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ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS

REGIMENTO ESCOLAR: ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS

SANTA JULIANA-MG
2020
HISTÓRICO
O Ginásio Estadual de Santa Juliana foi criado pelo Governador José Francisco
Bias Fortes, por força da Lei 2.334 de 11 de janeiro de 1961, publicada no dia 12 de
janeiro de 1961, que entrou em vigor na data de sua publicação.
Em 31 de dezembro de 1965, o então Governador José de Magalhães Pinto,
através da Lei 4.056 autorizou a instalação e funcionamento do Curso Secundário do 2°
Ciclo anexo ao Ginásio Estadual de Santa Juliana. Essa lei foi publicada em 01 de
janeiro de 1966.
Em 1° de março de 1966, a Portaria SEE n° 11/66 do então Secretário da
Educação de Minas Gerais Gilberto Antunes de Almeida, atendendo a resolução 14/64
de 23 de novembro de 1964, que estabelecia normas e condições indispensáveis ao
funcionamento dos estabelecimentos de Ensino Médio, fixadas pelo Conselho Estadual
de Educação, e de acordo com a lei 4056.
No dia 03 de março de 1966, a portaria 31/66 do Senhor Secretário Gilberto
Antunes de Almeida, reconheceu o atendimento do Ginásio Estadual de Santa Juliana as
exigências legais previstas na Portaria SEE nº 11/66, e autorizou o funcionamento do 2°
Ciclo Secundário em Santa Juliana, dentro do previsto pelo Departamento de Ensino
Médio e Superior.
O Decreto n° 12.708 de 29 de maio de 1970, do Senhor Governador Dr. Israel
Pinheiro da Silva, concedeu reconhecimento ao Colégio Normal Santa Juliana, decreto
publicado em 30 do mesmo mês e ano e que entrou em vigor na data de sua publicação.
Em 22 de setembro de 1990, foi publicada no Minas Gerais a Portaria nº
1625/90, da Secretaria da Educação, que considerando o parecer CEE n° 475, e nos
termos do artigo 12 da Resolução CEE n° 306, de 29 de dezembro de 1983, autorizou o
funcionamento da Habilitação Profissional de Magistério de 1° Grau (Professor de 1 à 4
Série) na Escola Estadual Santa Juliana e 2° Graus.
Oferece o Ensino Fundamental – 6ª ao 9° ano, Ensino Médio, Educação de
Jovens e Adultos, Projeto de Tempo Integral e Magistério Normal em Nível Médio. A
demanda do Ensino Fundamental e Médio, com demanda composta por alunos
residentes na cidade de Santa Juliana e oriundos da zona rural.
A denominação oficial do estabelecimento é E.E. "Santa Juliana" 1° e 2
Graus, situada à Rua: José Pedro de Oliveira, nº. 266 - Centro - CEP: 38175-000 - Tel.:
(34) 3354-1324. E-mail: escola [email protected] - Santa Juliana- MG.
Sua Tipologia é R035B3 e seu código é 159611 Entidade Mantenedora - Poder
Público do Estado de Minas Gerais/SEE-MG.

TÍTULO I
DOS PRINCÍPIOS E FINS

CAPÍTULO I9
DOS PRINCÍPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL

Art. 1° - A Educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de


liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno
desenvolvimento do educando, seu preparo para exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.

Art. 2° -O ensino é ministrado com base nos seguintes princípios:


I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, pensamento, a
arte e o saber;
III- pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas;
IV - respeito à liberdade e apreço à tolerância;
V- coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
VI - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
VII - valorização do profissional da educação escolar;
VIII - gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e legislação dos
sistemas de ensino;
IX - garantia de padrão de qualidade;
X- valorização da experiência extra-escolar;
XI - vinculação entre a educação escolar, o trabalho e as práticas social.

CAPÍTULO II
DOS OBJETIVOS DA ESCOLA

Art. 3°. Tendo em vista os princípios e fins da Educação Nacional e os e


objetivos da Educação Básica e da Educação de Jovens e adultos a escola propõe a
alcançar os seguintes objetivos:
I- fortalecer a democracia na escola através de uma gestão participativa;
II - garantir a qualidade do ensino-aprendizagem por meio de ações educativas
integradas, continuas e progressivas, dando igualdade de oportunidades a TODOS;
III - priorizar ações para atingir as metas da escola pactuadas com a SRE/SEE;
IV- garantir a atenção e suporte para alunos com necessidades educacionais
especiais e/ou com defasagem de aprendizagem;
V- valorizar a escola como um espaço de construção coletiva respeitando a
diversidade cultural da comunidade escolar, motivando e efetivando a permanência do
aluno na escola, diminuindo as taxas de evasão;
VI- promover o desenvolvimento de valores como respeito, responsabilidade e
ética;
VII- fortalecer o sistema de parcerias valorizando as trocas de experiências
contribuindo com a melhoria da qualidade da educação da escola;
VIII- criou condições propicias para o desenvolvimento profissional da
Educação;
IX- assegurar capacitação dos profissionais da estudos reflexões e cursos de
aperfeiçoamento sobre as práticas pedagógicas e qualidade na educação;
X-Reconhecer e incentivar a equipe da escola;
XI- promover o acesso ou a continuidade de estudos aos alunos da Educação de
Jovens e Adultos, buscando elevar sua autoestima exercitando sua cidadania,
contribuindo com a sua transformação social;

CAPÍTULO III
DO COMPROMISSO DA ESCOLA

Art. 4° - A Escola Estadual Santa Juliana, considerando os princípios e fins da


Educação Nacional e a Política Educacional do Município é compromissada com:
I-a democracia, a liberdade de expressão e a interação entre os elementos que a
compõem;
II - a integração comunidade/escola com abertura à sua participação ativa no
processo educacional dos alunos;
II - com a renovação continua do processo de busca do seu próprio
aperfeiçoamento;
IV -a realidade sócio-econômico-política e cultural do aluno;
V- a formação continuada dos profissionais para melhoria da qualidade do
ensino oferecido;
VI - o dinamismo dos profissionais que são competentes e comprometidos com
a formação global do aluno.

TÍTULO II
DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Art. 5° - A educação básica tem por finalidade desenvolver o educando,


assegurando-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e
fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.
Parágrafo único: Na educação Básica é necessário considerar as dimensões do
educar e do cuidar em sua inseparabilidade, buscando recuperar para a função social
desse nível da educação, a sua centralidade.

CAPÍTULO I
DO ENSINO FUNDAMENTAL

Art. 6° - No Ensino Fundamental, são oferecidas as 04 (quatro) últimas séries.

Art 7°-O Ensino Fundamental tem por objetivo a formação básica do cidadão
mediante:
I-o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o
pleno domínio da leitura da escrita e do cálculo;
Il- a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da
tecnologia das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a
aquisição de conhecimentos e habilidades e formação de atitudes e valores;
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana
e de tolerância reciproca, em que se assenta a vida social e o desenvolvimento da
cidadania consciente.

CAPÍTULO II
DO ENSINO MÉDIO

Art. 8° -O ensino Médio etapa final da educação básica com duração mínima de
03 (três) anos, tem como finalidades:
I- a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino
fundamental, possibilitando prosseguimento de estudos;
Il - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para
continuar aprendendo, de modo a ser capaz de adaptar-se com flexibilidade às novas
condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação
ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamentocrítico;
IV - a compreensão dos fundamentos cientifico-tecnológicos dos processos
produtivos, relacionando a teoria com a prática no ensino de cada disciplina;
Parágrafo único: as escolas de Ensino Médio devem prover ensino de
qualidade, de forma a ampliar o acesso e as taxas de conclusão e garantir a melhoria da
eficiência no uso dos recursos disponíveis e na proficiência dos alunos.

Art. 9° - O Ensino Médio segue os dispostos nos artigos da seguinte Resolução:


RESOLUÇÃO SEE N° 2.842, DE 13 DE JANEIRO DE 2016, dispõe sobre
oEnsino Médio nas escolas da rede pública estadual de Minas Gerais:
A SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS, no uso
de sua competência, tendo em vista o disposto na Lei Federal n° 9.394, de 20 de
dezembro de 1996, na Resolução CNE/CEB n° 4, de 14 de julho de 2010, na Resolução
CNE/CEB n° 02, de 31 de janeiro de 2012, e na Resolução SEE n° 2.197, de 26 de
outubro de 2012, e considerando:
- a discussão promovida com a comunidade escolar durante a Virada Educação;
- a discussão promovida com os estudantes e profissionais da educação durante
as Rodas de Conversas realizadas nos Territórios de Desenvolvimento;
- as reflexões promovidas pelo Grupo de Trabalho constituído para analisar e
discutir o Ensino Médio;
- as sugestões advindas dos encontros de formação do Pacto Nacional
peloFortalecimento do Ensino Médio, RESOLVE:
§ 1° O Ensino Médio diurno, etapa conclusiva da Educação Básica, terá duração
de 3 (três) anos, com carga horária anual de 833 horas e 20 minutos, totalizando 2.500
horas;
§ 2° A carga horária diária do Ensino Médio regular diurno será de 5 (cinco)
módulos de 50 (cinquenta) minutos;
§ 3° A proposta curricular do Ensino Médio diurno deverá observar o número de
módulo-aula e carga horária definidos no Anexo I desta Resolução.
Art. 2º - O Ensino Médio noturno, etapa conclusiva da Educação Básica, terá
duração de 3 (três) anos, com carga horária anual mínima de 800 horas, totalizando, no
mínimo 2.400 horas.
§ 1° A carga horária diária do Ensino Médio noturno será de 4 (quatro) módulos
de 45 (quarenta e cinco) minutos.
§ 2° As aulas no Ensino Médio noturno terão início às 19 (dezenove) horas e
deverão encerrar-se às 22 (vinte e duas) horas e 15 (quinze) minutos. As SREs e as
escolas poderão alterar o horário de entrada e saída do turno noturno para melhor
gerenciamento do transporte escolar e em função de situações deespecificidades
locais,resguardando o interesse e a presença dos alunos e após justificativas
fundamentadas e aprovadas pelo Diretor da SRE.
§ 3° A proposta curricular do Ensino Médio noturno deverá observar o número
de modulo – aula e carga horária no anexos II,III e IV desta resolução.

Art 3° - Esta Resolução entra em vigor a partir da sua publicação ficando


revogada a Resolução SEE n° 2.742, de 22 de janeiro de 2015.
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO, em Belo Horizonte, aos 13 de
janeiro de 2016.

CAPÍTULO III
DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS – EJA

Art 10º - A Educação de Jovens e Adultos - EJA destina-se àqueles que não
tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade
própria.

Art. 11º - A Educação de Jovens e Adultos - EJA tem como objetivos:


I - oferecer nova oportunidade para os candidatos que estão fora da rede regular
de ensino;
II - propiciar ao candidato uma educação centralizada na história de vida do
jovem e do adulto a partir de suas reais necessidades e possibilidades evidenciadas; e
III - enfatizar a compreensão, a interpretação, a construção, a aplicação de
conhecimentos e não apenas a simples redução e repetição de fatos e conteúdo.

Art. 12º - Os cursos de Educação de Jovens e Adultos - EJA devem pautar-se


pela flexibilidade, tanto de currículo quanto de tempo e espaço para que seja:
I - rompida a simetria com o ensino regular para crianças e adolescentes, de
modo a permitir percursos individualizados e conteúdos significativos para os jovens e
adultos;
II- providos o suporte e a atenção individuais às diferentes necessidades dos
estudantes no processo de aprendizagem, mediante atividades diversificadas,
III - valorizada a realização de atividades e vivências socializadoras, culturais,
recreativas e esportivas, geradoras de enriquecimento do percurso formativo dos
estudantes.
IV - desenvolvida a agregação de competências para o trabalho;
V- promovida a motivação e a orientação permanente dos estudantes, visando
maior participação nas aulas e seu melhor aproveitamento e desempenho;
VI - realizada, sistematicamente, a formação continuada, destinada
especificamente, aos educadores de jovens e adultos.
Parágrafo único: Na organização dos cursos devem ser observadas as Diretrizes
Curriculares Nacionais - DCN, estabelecidas e vigentes nas legislações que se
estendem, respectivamente, para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, e as
Diretrizes Curriculares Nacionais - DCN estabelecidas para a Educação de Jovens e
Adultos-EJA.

Art. 13º - As turmas de Educação de Jovens e Adultos - EJA destinam-se a


pessoas que queiram retomar os estudos, observando-se, no ato da matricula, a idade
mínima de 15 (quinze) anos completos para o Ensino Fundamental e 18 (dezoito) anos
completos para o Ensino Médio.

Art. 14º - O curso de Educação de Jovens e Adultos - EJA do Ensino


Fundamental - anos finais, tem a duração de 02 (dois) anos, organizados em 04 quatro)
períodos semestrais.

Art. 15º - O curso de Educação de Jovens e Adultos - EJA do Ensino Médio tem
a duração de 01 (um) ano e meio, organizados em 03 (três) períodos semestrais.

Art. 16º - O Ensino Fundamental e o Ensino Médio, na modalidade de Educação


de Jovens e Adultos - EJA, têm atividades de estudos complementares (extraclasse) ao
processo de aprendizagem, conforme previsto na legislação que regulamenta a matéria.
§1° A responsabilidade de organizar, cumprir e acompanhar as atividades de
estudos complementares (extraclasse) é dos professores atuantes nas turmas, com a
participação do diretor da Escola e dos especialistas de educação, conforme previsto no
Projeto Político-Pedagógico.
§2º As atividades de estudos complementares oferecidas devem ser registradas,
também, nos Diários de Classe.
§3° O Histórico Escolar deve retratar a carga horária prevista no plano curricular
tanto da parte presencial quanto das atividades de estudos complementares.

Art. 17º - Como modalidade da Educação Básica, a identidade própria da


Educação de Jovens e Adultos - EJA considera as situações, os perfis dos estudantes, as
faixas etárias e se pauta pelos princípios de equidade, diferença e proporcionalidade na
apropriação e contextualização das Diretrizes Curriculares Nacionais - DCN, e na
proposição de um modelo pedagógico próprio.

Art. 18º - Na Educação de Jovens e Adultos - EJA, os conteúdos das áreas de


conhecimento devem estar articulados com as experiências de vida do educando, em
seus aspectos, tais como: saúde, sexualidade, vida familiar e social, meio ambiente,
trabalho, tecnologia, cultura e linguagens, podendo ser ministrados de forma
interdisciplinar e transdisciplinar

Art. 19º - Nos cursos de Educação de Jovens e Adultos - EJA, os componentes


curriculares são ordenados quanto à sequência e ao tempo necessário para o seu
desenvolvimento com objetivos, amplitude e profundidade de tratamento adequados às
possibilidades e necessidades dos alunos.
§1º Os componentes curriculares devem ser organizados para desenvolver
competências cognitivas, afetivas e sociais, priorizando a formação e a informação e
enfatizando a compreensão, a interpretação, a construção e a aplicação de
conhecimentos.
§2° Deve ser privilegiada a aquisição de habilidades básicas, tais como o
raciocínio lógico e crítico, a capacidade de comunicação oral escrita, a leitura
interpretação e produção de textos e as capacidades de argumentação, de análise de
síntese e de comparação, a serem desenvolvidas a longo prazo e a partir de
investimentos concretos no cotidiano da sala de aula.
§3° Na ordenação dos componentes curriculares o professor tem papel de
destaque como mediador do processo de ensino-aprendizagem, sendo de sua
responsabilidade mobilizar conhecimentos e propiciar aprendizagem por meio de
desenvolvimento de projetos e pesquisas, incentivando os educandos a adotar uma
postura crítica diante da realidade e do saber historicamente produzido.

CAPÍTULO IV
ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL
Art. 20º - O projeto procura atender as necessidades educativas dos alunos com
dificuldades de aprendizagem nos conteúdos curriculares, bem como desenvolver
atividades artísticas, culturais e esportivas que ampliem o universo de experiências dos
mesmos. Esta delimitação do campo ação facilita a concentração do trabalho
pedagógico, permitindo uma avaliação mais clara dos resultados.
Parágrafo único:O Projeto Escola de Tempo Integral destina-se as escolas
estaduais de educação básica do Estado de Minas Gerais e tem como proposta a
ampliação da carga horária do aluno.É desenvolvido o currículo básico do ensino
fundamental, compreendendo os componentes curriculares da base nacional comum e
da parte diversificada.

CAPÍTULO V
DO CURSO NORMAL EM NÍVEL MÉDIO

ADENDO N° 1/ 2016 AO REGIMENTO ESCOLAR


SEÇÃO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 21º - O presente adendo define a estrutura didático-pedagógica do Curso


Normal, em nível médio a ser ministrado pela Escola Estadual Santa Juliana 1° e 2°
Graus, situada à Rua: José Pedro de Oliveira, nº 266 - Centro - CEP: 38175-000 - Tel:
(34) 3354-1324. E-mail: escola [email protected] - Santa Juliana – MG.

Art. 22º - A Escola Estadual Santa Juliana 1° e 2° Graus, assume com seus os
princípios e fins da Educação Nacional que visa o pleno desenvolvimento do educando,
seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 23º - A Escola Estadual Santa Juliana 1° e 2° Graus, considerando as


determinações da Lei 9394/96, de 20 de dezembro de 1996, do Parecer CNE/CEB n°
01/99, da Resolução CNE / CEB n° 02/99, da Resolução CNECEB n° 04/10, Resolução
CEE n° 440/2000 oferecerá aos jovens e adultos o Curso Normal, em nível médio
destinado a formação de docentes para atuar na Educação Básica, proporcionando a
habilitação profissional a alunos egressos do ensino fundamental.

SEÇÃO II
DA ORGANIZAÇÃO E DOS OBJETOS DO CURSO NORMAL
Art. 24º - O Curso Normal, em Nível Médio tem sua organização prevista na
Lei. N° 9394/96, na Resolução CNE/CEB n°02/99, no parecer CEE n° 1175/2000 e na
Resolução CEE n° 440/200 e legislação complementar.

Art. 25º - O Curso será ministrado em Nível Médio, organizado em séries, com
carga horaria mínima conforme legislação especifica.

Art. 26º - O Curso Normal em Nível Médio tem como objetivo.


I- criar e desenvolver práticas educativas que considerem a inserção dos seus
futuros alunos no mundo social, reconhecendo-lhes as diferenças sócio culturais,
respeitando suas identidades e direitos à cidadania;
Il - avaliar diferentes realidades sócio-culturais e compreender sua interferência
nas características especificas dos alunos;
III - analisar, no seu campo de trabalho, com fundamentação cientifica própria
ao seu nível de formação, questões sociais pedagógicas e administrativas;
IV - dominar conteúdos e desenvolver habilidades requeridas para o exercício da
docência;
V - utilizar metodologias adequadas para construção, reconstrução e
reorganização de saberes;
VI - promover reflexões contextualizadas sobre a prática buscando causas de
problemas do cotidiano escolar e participando da construção de soluções criativas, não
só do ponto de vista da instituição formadora como da escola campo de estudo,
VII - avaliar a adequação das escolhas feitas no exercício da docência à luz do
processo constitutivo da identidade cidadã de todos os integrantes da comunidade
escolar, das diretrizes nacionais da educação básica e das regras da convivência
democrática;
VIII - utilizar linguagens tecnológicas em educação, disponibilizando
comunicação e informação para o acesso democrático a diversos valores e
conhecimentos;
IX - compreender a gestão pedagógica no âmbito da educação escolar
contextualizada;
X- utilizar a avaliação como recurso do diagnóstico para desenvolvimento
crescente dos educandos e como melo de adequar corrigir e aprimorar sua própria
prática
XI - integrar-se ao esforço coletivo de elaboração, desenvolvimento avaliação da
proposta pedagógica da escola. Art. 3-A proposta pedagógica para a formação de
professores em nível médio, modalidade Normal, deve fundamentar se nos princípios da
ética da identidade, da política de igualdade e da estética da sensibilidade que regem as
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica e especialmente para o Curso
Normal de Nível Médio.
Parágrafo Único: A proposta pedagógica assegurará o desenvolvimento
conjugado de valores, conhecimentos, habilidades e competências gerais especificas,
mediante organização que integre uma sólida educação geral a uma consistente
formação profissional.

TÍTULO III
DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA, FINANCEIRA E TÉCNICA

CAPITULO I
DA ADMINISTRAÇÃO

SEÇÃO I
DA CONSTITUIÇÃO

Art. 27º - Com o objetivo de articular, coordenar e integrar o desenvolvimento


do trabalho pedagógico, a Escola mantém os seguintes serviços:
I. serviços de apoio pedagógico;
II. serviços pedagógicos complementares.

Art. 28º - A administração desta escola é exercida pelo Diretor, Vice-diretores e


Colegiado, cujas funções são preenchidas em conformidade com a legislação vigente.

SEÇÃO II
DAS COMPETÊNCIAS DO DIRETOR

Art. 29º - É função especifica do Diretor ser o articulador político, pedagógico e


administrativo da escola. São atribuições e deveres do Diretor da Escola:
I - Administrar o patrimônio da escola, que compreende as instalações físicas, os
equipamentos e materiais: manter atualizado o inventário dos materiais e bens existentes
na Escola, zelar pela adequada preservação e utilização dos bens móveis da Escola,
racionalizar o uso dos bens e materiais de consumo da Escola: tomar providências
necessárias à manutenção, conservação e reforma do prédio, dos equipamentos e do
mobiliário, definir junto com o colegiado, os horários de funcionamento da Escola.
II- Coordenar a administração financeira e a contabilidade da Escola levantar as
necessidades de recursos para atender a previsão de despesas rotineiras e eventuais da
Escola; elaborar junto com o Colegiado o orçamento da Escola submetendo o
posteriormente a sua aprovação; providenciar o recebimento de verbas oficiais e
orientar captação de recursos em outras fontes; aplicar em termo hábil os recursos
obtidos, tendo em vista o atendimento às necessidades da Escola; submeter ao
Colegiado da Escola a prestação de contas dos recursos aplicados.
III - Coordenar a administração do pessoal: definir com o Colegiado o quadro de
pessoal da Escola, observando os dispositivos legais pertinentes; promover avaliação de
desempenho dos profissionais da Escola; determinar medidas necessárias ao ingresso, à
movimentação e ao processamento de benefícios, direitos e vantagens dos servidores da
Escola de acordo com as normas legais definir o quadro de distribuição de tarefas e
assegurar o seu cumprimento; fazer cumprir o regime disciplinar previsto na legislação
especifica; assegurar a atualização das fichas funcionais dos servidores da Escola definir
com os servidores seus períodos de férias;
IV - Favorecer a gestão participativa da Escola: convocar assembleias para a
eleição dos membros do Colegiado; organizar o Colegiado da Escola esclarecendo-o
sobre suas funções; convocar as reuniões do Colegiado e presidi-las, se for o caso;
submeter à apreciação do Colegiadoquestões que devam ser decididas
participativamente; fazer cumprir decisões do Colegiado; delegar competências quando
se fizer necessário de acordo com os dispositivos legais.
V - Gerenciar ações de desenvolvimento dos recursos humanos da Escola:
participar do levantamento das necessidades de capacitação profissional do pessoal da
Escola; providenciar ações de capacitação dos profissionais, tendo em vista as
necessidades identificadas; articular as instituições e pessoas, visando a sua participação
nas atividades de capacitação do pessoal; encaminhar solicitação de cursos aos órgãos
competentes, quando necessário; orientar funcionamento da secretaria Escolar
estabelecer a rotina de funcionamento da Secretaria, garantido a regularidade das
atividades e informações; orientar a secretaria da escola sobre normas e procedimentos
referentes à escrituração escolar e a situação funcional dos servidores;organizar arquivo
de legislação referente à educação; supervisionar a análise de processo de regularização
da vida escolar.
VI - Participar do atendimento escolar no município: colaborar na realização do
cadastro escolar; propor a expansão de níveis e modalidades de ensino com base nas
necessidades da comunidade; promover a regularização do fluxo escolar, tomando
medidas que visem a redução da evasão e repetência.
VII - Representar a Escola junto aos demais órgãos e agências sociais do
município.
VIII - Coordenar a elaboração, implementação e avaliação do Plano de
desenvolvimento da escola: articular a comunidade na elaboração e implementação,
acompanhamento e avaliação do Plano de Desenvolvimento da Escola; promover
estudos e debates para subsidiar a elaboração do plano deDesenvolvimento da Escola,
identificando as características da clientela, definindo a missão da Escola e sugerindo as
ações a serem desenvolvidas; coordenar a elaboração do Plano de Desenvolvimento
viabilizar a participação de todos conforme a dinâmica de planejamento estabelecida;
submeter o Plano de Desenvolvimento da Escola a aprovação do Colegiado e promover
sua divulgação; discutir com a Comunidade Escolar a operacionalização do plano de
Desenvolvimento da Escola definindo as responsabilidades de cada segmento e a
dinâmica a ser utilizada, promover a integração dos diversos setores da Escola, visando
assegurar aunidade necessáriaà efetivação do Plano de desenvolvimento; acionar
medidas, destinadas garantir, condições administrativas, financeiras e pedagógicas
necessárias à implantação das ações previstas no Plano de Desenvolvimento; propor o
replanejamento do Plano de Desenvolvimento com base nos resultados da avaliação.
IX- Dar posse ou exercício, quando for o caso, nas hipóteses de provimento,
lotação ou designação de cargos à respectiva escola.
X- Coordenar, orientar, supervisionar e controlar as atividades de preparaçãodos
atos de concessão de direitos e vantagens do servidor escolar.
XI - Autorizar à comunidade a utilização temporária das dependências da escola
para eventos previamente programados.
XII - Instruir processos de acúmulos de cargo e funções e de abandono decargo
dos servidores da escola e, encaminhá-los à Superintendência Regional de Ensino.
XIII - Designar para o exercício da função pública: Professor Supervisor
Pedagógico, Orientador Educacional e Serviçal, auxiliar de secretaria quando haver
vagas.
XIV - Dispensar o servidor designado. A Secretaria é encarregada de
todaescrituração escolar e está subordinada a Direção da Escola.
XV - Zelar para que a Escola Estadual de Minas Gerais eleve, gradativamente,
os padrões de aprendizagem escolar de seus alunos e contribua para formação da
cidadania.

