UNIVERSIDADE LICUNGO
FACULDADE DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIAS
LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA COM HABILITAÇÕES EM TURISMO
CARLOTA ALBERTO JUMUA
JHON HORÁCIO JOÃO
LAURINA JOAQUIM JOSÉ BUARARIJO
RABECA DECUE MANUEL
VASCO MATIAS VASCO
VICTOR MONTEIRO SIMBE
HIDROGRAFIA
Dondo
2022
CARLOTA ALBERTO JUMUA
JHON HORÁCIO JOÃO
LAURINA JOAQUIM JOSÉ BUARARIJO
RABECA DECUE MANUEL
VASCO MATIAS VASCO
VICTOR MONTEIRO SIMBE
HIDROGRAFIA
Trabalho de pesquisa a ser entregue na faculdade de ciências e
tecnologias, ao Departamento de Terra e meio Ambiente, ao docente da
disciplina de Geografia de Moçambique, como requisito parcial de
avaliação sob a orientação do Docente:
Mcs: Sérgio Cosme de Plácido
Dondo
2022
Índice
3
Capítulo I: Construção Teórica........................................................................................................5
1. Introdução.................................................................................................................................5
1.2. Objectivos..............................................................................................................................6
1.2.1. Objectivo Geral..............................................................................................................6
1.2.2. Objectivos especificos....................................................................................................6
1.3. Metodologia...........................................................................................................................6
1.3.1. Método Bibliográfico.....................................................................................................6
Capítulo II: Fundamentação Teórica................................................................................................7
2. Conceito de Hidrografia............................................................................................................7
2.1. Bacias hidrográficas..................................................................................................................7
2,2. Principais bacias hidrográficas de Moçambique...........................................................8
2.2.1. Bacia do Rio Maputo.....................................................................................................8
2.2.2. Bacia do Incomáti..........................................................................................................8
2.2.3. Bacia do Limpopo..........................................................................................................8
2.2.4. Bacia do Save.................................................................................................................9
2.2.5. Bacia de Zambeze..........................................................................................................9
2.2.6. Bacia de Rovuma...........................................................................................................9
2.2.7. Bacia de Messalo............................................................................................................9
2.2.8. Bacia do Govuro............................................................................................................9
2.2.9. Bacia de Inharrime.......................................................................................................10
2.2.10. Bacia de Mutamba........................................................................................................10
2.2.11. Bacia de Inhanombe.....................................................................................................10
2.3. Rios de Moçambique...........................................................................................................10
2.3.1. Principais Rios de Moçambique e suas características................................................10
[Link]. Rio Rovuma..........................................................................................................11
4
[Link]. Rio Lúrio...............................................................................................................11
[Link]. Rio Zambeze.........................................................................................................11
[Link]. Rio Pungué............................................................................................................11
[Link]. Rio Búzi................................................................................................................12
[Link]. Rio Save................................................................................................................12
[Link]. Rio Limpopo.........................................................................................................12
[Link]. Rio Incomáti.........................................................................................................12
[Link]. Rio Maputo...........................................................................................................12
[Link]. Rio Umbelúzi........................................................................................................13
2.4. Lagos e lagoa.......................................................................................................................13
2.4.1. Principais lagos e lagoas de Moçambique e suas características.................................13
[Link]. Lago Niassa...........................................................................................................13
[Link]. Cahora Bassa.........................................................................................................13
[Link]. Lago Chiuta e Chirua............................................................................................14
[Link]. Lagoas...................................................................................................................14
Capítulo III: Considerações finais..................................................................................................15
3. Conclusão................................................................................................................................15
Referência bibliográfica.................................................................................................................16
Capítulo I: Construção Teórica
1. Introdução
O nosso planeta é também conhecido por “planeta azul”, pois a maior parte da sua
superfície é ocupada por água. Esta está presente principalmente nos oceanos, sob a forma de
5
água salgada. No entanto, podemos encontrar água doce nas calotes polares, nos glaciares, nos
lagos, nos rios e nos reservatórios de água subterrâneas (Pinho 2009, pág.210), deste modo a
ciência dedicada ao estudo da água no planeta terra ou ao conjunto das águas de uma região
ou país pode ser designado de Hidrografia, que tem como sua matéria de estudo os
fenómenos que ocorrem na hidrosfera.
A hidrosfera será nesse caso a esfera que compõe todas as águas do planeta,
os quais formam uma camada descontinua sobre a superfície da Terra, que
corresponde a 71% da superfície terrestre, esta esfera compreende as águas dos rios,
mares, lagos, lagoas, oceanos, águas glaciares e subterrâneas.
