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Procedimentos de Isolamento em Acidentes

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07/05/2021 Versão para impressão

Segurança do Trabalho

Meios de isolamento: procedimentos de


sinalização em casos de acidentes
Quando um determinado acidente ocorre com um trabalhador, é preciso ter
muito cuidado com o local ou a área do acidente, pois a situação causadora ainda
pode estar presente ou apresentar potencial para causar novas vítimas durante o
atendimento de primeiros socorros. Nessas situações, é necessário que se analise a
situação que gerou o acidente e se realize o isolamento ou bloqueio de acesso aos
locais que apresentam algum risco substancial, até que a situação seja controlada.
Definir uma área de isolamento pode ser uma das etapas iniciais da atuação do
técnico em segurança do trabalho quando chegar ao local do acidente.
Eventualmente, algumas situações de emergência são previstas no plano de
atendimento a emergências da empresa. Nesses casos, há um procedimento
padronizado para isolamento que define, por exemplo, itens como tipo e perímetro
de bloqueio. Nos demais casos, o técnico em segurança do trabalho deve ser capaz
de identificar a situação e definir o correto isolamento, como já comentado, a fim de
evitar potenciais novos acidentes. Em algumas situações nas quais o técnico ou
outro membro do SESMT não pode estar presente, é necessário que os
trabalhadores sejam treinados para o correto isolamento. Esse é o caso, por
exemplo, do transporte de carga perigosa em rodovias. Em alguns casos pode ser
necessário impedir o acesso de veículos ou de pessoas que não são essenciais à
área. Assim, o isolamento de área pode ser dividido em dois tipos, que serão citados
a seguir.

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Meios de isolamento para veículos

Esse isolamento utiliza barreiras físicas que impedem e/ou direcionam os


veículos para evitar a proximidade com o fator de risco ou o cenário de
emergência. É importante atentar para sinalizações de bloqueio, quando se
deve também sinalizar possíveis desvios a serem utilizados. Exemplo: quando
uma empresa necessita que o fluxo de veículos seja bloqueado em determinado
trecho, utilizam-se cones de sinalização para impedir o acesso.

Figura 1 – Veículo contornando obstáculo em uma situação de treinamento


Fonte: <http://www.treicap.com.br/uploads/cursossite/0000054_zoom_dp4.jpg>
Acesso em: 28 maio 2020.

Na figura, há um veículo contornando, orientado por vários cones de


sinalização, um material que sofreu uma queda.

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Meios de isolamento para pessoas

Esse outro tipo de isolamento, além dos cones, utiliza também fitas
zebradas, telas, grades, tapumes, dependendo do risco para as pessoas.
Lembrando que, quanto maior o risco, maior deve ser o isolamento e melhor
deve ser a sinalização. Como exemplo de isolamento para pessoas, pode-se
citar um hipermercado, onde eventualmente são necessárias manobras com
empilhadeiras para baixar materiais estocados na parte superior. Nesses casos,
normalmente são dispostas correntes que não permitem o acesso de pessoas
no corredor em que é realizada a operação, evitando, assim, acidentes.

A figura 2, em seguida, ilustra a representação de um perímetro de


segurança no entorno do caminhão, composto por cones e fita zebrada para
bloquear o acesso de pessoas próximo ao produto químico espalhado pela via.

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Figura 2 – Isolamento para impedimento de pessoas e veículos em


simulado de vazamento de ácido sulfúrico de caminhão, após colisão com
veículo
Fonte: <http://www.textoecia.com.br/viabahia-realizara-neste-sabado-0512-
simulado-de-acidente-com-envolvimento-de-produtos-perigosos-e-multiplas-
vitimas/>.
Acesso em: 28 maio 2020.

A imagem apresenta um caminhão-tanque e um carro em rodovia. Ambos


se envolveram em um acidente e estão sobre a pista de rolamento, mas
afastados. O carro está em chamas.

Embora a Norma Regulamentadora 26 (NR-26) trate de aspectos de


sinalização de segurança, ela não é específica sobre o assunto discutido. Além
disso, a definição de uma área de isolamento está ligada a cada circunstância e não
há uma regra geral para sua definição. Em casos de acidentes, deve-se prever os
meios de isolamento adequados a cada situação de emergência. As situações
podem ser as mais diversas possíveis, dependendo da atividade econômica da
empresa, dos processos e das matérias-primas utilizadas.

O procedimento de sinalização deve atentar ao risco que deve ser avaliado por
meio da análise da cena. Assim, antes de ser realizada a delimitação da área, deve-
se levar em consideração alguns aspectos:

O que ocorreu no local?

