Alergia ao Leite de Vaca: Diretrizes e Manejo
Alergia ao Leite de Vaca: Diretrizes e Manejo
Afiliação(ões): [1] - Hospital Univesitário da Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Pediatria - Aracaju
- Sergipe - Brasil
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- Sergipe - Brasil
Dirceu Solé
E-mail: [Link]@[Link]
Afiliação(ões): [2] - Universidade Federal de São Paulo, Departamento de Pediatria - São Paulo - São Paulo - Brasil
Afiliação(ões): [1] - Hospital Univesitário da Universidade Federal de Sergipe, Departamento de Pediatria - Aracaju
- Sergipe - Brasil
Total: 7 Autores
RESUMO
Objetivos: Realizar uma revisão narrativa da literatura sobre as diretrizes atuais para alergia alimentar e
disponibilizar algoritmos com as principais recomendações para manejo de alergia às proteínas do leite de vaca
(APLV) em crianças na atenção primária.
Métodos: Foram pesquisadas publicações relevantes nas bases de dados Cochrane Library, MEDLINE, PubMed,
Guidelines International Network, National Guidelines Clearinghouse and National Institute for Health e Clinical
Excellence (NICE) com utilização das palavras-chaves sobre o tema e os artigos encontrados foram revisados,
assim como as recomendações do guia e do consenso nacional de alergia alimentar.
DESCRITORES: Alergia ao leite. Alergia alimentar. Diagnóstico. Atenção primária. Manejo da doença
ABSTRACT
Objectives: To perform a narrative review of the literature about current guidelines for food allergy and present
the main recommendations for Cows Milk Protein Allergy (CMPA) management in children at primary health care by
algorithms.
Methods: We searched for relevant publications on Cochrane Library, MEDLINE, PubMed, Guidelines International
Network, National Guidelines Clearinghouse and National Institute for Health and Clinical Excellence (NICE) using
the keywords on this topic. A comprehensive review of these publications as well as the recommendations of the
Brazilian guide and consensus for food allergy was performed.
Final remarks: Adequate diagnosis and treatment for CMPA in children is essential, considering its nutritional,
emotional and socioeconomic burden. Clinical practice guidelines provide recommendations based on scientific
evidence improving quality of care, however their implementation is challenging due to the lack of practical
algorithms applicable and accessible for the management of CMPA in primary care. In addition, the lack of
algorithms that favor accessibility to information from the extensive scientific content available is a reality that
makes relevant the proposal for a management of CMPA more practical, applicable and acessible, in order to
consolidate a clinical practice based on scientific evidence.
HEADINGS: Milk Allergy. Food allergy. Diagnosis. Primary care. Disease management
INTRODUÇÃO
mais observadas na primeira infância1 e pode ser definida como uma reação adversa de
caráter imunológico, que ocorre, de forma reprodutível, cada vez que o indivíduo
seu adequado tratamento, vêm sendo destacadas ao longo dos anos, não só pelo impacto
conteúdo publicado nas diferentes diretrizes, o que pode prejudicar a conformidade entre
para possíveis inconformidades com suas recomendações ainda não são inteiramente
entre profissionais de saúde brasileiros pode ser inadequado.5-8 Um estudo transversal, foi
alergia alimentar. A falta de recursos foi a principal barreira à adesão na percepção dos
entrevistados, mas a falta de conhecimento foi destacada pelos autores como uma barreira
acessíveis, uma vez que muitas são extensas e pouco práticas para um profissional
MÉTODOS
Guidelines Clearinghouse and National Institute for Health and Clinical Excellence
