ANTIDEPRESSIVO
EVOLUÇÃO DOS ANTIDEPRESSIVOS
Antidepressivos são medicações recentes.
Surgimento a partir de medicamentos para tratamento de tuberculose.
Psicofarmacologia.
Psicofarmacologia da depressão.
Evolução com diminuição significativa dos efeitos adversos.
Atualmente os antidepressivos, preferencialmente, são classificados em função da ação
farmacológica.
EVOLUÇÃO
Alguns medicamentos surgidos na década de 60 estão até hoje no mercado. Destaque
para a década de 80 e o lançamento do Prozac (Fluoxetina), inibidor da recaptação de serotonina, que alterou
significativamente o cenário dos antidepressivos. A partir da década de 80, observa-se o aumento de
pesquisas da área.
Na história da indústria, os antidepressivos surgiram como resposta aos índices de depressão e ansiedade da
população. Observando os números comparativos da década de 50, 80 e 2020, percebe-se que houve um
aumento dos casos de depressão e ansiedade, indicando a evolução dessas doenças.
Este fato motivou pesquisas na área e o desenvolvimento de novos fármacos.
As causas da depressão ainda estão sendo investigadas. A teoria das monoaminas, carência de algum
neurotransmissor, é uma das vertentes atuais. Fatores ambientais também já foram identificados. Inibidores
seletivos da recaptação de serotonina são atualmente os medicamentos de primeira escolha nos protocolos de
tratamento.
USOS DOS ANTIDEPRESSIVOS
Depressão.
Quadros de ansiedade.
TEPT, TOC, somatizações e conversões.
Transtorno de personalidade.
Agitação na demência.
Autismo e retardo mental.
Dores crônicas e fibromialgia.
Tratamento de cefaleias (enxaqueca).
Cessação de tabagismo (bupropiona).
DEPRESSÃO É UMA DOENÇA MULTIFATORIAL
Os neurotransmissores atuam nos fatores biológicos e genéticos. Os fatores ambientais podem ocasionar
quadros de ansiedade que podem resultar em somatização. A interação de todos esses fatores caracteriza a
doença multifatorial.
HIPÓTESE MONOAMINÉRGICA DA DEPRESSÃO
Serotonina, noradrenalina e dopamina estão no grupo das monoaminas, daí o nome da teoria.
Essa teoria propõe que a depressão seja consequência de uma menor disponibilidade de aminas biogênicas
cerebrais, em particular de serotonina, noradrenalina e/ou dopamina.
Essa teoria relaciona a depressão com um desequilíbrio em pelo menos um desses neurotransmissores. O
medicamento atua aumentando os níveis dos neurotransmissores na fenda sináptica, melhorando a
transmissão da informação. O organismo continua sendo o responsável pela produção do neurotransmissor.
O medicamento só aumenta os níveis.
Palavra-chave – a hipótese monoaminérgica será a responsável pelo desenvolvimento de fármacos a partir
da década de 60. A partir da década de 80 há um foco maior na produção de serotonina a partir do
triptofano.
TRANSTORNOS MENTAIS
A ansiedade é uma doença que progride para outros transtornos que podem ocasionar até a depressão. Os
fármacos inibidores seletivos da recaptação de serotonina são úteis
para tratamento de ansiedade e depressão, por isso são os de primeira escolha nos protocolos médicos.
PSICOFARMACOLOGIA
Brasil – prevalência de transtornos mentais: 18,5%
Transtornos de ansiedade;
Transtornos do sono;
Transtornos depressivos;
Transtornos psicóticos;
O sono de qualidade é fundamental para o equilíbrio emocional e para a retenção das informações e
memória, ou seja, retenção do conteúdo estudado, além da regeneração celular. O córtex cerebral precisa de
sono adequado, para não gerar ansiedade e depressão. A ausência de sono também altera os níveis de
cortisol, que é um dos fatores geradores de ansiedade.
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
O Brasil sofre uma epidemia de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde
(OMS), o País tem o maior número de pessoas ansiosas do mundo: 18,6 milhões de brasileiros (9,3%
da população) convivem com o transtorno.
