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Produção e Vendas da Petrobras 2T24

Petrobras 2024

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Kaype Abreu
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Relatório de

Produção e Vendas
2T24

Sumário

Destaques - 2T24 3

Nossos Resultados Operacionais 4


Exploração & Produção 4
Refino, Transporte e Comercialização 6
Gás e Energias de Baixo Carbono 9
Emissões Atmosféricas 10

Anexos 12
ANEXO I - VOLUME DE VENDAS CONSOLIDADO 12
ANEXO II - EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LÍQUIDA 13
ANEXO III - EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO 13
ANEXO IV – EXPORTAÇÕES DE DERIVADOS 14

Glossário 15

AVISO

Este relatório pode conter previsões acerca de eventos futuros. Tais previsões refletem apenas expectativas dos
administradores da companhia sobre condições futuras da economia, além do setor de atuação, do desempenho
e dos resultados financeiros da companhia, dentre outros. Os termos “antecipa", "acredita", "espera", "prevê",
"pretende", "planeja", "projeta", "objetiva", "deverá", bem como outros termos similares, visam a identificar tais
previsões, as quais, evidentemente, envolvem riscos e incertezas previstos ou não pela companhia e,
consequentemente, não são garantias de resultados futuros da companhia. Portanto, os resultados futuros das
operações da companhia podem diferir das atuais expectativas, e o leitor não deve se basear exclusivamente nas
informações aqui contidas. A companhia não se obriga a atualizar as apresentações e previsões à luz de novas
informações ou de seus desdobramentos futuros. Os valores informados para 2T24 em diante são estimativas
ou metas. Os dados operacionais constantes neste relatório não são auditados pelo auditor independente.

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 2


Nossos Resultados Operacionais

Destaques - 2T24
No 2T24 a produção média de óleo, LGN e gás natural da
Produção Total Própria
Petrobras alcançou 2.699 Mboed. Na comparação com a
produção do mesmo período do ano anterior (2T23), milhões boed
tivemos um aumento de 2,4%. Dentre os principais
fatores para essa variação podemos destacar o ramp-up 2,64 2,78 2,70
dos FPSOs Almirante Barroso, P-71, Anna Nery, Anita 0,04 0,03 0,03
Garibaldi e Sepetiba, além da entrada em produção de 12 0,50 0,51 0,51
novos poços de projetos complementares, sendo 8 na
Bacia de Campos e 4 na Bacia de Santos.
2,10 2,24 2,16
Em comparação com 1T24, a produção foi 2,8% inferior
devido, principalmente, ao maior volume de perdas por
paradas para manutenções, dentro do previsto no Plano
Estratégico 2024-2028+ (PE 2024-2028+), e ao declínio 2T23 1T24 2T24
natural de campos maduros. Esses fatores foram
parcialmente compensados pela entrada de novos poços Óleo Gás Óleo e Gás - exterior
de projetos complementares nas Bacias de Campos e
Santos e pelo avanço do ramp-up do FPSO Sepetiba, no
campo de Mero.
Cabe destacar que, em 29 de junho, entrou em produção o segundo poço produtor do FPSO Sepetiba, no
campo de Mero, elevando a produção operada da plataforma para o patamar de 90 Mbpd de óleo.

No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, no 2T24 as vendas de derivados no mercado interno


aumentaram 3,2% em comparação com o trimestre anterior, alinhadas à sazonalidade de mercado. No que
se refere ao fator de utilização total (FUT) do parque de refino, o patamar continuou elevado, 91% no 2T24,
mesmo considerando as relevantes paradas programadas realizadas nas refinarias REPLAN, REDUC, RECAP,
REVAP e REGAP. Esses eventos concluíram com êxito grande parte das paradas previstas para 2024 e
envolveram cerca de 5.400 pessoas, todos realizados com respeito aos requisitos de segurança, meio
ambiente e saúde e dentro dos prazos planejados.

Atingimos recorde trimestral na participação do óleo do pré-sal na carga, de 69%, 2


p.p. maior que no 1T24, favorecendo a produção de derivados de maior valor
agregado e a diminuição de emissões.

