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TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO DISTRITO FEDERAL E DOS TERRITÓRIOS

(PÓS-EDITAL) INTENSIVO TJDFT

ANALISTA JUDICIÁRIO

SIMULADO II
fernandaclaret@yahoo·com·br
738.833.521-87 -- fernandaclaret@yahoo·com·br

CONHECIMENTOS BÁSICOS
LÍNGUA PORTUGUESA

Observe a charge abaixo.


Luciana Claret
Fernanda Luciana
Fernanda CPF: 738.833.521-87
Claret -- CPF:

1. (FGV - 2018 - TJ-AL - Técnico Judiciário - Área Judiciária) No caso da charge, a crítica feita à
internet é:
a) a criação de uma dependência tecnológica excessiva;
b) a falta de exercícios físicos nas crianças;
c) o risco de contatos perigosos;
d) o abandono dos estudos regulares;
e) a falta de contato entre membros da família.
Gabarito: A
a) Correta. A criança corresponde à indagação e continua no computador papo. Detalhe: a
resposta é dada através da linguagem internauta. Isso retrata a dependência tecnológica
excessiva.
b) Incorreta. Não se pode inferir que haja relação com exercícios físicos.
c) Incorreta. Ele pode estar batendo papo com um amigo, nada indica que seja com uma pessoa
desconhecida, ou perigosa.
d) Incorreta. Existe excesso ao usar a tecnologia, mas isso não indica que tenha ocorrido
abandono dos estudos.
e) Há contato, pois eles estão dialogando.
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.

Texto 1 – Alterar o ECA independe da situação carcerária


(O Globo, Opinião, 23/06/2015)

Nas unidades de internação de menores infratores reproduzem-se as mesmas mazelas


fernandaclaret@yahoo·com·br
738.833.521-87 -- fernandaclaret@yahoo·com·br

dos presídios para adultos: superpopulação, maus-tratos, desprezo por ações de educação,
leniência com iniciativas que visem à correição, falhas graves nos procedimentos de reinclusão
social etc. Um levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público mostra que, em 17
estados, o número de internos nos centros para jovens delinquentes supera o total de vagas
disponíveis; conservação e higiene são peças de ficção em 39% das unidades e, em 70% delas,
não se separam os adolescentes pelo porte físico, porta aberta para a violência sexual.
Assim como os presídios, os centros não regeneram. Muitos são, de fato, e também a
exemplo das carceragens para adultos, locais que pavimentam a entrada de réus primários no
CPF: 738.833.521-87

mundo da criminalidade. Esta é uma questão que precisa ser tratada no âmbito de uma
reforma geral da política penitenciária, aí incluída a melhoria das condições das unidades
socioeducativas para os menores de idade. Nunca, no entanto, como argumento para combater
a adequação da legislação penal a uma realidade em que a violência juvenil se impõe cada vez
Claret -- CPF:

mais como ameaça à segurança da sociedade.


O raciocínio segundo o qual as más condições dos presídios desaconselham a redução
Luciana Claret

da maioridade penal consagra, mais do que uma impropriedade, uma hipocrisia. Parte de um
princípio correto – a necessidade de melhorar o sistema penitenciário do país, uma
Fernanda Luciana

unanimidade – para uma conclusão que dele se dissocia: seria contraproducente enviar jovens
delinquentes, supostamente ainda sem formação criminal consolidada, a presídios onde, ali
Fernanda

sim, estariam expostos ao assédio das facções.


Falso. A realidade mostra que ações para melhorar as condições de detentos e internos
são indistintamente inexistentes. A hipocrisia está em obscurecer que, se o sistema
penitenciário tem problemas, a rede de “proteção” ao menor consagrada no Estatuto da
Criança e do Adolescente também os tem. E numa dimensão que implica dar anteparo a jovens
envolvidos em atos violentos, não raro crimes hediondos, cientes do que estão fazendo e de
que, graças a uma legislação paternalista, estão a salvo de serem punidos pelas ações que
praticam.
Preservar o paternalismo e a esquizofrenia do ECA equivale a ficar paralisado diante de
um falso impasse. As condições dos presídios (bem como dos centros de internação) e a
violência de jovens delinquentes são questões distintas, e pedem, cada uma em seu âmbito
específico, soluções apropriadas. No caso da criminalidade juvenil, o correto é assegurar a
redução do limite da inimputabilidade, sem prejuízo de melhorar o sistema penitenciário e a
rede de instituições do ECA. Uma ação não invalida a outra. Na verdade, as duas são
necessárias e imprescindíveis.
2. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) Considerando o conjunto do texto 1, o
título “Alterar o ECA independe da situação carcerária” representa:
a) uma opinião que se choca com a do autor do texto;
b) um argumento favorável à redução da maioridade penal;
c) um contra-argumento que é explicitado no corpo do texto;
d) uma tese apoiada em argumentos de autoridade;
e) um argumento que se apoia na intimidação do leitor.
Gabarito: C
a) Incorreta. Não choca: as duas são necessárias e imprescindíveis.
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b) Incorreta. Não é favorável: O raciocínio segundo o qual as más condições dos presídios
desaconselham a redução da maioridade penal consagra, mais do que uma impropriedade, uma
hipocrisia.
c) Correta. Na conclusão, o autor menciona ideia oposta à do título (e das ideias desenvolvidas
no texto): No caso da criminalidade juvenil, o correto é assegurar a redução do limite da
inimputabilidade, sem prejuízo de melhorar o sistema penitenciário e a rede de instituições do
ECA.
d) Incorreta. Não demonstra tal apoio.
CPF: 738.833.521-87

e) Incorreta. O leitor não se amedronta.


Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.
Claret -- CPF:

3. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) Na progressão do texto 1 há uma série de


segmentos em que a relação entre a situação de menores infratores e a de prisioneiros
Luciana Claret

adultos é estabelecida; o segmento em que essa relação está ausente é:


a) “Nas unidades de internação de menores infratores reproduzem-se as mesmas mazelas dos
Fernanda Luciana

presídios...”;
b) “Assim como os presídios, os centros não regeneram”;
Fernanda

c) “...em 17 estados, o número de internos nos centros para jovens delinquentes supera o total
de vagas disponíveis;”
d) “Muitos são, de fato, e também a exemplo das carceragens para adultos, locais que
pavimentam a entrada de réus primários no mundo da criminalidade”;
e) “A realidade mostra que ações para melhorar as condições de detentos ou internos são
indistintamente inexistentes”.
Gabarito: C
a) Incorreta. Menores infratores e presídios = as mesmas mazelas.
b) Incorreta. Presídios e centros = não regeneram.
c) Correta. Informa que o número de internos nos centros para jovens delinquentes supera o
total de vagas disponíveis em 17 estados. Não compara com a prisão de adultos.
d) Incorreta. Exemplo de carceragens para adultos e muitos (centros) = locais que pavimentam
a entrada de réus primários no mundo da criminalidade.
e) Incorreta. Detento e internos = as condições são indistintamente inexistentes.
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.

4. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) “Nas unidades de internação de menores


infratores reproduzem-se as mesmas mazelas dos presídios para adultos: superpopulação,
maus-tratos, desprezo por ações de educação, leniência com iniciativas que visem à
correição, falhas graves nos procedimentos de reinclusão social etc.”.
Nesse segmento do primeiro parágrafo do texto 1, o emprego da forma ETC. indica que:
a) a enumeração inclui todas as mazelas dos presídios;
b) além das falhas graves nos procedimentos de reinclusão social há outras falhas graves em
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outros procedimentos que foram esquecidas;


c) mazelas de menor importância não foram citadas;
d) problemas de maior relevância não foram citados por não ser esse o melhor momento para
fazê-lo;
e) a lista de elementos citados não inclui a totalidade das mazelas dos presídios para adultos.
Gabarito: E
a) Incorreta. Não inclui todas as mazelas.
b) Incorreta. Não foram esquecidas.
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c) Incorreta. Injusto afirmar que mazelas possuem menor importância.


d) Incorreta. São problemas e não importa se possuem maior relevância ou não.
e) Correta. ETC é a abreviação de “e tais coisas” e os elementos citados não são a totalidade das
mazelas, pois no texto a afirmação é que as unidades de internação de menores infratores
Claret -- CPF:

reproduzem-se as mesmas mazelas dos presídios para adultos.


Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
Luciana Claret

JusPODIVM. Salvador, 2019.


Fernanda Luciana

5. (FGV – Agente de Fiscalização – TCM-SP – 2015) Em algumas passagens do texto 1 o autor


emprega construções com voz passiva, o que traz a vantagem de omitir-se o agente da ação;
Fernanda

a frase abaixo que NÃO exemplifica essa estratégia, por não estar na voz passiva, é:
a) “...graças a uma legislação paternalista, estão a salvo de serem punidos pelas ações que
praticam”;
b) “...em 70% delas, não se separam os adolescentes pelo porte físico, porta aberta para a
violência sexual”;
c) “Nas unidades de internação de menores infratores reproduzem-se as mesmas mazelas dos
presídios...”;
d) “A realidade mostra que as ações para melhorar as condições de detentos e internos são
indistintamente inexistentes”;
e) “Esta é uma questão que precisa ser tratada no âmbito de uma reforma geral da política
penitenciária...”.
Gabarito: D
a) Incorreta. Passiva analítica (ser + particípio + agente da passiva): serem punidos pelas ações.
b) Incorreta. Passiva sintética (V.T.D. + se): não se separam os adolescentes. Na passiva
analítica: os adolescentes não são separados.
c) Incorreta. Passiva sintética (V.T.D. + se): reproduzem-se as mesmas mazelas. Na passiva
analítica: as mesmas mazelas são reproduzidas.
d) Correta. Há duas orações porque existem dois verbos e as duas estão na voz ativa: A
realidade (sujeito) mostra; as ações (sujeito) são.
e) Incorreta. Passiva analítica (ser + particípio): ser tratada.
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.

TEXTO II – Sem tolerância com o preconceito


Átila Alexandre Nunes, O Globo, 23/01/2018 (adaptado)
fernandaclaret@yahoo·com·br
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Diante do número de casos de preconceito explícito e agressões, somos levados ao


questionamento se nossa sociedade corre o risco de estar tornando-se irracionalmente
intolerante. Ou, quem sabe, intolerantemente irracional. Intolerância é a palavra do momento.
Da religião à orientação sexual, da cor da pele às convicções políticas.
O tamanho desse problema rompeu fronteiras e torna-se uma praga mundial. Líderes
políticos, em conluio com líderes religiosos, ignoram os conceitos de moral, ética, direitos,
deveres e justiça. As redes sociais assumiram um papel cruel nesse sistema. Se deveriam servir
CPF: 738.833.521-87

para mostrar indignação, mostram, muitas vezes, um preconceito medieval.


No campo da religiosidade, o fanatismo se mostra cada dia mais presente no Rio de
Janeiro. No último ano, foram registradas dezenas de casos de intolerância religiosa por meio
da Secretaria de Estado de Direitos Humanos. Um número ainda subnotificado, pois, muitas
Claret -- CPF:

ocorrências que deveriam ser registradas como “intolerância religiosa” são consideradas brigas
de vizinhos.
Luciana Claret

A subnotificação desses casos é um dos maiores entraves na luta contra a intolerância


religiosa. O registro incorreto e a descrença de grande parte da população na punição a esse
Fernanda Luciana

tipo de crime colaboram para maquiar o retrato dos ataques promovidos pelo fanatismo
religioso em nossa sociedade. A perseguição às minorias religiosas está cada vez mais
Fernanda

organizada com braços políticos e até de milícias armadas como o tráfico de drogas.
No último ano recebemos denúncias de ataques contra religiões de matriz africana
praticados pelo tráfico de drogas, que não só destruíam terreiros, como também proibiam a
realização de cultos em determinada região, segundo o desejo do chefe da facção local.
Não podemos regredir a um estado confessional. A luta de agora pela liberdade religiosa
é um dever de todos para garantir o cumprimento da Constituição Federal. Quando uma pessoa
de fé é humilhada, agredida ou discriminada devido à sua crença, ela tem seus direitos
humanos e constitucionais violados. Hoje, fala-se muito sobre intolerância religiosa, mas, muito
mais do que sermos tolerantes, precisamos aprender a respeitar a individualidade e as crenças
de cada um.
Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando
cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser. Numa
sociedade onde o preconceito se mostra cada dia mais presente, a única saída é a incorporação
da cultura do respeito. Preconceito não se tolera, se combate.
6. (FGV – TJ-AL – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2018) “Hoje, fala-se muito sobre
intolerância religiosa”; essa frase apresenta reescritura inadequada em:
a) Fala-se muito, hoje, sobre intolerância religiosa;
b) Sobre intolerância religiosa, hoje fala-se muito;
c) Hoje muito é falado sobre intolerância religiosa;
d) Muito é falado, hoje, sobre intolerância religiosa;
e) Fala-se hoje muito sobre intolerância religiosa.
Gabarito: E
a) Incorreta. Intercalar o advérbio de tempo através de vírgulas é correto. Manteve a
intensidade de falar.
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b) Incorreta. A vírgula demarca a inversão do adjunto adverbial de assunto. Quanto à próclise


obrigatória (o advérbio hoje atrair a pronome), é uma questão gramatical e não de sentido.
Pode ser por isso que a banca não tenha considerado esta alternativa como incorreta. Manteve
a intensidade de falar.
c) Incorreta. O advérbio de intensidade continua ligado ao verbo falar.
d) Incorreta. O advérbio de intensidade continua ligado ao verbo falar.
e) Correta. Divida as informações para não errar:
1. Quando se fala? Hoje = tempo;
CPF: 738.833.521-87

2. Quanto se fala? Muito = intensidade;


3. Fala sobre o quê? Intolerância religiosa = assunto.
Na alternativa “e”, o advérbio de intensidade “muito” que intensifica o verbo falar foi
descolado e passa a intensificar o assunto. Isso torna a reescrita inadequada.
Claret -- CPF:

Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.
Luciana Claret

TEXTO III - Ressentimento e Covardia


Fernanda Luciana

Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os usos da internet, que se


Fernanda

ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os
abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados
em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias,
difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos
de apropriação indébita.
No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais
tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me
valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos
cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou
deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por
caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto
qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação,
também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir
e dar espaço ao contraditório.
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade
de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da
verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado)

7. (FGV - 2018 - TJ-AL - Técnico Judiciário - Área Judiciária) Duas palavras do texto que
obedecem à mesma regra de acentuação gráfica são:
a) indébita / também;
b) história / veículo;
c) crônicas / atribuídos;
d) coíba / já;
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e) calúnia / plágio.
Gabarito: E
a) Incorreta. in-DÉ-bi-ta. Proparoxítona; tam-BÉM: oxítona.
b) Incorreta. his-TÓ-ria: paroxítona; ve-Í-cu-lo: proparoxítona.
c) Incorreta. CRÔ-ni-cas: proparoxítona; a-tri-bu-Í-dos: hiato.
d) Incorreta. co-Í-ba: hiato; JÁ: monossílabo.
e) Correta. Paroxítonas terminadas em ditongo.
CPF: 738.833.521-87

PRO PAR OXI


ca LÚ nia
PLÁ gio
Claret -- CPF:

Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.
Luciana Claret
Fernanda Luciana

Texto IV – Problemas Sociais Urbanos


Brasil escola
Fernanda

Dentre os problemas sociais urbanos, merece destaque a questão da segregação urbana,


fruto da concentração de renda no espaço das cidades e da falta de planejamento público que
vise à promoção de políticas de controle ao crescimento desordenado das cidades. A
especulação imobiliária favorece o encarecimento dos locais mais próximos dos grandes
centros, tornando-os inacessíveis à grande massa populacional. Além disso, à medida que as
cidades crescem, áreas que antes eram baratas e de fácil acesso tornam-se mais caras, o que
contribui para que a grande maioria da população pobre busque por moradias em regiões ainda
mais distantes.
Essas pessoas sofrem com as grandes distâncias dos locais de residência com os centros
comerciais e os locais onde trabalham, uma vez que a esmagadora maioria dos habitantes que
sofrem com esse processo são trabalhadores com baixos salários. Incluem-se a isso as precárias
condições de transporte público e a péssima infraestrutura dessas zonas segregadas, que às
vezes não contam com saneamento básico ou asfalto e apresentam elevados índices de
violência.
A especulação imobiliária também acentua um problema cada vez maior no espaço das
grandes, médias e até pequenas cidades: a questão dos lotes vagos. Esse problema acontece
por dois principais motivos: 1) falta de poder aquisitivo da população que possui terrenos, mas
que não possui condições de construir neles e 2) a espera pela valorização dos lotes para que
esses se tornem mais caros para uma venda posterior. Esses lotes vagos geralmente
apresentam problemas como o acúmulo de lixo, mato alto, e acabam tornando-se focos de
doenças, como a dengue.
PENA, Rodolfo F. Alves. “Problemas socioambientais urbanos”; Brasil Escola. Disponível em
http://brasilescola.uol.com.br/brasil/problemas-ambientais-sociais-decorrentes-
urbanização.htm. Acesso em 14 de abril de 2016.
fernandaclaret@yahoo·com·br
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8. (FGV - 2016 - MPE-RJ - Analista do Ministério Público) No texto 4, há quatro ocorrências do


acento grave indicativo da crase: “vise à promoção de políticas de controle” (1), “tornando-os
inacessíveis à grande massa populacional” (2), “Além disso, à medida que as cidades
crescem” (3) e “que às vezes não contam com saneamento básico” (4).
Os casos de crase que correspondem à união de preposição + artigo definido são:
a) 1 e 2;
b) 1 e 4;
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c) 2 e 3;
d) 3 e 4;
e) todos eles.
Gabarito: A
Claret -- CPF:

Vamos trabalhar por eliminação.