SEÇÃO III
DAS COMPETÊNCIAS DO VICE-DIRETOR

Art. 30º - Compete ao Vice-diretor:


I- auxiliar o diretor na execução de suas atribuições e substituí-lo em seus
impedimentos eventuais ou ausências,
II- assessorar o diretor no planejamento, execução e avaliação de todas as
atividades administrativas e pedagógicas da Escola;
III - assumir as atribuições delegadas pelo diretor da Escola.
SEÇÃO IV
DO COLEGIADO ESCOLAR

Art. 31º- O Colegiado é um órgão formado por todos os segmentos da escola,


através do processo democrático eleitoral, que tem como finalidade auxiliar a Direção
na tomada de decisões no campo administrativo, financeiro e Pedagógico, sendo que
aspectos importantes de seu funcionamento constam de estatuto próprio, anexo a este
regimento.
§1° As funções deliberativas compreendem as decisões relativas pedagógicas,
administrativas financeiras previstas no Projeto Político ás diretrizes Pedagógico da
Escola.
§2° As funções consultivas referem-se a análise de questões encaminhadas pelos
diversos segmentos da Escola e apresentação de sugestões para solução de problemas.

Art. 32º - Colegiado Escolar é composto por representantes das seguintes


categorias
I- profissionais em exercício na Escola, constituída dos segmentos;
II- professor de Educação Básica, regente de turmas e de aulas;
a - professor de Educação Básica exercendo outras funções, especialista em
educação básica e demais servidores das outras carreiras.
II- comunidade atendida pela Escola, constituída dos segmentos;
a - aluno regularmente matriculado e frequente no Ensino Médio e aluno de
qualquer nível de ensino com idade igual ou superior a 14 (quatorze) anos.
b - pai ou responsável por aluno menor de 14 (quatorze) anos, regularmente
matriculado e frequente no Ensino Fundamental.
Parágrafo único: Cada categoria 6 representada no Colegiado Escolar por 50%
(cinquenta por cento) de seus membros, sendo que deve ter a representatividade do 25%
(vinte e cinco por cento) de cada segmento.

Art. 33º - O Colegiado Escolar é presidido pelo diretor da Escola


Parágrafo Único: Na ausência do diretor, a presidência e exercida por membro
do Colegiado Escolar da categoria de profissionais em exercício na escola, escolhido
pelos demais membros.

Art. 34º - Cabe a Escola, definir o número de membros do Colegiado Escolar de


acordo com o número de alunos previstos na legislação que regulamenta a matéria.
Parágrafo Único: A recomposição do Colegiado Escolar deve ocorrer,
obrigatoriamente, sempre que houver afastamento de um de seus membros mantendo-se
os quantitativos previstos na legislação.

Art. 35º - Os membros do Colegiado Escolar, titulares e suplentes, são


escolhidos pelos seus pares da comunidade escolar para exercerem mandato de dois
anos, mediante processo de eleição realizado nos moldes da legislação queregulamenta
a matéria.
§1º A comunidade escolar apta a votar composta de:
1. profissional em exercício na escola;
2. pai ou responsável por aluno matriculado no Ensino Fundamental com idade
inferior a 14 (quatorze) anos;
3. aluno do Ensino Médio;
4. aluno com idade igual ou superior a 14 (quatorze) anos.
§2º O servidor, que também é aluno da Escola, pai ou responsável por aluno
eleitor e somente na categoria profissionais em exercício na Escola.
§3º Colegiado Escolar não pode ter como membro cônjuge, companheiro ou
parente do diretor da Escola em linha reta, colateral ou por afinidade, até o 3º grau.

Art. 36º - Compete ao Colegiado Escolar:


I - elaborar e divulgar o cronograma de reuniões ordinárias do Colegiado
escolar;
II- aprovar e acompanhar a execução do Projeto pedagógico da escola, da do
Plano de Ação e do Regimento Escolar;
III - aprovar o calendário e o Plano Curricular da escola;
IV - acompanhar a evolução dos indicadores educacionais (avaliações externas e
interna, matricula e evasão escolar) e propor, quando se fizerem necessárias,
intervenções pedagógicas e medidas educativas, visando melhoria da qualidade do
processo de ensino e de aprendizagem.
V- indicar, nos termos da legislação vigente, servidor para o provimento do
cargo de diretor e para o exercício da função de vice-diretor, nos casos de vacância e
afastamentos temporários;
VI - indicar representante para compor a Comissão de Avaliação de
Desempenho dos servidores, observadas as normas vigentes;
VII - propor parcerias entre Escola, pais, comunidade, instituições públicas e
organizações não governamentais ONGs;
VIII - propor a utilização dos recursos orçamentários e financeiros da Caixa
Escolar, observadas as normas vigentes, e acompanhar sua execução;
IX - referendar ou não a prestação de contas aprovada pelo Conselho Fiscal;
X- opinar sobre a adoção de medida administrativa ou disciplinar em caso de
violência física ou moral envolvendo profissionais de educação e alunos, no âmbito da
Escola;

Art. 37º - O Colegiado Escolar se por convocação de seu presidente ou por, no


mínimo, dois terços dos membros titulares ou, ainda, por solicitação formal da
comunidade escolar dirigida aos seus representantes eleitos:
I- ordinariamente, uma vez por mês;
II- extraordinariamente, sempre que necessário.
§ 1º As reuniões do Colegiado Escolar devem contar com a de mais de 50%
(cinquenta por cento) dos membros titulares.
§ 2º Membro titular que faltar três reuniões consecutivas ou alternadas, sem
justificativa formal, é automaticamente desligado e substituído pelo suplente.
§ 3° O membro do Colegiado Escolar que não representar efetivamente os
interesses do seu segmento pode ser destituído pelos seus pares.
§ 4º O cronograma das reuniões ordinárias deve integrar o calendário escolar.

Art. 38º - Para a realização das reuniões do Colegiado Escolar devem ser
observados os seguintes procedimentos:
I- convocação, por escrito, dos membros, com antecedência mínima de
48(quarenta e oito) horas, exceto no caso de reunião extraordinária, cujo prazo mínimo
é de 12 (doze) horas;
II - apresentação da pauta, anexa ao documento de convocação com
especificação do local, da data e do horário de realização da reunião

Art. 39º - As reuniões do Colegiado Escolar são realizadas na sede da Escola


permitido o livre acesso de interessados.
§1°As decisões do Colegiado Escolar são tomadas pela maioria dos membros
presentes.
§2° As decisões do Colegiado Escolar são registradas em ata que, após aprovada
e assinada pelos membros presentes, deve ser divulgada à comunidade escolar, sendo de
livre acesso a todos os interessados.
§3° O membro do Colegiado Escolar não pode votar em assuntos de seu
interesse pessoal, sendo, neste caso, o direito de voto atribuído ao suplente.
§4ºNa ausência do membro titular, o suplente deve participar das reuniões.com
direito a voz e voto.
§5° Os membros da comunidade escolar que não integram o Colegiado Escolar
podem participar das reuniões com direito a voz mas sem direito a voto.
§6° No momento da votação devem permanecer no recinto da reunião somente o
presidente e os membros do Colegiado Escolar com direito a voto.

SEÇÃO V
DO CONSELHO DE CLASSE

Art. 40º - É um órgão colegiado que tem por objetivo a avaliação coletiva do
processo de aprendizagem do aluno.

Art. 41º- O Conselho de Classe é constituído pelos professores de cada turma,


especialistas e direção:
§1° É presidido pelo Diretor ou outra pessoa designada para este fim.
§2ºAs reuniões serão bimestrais e suas deliberações serão aprovadas pela
maioria dos membros presentes.

Art. 42º - Constituem finalidade do Conselho de Classe:


I - Oportunizar em juízo sobre a evolução do processo educativo da pessoa do
aluno através da análise de suas manifestações comportamentais, do professor através
de procedimentos pedagógicos;
II - Discutir sobre a anulação ou repetição de avaliações, destinadas à avaliação
do aproveitamento do aluno em que tenham ocorrido irregularidades ou dúvidas, quanto
ao resultado;
III - Organizar e Implementar as atividades aos estudos de avaliação,
recuperação, aceleração, classificação, reclassificação, considerando:
- As dificuldades e deficiência de aprendizagem apresentadas pelos alunos;
- A frequência insuficiente às atividades letivas;
-Os procedimentos didáticos apropriados à superação das dificuldades
edeficiência da aprendizagem;
-O desenvolvimento e as habilidades apresentadas pelo aluno.
§1ºAs reuniões do Conselho de Classe servem de fórum de discussão para
oalcance dos seguintes objetivos:
I- caracterizar os alunos ou as turmas de alunos enquanto participantes grupos
socioculturais que possuem valores, ideias, formas dese comportar e viver próprias;
Il- situar as necessidades pedagógicas dos alunos a partir dedessas vivências
para selecionar os objetivos de ensino;
III - avaliar os alunos, a partir de atividades propostas e relativizar
odesempenho dos mesmos em função das dificuldades e necessidadesevidenciadas;
IV - promover o diálogo entre os professores, através da discussão de
experiências vivenciadas e o estabelecimento de possibilidades e alternativas futuras;
V- favorecer ações intervenientes mais adequadas;
VI - Metas para aumentar índice de aprendizagem do aluno.

Art. 43º - É papel do diretor estar presente às reuniões do Conselho de Classe e


possibilitar que as mesmas aconteçam sem limitações para os professores e demais
participantes.

CAPÍTULO II
DO SERVIÇO FINANCEIRO E DA CAIXA ESCOLAR

Art. 44º - A Caixa Escolar é uma sociedade civil com personalidade jurídica e
direito privado, sem fins lucrativos, criada pelo Poder Executivo Estadual para
administrar os recursos recebidos da Secretaria da Educação, da Comunidade, de
promoções sendo regida por regulamento próprio, anexo a este regimento, convênios e
outras fontes.
CAPÍTULO II
DOS SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS

Art. 45° - Os serviços de apoio administrativo, destinados a prover a Escola da


infraestrutura necessária ao seu funcionamento são constituídos por:
I–secretaria;
II- serviços gerais

SEÇÃO I
DA SECRETARIA ESCOLAR E DOS INSTRUMENTOS DE REGISTRO
Art. 46º - A secretaria é o órgão que tem por finalidade a organização dos
serviços de escrituração o registro escolar, além da execução e controle das normas
administrativas da Escola.

Art. 47º - O serviço de secretaria fica sob a responsabilidade do secretário da


Escola a do does auxiliares

Art. 48º - Compete os responsáveis pela secretaria:


I-atender as solicitações dos órgãos competentes no que se refere ao
fornecimento de dados relativos ao estabelecimento;
II- manter atualizada toda documentação do estabelecimento sob sua
responsabilidade;
III- Zelar pela boa ordem da documentação escolar;
IV - informar e atender o pessoal docente, discente e administrativo daEscola,
sobre a legislação que lhes diz respeito;
V- organizar as fontes do pesquisas e consultas de modo que qualquer
documento exigido, seja rapidamente localizado;
VI - expedir certidões, diplomas, declarações ou quaisquer outrosdocumentos
oficiais da escola;
VII - identificar, Interpretar e aplicar a legislação em vigor referente
àorganização da unidade escolar;
VIII - participar das reuniões do estabelecimento, responsabilizando-se na
elaboração das atas, quando solicitada pelo Diretor;
IX - organizar e manter atualizados, cadastros, arquivos, fichários, livros
eoutros instrumentos de escrituração daunidade escolar;
X- redigir ofícios, atas e outros expedientes;
XI - interpretar e aplicar normas relacionadas com administração pessoal,
material, patrimônio e serviços gerais, especificamente no campo da educação;

XII - proceder a autenticação, registro e emissão de documentoscomprobatórios


da vida funcional dos servidores;
XIII - providenciar a concessão de direitos e vantagens do pessoal no âmbitoda
Escola;
XIV - redigir documentos destinados a comunicação, arquivo, Informação
eoutros expedientes da área pedagógica;
XV - preparar atestados, históricos escolares e outros documentosespecíficos,
solicitados;
XVI -coletar, apurar, selecionar, registrar e consolidar dados
einformaçõesclassificação, para os fins necessários;
XVII - realizar trabalhos de protocolo, preparo de seleção, registro e arquivo de
documentos e formulários;
XVII - realizar trabalhos de datilografia, mecanografia e computação;
XIX - selecionar, classificar e arquivar documentos e formulários;
XX - zelar pelo uso e conservação do material, mobiliário e equipamentos
sobsua guarda;
XXI - desempenhar outras atividades compatíveis com a natureza e o cargo que
lhes forem atribuídas pelo Diretor.

Art. 49º - A Escola através de seu serviço de secretaria, mantém os instrumentos


necessários ao registro dos atos escolares, técnico-pedagógicos e administrativos
citados.
Parágrafo Único: Cabe à secretaria zelar para que os instrumentos acima
mencionados permaneçam em perfeito estado de conservação, organização e sejam
adequados ao bom funcionamento do estabelecimento de ensino.

SEÇÃO II
DOS AUXILIARES DE SERVIÇOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Art. 50º - Os Auxiliares de Serviços da Educação Básica, responsabiliza-se pela


conservação, manutenção e limpeza das instalações do prédio, manutenção do
patrimônio, pela preparação da merenda escolar e são admitidos em conformidade com
a legislação estadual em vigor.

Art. 51º - Os serviços gerais têm por finalidade cuidar da limpeza e manutenção,
realizando tarefas diversas necessárias à conservação da Escola.

Art. 52º - Aos profissionais, responsáveis pelos serviços gerais, de acordo com a
função investida, compete:
I- zelar pela ordem e limpeza da escola;
II - conservar e manter em funcionamento todo o material de uso da escola;
III - prover o estabelecimento de material de consumo e expediente;
IV - conservar o estabelecimento aberto nos horários normais de funcionamento e
mantê-lo fechado após o expediente;
V - recolher todo o material deixado do pelo aluno no estabelecimento, devolvendo-o
aos respectivos donos, sempre que possível;
VI - comunicar ao Diretor qualquer estrago e prejuízo ocasionado no patrimônio do
estabelecimento;
VII - colaborar nas festas e solenidades promovidas pela Escola;
VIII - responsabilizar pelo trabalho da cantina;
IX- preparar e distribuir a merenda escolar dentro dos padres de zelo e higiene;
X - zelar pela ordem e limpeza de todo o material da cantina e pela total higiene dos
géneros alimentícios;
XI - comparecer às reuniões, quando solicitado;
XII - encaminhar com antecedência ao Diretor ou Vice-Diretor a lista de ingredientes
necessários à preparação da merenda escolar;
XI - desencumbir-se das atividades que por sua natureza estejam na órbita de sua
competência;
XIV acatar as ordens da direção da Escola, quanto ao horário distribuição de serviços.

TÍTULO IV
DA ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA

Art. 53º -com o objetivo de articular, coordenar e integrar o desenvolvimento do


trabalho pedagógico, a Escola mantém os seguintes serviços:
I. serviços de apoio pedagógico,
II. serviços pedagógicos complementares.

CAPÍTULO I
DOS SERVIÇOS DE APOIO PEDAGÓGICO
Art. 54º - O serviço de apoio pedagógico tem por objetivo acompanhamento,
coordenação e controle do desenvolvimento do trabalho pedagógico da Escola

Art. 55. Constituem os serviços de apoio pedagógico da Escola:


I - serviço de orientação e supervisão;
II – biblioteca;
III- laboratórios.
SEÇÃO I
DO SERVIÇO DE ORIENTAÇÃO E SUPERVISÃO

Art. 56º - O serviço de orientação objetiva assegurar a unidade do processo


pedagógico e articular o trabalho dos alunos no processo de ensino e aprendizagem.

Art. 57º - O serviço de orientação fica a cargo de especialistas de educação-


supervisor pedagógico e/ou orientador educacional, que devem trabalhar de forma
Integrada, promovendo a articulação entre os demais serviços pedagógicos, em busca da
qualidade do ensino.

Art. 58º - É papel especifico dos especialistas de educação - supervisor


pedagógico ou orientador educacional:
I - articular o trabalho pedagógico da Escola, coordenando e integrando o
trabalho dos docentes, dos alunos e de seus familiares em torno de um eixo comum: o
ensino-aprendizagem, pelo qual perpassam as questões do professor, do aluno e da
família;
II- exercer a supervisão do processo didático como elemento articulador no
planejamento, no acompanhamento, no controle e na avaliação das atividades
pedagógicas conforme o Plano de Desenvolvimento da Escola.

Art. 59º - Compete ao ( s ) Especialista (s) de Educação:


I- coordenar o planejamento e implementação do Projeto Pedagógico da Escola,
tendo em vista as diretrizes definidas no Plano de Desenvolvimento da Escola:
participar da elaboração do Plano de Desenvolvimento da Escola: delinear com
professores o Projeto Pedagógico da Escola, explicitando seus componentes de acordo
com a realidade da escola; coordenar a elaboração do plano curricular da escola;
envolvendo a comunidade escolar; assessorar os professores na escolha e utilização dos
procedimentos e recursos didáticos mais adequados para se alcançar os objetivos
propostos; promover o desenvolvimento curricular, redefinindo conforme necessidades
os métodos e materiais de ensino; participar da elaboração do calendário escolar;
articular os docentes de cada área para o desenvolvimento do trabalho
técnico-pedagógico da escola definindo suas atividades especificas; avaliar o trabalho
pedagógico, sistematicamente, com vistas à reorientação de sua dinâmica (avaliação
externa); participar com o corpo docente do processo de avaliação externa e da análise
de seus resultados; identificar as manifestações culturais características da região e
inclui-las no desenvolvimento do trabalho da escola
II- coordenar o programa de capacitação do pessoal da escola: analisar os
resultados da avaliação sistêmica, feita juntamente com os professores e identificar as
necessidades dos mesmos; colaborar na avaliação de desempenho dos professores,
identificando as necessidades individuais de treinamento e capacitação dos docentes da
escola; manter intercambio com instituições educacionais e/ou pessoas visando sua
participação nas atividades de capacitação da escola; analisar os resultados obtidos com
as atividades de capacitação docente na melhoria dos processos de ensino
aprendizagem.
III - realizar a orientação dos alunos, articulando o envolvimento da família no
processo educativo: identificar junto com os professores as dificuldades de
aprendizagem dos alunos; orientar os professores sobre as estratégias pedagógicas a
serem utilizadas, mediante as dificuldades identificadas; encaminhar as instituições
especializadas os alunos com dificuldade, que necessitam de um atendimento
terapêutico; promover a integração do aluno no mundo do trabalho, através da
informação profissional, da discussão de questões relativas aos interesses profissionais
dos alunos e à configuração do trabalho na realidade social; envolver a família no
planejamento e desenvolvimento das ações da escola; proceder com auxílio dos
professores o levantamento das características sociais; econômicas e linguísticas do
aluno e de sua família; utilizar os resultados do levantamento como diretrizes para as
diversas atividades de planejamento do trabalho escolar; analisar com a família os
resultados do aproveitamento do aluno, orientando a mesma se necessário para obtenção
de melhores resultados; oferecer apoio às instituições escolares discentes, estimulando a
vivencia da prática democrática dentro da escola.

SEÇÃO II
DA BIBLIOTECA ESCOLAR E DO PROFESSOR PARA O ENSINO DO USO
DA BIBLIOTECA

Art. 60° A Biblioteca desta escola tem como objetivos:


I-socializar os recursos didáticos de informação a disposição da comunidade
escolar;
II- proporcionar aos alunos um acervo bibliográfico cuja leitura atraente e
prazerosa criando para o aluno situações de estimulo ao seu desenvolvimento pessoal;
III - oferecer obras literárias diversificado para enriquecer as atividades
curriculares;
IV -possibilitar ao professor acesso ao material de apoio a seu trabalho docente.
Parágrafo Único: A biblioteca funciona com recursos fornecidos pelo Estado,
pela própria escola ou por doação de terceiros.

Art. 61° A Biblioteca está sob a responsabilidade do servidor recrutado


conforme a legislação e vigor e com as atribuições próprias da função.

Art. 62° A biblioteca é um serviço de apoio às ações docentes e discentes, que


tem por finalidade subsidiar todas as atividades que propiciem a aprendizagem e o
desenvolvimento integral do aluno, por meio do incentivo à pesquisa, à leitura e as
demais atividades de caráter pedagógico.

Art. 63°- São atribuições especificas dos funcionários responsáveis pelo


funcionamento da biblioteca:
I - organizar a biblioteca de forma a facilitar o uso dos livros e dos demais
materiais e/ou equipamentos nela existentes, assegurando ao usuário um ambiente
propicio à reflexão e estimulador da criatividade e da imaginação;
Il - zelar pela conservação do acervo da biblioteca, orientando o usuário, docente
e discente, com vistas a adequada utilização desse acervo;
III - promover atividades individuais e/ou coletivas, especialmente as que
estimulem os alunos a produzirem textos;
IV- desenvolver um trabalho articulando imagem, leitura e outras artes buscando
a integração entre a educação e cultura com o fator de melhoria e qualidade de ensino;
V - colaborar com o desenvolvimento das atividades curriculares da Escola,
facilitando a interdisciplinaridade;
VI - ministrar aulas de uso da biblioteca, sensibilizando professores e alunos
para o hábito da leitura;
VII - participar efetivamente da vida cultural e social da comunidade escolar,
incentivando, por meio de promoções, o gosto pela leitura; e
VIII - desempenhar outras atividades, compatíveis com a natureza do cargo,
que lhes forem atribuídas pela diretoria.

Art. 64º - São atribuições especificas do professor para o ensino do uso da


biblioteca
I- organizar a Biblioteca de forma a facilitar o uso do livro, do vídeo, do
retroprojetor do projetor de slides e de outros materiais elou equipamentos nela
existentes assegurando ao usuário um ambiente propício a reflexão e estimulador da
criatividade e da imaginação;
II - zelar pela conservação do acervo da Biblioteca orientando o usuário docente
e discente, com vistas à adequada utilização desse acervo;
III - promover atividades individuais e/ou coletivas, especialmente as que
estimulam os alunos a produzirem textos;
V - divulgar no âmbito da escola os programas de vídeo disponíveis, fazendo
com que a sua utilização seja instrumento de lazer, cultura, valorização, Informação,
humanização e socialização;
V - desenvolver um trabalho articulado de imagem, leitura o outras artes,
buscando a integração entre educação e cultura como fator de melhoria da qualidade do
ensino;
VI - colaborar com o desenvolvimento das atividades curriculares da escola,
facilitando a Interdisciplinaridade e criando condições para que os alunos compreendam
melhor a realidade em que vivem;
VII - ministrar aulas de uso da biblioteca, sensibilizando professores e alunos
para o hábito da leitura;
VIII - participar efetivamente da vida cultural e social da comunidade escolar
incentivando por meio de promoções o gosto pela leitura;
IX – Catalogar e permitir ao aluno o empréstimo de livros para que ele possa
fazer uso de uma leitura mais tranquila e reflexiva, devolvendo-o em tempo
pré-determinado.

CAPÍTULO II
DOS SERVIÇOS PEDAGÓGICOS COMPLEMENTARES

Art. 65º Os serviços pedagógicos complementares objetivam auxiliar os alunos


com necessidades educacionais, bem como desenvolver estratégias para a melhoria do
processo de ensino e aprendizagem.

Art. 66º Constituem os serviços pedagógicos complementares da Escola:


I- monitoria;
I-ajustamento pedagógico;
II- Intercomplementaridade;
IV - atendimento a alunos em situação especial.

SEÇÃO I
DA MONITORIA

Art. 67º A monitoria tem a finalidade de possibilitar a realização de atividades


pedagógicas auxiliares ou suplementares recuperação do aluno com aproveitamento
deficiente.
§1° À monitoria compete:
I- assistir ao aluno de forma individual ou coletiva, no que se relaciona a
aprendizagem,
Il- auxiliar os professores nas tarefas de planejamento, orientação e avaliação da
aprendizagem do aluno;
III - recuperar o aluno com aproveitamento insuficiente.
§ 2º A monitoria é organizada com um ou mais monitores conforme a
necessidades da classe.
§3° A monitoria pode ser preenchida por alunos mais adiantados da Escola ou
por estagiários, sempre coordenados pelos professores.

SEÇÃO II
DO AJUSTAMENTO PEDAGÓGICO

Art. 68º O ajustamento pedagógico destina se ao aluno transferido para esta


Escola e aqueles que revelarem deficiências de aprendizagem, com os seguintes
objetivos:
I-colocar o aluno a nível da turma que passa a integrar, no que se refere ao
conhecimento do conteúdo dos programas;
II- dar o aluno base de conhecimento necessário ao prosseguimento dos estudos.
Parágrafo único: Para o ajustamento do aluno devem ser conjugados esforços
da Escola da família e da comunidade.

SEÇÃO III
DA INTERCOMPLEMENTARIDADE

Art. 69º Esta Escola pode adotar a intercomplementaridade e/ou entrosagem


escolar mediante convênio com outras entidades públicas ou privadas.

Art. 70º As medidas para instrumentar a intercomplementaridade, bem como a


execução e o funcionamento dos convênios devem ser definidos nos documentos que os
instituem.

