta Aprendizagem mais rápida.
Maior eficácia da Maior eficácia na
aprendizagem em conceitos aprendizagem de conceitos
simples. complexos.
Menor consciência de Maior consciência de
aprendizagem pelo aprendizagem pelo
praticante. praticante.
(Frensch, 1998; Reber, 1992; Raab, 2003)
COMO AS PESSOAS APRENDEM?
Implícito Explícito
- Instruções + Instruções
Foco atencional Foco atencional
externo interno
Explicação sem Explicação com
resposta resposta
Raab, 2003 (produto) (processo)
Raab, Johnson, 2008
TREINAMENTO TÁTICO E SUA SISTEMATIZAÇÃO
SISTEMA DE JOGO
POSIÇÕES FUNÇÕES
ATLETA
Praça e Greco, 2020.
TREINAMENTO TÁTICO E SUA SISTEMATIZAÇÃO
Como os
jogadores
tomam
decisões?
TREINAMENTO TÁTICO E SUA SISTEMATIZAÇÃO
Treinamento tático: processo
pedagógico de construção de
oportunidades de aprendizagem,
sistematicamente direcionado à
melhoria da capacidade de tomada de
decisão do participante nos seus
diferentes níveis de rendimento no
jogo.
Praça e Greco, 2020
TREINAMENTO TÁTICO E SUA SISTEMATIZAÇÃO
Colega A
Distância
do gol Adversário C
Colega B
Impediment
Gramado o
CONHECIMENTO Sinal
Goleiro Relevante
Gol
Bola
Adversário A Placar
Adversário B
Praça e Greco, 2020.
TREINAMENTO TÁTICO E SUA SISTEMATIZAÇÃO
Informação mais
SINAL RELEVANTE fundamental para
a decisão em um
dado contexto
Praça e Greco, 2020.
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
DETERMINE OS
SINAIS
RELEVANTES
DETERMINE JOGOS
INVESTIGUE O
PROPENSOS PARA
JOGO
CADA SINAL
VERIFIQUE AS
RESPOSTAS DOS
ATLETAS
MANIPULE A
COMPLEXIDADE
DA TAREFA
EXEMPLO PRÁTICO
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
O QUE O JOGADOR DEVE OBSERVAR?
Posição corporal do defensor
PRINCÍPIO TÁTICO
FUNDAMENTAL: PENETRAÇÃO Linhas de passe curtas e longas
Existência de cobertura
defensiva
DETERMINE OS
SINAIS
RELEVANTES Teoldo et al., 2011
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
Nome: Ataque ao gol
Descrição: Na estrutura 3 vs 3, em um campo de
25x25, a equipe no ataque deve fazer gols nos gols
pequenos. Se o gol for feito em superioridade no
setor, vale 2. Se for feito em inferioridade, conta ponto
para o adversário.
Faixa etária recomendada: 13-15 anos
DETERMINE JOGOS
PROPENSOS PARA
SINAIS RELEVANTES SINAL RELEVANTE: EXISTÊNCIA DE COBERTURA DEFENSIVA
EXEMPLO PRÁTICO
Considere que seu time joga predominantemente na plataforma 1-4-2-
3-1 em organização ofensiva.
Determine um comportamento-chave para o atacante (pode ser de
perfil de mobilidade ou centralizado) e um sinal relevante que precise
ser treinado.
PROBLEMA PRÁTICO:
Quais são os
comportamentos
-chave em uma
saída sustentada
em um 1-4-2-4
PROBLEMA PRÁTICO:
Damos a mesma
importância às
ações longe e
perto da bola?
Espaço de intervenção
Espaço de ajuda mútua
Espaço de cooperação
PROBLEMA PRÁTICO:
Espaços (relativo)
0,4
0,35
0,3
0,25
Métodos (relativo) 0,2
0,15
0,1
0,05
0
Intervenção Ajuda Mútua Cooperação
Escala (relativo)
70,00%
60,00%
SEM CONFRONTAÇÃO COM CONFRONTAÇÃO 50,00%
40,00%
30,00%
20,00%
10,00%
0,00%
Até 3v3 Até 6v6 Acima 7v7
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
MANIPULAÇÃO DE CONSTRANGIMENTOS
PROGRESSÃO EM COMPLEXIDADE
SIMPLIFICAÇÃO SEM DECOMPOSIÇÃO
VARIABILIDADE
Chow, 20201
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
AMBIENTE
MANIPULAÇÃO DE CONSTRANGIMENTOS
PESSOA TAREFA
Newell, 1986. Nitsch, 2009
CONSTRANGIMENTOS
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
PESSOA AMBIENTE TAREFA
Modificar o estatuto posicional dos
jogadores
Modificar o tipo de piso. Modificar o número de jogadores.
