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Aula Cenoura

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22/11/2023

INSTITUTO FEDERAL
TRIÂNGULO MINEIRO

CULTIVO DA CENOURA IMPORTÂNCIA DA CULTURA


Profa. Dra. Simone Aparecida da Silva
simonesilva@[Link]

Uberaba, MG – Outubro/2023 2

Usos e valor nutricêutico Usos e valor nutricêutico

 No século I, Gregos e Romanos já cultivavam formas  O consumo de cenoura provê mais de 80% das
silvestres da cenoura em hortas para fins medicinais. necessidades de vitamina A em todo o mundo;

 Em “De Materia Medica” (50 e 70 d.c.),  A deficiência de vitamina A, mundialmente, é a


famoso livro do médico grego deficiência na dieta mais comum, afetando milhões
Dioscorides: folhas de cenoura são de crianças a cada ano:
recomendadas para combater tumores  Xeroftalmia
cancerígenos e as sementes para  Cegueira
estimular a menstruação e curar retenção  Aumenta a ocorrência de infecções fatais
3
urinária. 4

Alimentos com propriedades preventivas de Importância Econômica


canceres*

Alho, repolho, soja, gengibre, cenoura, salsão e


pastinaca

Cebola, citrus, arroz integral, trigo integral, tomate,


berinjela, pimentão, brócolis, couve-flor e couve-de-
bruxelas

Cevada, orégano, pepino, batata, melão e aveia

*Contém fitoquímicos com propriedades antioxidantes (flavonóides,


5 carotenóides, antocianinas, cumarinas, ácidos fenólicos, mono-terpenos). 6 Ceagesp, 2022

1
22/11/2023

Importância Econômica Importância Econômica

Ceagesp, 2022

7 8

Importância Econômica Importância Econômica

9 Fonte: Hortifruti Brasil. Out., 2023 10


Fonte: Hortifruti Brasil. Out., 2023

Importância Econômica Importância Econômica

11 Fonte: [Link]. Out., 2023 12

2
22/11/2023

Importância Econômica

13 14 Fonte: Boletim Hortigranjeiro – Out 2023.

Fonte: Boletim Hortigranjeiro – Out 2023.


15 16
Fonte: Boletim Hortigranjeiro – Out 2023.

Importância Econômica Diversidade genética

 Produtividade média

- Inverno: 30 a 40 t . ha-1
- Verão: 20 a 30 t . ha-1

Regiões produtoras tradicionais: ~ 60 t . ha-1 no verão e 80-90


t . ha-1 no inverno.
17 18

3
22/11/2023

Diversidade genética

19 20

BOTÂNICA: TAXONOMIA BOTÂNICA: TAXONOMIA

 Cultivadas, constituem dois grupos:


 Família: Apiaceae (Umbelifereae)
 var. atrorubens cenouras orientais ou
 Gênero: Daucus
asiáticas (raízes de cor púrpura e amarela:
 Espécie: carota
presença de antocianina);
 Nome científico: Daucus carota L.
 var. sativus cenouras ocidentais (raízes

21 22
de cor alaranjadas ou carotênicas)

BOTÂNICA: TAXONOMIA ORIGEM E DOMESTICAÇÃO

 Os tipos silvestres são agrupados em:  Originou-se ha 5.000 anos na Ásia


• subesp. Grupo carota Central (Afeganistão):
• subesp. Grupo gingidium  Centro primário de diversificação e origem dos
tipos mais primitivos de cenouras (raízes
púrpuras e amarelas)
 As cenouras domesticadas se cruzam livremente
com as silvestres, gerando numerosos variantes
 Por volta do século XII os invasores
intermediários e constituindo um complexo
mouros introduziram a cenoura na
sistema de variabilidade.
Europa Ocidental (Mediterrâneo)
23 24

4
22/11/2023

Centro de Origem e Domesticação da Cenoura


ORIGEM E DOMESTICAÇÃO

 Entre os séculos XII e XV cenouras de raízes púrpuras e


Europa
amarelas são reportadas em vários países da Europa;
China

India
 Início do século 17: neerlandeses selecionam tipos carotênicos
a partir de populações derivadas da hibridização entre raízes Linha Equador

amarelas e formas silvestres: Guilherme I de Orange;

 Somente em 1721 quatro variedades de raízes alaranjadas foram


descritas nos Países Baixos: Early Half Long, Half Long, Scarlet
Horn e Long Orange; praticamente todas as cvs. atuais
25
descendem delas. 26 Elaboração Jairo Vieira, 2005

Biologia floral Biologia floral

Inflorescência: umbela composta; há uma umbela


central ou primária que aparece na extremidade do
talo principal originando, por sucessivas ramificações,
umbelas de 2a a 7a ordens (90% das sementes se
formam nas umbelas de 1a, 2a, 3a, 4a ordens).