SEÇÃO IV
DO ATENDIMENTO A ALUNOS EM SITUAÇÃO ESPECIAL

Art. 71º E proporcionado atendimento especial:


I- 0 aluno que se encontro nas situações previstas no Decreto-Lei Federal n 1
044.69, de 21 de outubro de 1989. Comprovadas por laudo médico fenecido por órgão
oficial ou autoridade que mereça fé pública;
II- à estudante em estado de gestação
III - aos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades superlotação; e
IV - aos alunos em situações excepcionais não previstas nos incisos anteriores,
após apurado estudo do Colegiado Escolar;
Parágrafo único: o atendimento especial a ser dispensado aos alunos
enquadrados situações enumeradas no artigo, no que se refere a matricula, ao
aproveitamento frequência planejado pelos especialistas de educação diretor, à luz da
legislação em vigor, e deve ser registrado nos assentamentos individuais dos alunos.

Art. 72º Ao aluno que te encontre nas situações previstas no Decreto Federal Lei
nº 1.044/69, de 21 de outubro de 1969, é permitido:
I- dispensa da frequência enquanto comprovadamente, a situação especial
perdurar;
Il - atribuição, como compensação da ausência às aulas, de exercícios
domiciliares com acompanhamento da Escola, sempre que compatíveis com o estado de
saúde do aluno e as possibilidades da Escola
§1° O aluno amparado pelo Decreto-Lei Federal N 1.044/69, de 21/10/1969,
pode comparecer à parte das aulas ou em horários prefixados que lhes permitam receber
orientação dos professores para trabalho individualizado, ou receber orientação em casa
através de textos e exercícios domiciliares que são executados com a ajuda de colegas,
irmãos ou vizinhos que possam colaborar com a Escola.
§2° A avaliação do rendimento se faz de forma a adaptar-se às condições do
aluno, permitidas provas feitas em casa, trabalhos especialmente planejados, assistência
especial ou recuperação e todos os recursos considerados válidos para que o
aproveitamento registrado corresponda ao alcançado pelos demais alunos, no mesmo
ano letivo em que o aluno está matriculado.
§3° No histórico escolar do aluno, com referência aos dados relativos à
frequência, registra-se: "Dispensado nos termos do Decreto-Lei Federal N° 1.044/69, de
21 10.1969", constituindo tal registro forma hábil de comunicação do regime de
exceção.

Art. 73º Os documentos comprobatórios da situação especial em que se encontra


o aluno devem ser apresentados à Escola, por ele ou por seus familiares, assim que seja
constatada a necessidade de solicitar o atendimento especial ao mesmo.

Art. 74º Na situação prevista no inciso III, o atendimento educacional


especializado - AEE, deve identificar, elaborar, organizar e oferecer os recursos
pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos
alunos, considerando suas necessidades especificas, em constante articulação com os
demais serviços ofertados.
Parágrafo único: O Projeto Político Pedagógico e o Regimento Escolar da
Escola devem contemplar as condições de acesso, percurso e permanência dos alunos
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação na escola, garantindo o processo de inclusão.

TÍTULO V
DO PESSOAL

Art. 75º Constituem o pessoal da Escola:


I- pessoal docente;
II - pessoal técnico-administrativo; e
III - pessoal discente.

Art.76º Os profissionais em exercício na Escola devem tomar conhecimento das


disposições deste Regimento Escolar e cumprir as determinações que são inerentes às
suas funções.
CAPÍTULO I
DO PESSOAL DOCENTE

Art. 77º O pessoal docente se constitui de professores, devidamente qualificados


admitidos de acordo com as exigências das leis de ensino combinadas com as normas
deste Regimento Escolar.

Art. 78º No exercício da docência, o professor deve:


I- participar do processo que envolve o planejamento elaboração execução
avaliação do Projeto Político - Pedagógico e do Plano de Desenvolvimento da Escola;
II- exercer atividades de coordenação pedagógica de área de conhecimento
especifico nos termos do regulamento;
III- atuar na elaboração e implementação de projetos educacionais ou como
docente em projeto de formação continuada de educadores, na forma regulamento;
IV - participar da elaboração e implementação de projetos e atividades de
articulação e Integração da Escola com as famílias dos educandos com a comunidade
escolar;
V- participar de cursos e programas de capacitação profissional, quando
convocado ou convidado;
VI - realizar avaliações periódicas dos cursos ministrados e das atividades
realizadas;
VII- zelar pela aprendizagem dos alunos;
VIII- acompanhar e avaliar sistematicamente seus alunos durante o processo de
ensino-aprendizagem;
IX- estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
X - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar
integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, a avaliação no desenvolvimento
profissional;
XI - zelar pelo bom nome da Escola;
XII - tratar com urbanidade os funcionários e usuários da Escola;
XIII - cumprir as ordens superiores, representando quando julgar ilegais;
XIV - desincumbir-se das demais atividades que, por sua natureza ou em virtude
de disposições regulamentares, sejam decorrentes de suas atribuições.
Art. 79º Ao professor é vedado:
I- ação ou omissão que traga prejuízo físico, moral ou intelectual ao aluno;
II- o ato que resulte em exemplo deseducativo para o aluno;
III- a prática de discriminação por motivo de raça, condição social, nível
intelectual, sexo, credo ou convicção política;
IV - suspender o aluno de aula e demais atividades escolares ou aplicar lhe
penalidades em desacordo com este Regimento Escolar.
V- ofertar alimentos em desacordo com o cardápio da SEE-MG sem o
consentimento da direção escolar.
VI- jogar objetos como apagador, canetas, borrachas ou outros nos alunos.

Art. 80º O professor, além dos direitos e regalias que lhes são assegurados pela
legislação trabalhista, combinada com a legislação de ensino, tem ainda as seguintes
prerrogativas:
I-requisitar o material didático necessário as aulas e atividades, respeitadas as
possibilidades da Escola;
II- utilizar os livros da biblioteca e as dependências e instalações da Escola
necessárias ao exercício de suas funções;
III- opinar sobre programas e sua execução, técnicas e métodos utilizados e
decidir sobre a adoção de material didático;
IV - propor a diretoria medidas que objetivem o aprimoramento de métodos de
ensino, de avaliação de administração e do disciplina;
V- recorrer às autoridades superiores, quando se sentir prejudicado em seus
direitos;
VI - exigir tratamento condigno e compatível com a sua missão de educador.

SEÇÃO I
DO PROFESSOR REGENTE DE AULA

Art. 81º O trabalho de docência é exercido por profissionais legalmente


habilitado e / ou devidamente autorizado.

Art. 82º Constituem atribuições dos docentes: da Proposta Pedagógica do


estabelecimento de:
I - participar da elaboração da Proposta Pedagógica do estabelecimento de
ensino;
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo da Proposta Pedagógica do
estabelecimento de ensino:
III- zelar pela aprendizagem dos alunos;
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento;
V - cumprir a carga horária dias letivos e horas aula que Ihe foi atribuída, além
de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação
e ao desenvolvimento profissional;
VI- colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a
comunidade;
VII - Zelar pela aprendizagem dos alunos.

CAPÍTULO II
DO PESSOAL TÉCNICO-ADMINISTRATIVO

Art. 83º O pessoal técnico-administrativo se constitui de especialistas de


educação e demais profissionais que prestam serviço à administração escolar em
atividades de apoio.
§1°As atribuições do pessoal técnico-administrativo são as determinadas por este
Regimento Escolar, pelas normas de serviços internos e pela diretoria da Escola.
§2º O pessoal técnico-administrativo tem direitos e prerrogativas emanados da
legislação de ensino e dos dispositivos regimentais que lhes forem aplicáveis e de
normas internas de serviços baixadas pela diretoria da Escola.

Art. 84º Constituem ainda direitos do pessoal técnico-administrativo:


I- recorrer as autoridades superiores, quando se julgar prejudicado em seus
direitos;
II- requisitar o material necessário ao desempenho de suas funções, dentro das
possibilidades da Escola;
IIl- ser tratado com urbanidade e respeito pelos superiores, colegas e alunos;
IV- propor à diretoria medidas que objetivem o aprimoramento de métodos de
ensino de avaliação de administração e de disciplina;
V- valer-se, com conhecimento da diretoria, das dependências e serviços
auriculares da Escola, necessários ao exercício de suas funções.
CAPÍTULO III
DO PESSOAL DISCENTE

Art. 85º O pessoal discente da Escola compreende todos os alunos nela


matriculados.

Art. 86º O aluno, além dos direitos e regalias que lhes são assegurados pelas
normas de ensino e demais disposições legais atinentes, tem as seguintes prerrogativas:
I- recorrer das decisões das autoridades de ensino junto aos órgãos de hierarquia
superior, quando se sentir prejudicado em seus direitos;
II - participar de atividades escolares, sociais, cívicas e recreativas destinadas à
sua formação promovidas pela Escola;
III-ser tratado com respeito, atenção e urbanidade pelo diretor, professores,
funcionários da Escola e colegas;
IV-apresentar sugestões à diretoria da Escola;
V -representar, em termos e por escrito contra atos, atitudes, omissões ou
deficiência dos professores, diretoria, funcionários e demais serviços da Escola VI -
utilizar as instalações e dependências da Escola que lhes forem necessárias, na forma e
horários estabelecidos pela diretoria;
VI - tomar conhecimento das disposições deste Regimento Escolar, solicitando,
sempre que necessário, detalhamentos sobre as mesmas;
VIII - ser informado, no início das atividades escolares, a respeito das
disciplinas referentes ao sistema de avaliação adotado pela Escola:
IX- apresentar as dificuldades encontradas na aprendizagem ao respectivo
professor, solicitando a orientação necessária;
X-ser respeitado em sua individualidade;
XI -justificar faltas dentro do prazo estabelecido pela Escola;
XII - requerer à diretoria, por escrito, revisão das avaliações feitas durante o ano
letivo, incluindo os estudos de recuperação, no prazo máximo de 05 (cinco) dias após a
divulgação dos resultados.

Art. 87º São deveres do aluno:


I- respeitar e cumprir as disposições deste Regimento Escolar;
II- zelar pela conservação do prédio, do mobiliário e equipamentos da Escola,
responsabilizando-se por danos causados ressalvados aqueles decorrentes do uso
normal;
III- cooperar na manutenção da ordem e da higiene dentro do ambiente escolar;
IV- A respeitar as normas de convivência e de funcionamento da Escola, fixadas
pela diretoria;
V- comunicar à diretoria os afastamentos temporários causados por motivo de
doenças e outros, tão logo a situação se manifeste;
VI- tratar com cordialidade e respeito todos os funcionários da Escola;
VII - abster-se de atos que perturbem a ordem, ofendam os bons costumes ou
importem em desacato às leis, às autoridades escolares ou aos professores e
funcionários da Escola.
Parágrafo único: É vedado ao aluno promover, sem autorização da diretoria
sorteios, coletas ou subscrições, usando para tais fins o nome da Escola.

TÍTULO VI
DA ESTRUTURA DO ENSINO

CAPITULO I
DO ENSINO FUNDAMENTAL

Art. 88º O ensino fundamental é organizado na modalidade de ciclo, com base


na idade, na competência e outros critérios, com a duração de 04 (quatro) anos. Os
alunos são avaliados em cada componente curricular ao longo de todo o processo, com
apresentação periódica de resultados de modo a permitir ao final do cada ano letivo, a
apreciação de seu desempenho pelo professor e conselho de classe.

Art. 89º Para conclusão de cada ciclo, o aluno deve ter alcançado o desempenho
esperado, verificado através de avaliação realizada pelo conselho de classe, subsidiada
por avaliações realizadas pelos professores ao longo do processo.
Parágrafo Único: Aos alunos que hão demonstrarem ter alcançado o
desempenho necessário, serão oferecidas atividades destinadas à assegurar domínio de
conhecimentos básicos, tendo em vista as peculiaridades desta escola e de seus alunos.

SEÇÃO II
DO ENSINO MÉDIO

Art. 90º O Ensino Médio, organizado em regime anual com duração de 03 (três)
anos de escolaridade deve possibilitar ao aluno o prosseguimento dos estudos e a
iniciação para o trabalho.

Art. 91º O Ensino Médio em todas as suas formas de oferta e organização,


baseia se em:
I- formação integral do estudante;
II- trabalho e pesquisa como princípios educativos e pedagógicos,
respectivamente;
III- educação em direitos humanos como princípio nacional norteador;
IV- sustentabilidade ambiental como meta universal;
V - indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-se a
historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos do processo educativo, bem como entre
teoria e prática no processo de ensino-aprendizagem;
VI- Integração de conhecimentos gerais e quando for o caso, técnico-
profissionais, realizada na perspectiva da interdisciplinaridade da contextualização;
VII - reconhecimento e aceitação de diversidade e da realidade concreta dos
sujeitos do processo educativo, das formas de produção, dos processos de trabalho e das
culturas a eles subjacente;
IX - integração entre educação e as dimensões do trabalho da ciência, da
tecnologia e da cultura como base da proposta e do desenvolvimento curricular.

Art. 92º O primeiro ano do Ensino Médio deve assegurar a transição harmoniosa
dos alunos provenientes do 9 ano do Ensino Fundamental, considerando o
aprofundamento dos componentes curriculares dos anos finais do Ensino Fundamental e
a inclusão de novos componentes curriculares.

Art. 93º A organização curricular do Ensino Médio, que abrange as áreas de


conhecimento referentes a Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências
Humanas, deve garantir tanto conhecimentos e saberes comuns necessários a todos os
estudantes, quanto uma formação que considere a diversidade, as características locais
especificidades regionais,

Art. 94ºO ensino médio é oferecido em regime anual e seriado, com duração
mínima de três anos, com 2.400 horas de efetivo trabalho escolar, no mínimo.
CAPÍTULO III
DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS - EJA

Art. 95º Os cursos de Educação de Jovens e Adultos - EJA, modalidade da


Educação Básica, são organizados de forma diferente do ensino regular, em sua
estrutura, regime escolar, metodologia e duração.
Parágrafo único: Na organização dos cursos devem ser observadas as Diretrizes
Curriculares Nacionais - DCN, estabelecidas e vigentes nas legislações que se
estendem, respectivamente, para o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, e as
Diretrizes Curriculares Nacionais - DCN estabelecidas para a Educação de Jovens e
Adultos-EJA.

Art. 96º As turmas de Educação de Jovens e Adultos - EJA destinam-se a


pessoas que querem retomar os estudos observando-se, no ato da matricula, a idade
mínima de 15 (quinze) anos completos para o Ensino Fundamental e 18 (dezoito) anos
completos para o Ensino Médio.

Art. 97º O curso de Educação de Jovens e Adultos - EJA do Ensino


Fundamental - anos finais tem a duração de 02 (dois) anos, organizados em 04(quatro)
períodos semestrais;

Art. 98º O curso de Educação de Jovens e Adultos - EJA do Ensino Médio tem
a duração de 01 (um) ano e meio, organizados em 03 (três) períodos semestrais;

Art. 99º O Ensino Fundamental e o Ensino Médio, na modalidade de Educação


de Jovens Adultos - EJA, têm atividades de estudos complementares (extraclasse) ao
processo de aprendizagem, conforme previsto na legislação que regulamenta a matéria,
§1°A responsabilidade de organizar, cumprir e acompanhar as atividades de
estudos complementares (extraclasse) é dos professores atuantes nas turmas, com a
participação do diretor da Escola e dos especialistas de educação, conforme previsto no
Projeto Político-Pedagógico.
§2º As atividades de estudos complementares oferecidas devem ser registradas,
também, nos Diários de Classe;
§3° O Histórico Escolar deve retratar a carga horária prevista no plano
curricular, tanto da parte presencial quanto das atividades de estudos complementares.
Art. 100º Como modalidade da Educação Básica, a identidade própria da
Educação de Jovens e Adultos EJA considera as situações, os perfis dos estudantes, as
faixas etárias e se pauta pelos princípios de equidade diferença e proporcionalidade na
apropriação e contextualização das Diretrizes Curriculares Nacionais - DCN e na
proposição de um modelo pedagógico próprio.

Art. 101º Na Educação de Jovens e Adultos - EJA, os conteúdos das áreas de


conhecimento devem estar articulados com as experiências de vida do educando em
seus aspectos, tais como saúde, sexualidade, vida familiar e social meio ambiente,
trabalho, tecnologia, cultura e linguagens, podendo ser ministrados de forma
interdisciplinar e transdisciplinar.

Art. 102º Nos cursos de Educação de Jovens e Adultos - EJA, os componentes


curriculares são ordenados quanto à sequência e ao tempo necessário para o seu
desenvolvimento com objetivos, amplitude e profundidade de tratamento adequados as
possibilidades e necessidades dos alunos.
§1°Os componentes curriculares devem ser organizados para desenvolver
competências cognitivas, afetivas e sociais, priorizando a formação e a informação e
enfatizando a compreensão, a interpretação, a construção e a aplicação e conhecimentos.
§2º Deve ser privilegiada a aquisição de habilidades básicas, tais como o
raciocínio lógico e crítico, a capacidade de comunicação oral e escrita, a leu
interpretação e produção de textos e as capacidades de argumentação, de análise de
síntese e de comparação, a serem desenvolvidas a longo prazo e a partir de
investimentos concretos no cotidiano da sala de aula.
§3º Na ordenação dos componentes curriculares o professor tem papel de
destaque como mediador do processo de ensino-aprendizagem, sendo de
suaresponsabilidade mobilizar conhecimentos e propiciar aprendizagem por meio de
desenvolvimento de projetos e pesquisas, incentivando os educandos a adotar uma
postura crítica diante da realidade e do saber historicamente produzido.

TİTULO VII
DA ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA

Art. 103º A organização didática compreende a definição da estrutura e o


funcionamento do ensino, a orientação e organização da vida escolar do aluno, traçando,
assim, as linhas gerais da direção do processo de ensino-aprendizagem, e abrange os
seguintes aspectos:

CAPÍTULO I
DO PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO

Art. 104º O Projeto Político-Pedagógico constitui uma diretriz, um instrumento


de ação educacional, que tem por objetivo explicitar a organização do trabalho
pedagógico da Escola como um todo.
Parágrafo único: O Projeto Político-Pedagógico consiste, portanto, num
instrumento de caráter geral, que apresenta as diretrizes do funcionamento pedagógico,
a partir das quais os professores devem organizar os respectivos planos de ensino.

Art. 105º O Projeto Político-Pedagógico deve ser elaborado e atualizado em


conformidade com a legislação, assegurada a participação de todos os segmentos
representativos da Escola, e aprovado pelo Colegiado, implementado e amplamente
divulgado na comunidade escolar.
§1º O Projeto Político-Pedagógico deve expressar, com clareza, os direitos de
aprendizagem que devem ser garantidos aos alunos.
§2º Faz parte integrante do Projeto Político-Pedagógico, o Plano de Intervenção
Pedagógica (PIP) elaborado anualmente, pela equipe pedagógica da Escola, a partir dos
resultados das avaliações internas e externas, com o objetivo de melhorar o desempenho
dos alunos no processo de ensino aprendizagem e garantir a continuidade de seu
percurso escolar.
§3° Os profissionais da Escola devem reunir-se, periodicamente, conforme
cronograma estabelecido pela equipe gestora, para estudos, avaliação coletiva das ações
desenvolvidas e redimensionamento do processo pedagógico, conforme o previsto no
Projeto Político Pedagógico e no plano de intervenção pedagógica (PIP).

CAPÍTULO II
DO CURRÍCULO ESCOLAR

Art. 106º O currículo da Educação Básica configurar como o conjunto valores e


práticas que proporcionam a produção e a socialização de significados no espaço social,
contribuindo, intensamente para a construção de Entidades sociocultural do educando.
§1º Na implementação do currículo, deve se evidenciar a contextualização e a
interdisciplinaridade, ou seja, formas de interação e articulação entre diferentes campos
de saberes específicos, permitindo aos alunos a compreensão mais ampla da realidade.
§2º A interdisciplinaridade parte do princípio de que todo conhecimento mantém
um diálogo permanente com outros conhecimentos e a contextualização requer a
concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares dos
alunos.

Art. 107º O plano curricular do Ensino Fundamental e Ensino Médio,expressão


formal da concepção do currículo da escola, decorrente de seu Projeto
Político-Pedagógico deve conter uma Base Nacional Comum, definida nas diretrizes
curriculares, e uma parte Complementar Diversificada definida a partir das
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela.
§1° Deve ser incluído na Parte Diversificada, a partir do 6º ano do Ensino
Fundamental, o ensino de pelo menos, uma Língua Estrangeira moderna, cuja escolha
ficará a cargo da comunidade escolar.
§2º A Língua Espanhola, de matricula facultativa ao aluno, é componente
curricular que deve ser obrigatoriamente, ofertado no Ensino Médio.
§3º A Educação Física, componente obrigatório de todos os anos do Ensino
Fundamental e Médio, será facultativa ao aluno apenas nas situações prevista no §3° do
artigo 26 da Lei 9394/96.
§4º O Ensino Religioso, de matricula facultativa ao aluno, é componente
curricular que deve ser obrigatoriamente, ofertado no Ensino Fundamental.
§5° A Música constitui conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente
curricular Arte, o qual compreende também as artes visuais, o teatro e a dança.
§6°A temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena devem,
obrigatoriamente, ser desenvolvida no âmbito de todo o currículo escolar e, em dança
especial, no ensino de Arte, Literatura e História do Brasil.

Art. 108º Além da Base Nacional Comum e da Parte Diversificada, devem ser
incluídos, permeando todo o currículo, Temas Transversais relativos à saúde,
sexualidade e gênero, vida familiar o social, direitos das crianças e adolescentes,
direitos dos idosos educação ambiental, educação em direitos humanos, educação para o
consumo, educação fiscal, educação para o trânsito, trabalho, ciência e tecnologia,
diversidade cultural, dependência química, higiene bucal e educação alimentar e
nutricional, tratados transversal e integradamente, determinados ou não por leis
especificas.
Parágrafo único: Na implementação do currículo, os Temas Transversais
devem ser desenvolvidos de forma interdisciplinar, assegurando, assim, a articulação
com a Base Nacional Comum e a Parte Diversificada.

Art. 109º Na organização curricular do Ensino Fundamental e do Ensino Médio


deve ser observado o conjunto de Conteúdos Básicos Comuns - CBC, a planejamento
curricular de suas ações pedagógicas, devendo serem ensinados obrigatoriamente.
§1º A Escola deve implantar os Conteúdos Básicos Comuns - CBC, conforme
planejamento curricular de suas ações pedagógicas, devendo os mesmos serem
enriquecidos, ampliados e adaptados as características regionais e às necessidades dos
alunos.
§2° Cabe a Escola distribuir os Conteúdos Básicos Comuns - CBC nos anos
finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, bem como os conteúdos
complementares.

CAPÍTULO III
DO CALENDÁRIO ESCOLAR

Art. 110º O calendário escolar deve ser elaborado pela Escola, em acordo com
os parâmetros definidos em norma especifica, publicada anualmente pela Secretaria de
Estado de Educação, discutido e aprovado pelo Colegiado e amplamente divulgado,
cabendo a Inspeção Escolar supervisionar o cumprimento das atividades nele previstas.
§1º Serão garantidos no Calendário Escolar, os mínimos de 200 (duzentos) dias
letivos e carga horária de 800 horas, para os anos iniciais e de 833horas e 20 minutos,
para os anos finais do Ensino Fundamental, Ensino Médio e Novo Ensino Médio com
1000 horas.
§2° A Escola deve oferecer atividades complementares para os alunos que, no
ato da matricula, não tiver optado pelo componente curricular facultativo para
cumprimento da carga horária obrigatória.

Art. 111º O ano letivo independe do ano civil, devendo, na sua fixação, serem
atendidas as conveniências de ordem climática, econômica e cultural.
Parágrafo único: com o fim de adequar-se às peculiaridades locais, inclusive as
climáticas e econômicas, a Escola promove esforços para articular e integrar o seu
calendário escolar aos das demais escolas do município, sem com isso reduzir o número
de horas letivas previsto na legislação.

Art. 112º Considera-se dia letivo aquele em que professores e alunos


desenvolvem atividades de ensino-aprendizagem, de caráter obrigatório,
independentemente do local onde sejam realizadas.

Art. 113º Considera-se dia escolar aquele em que são realizadas atividades de
caráter pedagógico e administrativo com a presença obrigatória do pessoal docente,
técnico e administrativo, podendo incluir a representação de pais e alunos.
Art. 114º E recomendada a abertura da Escola nos feriados, finais de semana e
férias escolares, para atividades educativas e comunitárias cabendo a direção da escola
encontrar formas para garantir o funcionamento previsto, observadas as vedações da
legislação.

CAPÍTULO IV
DA MATRÍCULA

Art. 115º A Escola deve renovar ou efetivar a matricula dos alunos a cada ano
letivo, sendo vedada qualquer forma de discriminação, em especial aquelas decorrentes
da origem gênero, etnia, cor e idade.

Art. 116º A matricula e aberta e encerrada pela diretoria em datas prefixadas,


observado o disposto na legislação em vigor e as normas deste Regimento Escolar.
§1º O aluno já matriculado deve renovar sua matricula no período estipulado
pela Escola.
§2º A garantia de vaga depende da renovação de matricula no período
estipulado pela Escola.
§3º Será garantida ao aluno do Ensino Fundamental, anos iniciais ou finais, a
continuidade de seus estudos em outra escola pública estadual, quando a escola onde
iniciou seu percurso escolar não contar com todas as etapas da Educação Básica.
§4º A matricula dos alunos transferidos poderá ocorrer em qualquer época do
ano letivo, observada a existência de vaga na Escola.

Art. 117º No ato da matricula, a direção da Escola deve informar ao aluno ou ao


seu responsável os principais aspectos da organização e funcionamento da Escola.
Parágrafo único: Ao assinar o requerimento de matricula o aluno ou seu
responsável aceita e obriga-se a respeitar as determinações deste Regimento Escolar,
que fica a sua disposição para dele tomar conhecimento na íntegra.