Ansiedade: emoção humana universal, intimamente aliada ao medo e, com frequência cumprindo
propósitos psicobiologicamente adaptativos.
É um sintoma fundamental de muitos distúrbios psiquiátricos e um componente de muitas condições
clínicas e cirúrgicas.
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE – CLASSIFICAÇÃO
Transtorno de Ansiedade Generalizada – TAG.
Transtorno de Pânico.
Transtorno Obsessivo-Compulsivo – TOC.
Transtorno de Estresse Pós Traumático – TEPT.
homeostasia é impactada.
TRANSTORNOS DE ANSIEDADE
Prevalência: 12%.
Transtorno de Ansiedade Generalizada –TAG – 6,5%.
Predomínio sexo feminino (questão hormonal contribui).
Surgimento após 25 anos.
TRANSTORNOS DO SONO
Insônia.
Incapacidade de iniciar ou manter o sono.
Sono de má qualidade.
Fadiga ou baixo rendimento (trabalho, estudo, libido, prazer em viver).
Depressão
Alteração do humor – tristeza, choro. (dopamina, cortisol, dieta com triptofano impactam aqui). O
ciclo circadiano (sono regulado) é importante aqui, para a produção de melatonina.
Incapacidade de sentir prazer (anedonia). A ajuda profissional psiquiátrica é essencial.
Desvalia ou culpa.
Fadiga, perda de energia, distúrbio do sono, apetite.
Pensamento de morte.
Quais são as perturbações mentais comuns?
O que é a depressão?
A designação “perturbações mentais comuns” refere-se a duas categorias principais de diagnóstico:
perturbações depressivas e perturbações de ansiedade.
São altamente prevalentes na população (daí o serem consideradas “comuns”) e com impacto sobre o
humor ou os sentimentos das pessoas afetadas; os sintomas variam quanto à gravidade (de ligeiros a
graves) e duração (de meses a anos).
Essas perturbações são condições de saúde diagnosticáveis e distintas de sentimentos de tristeza,
tensão ou medo que qualquer pessoa pode experimentar de vez em quando ao longo da vida.
OMS
Para a OMS (2017), o total de pessoas com depressão a nível mundial foi estimado, em 2015, em
mais de 300 milhões, registando-se um número similar sofrendo de algum tipo de perturbação de
ansiedade.
Uma vez que muitas pessoas experimentam, simultaneamente, ambas as condições (comorbidade),
não é apropriado somar esses dois valores para chegar a um total de perturbações (ou distúrbios)
mentais comuns. Ansiedade, Pânico e TOC são quadros que acontecem concomitantemente.
Depressão também gera prejuízo financeiro e impacto na população jovem, por causa
das mídias sociais.
SINTOMAS DA DEPRESSÃO
Humor deprimido a maior parte do dia, quase todos os dias;
Interesse ou prazer acentuadamente diminuídos em relação a todas ou quase todas as atividades;
Acentuada perda ou ganho de peso, ou diminuição ou aumento do apetite;
Insônia quase todos os dias;
Uso de subterfúgios como álcool e drogas;
Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias;
Fadiga ou perda de energia quase todos os dias;
Sentimento de autodesvalorização ou culpa excessiva ou inapropriada;
Diminuição da capacidade de pensar ou se concentrar, ou indecisão;
Pensamentos recorrentes de morte, ou ideação ou tentativa de suicídio;
Sentimentos de desesperança.
As teorias e hipóteses que levam à depressão começaram a ser estudadas a partir da década de 80, com o
lançamento da Fluoxetina. As pesquisas sobre o tema ainda estão em desenvolvimento. A teoria aqui
utilizada é das monoaminas (Noradrenalina, Serotonina e Dopamina, neurotransmissores estimulantes que
podem estar em desequilíbrio).
É importante ressaltar que esses fármacos são utilizados para outros casos além da depressão, como
esquizofrenia, retardamento mental, enxaqueca, fibromialgia, autismo, entre outros.
