DIA DA CONSIENCIA NEGRA
Escola Santa Barbara
Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2022
Professoras: Bianca/Elisangela
Aluna: Maria Eduarda Pereira Da Silva
Turma:1001 Turno:1
Trabalho Avaliativo-
-África
África é um dos seis continentes do mundo, sendo o terceiro maior em extensão
territorial. O território estende-se por mais de 30 milhões de km², ocupando,
aproximadamente, 20% da área continental da Terra. No continente vive mais de um
bilhão de habitantes, fazendo dele o segundo mais populoso entre os demais.
A África é conhecida pela sua pluralidade étnica e cultural, e, por meio de uma história
milenar, é capaz de contar a história de toda a humanidade. Apesar da enorme riqueza
do continente, muitos países africanos apresentam baixos índices de desenvolvimento,
com diversos problemas sociais, como a miséria, baixa qualidade de vida, subnutrição e
o analfabetismo.
Tudo sobre a África Atual
Continente África
Gentílico Africano
Extensão territorial 30.221.532 km²
População 1.225.080.510 habitantes
Densidade Demográfica 36,4 hab/km²
Idioma "Na África são faladas mais de mil
línguas africanas, além de idiomas como
o árabe, inglês, francês, português,
espanhol, africaner, entre outros."
Países 54 países e 7 territórios
independentes
Maior País Argélia
Menor Pais Seicheles
-O início da colonização na África
Os problemas sociais dos países africanos são resultado da forma de colonização que ocorreu no
continente.
Com o desenvolvimento industrial dos séculos XIX e XX, as potências mundiais
iniciaram uma disputa acirrada por maiores mercados consumidores e fornecedores de
matérias primas e, acima de tudo, buscaram regiões onde pudessem investir o capital
excedente gerado pela crescente produção industrial. A esse processo dá-se o nome de
Imperialismo.
Até 1876, 10,8% do território africano estavam em posse de colonizadores. Já em 1900,
o domínio europeu correspondia a 90,4%.
A princípio, a exploração europeia estava espalhada ao longo da costa, com fortes
postos comerciais que garantiam o tráfico de escravos. As primeiras dominações em
larga escala começaram com a França e Grã-Bretanha.
A França ocupou a Argélia, em 1832, a Tunísia, em 1881 e, em seguida, o Marrocos.
Assim, estava criada África Ocidental Francesa.
Por sua parte, com o mesmo intuito de expansão territorial, a Grã-Bretanha apossou-se
do Egito em 1882, do Sudão e do sul da África.
Em 1876, o rei da Bélgica, Leopoldo II, dominou toda a área atual do Congo. A região
ficou sob o domínio pessoal do monarca até 1908, quando foi vendida ao governo da
Bélgica e correspondia a oitenta vezes o tamanho do país dominante
-Política e Guerra
Como estratégias de dominação foram usadas negociações políticas, manobras militares
e religiosas.
Para as negociações políticas, os chefes tribais faziam acordos comerciais com os
europeus. Estes levavam produtos da terra enquanto forneciam armas aos africanos.
A fim de expandir o território, os próprios europeus se aliavam com tribos e
participavam das guerras travadas entre eles. Assim, garantiam mais terras e aliados
poderosos.
-Religião e Ideologia
A religião cristã reforçou a ideia de inferioridade entre aquelas regiões onde era
praticado o politeísmo. Ali, os missionários demonizaram os costumes e os deuses, e
conquistaram as mentes também.
As teorias raciais, como o darwinismo social e o mito do fardo do homem branco,
sustentaram a exploração das riquezas naturais africanas. O argumento era apoiado na
tese de que os africanos eram “bárbaros” e precisavam da contribuição do europeu para
alcançar o mesmo grau de civilização.
-A partilha da África
Desde o século XV, os principais interesses dos europeus:
As notícias do continente africano chegavam à Europa através de relatos de expedições
que tinham diferentes finalidades:
-Expedições científicas: mapear o terreno, medir o potencial geográfico e botânico, e -
detalhar as muitas etnias que habitavam o continente.
-Expedições comerciais: conhecer a matéria-prima local e avaliar as possibilidades de
exploração.
-Expedições religiosas: acabar com o politeísmo, com a antropofagia e instaurar o
cristianismo.
Dessa forma, até o século XIX poucas regiões africanas tinham sido efetivamente
colonizadas pelos europeus (principalmente portugueses e holandeses), que preferiram
construir fortificações e feitorias no litoral, de onde negociavam com a população local.
Pouco se conhecia sobre a África.
Mas, a partir do século XIX, o crescente interesse de exploradores e missionários por
aquele continente, trouxe à tona as maravilhas do interior africano - terras infinitas,
jazidas de minérios, pedras e metais preciosos -, despertando a cobiça dos industriais e
dos governantes europeus. O rei Leopoldo II da Bélgica, por exemplo, financiou
expedições à África e fundou, em 1876, a Associação Internacional Africana, ponto
inicial para o processo de colonização belga.
Em 1885, o chanceler alemão, Bismarck, reuniu a Conferência de Berlim, a fim de
dividir o território africano de forma amigável entre as potências industriais européias.
Logicamente essa partilha foi feita pelos europeus e para os europeus, os povos
africanos sequer foram notificados. A partir de então se intensificou a invasão, a
conquista, a utilização da força armada, a exploração do território.
-Neocolonialismo na África e a Conferência de Berlim
Após a partilha da África na Conferência de Berlim, o neocolonialismo de nações
europeias avançou por esse continente com o objetivo de explorar as possibilidades
econômicas.
Após o processo de descolonização africana, as antigas nações imperialistas buscaram
seguir com um relacionamento especial com estes países.
Ainda que seja uma relação entre Estados soberanos, muitos estudiosos veem como um
novo modelo de exploração e por isso o chamam de neocolonialismo.
A Grã-Bretanha reuniu quase todas suas ex-colônias na Commonwealth. Seus
habitantes têm trato preferencial na hora de emigrar e na hora de vender seus
produtos.
A França criou o princípio da francofonia que engloba todos os países de língua
francesa e assim, pode promover um intercâmbio linguístico e cultural. Além disso,
o país estimulou a imigração desses países nos anos 70 quando necessitava mão de
obra para suas indústrias.
Portugal ainda mantém laços políticos especiais com Angola e, em certa medida,
com Moçambique. Através do PALOP (Países Africanos de Língua Oficial
Portuguesa) mantém-se a cooperação cultural e linguística.
A Bélgica não mantém nenhum laço especial com o Congo e Ruanda, e as relações
entre esses países são extremamente delicadas.
A Espanha mantém alguns enclaves e ilhas no território marroquino que sempre é
motivo de disputa entre as duas nações.
No entanto, as nações europeias vêm perdendo espaço cada vez mais para a China que
se tornou, no século XXI, o maior parceiro das nações africanas.
Biografia
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