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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL ASSISTENCIAL III (SERVIÇO DE FARMÁCIA)
No que diz respeito ao nanciamento e transferência dos recur- O Ceaf é regulamentado pela Portaria GM/MS nº 1554/13 e o
sos federais para as ações e os serviços de saúde, estes ocorrem na elenco desses medicamentos está descrito nos Anexos I e III da Re-
forma de blocos de nanciamento, de acordo com a Portaria GM/ name.
MS nº 204, de 29 de janeiro de 2007. O bloco de nanciamento para
a Assistência Farmacêuca será constuído por três componentes: A solicitação, dispensação e renovação da connuidade do tra-
tamento de patologias contempladas nesse Componente ocorre
Componente Básico da Assistência Farmacêuca; somente em unidades de referência ou estabelecimentos de saúde
Componente Estratégico da Assistência Farmacêuca; e designadas pelos gestores estaduais.
Componente Especializado da Assistência Farmacêuca (deno- Fonte:
minação alterada pelo Art. 2º da Portaria GM/MS nº 2.981, de 26 hp://[Link]/atencao-a-saude/comofuncionao-
de novembro de 2009). sus/medicamentos/legislacao-na-assistencia-farmaceuca/
Os medicamentos selecionados no SUS são agrupados nestes
componente e elencados na Relação Nacional de Medicamentos 
Essenciais – Rename (2013), 8ª edição, elaborada a parr das de- O Sistema Único de Saúde (SUS) é um dos maiores e mais com-
nições do Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011 e estabelecida plexos sistemas de saúde pública do mundo, abrangendo desde o
pela Portaria GM/MS nº 533, de 28 de março de 2012. simples atendimento para avaliação da pressão arterial, por meio
da Atenção Primária, até o transplante de órgãos, garanndo aces-
Componente Básico da Assistência Farmacêuca – CBAF so integral, universal e gratuito para toda a população do país. Com
Desna-se à aquisição de medicamentos e insumos, incluindo- a sua criação, o SUS proporcionou o acesso universal ao sistema
-se aqueles relacionados a agravos e programas de saúde especí- público de saúde, sem discriminação. A atenção integral à saúde, e
cos, no âmbito da Atenção Básica à Saúde, isto é, doenças de alta não somente aos cuidados assistenciais, passou a ser um direito de
prevalência que acometem a população e que necessitam de cui- todos os brasileiros, desde a gestação e por toda a vida, com foco
dados de baixa complexidade tecnológica. Estabelece uma lista de na saúde com qualidade de vida, visando a prevenção e a promoção
medicamentos através de pactuações nas Comissões Intergestoras, da saúde.
com a parcipação das três esferas de gestão. A gestão das ações e dos serviços de saúde deve ser solidária e
parcipava entre os três entes da Federação: a União, os Estados
O CBAF é regulamento pela Portaria GM/MS nº 1555/13 e o e os municípios. A rede que compõe o SUS é ampla e abrange tan-
uso desses medicamentos é norteado pelo Formulário Terapêuco to ações quanto os serviços de saúde. Engloba a atenção primária,
Nacional (FTN) e pelos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêucas média e alta complexidades, os serviços urgência e emergência, a
(PCDT), denidos pelo Ministério da Saúde. atenção hospitalar, as ações e serviços das vigilâncias epidemiológi-
ca, sanitária e ambiental e assistência farmacêuca.
Salientamos que o elenco do CBAF é suciente para a maioria
dos problemas de saúde da população, entretanto pode ser suple- AVANÇO: Conforme a Constuição Federal de 1988 (CF-88), a
mentado com outros medicamentos, presentes na Relação Estadu- “Saúde é direito de todos e dever do Estado”. No período anterior a
al de Medicamentos Essências (Resme) e na Relação Municipal de CF-88, o sistema público de saúde prestava assistência apenas aos
Medicamentos Essenciais (Rumume) vigentes, denidas de acordo trabalhadores vinculados à Previdência Social, aproximadamente
com o perl epidemiológico da população local. 30 milhões de pessoas com acesso aos serviços hospitalares, caben-
do o atendimento aos demais cidadãos às endades lantrópicas.
O elenco de medicamentos e insumos do CBAF está descrito nos
Anexos I e IV da Rename e na Resolução da Comissão de Interges- 
tores Biparte nº 582/2013 e sua dispensação ocorre nas farmácias O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto pelo Ministério da
das unidades básicas de saúde, sob responsabilidade das secre- Saúde, Estados e Municípios, conforme determina a Constuição
tarias municipais de saúde, mediante apresentação de prescrição Federal. Cada ente tem suas co-responsabilidades.
médica.

Componente Estratégico da Assistência Farmacêuca – Cesaf Gestor nacional do SUS, formula, normaza, scaliza, monitora
Desna-se ao tratamento de um grupo de agravos especícos, e avalia polícas e ações, em arculação com o Conselho Nacional
agudos ou crônicos, contemplados em Programas Estratégicos do de Saúde. Atua no âmbito da Comissão Intergestores Triparte (CIT)
Ministério da Saúde. O uso dos medicamentos constantes do CESAF para pactuar o Plano Nacional de Saúde. Integram sua estrutura:
é regulamentado por legislação e diretrizes especícas para as do- Fiocruz, Funasa, Anvisa, ANS, Hemobrás, Inca, Into e oito hospitais
enças que fazem parte do escopo desses programas ou pelo Formu- federais.
lário Terapêuco Nacional.
Os medicamentos do CESAF estão descritos no Anexo II da Re- 
name, são rigorosamente controlados pela Vigilância Sanitária e Parcipa da formulação das polícas e ações de saúde, pres-
sua dispensação, na sua grande maioria, ocorre em unidades de ta apoio aos municípios em arculação com o conselho estadual e
saúde denidas pela gestão municipal. parcipa da Comissão Intergestores Biparte (CIB) para aprovar e
implementar o plano estadual de saúde.
Componente Especializado da Assistência Farmacêuca – Ceaf
Estratégia de acesso a medicamentos no âmbito do SUS, carac- 
terizada pela busca da garana da integralidade do tratamento me- Planeja, organiza, controla, avalia e executa as ações e serviços
dicamentoso, em nível ambulatorial, cujas linhas de cuidado estão de saúde em arculação com o conselho municipal e a esfera esta-
denidas em Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêucas publica- dual para aprovar e implantar o plano municipal de saúde.
dos pelo Ministério da Saúde.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL ASSISTENCIAL III (SERVIÇO DE FARMÁCIA)

 
O Conselho de Saúde, no âmbito de atuação (Nacional, Esta- São responsáveis pela execução das ações e serviços de saúde
dual ou Municipal), em caráter permanente e deliberavo, órgão no âmbito do seu território.O gestor municipal deve aplicar recur-
colegiado composto por representantes do governo, prestadores sos próprios e os repassados pela União e pelo estado. O município
de serviço, prossionais de saúde e usuários, atua na formulação formula suas próprias polícas de saúde e também é um dos par-
de estratégias e no controle da execução da políca de saúde na ceiros para a aplicação de polícas nacionais e estaduais de saú-
instância correspondente, inclusive nos aspectos econômicos e - de. Ele coordena e planeja o SUS em nível municipal, respeitando a
nanceiros, cujas decisões serão homologadas pelo chefe do poder normazação federal. Pode estabelecer parcerias com outros mu-
legalmente constuído em cada esfera do governo. nicípios para garanr o atendimento pleno de sua população, para
Cabe a cada Conselho de Saúde denir o número de membros, procedimentos de complexidade que estejam acima daqueles que
que obedecerá a seguinte composição: 50% de endades e movi- pode oferecer.
mentos representavos de usuários; 25% de endades representa-
vas dos trabalhadores da área de saúde e 25% de representação 
de governo e prestadores de serviços privados conveniados, ou sem As duas úlmas décadas foram marcadas por intensas transfor-
ns lucravos. mações no sistema de saúde brasileiro, inmamente relacionadas
com as mudanças ocorridas no âmbito políco-instucional. Simul-
 taneamente ao processo de redemocrazação iniciado nos anos 80,
Foro de negociação e pactuação entre gestores federal, estadu- o país passou por grave crise na área econômico-nanceira.
al e municipal, quanto aos aspectos operacionais do SUS No início da década de 80, procurou-se consolidar o processo
de expansão da cobertura assistencial iniciado na segunda metade
 dos anos 70, em atendimento às proposições formuladas pela OMS
Foro de negociação e pactuação entre gestores estadual e mu- na Conferência de Alma-Ata (1978), que preconizava “Saúde para
nicipais, quanto aos aspectos operacionais do SUS Todos no Ano 2000”, principalmente por meio da Atenção Primária
à Saúde.
