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TDAH: Sintomas e Intervenções Escolares

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Transtorno de Déficit de

Atenção/Hiperatividade (TDAH) -
Elementos e intervenção
PROIBIDA A REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL, SEM AUTORIZAÇÃO.
Lei nº 9610/98 – Lei de Direitos Autorais

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Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade
(TDAH) - elementos e intervenção
Na atualidade, o número de casos de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade
(TDAH) aumentou consideravelmente no ambiente, mas afinal, do que se trata este
transtorno? Muitas vezes nós educadores nos fazemos essa pergunta: o que é? Como
tratar? Qual intervenção escolar é possivel? Vamos analisar essas questões.

Conceito
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno
neurobiológico que pode apresentar um relativo comprometimento genético capaz de
afetar a capacidade de uma pessoa para se concentrar, controlar impulsos e regular o
comportamento, entre outros.

Os principais sintomas perceptíveis no TDAH incluem desatenção, hiperatividade e


impulsividade, todavia, vale enfatizar que TDAH e hiperatividade não são sinônimos,
embora seja comum apresentá-los juntos, isso não é uma regra, existem diversos casos
de indivíduos que não apresentam hiperatividade.

Uma pesquisa publicada pela ABDA (2016) revelou que 66% das crianças avaliadas
apresentavam o tipo combinado de TDAH, ou seja, possuiam 6 ou mais sintomas de
desatenção, impulsividade e hiperatividade; 26% apresentavam tipo predominantemente
desatento, ou seja, não possuíam sintomas de hiperatividade e impulsividade, e apenas
8% são do tipo hiperativo. Esses dados demonstram o porquê é necessário buscar
conhecimento, pois o diagnóstico, tratamento e as abordagens podem variar conforme as
necessidades de cada indivíduo.

Essa distribuição de subtipos ressalta a importância de buscar conhecimento aprofundado


sobre o TDAH. A compreensão dessas variações é crucial, pois influencia diretamente no
processo de diagnóstico e na seleção das abordagens de tratamento mais adequadas para
cada indivíduo.

Não existe uma abordagem única e universal para o TDAH, dadas as suas diversas
manifestações clínicas. Portanto, a capacidade de adaptar estratégias terapêuticas às
necessidades específicas de cada paciente torna-se primordial para otimizar os resultados
e promover um funcionamento mais equilibrado em todas as áreas da vida.

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Quando refletimos sobre o modo combinado de TDAH, surgem características que podem
ser recorrentes no comportamento dos indivíduos, como:

desatenção;
dificuldade em prestar ou mesmo manter a atenção em tarefas ou atividades;
dificuldade em seguir instruções mais complexas;
esquecimento com alguma frequência;
dificuldade em organizar e planejar determinadas tarefas e atividades na vida diária;
resistência em realizar tarefas que exigem maior esforço mental e até mesmo
propensão em perder objetos.

A hiperatividade pode ser conceituada como uma inquietação, dificuldade em ficar parado
ou sentado por grandes períodos de tempo, movimentos agitados e/ou excessivos de
mãos, pés ou mesmo pernas, além disso, é possível perceber um certo prejuízo em
realizar atividades que sejam silenciosas e calmas. Já a impulsividade apresenta sintomas
como agir sem pensar nas consequências, interrupção do outro, resistência em esperar a
sua vez, fala excessiva e em alguns casos, prejuízo para controlar as emoções.

Esses sintomas podem afetar significativamente a vida diária de uma pessoa com TDAH,
interferindo em sua capacidade de realizar tarefas, manter relacionamentos e ter sucesso
na escola ou no trabalho. Esse transtorno é geralmente diagnosticado em crianças em
idade escolar, mas também pode afetar adultos, implicando o funcionamento do sujeito
em variados setores de sua vida.

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Diagnóstico
O diagnóstico ou mesmo uma possível avaliação de suspeita de TDAH deve ser realizado
por meio de uma anamnese (entrevista) com um profissional da área da saúde, ou seja,
um médico especializado (psiquiatra, neurologista, neuropediatra). Além de que, muitos
destes sintomas podem ainda estar associados a outras comorbidades correlatas ao
transtorno, e até outras condições clínicas e psicológicas, por isso, a necessidade de uma
investigação efetiva (Agência Senado, 2022).