27 28

Biologia floral Biologia floral

 Umbela primária (P) > 1000 flores  Desenvolvimento floral é do tipo Centripetal
• Predominância de flores bissexuais (hermafroditas) • As flores mais externas ficam viáveis primeiro
• Várias umbeletas constituem uma umbela • Protandria cerca de 2 dias
• Algumas flores constituem uma umbeleta
 Polinização entomófila: abelhas, vespas, moscas
 Umbelas secundárias (S) < flores do que as 1arias
 Umbela terciária (T) < flores do que as secundárias
29 Fonte: Embrapa Hortaliças 30 Fonte: Embrapa Hortaliças

5
22/11/2023

Sementes

 A semente, na verdade, é um fruto designado de


esquizocarpo ou diaquênio

31 32

Raiz
Ombro ou coroa
Pecíolo
Periderme
Caule
Floema

FISIOLOGIA DO Colo Xilema


ou coração
DESENVOLVIMENTO
Câmbio vascular
Cicatrizes de
raízes laterais

Porção apical da raiz principal


33 34

Planta Bianual Florescimento


y
Indução floral: baixas Tº Não floresce
(2 a 5º C por 6-8 semanas) Floresce
> 12 horas
Comprimento de dia

Ponto
crítico (*)
< 12 horas

Não floresce Não floresce

X
Sementes Raízes Florescimento - sementes Baixas Ponto Altas
crítico (*)
1º ciclo 2º ciclo Temperatura

2º ano Temperatura
Elaboração: Jairo Vieira
Ciclo vegetativo  semente-raiz Ciclo reprodutivo  raiz-semente 35 36 Embrapa Hortaliças
Elaboração: Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças

6
22/11/2023

Temperaturas

Inverno: T oC baixa + fotoperíodo crescente

Florescimento prematuro (cultivares tropicais)

37 38

Tipos de crescimento da raiz de cenoura 40-50 d.a.s.


Definição do formato
 crescimento primário  crescimento secundário

S e c u n d á rio
Semeio 
Primário

Ciclo

Colheita 
39 40
Elaboração: Jairo Vieira Elaboração: Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças Fonte: Embrapa Hortaliças - junho/2003

Segmentos varietais

No Brasil as cultivares são agrupadas em dois


segmentos conforme a época de plantio
SEGMENTOS
VARIETAIS  Primavera-verão: Ex. Brasília, Alvorada,
Carandaí, Brazlândia

 Outono-inverno: Ex. Nantes, Forto, Bolero

41 42

7
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Grupo Nantes Grupo Nantes

 Origem: França
 Sensível às doenças de parte aérea

 Folhas: até 30 cm de altura


 Pouca resistência ao calor
 Raízes de formato cilíndrico
 Ciclo: 90 a 110 dias

43
Raízes ≈ 15-18 cm de comprimento 44
Elaboração: Jairo Vieira Elaboração: Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças Fonte: Embrapa Hortaliças

Grupo Nantes Grupo Kuroda

 Origem: Japão

 Plantio inverno  Folhagem vigorosa: até 50 cm de altura

 Raiz cônica
 Várias cultivares deste grupo
 Coloração: vermelha-alaranjada
no mercado
 Comprimento da raiz: 15-20 cm
45 46
Elaboração: Jairo Vieira
Elaboração: Jairo Vieira
Foto: Patricia Ritschel
Fonte: Embrapa Hortaliças