 Nessa mesma época, começa o Movimento da Reforma Sa-
Endade representava dos entes estaduais e do Distrito Fede- nitária Brasileira, constuído inicialmente por uma parcela da in-
ral na CIT para tratar de matérias referentes à saúde telectualidade universitária e dos prossionais da área da saúde.
Posteriormente, incorporaram-se ao movimento outros segmentos
       - da sociedade, como centrais sindicais, movimentos populares de
nasems) saúde e alguns parlamentares.
Endade representava dos entes municipais na CIT para tratar As proposições desse movimento, iniciado em pleno regime
de matérias referentes à saúde autoritário da ditadura militar, eram dirigidas basicamente à cons-
trução de uma nova políca de saúde efevamente democráca,
 considerando a descentralização, universalização e unicação como
São reconhecidos como endades que representam os entes elementos essenciais para a reforma do setor.
municipais, no âmbito estadual, para tratar de matérias referentes Várias foram às propostas de implantação de uma rede de ser-
à saúde, desde que vinculados instucionalmente ao Conasems, na viços voltada para a atenção primária à saúde, com hierarquização,
forma que dispuserem seus estatutos. descentralização e universalização, iniciando-se já a parr do Pro-
grama de Interiorização das Ações de Saúde e Saneamento (PIASS),
 em 1976.
Em 1980, foi criado o Programa Nacional de Serviços Básicos
União de Saúde (PREV-SAÚDE) - que, na realidade, nunca saiu do papel -,
A gestão federal da saúde é realizada por meio do Ministério da logo seguida pelo plano do Conselho Nacional de Administração da
Saúde. O governo federal é o principal nanciador da rede pública Saúde Previdenciária (CONASP), em 1982 a parr do qual foi imple-
de saúde. Historicamente, o Ministério da Saúde aplica metade de mentada a políca de Ações Integradas de Saúde (AIS), em 1983.
todos os recursos gastos no país em saúde pública em todo o Brasil, Essas constuíram uma estratégia de extrema importância para o
e estados e municípios, em geral, contribuem com a outra meta- processo de descentralização da saúde.
de dos recursos. O Ministério da Saúde formula polícas nacionais A 8ª Conferência Nacional da Saúde, realizada em março de
de saúde, mas não realiza as ações. Para a realização dos projetos, 1986, considerada um marco histórico, consagra os princípios pre-
depende de seus parceiros (estados, municípios, ONGs, fundações, conizados pelo Movimento da Reforma Sanitária.
empresas, etc.). Também tem a função de planejar, elabirar nor- Em 1987 é implementado o Sistema Unicado e Descentrali-
mas, avaliar e ulizar instrumentos para o controle do SUS. zado de Saúde (SUDS), como uma consolidação das Ações Integra-
das de Saúde (AIS), que adota como diretrizes a universalização e
Estados e Distrito Federal a equidade no acesso aos serviços, à integralidade dos cuidados,
Os estados possuem secretarias especícas para a gestão de a regionalização dos serviços de saúde e implementação de distri-
saúde. O gestor estadual deve aplicar recursos próprios, inclusive tos sanitários, a descentralização das ações de saúde, o desenvolvi-
nos municípios, e os repassados pela União. Além de ser um dos mento de instuições colegiadas gestoras e o desenvolvimento de
parceiros para a aplicação de polícas nacionais de saúde, o estado uma políca de recursos humanos.
formula suas próprias polícas de saúde. Ele coordena e planeja o O capítulo dedicado à saúde na nova Constuição Federal, pro-
SUS em nível estadual, respeitando a normazação federal. Os ges- mulgada em outubro de 1988, retrata o resultado de todo o proces-
tores estaduais são responsáveis pela organização do atendimento so desenvolvido ao longo dessas duas décadas, criando o Sistema
à saúde em seu território. Único de Saúde (SUS) e determinando que “a saúde é direito de
todos e dever do Estado” (art. 196).

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PROFISSIONAL ASSISTENCIAL III (SERVIÇO DE FARMÁCIA)
Entre outros, a Constuição prevê o acesso universal e igua- 
litário às ações e serviços de saúde, com regionalização e hierar- Desenvolver responsabilização sanitária é estabelecer clara-
quização, descentralização com direção única em cada esfera de mente as atribuições de cada uma das esferas de gestão da saú-
governo, parcipação da comunidade e atendimento integral, com de pública, assim como dos serviços e das equipes que compõem
prioridade para as avidades prevenvas, sem prejuízo dos serviços o SUS, possibilitando melhor planejamento, acompanhamento e
assistenciais. complementaridade das ações e dos serviços. Os prefeitos, ao as-
A Lei nº 8.080, promulgada em 1990, operacionaliza as disposi- sumir suas responsabilidades, devem esmular a responsabilização
ções constucionais. São atribuições do SUS em seus três níveis de junto aos gerentes e equipes, no âmbito municipal, e parcipar do
governo, além de outras, “ordenar a formação de recursos huma- processo de pactuação, no âmbito regional.
nos na área de saúde” (CF, art. 200, inciso III).
 Responsabilização Macrossanitária
São conceitos que orientam o SUS, previstos no argo 198 da O gestor municipal, para assegurar o direito à saúde de seus
Constuição Federal de 1988 e no argo 7º do Capítulo II da Lei n.º munícipes, deve assumir a responsabilidade pelos resultados, bus-
8.080/1990. Os principais são: cando reduzir os riscos, a mortalidade e as doenças evitáveis, a
Universalidade: signica que o SUS deve atender a todos, sem
exemplo da mortalidade materna e infanl, da hanseníase e da tu-
disnções ou restrições, oferecendo toda a atenção necessária,
berculose. Para isso, tem de se responsabilizar pela oferta de ações
sem qualquer custo;
e serviços que promovam e protejam a saúde das pessoas, previ-
Integralidade: o SUS deve oferecer a atenção necessária à saú-
nam as doenças e os agravos e recuperem os doentes. A atenção
de da população, promovendo ações connuas de prevenção e tra-
básica à saúde, por reunir esses três componentes, coloca-se como
tamento aos indivíduos e às comunidades, em quaisquer níveis de
complexidade; responsabilidade primeira e intransferível a todos os gestores. O
Equidade: o SUS deve disponibilizar recursos e serviços com cumprimento dessas responsabilidades exige que assumam as atri-
jusça, de acordo com as necessidades de cada um, canalizando buições de gestão, incluindo:
maior atenção aos que mais necessitam; - execução dos serviços públicos de responsabilidade munici-
Parcipação social: é um direito e um dever da sociedade par- pal;
cipar das gestões públicas em geral e da saúde pública em par- - desnação de recursos do orçamento municipal e ulização
cular; é dever do Poder Público garanr as condições para essa do conjunto de recursos da saúde, com base em prioridades deni-
parcipação, assegurando a gestão comunitária do SUS; e das no Plano Municipal de Saúde;
Descentralização: é o processo de transferência de responsabi- - planejamento, organização, coordenação, controle e avalia-
lidades de gestão para os municípios, atendendo às determinações ção das ações e dos serviços de saúde sob gestão municipal; e
constucionais e legais que embasam o SUS, denidor de atribui- - parcipação no processo de integração ao SUS, em âmbito
ções comuns e competências especícas à União, aos estados, ao regional e estadual, para assegurar a seus cidadãos o acesso a servi-
Distrito Federal e aos municípios. ços de maior complexidade, não disponíveis no município.

Principais leis Responsabilização Microssanitária


Constuição Federal de 1988: Estabelece que “a saúde é direi- É determinante que cada serviço de saúde conheça o território
to de todos e dever do Estado, garando mediante polícas sociais sob sua responsabilidade. Para isso, as unidades da rede básica de-
e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros vem estabelecer uma relação de compromisso com a população a
agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e aos serviços ela adstrita e cada equipe de referência deve ter sólidos vínculos te-
para sua promoção, proteção e recuperação”. Determina ao Poder rapêucos com os pacientes e seus familiares, proporcionando-lhes
Público sua “regulamentação, scalização e controle”, que as ações abordagem integral e mobilização dos recursos e apoios necessá-
e os serviços da saúde “integram uma rede regionalizada e hierar- rios à recuperação de cada pessoa. A alta só deve ocorrer quando
quizada e constuem um sistema único”; dene suas diretrizes, da transferência do paciente a outra equipe (da rede básica ou de
atribuições, fontes de nanciamento e, ainda, como deve se dar a
outra área especializada) e o tempo de espera para essa transfe-
parcipação da iniciava privada.
rência não pode representar uma interrupção do atendimento: a
equipe de referência deve prosseguir com o projeto terapêuco,
Lei Orgânica da Saúde (LOS), Lei n.º 8.080/1990: Regulamen-
interferindo, inclusive, nos critérios de acesso.