(NICE) com utilização das palavras-chaves sobre o tema e os artigos encontrados foram
demonstraram que os escores de qualidade para cada domínio avaliado variaram entre os
diferentes documentos.9 Dentre as diretrizes analisadas nesse estudo, as dez com maior
pontuação e melhor qualidade foram utilizadas como base para essa revisão.9
guidelines), mas, mesmo assim, foram utilizadas por sua relevância na prática clínica em
DIAGNÓSTICO DE APLV
Crianças são expostas precocemente às proteínas do leite de vaca (LV) pela dieta
materna (se amamentadas), pela ingestão de fórmula infantil ou durante a introdução dos
responsável pelas alergias alimentares na infância, com prevalência estimada entre 0,5%
23,5% dos pais relataram alergias alimentares em seus lactentes, mas apenas 1,9% foram
alimentar.15
A APLV pode ser classificada quanto à sua resposta imunológica em: mediada
por imunoglobulina da classe E (IgE), não-mediada por IgE ou mista (quando ocorre uma
16
resposta com componentes da mediada por IgE e não-mediada por IgE). A
Na reação mediada por IgE, os sinais e sintomas são de início rápido, minutos a
duas horas após exposição ao alérgeno.16 Nas não-mediadas por IgE, são tipicamente
crônicos e ocorrem horas e até dias após a ingestão de proteínas do LV, como resultado
de repetidas exposições.17
vômitos).17 Embora cada doença tenha sinais e sintomas únicos, eles podem se sobrepor
a criança está amamentando, o que complica ainda mais o diagnóstico, visto que existe
Reações sistêmicas
• Anafilaxia • FPIES aguda
Fonte: Adaptado do NICE Clinical Guideline, 201118
Nota: Essa lista não inclui todos os sintomas possíveis. Ausência de sintomas acima não exclui
alergia ao leite de vaca.
tempo entre ingestão e início dos sintomas, quantidade necessária, método de preparação,
pessoal e/ou familiar (pais ou irmãos) de doença atópica, como dermatite atópica, asma,
se há:
1) histórico familiar de doença alérgica; 14
não devem ser solicitados antes de ser obtida uma história clínica detalhada, focada nos
Caso a história clínica seja sugestiva de alergia mediada por IgE, o médico poderá
solicitar as dosagens séricas de IgE específicas in vitro. A detecção de IgE específica para
interpretação do exame deve ser amparada na história clínica. Estes exames, se bem
sensibilidade e especificidade.13
Valores de corte para níveis de IgE sérica específica para LV e frações, que
diferentes populações, com resultados divergentes, não sendo possível estabelecer valores
pontos de corte foram estabelecidos. Para crianças entre 1 e 18 anos de idade, o ponto de
Na APLV não mediada por IgE, não há evidências de que qualquer biomarcador,
incluindo IgE específicas para leite e frações, tenha validade clínica no diagnóstico e,
exclusão da genitora com posterior reintrodução do LV, após melhora clínica, é o melhor
elementos anormais nas fezes (sangue oculto, leucócitos) e outros marcadores fecais
como a alfa 1-antitripsina e calprotectina, em utilização isolada, não têm valor definido
tanto para diagnosticar como para descartar APLV em pacientes com manifestações
inespecíficas. 27
endoscopias, não só para diagnóstico como também para o seguimento (Tabela 2).
diagnóstico:
especialista. Pode ser realizado com extratos do LV total e/ou de suas proteínas (α-
lactalbumina, β-lactoglobulina e a caseína), além do LV fresco28 e é considerado
positivo quando o diâmetro médio da pápula for maior ou igual a 3mm em relação ao
contraindicados.29
Diagnostico diferencial
devendo ser dado o maior destaque a essa última pela sua grande prevalência em nosso
país.
Tabela 2: Diferentes apresentações clínicas e diagnóstico diferencial da APLV não mediada por
IgE.