É importante também considerar a ansiedade. A OMS aponta o Brasil como o país mais ansioso do mundo.
A partir da ansiedade desencadeiam-se outros transtornos clínicos, como Transtorno do Sono, Transtorno da
Ansiedade Generalizada (TAG), Transtorno Obsessivo Compulsivo, Mania e Depressão.
Medicamentos antidepressivos são parte dessa situação clínica, modulando neurotransmissores e,
principalmente, elevando o nível desses 3 principais: Noradrenalina, Serotonina e Dopamina.
FATORES QUE DESENCADEIAM A DEPRESSÃO:
Fatores Biológicos: downregulation de neurotransmissores (serotonina, norepinefrina, dopamina).
Vida urbana.
Desemprego.
Doença física.
Estresse emocional; adolescência e abuso da tecnologia.
Histórico familiar.
Medicamentos, drogas, álcool.
Desequilíbrios nos neurotransmissores causam outras doenças além da ansiedade e depressão, como fobias,
medos infundados, esquizofrenia, entre outros.
SEROTONINA (5 -HIDROXITRIPTAMINA OU 5 -HT)
Monoamina neurotransmissora.
Sintetizada nos neurónios serotoninérgicos.
Entre as principais funções da serotonina está a função de regular o apetite mediante a saciedade,
equilibrar o desejo sexual, controlar a temperatura corporal, a atividade motora e as funções
perceptivas e cognitivas.
A serotonina intervém em neurotransmissores conhecidos como a dopamina e a noradrenalina, que
estão relacionados com a angústia, ansiedade, o medo, a agressividade, assim como os problemas
alimentares.
A Serotonina sai do neurônio pré-sináptico e é liberada para o neurônio pós-sináptico. E é recaptada pelo
organismo posteriormente.
ANTIDEPRESSIVOS
Classificação de acordo com a função
Qual o melhor antidepressivo?
Não existe, visto que depende:
do paciente;
da idade;
da tolerância;
dos efeitos colaterais, desejáveis ou não (exemplo: Mirtazapina – sono e aumento do apetite).
Todos os antidepressivos são mais potentes que o placebo.
Não existe um fármaco antidepressivo que possa ser considerado mais forte, ou seja, todos os fármacos estão
numa mesma linha de potência. O que indica a eficácia é a situação de cada paciente, sua rotina e resposta
ao fármaco.
Os primeiros medicamentos, antes da década de 80, tinham efeitos colaterais e adversos mais acentuados.
Alguns ainda estão no mercado hoje em dia, mas seu uso é refratário. Em primeira e segunda escolha,
utilizam-se os inibidores de recaptação de serotonina. Caso esse procedimento de protocolo não atinja os
resultados, outro protocolo é adotado.
CLASSIFICAÇÃO DOS ANTIDEPRESSIVOS
Inibidor da Monoaminoxidase – IMAO.
Inibidor seletivo recaptação de noradrenalina e dopamina.
Antidepressivos Tricíclicos – ADT.
Inibidor Seletivo de Recaptação de Noradrenalina e Serotonina – ISRNS.
Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina – ISRS (esse grupo merece atenção e estudo).
Atípicos (Vortiexona).
INIBIDORES DA ENZIMA MONOAMINAOXIDASE (IMAO)
As enzimas MAO estão presentes em vários sistemas do corpo, inclusive no sistema nervoso, quando
se encontram dentro dos neurônios. Tem a função de degradar monoaminas, nesse caso,
neurotransmissores (dopamina, norepinefrina e serotonina).
O sistema fisiológico produz o neurotransmissor, que sai da fenda pré-sináptica e se conecta com os
receptores da fenda pós-sináptica. Nesse processo abrem-se canais que transmitem o estímulo da
informação, por exemplo, a sensação de felicidade.
Após a transmissão da informação, o neurotransmissor é desconectado dos receptores e é reabsorvido pela
fenda pré-sináptica. No entanto, no organismo existe a presença de enzimas (MAO) que degradam
Serotonina, quando em contato com esta.