Grupo Kuroda Grupo Kuroda

 Tolerância a temperaturas mais altas


 Plantio de verão
 Resistência às doenças de folhagem

 Suscetível a nematóides:  Cultivares: Kuroda, Kuronan,


Meloidogyne incognita
M. javanica Harumaki

47 48
Elaboração: Jairo Vieira Elaboração: Jairo Vieira
Foto: Patricia Ritschel Foto: Patricia Ritschel

8
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Grupo Brasília Grupo Brasília

 Origem : Embrapa & ESALQ (1981)  Resistente à queima-das-folhas


 Resistente ao calor
 Plantas: 25-30 cm de altura e folhagem
vigorosa  Tolerante nematóides-de-galhas
 Produtividade média verão: 30-35 t ha-1
 Raízes cilíndricas: 15-20 cm de comprimento
 Ciclo: 85 –110 dias
 Baixa incidência de ombro verde
49 50
Elaboração: Jairo Vieira
Foto: Patricia Ritschel

Grupo Brasília
Horticeres (2003)?
- 18 a 22 cm
comprimento;
- 3 a 3,5 cm de
diâmetro;
- Alaranjada intensa e
com miolo pequeno;
 Plantio de verão: out a fev - < ombro verde.

 70-80% área cultivada no Brasil

 Principais: Brasília, Prima, Carandaí, Tropical

51 52 Fonte: Guia de Identificação Ceagesp, 2022.

Formatos de raíz de cenoura

A B C D E F G K L

C = Nantes E = Brasília L = Kuroda

53 54
Fonte: Catálogo Sementes OHLSENS ENKE

9
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Cultivares

 432 cultivares registradas no RNC (14/09/2022)


EXIGÊNCIAS AGROCLIMÁTICAS  337 cultivares registradas no RNC (30/10/2023)

 Escolha?

47
55 56

Exigências agroclimáticas Exigências agroclimáticas

Germinação

 20 a 30 oC

 Emergência:7 a 10 DAS

57 58

Fatores Climáticos: Temperatura x Germinação Produção de raízes de alta qualidade


y

Ideal
 15oC a 21oC temperatura ótima para produção
Rápida
% Germinação

Uniforme de raízes de alta qualidade


Lenta Rápida
Uniforme Desuniforme

 T > 30oC reduz o ciclo da cultura, afeta a


Praticamente Praticamente
não não
germina
síntese de carotenóides, logo o rendimento descresce
germina
X
< 8 ºC 20 ºC 30 ºC > 35 ºC

Temperatura oC
Deslocamento da curva  cultivares tropicais em desenvolvimento com capacidade de germinar sob alta
ideal 16- 21C
59 temperatura 60

10
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Efeito da temperatura no formato, tamanho e


cor da raíz

LOCAL DE PLANTIO E ADUBAÇÃO

61 62

Escolha da área e correção do solo Calagem

 Solos com textura média


 pH próximo de 6,0
 Teor de matéria orgânica
 Disponibilidade de água
 Topografia
 Permeabilidade
63 64
Elaboração Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças

Calagem Adubação
• Análise do solo
• Quantidade calcário: Saturação de bases (V2 =
60%) • Exigência nutricional da cultura
• Macronutrientes: K > N > Ca > P > S >
• pH = 6,0 Mg
• Micronutrientes: B e Zn

Fonte: Raij et al., 1997; Ribeiro et al., 1999


65 66

11
22/11/2023

Adubação Adubação
 Minas Gerais: produção esperada de 35 a 40 t ha-1:

• NPK considerando a textura do solo e a


disponibilidade de P ou K, sugere a aplicação de:
• 100% do P
• 30% do N No plantio + 1 a 2 kg de B
• 40% do K + 2 a 3 kg de Zn

• Restante: 20 e 40 DAE
67 68 Fonte: Ribeiro et al., 1999

Adubação
Adubação Distribuição e incorporação de adubo
 MG: recomendação de adubação mineral para a
cenoura com N, P e K

Distribuição a lanço Incorporação com rotativa

69 Fonte: Ribeiro et al., 1999 70 Fonte: Melo (2009)

Semeadura manual
 6 - 8 kg de sementes ha-1

 Lata com furo na tampa


SEMEADURA
 Garrafa com furo na tampa

 Lata com furo no meio (semeio de 1 sulco)