ta, em todo o território nacional, as ações do SUS, estabelece as
diretrizes para seu gerenciamento e descentralização e detalha as
competências de cada esfera governamental. Enfaza a descentra- Instâncias de Pactuação
lização políco-administrava, por meio da municipalização dos São espaços intergovernamentais, polícos e técnicos onde
serviços e das ações de saúde, com redistribuição de poder, com- ocorrem o planejamento, a negociação e a implementação das po-
petências e recursos, em direção aos municípios. Determina como lícas de saúde pública. As decisões se dão por consenso (e não
competência do SUS a denição de critérios, valores e qualidade por votação), esmulando o debate e a negociação entre as partes.
dos serviços. Trata da gestão nanceira; dene o Plano Municipal Comissão Intergestores Triparte (CIT): Atua na direção nacio-
de Saúde como base das avidades e da programação de cada nível nal do SUS, formada por composição paritária de 15 membros, sen-
de direção do SUS e garante a gratuidade das ações e dos serviços do cinco indicados pelo Ministério da Saúde, cinco pelo Conselho
nos atendimentos públicos e privados contratados e conveniados. Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e cinco pelo
Lei n.º 8.142/1990: Dispõe sobre o papel e a parcipação das Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
comunidades na gestão do SUS, sobre as transferências de recursos A representação de estados e municípios nessa Comissão é, por-
nanceiros entre União, estados, Distrito Federal e municípios na tanto regional: um representante para cada uma das cinco regiões
área da saúde e dá outras providências. existentes no País.
Instui as instâncias colegiadas e os instrumentos de parcipa-
ção social em cada esfera de governo.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL ASSISTENCIAL III (SERVIÇO DE FARMÁCIA)
Comissões Intergestores Bipartes (CIB): São constuídas pa- estabelecer as diretrizes para a formulação do PMS, em função da
ritariamente por representantes do governo estadual, indicados análise da realidade e dos problemas de saúde locais, assim como
pelo Secretário de Estado da Saúde, e dos secretários municipais dos recursos disponíveis.
de saúde, indicados pelo órgão de representação do conjunto dos No PMS, devem ser descritos os principais problemas da saúde
municípios do Estado, em geral denominado Conselho de Secretá- pública local, suas causas, consequências e pontos crícos. Além
rios Municipais de Saúde (Cosems). Os secretários municipais de disso, devem ser denidos os objevos e metas a serem angidos,
Saúde costumam debater entre si os temas estratégicos antes de as avidades a serem executadas, os cronogramas, as sistemácas
apresentarem suas posições na CIB. Os Cosems são também ins- de acompanhamento e de avaliação dos resultados.
tâncias de arculação políca entre gestores municipais de saúde,
sendo de extrema importância a parcipação dos gestores locais Sistemas de informações ajudam a planejar a saúde: O SUS
nesse espaço. opera e/ou disponibiliza um conjunto de sistemas de informações
estratégicas para que os gestores avaliem e fundamentem o pla-
Espaços regionais: A implementação de espaços regionais de nejamento e a tomada de decisões, abrangendo: indicadores de
pactuação, envolvendo os gestores municipais e estaduais, é uma saúde; informações de assistência à saúde no SUS (internações
necessidade para o aperfeiçoamento do SUS. Os espaços regionais hospitalares, produção ambulatorial, imunização e atenção básica);
devem-se organizar a parr das necessidades e das anidades espe- rede assistencial (hospitalar e ambulatorial); morbidade por local
cícas em saúde existentes nas regiões. de internação e residência dos atendidos pelo SUS; estascas
vitais (mortalidade e nascidos vivos); recursos nanceiros, infor-
Descentralização mações demográcas, epidemiológicas e socioeconômicas. Cami-
O princípio de descentralização que norteia o SUS se dá, espe- nha-se rumo à integração dos diversos sistemas informazados de
cialmente, pela transferência de responsabilidades e recursos para base nacional, que podem ser acessados no site do Datasus. Nesse
a esfera municipal, esmulando novas competências e capacidades processo, a implantação do Cartão Nacional de Saúde tem papel
políco-instucionais dos gestores locais, além de meios adequa- central. Cabe aos prefeitos conhecer e monitorar esse conjunto de
dos à gestão de redes assistenciais de caráter regional e macror- informações essenciais à gestão da saúde do seu município.
regional, permindo o acesso, a integralidade da atenção e a ra-
cionalização de recursos. Os estados e a União devem contribuir Níveis de atenção à saúde: O SUS ordena o cuidado com a saú-
para a descentralização do SUS, fornecendo cooperação técnica e de em níveis de atenção, que são de básica, média e alta complexi-
nanceira para o processo de municipalização. dade. Essa estruturação visa à melhor programação e planejamento
das ações e dos serviços do sistema de saúde. Não se deve, porém,
Regionalização: consensos e estratégias - As ações e os ser- desconsiderar algum desses níveis de atenção, porque a atenção à
viços de saúde não podem ser estruturados apenas na escala dos saúde deve ser integral.
municípios. Existem no Brasil milhares de pequenas municipalida- A atenção básica em saúde constui o primeiro nível de aten-
des que não possuem em seus territórios condições de oferecer ção à saúde adotada pelo SUS. É um conjunto de ações que engloba
serviços de alta e média complexidade; por outro lado, existem promoção, prevenção, diagnósco, tratamento e reabilitação. De-
municípios que apresentam serviços de referência, tornando-se senvolve-se por meio de prácas gerenciais e sanitárias, democrá-
polos regionais que garantem o atendimento da sua população e cas e parcipavas, sob a forma de trabalho em equipe, dirigidas
de municípios vizinhos. Em áreas de divisas interestaduais, são fre- a populações de territórios delimitados, pelos quais assumem res-
quentes os intercâmbios de serviços entre cidades próximas, mas ponsabilidade.
de estados diferentes. Por isso mesmo, a construção de consensos Uliza tecnologias de elevada complexidade e baixa densidade,
e estratégias regionais é uma solução fundamental, que permirá objevando solucionar os problemas de saúde de maior frequência
ao SUS superar as restrições de acesso, ampliando a capacidade de e relevância das populações. É o contato preferencial dos usuários
atendimento e o processo de descentralização. com o sistema de saúde. Deve considerar o sujeito em sua singu-
O Sistema Hierarquizado e Descentralizado: As ações e servi- laridade, complexidade, inteireza e inserção sociocultural, além de
ços de saúde de menor grau de complexidade são colocadas à dis- buscar a promoção de sua saúde, a prevenção e tratamento de do-
posição do usuário em unidades de saúde localizadas próximas de enças e a redução de danos ou de sofrimentos que possam compro-
seu domicílio. As ações especializadas ou de maior grau de comple- meter suas possibilidades de viver de modo saudável.
xidade são alcançadas por meio de mecanismos de referência, or-
ganizados pelos gestores nas três esferas de governo. Por exemplo: As Unidades Básicas são prioridades porque, quando as Unida-
O usuário é atendido de forma descentralizada, no âmbito do mu- des Básicas de Saúde funcionam adequadamente, a comunidade
nicípio ou bairro em que reside. Na hipótese de precisar ser atendi- consegue resolver com qualidade a maioria dos seus problemas de
do com um problema de saúde mais complexo, ele é referenciado, saúde. É comum que a primeira preocupação de muitos prefeitos
isto é, encaminhado para o atendimento em uma instância do SUS se volte para a reforma ou mesmo a construção de hospitais. Para o
mais elevada, especializada. Quando o problema é mais simples, o SUS, todos os níveis de atenção são igualmente importantes, mas a
cidadão pode ser contrarreferenciado, isto é, conduzido para um práca comprova que a atenção básica deve ser sempre prioritária,
atendimento em um nível mais primário. porque possibilita melhor organização e funcionamento também
dos serviços de média e alta complexidade.