Modificar o tipo de bola.
Modificar o status inicial em relação
Modificar o nível de umidade do Modificar o tamanho do campo.
ao nível de fadiga – física ou mental.
piso
Modificar o peso da bola.
Modificar as regras do jogo
Modificar informações disponíveis
para o jogador
Otte, 2019
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
Jogadores sob fadiga mental,
induzida pela prática de
videogames, apresentaram
queda no desempenho tático
durante o jogo.
Acesse o artigo aqui.
PESSOA
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
Excesso de demarcação no campo
torna o jogo mais simples em relação
à gestão do espaço, reduzindo a
AMBIENTE
exploração espacial e a coordenação
Acesse o artigo aqui.
interpessoal.
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
4X4 tempo 4X4 livre 5X4 tempo 5X4 livre
A pressão de tempo aumenta a
dificuldade na tomada de
decisão e jogar em
superioridade numérica não
facilitou a ação tática
Clique aqui para acessar o artigo.
TAREFA
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
PROGRESSÃO EM COMPLEXIDADE
COMO PROGREDIR A
COMPLEXIDADE DE UM JOGO?
COMPLEXIDADE DIFICULDADE
QUANTIDADE DE ACERTOS
QUANTIDADE DE
QUE O JOGADOR ALCANÇA
INFORMAÇÃO A SER
NO JOGO – NO CONTEÚDO
UTILIZADA PELO JOGADOR
DENTRO DO JOGO – EM UM
PARA REALIZAR A AÇÃO
DADO MOMENTO
Praça e Greco, 2020.
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
INFORMAÇÕES
INTERAÇÃO ENTRE
AS INFORMAÇÕES
SIMPLES
COMPLEXO
TEMPO
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
- Quantos atletas há no jogo?
Número de - Quantos elementos há no jogo?
informações
- Quanta instrução verbal é fornecida?
INFORMAÇÃO = COMPLEXIDADE
- Quais e quantas regras há?
Interação
entre as - As regras geram interação entre
informações si?
Morin, 2015
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
TAXA DE
COMPLEXIDADE = ERRO
Deve
permitir
Taxas Manipulação longitudinal
Processo de da complexidade da
moderadas
treino tarefa
de erro
Possível por
meio Permitindo
Zona de
desenvolvimento Manutenção do nível de
proximal dificuldade e taxa de
erro
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
Dificuldade
Complexidade
Idade e Experiência
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
SIMPLIFICAÇÃO SEM DECOMPOSIÇÃO
Qual das duas tarefas caracteriza-se por um contexto menos complexo,
mas ainda assim similar ao jogo formal?
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
SIMPLIFICAÇÃO SEM DECOMPOSIÇÃO
Para o treinamento TÁTICO, o sinal
relevante e o movimento associado a
ele nunca podem ser dissociados!
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
VARIABILIDADE
Quais parâmetros devem ser levados em conta para o ajuste
do movimento do chute em um jogo de futebol?
Em dois chutes, qual a probabilidade de haver uma exata
combinação destes parâmetros?
Variar é possível ou é fundamental?
PRINCÍPIOS PARA ELABORAÇÃO DE TAREFAS DE TREINO
VARIABILIDADE
Ao invés de
combater a
Repetir sem repetir
variabilidade, busque
(Clemente et al.,
provoca-la para
2022)
gerar adaptação nos
atletas!
RESUMO DO TOOLBOX DE HOJE
Enxergar o jogo longe e perto para
montar os conteúdos de treino.
Manipular a complexidade da tarefa
Usar a lógica do futsal para estimular
para ajustá-la aos atletas.
a criatividade
Manipular os constrangimentos para
garantir ênfase no conteúdo a ser
treinado.
Conhecer os sinais relevantes dos
Entender o tempo de retenção do conceitos táticos que quero treinar.
conteúdo para escolher a
aprendizagem predominante
EXEMPLO PRÁTICO
CONTEXTO A CONTEXTO B
No sábado, vamos jogar contra um
Idealmente, quero que minha equipe
adversário que bate escanteios muito
construa o jogo permitindo a progressão
curtos (primeira trave), com bolas
pelos corredores laterais, criando
rápidas. Contudo, isso só acontece
vantagem para os pontas atuarem em
quando o batedor XX está na bola (o
situações de 1v1.
batedor YY bate uma bola mais viajada,
no centro da área).
