UNIVERSIDADEESTADUALDE FEIRA DE SANTANA (UEFS)
Curso: Especialização em Educação Inclusiva
Componente Curricular: Escolarização de pessoa com Surdez
Docente: Sátila Souza Ribeiro
Discente: Deise Ferreira dos Santos
Diferença entre PESSOA SURDA e PESSOA COM DEFICIÊNCIA AUITIVA, bem
como algumas estratégias metodológicas necessárias para a inclusão e aprendizagem de
estudantes surdos no contexto educacional.
Para compreender a diferença entre pessoa surda e pessoa com deficiência
auditiva, bem como entender e conhecer as estratégias metodológicas necessárias para a
aprendizagem de estudantes surdos no contexto educacional, é primordial entender
conforme nos lembra BIGOGNO “ que o contexto de vida da pessoa com surdez é
caracterizado pela apreensão diferente de mundo (predominantemente visual) ”.
Frente a esta colocação, pode-se ressaltar aqui os sentidos (tato, olfato, visão,
paladar, audição) responsáveis pela forma de como nós compreendemos o mundo ao
nosso redor. Sendo assim, é nítido que no contexto educacional e também social as
estratégias de ensino serão específicas para a pessoa surda e pessoa com deficiência
auditiva. Para BISOL, VALENTINI, os surdos [...], são pessoas que não se consideram
deficientes, utilizam uma língua de sinais, valorizam sua história, arte e literatura e
propõem uma pedagogia própria para a educação das crianças surdas. Já os deficientes
auditivos “seriam as pessoas que não se identificam com a cultura e a comunidade surda”
Nesta ótica, compreende-se que está diferente é ressaltada por eles mesmos,
decidem como querem ser chamados, o que dever ser por direito respeitado, pois é sua
identidade. Tomando como base a história das pessoas com deficiência, sabemos que
muitos avanços e conquistas são comemorados atualmente, o que não quer dizer que ainda
não exista lacunas e muito por fazer para que de fato aconteça a inclusão de todos.
Dentre estas conquistas está a matricula obrigatória nas escolas, o que lhes eram
negados antigamente, e esta matricula sendo assegurado por lei, é preciso, necessário e
de direito que este estudante/ pessoa surda ou com deficiência auditiva seja de fato
assistido nas suas especificidades e para isto sabemos que o professor precisa conhecer
as estratégias necessárias para que de fato a aprendizagem aconteça, seja efetiva.
Dentre as orientações para professores de alunos surdos, ressalta-se:
•. Valorizar, na correção de provas discursivas e de redação, o aspecto semântico do texto
sobre o aspecto formal (com base no decreto nº 5.626/05);
•Fornecer ao Intérprete de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) o plano de curso, assim
como os materiais impressos que serão utilizados na disciplina, para que o mesmo possa
se preparar com antecedência para a interpretação durante a aula;
•. Fornecer, com antecedência, ao estudante o plano de curso do componente curricular,
assim como cópias dos meios visuais que serão utilizados em aula, para auxiliar o
acompanhamento do conteúdo;
• Dar preferência para que o estudante sente na frente durante a aula;
•. Evitar explanar enquanto estiver de costas ou escrevendo na lousa e procurar dirigir a
palavra ao estudante;
•. Falar diretamente ao estudante, mesmo quando houver intérprete de LIBRAS na sala;
possibilitar durante as discussões: 1. a repetição de questões ou comentários feitos; 2. a
indicação de quem está falando; 3. a garantia de que cada discente respeite sua vez de
falar, evitando que mais de uma pessoa fale ao mesmo tempo; 4. Que todos falem mais
lentamente para que os intérpretes possam acompanhar as discussões e assim interpretar
com exatidão;
•. Utilizar materiais concretos, visuais para o desenvolvimento da aula;
•. Utilizar recursos audiovisuais com legenda, visando possibilitar ao estudante o
acompanhamento do vídeo de forma visual;
•. Comunicar as instruções gerais de trabalhos acadêmicos também por escrito;
•. Apresentar antecipadamente, na lousa ou impresso, um esboço da exposição oral a ser
feita, visto que diferentemente dos discentes ouvintes, os surdos não têm como anotar
comentários durante a exposição oral por necessitar estar sempre atento ao intérprete
Referência:
BIGONO, Paula Guedes. Cultura comunidade e identidade surda: O que querem os
surdos? Disponível em:
https://www.ufjf.br/graduacaocienciassociais/files/2010/11/Cultura-Comunidade-e-
Identidade-Surda-Paula-Guedes-Bigogno.pdf acesso: 20 de março de 2022.
Orientações para professores de estudantes surdos”, disponível
em: https://www.ufrb.edu.br/nupi/images/documentos/Orientaes%20para%20prof
essores%20de%20estudantes%20surdos.pdf