71 72

12
22/11/2023

Semeadura mecânica Gasto com sementes


Semeadura Mecânica  Método de semeadura

 4 - 6 kg sementes ha-1  Cultivar

 Época de plantio
Semeadura de Precisão (São Gotardo e Santa Juliana)
 % de germinação
 1 - 2 kg de sementes ha-1
73
 Ideal: 60 a 80 sementes por metro linear
74

Semeadura Desbaste

 20 a 30 DAE
Semeadura rasa??
 Profundidade: 0,5 cm a 1,0 cm Semeadura profunda??  5 cm a 6 cm entre plantas

 Operação onerosa

 Retorno em rendimento e qualidade


 Espaçamento: 20 cm a 30 cm entre sulcos

75 76

Tipos de semeadeiras

77 Fonte: Melo (2009) 78


Semeadeira convencional Fonte: Melo (2009)

13
22/11/2023

Máquina de precisão

79
80
Fonte: Melo (2009)

Adubação de fundação: distribuição a lanço

Máquina de precisão 82
Fonte: Melo (2009)
Fonte: Melo (2009) Fonte: Melo (2009)

Incorporação do adubo de fundação

Adubação de fundação: distribuição a lanço

83 84 Fonte: Melo (2009)


Fonte: Melo (2009)

14
22/11/2023

Sistema de semeadura em canteiros com 2,0 m de largura (7 linhas = 14


linhas duplas)

85 86
Fonte: Melo (2009) Fonte: Melo (2009)

Semeadura de precisão: 3 canteiros numa só operação


(14 linhas)

87 88
Fonte: Melo (2009) Fonte: Melo (2009)

Incorporação do adubo de fundação


distribuído a lanço

89
Fonte: Melo (2009)
90 Semeadura com chuva

15
22/11/2023

Emergência

91 92
Fonte: Melo (2009) Fonte: Melo (2009)

Desbaste

Desbaste
30-35 D.A.S.

Espaçamento de 5-6 cm entre plantas e 15-20 cm entre fileiras.


93 94
Fonte: Melo (2009)

Lavoura pós-desbaste

95 96
Fonte: Melo (2009) Fonte: Melo (2009)

16
22/11/2023

Lavoura pós-desbaste Tratos culturais

Sulcador 

Manutenção dos canteiros

97 98 Fonte: Melo (2009)


Fonte: Melo (2009)

Sistemas de Irrigação

 Aspersão
 Sistemas fixos com microaspersores: Irecê, BA
IRRIGAÇÃO  Pivô central: Região do Alto Paranaíba, MG
Irecê, BA (< 10 ha)
 Gotejamento
 Sulcos
99 100
Elaboração Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças/1998

Sistemas de Irrigação Recomendações de Irrigação


Importância do manejo da irrigação
 Ciclo: 85 – 125 dias (cultivar, clima e época de colheita);
Produtividade média nacional??
 Estádios fenológicos: inicial, vegetativo, engrossamento de
Cultivos bem conduzidos (irrigação): 50 – 60 t ha-1
raiz e maturação (Vieira, 2011);
 Região do Alto Paranaíba, MG: 90 t ha-1
 Cenoura é altamente sensível ao déficit hídrico;

 O excesso de água pode ser mais prejudicial que o déficit.

101 102 Fonte: Vieira, 2007


Elaboração Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças/1998

17
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Recomendações de Irrigação Estádio inicial

Excesso e falta de água são prejudiciais nesse estádio;


 Déficit hídrico: sementes muito pequenas secamento do
solo formação de crostas aquecimento do solo

 Excesso:: disponibilidade de O2; podridões de pré-


emergência e tombamentos: Alternaria dauci, A. radicina,
Pythium sp., Sclerotium rolfsii, Rhizoctonia solani e
Xanthomonas campestris pv. carotae.
103 104 Fonte: Vieira, 2007
Elaboração Jairo Vieira

Estádio vegetativo Estádio de engrossamento de raiz


 Crescimento primário;  Crescimento secundário até início da senescência;

 Irrigações deficitárias nesse estádio ocasionam menor  Necessidade de água atinge o máximo nível de demanda;

crescimento das plantas, com redução da produtividade;  Déficit hídrico restringe o armazenamento de
 Excesso ou déficit + solo mal preparado raízes carboidratos nas raízes, reduzindo o diâmetro e o
deformadas (tortas, bifurcadas e curtas). rendimento;

