Simulado 2
Simulado 2
ANALISTA JUDICIÁRIO
SIMULADO II
fernandaclaret@yahoo·com·br
738.833.521-87 -- fernandaclaret@yahoo·com·br
CONHECIMENTOS BÁSICOS
LÍNGUA PORTUGUESA
1. (FGV - 2018 - TJ-AL - Técnico Judiciário - Área Judiciária) No caso da charge, a crítica feita à
internet é:
a) a criação de uma dependência tecnológica excessiva;
b) a falta de exercícios físicos nas crianças;
c) o risco de contatos perigosos;
d) o abandono dos estudos regulares;
e) a falta de contato entre membros da família.
Gabarito: A
a) Correta. A criança corresponde à indagação e continua no computador papo. Detalhe: a
resposta é dada através da linguagem internauta. Isso retrata a dependência tecnológica
excessiva.
b) Incorreta. Não se pode inferir que haja relação com exercícios físicos.
c) Incorreta. Ele pode estar batendo papo com um amigo, nada indica que seja com uma pessoa
desconhecida, ou perigosa.
d) Incorreta. Existe excesso ao usar a tecnologia, mas isso não indica que tenha ocorrido
abandono dos estudos.
e) Há contato, pois eles estão dialogando.
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.
dos presídios para adultos: superpopulação, maus-tratos, desprezo por ações de educação,
leniência com iniciativas que visem à correição, falhas graves nos procedimentos de reinclusão
social etc. Um levantamento do Conselho Nacional do Ministério Público mostra que, em 17
estados, o número de internos nos centros para jovens delinquentes supera o total de vagas
disponíveis; conservação e higiene são peças de ficção em 39% das unidades e, em 70% delas,
não se separam os adolescentes pelo porte físico, porta aberta para a violência sexual.
Assim como os presídios, os centros não regeneram. Muitos são, de fato, e também a
exemplo das carceragens para adultos, locais que pavimentam a entrada de réus primários no
CPF: 738.833.521-87
mundo da criminalidade. Esta é uma questão que precisa ser tratada no âmbito de uma
reforma geral da política penitenciária, aí incluída a melhoria das condições das unidades
socioeducativas para os menores de idade. Nunca, no entanto, como argumento para combater
a adequação da legislação penal a uma realidade em que a violência juvenil se impõe cada vez
Claret -- CPF:
da maioridade penal consagra, mais do que uma impropriedade, uma hipocrisia. Parte de um
princípio correto – a necessidade de melhorar o sistema penitenciário do país, uma
Fernanda Luciana
unanimidade – para uma conclusão que dele se dissocia: seria contraproducente enviar jovens
delinquentes, supostamente ainda sem formação criminal consolidada, a presídios onde, ali
Fernanda
b) Incorreta. Não é favorável: O raciocínio segundo o qual as más condições dos presídios
desaconselham a redução da maioridade penal consagra, mais do que uma impropriedade, uma
hipocrisia.
c) Correta. Na conclusão, o autor menciona ideia oposta à do título (e das ideias desenvolvidas
no texto): No caso da criminalidade juvenil, o correto é assegurar a redução do limite da
inimputabilidade, sem prejuízo de melhorar o sistema penitenciário e a rede de instituições do
ECA.
d) Incorreta. Não demonstra tal apoio.
CPF: 738.833.521-87
presídios...”;
b) “Assim como os presídios, os centros não regeneram”;
Fernanda
c) “...em 17 estados, o número de internos nos centros para jovens delinquentes supera o total
de vagas disponíveis;”
d) “Muitos são, de fato, e também a exemplo das carceragens para adultos, locais que
pavimentam a entrada de réus primários no mundo da criminalidade”;
e) “A realidade mostra que ações para melhorar as condições de detentos ou internos são
indistintamente inexistentes”.
Gabarito: C
a) Incorreta. Menores infratores e presídios = as mesmas mazelas.
b) Incorreta. Presídios e centros = não regeneram.
c) Correta. Informa que o número de internos nos centros para jovens delinquentes supera o
total de vagas disponíveis em 17 estados. Não compara com a prisão de adultos.
d) Incorreta. Exemplo de carceragens para adultos e muitos (centros) = locais que pavimentam
a entrada de réus primários no mundo da criminalidade.
e) Incorreta. Detento e internos = as condições são indistintamente inexistentes.
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.
a frase abaixo que NÃO exemplifica essa estratégia, por não estar na voz passiva, é:
a) “...graças a uma legislação paternalista, estão a salvo de serem punidos pelas ações que
praticam”;
b) “...em 70% delas, não se separam os adolescentes pelo porte físico, porta aberta para a
violência sexual”;
c) “Nas unidades de internação de menores infratores reproduzem-se as mesmas mazelas dos
presídios...”;
d) “A realidade mostra que as ações para melhorar as condições de detentos e internos são
indistintamente inexistentes”;
e) “Esta é uma questão que precisa ser tratada no âmbito de uma reforma geral da política
penitenciária...”.
Gabarito: D
a) Incorreta. Passiva analítica (ser + particípio + agente da passiva): serem punidos pelas ações.
b) Incorreta. Passiva sintética (V.T.D. + se): não se separam os adolescentes. Na passiva
analítica: os adolescentes não são separados.
c) Incorreta. Passiva sintética (V.T.D. + se): reproduzem-se as mesmas mazelas. Na passiva
analítica: as mesmas mazelas são reproduzidas.
d) Correta. Há duas orações porque existem dois verbos e as duas estão na voz ativa: A
realidade (sujeito) mostra; as ações (sujeito) são.
e) Incorreta. Passiva analítica (ser + particípio): ser tratada.
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.
ocorrências que deveriam ser registradas como “intolerância religiosa” são consideradas brigas
de vizinhos.
Luciana Claret
tipo de crime colaboram para maquiar o retrato dos ataques promovidos pelo fanatismo
religioso em nossa sociedade. A perseguição às minorias religiosas está cada vez mais
Fernanda
organizada com braços políticos e até de milícias armadas como o tráfico de drogas.
No último ano recebemos denúncias de ataques contra religiões de matriz africana
praticados pelo tráfico de drogas, que não só destruíam terreiros, como também proibiam a
realização de cultos em determinada região, segundo o desejo do chefe da facção local.
Não podemos regredir a um estado confessional. A luta de agora pela liberdade religiosa
é um dever de todos para garantir o cumprimento da Constituição Federal. Quando uma pessoa
de fé é humilhada, agredida ou discriminada devido à sua crença, ela tem seus direitos
humanos e constitucionais violados. Hoje, fala-se muito sobre intolerância religiosa, mas, muito
mais do que sermos tolerantes, precisamos aprender a respeitar a individualidade e as crenças
de cada um.
Até porque, nessa toada, a intolerância irracional ganha terreno, e nós vamos ficando
cada vez mais irracionalmente intolerantes com aquilo que não deveríamos ser. Numa
sociedade onde o preconceito se mostra cada dia mais presente, a única saída é a incorporação
da cultura do respeito. Preconceito não se tolera, se combate.
6. (FGV – TJ-AL – Analista Judiciário – Área Judiciária – 2018) “Hoje, fala-se muito sobre
intolerância religiosa”; essa frase apresenta reescritura inadequada em:
a) Fala-se muito, hoje, sobre intolerância religiosa;
b) Sobre intolerância religiosa, hoje fala-se muito;
c) Hoje muito é falado sobre intolerância religiosa;
d) Muito é falado, hoje, sobre intolerância religiosa;
e) Fala-se hoje muito sobre intolerância religiosa.
Gabarito: E
a) Incorreta. Intercalar o advérbio de tempo através de vírgulas é correto. Manteve a
intensidade de falar.
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Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
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Luciana Claret
ressente ainda da falta de uma legislação específica que coíba não somente os usos mas os
abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A maioria dos abusos, se praticados
em outros meios, seriam crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune injúrias,
difamações e calúnias, bem como a violação dos direitos autorais, os plágios e outros recursos
de apropriação indébita.
No fundo, é um problema técnico que os avanços da informática mais cedo ou mais
tarde colocarão à disposição dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me
valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-história.
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos
cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou
deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por
caso. Um jornal ou revista é processado se publicar sem autorização do autor um texto
qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em caso de injúria, calúnia ou difamação,
também. E em caso de falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a desmentir
e dar espaço ao contraditório.
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do cão em nome da liberdade
de expressão, que é mais expressão de ressentidos e covardes do que de liberdade, da
verdadeira liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado)
7. (FGV - 2018 - TJ-AL - Técnico Judiciário - Área Judiciária) Duas palavras do texto que
obedecem à mesma regra de acentuação gráfica são:
a) indébita / também;
b) história / veículo;
c) crônicas / atribuídos;
d) coíba / já;
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e) calúnia / plágio.
Gabarito: E
a) Incorreta. in-DÉ-bi-ta. Proparoxítona; tam-BÉM: oxítona.
b) Incorreta. his-TÓ-ria: paroxítona; ve-Í-cu-lo: proparoxítona.
c) Incorreta. CRÔ-ni-cas: proparoxítona; a-tri-bu-Í-dos: hiato.
d) Incorreta. co-Í-ba: hiato; JÁ: monossílabo.
e) Correta. Paroxítonas terminadas em ditongo.
