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TJ-SP

Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo

Escrevente Técnico Judiciário

Matemática
Obra

TJ-SP – Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo


Escrevente Técnico Judiciário

Autores

MATEMÁTICA • Edson Júnior e Kairton Batista (Prof. Kaká)

ISBN: 978-65-5451-344-9

Edição: Maio/2024

Todos os direitos autorais desta obra são reservados e protegidos


pela Lei nº 9.610/1998. É proibida a reprodução parcial ou total,
por qualquer meio, sem autorização prévia expressa por escrito da
editora Nova Concursos.

Esta obra é vendida sem a garantia de atualização futura. No caso Dúvidas


de atualizações voluntárias e erratas, serão disponibilizadas no
site [Link]. Para acessar, clique em “Erratas [Link]/contato
e Retificações”, no rodapé da página, e siga as orientações. sac@[Link]
SUMÁRIO

MATEMÁTICA..........................................................................................................................5
OPERAÇÕES COM NÚMEROS REAIS.................................................................................................. 5

MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM E MÁXIMO DIVISOR COMUM........................................................... 12

RAZÃO E PROPORÇÃO....................................................................................................................... 13

PORCENTAGEM................................................................................................................................... 18

REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA......................................................................................... 20

MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES E PONDERADA................................................................................ 24

JUROS SIMPLES................................................................................................................................. 25

EQUAÇÃO DO 1° E 2° GRAUS.............................................................................................................. 27

SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1° GRAU.............................................................................................. 30

RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS: TABELAS E GRÁFICOS................................................................. 32

SISTEMAS DE MEDIDAS USUAIS...................................................................................................... 35

NOÇÕES DE GEOMETRIA................................................................................................................... 38

ÂNGULO..............................................................................................................................................................38

PERÍMETRO........................................................................................................................................................40

FORMA E ÁREA..................................................................................................................................................40

Teorema de Pitágoras....................................................................................................................................44

VOLUME.............................................................................................................................................................47

RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA........................................................................................ 51
MATEMÁTICA

OPERAÇÕES COM NÚMEROS REAIS

NÚMEROS NATURAIS

Os números construídos com os algarismos de 0 a 9 são chamados de naturais. O símbolo


desse conjunto é a letra N, e podemos escrever os seus elementos entre chaves: N = {0, 1, 2, 3,
4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, …}.
Os três pontos, conhecidos como reticências, indicam que este conjunto tem infinitos
números naturais.
O zero não é um número natural propriamente dito, pois não é um número de “contagem
natural”. Utiliza-se o símbolo N* para designar os números naturais positivos (excluindo o
zero). Veja: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7…}.

Importante!
O símbolo do conjunto dos números naturais é a letra N, e podemos ter ainda o símbolo
N*, que representa os números naturais positivos, isto é, excluindo o zero.

Conceitos básicos relacionados aos números naturais:

z Sucessor: é o próximo número natural.

„ Exemplo: o sucessor de 4 é 5, e o sucessor de 51 é 52. Ou seja, o sucessor do número “n”


é o número “n + 1”;

z Antecessor: é o número natural anterior.

„ Exemplo: o antecessor de 8 é 7, e o antecessor de 77 é 76. Ou seja, o antecessor do núme-


ro “n” é o número “n – 1”;

z Números consecutivos: são números em sequência;


MATEMÁTICA

„ Exemplo: 5, 6, 7 são números consecutivos, porém 10, 9, 11 não são. Assim, (n – 1, n e n


+ 1) são números consecutivos;

z Números naturais pares: são aqueles que, ao serem divididos por 2, não deixam resto.
Por isso, o zero também é par. Logo, todos os números que terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8 são
pares;
z Números naturais ímpares: ao serem divididos por 2, deixam o resto 1; 5
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z Todos os números que terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9 são ímpares.

Também é importante lembrar que:

z A soma ou subtração de dois números pares tem resultado par:

12 + 8 = 20 | 12 – 8 = 4;

z A soma ou subtração de dois números ímpares tem resultado par:

13 + 7 = 20 | 13 – 7 = 6;

z A soma ou subtração de um número par com outro ímpar tem resultado ímpar:

14 + 5 = 19 | 14 – 5 = 9;

z A multiplicação de números pares tem resultado par:

8 · 6 = 48;

z A multiplicação de números ímpares tem resultado ímpar:

3 · 7 = 21;

z A multiplicação de um número par por um número ímpar tem resultado par:

4 · 5 = 20.

NÚMEROS INTEIROS

Os números inteiros são os números naturais e seus respectivos opostos (negativos). Veja:
Z = {..., –7, -–6, –5, –4, –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, ...}.
O símbolo desse conjunto é a letra Z. Uma coisa importante é saber que todos os números
naturais são inteiros, mas nem todos os números inteiros são naturais. Sendo assim, pode-
mos representar por meio de diagramas e afirmar que o conjunto de números naturais está
contido no conjunto de números inteiros, ou ainda que N é um subconjunto de Z. Observe:

6
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Podemos destacar alguns subconjuntos de números. Veja:

z Números inteiros não negativos: {4, 5, 6...}. Veja que são os números naturais;
z Números inteiros não positivos: {… –3, –2, –1, 0}. Veja que o zero também faz parte deste
conjunto, pois ele não é positivo nem negativo;
z Números inteiros negativos: {… –3, –2, –1}. O zero não faz parte;
z Números inteiros positivos: {5, 6, 7...}. Novamente, o zero não faz parte.

Operações com Números Inteiros

Há quatro operações básicas que podemos efetuar com estes números, são elas: adição,
subtração, multiplicação e divisão.

Adição

É dada pela soma de dois números. Ou seja, a adição de 20 e 5 é: 20 + 5 = 25.


Veja mais alguns exemplos:

z Adição de 15 e 3: 15 + 3 = 18;
z Adição de 55 e 30: 55 + 30 = 85.

z Principais Propriedades da Operação de Adição

„ Propriedade comutativa: a ordem dos números não altera a soma —> 115 + 35 é igual
a 35 + 115;
„ Propriedade associativa: quando é feita a adição de 3 ou mais números, podemos
somar 2 deles primeiramente, e depois somar o outro. Independentemente da ordem
vamos obter o mesmo resultado —> 2 + 3 + 5 = (2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10;
„ Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da adição, pois qualquer número somado
a zero é igual a ele mesmo —> 27 + 0 = 27; 55 + 0 = 55;
„ Propriedade do fechamento: a soma de dois números inteiros sempre gera outro
número inteiro. Exemplo: a soma dos números inteiros 8 e 2 gera o número inteiro 10
(8 + 2 = 10).

Subtração

Subtrair dois números é o mesmo que diminuir de um deles o valor do outro. Ou seja, sub-
trair 7 de 20 significa retirar 7 de 20, restando 13: 20 – 7 = 13.
Veja mais alguns exemplos:
MATEMÁTICA

z Subtrair 5 de 16: 16 – 5 = 11;


z 10 subtraído de 30: 30 – 10 = 20.

z Principais Propriedades da Operação de Subtração

7
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„ Elemento neutro: o zero é o elemento neutro da subtração, pois, ao subtrair zero de
qualquer número, este número permanecerá inalterado → 13 – 0 = 13;
„ Propriedade do fechamento: a subtração de dois números inteiros sempre gera outro
número inteiro → 33 – 10 = 23.

Multiplicação

A multiplicação funciona como se fosse uma repetição de adições. Veja: a multiplicação 20


· 3 é igual à soma do número 20 três vezes (20 + 20 + 20), ou à soma do número 3 vinte vezes
(3 + 3 + 3 + ... + 3).
Algo que é muito importante, e que você deve lembrar sempre, são as regras de sinais na
multiplicação de números.

SINAIS NA MULTIPLICAÇÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –

Atenção:

z a multiplicação de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 51 · 2 = 102; (–33) · (–3)
= 99;
z a multiplicação de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 · (–4) = –100;
(–15) · 5 = –75.

z Principais Propriedades da Operação de Multiplicação

„ Propriedade comutativa: A · B é igual a B · A, ou seja, a ordem não altera o resultado


—> 8 · 5 = 5 · 8 = 40;
„ Propriedade associativa: (A · B) · C é igual a (C · B) · A, que é igual a (A · C) · B —> (3 · 4)
· 2 = 3 · (4 · 2) = (3 · 2) · 4 = 24;
„ Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da multiplicação, pois ao multipli-
car 1 por qualquer número, esse número permanecerá inalterado —> 15 · 1 = 15;
„ Propriedade do fechamento: a multiplicação de números inteiros sempre gera um
número inteiro —> 9 · 5 = 45;
„ Propriedade distributiva: essa propriedade é exclusiva da multiplicação. Veja como
fica: A · (B + C) = (A · B) + (A · C), ou seja, 3 · (5+7) = 3 · (12) = 36.

Usando a propriedade: 3 · (5 + 7) = 3 · 5 + 3 · 7 = 15 + 21 = 36.

8
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Divisão

Quando dividimos A por B, queremos repartir a quantidade A em partes de mesmo valor,


sendo um total de B partes.
Exemplo: temos 50 balas e queremos dividir entre 10 pessoas, isto é, queremos dividir 50
em 10 partes de mesmo valor. Ou seja, nesse caso teremos 10 partes de 5 unidades, pois se
multiplicarmos 10 · 5 = 50. Ou, ainda, podemos somar 5 unidades 10 vezes consecutivas, ou
seja, 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 + 5 = 50.
Algo que é muito importante, e que você deve lembrar sempre, são as regras de sinais na
divisão de números.

SINAIS NA DIVISÃO
Operações Resultados
+ + +
– – +
+ – –
– + –

Atenção:

z a divisão de números de mesmo sinal tem resultado positivo: 60 ÷ 3 = 20; (–45) ÷ (–15) = 3;
z a divisão de números de sinais diferentes tem resultado negativo: 25 ÷ (–5) = –5; (–120) ÷ 5
= –24

Esquematizando:

Dividendo
Divisor

30 5
0 6

Resto Quociente

Dividendo = Divisor · Quociente + Resto


30 = 5 · 6 + 0

z Principais Propriedades da Operação de Divisão

„ Elemento neutro: a unidade (1) é o elemento neutro da divisão, pois, ao dividir qual-
quer número por 1, o resultado será o próprio número —> 15 ÷ 1 = 15.
MATEMÁTICA

Atenção! A divisão não possui propriedade do fechamento, diferenciando-se das demais


operações com números inteiros. A divisão não possui essa propriedade, uma vez que ao
dividir números inteiros podemos obter resultados fracionários ou decimais: 2 ÷ 10 = 0,2 (não
pertence ao conjunto dos números inteiros).

9
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NÚMEROS RACIONAIS

São aqueles que podem ser escritos na forma da divisão (fração) de dois números inteiros.
A
Ou seja, escritos na forma B (A dividido por B), onde A e B são números inteiros.
7 –15
Exemplos: 4 e 9 são racionais. Veja, também, que os números 87, 321 e 1221 são racio-
nais, pois são divididos pelo número 1.
Atente-se: qualquer número natural é também inteiro e todo número inteiro é também
racional.
O símbolo desse conjunto é a letra Q e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros e racionais, veja:

Representação Fracionária e Decimal

Há 3 tipos de números no conjunto dos números racionais:

8 3 7
z Frações: 3 , 5 , 11 etc.;
z Números decimais com finitas casas: 1,75;
z Dízimas periódicas: 0,33333...

Operações e Propriedades dos Números Racionais

As operações de adição e subtração de números racionais seguem a mesma lógica das ope-
rações com números inteiros. Veja:

15,25 + 5,15 = 15,25


20,4
+05,15
20,40

57,3 – 0,12 = 57,30


57,18
+00,12
57,18

z Multiplicação de números decimais: aplicamos o mesmo procedimento da multiplica-


ção comum, contudo, precisamos ficar atentos à colocação da vírgula.
10
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4,6 · 1,70 = 6,9020 ou 6,902

4,06 → 2 casas
decimais
x 1,70 → 2 casas
decimais
000
2842
+406
6,9020 → 4 casas
decimais

z Divisão de números decimais: devemos multiplicar ambos os números (divisor e divi-


dendo) por uma potência de 10 (10, 100, 1000, 10000 etc.), de modo a retirar todas as casas
decimais presentes. Após isso, é só efetuar a operação normalmente.

5,7 ÷ 1,3
5,7 · 100 = 570
1,3 · 100 = 130
570 ÷ 130 = 4,38

NÚMEROS REAIS

É o conjunto que envolve todos os outros conjuntos, ou seja, aqui encontramos os números
naturais, inteiros e racionais, envolvidos de uma única maneira. Dentro dos números reais,
podemos envolver todos os outros números dentro das operações matemáticas, sejam elas de
adição, subtração, multiplicação ou divisão.
O símbolo desse conjunto é a letra R e podemos representar por meio de diagramas a rela-
ção entre os conjuntos naturais, inteiros, racionais e reais. Veja:

Z
R
N
MATEMÁTICA

Operações e Propriedades dos Números Reais

As operações adição, subtração, multiplicação e divisão ocorrem com os números reais tal
como ocorre com os números racionais.