1. vise à promoção: visa a alto (preposição) + artigo definido feminino (a) que acompanha o
Luciana Claret

substantivo feminino “promoção”. Eliminadas C e D;


2. inacessíveis à grande massa: inacessíveis a algo (preposição) + artigo definido feminino (a)
Fernanda Luciana

que acompanha o substantivo feminino “massa”. Sugiro que retire o adjetivo “grande” para
facilitar a análise. Eliminada B;
Fernanda

3. à medida que é locução conjuntiva formada por substantivo feminino (medida). Eliminada E,
resposta encontrada;
4. às vezes é locução adverbial de tempo – formada por substantivo feminino (vezes).
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.

Texto V

A Copa do Mundo da Rússia só começa no dia 22 de junho, mas a febre dos álbuns com
os jogadores das seleções já se espalhou e chegou até ao plenário de uma assembleia
legislativa brasileira. O flagrante de dois assessores trocando figurinhas durante uma sessão foi
divulgado pelas redes sociais e a cena se espalhou.
No post, que teve mais de 16 mil compartilhamentos e 26 mil curtidas no Twitter, o
internauta chega a especular que seriam deputados, mas a direção da casa esclareceu
tratarem-se de assessores. “Votação importante hoje (19/02) e os deputados ao invés de
estarem trabalhando e fazendo jus ao salário superior a 25 mil reais, estão trocando e
colando figurinha da Copa do Mundo em meio à votação. Se eu falasse, ninguém acreditaria”,
diz o post.
Outro post com mais de 40 mil compartilhamentos traz um vídeo mostrando que a troca
ocorreu enquanto uma deputada discursava sobre uma proposta.
A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão da
quarta feira e esclareceu que elas mostram dois “assessores de deputados” trocando figurinhas
durante a sessão. “O comportamento não é justificável. Os gabinetes dos deputados aos quais
os assessores pertencem, já foram informados, e cabe aos parlamentares decidir como
proceder”. (adaptado)
fernandaclaret@yahoo·com·br
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9. (FGV - 2018 - TJ-AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador) O segmento do texto 2
em que há um erro gramatical na forma verbal sublinhada é:
a) “No post, que teve mais de 16 mil compartilhamentos e 26 mil curtidas no Twitter, o
internauta chega a especular que seriam deputados,...”;
b) “...mas a direção da casa esclareceu tratarem-se de assessores”;
c) “Votação importante hoje (19/02) e os deputados ao invés de estarem trabalhando e
fazendo jus ao salário superior a 25 mil reais...”;
CPF: 738.833.521-87

d) “...estão trocando e colando figurinha da Copa do Mundo em meio à votação”;


e) “Se eu falasse, ninguém acreditaria”, diz o post.
Gabarito: B
a) Incorreta. O verbo concorda com “deputados”: correta a concordância.
Claret -- CPF:

b) Correta. O verbo tratar é transitivo indireto e o “se” é índice de indeterminação do sujeito,


isso significa que não admite pluralização.
Luciana Claret

Observação: admitem pluralização ao lado de “se” (pronome apassivador) os verbos transitivos


diretos e os verbos transitivos diretos e indiretos por indicarem voz passiva sintética e pelo fato
Fernanda Luciana

de o verbo ter que concordar com o sujeito.


c) Incorreta. O verbo concorda com o sujeito “deputados”.
Fernanda

d) Incorreta. Os deputados (sujeito) estão trocando e colando figurinhas.


e) Incorreta. Ninguém (sujeito) acreditaria.
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.

TEXTO VI - Manual de princípios éticos para sites de medicina e saúde na internet

A veiculação de informações, a oferta de serviços e a venda de produtos médicos na Internet


têm o potencial de promover a saúde mas também podem causar danos aos internautas,
usuários e consumidores.

O CREMESP define a seguir princípios éticos norteadores de uma política de


autorregulamentação e critérios de conduta dos sites de saúde e medicina na Internet.
1) TRANSPARÊNCIA
Deve ser transparente e pública toda informação que possa interferir na compreensão das
mensagens veiculadas ou no consumo dos serviços e produtos oferecidos pelos sites com
conteúdo de saúde e medicina. Deve estar claro o propósito do site: se é apenas educativo ou
se tem fins comerciais na venda de espaço publicitário, produtos, serviços, atenção médica
personalizada, assessoria ou aconselhamento. É obrigatória a apresentação dos nomes do
responsável, mantenedor e patrocinadores diretos ou indiretos do site.

2) HONESTIDADE
Muitos sites de saúde estão a serviço exclusivamente dos patrocinadores, geralmente
fernandaclaret@yahoo·com·br
738.833.521-87 -- fernandaclaret@yahoo·com·br

empresas de produtos e equipamentos médicos, além da indústria farmacêutica que, em


alguns casos, interferem no conteúdo e na linha editorial, pois estão interessados em vender
seus produtos.

A verdade deve ser apresentada sem que haja interesses ocultos. Deve estar claro quando o
conteúdo educativo ou científico divulgado (afirmações sobre a eficácia, efeitos, impactos ou
benefícios de produtos ou serviços de saúde) tiver o objetivo de publicidade, promoção e
venda, conforme Resolução CFM N º 1.595/2000.
CPF: 738.833.521-87

3) QUALIDADE
A informação de saúde apresentada na Internet deve ser exata, atualizada, de fácil
entendimento, em linguagem objetiva e cientificamente fundamentada. Da mesma forma
Claret -- CPF:

produtos e serviços devem ser apresentados e descritos com exatidão e clareza. Dicas e
aconselhamentos em saúde devem ser prestados por profissionais qualificados, com base em
Luciana Claret

estudos, pesquisas, protocolos, consensos e prática clínica.


Fernanda Luciana

Os sites com objetivo educativo ou científico devem garantir a autonomia e independência de


sua política editorial e de suas práticas, sem vínculo ou interferência de eventuais
Fernanda

patrocinadores.

Deve estar visível a data da publicação ou da revisão da informação, para que o usuário tenha
certeza da atualidade do site. Os sites devem citar todas as fontes utilizadas para as
informações, critério de seleção de conteúdo e política editorial do site, com destaque para
nome e contato com os responsáveis.

“Muitos sites de saúde estão a serviço exclusivamente dos patrocinadores, geralmente


empresas de produtos e equipamentos médicos, além da indústria farmacêutica que, em
alguns casos, interferem no conteúdo e na linha editorial, pois estão interessados em vender
seus produtos”.
10. (FGV - 2016 - MPE-RJ - Técnico do Ministério Público – Administrativa) Sobre a
concordância nesse segmento do texto 2, a afirmação inadequada é:
a) “muitos” concorda com “sites”;
b) “interessados” deveria ser substituído por “interessadas”;
c) “editorial” concorda exclusivamente com “linha”;
d) “médicos” se refere a “produtos e equipamentos”;
e) “farmacêutica” concorda com “indústria”.
Gabarito: B
a) Incorreta. O pronome indefinido concorda com o substantivo masculino plural.
b) Correta. As empresas estão interessadas: concordância nominal.
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c) Incorreta. Se concordasse também com “conteúdo”, seria utilizada a forma editoriais.


d) Incorreta. O adjetivo posposto aos dois substantivos concorda com os dois termos.
e) Incorreta. O adjetivo concorda com o substantivo feminino singular.
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.

ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO, REGIMENTO INTERNO, LEI DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA,


PROVIMENTO GERAL DA CORREGEDORIA E PROVIMENTO JUDICIAL APLICADO AO PROCESSO
CPF: 738.833.521-87

JUDICIAL ELETRÔNICO

11. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com as disposições do


Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
Claret -- CPF:

I - Respeitada a representação do quinto constitucional, integram o Conselho Especial 20 (vinte)


desembargadores: os dez desembargadores mais antigos (entre eles o Presidente do Tribunal, o
Luciana Claret

Primeiro Vice-Presidente, o Segundo Vice-Presidente e o Corregedor da Justiça) e dez


Fernanda Luciana

desembargadores eleitos pelo Tribunal Pleno.


II - As vagas por antiguidade do Conselho Especial serão providas pelos membros mais antigos
Fernanda

do Tribunal Pleno, mediante ato do Presidente.


III - A eleição de desembargadores para compor o Conselho Especial será realizada em votação
aberta.
Está(ão) correta(s) apenas:
a) I e II.
b) III.
c) II.
d) II e III.
e) I, II e III.
Gabarito: C
I – Incorreta. De acordo com o art. 7º, caput e § 1º, I e II, do Regimento Interno: “Art. 7º O
Conselho Especial compõe-se de vinte e um membros e é presidido pelo Presidente do
Tribunal. § 1º Integram o Conselho Especial: I – os onze desembargadores mais antigos, entre
eles o Presidente do Tribunal, o Primeiro Vice-Presidente, o Segundo Vice-Presidente e o
Corregedor da Justiça; II – dez desembargadores eleitos pelo Tribunal Pleno.
II – Correta. De acordo com o art. 8º do Regimento Interno.
III – Incorreta. Segundo o art. 9º, caput, do Regimento Interno: “Art. 9º A eleição prevista no
inciso II do § 1º do art. 7º será realizada em votação secreta.”

12. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com as disposições do


Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
I - O desembargador que integrar o Conselho Especial por quatro anos, desprezada convocação
por período igual ou inferior a seis meses, só poderá ser candidato se esgotados todos os
nomes dos elegíveis.
II - O mandato dos membros eleitos do Conselho Especial será de quatro anos, vedada a
recondução.
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III - Compete ao Conselho da Magistratura julgar representação contra magistrados por excesso
injustificado de prazos legais e regimentais.
Está(ão) correta(s) apenas:
a) I e II.
b) II.
c) I e III.
d) III.
e) II e III.
CPF: 738.833.521-87

Gabarito: C
I – Correta. De acordo com o art. 9º, § 6º, do Regimento Interno.
II – Incorreta. Art. 9º, § 5º, do Regimento Interno: “§ 5º O mandato dos membros eleitos será
de dois anos, admitida uma recondução.”
Claret -- CPF:

III – Correta. Art. 15, I, do Regimento Interno.


Luciana Claret

13. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com as disposições do


Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.
Fernanda Luciana

I - É atribuição do Presidente do Tribunal requisitar as verbas necessárias ao pagamento de


precatórios pela Fazenda Pública do Distrito Federal.
Fernanda

II - O Presidente do Tribunal será substituído pelo Primeiro Vice-Presidente e, na


impossibilidade deste, pelo Segundo Vice-Presidente; o Primeiro Vice-Presidente será
substituído pelo Segundo Vice-Presidente; o Segundo Vice-Presidente e o Corregedor da Justiça
serão substituídos pelos demais desembargadores, observada a ordem decrescente de
antiguidade, a partir do substituído, excluídos os desembargadores que integram o Tribunal
Regional Eleitoral do Distrito Federal.
III - É vedada a convocação de juiz de direito para substituição de desembargador.
Está(ão) correta(s) apenas:
a) I e II.
b) II e III.
c) II.
d) III.
e) I.
Gabarito: A
I – Correta. Nos termos do art. 43, VI, do Regimento Interno.
II – Correta. De acordo com o art. 57, caput, do Regimento Interno.
III – Incorreta. Segundo o art. 61 do Regimento Interno: “Art. 61. A convocação de juiz de
direito para substituição de desembargador ou de juiz de direito substituto de segundo grau
terá caráter excepcional e somente ocorrerá: I - quando a necessidade de substituição ou
auxílio superar o número de juízes de direito substitutos de segundo grau em exercício; II - na
hipótese de afastamento de juiz substituto de segundo grau por período superior a 30 (trinta)
dias; ou III - em face de situação extraordinária, a critério do Conselho Especial.”

14. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com a Lei n. 8.429/92.
I - As disposições da Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/92) são aplicáveis, no que
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couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato
de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma, direta ou indireta.
II - Se houver indícios de ato de improbidade, caberá a autoridade administrativa responsável
pelo inquérito representar em juízo para as providências necessárias.
III - Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito permitir,
facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.
Está(ão) correta(s) apenas
a) II e III.
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b) I e II.
c) I.
d) II.
e) I, II e III.
Claret -- CPF:

Gabarito: C
I – Correta. A assertiva está de acordo com o que prevê o art. 3º da Lei de Improbidade
Luciana Claret

Administrativa.
II – Incorreta. De acordo com o art. 7º, caput, da Lei: “Art. 7° Se houver indícios de ato de
Fernanda Luciana

improbidade, a autoridade que conhecer dos fatos representará ao Ministério Público


competente, para as providências necessárias.”
Fernanda

III – Incorreta. Os atos de improbidade administrativa que importam enriquecimento ilícito


estão elencados no art. 9º da Lei. De acordo com o art. 10, XII, da Lei n. 8.429/92: “Art. 10.
Constitui ato de improbidade administrativa que causa lesão ao erário qualquer ação ou
omissão, dolosa, que enseje, efetiva e comprovadamente, perda patrimonial, desvio,
apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres das entidades referidas no
art. 1º desta Lei, e notadamente: (…) XII - permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro se
enriqueça ilicitamente;”

15. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com o Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
I - O servidor público terá que decidir sempre entre o legal e o ilegal, não sendo cabíveis
apreciações subjetivas entre o conveniente e o inconveniente, por exemplo.
II - A função pública deve ser limitar ao exercício profissional, não se integrando na vida
particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia
em sua vida privada não deverão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
III - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos
erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam
até mesmo imprudência no desempenho da função pública.
Está(ão) correta(s) apenas
a) III.
b) I e III.
c) I e II.
d) III.
e) I, II e III.
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Gabarito: A
I – Incorreta. De acordo com o item II do Código de Ética: “O servidor público não poderá jamais
desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e
o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas
principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e
§ 4º, da Constituição Federal.”
II – Incorreta. De acordo com o item VI do Código de Ética: “VI – A função pública deve ser tida
como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.
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Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer
ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.”
III – Correta. Gabarito: Certa, de acordo com o item XI do Código de Ética.
Claret -- CPF:

16. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com o Provimento Geral da
Corregedoria Aplicado aos Juízes e Ofícios Judiciais:
Luciana Claret

I - O mandado de citação ou de intimação por via postal será expedido de modo a permitir a
realização do ato, também, por meio de oficial de justiça. Frustrada a citação ou intimação por
Fernanda Luciana

via postal, o mandado será destacado do envelope para cumprimento por oficial de justiça.
II - O nome da vítima deverá constar das certidões e dos documentos referentes a informações
Fernanda

sobre o andamento de processos criminais.


III - Considera-se sob sigilo qualquer documento, medida cautelar ou procedimento que, por
sua natureza, exija a preservação do segredo das informações nele contidas para assegurar a
eficácia da investigação criminal, tais como os pedidos de quebra de sigilo e de escuta
telefônica, de prisão preventiva ou temporária, e de quebra de sigilo bancário ou fiscal.
IV - É vedado ao estagiário ter carga dos autos, podendo, no entanto, consultá-los na secretaria
da vara.
Está(ão) correta(s) apenas
a) I e II.
b) II.
c) II, III e IV.
d) I e III.
e) I, II e III.
Gabarito: D
I – Correta. Art. 69, caput, e parágrafo único do Provimento Geral da Corregedoria.
II – Incorreta. De acordo com o art. 84, § 3º, do Provimento: “§ 3º O nome da vítima não
poderá constar das certidões e dos documentos referentes a informações sobre o andamento
de processos criminais.”
III – Correta. Art. 87, § 1º, do Provimento.
IV – Incorreta. De acordo com o art. 95, caput, do Provimento: “Art. 95. O estagiário de direito
somente estará apto a ter carga dos autos se, munido da carteira de estagiário ou de
declaração que a substitua, emitida pela Ordem dos Advogados do Brasil – OAB, estiver
cadastrado no sistema informatizado do Tribunal e expressamente autorizado pelo procurador
constituído.”
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17. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com o Provimento Geral da
Corregedoria Aplicado aos Juízes e Ofícios Judiciais.
I - As varas de natureza cível, sem prejuízo de outras determinações do juízo, deverão registrar
no sistema informatizado do Tribunal a ocorrência de retificação do nome das partes e de sua
qualificação, além da inclusão, exclusão e baixa de partes.
II - A instituição provisória de curatela não será comunicada à Junta Comercial do Distrito
Federal.
III - As condenações criminais transitadas em julgado deverão ser comunicadas à Corregedoria
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do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.


