EIXO TEMÁTICO 4
SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR E DA TRABALHADORA
ACIDENTES DO TRABALHO
Ana Mércia Vieira Fernandes
Auditora-Fiscal do Trabalho
Acidentes do Trabalho
Introdução
Definição
Evento Adverso (*): Qualquer ocorrência de natureza indesejável relacionada direta ou indiretamente
ao trabalho, incluindo os acidentes do trabalho, incidentes e consequências indesejadas.
Acidente do Trabalho: Ocorrência geralmente não planejada que resulta em dano à saúde ou
integridade física de trabalhadores.
Exemplo: Trabalhador foi soterrado, em atividade realizada no interior de uma vala, vindo a óbito.
• – Pág. 81
(*)Guia de Análise de Acidentes do Trabalho – 2010 – MTE/SIT/DSST
Definição
• Acidente do Trabalho:
“Trata-se, no Brasil, do principal agravo à saúde do trabalhador, com
impactos negativos, seja na esfera social e familiar ou nas esferas
econômicas, previdenciárias e jurídicas, com impactos para as
empresas, para as políticas públicas e, principalmente, na qualidade
de vida do trabalhador acidentado e sua família”(*).
(*)Dicionário de SST – Organizado por Dr. René Mendes – Pág. 81
Definição Legal
Acidente do Trabalho – Lei 8213 de 1991
Dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social e dá outras providências.
Acidente do Trabalho
• Art. 19 da Lei 8213 de 1991 que diz: “Acidente do
trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a
serviço de empresa ou de empregador doméstico ou
pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no
inciso VII do art. 11 desta Lei, provocando lesão
corporal ou perturbação funcional que cause a
morte ou a perda ou redução, permanente ou
temporária, da capacidade para o trabalho”.
Acidentes
do
Trabalho
Informações, Registros e
Dados
DADOS DE ACIDENTES
DO TRABALHO
No Brasil, foram notificados, 6,16 MILHÕES de acidentes entre
2012 e 2021 (10 anos).
Uma média de 616 MIL acidentes por ano (*).
No mesmo período, 22.954 desses acidentes resultaram em
MORTE. Também entre 2012 a 2021, apuraram-se 469,45
MILHÕES de dias de trabalho perdidos, ou seja, dias que as
pessoas não trabalharam em virtude de afastamentos
previdenciários acidentários. São índices considerados
alarmantes, mesmo estimando-se que esse número seja maior
devido às subnotificações.
______________________________
(*)Dados do Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho
• Temos que entre 2012 e 2021,
foram gastos com pagamento de
benefícios, de natureza acidentária,
incluindo os iniciados em anos
anteriores, projetados até hoje, o
valor de R$120,60 BILHÕES. Uma
DADOS DE ACIDENTES DO soma considerável para pagamento
TRABALHO de benefícios acidentários que
poderiam estar sendo aplicada à
prevenção de acidentes e doenças
ocupacionais que ocorrem devido à
falta de condições e falhas na
segurança das atividades e dos
ambientes do trabalho.
CAT – Comunicação de Acidente do
Tipos de Acidentes e seus Registros Trabalho
CLASSIFICAÇÃO DOS ACIDENTES DO
TRABALHO
Acidentes Típicos – ocorrem no desenvolvimento do trabalho ou a serviço deste
(eventos como quedas, queimaduras, choques elétricos...). Têm uma relação direta
com consequências traumáticas que afetam a integridade física dos trabalhadores.
Doenças - Agravos à saúde seja como consequência da profissão que exercem ou
exerceram ou pelas condições adversas em que seu trabalho é ou foi realizado.
Acidentes de Trajeto - No percurso da residência para o local de trabalho ou deste
para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de
propriedade do segurado.
COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DO
TRABALHO – CAT
• Emitida para garantir o pagamento de
benefícios custeados pelo Seguro Acidente
do Trabalho - SAT;
• Cadastrada por meio eletrônico - eSocial;
• Registro de informações e dados estatísticos.
A empresa ou o empregador doméstico deverão
comunicar o acidente do trabalho à Previdência
Social até o primeiro dia útil seguinte ao da
ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à
autoridade competente, sob pena de multa.