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Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
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Luciana Claret
Fernanda Luciana
c) 2 e 3;
d) 3 e 4;
e) todos eles.
Gabarito: A
Claret -- CPF:
que acompanha o substantivo feminino “massa”. Sugiro que retire o adjetivo “grande” para
facilitar a análise. Eliminada B;
Fernanda
3. à medida que é locução conjuntiva formada por substantivo feminino (medida). Eliminada E,
resposta encontrada;
4. às vezes é locução adverbial de tempo – formada por substantivo feminino (vezes).
Referência bibliográfica: NOGUEIRA, Duda. Revisaço Língua Portuguesa. 6ª ed. Revista. Editora
JusPODIVM. Salvador, 2019.
Texto V
A Copa do Mundo da Rússia só começa no dia 22 de junho, mas a febre dos álbuns com
os jogadores das seleções já se espalhou e chegou até ao plenário de uma assembleia
legislativa brasileira. O flagrante de dois assessores trocando figurinhas durante uma sessão foi
divulgado pelas redes sociais e a cena se espalhou.
No post, que teve mais de 16 mil compartilhamentos e 26 mil curtidas no Twitter, o
internauta chega a especular que seriam deputados, mas a direção da casa esclareceu
tratarem-se de assessores. “Votação importante hoje (19/02) e os deputados ao invés de
estarem trabalhando e fazendo jus ao salário superior a 25 mil reais, estão trocando e
colando figurinha da Copa do Mundo em meio à votação. Se eu falasse, ninguém acreditaria”,
diz o post.
Outro post com mais de 40 mil compartilhamentos traz um vídeo mostrando que a troca
ocorreu enquanto uma deputada discursava sobre uma proposta.
A direção da casa legislativa confirmou que as imagens foram feitas durante a sessão da
quarta feira e esclareceu que elas mostram dois “assessores de deputados” trocando figurinhas
durante a sessão. “O comportamento não é justificável. Os gabinetes dos deputados aos quais
os assessores pertencem, já foram informados, e cabe aos parlamentares decidir como
proceder”. (adaptado)
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9. (FGV - 2018 - TJ-AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça Avaliador) O segmento do texto 2
em que há um erro gramatical na forma verbal sublinhada é:
a) “No post, que teve mais de 16 mil compartilhamentos e 26 mil curtidas no Twitter, o
internauta chega a especular que seriam deputados,...”;
b) “...mas a direção da casa esclareceu tratarem-se de assessores”;
c) “Votação importante hoje (19/02) e os deputados ao invés de estarem trabalhando e
fazendo jus ao salário superior a 25 mil reais...”;
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2) HONESTIDADE
Muitos sites de saúde estão a serviço exclusivamente dos patrocinadores, geralmente
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A verdade deve ser apresentada sem que haja interesses ocultos. Deve estar claro quando o
conteúdo educativo ou científico divulgado (afirmações sobre a eficácia, efeitos, impactos ou
benefícios de produtos ou serviços de saúde) tiver o objetivo de publicidade, promoção e
venda, conforme Resolução CFM N º 1.595/2000.
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3) QUALIDADE
A informação de saúde apresentada na Internet deve ser exata, atualizada, de fácil
entendimento, em linguagem objetiva e cientificamente fundamentada. Da mesma forma
Claret -- CPF:
produtos e serviços devem ser apresentados e descritos com exatidão e clareza. Dicas e
aconselhamentos em saúde devem ser prestados por profissionais qualificados, com base em
Luciana Claret
patrocinadores.
Deve estar visível a data da publicação ou da revisão da informação, para que o usuário tenha
certeza da atualidade do site. Os sites devem citar todas as fontes utilizadas para as
informações, critério de seleção de conteúdo e política editorial do site, com destaque para
nome e contato com os responsáveis.
JUDICIAL ELETRÔNICO
III - Compete ao Conselho da Magistratura julgar representação contra magistrados por excesso
injustificado de prazos legais e regimentais.
Está(ão) correta(s) apenas:
a) I e II.
b) II.
c) I e III.
d) III.
e) II e III.
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Gabarito: C
I – Correta. De acordo com o art. 9º, § 6º, do Regimento Interno.
II – Incorreta. Art. 9º, § 5º, do Regimento Interno: “§ 5º O mandato dos membros eleitos será
de dois anos, admitida uma recondução.”
Claret -- CPF:
14. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com a Lei n. 8.429/92.
I - As disposições da Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. 8.429/92) são aplicáveis, no que
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couber, àquele que, mesmo não sendo agente público, induza ou concorra para a prática do ato
de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma, direta ou indireta.
II - Se houver indícios de ato de improbidade, caberá a autoridade administrativa responsável
pelo inquérito representar em juízo para as providências necessárias.
III - Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito permitir,
facilitar ou concorrer para que terceiro se enriqueça ilicitamente.
Está(ão) correta(s) apenas
a) II e III.
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b) I e II.
c) I.
d) II.
e) I, II e III.
Claret -- CPF:
Gabarito: C
I – Correta. A assertiva está de acordo com o que prevê o art. 3º da Lei de Improbidade
Luciana Claret
Administrativa.
II – Incorreta. De acordo com o art. 7º, caput, da Lei: “Art. 7° Se houver indícios de ato de
Fernanda Luciana
15. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com o Código de Ética
Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal.
I - O servidor público terá que decidir sempre entre o legal e o ilegal, não sendo cabíveis
apreciações subjetivas entre o conveniente e o inconveniente, por exemplo.
II - A função pública deve ser limitar ao exercício profissional, não se integrando na vida
particular de cada servidor público. Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia
em sua vida privada não deverão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.
III - O servidor deve prestar toda a sua atenção às ordens legais de seus superiores, velando
atentamente por seu cumprimento, e, assim, evitando a conduta negligente. Os repetidos
erros, o descaso e o acúmulo de desvios tornam-se, às vezes, difíceis de corrigir e caracterizam
até mesmo imprudência no desempenho da função pública.
Está(ão) correta(s) apenas
a) III.
b) I e III.
c) I e II.
d) III.
e) I, II e III.
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Gabarito: A
I – Incorreta. De acordo com o item II do Código de Ética: “O servidor público não poderá jamais
desprezar o elemento ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o legal e
o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas
principalmente entre o honesto e o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e
§ 4º, da Constituição Federal.”
II – Incorreta. De acordo com o item VI do Código de Ética: “VI – A função pública deve ser tida
como exercício profissional e, portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.
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Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua vida privada poderão acrescer
ou diminuir o seu bom conceito na vida funcional.”
III – Correta. Gabarito: Certa, de acordo com o item XI do Código de Ética.
Claret -- CPF:
16. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com o Provimento Geral da
Corregedoria Aplicado aos Juízes e Ofícios Judiciais:
Luciana Claret
I - O mandado de citação ou de intimação por via postal será expedido de modo a permitir a
realização do ato, também, por meio de oficial de justiça. Frustrada a citação ou intimação por
Fernanda Luciana
via postal, o mandado será destacado do envelope para cumprimento por oficial de justiça.
II - O nome da vítima deverá constar das certidões e dos documentos referentes a informações
Fernanda
17. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com o Provimento Geral da
Corregedoria Aplicado aos Juízes e Ofícios Judiciais.
I - As varas de natureza cível, sem prejuízo de outras determinações do juízo, deverão registrar
no sistema informatizado do Tribunal a ocorrência de retificação do nome das partes e de sua
qualificação, além da inclusão, exclusão e baixa de partes.
II - A instituição provisória de curatela não será comunicada à Junta Comercial do Distrito
Federal.
III - As condenações criminais transitadas em julgado deverão ser comunicadas à Corregedoria
CPF: 738.833.521-87
a) I, II e IV.
b) I e II.
Fernanda Luciana
c) I e III.
d) III.
Fernanda
e) IV.
Gabarito: C
I – Correta. Art. 3º, I e II, do Provimento Geral da Corregedoria.
II – Incorreta. De acordo com o art. 3º, § 2º, do Provimento: “§ 2º Instituída ou destituída a
curatela, ainda que provisória, haverá comunicação à Junta Comercial do Distrito Federal e à
Associação dos Notários e Registradores do Distrito Federal – ANOREG/DF, sem prejuízo do
disposto no art. 9º, III, do Código Civil; no art. 755, § 3º, do Código de Processo Civil; e nos
artigos 29, V, 89, 92 e 107, § 1º, da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973.”
III – Correta. Art. 5º, § 3º, do Provimento.
IV – Errado. De acordo com o art. 15, caput, do Provimento: “Art. 15. Caberá ao Juiz da Vara de
Execuções Penais – VEP decidir sobre pedidos de concessão ou regulamentação de visitas, bem
como de remoção, ingresso e permanência de quaisquer presos em estabelecimentos penais
sujeitos à sua fiscalização, inclusive os que não tenham vinculação com a Justiça do Distrito
Federal, sejam eles presos provisórios ou com condenação definitiva.”