As vendas de diesel S-10 no 2T24 representaram 63,9% das vendas totais de óleo
diesel pela Petrobras, estabelecendo um novo recorde trimestral. O diesel S-10
assume importância cada vez maior no portfólio de produtos da empresa,
apresentando baixo teor de enxofre e melhores resultados ambientais.

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 3


Nossos Resultados Operacionais

Nossos Resultados Operacionais


Exploração & Produção
Variação (%)
2T24 X 2T24 X 1S24 X
2T24 1T24 2T23 1S24 1S23
1T24 2T23 1S23
Produção de óleo, LGN e gás natural –
2.664 2.742 2.603 2.703 2.621 (2,8) 2,3 3,1
Brasil (Mboed)
Óleo e LGN (Mbpd) 2.156 2.236 2.102 2.196 2.121 (3,6) 2,6 3,5

Terra e águas rasas 35 35 48 35 52 − (27,1) (32,7)

Pós-sal profundo e ultra


306 343 346 325 364 (10,8) (11,6) (10,7)
profundo
Pré-sal 1.815 1.857 1.708 1.836 1.705 (2,3) 6,3 7,7

Gás natural (Mboed) 508 507 501 507 500 0,2 1,4 1,4

Produção de óleo, LGN e gás natural -


34 33 35 34 35 3,0 (2,9) (2,9)
exterior (Mboed)
Produção total (Mboed) 2.699 2.776 2.637 2.737 2.657 (2,8) 2,4 3,0

Produção total comercial (Mboed) 2.356 2.428 2.312 2.392 2.332 (3,0) 1,9 2,6

Produção total operada (Mboed) 3.737 3.855 3.693 3.796 3.719 (3,1) 1,2 2,1

No 1S24, a Petrobras entregou a produção planejada de 2.737 Mboed, em linha com seu PE 2024-
2028+.

A produção de óleo no pré-sal foi de 1.815 Mbpd, 2,3% abaixo do 1T24, devido, principalmente, ao maior
volume de perdas por paradas programadas e manutenções, intervenções não planejadas em grandes
máquinas nas plataformas de Búzios (tais como sistemas de compressão de gás e turbogeradores),
efeitos parcialmente compensados pelo ramp-up do FPSO Sepetiba.

A produção do pós-sal foi de 306 Mbpd, 10,8% inferior ao 1T24, principalmente em função de
intervenções não planejadas para atendimento aos requisitos de segurança operacional, maior volume
de perdas com paradas programadas e manutenções, além do declínio natural de produção. Estes
fatores foram parcialmente compensados pela entrada em produção de dois novos poços de projetos
complementares na Bacia de Campos.

A produção em terra e águas rasas foi de 35 Mbpd, em linha com a do trimestre anterior. A produção
no exterior foi de 34 Mboed, referente aos campos da Bolívia, Argentina e Estados Unidos, em linha
com a do 1T24.

Em maio de 2024, o FPSO Marechal Duque de Caxias chegou ao Brasil e concluiu, em junho, a ancoragem
no campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos. A plataforma, que será o terceiro sistema definitivo
de produção do campo, está prevista para entrar em operação no segundo semestre deste ano, e tem
capacidade para produzir até 180 Mbpd de óleo e 12 MMm³/d de gás natural.

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 4


Nossos Resultados Operacionais

Adicionalmente, o FPSO Maria Quitéria saiu do


estaleiro na China em maio de 2024. Esta
plataforma irá operar no campo de Jubarte,
localizado no pré-sal da Bacia de Campos, no
litoral do Espírito Santo, e possui tecnologias para
descarbonização, como o ciclo combinado na
geração de energia e Flare Gas Recovery Unit -
FGRU (flare fechado). Sua capacidade de produção
é de 100 Mbpd de óleo e 5 MMm³/d de gás natural.

“O FPSO Maria Quitéria está em navegação para


o Brasil e deve chegar à locação nas próximas
semanas. A unidade tem início de operação
previsto para o último trimestre de 2024,
antecipando assim o cronograma do PE 2024-
2028+, que era de entrada em operação em 2025.
O Integrado Parque das Baleias é um projeto
100% Petrobras, que faz parte do Programa de
Renovação da Bacia de Campos, e irá contribuir
para o aumento da produção, redução do custo
de extração e das emissões”.