Art. 118º Não há matricula condicional ou de aluno ouvinte;


§1° Em caráter excepcional a matricula condicional é permitida pelo prazo
máximo de 30 (trinta) dias, quando o aluno apresentar uma declaração provisória de
transferência fornecida pela escola de origem.
§2º Findo o prazo de 30 (trinta) dias, e o aluno não apresentar a documentação
definitiva de transferência a Escola pode submetê-lo a uma avaliação para sua
classificação no ano letivo adequado.
Art. 119º É nula de pleno direito, sem qualquer responsabilidade para a Escola a
matricula feita com documento falso ou adulterado, passível o responsável de arcar com
as sanções que a lei determinar.

Art. 120º Tem sua matricula cancelada o aluno que sem justificativa, não
comparecer à Escola até o 25 vigésimo quinto) dia letivo consecutivo após o início das
aulas, ou a contar da data de efetivação da matricula, se esta ocorrer durante o ano
letivo.
§1º Antes de efetuar o cancelamento da matricula, a direção da Escola deve
entrar em contato por escrito, com o aluno ou seu responsável, alertando o sobre a
obrigatoriedade do cumprimento da frequência escolar.
§2º Configurados o cancelamento da matricula, o abandono ou repetidas faltas
não justificadas do aluno, a Escola deve informar o fato ao Conselho Tutelar Juiz
Competente da Comarca e o representante do Ministério Público do Município.
§3ºO aluno que teve sua a sua matricula cancelada poderá retornar para a mesma
Escola, se houver vaga, ou para outra Escola pública estadual.

Art. 121º A Escola não pode, por qualquer motivo, se negar a matricular a
criança a ou o adolescente encaminhado pelo Ministério Público, sob pena de
responsabilidade.
Parágrafo único: A matricula deve ser imediata a apresentação do menor,
cabendo a Escola, se for o caso, promover o encaminhamento do aluno à outra mais
adequada, em face dos critérios adotados pela rede de ensino.

CAPÍTULO V
DA TRANSFERÊNCIA

Art. 122º A transferência de um estabelecimento para outro é obtida pelo


interessado, em qualquer época, mediante requerimento a diretoria, devendo o mesmo
ser subscrito pelo aluno, quando maior ou por seu responsável, quando menor.

Art. 123º Ao conceder transferência a Escola obriga-se a fornecer ao aluno, no


menor prazo possível, a documentação comprobatória de sua vida escolar, que
possibilite a sua matricula em outra escola.
Parágrafo único: Pode ser fornecida ao aluno a Declaração Provisória dê
Transferência, com a validade máxima de 30 (trinta) dias, quando a Escola não possuir
os documentos formais e definitivos para fornecer de imediato.

Art. 124º O aluno transferido para a Escola deve receber a orientação e o


acompanhamento que lhes são assegurados por este Regimento Escolar e pela legislação
de ensino
§1° Cabe ao diretor, auxiliado pela Equipe Pedagógica da Escola, proceder à
análise dos documentos apresentados pelo aluno, para viabilizar o acompanhamento
necessário.
§2° No caso de constatação de irregularidades nos documentos apresentados
pelo aluno, o diretor deve adotar medidas que propiciem a regularização de sua vida
escolar, de acordo com a legislação vigente.

Art. 125º Do aluno transferido para a Escola deve ser solicitado;


I - Histórico escolar contendo os dados que permitam:
a) a identificação da escola de origem;
b) a identificação pessoal do aluno;
c) o detalhamento das situações ocorridas com o aluno, que forneçam os
elementos necessários à análise de sua situação escolar.
II - O preenchimento das fichas e impressos adotados pela Escola para a
matricula; e
III- a apresentação dos documentos solicitados para a matrícula.
§1° Na hipótese de transferência de aluno com o ano letivo em curso, deve ser
apresentada também a Ficha Individual, explicitando as dificuldades registrados até a
data da transferência progressos e dificuldades registradas até a data da transferência.

§2º O histórico escolar e a Ficha Individual devem ser adequados as solicitações


emanadas dos órgãos competentes.

Art. 126º O aluno reprovado, no caso de transferência ao final do ano letivo, não
deve ser promovido ao ano seguinte, mesmo que o mínimo da escola de seja inferior ao
da escola de origem.

CAPÍTULO VI
DOS RECURSOS PEDAGÓGICOS
Art. 127º Com a finalidade de aprimorar o ensino ministrado e implementar os
direitos dos seus alunos, a Escola dispõe dos seguintes recursos pedagógicos:
I – classificação;
II – reclassificação;
III- aproveitamento de estudos.

§1° Os documentos de cada aluno, que fundamentam os recursos pedagógicos


utilizados, devem ser arquivados na Escola.
§2º Os resultados das avaliações especiais de classificação e reclassificação
devem ser registrados em atas e passam a constar do histórico escolar do aluno, por
ocasião de sua transferência ou conclusão de curso.

SEÇÃO I
DA CLASSIFICAÇÃO

Art. 128º O recurso da classificação tem por objetivo posicionar o aluno, em


qualquer ano letivo da Educação Básica, exceto o ano inicial do Ensino Fundamental,
compatível com sua idade, experiência, nível de desempenho ou de conhecimento, nas
seguintes situações:
I - por promoção para alunos que cursaram com aproveitamento o ano letivo
anterior na própria Escola;
II- por transferência para candidatos procedentes de outras escolas situadas no
país ou no exterior, considerando a idade e o desempenho;
III- por avaliação feita pela Escola, independentemente de escolarização
anterior, ajustando o aluno de acordo com sua idade e grau de desenvolvimento
conforme os seguintes critérios:
a) deve ser realizada uma entrevista com o candidato para avaliar o seu nível de
conhecimento e maturidade;
b) O candidato é avaliado nos componentes curriculares da Base Nacional
Comum observando-se para o processo de avaliação, as suas peculiaridades;
c) o resultado da entrevista combinado com a avaliação é analisado pelos
especialistas de educação e diretoria da Escola, sendo o candidato integrado ao
condizente com a sua maturidade e nível de conhecimento.
Parágrafo único: Os documentos que fundamentarem a comprovarem
classificação do aluno deverão ser arquivados na pasta individual.
SEÇÃO II
DA RECLASSIFICAÇÃO

Art. 129º A reclassificação é o reposicionamento do aluno no ano letivo


diferente de sua situação atual a partir de uma avaliação de seu desempenho podendo
ocorrer nas seguintes situações:
I- avanço escolar propicia condições para conclusão de anos da Educação
Básica, em menos tempo, ao aluno portador de altas habilidades comprovadas por
instituição competente;
a) para a efetivação do avanço escolar é indispensável que a diretoria da Escola
designe comissão não só para diagnosticar a necessidade de aplicação desse recurso
como também para proceder a avaliação que cada situação requer.
b) tendo em vista a excepcionalidade do recurso do avanço escolar, programas
de estudos adequados devem ser proporcionados ao aluno, de conformidade com a
capacidade superior diagnosticada.
Il - aceleração de estudos: é a forma de reposicionar o aluno com atraso escolar
em relação à sua idade, durante o ano letivo;
a) entende-se por aluno com atraso escolar, aquele que se encontra com idade
superior à que corresponde ao ano letivo em curso.
b) a aceleração de estudos efetiva-se mediante a programação de procedimentos
próprios, dentro dos projetos específicos, capazes de oferecer condições para o aluno e
de modo a permitir-lhe a superação do atraso escolar.
c) cabe aos docentes, auxiliados pelos especialistas de educação, proceder à
adequação do planejamento curricular, definir os conteúdos, o tempo necessário,
conforme o ritmo e desempenho do aluno, bem como as metodologias e os
procedimentos didáticos adequados ao seu atendimento.
III - transferência: o aluno proveniente de escola situada no País ou no exterior
poderá ser avaliado e posicionado, em ano diferente ao indicado no seu histórico escolar
da escola de origem, desde que comprovados conhecimentos e habilidades;
IV – frequência: de forma excepcional, no caso de desempenho satisfatório do
aluno e de frequência inferior a 75% (setenta e cinco por cento), no final do ciclo ou ano
letivo a Escola pode utilizar o recurso de reclassificação por frequência para posicionar
o aluno no ciclo ou ano letivo seguinte.
§1º A reclassificação por frequência e a forma de propiciar ao aluno com mais
de 25% (vinte e cinco por cento) de faltas o prosseguimento dos seus estudos no letivo
seguinte, desde que comprove habilidades e competências através de avaliação especial
em todos os componentes curriculares e demonstre melhoria de aprendizagem.
Art. 130º Nos cursos de Educação de Jovens e Adultos - EJA, somente poderá
ser aplicado o recurso da reclassificação por frequência.

Art. 131º A reclassificação é um recurso de adaptação do aluno no ano letivo de


acordo com a idade, experiência e nível de desempenho sempre no sentido de reforçar a
autoestima positiva, o gosto pelos estudos e pela Escola.
§1ºA decisão de reclassificação deve ser decorrente de manifestação deuma
Comissão, presidida pela diretoria da Escola, e que tenha representantes docentes do
ano letivo no qual o aluno será posicionado, bem como dos especialistas de educação
responsáveis pelas atividades pedagógicas.
§2ºA reclassificação compreende avaliação que permita demonstrar o grau
aproveitamento do aluno nos pré-requisitos necessários no acompanhamento das
atividades na turma na qual ele será posicionado.
§ 3º O aluno submetido ao processo de reclassificação deve ser ajustado à nova
situação escolar, através de acompanhamento e atendimento especial dos docentes e
especialistas de educação da Escola.
§4º Os documentos que fundamentam e comprovarem a reclassificação do aluno
deverão ser arquivados na pasta individual.

SEÇÃO III
DO APROVEITAMENTO DE ESTUDOS

Art. 132º A Escola pode aproveitar em seus cursos, estudos realizados com êxito
pelo aluno, na Escola ou em outras instituições legalmente autorizadas.

Art. 133º O aproveitamento de estudos pode ser feito:


I- mediante apresentação de documento escolar referente aos estudos
concluídos;
II- na ausência de qualquer documento, por deliberação de uma comissão da
Escola, que classifique o candidato no nível correspondente ao seu desempenho, no
caso de estudos formais e não formais.

Art. 134º O aproveitamento de estudos e realizado ao longo do percurso do


período letivo, para transferências ocorridas no início ou durante os períodos letivos.
§1º É importante considerar o prazo para a integralização da carga horária do
período letivo a ser cursado, garantindo o estudo com qualidade, dos componentes
curriculares obrigatórios da Escola.
§2° Os alunos transferidos ao longo do período letivo podem ser submetidos a
cumprimento de plano de estudos por meios diversos, tais como assistindo aulas no
contra turno; realizando pesquisas elou executando atividades complementares;
§3º Os planos de estudos devem ser desenvolvidos conforme orientação e sob a
supervisão da equipe pedagógica da escola;
§4º O processo de aproveitamento de estudos deve ser registrado na ficha
individual do aluno e constar dos documentos de conclusão da Educação Básica
estampando, com fidedignidade a situação de escolaridade do mesmo.
§5º Processo de aproveitamento de estudos deve se revestir do maior rigor e
seriedade com a participação efetiva dos professores e equipe pedagógica acompanhado
pelo Serviço de Inspeção Escolar.

CAPÍTULO VII
DA FREQUÊNCIA

Art. 135º O controle da frequência tem por objetivo o registro da presença do


aluno nas atividades escolares programadas, das quais está obrigado a participar,para
provação, em pelo menos 75% (setenta e cinco por cento) do total da carga horária
prevista
Parágrafo único: Para o aluno que não obtiver a frequência mínima prevista no
caput, pode ser utilizado o recurso de reclassificação, observando-se, para faltas
condições previstas neste Regimento Escolar.

Art. 136º O controle de frequência diária dos alunos é de responsabilidade do


professor, que deverá comunicar a direção da escola eventuais faltas consecutivas, para
as providencias cabíveis.
§1º O estabelecimento de ensino, após apurar a frequência do aluno e constatar
uma ausência superior a 05 (cinco) dias letivos consecutivos ou 10 (dez) alterados no
mês deve entrar em contato, por escrito, com a família ou responsável pelo aluno
faltoso, com vistas a promover o seu imediato retorno as aulas e a regularização da
frequência escolar.
§2º dirigente do estabelecimento de ensino remetera ao Conselho Tutelar, ao Juiz
Competente da Comarca e ao respectivo representante do Ministério Público a relação
nominal dos alunos cujos número de faltas atingir 15 (quinze) dias letivos consecutivos
ou alternados e. também, ao órgão competente, no caso de aluno cuja família é
beneficiada por programas de assistência vinculados à frequência escolar.
Art. 137º O descumprimento, pela Escola, dos dispositivos que obrigam a
comunicação da infrequência e da evasão escolar a família, ao responsável e às
autoridades competentes, implicará responsabilização administrativa à direção do
estabelecimento de ensino.

CAPÍTULO VIII
DA AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM

Art. 138º A avaliação da aprendizagem dos alunos, realizada pelos professores,


em conjunto com toda a equipe pedagógica da escola, parte integrante da proposta
curricular e da implementação do currículo que redimensiona a ação pedagógica, deve:
I- assumir um caráter processual, formativo e participativo;
II- ser continua cumulativa e diagnóstica;
III- utilizar vários instrumentos, e recursos e procedimentos;
IV - fazer prevalecer os aspectos qualitativos do aprendizado do alunos obre os
quantitativos;
V - assegurar tempos e espaços diversos para que os alunos com menor
rendimento tenham condições de ser devidamente atendidos ao longo do ano letivo;
VI - prover, obrigatoriamente, intervenções pedagógicas, ao longo do ano letivo,
para garantir a aprendizagem no tempo certo;
VII - assegurar tempos e espaços de reposição de temas ou tópicos dos
componentes curriculares, ao longo do ano letivo, aos alunos com frequência
insuficiente;
VIII - possibilitar a aceleração de estudos para os alunos com distorção
idade-ano de escolaridade.

Art. 139º Na avaliação da aprendizagem, a Escola deverá utilizar


procedimentos, recursos de acessibilidade e instrumentos diversos, tais como a
observação, o registro descritivo e reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos, os
portifólios, exercícios, entrevistas, provas, testes, questionários, adequando-os à faixa
etária e às características de desenvolvimento do educando e utilizando a coleta de
informações sobre a aprendizagem dos alunos como diagnóstico para as intervenções
pedagógicas necessárias.
Parágrafo único: As formas e procedimentos utilizados pela Escola para
diagnosticar acompanhar e intervir pedagogicamente, no processo de aprendizagem dos
alunos, devem expressar, com clareza, o que é esperado do educando em relação à sua
aprendizagem e ao que foi realizado pela Escola devendo ser registrados para subsidiar
as decisões e informações sobre sua vida escolar

Art. 140º A análise dos resultados da avaliação interna da aprendizagem


realizada pela Escola e os resultados do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação
Pública - SIMAVE, constituído pelo Programa de Avaliação da Rede Pública de
Educação Básica - PROEB e pelo Programa de Avaliação da Aprendizagem Escolar -
PAAE, devem ser considerados para elaboração. Anualmente, pela Escola, do Plano de
Intervenção Pedagógica (PIP).

Art. 141º Para fins de aprovação do aluno, exige-se, além da frequência mínima
de 75% (setenta e cinco por cento) do total da carga horária prevista, o mínimo de
aproveitamento previsto no Projeto Político-pedagógico em relação aos objetivos
definidos para os componentes curriculares do ano letivo em que o aluno se encontra.

Art. 142º É competência expressa do aluno a participação em todas as atividades


curriculares desenvolvidas pela Escola, incluídas acompanhamento e avaliação do
processo de ensino-aprendizagem.
§1º O aluno que, por motivo comprovado, deixar de participar de qualquer
atividade curricular de acompanhamento e avaliação pode requerer à diretoria da
Escola, até 72 (setenta e duas) horas após a realização das atividades, uma nova
oportunidade de ser avaliado,
§2º Cabe aos docentes a elaboração, aplicação e julgamento das atividades
desenvolvidas pelo aluno nesta nova oportunidade.

Art. 143º Os resultados da avaliação da aprendizagem devem ser comunicados


em até 20 dias após o encerramento de cada um dos 4 (quatro) bimestres, aos pais,
conviventes ou não com os filhos e aos alunos, por escrito. Utilizando-se notas ou
conceitos, devendo ser informadas, também, quais estratégias de atendimento
pedagógico diferenciado foram e serão oferecidas pela escola.
Parágrafo único: No encerramento do ano letivo e após os estudos
independentes de recuperação, a Escola deve comunicar aos pais, conviventes ou não
com os filhos, ou responsáveis, por escrito, o resultado final da avaliação da
aprendizagem dos alunos, informando, inclusive, a situação de progressão parcial
quando for o caso.

Art. 144º A promoção e a progressão parcial dos alunos do Ensino Fundamental


do Ensino Médio devem ser decididas pelos professores e avaliadas pelo Conselho de
Classe, levando-se em conta o desempenho global do aluno, seu envolvimento no
processo de aprender e não apenas a avaliação de cada professor em seu componente
curricular, de forma isolada, considerando-se os princípios da continuidade da
aprendizagem do aluno e da interdisciplinaridade.

Art. 145º Os componentes curriculares cujos objetivos educacionais colocam


ênfase nos domínios afetivo e psicomotor, como Arte, Ensino Religioso e Educação
Física, devem ser avaliados para que se verifique em que nível as habilidades previstas
foram consolidadas, sendo que a nota ou conceito, se forem atribuídos, não poderão
influir na definição dos resultados finais do aluno.
§1º Não é permitido aos alunos resolver avaliações na sala dos professores,
refeitório ou corredores da escola.
Parágrafo único:É vedado o aluno sair da sala de aula com avaliação sem
acompanhamento do professor ou especialista.

SEÇÃO I
DA AVALIAÇÃO NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL E
NO ENSINO MÉDIO

Art. 146º A critério da equipe pedagógica e docentes da Escola, resultados do


acompanhamento e da avaliação do processo ensino-aprendizagem podem ser expressos
por meio de um dos seguintes itens ou utilizando-os simultaneamente.
I- menções ou conceitos detalhando as competências e habilidades a adquiridas
pelo aluno;
II- pontos cumulativos, em números inteiros, numa escala de 0 a 100 (zero a
cem) pontos, distribuídos da seguinte forma:
a) 1° bimestre: 25 pontos
b) 2° bimestre: 25 pontos
c) 3° bimestre: 25 pontos
d) 4° bimestre: 25 pontos
III - Nos conteúdos de Arte, Ensino Religioso e Educação Física será adotado
conceitos detalhando as competências e habilidades adquiridas pelos alunos.
Parágrafo único: Quando da adoção do previsto no inciso I deste artigo, o valor
numérico a ser considerado para aprovação do aluno é de 60 pontos acumulados em
cada componente curricular.
Art. 147º A Escola deve utilizar-se de todos os recursos pedagógicos disponíveis
e mobilizar pais e educadores para que seja oferecida aos alunos do 3° ano do Ensino
Médio condições para que possam ser vencidas as dificuldades ainda existentes,
considerando que o aluno só concluirá a Educação Básica, quando tiver obtido
aprovação em todos os componentes curriculares.

SESSÃO II
DA AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS

Art. 148º Os pontos cumulativos nos cursos de Educação de Jovens e Adultos -


EJA são distribuídos da seguinte forma:
I- 1° bimestre: 50 (cinquenta) pontos;
II -2° bimestre: 50 (cinquenta) pontos;
Parágrafo único:Quando da adoção de pontos cumulativos, o valor numérico a
ser considerado para aprovação do aluno é de 50 pontos acumulados em cada
componente curricular.

Art. 149º Devem ser considerados, ainda, na análise do desempenho escolar dos
alunos dos cursos de Educação de Jovens e Adultos – EJA:
I-a aprendizagem do aluno, o investimento que ele faz nos estudos e o seu
compromisso com a Escola;
Il- o ritmo do aluno, suas especificidades no processo de aprendizagem e as
metodologias adequadas às suas necessidades.
Parágrafo único: Coerente com essa visão de avaliação, os projetos a serem
elaborados pela Escola devem adotar:
I- fichas de registro de desempenho do aluno, nas quais o professor e o aluno
anotem os progressos e dificuldades apresentados.;
II- investigação como diagnóstico em todas as atividades de sala de aula;
III- provas, para verificar a aprendizagem e também para acompanhamento e
organização de estudos;
IV - reuniões periódicas do Conselho de Classe para discutir as anotações
contidas nas fichas e buscar alternativas para sanar dificuldades dos alunos;
V- outras atividades avaliativas definidas com a participação do aluno.
Art. 150º O registro dos resultados nos cursos de Educação de Jovens e Adultos
- EJA deve ser, preferencialmente, descritivo em relação aos objetivos definidos para
cada período letivo.

CAPÍTULO IX
DA RECUPERAÇÃO DO ALUNO

Art. 151º Os estudos de recuperação constituem-se em uma estratégia de


intervenção deliberada no processo educativo, quando as dificuldades são
diagnosticadas, constituindo nova oportunidade de levar os alunos ao desempenho
esperado.

Art. 152º Os estudos de recuperação devem ser compatibilizados como


calendário escolar, de modo a não prejudicar o total de carga horária e de dias letivos
que devem ser ministrados a todos os alunos.
Parágrafo único: O tempo destinado a estudos de recuperação não poderá ser
computado no mínimo das oitocentas horas anuais que a lei determina, por não se tratar
de atividade a que todos os alunos estão obrigados.

Art. 153º Cabe aos docentes zelar pela aprendizagem, estabelecendo estratégias
de recuperação para os alunos de menor desempenho de preferência paralelos ao
período letivo.

Art. 154º A Escola deve oferecer aos alunos diferentes oportunidades de


aprendizagem definidas em seu Plano de Intervenção Pedagógica, ao longo de todo o
ano letivo, após cada bimestre e no período de férias, a saber:
I - estudos contínuos de recuperação, ao longo do processo de
ensino-aprendizagem, constituídos de atividades especificamente programadas para o
atendimento ao aluno ou grupo de alunos que não adquiriram as aprendizagens básicas
com as estratégias adotadas em sala de aula;
Il- estudos periódicos de recuperação, aplicados imediatamente após o
encerramento de cada bimestre, para o aluno ou grupo de alunos que não apresentarem
domínio das aprendizagens básicas previstas para o período;
III - estudos independentes de recuperação; no período de férias escolares, com
avaliação antes do início do ano letivo subsequente, quando as estratégias de
intervenção pedagógica previstas nos incisos I e ll não tiverem sido suficientes para
atender as necessidades mínimas de aprendizagem do aluno;
Parágrafo único: O plano de estudos independentes de recuperação para o
aluno que ainda não apresentou domínio nos temas ou tópicos necessários à
continuidade do percurso escolar deve ser elaborado pelo professor responsável pelo
componente curricular e entregue ao aluno, no período compreendido entre o término
do ano letivo e o encerramento do ano escolar.

Art. 155º A Escola deve garantir no ano em curso, estratégias de intervenção


pedagógica para atendimento dos alunos que, após todas as ações de
ensino-aprendizagem e oportunidades de recuperação previstas no artigo 129, ainda
apresentam deficiências em capacidades ou habilidades em componentes (s)
curriculares (s) do ano anterior.

CAPÍTULO X
DA PROGRESSÃO PARCIAL

Art. 156º A progressão parcial que poderá ocorrer a partir do 6° ano do Ensino
Fundamental e no Ensino Médio, é o procedimento que permite ao aluno avançar em
sua trajetória escolar, possibilitando-lhe novas oportunidades de estudos, no ano letivo
seguinte, naqueles aspectos dos componentes curriculares nos quais necessita, ainda,
consolidar conhecimentos, competências e habilidades básicas.

Art. 157º poderá beneficiar-se da progressão parcial, em até 3 (três)


componentes curriculares, o aluno que não ver consolidado as competências básicas
exigidas e que apresentar dificuldades a serem resolvidas no ano subsequente
§1° O aluno em progressão parcial no9º ano do Ensino Fundamental tem sua
matricula garantida no 1° ano do Ensino Médio nas escolas da Rede Pública Estadual,
onde deve realizar os estudos necessários a superação das deficiências de aprendizagens
evidenciadas.
§2º Ao aluno em progressão parcial devem ser assegurados estudos orientados
conforme Plano de Intervenção Pedagógica elaborado conjuntamente pelos professores
dos componentes curriculares do ano anterior e do ano em curso, com a finalidade de
proporcionar a superação das defasagens e dificuldades em temas e tópicos,
identificadas pelo professor e discutidas em Conselho de Classe.
§3° Os estudos previstos no Plano de Intervenção Pedagógica devem ser
desenvolvidos, obrigatoriamente, pelo professor do componente curricular do ano letivo
imediato ao da ocorrência da progressão parcial.
§4º O cumprimento do processo de progressão parcial pelo ano poderá ocorrer
em qualquer época do ano letivo seguinte, uma vez resolvida a dificuldade evidenciada
no tema ou tópico do componente curricular.
TÍTULO VIII
DO REGIME DISCIPLINAR

CAPÍTULO I
DA FINALIDADE

Art. 158º O regime disciplinar define os direitos e deveres do pessoal


administrativo, especialistas, docente e discente. Aplicável ao pessoal docente,
técnico-administrativo o discente, tem a finalidade de aprimorar o ensino, a formação do
aluno, o desenvolvimento das atividades escolares, o entrosamento dos serviços
existentes e a consecução dos objetivos previstos neste Regimento Escolar.
§1º O regime disciplinar é o decorrente das disposições legais aplicáveis em
cada caso, das determinações deste Regimento Escolar, dos regulamentos específicos o
das decisões dos órgãos colegiados nas respectivas órbitas de competência,
§2º Cabe ao Colegiado Escolar deliberar sobre a adoção de medida
administrativa ou disciplinar em caso de violência física ou moral envolvendo
profissionais de educação e alunos no âmbito da Escola.
§3° O Conselho Tutelar deve ser ouvido se necessária a aplicação de medida de
proteção à criança e no adolescente, nos fornos da legislação que regulamenta a matéria.
§4° O Conselho Tutelar e demais autoridades competentes devem ser notificadas
pela Escola, sobre os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos contra aluno,
ocorridos dentro ou fora da circunscrição da escola, nos temos da legislação vigente.