Quero ensinar os atletas a entender o
momento ideal de acelerar em ações de
Quero ensinar os atletas a ajustar o
1v1 e o momento de circular e procurar
posicionamento na área para os dois
uma melhor oportunidade.
tipos de bola.
ATÉ AMANHÃ!
CONTEÚDOS – DIA 2
● Conceitos tático-técnicos individuais
● Conceitos tático-técnicos coletivos
● Ciência na prática
Passe de apoio e circulação
Ação de passar a bola a um colega de equipe 1. Se o atleta está pressionado, então busca linhas de
desmarcado, preferencialmente no pé da
passe laterais ou atrás para reduzir a possibilidade de
frente se o colega estiver parado, ou no
espaço à frente se ele estiver em movimento, perda da bola.
para gerar vantagem na circulação da bola 2. Se o colega a receber o passe está em movimento,
ou na manutenção da posse quando há
então o passe é dado no espaço, onde espera-se que o
elevado risco de perda da bola.
colega esteja no momento em que a bola chegar até o
destino.
3. Se o colega a receber o passe está parado, então o
passe é dado no pé, preferencialmente no pé que gera
vantagem para progressão (pé da frente, por exemplo).
4. Se há concentração de defensores em um lado do
campo, então o atleta passa a bola para o corredor
lateral, gerando novas possibilidades de progressão.
Passe de Ruptura
1. Se um colega rompe a última linha e não está impedido,
ação do jogador com bola em passar a bola
para um companheiro de equipe, então o atleta com a bola dá o passe à frente para
necessariamente reduzindo o número de aproveitar vantagens às costas da defesa.
adversários entre a bola e o gol a atacar e
2. Se o colega rompe a última linha sem um defensor
criando vantagem para a progressão da bola
no campo de jogo. próximo, então o atleta dá o passe no espaço,
direcionado ao pé da frente, para facilitar o controle da
bola e a continuidade da progressão.
3. Se o colega rompe a última linha com um defensor
próximo, então o atleta com bola dá o passe no espaço,
às costas do defensor (preferencialmente do lado
contrário do giro do defensor) para aproveitar a
vantagem cinética do jogador sem bola e gerar dúvida
no defensor.
Finalização de curta distância
1. Se a assistência é dada com um passe com muita força, então a
ação do portador da bola em finalizar ao gol a
partir de uma região próxima ao gol finalização buscará apenas direcionar a bola (pouco ou nenhum
adversário. Dada a curta distância de movimento de alavanca).
finalização, há prevalência de elementos de
2. Se a assistência é dada com pouca força, então a finalização
precisão e tempo em detrimento da exigência
de amplo movimento de alavanca. demandará a condução de movimento de alavanca para
aumentar a velocidade com a qual a bola chega ao gol.
3. Se a assistência é dada com um passe de ruptura, então o
atacante mantém contato visual com a bola e com o goleiro
durante a execução da preparação para a finalização.
4. Se a assistência é dada em um passe que tem a direção do gol
adversário (por exemplo, um cruzamento de quina), então a
finalização buscará apenas modificar a trajetória da bola para
causar dúvida no goleiro durante a defesa.
Finalização de média e longa distância
1. Se o atacante com bola está em movimento de fora para
dentro e busca finalizar no canto contrário do gol (chute
ação do portador da bola de, quando fora da
cruzado), então a finalização é feita exercendo efeito de fora
grande área adversária, buscar a obtenção
do gol a partir de um chute direto em direção para dentro na bola.
ao gol adversário. 2. Se o atacante com bola está em movimento de fora para
dentro e busca finalizar no canto do gol, do mesmo lado em
que ele está, então a finalização é feita com o péito do pé,
reduzindo a curva realizada pela bola e o tempo até a bola
chegar ao gol.
3. Se o atacante percebe dificuldades do goleiro na previsão do
destino da bola em função de condições ambientais (tipo de
grama, quantidade de água no gramado, irregularidades do
piso, etc.), então realiza a finalização de forma a gerar um
quique da bola antes do alcance no objetivo.
1x1 Ofensivo - Drible
1. Se o atacante com bola está mais rápido do que o
ação do portador da bola de, em confronto defensor (vantagem cinética), então o atacante
direto contra um defensor, superá-lo por meio
do drible, gerando vantagem para a realiza o drible de longe, evitando contato para
progressão e/ou manutenção da posse de possível falta ou desarme.
bola.
2. Se o defensor está mais rápido do que o atacante
com bola, então o atacante realiza o drible
freando o movimento para reduzir a vantagem
cinética adversária.
3. Se o atacante com bola está parado antes da
realização do drible, então ele gera atração do
adversário antes de efetuar o drible (reduzir o
espaço para recuperação defensiva do defensor).