IV - Caberá ao Juiz da Vara de Execuções Penais decidir sobre pedidos de concessão ou
regulamentação de visitas, bem como de remoção, ingresso e permanência de quaisquer
presos em estabelecimentos penais sujeitos à sua fiscalização, exceto os que não tenham
Claret -- CPF:

vinculação com a Justiça do Distrito Federal.


Está(ão) correta(s) apenas
Luciana Claret

a) I, II e IV.
b) I e II.
Fernanda Luciana

c) I e III.
d) III.
Fernanda

e) IV.
Gabarito: C
I – Correta. Art. 3º, I e II, do Provimento Geral da Corregedoria.
II – Incorreta. De acordo com o art. 3º, § 2º, do Provimento: “§ 2º Instituída ou destituída a
curatela, ainda que provisória, haverá comunicação à Junta Comercial do Distrito Federal e à
Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal – ANOREG/DF, sem prejuízo do
disposto no art. 9º, III, do Código Civil; no art. 755, § 3º, do Código de Processo Civil; e nos
artigos 29, V, 89, 92 e 107, § 1º, da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973.”
III – Correta. Art. 5º, § 3º, do Provimento.
IV – Errado. De acordo com o art. 15, caput, do Provimento: “Art. 15. Caberá ao Juiz da Vara de
Execuções Penais – VEP decidir sobre pedidos de concessão ou regulamentação de visitas, bem
como de remoção, ingresso e permanência de quaisquer presos em estabelecimentos penais
sujeitos à sua fiscalização, inclusive os que não tenham vinculação com a Justiça do Distrito
Federal, sejam eles presos provisórios ou com condenação definitiva.”
18. À luz do provimento geral da corregedoria aplicado aos juízes e ofícios judiciais, assinale a
alternativa correta.
a) Cabe ao juiz submeter à Corregedoria as portarias baixadas, inclusive aquelas em
conformidade com os modelos por ela sugeridos.
b) A baixa de partes em processos nos quais for instituída a tutela ou a curatela poderá será
feita antes do levantamento dessas restrições.
c) Os elogios recebidos por meio da Ouvidoria serão encaminhados, para ciência, ao endereço
eletrônico do Juiz agraciado e, após, serão anotados nos assentamentos funcionais do
Magistrado.
d) A condução da audiência de conciliação e mediação poderá ser delegada a conciliador
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nomeado por ato da Segunda Vice-Presidência do Tribunal ou, em sua ausência, por servidor
lotado no juízo.
e) A audiência de instrução e julgamento por meio de sistema de áudio ou audiovisual, com
certificação no termo de audiência, devendo haver transcrição de seu conteúdo em ambos os
casos.
Gabarito: D
a) Incorreta. Art. 1º, III, do Provimento Geral da Corregedoria: “Art. 1º Cabe ao Juiz, além de
processar e julgar os feitos de sua competência: (…) III – submeter à Corregedoria as portarias
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baixadas, exceto aquelas em conformidade com os modelos por ela sugeridos;”


b) Incorreta. Art. 3º, § 1º, do Provimento Geral da Corregedoria: “§ 1º A baixa de partes em
processos nos quais for instituída a tutela ou a curatela somente será feita após o
levantamento dessas restrições.”
Claret -- CPF:

c) Incorreta. Art. 2º, § 2º, do Provimento Geral da Corregedoria: “§ 2º Os elogios recebidos por
meio da Ouvidoria serão encaminhados, para ciência, ao endereço eletrônico do Juiz agraciado
Luciana Claret

e, após, submetidos à análise do Corregedor, que poderá determinar a anotação nos


assentamentos funcionais do Magistrado.”
Fernanda Luciana

d) Correta. Art. 4º-A, do Provimento Geral da Corregedoria.


e) Incorreta. Art. 4º-B, caput e § 3º, do Provimento Geral da Corregedoria: “Art. 4º-B A
Fernanda

audiência de instrução e julgamento poderá ser gravada por meio de sistema de áudio ou
audiovisual, com certificação no termo de audiência. (…) § 3º Não haverá transcrição no caso
de registro da audiência por meio audiovisual.”

19. À luz do provimento geral da corregedoria aplicado aos juízes e ofícios judiciais, assinale a
alternativa incorreta.
a) Cabe ao juiz indicar, por meio eletrônico, os servidores para as demais funções
comissionadas sob sua direção, dentre os ocupantes de cargos de provimento efetivo e em
exercício.
b) Os Juízes de Direito poderão encaminhar elogio para registro nos assentamentos funcionais
de Juiz de Direito Substituto.
c) Cópia da gravação da audiência de instrução e julgamento deverá ser entregue às partes, às
expensas destas.
d) À Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal serão encaminhadas as sentenças penais
transitadas em julgado, bem como serão comunicadas as decisões declinatórias de
competência e de retificação de nomes.
e) A secretaria da vara de natureza criminal fará juntar aos autos, até o oferecimento da
denúncia ou da queixa-crime, a folha de antecedentes penais do acusado disponibilizada pelo
INI e as informações constantes do sistema informatizado do Tribunal, certificando sobre os
antecedentes e esclarecendo as anotações ali constantes, sem prejuízo de novas atualizações.
Gabarito: C
a) Correta. Art. 1º, V, do Provimento Geral da Corregedoria.
b) Correta. Art. 2º, § 1º, do Provimento Geral da Corregedoria.
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c) Incorreta. Art. 4º-B, § 1º, do Provimento Geral da Corregedoria: “§ 1º Caso haja solicitação,
será fornecida cópia da gravação à parte interessada, às expensas desta.”
d) Correta. Art. 5º, § 2º, do Provimento Geral da Corregedoria.
e) Correta. Art. 6º, caput, do Provimento Geral da Corregedoria.

20. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com o Provimento Geral da
Corregedoria Aplicado aos Juízes e Ofícios Judiciais:
I - A comemoração de aniversário das cidades do Distrito Federal suspenderá o expediente
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forense nas respectivas circunscrições judiciárias.


II - Os atos de mero expediente poderão ser praticados por estagiários.
III - O termo inicial e final dos prazos constará dos andamentos processuais disponibilizados às
partes, aos advogados e ao público em geral no sistema informatizado.
Claret -- CPF:

IV - É vedado ao servidor da vara prestar informação por telefone sobre andamento processual,
salvo ao oficial de justiça em cumprimento da ordem judicial.
Luciana Claret

Está(ão) correta(s) apenas:


a) I e IV.
Fernanda Luciana

b) II.
c) III.
Fernanda

d) I, II e III.
e) II e IV.
Gabarito: E
I – Incorreta. Art. 35, parágrafo único, do Provimento Geral da Corregedoria: “Parágrafo único.
A comemoração de aniversário das cidades do Distrito Federal, exceto a de Brasília, não
suspenderá o expediente forense nas respectivas circunscrições judiciárias.”
II – Correta. Art. 36, parágrafo único, do Provimento.
III – Incorreta. Art. 38 do Provimento: “Art. 38. O termo inicial e final dos prazos não constará
dos andamentos processuais disponibilizados às partes, aos advogados e ao público em geral
no sistema informatizado.”
IV – Correta. Art. 42, caput, do Provimento.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
DIREITO CONSTITUCIONAL

21. Aponte a alternativa que apresenta a classificação da Constituição da República


Federativa do Brasil, de 1988, segundo o modo de elaboração, origem, extensão e
estabilidade, respectivamente
a) Histórica, Outorgada, Analítica e Imutável.
b) Dogmática, Outorgada, Sintética e Rígida.
c) Histórica, Pactuada, Analítica e Imutável.
d) Dogmática, Outorgada, Sintética e Flexível.
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e) Dogmática, Promulgada, Analítica e Rígida.


Gabarito: E
- Quanto ao modo de elaboração, a CRFB/88 é dogmática. A Constituição dogmática parte da
aceitação de dogmas, considerados o núcleo de uma doutrina. A constituição dogmática
necessariamente é também escrita e pressupõe a aceitação de dogmas ou opiniões sobre a
política do momento.
- Quanto à origem, a CRFB/88 é promulgada (popular ou democrática), pois advinda de uma
Assembleia Constituinte composta por representantes do povo. Sua elaboração ocorre de
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maneira consciente e livre, diferentemente das outorgadas, que são impostas, e das cesaristas.
Estas últimas, embora elaboradas de maneira unilateral (impostas), após a sua criação são
submetidas a um referendo popular.
- Quanto à extensão, a CRFB/88 é analítica (prolixa), pois não se restringe a tratar somente de
Claret -- CPF:

normas materialmente constitucionais, normas estruturais, de organização de poder, de


funcionamento do Estado. Cuida de assuntos diversos, por pretender proteger institutos
Luciana Claret

considerados importantes.
Fernanda Luciana

- Quanto à estabilidade (ou processo de mudança), a CRFB/88 é rígida, segundo entendimento


dominante. Constituições rígidas são aquelas alteráveis somente por um processo mais solene,
Fernanda

mais dificultoso que o processo de alteração das demais normas jurídicas. No art. 60 da Carta
Magna (processo legislativo das emendas constitucionais) encontra-se o fundamento da rigidez
constitucional.
Obs.: alguns doutrinadores sustentam que a CRFB/88 é classificada como super-rígida, pelo fato
de conter núcleos essenciais intangíveis (cláusulas pétreas – art. 60, §4º). Não é o
entendimento que prevalece, contudo.

22. Acerca dos métodos de Hermenêutica Constitucional, assinale a alternativa INCORRETA:


a) Conforme o método hermenêutico clássico, a Constituição tem caráter legal, ou seja, em
essência é uma lei, devendo ser interpretada de acordo as regras tradicionais de hermenêutica.
b) O método científico-espiritual afirma que as normas constitucionais devem ser interpretadas
levando-se em consideração, além do sistema jurídico no qual estão inseridas, a realidade
social em determinado período histórico, e os elementos culturais, sendo estes dinâmicos. Para
este método, a Constituição é tida como fenômeno cultural, isto é, como norma produzida em
relação a fatos relativos a determinados valores existentes em uma distinta sociedade.
c) Konrad Hesse é um dos mais expressivos defensores do método hermenêutico-
concretizador. Hesse defende que o papel e o dever dos intérpretes constitucionais são a
consolidação e a preservação da força normativa da Constituição.
d) De acordo com o método normativo-estruturante (Friedrich Müller), o teor literal de
qualquer prescrição de direito positivo é apenas a ‘ponta do iceberg’; todo o resto, talvez a
parte mais significativa, que o intérprete deve levar em conta para realizar direito, é constituído
pela situação normada, na expressão de Miguel Reale.
e) Conforme o método tópico-problemático, há a ideia de que a leitura de um texto normativo
se inicia pela pré-compreensão do seu sentido através do intérprete. A interpretação da
constituição também não foge a esse processo: é uma compreensão de sentido, um
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preenchimento de sentido juridicamente criador, em que o intérprete efetua uma atividade


prático normativa, concretizando a norma a partir de uma situação histórica concreta (J.J.
Gomes Canotilho).
Gabarito: E
a) Correta. Os adeptos dessa metodologia defendem a identidade entre a Constituição e as
demais leis e, por essa razão, entendem que às normas constitucionais se aplicam os mesmos
métodos tradicionais de interpretação desenvolvidos por Savigny (literal, sistemático, histórico,
teleológico).
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b) Correta. Em uma analogia didática, as normas constituiriam o corpo da Constituição e o seu


espírito seriam os valores socialmente consagrados nessas normas.
c) Correta. Konrad Hesse, em sua obra A força normativa da Constituição contesta a teoria de
Ferdinand Lassalle, que afirma que as questões constitucionais são políticas e não jurídicas.
Claret -- CPF:

d) Correta. O autor alemão Friedrich Müller realiza, ainda, importante distinção entre programa
normativo e âmbito normativo. Programa normativo é tanto a norma quanto o texto que a
Luciana Claret

expressa, ao passo que âmbito normativo é a realidade social conformada, regulada pelas
normas.
Fernanda Luciana

e) Incorreta. Trata-se do método hermenêutico-concretizador, em que a leitura se inicia pela


pré-compreensão do intérprete. Este tem papel criador, concretizando a norma para (e a partir)
Fernanda

do problema (movimento de ir e vir = círculo hermenêutico). O objetivo desse método é, após a


verificação do texto em seu conjunto, concretizar a aplicação da norma constitucional ao caso
prático. Já para o método tópico-problemático, a interpretação deve partir do caso concreto
(do problema) para a norma. Tem por fundamento os aspectos práticos e não o texto em si, ou
seja, tal método se embasa em uma teoria da argumentação jurídica em torno de um problema
concreto (topos), sendo que, a partir dele, desenrolam-se diversos argumentos, cada qual
defendendo a decisão que considera ideal para o caso.

23. Assinale a alternativa correta em relação à Arguição de Descumprimento de Preceito


Fundamental.
I – Somente será cabível a ADPF quando não houver outro meio eficaz para sanar a lesividade
de preceito fundamental.
II – Exige-se a defesa do ato impugnado via ADPF pelo Advogado-Geral da União.
III – Não há possibilidade de concessão de medida liminar em sede de Arguição de
Descumprimento de Preceito Fundamental.
a) I, II e III estão corretas.
b) Apenas a II é correta.
c) Apenas I e II são corretas.
d) Apenas a III é correta.
e) Apenas a I é correta.
Gabarito: E
I – Correta. Art. 4º, §1º, Lei n. 9.882/1999: Não será admitida arguição de descumprimento de
preceito fundamental quando houver qualquer outro meio eficaz de sanar a lesividade. Trata-se
do denominado caráter subsidiário da ADPF.
II – Incorreta. A Lei n. 9.882/1999 não exige a defesa do ato impugnado pelo Advogado-Geral
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da União. O Procurador-Geral da República, no entanto, quando não for o autor da ação, será
previamente ouvido.
III –Incorreta. Lei n. 9.882/1999, art. 5º: O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria
absoluta de seus membros, poderá deferir pedido de medida liminar na arguição de
descumprimento de preceito fundamental.