Substâncias que se conectam com a Monoaminoxidase, inibem sua atuação, impedindo a degradação da
Serotonina. Neste caso, os níveis de neurotransmissor permanecem altos e são reabsorvidos.
Impede a destruição das monoaminas (neurotransmissores) pela MAO (enzima), aumentando sua
concentração na sinapse.
A inibição (reversível ou irreversível) dessa enzima aumenta o armazenamento de
neurotransmissores, o que potencializa seus efeitos quando liberados na fenda sináptica – isso
diminui os sintomas da depressão.
INDICAÇÕES
Transtornos depressivos (refratários).
Transtornos de Ansiedade.
Fobia Social.
Transtornos de Pânico.
A dosagem do fármaco deve ser regulada até próximo à dose máxima. O medicamento começa a produzir
efeito após 8 semanas. Dose mínima de tolerância não traz resultado com antidepressivos. O paciente
refratário é aquele que passou pelas duas primeiras escolhas de protocolo e não conseguiu resultados.
Necessitará de outro grupo de medicamentos ou associações entre os grupos.
IMAO: EFEITOS COLATERAIS
Restrição alimentar (queijo, vinho, chocolate, cerveja etc.) – Aminoácidos precursores das
monoaminas.
Podem desencadear crise hipertensiva grave.
Proibido combinar com outros antidepressivos. Determinados alimentos interagem de forma intensa
com fármacos antidepressivos inibidores de monoaminoxidase.
O paciente que está medicado com fármacos inibidores de monoaminoxidase não pode usar outros
medicamentos associados, além de possuir restrições alimentares. Ele está em monoterapia.
Os antidepressivos inibidores de monoaminoxidase evitam a degradação de neurotransmissores na fenda
sináptica, reduzindo os efeitos de ansiedade e depressão. Contudo, esse grupo possui efeitos colaterais
intensos, como restrição alimentar ou monoterapia, e é usado atualmente para casos refratários.
ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS – ADT
Farmacocinética
Via oral.
Rapidamente absorvidos.
Longa duração.
Aumenta nos idosos.
Em geral, são potentes inibidores da recaptação de Serotonina (5-HT), Dopamina e Norepinefrina.
Esses ADTs são inibidores de todos esses neurotransmissores juntos, na fenda sináptica. Possuem
efeitos estimulantes, visto que aumentam as quantidades de Noradrenalina.
Mecanismo de Ação
Bloqueiam a captação de NOR e Serotonina.
Início de ação – 2 semanas.
Tricíclicos
Amitriptilina.
Clomipramina.
Imipramina.
Nortriptilina.
QUEM SÃO?
Imipramina – Tofranil: g – 75 mg.
Clomipramina – Anafranil: 10 mg – 25 mg – 75 mg.
Amitriptilina – Tryptanol: 25 mg – 75 mg.
Nortriptilina – Pamelor: 10 mg – 25 mg – 50 mg – 75 mg.
Os Inibidores de Monoaminoxidase se ligam às enzimas presentes na fenda sináptica. Os Antidepressivos
tricíclicos irão se ligar às bombas de recaptação presentes nos neurônios pré-sináptico, impedindo a
recaptação dos neurotransmissores. Consequentemente, há o aumento dos níveis de concentração dos
neurotransmissores (Noradrenalina e Serotonina) presentes na fenda sináptica.
Esse medicamento também se liga aos canais de Cálcio no Coração, por isso precisa de doses exatas e
acompanhamento constante.
MECANISMO DE AÇÃO
Existem 6 tipos de ação
Bloqueio da recaptação de Serotonina.
Bloqueio da recaptação de Noradrenalina.
Bloqueio de receptores Adrenérgicos Alfa-1.
Bloqueio dos receptores de Histamina H1.
Bloqueio dos receptores Colinérgicos Muscarínicos.
Bloqueio dos canais de sódio (coração).
Exemplo: Imipramina e efeitos adversos
Efeitos cardiovasculares.
Hipotensão postural.
Taquicardia Sinusal.