11
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MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM E MÁXIMO DIVISOR COMUM

MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM

Os múltiplos de um número X são aqueles números que podem ser obtidos multiplicando
X por outro número natural. Agora, observe os múltiplos dos números 4 e 6:
M(4) = 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, 36, ...
M(6) = 6, 12, 18, 24, 30, 36, 42, ...
Quais são os múltiplos iguais (comuns) entre os números? São eles: 12, 24, 36. E qual o
menor deles? É o número 12. Sendo assim, o número 12 é o menor múltiplo comum entre 4 e
6, ou seja, o MMC entre 4 e 6 é igual a 12.

Cálculo do MMC por Fatoração Simultânea

Podemos calcular o MMC entre 2 ou mais números, de maneira mais rápida, fazendo a
fatoração simultânea dos dois números. Veja:
Ex.: calcule o MMC entre 6 e 8.

6–8 2 (aqui devemos colocar o menor número primo)

3–4 2 (nesse caso repetimos o número 3, pois ele não é dividido pelo 2)

3–2 2

3–1 3

1–1 · · ·
MMC = 2 2 2 3 = 24.

Logo, o MMC (6 e 8) = 24.


Com esse método, é possível calcular o MMC entre vários números. Vamos exercitar nova-
mente, dessa vez com mais números.
Ex.: calcule o MMC entre os números 10, 12, 20.

10 – 12 – 20 2 (aqui devemos colocar o menor número primo)

5 – 6 – 10 2 (nesse caso repetimos o número 3, pois ele não é dividido pelo 2)

5–3–5 3

5–1–5 5

1–1–1 · · ·
MMC = 2 2 3 5 = 60.

Logo, o MMC (10, 12 e 20) = 60.


Passos para calcular o MMC (fatoração simultânea):

z montar uma coluna para os fatores primos e colunas para cada um dos números;
z começar a divisão dos números pelo menor fator primo (2) e só ir aumentando quando
nenhum dos números puder ser dividido.

Se algum dos números não puder ser dividido, basta copiá-lo para a próxima linha. O obje-
tivo é fazer com que todos os números cheguem ao valor 1. O MMC será a multiplicação dos
fatores primos utilizados.

12
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MÁXIMO DIVISOR COMUM (MDC)

O máximo divisor comum (MDC ou M.D.C.) corresponde ao maior número divisível entre
dois ou mais números inteiros.
Os divisores comuns de 12 e 18 são 1, 2, 3 e 6. Dentre estes, o número maior é o 6. Sendo
assim, o número 6 é o máximo divisor comum entre 12 e 18, ou seja, o MDC entre 12 e 18 é
igual a 6.

Cálculo do MDC por Fatoração Simultânea

Podemos calcular o MDC entre 2 ou mais números fazendo a fatoração simultânea dos
dois números (aqui, é importante ressaltar que a faremos a fatoração até o momento em que
o número 1 for quem divide todos os números envolvidos ao mesmo tempo). Veja:
Ex.: calcule o MDC entre 60 e 45.

60 – 45 3 (note que 3 é o número que divide o 60 e o 45 ao mesmo tempo)

20 – 15 5 (note que 5 é o número que divide o 20 e o 15 ao mesmo tempo)

1 (aqui, paramos a fatoração, pois o número 1 é quem divide tudo ao


4–3
mesmo tempo

· ·
MDC = 3 5 1 = 15.

Logo, o MDC (60 e 45) = 15.


Passos para calcular o MDC (fatoração simultânea):

z montar uma coluna para os fatores primos e colunas para cada um dos números;
z começar a divisão dos números pelo número que divide todos os números ao mesmo
tempo;
z parar a fatoração quando o número 1 for quem divide todo os números ao mesmo tempo;
z o MDC será a multiplicação dos fatores primos utilizados.

RAZÃO E PROPORÇÃO

A razão entre duas grandezas é igual à divisão entre elas. Veja:

2
5

Ou podemos representar por 2 ÷ 5 (lê-se 2 está para 5).


Já a proporção é a igualdade entre razões. Veja:
MATEMÁTICA

2 4
=
3 6

Ou podemos representar por 2 ÷ 3 = 4 ÷ 6 (lê-se 2 está para 3 assim como 4 está para 6).
Os problemas mais comuns que envolvem razão e proporção é quando se aplica uma
variável qualquer dentro da proporcionalidade e se deseja saber o valor dela. Veja o exemplo:
13
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2 x
= ou 2 ÷ 3 = x ÷ 6
3 6

Para resolvermos esse tipo de problema devemos usar a Propriedade Fundamental da


razão e proporção: produto dos meios pelos extremos.
Meio: 3 e x.
Extremos: 2 e 6.
Logo, devemos fazer a multiplicação entre eles numa igualdade. Observe:

3·X=2·6
3X = 12
X = 12 ÷ 3
X=4

Lembre-se de que a maioria dos problemas envolvendo esse tema são resolvidos utilizan-
do essa propriedade fundamental. Porém, algumas questões acabam sendo um pouco mais
complexas e pode ser útil conhecer algumas propriedades para facilitar. Vamos a elas.

Propriedade das Proporções

z Somas Externas

a c a+c
= =
b d b+d

Vamos entender um pouco melhor resolvendo uma questão-exemplo:


Suponha que uma fábrica vai distribuir um prêmio de R$ 10.000 para seus dois emprega-
dos (Carlos e Diego). Esse prêmio vai ser dividido de forma proporcional ao tempo de serviço
deles na fábrica. Carlos está há 3 anos na fábrica e Diego está há 2 anos na fábrica. Quanto
cada um vai receber?
Primeiro, devemos montar a proporção. Sejam C a quantia que Carlos vai receber e D a
quantia que Diego vai receber, temos:

C D
=
3 2

Utilizando a propriedade das somas externas:

C D C+D
= =
3 2 3+2

Perceba que C + D = 10.000 (as partes somadas), então podemos substituir na proporção:

C D C+D 10.000
= = = = 2.000
3 2 3+2 5

Aqui cabe uma observação importante!

14
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Esse valor de 2.000, que chamamos de “Constante de Proporcionalidade”, é que nos mostra
o valor real das partes dentro da proporção. Veja:

C
= 2.000
3
C = 2.000 · 3
C = 6.000 (esse é o valor de Carlos)
D
= 2.000
2
D = 2.000 · 2
D = 4.000 (esse é o valor de Diego)

Assim, Carlos vai receber R$ 6.000 e Diego vai receber R$ 4.000.

z Somas Internas

a c a+b c+d
= = =
b d b d

É possível, ainda, trocar o numerador pelo denominador ao efetuar essa soma interna,
desde que o mesmo procedimento seja feito do outro lado da proporção.

a c a+b c+d
= = =
b d a c

Vejamos um exemplo:

x 2
=
14 - x 5
x + 14 - x 2+5
=
x 2
14 7
=
x 2
7 · x = 2 · 14
14 · 2
x= =4
7

Portanto, encontramos que x = 4.

Importante!
Vale lembrar que essa propriedade também serve para subtrações internas.
MATEMÁTICA

z Soma com Produto por Escalar

a c a + 2b c + 2d
= = =
b d b d

15
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Vejamos um exemplo para melhor entendimento:
Uma empresa vai dividir o prêmio de R$ 13.000 proporcionalmente ao número de anos
trabalhados. São dois funcionários que trabalham há 2 anos na empresa e três funcionários
que trabalham há 3 anos.
Seja A o prêmio dos funcionários com 2 anos e B o prêmio dos funcionários com 3 anos de
empresa, temos:

A B
=
2 3

Porém, como são 2 funcionários na categoria A e 3 funcionários na categoria B, podemos


escrever que a soma total dos prêmios é igual a R$ 13.000.

2A + 3B = 13.000

Agora, multiplicando em cima e embaixo de um lado por 2 e do outro lado por 3, temos:

2A 3B
=
4 9

Aplicando a propriedade das somas externas, podemos escrever o seguinte:

2A 3B 2A + 3B
= =
4 9 4+9

Substituindo o valor da equação 2A + 3B na proporção, temos:

2A 3B 2A + 3B 13.000
= = = = 1.000
4 9 4+9 13

Logo,

2A
= 1.000
4
2A = 4 · 1.000
2A = 4.000
A = 2.000

Fazendo a mesma resolução em B:

3B
= 1.000
9
3B = 9 · 1.000
3B = 9.000
B = 3.000

Sendo assim, os funcionários com 2 anos de casa receberão R$ 2.000 de bônus. Já os fun-
cionários com 3 anos de casa receberão R$ 3.000 de bônus.

16
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O total pago pela empresa será:

2 · 2.000 + 3 · 3.000 = 4.000 + 9.000 = 13.000

REGRA DA SOCIEDADE

Diretamente Proporcional

Um dos tópicos mais comuns em questões de prova é “dividir uma determinada quantia
em partes proporcionais a determinados números. Vejamos um exemplo para entendermos
melhor como esse assunto é cobrado:
A quantia de 900 mil reais deve ser dividida em partes proporcionais aos números 4, 5 e 6.
A menor dessas partes corresponde a:
Primeiro vamos chamar de X, Y e Z as partes proporcionais, respectivamente a 4, 5 e 6.
Sendo assim, X é proporcional a 4, Y é proporcional a 5 e Z é proporcional a 6, ou seja, pode-
mos representar na forma de razão. Veja:

X Y Z
= = = constante de proporcionalidade.
4 5 6

Usando uma das propriedades da proporção, somas externas, temos:

X+Y+Z 900.000
= 60.000
4+5+6 15

A menor dessas partes é aquela que é proporcional a 4, logo:

X
= 60.000
4
X = 60.000 · 4
X = 240.000

Inversamente Proporcional

É um tipo de questão menos recorrente, mas não menos importante. Consiste em distri-
buir uma quantia X a três pessoas, de modo que cada uma receba um quinhão inversamente
proporcional a três números. Vejamos um exemplo:
Suponha que queiramos dividir 740 mil em partes inversamente proporcionais a 4, 5 e 6.
Vamos chamar de X as quantias que devem ser distribuídas inversamente proporcionais a
4, 5 e 6, respectivamente. Devemos somar as razões e igualar ao total que deve ser distribuí-
do para facilitar o nosso cálculo, veja:
MATEMÁTICA

X X X
+ + = 740.000
4 5 6

Agora vamos precisar tirar o M.M.C. (mínimo múltiplo comum) entre os denominadores
para resolvermos a fração.

17
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4–5–6|2
2–5–3|2
1–5–3|3
1–5–1|5
1 – 1 – 1 | 2 · 2 · 3 · 5 = 60

Assim, dividindo o M.M.C. pelo denominador e multiplicando o resultado pelo numerador


temos:

15x 12x 10x


+ +
60 60 60 = 740.000
37x
= 740.000
60
X = 1.200.000

Agora basta substituir o valor de X nas razões para achar cada parte da divisão inversa.

x 1.200.000
= = 300.000
4 4
x 1.200.000
= = 240.000
5 5
x 1.200.000
= = 200.000
6 6

Logo, as partes divididas inversamente proporcionais aos números 4, 5 e 6 são, respectiva-


mente, 300.000, 240.000 e 200.000.

PORCENTAGEM

A porcentagem é uma medida de razão com base 100. Ou seja, corresponde a uma fração
cujo denominador é 100. Vamos observar alguns exemplos e notar como podemos represen-
tar um número porcentual.

30
30% = (forma de fração)
100
30
30% = = 0,3 (forma decimal)
100
30 3
30% = = (forma de fração simplificada)
100 10

Sendo assim, a razão 30% pode ser escrita de várias maneiras:

30 3
30% = = 0,3 =
100 10

Também é possível fazer a conversão inversa, isto é, transformar um número qualquer


em porcentual. Para isso, basta multiplicar por 100. Veja:
18
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25 · 100 = 2500%
0,35 · 100 = 35%
0,586 · 100 = 58,6%

Número Relativo

A porcentagem traz uma relação entre uma parte e um todo. Quando dizemos 10% de
1000, o 1000 corresponde ao todo. Já o 10% corresponde à fração do todo que estamos especi-
ficando. Para descobrir a quanto isso corresponde, basta multiplicar 10% por 1000.

10 · 1.000 = 100
10% de 1.000 =
100

Dessa maneira, 1.000 é todo, enquanto 100 é a parte que corresponde a 10% de 1.000.
Lembre-se: quando o todo varia, a porcentagem também varia!
Veja um exemplo:
Roberto assistiu 2 aulas de Matemática Financeira. Sabendo que o curso que ele comprou
possui um total de 8 aulas, qual é o percentual de aulas já assistidas por Roberto?
O todo de aulas é 8. Para descobrir o percentual, devemos dividir a parte pelo todo e obter
uma fração.