24. João, Promotor de Justiça, informado por sua secretária, soube que um parlamentar
bastante influente da sua região faria uma solicitação ao Governador do Estado para que se
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intrometesse no pleno exercício de suas atividades. O intuito do político era fazer com que o
Chefe do Poder Executivo determinasse a alteração de um posicionamento jurídico adotado
por João em determinada investigação penal conduzida pelo Ministério Público.
De acordo com as garantias e prerrogativas, constitucionais e infraconstitucionais, atribuídas
Claret -- CPF:

ao Ministério Público e aos seus membros, é correto afirmar que caso firmada determinação
dessa natureza, NÃO precisará ser cumprida em razão do
Luciana Claret

a) princípio da unidade institucional;


b) princípio da pessoalidade da atuação funcional;
Fernanda Luciana

c) princípio da independência funcional;


d) princípio da unidade;
Fernanda

e) princípio da inamovibilidade.
Gabarito: C
A questão cobra conhecimentos a respeito dos princípios institucionais do Ministério Público. A
respeito do tema, o art. 127, § 1º, da Constituição Federal de 1988, dispõe: “Art. 127. O
Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e
individuais indisponíveis.
§ 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a
independência funcional.”
No caso em tela, a referida determinação não precisaria ser cumprida por força do princípio da
independência funcional.
Os membros do Ministério Público não estão submetidos a nenhum poder hierárquico no
exercício de suas obrigações, podendo agir, no processo, da forma que melhor entenderem.
Desta forma, garante-se que a atuação do Ministério Público seja pautada pela convicção dos
seus membros, afugentando interferências políticas.
25. Em dois turnos de votação, com voto favorável de dois quintos dos seus membros e com
interstício de dez dias entra as votações, foi aprovado pelo Poder Legislativo do Município Y,
o projeto de lei orgânica municipal. Logo após, o Presidente da Câmara Municipal
encaminhou o projeto ao chefe do Poder Executivo Municipal. Este, no entanto, devolveu o
projeto sob alegação de que o processo legislativo adotado não estava em conformidade com
o disposto no Art. 29 da Constituição da República de 1988. Com base na sistemática
constitucional, o processo legislativo adotado na análise do projeto em questão está
parcialmente em desacordo com a Constituição, uma vez que
a) o interstício entre os turnos de votação deveria ser de, no máximo, 5 (cinco) dias.
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b) não deveria ocorrer a participação do Prefeito Municipal, sendo este o único vício;
c) o projeto de lei deveria ser realizado em três turnos de votação, com o voto de três quintos
dos membros da Câmara dos Vereadores.
d) era exigido o voto de dois terços dos membros da Câmara dos Vereadores, sendo este o
único vício;
e) era exigido o voto de dois terços dos membros da Câmara de Vereadores e não deveria
ocorrer a participação do Prefeito Municipal;
Gabarito: E
CPF: 738.833.521-87

A questão sob análise trata sobre a Organização do Município. Para respondermos


corretamente à questão, analisaremos o que dispõe o art. 29 da Constituição Federal de 1988.
Vejamos: “Art. 29 - O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o
interstício mínimo de dez dias, e aprovada por dois terços dos membros da Câmara Municipal,
Claret -- CPF:

que a promulgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição, na Constituição do


respectivo Estado e os seguintes preceitos: (...)”
Luciana Claret

Ao aplicar o dispositivo constitucional citado acima ao caso apresentado pela questão,


podemos afirmar que este caso padece de dois vícios. O primeiro, é que o quórum de
Fernanda Luciana

aprovação do projeto deveria ser de dois terços, não de dois quintos. Já o segundo, é que não
há que se falar em participação do chefe do Poder Executivo Municipal (Prefeito), uma vez que,
Fernanda

como vimos na leitura do art. 29, da CF/88, quem promulga a lei orgânica é a própria Câmara
Municipal.
Feitos os devidos esclarecimentos, podemos afirmar que a alternativa E está correta.

26. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta sobre a Ação Direta de
Inconstitucionalidade por Omissão.
I – Em caso de excepcional urgência e relevância da matéria, o Tribunal, por decisão da maioria
absoluta de seus membros, poderá conceder medida cautelar, após a audiência dos órgãos ou
autoridades responsáveis pela omissão inconstitucional, que deverão pronunciar-se no prazo
de 5 (cinco) dias.
II – A medida cautelar poderá consistir na suspensão da aplicação da lei ou do ato normativo
questionado, no caso de omissão parcial, bem como na suspensão de processos judiciais ou de
procedimentos administrativos, ou ainda em outra providência a ser fixada pelo Tribunal.
III – A ação direta de inconstitucionalidade por omissão é incompatível com o instituto da
medida cautelar.
a) I, II e III estão corretas.
b) Apenas a II é correta.
c) Apenas I e II são corretas.
d) Apenas a III é correta.
e) Apenas a I é correta.
Gabarito: C
I – Correta. Lei 9868/99, art. 12-F, caput.
II – Correta. Lei 9868/99, art. 12-F, §1º.
III – Incorreta. O Supremo Tribunal Federal entendia que, pelo fato de a ação direta de
inconstitucionalidade por omissão destinar-se a dar ciência da mora ao poder omisso para que
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este adote as providências necessárias, referida ação não seria compatível com o instituto da
concessão de medida cautelar. No entanto, por força da Lei 12.063/2009, foi acrescentado o
art. 12-F à Lei n. 9.868/99, prevendo a possibilidade de medida cautelar na ação direta de
inconstitucionalidade por omissão.

27. Analise a assertiva abaixo e assinale a alternativa correta.


De acordo com a atual orientação do Supremo Tribunal Federal acerca da hierarquia dos
tratados sobre direitos humanos na ordem jurídica brasileira, aqueles incorporados
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anteriormente à introdução do §3º ao art. 5º da CF/88 pela EC 45/2004, têm status:


a) equivalente às emendas constitucionais.
b) de lei ordinária.
c) de lei complementar.
Claret -- CPF:

d) supralegal.
e) constitucional
Luciana Claret

Gabarito: D
Segundo lições de Marcelo Novelino e Dirley da Cunha Júnior, “Em 2006, quando do julgamento
Fernanda Luciana

do RE 466.343/SP, no qual se discutia a possibilidade de prisão civil do devedor-fiduciante, (...) a


maioria dos Ministros do STF aderiu à tese proposta por Gilmar Mendes, no sentido de que os
Fernanda

tratados e convenções internacionais de direitos humanos aprovados pelo procedimento


ordinário teriam uma hierarquia supralegal, isto é, estariam situados abaixo da Constituição,
mas acima da legislação ordinária. Com a adoção deste novo entendimento, o Supremo
Tribunal Federal passou a reconhecer, conforme o conteúdo e forma de aprovação, três níveis
hierárquicos distintos para os tratados e convenções internacionais: 1) tratados e convenções
internacionais de direitos humanos, aprovados em cada Casa do Congresso Nacional, em dois
turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros são considerados equivalentes às
emendas constitucionais (CF, art. 5º, §3º); 2) tratados e convenções internacionais de direitos
humanos, aprovados pelo procedimento ordinário (CF, art. 47), possuem status supralegal,
situando-se entre as leis e a Constituição; 3) tratados e convenções internacionais que não
versem sobre direitos humanos ingressam no ordenamento jurídico brasileiro com força de lei
ordinária”. (Constituição Federal para Concursos – 8ª ed., Ed. Juspodivm – 2017, p. 172 -173).
28. Eustáquio, servidor público municipal, tomou conhecimento de que a Constituição
Federal de 1988 assegurava determinado direito estatutário aos servidores, mas
condicionava o exercício deste direito à edição de lei que o regulamentasse. Decorridos
muitos anos desde a promulgação da Constituição, a referida lei não foi editada, acarretando
na omissão que torna inviável o exercício do seu direito. De acordo com a narrativa acima e
sob à luz sistemática constitucional, o instrumento que deverá ser utilizado por Eustáquio
para tutelar seus interesses é
a) o habeas data;
b) o direito de petição;
c) o mandado de segurança;
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d) o mandado de injunção;
e) a ação popular.
Gabarito: D
A questão trata dos remédios constitucionais. Como sabemos, os remédios constitucionais são
instrumentos jurídicos previstos na Constituição Federal, que estão à disposição dos cidadãos,
para que estes possam resguardar e proteger determinados direitos e interesses individuais e
fundamentais, bem como corrigir abusos de poder por parte das autoridades.
No caso em questão, o remédio constitucional que deverá ser utilizado por Eustáquio para que
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ele possa pleitear seus interesses é o mandado de injunção.


De acordo com o art. 5°, inciso LXXI da CF/88, o mandado de injunção será concedido sempre
que a falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania. Neste
Claret -- CPF:

sentido, entende-se que o mandado de injunção precisa cumprir dois requisitos constitucionais:
a) necessidade de haver norma constitucional de eficácia limitada, prescrevendo direitos,
Luciana Claret

liberdades constitucionais e prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;


e b) ausência de norma regulamentadora, que torne inviável o exercício dos direitos, liberdades
Fernanda Luciana

e prerrogativas descritos acima (omissão).


Fernanda

29. Abel, Prefeito do Município X, pretende nomear Caim, seu melhor amigo, para exercer
função de confiança na Administração Pública municipal.
Sobre a nomeação, à luz da sistemática constitucional, assinale a afirmativa correta.
a) Somente poderá ser feita caso Caim ocupe cargo de provimento efetivo na administração
municipal.
b) Pode ser feita independente se Caim ocupa, ou não, cargo na administração municipal.
c) Somente poderá ser feita, caso Caim ocupe cargo em comissão na administração municipal.
d) Somente poderá ser feita, caso não haja aprovado em concurso público apto a desempenhá-
la.
e) Somente poderá ser feita caso o conhecido seja previamente aprovado em concurso público
para esta finalidade.
Gabarito: A
A questão exige conhecimento a respeito das regras constitucionais relativas às funções de
confiança na Administração Pública.
A respeito do tema, dispõe o art. 37, inciso V da Constituição Federal de 1988: “Art. 37. - A
administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) V - as funções de confiança,
exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em
comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento;”

Conforme dispõe a Constituição Federal, Abel, Prefeito do Município X, poderá nomear Caim
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para que este exerça função de confiança na Administração Pública Municipal, desde que ele
ocupe cargo de provimento efetivo. Portanto, a alternativa correta é a letra A.
OBSERVAÇÃO! Ainda a respeito do tema, sugiro a leitura da tese adotada pelo STF, em sede de
repercussão geral. Vide (STF, RE n.º 1.041.210, rel. min. Dias Toffoli, DJ. 27.09.2018).

30. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.


I – São órgãos do Poder Judiciário o Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça,
o Superior Tribunal de Justiça, o Tribunal Superior do Trabalho, os Tribunais Regionais Federais
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e Juízes Federais, os Tribunais e Juízes do Trabalho, os Tribunais e Juízes Eleitorais, os Tribunais


e Juízes Militares, os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Territórios.
II – O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às competições desportivas após
esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva.
Claret -- CPF:

III – O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território
nacional.
Luciana Claret

a) I, II e III são corretas.


b) II e III são corretas.
Fernanda Luciana

c) Apenas a III é correta.


d) Apenas a II é correta.
Fernanda

e) Apenas a I é correta.
Gabarito: A
I – Correta. CF/88, art. 92.
II – Correta. CF/88, art. 217, §1º.
III - Correta. CF/88, art. 92, §2º.

DIREITO ADMINISTRATIVO

31. Assinale a alternativa correta.


a) Administração pública em sentido material ou funcional: são as entidades, órgãos e agentes
que exercem a função administrativa.
b) Administração pública em sentido formal ou orgânico: é a própria função administrativa.
c) A doutrina considera como “Superprincípios” do Direito Administrativo: a supremacia do
interesse público e a indisponibilidade do interesse público.
d) O administrador público só é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo em virtude de lei, em
consonância com o regime previsto no art. 5º, II, da CF/88.
e) Ao Judiciário é cabível aumentar o vencimento de servidor público sob o fundamento da
isonomia.
Gabarito: C
a) Incorreta. Trata-se do conceito formal ou subjetivo ou orgânico de administração pública.
b) Incorreta. Trata-se do conceito material ou objetivo ou funcional de administração pública.
c) Correta. Obs.: isso não quer dizer que haja hierarquia entre princípios, significando apenas o
destaque existente no sentido do pensamento que deve nortear o Direito Administrativo.
d) Incorreta.CF/88, art. 37, caput. Legalidade administrativa: o administrador só age mediante
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autorização legal, em regime diverso do previsto no art. 5º, II, da CF/88.


e) Incorreta. SÚMULA VINCULANTE 37: Não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função
legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia.

32. Assinale a alternativa correta com base na Lei n. 9.784/1999 (Lei do Processo
Administrativo Federal):
a) O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos
favoráveis para os destinatários prescreve em 10 (dez) anos, contados da data em que foram
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praticados, salvo comprovada má-fé.


b) A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e
pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos
adquiridos.
Claret -- CPF:

c) Os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria
Administração em prol da aplicação do princípio da segurança jurídica e da estabilidade das
Luciana Claret

relações, ainda que acarretem prejuízo a terceiro.


d)A Administração deve revogar seus próprios atos, quando eivados de vício de legalidade, e
Fernanda Luciana

pode anulá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos


adquiridos.
Fernanda

e) O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos


favoráveis para os destinatários decai em 10 (dez) anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-fé.
Gabarito: B
a) Incorreta. Art. 54: O direito da Administração de anular os atos administrativos de que
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em
que foram praticados, salvo comprovada má-fé.
b) Correta. Art. 53 da Lei 9784/1999 e súmula 473, STF. Fundamento: princípio da segurança
jurídica. Autotutela administrativa.
c)Incorreta. Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse
público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser
convalidados pela própria Administração.
d) Incorreta. Art. 53. A Administração deve anular seus próprios atos, quando eivados de vício
de legalidade, e pode revogá-los por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os
direitos adquiridos.
e) Incorreta. Art. 54: O direito da Administração de anular os atos administrativos de que
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em
que foram praticados, salvo comprovada má-fé.

33. Assinale a alternativa INCORRETA.


a) Órgão é a unidade que congrega atribuições exercidas pelos agentes públicos que o integram
com o objetivo de expressar a vontade do Estado.
b) Com base na Teoria do Órgão, desenvolvida pelo alemão Otto Gierke, a pessoa jurídica se
expressa por meio de seus órgãos, sendo a manifestação dos agentes imputada ao Estado.
c) Órgãos Independentes são classificados como subdivisões imediatas dos órgãos autônomos,
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conservam algum tipo de autonomia.


d) Há órgãos que, mesmo sem personalidade jurídica, podem se valer da “personalidade
judiciária” para defesa institucional em juízo.
e) A desconcentração administrativa caracteriza-se pela especialização interna por meio da
criação de órgãos, sem que haja a criação de nova pessoa jurídica.
Gabarito: C
a) Correta. Trata-se do conceito de órgão dado por Maria Sylvia Zanella Di Pietro.
b) Correta.
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c) Incorreta. Trata-se do conceito de órgãos superiores (subdivisões imediatas dos órgãos


autônomos, conservam algum tipo de autonomia). Órgãos independentes NÃO são
subordinados a outros órgãos.
d) Correta. Súmula 525/STJ: A Câmara de Vereadores não possui personalidade jurídica, apenas
Claret -- CPF:

personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos
institucionais.
Luciana Claret

e) Correta. Ex. de desconcentração: Ministério da Saúde, Procuradoria-Geral do Estado.


Fernanda Luciana

34. O Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Alfa estabelece que o auxílio-
educação será devido ao servidor e aos seus dependentes, na forma a ser definida em
Fernanda

regulamento. Ato contínuo, o Prefeito Municipal de Alfa editou o Decreto XPTO, de 20 de


outubro de 2022, dispondo sobre a matéria.
O ato praticado pelo Chefe do Poder Executivo Municipal está embasado no seu poder
administrativo
a) regulamentar, pois tem prerrogativa de editar leis de efeitos concretos que inovem no
ordenamento jurídico, criando ou extinguindo direitos e obrigações;
b) normativo, pois estabelece normais gerais e abstratas que servem de complemento para a
legislação previamente existente, para sua fiel execução;
c) de polícia, pois tem competência originária para estabelecer normas gerais aplicáveis aos
servidores públicos em nível municipal, criando ou extinguindo direitos e obrigações.
d) disciplinar, pois tem competência originária para estabelecer normas gerais aplicáveis aos
servidores públicos em nível municipal;
e) hierárquico, pois, na qualidade de autoridade máxima em nível municipal, tem a prerrogativa
de editar atos legislativos sobre servidores públicos municipais.
Gabarito: B
O poder normativo é definido como a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar
atos gerais para complementar as leis e permitir sua efetiva aplicação. Cabe ressaltar que a
prerrogativa é apenas para complementar a lei, não podendo alterá-la a pretexto de estar
regulamentando.
Neste sentido, o exercício do poder regulamentar, via de regra, se materializa na edição de
decretos e regulamentos destinados a dar fiel execução às leis. São os chamados decretos de
execução ou decretos regulamentares, cuja previsão encontra-se no art. 84, IV da Constituição
Federal.
Ao lado dessa espécie de decreto, criou-se também os decretos autônomos, que não se
destinam a regulamentar determinada lei, tendo, em verdade, natureza de ato normativo geral
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e abstrato, enquadrando-se como atos primários, já que derivados diretamente da Constituição


(art. 84, VI).
Diante dessas considerações e, considerando o enunciado da questão, a letra C está correta.

35. Ainda a respeito do tema dos poderes administrativos, em conformidade com a doutrina
de Direito Administrativo, o poder de polícia pode ser conceituado como prerrogativa de
direito público que, com fulcro na lei, autoriza
a) em favor do interesse da coletividade, a Administração Pública a restringir o uso e o gozo da
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liberdade e da propriedade.
b) a Administração Pública, por meio do Poder Executivo, a editar leis ordinárias que dispõem
sobre o funcionamento das forças de segurança pública;
c) a Polícia Civil a realizar diligências de busca e apreensão na casa dos investigados,
Claret -- CPF:

independentemente de autorização judicial;


d) a Polícia Militar a proceder à prisão/captura de suspeitos de crimes hediondos, mesmo sem
Luciana Claret

situação flagrancial ou ordem judicial;


e) o Poder Legislativo a determinar o confisco de bens de origem ilícita adquiridos por pessoas
Fernanda Luciana

que cometeram crimes contra a Administração Pública.


