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Cuidados Pós-Cirurgia de Tornozelo

Fratura

Enviado por

Fernanda Damasio
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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CIRURGIA

FRATURA DO
TORNOZELO
Recomendações Pós-Operatórias
Esta área é destinada ao paciente, onde é explicado de
forma minuciosa os pós-operatórios e suas recomendações
após a realização das cirurgias no pé e tornozelo. Todas
essas recomendações devem ser discutidas
exaustivamente no consultório, mas caso o paciente queira
revisá-las ou relembrá-las, elas estarão disponíveis aqui.

PISAR
Pode pisar com o pé operado
após 30 dias da cirurgia, mas
APENAS com o
IMOBILIZADOR DE
TORNOZELO CANO LONGO.

Clique para assistir ao vídeo de como


utilizar o imobilizador de tornozelo

Onde comprar:
[Link]
Clique para falar via Whatsapp
Importante: É o médico quem faz essas
concessões mediante o acompanhamento
no consultório com exame físico e
radiografias (RX).

OBS:
Alguns ortopedistas liberam o paciente pra
pisar imediatamente após a cirurgia, mas
eles apresentam índices mais elevados de
complicações, como a perda parcial ou total
da correção. Isso pode ocorrer, pois os
parafusos não conseguem sustentar o todo
o peso do corpo no osso osteoporótico
(qualidade ruim). É mais prudente esperar a
formação de um calo ósseo inicial (após os
30 dias) para liberar para pisar.
IMOBILIZAÇÃO
Utiliza-se o IMOBILIZADOR DE TORNOZELO
CANO LONGO por um período de 45 dias.
Após esse período, o imobilizador é retirado
e o paciente é liberado para pisar com
calçado confortável. Autorizado para dirigir,
iniciam-se as sessões de fisioterapia motora
e as atividades físicas de baixo impacto.

OBS:
Após 30 dias, o paciente pode ser liberado
para dormir sem a imobilização, mas deverá
utilizá-la durante o dia e sempre que for
andar pisando com o pé operado.

Importante: É o médico quem faz essas


liberações mediante o acompanhamento
no consultório com exame físico e
radiografias (RX).
ATIVIDADES FÍSICAS
Baixo Impacto:
Bicicleta, elíptico, musculação,
hidroginástica, natação e pilates.
Liberadas após 6 semanas, dependendo da
evolução do paciente.

Alto Impacto:
Caminhadas, corridas, treino funcional,
crossfit, dança e atividades esportivas.
Liberadas após 10 semanas, dependendo
da evolução do paciente.
Dicas para saber se sua cirurgia
está indo bem e quando deve se
preocupar

DOR E ANALGESIA
0 – 24h – No intra-operatório, bloqueios
analgésicos são realizados para alívio da dor
na parte de trás do joelho ou diretamente
no local da cirurgia e a dor costuma não ser
tão intensa.

2° ao 7° dia - As dores costumam se


intensificar, por isso deixamos várias
medicações analgésicas de rotina que
podem variar de acordo com o perfil do
paciente (alergias, intolerâncias e doenças
associadas).
Importante: Anti-inflamatório + Analgésico
Opióide + Analgésico comum (listados abaixo
os mais utilizados pelo Dr. Rafael Botelho).

Anti-Inflamatórios (AINEs)
Flancox 500mg Tomar 1 comprimido via oral
de 12/12h por 7 dias OU
Alginac Retard Tomar 1 comprimido via oral
1x /dia por 7 dias OU
Hetori 90mg Tomar 1 comprimido via oral
1x/dia por 7 dias.

Analgésicos Opióides
Codeína + Paracetamol 30/500mg (PACO,
Codex, Tylex) – todos eles são marcas
diferentes da mesma medicação). Tomar 1
comprimido de 6/6horas por 7 dias. Após esse
período, a dose deve ser reduzida, sendo
administrada apenas se o paciente sentir dor e
no intervalo ATÉ de 6/6horas.
OU
Tramadol 50mg (Tramal 50mg Retard ou
Tramadon 50mg) - Tomar 1 comprimido de
6/6horas por 7 dias. Após esse período, a dose
deve ser reduzida, sendo administrada
apenas se o paciente sentir dor e no intervalo
ATÉ de 6/6horas.
OU
Tramadol 100mg (Tamadon Retard, Tramal
Retard) – todos eles são marcas diferentes da
mesma medicação). Tomar 1 comprimido de
12/12horas por 7 dias. Após esse período, a
dose deve ser reduzida, sendo administrada
apenas se o paciente sentir dor e no intervalo
ATÉ de 12/12horas.

