Gas - Apostila 2012
Gas - Apostila 2012
APOSTILA DE PIHP
REVISÃO : 2012
INFORMAÇÕES GERAIS
As edificações , residenciais , comerciais ou industriais , dependendo da região onde se situam , podem ser
abastecidas com gás , através de :
Obs : O poder calorífico do gás natural chega a 9.400 kcal/m3 nas condições
acima referenciadas . Porém para garantia dos resultados , a ABNT
NBR 15526 recomenda adotar o valor 8.600 kcal/m3 .
As redes internas de distribuição podem ter traçados e pressões distintas , variando conforme padrões aceitos
pelas normas da ABNT , normas das concessionárias locais , tipos de equipamentos a serem abastecidos ,
distâncias a serem atendidas pela rede de gás , entre outros . Principalmente na indústria , onde é muito
grande a variedade de equipamentos . Assim , é sempre importante consultar não só as normas vigentes ,
mas também os fornecedores dos equipamentos .
Devido a isto , e conforme o tamanho do empreendimento , pode ser necessário executar as redes internas
com pressões que variam desde baixa até alta pressão .
1- Rede de Baixa Pressão : redes cuja pressão permanece abaixo de 7,5 kPa.
2- Rede de Média Pressão : redes cuja pressão permanece entre 7,5 e 150 kPa .
3- Redes de Alta Pressão : redes cuja pressão permanece acima de 150 kPa .
Gás Natural
As concessionárias , ao distribuir gás natural para edifícios residenciais ou comerciais , normalmente
utilizam um único regulador de pressão logo na entrada da edificação , . Assim , toda a rede interna é
dimensionada como baixa pressão , com características próprias de cada concessionária . De acordo com as
características do empreendimento , as vezes , de comum acordo com a concessionária é possível obter
trechos de rede com pressões maiores , sendo nestes casos , instalados mais de um regulador de pressão . É
preciso consultar a concessionária local para estabelecer as condições do empreendimento.
No caso da COMGAS é preciso consultar o RIP COMGAS ( Regulamento de Instalações Prediais – pg 5.3)
.
De modo geral as tipologias da rede de distribuição são :
1- Um único regulador de pressão na entrada fornecendo GN à pressão máxima de 250 mmca(2,45 kPa)
Neste sistema a COMGAS sugere adotar nos dimensionamentos a pressão inicial de 200 mmca
2- No caso de empreendimentos grandes , com mais de uma torre ou com tubulação de entrada muito
longa é possível estabelecer com a Cia , a utilização de um regulador de 1º estágio , na entrada ,
fornecendo o gas à pressão de 750 mmca ( 7,5 kPa ) e após isto , junto à torre , um regulador de 2º
estágio reduzindo para 250 mmca ( 2,45 kPa )
3- Menos comum , porém possível , a COMGAS admite trechos de rede de 35 kPa( 0,35 bar)
Obs : Salvo o caso da utilização da tipologia 1, acima mencionada , é impreterível conversação com
a COMGAS para estabelecer as condições da entrega e distribuição do gás .
GLP
Quando não há rede pública , o gás será obtido por botijões e , podemos executar a rede adotando tipologias
aceitas pela ABNT e Cias de gás .Como exemplos segue :
1- Utilizar um regulador de estágio único , que reduz a pressão dos botijões diretamente para baixa
pressão( 2,74 kPa ) , logo na saída destes , e assim toda a rede é calculada como baixa pressão. Este
processo é usado em residências ou redes menores , normalmente com vazões até
4 kg / h ou 2 m3/h .
2- Colocar um regulador de primeiro estágio, que reduz a pressão dos botijões para média
pressão ( no máximo 150 kPa ) logo na saída destes , e assim executar um trecho de rede
chamada primária . Após isto , colocar um regulador de segundo estágio ( antes que a rede
penetre na unidade habitacional ,cujo limite máximo de pressão é 7,5 kPa ) , que reduz para
baixa pressão ( 2,74 kPa ) , constituindo uma rede chamada secundária até os pontos de
consumo. Os medidores de gas são próprios para baixa pressão. É preciso reduzir as pressões
antes dos mesmos .
Este processo é usado em redes mais longas . com trechos ascendentes pronunciados ou de
vazões maiores que 4 kg / h .
Em edifícios altos , é comum utilizar um regulador primário logo na saída dos botijões, no
térreo, executando o trecho de rede primária subindo toda a edificação em média pressão e ,
no hall dos andares , colocar os reguladores de segundo estágio, executando as redes secundárias
em baixa pressão ate os pontos de consumo, para cada unidade .