Conduzir para progredir
1. Se há corredor livre para a progressão, então o
ação do atacante com bola de, por meio de uma
atacante com bola aumenta a velocidade e
condução, progredir com a bola no campo de jogo,
aproximando a bola do gol adversário. É realizada conduz em direção àquele setor.
a partir da identificação de espaços sem 2. Se há múltiplos corredores livres para a
defensores e termina com a execução de uma condução, então o atacante com bola opta por
ação subsequente de passe drible ou finalização. aquele que gerará maior vantagem ofensiva
(proximidade do gol ou superioridade numérica,
por exemplo).
3. Se há liberdade para condução, mas com
possibilidade de aproximação de defensores,
então o atacante com bola conduz a bola mais
próxima ao corpo, reduzindo a possibilidade de
desarme.
1x1 ofensivo para proteção e manutenção da bola
ação do portador da bola de, durante uma situação
de pressão defensiva, assegurar a posse de bola
1. Se há pressão do defensor e dificuldade de progressão,
em duelos 1 vs.1, gerando possibilidade de
condução para trás, proteção da bola e passe de então o jogador com bola posiciona-se entre a bola e o
apoio. Pode ocorrer em situação de pressão frontal
defensor para impedir o desarme.
do defensor direto ou em situações de bolas
recebidas de costas para o gol a atacar, nas quais 2. Se tanto o adversário quanto o jogador com a bola se
a progressão no campo de jogo representa risco
movimentam em direção à bola (por exemplo, após um
elevado para a perda da bola adversária.
passe longo), então o jogador com bola observa sua
trajetória para ajustar o posicionamento corporal e
manter a proteção da bola.
3. Se o jogador com bola está próximo à linha de fundo e
há velocidade na bola para chegar até lá, então ele
mantém a proteção da bola para reiniciar a ação
ofensiva em um tiro de meta.
Domínio orientado e ajuste corporal ofensivo
1. Se a intenção do atleta com bola é progredir em
ação de receber a bola orientando a direção profundidade, então deve-se orientar o corpo lateralmente e
da bola para a próxima intenção, seja ela dominar a bola com o lado interno do pé de fora.
progredir, reter a posse, lateralizar o jogo,
2. Se a intenção do atleta é progredir em diagonal, então deve-
finalizar, etc.
se orientar o corpo diagonalmente e dominar a bola com o
lado interno/externo do pé de dentro.
3. Se a intenção do atleta for retirar a bola de uma região de
pressão e gerar manutenção da posse, então deve-se
posicionar o corpo entre a bola e o adversário antes do
domínio.
4. Se a posição (ângulo) da bola muda após uma circulação,
deve-se então ajustar o ângulo corporal para manter
posição mais vantajosa.
Fixação com bola
1. Se o marcador tem a possibilidade de interceptar um passe,
ação de atração dos defensores adversários
enquanto se está com a posse da bola. então o atleta conduz em direção a ele para reduzir a
Busca-se atrair a atenção e gerar salto do possibilidade de que ele mantenha contato visual com o
defensor adversário, visando criar espaços
nas costas da pressão ou criar vantagem no destino do passe.
setor. 2. Se um defensor temporiza a ação e não ataca o portador da
bola, então o atleta reduz a velocidade de condução para
gerar atração (salto).
3. Se o atacante com a bola tem possibilidade de progressão
por passe em distâncias longas (cruzamento ou passe
longo), então ele mantém direção corporal e contato visual
com linhas de passe longas para gerar atração dos
defensores distantes e causar descompactação.
Desmarque de apoio
Ação do atacante sem bola de se aproximar
do portador da bola, criando linha de passe 1. Se há pressão do adversário no colega de equipe com a bola,
que ofereça, dentro do centro de jogo, exigindo que ele esteja de costas para o gol a atacar, então o
oportunidades de manutenção da bola ou
atacante se movimenta por trás procurando dar apoio para a
progressão e facilite a execução de ações
táticas de grupo (tabelas, triangulações, etc.). manutenção da bola.
2. Se o colega de equipe está pressionado, mas consegue se
posicionar de frente para o gol a atacar, então o atacante sem
bola busca criar linhas de passe laterais ou à frente, próximas
ao portador da bola, para facilitar ações táticas de grupo.
3. Se o colega de equipe não está pressionado, então o atacante
sem bola cria linhas de passe nos intervalos, sempre à frente
da bola.