Dito isto, no pressente trabalho iremos abordar a hidrografia de Moçambique, com o
principal objectivo de compreender a hidrografia do território nacional, onde faremos menção as
principais bacias hidrográficas de Moçambique que segundo os dados da Encyclopedia of the
Nations (2008), o pais possui quinze (15) bacias hidrográficas sendo as principais as bacias do
Rio Maputo, Incomáti, Limpopo, Save, Zambeze, Rovuma, Messalo, Govuro, Inharrime,
Mutamba e bacia de Inhanombe.
Por conta da sua localização, Moçambique é um país jusante, partilhando nove (9) das 15
bacias hidrográficas com as regiões da SADC, sendo assim os rios acabam por desempenhar um
papel fundamental na transportação dos principais recursos hídricos do país, dos quais mais de
50% são originados nos países de montante.
O outro ponto abordado no presente trabalho faz menção aos principais rios de
Moçambique, de salientar que maior parte destes rios nascem fora do país, isto, pelo facto de
Moçambique estar na jusante, com a excepção de alguns rios do Norte. Os principais rios
abordados no presente trabalho foram rio Rovuma, Lúrio, Zambeze, Púngué, Búzi, Save,
Limpopo, Incomáti, Maputo e Rio Umbelúzi, os mesmos são caracterizados por serem
periódicos, isto devido a influenciam do clima tropical húmido com duas estacões nítidas, chuva
e seca.
E por último fizemos menção a lagos e lagoas de Moçambique, que compreende as águas
permanente, ou seja, sem comunicação com o oceano e mais ou menos profundo, destacamos no
6
trabalho o lago Niassa, Cahora Bassa, lago Chiuta e lago Chirua. E também destacamos as
principais lagoas de país, situados maior parte destes no litoral sul do país.
1.2. Objectivos
1.2.1. Objectivo Geral
Compreender a Hidrografia de Moçambique;
1.2.2. Objectivos específicos
Definir o conceito de hidrografia;
Descrever as principais bacias hidrográficas de Moçambique;
Identificar os principias rios, lagos e lagoas de Moçambique;
Caracterizar os principais rios, lagos e lagoas de Moçambique;
1.3. Metodologia
1.3.1. Método Bibliográfico
Para a elaboração do presente trabalho usou-se do método de pesquisa bibliográfica para a
obtenção de material teórico sobre o tema que consistiu na pesquisa de conceitos básicos de
Hidrografia, bacia hidrográfica, rios, lagos e lagoas e as suas principais características, sobre
ponto de vista do território nacional, para efeito, foram consultadas as seguintes obras e autores:
Silva (2010); Attanasio (2004): Barrella (2001); Borsato e Martoni (2004); Encyclopedia of the
Nations (2008); Sessão do Conselho de Ministros, (2007); GFDRR (2014); Pinho (2009); Souza
(2014); República de Moçambique (2017); Lei das Águas, 2ª., (1991);
De salientar, que segundo Amaral (2007), este método consiste no levantamento, seleção,
fichamento e arquivamento de informações relacionadas à pesquisa.
7
Capítulo II: Fundamentação Teórica
2. Conceito de Hidrografia
A palavra Hidrografia deriva da junção dos termos gregos “hydro” ou “hydor”, que
significa “água”; e “graphia”, que tem como significados “descrição ou estudo de”.
Hidrografia é o ramo da Geografia responsável por estudar as águas do
planeta Terra. O conjunto das águas de uma região ou país também pode ser
chamada de Hidrografia. Entre os objectos de estudo dessa área estão: oceanos, rios,
1
lagos, mares, geleiras, águas da atmosfera e do subsolo, etc.
Segundo Silva (2010, pág.35), a hidrografia tem como matéria de estudo os
fenómenos que ocorrem na hidrosfera.
A hidrosfera corresponde a parte líquida da geosfera, vemos então que os
fenómenos hidrogeográficos serão os correspondentes tanto a águas continentais
superficiais ou subterrâneas, como as do oceano (Faculdade de letras da UEM 1982,
pág.61).
2.1. Bacias hidrográficas
Conforme Fernandes apud Attanasio (2004), O termo bacia hidrográfica refere-se a uma
compartimentação geográfica natural delimitada por divisores de água. Este compartimento é
drenado superficialmente por um curso de água principal e seus afluentes.
