LICENCEATURA EM ENGENHARIA TERMOTECNICA
NIVEL 2
TRABALHO DE TERMODINÂMICA 1
MEDIDORES DE VAZÂO
Discente:
o Emílio António Bene
o Ernane Faustino Gerente
o Eunídia Henríques Cumbane
o Félix Felizmina Matavel
o Fernandes Baptista Bata
Docente:
Elzídio Rodrigues
Songo, Junho de 2024
Contents
1. Introdução...........................................................................................................................3
2. Rotâmetro...........................................................................................................................4
a. Construção do Rotâmetro..................................................................................................4
b. Princípio de funcionamento de um Rotâmetro................................................................5
c. Adequabilidade...................................................................................................................6
d. Vazão volumétrica..............................................................................................................6
3. Medidores de preção tipo turbinam..................................................................................6
a. Princípios de funcionamento.............................................................................................7
b. Cálculo do fluxo de volume................................................................................................8
c. Adequabilidade...................................................................................................................8
d. Vazão volumétrica..............................................................................................................8
4. Orifício ou placas de orifício..............................................................................................8
a. Princípio de funcionamento...............................................................................................9
b. Adequabilidade.................................................................................................................10
c. Vazão volumétrica............................................................................................................10
5. Medidor térmico de vazão...............................................................................................10
a. Princípio de funcionamento.............................................................................................10
b. Adequabilidade.................................................................................................................11
c. Vazão volumétrica............................................................................................................11
6. Medidor por Efeito Coriolos............................................................................................11
a. Princípio de funcionamento.............................................................................................12
b. Adequabilidade.................................................................................................................13
c. Vazão volumétrica............................................................................................................13
7. Conclusão..........................................................................................................................14
8. Referências bibliográficas................................................................................................15
1. Introdução
A medicao da vazão mássica de gases e líquidos é essencial em diversas industrias,
como química, petroquímica, alimentos e bebidas, entre outras. Existem vários métodos
e dispositivos para essa finalidade, e dispositivos para essa finalidade, cada um com
princípios de funcionamento distintos e adequações específicas para diferentes tipos de
escoamentos.
Neste relatório, serão abordados os seguintes medidores de vazão: Rotâmetro, medidor
de vazão tipo Turbina, Orifício, Térmico e Corriola.
A análise inclui a adequabilidade para medição de líquidos e gases, além das
possibilidades de uso para misturas de duas fases (liquido-vapor) e a medição da vazão
volumétrica.
2. Rotâmetro
O rotâmetro é um medidor linear de área variável, ou seja, oferece uma área de
passagem em função da vazão de escoamento de fluido. O instrumento consiste num
tubo afunilado com um flutuador móvel em seu interior.
(DELMÉE, 2003; POTTER, 2004).
Figura 1. Fonte: content://media/external/downloads/7959
a. Construção do Rotâmetro
A construção do rotâmetro pode ser feita usando diferentes componentes como tubo
transparente, escala, flutuador e transmissor.
Na construção, o formato do tubo transparente é cónico, que inclui uma escala e
flutua dentro dela. Este tubo transparente é muito útil na observação directa das
medições.
Um flutuador é um pequeno dispositivo dentro do tubo de um rotâmetro com
dimensões precisas. O flutuador é utilizado para indicar a taxa de fluxo do
líquido dentro do tubo do tubo, que pode ser projectado com plástico, vidro ou
metal.
A escala neste medidor exibe as medições de vazão com flutuação.
Os transmissores são muito uteis para registrar as medições do fluxo com
precisão em comparação com um observador directamente na balanco.
b. Princípio de funcionamento de um Rotâmetro
Em um rotâmetro, o líquido flui da base do tubo cónico, depois disso a parte do fluido
atinge directamente o fundo da bóia e o líquido restante fluirá para longe da bóia.
Poetant, a bóia no ratâmetro sofre duas forcas na direcção inversa, a forca gravitacional
é negativa e a forca do arrasto e positiva.
O fluxo do fluido empurra a bóia para cima a partir da gravidade. Depois de algum
tempo, a região de fluxo atinge uma posição onde a forca induzida no corpo flutuante
corresponde com precisão ao peso do flutuador. Assim, o flutuador encontrara o
equilíbrio quando a área na região do flutuador produzir Arato suficiente que é
equivalente ao peso.
Quando a gravidade e o peso do flutuador estão estáveis, a distância do flutuador estão
estáveis, a distância do flutuador movido para cima é relativa à velocidade do fluxo do
líquido que flui através do tubo cónico.
Figura 2. Fonte wickpedia
É possível deduzir a equação para o rotâmetro segundo o trabalho de Ribeiro (1997).
Primeiramente, sabe-se que a forca de araste do flutuador depende da massa específica
do fluido, da massa específica do material do flutuador, do volume e da velocidade do
fluido na restrição. O medidor possui também um coeficiente de araste, que é em função
da sua geometria.
