Amostragem Fatores para fazer uma amostragem
• Finalidade da inspeção
•Alimentos • Aceitação ou rejeição
• Misturas complexas, não homogêneas • Avaliação da qualidade média
• Composição → número elevado de compostos químicos • • Determinação da uniformidade
Falta de homogeneidade → menor nos produtos processados •Natureza do lote
• Tamanho, divisão em sublotes
• Granel ou embalado
• Resultados de uma análise quantitativa → valor esperado •
Porção do material represente com exatidão a composição da
média do material em estudo
Amostra versus Amostragem
Fatores para fazer uma amostragem •Amostra
• Porção limitada do material, selecionada de maneira
•Natureza do material em teste a possuir as características essenciais do conjunto
• Homogeneidade
• Tamanho unitário
• História prévia e custo •Amostragem
• Conjunto de operações destinadas a se obter uma
amostra representativa de uma população, que
•Natureza dos procedimentos de teste permite a extrapolação para a população inicial
• Significância
• Procedimentos destrutivos e não-destrutivos
• Tempo e custo das análises
Processo de amostragem
Noções de amostragem
• Conclusões de uma análise química
• Depende do processo de obtenção da amostra
• Finalidade da Amostragem
– Fazer generalizações sobre a população, sem precisar • Amostragem → maior fonte de erros
examinar cada um de seus elementos, apenas • Se não for conduzida de maneira adequada
examinando a amostra • Perda de tempo e dinheiro
• Desconhecida ou inadequada
•Se eliminam muitos dos inconvenientes
apontados na inspeção completa • Resultados analíticos → só da porção analisada
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Amostragem Processo de amostragem
• Plano de Amostragem
• Amostragem bem sucedida
– Indicação do número de unidades coletadas em cada lote –
• Amostra → propriedades do material original •
Critérios a serem aplicados na aceitação e rejeição Etapas do processo de amostragem
• Identificação do material → amostra retirada • Coleta
• O que é lote? da amostra bruta → plano estabelecido • Preparação
– Número de unidades de amostra em uma batelada – da amostra de laboratório
• Preparação da amostra para análise
Produzido em algum período especifico de tempo
– Unidades → aproximadamente a Processo de amostragem Quantidades Amostra de Laboratório
Amostra para
mesma qualidade Análise
• Coleta da amostra bruta
• Lotes muito grande
Lote Amostra Bruta
• “Amostra bruta deve ser uma réplica, em ponto reduzido, do universo • Raiz quadrada do número de unidades do lote
considerado, no que diz respeito tanto à composição como à distribuição • Fórmula: N = c.√n
do tamanho da partícula”
• Quantidades Onde:
• Material a ser analisado n= população (nº. de sacos, caixas, latas)
• Granel ou embalado em caixas, latas C= fator ligado ao grau de precisão e homogeneidade da amostra
• Embalagens únicas ou pequenos lotes ( c<1 para amostra homogênea, e c>1 heterogênea) N = nº de
unidades a ser coletadas como amostra bruta
• Todo material → amostra bruta
• Lotes maiores
• 10% a 20% do número de embalagens do lote
• 5% a 10% do peso total do alimento a ser analisado
Preparação da amostra de laboratório
Amostra de laboratório
►Alimentos secos (pós ou granulares)
• Redução da amostra bruta
►Redução →manualmente ou por equipamentos
• Amostra bruta → grande demais para ser convenientemente ►Manual → quarteamento
trabalhada em laboratório ► Colocar a amostra → superfície plana
• Reduzir e homogeneizar ►Dividir o quadrado em 4 quadrados menores
• Amostra pequena e representativa ►Rejeitar 2 quadrados opostos
• Pode pesar de 1 a 2 kg ou até gramas
►Misturar os 2 restantes e novamente misturar
• Tipo de produto a ser analisado e da análise •
A B C D
Produtos comercializados em pequenos volumes →
especiarias
E F
G H
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Preparação da amostra de laboratório retiradas para análise
• Equipamentos → amostrador tipo Riffle Processo de amostragem
• Amostra dividida em canaletas alternadas • Amostras fluídas
• Coletadas em 2 caixas → porções iguais
• Líquidas e pastosas → homogêneas
• 1ª caixa → material reservado • Coletadas em frascos com o mesmo volume
• Alto, meio e fundo do recipiente
• 2ª caixa → material descartado
• Após agitação e homogeneização
• Procedimento repetido até quantidade adequada
• Amostras sólidas
• Equipamentos → amostrador tipo Boerner • Diferem em textura, densidade e tamanho de partículas •
• Amostra colocada em funil Devem ser moídas e misturadas
• Cai pelas laterais de um cone
• Base do cone → 3 aberturas
• 2º cone → 36 canais que alternadamente despejam a amostra em 2
caixas
Preparação da amostra de laboratório
• Alimentos úmidos
Preparação da amostra de laboratório
• Carnes, peixes e vegetais
• Amostra deve ser picada ou moída
• Alimentos líquidos
• Misturada
• Misturar no recipiente
• Por agitação, por inversão e por repetida troca de recipientes • • Estocagem →refrigeração
Retirar porções de diferentes partes do recipiente
• Cima, meio e fundo do recipiente
• Misturar as porções no final
• Alimentos semi-sólidos
• Queijos duros e chocolate
• Amostras devem ser raladas
• Depois redução por quarteamento
Preparação da amostra de laboratório