Art. 159º São considerados atos de indisciplina:


I - ausentar-se das aulas ou do prédio escolar, sem prévia justificativa ou
autorização dos professores, equipe pedagógica ou direção;
Il - violar a integridade física, psíquica e moral de qualquer membro da
Comunidade escolar, denegrindo a imagem, a identidade, a autonomia, os valores,
ideias e crenças;
III - depredar ou fazer uso incorreto dos materiais didáticos mobiliários e
equipamentos pertencentes ao patrimônio público;
IV- comparecer sob efeito ou fazer uso de bebidas alcoólicas tabaco, drogas
licitas ou ilícitas, substâncias tóxicas e porte de armas no estabelecimento escolar;
V - utilizar quaisquer equipamentos tecnológicos, designadamente, celular, fones
de ouvido equipamentos, programas ou aplicações informáticas laiser na sala de aula,
ou em outros ambientes escolares, assim como, captar sons ou imagens e difundi-las via
Internet ou através de outros meios de comunicação, salvo com a autorização prévia dos
Professores e Direção Escolar;
VI - desrespeitar a autoridade e as instruções dos professores, promovendo a
desordem no ambiente escolar, tendo comportamento inadequado e de indisciplina
descumprindo as atividades educativas ou formativas desenvolvidas que possam violar
o direito de todos os alunos de estudar e aprender.

Art. 160º É vedado ao aluno:


I - entrar em classe ou sair dela, sem permissão do professor e do
estabelecimento sem autorização por um dos membros da Coordenação Pedagógica;
Il- ocupar-se, durante a aula, de qualquer atividade que lhe seja alheia;
III - promover, sem autorização do Diretor, coletas e subordinação dentro ou
fora do estabelecimento;
IV - formar grupos para promover algazarra e distúrbios nos corredores e pátios,
bem como nas imediações da escola durante das aulas, no seu início ou término;
V - impedir entrada de colegas na escola ou nas aulas, incitá-los às ausências
coletivas ou delas participar;
VI - trazer para a escola material estranho as atividades escolares;
VII - inventar injúria ou calúnia contra colegas, professores e funcionário ou
praticar contra os mesmos, atos de violência;
VIII - fumar em salas de aula recintos coletivos da escola.
Parágrafo único: A terceira advertência escrita importará em avaliação da
situação do aluno pelo Colegiado, para decisões cabíveis, em termos de medidas sócio -
educativas.

Art. 161º As punições aplicadas pela escola terão caráter pedagógico e serão
proporcionais aos atos praticados e à capacidade do autor de cumpri-las a contento,
conforme especificado nos incisos abaixo:
I - Advertência verbal e registrada no diário de classe pelo professor regente;
II - No caso de reincidência do ato de indisciplina, o aluno deverá ser
encaminhado pelo professor a equipe pedagógica, através de formulário próprio
devidamente preenchido com citação do ato de indisciplina, devendo ser registrado pelo
supervisor/orientador na ficha de ocorrência do aluno;
III -Notificação por escrito aos pais ou responsáveis solicitando
comparecimento na escola, em data e horários estipulados, preferencialmente no turno
de estudo do aluno, com a presença do mesmo, do professor regente, especialista pais
/responsáveis;
IV - Suspensão para realização de atividades paralelas, semelhantes às que
estiverem sendo ministradas na sala de aula, nas dependências da Escola, sob a
supervisão da equipe pedagógica, as quais devem ser objeto análise subsequente pelo
professor para efeito de avaliação do desempenho escolar, de modo que o aluno não
perca os conteúdos ministrados;
V - Esgotadas todas as intervenções realizadas pela equipe pedagógica,
professores e família o aluno será encaminhamento à direção que solicitará novamente a
presença dos pais/responsáveis para dar ciência das intervenções já realizadas pela
escola sem sucesso e juntos buscarem medidas corretivas para melhoramento do
comportamento do aluno;
VI -Fica como critério para controle de disciplina suspender por 5 dias;
VII - É dever e obrigação do aluno trazer os cadernos com as matérias de todas
as disciplinas completas;
VIII- Convocação do Colegiado Escolar para tomada de decisões a cerca do ato
de indisciplina do aluno, visto como uma atitude desrespeito, de intolerância aos
acordos firmados, do não cumprimento das regras que dificultam o convívio social;
IX - A indisciplina reiterada de um mesmo aluno quando já interveio
(comprovadamente) diversas vezes, sem obter resultado, a escola deve solicitar a
intervenção do CONSELHO TUTELAR para que este órgão possa acionar a família do
aluno e, se for o caso, aplicar-lhe algumas das medidas de proteção que seja pertinente
aos Artigos 136, I e ll do ECA;
§1° Sempre que se tomar necessária a aplicação das medidas disciplinares
previstas nesse artigo, a diretoria deve comunicar aos pais ou responsáveis pelo aluno,
para conhecimento da situação, objetivando a busca de soluções mais adequadas.
§2° Sempre que aplicada uma medida disciplinar, deve a Escola registrar e
arquivar os comprovantes da mesma, devidamente assinados pelo aluno seus
responsáveis, não cabendo, porém, referências a respeito na documentação expedida ao
aluno.
§3º A aplicação da suspensão deve contemplar, obrigatoriamente, a realização de
atividades paralelas semelhantes às que estiverem sendo ministradas na sala de aula, nas
dependências da Escola, sob a supervisão da equipe pedagógica, as quais devem ser
objeto de análise subsequente pelo professor para efeito de avaliação do desempenho
escolar de modo que o aluno não perca os conteúdos ministrados.

Art.162º Terão competência para aplicar as punições:


I – Professores;
Il - Equipe pedagógica;
III -Direção Escolar;
IV-Colegiado Escolar;

Art. 163º É vedada a aplicação das medidas disciplinares de expulsão ou


transferência compulsória do aluno.

Art. 164º Nos casos em que a conduta do autor for considerada pela maioria dos
membros do Colegiado Escolar, como ato infracional, a escola, através da sua direção,
deverá acionar as autoridades competentes para que tomem as medidas cabíveis.

Art. 165º Compõe o Regime Disciplinar do Aluno o Estatuto de Normas e


Condutas da Escola Estadual Santa Juliana 1° e 2° Graus: Normas gerais de conduta
escolares e disciplinares.
§1º A indisciplina é uma das maiores dificuldades enfrentadas pelos educadores
para desenvolver o trabalho pedagógico. Diante desta constatação, percebe-se a
necessidade da escola na busca de alternativas de intervenções para o enfrentamento de
conflitos na sala de aula e no ambiente escolar, É possível que a família possa colaborar
para a contenção da indisciplina na escola, mas para que isso aconteça é preciso que seja
resgatada a prática do diálogo no ambiente familiar e da participação efetiva dos pais na
vida escolar dos filhos, indo às reuniões escolares, procurando saber da vida do seu
filho, suas angústias, seus temores, suas conquistas bem como suas expectativas e
possibilidades de realização com relação ao futuro. É fundamental que os pais sejam
capazes de impor limites, ajudando seus filhos a terem postura ética visto que os pais
são incapazes de desejar que seus filhos sejam fracassos.Buscando a plena qualidade no
processo ensino aprendizagem que a Escola Estadual "Santa Juliana 1º e 2 Graus"
estabeleceu normas disciplinares e comportamentais.O cumprimento destas normas e a
adesão são obrigatórios a partir do momento em que o aluno é matriculado na escola.
Portanto, é importante que os pais ou responsáveis leiam atentamente todas as normas e
cobrem do seu filho o seu cumprimento integral.
a) Os alunos têm os seguintes deveres e responsabilidades:
I- Frequentar a escola regularmente e pontualmente, a tolerância máxima 10
minutos, o aluno que chegar após o horário de tolerância será encaminhado para casa
II - Estar preparado para as aulas, sempre munido escolares, (caderno, caneta,
lápis borracha e principalmente de seus materiais os livros didáticos, etc.);
III - Não se ausentar da sala de aula sem autorização do professor e aguardar na
sala a troca de professor (sem intervalo entre as aulas) e também ausentar da escola sem
IV - Ser respeitoso e cortes para com colegas, diretores professores funcionários
e colaboradores da escola,
V - Contribuir para a criação e manutenção de um ambiente de aprendizagem
colaborador e seguro, que garanta o direito de todos os alunos de estudar e aprender, não
perturbando a ordem e os bons costumes, na desacatando as autoridades escolares,
professores e funcionários:
VI - Colaborar e cuidar para que a sala de aula e outras dependências escolares
sejam mantidas limpas e em ordem ocorrendo desordem na sala aula, os alunos;
VII - Respeitar e cuidar de equipamentos e símbolos escolares, ajudando
preservá-los e respeitando a propriedade alheia pública ou privada;
VIII - Indenizar o prejuízo quando produzir danos materiais estabelecimento de
ensino,
IX - Ajudar a manter o ambiente escolar livre de bebidas alcoólicas, drogas
licitas e ilícitas, substâncias tóxicas e armas;
X - Manter pais ou responsáveis legais informados sobre os assuntos escolares,
sobretudo sobre o progresso nos estudos, os eventos sociais e educativos previstos ou
em andamento, e assegurar que recebam as comunicações a eles encaminhadas pela
equipe escolar, evolvendo-as à direção em tempo hábil e com a devida ciência, sempre
que for o
XI - Contribuir no que Lhe couber para o bom nome do estabelecimento
XII - Proceder bem durante o horário de aula e do recreio, não correr; e gritar;
XIII - Abster-se de atos violentos e palavras grosseiras que atentem contra moral
e os bons costumes; a
XIV - Justificar suas ausências, principalmente no período de avaliações, se for
caso de doença apresentar atestado no prazo de 24 horas,
XV -Trajar-se decentemente no recinto escolar, usando sempre o uniforme
escolar. A responsabilidade do uso diário do uniforme caberá a família ou responsável
XVI - Não cometer atos infracionários, como briga e agressões, pois serão
considerados casos graves de indisciplina e caberá suspensão imediata por 5 dias
letivos, devendo os pais comparecer a escola. Caso seja necessário a Polícia será
acionada para lavra o B.O. (Boletim de ocorrência);
XVIII - Zelar pelos seus pertences escolares e demais pertences, pois a escola
não se responsabilizará por perdas, danos e roubos. (Celulares, bicicletas, tablets, skate,
bola,);
b) É proibido ao aluno:
I- Entrar ou sair da sala de aula som a permissão do professor e se ausentar dos
prédios escolares, sem prévia justificativa ou autorização da direção,
Il - Ter acesso circular nos corredores ou permanecer em locais restritos do
prédio escolar.
Ill - Utilizar, sem a devida autorização, computadores, aparelhos de fax,
telefones ou outros equipamentos e dispositivos eletrônicos de propriedade da escola
IV- Utilizar, em salas de aula ou demais locais de aprendizado escolar,
equipamentos eletrônicos como telefones celulares, pagers, jogos portáteis, tocadores de
música ou outros dispositivos de comunicação e entretenimento que perturbem o
ambiente escolar (exemplo: baralhos) ou prejudiquem o aprendizado;
V - Ocupar-se, durante a aula, com qualquer atividade que lhe seja alheia,
VI- Comportar-se de maneira a perturbar o processo educativo, como, por
exemplo, fazendo barulho excessivo em classe, na biblioteca ou nos corredores da
escola;
VII - Desrespeitar, desacatar ou afrontar diretores, professores, escola
funcionários ou colaboradores da escola;
VIII - Fumar em sala de aula ou em recintos coletivos dentro da escola,
IX - Comparecer à escola sob efeito de substâncias nocivas à saúde a
convivência social;
X - Expor ou distribuir materiais dentro do estabelecimento escolar que violem
as normas ou politicas oficialmente definidas pela Secretaria Estadual da Educação ou
pela
XI - Exibir ou distribuir textos, literatura ou materiais difamatórios, racistas ou
preconceituosos, incluindo a exibição dos referidos materiais na internet.
XIII - Receptar pelo portão da escola qualquer objeto ou mantimento oriundo da
rua sem autorização da direção,
XIV - Fazer uso de refrigerantes pelos alunos no recinto escolar, exceto quando
for o caso de atividades festivas oferecidas pela escola, esta é uma norma oficialmente.
XV - Danificar ou destruir equipamentos, materiais escolares, escrever, rabiscar
ou produzir marcas em qualquer ou instalações parede, vidraça, porta ou quadra de
esportes dos edifícios escolares, etc. Nestes casos, será cobrado o ressarcimento dos
prejuízos;
XVI - Intimidar o ambiente escolar com bomba ou ameaça de bomba,
XVII. Empregar gestos ou expressões verbais que impliquem insultos ou
ameaças a terceiros, incluindo hostilidade ou intimidação mediante o uso de apelidos
racistas ou
XVII - Emitir comentários ou insinuações de conotação agressiva ou
desrespeitosa, ou apresentar qualquer conduta de natureza ofensiva;
XIX - Estimular ou envolver-se em brigas, manifestar conduta agressiva ou
promover brincadeiras que impliquem risco de ferimentos, mesmo que leves, em
qualquer membro
XX - Produzir ou colaborar para o risco de lesões em integrantes da comunidade
escolar, resultantes de condutas imprudentes ou da utilização inadequada de objetos que
podem causar danos físicos a alunos ou terceiros como objetos cortantes (estiletes,
canivetes etc.), já que são proibidos dentro do recinto escolar
XXI - Provocar ou forçar contato físico inapropriado ou não desejado dentro do
ambiente escolar
XXII - Ameaçar intimidar ou agredir fisicamente qualquer membro da
comunidade escolar;
XXIII- Participar, estimular ou organizar brigas e incidente de violência grupal
ou generalizada, dentro ou nas proximidades da escola;
XXIV - Apropriar-se de objetos que pertencem a outra pessoa, sem a devida
autorização, ou sob ameaça,
XXV - Incentivar ou participar de atos do vandalismo que provoquem dano
intencional a equipamentos, materiais e instalações escolares ou a pertences da equipe
escolar
XXVI - Consumir portar, distribuir ou vendedor (trufas, cigarros, substancias
controladas, bebidas alcoólicas e outras drogas licitas ou ilícitas no recinto escolar etc)
XXVII - Portar, facilitar o ingresso ou utilizar qualquer tipo de ama, ainda que
não seja de fogo, no recinto escola
XXVIII - Manifestações de namoro como beijar, sentar no colo, entre outras,
não cabíveis no ambiente escolar, pois o ambiente escolar deve ser respeitado
XXIX - Uso de bonés, gorros, capuz na sala de aula e nas demais dependências
do recinto escolar
Parágrafo único: Além das condutas descritas acima, também são passíveis de
apuração e aplicação de medidas disciplinares as condutas que os professores ou a
direção escolar considerem incompatíveis com a manutenção de um ambiente escolar
sadio ou inapropriadas ao ensino-aprendizagem, sempre considerando, na caracterização
e na reincidência do ato

c) Medidas disciplinares: O não cumprimento dos deveres e a incidência em


faltas disciplinares poderão acarretar ao aluno as seguintes medidas disciplinares:
I - Advertência Verbal
II- Retirada de aluno da sala de aula ou atividade em curso e encaminhamento a
diretoria para orientação e lavado a ata da ocorrência.
III - Comunicação escrita dirigida aos pais ou responsáveis,
IV- Suspensão temporária por até 5 dias letivos.
V- Suspensão da escola, quando o aluno estiver atrapalhando o direito do
coletivo, visto que na lei o direito de um não se sobressai ao direito do coletivo.
d) Horário
Matutino: 07.00 às 11:25
Vespertino: 12:30 às 16:55
Noturno: 18:55 às 22:10

CAPÍTULO II
DAS MEDIDAS DE RESSOCIALIZAÇÃO DOS DISCENTES

Art. 166º Aos alunos que apresentarem problemas de indisciplina, a escola


adotará:
I - diálogo do professor com o aluno, troca de lugares dentro da sala de aula.
II- troca de sala de aula no mesmo horário ou para outro turno.
II - encaminhamento e aconselhamento através do serviço de Supervisão,
Orientação e Direção;
IV - Integração com a família para conscientização dos problemas disciplinares;
V- Uso da prática de estímulos positivos.

Art. 167º Persistindo a indisciplina sendo tomadas as seguintes medidas na


escola.
I- Advertência oral e particular feita pelo professor,
II- Advertência escrita comunicada aos pais pelo Diretor e Professor,
III- Transferência do aluno para outro turno ou outra classe da mesma escola
justificada por conveniência pedagógica e didática, após ouvir o Conselho de Classe.

Art. 168º Em caso de reincidência de faltas que atendem contra os bons


costumes e prejudiquem a ordem do estabelecimento são aplicadas as seguintes
penalidades após o tratamento prescrito no artigo anterior;
I - Advertência escrita, com os conhecimentos dos pais se o aluno for menor 11 -
Comunicação ao Conselho Tutelar e Juizado de Menores de acordo com a Gravidade da
infração,
II- Suspensão de 05 (cinco) dias para reflexão de seus atos e conscientização da
família da necessidade da escola;
Parágrafo Único: A terceira advertência escrita importará em avaliação da
situação do aluno pelo Colegiado, para decisões cabíveis, em termos de medidas
sócio-educativas.

TÍTULO IX
DOS DOCUMENTOS ESCOLARES

Art. 169º A Escola mantém na secretaria a escrituração, livros arquivos a


verificação da identidade do aluno da regularidade autenticidade da sua vida escolar.
Parágrafo único: expedição de documentos feita pela secretaria, na forma das
disposições legais emanadas dos órgãos competentes.

Art. 170º Os atos escolares, para efeito de registro, comunicação de resultados e


arquivamento escriturados livros e fichas padronizados, observando-se, no que couber,
os regulamentos de ensino aplicáveis.

Art. 171º Os livros de escrituração escolar termos de abertura encerramento


assim como demais fichas utilizadas, as características imprescindíveis e essenciais na
identificação comprovação dos atos que se registram, com as datas e assinaturas que os
autenticam.

Art. 172º Resguardadas as em qualquer época, a Escola pode substituir livros,


fichas e de escrituração por outros, bem como alterar os processos utilizados,
simplificando-os e/ou informatizando-os.
Art. 173º Ao diretor e ao secretário da escola cabem a responsabilidade por toda
a escrituração e expedição de documentos escolares, bem como dar-lhes a autenticidade
pela aposição de suas assinaturas.
Parágrafo único: Todos os funcionários devem zelar pela inviolabilidade dos
arquivos documentos de registro de escrituração da Escola.

Art. 174º De cada aluno há uma pasta individual contendo os dados pessoais e
documentos escolares necessários à sua identificação, bem como os registros relativos
ao seu desenvolvimento.
Art. 175º De cada professor ou funcionário há uma pasta individual contendo os
dados pessoais de identificação e outros registros e documentos necessários à sua
admissão na Escola.

Art. 176º A apresentação de cópia autenticada dispensa a apresentação do


documento original.
§1° No caso de cópia não autenticada deve ser apresentado, também, o
documento original para que a Escola compare os dois documentos e autentique a a
cópia, no ato, devolvendo o original ao interessado.
§2° Ao serem apresentados documentos oficiais de identificação, estes devem
ser devolvidos ao seu proprietário por não ser lícita a retenção de qualquer documento
de identificação pessoal.

Art. 177º Compete à Escola, por força da lei, a guarda e a manutenção do


arquivo escolar.
§1°Os documentos arquivados devem ser trabalhados visando sua conservação
para provas futuras, de forma resguardar os aspectos de natureza jurídica, acadêmica, e
os de sua memória.
§2° Os documentos produzidos pela Escola devem ser assinados, sem rasuras os
espaços em branco inutilizados, evitando fraudes.

Art. 178º Lavradas devidamente as atas podem ser incineradas os seguintes


documentos:
I - atestados médicos documentos dispensáveis, relativos professores
funcionários, após transcrição dos dados nos respectivos assentamentos individuais;
II - outros documentos, com autorização especial dos órgãos competentes.
Parágrafo único: Para incineração de quaisquer documentos escolares de
escrituração devem ser observados os critérios estabelecidos pela legislação em vigor
aplicável, tendo em vista as peculiaridades de cada um.

TÍTULO X
DAS INSTITUIÇÕES DOCENTES, DISCENTES COMUNITÁRIAS

Art. 179º As instituições constituem-se em instrumentos que têm por objetivos:


I - viabilizar prática democrática assegurando um processo educacional
vinculado demandas sociais;
II - reforçar metas educacionais ou de interesse curricular e comunitário.

Art. 180º As instituições são regidas por estatutos próprios, devidamente


aprovados pela diretoria da Escola Colegiado Escolar.
§1° Cabe aos dirigentes de cada Instituição cumprir fazer cumprir seu respectivo
estatuto promover-lhe as alterações.
§2° Os alunos podem organizar Grêmio Escolar, elaborando seu respeitadas as
normas deste Regimento Escolar destinado promover atividades recreativas, literárias,
artísticas, culturais e esportivas.

Art. 181º É passível de contestação qualquer atividade das instituições que


determinações legais, que se revele prejudicial ao processo educativo, formação do
aluno aos trabalhos que tenha caráter político ideológico ou partidário ou que se oponha
aos bons costumes.

TITULO XI
DOS DIREITOS, DEVERES E PENALIDADES DO PESSOAL DOCENTE,
ADMINISTRATIVO E TÉCNICO

Art. 182º Todos os seus direitos assegurados, em conformidade com a legislação


pertinente.

Art. 183º São direitos do pessoal docente, administrativo e especialistas:


I- ser tratado com urbanidade pelos superiores, colegas e pessoal discente;
Il - requisitar todo o material didático que julgar necessário às aulas dentro das
possibilidades do estabelecimento;
III - utilizar os livros da biblioteca, e outros materiais didáticos disponíveis na
instalação do estabelecimento necessários ao exercício de suas funções;
IV - recorrer às autoridades superiores quando se julgar prejudicado;
V - colaborar na elaboração e execução de programas e na escolha do livro
didático;
VI - propor à direção medidas ensino que proporcionem o aprimoramento de
métodos de ensino, de avaliação, de administração e de disciplina;
VII - utilizar dos serviços auxiliares da escola, para melhor exercício de suas
atribuições, com o conhecimento da direção.

TÍTULO XII
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 184º A Escola deve divulgar amplamente os dados relativos a:


I - indicadores e estatísticas do desempenho escolar dos alunos e resultados
obtidos pela Escola nas avaliações externas; e
Il - medidas projetos, propostas e ações desenvolvidas e previstas pelaEscola
para melhorar sua atuação e seus resultados educacionais.
Parágrafo único: Considera-se relevante para o cumprimento do que estabelece
este artigo, informar:
I - número de alunos matriculados por ciclo ou ano escolar;
II - resultado do desempenho dos alunos de acordo com a etapa e modalidades
da Educação Básica de ensino;
III - medidas adotadas no sentido de melhorar o processo pedagógico e garantir
o sucesso escolar;
IV - percentual de alunos em abandono por ano e as medidas adotadas para
evitar a evasão escolar;
V - taxas de distorção idade/ano de escolaridade e as medidas adotadas para
reduzir a distorção.

Art. 185º Compete à Escola manter atualizados os dados da Secretaria Escolar e


do Sistema Mineiro de Administração Escolar - SIMADE, bem como o Registro
Estatístico Escolar Nacional Anual, e organizados de acordo com as normas
estabelecidas pelos respectivos sistemas.

Art. 186º E vedado a Escola:


I - cobrar taxas, contribuições ou exigir pagamentos a qualquer título;
II - exigir das famílias a compra de material escolar mediante lista estabelecida
pela escola;
Ill - impedir a frequência as aulas ao aluno que não estiver usando uniforme ou
não dispuser do material escolar;
IV - vender uniformes;
V - Impedir o acesso às aulas do aluno por ter chegado atrasado, segundo Lei
8069, de 13/07/1990.
§1° Contribuições voluntárias oferecidas pelos pais ou responsáveis ou parcerias
podem ser aceitas e devem ser contabilizadas e incorporadas aos recursos da Caixa
Escolar.
§2° O uso do uniforme escolar deve ser estimulado junto aos alunos e suas
famílias.

Art. 187º A Escola, por si ou por qualquer de seus órgãos docente e técnico
administrativo, abstém-se de promover ou autorizar manifestações de caráter
político-partidário.
Art. 188º Todos os atos de solenidade realizados pela iniciativa dos alunos estão
sujeitos à prévia aprovação da diretoria da Escola.

Art. 189º A Escola deve assegurar ao pai e mãe, conviventes ou não com seus
filhos, e, se for o caso, aos responsáveis legais, o acesso às suas instalações físicas, bem
como disponibilizar informações sobre a execução de seu Projeto Político-Pedagógico
e, em cada etapa de avaliação, sobre a frequência e o rendimento dos alunos.

Art. 190º Os projetos e ações propostos pelas unidades de ensino devem ser
desenvolvidos de maneira integrada ao Projeto Político-Pedagógico e estar alinhados
com as diretrizes da Secretaria de Estado de Educação.
Parágrafo único: A direção da Escola poderá buscar parcerias para o
desenvolvimento de suas ações e projetos junto a associações diversas instituições
filantrópicas, iniciativa privada, instituições públicas e comunidade em geral, propondo
à Secretaria de Estado de Educação, quando for o caso a assinatura de convênios ou
instrumentos jurídicos equivalentes para viabilizar as referidas parcerias.