Desmarque de Ruptura
ação do atacante sem bola de criar linhas de 1. Se o portador da bola está com bola descoberta, então o
passe em profundidade, às costas da última linha atacante sem bola ataca o espaço mesmo que não vá
defensiva, ampliando a profundidade da equipe e
receber para gerar descompactação.
gerando descompactação adversária. A realização
2. Se estou no corredor lateral e já próximo à última linha
deste conceito consiste em movimentações com
adversária, então o atacante sem bola se movimenta
trocas de direção e velocidade.
paralelamente à linha e mudo de direção no momento do
passe para não entrar em posição de impedimento (corte
em L).
3. Se o atacante sem bola está no corredor lateral, mas
relativamente distante da última linha, então ele realiza
corrida em diagonal, de fora pra dentro, para receber o
passe em posição mais vantajosa e com vantagem cinética.
Fixação sem Bola
ação de atrair a atenção dos defensores 1. Se o atacante sem bola observa uma inferioridade
adversários quando se está no ataque sem a numérica no setor, então se posiciona entre os
posse. Busca-se modificar com a posição do
adversário e atrair sua atenção, visando criar dois defensores para fixar ambos.
espaços para outros atletas (por exemplo, 2. Se o atacante sem bola deseja levar o defensor
para um passe de infiltração realizado pelo
atacante com bola). para uma determinada zona do campo, então se
desloco à frente dele para atrai-lo durante a sua
movimentação.
3. Se o atacante sem bola quer fixar o defensor em
uma determinada zona do campo, evitando sua
movimentação, então se posiciono próximo ao
campo visual dele, distante da posição que quero
liberar para o colega de equipe.
Mapeamento
1. Se o atacante sem bola irá receber um passe, então
ação dos jogadores sem bola de, por meio de
movimentos de pescoço, observarem mapeia antes da saída da bola para entender o
situações de jogo que fogem do campo visual posicionamento no espaço (mapeamento precoce).
imediato para facilitar a decisão subsequente.
2. Se o passe já foi dado na direção de um determinado
atacante, então ele mapeia imediatamente antes de
receber a bola para decidir a ação subsequente
(mapeamento duradouro).
3. Se um atacante sem bola está próximo ao corredor
central, então mapeia inicialmente o lado com maior
probabilidade de progressão e maior risco (local com
maior área de campo disponível).
Ganho de Intervalo
1. Se há espaço entre as linhas adversárias, então o
Regulação da distância do atacante sem bola atacante se posiciona entre as duas linhas para
para os defensores imediatos, incluindo gerar dúvida no responsável pelo salto.
intervalos (espaços) dentro da linha e entre
as linhas adversárias. 2. Se não há encaixe individual no corredor central,
então o atacante sem bola se posiciona às costas
da primeira linha de defesa para reduzir o contato
visual e dificultar a aproximação.
3. Se o atacante sem bola se encontra já dentro da
linha adversária (por exemplo, trata-se de um
atacante), então ele busca o intervalo (por
exemplo, entre zagueiro e lateral) para gerar
dúvidas no encaixe individual.
1x1 defensivo para roubada de bola e desarme
1. Se o atacante com bola adianta a bola em relação
ação do defensor que marca o atacante com ao corpo, então o defensor ataca a bola para
bola de, no duelo 1 vs. 1, assegurar a posse
da bola a partir de um desarme. recuperá-la.
2. Se o atacante com bola possui vantagem para
obtenção da progressão por passe ou chute,
então o defensor se posiciona entre a bola e o
alvo para impedir a progressão.
3. Se o atacante irá receber a bola pelo alto, então o
defensor utiliza os braços e o tronco para ganhar
vantagem espacial, sem cometer falta, e
aumentar a probabilidade de vitória no duelo.
Abordagem e direcionamento defensivo
ação do marcador do jogador com bola na 1. Se o defensor está no corredor lateral e no último terço,
indução da movimentação do atacante com então se posiciona entre a bola e o gol, em diagonal, e
bola para regiões de interesse da defesa e/ou
zonas de menor risco no campo, permitindo induz o fundo.
inclusive a possibilidade de desarme direto. 2. Se o defensor está no corredor central, então se
posiciono entre a bola e o gol, levemente à diagonal
liberando ângulos para o lado do pé não dominante.
3. Se o defensor distante do gol a defender e no corredor
lateral, então se posiciona no sentido de impedir passes
de retorno ou progressão para setores de maior risco,
direcionando o adversário para setores com maior
probabilidade de coberturas curtas.
Ajuste e Reajuste corporal defensivo
1. Se a bola é girada de um lado para o outro do campo,
então o defensor ajusta a posição corporal de forma a
movimentos contínuos de ajustes e reajustes
corporais para obter ou aproveitar vantagem manter sempre contato visual com a bola e a maior parte
para a sequência do processo defensivo. dos adversários.