2 1
=
8 4

Precisamos transformar em porcentagem, ou seja, vamos multiplicar a fração por 100:

1 · 100 = 25%
4

Soma e Subtração de Porcentagem

As operações de soma e subtração de porcentagem são as mais comuns. É o que acontece


quando se diz que um número excede, reduziu, é inferior ou é superior ao outro em tantos
por cento. A grandeza inicial corresponderá sempre a 100%. Então, basta somar ou subtrair
o percentual fornecido dos 100% e multiplicar pelo valor da grandeza.
Exemplo 1:
Paulinho comprou um curso de 200 horas-aula. Porém, com a publicação do edital, a esco-
la precisou aumentar a carga horária em 15%. Qual o total de horas-aula do curso ao final?
Inicialmente, o curso de Paulinho tinha um total de 200 horas-aula que correspondiam a
100%. Com o aumento porcentual, o novo curso passou a ter 100% + 15% das aulas inicial-
mente previstas. Portanto, o total de horas-aula do curso será:
MATEMÁTICA

(1 + 0,15) · 200 = 1,15 · 200 = 230 horas-aula

Dica
A avaliação do crescimento ou da redução percentual deve ser feita sempre em relação
ao valor inicial da grandeza.

Variação percentual = Final - Inicial


Inicial 19
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Veja mais um exemplo para podermos fixar melhor.
Exemplo 2:
Juliano percebeu que ainda não assistiu a 200 aulas do seu curso. Ele deseja reduzir o
número de aulas não assistidas a 180. É correto afirmar que, se Juliano chegar às 180 aulas
almejadas, o número terá caído 20%?
A variação percentual de uma grandeza corresponde ao índice:

Final - Inicial 180 - 200


Variação percentual = = =
Inicial 200
20
– = - 0,10
200

Como o resultado foi negativo, podemos afirmar que houve uma redução percentual de
10% nas aulas ainda não assistidas por Juliano. O enunciado está errado ao afirmar que essa
redução foi de 20%.

REGRA DE TRÊS SIMPLES E COMPOSTA

REGRA DE TRÊS SIMPLES

A regra de três simples envolve apenas duas grandezas. São elas:

z Grandeza dependente: é aquela cujo valor se deseja calcular a partir da grandeza


explicativa;
z Grandeza explicativa ou independente: é aquela utilizada para calcular a variação da
grandeza dependente.

Existem dois tipos principais de proporcionalidades que aparecem frequentemente em


provas de concursos públicos. Veja a seguir:

z Grandezas diretamente proporcionais: o aumento de uma grandeza implica o aumento


da outra;
z Grandezas inversamente proporcionais: o aumento de uma grandeza implica a redução
da outra;

Vamos esquematizar para sabermos quando será direta ou inversamente proporcionais:

DIRETAMENTE
+ / + OU - / -
PROPORCIONAL

Aqui, as grandezas aumentam ou diminuem juntas (sinais iguais).

PROPORCIONAL + / - OU - / +

20
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Aqui, uma grandeza aumenta e a outra diminui (sinais diferentes).
Agora, vamos esquematizar a maneira que iremos resolver os diversos problemas:

DIRETAMENTE
Multiplica cruzado
PROPORCIONAL

INVERSAMENTE
Multiplica na horizontal
PROPORCIONAL

Vejamos alguns exemplos para fixarmos um pouco mais como funciona.

z Um muro de 12 metros foi construído utilizando 2.160 tijolos. Caso queira construir um
muro de 30 metros nas mesmas condições do anterior, quantos tijolos serão necessários?

Primeiro vamos montar a relação entre as grandezas e depois identificar se é direta ou


inversamente proporcional.

12 m -------- 2160 (tijolos)

30 m -------- X (tijolos)

Veja que de 12m para 30m tivemos um aumento (+) e que para fazermos um muro maior
vamos precisar de mais tijolos, ou seja, também deverá ser aumentado (+). Logo, as grande-
zas são diretamente proporcionais e vamos resolver multiplicando cruzado. Observe:

12 m -------- 2.160 (tijolos)

30 m -------- X (tijolos)
12 · X = 30 · 2160
12X = 64.800
X = 5.400 tijolos

Assim, comprovamos que realmente são necessários mais tijolos.

z Uma equipe de 5 professores gastou 12 dias para corrigir as provas de um vestibular.


Considerando a mesma proporção, quantos dias levarão 30 professores para corrigir as
provas?

Do mesmo jeito que no exemplo anterior, vamos montar a relação e analisar:

5 (prof.) --------- 12 (dias)


MATEMÁTICA

30 (prof.) -------- X (dias)

Veja que de 5 (prof.) para 30 (prof.) tivemos um aumento (+), mas, como agora estamos
com uma equipe maior, o trabalho será realizado de forma mais rápida. Logo, a quantidade
de dias deverá diminuir (-). Desta forma, as grandezas são inversamente proporcionais e
vamos resolver multiplicando na horizontal. Observe:

21
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5 (prof.) 12 (dias)
30 (prof.) X (dias)
30 · X = 5 · 12
30X = 60
X=2

A equipe de 30 professores levará apenas 2 dias para corrigir as provas.

REGRA DE TRÊS COMPOSTA

A regra de três composta envolve mais de duas variáveis. As análises sobre se as grandezas
são diretamente e inversamente proporcionais devem ser feitas cautelosamente levando em
conta alguns princípios:

z as análises devem sempre partir da variável dependente em relação às outras variáveis;


z as análises devem ser feitas individualmente, ou seja, deve-se comparar as grandezas duas
a duas, mantendo as demais constantes;
z a variável dependente fica isolada em um dos lados da proporção.

Vamos analisar alguns exemplos e ver na prática como isso tudo funciona:

z Se 6 impressoras iguais produzem 1000 panfletos em 40 minutos, em quanto tempo 3 des-


sas impressoras produziriam 2000 desses panfletos?

Da mesma forma que na regra de três simples, vamos montar a relação entre as grandezas
e analisar cada uma delas isoladamente duas a duas.

6 (imp.) -------- 1.000 (panf.) -------- 40 (min)

3 (imp.) -------- 2.000 (panf.) -------- X (min)

Vamos escrever a proporcionalidade isolando a parte dependente de um lado e igualando


as razões da seguinte forma — se for direta, vamos manter a razão, agora, se for inversa,
vamos inverter a razão. Observe:

40 ? ?
= ·
X ? ?

Analisando isoladamente duas a duas:


6 (imp.) -------- 40 (min)
3 (imp.) ---- ---- X (min)
Perceba que de 6 impressoras para 3 impressoras o valor diminui (-) e que o tempo irá
aumentar (+), pois agora teremos menos impressoras para realizar a tarefa. Logo, as grande-
zas são inversas e devemos inverter a razão.

22
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40 3 ?
= ·
X 6 ?

Analisando isoladamente duas a duas:

1.000 (panf.) -------- 40 (min)


2.000 (panf.) ------ -- X (min)

Perceba que de 1.000 panfletos para 2.000 panfletos o valor aumenta (+) e que o tempo
também irá aumentar (+). Logo, as grandezas são diretas e devemos manter a razão.

40 3 1000
= ·
X 6 2000

Agora, basta resolver a proporção para acharmos o valor de X.

40 3000
X
= 12000
3X = 40 · 12
3X = 480
X = 160

As três impressoras produziriam 2.000 panfletos em 160 minutos, que correspondem a 2


horas e 40 minutos.
Para fixarmos mais ainda nosso conhecimento, vamos analisar mais um exemplo.

„ Um texto ocupa 6 páginas de 45 linhas cada uma, com 80 letras (ou espaços) em cada
linha. Para torná-lo mais legível, diminui-se para 30 o número de linhas por página e
para 40 o número de letras (ou espaços) por linha. Considerando as novas condições,
determine o número de páginas ocupadas.

Já aprendemos o passo a passo no exemplo anterior. Aqui vamos resolver de maneira mais
rápida.

6 (pág.) -------- 45 (linhas) -------- 80 (letras)


X (pág.) -------- 30 (linhas) -------- 40 (letras)
6 ? ?
X
=
?
·?

Analisando isoladamente duas a duas:

6 (pág.) -------- 45 (linhas)


MATEMÁTICA

X (pág.) -- ----- 30 (linhas)

Perceba que de 45 linhas para 30 linhas o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.

6 30 ?
= ·
X 45 ?
23
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Analisando isoladamente duas a duas:

6 (pág.) -------- 80 (letras)


X (pág.) ------- 40 (letras)

Veja que de 80 letras para 40 letras o valor diminui (–) e que o número de páginas irá
aumentar (+). Logo, as grandezas são inversas e devemos inverter a razão.

6 30 40
X
=
45
· 80
6 2 1
= ·
X 3 2
6 2
=
X 6
2X = 36
X = 18

O número de páginas a serem ocupadas pelo texto respeitando as novas condições é igual
a 18.

MÉDIA ARITMÉTICA SIMPLES E PONDERADA

Média Aritmética Simples

A média aritmética é um valor que pode substituir todos os elementos de uma lista sem
alterar a soma dos elementos da lista. Considere que há uma lista de n números (x1, x2, x3, ...,
xn). A soma dos termos desta lista é igual a (x1 + x2 + x3 + ... + xn).
Para calcular a média aritmética de uma lista de números, basta somar todos os elemen-
tos e dividir pela quantidade de elementos. Ou seja,

x1 + x2 + ... + xn
x=
n

Veja um exemplo: Calcular a média aritmética dos números 5, 10, 15, 20, 50.

5+10+15+20+50
X= = 100 = 20.
5 5

A média aritmética é igual a 20.

Média Ponderada

No cálculo da média aritmética ponderada (em que levamos em consideração os pesos de


cada parte), devemos multiplicar cada parte pelo seu respectivo peso, somar tudo e dividir
pela soma dos pesos. Veja:
24
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x1P1 + x2P2 + ... + xnPn
x=
P1 + P2 + ... + Pn

Interpretando a fórmula, temos uma lista de números (x1, x2, x3, ..., xn) com pesos respecti-
vos (p1, p2, p3, ..., pn), então, a média aritmética ponderada é dada pela fórmula apresentada
acima.
Veja um exemplo: Um aluno prestou vestibular para Engenharia e realizou provas de
Matemática, Física, Química, História e Biologia. Suponha que o peso de Matemática seja 4,
de Física seja 4, de Química seja 2, de História seja 1 e de Biologia seja 1. Suponha ainda que
o estudante obteve as seguintes notas:

MATÉRIAS NOTAS (XI) PESO (PI)


Matemática 9,7 4
Física 8,8 4
Química 7,3 2
História 6,0 1
Biologia 5,7 1

Vamos calcular a média ponderada das notas desse aluno:

9,74 + 8,8 · 4 + 7,3·2 + 6,0·2 + 5,7·1


X=
4+4+2+1+1

38,8 + 35,2 + 14,6 + 6 +5,7


X= 12

100,3
X= = 8,35833...
12

JUROS SIMPLES

A premissa que é a base da matemática financeira é a seguinte: as pessoas e as institui-


ções do mercado preferem adiantar os seus recebimentos e retardar os seus pagamentos.
Do ponto de vista estritamente racional, é melhor pagar o mais tarde possível caso não haja
incidência de juros (ou caso esses juros sejam inferiores ao que você pode ganhar aplicando
o dinheiro).
MATEMÁTICA

“Juros” é o termo utilizado para designar o “preço do dinheiro no tempo”. Quando você
pega certa quantia emprestada no banco, o banco te cobrará uma remuneração em cima do
valor que ele te emprestou, pelo fato de deixar você ficar na posse desse dinheiro por um
certo tempo. Esta remuneração é expressa pela taxa de juros.
Nos juros simples a incidência recorre sempre sobre o valor original. Veja um exemplo
para melhor entender.

25
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Exemplo 1:
Digamos que você emprestou 1000,00 reais, em um regime de juros simples de 5% ao mês,
para um amigo e que o mesmo ficou de quitar o empréstimo após 5 meses. Então temos o
seguinte:

CAPITAL EMPRESTADO (1000,00) VALOR REAJUSTADO


1° mês = 1.000,00 1000,00 + (5% de 1.000,00) = 1050,00
2° mês = 1.050,00 1050,00 + (5% de 1.000,00) = 1100,00
3° mês = 1.100,00 1100,00 + (5% de 1.000,00) = 1150,00
4° mês = 1.150,00 1150,00 + (5% de 1.000,00) = 1200,00
5° mês = 1.200,00 1200,00 + (5% de 1.000,00) = 1250,00

Ao final do 5° mês você terá recebido 250,00 reais de juros.


Fórmulas utilizadas em juros simples

J=C·i·t

M=C+J

M = C · (1 + i ·J)

Onde,
J = juros
C = capital
i = taxa em percentual (%)
t = tempo
M = montante

TAXAS PROPORCIONAIS E EQUIVALENTES

Para aplicar corretamente uma taxa de juros, é importante saber a unidade de tempo sobre a qual a taxa
de juros é definida. Isto é, não adianta saber apenas que a taxa de juros é de “5%”. É preciso saber se essa taxa é
mensal, bimestral, anual etc. Dizemos que duas taxas de juros são proporcionais quando guardam a mesma pro-
porção em relação ao prazo. Por exemplo, 12% ao ano é proporcional a 6% ao semestre, e também é proporcional
a 1% ao mês.