Art. 191º Na elaboração do Regimento Escolar e do Projeto Político-Pedagógico


participam todos os segmentos representativos da comunidade escolar, respeitadas as
normas legais vigentes, devendo ser implementados e amplamente divulgados na
comunidade escolar.
§1° O Regimento Escolar e o Projeto Político-Pedagógico devem ser aprovados
pelo Colegiado Escolar.
§2° Após sua aprovação, deve ser encaminhada uma cópia do Regimento
Escolar para fins de registro e arquivo na Superintendência Regional de Ensino – SRE.
Art. 192º Incorporam-se a este Regimento Escolar, automaticamente, e alteram
os seus dispositivos que com elas conflitem, as disposições da lei e instruções ou
normas de ensino emanadas de órgãos ou poderes competentes.
Parágrafo único: No caso em que dispositivos deste Regimento Escolar estejam
em conflito com os da lei, estes últimos prevalecerão, sempre, sobre aqueles, para se
evitarem prejuízos decorrentes do adiamento da adoção dos recursos inovadores da lei.

Art. 193º Este Regimento Escolar pode ser alterado, dentro do prazo hábil, nas
especificações que constituem opções da Escola, sempre que a conveniência do ensino e
da instituição.

Art. 194º Os casos omissos neste Regimento Escolar são solucionados pela
diretoria, a luz das leis e normas de ensino aplicáveis.
Parágrafo único: Não havendo condições na Escola para a solução do caso,
deve ser encaminhada consulta aos órgãos competentes.

Art. 195º O presente Regimento Escolar entrará em vigor, mediante aprovação


do Colegiado Escolar e a 2º via deverá ser registrada e arquivada na 39°
Superintendência Regional de Ensino.

ADENDO AO REGIMENTO ESCOLAR

ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS


EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NIVEL MÉDIO CONCOMITANTE
E/OU SUBSEQUENTE

ADENDO Nº 01/2017 AO REGIMENTO ESCOLAR

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Presente Adendo define a estrutura didática pedagógico do Projeto de


Educação Profissional Técnica de nível médio para alunos que estão cursando o ensino
médio ou que tenham concluído estudos em nível médio, a ser ministrado pela
ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS, situada na Rua José Pedro
Borges, nº 266, Bairro Centro, Santa Juliana MG.

Art. 2º A ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS, assume


como seus, os princípios e fins da Educação Nacional que visa o pleno desenvolvimento
do Educando seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho.

Art. 3º A ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS,


considerando as determinações da Lei Federal 9394/96 alterada pela Lei Federal
11741/2008: Resolução CNE/CEB 04/1999, Resolução CNE/CEB 06/2012:Parecer
CNE/CEB 11/2012, Resolução CEE/MG 449/2002: Parecer CEE/MG 733/2013 e
ResoluçãoCEE/MG n 458/2013, da Resolução nº 3, de 30 de setembro de 2009 que
dispõe sobre a instituição Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e
Tecnológica (SISTEC) e legislação complementar expedida pelos órgãos competentes,
oferecer a Educação Profissional de Nível Médio

TÍTULO II
DA ORGANIZAÇÃO DOS CURSOS DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL
TÉCNICA

CAPÍTULO I
DOS OBJETIVOS DOS CURSOS

Art. 4º- A Educação Profissional Técnica de Nível Médio, articulada a


diferentes formas de educação e ao trabalho, a ciência e tecnologia, tem como objetivo
garantir ao cidadão o direito ao permanente desenvolvimento de aptidões para a vida
produtiva e social.

Art. 5º São princípios norteadores da Educação Profissional Técnica de Nível


Médio:
I- independência e articulação com o Ensino Médio;
II- respeito aos valores estéticos, políticos e éticos;
III - desenvolvimento de competências para laboralidade;
IV - flexibilidade, interdisciplinaridade e contextualização;
V- identidade dos perfis profissionais de conclusão de curso;
VI - atualização permanente dos currículos;

Art.6º A Educação Profissional tem por objetivos:


I- propiciar formação profissional promovendo a transição entre a escola e o
mundo do trabalho, capacitando o aluno com conhecimentos e habilidades para o
exercício de atividades produtivas;
II- capacitar para o exercício da cidadania, a participação social e política, a
aplicação de direitos e deveres adotados, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade,
cooperação, justiça e respeito;
III- preparar o aluno para utilizar diferentes fontes de informação recursos
tecnológicos para adquirir construir novos conhecimentos;
IV- preparar o aluno para receber-se integrante, corresponsável e agente
transformador, identificando elementos que contribuam para a conservação e
valorização do meio ambiente;
V- desenvolver no trabalhador as competências básicas, especificas e de gestão,
que lhe permitam atuar de maneira crítica, criativa, consciente e participativa na
sociedade, exercendo um papel de agente de mudança;
VI- formar o indivíduo critico, que conheça e valorize a pluralidade do
patrimônio sociocultural e econômico, sem discriminação de qualquer natureza.
CAPÍTULO II
DA ESTRUTURA DA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE
NÍVEL MÉDIO

Art. 7º Os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio ministrados


pela ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS têm sua organização
prevista na Lei nº 9394/96, Decreto Federal nº 5.154 de 23-07-2004 e legislação
complementar para a Educação Profissional.

Art. 8º Os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio serão


oferecidos de forma concomitante e/ou subsequente, tendo como pré-requisito a
condição do candidato estar matriculado no Ensino Médio em escolas da Rede Pública
Estadual de Ensino ou já ter concluído estudos em nível médio, nas modalidades regular
ou de Educação de Jovens e Adultos em escolas públicas ou privadas.

Art. 9º Os cursos de Educação Profissional Técnica, oferecidos de forma


concomitante ou subsequente serão organizados em módulos, com carga horária mínima
conforme legislação especifica, respeitada as características, as competências
profissionais para a respectiva habilitação profissional terão os seguintes objetivos:
I- Oportunizar a formação de jovens e adultos, facilitando sua relação com os
setores econômico, social e político;
II - Ampliar a oferta e democratizar o acesso a cursos técnicas de nível médio,
público e gratuitos;
III - Promover a transição entre a escola e o mundo do trabalho, capacitando
jovens e adultos com conhecimentos e habilidades gerais e especificas para de
atividades produtivas;
IV- Qualificar, profissionalizar e atualizar jovens e adultos e jovens
trabalhadores, visando a formação de recursos humanos para atividades produtivas.

CAPÍTULO III
DA COMPOSIÇÃO DOS CURRÍCULOS DA EDUCAÇÃO
PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO

Art. 10º A organização curricular da Educação Profissional Técnica de nível


médio oferecida de forma concomitante e subsequente, será organizada observando as
diretrizes curriculares nacionais para a Educação Profissional centradas no conceito de
competências profissionais.

Art. 11º Competência profissional é entendida como a capacidade de mobilizar,


articular e colocar em ação valores, conhecimentos e habilidades necessárias para o
desempenho eficiente e eficaz de atividades requeridas pela natureza do trabalho.

Art. 12º Os Eixos Tecnológicos curriculares orientam a definição dos


componentes essenciais e complementares do currículo, expressam a trajetória do
itinerário formativo, direcionam a ação educativa e estabelecem as exigências
pedagógicas.

Art. 13º No desenvolvimento dos currículos sendo contemplados estudos sobre


ética, empreendedorismo, normas técnicas e de segurança do trabalho e redação de
documentos técnicos.
Art.14º O currículo da Educação Profissional Técnica de Nível Médio será
estruturado em disciplinas agrupadas em Módulos, do acordo a especificação do Plano
Curricular.
Art. 15º A estruturação modular garantir a relação entre os conhecimentos
teóricos e práticos necessários ao desempenho competentes da ocupação.

Art. 16º Os módulos constituem unidades pedagógicos autónomas e completas


em si mesmas são compostas de componentes curriculares estabelecidas de acordo com
o perfil profissional de competências e habilidades, e que, no seu conjunto, levam a
habilitação profissional em nível técnico.

Art. 17º Os conteúdos expressos nos componentes curriculares organizados de


forma articulada permitem aos alunos vivenciarem experiências a partir da sua realidade
concreta e do seu universo cultural.

CAPÍTULO IV
DA PROPOSTA PEDAGÓGICA

Art. 18º A proposta pedagógica para Educação Profissional Técnica de nível


médio fundamenta-se nos princípios da ética da identidade, da política de igualdade e da
estética da sensibilidade que regem as Diretrizes Curriculares Nacionais para a
Educação Básica.

Art. 19º A proposta pedagógica assegurar o desenvolvimento conjugado de


valores, conhecimentos, habilidades e competências gerais e especificas, mediante
organização que integre uma sólida educação geral a uma consistente formação
profissional.

Art. 20º A ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS através


de sua Proposta Pedagógica irá efetivar o pleno exercício de sua autonomia, que deverá
refletir:
I - Melhor equacionamento possível entre os recursos humanos,
financeiros,técnicos pedagógicos e físicos da escola;
II - Formas de organização da aprendizagem e da inserção da escola em seu
ambiente social, que promovam a aquisição de conhecimentos, competências e valores
previstos em lei;
III-Tomada de consciência dos principais problemas da escola, das
possibilidades de solução e definição das responsabilidades coletivas e pessoais, para
eliminar ou atenuar as falhas detectadas.

CAPÍTULO V
DOS PROGRAMAS E PLANOS DE ESTUDOS

Art. 21º Os programas deverão refletir a concepção de educando e da sociedade


que se quer formar, a forma de organização do trabalho na escola, a postura dos
educadores e metodologia de trabalho, expressando a construção social conhecimento e
propondo sistematização de meios para que es construção se efetive.

Art. 22º Os contatos componentes curriculares estão organizados na Proposta


Pedagogia Curricular e no Projeto Político-Pedagógico do estabelecimento de ensino,
sendo em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Profissional de Técnica de Nível Médio.

Art. 23º Atendendo as conveniências didático pedagógicos, podemos


programas e sua aplicação, sofrer modificações, para se adequarem ao nível de
desenvolvimento de cada turma, devendo neste caso submetidos, previamente, à
homologação da Direção da unidade de ensino.

Art. 24º Cabe aos professores posicionar-se de maneira crítica, responsável e


construtiva na sala de aula, utilizando o diálogo como forma de medir conflitos de
tomar de ondes coletivas.

Art. 25º O professor deve utilizar-se de diferentes estratégias pedagógicas como


estudos de caso, pesquisas, proposição de problemas, contatos com empresas e
especialistas de área visitas técnicas, oficinas, simulados e de recursos de comunicação:
verbal, visual, auditivo, matemática, gráfica plástica e corporal como meio para
produzir as condições de trabalho, estimular a participação ativa dos alunos, expressar e
comunicar suas ideias a classe e assim produzir conhecimentos.

Art. 26º Escola deve priorizar ensino que tenha por objetivo, a busca de
informações e recursos tecnológicas para adquirir e construir conhecimentos,
preparando assim, o Educando na cidadania.
Art. 27º Os programas e planos de desenvolvimento dos conteúdos curriculares
serão fundamentados na construção do conhecimento voltados para contextualização
histórica e social.
Parágrafo único: Sempre que a experiência indicar, os programas podendo
sofrer reajustamentos adaptando-se ao nível dos alunos e a evolução do meio social.

CAPÍTULO VI
DA PRÁTICA PROFISSIONAL

Art. 28º A Educação Profissional Técnica de Nível Médio em sua organização


curricular contemplara estágio supervisionado somente nos cursos técnicos que
compõem o Eixo Tecnológico Ambiente e Saúde.

Art. 29º A prática pedagógica de formação, incluída na carga horário e


desenvolvida ao longo do curso por finalidade proporcionar o aprimoramento
profissional do aluno levando a colocar em prática conhecimentos adquiridos no curso,
de constituir um instrumento de integração e de aperfeiçoamento técnico-cultural.

Art. 30º A prática pedagógica de formação poderá ser desenvolvida


integralmente na escola ou em empresas da região, através de simulações de empresas
ou de departamentos de uma empresa experiências oficiais e demais técnicas de ensino
que permitam o conhecimento do mercado e a vivencia dos alunos em situações
próximas da realidade do setor produtivo.
Parágrafo único: O desenvolvimento de projetos, estudos de casos, realização
de visitas técnicas monitoradas, pesquisas de campo em grupo e individuais e aulas
práticas desenvolvidas em laboratórios, oficinas e salas ambiente garantirão o
desenvolvimento de competências especificas da área de formação

CAPÍTULO VII
DA MATRÍCULA

Art. 31º A matricula será efetuada ou renovada a cada semestre letivo de acordo
com as normas regulamentadoras da legislação vigente.

Art. 32º Será nula, de pleno direito, sem nenhuma responsabilidade da


instituição, a matricula que se fizer com documentos falso ou adulterado, passível o
responsável das penas que a legislação determinar.
Art. 33º Em hipótese alguma será negada a matricula por motivo de etnia,
gênero, condição social, convicção política, crença religiosa e necessidades
educacionais especiais

Art. 34º No ato da matricula, a escola deve informar ao aluno ou seu


responsável se menor de idade, os principais aspectos da organização e funcionamento
do estabelecimento de ensino e do curso.

Art. 35º No ato da matricula o aluno ou seu responsável deve declarar que
conhece as normas regimentais, que deverão estar a disposição do candidato

Art. 36º A matricula pode ser cancelada, em qualquer época, a pedido do


interessado ou por iniciativa da Diretoria do estabelecimento, quando se tratar de
infração grave aos dispositivos regulamentares, devidamente e legalmente apuradas.

Art. 37º Tem sua matricula cancelada o aluno que, sem justificativa, deixar de
comparecer a escola até o 25 (vigésimo quinto) dia letivo consecutivo, após o início das
aulas ou a contar da data de efetivação da matricula, se esta ocorrer durante semestre
letivo.
Art. 38º Antes de efetuar o cancelamento da matricula, a direção da escola deve
entrar em contato com o aluno e seus responsáveis, alertando-os sobre a importância do
cumprimento da obrigatoriedade da frequência escolar.

Art. 39º Obedecida a legislação aplicável os candidatos à matricula devem


reunir os seguintes requisitos:
I- Estar matriculado no Ensino Médio em escolas da Rede Pública ou comprovar
a conclusão dos seus estudos nível médio, nas modalidades regular ou de Educação de
Jovens Adultos
II- Apresentação dos documentos exigidos,
III - Para ingresso no primeiro módulo dos cursos Técnico em Administração e
Técnico em Informática, o aluno deverá possuir no ato da matricula, no mínimo 18 anos
completos

Art. 40º Obedecida a legislação aplicável conforme o caso, serão exigidos os


seguintes documentos:
I - Requerimento de matrícula;
II- Fotocópia de certidão de nascimento e /ou casamento;
III- Documento de identidade;
IV- Histórico escolar, comprovando a escolaridade concluída em curso;
V- Declaração de frequência assinada pelo (a) Diretor (a) ou representante da
escola estadual se o candidato estiver regularmente matriculado no ensino médio ou na
Educação de Jovens e Adultos, em escola da Rede Pública;
VI- 2 (dois) retratos 3x4;
VII- CPF.
§ 1º Provisoriamente, o comprovante de escolaridade de conclusão de estudos
em nível médio –Histórico Escolar, com validade não superior a 30 (trinta) dias, poderá
ser aceita por Declaração Provisória da escola de origem devidamente assinada pelo
Diretor e secretário.
§ 2º Será exigida comprovação de estar em dia com o Serviço Militar e a Justiça
Eleitoral, dos alunos com idade própria de acordo com a legislação aplicável.
§3º Por determinação legal dos órgãos competentes, ou ainda, em razão de
conveniência administrativa ou pedagógico, poderá o estabelecimento exigir outros
documentos para a aceitação da matricula.

CAPÍTULO VIII
DA FREQUÊNCIA

Art.41º Será exigida a frequência mínima, obrigatória.de 75% (setenta e cinco


por cento) da carga horária semestral, para aprovação.
§1º A apuração da frequência deve ser computada por dia letivo e por conteúdo
curricular, pelo professor.
§2º O aluno com frequência inferior a 75% (setenta e cinco por cento) poderá ser
reclassificado no período seguinte após ser submetido a avaliação que irá demonstrar
seu grau de conhecimento ou nível de aprendizagem.
§3º Cabe Secretaria da Escola transcrever os registros da frequência para os
assentamentos individuais do aluno e fazer a apuração no final de cada módulo
curricular.

CAPÍTULO IX
DO ATENDIMENTO A ALUNOS EM SITUAÇÃO ESPECIAL
Art.42º Aos alunos que se encontram nas situações previstas do Decreto Lei nº
1044, de 21 de outubro de 1969, comprovadas mediante laudo médico fornecido por
órgão oficial será permitido atendimento especial com atribuições de trabalhos
domiciliares compatíveis a seu estado de saúde e às possibilidades de escola.
Art.43º É vedado o atendimento especial quando a situação excepcional
perdurar por todo período, e de acordo com as características dos cursos.

TÍTULO III
DA AVALIAÇÃO ESCOLAR

CAPÍTULO I
DA VERIFICAÇÃO DO DESEMPENHO

Art.44 ºA verificação do desempenho escolar busca avaliar o grau de


desenvolvimento do aluno, levantar as dificuldades a fim de programar ações
educacionais necessárias.

Art.45º A avaliação de aprendizagem deve apresentar as seguintes


características:
I- ser continua, processual e cumulativa;
II - ser informativa, dinâmica e participativa;
III- ser diagnostica e investigativa;
IV- utilizar vários instrumentos, recursos e procedimentos.

Art. 46º As características apresentadas no artigo anterior vão significar para o


professor que: a avaliação é um processo parta acompanhar o desenvolvimento da
aprendizagem do aluno, ou, seja, da aquisição de competências e habilidades
necessárias à sua formação; a avaliação é um processo para verificar a eficácia do
trabalho docente, permitindo corrigir e rever ações em busca de uma adequação às
características dos alunos.
Parágrafo único:Para o aluno avaliação representa um momento de
aprendizado, na medida em que propicia a tomado de consciência dos seus progressos e
dificuldades.
SEÇÃO I
DAS FORMAS DE AVALIAÇÃO

Art. 47º A avaliação, como parte integrante dos processo educativo, acontecerá
ao longo do curso, por meio de vários instrumentos e procedimentos como estudo de
caso, oficinas, visitas técnicas pesquisas em grupo e individuais, simulações de
empresas ou de departamento de uma empresa, seminários, auto avaliações e outros
defendidos pelo professor e pela escola, de modo a permitir reflexão-ação-reflexão da
aprendizagem e a apropriação do conhecimento, resgatando suas dimensões
diagnosticas ,formativa, processual e somativa.
Art. 48 ºA avaliação do desempenho do aluno deve ser continua e cumulativa,
com prevalência dos aspectos qualitativos do aprendizado do aluno sobre os qualitativos
do aprendizado do aluno sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período
sobre os resultados ao longo do período sobre as eventuais provas finais.
Art. 49ºOs procedimentos, instrumentos e situações de avaliação adotadas pela
Escola podem ser os mais cariados: escritos, orais, trabalhos individuais e coletivos,
observação portfólios, exercícios, pesquisas individuais, em dupla em grupo, relatórios.
Parágrafo único: cabe ao professor observar, interpretar, investigar e
acompanhar o processo de construção do conhecimento do aluno, identificar seus
progressos e utilizar a coleta de informações sobre a aprendizagem dos alunos como
diagnósticos para as intervenções pedagógicas necessárias.

SEÇÃO II
DA DISTRIBUIÇÃO DOS PONTOS

Art.50º A avaliação no curso será continua mediante atualização de variados


instrumentos e procedimentos que possibilitem a medida do desempenho, do ritmo ou
seja, a comparação entre os objetivos propostos e as aprendizagens alcançadas ao final
do período letivo.

Art. 51º A avaliação será expressa em pontos cumulativos, numa escala de 0


(zero) a 100(cem) por componente curricular, assim distribuídos:
I- 60 pontos: em atividades escritas no art. 49;
II- 40 pontos: em provas ou testes definidos pelo professor.

Art. 52º Os pontos em cada disciplina poderão ser distribuídos em 2 (duas)


etapas letivas:
I - 1ª etapa (40) pontos;
II - 2ª etapa (60) pontos:
CAPÍTULO II
DA APROVAÇÃO

Art. 53º Na aprovação do aluno serão considerados:


I- A avaliação do aproveitamento;
II - Apuração e assiduidade.

Art. 54º Será considerado aprovado o aluno que alcançar:


I - Frequência mínima obrigatória de 75%(setenta e cinco por cento) da carga
horária do semestre, no conjunto de conteúdos curriculares ministrados em cada
módulo.
II - Aproveitamento mínimo (60 sessentas) pontos cumulativos, por conteúdo
curricular ministrado em cada módulo.

CAPÍTULO III
DOS ESTUDOS DE RECUPERAÇÃO

Art. 55º Os estudos de recuperação são destinados ao aluno que não atingir o
mínimo de 60 (sessenta) pontos, com o objetivo de proporcionar novas oportunidades
de aprendizagem para superar deficiências verificadas no seu desempenho escolar.

Art. 56º As deficiências e dificuldades apresentadas pelo aluno no processo de


aprendizagem serão detectadas através de avaliações continuas considerando os
objetivos estabelecidos no plano curricular e a organização didática adotada pelo curso.

Art. 57º A escola deve organizar e oferecer aos alunos diferentes oportunidades
de aprendizagem em seu Plano de Intervenção Pedagógico, ao longo de todo semestre
letivo após cada trimestre e no período de férias, a saber:
I- Estudos contínuos de recuperação, ao longo do processo de ensino
aprendizagem, constituídos de atividades especificamente programadas para o
atendimento ao aluno ou grupos de alunos que não adquiriam as aprendizagens básicas
com as estratégicas adotadas em sala de aula;
II- Estudos periódicos de recuperação, aplicados imediatamente após o
encerramento de cada trimestre, para o aluno ou grupo de alunos que não apresentarem
domínio das aprendizagens;
III- Estudos independentes de recuperação no período de férias escolares, com a
avaliação antes do início do semestre letivo subsequente, quando as estratégicas de
intervenção pedagógica previstas nos incisos I e II não tiveram sido suficientes para
atender ás necessidades mínimas de aprendizagem do aluno.
Parágrafo único: O Plano de estudos independentes de recuperação para o
aluno que não apresentou domínio no (s) temas (s) ou tópicos necessários (s) à
continuidade do percurso escolar deve ser elaborado pelo professor responsável pelo
Componente Curricular entregue ao aluno, no período compreendido entre o término do
ano letivo e o encerramento do ano escolar.

Art. 58º Será adotado o regime de prorrogação parcial, podendo o aluno que não
apresentar desempenho mínimo exigido em até três componentes curriculares,
matricular –se no módulo seguinte para cursar sob a forma de estudos orientados,
conforme plano de Intervenção Pedagógico, ao longo do período letivo subsequente, as
disciplinas objetivo de reprovação.
Parágrafo Único: Os estudos previstos no Plano de Intervenção Pedagógico
devem ser desenvolvidos, obrigatoriamente, pelo (s) professor (es) do (s) componentes
(s). Curricular (es) ou área a fim, sob orientação do coordenador, do semestre letivo
imediato ao da ocorrência.

Art. 59º O aluno concluirá o curso, somente quando obtiver aprovação em todas
as disciplinas do currículo, inclusive as que se encontrar em regime de progressão.

Art. 60º Os Instrumentos de avaliação, a serem utilizados para verificação da


aprendizagem do aluno após estudo independente, devem ser variados, incidir sobre os
conceitos e habilidades fundamentais das disciplinas.
Art. 61º Os pontos distribuídos durante os estudos de recuperação terão o valor
equivalente ao total de pontos distribuídos na etapa letiva.

CAPÍTULO IV

DA RECLASSIFICAÇÃO DO ALUNO NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL

Art. 62º Excepcionalmente, o aluno que apresentar desempenho satisfatório e


frequência inferior a 75%(setenta e cinco por cento), no final do período letivo, poderá
ser submetido à reclassificação, para definir o grau de desenvolvimento e experiência do
aluno, posiciona- lo no semestre letivo subsequente permitindo-lhe o prosseguimento de
estudos.
§1º O processo de reclassificação será aplicado ao aluno cujas faltas tenham
ocorrido em situação especial, devidamente comprovada.
§2º Caberá ao Conselho de Classe analisar a situação especial e decidir sobre a
reclassificação do aluno.

Art. 63º Na reclassificaçãoo aluno será submetido a um processo de avaliação


de seu desempenho, compreendendo atividades que possam demonstrar o grau de
desenvolvimento e experiência ou permitir o prosseguimento dos estudos no módulo
curricular seguinte.

Art. 64º Serão distribuídos 100(cem) pontos nas atividades do processo de


reclassificação, para cada conteúdo curricular que compõe o módulo curricular a que o
aluno será submetido.
Art.65º Será considerado em condições de prosseguir estudos, o aluno o que
alcançar o mínimo de 60(sessenta pontos) em cada conteúdo curricular que compõe o
módulo.

Art. 66º- Serão arquivados, na pasta individual do aluno, todo os documentos


que fundamentarem a reclassificação, a saber:
I-Requerimento do aluno, ou responsável, quando menor;
II- Atas de reuniões de conselho de classe;
III- Provas e trabalhos exigidos nas atividades de reclassificação.
Parágrafo único: Deverão constar do histórico escolar do aluno, por ocasião de
transferência ou conclusão de curso, informações sobre o processo de reclassificação do
aluno.