Plano de saúde xa diretriz e metas à saúde municipal Estando bem estruturada, ela reduzirá as las nos prontos so-
É responsabilidade do gestor municipal desenvolver o processo corros e hospitais, o consumo abusivo de medicamentos e o uso
de planejamento, programação e avaliação da saúde local, de modo indiscriminado de equipamentos de alta tecnologia. Isso porque
a atender as necessidades da população de seu município com eci- os problemas de saúde mais comuns passam a ser resolvidos nas
ência e efevidade. O Plano Municipal de Saúde (PMS) deve orien- Unidades Básicas de Saúde, deixando os ambulatórios de especiali-
tar as ações na área, incluindo o orçamento para a sua execução. dades e hospitais cumprirem seus verdadeiros papéis, o que resulta
Um instrumento fundamental para nortear a elaboração do PMS é em maior sasfação dos usuários e ulização mais racional dos re-
o Plano Nacional de Saúde. Cabe ao Conselho Municipal de Saúde cursos existentes.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL ASSISTENCIAL III (SERVIÇO DE FARMÁCIA)
Saúde da Família: é a saúde mais perto do cidadão. É parte Competências municipais na vigilância em saúde
da estratégia de estruturação eleita pelo Ministério da Saúde para Compete aos gestores municipais, entre outras atribuições, as
reorganização da atenção básica no País, com recursos nanceiros avidades de nocação e busca ava de doenças compulsórias,
especícos para o seu custeio. Cada equipe é composta por um con- surtos e agravos inusitados; invesgação de casos nocados em
junto de prossionais (médico, enfermeiro, auxiliares de enferma- seu território; busca ava de declaração de óbitos e de nascidos vi-
gem e agentes comunitários de saúde, podendo agora contar com vos; garana a exames laboratoriais para o diagnósco de doenças
prossional de saúde bucal) que se responsabiliza pela situação de de nocação compulsória; monitoramento da qualidade da água
saúde de determinada área, cuja população deve ser de no mínimo para o consumo humano; coordenação e execução das ações de
2.400 e no máximo 4.500 pessoas. Essa população deve ser cadas- vacinação de rona e especiais (campanhas e vacinações de blo-
trada e acompanhada, tornando-se responsabilidade das equipes queio); vigilância epidemiológica; monitoramento da mortalidade
atendê-la, entendendo suas necessidades de saúde como resultado infanl e materna; execução das ações básicas de vigilância sanitá-
também das condições sociais, ambientais e econômicas em que ria; gestão e/ou gerência dos sistemas de informação epidemioló-
vive. Os prossionais é que devem ir até suas casas, porque o obje-
gica, no âmbito municipal; coordenação, execução e divulgação das
vo principal da Saúde da Família é justamente aproximar as equipes
avidades de informação, educação e comunicação de abrangência
das comunidades e estabelecer entre elas vínculos sólidos.
municipal; parcipação no nanciamento das ações de vigilância
A saúde municipal precisa ser integral. O município é respon-
em saúde e capacitação de recursos.
sável pela saúde de sua população integralmente, ou seja, deve
garanr que ela tenha acessos à atenção básica e aos serviços espe-
cializados (de média e alta complexidade), mesmo quando localiza- Desaos públicos, responsabilidades comparlhadas: A legis-
dos fora de seu território, controlando, racionalizando e avaliando lação brasileira – Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e legislação
os resultados obdos. sanitária, incluindo as Leis n.º 8.080/1990 e 8.142/1990 – estabe-
Só assim estará promovendo saúde integral, como determina lece prerrogavas, deveres e obrigações a todos os governantes. A
a legislação. É preciso que isso que claro, porque muitas vezes o Constuição Federal dene os gastos mínimos em saúde, por es-
gestor municipal entende que sua responsabilidade acaba na aten- fera de governo, e a legislação sanitária, os critérios para as trans-
ção básica em saúde e que as ações e os serviços de maior comple- ferências intergovernamentais e alocação de recursos nanceiros.
xidade são responsabilidade do Estado ou da União – o que não é Essa vinculação das receitas objeva preservar condições mínimas
verdade. e necessárias ao cumprimento das responsabilidades sanitárias e
A promoção da saúde é uma estratégia por meio da qual os garanr transparência na ulização dos recursos disponíveis. A res-
desaos colocados para a saúde e as ações sanitárias são pensa- ponsabilização scal e sanitária de cada gestor e servidor público
dos em arculação com as demais polícas e prácas sanitárias e deve ser comparlhada por todos os entes e esferas governamen-
com as polícas e prácas dos outros setores, ampliando as pos- tais, resguardando suas caracteríscas, atribuições e competências.
sibilidades de comunicação e intervenção entre os atores sociais O desao primordial dos governos, sobretudo na esfera municipal,
envolvidos (sujeitos, instuições e movimentos sociais). A promo- é avançar na transformação dos preceitos constucionais e legais
ção da saúde deve considerar as diferenças culturais e regionais, que constuem o SUS em serviços e ações que assegurem o direi-
entendendo os sujeitos e as comunidades na singularidade de suas to à saúde, como uma conquista que se realiza codianamente em
histórias, necessidades, desejos, formas de pertencer e se relacio- cada estabelecimento, equipe e práca sanitária.
nar com o espaço em que vivem. Signica comprometer-se com os É preciso inovar e buscar, coleva e criavamente, soluções
sujeitos e as colevidades para que possuam, cada vez mais, auto- novas para os velhos problemas do nosso sistema de saúde. A cons-
nomia e capacidade para manejar os limites e riscos impostos pela trução de espaços de gestão que permitam a discussão e a críca,
doença, pela constuição genéca e por seu contexto social, polí- em ambiente democráco e plural, é condição essencial para que o
co, econômico e cultural. A promoção da saúde coloca, ainda, o SUS seja, cada vez mais, um projeto que defenda e promova a vida.
desao da intersetorialidade, com a convocação de outros setores
Muitos municípios operam suas ações e serviços de saúde em
sociais e governamentais para que considerem parâmetros sanitá-
condições desfavoráveis, dispondo de recursos nanceiros e equi-
rios, ao construir suas polícas públicas especícas, possibilitando a
pes insucientes para atender às demandas dos usuários, seja em
realização de ações conjuntas.
volume, seja em complexidade – resultado de uma conjuntura so-
cial de extrema desigualdade. Nessas situações, a gestão pública
Vigilância em saúde: expande seus objevos. Em um país com
as dimensões do Brasil, com realidades regionais bastante diver- em saúde deve adotar condução técnica e administrava compa-
sicadas, a vigilância em saúde é um grande desao. Apesar dos vel com os recursos existentes e criava em sua ulização. Deve
avanços obdos, como a erradicação da poliomielite, desde 1989, estabelecer critérios para a priorização dos gastos, orientados por
e com a interrupção da transmissão de sarampo, desde 2000, con- análises sistemácas das necessidades em saúde, vericadas junto
vivemos com doenças transmissíveis que persistem ou apresentam à população. É um desao que exige vontade políca, propostas
incremento na incidência, como a AIDS, as hepates virais, as me- invenvas e capacidade de governo.
ningites, a malária na região amazônica, a dengue, a tuberculose A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios compar-
e a hanseníase. Observamos, ainda, aumento da mortalidade por lham as responsabilidades de promover a arculação e a interação
causas externas, como acidentes de trânsito, conitos, homicídios e dentro do Sistema Único de Saúde – SUS, assegurando o acesso uni-
suicídios, angindo, principalmente, jovens e população em idade versal e igualitário às ações e serviços de saúde.
produva. Nesse contexto, o Ministério da Saúde com o objevo de O SUS é um sistema de saúde, regionalizado e hierarquizado,
integração, fortalecimento da capacidade de gestão e redução da que integra o conjunto das ações de saúde da União, Estados, Distri-
morbimortalidade, bem como dos fatores de risco associados à saú- to Federal e Municípios, onde cada parte cumpre funções e compe-
de, expande o objeto da vigilância em saúde pública, abrangendo as tências especícas, porém arculadas entre si, o que caracteriza os
áreas de vigilância das doenças transmissíveis, agravos e doenças níveis de gestão do SUS nas três esferas governamentais.
não transmissíveis e seus fatores de riscos; a vigilância ambiental
em saúde e a análise de situação de saúde.

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL ASSISTENCIAL III (SERVIÇO DE FARMÁCIA)
Criado pela Constuição Federal de 1988 e regulamentado pela O art. 200 dene em que campo deve o SUS atuar. As atribui-
Lei nº 8.080/90, conhecida como a Lei Orgânica da Saúde, e pela Lei ções ali relacionadas não são taxavas ou exausvas. Outras pode-
nº 8.142/90, que trata da parcipação da comunidade na gestão rão exisr, na forma da lei. E as atribuições ali elencadas dependem,
do Sistema e das transferências intergovernamentais de recursos também, de lei para a sua exequibilidade.
nanceiros, o SUS tem normas e regulamentos que disciplinam as Em 1990, foi editada a Lei n. 8.080/90 que, em seus arts. 5º e
polícas e ações em cada Subsistema. 6º, cuidou dos objevos e das atribuições do SUS, tentando melhor
A Sociedade, nos termos da Legislação, parcipa do planeja- explicitar o art. 200 da CF (ainda que, em alguns casos, tenha repe-
mento e controle da execução das ações e serviços de saúde. Essa do os incisos daquele argo, tão somente).
parcipação se dá por intermédio dos Conselhos de Saúde, presen- São objevos do SUS: a) a idencação e divulgação dos fato-
tes na União, nos Estados e Municípios. res condicionantes e determinantes da saúde; b) a formulação de
polícas de saúde desnadas a promover, nos campos econômico
Níveis de Gestão do SUS e social, a redução de riscos de doenças e outros agravos; e c) exe-
Esfera Federal - Gestor: Ministério da Saúde - Formulação da cução de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde,
políca estadual de saúde, coordenação e planejamento do SUS em integrando as ações assistenciais com as prevenvas, de modo a
nível Estadual. Financiamento das ações e serviços de saúde por garanr às pessoas a assistência integral à sua saúde.
