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Macucua

Historia de Mocambique
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UNIVERSIDADE NACHINGWEA

Cursos: Engenharia Agronómica

Cadeira: HISTÓRIA DA FRELIMO

Ano: 1° ano

Tema: Constituição de 1990

Discentes:

Marcos

Docente: Milton

Matola, Maio de 2024


Índice
Introdução........................................................................................................................................3
Objetivos..........................................................................................................................................3
Objetivo Geral.................................................................................................................................3
Objetivos Específicos......................................................................................................................3
Metodologia.....................................................................................................................................4
Revisão Literária..............................................................................................................................5
Conceitos.........................................................................................................................................5
O que é uma Constituição?..............................................................................................................5
A evolução política da Frelimo desde 1984....................................................................................6
A Constituição da República de Moçambique de 1990...................................................................6
Órgãos do Estado Moçambicano.....................................................................................................7
As mudanças na Constituição da República de Moçambique.........................................................8
Conclusão......................................................................................................................................10
Referência Bibliográfica................................................................................................................11

2
Introdução
A Constituição da República de Moçambique é o documento que estabelece a forma de
organização e funcionamento do Estado bem como reconhece os direitos, deveres e liberdades
fundamentais dos cidadãos.

A Constituição é a lei fundamental do nosso Estado e serve como base de todas as leis que
existem em Moçambique. Tratará dos princípios bem como dos direitos e liberdades
fundamentais dos cidadãos. Pretendemos que esta brochura seja um instrumento importante para
que as comunidades conheçam e saibam defender os seus interesses e direitos.

Como se pode ver, a brochura é apresentada em linguagem simples e esclarecedora, isto para
facilitar a qualquer cidadão comum a perceber esta lei. Não pretendemos esgotar a matéria
constitucional, mas queremos responder a alguns problemas concretos que nos afectam dia após
dia. Na elaboração foi muito útil para nós o livro: “Os direitos humanos” da Diocese de
Quelimane assim como o livro: “Direitos Humanos” do Centro Cultural Mosaiko em Angola. Os
exemplos são inventados e não se referem a certas pessoas vivas ou mortas. Esta brochura tem
uma irmã, que é a nossa brochura sobre “Estrutura do Estado e democracia em Moçambique”
que também trata da Constituição da República de Moçambique.

Objectivos

Objectivo Geral
Descrever a constituição da Republica de Moçambique 1990

Objectivos Específicos
 Descrever os elementos que determinaram a mudança da constituição;
 Apresentar o conceito de estado, partido;

3
Metodologia
O presente trabalho compreendeu a realização de várias pesquisas bibliográficas e documentais,
com o objectivo de colher informações relacionadas ao tema em estudo.

Recorreu-se a consulta de livros e a internet para efeitos de pesquisas de questionários para


obtenção da informação.

4
Revisão Literária

Conceitos
Partido:
Um partido político pode ser definido como "uma organização que busca o poder político,
promovendo candidatos para cargos públicos e programas específicos que refletem suas visões e
interesses" (Duverger, 1954). Ele é um autor crucial na democracia representativa, servindo
como um meio para a expressão de diferentes ideologias e interesses dentro da sociedade
(Sartori, 1976).

Estado:
O Estado pode ser definido como "uma comunidade de homens fixada sobre um território
definido e dotada de uma organização jurídica que lhe permite, sob a autoridade de uma pessoa
moral que lhe é própria, desenvolver-se, no interior e no exterior, uma vida nacional" (René-Jean
Dupuy, 1980). Ele é caracterizado por sua soberania, capacidade de controle sobre seu território
e população, e pelo monopólio legítimo do uso da força (Weber, 1919).

O que é uma Constituição?


A Constituição é a lei fundamental de um determinado Estado. Pois, aí estão consagrados e
protegidos os direitos e garantias fundamentais do cidadão. Também estão estabelecidas as
regras de organização e funcionamento dos órgãos estatuais bem como princípios fundamentais
válidos nesse Estado.

Constituição:
Uma constituição pode ser entendida como "um documento que estabelece os princípios
fundamentais de um governo e os direitos dos cidadãos" (Rousseau, 1762). Ela serve como a lei
suprema de um país, estabelecendo a estrutura e os poderes do governo, garantindo os direitos
individuais e delineando os processos para fazer e alterar leis (Hamilton, Madison, e Jay, 1787).

B. Princípios fundamentais
A Constituição da República de Moçambique estabelece alguns princípios que regem no nosso
país. Os mais importantes são: o princípio do Estado de Direito e o princípio de Democracia.
Além desses é para destacar que o nosso Estado é laico.

5
A evolução política da Frelimo desde 1984
A evolução política da Frelimo desde 1984, data da assinatura do acordo de Nkomati com a
África do Sul, das primeiras tentativas de negociar com a Renamo o fim da guerra em
Moçambique e dos primeiros contatos do governo moçambicano com o Fundo Monetário
Internacional e o Banco Mundial, criou um certo embaraço aos numerosos investigadores que
vinham analisando e teorizando a “transição socialista” em Moçambique. De facto, como
explicar a falência da “experiência socialista” moçambicana, a aplicação de um “programa de
ajustamento estrutural” a partir de 1987, o abandono do “marxismo-leninismo” no 5º Congresso
da Frelimo (1989) e a elaboração de uma nova Constituição (1990) prevendo o estabelecimento
de um sistema político multipartidário.