18. À luz do provimento geral da corregedoria aplicado aos juízes e ofícios judiciais, assinale a
alternativa correta.
a) Cabe ao juiz submeter à Corregedoria as portarias baixadas, inclusive aquelas em
conformidade com os modelos por ela sugeridos.
b) A baixa de partes em processos nos quais for instituída a tutela ou a curatela poderá será
feita antes do levantamento dessas restrições.
c) Os elogios recebidos por meio da Ouvidoria serão encaminhados, para ciência, ao endereço
eletrônico do Juiz agraciado e, após, serão anotados nos assentamentos funcionais do
Magistrado.
d) A condução da audiência de conciliação e mediação poderá ser delegada a conciliador
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nomeado por ato da Segunda Vice-Presidência do Tribunal ou, em sua ausência, por servidor
lotado no juízo.
e) A audiência de instrução e julgamento por meio de sistema de áudio ou audiovisual, com
certificação no termo de audiência, devendo haver transcrição de seu conteúdo em ambos os
casos.
Gabarito: D
a) Incorreta. Art. 1º, III, do Provimento Geral da Corregedoria: “Art. 1º Cabe ao Juiz, além de
processar e julgar os feitos de sua competência: (…) III – submeter à Corregedoria as portarias
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c) Incorreta. Art. 2º, § 2º, do Provimento Geral da Corregedoria: “§ 2º Os elogios recebidos por
meio da Ouvidoria serão encaminhados, para ciência, ao endereço eletrônico do Juiz agraciado
Luciana Claret
audiência de instrução e julgamento poderá ser gravada por meio de sistema de áudio ou
audiovisual, com certificação no termo de audiência. (…) § 3º Não haverá transcrição no caso
de registro da audiência por meio audiovisual.”
19. À luz do provimento geral da corregedoria aplicado aos juízes e ofícios judiciais, assinale a
alternativa incorreta.
a) Cabe ao juiz indicar, por meio eletrônico, os servidores para as demais funções
comissionadas sob sua direção, dentre os ocupantes de cargos de provimento efetivo e em
exercício.
b) Os Juízes de Direito poderão encaminhar elogio para registro nos assentamentos funcionais
de Juiz de Direito Substituto.
c) Cópia da gravação da audiência de instrução e julgamento deverá ser entregue às partes, às
expensas destas.
d) À Corregedoria da Polícia Civil do Distrito Federal serão encaminhadas as sentenças penais
transitadas em julgado, bem como serão comunicadas as decisões declinatórias de
competência e de retificação de nomes.
e) A secretaria da vara de natureza criminal fará juntar aos autos, até o oferecimento da
denúncia ou da queixa-crime, a folha de antecedentes penais do acusado disponibilizada pelo
INI e as informações constantes do sistema informatizado do Tribunal, certificando sobre os
antecedentes e esclarecendo as anotações ali constantes, sem prejuízo de novas atualizações.
Gabarito: C
a) Correta. Art. 1º, V, do Provimento Geral da Corregedoria.
b) Correta. Art. 2º, § 1º, do Provimento Geral da Corregedoria.
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c) Incorreta. Art. 4º-B, § 1º, do Provimento Geral da Corregedoria: “§ 1º Caso haja solicitação,
será fornecida cópia da gravação à parte interessada, às expensas desta.”
d) Correta. Art. 5º, § 2º, do Provimento Geral da Corregedoria.
e) Correta. Art. 6º, caput, do Provimento Geral da Corregedoria.
20. Analise as assertivas e assinale a alternativa correta de acordo com o Provimento Geral da
Corregedoria Aplicado aos Juízes e Ofícios Judiciais:
I - A comemoração de aniversário das cidades do Distrito Federal suspenderá o expediente
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IV - É vedado ao servidor da vara prestar informação por telefone sobre andamento processual,
salvo ao oficial de justiça em cumprimento da ordem judicial.
Luciana Claret
b) II.
c) III.
Fernanda
d) I, II e III.
e) II e IV.
Gabarito: E
I – Incorreta. Art. 35, parágrafo único, do Provimento Geral da Corregedoria: “Parágrafo único.
A comemoração de aniversário das cidades do Distrito Federal, exceto a de Brasília, não
suspenderá o expediente forense nas respectivas circunscrições judiciárias.”
II – Correta. Art. 36, parágrafo único, do Provimento.
III – Incorreta. Art. 38 do Provimento: “Art. 38. O termo inicial e final dos prazos não constará
dos andamentos processuais disponibilizados às partes, aos advogados e ao público em geral
no sistema informatizado.”
IV – Correta. Art. 42, caput, do Provimento.
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
DIREITO CONSTITUCIONAL
maneira consciente e livre, diferentemente das outorgadas, que são impostas, e das cesaristas.
Estas últimas, embora elaboradas de maneira unilateral (impostas), após a sua criação são
submetidas a um referendo popular.
- Quanto à extensão, a CRFB/88 é analítica (prolixa), pois não se restringe a tratar somente de
Claret -- CPF:
considerados importantes.
Fernanda Luciana
mais dificultoso que o processo de alteração das demais normas jurídicas. No art. 60 da Carta
Magna (processo legislativo das emendas constitucionais) encontra-se o fundamento da rigidez
constitucional.
Obs.: alguns doutrinadores sustentam que a CRFB/88 é classificada como super-rígida, pelo fato
de conter núcleos essenciais intangíveis (cláusulas pétreas – art. 60, §4º). Não é o
entendimento que prevalece, contudo.
d) Correta. O autor alemão Friedrich Müller realiza, ainda, importante distinção entre programa
normativo e âmbito normativo. Programa normativo é tanto a norma quanto o texto que a
Luciana Claret
expressa, ao passo que âmbito normativo é a realidade social conformada, regulada pelas
normas.
Fernanda Luciana
da União. O Procurador-Geral da República, no entanto, quando não for o autor da ação, será
previamente ouvido.
III –Incorreta. Lei n. 9.882/1999, art. 5º: O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria
absoluta de seus membros, poderá deferir pedido de medida liminar na arguição de
descumprimento de preceito fundamental.
24. João, Promotor de Justiça, informado por sua secretária, soube que um parlamentar
bastante influente da sua região faria uma solicitação ao Governador do Estado para que se
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intrometesse no pleno exercício de suas atividades. O intuito do político era fazer com que o
Chefe do Poder Executivo determinasse a alteração de um posicionamento jurídico adotado
por João em determinada investigação penal conduzida pelo Ministério Público.
De acordo com as garantias e prerrogativas, constitucionais e infraconstitucionais, atribuídas
Claret -- CPF:
ao Ministério Público e aos seus membros, é correto afirmar que caso firmada determinação
dessa natureza, NÃO precisará ser cumprida em razão do
Luciana Claret
e) princípio da inamovibilidade.
Gabarito: C
A questão cobra conhecimentos a respeito dos princípios institucionais do Ministério Público. A
respeito do tema, o art. 127, § 1º, da Constituição Federal de 1988, dispõe: “Art. 127. O
Ministério Público é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado,
incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e
individuais indisponíveis.
§ 1º - São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade e a
independência funcional.”
No caso em tela, a referida determinação não precisaria ser cumprida por força do princípio da
independência funcional.
Os membros do Ministério Público não estão submetidos a nenhum poder hierárquico no
exercício de suas obrigações, podendo agir, no processo, da forma que melhor entenderem.
Desta forma, garante-se que a atuação do Ministério Público seja pautada pela convicção dos
seus membros, afugentando interferências políticas.
25. Em dois turnos de votação, com voto favorável de dois quintos dos seus membros e com
interstício de dez dias entra as votações, foi aprovado pelo Poder Legislativo do Município Y,
o projeto de lei orgânica municipal. Logo após, o Presidente da Câmara Municipal
encaminhou o projeto ao chefe do Poder Executivo Municipal. Este, no entanto, devolveu o
projeto sob alegação de que o processo legislativo adotado não estava em conformidade com
o disposto no Art. 29 da Constituição da República de 1988. Com base na sistemática
constitucional, o processo legislativo adotado na análise do projeto em questão está
parcialmente em desacordo com a Constituição, uma vez que
a) o interstício entre os turnos de votação deveria ser de, no máximo, 5 (cinco) dias.
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b) não deveria ocorrer a participação do Prefeito Municipal, sendo este o único vício;
c) o projeto de lei deveria ser realizado em três turnos de votação, com o voto de três quintos
dos membros da Câmara dos Vereadores.
d) era exigido o voto de dois terços dos membros da Câmara dos Vereadores, sendo este o
único vício;
e) era exigido o voto de dois terços dos membros da Câmara de Vereadores e não deveria
ocorrer a participação do Prefeito Municipal;
Gabarito: E
CPF: 738.833.521-87
aprovação do projeto deveria ser de dois terços, não de dois quintos. Já o segundo, é que não
há que se falar em participação do chefe do Poder Executivo Municipal (Prefeito), uma vez que,
Fernanda
como vimos na leitura do art. 29, da CF/88, quem promulga a lei orgânica é a própria Câmara
Municipal.
Feitos os devidos esclarecimentos, podemos afirmar que a alternativa E está correta.
26. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta sobre a Ação Direta de
Inconstitucionalidade por Omissão.
I – Em caso de excepcional urgência e relevância da matéria, o Tribunal, por decisão da maioria
absoluta de seus membros, poderá conceder medida cautelar, após a audiência dos órgãos ou
autoridades responsáveis pela omissão inconstitucional, que deverão pronunciar-se no prazo
de 5 (cinco) dias.