Magda Chambriard, Presidente da Petrobras

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 5


Nossos Resultados Operacionais

Refino, Transporte e Comercialização


Variação (%)
2T24 X 2T24 X 1S24 X
2T24 1T24 2T23 1S24 1S23
1T24 2T23 1S23
Volume total de vendas no mercado
1.700 1.648 1.723 1.674 1.709 3,2 (1,3) (2,0)
interno (Mbpd)
Diesel 717 691 721 704 718 3,8 (0,6) (1,9)

Gasolina 392 386 434 389 424 1,6 (9,7) (8,3)

Querosene de Aviação (QAV) 106 107 98 106 102 (0,9) 8,2 3,9

Nafta 70 65 61 68 65 7,7 14,8 4,6

Óleo Combustível 25 37 32 31 32 (32,4) (21,9) (3,1)

Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) 219 199 212 209 203 10,1 3,3 3,0

Outros 171 163 165 167 165 4,9 3,6 1,2

Volume de produção total (Mbpd) 1.744 1.753 1.808 1.748 1.730 (0,5) (3,5) 1,0

Diesel 702 699 721 701 689 0,4 (2,6) 1,7

Gasolina 417 391 399 404 385 6,6 4,5 4,9

Querosene de Aviação (QAV) 83 92 82 87 84 (9,8) 1,2 3,6

Nafta 67 77 74 72 69 (13,0) (9,5) 4,3

Óleo Combustível 180 205 240 193 220 (12,2) (25,0) (12,3)

Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) 118 120 125 119 119 (1,7) (5,6) −

Outros 177 169 167 173 164 4,7 6,0 5,5

Outras informações operacionais

Variação (%)
2T24 X 2T24 X 1S24 X
Mbpd 2T24 1T24 2T23 1S24 1S23
1T24 2T23 1S23
Carga de referência 1.813 1.813 1.842 1.813 1.846 − (1,6) (1,8)
Carga de destilação total 1.642 1.670 1.708 1.656 1.637 (1,7) (3,9) 1,2
Fator de utilização total do parque de
91% 92% 93% 91% 89% (1,0) (2,0) 2,0
refino (*)
Carga fresca processada 1.616 1.628 1.677 1.622 1.602 (0,7) (3,6) 1,2
Carga de LGN processada 47 48 48 48 47 (2,1) (2,1) 2,1
Participação do óleo nacional na carga
91% 91% 91% 91% 90% − − 1,0
(*)
Participação do óleo do pré-sal na
69% 67% 67% 68% 65% 2,0 2,0 3,0
carga (*)
(*) Variações em pontos percentuais.

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 6


Nossos Resultados Operacionais

Vendas

O volume de vendas de derivados no 2T24 aumentou 3,2% em relação ao 1T24, principalmente em função
do aumento de vendas de diesel e de GLP.
As vendas de diesel no mercado interno apresentaram alta de 3,8% entre o 2T24 e o 1T24, mesmo com o
aumento da mistura mínima obrigatória de biodiesel, que passou de 12% para 14% em março de 2024. O
principal fator para o aumento das vendas deste derivado foi o consumo, tipicamente mais alto no segundo
trimestre de cada ano em relação ao primeiro, reflexo de uma maior atividade econômica.
O volume de vendas de GLP no 2T24 foi 10,1% superior ao do trimestre anterior em decorrência das
temperaturas médias mais baixas registradas nos principais centros consumidores do país no segundo
trimestre e da menor demanda sazonal do produto no primeiro trimestre, período de férias e de menor
atividade da indústria de transformação.
As vendas de gasolina no 2T24 registraram crescimento de 1,6% em relação ao 1T24 devido, principalmente,
ao aumento de competitividade da gasolina em relação ao etanol hidratado no abastecimento dos veículos
flex.