CAPÍTULO I

TÍTULO I

DA ACELERAÇÃO DO ALUNO DO 3º ANO DO ENSINO MÉDIO


Art. 67º -O Presente Adendo define a estrutura didática pedagógico para a
aceleração de alunos que ainda estão cursando o 3º ano do ensino médio ministrado pela
ESCOLA ESTADUAL SANTA JULIANA 1º E 2º GRAUS, situada na Rua José Pedro
Borges, nº 266, Bairro Centro, Santa Juliana MG, e tenham ingressado no curso superior
precocemente através da aprovação do vestibular.
Art. 68º - Prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9394/96), a
reclassificação pode ser usada em escolas públicas e privadas para aceleração do aluno
que, antes de concluir o 3º ano do ensino médio, ingressou no ensino superior através do
vestibular realizado antes mesmo da conclusão do ensino médio.

Art. 69º - A aceleração, neste caso, deve ser realizada tendo como referência as
competências do aluno, diagnosticada em uma única avaliação, contendo todos os
conteúdos que compõe o currículo da base nacional comum da série/ano no qual o aluno
está frequente e matriculado.
§1º Uma redação de Língua Portuguesa deve ser obrigatoriamente incluída.
§ 2º O aluno deverá atingir no mínimo 60 (sessenta) pontos em cada conteúdo
para ser aprovado na referida avaliação.

Art. 70º– A solicitação da aplicação da avaliação de aceleração deveráser feita


pelos pais ou responsáveis pelo aluno, por meio de requerimento dirigido à escola.
§1º Os responsáveis deverão apresentar, juntamente com o requerimento
devidamente preenchido, uma cópia do processo judicial para arquivo da escola.

TÍTULO II

DA ORGANIZAÇÃO DIDÁTICO PEDAGÓGICA


Art. 71º - A avaliação deverá ser organizada pelos professores da referida turma
do aluno, e deverá ser aplicada pelo supervisor escolar responsável pelo turno no qual o
aluno frequenta, na sala das Especialistas da Educação Básica.

Art. 72º - O aluno terá o prazo de 4h e 30 min para a realização da avaliação.

TÍTULO III
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 73º - Realizada a avaliação, o aluno deverá aguardar o resultado para
continuar com os tramites legais perante a justiça.
§1º A escola terá o prazo máximo de 3 dias para a devolutiva do resultado desta
avaliação.

Art. 74º - Todos os documentos, a avaliação e o resultado desta aceleração


deverá ser arquivada na pasta pessoal do aluno.

Parágrafo único: Todo o processo de aceleração deverá constar em ata,


devidamente assinada por todos os envolvidos: Aluno, pais ou responsáveis,
professores, equipe pedagógica e equipe gestora.

CAPÍTULO VI
DOS CERTIFICADOS E DIPLOMAS

Art. 75º O “Plano de Curso” da Escola deverá ser organizado de acordo com a
Resolução CCE/MG nº458/2013 e encaminhado ao órgão competente do sistema de
ensino para a devida aprovação, devendo também os seus cursos Técnicos e Nível
Médio estar inseridos Sistema de Informação e Supervisão e Tecnologia SISTE, para
validação do certificado.

Art. 68º Os diplomas de técnico deverão explicar corresponde título de técnico


ou técnica na respectiva habilitação profissional, mencionando o eixo tecnológico o
qual o mesmo se vincula. O Diploma de Técnico em Nível Médio será conferido
somente aos alunos que apresentarem comprovante de conclusão do ensino médio.

Art. 69º Os certificados de qualificação profissional deverão explicar o título da


ocupação certificada.

Art.70º Os Históricos escolares que irão acompanhar os certificados e diplomas


deverão explicar, também, as competências definidas no perfil profissional de conclusão
do curso.

TÍTULO IV
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art .71º Caberá à Direção da Escola promover meios a leitura e analise do
Adendo ao Regime Escolar, o qual deverá ser colocado em local de fácil acesso e à
disposição dos interessados.

Art. 72º As normas expressas no presente Adendo deverão ser adotadas pela
Escola.

Art. 73º Incorporam- se, automaticamente, a este Adendo e alteram os


dispositivos que com ele conflitem, as disposições de lei e instruções ou normas de
ensino emanadas de órgão ou poderes componentes.

Art. 74º Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria da Escola e órgãos
competentes da Secretaria de Estado da Educação salvo no que contrariar
expressamente norma legal.
Base legal
Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Centro Gráfico
do Senado Federal,1998.
_______. Lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional nº 9.394, de 20 de
dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, Brasília:
Congresso nacional, 1996
________. Decreto nº 5.154, de 23 de julho de 2004. Regulamenta o § 2º do
art.36 e os art.39 a 41 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, e dá outras providências. Brasília, DF: 23 de
julho de 2004.
________. Lei nº 11.741, de 16 de julho de 2008.Altera dispositivos da Lei nº 9.394, de
20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para
redimensionar, institucional e integrar as ações da educação profissional e tecnológica
de nível médio, da educação de jovens e adultos e da educação profissional e
tecnológica. Brasília, DF:16 de julho de 2008.
________-. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara
de Educação Básica.Resolução Nº 3, de 9 de julho de 2008.Dispõe sobre a instituição e
implantação do catalogo nacional de recursos técnicos de nível médio. Disponível
em:htt//portal.mec.gov.br/setec/arquivos/pdf/recb003-08.pdf;Acesso em:03 fev.2016.
_________. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara
da Educação Básica. Parecer CNE/CEB Nº11, de 09 de maio de 2012.Diretrizes
Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio.
Brasília, DF: 09 de maio de 2012.
_________. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara
de Educação Básica. Resolução CNE/CEB Nº06, de 20 de setembro de 2012.Define
diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio.
Brasília, DF, 20 de setembro de 2012.
__________. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara
da Educação Básica. Resolução CNE/CEB Nº01, de 05 de dezembro de
2014.Atualçize e define novos critérios para a composição do Catálogo Nacional de
Cursos Técnicos, disciplinando e orientando os sistemas de ensino e as instituições
públicas e privadas de educação profissional e Tecnológico quanto à oferta de cursos
técnicos de nível médio em caráter experimental, observando o disposto no art.81 da
Lei nº 9.394/96(LDB) e nos termos art.19 da resolução CNE/CEB Nº06/2012 Brasília,
DF :08 de dezembro de 2014.
__________. Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução
SEE Nº 2,245, de 28 de dezembro de 2012. Regulamenta o disposto do Decreto
Estadual Nº 45.085,de 08 de abril de 2009,que dispõe sobre a transferência, utilização e
prestação de contas de recursos financeiros repassadas ás caixas escolares vinculadas ás
unidades estaduais de ensino.
___________. Nota informativa nº 01/2017/SB/SEM/DIEP. Orientações para
organização a realização de estágios curriculares obrigatórios ou não obrigatórios de
alunos dos cursos Técnicos de nível Médio de Rede Estadual de Educação
Profissional-REDE.
________. Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE
Nº 3.204, de dezembro de 2016.Estabelece critérios e define procedimentos para
inscrição e classificação de candidatos à designação para o exercício de função pública
de Professor de Educação Básica nas escolas da Rede Estadual de Ensino que ofertam
Estadual Profissional, Técnica de Nível Médio.
_________. Secretária de Estado de Educação de Minas Gerais. Resolução SEE
Nº 3.205, de dezembro de 2016.Resolução SEE nº 320, de dezembro de 2016.Estalece
normas para a organização de Quadro de Pessoal das Escolas Estaduais e a Designação
para o exercício de função pública na Rede Estadual de Educação Básica a partir de
2017 e dá outras providências.
__________. Orientação complementar nº 03/2017/SB/SEM/DIEP. Dispõe de
instruções complementares para organização do Quadro de Pessoal e designação para o
exercício de função pública de Professor de Educação Básica nas escolas estaduais da
Rede Estadual que ofertam Educação Profissional de nível Médio –REDE.
__________.Oficio circular DGDC.SRH N.1082016. Orienta sobre a
expedição de autorização para lecionar nos cursos de Educação Profissional Técnica de
nível Médio ofertados nas escolas estaduais.

ADENDO Nº 01/2020 AO REGIMENTO ESCOLAR


Adendo de Acréscimo Regimental
Regime Especial de Atividades Não Presenciais e Regime Especial de
Teletrabalho

Adendo Regimental n. 1/2020.


Assunto: Acrescenta ao Regimento Escolar vigente informações a respeito do Regime
Especial de Teletrabalho e do Regime Especial de Atividades Não Presenciais. O
Regimento Escolar da Escola Estadual Santa Juliana 1º e 2º Graus do município de
Santa Juliana 1º e 2º Graus passa a vigorar com os seguintes acréscimos:

TÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º O presente Adendo define as formas de organização do Regime Especial de


Atividades Não Presenciais (REANP) a ser ministrado pela Escola Estadual Santa
Juliana 1º e 2º Graus, do município de Santa Juliana - MG e a realização do Regime
Especial de Teletrabalho pelos servidores lotados na instituição, instituídos pela
Resolução SEE n. 4.310, de 17 de abril de 2020.
Art. 2º Este estabelecimento, considerando as determinações da Lei 9.394/96, de
20/12/1996, da Medida Provisória n. 934, de 1/4/2020, do Parecer CNE/CP n. 5/2020,
de 28/4/2020, da Deliberação do Comitê Extraordinário COVID-19 n. 43, de 13/5/2020,
alterada pela Deliberação do Comitê Extraordinário COVID-19 n. 46, de 14/5/2020, do
Parecer CNE/CP n. 9/2020, de 8/6/2020, da Resolução CEE/MG n. 474/2020, de
8/5/2020, da Resolução SEE n. 4.310/2020, de 17/4/2020, alterada pelas Resoluções
SEE n. 4.329/2020, de 15/5/2020 e n. 4.336, de 29/5/2020, oferecerá o REANP aos
estudantes matriculados na instituição, durante o período de emergência e de
implementação das medidas de prevenção ao contágio e enfrentamento da pandemia de
doença infecciosa viral respiratória causada pelo agente Coronavírus (COVID-19), para
cumprimento da carga horária mínima exigida, bem como organizará o Regime Especial
de Teletrabalho dos servidores lotados na unidade escolar.

TÍTULO II
DO REGIME ESPECIAL DE TELETRABALHO
Art. 3º Considera-se teletrabalho a atividade laboral executada, no todo ou em parte, em
local diverso daquele estabelecido para a realização do trabalho presencial, mediante a
utilização de tecnologias de informação e de comunicação que permitam a execução
remota das atribuições inerentes ao cargo, emprego ou função.
Art. 4º Enquanto durar o estado de CALAMIDADE PÚBLICA, esta Escola
permanecerá fechada, conforme Deliberações do Comitê Extraordinário COVID-19 e os
servidores lotados e em exercício na unidade escolar nos cargos/carreiras de Diretor de
Escola, Vice-Diretor de Escola, Coordenador de Escola, Secretário de Escola, Assistente
Técnico de Educação Básica (ATB), Auxiliares de Serviços de Educação Básica (ASB)
e Assistente de Educação (ASE) (deixar apenas os cargos que fazem parte do quadro de
pessoal da instituição) estarão, preferencialmente, na modalidade do Regime Especial
de Teletrabalho.
Art. 5º A designação dos servidores para a realização do serviço no Regime Especial
de Teletrabalho na unidade escolar será precedida pela elaboração, pelo Gestor Escolar,
do mapeamento escolar de viabilidade e prioridades, conforme modelo disponível no
ANEXO III da Resolução SEE n. 4.310/2020, de 17/4/2020.
Art. 6º A designação dos servidores que, excepcionalmente, realizarem suas atividades
no regime presencial, será precedida pela elaboração, pelo Gestor Escolar, do plano de
escalonamento/rodízio de servidores, conforme modelo disponível no ANEXO II da
Resolução SEE n. 4.310/2020, de 17/4/2020, e mediante a aprovação pela
Superintendência Regional de Ensino (SRE).
Art. 7º Qualquer atendimento ao público que se faça necessário deverá ser realizado por
meio eletrônico os servidores indicados pelo Diretor da Escola evitando, assim, a
presença de pessoas nas unidades escolares até o retorno das atividades presenciais.
Art. 8º O servidor que desempenhar suas atividades no regime especial de teletrabalho
deverá:
I – cumprir diretamente as atividades relacionadas ao regime especial de teletrabalho,
previstas no respectivo plano individual de trabalho, sendo vedada a utilização de
terceiros, servidores ou não, para a execução das atividades;

II – consultar regularmente a caixa de correio eletrônico institucional, conforme


periodicidade pactuada com a chefia imediata;

III – atender prontamente, durante o horário da jornada de trabalho, a toda e qualquer


solicitação da chefia imediata para prestar esclarecimentos sobre as atividades
desempenhadas e sobre o cumprimento das demandas estabelecidas;

IV – elaborar relatório, na periodicidade estabelecida pela chefia imediata, descrevendo


de forma detalhada as entregas realizadas;

V - observar as normas e procedimentos relativos ao sigilo e confidencialidade das


informações.

CAPÍTULO I

DAS ATRIBUIÇÕES DOS SERVIDORES DURANTE O REGIME ESPECIAL


DE ATIVIDADES NÃO PRESENCIAIS/REGIME ESPECIAL DE
TELETRABALHO

Art. 9º Durante o período de suspensão das atividades escolares presenciais, os


servidores lotados nas escolas, sem prejuízo das suas atribuições já previstas na
legislação vigente, deverão observar as orientações complementares da Secretaria de
Estado de Educação (SEE) para garantir a oferta do REANP e a realização de outras
ações extraordinárias, voltadas ao atendimento dos estudantes durante o período do
Regime Especial de Teletrabalho.

SEÇÃO I
Das atribuições do Gestor Escolar

Art. 10º São atribuições do Gestor Escolar:


I - coordenar e participar do processo de adequação do Projeto Político Pedagógico
(PPP) e do Regimento Escolar, conforme orientações do Conselho Estadual de
Educação (CEE);
II - validar o preenhimento das informações contidas no formulário anexo I da
Resolução SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020 - Registros das Atividades do Plano de
Estudos Tutorado (PET) e cumprimento da carga horária;
III - elaborar e preencher o plano de escalonamento/rodízio de servidores que,
excepcionalmente, executem suas atividades em regime presencial na unidade escolar,
conforme modelo disponibilizado no anexo II - PLANO DE
ESCALONAMENTO/RODÍZIO DE SERVIDORES, EM REGIME PRESENCIAL NA
UNIDADE ESCOLAR, da Resolução SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020, bem como
proceder com o envio do referido documento ao(à) Superintendente Regional de
Ensino;
IV - elaborar mapeamento escolar de viabilidade e prioridades para implementação do
Regime Especial de Teletrabalho na unidade escolar e proceder com o Preenchimento
do RP1 para controle e registro pela SRE, conforme ANEXO III - MAPEAMENTO DE
VIABILIDADES E PRIORIDADES DA UNIDADE ESCOLAR - REGIME
ESPECIAL DE TELETRABALHO da Resolução SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020;
V - designar atividades aos servidores da unidade escolar em regime especial de
teletrabalho, mediante preenchimento de plano de trabalho individual, conforme modelo
disponível no ANEXO IV - PLANO DE TRABALHO INDIVIDUAL da Resolução
SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020;
VI - acompanhar a execução do plano de trabalho individual dos servidores da unidade
escolar e validar o relatório de atividades que deverá ser elaborado por cada servidor,
conforme modelo disponível no ANEXO V - RELATÓRIO DE ATIVIDADES, da
Resolução SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020;
VII - assegurar o controle interno de distribuição do PET, conforme modelo disponível
no ANEXO VI - CONTROLE INTERNO DE DISTRIBUIÇÃO DO PLANO DE
ESTUDOS TUTORADO (PET), da SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020, e proceder
com o seu envio, em período a ser estabelecido, para controle e registro pela SRE. A
partir de 30/6/2020, esse controle passou a ser realizado por meio do preenchimento do
Sistema de controle de distribuição dos PET, conforme disposto no
Memorando-Circular SEE/SE nº 28 de 30 de junho de 2020;
VIII - avaliar e identificar as atividades passíveis de execução pelo Regime Especial de
Teletrabalho e os servidores aptos a exercê-las;
IX - reorganizar o Calendário Escolar, em momento oportuno, conforme orientações da
SEE, visando minimizar as perdas aos estudantes em razão da suspensão das atividades
escolares presenciais;
X - solicitar ao corpo docente as atividades escolares que deverão ser apresentadas ao
Especialista em Educação Básica (EEB) ou ao Vice-Diretor de Escola, em
conformidade com as orientações complementares enviadas SEE;
XI - acompanhar, juntamente com o EEB, todo o processo de execução do REANP para
as orientações e intervenções necessárias;
XII - utilizar de estratégias diversas para divulgar, a toda a comunidade escolar, as
informações sobre as ações a serem realizadas pela unidade escolar no período de
suspensão das atividades escolares presenciais;
XIII - garantir a formalização do contato constante com todos os estudantes e
responsáveis, conforme o caso, para repasse e recebimento das atividades escolares
realizadas no período de suspensão das aulas presenciais;
XIV - garantir a entrega, aos estudantes que não possuem acesso à internet, do PET
impresso, com o apoio da SRE. A entrega desse material poderá ser realizada por meio
dos serviços postais ou de outra forma colaborativa construída junto à comunidade,
desde que, obrigatoriamente, sejam acatadas as orientações das autoridades da área de
saúde.
XV - garantir o retorno das atividades para correção do professor, nos termos do artigo
12 Resolução SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020;
XVI - acompanhar e registrar o recebimento do PET, garantindo a correção, a
devolutiva das atividades escolares programadas e o respectivo registro nos documentos
escolares;
XVII - fazer o acompanhamento e o registro dos formulários e documentos que atestem
a realização do teletrabalho para a manutenção da regularidade da vida funcional de
seus servidores, com o apoio de sua equipe - Secretário de Escola e Vice-Diretor de
Escola;
XVIII - cumprir, no que couber, as obrigações assumidas quando da assinatura do
Termo de Compromisso (Anexo II da Resolução SEE nº 4.127 de 23 de abril de 2019, e
Anexo III das Resoluções SEE nº 4.129 de 03 de maio de 2019 e nº 4.130 de 03 de maio
de 2019), no REANP/Regime Especial de Teletrabalho, resguardadas as restrições
impostas pelo isolamento social.
Art. 11º Enviar o Plano de escalonamento/rodízio de servidores à/ao Superintendente
Regional de Ensino mensalmente, em data definida pela SRE.
SEÇÃO II
Das Atribuições do Vice-Diretor de Escola
Art. 12º São atribuições do Vice-Diretor:
I. participar do processo de adequação do PPP e do Regimento Escolar, conforme
orientações do CEE;
II. contribuir, de forma integral e solidária, com o Gestor Escolar em todas as ações
necessárias para o desenvolvimento das atividades da unidade escolar durante o
REANP/Regime Especial de Teletrabalho;
III. cumprir, no que couber, as obrigações assumidas quando da assinatura do Termo de
Compromisso (Anexo II da Resolução SEE nº 4.127 de 23 de abril de 2019, e Anexo III
das Resoluções SEE nº 4.129 de 03 de maio de 2019 e nº 4.130 de 03 de maio de 2019),
no REANP/Regime Especial de Teletrabalho, resguardadas as restrições impostas pelo
isolamento social;
IV. substituir o Gestor Escolar, no caso de afastamento temporário ou vacância do cargo,
nos termos da Resolução SEE nº 4.127, de 23 de abril de 2019;
V. estar à disposição do Gestor Escolar, durante seu horário de trabalho regular, para
atendimento a eventuais atividades inerentes ao desempenho de sua função.

SEÇÃO III
Atribuições do Secretário de Escola e Assistente Técnico de Educação Básica
(ATB)
Art. 13º Compete ao Secretário de Escola e ao ATB:
I. participar do processo de adequação do PPP e do Regimento Escolar, conforme
orientações do CEE;
II. manter atualizados os dados referentes às formas de contato com estudantes e
servidores da unidade escolar, por meio da planilha “ Acompanhamento Forma de
Contato” encaminhada pela SRE, para futuro encaminhamento do PET, sob o
acompanhamento do Gestor Escolar;
III. arquivar o ANEXO I - REGISTRO DAS ATIVIDADES DO PLANO DE
ESTUDOS TUTORADO E CUMPRIMENTO DA CARGA HORÁRIA da Resolução
SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020, quando do retorno às atividades presenciais, na
pasta do estudante, para fins de comprovação das atividades realizadas, do cumprimento
do currículo e da carga horária anual a que o estudante tem direito;
IV. organizar, caso Secretário Escolar, as atividades a serem realizadas pelos ATB no
REANP/Regime Especial de Teletrabalho, junto ao Gestor Escolar;
V. realizar as atribuições delegadas pelo Gestor Escolar no que se refere ao
REANP/Regime Especial de Teletrabalho;
VI. contribuir, de forma integral, com o Gestor Escolar em todas as ações necessárias
para o desenvolvimento das atividades da unidade escolar durante o REANP/Regime
Especial de Teletrabalho;
VII. estar à disposição do Gestor Escolar, durante seu horário de trabalho regular, para
atendimento a eventuais atividades inerentes ao desempenho de sua função.

SEÇÃO IV
Das Atribuições do Especialista em Educação Básica (EEB)
Art. 14º São atribuições do EEB:
I. coordenar e participar do processo de adequação do PPP e do Regimento Escolar,
conforme orientações do CEE;
II. acompanhar todo o processo de execução do REANP pelos professores da escola,
para as orientações e intervenções necessárias;
III. analisar e orientar ajustes que se fizerem necessários às atividades não presenciais
formuladas pelos professores, em conformidade com o disposto neste
Memorando-Circular e as orientações complementares a serem enviadas pela SEE;
IV. articular, em conjunto com o Gestor Escolar, a comunicação com o estudante e os
pais/responsáveis visando orientar sobre as ações escolares a serem realizadas durante o
período não presencial, observando as recomendações de isolamento social;
V. acompanhar a devolução do PET realizado pelos estudantes e garantir o registro das
respectivas atividades nos documentos escolares, conforme ANEXO I da Resolução
SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020;
VI. validar previamente todo o material disponibilizado aos estudantes pelos
professores, durante o período de Regime Especial de Teletrabalho;
VII. contribuir, de forma integral, com o Gestor Escolar em todas as ações necessárias
para o desenvolvimento das atividades da unidade escolar durante o REANP/Regime
Especial de Teletrabalho;
VIII. estar à disposição do Gestor Escolar, durante seu horário de trabalho regular, para
atendimento a eventuais atividades inerentes ao desempenho de sua função.

SEÇÃO V
Das Atribuições do Professor de Educação Básica (PEB) e Professor Eventual
Art. 15º São atribuições do PEB e Professor Eventual:
I. participar do processo de adequação do PPP e do Regimento Escolar, conforme
orientações do CEE;
II. planejar e elaborar as atividades não presenciais a serem entregues ao EEB, para
análise e orientação quanto a eventuais ajustes necessários, em consonância com os
documentos curriculares emanados da SEE;
III. utilizar os canais de comunicação disponíveis para contato com o EEB, com os
estudantes ou pais/responsáveis, a fim de sanar possíveis dúvidas relacionadas às
atividades não presenciais, de forma a orientar e garantir a qualidade do serviço
prestado, observando as recomendações de distanciamento social;
IV. realizar a correção dos PET entregues pelos estudantes;
V. elaborar o PET para fins de comprovação do cumprimento do currículo e da
composição da carga horária anual estabelecida, para os componentes curriculares
explicitados nas orientações complementares enviadas pela SEE;
VI. registrar as atividades escolares realizadas no período do REANP conforme
orientações da SEE;
VII. manter atualizados os registros nos documentos escolares, relativos:

a) ao seu planejamento;
b) às atividades escolares programadas e às atividades realizadas pelos estudantes,
observando as orientações expedidas pela SEE;

VIII. estar à disposição do Gestor Escolar, durante seu horário de trabalho regular, para
atendimento a eventuais atividades inerentes ao desempenho de sua função.

SEÇÃO VI
Das Atribuições do Professor de Ensino do Uso da Biblioteca (PEUB)
Art. 16º São atribuições do PEUB:
I. participar do processo de adequação do PPP e do Regimento Escolar, conforme
orientações do CEE;
II. participar da implementação do REANP;
III. acompanhar e orientar a realização do PET pelos estudantes;
IV. elaborar e compartilhar com os estudantes atividades, resenhas, resumos, vídeos,
livros em formato digital e/ou outros materiais;
V. compartilhar com os estudantes links de bibliotecas virtuais para consulta e suporte à
realização das atividades disponíveis no PET;
VI. contribuir, de forma integral, com o Gestor Escolar em todas as ações necessárias
para o desenvolvimento das atividades da unidade escolar durante o REANP/Regime
Especial de Teletrabalho;
VII. estar à disposição do Gestor Escolar, durante seu horário de trabalho regular, para
atendimento de eventuais atividades inerentes ao desempenho de sua função.

SEÇÃO VII
Das Atribuições do Professor de Apoio à Comunicação, Linguagens e Tecnologias
Assistivas, Sala de Recursos, Tradutor e Intérprete de Libras e Guia-Interprete
Art. 17º São atribuições do Professor de Apoio à Comunicação, Linguagens e
Tecnologias Assistivas, Sala de Recursos, Tradutor e Intérprete de Libras e
Guia-Interprete:
I. participar do processo de adequação do PPP e do Regimento Escolar, conforme
orientações do CEE;
II. participar da implementação do REANP na escola;
III. acompanhar e orientar, junto aos professores regentes, a realização do PET pelos
estudantes da escola;
IV. adaptar as atividades não presenciais para os estudantes da Educação Especial
utilizando todos os recursos de acessibilidade possíveis e disponíveis com base nas
necessidades identificadas no Plano de Desenvolvimento Individual (PDI) do estudante;
V. orientar pais e responsáveis acerca dos recursos que podem ser utilizados no
cotidiano para possibilitar a execução das atividades em casa;
VI. orientar pais e responsáveis a ampliar o repertório de comunicação dos estudantes;
VII. contribuir, de forma integral, com o Gestor Escolar em todas as ações necessárias
para o desenvolvimento das atividades da unidade escolar durante o REANP/Regime
Especial de Teletrabalho;

VIII. estar à disposição do Gestor Escolar, durante seu horário de trabalho regular, para
atendimento a eventuais atividades inerentes ao desempenho de sua função.