Gabarito: A
Fernanda

a) Correta. "Art. 78 do CTN. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública


que, limitando ou disciplinando direito, interêsse ou liberdade, regula a prática de ato ou
abstenção de fato, em razão de intêresse público concernente à segurança, à higiene, à ordem,
aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas
dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranqüilidade pública ou ao
respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos."
b) Incorreta. O teor da alternativa não encontra nenhum respaldo constitucional. Não existe
qualquer possibilidade de a Administração editar leis ordinárias, o que vem a ser competência
do Poder Legislativo (CRFB, art. 59, III).
c) Incorreta. Diligências de busca e apreensão na casa de investigados constituem medidas
pertinentes à atividade de polícia judiciária, e não à polícia administrativa. Ademais, trata-se de
matéria submetida a reserva de jurisdição, de maneira que se faz necessário ordem judicial
para tanto (CRFB, art. 5º, XI).
d) Incorreta. A realização de prisão pelo cometimento de crimes, novamente, constitui objeto
da polícia judiciária, e não da polícia administrativa. Deveras, para que a prisão se revela legal,
faz-se necessário que se dê em flagrante delito ou mediante ordem judicial de autoridade
competente. Do contrário, o cerceamento da liberdade jamais poderia se considerar lícito.
e) Incorreta. Considerando que a medida aqui cogitada teria origem no cometimento de crimes,
bem assim o fato de que a polícia administrativa não tem por objeto ilícitos penais, mas sim
administrativos, pode-se eliminar mais esta opção.

36. Assinale a alternativa INCORRETA quanto ao tema Controle da Administração Pública.


a) A ampla sindicabilidade dos atos administrativos é corolário da cidadania, fundamento da
República, e tem como fundamento o princípio democrático.
b) A accountability, ou responsabilidade em prestar contas, no contexto da Administração
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Pública, pode ser considerada no plano vertical, como decorrente do regime da democracia
representativa, ou no plano horizontal, sendo realizada pelos organismos constitucionalmente
incumbidos das funções de controle, dentre eles o Ministério Público.
c) A ideia de compliance, diferentemente da ideia de accoutability, não tem aplicação no
âmbito da administração pública, referindo-se tão somente ao contexto de governança
corporativa das instituições e organizações privadas.
d) Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno. Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de
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qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob
pena de responsabilidade solidária.
e) Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma
da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.
Claret -- CPF:

Gabarito: C
a) Correta. CF/88, art. 1º, II e parágrafo único. Princípio democrático: dividido no binômio
Luciana Claret

legitimidade/substância e legitimação/procedimento). “Todo o poder emana do povo, que o


exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.
Fernanda Luciana

b) Correta. Quando se trata de controle da administração pública, a ideia central consiste no


fato de que o titular do patrimônio público é o povo, e não a administração pública. Esta
Fernanda

encontra-se sujeita, em toda a sua atuação, ao princípio da indisponibilidade do interesse


público.
c) Incorreta. COMPLIANCE: “Conjunto de medidas atreladas à ética e à integridade cujo escopo
é promover a conformidade dos processos e atividades de uma organização às leis nacionais e
internacionais, visando o bom andamento dos negócios, melhoria do ambiente corporativo e
boa reputação da organização.” Os conceitos e fundamentos de governança corporativa, de
gestão de riscos e de compliance decorrem da denominada Administração dialógica. A gestão
pública responsiva tem por fim assumir um papel preventivo no planejamento das ações e na
orientação das condutas, sempre com o objetivo de atingir a finalidade pública a que se
destina. Nesse sentido, a Administração Pública abandona a lógica autoritária e passa a
adotar a prevenção e o diálogo como métodos fundamentais no direcionamento de suas
políticas públicas.
(http://www.direitodoestado.com.br/colunistas/rodrigo-pironti/governanca-gestao-de-riscos
e-compliance-uma-nova-realidade-para-a-administracao-publica-brasileira).
d) Correta. CF/88, art. 74, §1º.
e) Correta. CF/88, art. 74, §2º. Obs.: CF/88, Art. 75: As normas estabelecidas nesta seção
aplicam-se, no que couber, à organização, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas
dos Estados e do Distrito Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos
Municípios.

37. Analise as assertivas abaixo e assinale a INCORRETA.


a) O diploma ou a habilitação legal para o exercício do cargo deve ser exigido na posse, inclusive
para os cargos de magistrados e promotores de justiça.
b) O portador de visão monocular tem direito de concorrer, em concurso público, às vagas
reservadas aos deficientes.
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c) Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.
d) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem
prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra
a carreira na qual anteriormente investido.
e) O limite de idade para a inscrição em concurso público só é legítimo, quando possa ser
justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.
Gabarito: A
a) Incorreta. STJ, súm. 266: O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser
CPF: 738.833.521-87

exigido na posse e não na inscrição para o concurso público. Obs.: CONTUDO, essa súmula não
se aplica aos concursos da magistratura nem do Ministério Público. A comprovação do triênio
de atividade jurídica exigida para o ingresso nos cargos de juiz ou de membro do MP deve
ocorrer no momento da inscrição definitiva no concurso público. Vide STF, Plenário. RE
Claret -- CPF:

655.265/DF, julgado em 13/04/2016 (repercussão geral) - info. 821.


b) Correta. STJ, súm. 377.
Luciana Claret

c) Correta. Súmula Vinculante 44 e STF, súm. 686. Fundamento: princípio da legalidade.


d) Correta. Súmula Vinculante 43. Proibição da denominada ascensão funcional (proibição da
Fernanda Luciana

progressão funcional do servidor público entre cargos de carreiras distintas).


e) Correta. STF, súm. 683: O limite de idade para a inscrição em concurso público só se legitima
Fernanda

em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das
atribuições do cargo a ser preenchido.

38. A Administração Pública é regida por vários princípios expressos de forma explícita ou
implícita na Constituição Federal. Estes princípios administrativos possuem valores
equânimes, o que torna possível afirmar que o respeito a um princípio não pode ser
conflitante com outro.
A respeito deste tema, assinale a opção que apresenta o princípio que determina a igualdade
entre os princípios administrativos constitucionais.
a) Princípio da Isonomia.
b) Princípio da Proporcionalidade.
c) Princípio da Publicidade.
d) Princípio da Jurisprudência.
e) Princípio da Publicidade.
Gabarito: B
A ideia de igualdade entre os princípios administrativos constitucionais é extraída do princípio
da proporcionalidade. De acordo com o que se entende deste postulado, sempre que nos
defrontarmos com o conflito de dois princípios, será necessário realizar uma ponderação dos
interesses envolvidos, tendo com base parâmetros razoavelmente objetivos, de modo a
estabelecer, no caso concreto, qual postulado preponderará diante daquele caso concreto.
Vale ressaltar que, se houvesse alguma espécie de hierarquia pré-estabelecida entre princípios,
não haveria necessidade de se realizar tal análise por meio da ponderação de interesses.
Simplesmente, bastaria verificar os princípios colidentes e o de maior estatura iria sempre
prevalecer sobre o outro. No entanto, como inexiste tal pretensa hierarquia principiológica -
justamente em vista da igualdade de todos entre si - faz-se necessário adotar, diante de um
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caso concreto, o critério da ponderação de interesses, derivado diretamente do princípio da


proporcionalidade.

39. Assinale a alternativa correta conforme a Lei n. 12.846/2013 (Lei “Anticorrupção”).


I- A instauração e o julgamento de processo administrativo para apuração da responsabilidade
de pessoa jurídica cabem à autoridade máxima de cada órgão ou entidade dos Poderes
Executivo, Legislativo e Judiciário, que agirá de ofício ou mediante provocação, observados o
contraditório e a ampla defesa. A autoridade máxima de cada órgão ou entidade pública
CPF: 738.833.521-87

poderá celebrar acordo de leniência com as pessoas jurídicas responsáveis pela prática dos atos
previstos na Lei que colaborem efetivamente com as investigações e o processo administrativo,
sendo que dessa colaboração resulte a identificação dos demais envolvidos na infração, quando
couber, e a obtenção célere de informações e documentos que comprovem o ilícito sob
Claret -- CPF:

apuração.
II- O acordo de leniência exime a pessoa jurídica da obrigação de reparar integralmente o dano
Luciana Claret

causado.
III- A celebração do acordo de leniência não interrompe o prazo prescricional dos atos ilícitos
Fernanda Luciana

previstos na Lei.
IV- O acordo de leniência somente poderá ser celebrado se, cumulativamente, a pessoa jurídica
Fernanda

for a primeira a manifestar seu interesse em cooperar para a apuração do ato ilícito; cesse
completamente seu envolvimento na infração investigada a partir da data de propositura do
acordo; admita sua participação no ilícito, cooperando plena e permanentemente com as
investigações e o processo administrativo, comparecendo, sob suas expensas, sempre que
solicitada, a todos os atos processuais, até seu encerramento.
Estão corretas:
a) I, II, III e IV.
b) I, II e III.
c) I e III.
d) I e IV.
e) Apenas a IV.
Gabarito: D
I- Correta. Lei 12.846/2013, arts. 8º e 16.
II- Incorreta. Lei 12.846/2013, art. 16, §3º: O acordo de leniência não exime a pessoa jurídica
da obrigação de reparar integralmente o dano causado.
III- Incorreta. Lei 12.846/2013, art. 16, §9º: A celebração do acordo de leniência interrompe o
prazo prescricional dos atos ilícitos previstos nesta Lei.
IV- Correta. Lei 12.846/2013, art. 16, §1º, I, II e III.

40. Os servidores públicos civis da União NÃO deverão


a) exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
b) levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da
autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de
outra autoridade competente para apuração;
c) cumprir as ordens superiores, mesmo quando forem manifestamente ilegais;
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d) ser assíduo e pontual ao serviço;


e) representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
Gabarito: C
A presente questão é de fácil resolução e apresenta, com base no Regime Jurídico dos
Servidores Públicos Civis da União (Lei nº 8.112/1990), os deveres do servidor público da União.
O art. 116, incisos I a XII. da lei nº 8.112/1990 dispõe sobre os deveres do servidor público da
União. Vejamos:
CPF: 738.833.521-87

“Art. 116. São deveres do servidor:


I - exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo;
II - ser leal às instituições a que servir;
III - observar as normas legais e regulamentares;
Claret -- CPF:

IV - cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;


V - atender com presteza:
Luciana Claret

a) ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por


sigilo;
Fernanda Luciana

b) à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de


interesse pessoal;
Fernanda

c) às requisições para a defesa da Fazenda Pública.


VI - levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em
razão do cargo;
VI - levar as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo ao conhecimento da
autoridade superior ou, quando houver suspeita de envolvimento desta, ao conhecimento de
outra autoridade competente para apuração; (Redação dada pela Lei nº 12.527, de
2011)
VII - zelar pela economia do material e a conservação do patrimônio público;
VIII - guardar sigilo sobre assunto da repartição;
IX - manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
X - ser assíduo e pontual ao serviço;
XI - tratar com urbanidade as pessoas;
XII - representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder.
Parágrafo único. A representação de que trata o inciso XII será encaminhada pela via
hierárquica e apreciada pela autoridade superior àquela contra a qual é formulada,
assegurando-se ao representando ampla defesa.”

Com exceção da letra C, todas as demais alternativas apresentando hipóteses de deveres do


servidor público da União. Sendo assim, a alternativa que resolve a questão é a letra C.

DIREITO CIVIL

41. Assinale a alternativa INCORRETA.


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a) O Código Civil de 2002 consagra como princípios fundamentais o da eticidade, o da


socialidade e o da operabilidade.
b) A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito
adquirido e a coisa julgada.
c) Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem
comum.
d) Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso.
e) Consideram-se atos jurídicos perfeitos os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa
CPF: 738.833.521-87

exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-
estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
Gabarito: E
a) Correta. Eticidade: Deve haver ética nas relações. Valorização da boa-fé, na lealdade da
Claret -- CPF:

conduta entre as partes. É a boa-fé objetiva, a qual tem função de interpretação dos negócios
jurídicos, mas também a função de controle das condutas humanas, além de possuir a função
Luciana Claret

de integração. Socialidade: A ideia é deixar de ser um código egoísta e passar a ser um código
Fernanda Luciana

com preocupação da função social. Todas as categorias civis têm função social, como
propriedade, empresa, posse, família, responsabilidade civil, contratos, etc. Operabilidade:
Fernanda

Flavio Tartuce diz que há dois sentidos: simplicidade (permite operá-lo de forma mais fácil) e a
efetividade (permite que seja aplicado facilmente, tornando-o efetivo).
b) Correta. Art. 6º, caput, LINDB.
c) Correta. Art. 5º, LINDB.
d) Correta. Art. 6º, §3º, LINDB.
e) Incorreta. Trata-se do conceito de direito adquirido, trazido pelo art. 6º, §2º da LINDB.

42. No tocante ao direito à prestação de alimentos entre pais e filhos, é correto afirmar que:
a) apesar de recíproco, não é extensivo aos demais ascendentes;
b) é recíproco e extensivo aos demais ascendentes;
c) inexiste no direito brasileiro;
d) não é recíproco, mas é extensivo aos demais ascendentes;
e) é imprescritível.
Gabarito: B
Sobre o tema, pede-se a alternativa que contempla a afirmativa CORRETA. Senão vejamos:
a) Incorreta. Segundo consta do art. 1.696 do Código Civil, o direito aos alimentos é recíproco
entre pais e filhos, além de ser extensivo a todos os ascendentes. Vejamos: “Art. 1.696. O
direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os
ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros.”
b) Correta. Conforme explicado acima, o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pai
e filho e extensivo aos demais ascendentes, ou seja, os pais também podem requerer alimentos
aos filhos, quando comprovada a necessidade. E o direito aos alimentos é extensivo aos
ascendentes, isto é, pode abarcar os avôs, bisavôs, observando que a obrigação recai sobre
aquele que possui o grau mais próximo.
Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a
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todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de
outros.
c) Incorreta. O direito à prestação de alimentos entre pais e filhos existe no direito brasileiro,
inclusive com previsão expressa no art. 1.696 do Código Civil.
d) Incorreta. De acordo com o já mencionado acima, o direito à prestação de alimentos entre
pais e filho é recíproco e extensivo aos demais ascendentes.
e) Incorreta. O direito de cobrar as prestações alimentares já vencidas prescreve em dois
anos, a contar da data de seu vencimento.
CPF: 738.833.521-87

Art. 206. Prescreve:


§ 2 o Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se
vencerem.
Claret -- CPF:

43. No que tange ao Sistema de Invalidades do Negócio Jurídico, assinale a alternativa


INCORRETA.
Luciana Claret

a) Respeitada a intenção das partes, a invalidade parcial de um negócio jurídico não o


prejudicará na parte válida, se esta for separável; a invalidade da obrigação principal implica a
Fernanda Luciana

das obrigações acessórias, mas a destas não induz a da obrigação principal.


b) É nulo o negócio jurídico quando não revestir a forma prescrita em lei.
Fernanda

c) É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na
substância e na forma.
d) As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos
seus efeitos e as encontrar provadas, sendo-lhe permitido supri-las, desde que a requerimento
das partes.
e) É nulo o negócio jurídico quando a lei lhe proibir a prática, sem cominar sanção.
Gabarito: D
a) Correta. CC/02, art. 184.
b) Correta. CC/02, art. 166, IV.
c) Correta. CC/02, art. 167.
d) Incorreta. CC/02, art. 168, parágrafo único: As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz,
quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, não lhe
sendo permitido supri-las, ainda que a requerimento das partes.
e) Correta. CC/02, art. 166, VII: a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem
cominar sanção.
44. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
a) Não é lícito ao possuidor direto defender sua posse em face do proprietário do bem.
b) Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro,
conserva a posse em nome próprio.
c) É de boa-fé a posse que não for violenta, clandestina ou precária.
d) Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de
reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa.
e) Obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro
direito sobre a coisa.
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Gabarito: D
a) Incorreta. CC, art. 1197: A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder,
temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela
foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.
b) Incorreta. CC, art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de
dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens
ou instruções suas.
c) Incorreta. CC, art. 1200: É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária. Art.
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1201: É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição
da coisa.
d) Correta. CPC, Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao
réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face
Claret -- CPF:

de terceira pessoa. Parágrafo único. Não obsta à manutenção ou à reintegração de posse a


alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa.
Luciana Claret

e) Incorreta. CC, art. 1210, §2º: Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação
de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa.
Fernanda Luciana

45. O agricultor João celebrou contrato de comissão com o empresário Eusébio. No ajuste foi
Fernanda

pactuada a cláusula Del Credere. Diante da presença dessa cláusula no contrato, o


comissário:
a) responderá perante o comitente pelo eventual inadimplemento das pessoas com quem
tratar;
b) não responderá perante o comitente pelo eventual inadimplemento das pessoas com quem
tratar;
c) responderá perante o comitente apenas pelo inadimplemento doloso das pessoas com quem
tratar;
d) não responderá perante o comitente pelo eventual inadimplemento das pessoas com quem
tratar, salvo motivo de força maior;
e) responderá perante o comitente, no limite do valor ajustado da comissão, pelo eventual
inadimplemento das pessoas com quem tratar.
Gabarito: A
A questão exige conhecimento quanto ao direito contratual.
Especificamente sobre o contrato de comissão (arts. 693 e seguintes do Código Civil), o
qual tem por objeto a aquisição ou a venda de bens pelo comissário, em seu próprio nome, à
conta do comitente; ou seja, o comissário, mediante remuneração, adquire ou vende bens, em
seu próprio nome, porém à conta do comitente:
"Art. 693. O contrato de comissão tem por objeto a aquisição ou a venda de bens pelo
comissário, em seu próprio nome, à conta do comitente".
Ou seja, neste contrato, o comissário se obriga a praticar atos em seu próprio nome, porém,
seguindo ordens do comitente, assim, acaba sendo responsável perante os terceiros com quem
contrata.
Este contrato, quando possui a cláusula del credere, implica em que o comitente pode
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descontar da comissão do comissário os negócios desfeitos. Ou seja, quando um negócio é


cancelado ou desfeito, inclusive por insolvência do terceiro com quem realizou o negócio, é
descontado da comissão a ser recebida pelo comissário:
"Art. 697. O comissário não responde pela insolvência das pessoas com quem tratar, exceto em
caso de culpa e no do artigo seguinte.
Art. 698. Se do contrato de comissão constar a cláusula del credere , responderá o comissário
solidariamente com as pessoas com que houver tratado em nome do comitente, caso em que,
salvo estipulação em contrário, o comissário tem direito a remuneração mais elevada, para
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compensar o ônus assumido".