Produção

A produção de derivados no 2T24 teve leve redução de 0,5% em relação ao 1T24, com incremento de
produção dos derivados de maior valor agregado (diesel e gasolina) em relação aos produtos de menor valor
agregado (GLP, nafta e óleo combustível).
A produção de diesel, gasolina e QAV no 2T24 atingiu 69% de participação do volume total produzido, 2 p.p.
acima do 1T24, demonstrando o esforço contínuo no parque de refino em eficiência e versatilidade nas
plantas de processo.

Alcançamos recorde de produção de diesel S-10 na


Refinaria Presidente Bernardes (RPBC) em maio com a
produção de 70,6 Mbpd. Destacamos também recorde
semestral de produção de QAV no 1S24 de 37 Mbpd
pela Refinaria Henrique Lage (REVAP), mesmo com a
parada de uma das unidades de hidrotratamento no
2T24. A REVAP registrou ainda a marca de 44.500
toneladas de asfalto em junho, a maior produção desde
fevereiro de 2014.

“A Petrobras vem trabalhando para incrementar a


oferta de diesel para o mercado brasileiro... Estamos
cumprindo os requisitos de forma competitiva, segura
e com menores impactos ambientais”. William França,
Diretor de Processos Industriais e Produtos

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 7


Nossos Resultados Operacionais

Os projetos e iniciativas do Programa RefTOP (Refino de Classe Mundial) contribuem para


o avanço contínuo da redução da Intensidade Energética das refinarias, com resultado de
104,1 pontos no primeiro semestre de 2024, 1,0 ponto abaixo do resultado do primeiro
semestre de 2023. Para informações sobre a Intensidade de Emissão de Gases de Efeito Estufa, veja
seção “Emissões Atmosféricas”.

Obtivemos autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para
a comercialização de combustível marítimo com conteúdo renovável. Somos a primeira companhia
do país a receber a autorização para entregar ao mercado bunker com 24% de biodiesel.

“O desenvolvimento de tecnologias e produtos


mais sustentáveis é prioridade para a
companhia. A autorização concedida pela ANP
para a comercialização do VLS B24* é mais um
indicativo da correção da nossa estratégia de
apresentar soluções economicamente viáveis e
adequadas às demandas da sociedade por
sustentabilidade”.

Claudio Schlosser, Diretor de Logística,


Comercialização e Mercados

*O VLS (Very Low Sulfur) B24 produzido pela Petrobras é resultado da mistura de bunker de origem mineral com 24% de biodiesel.

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 8


Nossos Resultados Operacionais

Gás e Energias de Baixo Carbono


Variação (%)
2T24 X 2T24 X 1S24 X
2T24 1T24 2T23 1S24 1S23
1T24 2T23 1S23
Gás Natural (MM m³/dia)
Venda de gás natural e para consumo
44 47 50 46 50 (6,4) (12,0) (8,0)
interno
Oferta
Entrega de gás nacional 29 30 33 30 33 (3,3) (12,1) (9,1)
Regaseificação de GNL 3 3 3 3 1 − − 200,0
Importação de gás natural da Bolívia 13 15 15 14 17 (13,3) (13,3) (17,6)
Energia (MW médio)
Venda de Disponibilidade Térmica em Leilão 1.186 1.186 1.655 1.186 1.655 0,0 (28,3) (28,3)
Venda de energia elétrica 418 442 550 430 556 (5,5) (24,0) (22,7)

No 2T24, a venda de gás natural pela Petrobras teve redução de cerca de 3 milhões de m³/dia em relação ao
1T24, em função do aumento da participação de outros agentes, decorrente do processo de abertura de
mercado. Pelo lado da oferta, houve redução de 2 milhões de m³/dia de importação de gás natural da Bolívia
pela Petrobras, em linha com as flexibilidades contratuais negociadas.
No 2T24, a venda de disponibilidade térmica em leilão se manteve constante em relação ao 1T24, mas
apresentou redução de 28% em comparação ao 2T23, decorrente de encerramento de contratos de leilão
das usinas termoelétricas (UTEs) Seropédica, Três Lagoas e Termoceará.
A venda da energia elétrica gerada no 2T24 se manteve acima de 400 MWmed, apesar da condição
hidrológica favorável, confirmando a nova tendência do setor elétrico de geração de energia em horário de
pico de consumo para compensar a intermitência das fontes renováveis.