A CAT é obrigatória, mesmo no caso em que não haja
afastamento do trabalho.
PREVISÃO DE EMISSÃO DA CAT
A EMPRESA ou EMPREGADOR, em relação aos seus
empregados
O EMPREGADOR, em relação aos seus empregados
domésticos
A EMPRESA TOMADORA DE SERVIÇO ou, na sua falta, o SINDICATO DA
CATEGORIA ou ÓRGÃO GESTOR DE MÃO-DE-OBRA, em relação ao
TRABALHADORES AVULSOS
Segurados Especiais
EMISSÃO POR TERCEIROS
A PREVIDÊNCIA SOCIAL SOMENTE EXIGE A EMISSÃO DE CAT
PARA SEGURADOS COBERTOS PELO
SEGURO ACIDENTE DO TRABALHO – SAT.
ACIDENTES
TÍPICOS
ACIDENTES TÍPICOS
ACIDENTES TÍPICOS
ACIDENTES TÍPICOS Queda de cabine na
montagem de elevador
Queda de mais de 50
metros
Queda de 3 metros
Queda de poste junto
com o trabalhador
Doenças Profissionais e
Doenças do Trabalho
Considerações
DOENÇAS PROFISSIONAIS E DO TRABALHO
• Por expressa determinação legal, as doenças profissionais e do trabalho equiparam-se aos
acidentes de trabalho.
• Os incisos do art. 20 da Lei nº 8.213/91 as conceitua:
I - doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do
trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério
do Trabalho e da Previdência Social;
II - doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições
especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação
mencionada no inciso I.
Como se revela inviável listar todas as hipóteses dessas doenças, o § 2º do mencionado artigo da Lei
nº 8.213/91 estabelece que, "em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na
relação prevista nos incisos I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é
executado e com ele se relaciona diretamente, a Previdência Social deve considerá-la acidente do
trabalho".
PORTARIA GM/MS Nº 1.999, DE 27 DE
NOVEMBRO DE 2023
• Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de28 de setembro de
2017 para atualizar a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho
(LDRT)
Link: [Link]
novembro-de-2023-526629116
Doenças
Profissionais
Poeiras Tóxicas
• Silicose;
• Asbestose;
• Bissinose;
• Bagaçose.
DOENÇAS DO TRABALHO
• Substâncias químicas
Na indústria calçadista as tarefas como colagem e a preparação das solas,
bem como a montagem e acabamento apresentam contato com solventes.
Estudos indicam que os solventes mais frequentemente utilizados são o
tolueno e o n-hexano.
Alterações hematológicas (como linfomas e leucemias); neuropatias e
hepatoxicidade; dermatites; insuficiência renal; asma e apneia do sono;
hipoacusia são doenças que acometem os trabalhadores expostos.
DOENÇAS DO TRABALHO
DOENÇAS DO TRABALHO
• Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR)
Consiste em todos os casos de Perda
Auditiva Induzida por Ruído (Pair)
caracterizados pela diminuição gradual da
acuidade auditiva, decorrente da exposição
continuada ao ruído, associado ou não a
substâncias químicas, no ambiente de
trabalho. É sempre neurossensorial,
geralmente bilateral, irreversível e passível
de não progressão, uma vez cessada a
exposição ao ruído.
DOENÇAS DO TRABALHO
AGROTÓXICOS
O Paraquat pode resultar em toxicidade agudamente grave para todos os órgãos e resultar em
morte dentro de 24 horas após a ingestão, não existindo antídoto eficaz. O banimento do produto
no Brasil foi determinado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2017.
Acidentes do Trabalho - Equiparação
• Não são consideradas como doença do trabalho:
• a) a doença degenerativa;
• b) a inerente a grupo etário;
• c) a que não produza incapacidade laborativa;
• d) a doença endêmica adquirida por segurado habitante de região em que ela se desenvolva,
salvo comprovação de que é resultante de exposição ou contato direto determinado pela
natureza do trabalho.
• Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos I e II
deste artigo resultou das condições especiais em que o trabalho é executado e com ele se relaciona
diretamente, a Previdência Social deve considerá-la acidente do trabalho.