II – A medida cautelar poderá consistir na suspensão da aplicação da lei ou do ato normativo
questionado, no caso de omissão parcial, bem como na suspensão de processos judiciais ou de
procedimentos administrativos, ou ainda em outra providência a ser fixada pelo Tribunal.
III – A ação direta de inconstitucionalidade por omissão é incompatível com o instituto da
medida cautelar.
a) I, II e III estão corretas.
b) Apenas a II é correta.
c) Apenas I e II são corretas.
d) Apenas a III é correta.
e) Apenas a I é correta.
Gabarito: C
I – Correta. Lei 9868/99, art. 12-F, caput.
II – Correta. Lei 9868/99, art. 12-F, §1º.
III – Incorreta. O Supremo Tribunal Federal entendia que, pelo fato de a ação direta de
inconstitucionalidade por omissão destinar-se a dar ciência da mora ao poder omisso para que
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este adote as providências necessárias, referida ação não seria compatível com o instituto da
concessão de medida cautelar. No entanto, por força da Lei 12.063/2009, foi acrescentado o
art. 12-F à Lei n. 9.868/99, prevendo a possibilidade de medida cautelar na ação direta de
inconstitucionalidade por omissão.
d) supralegal.
e) constitucional
Luciana Claret
Gabarito: D
Segundo lições de Marcelo Novelino e Dirley da Cunha Júnior, “Em 2006, quando do julgamento
Fernanda Luciana
d) o mandado de injunção;
e) a ação popular.
Gabarito: D
A questão trata dos remédios constitucionais. Como sabemos, os remédios constitucionais são
instrumentos jurídicos previstos na Constituição Federal, que estão à disposição dos cidadãos,
para que estes possam resguardar e proteger determinados direitos e interesses individuais e
fundamentais, bem como corrigir abusos de poder por parte das autoridades.
No caso em questão, o remédio constitucional que deverá ser utilizado por Eustáquio para que
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sentido, entende-se que o mandado de injunção precisa cumprir dois requisitos constitucionais:
a) necessidade de haver norma constitucional de eficácia limitada, prescrevendo direitos,
Luciana Claret
29. Abel, Prefeito do Município X, pretende nomear Caim, seu melhor amigo, para exercer
função de confiança na Administração Pública municipal.
Sobre a nomeação, à luz da sistemática constitucional, assinale a afirmativa correta.
a) Somente poderá ser feita caso Caim ocupe cargo de provimento efetivo na administração
municipal.
b) Pode ser feita independente se Caim ocupa, ou não, cargo na administração municipal.
c) Somente poderá ser feita, caso Caim ocupe cargo em comissão na administração municipal.
d) Somente poderá ser feita, caso não haja aprovado em concurso público apto a desempenhá-
la.
e) Somente poderá ser feita caso o conhecido seja previamente aprovado em concurso público
para esta finalidade.
Gabarito: A
A questão exige conhecimento a respeito das regras constitucionais relativas às funções de
confiança na Administração Pública.
A respeito do tema, dispõe o art. 37, inciso V da Constituição Federal de 1988: “Art. 37. - A
administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade,
moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) V - as funções de confiança,
exercidas exclusivamente por servidores ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em
comissão, a serem preenchidos por servidores de carreira nos casos, condições e percentuais
mínimos previstos em lei, destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e
assessoramento;”
Conforme dispõe a Constituição Federal, Abel, Prefeito do Município X, poderá nomear Caim
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para que este exerça função de confiança na Administração Pública Municipal, desde que ele
ocupe cargo de provimento efetivo. Portanto, a alternativa correta é a letra A.
OBSERVAÇÃO! Ainda a respeito do tema, sugiro a leitura da tese adotada pelo STF, em sede de
repercussão geral. Vide (STF, RE n.º 1.041.210, rel. min. Dias Toffoli, DJ. 27.09.2018).
III – O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm jurisdição em todo o território
nacional.
Luciana Claret
e) Apenas a I é correta.
Gabarito: A
I – Correta. CF/88, art. 92.
II – Correta. CF/88, art. 217, §1º.
III - Correta. CF/88, art. 92, §2º.
DIREITO ADMINISTRATIVO
32. Assinale a alternativa correta com base na Lei n. 9.784/1999 (Lei do Processo
Administrativo Federal):
a) O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos
favoráveis para os destinatários prescreve em 10 (dez) anos, contados da data em que foram
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c) Os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria
Administração em prol da aplicação do princípio da segurança jurídica e da estabilidade das
Luciana Claret
personalidade judiciária, somente podendo demandar em juízo para defender os seus direitos
institucionais.
Luciana Claret
34. O Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Alfa estabelece que o auxílio-
educação será devido ao servidor e aos seus dependentes, na forma a ser definida em
Fernanda
35. Ainda a respeito do tema dos poderes administrativos, em conformidade com a doutrina
de Direito Administrativo, o poder de polícia pode ser conceituado como prerrogativa de
direito público que, com fulcro na lei, autoriza
a) em favor do interesse da coletividade, a Administração Pública a restringir o uso e o gozo da
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liberdade e da propriedade.
b) a Administração Pública, por meio do Poder Executivo, a editar leis ordinárias que dispõem
sobre o funcionamento das forças de segurança pública;
c) a Polícia Civil a realizar diligências de busca e apreensão na casa dos investigados,
Claret -- CPF:
Pública, pode ser considerada no plano vertical, como decorrente do regime da democracia
representativa, ou no plano horizontal, sendo realizada pelos organismos constitucionalmente
incumbidos das funções de controle, dentre eles o Ministério Público.
c) A ideia de compliance, diferentemente da ideia de accoutability, não tem aplicação no
âmbito da administração pública, referindo-se tão somente ao contexto de governança
corporativa das instituições e organizações privadas.
d) Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma integrada, sistema de
controle interno. Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de
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qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob
pena de responsabilidade solidária.
e) Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima para, na forma
da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas da União.
Claret -- CPF:
Gabarito: C
a) Correta. CF/88, art. 1º, II e parágrafo único. Princípio democrático: dividido no binômio
Luciana Claret
c) Só por lei se pode sujeitar a exame psicotécnico a habilitação de candidato a cargo público.
d) É inconstitucional toda modalidade de provimento que propicie ao servidor investir-se, sem
prévia aprovação em concurso público destinado ao seu provimento, em cargo que não integra
a carreira na qual anteriormente investido.
e) O limite de idade para a inscrição em concurso público só é legítimo, quando possa ser
justificado pela natureza das atribuições do cargo a ser preenchido.
Gabarito: A
a) Incorreta. STJ, súm. 266: O diploma ou habilitação legal para o exercício do cargo deve ser
CPF: 738.833.521-87
exigido na posse e não na inscrição para o concurso público. Obs.: CONTUDO, essa súmula não
se aplica aos concursos da magistratura nem do Ministério Público. A comprovação do triênio
de atividade jurídica exigida para o ingresso nos cargos de juiz ou de membro do MP deve
ocorrer no momento da inscrição definitiva no concurso público. Vide STF, Plenário. RE
Claret -- CPF:
em face do art. 7º, XXX, da Constituição, quando possa ser justificado pela natureza das
atribuições do cargo a ser preenchido.
38. A Administração Pública é regida por vários princípios expressos de forma explícita ou
implícita na Constituição Federal. Estes princípios administrativos possuem valores
equânimes, o que torna possível afirmar que o respeito a um princípio não pode ser
conflitante com outro.
A respeito deste tema, assinale a opção que apresenta o princípio que determina a igualdade
entre os princípios administrativos constitucionais.
a) Princípio da Isonomia.
b) Princípio da Proporcionalidade.
c) Princípio da Publicidade.
d) Princípio da Jurisprudência.
e) Princípio da Publicidade.
Gabarito: B
A ideia de igualdade entre os princípios administrativos constitucionais é extraída do princípio
da proporcionalidade. De acordo com o que se entende deste postulado, sempre que nos
defrontarmos com o conflito de dois princípios, será necessário realizar uma ponderação dos
interesses envolvidos, tendo com base parâmetros razoavelmente objetivos, de modo a
estabelecer, no caso concreto, qual postulado preponderará diante daquele caso concreto.
Vale ressaltar que, se houvesse alguma espécie de hierarquia pré-estabelecida entre princípios,
não haveria necessidade de se realizar tal análise por meio da ponderação de interesses.
Simplesmente, bastaria verificar os princípios colidentes e o de maior estatura iria sempre
prevalecer sobre o outro. No entanto, como inexiste tal pretensa hierarquia principiológica -
justamente em vista da igualdade de todos entre si - faz-se necessário adotar, diante de um
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poderá celebrar acordo de leniência com as pessoas jurídicas responsáveis pela prática dos atos
previstos na Lei que colaborem efetivamente com as investigações e o processo administrativo,
sendo que dessa colaboração resulte a identificação dos demais envolvidos na infração, quando
couber, e a obtenção célere de informações e documentos que comprovem o ilícito sob
Claret -- CPF:
apuração.
II- O acordo de leniência exime a pessoa jurídica da obrigação de reparar integralmente o dano
Luciana Claret
causado.
III- A celebração do acordo de leniência não interrompe o prazo prescricional dos atos ilícitos
Fernanda Luciana
previstos na Lei.