meio da aplicação/distribuição de recursos públicos arrecadados. O art. 6º, estabelece como competência do Sistema a execução
Esfera Estadual - Gestor: Secretaria Estadual de Saúde - Formu- de ações e serviços de saúde descritos em seus 11 incisos.
lação da políca municipal de saúde e a provisão das ações e ser- O SUS deve atuar em campo demarcado pela lei, em razão do
viços de saúde, nanciados com recursos próprios ou transferidos disposto no art. 200 da CF e porque o enunciado constucional de
pelo gestor federal e/ou estadual do SUS.
que saúde é direito de todos e dever do Estado, não tem o condão
Esfera Municipal - Gestor: Secretaria Municipal de Saúde - For-
de abranger as condicionantes econômico-sociais da saúde, tam-
mulação de polícas nacionais de saúde, planejamento, normaliza-
pouco compreender, de forma ampla e irrestrita, todas as possíveis
ção, avaliação e controle do SUS em nível nacional. Financiamento
e imagináveis ações e serviços de saúde, até mesmo porque haverá
das ações e serviços de saúde por meio da aplicação/distribuição de
sempre um limite orçamentário e um ilimitado avanço tecnológico
recursos públicos arrecadados.
a criar necessidades inndáveis e até mesmo quesonáveis sob o
SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE ponto de vista éco, clínico, familiar, terapêuco, psicológico.
Pela dicção dos arts. 196 e 198 da CF, podemos armar que Será a lei que deverá impor as proporções, sem, contudo, é ob-
somente da segunda parte do art. 196 se ocupa o Sistema Único de vio, cercear o direito à promoção, proteção e recuperação da saú-
Saúde, de forma mais concreta e direta, sob pena de a saúde, como de. E aqui o elemento delimitador da lei deverá ser o da dignidade
setor, como uma área da Administração Pública, se ver obrigada a humana.
cuidar de tudo aquilo que possa ser considerado como fatores que Lembramos, por oportuno que, o Projeto de Lei Complementar
condicionam e interferem com a saúde individual e coleva. Isso n. 01/2003 -- que se encontra no Congresso Nacional para regu-
seria um arrematado absurdo e deveríamos ter um super Ministério lamentar os critérios de rateio de transferências dos recursos da
e super Secretarias da Saúde responsáveis por toda políca social e União para Estados e Municípios – busca disciplinar, de forma mais
econômica protevas da saúde. clara e deniva, o que são ações e serviços de saúde e estabelecer
Se a Constuição tratou a saúde sob grande amplitude, isso o que pode e o que não pode ser nanciado com recursos dos fun-
não signica dizer que tudo o que está ali inserido corresponde a dos de saúde. Esses parâmetros também servirão para circunscre-
área de atuação do Sistema Único de Saúde. ver o que deve ser colocado à disposição da população, no âmbito
Repassando, brevemente, aquela seção do capítulo da Seguri- do SUS, ainda que o art. 200 da CF e o art. 6º da LOS tenham deni-
dade Social, temos que: -- o art. 196, de maneira ampla, cuida do do o campo de atuação do SUS, fazendo pressupor o que são ações
direito à saúde; -- o art. 197 trata da relevância pública das ações e e serviços públicos de saúde, conforme dissemos acima. (O Conse-
serviços de saúde, públicos e privados, conferindo ao Estado o direi- lho Nacional de Saúde e o Ministério da Saúde também disciplina-
to e o dever de regulamentar, scalizar e controlar o setor (público ram o que são ações e serviços de saúde em resoluções e portarias).
e privado); -- o art. 198 dispõe sobre as ações e os serviços públicos
de saúde que devem ser garandos a todos cidadãos para a sua 
promoção, proteção e recuperação, ou seja, dispõe sobre o Sistema De plano, excetuam-se da área da saúde, para efeito de nan-
Único de Saúde; -- o art. 199, trata da liberdade da iniciava priva-
ciamento, (ainda que absolutamente relevantes como indicadores
da, suas restrições (não pode explorar o sangue, por ser bem fora
epidemiológicos da saúde) as condicionantes econômico-sociais.
do comércio; deve submeter-se à lei quanto à remoção de órgãos
Os órgãos e endades do SUS devem conhecer e informar à socie-
e tecidos e partes do corpo humano; não pode contar com a par-
dade e ao governo os fatos que interferem na saúde da população
cipação do capital estrangeiro na saúde privada; não pode receber
com vistas à adoção de polícas públicas, sem, contudo, estarem
auxílios e subvenções, se for endade de ns econômicos etc.) e a
possibilidade de o setor parcipar, complementarmente, do setor obrigados a ulizar recursos do fundo de saúde para intervir nessas
público; -- e o art. 200, das atribuições dos órgãos e endades que causas.
compõem o sistema público de saúde. O SUS é mencionado somen- Quem tem o dever de adotar polícas sociais e econômicas que
te nos arts. 198 e 200. visem evitar o risco da doença é o Governo como um todo (polícas
A leitura do art. 198 deve sempre ser feita em consonância com de governo), e não a saúde, como setor (polícas setoriais). A ela,
a segunda parte do art. 196 e com o art. 200. O art. 198 estatui que saúde, compete atuar nos campos demarcados pelos art. 200 da CF
todas as ações e serviços públicos de saúde constuem um único e art. 6º da Lei n. 8.080/90 e em outras leis especícas.
sistema. Aqui temos o SUS. E esse sistema tem como atribuição ga- Como exemplo, podemos citar os servidores da saúde que de-
ranr ao cidadão o acesso às ações e serviços públicos de saúde vem ser pagos com recursos da saúde, mas o seu inavo, não; não
(segunda parte do art. 196), conforme campo demarcado pelo art. porque os inavos devem ser pagos com recursos da Previdência
200 e leis especícas. Social. Idem quanto as ações da assistência social, como bolsa-a-

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL ASSISTENCIAL III (SERVIÇO DE FARMÁCIA)
limentação, bolsa-família, vale-gás, renda mínima, fome zero, que Ao Ministério da Saúde compete a vigilância sobre alimentos
devem ser nanciadas com recursos da assistência social, setor ao (registro, scalização, controle de qualidade) e não a prestação de
qual incumbe promover e prover as necessidades das pessoas ca- serviços que visem fornecer alimentos às pessoas de baixa renda.
rentes visando diminuir as desigualdades sociais e suprir suas ca- O fornecimento de cesta básica, merenda escolar, alimentação
rências básicas imediatas. Isso tudo interfere com a saúde, mas não a crianças em idade escolar, idosos, trabalhadores rurais temporá-
pode ser administrada nem nanciada pelo setor saúde. rios, portadores de molésas graves, conforme previsto na Lei do
O saneamento básico é outro bom exemplo. A Lei n. 8.080/90, Estado do Rio de Janeiro, são situações de carência que necessitam
em seu art. 6º, II, dispõe que o SUS deve parcipar na formulação de apoio do Poder Público, sem sombra de dúvida, mas no âmbito
da políca e na execução de ações de saneamento básico. Por sua da assistência social ou de outro setor da Administração Pública e
vez, o § 3º do art. 32, reza que as ações de saneamento básico que com recursos que não os do fundo de saúde. Não podemos mais
venham a ser executadas suplevamente pelo SUS serão nancia- confundir assistência social com saúde. A alimentação interessa à
das por recursos tarifários especícos e outros da União, Estados, saúde, mas não está em seu âmbito de atuação.
DF e Municípios e não com os recursos dos fundos de saúde.
Nesse ponto gostaríamos de abrir um parêntese para comentar Tanto isso é fato que a Lei n. 8.080/90, em seu art. 12, estabe-
o Parecer do Sr. Procurador Geral da República, na ADIn n. 3087- leceu que “serão criadas comissões intersetoriais de âmbito nacio-
6/600-RJ, aqui mencionado. nal, subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde, integradas pelos
O Governo do Estado do Rio de Janeiro, pela Lei n. 4.179/03, Ministérios e órgãos competentes e por endades representavas
instuiu o Programa Estadual de Acesso à Alimentação – PEAA, da sociedade civil”, dispondo seu parágrafo único que “as comissões
determinando que suas avidades correrão à conta do orçamento intersetoriais terão a nalidade de arcular polícas e programas
do Fundo Estadual da Saúde, vinculado à Secretaria de Estado da de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não com-
Saúde. O PSDB, entendendo ser a lei inconstucional por ulizar preendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde”. Já o seu art. 13,
recursos da saúde para uma ação que não é de responsabilidade destaca, algumas dessas avidades, mencionando em seu inciso I a
da área da saúde, moveu ação direta de inconstucionalidade, com “alimentação e nutrição”.
pedido de cautelar. O parâmetro para o nanciamento da saúde deve ser as atri-
O Sr. Procurador da República (Parecer n. 5147/CF), opinou buições que foram dadas ao SUS pela Constuição e por leis espe-
pela improcedência da ação por entender que o acesso à alimenta- cícas e não a 1º parte do art. 196 da CF, uma vez que os fatores
ção é indissociável do acesso à saúde, assim como os medicamen- que condicionam a saúde são os mais variados e estão inseridos
tos o são e que as pessoas de baixa renda devem ter atendidas a nas mais diversas áreas da Administração Pública, não podendo ser
necessidade básica de alimentar-se. considerados como competência dos órgãos e endades que com-
Infelizmente, mais uma vez confundiu-se “saúde” com “assis- põe o Sistema Único de Saúde.
tência social”, áreas da Seguridade Social, mas disntas entre si.