O equilíbrio de forcas é dado pela equação (1) e a forca de araste pela equação (2);
Fa+ρ1Vg=ρ2Vg (1)
Onde Fa é a forca de araste, V o volume do flutuador, ρ 1 a densidade do fluido, ρ 2 é a
densidade do flutuador e g é a aceleração de gravidade.
2
ρ1 v 1
Fa= CaAF (2)
2
Onde Ca é o coeficiente de araste, AF a área frontal do flutuador, ρ 1,v2 a velocidade
media do fluido nas restrição anelar.
Como dito anteriormente a área do tubo não é constante. Desta forma o diâmetro do
tubo é variável como demonstra a equação (3):
D = d + αh (3)
Sendo D o diâmetro do tubo, d o diâmetro interno da entrada do tubo medidor, α o
angulo de conicidade do tubo e h a altura do flutuador.
Combinando as equações (1), (2), (3), chega-se a equação de vazão volumétrica para o
rotâmetro:
Qrotâmetro =
πah
√Ca √ gV d 2 ρ 2
( −1) (4)
2A F ρ1
E como todos os parâmetros, com execução de h, são constantes, poda-se reduzir a
equação (4) a equação (5):
Qrotâmetro = Kh.
c. Adequabilidade
Ideal para medições de vazão de líquidos a gases em aplicações de baixa a media
pressão e vazão. Não é adequada para misturas de duas fases (liquido-vapor).
d. Vazão volumétrica
Sim, mede a vazão volumétrica.
3. Medidores de preção tipo turbinam
São um tipo de medidor de vazão de velocidade que encontraram uso generalizado em
uma variedade de aplicações industriais – incluindo aeroespacial, criogénica e
transferência de custódia – para medições de alta precisão. Inventado por Reinhard
Woltman no século 18, o medidor de vazão da turbina é confiável para uso com líquidos
e gases. Consiste em um rotor multipás montado em ângulo recto com o fluxo de fluido
e suspenso no fluxo de fluido em um rolamento de corrida livre. O diâmetro do rotor é
muito ligeiramente menor do que o diâmetro interno da câmara de dosagem, e sua
velocidade de rotação é proporcional à vazão volumétrica. A rotação da turbina pode ser
detectada por dispositivos de estado sólido (relutância, indutância, captadores
capacitivos e de efeito Hall) ou por sensores mecânicos (engrenagens ou accionamentos
magnéticos).
Figura 3. Fonte: Content://media/external/downloads/7978
a. Princípios de funcionamento
O fluido se desloca no interior da tubulação acciona um rotor montado axialmente
dentro do medidor. A velocidade deste rotor é proporcional à velocidade de
deslocamento do fluido no processo. Um sensor (pick-up magnético) acoplado ao corpo
do medidor, tem seu campo magnético alterado a cada passagem de uma das aletas do
rotor, gerando um pulso eléctrico que são amplificados e processado na forma de
frequência ou corrente. Um indicador digital, interpreta este sinal, proporcionando a
visualização da vazão instantânea, bem como a sua totalização no tempo.
Figura 4. Fonte: content:/external/downloads/7981
b. Cálculo do fluxo de volume
O fluxo de volume depende directamente da frequência medida e do factor de
calibração associado:
f ∗60
Q= l/min
K
Onde:
Q = vasão volumétrica;
F= frequência mensurável;
K = factor de calibração específico.
c. Adequabilidade
Adequado para líquidos e gases, especialmente em aplicações da alta precisão e alta
velocidade. Não é recomendado para misturas de duas fases devido ao risco de danos a
turbina.
d. Vazão volumétrica
Sim, mede a vazão volumétrica.
4. Orifício ou placas de orifício
A placa de orifício é um medidor de vazão por obstrução (redução de escoamento). A
ideia é que a vazão pode ser determinada restringindo o escoamento e medindo a queda
de pressão devido ao aumento da velocidade no bocal da constrição.
(ÇENGEL & CIMBALA, 2007). -
A ferramenta é composta por uma placa circular com um orifício central perfurado, essa
placa é inserida perpendicularmente à direcção do fluxo dentro da tubulação. Quando o
fluido passa pelo orifício, a velocidade de fluxo aumenta e a pressão diminui, conforme
o princípio da lei de Bernoulli. A queda de pressão gerada é directamente proporcional à
taxa de fluxo do fluido.
A medição da queda de pressão é usada para determinar a taxa volumétrica do fluido,
utilizando algumas equações específicas, que levam em consideração as propriedades
do fluido, a geometria do orifício e a pressão nos dois lados da placa. Normalmente a
placa de orifício é combinada com um transmissor de pressão para monitorar as
variações e calcular a vazão em tempo real.