Segundo Barrella, W et al (2001), bacia hidrográfica é o Conjunto de terras drenadas por
um rio e seus afluentes, formada nas regiões mais altas do relevo por divisores de água, onde as
águas das chuvas, ou escoam superficialmente formando os riachos e rios, ou infiltram no solo
para formação de nascentes e de lençol, freático.
Borsato & Martoni (2004), salientam que a bacia hidrográfica é como uma área limitada
por um divisor de água, que a separa das bacias adjacentes e que serve de captação natural da
água de precipitação através superfícies vertentes, por meio de uma rede de drenagem formada
por cursos de água, ela faz convergir os escoamentos para a secção de exutório, seu único ponto
de saída.
1
[Link] visitado no dia 31/10/2022, pelas 16h51’
8
2,2. Principais bacias hidrográficas de Moçambique
Segundo o Encyclopedia of the Nations (2008), Moçambique é um país de jusante,
partilhando nove (9) das quinze (15) bacias hidrográficas internacionais da região da Southern
African Development Community (SADC). Os rios são os maiores transportadores dos principais
recursos hídricos do país, dos quais mais de 50% são originados nos países de montante.
As bacias hidrográficas que escoam para Moçambique têm uma área de 2,5 milhões de
2
km . Para além de apresentarem precipitações médias consideráveis em algumas províncias, as
bacias hidrográficas de Moçambique são muito extensas, destacando-se a bacia do Zambeze com
1.390.000km2, que escoa água desde a Zâmbia e Angola, passando pelo Zimbabwe e Botswana.
2.2.1. Bacia do Rio Maputo
Bacia internacional, com área total de 29.030 km2, dos quais 27.460km2 na África do Sul e
em Moçambique com 1.570 km2. Nasce na África do Sul e tem uma extensão de 120 km, com
vazão de aproximadamente 46 m3/s e as suas elevações atingem 2.000m, com a altitude média
cerca de 815m, sentido de oeste para leste (Sessão do Conselho de Ministros, 2007).
2.2.2. Bacia do Incomáti
Bacia internacional, possui uma área de 46.200 km2, 32% situa-se em território
Moçambicano, 6% na Swazilândia e 62% na África do Sul. Os principais afluentes são Komati,
Crocodilo e Sábiè. O comprimento do rio em Moçambique é de 280 km, com vazão de 111 m³/s,
sentido de oeste para leste (Sessão do Conselho de Ministros, 2007).
2.2.3. Bacia do Limpopo
Bacia internacional, segundo maior dos rios africanos que desaguam no Oceano Índico,
com uma área de 412.000 km2, 1.750 km de extensão, sentido de oeste para leste, vazão 170 m³/s,
é partilhada por quatro Estados da região da SADC, nomeadamente: África do Sul, Botswana,
Zimbabwe e Moçambique e segue no sentido oeste para leste (GFDRR, 2014).
2.2.4. Bacia do Save
Bacia internacional, partilhada por Zimbabwe e Moçambique, respectivamente com áreas
de drenagem de 83845 km2 e 22.575 km2, 79% e 21% da área total de cerca de 10.642 km2. Tem
9
um comprimento total de 735 km dos quais 330 km no território moçambicano e 405 km no
território do Zimbabwe, sentido de oeste para leste (Sessão do Conselho de Ministros, 2007).
2.2.5. Bacia de Zambeze
Bacia internacional, maior rio de Moçambique e o quarto maior do continente africano,
nasce em Kalene Hill (Zâmbia) e desagua em Chinde-Oceano Índico (Moçambique). Ocupa uma
área da bacia 1.390.000 km2 e um comprimento de 2.574 km. Tem uma vazão acima de (3.558
m³/s) e segue o sentido de oeste para leste (GFDRR, 2014).
2.2.6. Bacia de Rovuma
Bacia internacional, com área avaliada em 155.000 km2 e 800 km de extensão. A bacia é
partilhada por três países, nomeadamente, Moçambique, Tanzânia e Malawi, com cerca de
65,39% (99,530 km2) em Moçambique, seguida de Tanzânia com 34,30% e por último Malawi
com 0,31%. Com uma vazão médio de 356 m3/s, é considerada a segunda maior bacia de
Moçambique e segue o sentido de oeste para leste (GFDRR, 2014).
2.2.7. Bacia de Messalo
A bacia nacional, tem uma área total de 24.436,6 km2, 280 km de extensão e ocupa grande
parte da Província de Cabo Delgado e uma parte da Província de Niassa. nasce em Moçambique,
no centro-sul da província do Niassa e depois de um percurso no sentido sensivelmente SW-NE,
desagua no litoral da província de Cabo Delgado e segue o sentido de oeste para leste (Sessão do
Conselho de Ministros, 2007).