A Constituição da República de Moçambique de 1990


A Constituição da República de Moçambique é o documento que estabelece a forma de
organização e funcionamento do Estado bem como reconhece os direitos, deveres e liberdades
fundamentais dos cidadãos.

A Constituição é a lei fundamental do nosso Estado e serve como base de todas as leis que
existem em Moçambique. A brochura em vosso poder tem como meta divulgar e informar as
populações sobre a Constituição da Republica de Moçambique (C.R.M) aprovada no dia 22 de
Dezembro de 2004. Tratará dos princípios bem como dos direitos e liberdades fundamentais dos
cidadãos. Pretendemos que esta brochura seja um instrumento importante para que as
comunidades conheçam e saibam defender os seus interesses e direitos
Contrariamente ao sucedido no país irmão de Angola, em Moçambique passar-se-ia o inverso no
fim dessa guerra: primeiro fez-se uma nova lei constitucional, e só depois se aprovou o Acordo
de Paz. Foi assim que em 1990 se adotou a primeira Constituição da República de Moçambique
de uma nova fase (CRM1990),44 aprovada ainda pela Assembleia Popular em 02 de Novembro
de 1990 e com início de vigência a 30 do mesmo mês, seguindo no fundamental a sistematização
estabelecida na CRPM, de 1975, com os seguintes títulos, num total de 206 artigos:
Título I – Princípios fundamentais
 Capítulo I – A República
 Capítulo II – Nacionalidade
 Capítulo III – Participação na vida política do Estado
 Capítulo IV – Organização económica e social
 Capítulo V – Defesa Nacional
 Capítulo VI – Política externa
Título II – Direitos, deveres e liberdades fundamentais
 Capítulo I – Princípios gerais
 Capítulo II – Direitos, deveres e liberdades
 Capítulo III – Direitos e deveres económicos e sociais

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 Capítulo IV – Garantias dos direitos e liberdades
Título III – Órgãos do Estado
 Capítulo I – Princípios gerais
 Capítulo II – Presidente da República
 Capítulo III – Assembleia da República
 Capítulo IV – Conselho de Ministros
A Constituição da República de Moçambique de 1990 é a lei fundamental do país,
estabelecendo os princípios, direitos e deveres dos cidadãos, bem como a estrutura e
funcionamento do governo. Ela foi promulgada em 1990, durante o período pós-independência
de Moçambique, e sofreu algumas revisões desde então para refletir mudanças na sociedade e no
sistema político do país.
A Constituição de 1990 de Moçambique é uma das mais importantes peças legislativas do país,
abordando diversos aspectos da vida política, social e econômica. Ela estabelece os poderes do
governo, incluindo a divisão entre os poderes executivo, legislativo e judiciário, assim como os
direitos fundamentais dos cidadãos. Além disso, a Constituição define o sistema eleitoral, as
responsabilidades do presidente e do parlamento, e os princípios gerais da administração pública.
Ela também reconhece e protege os direitos das minorias étnicas e culturais, e estabelece a base
para o desenvolvimento econômico e social do país.

A Constituição de 1990 de Moçambique foi o resultado de um processo de transição política que


ocorreu após o fim da guerra civil no país, que durou de 1977 a 1992. Durante esse período, o
país passou por mudanças significativas, incluindo a transição do socialismo para uma economia
de mercado e a implementação de reformas políticas para promover a democracia
multipartidária.
O processo de elaboração da Constituição envolveu consultas e negociações entre o governo
liderado pelo partido FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) e a oposição, incluindo
o partido RENAMO (Resistência Nacional Moçambicana). Essas negociações culminaram na
assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, que pôs fim à guerra civil e estabeleceu as bases
para a democracia multipartidária em Moçambique.

Órgãos do Estado Moçambicano


Os órgãos que compõem o Estado moçambicano incluem:

7
Presidência: O presidente é o chefe de Estado e de governo, responsável pela execução das leis
e políticas do país (Booth e Golooba-Mutebi, 2012).
Parlamento: A Assembleia da República é o órgão legislativo de Moçambique, composto por
representantes eleitos do povo, responsável pela elaboração e aprovação de leis (Hanlon, 2011).
Governo: Liderado pelo presidente, o governo de Moçambique é responsável pela administração
do país e pela implementação das políticas aprovadas pelo parlamento (Pitcher, 2014).
Judiciário: O sistema judicial de Moçambique é encarregado de interpretar e aplicar as leis,
garantindo a justiça e a proteção dos direitos dos cidadãos (Hanlon, 2011).
Administração Pública: Inclui os diversos órgãos e departamentos governamentais
responsáveis pela implementação das políticas públicas e pela prestação de serviços à população
(Pitcher, 2014).