Arritmias Ventriculares.
Boa absorção oral.
Meia-vida longa (20 horas) permite dose única, à noite antes de deitar.
Pico plasmático de 2 a 8 horas.
Forte ligação a proteínas plasmáticas.
Metabolização hepática – Metabólito ativo.
Causam dependência física – síndrome de abstinência necessita retirada com acompanhamento
psicológico: mal-estar; calafrios; coriza; mialgia.
Fraqueza e fadiga.
Mortes com 2000mg de imipramina – cuidado no fornecimento, principalmente em pacientes
depressivos com tendência ao autoextermínio.
Potencial teratogênico.
INDICAÇÕES DE ADTS
Transtorno depressivo (casos refratários).
Transtornos de ansiedade.
Transtorno do pânico.
TOC.
Enurese noturna (inclusive crianças que urinam na cama).
Dor crônica.
Fibromialgia.
Enxaqueca.
EFEITO ADVERSOS – EFEITOS ANTICOLINÉRGICOS
Xerostomia, visão turva, exacerbação de glaucoma.
Alterações cardiovasculares, constipação.
Retenção urinária, disfunção erétil.
Constipação intestinal.
Borramento visual.
Boca seca.
Sonolência.
Aumento de peso.
EFEITOS ADVERSOS
Bloqueio adrenérgico: hipotensão postural, taquicardia reflexa, tontura, distúrbio de ejaculação.
Efeitos anti-histamínicos: ganho de peso – aumento exagerado da ingestão de carboidratos. Este
efeito adverso pode ser benéfico nos pacientes que estão depressivos e estão sem apetite.
Glaucoma de ângulo fechado.
CONTRA INDICAÇÕES
Cardiotoxicidade. Não indicado para pacientes hipertensos e com histórico familiar.
Em doses elevadas – alteração de condução cardíaca.
Dilata o tempo de condução átrio-ventricular.
Hipertrofia prostática.
Contra indicação absoluta: associação com IMAO. Neste caso, deve ser necessariamente
monoterapia.
Intoxicação fatal arritmia cardíaca.
ANTIDEPRESSIVOS INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA – ISRS
Inibem seletivamente a recaptação de serotonina.
Fluoxetina.
Paroxetina.
Sertralina.
Citalopram: menos efeitos adversos.
Escitalopram.
Fluvoxamina.
ATENÇÃO!!!
INIBIDORES SELETIVOS DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA SEROTONINA (ISRS)
Tendência atual: primeira escolha nos protocolos de tratamento para depressão.
Mais seguros que ADT e IMAO.
Atualmente os mais prescritos.
Melhor tolerabilidade.
Não é letal em overdose.
Não tem toxicidade cardíaca.
Baixa toxicidade.
Maior adesão ao tratamento.
Potentes.
TRATAMENTO
Usar o antidepressivo em dose terapêutica (máxima indicada ou máxima tolerável).
Por tempo suficiente, sendo 8 semanas de tratamento total ou 2 a 3 semanas de dose máxima.
Iniciar em dose baixa e aumentar gradativamente.
ISRS E DOSE TERAPÊUTICA
O psiquiatra deve começar com a dose mínima e chegar até a máxima prescrita na bula, acompanhando por
8 semanas de tratamento total ou 3 semanas de dose máxima, e avaliando a melhora do quadro. Caso não
alcance a melhora do quadro, o medicamento deve ser trocado por outro equivalente. Se a mesma situação
se repetir, o paciente se tornou refratário e nesse caso, outro grupo de antidepressivos (ADT, IMAO,
Atípicos) deve ser escolhido.
Os transportadores seletivos de monoaminas, que incluem o transportador de serotonina (SERT), o
transportador de norepinefrina (NET) e o transportador de dopamina (DAT).
MECANISMO DE AÇÃO
Bloqueio seletivo da recaptação de serotonina.
FARMACOCINÉTICA – ISRS
Bem absorvidos por via oral.
Efeitos após 2 semanas.
Demora para fazer efeito (aproximadamente 2 semanas).