2. Se há risco de lançamento longo e o defensor está na
última linha de defesa, então ele gira o tronco
antecipadamente para reduzir o tempo gasto na corrida
até a bola após o lançamento e aumentar a chance de
roubada de bola.
3. Se a equipe adversária, em posse da bola, possui pouco
risco de progressão, então o defensor ajusta o
posicionamento corporal para correr para a frente.
Temporização e atraso do ataque
1. Se há inferioridade numérica defensiva e risco de ataque
ação de atrasar o ataque adversário em uma
situação de progressão no campo de jogo em do adversário ao nosso gol, então o defensor temporiza e
inferioridade numérica defensiva, permitindo evito situações de 1 vs. 1 desvantajosas.
que outros defensores se juntem à disputa da
bola e gerando dúvida no atacante com bola 2. Se o adversário possui um colega de equipe em posição
sobre a melhor alternativa para progressão. vantajosa para receber um passe, então o defensor
temporiza o atacante, buscando dividir atenção entre o
atacante com bola e o atacante sem bola.
3. Se o adversário não possui um colega de equipe em
situação vantajosa para receber um passe, então o
defensor temporiza o atacante buscando fechar a região
mais perigosa do campo – o meio ou a perna dominante
do adversário.
PRINCÍPIOS TÁTICOS
Capacidades Elementos básicos de decisão nos JEC
Táticas (Greco e Benda, 1998)
Básicas
Princípios
Táticos Elementos básicos da decisão no futebol
Fundamentais (Teoldo et al., 2011)
Princípios
Táticos Elementos decisionais que caracterizam
Específicos um modelo de jogo (Silva, 2008; Praça e
Greco, 2020)
Aspectos Ajustes nos gatilhos decisionais em função
Estratégicos de características específicas de um jogo
Situacionais
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização ofensiva
Criação de vantagens posicionais
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Progredir no campo de jogo através de passes que tenham
como destino companheiros bem localizados para ultrapassar
as linhas de defesa do adversários. Manutenção de boas
relações entre os companheiros, havendo sempre opções de
passe próximas ao portador da bola. Manter boa amplitude e
profundidade da equipe, a fim de interferir na compactação
defensiva da equipe adversária. Criar situações de
superioridade numérica (ex.: 2x1 no corredor lateral),
posicional (atleta de frente para o gol vs adversário de costas
para o gol) ou qualitativa (jogador veloz vs defensor lento).
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização ofensiva
Mobilidade posicional
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Gerar desarranjos estruturais na organização defensiva
da equipe adversária através da dúvida imposta pela
variação posicional. Obter vantagem (numérica,
posicional ou qualitativa) através da troca de posições.
Explorar a capacidade dos jogadores da equipe de
realizar determinadas ações em zonas do campo mais
favoráveis.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização ofensiva
Alternância de ritmo e velocidade
COMPORTAMENTOS-CHAVE
De acordo com a estratégia adotada, tirar proveito dos
desarranjos estruturais do adversário ocasionados pela
transmissão da bola em alta velocidade. Por outro lado,
conseguir atrair o adversário e atacar os espaços
ocasionados pela subida deste no campo de jogo.