Acidente do Trabalho - Equiparação
• Equiparam-se também ao acidente do trabalho, para efeitos desta Lei:
• I - o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído
diretamente para a morte do segurado, para redução ou perda da sua capacidade para o
trabalho, ou produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação;
• II - o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em consequência de:
• a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho;
• b) ofensa física intencional, inclusive de terceiro, por motivo de disputa relacionada ao trabalho;
• c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiro ou de companheiro de trabalho;
• d) ato de pessoa privada do uso da razão;
• e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos ou decorrentes de força maior;
• III - a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua
atividade;
Acidentes do Trabalho - Equiparação
• IV - o acidente sofrido pelo segurado ainda que fora do local e horário de trabalho:
• a) na execução de ordem ou na realização de serviço sob a autoridade da empresa;
• b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito;
• c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo quando financiada por esta dentro de seus planos para
melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de
propriedade do segurado;
• d) no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de
locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado.
• Nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras
necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este, o empregado é considerado no
exercício do trabalho.
• A perícia médica do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – é responsável por caracterizas a
natureza acidentária da incapacidade quando constatar ocorrência de nexo técnico epidemiológico
entre o trabalho e o agravo, decorrente da relação entre a atividade da empresa ou do empregado
doméstico e a entidade mórbida motivadora da incapacidade elencada na Classificação
Internacional de Doenças (CID), em conformidade com o que dispuser o regulamento.
Questões
Questões
QUESTÕES
Questões
ACIDENTES AMPLIADOS,
PLANIFICAÇÃO DE EMERGÊNCIAS E
CATÁSTROFES
Aspectos Gerais
• ACIDENTES INDUSTRIAIS AMPLIADOS
• Eventos agudos
• Explosões
‘ • Incêndios
• Emissões de substâncias perigosas
• Atividades de Produção – Plantas Industriais; Unidades de
Armazenamento; Transporte de Substâncias Perigosas;
Usinais Radioativas;
• Consequências: geração de potenciais danos simultâneos ao
ambiente e à saúde, para além do estabelecimento, atingindo
população em geral comunidade e população próxima.
• Os trabalhadores são as principais vítimas diretas.
Convenção 174 da OIT
Prevenção de Acidentes Industriais Maiores
• Define como “Acidente Maior” todo evento subitâneo, como emissão, incêndio ou
explosão de grande magnitude, no curso de uma atividade em instalação sujeita a
riscos de acidentes maiores, envolvendo uma ou mais substâncias perigosas e que
implica grave perigo, imediato ou retardado, para os trabalhadores, a população ou o
meio ambiente (*).
• Define como acidentes graves resultantes de ocorrência repentina - grande
quantidade de emissões de produtos químicos, incêndio ou explosão - no curso
de uma atividade dentro de instalação de risco, envolvendo uma ou mais
substâncias perigosas e levando a um perigo grave, imediato ou tardio, para os
trabalhadores, o público ou o meio ambiente.
(*)O Brasil ratificou essa Convenção través do decreto 4.085/2002
Normativos
• A Diretiva Seveso de 1982, na União Europeia, define estes
eventos no seu Artigo 1o, item C como “Um acontecimento tal
como uma emissão, um incêndio ou uma explosão de carácter
grave, relacionado com um desenvolvimento incontrolado de
uma atividade industrial, provocando um perigo imediato ou
retardado, grave para o homem, tanto no interior como no
exterior do estabelecimento industrial, e/ou para o ambiente, e
que envolva uma ou mais substâncias perigosas”.
• No Brasil, Decreto 4.085/2002.
Exemplos
• O ano de 1984 - Acidente em Bhopal, na Índia, envolvendo a
Union Carbide, uma indústria química multinacional americana
de fabricação de agrotóxicos, resultou em 2.500 óbitos
imediatos;
• Acidente em indústria petroquímica no México – Planta de GLP.
• No Brasil, o acidente na Vila Socó, distrito de Cubatão em São
Paulo, ocasionado pelo vazamento de uma tubulação que
transportava derivados de petróleo da Petrobras, resultou na
morte imediata de 98 pessoas, mas estima-se que mais de 500
morreram em consequência disso.