Basta efetuar uma regra de três simples. Para obtermos a taxa de juros bimestral, por
exemplo, que é proporcional à taxa de 12% ao ano:

12% ao ano ----------------------- 1 ano


Taxa bimestral ------------------ 2 meses

Podemos substituir 1 ano por 12 meses, para deixar os valores da coluna da direita na
mesma unidade temporal, temos:

12% ao ano ---------------------- 12 meses


Taxa bimestral ------------------ 2 meses

26
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Efetuando a multiplicação cruzada, temos:

12% · 2 = Taxa bimestral · 12


Taxa bimestral = 2% ao bimestre

Duas taxas de juros são equivalentes quando são capazes de levar o mesmo capital inicial
C ao montante final M, após o mesmo intervalo de tempo.
Uma outra informação muito importante e que você deve memorizar é que o cálculo de
taxas equivalentes quando estamos no regime de juros simples pode ser entendido assim:
1% ao mês equivale a 6% ao semestre ou 12% ao ano, e levarão o mesmo capital inicial C ao
mesmo montante M após o mesmo período de tempo.

Importante!
No regime de juros simples, taxas de juros proporcionais são também taxas de juros
equivalentes.

EQUAÇÃO DO 1° E 2° GRAUS

EQUAÇÃO DO PRIMEIRO GRAU

A forma geral de uma equação do primeiro grau é: ax + b = 0.


O termo “a” é o coeficiente de “x” e o termo “b” é chamado de termo independente.
Para resolver uma equação do 1°, devemos isolar todas as partes que possuem incógnitas
de um lado da igual e do outro os termos independentes. Veja um exemplo:

10x = 5x + 20

Vamos achar o valor de “x”.

10x – 5x = 20

Passamos o “5x” para o outro lado da igual com o sinal trocado.

5x = 20
20
x= 5

Isolamos o “x” transferindo o seu coeficiente “5”, com o sinal trocado, ou seja, como uma
MATEMÁTICA

divisão.

x=4

27
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O valor de x que torna a igualdade correta é chamado de “raiz da equação”. Uma equação
de primeiro grau sempre tem apenas uma raiz. Veja que se substituirmos o valor encontrado
de “x” na equação, ela ficará igual a zero em ambos os lados. Observe:

x=4
10x = 5x + 20
10 · 4 = 5 · 4 + 20
40 = 40
40 – 40 = 0

EQUAÇÃO DO SEGUNDO GRAU

Equações do segundo grau são equações nas quais o maior expoente de x é igual a 2.
Sua forma geral é expressa por:

ax2 + bx + c = 0

Onde a, b e c são os coeficientes da equação.

z a é sempre o coeficiente do termo em x²;


z b é sempre o coeficiente do termo em x;
z c é sempre o coeficiente ou termo independente.

As equações de segundo grau têm duas raízes, isto é, existem dois valores de x que tornam
a igualdade verdadeira.

Cálculo das Raízes da Equação

Vamos achar as raízes por meio da fórmula de Bhaskara. Basta identificar os coeficientes
a, b e c e colocá-los na seguinte expressão:

-b ! D
2a

Sendo que o discriminante Δ (lê-se delta) corresponde a:

Δ = b2 – 4ac

O discriminante fornece importantes informações sobre uma equação do 2º grau:

z Se Δ > 0: a equação possui duas raízes reais e distintas;


z Se Δ = 0: a equação possui duas raízes reais e idênticas;
z Se Δ < 0: a equação não possui raízes reais.

28
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Desta maneira, temos que:

2
x = -b ! b - 4ac
2a

Veja o sinal ± presente na expressão acima. É ele que permitirá obtermos dois valores para
as raízes, um valor utilizando o sinal positivo (+) e outro valor utilizando o sinal negativo (–).
Vamos aplicar em um exemplo: calcule as raízes da equação x2 – 3x + 2 = 0.

z Primeiro identifica-se os valores de a, b e c: a = 1; b = –3; c = 2;


z Agora, os substituímos na fórmula:

2
x = -b ! b - 4ac
2a
-(-3) ± √(-3)2 - 4 · 1 · 2
x=
2·1

x= 3! 9-8
2
x= 3!1
2
x1 = 3 + 1 = 2
2
x2 = 3 - 1 = 1
2

Soma e Produto das Raízes

Basta saber que, em uma equação ax2 + bx + c = 0, temos:

b
z a soma das raízes é dada por – a ;
c
z o produto das raízes é dado por a .

Calcule as raízes da equação: x2 – 3x + 2 = 0.

b 3 -
z Soma: — a = — 1 = 3;
c 2
z Produto: a = 1 = 2.

Quais são os dois números que somados resultam em “3”, e multiplicados em “2”?

z Soma: 3 = (2 + 1);
z Produto 2 = (2 · 1).
MATEMÁTICA

Logo, 2 e 1 são as raízes dessa equação. Exatamente igual ao que achamos usando a fór-
mula de Bhaskara.

29
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SISTEMA DE EQUAÇÕES DO 1° GRAU

Em alguns casos, pode ser que tenhamos mais de uma incógnita. Imagine que um exercí-
cio diga que: x + y = 10.
Perceba que há infinitas possibilidades de x e y que tornam essa igualdade verdadeira: 2 e
8, 5 e 5, 15 e –5 etc. Por esse motivo, faz-se necessário obter mais uma equação envolvendo as
duas incógnitas para poder chegar nos seus valores exatos. Veja o exemplo:

*
x + y = 10

4x - y = 5

A principal forma de resolver esse sistema é usando o método da substituição. Este método
é muito simples, e consiste basicamente em duas etapas:

z isolar uma das variáveis em uma das equações;


z substituir essa variável na outra equação pela expressão achada no item anterior.

Vamos aplicar no nosso exemplo:


Isolando “x” na primeira equação:
x = 10 – y

Substituindo “x” na segunda equação por “10 – y”:


4(10 – y) – y = 5 (faz uma distributiva)
40 – 4y – y = 5
–5y = 5 – 40
–5y = –35 (multiplica por –1)
5y = 35
y=7

Logo, voltando na primeira equação, acharemos o valor de “x”.


x = 10 – y
x = 10 – 7
x=3
Assim, x = 3 e y = 7.

Dica
Método da substituição:
� isolar uma das variáveis em uma das equações;
� substituir essa variável na outra equação pela expressão achada no item anterior.

Há um outro método para resolver um sistema de equação do 1º grau, que é o método da


adição (ou soma) de equações. Veja:

z multiplicar uma das equações por um número que seja mais conveniente para eliminar
30 uma variável;
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z somar as duas equações, de forma a ficar apenas com uma variável.

Veja o exemplo:

*
x + y = 10

4x - y = 5

Nesse exemplo não vamos precisar fazer uma multiplicação, pois já temos a condição
necessária para eliminarmos o “y” da equação. Então devemos fazer apenas a soma das
equações. Veja:

*
x + y = 10

4x - y = 5

5x = 1

Substituindo o valor de “x” na primeira equação, achamos o valor de “y”:

x + y = 10
3 + y = 10
y = 10 – 3
y=7

Veja um outro exemplo em que vamos precisar multiplicar:

*
x + y = 10

x - 2y = 4

Multiplicando por –1 a primeira equação, temos:

(
- x - y = - 10
x - 2y = 4

Fazendo a soma:

(
- x - y = - 10
x - 2y = 4

–3y = –6
–6
y = –3
y= 2
MATEMÁTICA

Substituindo o valor de “y” na primeira equação, achamos o valor de “x”:

x + y = 10
x + 2 = 10
x = 10 – 2
x=8
31
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RELAÇÃO ENTRE GRANDEZAS: TABELAS E GRÁFICOS

A apresentação de dados estatísticos por meio de tabelas e gráficos fazem parte do ramo
da Estatística Descritiva. Esta tem por objetivo descrever um conjunto de dados, resumindo
as suas informações principais. Para isso, as tabelas e gráficos estatísticos são ferramentas
muito importantes.

TABELAS

Para descrever um conjunto de dados, um recurso muito utilizado são tabelas, como essa
a seguir, referente à observação da variável “Sexo dos moradores de São Paulo”:

VALOR DA VARIÁVEL FREQUÊNCIAS (Fi)


Masculino 34
Feminino 26

Observe que na coluna da esquerda colocamos as categorias de valores que a variável


pode assumir, ou seja, masculino e feminino, e na coluna da direita colocamos o número de
Frequências, isto é, o número de observações (ou repetições) relativas a cada um dos valores.
Veja, ainda, que foi analisada uma amostra de 60 pessoas, das quais 34 eram homens e 26
mulheres. Estes são os valores de frequências absolutas. Podemos, ainda, representar as fre-
quências relativas (percentuais): sabemos que 34 em 60 são 56,67%, e 26 em 60 são 43,33%.
Portanto, teríamos:

VALOR DA VARIÁVEL FREQUÊNCIAS RELATIVAS (Fri)


Masculino 56,67%
Feminino 43,33%

Note que a frequência relativa é dada por Fi / n, onde Fi é o número de frequências de


determinado valor da variável, e n é o número total de observações.
Agora, vamos analisar uma tabela onde a variável pode assumir um grande número de valo-
res distintos. Vamos representar na tabela a variável “Altura dos moradores de Campinas”:

VALOR DA VARIÁVEL FREQUÊNCIAS (Fi)


1,51m 12
1,54m 17
1,57m 4
1,60m 2
1,63m 10
1,67m 5
1,75m 13
1,81m 15
1,89m 2

32
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Quando isto acontece, é importante resumir os dados de maneira que fique mais fácil para
uma leitura e interpretação da tabela. Na ocasião, vamos criar intervalos que chamaremos
de “Classes”.

CLASSE FREQUÊNCIAS (FI)


1,50 | - 1,60 33
1,60 | - 1,70 17
1,70 | - 1,80 13
1,80 | - 1,90 17

O símbolo “|” significa que o valor que se encontra ao seu lado está incluído na classe. Por
exemplo, 1,50 | - 1,60 nos indica que as pessoas com altura igual a 1,50 são contadas entre as
que fazem parte dessa classe, porém as pessoas com exatamente 1,60 não são contabilizadas.
Veja novamente a última tabela, agora com a coluna de frequências absolutas acumuladas
à direita:

CLASSE FREQUÊNCIAS (FI) FREQUÊNCIAS ABSOLUTAS


ACUMULADAS (FCA)
1,50 | - 1,60 33 33
1,60 | - 1,70 17 50
1,70 | - 1,80 13 63
1,80 | - 1,90 17 80

A coluna da direita exprime o número de indivíduos que se encontram naquela classe ou


abaixo dela. Ou seja, o número acumulado de frequências do valor mais baixo da amostra
(1,50m) até o valor superior daquela classe. Perceba que, para obter o número 50, bastou
somar 17 (da classe 1,60| - 1,70) com 33 (da classe 1,50| - 1,60). Isto é, podemos dizer que 50
pessoas possuem altura inferior a 1,70m (limite superior da última classe). Analogamente, 63
pessoas possuem altura inferior a 1,80m.

GRÁFICOS ESTATÍSTICOS

Uma outra maneira muito utilizada para a Estatística Descritiva são os gráficos. Vejamos
a seguir alguns tipos.

Colunas ou Barras Justapostas

Utilizamos o gráfico de colunas ou barras justapostas para dados agrupados por valor ou
por atributo. Vamos supor que estamos interessados nas idades de alguns alunos. O gráfico
MATEMÁTICA

relaciona as idades com as respectivas frequências.

33
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Idade X Frequência
25

Frequência Absoluta Simples


20
15
10
5
0
20 23 27 30 33

Agora suponha, por exemplo, que queremos saber a cidade natal de alguns alunos. Como
algumas cidades possuem nomes muito grandes, poderíamos optar em usar um gráfico de
barras justapostas. Veja:

Cidade Natal X Frequência

Salvador

Florianópolis

Rio de Janeiro

São Paulo

0 2 4 6 8 10 12 14

Gráfico de Setores (ou de Pizza)

Esse gráfico tem a vantagem de mostrar rapidamente a relação com o total de observa-
ções. Vamos supor que analisamos as notas trimestrais de alguns alunos. Veja como fica a
disposição usando o gráfico de pizza.