PROF. DR. GIBSON MOREIRA PRAÇA
Treinamento Tático
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização ofensiva
Ampliação do Espaço Efetivo de Jogo
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Aumentar a área a ser coberta pelo adversário, facilitando
a manutenção da posse de bola e a exploração dos
espaços dentro do EJE. Ter sempre atletas explorando os
espaços em amplitude e profundidade, ampliando assim
os espaços na estrutura defensiva do adversário.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização ofensiva
Circulação da Bola
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Conservar da posse de bola, mantendo a equipe em
organização ofensiva. Utilizar da variação de corredores
como forma de desequilibrar o sistema defensivo
adversário. Progredir no campo de jogo, aproximando-se
da meta adversária. Gerar desarranjos estruturais na
organização defensiva do adversário através de passes
ou condução.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização ofensiva
Ocupação das zonas de finalização
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Ter os atletas ocupando as zonas de finalizações
predefinidas. Conseguir finalizar com menor chance de
intervenção do defensor adversário.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização ofensiva
Linhas de passe curtas e longas
COMPORTAMENTOS-CHAVE
De acordo com a estratégia adotada, tirar proveito dos
desarranjos estruturais do adversário ocasionados pela
transmissão da bola em alta velocidade. Por outro lado,
conseguir atrair o adversário e atacar os espaços
ocasionados pela subida deste no campo de jogo.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição ofensiva
Retirada da bola do centro de pressão
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Manter a posse da bola após recuperá-la, vencendo a
pressão pós perda do adversário. Progredir com a bola,
preferencialmente por um corredor diferente de onde ela
foi recuperada.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição ofensiva
Progressão com bola
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Ganhar metros de campo através da condução em
velocidade. Conduzir a bola até zonas de maior interesse,
como o corredor central. Criar vantagens numéricas e
posicionais através da condução.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição ofensiva
Lateralização do jogo
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Manutenção da posse de bola logo após a retomada
desta. Número consideravelmente maior de passes
laterais em comparação a passes em progressão, após a
recuperação da bola.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição ofensiva
Aproveitamento dos desarranjos
posicionais
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Conseguir acessar os espaços às costas da defesa
adversária logo após a roubada de bola. Ter uma
mudança rápida de comportamento, com o portador da
bola preparado para executar o passe em profundidade e
jogadores projetando-se no espaço às costas da defesa
adversária.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição ofensiva
Densidade ofensiva e balanço ofensivo
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Evitar grandes desigualdades numéricas em todos os
setores do campo. Evitar que o adversário ataque com
muitos jogadores. Explorar situações de contra ataque
com jogadores já posicionados à frente no campo de
jogo.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Definição do Tipo de Marcação
INDIVIDUAL INDIVIDUAL POR SETOR ZONAL/COLETIVA
Referência de deslocamento:
Referência de deslocamento:
Referência de deslocamento:
POSIÇÃO DA BOLA, POSIÇÃO DOS
ADVERSÁRIO DIRETO NO SETOR E ADVERSÁRIOS – INDEPENDENTE DO
ADVERSÁRIO DIRETO
POSIÇÃO DA BOLA SETOR – POSIÇÃO DOS COLEGAS DE
EQUIPE
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Flutuação
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Manter boa distância entre os jogadores de um mesmo
setor. Evitar que a equipe adversária execute passes
dentro do seu bloco defensivo.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Troca de marcação
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Possuir sempre uma marcação mais individualizada,
porém sem afetar tanto a organização estrutural da
equipe. Ter sempre um defensor próximo aos jogadores
adversários dentro de seu setor.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Direcionamento do adversário para
zonas de interesse
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Fazer com que o adversário opte pelas zonas de menor
risco pré-determinadas, impedindo que o adversário
obtenha vantagens a partir daí. Conseguir um bom
número de roubadas de bola nestas zonas.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Proteção do eixo central do campo
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Baixo número de passes trocados pelo adversário no eixo
central do campo. Manter uma boa relação entre os
jogadores de uma mesma linha defensiva.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Bola coberta e descoberta
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Sincronização entre a cobertura da bola e a subida da
última linha (quanto tempo a equipe leva para perceber a
chance de subir a linha?). Sincronização entrelinhas a
partir da possibilidade de subida ou da necessidade de
descida da última linha (o time avança/recua como uma
unidade?
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Definição da altura do bloco
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Movimentação coordenada entre os setores durante o
ajuste da altura do bloco; adequação da altura do bloco
às características da organização ofensiva adversária;
mudança atitudinal dos jogadores conforme o ajuste na
altura do bloco.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Redução do Espaço Efetivo de Jogo
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Manutenção de boas distâncias entre os jogadores de um
mesmo setor e entre os setores durante todo o momento
defensivo, independente da altura no campo ou corredor
do campo. Obter baixo número de passes do adversário
trocados dentro do EJE da equipe.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Coberturas curtas e longas
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Manter boa compactação entre as linhas defensivas.
Evitar situações de 1x1 defensivo. Obter bom número de
roubadas de bola após um primeiro drible sofrido.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – organização defensiva
Proteção da área
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Ter um número baixo de finalizações do adversário dentro
da própria área. Conseguir bom número de rebatidas ou
recuperações de bola dentro da própria área.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição defensiva
Mudança atitudinal
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Capacidade da equipe em rapidamente pressionar o
portador da bola; reorganização imediata das linhas de
defesa; dificuldade da equipe adversária em progredir no
campo de jogo após a recuperação da posse de bola.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição defensiva
Pressão ao portador da bola
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Rápida recuperação da posse de bola; portador da bola
possuir apenas linhas de passe para trás (figura acima);
direcionamento do ataque para as beiradas; redução das
ações de transição com progressão.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição defensiva
Retardo do ataque
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Reorganização das linhas de defesa após a
temporização; limitação das possibilidades de progressão
pelo meio; direcionamento do portador da bola para as
beiradas do campo de jogo.