2.2.8. Bacia do Govuro
Bacia nacional, com uma área de 11.500 km2, é o mais importante rio da região Norte da
Província de Inhambane. Nasce em Mapinhane distrito de Vilankulo e tem uma extensão de 225
km, percorrendo os distritos de Vilankulo e Inhassoro, deságua no Oceano Índico na Região de
Macovane, segue o sentido de sul para norte (Sessão do Conselho de Ministros, 2007).
2.2.9. Bacia de Inharrime
Bacia nacional, possui uma área estimada em 10.850 km2e um comprimento de 150 km
abrangendo total ou parcialmente os distritos de Panda, Zavala e Inharrime. Nasce na província
10
de Gaza e desagua na Lagoa Poelela em Inharrime, segue o sentido de oeste para leste (Sessão do
Conselho de Ministros, 2007).
2.2.10. Bacia de Mutamba
Bacia nacional com uma área de 748 km2 e um comprimento de 65 km. Nasce perto da
Lagoa Nhangela no distrito de Inharrime, desenvolvendo-se de Oeste a Este e deságua na Baía de
Inhambane, segue o sentido de oeste para leste (Sessão do Conselho de Ministros, 2007).
2.2.11. Bacia de Inhanombe
Bacia nacional com uma área de 443 km2 e um comprimento de 22,5 km. Nasce em
Manhenge no distrito de Massinga e deságua no Oceano Índico em Pomene no mesmo distrito,
segue o sentido de oeste para leste (Sessão do Conselho de Ministros, 2007).
2.3. Rios de Moçambique
Segundo Pinho (2009, pág.203), um rio é um curso de água permanente distinguindo-se
assim dos demais cursos da água que apenas correm em determinadas épocas do ano,
principalmente quando chove.
2.3.1. Principais Rios de Moçambique e suas características
Segundo Silva (2010, pág.35-36), Moçambique conta, de norte a sul, com inúmeros rios,
que se distribuem ao longo do país. as características desses cursos de água são muito
influenciadas pela natureza dos terrenos atravessados, pela disposição do relevo e pelas condições
climáticas. Assim, notam-se diferença entre os rios das regiões norte e sul, entre os curos superior
e inferior e variações das características dos mesmos ao longo do ano.
Em Moçambique, a maioria dos rios nascem fora do país e Moçambique está na jusante,
com a excepção de alguns rios do Norte. Os rios possuem dois regimes, que podem ser periódicos
e Constante. Para além destes regimes, existem os regimes intermitente (típico das regiões
desérticas onde predominam os ouedes) e sazonal (que dependem das chuvas e neve).
A maior parte dos principais rios de Moçambique seguem, aproximadamente, o sentido de
oeste para leste, desaguando no Canal de Moçambique, a secção do Oceano Índico situada entre o
continente e a ilha de Madagáscar (InfoBibos, 2010).
11
[Link]. Rio Rovuma
O rio Rovuma nasce na Tanzânia e, depois de um percurso norte – sul naquele país,
percorre em Moçambique, ao longo da fronteira norte, cerca de 650 km, no sentido oeste – este,
indo desaguar, em forma de estuário, em Palma, na província de Cabo Delgado. Este rio tem
como principais afluentes o Lugenda, o Lucheringo e o Messinge, que nascem todos em
Moçambique e desaguam no rio Rovuma (Silva 2010, pág.36),
[Link]. Rio Lúrio
Rio nacional, com área estimada em cerca de 122.000 km2 e 605 km de extensão, com
escoamento anual médio de 10,335 m3 de água. Nasce no extremo sul da província do Niassa, a
este da cidade de Cuamba, e estabelece a fronteira administrativa entre a província de Nampula
na margem direita e as províncias do Niassa e de Cabo Delgado, na margem esquerda
respectivamente a oeste e a Este, desagua no Canal de Moçambique, entre as cidades de Pemba e
Nacala (GFDRR, 2014).