Sobre o assunto, é preciso identificar qual a alternativa corretamente traz a consequência da
pactuação da cláusula del credere:
A) De fato, como visto, na hipótese de haver a cláusula del credere o comissário responde
Claret -- CPF:

perante o comitente quando há insolvência daqueles com quem ele realizou negócios,
portanto, a assertiva está correta.
Luciana Claret

B) Conforme explicado acima, a assertiva está incorreta.


C) Conforme visto, na hipótese de cláusula del credere, a respondabilidade do comissário não se
Fernanda Luciana

restringe à situações de dolo das pessoas com quem ele realizou negócios, portanto, a
alternativa está incorreta.
Fernanda

D) Conforme explicado acima e nas demais alternativas, a assertiva em tela está incorreta.
E) Também não há limitação na responsabilidade do comissário em razão do valor, portanto, a
afirmativa está incorreta.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL

46. Assinale a alternativa correta:


I - O CPC/15 adotou o modelo de processo comparticipativo, calcado no princípio da
cooperação. Um dos fundamentos para tanto é o de que a figura do juiz solipsista não se
coaduna com o Estado Democrático de Direito.
II – Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins econômicos e às exigências do
bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e observando a
proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência.
III - Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja previamente ouvida,
exceto nos casos de tutela provisória de urgência, sendo esta a única exceção.
a) Apenas as assertivas I e II estão corretas.
b) Apenas a assertiva I está correta.
c) Apenas as assertivas II e III estão corretas.
d) Apenas a assertiva III está correta.
e) As assertivas I, II e III estão corretas.
Gabarito: B
I - Correta. O modelo constitucional de processo impõe um processo comparticipativo, não
mais centrado na pessoa do juiz, e sim conduzido por diversos sujeitos (partes, Juiz, Ministério
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Público, procuradores), todos igualmente importantes na construção da solução mais adequada


ao caso. V. art. 6º, CPC/15.
II - Incorreta. CPC/15, art. 8o Ao aplicar o ordenamento jurídico, o juiz atenderá aos fins sociais
e às exigências do bem comum, resguardando e promovendo a dignidade da pessoa humana e
observando a proporcionalidade, a razoabilidade, a legalidade, a publicidade e a eficiência.
III - Incorreta. CPC/15, art. 9o Não se proferirá decisão contra uma das partes sem que ela seja
previamente ouvida. Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica: I - à tutela provisória
de urgência; II - às hipóteses de tutela da evidência previstas no art. 311, incisos II e III; III - à
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decisão prevista no art. 701.

47. O Ministério Público, na qualidade de substituto processual, ajuizou uma ação de


investigação de paternidade em face de José, na defesa dos interesses do infante Junior, que
Claret -- CPF:

é incapaz. José, regularmente citado, não compareceu à audiência de mediação que fora
determinada e sequer apresentou contestação no prazo legal.
Luciana Claret

Nesse cenário, é correto afirmar que:


a) José se tornou revel e haverá presunção de veracidade da paternidade afirmada pelo
Fernanda Luciana

Ministério Público;
b) José se tornou revel, mas não haverá presunção de veracidade, por se tratar de direito
Fernanda

indisponível;
c) não haverá revelia, uma vez que ainda pende produção de prova pericial no feito;
d) não haverá revelia, e o Ministério Público terá o ônus de produzir prova da paternidade
afirmada;
e) o processo terá que ser extinto, pois o Ministério Público não tem legitimidade
extraordinária para a causa.
Gabarito: B
De forma sucinta, revel é o réu que, validamente citado, não apresenta contestação, ou seja,
que não se desincumbe do ônus de contestar os fatos alegados pelo autor em sua petição
inicial. O principal efeito da revelia é a confissão ficta, ou seja, a presunção de veracidade dos
fatos alegados pelo autor da ação.
Essa presunção, porém, é relativa e não absoluta, podendo ser ilidida nas seguintes hipóteses:
"I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; II - o litígio versar sobre direitos
indisponíveis; III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere
indispensável à prova do ato; IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem
inverossímeis ou estiverem em contradição com prova constante dos autos" (art. 345, CPC/15).

48. Assinale a alternativa correta.


I – A capacidade processual é gênero, do qual são espécies a capacidade de ser parte, a
capacidade de estar em juízo e a capacidade postulatória.
II – Capacidade postulatória a aptidão de a pessoa ser titular de uma relação jurídica
processual.
III – Capacidade de estar em juízo é a capacidade para o exercício do direito.
a) I, II e III estão corretas.
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b) Apenas a II é correta.
c) Apenas I e III são corretas.
d) Apenas a III é correta.
e) Apenas a I é correta.
Gabarito: C
I – Correta.
II – Incorreta. Trata-se do conceito da capacidade de ser parte: aptidão de a pessoa ser titular
de uma relação jurídica processual. Capacidade postulatória: É a aptidão de se dirigir, seja por
CPF: 738.833.521-87

meio de petição ou oralmente, diretamente ao juiz. Quem a detém é o advogado, membro do


Ministério Público e Defensor Público. Eventualmente é possível que a capacidade postulatória
seja outorgada diretamente à parte. Isto ocorre nos Juizados Especiais, nos casos de demandas
com até 20 salários mínimos. Para interpor recursos, deverá haver advogado, contudo.
Claret -- CPF:

III – Correta. Para os menores púberes (relativamente incapazes), não emancipados, será
necessária assistência. Já para os menores impúberes (absolutamente incapazes), será
Luciana Claret

necessária a representação. Ex.: o lesado tinha 16 anos de idade. Só poderá estar em juízo por
meio de seu assistente, a fim de suprir sua capacidade de estar em juízo. Vide arts. 70 e 71,
Fernanda Luciana

NCPC.
Fernanda

49. Tício, com 21 anos de idade, através de seu procurador, propôs ação de indenização em
face do Município do Rio de Janeiro, sob o fundamento de que o veículo de propriedade
deste abalroou o seu, causando-lhe prejuízos materiais.
Nesse contexto, o julgador:
a) deve intimar o Ministério Público para atuar no feito, no prazo de 30 dias, como fiscal da
ordem jurídica, uma vez que o Município é parte da demanda;
b) deve intimar o Ministério Público para atuar no feito, no prazo de 60 dias, como fiscal da
ordem jurídica, uma vez que o Município é parte da demanda;
c) pode deixar de intimar o Ministério Público, uma vez que a qualidade das partes da demanda
não configura hipótese de sua intervenção obrigatória;
d) pode intimar o Ministério Público para atuar no feito, que não terá prazo peremptório para
se manifestar, uma vez que a ausência de sua manifestação será causa de nulidade;
e) deve intimar o Ministério Público, que atuará no polo passivo da demanda, em litisconsórcio
com o Município.
Gabarito: C
As hipóteses em que a intervenção do Ministério Público é obrigatória no processo estão
contidas no art. 178, do CPC/15, e correspondem às demandas que envolvem "I - interesse
público ou social; II - interesse de incapaz; III - litígios coletivos pela posse de terra rural ou
urbana". O parágrafo único deste dispositivo legal é expresso em afirmar que "a participação da
Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese de intervenção do Ministério Público".

50. No que tange à Invalidade dos Atos Processuais, assinale a assertiva INCORRETA.
a) Quando a lei prescrever determinada forma, o juiz considerará válido o ato se, realizado de
outro modo, lhe alcançar a finalidade.
b) Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo quando a lei
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expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe


preencham a finalidade essencial.
c) A nulidade dos atos deve ser alegada na primeira oportunidade em que couber à parte falar
nos autos, sob pena de preclusão. Não se aplica o disposto às nulidades que o juiz deva
decretar de ofício, nem prevalece a preclusão provando a parte legítimo impedimento.
d) É nulo o processo quando o membro do Ministério Público não for intimado a acompanhar o
feito em que deva intervir.
e) Se o processo tiver tramitado sem conhecimento do membro do Ministério Público, o juiz
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invalidará todos os atos praticados.


Gabarito: E
a) Correta. NCPC, art. 277. Trata-se do princípio da instrumentalidade das formas.
b) Correta. NCPC, art. 188. Trata-se, também, da previsão do princípio da instrumentalidade das
Claret -- CPF:

formas no campo processual civil.


c) Correta. NCPC, art. 278, caput e parágrafo único.
Luciana Claret

d) Correta. NCPC, art. 279.


e) Incorreta. NCPC, art. 279, §1º: Se o processo tiver tramitado sem conhecimento do
Fernanda Luciana

membro do Ministério Público, o juiz invalidará os atos praticados a partir do momento em


que ele deveria ter sido intimado.
Fernanda

DIREITO PENAL

51. Caim, descontente com os diversos atritos que tinha com seu colega de trabalho Abel,
decide matá-lo. Ao avistar seu desafeto caminhando pela rua, empunha sua arma, que estava
devidamente regularizada e contava com apenas uma munição, e a dispara, atingindo Abel na
região do abdômen. Ao lembrar que Abel era pai de três crianças, Caim, tomado por um
sentimento de angústia, arrepende-se de seu ato e leva a vítima ao hospital. Após pronto
atendimento e rápida cirurgia, o médico consegue salvar a vida de Abel.
Diante do exposto acima, o Ministério Público deve
a) reconhecer a ocorrência de arrependimento eficaz e, portanto, denunciar Caim pelo crime de
lesão corporal.
b) denunciar Caim pelo crime de lesão corporal, tendo em vista que o arrependimento
posterior no caso impede que o agente responda pelo resultado pretendido inicialmente.
c) denunciar Caim pelo crime de lesão corporal, pois houve desistência voluntária.
d) denunciar Caim pelo crime de tentativa de homicídio, considerando que o resultado
inicialmente pretendido não foi alcançado.
e) requerer o arquivamento, por atipicidade da conduta.
Gabarito: A
a) Correta. No caso apresentado pela questão, temos o que se chama de arrependimento
eficaz, ou resipiscência. Nesta espécie de tentativa abandonada, o agente, após já praticados
todos os atos executórios suficientes à consumação do crime, toma providências capazes de
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impedir a produção do resultado naturalístico.


Nota-se que no caso apresentado, Caim, após disparar o único projétil municiado em sua arma
(portanto, esgotou todos os meios que dispunha para execução do delito), se arrepende e
adota providências para impedir a produção do resultado.
O arrependimento eficaz está disposto no art. 15 do Código Penal. Vejamos: “Art. 15 - O agente
que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o resultado se
produza, só responde pelos atos já praticados.”
b) Incorreta. O arrependimento posterior constitui causa obrigatória de diminuição da pena,
CPF: 738.833.521-87

tendo incidência na terceira fase de aplicação da pena privativa de liberdade. Ocorre quando o
responsável pelo crime praticado SEM EMPREGO DE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA, de forma
voluntária e até o recebimento da denúncia ou queixa, repara o dano causado por sua conduta
ou restitui a coisa.
Claret -- CPF:

No caso em tela, não há que se falar em arrependimento posterior, tendo em vista que o
agente pratica o crime lesão corporal, previsto no art. 129 do Código Penal, uma vez que o
Luciana Claret

disparo desferido por ele atinge o abdômen do seu desafeto.


O arrependimento posterior está disposto no Art. 16 do Código Penal. Vejamos: “Art. 16 - Nos
Fernanda Luciana

crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a
coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será
Fernanda

reduzida de um a dois terços.”


c) Incorreta. A desistência voluntária, outra espécie de tentativa abandonada, caracteriza-se
pelo ato voluntário do agente de interromper o processo de execução do crime, abandonando
a prática dos demais atos de execução a qual ainda dispunha para a consumação.
No caso apresentado pela questão, restou claro que a arma utilizada por Caim continha apenas
um projétil, e este projétil foi disparado contra Abel. Neste sentindo, podemos afirmar que
Caim não mais dispunha de meios executórios, eis que ele esgotou todos os que estavam ao
seu alcance.
Assim como o arrependimento eficaz, a desistência voluntária está disciplinada no art. 15 do
Código Penal. Vejamos: “Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na
execução ou impede que o resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.”
DICA: Segundo a fórmula de Frank, a desistência voluntária estará caracterizada quando o
agente diz a si próprio: “posso prosseguir, mas não quero”.
d) Incorreta. Conforme vimos anteriormente, o arrependimento eficaz, disciplinado no art. 15
do Código Penal, afasta a imputação da infração inicialmente pretendida (no caso, o homicídio).
Neste sentido, não há que se falar em tentativa de homicídio, uma vez que ficou constatado a
ocorrência de arrependimento eficaz.
e) Incorreta. No caso em questão, não há como se falar em atipicidade da conduta, uma vez
que os atos praticados por Caim caracterizam o crime de lesão corporal. Neste caso, por força
do art. 15 no CP, o agente responderá pelo crime de lesão corporal.

52. Com intuito de ceifar a vida de seus desafetos Caim e Abel, o hábil praticante de esportes
de tiro João, se aproveitando do fato de Abel e Caim estarem enfileirados, efetua um único e
preciso disparo de fuzil de precisão modelo L115A3 em direção a seus desafetos, sabendo
que, pelo potencial lesivo do armamento utilizado, o único tiro desferido por ele seria
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suficiente para ocasionar a morte dos dois, o que de fato ocorre.