Exemplos
• Acidente da usina nuclear de Chernobyl em 1986, no norte da
Ucrânia
• Dos 600 trabalhadores que se encontravam no local, 134 sofreram
radiação aguda e 28 vieram a óbito. Cerca de 115 mil pessoas foram
expostas à baixas doses e evacuadas na Bielorrússia, Federação
Russa e Ucrânia. Além destes, outros 530 mil trabalhadores que
atuaram na área do acidente entre 1986 e 1990 foram expostos à
diferentes doses de radiação.
• Acidente com material radioativo, como o Césio-137, em
Goiânia, no ano de 1987
Exemplos
• Acidentes ampliados no setor de mineração brasileira
• Caso de Mariana e Brumadinho - MG
• Ondas de minérios, das empresas mineradoras controladas pelo grupo empresarial
da Vale S.A. que destruíram os reservatórios de contenção e avançaram de forma
impactante e descontrolada sobre os biomas brasileiros presente na região. Um mar
de lama tóxica afogando a fauna e a flora e ceifando de forma terrível a vida de
centenas de pessoas, dentre elas de trabalhadores. No entanto, tais desastres como
os chocantes casos brasileiros de Mariana e Brumadinho estão longe de serem
considerados eventos isolados ou raros.
• Outro acidente que merece menção foi o que envolveu a explosão da plataforma de
petróleo P-36 da Petrobrás no ano de 2001, seguida nos dias seguintes, pela cena de
naufrágio, devidamente televisionada e transmitida pela mídia mundial. No
momento da explosão, 11 trabalhadores morreram na Baía de Campos6 e outros 175
trabalhadores trabalhavam na plataforma.
Questões
Questões
Questões
Modelos,
metodologias, etapas
da análise de acidentes
de trabalho
Da Análise de Acidentes do Trabalho
Métodos de Análise de Acidentes
• Existem vários métodos para analisar a informação coletada em uma
investigação e para encontrar os fatores imediatos, subjacentes e latentes.
• Não há recomendação rígida para adoção de um específico. Importante que se obtenha resultados apropriados.
• A equipe de análise deve escolher um método que domine tecnicamente e que seja o mais adequado para o evento a ser
investigado.
• A escolha do método de análise depende da complexidade do fenômeno ou do tipo do evento adverso. Em situações de trabalho
caracterizadas por desrespeito evidente à legislação e às regras básicas de
segurança, a análise do evento é relativamente fácil de ser conduzida. O que não quer dizer que não se possam encontrar questões
de maior nível de complexidade mesmo nos acidentes mais evidentes.
• Em situações de trabalho complexas, em que o acidente de trabalho é fruto de interação entre vários fatores, são necessários
métodos de análise capazes de elucidar os vários aspectos envolvidos na gênese do evento.
• Os métodos de análise recomendados no Guia de Análise de Acidentes são:
Análise de mudanças
Análise de barreiras
Métodos de Análise
de Acidentes
• ANÁLISE DE ACIDENTES BASEADA EM
MUDANÇAS
“Analisar um acidente é identificar as
mudanças e as condições
desse sistema que permitiram as suas
origens.” (Binder, 1997; Monteau, 1979)
Métodos de Análise de Acidentes
• ANÁLISE DE ACIDENTES BASEADA EM BARREIRAS
“Barreiras: equipamentos, construções ou regras que interrompem o
desenvolvimento de um acidente ou reduzem suas consequências.”
O acidente envolve a liberação de um fluxo de energia potencialmente
perigosa, anteriormente controlada por barreiras ou medidas de preven-
ção existentes no sistema.
Eventualmente, o sistema poderia não ter barreiras de prevenção ou de
proteção e, ainda assim, conter, temporariamente, aquela energia.
A análise de barreiras consiste na identificação das formas de energia
liberadas no acidente e das razões que explicam a sua liberação.
•
APR – HAZOP – AMFE - AAF
• Podem ser utilizadas na identificação de perigos e análise de riscos,
requerendo um pouco mais de tempo na condução destes métodos.
• Análise Preliminar de Riscos (APR);
• Análise de Perigos e Operabilidades (HAZOP);
• Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE) e
• Análise de Árvore de Falhas (AAF).