[Link]. Rio Zambeze
Trata-se, sem dúvida, do principal elemento paisagístico da região que atravessa, sendo
igualmente um dos mais importantes do país. nasce no noroeste da Zâmbia, no monte Kalene,
desagua, através de um imenso delta, no Chinde, província da Zambézia. Em Moçambique, este
rio entra pelo Zumbo, na província de Tete, percorrendo daqui até à foz cerca de 820 km, depois
de ter atravessado as províncias de Tete, Manica, Sofala e Zambézia. O seu delta estende-se por
100 km ao longo da costa, com uma largura de 120 km, cobrindo cerca de 15 000 km2. Os
principais afluentes deste rio são o Chire, o Luenha, o Panhane, o Revubué e o Arauângua (Silva
2010, pág.36-37),
[Link]. Rio Pungué
Rio internacional, situado entre Moçambique e Zimbabwe, com uma área de 31.151 km2
e com extensão de 400 km. Nasce no Zimbabué, tem uma vazão média de 120 m 3/s e em
território inteiramente moçambicano, desagua a norte da baía de Sofala, formando um estuário
baixo e pantanoso, cuja a margem esquerda se situa a cidade da Beira, segue o sentido de norte
para leste (GFDRR, 2014).
12
[Link]. Rio Búzi
com área de 31.000 km2 e com extensão de 250 km. Nasce no Zimbabué, tem uma vazão
média de 79 m3/s nasce no lado moçambicano da fronteira com o Zimbabué, perto da povoação
de Espungabera, seguindo depois sensivelmente de sudoeste para nordeste, até desaguar
imediatamente a sul do estuário do Púnguè. Segue o sentido de oeste para leste (GFDRR, 2014).
[Link]. Rio Save
Trata-se de mais um rio que nasce no Zimbabué, entra em Moçambique pela localidade de
Mavue, no distrito de Massangena, em Gaza, percorrendo em Moçambique cerca de 330 km até
ir desaguar no oceano Índico, em Nova Mambone, distrito de Govuro. No seu percurso este rio
separa as províncias de Sofala e Manica no Centro, e no Sul as províncias de Inhambane e Gaza
(Silva 2010, pág.37),
[Link]. Rio Limpopo
É um dos rios mais importantes da região sul de Moçambique. Nasce nas terras altas de
Wirwatersand, na África do Sul, entrando em Moçambique por Pafúri, na província de Gaza,
percorrendo uma região de planície até desaguar em Inhampura, na província de Gaza. Em
território nacional, a sua extensão é de cerca de 560 km. Os principais afluentes deste rio em
território moçambicano são os rios dos Elefantes e o Changane (Silva 2010, pág.37),
[Link]. Rio Incomáti
Tal como Limpopo, tem sua nascente na África do Sul e desagua na baía de Maputo. A
sua extensão em território nacional é de cerca de 280 km. Este rio, inicialmente designado
Komáti, ao entrar em Moçambique, em Ressano Garcia, passa a chamar-se de Incomáti. Os
principais afluentes deste rio são os rios dos crocodilos e sabie (Silva 2010, pág.38),
[Link]. Rio Maputo
Este rio desenvolve-se no sentido sul – norte, desde a fronteira da África do Sul até à baía
de Maputo, onde desagua. A sua extensão em Moçambique é de cerca de 150 km (Silva 2010,
pág.38),
[Link]. Rio Umbelúzi
Com área de 5.400 km2 e com extensão de 56 km. Nasce no Zimbabué, tem uma vazão
média de 9 m3/s, nasce na região montanhosa do norte da Suazilândia e, após um percurso
13
sensivelmente de oeste para leste, desagua na baía do Maputo, em estuário comum a vários rios
(Matola, Infulene, Tembe). Na zona de maior altitude do seu troço moçambicano, fica situada a
barragem dos Pequenos Libombos (GFDRR, 2014).
2.4. Lagos e lagoa
Conforme Pinho (2009, pág.210), um lago é uma depressão na superfície terrestre que
contém permanentemente uma quantidade variável de água, devido à existência de uma camada
de rocha impermeável. Essa água pode ser proveniente da chuva, de uma nascente local, de um
curso de água ou da fusão de glaciares e calotes polares. A dimensão destas massas aquáticas é
variável, bem como a sua profundidade.
E lagoas conforme Souza (2014), pode ser definida como sendo corpos de água raso, de
água doce, salobra ou salgada, em que a radiação solar pode alcançar o sedimento, possibilitando
consequentemente, o crescimento de micrófitas aquáticas em toda a sua extensão.
2.4.1. Principais lagos e lagoas de Moçambique e suas características
[Link]. Lago Niassa
Segundo a Lei das águas (1991, pág. 40), o maior lago de Moçambique que o país partilha
com a Tanzânia e com o Malawi, é o Niassa (conhecido nos países de língua inglesa como Lake
Malawi). De forma alongada na direção S-N, tem um comprimento máximo de 580 km e uma
largura máxima de 75 km. Situa-se na ponta noroeste do país, no extremo meridional do Vale do
Rift.