No 2T24 foram celebrados e aditados


contratos de fornecimento de gás
natural com volume aproximado de 940
mil m³/d na modalidade de consumidor livre.
Foram celebrados também aditivos aos contratos
de fornecimento com seis distribuidoras, para
inclusão do mecanismo de prêmio por performance
com redução de preços a partir de consumo a maior
pelos clientes, novo mecanismo criado buscando
mais competitividade frente à concorrência.

"A nova carteira de produtos de gás oferece um portfólio


diversificado de contratos em um ambiente competitivo,
de abertura de mercado. Atuamos sempre para ser a
melhor opção de fornecimento para nossos parceiros
comerciais." Maurício Tolmasquim, Diretor de Transição
Energética e Sustentabilidade

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 9


Nossos Resultados Operacionais

Emissões Atmosféricas
O acompanhamento dos indicadores de emissões de gases de efeito estufa (GEE) incentiva a adoção de
práticas e o desenvolvimento de projetos visando à redução das emissões destes gases pela companhia, de
forma alinhada aos compromissos de clima divulgados no PE 2024-2028+ da Petrobras, visando maximizar
a geração de valor frente aos riscos e oportunidades vinculados à transição justa para uma economia de
baixo carbono.

Emissões operacionais de GEE das atividades de óleo e gás

Dentre os indicadores de emissão acompanhados pela Petrobras, o


indicador GEE – O&G mensura as emissões operacionais das
atividades de óleo e gás de forma isolada, ou seja, sem incluir as
emissões oriundas da atuação no mercado de termeletricidade, o
qual é bastante impactado pelos despachos termelétricos
solicitados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico).

As emissões de GEE – O&G no 1S24 foram de 21,4 milhões de


toneladas, patamar similar ao 1S23, no qual alcançaram 20,7 milhões de toneladas. . Este resultado se deve
tanto por inciativas no E&P, quanto no Refino. As emissões do E&P no 1S24 refletem, principalmente, as
paradas não-programadas de unidades do pós-sal, a otimizações operacionais (melhoria no Índice de
Utilização do Gás Associado - IUGA) nas unidades do pré-sal e a postergação de entrada de recursos de
sondagem e apoio submarino. No Refino, destaque para as medidas de eficiência energéticas e de
manutenção dos equipamentos visando o aumento da eficiência operacional.

Intensidade de Emissões de Gases do Efeito Estufa (IGEE)

E&P

O resultado do 1S24 representa um aumento de 0,5 kgCO2e/boe


produzido em relação ao realizado em 2023. Vale ressaltar que esse
resultado era esperado e está associado principalmente ao
comissionamento do FPSO Sepetiba. O resultado observado no
1S24 foi impactado pelas paradas não-programadas de unidades
do pós-sal, pelo IUGA otimizado nas unidades do pré-sal e pela
postergação de entrada de recursos de sondagem e apoio
submarino. Destaca-se também a otimização da operação dos
turbogeradores nos ativos do pós-sal.

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24


Anexos

Refino

O resultado no 1S24 foi 0,4 kgCO2e/CWT abaixo do realizado


em 2023, reforçando a tendência de queda observada desde
2020, em função das medidas de eficiência energética e de
manutenção dos equipamentos visando o aumento da
eficiência operacional.

Intensidade de Emissões de Gases do Efeito Estufa - Metano

As metas de intensidade de carbono dos segmentos na Petrobras incorporam todos os gases do efeito
estufa, inclusive metano, que possui uma métrica específica por apresentar potencial de aquecimento muito
elevado no curto prazo.

O resultado do 1S24 no E&P foi 0,1 tCH4/mil tHC abaixo do


realizado em 2023. Contribuíram para este resultado, além dos
projetos de descarbonização, as diversas ações de melhoria
operacional e as frentes de trabalho para atender aos
requisitos da Oil and Gas e Methane Partnership (OGMP), que
visam alcançar a ambição de "near zero methane" em 2030,
iniciativa aderida pela Petrobras em conjunto com a Oil and Gas
Climate Initiative (OGCI).