Constatado os fatos, caberá ao membro do Ministério Público oferecer denúncia contra João
pela prática de dois homicídios qualificados em
a) concurso formal próprio, sendo necessário aumentar a pena de um deles (mais grave);
b) concurso formal impróprio, sendo necessário somar as penas;
c) concurso material, como consequência dois resultados morte, devendo as penas dos dois
homicídios serem somadas;
d) concurso formal impróprio, devendo a pena de um dos homicídios (a mais grave) ser
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aumentada;
e) continuidade delitiva, devendo a pena de um dos homicídios (a mais grave) ser aumentada.
Gabarito: B
A questão exige conhecimento a respeito do concurso de crimes. O concurso de crimes é
Claret -- CPF:

caracterizado quando o agente, mediante uma ou mais condutas, pratica duas ou mais
infrações penais. Portanto, poderá haver unidade ou pluralidade de condutas, porém, sempre
Luciana Claret

serão cometidas duas ou mais infrações penais. Deste gênero, surgem três espécies: concurso
material, concurso formal e crime continuado. Ademais, cabe ressaltar que existem três
Fernanda Luciana

sistemas de aplicação da pena no concurso de crimes, sendo eles: a) sistema do cúmulo


material (sistema adotado em relação ao concurso material, ao concurso formal imperfeito ou
Fernanda

impróprio e ao concurso das penas de multa); b) sistema da exasperação (sistema adotado em


relação ao concurso formal próprio ou perfeito e ao crime continuado); e c) sistema da absorção
(aplicados aos crimes falimentares praticados pelo falido).
A respeito deste tema, é necessário que teçamos breves comentários a respeito das suas
espécies.
1. CONCURSO MATERIAL
Também conhecido como concurso real, o concurso material está disciplinado no art. 69 do
Código Penal. Ocorre quando há pluralidade tanto de condutas quanto de crimes. Nesta
espécie de concurso de crimes, o agente, executando duas ou mais condutas, pratica dois ou
mais crimes, sendo irrelevante se os fatos ocorreram ou não no mesmo contexto fático. O
concurso material pode ser homogêneo (crimes idênticos) ou heterogêneo (crimes diversos).
2. CONCURSO FORMAL
Concurso formal ou ideal, disposto no art. 70 do Código Penal, ocorre quando o agente,
mediante uma única conduta, pratica dois ou mais crimes (idênticos ou não). Para a
caracterização deste instituto é necessário que estejam presentes dois requisitos: a unidade da
conduta e a pluralidade de crimes.
Assim como o concurso material, o concurso formal possui as espécies homogêneo (crimes
idênticos) e heterogêneo (crimes distintos). Além disto, se dividem em concurso formal
perfeito (ou próprio) e concurso formal imperfeito (ou impróprio).
 Concurso formal perfeito (ou próprio) – Agente pratica a conduta típica, produzindo
dois ou mais resultados, agindo sem designíos autônomos (intuito de produzir, valendo-
se de uma única conduta, mais de um crime).
 Concurso formal imperfeito (ou impróprio) – Ocorre quando o agente possui
pluralidade de intenções (desígnios autônomos), ou seja, com uma só ação ou omissão,
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pretende cometer os dois ou mais crimes.


3. CRIME CONTINUADO
Ocorre crime continuado, ou continuidade delitiva, quando o agente, executando duas ou mais
condutas, comete dois ou mais crimes da mesma espécie e, por condições de tempo, local,
modo de execução e outras semelhantes, devem de forma subsequente ser havido continuação
do primeiro.
Este instituto está previsto no art. 71, caput, do Código Penal e para sua caracterização,
depende de 3 (três) requisitos: a) pluralidade de condutas; b) pluralidade de crimes; e c)
CPF: 738.833.521-87

condições semelhantes de tempo, lugar, maneira de execução e outras que se assemelhem.

Para a resolução da questão, utilizaremos o disposto na segunda parte do art. 70 do Código


Penal. Vejamos: “Art. 70 - Quando o agente, mediante uma só ação ou omissão, pratica dois ou
Claret -- CPF:

mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais,
somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas
Luciana Claret

aplicam-se, entretanto, cumulativamente, se a ação ou omissão é dolosa e os crimes


concorrentes resultam de desígnios autônomos, consoante o disposto no artigo anterior.”
Fernanda Luciana

No caso em tela, trata-se de concurso formal imperfeito, uma vez que o agente pretendeu,
Fernanda

derivando de desígnios autônomos, realizar dois crimes. Neste sentindo, como se extrai do
disposto da segunda parte do art. 70 do Código Penal, aplica-se o sistema de cúmulo material.
Portanto, a alternativa correta é a letra B.

53. Em uma determinada unidade prisional, João cumpre pena por força de condenação
definitiva pela prática de determinado crime. José, na mesma unidade prisional, mas em ala
distinta da de João, encontra-se preso preventivamente em virtude de ação penal, sem
sentença, pela suposta prática de crime idêntico ao de João.
Em determinada data, chega ao conhecimento de João e José que entrou em vigor nova lei
penal que reduz a sanção penal em abstrato prevista para o delito imputado a ambos, além
disto sendo a pena máxima atual inferior àquela aplicada na sentença de João.
Neste sentido, considerando as informações narradas, a nova lei
a) poderá ser aplicada a José, uma vez que o princípio do tempus regit actum se aplica a lei
penal, independentemente de a norma ser mais favorável ou desfavorável ao réu;
b) não poderá beneficiar nenhum dos dois, tendo em vista que não ocorreu abolitio criminis,
mas tão somente a alteração da sanção penal aplicável.
c) poderá beneficiar tanto João quanto José, pois, em sendo mais favorável, deverá retroagir
para atingir situações anteriores, mesmo que já amparadas pela coisa julgada;
d) não poderá beneficiar nenhum dos dois, tendo em vista que não estava em vigor na data dos
fatos, aplicando-se o princípio do tempus regit actum;
e) não poderá beneficiar João, uma vez que no caso dele já houve trânsito em julgado da
sentença condenatória, mas poderá ser aplicada a José por ser mais favorável;
Gabarito: C
Questão de fácil resolução, mas que demanda atenção do candidato. A questão exige
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conhecimento do art. 2° e do seu parágrafo único, CP. Extrai-se deste dispositivo legal que, via
de regra, por força do princípio do tempus regit actum, aplica-se a lei penal vigente ao tempo
da prática do fato criminoso, mas há uma exceção no tocante à retroatividade da lei penal mais
benéfica (novatio legis in mellius).
No caso em tela, trata-se de lex mitior (lei penal benéfica), ou seja, a inovação legislativa
apresenta tratamento mais benéfico aos agentes. Sendo assim, a lei posterior retroage,
dispensando cláusula expressa, e alcançando inclusive os fatos definitivamente já julgados.
A critério de fixação, vejamos o que dispõe o art. 2° e seu parágrafo único, do Código Penal:
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“Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime,
cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos
fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.”
Claret -- CPF:

54. Por força do cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram apreendidas duas
Luciana Claret

armas de fogo, calibre permitido, com numeração de série aparente, devidamente


municiadas, na residência de Caim. Ao prestar esclarecimentos, apesar de não possuir
Fernanda Luciana

autorização e nem registro das armas de fogo apreendidas, Caim afirmou que as armas eram
para a sua defesa pessoal.
Fernanda

Diante disso, Caim foi denunciado pela prática de dois crimes de porte de arma de fogo uso
permitido (art. 14 da Lei nº 10.826/03), em concurso material.
No momento de aplicar a sentença, deverá o juiz reconhecer
a) a ocorrência de crime único de posse de arma de fogo de uso permitido (art. 12, Lei nº
10.826/03), sendo assim afastado o concurso de delitos;
b) a ocorrência de dois crimes de porte de arma de fogo de uso permitido em concurso formal;
c) a ocorrência de crime único de porte de arma de fogo de uso permitido, afastando-se o
concurso de delitos;
d) a ocorrência de dois crimes de posse de arma de fogo de uso permitido (art. 12 da Lei nº
10.826/03) em concurso material;
e) a ocorrência de dois crimes de posse de arma de fogo de uso permitido (art. 12 da Lei nº
10.826/03) em concurso formal;
Gabarito: A
Mais uma questão que demanda atenção do candidato. Primeiro precisamos entender a
diferença entre POSSE e PORTE de arma de fogo.
De forma sucinta, a POSSE de arma de fogo é tê-la no interior da sua residência ou local de
trabalho (neste último caso, desde que indivíduo seja titular ou responsável legal do
estabelecimento ou empresa). Já o PORTE de arma de fogo é a circulação com a arma de fogo
fora de casa ou do local de trabalho.
Feitas estas explicações iniciais, conseguimos perceber que no caso em tela estamos diante de
uma situação de POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO (art. 12, da Lei
10.826/03) e não PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO (art. 14, da Lei
10.826/03). Vejamos o que dispõe os dispositivos legais mencionados:
“Art. 12. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso
permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua
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residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou
o responsável legal do estabelecimento ou empresa:
Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
(...)
Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo,
acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação
legal ou regulamentar:
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Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.”


O segundo ponto a ser enfrentado para respondermos à questão é conhecer o entendimento
jurisprudencial consolidado do STF e do STJ, que é no sentido de que, se tratando de mais de
uma arma de fogo de uso permitido, configura-se um CRIME ÚNICO e não há que se falar em
Claret -- CPF:

concurso de crimes. O contrário seria se fossem apreendidas duas armas, uma de uso permitido
e outra de uso restrito ou proibido. Neste caso, teríamos dois crimes. Vejamos:
Luciana Claret

“Os tipos penais dos arts. 12 e 16 da Lei nº 10.826/2003 tutelam bens jurídicos diversos e, por
Fernanda Luciana

essa razão, deve ser aplicado o concurso formal quando apreendidas armas ou munições de uso
permitido e de uso restrito no mesmo contexto fático. O art. 16 do Estatuto do Desarmamento,
Fernanda

além da paz e segurança públicas, também protege a seriedade dos cadastros do Sistema
Nacional de Armas, sendo inviável o reconhecimento de crime único, pois há lesão a bens
jurídicos diversos.” STJ. 5ª Turma. AgRg nos EDcl no AREsp 1122758/MG, Rel. Min. Jorge
Mussi, julgado em 24/04/2018. STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1619960/MG, Rel. Min.
Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 27/06/2017.

Quadro informativo:

Arma de fogo de uso PERMITIDO + Arma de


fogo de uso RESTRITO/PROIBIDO CONCURSO FORMAL
Arma de fogo de uso PERMITIDO/RESTRITO +
Arma de fogo de uso PERMITIDO/RESTRITO CRIME ÚNICO

Diante do exposto, podemos afirmar que a alternativa correta é a letra A.


55. Assinale a alternativa INCORRETA conforme a Lei 9.613/1998 (Lei da Lavagem de
Capitais).
a) É cabível a tentativa nos delitos de lavagem de capitais.
b) A pena poderá ser reduzida de um a dois terços e ser cumprida em regime aberto ou
semiaberto, facultando-se ao juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la, a qualquer tempo, por pena
restritiva de direitos, se o autor, coautor ou partícipe colaborar espontaneamente com as
autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais, à
identificação dos autores, coautores e partícipes, ou à localização dos bens, direitos ou valores
objeto do crime.
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c) O processo e julgamento dos crimes de Lavagem de Capitais são da competência da Justiça


Federal quando praticados contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira.
d) O processo e julgamento dos crimes de Lavagem de Capitais dependem do processo e
julgamento das infrações penais antecedentes.
e) A denúncia pelo crime de Lavagem de Capitais será instruída com indícios suficientes da
existência da infração penal antecedente, sendo puníveis os fatos relativos à lavagem, ainda
que desconhecido ou isento de pena o autor, ou extinta a punibilidade da infração penal
antecedente.
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Gabarito: D
a) Correta. Lei 9613/98, art. 1º, §3º.
b) Correta. Lei 9613/98, art. 1º, §5º.
c) Correta. Lei 9613/98, art. 2º, III, “a”.
Claret -- CPF:

d) Incorreta. Lei 9613/98, art. 2º: O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: (...)
II - independem do processo e julgamento das infrações penais antecedentes, ainda que
Luciana Claret

praticados em outro país, cabendo ao juiz competente para os crimes previstos nesta Lei a
decisão sobre a unidade de processo e julgamento; (...) Obs.: Basta que haja indícios de
Fernanda Luciana

cometimento da infração antecedente.


e) Correta. Lei 9613/98, art. 2º, §1º.
Fernanda

DIREITO PROCESSUAL PENAL

56. Eustáquio foi conduzido à 23ª Delegacia Policial, ao argumento de que fora flagrado
quando da prática do tráfico de entorpecentes (art. 33 da Lei nº 11.343/06), tendo a
autoridade policial, após a lavratura do auto de prisão em flagrante, promovido o seu
recolhimento à prisão, dando ciência ao juiz competente a respeito das formalidades que
observara quando da prisão de Eustáquio. Apesar de todas as cautelas observadas pela
autoridade policial, quando da chegada dos autos do inquérito ao Ministério Público, o
Promotor de Justiça constata que a autoridade policial não teria expedido a respectiva nota
de culpa, conforme determina o artigo 306, parágrafo 2º, do Código de Processo Penal.
Diante de tal situação, o Promotor de Justiça deverá:
a) arquivar o inquérito policial, ao argumento de que não fora expedida nota de culpa em
desfavor do indiciado Reinaldo;
b) reconhecer a validade do auto de prisão em flagrante e oferecer denúncia em desfavor de
Reinaldo, opinando pela decretação de sua prisão preventiva;
c) opinar pela decretação da prisão temporária do indiciado Reinaldo, cabendo à autoridade
policial decidir sobre a conveniência da medida constritiva de liberdade.
d) oferecer denúncia, opinando pelo relaxamento da prisão do indiciado, considerando que a
não expedição da nota de culpa configura manifesta ilegalidade;
e) oficiar à autoridade policial para que promova a expedição da nota de culpa, analisando,
posteriormente, a possibilidade de arquivamento do inquérito policial;
Gabarito: D
A prisão em flagrante ocorre no decorrer da prática da infração ou momentos depois,
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possuindo como funções, segundo Renato Brasileiro (2020, p. 1028): a) evitar a fuga do
infrator; b) auxiliar na colheita dos elementos informativos; c) impedir a consumação do
delito; c) impedir a consumação do delito, no caso em que a infração está sendo praticada (CPP,
art. 302, inciso I), ou de seu exaurimento, nas demais situações (CPP, art. 302, incisos II, III e IV);
d) preservar a integridade física do preso, diante da comoção que alguns crimes provocam na
população, evitando-se, assim, possível linchamento.
Na sistemática do CPP o flagrante possui 4 momentos distintos: captura, condução coercitiva,
lavratura do auto de prisão em flagrante e recolhimento à prisão. Feito todo esse
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procedimento, ao preso deve ser entregue a nora de culpa, em até 24 horas após a captura,
consoante o art. 306, §2° do CPP:
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por
Claret -- CPF:

ele indicada.
§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será encaminhado ao juiz
Luciana Claret

competente o auto de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu
advogado, cópia integral para a Defensoria Pública.
Fernanda Luciana

§ 2o No mesmo prazo, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela
autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e os das testemunhas.
Fernanda

Ademais, destaca-se que a nota de culpa não importa em confissão, como também não indica
que o preso está aceitando as acusações que lhe foram feitas quando da sua prisão.
No caso trazido no enunciado Eustáquio foi preso em flagrante e quando da chegada dos autos
do inquérito ao Ministério Público, o Promotor de Justiça constatou que a autoridade policial
não teria expedido a respectiva nota de culpa, ao final, pede que seja assinalada qual postura o
Promotor de Justiça deverá tomar diante desse quadro.
Aos itens:
A) Incorreta. Ausência da nota de culpa não é uma das causas de arquivamento do inquérito,
mas possui como consequência gerar a ilegalidade do flagrante, conforme explicado na
alternativa “b".
B) Incorreta. No presente caso, não foi entregue ao preso a nota de culpa, o que torna a prisão
em flagrante ilegal, por inobservância das formalidades estabelecidas pelo Código de Processo
Penal, mais precisamente a do art. 306, §2° do CPP. Como a prisão em flagrante foi ilegal, a
mesma deve ser relaxada.
C) Incorreta. A prisão em flagrante é ilegal e deve ser relaxada, consoante explicado nas
assertivas anteriores.
D) Correta. No caso o Promotor de Justiça deve sim oferecer a denúncia, mas deve opinar pelo
relaxamento da prisão do indiciado, posto que a prisão em flagrante se torna ilegal pela
ausência de nota de culpa, conforme explicado na alternativa “b".
E) Incorreta. A nota de culpa deverá ser expedida no prazo de até 24 horas, contado a partir do
momento da captura, consoante o art. 306, §2° do CPP e sua ausência não gera o arquivamento
do inquérito policial.

57. Tício foi denunciado pela prática de crime de extorsão em desfavor de Mévio. A defesa
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técnica do réu arrolou como testemunha Maria, filha de Tício, de apenas 10 anos de idade,
pois alega que ela, assim como outros familiares, estaria com o pai no suposto momento do
crime.
De acordo com as previsões do Código de Processo Penal, Maria:
a) poderá ser ouvida, mas, na condição de testemunha, prestará compromisso legal de dizer a
verdade e deverá estar sozinha, não podendo ser acompanhada por representante legal algum;
b) poderá ser ouvida na condição de testemunha, prestando compromisso legal de dizer a
verdade, devendo as perguntas serem realizadas diretamente pelas partes;
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c) poderá ser ouvida se arrolada como testemunha ou informante, mas não prestará
compromisso legal de dizer a verdade;
d) estará proibida de ser ouvida na condição de testemunha ou informante, por ser
descendente do réu;
Claret -- CPF:

e) estará proibida de depor como testemunha ou informante, por ser criança.


Gabarito: C
Luciana Claret

A presente questão perpassa a temática relativa à função da pessoa ouvida como testemunha
ou informante e o compromisso legal firmado diante da ocupação destas figuras.
Fernanda Luciana

Afirma o art. 202 do CPP que toda pessoa poderá ser testemunha, ao lado desta regra geral há
Fernanda

que se fazer algumas observações.