Média de Notas Escolares Trimestrais

Gráfico de Linha

São mais utilizados nas representações de séries temporais. Vamos analisar a evolução
de um ano para o outro, se houve um crescimento ou um decréscimo no número de alunos
dentre as séries que estão em evidência para estudo dentro da escola. Observe:

34
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Evolução anual no número de alunos do sétimo ao nono anos
35
30

25
20

15

10
5
0
2017 2018 2019 2020

sétimo ano oitavo ano nono ano

Histograma

É muito utilizado na representação gráfica de dados agrupados em classes (distribuição


de frequências). Imagine que realizamos uma pesquisa sobre os salários dos funcionários de
uma empresa de cosméticos e obtivemos a seguinte distribuição de frequências:

SALÁRIOS EM MILHARES DE REAIS FREQUÊNCIA


10 – 15 15
15 – 20 17
20 – 25 13
25 – 30 7

Esses dados podem ser resumidos com um histograma, como mostra o gráfico a seguir.

Salário dos Funcionários da Empresa de Cosméticos X Em Milhares


18 de Reais

16
14
12
10
8
6
4
2
0
(10 - 15) (15 - 20) (20 - 25) (25 - 30)

É importante destacar que a área de cada retângulo é proporcional à frequência.

SISTEMAS DE MEDIDAS USUAIS


MATEMÁTICA

Foram várias as unidades de medidas usadas ao longo do tempo desde a antiguidade. Não
há muito tempo, o número de sapatos no Brasil era medido através do tamanho de feijões
colocados um do lado do outro em sua maior extensão. Isso ocorria na zona rural, onde, para
comprar sapatos na cidade, uma pessoa fazia as compras para os outros, essa foi a origem do
número/tamanho dos sapatos no Brasil, mas em outros países, os valores são outros.
35
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Os pés, antebraço, braço de governantes eram as medidas usadas nos países europeus.
Devido a essa diversidade, a França convocou seus melhores cientistas para gerar um siste-
ma métrico que pudesse servir de base para relações internas e internacionais.
A França, no final do século XVIII, ofereceu ao mundo o Sistema Métrico Decimal ou Siste-
ma Internacional de Unidades (SI) com valores objetivos para as várias grandezas de compri-
mento, massa, tempo, principalmente, e seus múltiplos e submúltiplos.
A medida de comprimento padrão do SI é o metro (m), cujos múltiplos são quilômetro
(km), hectômetro (hm), decâmetro (dam), e os submúltiplos são decímetro (dm), centímetro
(cm) e milímetro (mm). Existem mais múltiplos e submúltiplos que não são tão importantes
nessa fase de sua formação, o que não o impede de pesquisá-los.
As relações dos valores dos múltiplos e submúltiplos do metro são mostrados na tabela
abaixo.

MÚLTIPLOS METRO SUBMÚLTIPLOS


km hm dam m dm cm mm
1.000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001 m

Dica
Para transformar m em km, você deve pensar que o km é 1000 vezes maior que o m, logo
o valor final de m deverá ser um número 1000 vezes menor que o valor inicial dado, i.e, se
o desejo é transformar 10 m em km, a relação usada será 10/1000 = 0,01. Não faz sentido
o m ser maior que o km!

No SI as unidades de medidas de massa são derivadas do grama. Os múltiplos seguem a


mesma nomenclatura e símbolos, i.e., k_ para mil vezes maior que o grama, h_ para 100 vezes
maior, da_ para 10 vezes maior, logo, os submúltiplos são dez vezes menores para cada medi-
da a direita, i.e., d_ 10 ou 0,1 vezes o valor do grama, c_ 100 ou 0,01 vezes o valor do grama e,
m_ 1000 ou 0,001 vezes o valor do grama. Esse raciocínio serve para todos os casos.
De fato, em termos gerais, as transformações seguem o modelo acima de cálculo, dos múl-
tiplos para os submúltiplos multiplica-se, para cada medida à direita, o valor 10, e dos sub-
múltiplos para os múltiplos, divide-se cada medida à esquerda pelo valor 10. Veja que esse
algoritmo serve para todos os tipos de medidas com capacidade de expoente 1, e está repre-
sentado na figura abaixo.

10x 10x 10x 10x 10x 10x

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10 ÷ 10

As medidas de área são diretamente derivadas do metro (m), assim como as de volume
que serão estudadas a seguir. O ponto central é a medida m2 e seus múltiplos e submúltiplo
são o km2, o hm2, o dam2 e os submúltiplos do m2 são o dm2, o cm2 e o mm2. As conversões de
medidas elevadas ao expoente 2 (ao quadrado) são feitas via múltiplos de 102 (100), veja a
figura:
36
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100x 100x 100x 100x 100x 100x

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100 ÷ 100

A medida de capacidade mais usada é o litro (ℓ ou L, dever ser representado em l cursivo


ou com L maiúsculo). Apesar de as medidas de capacidade derivadas do ℓ serem vastamen-
te usadas, as medidas de capacidade no SI são os valores tridimensionais das medidas de
comprimento derivadas do m3, que formam o conjunto das medidas de volume. Nesse caso,
estudaremos as duas medidas e suas transformações, i.e., as medidas derivadas do litro e
derivadas do m3.
A partir do ℓ, tem-se os múltiplos: quilolitro (kℓ), hectolitro (hℓ) e o decalitro (daℓ); e os
submúltiplos: decilitro (dℓ), centilitro (cℓ) e o mililitro (mℓ).
Um litro equivale a 0,001 m3, essa é uma relação que você deve ter em mente para fazer as
transformações entre ℓ e m3 e, também, para os múltiplos e submúltiplos de ambos.

MÚLTIPLOS LITRO SUBMÚLTIPLOS


kl hl da l l dl cl ml
1.000 m 100 m 10 m 1m 0,1 m 0,01 m 0,001 m
km 3
hm 3
dam 3
m 3
dm 3
cm 3
mm3
1l 0,1l 0,01l 0,001l 0,0001l 0,00001l 0,000001l

A tabela de conversão de expoentes cúbicos requer que a conversão seja feita usando 103
(1000), veja a tabela abaixo.

103x 103x 103x 103x 103x 103x

K_ h_ da_ x_ d_ c_ m_

÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103 ÷ 103

Acompanhe na tabela a seguir, onde estão resumidos os vários tipos de medidas para uma
visão geral sobre o assunto.

MEDIDA
TIPOS DE MÚLTIPLOS SUBMÚLTIPLOS
BASE
MEDIDAS
quilo (k) hecto (h) deca (da) deci (d) centi (c) mili (m)
decalitro centilitro mililitro
MATEMÁTICA

CAPACIDADE quilolitro (kl) hectolitro (hl) litro () decilitro (dl)


(dal) (cl) (ml)
quilômetro hectômetro decâmetro decímetro centímetro milímetro
COMPRIMENTO metro (m)
(km) (hm) (dam) (dm) (cm) (ml)
quilograma hectograma decagrama decigrama centigrama miligrama
MASSA grama (g)
(kg) (hg) (dag) (dg) (cg) (mg)
decâmetro metro centímetro milímetro
quilômetro hectômetro decímetro
VOLUME cúbico cúbico cúbico cúbico
cúbico (km3) cúbico (hm3) cúbico (dm3)
(dam3) (m3) (cm3) (mm3)
37
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NOÇÕES DE GEOMETRIA

ÂNGULO

Ângulo é a medida de uma abertura delimitada por duas semirretas. Veja na figura a seguir
o ângulo A, que é a abertura delimitada pelas duas semirretas desenhadas:

O ponto desenhado acima no encontro entre as duas semirretas é denominado “Vértice


do ângulo”. Um ângulo é medido de acordo com a sua abertura. Dizemos que uma abertura
completa mede 360 graus (360º). Veja:

Como 360o representam uma volta completa, 180º representam meia-volta, como você
pode ver a seguir

180°

Por sua vez, 90o representa metade de meia-volta, isto é, ¼ de volta. Esse ângulo é conhe-
cido como ângulo reto e tem uma representação bem característica:

90°

38
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Os ângulos podem ser classificados quanto ao valor do ângulo em relação à 90°:

z Ângulos agudos: são aqueles ângulos inferiores à 90°. Ex.: 30o, 42o, 63o;
z Ângulos obtusos: são aqueles ângulos superiores à 90o. Ex.: 100o, 125o e 155o.

Observação: os ângulos de 0 e 180º são denominados de ângulos rasos.


Outra classificação de ângulos é em relação à medida:

z Ângulos congruentes: são congruentes (iguais) quando possuem a mesma medida;


z Ângulos complementares: são complementares quando a soma entre os ângulos é 90o.
Ex.: 60° + 30° = 90°. Os ângulos 30° e 60° são complementares um do outro;
z Ângulos suplementares: são suplementares quando a soma entre os ângulos é 180o. Ex.:
110° + 70° = 180°. Os ângulos 70° e 110° são suplementares entre si.

A semirreta que divide um ângulo em duas partes iguais é denominada bissetriz. Veja:

A/2

A/2

Agora observe esse cruzamento de retas. Vamos tirar algumas conclusões interessantes.

C A
D

Os ângulos formados pelo cruzamento das retas são denominados ângulos opostos pelo
vértice e tem o mesmo valor, ou seja, A = C e B = D.
Os ângulos A e B são suplementares, pois a soma entre eles é de 180o, assim como a soma
dos ângulos B e C, C e D, e D e A.
Ângulos opostos pelo vértice têm a mesma medida.
Uma outra unidade de medida de ângulos é chamada de “radianos”. Dizemos que 180o
correspondem a π (“pi”) radianos. Vamos usar uma regra de três simples para convertermos
qualquer ângulo em radianos. Veja, vamos converter 60o para radianos:

180° ---------------------------------- π radianos


MATEMÁTICA

60° ------------------------------------ x radianos


180x = 60 π
60r r
x= = radianos
180 3

39
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PERÍMETRO

O perímetro corresponde à soma de todos os lados de uma figura geométrica.

FORMA E ÁREA

Retângulo

Chamamos de retângulo um paralelogramo (polígono que tem 4 lados opostos paralelos)


com todos os ângulos internos iguais à 90°.

h h

Chamamos o lado “b” maior de base, e o lado menor “h” de altura.

Área do Retângulo

Para calcularmos a área, vamos fazer a multiplicação de sua base (b) pela sua altura (h),
conforme a fórmula:

A=b·h

Exemplo: um retângulo com 10 centímetros de lado e 5 centímetros de altura, a área será:

A = 10cm · 5cm = 50cm2

Quando trabalhamos o conceito e cálculo de áreas das figuras geométricas, usamos a uni-
dade ao quadrado que no nosso exemplo tínhamos centímetros e passamos para centímetros
quadrados, que neste caso é a unidade de área.

Quadrado

Nada além de um retângulo no qual a base e a altura têm o mesmo comprimento, ou seja,
todos os lados do quadrado têm o mesmo comprimento, que chamaremos de L. Veja:

40
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L

L L

A área também será dada pela multiplicação da base pela altura (b · h). Como ambas
medem L, teremos L · L, ou seja:

A = L2

Trapézio

Temos um polígono com 4 lados, sendo 2 deles paralelos entre si, e chamados de base
maior (B) e base menor (b). Temos, também, a sua altura (h) que é a distância entre a base
menor e a base maior. Veja na figura a seguir

Conhecendo b, B e h, podemos calcular a área do trapézio por meio da fórmula abaixo:

A = (B + b) $ h
2

Losango

É um polígono com 4 lados de mesmo comprimento. Veja a seguir:

L L
MATEMÁTICA

L L

Para calcular a área de um losango, vamos precisar das suas duas diagonais: maior (D) e
menor (d) de acordo com a figura a seguir:

41
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L L
d

D
L L

Assim, a área do losango é dada pela fórmula a seguir:

A= D$d
2

Paralelogramo

É um quadrilátero (4 lados) com os lados opostos paralelos entre si. Esses lados opostos
possuem o mesmo tamanho.

A área do paralelogramo também é dada pela multiplicação da base pela altura:

A=b·h

Triângulo

Trata-se de uma figura geométrica com 3 lados. Veja-a a seguir:

a c

Para calcular a área do triângulo, é preciso conhecer a sua altura (h):

42
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a c

O lado “b”, em relação ao qual a altura foi dada, é chamado de base. Assim, calcula-se a
área do triângulo utilizando a seguinte fórmula:

A= b$h
2

Vamos conhecer os tipos de triângulos existentes:

z Triângulo isósceles: é o triângulo que tem dois lados iguais. Consequentemente, os 2


ângulos internos da base são iguais (simbolizados na figura pela letra A):

a a
c

A A

z Triângulo escaleno: é o triângulo que possui os três lados com medidas diferentes, tendo
também os três ângulos internos distintos entre si:

a B c

C A
b
MATEMÁTICA

z Triângulo equilátero: é o triângulo que tem todos os lados iguais. Consequentemente, ele
terá todos os ângulos internos iguais:

43
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A
a a
h

A A
a

Podemos calcular a altura usando a seguinte fórmula:

a 3
h=
2

Para calcular a área do triângulo equilátero usando apenas o valor da medida dos lados
(a), usamos a fórmula a seguir:

2
a 3
A=
4

z Triângulo retângulo: possui um ângulo de 90°.