Tratamento
O tratamento do TDAH geralmente envolve uma combinação de medicamentos e terapia
comportamental. Os fármacos podem ajudar a melhorar a concentração e reduzir a
hiperatividade, enquanto a terapia comportamental pode ajudar a desenvolver habilidades
sociais e de organização.

No ambiente escolar, é comum que crianças que apresentam TDAH sejam acompanhadas
por uma equipe multiprofissional, que pode envolver neurologistas, psicólogos, terapeuta
ocupacional, psicopedagogo, entre outros.

Sinais a serem observados


Sinais de desatenção

Falta de atenção em pequenos detalhes ou mesmo erros por descuido em atividades


rotineiras, escolares, no trabalho, entre outros;
Prejuízo em manter a atenção em determinadas tarefas;
Dificuldade para seguir algumas instruções;
Inicia algumas tarefas e não termina;
Dificuldade e organizar tarefas e ações;
Perde objetos com facilidade;
Se distrai com facilidade diante de estímulos externos;

Sinais de Hiperatividade

Agitação corporal;
Dificuldade em permanecer sentado;
Sobe em lugares ou mesmo mobiliário de maneira não apropriada;
Fala excessivamente e por vezes não são bons ouvintes.

Sinais de Impulsividade

Responde de forma precipitada antes mesmo de ouvir o que lhe foi dito;
Dificuldade para esperar sua vez;
Interrompe ou se intromete na fala do outro.

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O aluno com TDAH na escola
No meio escolar é com grande frequência que percebemos o aumento das matrículas de
alunos que apresentam alguma necessidade específica, dentre eles os chamados alunos
com TDAH, tornando imperativo que os profissionais da educação estejam atentos às
demandas deste alunado para buscar os melhores tipos de intervenções possíveis.

Sabendo que o TDAH é um transtorno neurológico que afeta justamente a capacidade de


atenção, concentração e controle nos impulsos, podemos nos apropriar de abordagens
como:

Parceria com a família: a comunicação direta é extremamente importante para


um atendimento global da criança.
Elaboração de um ambiente escolar (sala de aula) mais estruturado: com
previsibilidade, rotina e horários claros, fazendo com que ele se adapte a questões
mais burocráticas de modo natural.
Uso de recursos visuais no auxílio ao aluno: para que o mesmo possa
compreender melhor as informações, desenvolver e aprimorar a atenção.
Sempre dê um feedback ao aluno como forma de motivá-lo: apontar a
evolução é importante para ele e para a família.
Se necessário ofereça suporte individualizado: cada criança é única, para
algumas é necessário procurar mecanismos de intervenção individuais para sanar
parte de suas necessidades.
Seja paciente e compreensivo: reconheça que o aluno apresentará melhoras,
mas ainda terá o transtorno, por isso nem todos os dias serão de progresso.

É necessário o entendimento que cada aluno é singular, ou seja, mesmo apresentando o


mesmo quadro, cada um apresentará suas especificidades, fazendo com que sejam
necessárias adaptações que atendam as reais necessidades de cada indivíduo.

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Referências
Associação Brasileira do Déficit de Atenção. TDAH COM OU SEM HIPERATIVIDADE?
2016. ABDA.

CID-10. Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID 10:


descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. Porto Alegre: Artmed, 1993.

MAIA, Maria Inete Rocha; CONFORTIN, Helena. TDAH E APRENDIZAGEM: um desafio para a
educação. Perspectiva, Erechim, v. 39, n. 148, p. 73-84, dez. 2015.

REIS, Maria das Graças Faustino; CAMARGO, Dulce Maria Pompêo de. Práticas escolares e
desempenho acadêmico de alunos com TDAH. Psicologia Escolar e Educacional, [S.L.],
v. 12, n. 1, p. 89-100, jun. 2008.

SILVA, Soeli Batista da; DIAS, Maria Angélica Dornelles. TDAH na escola estratégias de
metodologia para o professor trabalhar em sala de aula. Revista Eventos Pedagógicos,
Sinop, v. 5, n. 4, p. 105-114, dez. 2014.

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