IV- O acordo de leniência somente poderá ser celebrado se, cumulativamente, a pessoa jurídica
Fernanda
for a primeira a manifestar seu interesse em cooperar para a apuração do ato ilícito; cesse
completamente seu envolvimento na infração investigada a partir da data de propositura do
acordo; admita sua participação no ilícito, cooperando plena e permanentemente com as
investigações e o processo administrativo, comparecendo, sob suas expensas, sempre que
solicitada, a todos os atos processuais, até seu encerramento.
Estão corretas:
a) I, II, III e IV.
b) I, II e III.
c) I e III.
d) I e IV.
e) Apenas a IV.
Gabarito: D
I- Correta. Lei 12.846/2013, arts. 8º e 16.
II- Incorreta. Lei 12.846/2013, art. 16, §3º: O acordo de leniência não exime a pessoa jurídica
da obrigação de reparar integralmente o dano causado.
III- Incorreta. Lei 12.846/2013, art. 16, §9º: A celebração do acordo de leniência interrompe o
prazo prescricional dos atos ilícitos previstos nesta Lei.
IV- Correta. Lei 12.846/2013, art. 16, §1º, I, II e III.
DIREITO CIVIL
exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-
estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem.
Gabarito: E
a) Correta. Eticidade: Deve haver ética nas relações. Valorização da boa-fé, na lealdade da
Claret -- CPF:
conduta entre as partes. É a boa-fé objetiva, a qual tem função de interpretação dos negócios
jurídicos, mas também a função de controle das condutas humanas, além de possuir a função
Luciana Claret
de integração. Socialidade: A ideia é deixar de ser um código egoísta e passar a ser um código
Fernanda Luciana
com preocupação da função social. Todas as categorias civis têm função social, como
propriedade, empresa, posse, família, responsabilidade civil, contratos, etc. Operabilidade:
Fernanda
Flavio Tartuce diz que há dois sentidos: simplicidade (permite operá-lo de forma mais fácil) e a
efetividade (permite que seja aplicado facilmente, tornando-o efetivo).
b) Correta. Art. 6º, caput, LINDB.
c) Correta. Art. 5º, LINDB.
d) Correta. Art. 6º, §3º, LINDB.
e) Incorreta. Trata-se do conceito de direito adquirido, trazido pelo art. 6º, §2º da LINDB.
42. No tocante ao direito à prestação de alimentos entre pais e filhos, é correto afirmar que:
a) apesar de recíproco, não é extensivo aos demais ascendentes;
b) é recíproco e extensivo aos demais ascendentes;
c) inexiste no direito brasileiro;
d) não é recíproco, mas é extensivo aos demais ascendentes;
e) é imprescritível.
Gabarito: B
Sobre o tema, pede-se a alternativa que contempla a afirmativa CORRETA. Senão vejamos:
a) Incorreta. Segundo consta do art. 1.696 do Código Civil, o direito aos alimentos é recíproco
entre pais e filhos, além de ser extensivo a todos os ascendentes. Vejamos: “Art. 1.696. O
direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os
ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros.”
b) Correta. Conforme explicado acima, o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pai
e filho e extensivo aos demais ascendentes, ou seja, os pais também podem requerer alimentos
aos filhos, quando comprovada a necessidade. E o direito aos alimentos é extensivo aos
ascendentes, isto é, pode abarcar os avôs, bisavôs, observando que a obrigação recai sobre
aquele que possui o grau mais próximo.
Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a
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todos os ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de
outros.
c) Incorreta. O direito à prestação de alimentos entre pais e filhos existe no direito brasileiro,
inclusive com previsão expressa no art. 1.696 do Código Civil.
d) Incorreta. De acordo com o já mencionado acima, o direito à prestação de alimentos entre
pais e filho é recíproco e extensivo aos demais ascendentes.
e) Incorreta. O direito de cobrar as prestações alimentares já vencidas prescreve em dois
anos, a contar da data de seu vencimento.
CPF: 738.833.521-87
c) É nulo o negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na
substância e na forma.
d) As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz, quando conhecer do negócio jurídico ou dos
seus efeitos e as encontrar provadas, sendo-lhe permitido supri-las, desde que a requerimento
das partes.
e) É nulo o negócio jurídico quando a lei lhe proibir a prática, sem cominar sanção.
Gabarito: D
a) Correta. CC/02, art. 184.
b) Correta. CC/02, art. 166, IV.
c) Correta. CC/02, art. 167.
d) Incorreta. CC/02, art. 168, parágrafo único: As nulidades devem ser pronunciadas pelo juiz,
quando conhecer do negócio jurídico ou dos seus efeitos e as encontrar provadas, não lhe
sendo permitido supri-las, ainda que a requerimento das partes.
e) Correta. CC/02, art. 166, VII: a lei taxativamente o declarar nulo, ou proibir-lhe a prática, sem
cominar sanção.
44. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta.
a) Não é lícito ao possuidor direto defender sua posse em face do proprietário do bem.
b) Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro,
conserva a posse em nome próprio.
c) É de boa-fé a posse que não for violenta, clandestina ou precária.
d) Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao réu, propor ação de
reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face de terceira pessoa.
e) Obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro
direito sobre a coisa.
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Gabarito: D
a) Incorreta. CC, art. 1197: A posse direta, de pessoa que tem a coisa em seu poder,
temporariamente, em virtude de direito pessoal, ou real, não anula a indireta, de quem aquela
foi havida, podendo o possuidor direto defender a sua posse contra o indireto.
b) Incorreta. CC, art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de
dependência para com outro, conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens
ou instruções suas.
c) Incorreta. CC, art. 1200: É justa a posse que não for violenta, clandestina ou precária. Art.
CPF: 738.833.521-87
1201: É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a aquisição
da coisa.
d) Correta. CPC, Art. 557. Na pendência de ação possessória é vedado, tanto ao autor quanto ao
réu, propor ação de reconhecimento do domínio, exceto se a pretensão for deduzida em face
Claret -- CPF:
e) Incorreta. CC, art. 1210, §2º: Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação
de propriedade, ou de outro direito sobre a coisa.
Fernanda Luciana
45. O agricultor João celebrou contrato de comissão com o empresário Eusébio. No ajuste foi
Fernanda
perante o comitente quando há insolvência daqueles com quem ele realizou negócios,
portanto, a assertiva está correta.
Luciana Claret
restringe à situações de dolo das pessoas com quem ele realizou negócios, portanto, a
alternativa está incorreta.
Fernanda
D) Conforme explicado acima e nas demais alternativas, a assertiva em tela está incorreta.
E) Também não há limitação na responsabilidade do comissário em razão do valor, portanto, a
afirmativa está incorreta.
é incapaz. José, regularmente citado, não compareceu à audiência de mediação que fora
determinada e sequer apresentou contestação no prazo legal.
Luciana Claret
Ministério Público;
b) José se tornou revel, mas não haverá presunção de veracidade, por se tratar de direito
Fernanda
indisponível;
c) não haverá revelia, uma vez que ainda pende produção de prova pericial no feito;
d) não haverá revelia, e o Ministério Público terá o ônus de produzir prova da paternidade
afirmada;
e) o processo terá que ser extinto, pois o Ministério Público não tem legitimidade
extraordinária para a causa.
Gabarito: B
De forma sucinta, revel é o réu que, validamente citado, não apresenta contestação, ou seja,
que não se desincumbe do ônus de contestar os fatos alegados pelo autor em sua petição
inicial. O principal efeito da revelia é a confissão ficta, ou seja, a presunção de veracidade dos
fatos alegados pelo autor da ação.
Essa presunção, porém, é relativa e não absoluta, podendo ser ilidida nas seguintes hipóteses:
"I - havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a ação; II - o litígio versar sobre direitos
indisponíveis; III - a petição inicial não estiver acompanhada de instrumento que a lei considere
indispensável à prova do ato; IV - as alegações de fato formuladas pelo autor forem
inverossímeis ou estiverem em contradição com prova constante dos autos" (art. 345, CPC/15).
b) Apenas a II é correta.
c) Apenas I e III são corretas.
d) Apenas a III é correta.
e) Apenas a I é correta.
Gabarito: C
I – Correta.
II – Incorreta. Trata-se do conceito da capacidade de ser parte: aptidão de a pessoa ser titular
de uma relação jurídica processual. Capacidade postulatória: É a aptidão de se dirigir, seja por
CPF: 738.833.521-87
III – Correta. Para os menores púberes (relativamente incapazes), não emancipados, será
necessária assistência. Já para os menores impúberes (absolutamente incapazes), será
Luciana Claret
necessária a representação. Ex.: o lesado tinha 16 anos de idade. Só poderá estar em juízo por
meio de seu assistente, a fim de suprir sua capacidade de estar em juízo. Vide arts. 70 e 71,
Fernanda Luciana
NCPC.
Fernanda
49. Tício, com 21 anos de idade, através de seu procurador, propôs ação de indenização em
face do Município do Rio de Janeiro, sob o fundamento de que o veículo de propriedade
deste abalroou o seu, causando-lhe prejuízos materiais.