Análise Preliminar de Riscos
• A Análise Preliminar de Risco (APR) é uma metodologia indutiva
estruturada para identificar os potenciais perigos decorrentes da
instalação de novas unidades e sistemas ou da própria operação da
planta que opera com materiais perigosos. APR é uma técnica de
identificação de perigos e análise de riscos que consiste em identificar
eventos perigosos, causas e consequências e estabelecer medidas de
controle. Preliminarmente, porque é utilizada como primeira
abordagem do objeto de estudo. Num grande número de casos é
suficiente para estabelecer medidas de controle de riscos.
Análise de Perigos e Operabilidades - HAZOP
• A técnica denominada HAZOP - Estudo de Perigos e Operabilidade - visa identificar os
perigos e os problemas de operabilidade de uma instalação de processo. Essa
metodologia é baseada em um
procedimento que gera perguntas de maneira estruturada e sistemática através do
uso apropriado de um conjunto de palavras-guia.
• O HAZOP (hazard and operability studies) - estudos de perigos e operabilidade - é um
procedimento formal e efetivo para a identificação de perigos em unidades industriais,
sendo mundialmente o mais utilizado, e consta das seguintes etapas:
• Identificação dos desvios de processo;
• Determinação das causas básicas possíveis dos desvios;
• Determinação dos efeitos (consequências) potenciais dos desvios;
• Identificação dos modos de detecção dos desvios existentes;
• Identificação das proteções para evitar a ocorrência dos desvios;
• Avaliação dos riscos dos cenários acidentais;
• Definição de recomendações (medidas mitigadoras) visando reduzir os riscos a níveis aceitáveis;
• Relatório.
Análise de Modos de Falhas e Efeitos (AMFE)
• A metodologia de Análise dos Modos de Falha e Efeitos (AMFE) ou Análise
do Tipo e Efeito de Falha (FMEA), do inglês Failure Mode and Effect
Analysis, é uma ferramenta que busca avaliar e minimizar riscos por meio
da análise das possíveis falhas (determinação da causa, efeito e risco de
cada tipo de falha), implementando ações de melhoria.
• Visa aumentar a confiabilidade do produto, já que o seu uso permite
diminuir as chances do produto ou do processo falhar. Dentro do contexto
da competitividade atual do mercado, a confiabilidade tem se tornado
muito importante para os consumidores, já que, se um produto falhar,
mesmo com garantia e assistência técnica, a insatisfação do cliente é
inevitável. Além disso, a AMFE é essencial para produtos que envolvem
risco de vida do consumidor, como aviões e equipamentos hospitalares.
• Tem sido empregada em aplicações específicas tais como análises de
fontes de risco em engenharia de segurança e na indústria de alimentos.
Análise por Árvore de Falhas - AAF
• A AAF é uma técnica de identificação de perigos e análise de riscos
que parte de um evento topo escolhido para estudo e estabelece
combinações de falhas e condições que poderiam causar a ocorrência
desse evento. A técnica é dedutiva e pode ser qualitativa e
quantitativa. O objeto da AAF são os sistemas. Os focos da AAF são o
evento topo e as sequências de eventos que o produzem.
• A AAF trabalha com cenários hipotéticos de causas acidentárias
(falhas humanas, falhas de equipamentos, falhas de organização) que
deverão ser comprovados ao longo da análise, partindo de evento
topo (acidente ou eventos perigosos) e retornando até alcançar as
causas raízes comprovadas. É apropriada para análise de sistemas.
Questões
FATORES CAUSAIS EM
EVENTOS OCUPACIONAIS
ADVERSOS
Causas dos Acidentes do Trabalho
• No Brasil, predomina a concepção de acidente de trabalho como um
fenômeno decorrente de falhas e ou como um fenômeno técnico,
traduzidos pelas expressões “ato inseguro/condição insegura” com
análises extremamente superficiais e considerando o evento como
monocausal, passando pelo caminho da negligência, descuido,
imprudência, exposição desnecessária ao perigo.
Fatores Causais
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego...
Por me deixar respirar, por me deixar existir,
Deus lhe pague...(*)
(*) Trecho da Música “Construção” de Chico Buarque
Boa Sorte!
•Obrigada!
• anamerciavf@[Link]
•rciieira Fernandes