105 Fonte: Vieira, 2007 106 Fonte: Vieira, 2007

Estádio de engrossamento de raiz Estádio de maturação


 Distúrbio fisiológico decorrendo do déficit hídrico:  Sinal de amadurecimento: secamento das folhas inferiores;

 Formação de radicelas laterais (engrossamento de raiz e  Época de colheita: determinada pela demanda do mercado;

maturação), prejuízos: produtor não dispõe de lavador  Estresse hídrico durante o final do estádio anterior e o de
capaz de eliminar as radicelas, maior quantidade de solo maturação qualidade das raízes;
aderido às raízes prejudica o processo de lavagem, além
 Variações bruscas no teor de água do solo: rachadura ou
de prejudicar a aparência externa.
fendilhamento longitudinal da raiz
107 Fonte: Vieira, 2007 108 Fonte: Vieira, 2007

18
22/11/2023

Estádio de maturação Estádio de maturação


 Rachadura ou fendilhamento longitudinal da raiz:

 A falta de água leva a uma perda de elasticidade da


parede celular do floema aplicação de água:
xilema se expande rapidamente

 B e Ca

109 Fonte: Vieira, 2007 110

Irrigação Sistema de Irrigação: Aspersor tipo canhão

 Irrigação menos frequente: raízes longas e finas,


cor laranja intensa

 Irrigação mais frequente: raízes curtas e grossas;


cor pálida (< caroteno); > Incidência de rachaduras

Exige cuidados com a pressão da


água  tamanho de gota
111 112
Fonte: Melo (2009)

Lavoura de cenoura em São Gotardo, MG


Sistemas de Irrigação: Micro Aspersão

113
Fonte: Melo (2009)
114
Elaboração Jairo Vieira
Fonte: Melo (2009)
Fonte: Embrapa Hortaliças/1998

19
22/11/2023

Detalhe do canhão autopropelido (“rolão”)

Irrigação com canhão autopropelido (“rolão”)

Fonte: Melo (2009) Fonte: Melo (2009)


115 116

Irrigação desuniforme (Pivô central)

PLANTAS DANINHAS

Fonte: Melo (2009)


117 Chapada Diamantina - BA

Principais plantas daninhas Principais plantas daninhas

 Período crítico: da terceira até a sexta semana


após a emergência (banco de sementes,
condições edafoclimáticas)
 Podem ser eliminadas manual ou mecanicamente
por ocasião do desbaste (sacho ou enxada
estreita entre as linhas de plantas).
119 120
Elaboração Jairo Vieira Elaboração Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças Fonte: Embrapa Hortaliças

20
22/11/2023

Principais Herbicidas
 Pré-plantio

 Trifluralina  Gramíneas (ppi)

 Linuron  Folhas largas (pré-emerg)

Pós-emergência

 Fluazifop-butyl  Gramíneas (pós-emerg)

121 122
Elaboração Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças

 Queima das folhas

PRINCIPAIS DOENÇAS  Podridão das raízes

 Nematóide das galhas

123 124

 Queima das folhas  Queima das folhas


• Doença mais comum
• Necrose nas folhas desfolha raízes de tamanho
reduzido

Complexo etiológico
 Alternaria dauci Os 3 patógenos podem ser
 Cercospora carotae encontrados na mesma
 Xanthomonas campestris planta e até em uma única
pv. carotae) lesão.
125 126

21
22/11/2023

Altenaria dauci Altenaria dauci

127 128

Cercospora carotae Cercospora carotae

129 130

Controle
 Uso de sementes livres de patógenos

 Rotação de culturas (2 – 3 anos)

 Práticas culturais (preparo do solo e implantação, adubação e


irrigação)

 Cultivares adaptadas à estação do ano e que apresentem resistência


a doença

 Controle químico
131 132

22
22/11/2023

Xanthomonas campestris pv. carotae Controle químico


 Os sintomas produzidos por Xanthomonas  O controle químico, quando os três patógenos estão
campestris pv. carotae são indistinguíveis dos outros, presentes, deve ser feito com produtos à base de cobre
embora, sob condições de alta umidade, seja comum uma (mais eficientes contra Xanthomonas campestris pv.
exudação sobre as lesões bacterianas; carotae), intercalados com outros fungicidas
ditiocarbamatos que estejam registrados para a cultura da
cenoura.
 Uso de sementes sadias;