TÍTULO III DO REGIME ESPECIAL DE ATIVIDADES NÃO PRESENCIAIS


(REANP)
CAPÍTULO I
DA REORGANIZAÇÃO DO CALENDÁRIO ESCOLAR

Art. 18º A Escola deverá reorganizar seu Calendário Escolar compreendendo a


realização de atividades escolares não presenciais, para minimizar as perdas aos
estudantes em razão da suspensão das atividades escolares presenciais, assegurando:
I - o cumprimento da carga horária mínima obrigatória;
II - o alcance dos objetivos educacionais de ensino e aprendizagem previstos em sua
Proposta Pedagógica, com qualidade, para o Ensino Fundamental, Ensino Médio e
Educação Profissional ofertado, até o final do período letivo. (A escola deverá informar
apenas as etapas de escolaridade oferecidas.)
Art. 19º A Escola fica dispensada da obrigatoriedade da observância ao mínimo de dias
de efetivo trabalho escolar, desde que cumprida a carga horária mínima anual
estabelecida pela legislação vigente.
Parágrafo único - O estabelecido no caput se aplica, excepcionalmente no ano de 2020,
em decorrência da flexibilização dos dias letivos do Calendário Escolar, prevista na
Medida Provisória nº 934, de 1º de abril de 2020, devido à situação de calamidade
pública decorrente da Pandemia COVID-19.
Art. 20º O cumprimento da carga horária mínima obrigatória será efetivado
considerando a carga horária trabalhada de forma presencial e as atividades não
presenciais através do REANP.
§1º - As atividades do REANP poderão ser mediadas ou não por tecnologias digitais de
informação e comunicação, enquanto persistirem restrições sanitárias para presença de
estudantes nos ambientes escolares, garantindo, ainda, os demais dias letivos previstos
no calendário escolar.
§2º - As atividades do REANP serão realizadas no Ensino Fundamental e Médio e nas
modalidades de ensino ofertadas pela escola,(A escola deverá informar apenas as
etapas de escolaridade e modalidades oferecidas) enquanto perdurar a situação de
emergência que impossibilite as atividades escolares presenciais, considerando as
singularidades de cada etapa, em consonância com as metodologias e práticas
pedagógicas, portanto, extensivo àqueles que possuem alguma necessidade educacional
especial ou estão submetidos a regimes especiais de ensino, atendidos pela modalidade
de Educação Especial.
CAPÍTULO II
DO PLANO DE ESTUDOS TUTORADO (PET)
Art. 21º A Escola, para desenvolver o REANP, deverá ofertar aos estudantes um PET
organizado de acordo com o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG) e com o
Plano de Curso da unidade de ensino.
§1º - O PET consiste em um instrumento de aprendizagem que visa permitir ao
estudante, mesmo fora da unidade escolar, resolver questões e atividades escolares
programadas de forma autoinstrucional e buscar informações sobre os conhecimentos
desenvolvidos nos diversos componentes curriculares de forma tutorada. O PET
possibilita, ainda, o registro e o cômputo da carga horária semanal de atividade escolar
vivida pelo estudante em cada componente curricular.
§2º - O PET será disponibilizado a todos os estudantes matriculados no Ensino
Fundamental, Ensino Médio e Educação Profissional, (A escola deverá informar apenas
as etapas de escolaridade oferecidas) por meio de recursos das Tecnologias de
Informação e Comunicação (TICs) e, em casos excepcionais, será providenciada a
impressão dos materiais e assegurado que sejam disponibilizados ao estudante.
Art. 22º Para o desenvolvimento do REANP, os professores e estudantes poderão
utilizar recursos diferenciados disponibilizados pela SEE, tais como:
I - Aplicativo Digital Conexão Escola;
II - Programa Se Liga na Educação exibido pela Rede Minas;
III - Hotsite Estude em Casa;
IV - Escola Interativa.
Art. 23º A Escola irá computar as atividades programadas fora da unidade escolar,
descritas no PET, no cômputo da carga horária prevista nas matrizes curriculares.
Art. 24º O estudante regularmente matriculado no estabelecimento de ensino, se maior
de idade, ou sob a supervisão de responsável, se menor de idade, deverá realizar as
atividades do PET de todos os componentes curriculares e devolvê-lo na primeira
semana subsequente ao final do mês em que receber as atividades da unidade escolar ou
conforme logística estabelecida pelo Gestor Escolar, respeitadas as especificidades da
realidade local.
Parágrafo único - Na impossibilidade de cumprimento do prazo previsto no caput, o
estudante poderá devolver as atividades realizadas para correção pelo professor e
registro da carga horária cumprida no retorno às atividades presenciais.
Art. 25º A escola deverá manter controle da entrega dos PET aos estudantes
matriculados e envidar esforços para que os alunos realizem e devolvam as atividades
de todos os componentes curriculares no prazo estabelecido nos termos do artigo 12 da
Resolução SEE nº 4.310 de 17 de abril de 2020.
Parágrafo único - Aos estudantes que não tiverem acesso ao PET por meio do
Aplicativo Digital Conexão Escola, a escola irá disponibilizar impressão e entrega do
material, observando todas as normas e orientações da Organização Mundial da Saúde,
do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde.
Art. 26º Ao estudante que cumpre Progressão Parcial, serão oportunizadas ações
destinadas ao seu cumprimento, sendo os estudos orientados no retorno às atividades
presenciais, conforme disposto na legislação vigente.
Seção I
Dos Registros da Carga Horária
Art. 27º A Escola deverá preencher o formulário ANEXO I - REGISTRO DAS
ATIVIDADES DO PLANO DE ESTUDOS TUTORADO (PET) E CUMPRIMENTO
DA CARGA HORÁRIA da Resolução SEE nº 4.310, de 17 de abril de 2020 para cada
volume do PET, observando as orientações complementares expedidas pela SEE.
§ 1º - No retorno das atividades presenciais, após o preenchimento completo do
formulário ANEXO I, o (a) Carla Alessandra da Silva Savegnago, gestora, definirá os
servidores/cargos responsáveis, que poderão ser: o especialista, o vice-diretor ou outro
servidor conforme a realidade de cada unidade escolar), servidor responsável pelo
lançamento dessas informações, deverá assiná-lo juntamente com o Gestor Escolar, para
então arquivá-lo na pasta individual do estudante.
carga horária prevista, visando assegurar a regularidade da vida escolar dos estudantes.

CAPÍTULO III

DA MATRÍCULA E DA TRANSFERÊNCIA

Art. 28º As solicitações de matrícula ou transferência dos alunos, excepcionalmente,


deverão ser encaminhadas às Superintendências Regionais de Ensino (SRE), por
intermédio dos endereços eletrônicos disponibilizados no site da SEE
(www.educacao.mg.gov.br), identificando no campo assunto do e-mail, se o
requerimento é de Matrícula ou Transferência e o nome completo do estudante.
§ 1° - A SRE verificará a existência da vaga e solicitará o envio, por e-mail, dos
documentos digitalizados, necessários à efetivação da matrícula, previstos na Resolução
SEE nº 4.231 de 14 de novembro de 2019. Além de foto 3x4 do aluno digitalizada, será
necessário:
a) Documento de Identidade ou, na sua ausência, Certidão de Nascimento do aluno;
b) CPF do aluno, sendo obrigatória a apresentação se o aluno for maior de idade e
facultativa se menor de idade;
c) Comprovante de residência, em nome de um dos pais ou responsáveis ou do aluno.
São considerados comprovantes válidos, as contas de água, de energia ou de telefone;
d) Histórico Escolar ou Declaração de Transferência, constando o ano de escolaridade
para o qual o aluno está habilitado;
e) Para o aluno menor de idade é necessária, ainda, a apresentação de documento de
identidade e CPF, de um dos pais ou responsáveis;
f) Caso o estudante seja declarado com Deficiência, Transtornos Globais do
Desenvolvimento e Altas habilidades/Superdotação, é necessária a apresentação de
laudo médico.
§ 2° - Quando a solicitação se referir à transferência escolar, a escola expedirá
manualmente a Declaração de Transferência acompanhada da Ficha Individual do
aluno, e encaminhará por e-mail, para que a SRE envie às famílias.

TÍTULO IV
DAS ETAPAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Art. 29º A Escola Estadual Santa Juliana 1º e 2º Gruas ofertará o REANP nos Ensino
durante o período de suspensão das atividades escolares presenciais, Fundamental,
Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos- EJA, determinado pela Deliberação do
Comitê Gestor Extraordinário COVID-19 n. 18, de 22/3/2020.

CAPÍTULO I
DO ENSINO FUNDAMENTAL
Seção I
Do Ensino Fundamental - Anos Iniciais
Art. 31º Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, as diretrizes para a alfabetização
presentes no Currículo Referência de Minas Gerais - CRMG apontam que as principais
habilidades do processo de escolarização consistem em ler, escrever e realizar operações
matemáticas básicas.
Art. 32º A escola irá garantir aos estudantes oportunidades de apropriação do sistema
de escrita alfabética em articulação com o desenvolvimento de outras habilidades de
leitura e escrita nos primeiros anos do Ensino Fundamental, com foco na alfabetização,
aliada às práticas de letramento e ao desenvolvimento de habilidades matemáticas.

Art. 33º Os PET volume 1 e volume 2, direcionados aos Anos Iniciais do Ensino
Fundamental (1º ao 5º ano), contemplam atividades dos Componentes Curriculares de
Língua Portuguesa e Matemática e têm como objetivo o desenvolvimento de
habilidades e competências destes componentes, mas que não são exclusivas, uma vez
que são fundamentais no desenvolvimento dos demais componentes curriculares.

Art. 34º Os componentes curriculares relacionados à Ciências Humanas, Ciências da


Natureza, Educação Física, Ensino Religioso e Arte, dos Anos Iniciais do Ensino
Fundamental terão sua carga horária computada conforme orientações da SEE/MG.
Seção II
Do Ensino Fundamental - Anos Finais

Art. 35º A organização do PET para os Anos Finais do Ensino Fundamental foi
estruturada de modo a contemplar todos os componentes curriculares constantes da
matriz do estudante, conforme a Resolução SEE nº 4.234 de 22 de novembro de 2019.

Art. 36º Nos PET para os Anos Finais do Ensino Fundamental serão contemplados os
objetivos de aprendizagem, bem como as principais habilidades previstas para essa
etapa de escolarização no CRMG.

Art. 37º No primeiro volume do PET, os componentes curriculares Arte, Educação


Física e Ensino Religioso dos Anos Finais estão indicados de forma interdisciplinar,
podendo os professores desses componentes realizar atividades de forma integrada ou
elaborar atividades complementares. A partir do segundo volume do PET, esses
componentes curriculares terão atividades específicas.

CAPÍTULO II

DO ENSINO MÉDIO

Art. 38º A organização do PET para o Ensino Médio contempla todos os componentes
curriculares constantes da matriz do estudante conforme a Resolução SEE n. 4.234 de
22 de novembro de 2019.

Art. 39º Nos PET para o Ensino Médio serão contemplados os objetivos de
aprendizagem, bem como as principais habilidades previstas para essa etapa de
escolarização na Base Nacional Comum Curricular - BNCC e no Currículo Básico
Comum - CBC.

Art. 40º No volume I do PET os componentes curriculares Arte e Educação Física do


Ensino Médio estão indicados de forma interdisciplinar, devendo os professores desses
componentes realizar atividades de forma integrada ou elaborar atividades
complementares. A partir do segundo volume PET, esses componentes curriculares
terão atividades específicas.

CAPÍTULO II

DA EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS


Art. 41º Na oferta da Educação de Jovens e Adultos (EJA) Ensino Fundamental e
Ensino Médio, a Escola Estadual Santa Juliana 1º e 2º Graus, considerando a
diversidade etária dos estudantes, utilizará os PET disponibilizados para essas etapas de
escolarização como sugestão, devendo os professores avaliar sua pertinência e
adequação a cada turma. Nos casos em que eles entenderem que o material não
corresponde às especificidades de seus estudantes, deverão utilizar os PET parcialmente
ou, ainda, produzir atividades conforme o modelo disponibilizado no Documento
Orientador.

Art. 42º Todos os PET utilizados ou produzidos devem estar de acordo com a Matriz
Curricular correspondente.
Art. 43º Os PET dos componentes curriculares Projeto de Vida, Estudos Orientados II e
o Pós-Médio (para as turmas do 3º ano) foi elaborado pela SEE. Os componentes
curriculares Estudos Orientados I e Práticas Experimentais deverão ser elaborados pelos
professores.
CAPÍTULO IV

DA EDUCAÇÃO ESPECIAL
Seção I
Das Escolas Especiais
Art. 44º Para os estudantes público da Educação Especial, a Escola Estadual Santa
Juliana 1º e 2º Graus irá adaptar os PET de acordo com o Plano de Desenvolvimento
Individual (PDI) do estudante, com o grau de autonomia para a execução da atividade e
com o recurso educacional especializado necessário para execução da atividade fora da
escola.

Seção I
Do Atendimento Educacional Especializado
Art. 45º A Escola Estadual Santa Juliana 1º e 2º Graus irá realizar a adaptações nos
PET enviados para vários estudantes público da Educação Especial. Para tanto, o
professor regente deve articular com os professores de apoio à linguagem, à
comunicação e às tecnologias assistivas, o de sala de recursos e o Guia-Intérprete
(quando for o caso), a melhor forma de adaptação e orientação dos responsáveis para
viabilizar a utilização deste material pelos estudantes.
Art. 46º Junto ao PET adaptado, serão enviadas aos pais ou responsáveis, instruções
acerca das adaptações razoáveis que podem ser feitas para que o estudante acesse o
material com mais facilidade, bem como orientações para ampliar o repertório de
comunicação dos estudantes.

TÍTULO VI
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 47º Caberá à Direção da Escola promover meios para a leitura e análise do Adendo
de Acréscimo Regimental, o qual deverá ser disponibilizado e, quando do retorno às
atividades presenciais, colocado em local de fácil acesso e à disposição dos
interessados.
Art. 48º As normas expressas no presente Adendo deverão ser adotadas pela Escola.
Art. 49º Incorporam-se automaticamente a este Adendo e alteram os dispositivos que
com ele conflitem, as disposições de lei, instruções ou normas de ensino emanadas de
órgãos ou poderes competentes.
Art. 50º Os casos omissos serão resolvidos pela Direção da Escola e órgãos
competentes da SEE, salvo no que contrariar expressamente a norma legal.
Art. 51º Os efeitos deste adendo de acréscimo Regimental retroagem ao início da oferta
do REANP pela Escola.

ADENDO Nº 01/2022 AO REGIMENTO ESCOLAR


EIXO 6: NOVO ENSINO MÉDIO

Uma importante alteração na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional


(LDB), registrada em 2017, instituiu uma mudança na estrutura do EM, que ampliou de
2,4 mil horas para 3 mil horas totais o tempo mínimo do estudante na escola e um novo
sistema curricular brasileiro, até o ano de 2022.

Segundo o artigo 35-A, parágrafo 7º da LDB:

"os currículos do Ensino Médio deverão considerar a formação integral


do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de
seu projeto de vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos
e socioemocionais".

A partir disso, implementou-se uma organização mais flexível, contemplando as


diretrizes da BNCC e a possibilidade de que os próprios estudantes escolham as suas
disciplinas de interesse, complementando o processo de aprendizagem.

Além da flexibilidade curricular, existe a obrigatoriedade de que as escolas


disponibilizem a todos os alunos os Itinerários Formativos, trabalhando junto com
o Projeto de Vida dos jovens ao longo de suas trajetórias escolares. O objetivo dessa
mudança educacional e pedagógica para o Novo Ensino Médio é dar mais autonomia
aos alunos, transformando-os literalmente nos protagonistas de sua educação.

Os Itinerários Formativos são o conjunto de disciplinas, projetos e outras


situações de trabalho que o jovem poderá escolher para cursar no Novo Ensino Médio.
O aluno deverá se aprofundar nos aprendizados de uma área de conhecimento: ciências
da natureza e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas, linguagens e suas
tecnologias e/ou matemática e suas tecnologias; ou até mesmo em duas ou mais áreas
que sejam do interesse.

Vale mencionar que: é de escolha da instituição a definição de quais Itinerários


Formativos serão disponibilizados para os alunos.

Para tomar essa decisão, junte todo o corpo docente da escola para que
estipulem, juntos, as melhores soluções e atividades. Além disso, ouça os estudantes,
suas ideias e temas de interesse são pontos cruciais para pensar num planejamento
pedagógico alinhado às novas propostas. Isso também pode ajudar bastante no preparo
das futuras aulas.

‍ Outro item obrigatório para todas as escolas, o Projeto de Vida,


prescreve que os estudantes desenvolvam habilidades importantes para a vivência em
sociedade também para si próprios, como autonomia, cooperação, compreensão,
responsabilidade, respeito e pensamento crítico sobre o mundo ao redor.

Outro ponto a ser considerado para a atualização, é garantir uma educação de


qualidade que atenda a todos os alunos, além de aproximá-los da realidade do corpo
discente das instituições, abrindo espaço para a realidade do mundo corporativo e
convívio social.

Através da escolha dos Itinerários Formativos, a implementação do Novo EM


visa atender às necessidades e expectativas dos jovens, estimulando o protagonismo dos
estudantes. Além disso, o currículo mais atualizado possibilita o aprofundamento dos
alunos nas áreas em que mais se identificam. Com isso, consequentemente, espera-se
que o aluno tenha mais interesse e disciplina nas aulas e atividades, além de prepará-lo
para tomadas de decisão.

O novo currículo do Ensino Médio é organizado por áreas de conhecimento e


não por matérias e será composta por 4 áreas de conhecimento mais 1 de formação
Técnica e Profissional.

As principais mudanças do Novo Ensino Médio são o aumento da carga horária


dos estudantes, a adoção de uma base comum curricular e a escolha dos itinerários
formativos por parte do aluno.

O Novo ensino médio entrou em vigor nesse ano de 2022 para os alunos do
primeiro ano e até 2024 estará em todas as turmas do país. A mudança vai aumentar a
carga horária total ao longo dos três anos que vai passar de 2400 horas para 3 mil horas.
Das 3 mil horas, 1800 horas serão destinadas para as disciplinas obrigatórias da base
Nacional Comum Curricular e 1200 horas para os itinerários formativos. Cada escola
terá que oferecer pelo menos uma opção complementar a formação dos alunos são elas:

- Linguagens e suas Tecnologias

- Matemática e suas Tecnologias

- Ciências da Natureza e suas Tecnologias ciências


- Humanas e sociais aplicadas

-Formação técnica e profissional

O novo modelo começa a ser implementado de forma gradual a partir de 2022 é


um modelo de aprendizagem focada na formação de cidadãos e no desenvolvimento de
competências e habilidades, com disciplinas integradas em quatro áreas do
conhecimento que possibilita que os alunos escolham itinerários formativos de acordo
com áreas de seu interesse e projetos de vida e de carreira.

O Novo Ensino Médio propõe uma reforma matriz de referência curricular dos
alunos do 1º, 2º e 3º ano dessa etapa escolar. A Lei nº 13.415/2017, que institui as
alterações, estabelece maior integração e flexibilidade curricular e a oferta de itinerários
formativos.

São cinco itinerários que a escola pode ofertar – entre eles, o de formação
técnica e profissional – e os alunos escolherão qual cursar de acordo com as áreas de seu
interesse e projetos de vida e de carreira.

Escolas de ensino médio de todo o Brasil enfrentaram o desafio de implementar


as novas diretrizes curriculares nacionais. A adaptação das escolas começou em 2018 e
será realizada de forma gradativa.

A proposta do Novo Ensino Médio surgiu após a percepção de uma estagnação


dos índices de desempenho dos estudantes brasileiros. Além disso, entre as etapas da
educação básica, o ensino médio é a que tem as maiores taxas de abandono, reprovação
e distorção idade-série (atraso escolar de dois anos ou mais).

Foram muitas as justificativas para reformular a última etapa da educação


básica: um ensino de baixa qualidade, generalista, com número excessivo de disciplinas,
alto índice de evasão e de reprovação e distante das necessidades dos estudantes e dos
problemas do mundo contemporâneo.

De acordo com o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2020, apenas 65,1%


dos brasileiros concluíram o Ensino Médio na idade esperada, até os 19 anos –
percentual que chega a 51,2% entre os mais pobres. E 12% dos brasileiros com idades
entre 15 e 17 anos estão fora das salas de aula.
A escola precisa, portanto, conversar com a realidade atual, promover um ensino
alinhado com as necessidades dos estudantes e os preparar para viverem em sociedade e
enfrentarem os desafios de um mercado de trabalho dinâmico.

Haverá mudanças também para os profissionais da educação, que deverão


planejar e realizar as aulas de maneira integrada entre as diferentes /áreas de
conhecimento/ disciplinas.

Para o itinerário de Formação Profissional e Técnica, é permitida a atuação de


profissionais com notório saber, reconhecidos pelos respectivos sistemas de ensino para
ministrar conteúdos relacionados a sua experiência profissional.

Um engenheiro poderá dar aula no curso técnico de Edificações, por exemplo.

Maior flexibilidade no currículo, conteúdo integrado em áreas do conhecimento


e a oferta de itinerários formativos, que permitem ao estudante se aprofundar nos
campos com os quais mais se identifica. De acordo com a legislação, até o início de
2022, todas as escolas da rede pública e privada deverão ter começado a transição.

A implementação do novo ensino médio traz benefícios para alunos e


professores. Primeiramente, destacado como ponto principal, que será possível
disponibilizar mais tempo para os estudantes aprofundarem em conhecimentos
específicos que vão agregar e são importantes para o futuro profissional que cada um
escolher.
O Novo Ensino Médio contribui ainda com o desenvolvimento do projeto de vida e
carreira dos alunos, já que as escolas deverão priorizar atividades que promovam a
cooperação, a resolução de problemas, o desenvolvimento de ideias, o entendimento de
novas tecnologias, o pensamento crítico, a compreensão e o respeito.

Apesar de serem premissas importantes na formação de qualquer cidadão e


profissional, não são de aplicação obrigatória no modelo antigo de ensino.
Outro benefício da nova metodologia é o de proporcionar menos aulas expositivas e
focar mais em projetos, oficinas, cursos e atividades práticas e significativas.

Embora algumas escolas já estejam adaptadas com as matrizes de referência


curricular do Novo Ensino Médio, as mudanças são obrigatórias para todas as redes de
ensino, públicas e privadas, em 2022. O cronograma proposto pelo Ministério da
Educação é o seguinte:
- Em 2021 acontece a aprovação e homologação dos referenciais curriculares pelos
respectivos Conselhos de Educação e formações continuadas destinadas aos
profissionais da educação;

- Em 2022 a implementação dos referenciais curriculares no 1º ano do ensino médio;

- Em 2023 a implementação dos referenciais curriculares nos 1º e 2º anos;

- Em 2024 a implementação dos referenciais curriculares em todos os anos do ensino


médio;

- E nos anos de 2022 a 2024 a monitoramento da implementação dos referenciais


curriculares e da formação continuada aos profissionais da educação

Segundo o Ministério da Educação (MEC), a BNCC é um documento de caráter


normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais
que todos os alunos devem aperfeiçoar ao longo das etapas da Educação Básica.

A BNCC pretende promover a elevação da qualidade do ensino no país por meio


de uma referência comum obrigatória para todas as escolas de educação básica,
respeitando a autonomia assegurada pela Constituição aos entes federados e às escolas.

O Novo Ensino Médio estabelece uma formação geral básica articulada com a
parte específica escolhida, o itinerário formativo. Assim como o Enem (Exame
Nacional do Ensino Médio), é organizado em competências e habilidades.

As disciplinas, em vez de serem avaliadas de maneira isolada, são integradas.


O foco dessa estrutura, presente no Novo Ensino Médio e no Enem, é desenvolver a
capacidade de aplicar os conhecimentos em diversos contextos.

A formação geral do aluno nas áreas de linguagens, matemática, ciências da


natureza e ciências humanas e sociais aplicadas, prevista na BNCC, e o maior
engajamento do estudante com o conteúdo do itinerário escolhido serão muito
importantes em avaliações como o Enem.

Outra novidade para os alunos das próximas turmas de ensino médio é o Enem
Seriado. O conteúdo das provas será readaptado à nova matriz de referência curricular, e
as provas serão aplicadas em três fases.
A mudança é o modo de avaliação, isto é, enquanto o Enem é aplicado no último
ano do Ensino Médio, o Enem Seriado será realizado nos três últimos anos do ensino
básico.

Pesquisa do Todos Pela Educação mostra que muitos jovens sequer chegam ao
Ensino Médio e a taxa líquida de matrícula é de apenas 62%. Entre os que estão
matriculados na etapa, a taxa de conclusão é baixa e a aprendizagem está muito aquém
do esperado.

Este ciclo da educação brasileira é distante da realidade dos jovens, pouco


atraente e sem flexibilidade para os interesses dos alunos. O ensino técnico e
profissional é pouco acessado, assim como o Ensino Superior após o Ensino Médio, que
fica restrito a uma pequena parte da população.

Por esses motivos foi considerada essencial a implementação de um novo


modelo que torne o Ensino Médio mais atraente e aderente à realidade do século XIX.
As mudanças da educação do Brasil buscam resultados na conexão dos jovens ao que é
ofertado no ensino e maior inserção desses jovens ao mercado de trabalho.

Santa Juliana, MG, 31 de maio de 2022.


Santa Juliana, 01 de agosto de 2022.

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