Há produto químico envolvido?

Quantas pessoas serão necessárias para o resgate?

Qual é a disponibilidade de recursos próximos?

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Posteriormente, deve-se definir qual será o método de trabalho, isto é, o que


deve ser feito e como deve ser realizado, por exemplo, o isolamento da área, o
resgaste, caso seja necessário, entre outros.

Exemplo: vazamento de produto químico.

Em uma indústria metalúrgica, são utilizados ácidos para a decapagem do


metal. Normalmente, o ácido fluorídrico está presente nesta operação, assim, caso
haja o rompimento da tubulação de retorno de ácido e até que se interrompa o
bombeamento, um volume elevado dessa substância poderá ter vazado. Desta
maneira, alguns cuidados devem ser adotados: deve-se realizar o isolamento da
área para que as medidas de segurança para remoção desse produto químico sejam
concluídas sem oferecer risco para os demais. Além disso, para atuar de forma mais
efetiva nesse caso, é necessário consultar:

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A FISPQ – Ficha de Informação de Segurança de Produtos


Químicos: dividida em 16 seções, fornece informações do produto
químico relacionadas à segurança, à saúde e ao meio ambiente, bem
como recomendações sobre as medidas de proteção e ações em
situação de emergência. Além disso, por ser instrumento de
comunicação dos perigos e de possíveis riscos, leva em consideração
o uso habitual de produtos químicos. Cabe citar que esta ficha não leva
em conta todas as situações, especialmente as de emergência, que
possam ocorrer em suas atividades de trabalho. Em alguns casos, em
substituição à FISPQ, para essa finalidade, a empresa poderá ter uma
ficha de emergência do produto químico específica para esse tipo de
situação. Isso pode ser útil, uma vez que a FISPQ apresenta outras
informações que podem não ser pertinentes no momento da
emergência.

Manual para atendimento a emergências com produtos perigosos


– ABIQUIM: o manual descreve uma sequência dos passos de
atendimento, incluindo ações de isolamento local, além de outras
informações (ABIQUIM, 2011). O manual tem a relação dos produtos
inicialmente em ordem numérica, pelo número da ONU da substância,
e logo após em ordem alfabética, sendo assim, é possível optar pelo
método de localização do produto que preferir:
Produto: ácido fluorídrico
Número da ONU: 1052
Classe de risco: 8
Guia: 125

Na Guia 125, dentro do próprio manual, há informações sobre perigos


potenciais, segurança pública e ação de emergência. No item segurança pública,
especificamente no campo evacuação, temos as orientações para
vazamentos/derramamentos. Tal orientação pode estar descrita nesse campo ou nos
remete para a tabela de distâncias de isolamento inicial de ação protetora, conforme
a classificação da toxicidade por inalação do produto.

Essa tabela, na parte verde do manual, está ordenada pelo número da ONU,
que, como sabemos, é 1052. Tal tabela ordena que, para pequenos vazamentos,
primeiro, é necessário isolar em todas as direções cerca de 30 metros, e, para

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grandes vazamentos, primeiro, é necessário isolar em todas as direções cerca de


400 metros.

Para tal, é importante entender o conceito de pequeno vazamento e grande


vazamento:

Avalie o incidente

Vazamento em um único recipiente pequeno


Pequeno
(ex.: tambor de 200 litros) ou vazamento de um
vazamento
tanque.

Grande Vazamento em tanque ou vazamento de


vazamento inúmeras embalagens pequenas.

Adaptado do Manual ABIQUIM, 2011.

Com as informações citadas e levando em consideração o exemplo em estudo,


é possível tomar as seguintes decisões sobre o nível de isolamento:

Isolamento para pessoas, restringindo que ninguém acesse o local


sem as proteções necessárias, utilizando cones e fitas zebradas.

Isolar em todas as direções no mínimo 30 metros, podendo evoluir


para o setor inteiro e, em função da direção de ventos/ventilação, o
prédio em questão.

Caso tenha interesse, é possível baixar aplicativos para Android e IOS sobre
produtos perigosos na Google Play e na App Store.

O correto isolamento do local do acidente deverá ser uma das primeiras


medidas a serem tomadas se no ambiente existir um potencial para novas
ocorrências. Essa ação, muitas vezes iniciada pelo profissional de segurança do
trabalho, garante que não ocorram novas lesões ou acidentes e permite uma

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atuação adequada das equipes de resgate ou de emergência. Em alguns casos,


pode ser necessário bloquear o acesso de pessoas e o acesso de veículos não
essenciais ao local. A correta definição do perímetro de isolamento dependerá do
tipo de emergência envolvida.

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