133 134

 Podridão das raízes Podridão das raízes - Pectobacterium spp. e Dikeya spp (bact).
Sclerotium rolfsii, Sclerotinia sclerotiorum ou Pectobacterium  Pós-colheita
spp. e Dikeya spp (bact). - Quando as raízes são colhidas em solos molhados
e/ou após a lavadas, as raízes não são
adequadamente secas antes de serem embaladas
(encaixotadas).

• Podridão mole: é a mais importante; os tecidos afetados


tornam-se moles e aquosos;
• Podridão-seca: início são manchas circundadas por
tecido encharcado que ao evoluirem causam desidratação
dos tecidos (mumificação).
135 136

Controle geral Nematóide das galhas


Meloidogyne incognita
M. javanica, M. arenaria e M. hapla
 Evitar cultivo em solos encharcados

 Rotação de culturas • Plantas – crescimento reduzidos e amarelecimento


nas folhas
 Destruir plantas infectadas
• Raízes – tornam-se de tamanhos reduzidos com
Cuidados pós-colheita deformações devido a intensa formação de galhas.
137 138

23
22/11/2023

Nematóide das galhas

139 140

Controle
 Rotação de culturas; plantas antagonistas (Tagetes, milho,
sorgo, Stylosanthes, Crotalaria e Styzolobium) – 120 dias

 Cultivares resistentes (Brasília e Alvorada)

 Arações e gradagens profundas em dias quentes e secos

141 142
129

Principais pragas

 Lagartas: Lagarta-rosca (Agrotis spp.); Lagarta-militar


(Spodoptera frugiperda); Lagarta-falsa-medideira (Rachiplusia nu)
PRINCIPAIS PRAGAS  Pulgões: Dysaphis spp; Cavariella aegopodii

 Controle: práticas culturais, inimigos naturais como


parasitóides e predadores e controle químico
124
(poucos inseticidas registrados)
143 144

24
22/11/2023

Colheita
 Ponto de colheita

 Modalidade de colheita
COLHEITA
 Cultivar

Condições climáticas
145 146

Colheita
 80 – 120 dias após a semeadura;

 Ponto de colheita
Amarelecimento e secamento das folhas mais velhas;
Arqueamento para baixo das folhas mais novas;

 Deve-se colher somente a quantidade a ser


preparada no mesmo dia.
147 148

Colheita semi - mecanizada


Tipos colheita

Colheita manual

Com arrancadeira

150
Elaboração Jvieira & MLana

25
22/11/2023

Colheita mecânica

Vídeos

151 152

Pós-Colheita Pós-Colheita
 Após o arranquio:  Pequenos produtores:
- Parte aérea é destacada (quebrada) da raíz; - Máquinas simples para lavar as raízes;
- Pré-seleção eliminando as raízes com defeitos; - Seleção e classificação feitas manualmente
- Lavadas, selecionadas, classificadas e
acondicionadas;  Grandes produtores:
- Classificadas (comprimento e % de raízes com - Possuem máquinas que lavam, secam e classificam
defeitos). as raízes;
-A seleção e acondicionamento são feitos
Video
153 154 manualmente

155 156

26
22/11/2023

> 10% da área

> 10% da área ou


157 158
> 3 mm de profundidade

Defeitos leves Categorias

159 160

Rótulo
As embalagens deverão ser rotuladas em local
de fácil visualização, conforme o exemplo abaixo:

161 162

27
22/11/2023

163 164

165 166

Referências e sugestões de leitura

167 168

28
22/11/2023

Referências e sugestões de leitura Efeito do torrão no crescimento da raiz

169 170
Elaboração Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças

Efeito do torrão no crescimento da raiz Efeito do torrão no crescimento da raiz

171 172
Elaboração Jairo Vieira Elaboração Jairo Vieira
Fonte: Embrapa Hortaliças Fonte: Embrapa Hortaliças

simonesilva@[Link]

173

29

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