Nesse contexto, o julgador:
a) deve intimar o Ministério Público para atuar no feito, no prazo de 30 dias, como fiscal da
ordem jurídica, uma vez que o Município é parte da demanda;
b) deve intimar o Ministério Público para atuar no feito, no prazo de 60 dias, como fiscal da
ordem jurídica, uma vez que o Município é parte da demanda;
c) pode deixar de intimar o Ministério Público, uma vez que a qualidade das partes da demanda
não configura hipótese de sua intervenção obrigatória;
d) pode intimar o Ministério Público para atuar no feito, que não terá prazo peremptório para
se manifestar, uma vez que a ausência de sua manifestação será causa de nulidade;
e) deve intimar o Ministério Público, que atuará no polo passivo da demanda, em litisconsórcio
com o Município.
Gabarito: C
As hipóteses em que a intervenção do Ministério Público é obrigatória no processo estão
contidas no art. 178, do CPC/15, e correspondem às demandas que envolvem "I - interesse
público ou social; II - interesse de incapaz; III - litígios coletivos pela posse de terra rural ou
urbana". O parágrafo único deste dispositivo legal é expresso em afirmar que "a participação da
Fazenda Pública não configura, por si só, hipótese de intervenção do Ministério Público".
50. No que tange à Invalidade dos Atos Processuais, assinale a assertiva INCORRETA.
a) Quando a lei prescrever determinada forma, o juiz considerará válido o ato se, realizado de
outro modo, lhe alcançar a finalidade.
b) Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo quando a lei
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DIREITO PENAL
51. Caim, descontente com os diversos atritos que tinha com seu colega de trabalho Abel,
decide matá-lo. Ao avistar seu desafeto caminhando pela rua, empunha sua arma, que estava
devidamente regularizada e contava com apenas uma munição, e a dispara, atingindo Abel na
região do abdômen. Ao lembrar que Abel era pai de três crianças, Caim, tomado por um
sentimento de angústia, arrepende-se de seu ato e leva a vítima ao hospital. Após pronto
atendimento e rápida cirurgia, o médico consegue salvar a vida de Abel.
Diante do exposto acima, o Ministério Público deve
a) reconhecer a ocorrência de arrependimento eficaz e, portanto, denunciar Caim pelo crime de
lesão corporal.
b) denunciar Caim pelo crime de lesão corporal, tendo em vista que o arrependimento
posterior no caso impede que o agente responda pelo resultado pretendido inicialmente.
c) denunciar Caim pelo crime de lesão corporal, pois houve desistência voluntária.
d) denunciar Caim pelo crime de tentativa de homicídio, considerando que o resultado
inicialmente pretendido não foi alcançado.
e) requerer o arquivamento, por atipicidade da conduta.
Gabarito: A
a) Correta. No caso apresentado pela questão, temos o que se chama de arrependimento
eficaz, ou resipiscência. Nesta espécie de tentativa abandonada, o agente, após já praticados
todos os atos executórios suficientes à consumação do crime, toma providências capazes de
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tendo incidência na terceira fase de aplicação da pena privativa de liberdade. Ocorre quando o
responsável pelo crime praticado SEM EMPREGO DE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA, de forma
voluntária e até o recebimento da denúncia ou queixa, repara o dano causado por sua conduta
ou restitui a coisa.
Claret -- CPF:
No caso em tela, não há que se falar em arrependimento posterior, tendo em vista que o
agente pratica o crime lesão corporal, previsto no art. 129 do Código Penal, uma vez que o
Luciana Claret
crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa, reparado o dano ou restituída a
coisa, até o recebimento da denúncia ou da queixa, por ato voluntário do agente, a pena será
Fernanda
52. Com intuito de ceifar a vida de seus desafetos Caim e Abel, o hábil praticante de esportes
de tiro João, se aproveitando do fato de Abel e Caim estarem enfileirados, efetua um único e
preciso disparo de fuzil de precisão modelo L115A3 em direção a seus desafetos, sabendo
que, pelo potencial lesivo do armamento utilizado, o único tiro desferido por ele seria
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aumentada;
e) continuidade delitiva, devendo a pena de um dos homicídios (a mais grave) ser aumentada.
Gabarito: B
A questão exige conhecimento a respeito do concurso de crimes. O concurso de crimes é
Claret -- CPF:
caracterizado quando o agente, mediante uma ou mais condutas, pratica duas ou mais
infrações penais. Portanto, poderá haver unidade ou pluralidade de condutas, porém, sempre
Luciana Claret
serão cometidas duas ou mais infrações penais. Deste gênero, surgem três espécies: concurso
material, concurso formal e crime continuado. Ademais, cabe ressaltar que existem três
Fernanda Luciana
mais crimes, idênticos ou não, aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou, se iguais,
somente uma delas, mas aumentada, em qualquer caso, de um sexto até metade. As penas
Luciana Claret
No caso em tela, trata-se de concurso formal imperfeito, uma vez que o agente pretendeu,
Fernanda
derivando de desígnios autônomos, realizar dois crimes. Neste sentindo, como se extrai do
disposto da segunda parte do art. 70 do Código Penal, aplica-se o sistema de cúmulo material.
Portanto, a alternativa correta é a letra B.
53. Em uma determinada unidade prisional, João cumpre pena por força de condenação
definitiva pela prática de determinado crime. José, na mesma unidade prisional, mas em ala
distinta da de João, encontra-se preso preventivamente em virtude de ação penal, sem
sentença, pela suposta prática de crime idêntico ao de João.
Em determinada data, chega ao conhecimento de João e José que entrou em vigor nova lei
penal que reduz a sanção penal em abstrato prevista para o delito imputado a ambos, além
disto sendo a pena máxima atual inferior àquela aplicada na sentença de João.
Neste sentido, considerando as informações narradas, a nova lei
a) poderá ser aplicada a José, uma vez que o princípio do tempus regit actum se aplica a lei
penal, independentemente de a norma ser mais favorável ou desfavorável ao réu;
b) não poderá beneficiar nenhum dos dois, tendo em vista que não ocorreu abolitio criminis,
mas tão somente a alteração da sanção penal aplicável.
c) poderá beneficiar tanto João quanto José, pois, em sendo mais favorável, deverá retroagir
para atingir situações anteriores, mesmo que já amparadas pela coisa julgada;
d) não poderá beneficiar nenhum dos dois, tendo em vista que não estava em vigor na data dos
fatos, aplicando-se o princípio do tempus regit actum;
e) não poderá beneficiar João, uma vez que no caso dele já houve trânsito em julgado da
sentença condenatória, mas poderá ser aplicada a José por ser mais favorável;
Gabarito: C
Questão de fácil resolução, mas que demanda atenção do candidato. A questão exige
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conhecimento do art. 2° e do seu parágrafo único, CP. Extrai-se deste dispositivo legal que, via
de regra, por força do princípio do tempus regit actum, aplica-se a lei penal vigente ao tempo
da prática do fato criminoso, mas há uma exceção no tocante à retroatividade da lei penal mais
benéfica (novatio legis in mellius).
No caso em tela, trata-se de lex mitior (lei penal benéfica), ou seja, a inovação legislativa
apresenta tratamento mais benéfico aos agentes. Sendo assim, a lei posterior retroage,
dispensando cláusula expressa, e alcançando inclusive os fatos definitivamente já julgados.
A critério de fixação, vejamos o que dispõe o art. 2° e seu parágrafo único, do Código Penal:
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“Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime,
cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.
Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos
fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.”
Claret -- CPF:
54. Por força do cumprimento de mandado de busca e apreensão, foram apreendidas duas
Luciana Claret
autorização e nem registro das armas de fogo apreendidas, Caim afirmou que as armas eram
para a sua defesa pessoal.
Fernanda
Diante disso, Caim foi denunciado pela prática de dois crimes de porte de arma de fogo uso
permitido (art. 14 da Lei nº 10.826/03), em concurso material.
No momento de aplicar a sentença, deverá o juiz reconhecer
a) a ocorrência de crime único de posse de arma de fogo de uso permitido (art. 12, Lei nº
10.826/03), sendo assim afastado o concurso de delitos;
b) a ocorrência de dois crimes de porte de arma de fogo de uso permitido em concurso formal;
c) a ocorrência de crime único de porte de arma de fogo de uso permitido, afastando-se o
concurso de delitos;
d) a ocorrência de dois crimes de posse de arma de fogo de uso permitido (art. 12 da Lei nº
10.826/03) em concurso material;
e) a ocorrência de dois crimes de posse de arma de fogo de uso permitido (art. 12 da Lei nº
10.826/03) em concurso formal;
Gabarito: A
Mais uma questão que demanda atenção do candidato. Primeiro precisamos entender a
diferença entre POSSE e PORTE de arma de fogo.
De forma sucinta, a POSSE de arma de fogo é tê-la no interior da sua residência ou local de
trabalho (neste último caso, desde que indivíduo seja titular ou responsável legal do
estabelecimento ou empresa). Já o PORTE de arma de fogo é a circulação com a arma de fogo
fora de casa ou do local de trabalho.
Feitas estas explicações iniciais, conseguimos perceber que no caso em tela estamos diante de
uma situação de POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO (art. 12, da Lei
10.826/03) e não PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO (art. 14, da Lei
10.826/03). Vejamos o que dispõe os dispositivos legais mencionados:
“Art. 12. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório ou munição, de uso
permitido, em desacordo com determinação legal ou regulamentar, no interior de sua
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residência ou dependência desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou
o responsável legal do estabelecimento ou empresa:
Pena – detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
(...)
Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, transportar, ceder, ainda que
gratuitamente, emprestar, remeter, empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo,
acessório ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo com determinação
legal ou regulamentar:
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concurso de crimes. O contrário seria se fossem apreendidas duas armas, uma de uso permitido
e outra de uso restrito ou proibido. Neste caso, teríamos dois crimes. Vejamos:
Luciana Claret
“Os tipos penais dos arts. 12 e 16 da Lei nº 10.826/2003 tutelam bens jurídicos diversos e, por
Fernanda Luciana
essa razão, deve ser aplicado o concurso formal quando apreendidas armas ou munições de uso
permitido e de uso restrito no mesmo contexto fático. O art. 16 do Estatuto do Desarmamento,
Fernanda
além da paz e segurança públicas, também protege a seriedade dos cadastros do Sistema
Nacional de Armas, sendo inviável o reconhecimento de crime único, pois há lesão a bens
jurídicos diversos.” STJ. 5ª Turma. AgRg nos EDcl no AREsp 1122758/MG, Rel. Min. Jorge
Mussi, julgado em 24/04/2018. STJ. 5ª Turma. AgRg no REsp 1619960/MG, Rel. Min.
Reynaldo Soares da Fonseca, julgado em 27/06/2017.
Quadro informativo:
Gabarito: D
a) Correta. Lei 9613/98, art. 1º, §3º.
b) Correta. Lei 9613/98, art. 1º, §5º.
c) Correta. Lei 9613/98, art. 2º, III, “a”.
Claret -- CPF:
d) Incorreta. Lei 9613/98, art. 2º: O processo e julgamento dos crimes previstos nesta Lei: (...)
II - independem do processo e julgamento das infrações penais antecedentes, ainda que
Luciana Claret
praticados em outro país, cabendo ao juiz competente para os crimes previstos nesta Lei a
decisão sobre a unidade de processo e julgamento; (...) Obs.: Basta que haja indícios de
Fernanda Luciana
56. Eustáquio foi conduzido à 23ª Delegacia Policial, ao argumento de que fora flagrado
quando da prática do tráfico de entorpecentes (art. 33 da Lei nº 11.343/06), tendo a
autoridade policial, após a lavratura do auto de prisão em flagrante, promovido o seu
recolhimento à prisão, dando ciência ao juiz competente a respeito das formalidades que
observara quando da prisão de Eustáquio. Apesar de todas as cautelas observadas pela
autoridade policial, quando da chegada dos autos do inquérito ao Ministério Público, o
Promotor de Justiça constata que a autoridade policial não teria expedido a respectiva nota
de culpa, conforme determina o artigo 306, parágrafo 2º, do Código de Processo Penal.
Diante de tal situação, o Promotor de Justiça deverá:
a) arquivar o inquérito policial, ao argumento de que não fora expedida nota de culpa em
desfavor do indiciado Reinaldo;
b) reconhecer a validade do auto de prisão em flagrante e oferecer denúncia em desfavor de
Reinaldo, opinando pela decretação de sua prisão preventiva;
c) opinar pela decretação da prisão temporária do indiciado Reinaldo, cabendo à autoridade
policial decidir sobre a conveniência da medida constritiva de liberdade.
d) oferecer denúncia, opinando pelo relaxamento da prisão do indiciado, considerando que a
não expedição da nota de culpa configura manifesta ilegalidade;
e) oficiar à autoridade policial para que promova a expedição da nota de culpa, analisando,
posteriormente, a possibilidade de arquivamento do inquérito policial;
Gabarito: D
A prisão em flagrante ocorre no decorrer da prática da infração ou momentos depois,
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possuindo como funções, segundo Renato Brasileiro (2020, p. 1028): a) evitar a fuga do
infrator; b) auxiliar na colheita dos elementos informativos; c) impedir a consumação do
delito; c) impedir a consumação do delito, no caso em que a infração está sendo praticada (CPP,
art. 302, inciso I), ou de seu exaurimento, nas demais situações (CPP, art. 302, incisos II, III e IV);
d) preservar a integridade física do preso, diante da comoção que alguns crimes provocam na
população, evitando-se, assim, possível linchamento.
Na sistemática do CPP o flagrante possui 4 momentos distintos: captura, condução coercitiva,
lavratura do auto de prisão em flagrante e recolhimento à prisão. Feito todo esse
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procedimento, ao preso deve ser entregue a nora de culpa, em até 24 horas após a captura,
consoante o art. 306, §2° do CPP:
Art. 306. A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente, ao Ministério Público e à família do preso ou à pessoa por
Claret -- CPF:
ele indicada.
§ 1o Em até 24 (vinte e quatro) horas após a realização da prisão, será encaminhado ao juiz
Luciana Claret
competente o auto de prisão em flagrante e, caso o autuado não informe o nome de seu
advogado, cópia integral para a Defensoria Pública.
Fernanda Luciana
§ 2o No mesmo prazo, será entregue ao preso, mediante recibo, a nota de culpa, assinada pela
autoridade, com o motivo da prisão, o nome do condutor e os das testemunhas.
Fernanda
Ademais, destaca-se que a nota de culpa não importa em confissão, como também não indica
que o preso está aceitando as acusações que lhe foram feitas quando da sua prisão.
No caso trazido no enunciado Eustáquio foi preso em flagrante e quando da chegada dos autos
do inquérito ao Ministério Público, o Promotor de Justiça constatou que a autoridade policial
não teria expedido a respectiva nota de culpa, ao final, pede que seja assinalada qual postura o
Promotor de Justiça deverá tomar diante desse quadro.
Aos itens:
A) Incorreta. Ausência da nota de culpa não é uma das causas de arquivamento do inquérito,
mas possui como consequência gerar a ilegalidade do flagrante, conforme explicado na
alternativa “b".
B) Incorreta. No presente caso, não foi entregue ao preso a nota de culpa, o que torna a prisão
em flagrante ilegal, por inobservância das formalidades estabelecidas pelo Código de Processo
Penal, mais precisamente a do art. 306, §2° do CPP. Como a prisão em flagrante foi ilegal, a
mesma deve ser relaxada.
C) Incorreta. A prisão em flagrante é ilegal e deve ser relaxada, consoante explicado nas
assertivas anteriores.
D) Correta. No caso o Promotor de Justiça deve sim oferecer a denúncia, mas deve opinar pelo
relaxamento da prisão do indiciado, posto que a prisão em flagrante se torna ilegal pela
ausência de nota de culpa, conforme explicado na alternativa “b".
E) Incorreta. A nota de culpa deverá ser expedida no prazo de até 24 horas, contado a partir do
momento da captura, consoante o art. 306, §2° do CPP e sua ausência não gera o arquivamento
do inquérito policial.
57. Tício foi denunciado pela prática de crime de extorsão em desfavor de Mévio. A defesa
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técnica do réu arrolou como testemunha Maria, filha de Tício, de apenas 10 anos de idade,
pois alega que ela, assim como outros familiares, estaria com o pai no suposto momento do
crime.
De acordo com as previsões do Código de Processo Penal, Maria:
a) poderá ser ouvida, mas, na condição de testemunha, prestará compromisso legal de dizer a
verdade e deverá estar sozinha, não podendo ser acompanhada por representante legal algum;
b) poderá ser ouvida na condição de testemunha, prestando compromisso legal de dizer a
verdade, devendo as perguntas serem realizadas diretamente pelas partes;
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c) poderá ser ouvida se arrolada como testemunha ou informante, mas não prestará
compromisso legal de dizer a verdade;
d) estará proibida de ser ouvida na condição de testemunha ou informante, por ser
descendente do réu;
Claret -- CPF:
A presente questão perpassa a temática relativa à função da pessoa ouvida como testemunha
ou informante e o compromisso legal firmado diante da ocupação destas figuras.
Fernanda Luciana
Afirma o art. 202 do CPP que toda pessoa poderá ser testemunha, ao lado desta regra geral há
Fernanda
trazida pela parte contrária, tudo em conformidade com o art. 212 do CPP, que preceitua:
As perguntas serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha, não admitindo o juiz
aquelas que puderem induzir a resposta, não tiverem relação com a causa ou importarem na
repetição de outra já respondida.
Parágrafo único. Sobre os pontos não esclarecidos, o juiz poderá complementar a
inquirição.
A) Incorreta. O equívoco da assertiva reside na exposição de que Maria (belo nome, inclusive),
com 10 anos de idade, poderá ser ouvida na condição de testemunha e prestará compromisso
de dizer a verdade. A afirmativa contraria o art. 208 CPP, o qual exibe que menores de 14 anos
não prestarão compromisso, neste sentido, deverá ser ouvida na condição de informante.
Claret -- CPF:
B) Incorreta. A parte final da redação apresentada na assertiva condiz com a ideia do exame
cruzado (art. 212 do CPP), no entanto, o equívoco está no apontamento de que Maria poderá
Luciana Claret
descendente do acusado, poderá ser ouvida, mas não prestará compromisso de dizer a
verdade, situação em que será tida como informante.
D) Incorreta. Notadamente, o fato de ser descendente do acusado não impede que a pessoa
preste depoimento, conforme delineado no art. 206 do CPP, no entanto, não será deferido o
compromisso de dizer a verdade em observação ao art. 208 do CPP (não se deferirá o
compromisso a que alude o art. 203 às pessoas a que se refere o art. 206, razão pela qual, o
descendente que depõe em favor de seu genitor será ouvido na condição de informante.