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 11


Anexos

Anexos
ANEXO I - VOLUME DE VENDAS CONSOLIDADO

Variação (%)
2T24 X 2T24 X 1S24 X
Volume de vendas (Mbpd) 2T24 1T24 2T23 1S24 1S23
1T24 2T23 1S23

Diesel 717 691 721 704 717 3,8 (0,6) (1,8)

Gasolina 392 386 434 389 424 1,6 (9,7) (8,3)

QAV 106 107 98 106 102 (0,9) 8,2 3,9

Nafta 70 65 61 68 65 7,7 14,8 4,6

Óleo combustível 25 37 32 31 32 (32,4) (21,9) (3,1)

GLP 219 199 212 209 203 10,1 3,3 3,0

Outros 171 163 165 167 165 4,9 3,6 1,2

Total de derivados 1.700 1.648 1.723 1.674 1.708 3,2 (1,3) (2,0)

Renováveis, nitrogenados e outros 6 5 4 6 4 20,0 50,0 50,0

Petróleo 141 164 188 152 191 (14,0) (25,0) (20,4)

Gás natural 195 214 221 204 226 (8,9) (11,8) (9,7)

Total mercado interno 2.042 2.031 2.136 2.036 2.129 0,5 (4,4) (4,4)

Exportação de petróleo, derivados e


851 848 628 849 757 0,4 35,5 12,2
outros
Vendas no exterior 44 38 60 41 53 15,8 (26,7) (22,6)

Total mercado externo 895 886 688 890 810 1,0 30,1 9,9

Total geral 2.937 2.917 2.824 2.926 2.939 0,7 4,0 (0,4)

PETROBRAS | Relatório de Produção e Vendas | 2T24 12


Anexos

ANEXO II - EXPORTAÇÃO E IMPORTAÇÃO LÍQUIDA

Variação (%)
2T24 X 2T24 X 1S24 X
Mil barris por dia (Mbpd) 2T24 1T24 2T23 1S24 1S23
1T24 2T23 1S23

Exportação (importação) líquida 547 504 268 525 394 8.5 104,1 33,2

Importação 304 344 358 324 362 (11,6) (15,1) (10,5)

Petróleo 168 164 129 166 166 2.4 30.2 -

Diesel 37 87 93 62 81 (57,5) (60,2) (23,5)

Gasolina 11 25 52 18 46 (56,0) (78,8) (60,9)

Nafta 0 0 0 0 0 - - -

GLP 70 53 66 62 50 32,1 6,1 24,0

Outros derivados 18 15 18 16 19 20,0 - (15,8)

Exportação 851 848 626 849 756 0,4 35,9 12,3

Petróleo 651 650 411 650 571 0,2 58,4 13,8

Óleo Combustível 137 165 177 151 155 (17,0) (22,6) (2,6)

Outros derivados 63 33 38 48 30 90,9 65,8 60,0

No 2T24 as exportações de petróleo ficaram em linha com 1T24.

As exportações de óleo combustível foram menores em função da menor produção do derivado, sustentada
pela elevada disponibilidade e eficiência das unidades de conversão e tratamento das refinarias nesse
trimestre, além da destinação de correntes de óleo combustível para produção de Cimento Asfáltico de
Petróleo (CAP), acompanhando o aquecimento do mercado. Por outro lado, tivemos aumento das
exportações de gasolina devido à maior produção.

Houve redução das importações, principalmente de diesel, devido às maiores importações realizadas no
trimestre anterior para recomposição de estoques, em função das paradas de manutenção.

ANEXO III - EXPORTAÇÕES DE PETRÓLEO*

País 2T24 1T24 2T23

China 50% 46% 28%

Europa 30% 31% 20%

Am Latina 5% 6% 26%

EUA 5% 7% 14%

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Anexos

Ásia (Ex China) 9% 10% 11%

Caribe 1% 0% 0%

ANEXO IV – EXPORTAÇÕES DE DERIVADOS*

País 2T24 1T24 (1) 2T23

Cingapura 40% 51% 50%

EUA 50% 34% 37%

Outros 10% 15% 13%

(1) Reapresentação dos números já divulgados do 1T24, devido a apuração de divergências na conversão dos volumes.