A alimentação é um fator que condiciona a saúde tanto quanto o 
saneamento básico, o meio ambiente degradado, a falta de renda Vencida esta etapa, adentramos em outra, no interior do setor
e lazer, a falta de moradia, dentre tantos outros fatores condicio- saúde - SUS, que trata da integralidade da assistência à saúde. O
nantes e determinantes, tal qual mencionado no art. 3º da Lei n. art. 198 da CF determina que o Sistema Único de Saúde deve ser
8.080/90. organizado de acordo com três diretrizes, dentre elas, o atendimen-
A Lei n. 8.080/90 ao dispor sobre o campo de atuação do SUS to integral que pressupõe a junção das avidades prevenvas, que
incluiu a vigilância nutricional e a orientação alimentar [15], avi- devem ser priorizadas, com as avidades assistenciais, que também
dades complexas que não tem a ver com o fornecimento, puro e não podem ser prejudicadas.
simples, de bolsa-alimentação, vale-alimentação ou qualquer outra A Lei n. 8.080/90, em seu art. 7º (que dispõe sobre os princípios
forma de garana de mínimos existenciais e sociais, de atribuição e diretrizes do SUS), dene a integralidade da assistência como “o
da assistência social ou de outras áreas da Administração Pública conjunto arculado e connuo das ações e serviços prevenvos e
voltadas para corrigir as desigualdades sociais. A vigilância nutricio- curavos, individuais e colevos, exigidos para cada caso em todos
nal deve ser realizada pelo SUS em arculação com outros órgãos os níveis de complexidade do sistema”.
e setores governamentais em razão de sua interface com a saúde. A integralidade da assistência exige que os serviços de saúde
São avidades que interessam a saúde, mas as quais, a saúde como sejam organizados de forma a garanr ao indivíduo e à colevidade
setor, não as executa. Por isso a necessidade das comissões interse- a proteção, a promoção e a recuperação da saúde, de acordo com
toriais previstas na Lei n. 8.080/90. as necessidades de cada um em todos os níveis de complexidade
A própria Lei n. 10.683/2003, que organiza a Presidência da Re- do sistema.
pública, estatuiu em seu art. 27, XX ser atribuição do Ministério da Vê-se, pois, que a assistência integral não se esgota nem se
Saúde: completa num único nível de complexidade técnica do sistema,
a) políca nacional de saúde; necessitando, em grande parte, da combinação ou conjugação de
b) coordenação e scalização do Sistema Único de Saúde; serviços diferenciados, que nem sempre estão à disposição do cida-
c) saúde ambiental e ações de promoção, proteção e recupe- dão no seu município de origem. Por isso a lei sabiamente deniu
ração da saúde individual e coleva, inclusive a dos trabalhadores a integralidade da assistência como a sasfação de necessidades
e dos índios; individuais e colevas que devem ser realizadas nos mais diversos
d) informações em saúde; patamares de complexidade dos serviços de saúde, arculados pe-
e) insumos crícos para a saúde; los entes federavos, responsáveis pela saúde da população.
f) ação prevenva em geral, vigilância e controle sanitário de A integralidade da assistência é interdependente; ela não se
fronteiras e de portos marímos, uviais e aéreos; completa nos serviços de saúde de um só ente da federação. Ela
g) vigilância em saúde, especialmente quanto às drogas, medi- só naliza, muitas vezes, depois de o cidadão percorrer o caminho
camentos e alimentos; traçado pela rede de serviços de saúde, em razão da complexidade
h) pesquisa cienca e tecnológica na área da saúde. da assistência

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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
PROFISSIONAL ASSISTENCIAL III (SERVIÇO DE FARMÁCIA)
E para a delimitação das responsabilidades de cada ente da fe-
deração quanto ao seu compromemento com a integralidade da 
assistência, foram criados instrumentos de gestão, como o plano de EM SERVIÇOS DE SAÚDE
saúde e as formas de gestão dos serviços de saúde.
Desse modo, devemos centrar nossas atenções no plano de
O campo da Saúde do Trabalhador (ST) no Brasil é resultante de
saúde, por ser ele a base de todas as avidades e programações da
um patrimônio acumulado no âmbito da Saúde Coleva, com raízes
saúde, em cada nível de governo do Sistema Único de Saúde, o qual
no movimento da Medicina Social lano-americana e inuenciado
deverá ser elaborado de acordo com diretrizes legais estabelecidas
signicavamente pela experiência operária italiana.
na Lei n. 8.080/90: epidemiologia e organização de serviços (arts. 7º
O avanço cienco da Medicina Prevenva, da Medicina Social
VII e 37). O plano de saúde deve ser a referência para a demarcação
e da Saúde Pública, durante os anos 1960/70, ampliou o quadro
de responsabilidades técnicas, administravas e jurídicas dos entes
interpretavo do processo saúde-doença, inclusive em sua arcu-
polícos.
lação com o trabalho. Essa nova forma de apreender a relação tra-
Sem planos de saúde -- elaborados de acordo com as diretri-
balho-saúde e de intervir no mundo do trabalho introduz, na Saúde
zes legais, associadas àquelas estabelecidas nas comissões intergo-
Pública, prácas de atenção à saúde dos trabalhadores, no bojo das
vernamentais trilaterais, principalmente no que se refere à divisão
propostas da Reforma Sanitária Brasileira. Congura-se um novo
de responsabilidades -- o sistema cará ao sabor de ideologias e
decisões unilaterais das autoridades dirigentes da saúde, quando paradigma que, com a incorporação de alguns referenciais das Ci-
ências Sociais - parcularmente do pensamento marxista - amplia
a regra que perpassa todo o sistema é a da cooperação e da conju-
gação de recursos nanceiros, tecnológicos, materiais, humanos da a visão da Medicina do Trabalho e da Saúde Ocupacional. Algumas
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, em redes publicações referem essa trajetória, sistemazam determinadas
regionalizadas de serviços, nos termos dos incisos IX, b e XI do art. prácas ou expõem diferenças conceituais e metodológicas da Saú-
7º e art. 8º da Lei n. 8.080/90. de do Trabalhador com a Medicina do Trabalho e a Saúde Ocupa-
Por isso, o plano de saúde deve ser o instrumento de xação cional.
de responsabilidades técnicas, administravas e jurídicas quanto A referência central para o estudo dos condicionantes saúde-
à integralidade da assistência, uma vez que ela não se esgota, na -doença é o processo de trabalho, conceito recuperado, nos anos
maioria das vezes, na instância de governo-sede do cidadão. Ressal- 1970, das ideias expostas por Marx, parcularmente no Capítulo
te-se, ainda, que o plano de saúde é a expressão viva dos interesses VI Inédito de O Capital. A apropriação do conceito “processo de
da população, uma vez que, elaborado pelos órgãos competentes trabalho” como instrumento de análise possibilita reformular con-
governamentais, deve ser submedo ao conselho de saúde, repre- cepções ainda hegemônicas que ao estabelecerem arculações
sentante da comunidade no SUS, a quem compete, discur, aprovar simplicadas entre causa e efeito, numa perspecva uni ou mul-
e acompanhar a sua execução, em todos os seus aspectos. causal, desconsideram a dimensão social e histórica do trabalho e
Lembramos, ainda, que o planejamento sendo ascendente, do binômio saúde/doença. Desse modo, indivíduo e ambiente são
iniciando-se da base local até a federal, reforça o sendo de que apreendidos na sua exterioridade, ignorando-se sua historicidade
a integralidade da assistência só se completa com o conjunto ar- e o contexto que circunstancia as relações de produção materiali-
culado de serviços, de responsabilidade dos diversos entes gover- zadas em condições especícas de trabalhar, geradoras ou não de
namentais. agravos à saúde.