Menos interações com outras medicações.
QUEM SÃO?
Fluoxetina – Prozac: 20 mg.
Sertralina – Zoloft: 50 mg – 100 mg.
Paroxetina – Aropax: 20 mg.
Fluvoxamina – Luvox: 100 mg.
Citalopram – Cipramil: 20 mg.
Escitalopram – Lexapro: 10 mg.
EFEITOS ADVERSOS
Náuseas.
Anorexia.
Insônia.
Perda de libido.
Disfunção sexual.
Náusea.
Insônia.
Ansiedade e agitação (no início do tratamento a ansiedade pode aumentar).
Diarreia.
Dor de cabeça.
É fundamental que o paciente receba a orientação adequada acerca dos efeitos adversos.
CONTRA-INDICAÇÕES
Contra Indicado em associação com IMAO.
Síndrome serotoninérgica (pode cair em prova: aumento de calor corporal. O antitérmico não alivia
os sintomas, apenas a diminuição dos níveis do antidepressivo no corpo).
Tremor.
Hipertermia.
Hipotensão.
Morte.
ISRS – INDICAÇÕES
Transtorno depressivo (1ª escolha).
Transtornos de ansiedade.
Transtorno de ansiedade generalizada.
Transtorno obsessivo-compulsivo.
Transtorno de pânico.
Transtorno de estresse pós-traumático.
Fobia social.
ISRS – POSOLOGIA
Via oral.
Dose única diária.
Normalmente pela manhã (pode provocar agitação).
BLOQUEADORES DA RECAPTAÇÃO DE NORADRENALINA E DOPAMINA
Bupropiona (usada principalmente para tratamento de tabagismo).
Mecanismo de ação aumenta a liberação de Noradrenalina e Serotonina, mas não de Serotonina.
Efeitos colaterais: ansiedade, irritabilidade, insônia, crises convulsivas (em pacientes com
neuropatia).
BUPROPIONA – INDICAÇÕES
Transtorno depressivo (apatia, falta de prazer na vida).
Interrupção do tabagismo.
Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade
INIBIDORES DA RECAPTAÇÃO DE SEROTONINA E NORADRENALINA – IRSN
Duais
Venlafaxina.
Desvenlafaxina.
Duloxetina.
IRSN – INDICAÇÕES
Transtorno depressivo – 1ª escolha em casos graves.
Transtornos de ansiedade – TAG – fobia social.
Dor crônica – fibromialgia – enxaqueca (efeito noradrenérgico – modulador da dor).
IRSN – EFEITOS COLATERAIS
Náuseas.
Vômitos.
Ansiedade.
Hipertensão arterial.
Disfunção sexual.
Duloxetina: efeitos anticolinérgicos, retenção urinária, constipação intestinal.
ATÍPICOS
MODULADORES SEROTONINÉRGICOS
Os moduladores serotoninérgicos são ao mesmo tempo antagonistas e agonistas de múltiplos
receptores 5HT, também inibindo a recaptação da serotonina.
São representados atualmente por uma única medicação, a vortioxetina, com o nome comercial de
Brintellix® (Trintellix® nos EUA).
Chegou ao mercado com a promessa de maior tolerabilidade e eficácia semelhante aos já
disponíveis, com o diferencial de reduzir os sintomas cognitivos da depressão.
Foi introduzido no Brasil em 2015, autorizado pela ANVISA.
Sua faixa terapêutica vai de 5 a 20 miligramas ao dia.
Os efeitos colaterais descritos até o momento são os mesmos que os inibidores seletivos de
recaptação de serotonina, porém com menor impacto na função sexual.
ANTIDEPRESSIVOS ATÍPICOS
Mecanismos de ação diferentes.
Mirtazapina – aumento do apetite e sono.
Trazodona – dose baixa é hipnótico (sono)
Bupropiona – usado para tratamento do tabagismo, não trata ansiedade, sem ação sexual.
Vortioxetina – sem ação sexual.
Agomelatina – ação na melatonina – depressões sazonais.