B
c
a

A
b

Temos as seguintes nomenclaturas para cada lado do triângulo. Veja:


O ângulo marcado com um ponto é o ângulo reto (90º). Oposto a ele temos o lado “c” do
triângulo, que chamaremos de hipotenusa. Já os lados “a” e “b”, que são adjacentes ao ângulo
reto, são chamados de catetos.

Teorema de Pitágoras

O Teorema de Pitágoras nos dá uma relação entre a hipotenusa e os catetos, dizendo que a
soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa: a2 = b2 + c2.
Agora vamos falar sobre algumas métricas interessantes que estão presentes no triângulo
retângulo.

44
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b h c

n m
C H B

Devemos nos atentar em relação a algumas fórmulas que são extraídas do triângulo acima
que poderão nos ajudar com a resolução de algumas questões. Veja quais são:

h2 = m · n
b2 = m · a
c2 = n · a
b·c=a·h

Essas fórmulas são chamadas de relações métricas do triângulo retângulo.

Círculo

Todos os pontos estão a uma mesma distância em relação ao centro do círculo ou circunfe-
rência. Chamamos de raio e geralmente é representada por “r”. Veja na figura a seguir:

A área de um círculo é dada pela fórmula: A = π · r2. Na fórmula, a letra π (“pi”) representa
um número irracional que é, aproximadamente, igual a 3,14.
Vejamos um exemplo para calcular a área de um círculo com 10 centímetros de raio:

A = π · r2
A = π · (10)2
MATEMÁTICA

A = π · 100

Substituindo π por 3,14, temos:

A = 3,14 · 100 = 314cm2

45
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O perímetro de uma circunferência que é a mesma coisa que o comprimento da circunfe-
rência é dado por:

C=2·π·r

Para exemplificar, vamos calcular o perímetro daquela circunferência com 10cm de raio:

C = 2 · 3,14 · 10
C = 6,28 · 10 = 62,8 cm

O diâmetro (D) de uma circunferência é um segmento de reta que liga um lado ao outro da
circunferência, passando pelo centro. Veja que o diâmetro mede o dobro do raio, ou seja, 2r.

D = 2r

Repare na figura a seguir:

C B

Note que formamos uma região delimitada dentro do círculo. Essa região é chamada de
setor circular. Temos ainda um ângulo central desse setor circular simbolizado por α. Com
base neste ângulo, conseguimos determinar a área do setor circular e o comprimento do
segmento de círculo compreendido entre os pontos A e B. Sabemos que o ângulo central de
uma volta completa no círculo é 360º. E também sabemos a área desta volta completa, que é
a própria área do círculo ( π · r2). Vejamos como calcular a área do setor circular, em função
do ângulo central “α”:

360° ---------------------- π · r2
α ------------------------- Área do setor circular

Logo, área do setor circular =

2
a $ rr
360c
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Usando a mesma ideia, podemos calcular o comprimento do segmento circular entre os
pontos A e B, cujo ângulo central é “α” e que o comprimento da circunferência inteira é 2 πr.
Confira abaixo:

360° --------------------- 2 πr
α -------------------------- Comprimento do setor circular

Logo, comprimento do setor circular =

a $ 2rr
360c

VOLUME

Poliedros

São figuras espaciais formadas por diversas faces, cada uma delas sendo um polígono
regular. Vamos conhecer os principais poliedros, destacando alguns pontos importantes
como área e volumes.

Paralelepípedo Reto-Retângulo e Cubo

c a

b
a a

O cubo é um caso particular do paralelepípedo reto-retângulo, ou seja, basta que igualemos os valores de a =
b = c.
Para calcular o volume de um paralelepípedo reto-retângulo, devemos multiplicar suas três dimensões. Veja:

V=a·b·c

No caso do cubo, o volume fica:

V = a · a · = a3

As faces do paralelepípedo são retangulares, enquanto as faces do cubo são todas quadradas.
A área total do cubo é a soma das 6 faces quadradas. Ou seja,

AT = 6a2
MATEMÁTICA

Agora, no paralelepípedo reto-retângulo, temos 2 retângulos de lados (a, b), dois retângulos
de lados (b, c) e dois retângulos de lados (b, c). Portanto, a área total de um paralelepípedo é:

AT = 2ab + 2ac + 2bc

47
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Prismas

Vamos estudar os prismas retos, ou seja, aqueles que têm as arestas laterais perpendicula-
res às bases. Os prismas são figuras espaciais bem parecidas com os cilindros. O que os difere
é que a base de um prisma não é uma circunferência.
O prisma será classificado de acordo com a sua base. Por exemplo, se a base for um pentá-
gono, o prisma será pentagonal.

Prisma Prisma Prisma


Prisma triangular
Pentagonal Hexagonal Quadrangular

O volume para qualquer tipo de prisma será sempre o produto da área da base pela altura.
Veja:

V = Ab · h

A área total de um prisma será a soma da área lateral com duas bases.

AT = Al + 2Ab

Cilindro

Vamos estudar o cilindro reto cujas geratrizes são perpendiculares às bases. Observe a
figura a seguir:

Base (círculo)

Geratriz

A distância entre as duas bases é chamada de altura (h). Quando a altura do cilindro é
igual ao diâmetro da base, o cilindro é chamado de equilátero.

Cilindro equilátero: ℎ = 2r

A base do cilindro é um círculo. Portanto, a área da base do cilindro é igual a πr2.


Perceba que se “desenrolarmos” a área lateral e ““abrirmos” todo o cilindro, temos o
seguinte:

48
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H H

R C
R

A área da superfície lateral do cilindro é igual a 2πℎ e o volume do cilindro é o produto da


área da base pela altura: V = πr2 · ℎ.

Esfera

Quando estamos estudando a esfera, precisamos lembrar que tudo depende e gira em tor-
no do seu raio, ou seja, é o sólido geométrico mais fácil de trabalhar.

O raio é simplesmente a distância do centro da esfera até qualquer ponto da sua superfície.
O volume da esfera é calculado usando a seguinte fórmula:

V= 4 3
3 $ rr

E a área da superfície pela fórmula a seguir:

A = 4 · πr2

Cone

Observe a figura a seguir:

Altura
MATEMÁTICA

Geratriz

Base

49
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Vamos extrair algumas informações:
A base de um cone é um círculo, então a área da base é πr2.
Quando “abrimos” um cone, temos seguinte figura:

Temos, também, a área lateral que é dada pela fórmula πrg , onde “g” é o comprimento da
geratriz do cone.
Para calcularmos o volume de um cone, basta sabermos que equivale a 1/3 do produto
entre a área da base pela altura. Veja:

2
rr h
V=
3

Em um cone equilátero a sua geratriz será igual ao diâmetro, ou seja, 2r.

Pirâmides

A base de uma pirâmide poderá ser qualquer polígono regular, no caso estamos falando
apenas de pirâmides regulares.

Pirâmide Pirâmide Pirâmide


Triangular Quadrangular Pentagonal

Pirâmide Pirâmide
Hexagonal Heptagonal

50
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O segmento de reta que liga o centro da base a um ponto médio da aresta da base é deno-
minado “apótema da base”. Por sua vez, indicaremos por “m” o apótema da base. E o seg-
mento que liga o vértice da pirâmide ao ponto médio de uma aresta da base é denominado
“apótema da pirâmide”. Indicaremos por m′ o apótema da pirâmide. Veja:

m'

A área lateral da pirâmide é dada por:

Aℓ = pm′

A área total da pirâmide é dada por:

AT = Ab + Aℓ

O volume da pirâmide é calculado da mesma forma que o volume do cone: 1/3 do produto
da área da base pela altura. Veja:

V = Ab $ h
3

RESOLUÇÃO DE SITUAÇÕES-PROBLEMA

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

1. (FAEPESUL — 2016) Em uma turma de graduação em Matemática Licenciatura, de forma fictícia,


temos que a razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8. Determine
a quantidade de homens desta sala, sabendo que esta turma tem 120 alunos.
MATEMÁTICA

a) 43 homens.
b) 45 homens.
c) 44 homens.
d) 46 homens.
e) 47 homens.

51
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A razão entre o número de mulheres e o número total de alunos é de 5/8:
M 5
=
T 8

A turma tem 120 alunos, então: T = 120


Fazendo os cálculos:
M 5
=
T 8

M 5
=
120 8

8 · M = 5 · 120
8M = 600

M= 600
8

M = 75
A quantidade de homens da sala: 120 – 75 = 45 homens. Resposta: Letra B.

2. (VUNESP — 2020) Em um grupo com somente pessoas com idades de 20 e 21 anos, a razão
entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atualmente, é
4/5. No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa
com 21 anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8. O número total de pessoas nesse gru-
po é

a) 30.
b) 29.
c) 28.
d) 27.
e) 26.

A razão entre o número de pessoas com 20 anos e o número de pessoas com 21 anos, atual-
mente, é 4/5.
120
=
4x total de 9x
121 5x

No próximo mês, duas pessoas com 20 anos farão aniversário, assim como uma pessoa com
21 anos, e a razão em questão passará a ser de 5/8.
120 4x - 2
121
= = 5
5x + 2 - 1 8

4x - 2 5
=
5x + 1 8

8 (4x – 2) = 5 (5x + 1)
32x – 16 = 25x + 5
7x = 21
x=3
52
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Para sabermos o total de pessoas, basta substituir o valor de X na primeira equação:
9x = 9 · 3 = 27 é o número total de pessoas nesse grupo. Resposta: Letra D.

3. (IBADE — 2018) Três agentes penitenciários de um país qualquer, Darlan, Arley e Wanderson,
recebem juntos, por dia, R$ 721,00. Arley recebe R$ 36,00 mais que o Darlan, Wanderson rece-
be R$ 44,00 menos que o Arley. Assinale a alternativa que representa a diária de cada um, em
ordem crescente de valores.

a) R$ 249,00, R$ 213,00 e R$ 169,00.


b) R$ 169,00, R$ 213,00 e R$ 249,00.
c) R$ 145,00, R$ 228,00 e R$ 348,00.
d) R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00
e) R$ 267,00, R$ 231,00 e R$ 223,00.

D + A + W = 721
A = D + 36
W = A – 44
Substituímos Arley em Wanderson:
W = A – 44
W = 36 + D – 44
W=D–8
Substituímos na fórmula principal:
D + A + W = 721
D + 36 + D + D – 8 = 721
3D + 28 = 721
3D = 721 - 28
D = 693/3
D = 231
Substituímos o valor de D nas outras:
A = D + 36
A= 231+36= 267
W = A – 44
W= 267 – 44
W= 223
Logo, os valores em ordem crescente que Wanderson, Darlan, Arley recebem são, respectiva-
mente, R$ 223,00, R$ 231,00 e R$ 267,00. Resposta: Letra D.

4. (CEBRASPE-CESPE — 2018) A respeito de razões, proporções e inequações, julgue o item


seguinte.
MATEMÁTICA

Situação hipotética: Vanda, Sandra e Maura receberam R$ 7.900 do gerente do departamento


onde trabalham, para ser divido entre elas, de forma inversamente proporcional a 1/6, 2/9 e 3/8,
respectivamente. Assertiva: Nessa situação, Sandra deverá receber menos de R$ 2.500.

( ) CERTO ( ) ERRADO

53
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6x 9x 8x
+ + = 7.900
1 2 3

Tirando o MMC entre 1, 2 e 3 vamos achar 6. Temos:


36x 27x 16x
6
+
6
+ 6
= 7.900

79x
= 7.900
6

x = 600
Sendo assim, Sandra está inversamente proporcional a:
9x
2

Basta substituirmos o valor de X na proporção.


9x 9 x 600
= = 2.700
2 2

(valor que Sandra irá receber é maior que 2.500). Resposta: Errado.

5. (IESES — 2019) Uma escola possui 396 alunos matriculados. Se a razão entre meninos e meni-
nas foi de 5/7, determine o número de meninos matriculados.

a) 183
b) 225
c) 165
d) 154

Total de alunos = 396


Meninos = H
Meninas = M
Razão: H + 5x
M 7x

Agora vamos somar 5x com 7x = 12x


12x é igual ao total que é 396
12x = 396
x = 33
Portanto o número de meninos será:
Meninos = 5x = 5 · 33 = 165. Resposta: Letra C.

Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

6. (FEPESE — 2018) Uma TV é anunciada pelo preço de R$ 1.908,00 para pagamento em 12 parce-
las de 159,00. A mesma TV custa R$ 1.410,00 para pagamento à vista. Portanto o juro simples
54 mensal incluído na opção parcelada é:
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a) Menor que 2%.
b) Maior que 2% e menor que 2,5%.
c) Maior que 2,5% e menor que 2,75%.
d) Maior que 2,75% e menor que 3%.
e) Maior que 3%.

1.908 – 1.410 = 498 (juros durante 12 meses)


J=C·I·t
498 = 1410 · 12 · i / 100
49.800 = 16.920i
i = 49.800/16.920
i = 2,94%. Resposta: Letra D.

7. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Uma pessoa atrasou em 15 dias o pagamento de uma dívida de R$


20.000, cuja taxa de juros de mora é de 21% ao mês no regime de juros simples.
Acerca dessa situação hipotética, e considerando o mês comercial de 30 dias, julgue o item
subsequente.
No regime de juros simples, a taxa de 21% ao mês é equivalente à taxa de 252% ao ano.

( ) CERTO ( ) ERRADO

No regime simples, sabemos que taxas proporcionais são também equivalentes. Como temos
12 meses no ano, a taxa anual proporcional a 21%am é, simplesmente:
21% · 12 = 252% ao ano
Esta taxa de 252% ao ano é proporcional e também é equivalente a 21% ao mês. Portanto, o
item está certo. Resposta: Certo.

8. (FUNDATEC — 2020) Qual foi a taxa mensal de uma aplicação, sob regime de juros simples, de
um capital de R$ 3.000,00, durante 4 bimestres, para gerar juros de R$ 240,00?

a) 8%.
b) 5%.
c) 3%.
d) 2%.
e) 1%.

J = 240
C = 3.000
i=?
MATEMÁTICA

t = 4 bimestres, ou seja, 4 · 2 = 8 meses.


Substituindo:
J=C·i·t
240 = 3.000 · i · 8
240 = 24.000 · i
i = 240 / 24.000
55
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i = 0,01 ou 1%
Resposta: Letra E.

9. (VUNESP — 2020) Um capital de R$ 1.200,00, aplicado no regime de juros simples, rendeu R$


65,00 de juros. Sabendo-se que a taxa de juros contratada foi de 2,5% ao ano, é correto afirmar
que o período da aplicação foi de

a) 20 meses.
b) 22 meses.
c) 24 meses.
d) 26 meses.
e) 30 meses.

J = c · i · t/100
65 = 1.200 · 2,5 · t/100
65 = 30t
t = 65/30 · 12
t = 26 meses. Resposta: Letra D.

10. (IBADE — 2019) Juliana investiu R$ 5.000,00, a juros simples, em uma aplicação que rende 3%
ao mês, durante 8 meses. Passados 8 meses, Juliana retirou todo o dinheiro e investiu somente
metade em uma outra aplicação, a juros simples, a uma taxa de 5% ao mês por mais 4 meses.
O total de juros arrecadado por Juliana após os 12 meses foi:

a) R$ 1.200,00.
b) R$ 1440,00.
c) R$ 620,00.
d) R$ 1820,00.
e) R$ 240,00.

J=C·i·t
J= 5.000 · 0,03 · 8
J= 150 · 8
J = 1.200 de lucro
Montante do aplicado com lucro M= C + J
M = 5.000 + 1.200
M = 6.200 montante inicial e lucro
Nova aplicação de metade que lucrou 6.200 / 2 = 3.100
J=C·i·t
J = 3.100 · 0,05 · 4
J = 155 · 4
J = 620 lucro da nova aplicação
Somatório dos lucros:
M = 1.200 + 620 = 1.820 dos lucros. Resposta: Letra D.

56
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Agora vamos treinar o que aprendemos na teoria com exercícios comentados de diversas
bancas. Vamos lá!

11. (CEBRASPE-CESPE — 2020) Em determinada loja, uma bicicleta é vendida por R$ 1.720 à vista
ou em duas vezes, com uma entrada de R$ 920 e uma parcela de R$ 920 com vencimento para o
mês seguinte. Caso queira antecipar o crédito correspondente ao valor da parcela, a lojista paga
para a financeira uma taxa de antecipação correspondente a 5% do valor da parcela.
Com base nessas informações, julgue o item a seguir.
Na compra a prazo, o custo efetivo da operação de financiamento pago pelo cliente será inferior
a 14% ao mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Valor da bicicleta = 1.720,00


Parcelado = 920,00 (entrada) + 920,00 (parcela)
Na compra a prazo, o agente vai pagar 920,00 (entrada), logo vai sobrar (1720-920 = 800,00)
No próximo mês é preciso pagar 920,00 ou seja 800,00 + 120,00 de juros. Agora é pegar
120,00 (juros) e dividir por 800,00 resultado:
120,00/800,00 = 0,15% ao mês.
A questão diz que seria inferior a 0,14%, ou seja, está errada. Resposta: Errado.

12. (CEBRASPE-CESPE — 2019) Na assembleia legislativa de um estado da Federação, há 50 par-


lamentares, entre homens e mulheres. Em determinada sessão plenária estavam presentes
somente 20% das deputadas e 10% dos deputados, perfazendo-se um total de 7 parlamentares
presentes à sessão.
Infere-se da situação apresentada que, nessa assembleia legislativa, havia

a) 10 deputadas.
b) 14 deputadas.
c) 15 deputadas.
d) 20 deputadas.
e) 25 deputadas.

50 parlamentares
Deputadas = X
Deputados = 50-X
Compareceram 20% x e 10% (50-x), totalizando 7 parlamentares. Não sabemos a quantidade
exata de cada sexo. Vamos montar uma equação e achar o valor de X.
20% x + 10% (50 – x) = 7
MATEMÁTICA

20/100 · x + 10/100 · (50 – x) = 7


2/10 · x + 1/10 · (50 – x) = 7
2x/10 + 50 – x/10 = 7 (faz o MMC)
2x + 50 - x = 70
2x – x = 70 – 50
x = 20 deputadas fazem parte da Assembleia Legislativa. Resposta: Letra D.
57
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13. (VUNESP — 2016) Um concurso recebeu 1500 inscrições, porém 12% dos inscritos faltaram no
dia da prova. Dos candidatos que fizeram a prova, 45% eram mulheres. Em relação ao número
total de inscritos, o número de homens que fizeram a prova corresponde a uma porcentagem de

a) 45,2%.
b) 46,5%.
c) 47,8%.
d) 48,4%.
e) 49,3%.

Veja que se 12% faltaram, então 88% fizeram a prova.


Pessoas presentes (88%) e dessas 45% eram mulheres e 55% eram homens. Portanto, basta
multiplicar o percentual dos homens pelo total:
55% de 88% das pessoas que fizeram a prova; ou
0,55 · 0,88 = 0,484.
Transformando em porcentagem: 0,484 · 100 = 48,4%. Resposta: Letra D.

14. (FCC — 2018) Em uma pesquisa 60% dos entrevistados preferem suco de graviola e 50% suco
de açaí. Se 15% dos entrevistados gostam dos dois sabores, então, a porcentagem de entrevis-
tados que não gostam de nenhum dos dois é de

a) 80%.
b) 61%.
c) 20%.
d) 10%.
e) 5%.

Vamos dispor as informações em forma de conjuntos para facilitar nossa resolução:

Graviola Açai

60% – 15% = 15% 50% – 15% =

45% 35%

Nenhum = X

Vamos somar todos os valores e igualar ao total que é 100%: 45% + 15% + 35% + X = 100%
95% + X = 100%
X = 5%.
Resposta: Letra E.

15. (FUNCAB — 2015) Adriana e Leonardo investiram R$ 20.000,00, sendo o 3/5 desse valor em
uma aplicação que gerou lucro mensal de 4% ao mês durante dez meses. O restante foi investi-
do em uma aplicação, que gerou um prejuízo mensal de 5% ao mês, durante o mesmo período.
Ambas as aplicações foram feitas no sistema de juros simples.
Pode-se concluir que, no final desses dez meses, eles tiveram:
58
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a) prejuízo de R$2.800,00.
b) lucro de R$3.200,00.
c) lucro de R$2.800,00.
d) prejuízo de R$6.000,00
e) lucro de R$5.000,00.

3/5 de 20.000,00 = 12.000,00


12.000,00 · 4% = 480,00
480 · 10 (meses) = 4.800 (juros)
O que sobrou 20.000,00 – 12.000,00 = 8.000,00. Aplicação que foi investida e gerou prejuízo
de 5% ao mês, durante 10 meses:
8.000,00 · 5% = 400,00
400 · 10 meses= 4.000
Portanto 20.000,00 + 4.800(juros) = 24,800,00 - 4.000= 20.800,00 /10 meses= 2.080,00 lucros.
Resposta: Letra C.

16. (CEBRASPE-CESPE — 2019) No item seguinte apresenta uma situação hipotética, seguida de
uma assertiva a ser julgada, a respeito de proporcionalidade, porcentagens e descontos.
No primeiro dia de abril, o casal Marcos e Paula comprou alimentos em quantidades suficientes
para que eles e seus dois filhos consumissem durante os 30 dias do mês. No dia 7 desse mês,
um casal de amigos chegou de surpresa para passar o restante do mês com a família.
Nessa situação, se cada uma dessas seis pessoas consumir diariamente a mesma quantidade
de alimentos, os alimentos comprados pelo casal acabarão antes do dia 20 do mesmo mês.

( ) CERTO ( ) ERRADO

4 pessoas ------- 24 dias


6 pessoas ------- x dias
Temos grandezas inversas, então é só multiplicar na horizontal:
6x = 4 · 24
6x = 96
x = 96 ÷ 6
x = 16
Como já haviam comido por 6 dias é só somar:
6 dias (consumidos por 4) + 16 dias (consumidos por 6) = 22 dias (a comida acabará no dia
22 de abril).
Resposta: Errado.

17. (CEBRASPE-CESPE — 2018) O motorista de uma empresa transportadora de produtos hospitalares


MATEMÁTICA

deve viajar de São Paulo a Brasília para uma entrega de mercadorias. Sabendo que irá percorrer apro-
ximadamente 1.100 km, ele estimou, para controlar as despesas com a viagem, o consumo de gaso-
lina do seu veículo em 10 km/L. Para efeito de cálculos, considerou que esse consumo é constante.
Considerando essas informações, julgue o item que segue.
Nessa viagem, o veículo consumirá 110.000 dm3 de gasolina.

( ) CERTO ( ) ERRADO 59
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Com 1 litro ele faz 10 km.
Sabendo que 1 L é igual a 1dm³, então podemos dizer que com 1dm³ ele faz 10km.
Portanto,
10 km -------- 1dc³
1.100 km --------- x
10x = 1.100
x = 110dm³ (a gasolina que será consumida).
Resposta: Errado.

18. (VUNESP — 2020) Uma pessoa comprou determinada quantidade de guardanapos de papel.
Se ela utilizar 2 guardanapos por dia, a quantidade comprada irá durar 15 dias a mais do que
duraria se ela utilizasse 3 guardanapos por dia. O número de guardanapos comprados foi

a) 60.
b) 70.
c) 80.
d) 90.
e) 100.

x = dias
3 guardanapos por dia -------- x
2 guardanapos por dia -------- x+15
São valores inversamente proporcionais, quanto mais guardanapos por dia, menos dias
durarão. Assim, multiplicamos na horizontal:
3x = 2 · (x+15)
3x = 30+2x
3x – 2x = 30
x = 30
Podemos substituir em qualquer uma das duas situações:
3 guardanapos · 30 dias = 90
2 guardanapos · 45 (30+15) dias = 90. Resposta: Letra D.

19. (FUNDATEC — 2017) Cinco mecânicos levaram 27 minutos para consertar um caminhão.
Supondo que fossem três mecânicos, com a mesma capacidade e ritmo de trabalho para realizar
o mesmo serviço, quantos minutos levariam para concluir o conserto desse mesmo caminhão?

a) 20 minutos.
b) 35 minutos.
c) 45 minutos.
d) 50 minutos.
e) 55 minutos.

Mecânicos ------ Minutos


5 ---------------- 27
3 ---------------- x
60
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
Quanto menos mecânicos, mais minutos eles gastarão para finalizar o trabalho; logo a gran-
deza é inversamente proporcional. Multiplica na horizontal:
3x = 27 · 5
3x = 135
x = 135 ÷ 3
x = 45 minutos. Resposta: Letra C.

20. (IESES — 2019) Cinco pedreiros construíram uma casa em 28 dias. Se o número de pedrei-
ros fosse aumentado para sete, em quantos dias essa mesma casa ficaria pronta?

a) 18 dias.
b) 16 dias.
c) 20 dias.
d) 22 dias.

5 (pedreiros) ---------- 28 (dias)


7 (pedreiros) ------------- X (dias)
Perceba que as grandezas são inversamente proporcionais, então basta multiplicar na
horizontal.
5 · 28 = 7 · X
7X = 140
X = 140 ÷ 7
X = 20 dias. Resposta: Letra C.

21. (CEBRASPE-CESPE — 2020) Determinado equipamento é capaz de digitalizar 1.800 páginas


em 4 dias, funcionando 5 horas diárias para esse fim. Nessa situação, a quantidade de páginas
que esse mesmo equipamento é capaz de digitalizar em 3 dias, operando 4 horas e 30 minutos
diários para esse fim, é igual a

a) 2.666.
b) 2.160.
c) 1.215.
d) 1.500.
e) 1.161.