Analgésicos Comuns
Dipirona 1g (Lisador Dip 1g ou Novalgina 1g)
– todos eles são marcas diferentes da mesma
medicação). Tomar 1 comprimido de 6/6
horas por 7 dias. Após esse período, a dose
deve ser reduzida, sendo administrada
apenas se o paciente sentir dor e no intervalo
ATÉ de 6/6 horas.
8° - 45° dia - É normal sentir dor (tipo
pontadas, latejantes, lancinantes, choques,
formigamentos, queimação, dentre outras).
Essas dores vão reduzindo
progressivamente no decorrer do
tratamento.
Importante: Podem ser utilizadas
medicações, gelo e elevação do membro
para alívio.

45° - 90° dia OU após o início da fisioterapia


motora OU após andar apoiando o
membro operado - A dor costuma regredir
de forma mais rápida e perceptível (pode
ocorrer leve piora transitória com a
manipulação inicial do membro).

Até 6 – 12 meses – Costuma não ter dor,


mas incômodos podem retornar
transitoriamente, sem necessariamente
estar ocorrendo algo de errado na cirurgia.
Quando procurar o médico com urgência,
devido à dor

Aumento acentuado e progressivo dessas


dores no decorrer dos dias, mesmo em
repouso, principalmente se associado ao
inchaço, vermelhidão, calor local ou
alterações no aspecto da ferida operatória,
como drenagem de secreção ou abertura da
ferida.

Importante: Caso não consiga contato com


o médico, deve procurar a emergência do
hospital que operou.
EDEMA (INCHAÇO)

0 – 15° dia - Está presente de forma mais


acentuada e constante, associado a dor e
leve vermelhidão local.

15° – 45° dia - Está presente e costuma


regredir progressivamente nesse período.

45° – 90° dia ou após o início da fisioterapia


motora ou após andar apoiando o membro
operado - Costuma regredir de forma mais
rápida e perceptível (pode ocorrer leve
piora transitória com a manipulação inicial
do membro).

Até 6 – 12 meses: Pode permanecer algum


grau de inchaço residual.
Como melhorar o inchaço no pós-operatório
Manter o membro elevado, principalmente nas
primeiras 2 semanas da cirurgia. Andar conforme
orientação médica.

Importante: Evitar andar demasiadamente nos


primeiros dias de liberação - Pode piorar o inchaço
transitoriamente.
Meias elásticas compressivas de média compressão.
Sempre com recomendação médica. Retirá-las ao
deitar, dormir e tomar banho.

Quando procurar o médico com urgência,


devido ao inchaço
Aumento acentuado e progressivo do inchaço, no
decorrer dos dias, mesmo em repouso e com a
manutenção do membro elevado, principalmente se
associado ao início de dor na panturrilha ou retorno
das dores de forte intensidade na região operada,
vermelhidão, calor local ou alterações no aspecto da
ferida operatória, como drenagem de secreção ou
abertura da ferida.

Importante: Caso não consiga contato com o


médico, deve procurar a emergência do hospital que
operou.
FERIDA OPERATÓRIA

Antibióticos Profiláticos (1° semana) -


Reduz as chances de infecções superficiais
de pele – É normal a ferida operatória ficar
avermelhada e o curativo sujar nos
primeiros dias.

Cefalexina 500mg – Tomar 2


comprimidos via oral de 12/12h por 7 dias
OU
Amoxicilina-Clavulonato 875/125mg –
Tomar 1 comprimido via oral de 12/12h por
7 dias.

Importante: Sempre prescrito pelo médico.


TROCA DE CURATIVO

O que fazer e o que NÃO fazer:

Primeiro Curativo (realizado no centro


cirúrgico):

1) Mantê-lo fechado até o primeiro retorno


com o médico.

2) Protegê-lo para NÃO molhar durante o


banho, utilizando sacos plásticos e
esparadrapo.

3) Caso suje de sangue ou molhe – Abrir o


curativo, lavar a ferida APENAS com soro
fisiológico, enxugar com gazes secas (NÃO
deixar a ferida úmida) e refazê-lo com gaze
e crepom (não precisa ser tão volumoso
quanto o primeiro e pode ser feito em casa).
4) Após a primeira troca, o curativo deve ser
trocado diariamente ou, no máximo, de 2/2
dias.

5) NÃO lavar a ferida com água corrente e


NÃO utilizar sabão, detergentes ou
antisséptico nesse processo.

6) NÃO aplicar na ferida pomadas ou sprays,


como rifocina, sem solicitação médica.

Clique para assistir ao vídeo de como


realizar a troca dos curativos

Pontos de sutura
Retirados entre a segunda e a terceira
semana – 14 a 21 dias a depender da idade
e do potencial de cicatrização de cada
paciente. Mais jovens – 14° dia. Mais velhos – 21° dia.
Quando procurar o médico com urgência,
devido à ferida operatória

Alterações grosseiras no aspecto da ferida


operatória, como drenagem volumosa de
secreção, abertura parcial ou total ferida.

Importante: Caso não consiga contato com


o médico, deve procurar a emergência do
hospital que operou.

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