No segundo trimestre de 2024 a exportação de petróleo esteve alinhada ao trimestre anterior tanto em
termos de volume quanto em relação aos principais mercados de destino, com China e Europa respondendo
por cerca de 80% das vendas. O petróleo Búzios segue a principal corrente na cesta de exportação,
respondendo por quase metade do volume exportado.

* Referem-se a exportações segundo o critério físico de saída da costa brasileira.

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Glossário

Glossário

C
Carga de referência: carga máxima sustentável de petróleo alcançada nas unidades de destilação, no final
do período, respeitando os limites de projeto dos equipamentos e os requisitos de segurança, meio
ambiente e qualidade dos produtos. É menor que a capacidade autorizada pela ANP (inclusive autorizações
temporárias) e órgãos ambientais.
Carga de destilação total: carga das unidades de destilação composta por petróleo, C5+, resíduos e
reprocessamentos, inclusive de terminais.
Carga fresca processada: é o volume de petróleo processado nas unidades de destilação, formado por
petróleo e C5+.
Carga de LGN processada: é o volume de LGN processado nas unidades do refino.

EEntrega de gás nacional: volume operacional de gás natural processado (seco), de origem nacional (onshore
ou offshore), disponibilizado pela Petrobras para o mercado na saída das unidades de processamento de
gás natural, convertido para o PCS de referência de 9400 kcal/m³. Inclui tanto o gás cuja origem é a produção
própria da Petrobras quanto o gás comprado de parceiros. Não abarca os volumes de gás pertencentes aos
agentes que contratam diretamente o serviço de processamento nas unidades.
Exploração & Produção (E&P): O segmento abrange as atividades de exploração, desenvolvimento e
produção de petróleo bruto, LGN e gás natural no Brasil e no exterior, com o objetivo principal de abastecer
nossas refinarias domésticas. Este segmento também opera por meio de parcerias com outras empresas,
incluindo participações em empresas estrangeiras neste segmento.

F
Fator de utilização total do parque de refino: percentual de utilização do parque de refino em relação à sua
carga de referência. Considera toda a carga nas unidades de destilação, composta por petróleo, C5+,
resíduos, reprocessamentos, inclusive de terminais.
FGRU: Sistema de recuperação de gases de tocha (FGRU, de Flare Gas Recovery Unit). Permite que esse gás
retorne para processamento na unidade, evitando a sua queima e a consequente emissão de gases de efeito
estufa.

G
Gás & Energias de Baixo Carbono (G&EBC): O segmento abrange as atividades de logística e comercialização
de gás natural e eletricidade, o transporte e a comercialização de GNL, a geração de eletricidade por meio
de usinas termelétricas, bem como o processamento de gás natural. Também inclui negócios de energia
renovável, serviços de baixo carbono (captura, utilização e armazenamento de carbono) e a produção de
biodiesel e seus derivados.