Para que alguém seja ouvido na condição de testemunha, este deverá prestar compromisso de
dizer a verdade, aduzido no art. 203 do CPP, o qual define que “a testemunha fará, sob palavra
de honra, a promessa de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado (...)". Essa
promessa de dizer a verdade do que souber e lhe for perguntado constitui o “compromisso". É
uma formalidade necessária, ainda que não garanta, por óbvio, a veracidade do depoimento.
Mais adiante, determina o art. 206 do CPP que “a testemunha não poderá eximir-se da
obrigação de depor. Poderão, entretanto, recusar-se a fazê-lo o ascendente ou descendente, o
afim em linha reta, o cônjuge, ainda que desquitado, o irmão e o pai, a mãe, ou o filho
adotivo do acusado, salvo quando não for possível, por outro modo, obter-se ou integrar-se a
prova do fato e de suas circunstâncias".
Ainda, aduz o art. 208 do CPP que não será deferido o compromisso de dizer a verdade aos
doentes e deficientes mentais, aos menores de 14 (quatorze) anos, nem às pessoas a que se
refere o art. 206, quais sejam, os ascendentes ou descendentes, os afins em linha reta, o
cônjuge (ainda que desquitado), o irmão ou o filho adotivo do acusado.
Nesta perspectiva, quem presta compromisso de dizer a verdade será ouvido como
testemunha, enquanto aquele que não puder se compromissar, será ouvido na condição de
informante.
Na jurisprudência do STJ: Não há qualquer vedação no sentido de que menor seja ouvido como
testemunha em Juízo, isso porque o art. 202 do Código de Processo Penal prescreve que 'toda
pessoa poderá ser testemunha', dispensado o compromisso de dizer a verdade nas hipóteses
presentes no art. 208 do mesmo diploma legal (HC 152.750 – DF, 5.ª T., rel. Marco Aurélio
Bellizze, DJ 18.12.2012).
Por fim, importa mencionar que a inquirição das testemunhas observará o sistema do cross
examination (exame cruzado), consistente no direito das partes de inquirir a testemunha
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trazida pela parte contrária, tudo em conformidade com o art. 212 do CPP, que preceitua:
As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz
aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na
repetição de outra já respondida.
Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a
inquirição.

Feita esta breve introdução do tema, às assertivas:


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A) Incorreta. O equívoco da assertiva reside na exposição de que Maria (belo nome, inclusive),
com 10 anos de idade, poderá ser ouvida na condição de testemunha e prestará compromisso
de dizer a verdade. A afirmativa contraria o art. 208 CPP, o qual exibe que menores de 14 anos
não prestarão compromisso, neste sentido, deverá ser ouvida na condição de informante.
Claret -- CPF:

B) Incorreta. A parte final da redação apresentada na assertiva condiz com a ideia do exame
cruzado (art. 212 do CPP), no entanto, o equívoco está no apontamento de que Maria poderá
Luciana Claret

ser ouvida na condição de testemunha, prestando compromisso legal de dizer a verdade,


divergindo, portanto, da regra estampada no art. 208 do CPP de que menores de 14 anos não
Fernanda Luciana

prestarão compromisso, razão pela qual serão ouvidos como informantes.


C) Correta. A assertiva traz a inteligência do art. 208 do CPP. Maria, menor de 14 anos e
Fernanda

descendente do acusado, poderá ser ouvida, mas não prestará compromisso de dizer a
verdade, situação em que será tida como informante.
D) Incorreta. Notadamente, o fato de ser descendente do acusado não impede que a pessoa
preste depoimento, conforme delineado no art. 206 do CPP, no entanto, não será deferido o
compromisso de dizer a verdade em observação ao art. 208 do CPP (não se deferirá o
compromisso a que alude o art. 203 às pessoas a que se refere o art. 206, razão pela qual, o
descendente que depõe em favor de seu genitor será ouvido na condição de informante.
E) Incorreta. A assertiva apresenta equívoco pois aduz que crianças são proibidas de prestar
depoimento na condição de testemunha ou informante, contrariando a redação do art. 208 do
CPP, que traz a possibilidade da pessoa menor de 14 anos prestar depoimento, contudo, sem a
imposição do compromisso de dizer a verdade, hipótese em que será ouvida na condição de
informante.
58. Funcionário público com atribuição compareceu, munido de mandado de busca e
apreensão, a determinada residência para realizar busca e apreensão de cadernos de
controle de valores relacionados à investigação do crime de favorecimento à prostituição de
adolescentes. Ao comparecer ao local, verifica que naquele exato momento estava ligado um
computador que transmitia vídeo com cena de sexo explícito envolvendo criança, que é crime
diverso daquele que era investigado.
Ao verificar tal situação, o funcionário público deverá:
a) apreender, de imediato, o computador, tendo em vista que o mandado de busca e
apreensão não precisa especificar os bens a serem apreendidos e o local onde deve ser
realizada a diligência;
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b) requerer a expedição de novo mandado de busca e apreensão, que somente poderá ser
deferido se for instaurada investigação para apurar a prática do novo delito;
c) apreender, de imediato, o computador, tendo em vista que houve flagrante delito e um
encontro fortuito de provas de outra infração penal;
d) apreender, de imediato, o computador, pois a diligência em questão é considerada busca e
apreensão pessoal, que prescinde de mandado;
e) requerer, de imediato, expedição de novo mandado de busca e apreensão, já que os objetos
a serem apreendidos deverão estar devidamente especificados.
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Gabarito: C
A presente questão requer do candidato conhecimento com relação a inviolabilidade de
domicílio, suas exceções, bem como das disposições do Código de Processo Penal para o
cumprimento do mandado de busca e apreensão (artigo 240 e ss do Código de Processo Penal).
Claret -- CPF:

O artigo 5º, XI, da Constituição Federal de 1988 traz que: “a casa é asilo inviolável do indivíduo,
Luciana Claret

ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante
delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.”
Fernanda Luciana

O artigo 243 do Código de Processo Penal traz que o mandado de busca e apreensão deverá:
1) indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do
Fernanda

respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que terá
de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem;
2) mencionar o motivo e os fins da diligência;
3) ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir.
A) INCORRETA: o mandado deve ser certo e determinado, devendo o magistrado estabelecer os
limites da ordem de busca e apreensão, bem como deve especificar o mais precisamente
possível a casa e o nome do respectivo proprietário ou morador, artigo 243 do Código de
Processo Penal.
B) INCORRETA: Primeiramente não será necessária a expedição de novo mandado de busca e
apreensão tendo em vista que o agente se encontra diante de uma situação de flagrante delito
e a busca e apreensão pode ser determinada na fase preliminar, durante a instrução criminal,
na fase recursal (artigo 616 do CPP) ou ainda durante a execução.
C) CORRETA: No caso em tela o executor da medida estava diante de flagrante delito do crime
previsto no artigo 241-B da lei 8.069/90 (ECA), não havendo sequer a necessidade de ordem
judicial de busca e apreensão, conforme uma das exceções a inviolabilidade de domicílio
prevista no artigo 5º, XI, da Constituição Federal de 1988. O caso trata da hipótese de encontro
fortuito de provas ou serendipidade, em que a autoridade se depara com outra prática
criminosa diferente da que era originariamente investigada.
O STJ já se manifestou sobre o tema em diversas oportunidades, mas destaco trecho do RHC
39.412: “É lícita a apreensão, em escritório de advocacia, de drogas e de arma de fogo, em
tese pertencentes a advogado, na hipótese em que outro advogado tenha presenciado o
cumprimento da diligência por solicitação dos policiais, ainda que o mandado de busca e
apreensão tenha sido expedido para apreender arma de fogo supostamente pertencente a
estagiário do escritório - e não ao advogado - e mesmo que no referido mandado não haja
expressa indicação de representante da OAB local para o acompanhamento da diligência.”
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738.833.521-87 -- fernandaclaret@yahoo·com·br

D) INCORRETA: a busca pessoal dispensa mandado quando nas hipóteses do artigo 244 do
Código de Processo Penal (“no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a
pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de
delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar”), mas no presente
caso estamos diante de uma busca e apreensão domiciliar.
O artigo 150, §4º, do Código Penal traz o que se compreende como casa:
1) qualquer compartimento habitado;
2) aposento ocupado de habitação coletiva;
CPF: 738.833.521-87

3) compartimento não aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade.


E) INCORRETA: O mandado de busca e apreensão dever ser certo e determinado, devendo o
magistrado estabelecer os limites da ordem de busca e apreensão, mas no caso hipotético não
será necessária a expedição de novo mandado de busca e apreensão tendo em vista que o
Claret -- CPF:

agente se encontra diante de uma situação de flagrante delito.


Luciana Claret

59. O Código de Processo Penal prevê uma série de institutos aplicáveis às ações penais de
natureza privada.
Fernanda Luciana

Sobre tais institutos, é correto afirmar que:


a) a renúncia ao exercício do direito de queixa ocorre antes do oferecimento da inicial
Fernanda

acusatória, mas deverá ser expressa, seja através de declaração do ofendido seja por
procurador com poderes especiais;
b) o perdão do ofendido oferecido a um dos querelados poderá a todos aproveitar, podendo,
porém, ser recusado pelo beneficiário, ocasião em que não produzirá efeitos em relação a
quem recusou;
c) a renúncia ao exercício do direito de queixa ocorre após o oferecimento da inicial acusatória,
gerando extinção da punibilidade em relação a todos os querelados;
d) a decadência ocorrerá se o ofendido não oferecer queixa no prazo de 06 meses a contar da
data dos fatos, sendo irrelevante a data da descoberta da autoria;
e) a perempção ocorre quando o querelante deixa de comparecer a atos processuais para os
quais foi intimado, ainda que de maneira justificada.
Gabarito: B
A fim de proporcionar um conhecimento globalizado, observemos cada assertiva:
A) Incorreta. A renúncia ao exercício do direito de queixa, de fato, ocorre antes do
oferecimento da inicial acusatória (pois é extraprocessual), porém, a alternativa peca ao
afirmar que deverá ser expressa, por declaração do ofendido ou procurador. A renúncia ao
direito de queixa poderá realizada de maneira expressa (art. 50, do CPP), constando de
declaração assinada pelo ofendido, por seu representante ou procurador, bem como de
maneira tácita e que, para a sua comprovação admitirão todos os meios de prova, nos termos
do art. 57, do CPP.
B) Correta. É o que prevê o art. 51 do CPP. O perdão concedido a um dos
querelantes aproveitará a todos, por força do princípio da indivisibilidade. No entanto, o
perdão não vai beneficiar aquele que recusar, pois é ato bilateral e depende da aceitação do
acusado.
Renato Brasileiro sobre o tema: “(...) o perdão é ato bilateral, ou seja, depende de aceitação do
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738.833.521-87 -- fernandaclaret@yahoo·com·br

querelado. É bom que se diga, todavia, que a aceitação do perdão não implica assunção de
culpa, e, por isso, de responsabilidade civil. Pode ocorrer de o querelado não aceitar o perdão,
seja porque pretende provar sua inocência, seja porque pretende demonstrar que o querelante
praticou o crime de denunciação caluniosa. " (LIMA, Renato Brasileiro de. Manual de Processo
Penal: volume único – 8 edição. Rev. Ampl. e Atual. Salvador. Ed. JusPodivm, 2020. P. 354).
Oferecido o perdão, o querelado será intimado a dizer se aceita (ou não) e deverá ser
cientificado que o seu silêncio importará em aceitação, conforme art. 58, do CPP. Aceito o
perdão, o juiz declarará extinta a punibilidade do querelado, nos termos do parágrafo único, do
CPF: 738.833.521-87

art. 58, do CPP e art. 107, V, do CP.


C) Incorreta. A renúncia ao exercício do direito de queixa ocorre antes do início do
processo (não após o oferecimento da inicial acusatória), estando intrinsecamente relacionado
ao princípio da oportunidade ou da conveniência que rege a ação penal privada. A segunda
Claret -- CPF:

afirmativa contida no item C está correta, pois a renúncia concedida a um dos coautores
estende-se aos demais, por força do princípio da indivisibilidade, nos termos do art. 49, do CPP.
Luciana Claret

D) Incorreto. Com efeito, o prazo decadencial de 06 meses está correto. No entanto, o equívoco
do item está em afirmar que o termo inicial da contagem do prazo de decadencial é a partir
Fernanda Luciana

da data dos fatos. Isso porque, o art. 38, caput, do CPP, preleciona de maneira categórica que o
prazo de 06 meses para que o ofendido ou o seu representante legal exerça o direito de queixa
Fernanda

terá o seu início no dia em que vier a saber quem é o autor do crime ou, sendo caso do art. 29
(ação privada subsidiária da pública), do dia que em que se esgotar o prazo para o
oferecimento da denúncia.
E) Incorreto. As hipóteses autorizativas da perempção (perda do direito de prosseguir
exercendo a ação penal privada em razão da negligência do querelante) estão contidas no art.
60, do CPP. Dentre as hipóteses, de fato, há previsão no inciso III do art. 60, do CPP, de que se o
querelante, devidamente intimado, deixar de comparecer, sem motivo justificado, a algum ato
processual que deva estar presente, considera-se perempta a ação penal privada.

60. Assinale a alternativa INCORRETA no que tange às questões prejudiciais.


a) As questões prejudiciais são autônomas e podem ser resolvidas pelo juízo penal ou pelo juízo
cível, ao passo que as questões preliminares são vinculadas ao processo, sendo dele
absolutamente dependentes, e somente podem ser resolvidas pelo juízo penal.
b) Se a decisão sobre a existência da infração depender da solução de controvérsia, que o juiz
repute séria e fundada, sobre o estado civil das pessoas, o curso da ação penal ficará suspenso
até que no juízo cível seja a controvérsia dirimida por sentença passada em julgado, sem
prejuízo, entretanto, da inquirição das testemunhas e de outras provas de natureza urgente.
c) Se o reconhecimento da existência da infração penal depender de decisão do juízo cível
sobre questão diversa daquela referente ao estado civil das pessoas, e se neste houver sido
proposta ação para resolvê-la, o juiz criminal poderá suspender o curso do processo, após a
inquirição das testemunhas e realização das outras provas de natureza urgente, desde que essa
questão seja de difícil solução e não verse sobre direito cuja prova a lei civil limite.
d) Na hipótese de questão prejudicial heterogênea obrigatória não há prazo determinado para
a suspensão do processo criminal.
e) Cabe recurso em sentido estrito da decisão que não decreta a suspensão do processo em
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virtude de questão prejudicial.


Gabarito: E
a) Correta. Ademais, as questões prejudiciais são aquelas questões que irão prejudicar o
mérito da ação penal, devendo, necessariamente, serem resolvidas, ou seja, interferem no
próprio julgamento de mérito da questão. Já a decisão da questão preliminar tem o efeito de
impedir o julgamento do mérito da causa, caso reconhecida pelo magistrado. Em não sendo
reconhecida, a questão preliminar não interfere no mérito da causa.
b) Correta. CPP, art. 92 -> Trata-se de questão prejudicial heterogênea OBRIGATÓRIA
CPF: 738.833.521-87

(necessária ou devolutiva absoluta), na qual o processo criminal será obrigatoriamente


suspenso pelo juiz penal até que a questão prejudicial seja resolvida pelo juízo cível. Ex.:
validade do 1º casamento (estado civil) e crime de bigamia.
c) Correta. CPP, art. 93 -> Trata-se de questão prejudicial heterogênea FACULTATIVA
Claret -- CPF:

(devolutiva relativa). Nesse caso, não obstante haja uma questão prejudicial a ser resolvida
no cível, o juiz penal não está obrigado a suspender o curso do processo criminal. Caso não no
Luciana Claret

suspenda, o
próprio juiz penal decidirá a prejudicial na sentença, que não terá, contudo, efeito erga
Fernanda Luciana

omnes. Ex.: crime de furto e discussão da propriedade do bem no juízo cível.


d) Correta. CP, art. 116: Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não corre: I -
Fernanda

enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o reconhecimento da


existência do crime; (...). Obs.: Em se tratando de questão prejudicial heterogênea obrigatória
a suspensão do processo penal se dará até que haja decisão transitada em julgado no juízo cível
a respeito da questão controversa.
e) Incorreta. CPP, art. 581: Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou
sentença: (...) XVI - que ordenar a suspensão do processo, em virtude de questão prejudicial;
(...) Obs.: Já a decisão que não decreta a suspensão é irrecorrível, cabendo, no entanto, HC ou
correição parcial.

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