Enteropatia induzida pela proteína Dor abdominal, diarreia, muco e sangue nas Sepsis, deficiência congênita de
alimentar, em inglês, Food Protein- fezes, hipoalbuminemia, faltering growth. dissacarídeos, doenças metabólicas,
Induced Enteropathy (FPE) doença renal crônica, FPIES,
enteropatia autoimune, síndrome da
displasia epitelial fibrose cística,
imunodeficiência e/ou infecção
crônica, doença celíaca
Esofagite eosinofílica (EoE) Regurgitações, vômitos intermitentes, DRGE, doença inflamatória intestinal
arqueamento das costas, dificuldade
alimentar e faltering growth
Constipação induzida pela Impactação fecal, dor abdominal Constipação idiopática, Doença de de
proteína alimentar Hirschsprung
TRATAMENTO DA APLV
e evitar restrições lácteas em sua dieta, a menos que a criança tenha sintomas que
sintomas que sugerem APLV, é recomendável que a mãe inicie dieta de eliminação do
restrição materna, observa-se, em média, melhora dos sintomas no lactente nas formas
IgE entre 3 e 6 dias e nas não IgE mediadas em até 14 dias. Após melhora clínica, deve-
resposta à dieta de eliminação materna, seja por outros fatores, é recomendado o uso de
fórmulas infantis. A escolha da fórmula ideal para o tratamento é uma decisão que deve
A maioria das crianças com APLV melhora com o uso da fórmula extensamente
(FAA), como tratamento de primeira linha, apenas para apresentações mais graves de
APLV, como: (1) sintomas não totalmente resolvidos com a FeH; (2) Faltering growth
sucessivas); (3) múltiplas eliminações dietéticas; (4) doenças gastrointestinais graves; (5)
esofagite eosinofílica; (6) FPIES; (7) dermatite atópica grave, quando criança em
aleitamento materno exclusivo; (8) histórico de anafilaxia. 14,17,22,34-38.
isoflavonoides em quantidades que tornam esta fórmula inadequada para uso em crianças
com menos de seis meses de idade. 22 Não é recomendada como primeira escolha pelas
sociedades internacionais. 34-38. No Brasil, porém, está indicada como primeira opção em
crianças com mais de 6 meses com alergia mediada por IgE. 14 Também pode ser indicada
se as FeH não forem aceitas/toleradas ou se o maior custo das FeH for um fator que
impeça a acessibilidade ou ainda se houver fortes preferências dos pais (por exemplo,
dieta vegana). 22 Bebidas à base de soja não devem ser utilizados para tratamento de
APLV em crianças.14, 38
Entretanto, sua segurança nutricional vem sendo estudada, o que limita, por enquanto, sua
portanto, não devem ser utilizadas para o tratamento da APLV. 22 Fórmulas isentas de
lactose contém proteínas intactas de leite de vaca, sendo assim, não devem ser utilizadas
uso de outras bebidas vegetais (arroz, nozes, aveia ou similares), como substitutos de
Leite de outros mamíferos (cabra, ovelha, búfala) não devem ser utilizados como
inferior a 10%6 e relaciona-se à presença de albumina sérica bovina, por isso a carne de
vaca não deve ser excluída da alimentação da criança a não ser que haja certeza de que
CONSIDERAÇÕES FINAIS
prática clínica têm sido publicadas para aprimorar a abordagem em crianças com suspeita
diretrizes. Destaca-se a atenção que deve ser dada à substituição inadequada do LV que
com prejuízos imediatos e/ou tardios para os lactentes. Diretrizes de alta qualidade,
podem ser capazes de consolidar uma prática clínica embasada em evidências científicas
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Fluxograma 1. Suspeita de alergia às proteínas do leite de vaca - mecanismo imunológico
envolvido.
Modificado e adaptado de VENTER et al., 2013.12
APLV: Alergia às proteínas do leite de vaca
DRGE: Doença do refluxo gastresofágico
Fluxograma 2. Manejo da alergia às proteínas do leite de vaca não IgE mediada
Modificado e adaptado de FOX et al., 2019.
APLV: Alergia às proteínas do leite de vaca.
Fluxograma 3. Manejo da alergia às proteínas do leite de vaca mediada por IgE
Modificado e adaptado de FOX et al., 2019.25
APLV: Alergia às proteínas do leite de vaca; TPO: Teste de provocação oral.
Anexos