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Glossário

I
Índice de Utilização de Gás Associado (IUGA): percentual do volume de gás associado utilizado em relação
ao volume total de gás associado produzido
Intensidade de Carbono do E&P: Emissões de GEE, em termos de CO₂e, provenientes das atividades de E&P
em relação à produção total operada de óleo e gás (wellhead) registrada no mesmo período. São
consideradas as emissões de GEE de Escopo 1 e 2. Este indicador representa a taxa de emissão de gases de
efeito estufa por unidade de barril de óleo equivalente produzido, sendo utilizado para análise da
performance em carbono dos ativos em nosso portfólio atual e futuro.
Intensidade de Carbono do Refino: Emissões de GEE, em termos de CO₂e, provenientes das atividades de
Refino em relação à unidade de atividade denominada CWT (Complexity Weighted Tonne). O CWT
representa uma medida de atividade, que considera tanto o efeito da carga processada quanto a
complexidade de cada refinaria, permitindo a comparação do potencial de emissões de GEE entre refinarias
com perfis e portes diferenciados. Este indicador compõe a análise da performance em carbono dos ativos
em nosso portfólio atual e futuro.
Intensidade de Carbono Térmicas: Emissões de GEE, em termos de CO₂e, provenientes dos processos das
Usinas Termelétricas em relação a energia elétrica gerada. São consideradas as emissões de GEE de Escopo
1 e 2. Este indicador compõe a análise da performance em carbono dos ativos em nosso portfólio atual e
futuro.
Intensidade de Emissões de GEE no E&P: Emissões de GEE, em termos de CO₂e, das atividades de E&P em
relação à produção total de petróleo e gás operada (cabeça do poço) registrada no mesmo período. As
emissões de GEE do Escopo 1 e 2 são consideradas. Este indicador representa a taxa de emissões de GEE
por barril de óleo equivalente produzido. Abrange atividades de exploração e produção de petróleo e gás
sob controle operacional e é usado para analisar o desempenho de carbono dos ativos em nosso portfólio
atual e futuro.
Intensidade de Emissões de GEE no Refino: Intensidade de Emissões de GEE na Refinaria. Emissões de GEE,
em termos de CO₂e, das atividades de refino em relação à unidade de atividade chamada Complexidade
Ponderada por Tonelada (“CWT”). O CWT representa uma medida de atividade, semelhante à UEDC
(Capacidade de Destilação Equivalente Utilizada), que considera o potencial de emissões de GEE,
equivalente à destilação, por unidade de processo, permitindo melhor comparabilidade entre refinarias de
diferentes complexidades. Este indicador abrange atividades de refino com controle operacional e compõe
a análise do desempenho de carbono dos ativos em nosso portfólio atual e futuro.
Intensidade Emissões Metano: O indicador utiliza a métrica da IOGP que representa a razão entre a emissão
de metano e a produção total operada de hidrocarbonetos.

L
LGN: Líquidos de Gás Natural, o líquido resultante do processamento de gás natural e contendo os
hidrocarbonetos gasosos mais pesados.

M
Mboed: Mil barris de óleo equivalente por dia
Mbpd: Mil barris por dia

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Glossário

P
Produção total: Produção de óleo, LGN e gás natural (considera o volume de gás natural reinjetado e não
comercializado)
Produção total comercial: Produção de óleo, LGN e gás natural comercial (desconta o volume de gás natural
reinjetado e não comercializado).
Produção total operada: Produção de um campo de gás ou petróleo, incluindo a participação da Petrobras
e a participação dos parceiros.

Regaseificação de GNL: volume operacional de GNL que foi regaseificado e disponibilizado pela Petrobras
para o mercado na saída dos terminais de GNL, convertido para o PCS de referência de 9400 kcal/m³. Os
volumes que foram transferidos dos navios metaneiros para os navios regaseificadores mas ainda não
foram regaseificados não compõem esta medida.

Refino, Transporte e Comercialização (RTC): O segmento abrange as atividades de refino, logística,


transporte, aquisição e exportação de petróleo bruto, bem como negociação de derivados de petróleo no
Brasil e no exterior. Este segmento também inclui operações petroquímicas (que envolvem participações
em empresas petroquímicas no Brasil) e produção de fertilizantes.

Venda de Disponibilidade Térmica em Leilão (MW médio): volume que o agente gerador termelétrico se
compromete em disponibilizar ao sistema elétrico para atendimento de eventuais acionamentos da usina,
ou seja, independentemente da sua geração efetiva. Nos contratos de Comercialização de Energia no
Ambiente Regulado por Disponibilidade o agente gerador recebe uma parcela fixa, associada à capacidade
disponibilizada ao sistema elétrico, e, uma parcela variável, associada a efetiva geração de energia da usina.

VLS B24: VLS (Very Low Sulfur) B24 é um combustível marítimo com conteúdo renovável (bunker com 24 %
de biodiesel), resultado da mistura de bunker de origem mineral com biodiesel certificado pela ISCC EU RED,
uma das mais tradicionais certificações existentes no mercado, aplicável para rastreabilidade e cálculo das
emissões de gases de efeito estufa de matérias-primas e bioprodutos sustentáveis.

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Petrobras | Relações com Investidores
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