Primeiro vamos passar para minutos:


5h = 300min.
4h30min= 270min.
min.-----Dias-----Pag.
MATEMÁTICA

300 -------4-------1800
270 -------3-------X
Resolvendo, temos:

300 (Simplifica por 30)


1800
= 4· 270 (Simplifica por 30)
X 3 61
Todos os direitos são reservados à Nova Concursos.
1800
= 4 · 10
X 3 9

4 · X · 10 = 1800 · 3 · 9
X = 1215 páginas que esse mesmo equipamento é capaz de digitalizar. Resposta: Letra C.

22. (VUNESP — 2016) Em uma fábrica, 5 máquinas, todas operando com a mesma capacidade de
produção, fabricam um lote de peças em 8 dias, trabalhando 6 horas por dia. O número de dias
necessários para que 4 dessas máquinas, trabalhando 8 horas por dia, fabriquem dois lotes
dessas peças é

a) 11.
b) 12.
c) 13.
d) 14.
e) 15.

5 máquinas -------1 lote --------- 8 dias ------------ 6 horas


4 máquinas -------2 lotes --------x dias -------------8 horas
Quanto mais dias para entrega do lote, menos horas trabalhadas por dia (inversa), menos
máquinas para fazer o serviço (inversa) e mais lotes para serem entregues (direta).
Resolvendo:
8/x = 1/2 · 8/6 · 4/5 (simplifique 8/6 por 2)
8/x = 1/2 · 4/3 · 4/5
8/x = 16/30 (simplifique 16/30 por 2)
8/x = 8/15
8x = 120
x = 120/8
x = 15 dias. Resposta: Letra E.

23. (CEBRASPE-CESPE — 2018) No item a seguir é apresentada uma situação hipotética, segui-
da de uma assertiva a ser julgada, a respeito de proporcionalidade, divisão proporcional, média
e porcentagem.
Todos os caixas de uma agência bancária trabalham com a mesma eficiência: 3 desses caixas
atendem 12 clientes em 10 minutos. Nessa situação, 5 desses caixas atenderão 20 clientes em
menos de 10 minutos.

( ) CERTO ( ) ERRADO

3 caixas – 12 clientes – 10 minutos


5 caixas – 20 clientes – x minutos.
10 5 12
= #
X 3 20

5 · 12 · X = 10 · 3 · 20
60x = 600
62
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X = 10.
Os 5 caixas atenderão em exatamente 10 minutos, não em menos de 10, como a questão afir-
ma. Resposta: Errado.

24. (VUNESP — 2020) Das 9 horas às 15 horas, de trabalho ininterrupto, 5 máquinas, todas idênti-
cas e trabalhando com a mesma produtividade, fabricam 600 unidades de determinado produ-
to. Para a fabricação de 400 unidades do mesmo produto por 3 dessas máquinas, trabalhando
nas mesmas condições, o tempo estimado para a realização do serviço é de

a) 5 horas e 54 minutos
b) 6 horas e 06 minutos.
c) 6 horas e 20 minutos.
d) 6 horas e 40 minutos.
e) 7 horas e 06 minutos.

Das 9h às 15h = 6 horas = 360 min


360 min ------ 5 máquinas ----- 600 unidades (corta os zeros iguais)
x ------------- 3 máquinas ---- 400 unidades (corta os zeros iguais)
360 3 6
= ·
X 5 4

x · 3 · 6 = 360 · 5 · 4
x · 18 = 7.200
x = 7.200 ÷ 18
x = 400
Logo, transformando minutos para horas novamente, temos:
X = 400min
X = 6h40min. Resposta: Letra D.

25. (VUNESP — 2020) Em uma fábrica de refrigerantes, 3 máquinas iguais, trabalhando com capa-
cidade máxima, ligadas ao mesmo tempo, engarrafam 5 mil unidades de refrigerante, em 4
horas. Se apenas 2 dessas máquinas trabalharem, nas mesmas condições, no engarrafamento
de 6 mil unidades do refrigerante, o tempo esperado para a realização desse trabalho será de

a) 6 horas e 40 minutos.
b) 6 horas e 58 minutos.
c) 7 horas e 12 minutos.
MATEMÁTICA

d) 7 horas e 20 minutos.
e) 7 horas e 35 minutos.

3 máquinas ------------ 5 mil garrafas ------------ 4 horas


2 máquinas ------------ 6 mil garrafas ------------ x
63
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Veja que se aumentar o tempo de trabalho quer dizer que serão engarrafados mais refri-
gerantes (direta) e se aumentar o tempo de trabalho quer dizer que são menos máquinas
trabalhando (inversa).
4 5000 2
= ·
X 6000 3

2·X·5=4·6·3
10X = 72
x = 7, 2 horas (7 horas + 0,2 horas = 7 horas + 0,2 · 60 min = 7 horas e 12 minutos)
Obs.: para transformar horas em minutos, basta multiplicarmos o número por 60 min. Logo,
0,2 horas = 0,2 · 60 = 120 ÷ 10 = 12 min. Resposta: Letra C.

26. (VUNESP — 2018) Em um concurso somente para os cargos A e B, cada candidato poderia
fazer inscrição para um desses cargos. Sabendo que o número de candidatos inscritos para o
cargo A era 3000 unidades menor que o número de candidatos inscritos para o cargo B, e que a
razão entre os respectivos números, nessa ordem, era igual a 0,4, então é verdade que o número
de candidatos inscritos para o cargo B correspondeu, do total de candidatos inscritos, a

3
a) 7
5
b) 9
4
c) 7
2
d) 3
5
e) 7

A = B – 3.000
A
b
= 0,4
A = 0,4B
Substituindo essa última equação na primeira, temos:
0,4B = B – 3.000
3.000 = B – 0,4B
3.000 = 0,6B
3.000
B = 0, 6
B = 5.000
Lembrando que A = 0,4B, podemos obter o valor de A:
A = 0,4 · 5.000
A = 2.000
Total: A + B = 5.000 + 2.000 = 7.000
O número de inscritos para o cargo B, em relação ao total, será:
5.000 5
7.000
=
7
. Resposta: Letra E.

64
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27. (FGV — 2017) O número de balas de menta que Júlia tinha era o dobro do número de balas
de morango. Após dar 5 balas de cada um desses dois sabores para sua irmã, agora o número
de balas de menta que Júlia tem é o triplo do número de balas de morango. O número total de
balas que Júlia tinha inicialmente era:

a) 42.
b) 36.
c) 30.
d) 27.
e) 24.

Me = 2 · Mo
Após dar 5 balas = Me – 5 e Mo – 5. Agora, as de menta são o triplo das de morango:
Me – 5 = 3 · (Mo – 5)
Me – 5 = 3 · Mo – 15
Me = 3 · Mo – 10
Na segunda equação podemos substituir Me por 2 · Mo.
2 · Mo = 3 · Mo – 10
10 = 3 · Mo – 2 · Mo
10 = Mo
O valor de Me é:
Me = 2 · Mo
Me = 2 · 10
Me = 20
Total: 10 + 20 = 30 balas. Resposta: Letra C.

28. (CEBRASPE-CESPE — 2013) Considere que em um escritório de patentes, a quantidade


mensal de pedidos de patentes solicitadas para produtos da indústria alimentícia tenha sido
igual à soma dos pedidos de patentes mensais solicitadas para produtos de outra natureza.
Considere, ainda, que, em um mês, além dos produtos da indústria alimentícia, tenham sido
requeridos pedidos de patentes de mais dois tipos de produtos, X e Y, com quantidades dadas
por x e y, respectivamente. Supondo que T seja a quantidade total de pedidos de patentes reque-
ridos nesse escritório, no referido mês, julgue os itens seguintes.

Se T = 128, então as quantidades x e y são tais que x + y = 64, com 0 ≤ x ≤ 64.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Seja “a” a quantidade de pedidos de patentes da indústria alimentícia. Foi dito que esse total
MATEMÁTICA

é igual à soma dos demais pedidos, que são x e y, ou seja,


a=x+y
O total de pedidos é:
T = a + x + y = a + a = 2a
Como T = 128, temos
128 = 2a
a = 64. Resposta: Certo. 65
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Se, em determinado mês, a quantidade de pedidos de patentes do produto X foi igual ao dobro
da quantidade de pedidos de patentes do produto Y, então a quantidade de pedidos de patentes
de produtos da indústria alimentícia foi o quádruplo da quantidade de pedidos de patentes de Y.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Sendo x o dobro de y, ou seja, x =2y, temos que:


a=x+y
a = 2y + y
a = 3y
Assim, as patentes da indústria alimentícia (“a”) são o triplo das patentes de Y. Resposta: Errado.

Se T = 128 e a quantidade x foi 18 unidades a mais do que a quantidade y, então a quantidade y


foi superior a 25.

( ) CERTO ( ) ERRADO

Se T = 128, temos que x + y = 64. Foi dito ainda que:


x = y + 18
Substituindo x por y + 18, temos:
x + y = 64
(y + 18) + y = 64
y = 23 unidades. Resposta: Errado.

A seguir, revise seus conhecimentos com alguns exercícios comentados.

29. (VUNESP — 2018) Uma praça retangular, cujas medidas em metros, estão indicadas na
figura, tem 160m de perímetro.

× + 20
Figura fora de escala

Sabendo que 70% da área dessa praça estão recobertos de grama, então, a área não recoberta
com grama tem

a) 450 m2.
b) 500 m2.
c) 400 m2.
d) 350 m2.
e) 550 m2.
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Foi dado o perímetro dessa praça, que corresponde à soma de todos os lados. Logo:
2x + 2(x + 20) = 160
2x + 2x + 40 = 160
4x = 120
x = 30 m
A área, portanto, será:
Área = 30 · (30 + 20)
Área = 30 · 50 = 1500 m²
Como 70% está recoberta por grama, 100 – 70 = 30% não é recoberta. Logo:
Área não recoberta = 0,3 · 1500 = 450 m². Resposta: Letra A.

30. (CEBRASPE-CESPE — 2018) Os lados de um terreno quadrado medem 100 m. Houve erro
na escrituração, e ele foi registrado como se o comprimento do lado medisse 10% a menos que
a medida correta. Nessa situação, deixou-se de registrar uma área do terreno igual a

a) 20 m².
b) 100 m².
c) 1.000 m².
d) 1.900 m².
e) 2.000 m².

A área de um quadrado é L². Inicialmente os lados do quadrado deveriam medir L = 100 m,


portanto a área seria A = 100² = 10000 m². Porém, L foi registrado com 10% a menos, ou seja,
100 – 10% · 100 = 90 m. Logo, a área passou a ser 90² = 8100 m².
Então, a área que deixou de ser registrada foi de: 10000 – 8100 = 1900 m². Resposta: Letra D.

31. (IDECAN — 2018) A figura a seguir é composta por losangos cujas diagonais medem 6 cm e 4
cm. A área da figura mede

a) 48 cm2.
b) 50 cm2.
c) 52 cm2.
d) 60 cm2.
MATEMÁTICA

e) 64 cm2.

Sendo D e d as diagonais de um losango, sua área é dada por:


Área = D · d / 2 = 6 · 4 / 2 = 12cm2
Como ao todo temos 5 losangos, a área total é:
5 · 12 = 60cm2. Resposta: Letra D.
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32. (IBFC — 2017) A alternativa que apresenta o número total de faces, vértices e arestas de um
tetraedro é:

a) 4 faces triangulares, 5 vértices e 6 arestas.


b) 5 faces triangulares, 4 vértices e 6 arestas.
c) 4 faces triangulares, 4 vértices e 7 arestas.
d) 4 faces triangulares, 4 vértices e 6 arestas.
e) 4 faces triangulares, 4 vértices e 5 arestas.

Um tetraedro é uma figura formada por 4 faces apenas, veja:

a
a

C
A
a
a

Temos 4 vértices A, B, C e V. Também sabemos que temos 4 faces. O número de arestas pode
ser contado ou, então, obtido pela relação:
V+F=A+2
4+4=A+2
A = 6 arestas .
Resposta: Letra D.

33. (VUNESP — 2018) Em um reservatório com a forma de paralelepípedo reto retângulo, com 2,5 m
de comprimento e 2 m de largura, inicialmente vazio, foram despejados 4 m³ de água, e o nível
da água nesse reservatório atingiu uma altura de x metros, conforme mostra a figura.

2,5

Sabe-se que para enchê-lo completamente, sem transbordar, é necessário adicionar mais 3,5
m³ de água. Nessas condições, é correto afirmar que a medida da altura desse reservatório,
indicada por h na figura, é, em metros, igual a

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a) 1,25.
b) 1,5.
c) 1,75.
d) 2,0.
e) 2,5.

O volume total do reservatório é de 4 + 3,5 = 7,5m3. Usando a fórmula para calcular o volume,
ou seja,
Volume = comprimento x largura x altura
7,5 = 2,5 · 2 · h
3=2·h
h = 1,5m
Resposta: Letra B.

ANOTAÇÕES

MATEMÁTICA

69
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ANOTAÇÕES

70
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