Também é possível adotar outras tipologias sugeridas pela ABNT ou a própria Cia fornecedora
do gas .
Observação Geral : Vide tipologias sugeridas na NBR 15526 para qualquer gás .
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MEDIÇÃO
As medições são absolutamente importantes quando o gás é distribuído por concessionárias .Nestas
circunstâncias deve-se atender a todas as regulamentações destas , com relação ao posicionamento dos
medidores , tamanho dos abrigos de medidores , etc . É preciso consultar a concessionária . No caso da
Comgas , é possível adotar as seguintes soluções :
1- Adotar um abrigo coletivo de medidores , que se trata de um abrigo contendo todos os medidores
localizado normalmente no térreo ( admitido também no sub-solo , mediante algumas exigências) .
Deste abrigo , sairão as tubulações , uma para cada unidade , formando uma verdadeira esteira de
tubulações , que chamamos de prumada individual de gás , derivando pelo sub-solo e subindo a
edificação até as unidades em local próprio ( normalmente nas áreas de serviço ou cozinhas ) . Neste
sistema a Comgas fornece um medidor para cada unidade.
2- Adotar abrigos de gás nos andares , localizados nos halls comuns , de tamanho adequado para conter o
número de medidores equivalente às unidades do andar . Trata-se de um sistema que chamamos
prumada coletiva de gás .Também neste sistema , como os medidores ficam em áreas comuns , a
Comgas fornece um medidor para cada unidade .
OBS : É possível deixar previsão para a instalação de medidores remotos . Para isto é necessário prever
caixas e tubulação elétrica ( seca ) para levar o sinal de cada medidor até uma sala comum no térreo ,
onde é encaminhado para um computador com software adequado para leitura dos consumos de cada
unidade . A instalação dos medidores remotos e deste software para a leitura dos consumos individuais
é instalada por empresa especializada , mas somente se o condomínio assim o desejar , devendo assumir
os custos.
3- Adotar previsão ou instalar medidores remotos internos a cada unidade . A posição prevista para estes
medidores é nas áreas de serviço , local por onde podem subir as colunas de gás . Nestas circunstâncias ,
a Comgas só fornece um medidor geral para o prédio todo localizado logo na entrada e , a despesa
mensal deve ser rateada entre as unidades pela administradora . Como se tratam de medidores remotos ,
é preciso cumprir as observações descritas no ítem 2 , acima .
OBS : A- Em qualquer dos casos com gas natural , o sistema deverá ser feito atendendo uma das tipologias
aprovadas pela concessionária local , com redes de distribuição com pressões conforme já descrito
anteriormente .
B- Quando a rede é de gas GLP , não há necessidade de medição do gás, geral ou individual ,
a não ser que a edificação se situe em local com previsão futura para gás público . Nestas
circunstâncias a rede , embora de GLP deverá atender a um dos modelos de Gás Natural acima
descritos e os diâmetros adotados devem atender simultaneamente a gas GLP e a gas natural .
Para se obter esta última condição , dimensiona-se a rede em GLP e em GN , separadamente e ,
adota-se os maiores diâmetros em cada trecho .
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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
2- Tubulações para redes de gas , para aplicação em redes externas às edificações , enterradas , até o
limite da projeção horizontal , e somente nestes casos , podem ser de polietileno PE80 ou PE100,
conforme ABNT NBR 14462 .
3- As valas das redes de gas enterradas devem , ao serem reaterradas , conter fita de sinalização
apropriada , situada a 0,20 m da geratriz superior da tubulação e ao longo de todo trecho, para
alertar existência de rede de gas em possíveis escavações .
4- As tubulações de gas devem de preferência ser conduzidas por pisos , aplicadas em rebaixos
deixados por ocasião da execução das lajes .
5- As tubulações de gas aplicadas em alvenaria de blocos , tais como subidas para fogões , aquecedores
e outros equipamentos , devem ser revestidas , preenchendo totalmente os blocos onde se situam ,
com argamassa de areia e cimento , gesso , ou outro material , para evitar a expansão do gas , com
possível preenchimento da parede ,em caso de vazamentos . Devido a dificuldade de execução desta
necessidade devem ser evitados trechos horizontais da rede de gas pela alvenaria .
7- As tubulações de gas que seguem por “shafts” devem ser totalmente envelopadas com concreto ou
argamassa para impedir todo e qualquer vazamento .