E) Incorreta. A assertiva apresenta equívoco pois aduz que crianças são proibidas de prestar
depoimento na condição de testemunha ou informante, contrariando a redação do art. 208 do
CPP, que traz a possibilidade da pessoa menor de 14 anos prestar depoimento, contudo, sem a
imposição do compromisso de dizer a verdade, hipótese em que será ouvida na condição de
informante.
58. Funcionário público com atribuição compareceu, munido de mandado de busca e
apreensão, a determinada residência para realizar busca e apreensão de cadernos de
controle de valores relacionados à investigação do crime de favorecimento à prostituição de
adolescentes. Ao comparecer ao local, verifica que naquele exato momento estava ligado um
computador que transmitia vídeo com cena de sexo explícito envolvendo criança, que é crime
diverso daquele que era investigado.
Ao verificar tal situação, o funcionário público deverá:
a) apreender, de imediato, o computador, tendo em vista que o mandado de busca e
apreensão não precisa especificar os bens a serem apreendidos e o local onde deve ser
realizada a diligência;
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b) requerer a expedição de novo mandado de busca e apreensão, que somente poderá ser
deferido se for instaurada investigação para apurar a prática do novo delito;
c) apreender, de imediato, o computador, tendo em vista que houve flagrante delito e um
encontro fortuito de provas de outra infração penal;
d) apreender, de imediato, o computador, pois a diligência em questão é considerada busca e
apreensão pessoal, que prescinde de mandado;
e) requerer, de imediato, expedição de novo mandado de busca e apreensão, já que os objetos
a serem apreendidos deverão estar devidamente especificados.
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Gabarito: C
A presente questão requer do candidato conhecimento com relação a inviolabilidade de
domicílio, suas exceções, bem como das disposições do Código de Processo Penal para o
cumprimento do mandado de busca e apreensão (artigo 240 e ss do Código de Processo Penal).
Claret -- CPF:
O artigo 5º, XI, da Constituição Federal de 1988 traz que: “a casa é asilo inviolável do indivíduo,
Luciana Claret
ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante
delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial.”
Fernanda Luciana
O artigo 243 do Código de Processo Penal traz que o mandado de busca e apreensão deverá:
1) indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do
Fernanda
respectivo proprietário ou morador; ou, no caso de busca pessoal, o nome da pessoa que terá
de sofrê-la ou os sinais que a identifiquem;
2) mencionar o motivo e os fins da diligência;
3) ser subscrito pelo escrivão e assinado pela autoridade que o fizer expedir.
A) INCORRETA: o mandado deve ser certo e determinado, devendo o magistrado estabelecer os
limites da ordem de busca e apreensão, bem como deve especificar o mais precisamente
possível a casa e o nome do respectivo proprietário ou morador, artigo 243 do Código de
Processo Penal.
B) INCORRETA: Primeiramente não será necessária a expedição de novo mandado de busca e
apreensão tendo em vista que o agente se encontra diante de uma situação de flagrante delito
e a busca e apreensão pode ser determinada na fase preliminar, durante a instrução criminal,
na fase recursal (artigo 616 do CPP) ou ainda durante a execução.
C) CORRETA: No caso em tela o executor da medida estava diante de flagrante delito do crime
previsto no artigo 241-B da lei 8.069/90 (ECA), não havendo sequer a necessidade de ordem
judicial de busca e apreensão, conforme uma das exceções a inviolabilidade de domicílio
prevista no artigo 5º, XI, da Constituição Federal de 1988. O caso trata da hipótese de encontro
fortuito de provas ou serendipidade, em que a autoridade se depara com outra prática
criminosa diferente da que era originariamente investigada.
O STJ já se manifestou sobre o tema em diversas oportunidades, mas destaco trecho do RHC
39.412: “É lícita a apreensão, em escritório de advocacia, de drogas e de arma de fogo, em
tese pertencentes a advogado, na hipótese em que outro advogado tenha presenciado o
cumprimento da diligência por solicitação dos policiais, ainda que o mandado de busca e
apreensão tenha sido expedido para apreender arma de fogo supostamente pertencente a
estagiário do escritório - e não ao advogado - e mesmo que no referido mandado não haja
expressa indicação de representante da OAB local para o acompanhamento da diligência.”
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D) INCORRETA: a busca pessoal dispensa mandado quando nas hipóteses do artigo 244 do
Código de Processo Penal (“no caso de prisão ou quando houver fundada suspeita de que a
pessoa esteja na posse de arma proibida ou de objetos ou papéis que constituam corpo de
delito, ou quando a medida for determinada no curso de busca domiciliar”), mas no presente
caso estamos diante de uma busca e apreensão domiciliar.
O artigo 150, §4º, do Código Penal traz o que se compreende como casa:
1) qualquer compartimento habitado;
2) aposento ocupado de habitação coletiva;
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59. O Código de Processo Penal prevê uma série de institutos aplicáveis às ações penais de
natureza privada.
Fernanda Luciana
acusatória, mas deverá ser expressa, seja através de declaração do ofendido seja por
procurador com poderes especiais;
b) o perdão do ofendido oferecido a um dos querelados poderá a todos aproveitar, podendo,
porém, ser recusado pelo beneficiário, ocasião em que não produzirá efeitos em relação a
quem recusou;
c) a renúncia ao exercício do direito de queixa ocorre após o oferecimento da inicial acusatória,
gerando extinção da punibilidade em relação a todos os querelados;
d) a decadência ocorrerá se o ofendido não oferecer queixa no prazo de 06 meses a contar da
data dos fatos, sendo irrelevante a data da descoberta da autoria;
e) a perempção ocorre quando o querelante deixa de comparecer a atos processuais para os
quais foi intimado, ainda que de maneira justificada.
Gabarito: B
A fim de proporcionar um conhecimento globalizado, observemos cada assertiva:
A) Incorreta. A renúncia ao exercício do direito de queixa, de fato, ocorre antes do
oferecimento da inicial acusatória (pois é extraprocessual), porém, a alternativa peca ao
afirmar que deverá ser expressa, por declaração do ofendido ou procurador. A renúncia ao
direito de queixa poderá realizada de maneira expressa (art. 50, do CPP), constando de
declaração assinada pelo ofendido, por seu representante ou procurador, bem como de
maneira tácita e que, para a sua comprovação admitirão todos os meios de prova, nos termos
do art. 57, do CPP.
B) Correta. É o que prevê o art. 51 do CPP. O perdão concedido a um dos
querelantes aproveitará a todos, por força do princípio da indivisibilidade. No entanto, o
perdão não vai beneficiar aquele que recusar, pois é ato bilateral e depende da aceitação do
acusado.
Renato Brasileiro sobre o tema: “(...) o perdão é ato bilateral, ou seja, depende de aceitação do
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querelado. É bom que se diga, todavia, que a aceitação do perdão não implica assunção de
culpa, e, por isso, de responsabilidade civil. Pode ocorrer de o querelado não aceitar o perdão,
seja porque pretende provar sua inocência, seja porque pretende demonstrar que o querelante
praticou o crime de denunciação caluniosa. " (LIMA, Renato Brasileiro de. Manual de Processo
Penal: volume único – 8 edição. Rev. Ampl. e Atual. Salvador. Ed. JusPodivm, 2020. P. 354).
Oferecido o perdão, o querelado será intimado a dizer se aceita (ou não) e deverá ser
cientificado que o seu silêncio importará em aceitação, conforme art. 58, do CPP. Aceito o
perdão, o juiz declarará extinta a punibilidade do querelado, nos termos do parágrafo único, do
CPF: 738.833.521-87
afirmativa contida no item C está correta, pois a renúncia concedida a um dos coautores
estende-se aos demais, por força do princípio da indivisibilidade, nos termos do art. 49, do CPP.
Luciana Claret
D) Incorreto. Com efeito, o prazo decadencial de 06 meses está correto. No entanto, o equívoco
do item está em afirmar que o termo inicial da contagem do prazo de decadencial é a partir
Fernanda Luciana
da data dos fatos. Isso porque, o art. 38, caput, do CPP, preleciona de maneira categórica que o
prazo de 06 meses para que o ofendido ou o seu representante legal exerça o direito de queixa
Fernanda
terá o seu início no dia em que vier a saber quem é o autor do crime ou, sendo caso do art. 29
(ação privada subsidiária da pública), do dia que em que se esgotar o prazo para o
oferecimento da denúncia.
E) Incorreto. As hipóteses autorizativas da perempção (perda do direito de prosseguir
exercendo a ação penal privada em razão da negligência do querelante) estão contidas no art.
60, do CPP. Dentre as hipóteses, de fato, há previsão no inciso III do art. 60, do CPP, de que se o
querelante, devidamente intimado, deixar de comparecer, sem motivo justificado, a algum ato
processual que deva estar presente, considera-se perempta a ação penal privada.
(devolutiva relativa). Nesse caso, não obstante haja uma questão prejudicial a ser resolvida
no cível, o juiz penal não está obrigado a suspender o curso do processo criminal. Caso não no
Luciana Claret
suspenda, o
próprio juiz penal decidirá a prejudicial na sentença, que não terá, contudo, efeito erga
Fernanda Luciana