As mudanças na Constituição da República de Moçambique


As mudanças na Constituição da República de Moçambique ao longo do tempo refletem os
desenvolvimentos políticos, sociais e econômicos do país. No entanto, para fornecer uma citação
específica sobre as mudanças na constituição, seria necessário consultar documentos oficiais ou
análises acadêmicas que descrevam essas alterações com detalhes e forneçam citações diretas.

Durante o período de 1975 a 1990, Moçambique passou por uma série de mudanças
significativas que influenciaram a necessidade de revisões na Constituição. Essas mudanças
foram impulsionadas por uma variedade de fatores políticos, sociais e econômicos.

Inicialmente, após a independência em 1975, Moçambique adotou um sistema político socialista


sob o governo do partido FRELIMO. No entanto, esse sistema enfrentou desafios internos e
externos. Internamente, houve conflitos étnicos e socioeconômicos, especialmente com o
surgimento da guerrilha da RENAMO, que contestou o domínio do FRELIMO. Externamente,
Moçambique enfrentou pressões geopolíticas, incluindo o apoio à RENAMO por parte de
regimes vizinhos.

Além disso, as políticas econômicas socialistas enfrentaram dificuldades, resultando em escassez


de alimentos, queda na produção agrícola e crises econômicas. Isso levou a uma crescente
insatisfação entre a população e a necessidade de reformas econômicas e políticas.

Esses desafios culminaram em um processo de paz e transição para a democracia multipartidária,


que exigiu mudanças na Constituição para refletir os novos princípios e instituições
democráticas. O Acordo Geral de Paz, assinado em 1992, marcou o fim da guerra civil e
estabeleceu as bases para as reformas constitucionais.

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As mudanças na Constituição de 1990 refletiram, portanto, uma resposta às demandas por paz,
estabilidade, democracia e desenvolvimento econômico em Moçambique. Elas buscaram
estabelecer um sistema político mais inclusivo, proteger os direitos individuais e promover a
participação cívica, enquanto também enfrentavam os desafios socioeconômicos e políticos do
país.
As mudanças recentes foram espetaculares – liberalismo económico, multipartidarismo
(introduzido pela Constituição de 1990), negociações com a Renamo – mas seria errado não 146
A Frelimo, o Marxismo e a Construção do Estado Nacional – 1962-1983 prestar atenção aos
elementos de continuidade: o ideal nacional, modernizador e desenvolvimentista, continua muito
presente. A verdadeira mudança não está na alteração do discurso, nem mesmo no contexto
político internacional, mas no afastamento do pequeno número de marxistas convictos das
posições da liderança do partido e do Estado, na abertura do acesso a essas posições para uma
fracção da elite que tinha sido marginalizada durante os primeiros dez anos de independência
(especialmente quadros das regiões central e norte do país) e, especialmente, na transformação
social da elite no poder. Exclusivamente burocrática, sem ligação com a produção ou o comércio
dado a particularidade da história colonial portuguesa, receosa de qualquer manifestação de um
movimento social que não controlava, essa elite tinha-se instalado e protegido à sombra do
Estado. E foi a partir dessa posição que finalmente se abriu às atividades de mercado,
especulativas, à corrupção e, marginalmente, aos sectores produtivos.
O Estado continua a ser-lhe indispensável para obter acesso à renda da ajuda internacional e
para conquistar posições na área económica, mas já não é o seu único abrigo social. O
desenvolvimentismo, a tecnocracia, o racionalismo e o nacionalismo permanecerão
característicos desta «nova» Frelimo, que já não é partido único, mas que se esforça, no entanto,
por continuar a ser o partido dominante na cena política moçambicana. Mas, agora, a referência
ao marxismo já perdeu o sentido. Como disse o Presidente Chissano em Maio de 1990: «Esta
história de marxismo já nos estava a causar problemas

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Conclusão
A Constituição de 1990 de Moçambique é uma das mais importantes peças legislativas do país,
abordando diversos aspectos da vida política, social e económica. Ela estabelece os poderes do
governo, incluindo a divisão entre os poderes executivo, legislativo e judiciário, assim como os
direitos fundamentais dos cidadãos. Além disso, a Constituição define o sistema eleitoral, as
responsabilidades do presidente e do parlamento, e os princípios gerais da administração pública.
Ela também reconhece e protege os direitos das minorias étnicas e culturais, e estabelece a base
para o desenvolvimento económico e social do país.
A Constituição de 1990 de Moçambique foi o resultado de um processo de transição política que
ocorreu após o fim da guerra civil no país, que durou de 1977 a 1992. Durante esse período, o
país passou por mudanças significativas, incluindo a transição do socialismo para uma economia
de mercado e a implementação de reformas políticas para promover a democracia
multipartidária.

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Referência Bibliográfica
CANOTILHO, Gomes. Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 7ª Edição. Coimbra:
Almedina, 2003.
CORREIA, Fernando Alves. Direito Constitucional e Justiça Constitucional. Coimbra:
Almedina, 2001.
LEITE, Luís Ferreira. O Tribunal Constitucional e o Sistema Político. Lisboa: Ancora, 2007.

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