Resumindo, podemos armar que, nos termos do art. 198, II, A saúde do trabalhador congura-se como um campo de prá-
da CF, c/c os arts. 7º, II e VII, 36 e 37, da Lei n. 8.080/90, a integra- cas e de conhecimentos estratégicos interdisciplinares - técnicos,
lidade da assistência não é um direito a ser sasfeito de maneira sociais, polícos, humanos -, mulprossionais e interinstucio-
aleatória, conforme exigências individuais do cidadão ou de acordo nais, voltados para analisar e intervir nas relações de trabalho que
com a vontade do dirigente da saúde, mas sim o resultado do plano provocam doenças e agravos. Seus marcos referenciais são os da
de saúde que, por sua vez, deve ser a consequência de um planeja- Saúde Coleva, ou seja, a promoção, a prevenção e a vigilância.
mento que leve em conta a epidemiologia e a organização de ser- O tratamento interdisciplinar implica a tentava de estabele-
viços e conjugue as necessidades da saúde com as disponibilidades cer e arcular dois planos de análise: o que contempla o contorno
de recursos, além da necessária observação do que cou decidido social, econômico, políco e cultural - denidor das relações par-
nas comissões intergovernamentais trilaterais ou bilaterais, que culares travadas nos espaços de trabalho e do perl de reprodução
não contrariem a lei. social dos diferentes grupos humanos - e o referente a determina-
Na realidade, cada ente políco deve ser ecamente respon- das caracteríscas dos processos de trabalho com potencial de re-
sável pela saúde integral da pessoa que está sob atenção em seus percussão na saúde. Entre os conceitos e noções extraídos dessas
serviços, cabendo-lhe responder civil, penal e administravamente caracteríscas, encontram-se os classicatórios de risco - funda-
apenas pela omissão ou má execução dos serviços que estão sob mentalmente associados às propriedades materiais e mensuráveis
seu encargo no seu plano de saúde que, por sua vez, deve guardar quantavamente dos objetos, meios e ambientes de trabalho - e
consonância com os pactos da regionalização, consubstanciados os de exigências ou requerimentos, que dizem respeito a compo-
em instrumentos jurídicos competentes. nentes mais qualitavos derivados da organização do trabalho.
Nesse ponto, temos ainda a considerar que, dentre as atribui- Contemporâneo ao Movimento da Reforma Sanitária, o pensa-
ções do SUS, uma das mais importantes -- objeto de reclamações e mento novo sobre a ST obteve maior repercussão com a realização
ações judiciais -- é a assistência terapêuca integral. Por sua indivi- da VIII Conferência Nacional de Saúde, em 1986. Em dezembro des-
dualização, imediasmo, apelo emocional e éco, urgência e emer- se mesmo ano, na I Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador
gência, a assistência terapêuca destaca-se dentre todas as demais foram divulgadas as experiências de implantação da Rede de Ser-
avidades da saúde como a de maior reivindicação individual. viços de ST, então em andamento. Essa rede, anterior à promulga-
ção do SUS, já incorporava princípios e diretrizes que depois seriam
consagrados pela Constuição de 1988, tais como a universalidade,
a integralidade e o controle social.

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A interlocução com os próprios trabalhadores - depositários de A própria Lei Orgânica da Saúde determina que as ações de ST
um saber emanado da experiência e sujeitos essenciais quando se devam ser executadas pelo SUS nos âmbitos de assistência, vigilân-
visa a uma ação transformadora - é uma premissa metodológica. Já, cia, informação, pesquisas e parcipação dos sindicatos. A Lei esta-
em nais dos anos 1970, essa premissa foi incorporada no “Modelo belece também ser competência da instância federal do SUS par-
Operário Italiano”, tendo como alvo a mudança e o controle das cipar da denição de normas, critérios e padrões para o controle
condições de trabalho nas unidades produvas. das condições e dos ambientes de trabalho e coordenar a políca
de ST de forma hierarquizada e descentralizada para estados e mu-
Neste argo aborda-se inicialmente o processo que precedeu à nicípios. A mesma Lei regula também a necessidade de o Conselho
inserção da ST no SUS. Mostram-se alguns dos fatores que inuíram de Saúde estruturar a Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalha-
nesse processo, entre eles, a mobilização pela assistência à saúde dor - CIST.
no trabalho por parte de determinados setores sindicais e o apoio
de organizações internacionais. É analisada, a connuação, a tra- 
jetória seguida na instucionalização de ST no SUS, apontando-se O percurso de instucionalização da ST no SUS não se cons-
os avanços conseguidos e as várias diculdades encontradas. Des- tuiu em trajetória linear de implementação constante e incremen-
taca-se parcularmente a compreensão da Vigilância em Saúde do
tal. Com a promulgação da Constuição Federal, em 1988, à medida
Trabalhador por meio de casos exemplares que dizem respeito à
que se avançava na inclusão mais orgânica da área de ST no SUS,
sua práca. Finalmente, realiza-se uma breve análise da situação do
os desaos para a sua consolidação efeva surgiam, muitas vezes,
controle social nesse parcular.
como verdadeiros obstáculos para sua viabilização.
 No início dos anos 1990, criavam-se novos PST em vários esta-
No caso brasileiro, nos anos de 1970, concomitantemente ao dos e municípios, em todo o país, mas nem todos se consolidavam,
acelerado crescimento do número de trabalhadores industriais, tendo alguns uma vida efêmera. Nesses primeiros anos, os avanços
houve um forte incremento na organização dos trabalhadores em para a consolidação da área dependiam da superação de vários de-
torno da regulamentação da jornada de trabalho e em busca de saos. Eram muitos os fatores combinados, a serem suplantados.
melhores salários. São também dessa década os primeiros movi- Alguns deles até hoje permanecem desaadores, a despeito dos
mentos em defesa da saúde pela melhoria das condições de traba- avanços observados. Destacam-se: a ausência de uma cultura da
lho. Uma iniciava da assessoria técnica do Departamento Intersin- ST, no âmbito da saúde pública; a diculdade de ulização de re-
dical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho cursos, mesmo com rubrica própria; um corpo técnico insuciente
– DIESAT, junto ao Sindicato dos Trabalhadores Químicos e Petroquí- com formação especíca de atuação; conitos de competência com
micos do ABCD, foi fundamental para que o sindicato propusesse à outras áreas do aparelho de Estado; resistência das vigilâncias tra-
Secretaria de Estado da Saúde (SES), no ano de 1984, o Programa de dicionais (epidemiológica e, principalmente, sanitária) a incorporar
Saúde do Trabalhador Químico do ABC. Uma experiência pioneira o binômio saúde/trabalho em suas prácas; a percepção da popu-
com efeva parcipação sindical em sua gestão. Posteriormente, lação trabalhadora com viés assistencial e auto excludente como
foram criados Programas de Saúde do Trabalhador (PST) semelhan- protagonista de suas prácas; a ausência de metodologias de abor-
tes na SES de São Paulo e em outros Estados, com diversos níveis de dagem condizentes com a concepção da área de ST; a inconsistência
parcipação dos trabalhadores, inclusive na realização de ações de e heterogeneidade de entendimento, da questão da ST, quando não
vigilância em algumas empresas. a ausência, nos disposivos normavos nas três esferas de governo.
O próprio autor salienta que os PST foram inuenciados pela Pouco a pouco, ainda nos anos 1990, avançava-se e novos de-
posição da OIT e da própria OMS, quando, em 1983, a Organização saos surgiam. Na primeira metade da década, a realização da II
Pan-Americana da Saúde (OPAS) publicou o Programa de Salud de Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador - II CNST, em 1994,
los Trabajadores e patrocinou um seminário, realizado, em 1984, racou a determinação constucional de municipalização das
em Campinas. Nesse seminário, discuu-se a necessidade de se ações. Essa proposta coincidia com a ruptura com o modelo secu-
passar do conceito de saúde ocupacional para o de saúde dos tra-
ritário, ocorrido no ano anterior, com a IX Conferência Nacional de
balhadores, com vistas a enfrentar a problemáca saúde-trabalho
Saúde, que estabelecia um novo modelo de gestão do SUS (festeja-
como um todo, numa conjugação de fatores econômicos, culturais
do pelos que defendiam a Reforma Sanitária). Para a ST a perspec-
e individuais.