[Link]. Cahora Bassa
O segundo maior lago é o Cahora Bassa, que tem 240 km de comprimento e 31 km de
largura em seu ponto mais largo e se estende até a fronteira com a Zâmbia e Moçambique
(GFDRR, 2014).
[Link]. Lago Chiuta e Chirua
Outros lagos importantes de Moçambique são o Chiuta e o Chirua, igualmente situados no
extremo meridional do vale do Rift, mas dos quais Moçambique apenas possui as margens
orientais, pois ambos se estendem maioritariamente pelo Malawi (GFDRR, 2014).
14
[Link]. Lagoas
No litoral sul de Moçambique (províncias de Inhambane e de Gaza), há diversas lagoas de
forma alongada, sensivelmente paralelas à costa: Dongane, Poelela, Maiene, Quissico (ou
Zavala), Marrângua, Inhampavala, Bilene. Nesta última, durante a soberania portuguesa, era
também designada Concha de São Martinho do Bilene, embora bastante maior, tem uma
configuração física semelhante à da concha ou baía de São Martinho do Porto, em Portugal
(República de Moçambique, 2017).
Capítulo III: Considerações finais
3. Conclusão
Na hidrografia de Moçambique incluem-se as águas continentais (rios, lagos, lagoas),
águas subterrâneas e ainda as águas marinhas sob a jurisdição do país, estima-se que as águas
continentais (rios, lagos, lagoas), ocupam cerca de 13.000 km 2. As águas marinhas estendem-se
15
por toda a costa do país, numa extensão de 2.470 km, desde a foz do rio Rovuma até a Ponta de
Ouro. O país tem uma extensão de 12 milhas marítimas, contadas a partir da linha de base (águas
territoriais) e ainda até 200 milhas marítimas, contadas a partir da linha de base (águas
jurisdicionais).
Moçambique é caracterizado por possuir vários rios permanentes, os quais atravessam o
país, tais como os rios Rovuma e Lúrio ao norte, Zambeze e Púngué na região central e rio Save,
Limpopo e Incomáti ao sul. O país possui cerca de 100 km 3 de recursos hídricos renováveis,
sendo o uso destes recursos de 9% para o consumo doméstico, 2% no sector industrial, e 89%
para a agricultura, conforme indica Encyclopedia of the Nations (2008).
Concluímos assim que no território nacional a ocorrência dos recursos hídricos manifesta-
se sob a forma superficial e subterrânea, sendo a principal fonte de água para os vários rios, lagos
e lagoas, de salientar ainda, que os rios desempenham um papel fundamental na transportação
dos principais recursos hídricos do país, dos quais mais de 50% são originados nos países de
montante.
Referência bibliográfica
1. ATTANASIO, C.M. Planos de manejo integrado de microbacias hidrográficas com uso
agrícola: uma abordagem hidrológica na busca da sustentabilidade. 2004.
16
2. BARRELLA, W. et al. As relações entre as matas ciliares os rios e os peixes. In:
RODRIGUES, R.R.; LEITÃO FILHO; H.F. (Ed.) Matas ciliares: conservação e
recuperação. [Link]. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2001.
3. Encyclopedia of the Nations. (2008d) Africa. Mozambique. Disponível em:
[Link]
Acesso em 07 set. 2017.
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5. GFDRR. Fundo Global. A recuperação de cheias recorrentes 2000-2013: Estudo do Caso
para o Quadro de Recuperação de Desastres. Moçambique: [s.n.], 2014.
6. [Link]
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1991.
8. PINHO, Hélio. Geografia 11a Classe: Hidrogeografia. Maputo: Plural Editores, 2009.
Pág. 203-210.
9. REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE. CONSELHO DE MINISTROS. PLANO
DIRECTOR PARA A REDUÇÃO DO RISCO DE DESASTRES 2017-2030.
MOÇAMBIQUE: [s.n.], 2017.
10. SESSÃO DO CONSELHO DE MINISTROS, 22ª., 2007, MOÇAMBIQUE.
ESTRATÉGIA NACIONAL DE GESTÃO DE RECURSOS HÍDRICOS... [S.l.: s.n.],
2007.
11. SILVA, José. Geografia 10a Classe: Hidrogeografia. Maputo: Plural Editores, 2010.
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12. SOUZA, Denivaldo. X Fórum Ambiental da Alta Paulista, v. 10, n. 2, 2014.