PRINCÍPIOS TÁTICOS – transição defensiva
Proteção do próprio campo e do alvo
COMPORTAMENTOS-CHAVE
Criação de superioridade numérica no campo de defesa
(quando a transição se dá no campo de ataque); criação
de superioridade numérica na frente do próprio gol
(quando a transição se dá no campo de defesa).
CIÊNCIA NA PRÁTICA
Jogadores centrais e
periféricos aumentaram o
percentual de acerto nos
passes. Jogadores centrais
também aumentaram o
volume total de passes ao
longo dos anos.
CIÊNCIA NA PRÁTICA
Houve aumento na
velocidade da bola e no
número de passes/min de
1966 para 2010.
CIÊNCIA NA PRÁTICA
70.000
60.000 *
50.000 *
40.000
30.000
20.000
10.000
0
Progression Progression Progression Final third Final third Final third
phase height phase length phase width phase height phase length phase width
Winning Losing
Variables entered in the model B Std error Beta t sig r² r² change
-
Final Third Phase Width -0.335 0.071 0.389 -4.696 <0.001 0.118 0.127
Completed Line Breaks 0.059 0.010 0.716 5.808 <0.001 0.234 0.123
Movements to receive – -
Progression phase in between -0.083 0.021 0.491 -.3995 <0.001 0.338 0.109
CIÊNCIA NA PRÁTICA
Variables entered in the model B Std error Beta t sig r² r² change
≤.0001
Possession action/ defensive action 0.410 0.079 0.582 5.164 0.067 0.067
≤.0001
Forced Turnovers 0.076 0.018 0.446 4.105 0.178 0.111
Out-of-possession recovery -34.145 11.443 -0.279 -2.984 0.004 0.249 0.071
CIÊNCIA NA PRÁTICA
Jogar fora de casa aumenta
a exploração espacial e
reduz a ocupação do campo
em largura (circulação).
Diferenças entre casa e fora
são maiores em atletas
menos experientes.
CIÊNCIA NA PRÁTICA
A exploração espacial é
reduzida no segundo tempo,
ainda que o time consiga
manter o “desenho” (padrão
de ocupação especial
similar).
Maior previsibilidade das
ações e potencialmente maior
dificuldade em criar
oportunidades de
progressão.
TAREFA
● Reunir os grupos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8.
● Dentro de cada um dos quatro grupos, criar uma atividade para o ensino de conceito tático-
técnico individual:
● 1- Desmarque de apoio; 2- Passe de ruptura; 3- Passe de apoio e circulação; 4- Finalização de
curta distância; 5- Abordagem e direcionamento def; 6- Temporização e atraso do ataque; 7-
Mapeamento; 8- 1x1 para drible e progressão.
● Determinar o sinal relevante a ser treinado com aquela atividade – frase SE .... ENTÃO....
● Realizar a atividade com o restante da turma – duração máxima por grupo: 15 minutos.
TAREFA
● Cada grupo dará o feedback a um grupo que realizou a atividade.
● O feedback será sucinto, limitado a 2 minutos por grupo, e deve apresentar:
● UM PONTO POSITIVO DO TRABALHO
● UM PONTO DE DESENVOLVIMENTO DO TRABALHO, COM FOCO EM COMO MELHORÁ-LO.
● Exemplo:
● Consideramos que o grupo participou de forma muito efetiva no fornecimento de
instruções aos atletas, mas paralisou demais as atividades, o que reduziu o tempo de
exercitação. Recomendamos, no futuro, planejar momentos no treino para intervenção
(intervalos para água, por exemplo).
TAKE HOME MESSAGE
Treinamento tático implica treinar o atleta
para decidir face aos problemas que
emergem no jogo, o que é diferente de
fornecer respostas para o atleta apenas
executá-las!
Elabore tarefas representativas, com
percepção-ação acopladas.
Sempre liste os sinais relevantes a serem
trabalhados.
Não abra mão de um efetivo controle e
planejamento do treino.
RECOMENDAÇÃO
PROF. DR. GIBSON MOREIRA PRAÇA
Treinamento Tático
RECOMENDAÇÃO
RECOMENDAÇÃO
Gibson Moreira Praça
Departamento de Esportes
Centro de Estudos em Cognição e Ação
UFMG Soccer Science Center
EEFFTO/UFMG
[email protected] @gibsonmoreira Gibson Moreira Praça
Gibson_Praca
Gibson Moreira Praça
Jogar futebol é muito simples, mas jogar futebol simples é a coisa mais
difícil que há. Johan Cruyff