va era alvissareira, na medida em que as ações de ST deveriam ser
Nos primeiros Programas e nos Centros de Referência em Saú-
acolhidas e executadas nos municípios. O desao não foi plenamen-
de do Trabalhador – CRST, anteriores ao advento do SUS, prevale-
cia a dimensão assistencial. O foco principal dessas estratégias era te exitoso. Ainda hoje, a diculdade de se municipalizar as ações
diagnoscar, orientar e acompanhar as patologias decorrentes do de ST é um entrave para a sua consolidação no SUS. Muitas das
trabalho com a perspecva de criar condições para que a rede pú- propostas da II CNST prenunciavam alguns dos avanços que viriam,
blica viesse a se constuir em instância efeva para assistência à mas também, os desaos que, por certo, trariam. Uma delas, a de
saúde dos trabalhadores. Uma mudança de perspecva encontra- parcipação paritária das endades sindicais e organizações popu-
-se no relatório nal da VIII Conferência Nacional de Saúde quando lares... na gestão da ST, revelava um avanço coerente não só com o
apontava que o trabalho em condições dignas e o conhecimento e seu marco conceitual, como também com o princípio constucional
controle dos trabalhadores sobre processos e ambientes de traba- de democracia parcipava do SUS. A rigor, essa proposta jamais
lho são pré-requisitos para o pleno exercício do acesso à saúde. E a foi implementada, salvo em situações de excepcionalidade em que
1ª CNST incorpora a proposta de que o SUS deve englobar ações e pouquíssimos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador –
órgãos de ST, na perspecva da saúde como direito. Cerest exercem sua gestão em arculação com conselhos gestores
Em termos do marco políco normavo do Estado, a ST é situ- com alguma parcipação sindical e popular.
ada na perspecva da saúde como direito universal, conforme de- Naquela primeira metade da década de 1990, ocorria também
nido pela Constuição Federal de 1988 e na Lei nº 8080/90, trans- a instuição da CIST, vinculada ao CNS. Seu surgimento obedecia
cendendo o marco do direito previdenciário-trabalhista em que a aos argos 12 e 13 da Lei Orgânica de Saúde. Durante a 2ª meta-
ação de Estado restringe-se à regulação da saúde e segurança. de da década, a CIST nacional se consolidou e parcipou de forma

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proava no delineamento de uma políca de ST. De fato, avanços Visat, junto aos Cerest das mais disntas regiões do Brasil. Um desa-
ocorreram, todavia, encetando mais desaos para sua efeva con- o que acompanha esse inegável avanço é a aferição da qualidade
solidação. de algumas modalidades de formação, especialmente não presen-
Alguns exemplos de parcipação decisiva da CIST nesse perí- ciais, quanto à dissociação da teoria da práca parcipava plural
odo são citados, a seguir. Um deles foi a Instrução Normava da de intervenção sobre o mundo do trabalho. Esses diferentes cursos
Vigilância em Saúde do Trabalhador - Visat no SUS, notável avanço precisariam ser avaliados dentro de uma proposta de implementa-
para a área, embora fosse assinada somente três anos depois de ção da PNSTT, indagando-se em que medida seus conteúdos e suas
formulada (1988). Acresça-lhe o enorme desao até hoje, 19 anos abordagens pedagógicas estão em sintonia com as necessidades
depois de sua promulgação, não ser um instrumento normavo- operacionais das diretrizes dessa políca. Os processos formavos
-metodológico de ação codiana das prácas dos Cerest. Também devem visar resultados objevos, de modo a transformar a realida-
de 1998, é a Norma Operacional de Saúde do Trabalhador - NOST/ de mais perene e ecazmente.
SUS, instrumento orientador signicavo da gestão, mas precoce- A estrutura connental do Brasil, sua diversidade cultural, a
mente revogado. ocupação econômica dos territórios e a imensa variabilidade de
A publicação da Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, em seus equipamentos de saúde agregam desaos na esfera do que já
1999, foi um avanço bem-sucedido. Por força de um disposivo da é efevamente considerado como avanço para a área de ST. Cabe
Lei Orgânica de Saúde, em seu argo 6º (parágrafo 3º, inciso VII), destacar os êxitos emblemácos conseguidos nos úlmos anos em
foi revista a listagem obsoleta e reduzida que colocava o Brasil até determinados territórios por Cerest que atuam em estreita arcu-
então num ranking inferior de reconhecimento ocial de doenças lação interinstucional.
relacionadas ao trabalho, frente à maioria dos países do mundo oci- Nesses termos, é importante ressaltar o aporte que o Ministé-
dental. Fortemente ampliada, a listagem foi exausvamente deta- rio Público do Trabalho (MPT) tem dado ao longo dos úlmos anos.
lhada em manual publicado em 2001, tornando-se referência para Frequentemente, o MPT é promotor de arculações intersetoriais,
médicos peritos e prossionais de saúde em geral até hoje. Resta tendo os Cerest como foco essencial para a formulação de deman-
efetuar nova revisão, pois já se passaram 17 anos e o disposivo das e a adoção de medidas necessárias para enfrentar problemas
legal determina que a revisão deve ser periódica. Inclusive, as novas em diversos setores produvos. São muitos os avanços obdos, a
tecnologias e a reestruturação produva em permanente marcha parr de audiências públicas e de Termos de Ajuste de Conduta
produzem novas modalidades de agravos não contemplados na lis- (TAC) rmados com empresas. Quesona-se, no entanto, o risco de
tagem vigente. judicialização de conitos sociais, embora seja indiscuvel a função
Várias outras propostas foram consignadas, ainda na década que desempenha, sobretudo frente às atuais limitações e deciên-
de 1990, com parcipação da CIST, tais como o preenchimento de cias de órgãos públicos de scalização e vigilância de ST.
Autorizações de Internação Hospitalar nos casos compaveis com Ainda, na linha intersetorial, o papel das instuições acadêmi-
acidente de trabalho e a Políca de Saúde Ocupacional para o Tra- cas, especialmente das universidades públicas, incluídas a Fiocruz
balhador do SUS, inserida na NOB/RH-SUS - Princípios e Diretrizes e a Fundacentro, tem sido relevante na formação de quadros. É
para a Gestão do Trabalho no SUS, em 2005. necessária, no entanto, uma arculação mais perene, orgânica e
O ingresso na década de 2000 inicia com a área técnica de ST instucionalizada que não se limite à contribuição de prossionais
do Ministério da Saúde, formulando uma proposta de criação de compromissados na melhoria das condições de trabalho e saúde
uma rede de ST que, dois anos depois, seria ocialmente normaliza- dos trabalhadores.
da como Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador Quanto à Renast, embora exista uma rotavidade de prossio-
- Renast. nais dos Cerest, e que provoca desconnuidade de ações em alguns
Em sua atual formatação instucional, prevista na Portaria nº casos, vale lembrar os programas estratégicos de formação-ação
2.728, de 11 de novembro de 2009, a Renast deve integrar a rede realizados em alguns estados, em consonância com as diretrizes
de serviços do SUS por meio de Centros de Referência em Saúde do de vigilância para categorias de trabalhadores consideradas prio-
Trabalhador (Cerest). ritárias. Nessa linha merecem destaque os cursos de formação de
Na medida da implantação gradual da Renast, com a emissão Mulplicadores de Visat, com apoio do Ministério da Saúde e da
de três Portarias de 2002 a 2009 ocializando-a, foi inegável o avan- Fiocruz, os cursos de pós-graduação lato e stricto sensu, de cará-
ço da área, com a criação de uma idendade comum. O balanço dos ter mulprossional, e iniciavas disntas e efevas de formação
primeiros 20 anos da ST no SUS já denotavam o que se nha e o que connuada. Possibilitam uma formação críca às visões tecnicistas
se poderia esperar. e reducionistas ainda prevalentes na área. Também o surgimento
O desao que se impôs, e que efevamente não foi ainda su- de algumas propostas instucionais que esmulam a construção e
perado, era o padrão identário calcado na rubrica orçamentária amadurecimento de equipes de pesquisadores de formações diver-
comum aos Cerest de todo o Brasil, independentemente de suas sas tem demonstrado a potencialidade dessa nova perspecva de
localizações e das demandas impostas pelo perl sócio-econômi- invesgação/ação.
co-produvo. Prevaleceu o viés orçamentário de caráter mais prag- A homologação da Políca Nacional de Saúde do Trabalhador
máco, cujo percurso ao longo dos 15 anos, desde sua implantação, e da Trabalhadora, em 2012, constuiu um passo importante para
acabou por facilitar o surgimento de soluções de connuidade que, orientar as ações e a produção cienca na área. Enquanto princi-
hoje, desaam os prossionais dos Cerest a ulizarem os recursos pal referência normava de princípios e diretrizes da área de ST, a
rubricados de ST. Políca efevamente pode contribuir, entre muitos outros aspec-
Com a Renast, a área avançou especialmente no aspecto forma- tos, para superar o distanciamento entre a produção de conheci-
vo de quadros. A renovação permanente de prossionais, embora mentos de setores da academia e as necessidades de fundamenta-
ocasione perdas de técnicos bem formados, mantém um prepon- ção na práca dos serviços. Um desao é a aferição do processo de
derante ingresso de novos prossionais, o que demonstra a vitali- formação que se baseie em resultados objevos, cujo desfecho do
dade da área. Caracterizam-se pela procura constante de cursos de percurso formavo seja a invesgação/ação concrezada no mun-
pós-graduação e também pelos cursos básicos de formação para a do real e ombreada com os trabalhadores.

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