Preparação da amostra de laboratório
• Alimentos com emulsão
• Alimentos semiviscosos e pastosos
• Pudins, molhos • Manteiga e margarina
• Alimentos líquidos contendo sólidos
• Compotas de frutas, produtos enlatados em geral • Amostras → aquecidas a 35ºC
• Frasco com tampa
•Amostras → liquidificador, misturadas Alíquotas • Agitado para homogeneização
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Preparação da amostra de laboratório Preparo da amostra para análise
• Frutas • Operações semelhantes a redução da amostra para laboratório •
• Grandes Fatores a serem considerados
• Cortadas ao meio no sentido longitudinal e transversal → • Contaminações, mudanças na composição
quatro partes
• Duas partes opostas devem ser descartadas, e as outras
duas →homogeneizadas em liquidificador • Análise → tipo de preparo
• Pequenas • Natureza da amostra e método analítico
• Homogeneizadas inteiras no liquidificador
• Preparação prévia → extração eficiente
• Proteína - método de Kjeldahl → tratamento ácido •
Desintegração
• Mecânica, enzimática e química
Preparo da amostra para análise
Preparo da amostra para análise
►Desintegração mecânica
►Moagem de alimentos secos • Desintegração química
• Vários agentes químicos podem ser usados
►Moinho do tipo Wiley
• Dispersão ou solubilização dos componentes dos
►Amostras úmidas
alimentos
►Liquidificadores ou processadores
►Desintegração enzimática
►Amostras vegetais →celulases
►Proteases e carboidrases
►Proteínas e polissacarídeos → solubilizando-os
Preservação da amostra
►Diminuição das mudanças lipídicas
► Resfriar a amostra
Preservação da amostra ►Congelá-la se for estocar
• Ideal
• Analisar as amostras o mais rápido possível ►Controle do ataque microbiano
• Inativação enzimática ►Métodos de conservação
• Preservar o estado original dos componentes de um material vivo ►Congelamento, secagem e uso de conservadores
►Escolha
• Tratamento → depende das enzimas presentes e das
►Natureza do alimento, do tipo de contaminação possível e do
determinações analíticas
tipo de análise
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Preparo da amostra Como determinar os parâmetros acima citados ?
Fatores a serem considerados na amostragem
• Cuidados
• Contaminação com material estranho • Alimentos vegetais composição mais variada que os de origem
animal
• Poeira, ferrugem • Alimentos de origem vegetal
• Constituição genética: variedade
• Perda de material
• Condições de crescimento: solo, clima
• Erros de identificação • Estado de maturação
• Estocagem: tempo e condições
• Falhas na preservação
• Parte do alimento: casca ou polpa
• Frutas → mais umidade que os cereais
Fatores a serem considerados na amostragem Tratamento dos resultados analíticos
• Alimentos de origem animal • Confiabilidade dos resultados
• Conteúdo de gordura
• Parte do animal
• Exatidão
• Alimentação do animal • Quanto próximo o resultado de um dado analítico se encontra
• Idade do animal do resultado real previamente definido
• Raça
• Precisão
• Determinada pela variação entre vários resultados obtidos de
uma mesma amostra
• Repetibilidade
Tratamento dos resultados analíticos
Tratamento dos resultados analíticos
►Sensibilidade
►Menor quantidade do componente que se consegue medir ►Exatidão
sem erro
•E = Valor calculado – valor real
►Especificidade
►Precisão
► Relacionada com a propriedade do método analítico em •Desvio padrão e/ou coeficiente de variação
medir o composto de interesse independente da presença de
substâncias interferentes
►Formas de expressar os resultados analíticos
•R = x ± s
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Tratamento dos resultados analíticos Expressão das concentração das soluções
• Observações
• Sanitização de frutas minimamente
• Quanto maior o número de determinações menor o efeito dos processadas • solução de cloro a 200 ppm →
erros ao acaso
1L
• Nenhuma dessas determinações representam o valor • Produto comercial com 5% de cloro ativo
verdadeiro da medida
•Se partíssemos do cloro puro:
• Finalidade da determinação analítica
• Encontrar o valor mais provável do resultado e conhecer
seu grau de precisão
•200 mg (0,2g) → 1L
• 5% → 5g --- 100 mL
•0,2g --- x → 4 mL da solução a 5%
Expressão das concentração das soluções
• Concentração
• Quantidade de reagente contida em um determinado volume da
solução
• Percentagem
• Em peso (%p/p) → qde (g) de soluto em 100 g de solução •
Em volume (%v/v)
• qde (mL) de soluto em 100 mL de solução
Expressão das concentração das soluções • Peso por volume (%p/v)
• Qde (g) de soluto em 100 mL de solução
►Molaridade
►N° de moles do soluto contido em 1L de
solução
►ppm (parte por milhão)
►Unidade de concentração para soluções muito diluídas
►10-6 g de soluto em 1 g de solução
►mg/L, µg/mL, mg/kg
►ppb (partes por bilhão)
► 10-9 g de soluto em 1 g de solução
Expressão das concentração das soluções
► µg/L • Preparar 100 mL de uma solução 100 ppm em sódio a partir de NaCl.
•100 ppm de Na+ → 100 mg/L → 0,1 g/L
•58,5 g NaCl ---- 23 g de Na+
• x ---- 0,1 g de Na+ → x = 0,2543 g de NaCl
•0,2543 g NaCl ---- 1000 mL
• y ----- 100 mL → 0,02543g de NaCl/ 100 mL
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