Figura 5. Fonte: https://vaporparalaindudtria.com/pt/teorema-de-bernoli-
aplicada-en-medidor-de-placa-orificio-para-vapor/
a. Princípio de funcionamento
O funcionamento de uma placa de furo é simples, quando o fluido passa por ela, a
pressão do fluido diminui até atingir a área chamada de "veia contráctil". Neste ponto, o
valor mínimo de pressão é obtido dentro do tubo e, naturalmente, é o ponto onde a
velocidade máxima do fluido será obtida. Após este ponto, a pressão aumentará, porém,
nunca mais voltará ao seu valor anterior (antes da placa de orifício), devido ao efeito de
perdas causadas por turbulência e atrito dentro do tubo. Esta diferença de pressão
permite estimar a vazão dentro do tubo.
b. Adequabilidade
Pode ser usado para líquidos e gases, embora possa causar queda de pressão
significativa. Não é ideal para misturas de duas fases, pois as mudanças de fases podem
afectar a precisão da medição.
c. Vazão volumétrica
Mede sim, a vazão volumétrica.
5. Medidor térmico de vazão
O medidor térmico, é conhecido como medidor de vazão mássica térmica, utiliza a
dissipação de calor de um sensor aquecido para o fluido em escoamento. Dois sensores
de temperatura são usados: um localizado no fluxo do fluido e outro aquecido
leticamente.
Figura 6. Fonte wickpedia
Esse medidor geralmente é projectado para monitorar e medir com precisão do fluxo de
massa de gases limpos, um parâmetro que não depende da temperatura.
a. Princípio de funcionamento
O princípio de funcionamento do medidor de fluxo de massa térmica emprega a
teoria da dispersão térmica, segundo a qual a taxa de calor absorvido por um fluido que
flui em um tubo é directamente proporcional ao seu fluxo de massa. Em um medidor de
vazão térmico típico, o gás que flui sobre uma fonte de calor absorve o calor e resfria a
fonte.
À medida que o fluxo aumenta, mais calor é proporcional ao fluxo de massa de gás e às
suas propriedades térmicas. Portanto, a medição da transferência de calor fornece dados
a partir dos quais uma vazão mássica pode ser calculada.
Figura 7. Fonte: wickpedia
b. Adequabilidade
Geralmente utilizado para medição de gases devido à sua sensibilidade às propriedades
térmicas dos fluidos. Pode medir misturas de duas fases com limitações, especialmente
em termos de precisão.
c. Vazão volumétrica
Não mede a vazão volumétrica, mas sim mede a vazão mássica.
6. Medidor por Efeito Coriolos
É instrumento que mede por meio da medição da oscilação (vibração) de um tubo
interno ao medir por meio da aplicação o princípio de Coriolos que é uma técnica
directa ou dinâmica que gera um sinal proporcional a vazão mássica.
Figura 8. Fonte Çengel, Mecânica dos fluidos.
Com este medidor é possível medir vazão mássica e volumétrica - com altas pressões e
temperaturas – inclusive para transferência de custódia e medição fiscal para líquidos.
Um medidor Coriolos possui dois componentes:
• Tubos de sensores de medição e
• Transmissor.
• Os tubos de medição são submetidos a uma oscilação e ficam vibrando na sua própria
frequência natural à baixa amplitude, quase imperceptível a olho nu.
a. Princípio de funcionamento
• Quando um fluido qualquer é introduzido no tubo em vibração, o efeito do Coriolos se
manifesta causando uma deformação, isto é, uma torção, que é captada por meio de
sensores magnéticos que geram uma tensão em formato de ondas senoidais.
• As forças geradas pelos tubos criam uma certa oposição à passagem do fluido na sua
região de entrada (região da bobina), e em oposição auxiliam o fluido na região de saída
dos tubos. O atraso entre os dois lados é directamente proporcional à vazão mássica.
Um RTD é montado no tubo, monitorando a temperatura deste, a fim de compensar as
vibrações das deformações elásticas sofridas com a oscilação da temperatura.
O princípio de medida é baseado sobre a geração das forças de Coriolos. Estas forças
estão sempre presentes quando movimentos de translação e rotação ocorrem
simultaneamente.
⃗
F c =2 Δm(⃗
w∗⃗v )
Onde:
Fc = Forca de Coriolis;
Δm = Massa do fluido em movimento;
ω= Velocidade angular;
V= velocidade radial em um sistema em rotação ou oscilação.
b. Adequabilidade
Adequado tanto para líquidos assim como para gases, com alta precisão. Pode ser usada
para misturas de duas fases, mas precisão pode ser afectada dependendo da proporção
das fases.
c. Vazão volumétrica
Não mede a vazão volumétrica, mede a vazão mássica.
7. Conclusão
Para determinar a aplicação correta de um medidor de vazão é necessário conhecer as
características do fluido, instalação e condições de operação.
Devido a uma enorme oferta de medição de vazão com aplicações e tecnologias das
mais diversificadas, a escolha de medidor apropriado é relativamente simples nas
aplicações clássicas, porem, o principal factor que dificulta esse processo é a constante
evolução dos medidores, influenciando directamente na performance e custos do
equipamento.
8. Referências bibliográficas
ANSI/ISA-5.1-2009, Instrumentation Symbols and Identification, ISBN: 978-1-936007-
29-5
Manual de medição de vazão. Dele é G. Jean: 3ª Edicao-2003: Editora Edgar Blau Ltda.