8- Redes de gas podem ser aparentes em tetos sem forros e em ambientes ventilados
.
9- No caso das tubulações serem aplicadas em espaços fechados , forros , etc , onde poderá haver
acúmulo de gás em caso de vazamentos e , na impossibilidade de envelopar com concreto estas
tubulações é preciso proceder como segue :
13,1- Confinar totalmente estas tubulações com um duto metálico .
13.2- Fazer uma ventilação com tubo na parte inferior deste duto , para ambiente externo .
13.3- Fazer uma ventilação na parte superior ou na lateral , com tubo , para ambiente externo .
OBS : Vide desenho anexo para melhor compreensão .
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10- Ambientes onde são instalados equipamentos alimentados com gás devem ser corretamente
ventilados . Vide desenhos anexos para melhor compreensão .
11- Tubulações de gas devem manter distâncias mínimas em relação a outras redes , tais como redes
elétricas , cordoalhas do SPDA , tomadas de eletricidade . No caso de impossibilidade de
manutenção destes afastamentos, é necessário proteção contra possíveis “faíscas elétricas “ que
possam atingir a tubulação de gas. Por exemplo , aplicar fita de alta fusão elétrica na tubulação de
gas , para garantir um mínimo de 10 cm de afastamento e proteção em relação à rede elétrica .
Vide desenho anexo para melhor compreensão .
12- Tubulações de gas devem ser sempre pintadas na cor amarela ( código 5Y8/12 do código Munsel ou
110 Pantone , podendo em casos de necessidade de harmonia arquitetônica , tal como aplicação em
fachadas , ser na cor desta , desde que a tubulação seja identificada com a palavra “gas” a cada 10m
13- Tubulações de gas devem ser testadas para garantia de estanqueidade em sua etapas como segue :
13.1- Após a montagem da rede com ela ainda exposta , podendo ser realizada por partes e em toda
a sua extensão , sob pressão de no mínimo 1,5 vez a pressão de trabalho máxima admitida e
não menor que 20 kPa .
13.2- Após a instalação de todos os equipamentos , na extensão total da rede , para liberação de
abastecimento com gás combustível , sob pressão de operação .
OBS : As duas etapas devem ser testadas com ar comprimido ou gas inerte .
14- Nos casos de acoplamentos roscados é preciso utilizar fitas de PTFE , ou vedantes líquidos ou
pastosos apropriados para uso com GN ou GLP . É proibido a utilização de qualquer tipo de tinta ou
fibras vegetais , na função de vedantes.
15- Ao longo de toda a rede , principalmente na suportação é preciso evitar a formação de pilha
galvânica a partir do contato de dois materiais metálicos de composição distinta , isolando-os através
de um elemento isolante apropriado , evitando o contato direto . Por exemplo entre a tubulação de
cobre e o suporte de ferro , costuma ser empregado um toco de tubo de PVC tipo esgoto .
Vide desenho para melhor compreensão .
16- Os abrigos para medidores , nos andares , devem ser ventilados adequadamente , quer quando o gas
for GN , quer quando for GLP .As portas destes abrigos devem ser “sem ventilação exceto as frestas”
OBS : Vide desenho para melhor compreensão da ventilação dos abrigos de medidores .
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ILUSTRAÇÕES
1- LIGAÇÃO DE FOGÃO
2- LIGAÇÃO DE FORNOS E SECADORA
3- CENTRAL DE GLP – EXEMPLO 1
4- CENTRAL DE GLP – EXEMPLO 2
5- CENTRAL DE GLP – DISTÂNCIAS MÍNIMAS A OBSERVAR
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METODOLOGIA
DE
CÁLCULO
1- VAZÃO
Q = A / PCI
A = F x C / 100
1.4- POTÊNCIAS NOMINAIS deverão ser obtidas através de consultas aos fornecedores dos
equipamentos . Na falta destas , também poderão ser obtidas através de relações fornecidas
pelas concessionárias de gás ou ABNT .
Vide relações obtidas no RIP COMGAS e NORMA 15526 da ABNT .
Na existência de valores distintos , sugerimos adotar o maior deles .
FATOR DE SIMULTANEIDADE
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O comprimento das tubulações nos trechos , a ser aplicado nas fórmulas deve ser sempre o
“comprimento total” , ou seja : comprimentos equivalentes adicionados aos comprimentos
reais
O diâmetro das tubulações a ser aplicado nas fórmulas deve ser sempre o diâmetro interno
OBS : Vide relação dos diâmetros internos dos tipos de tubulações usualmente empregadas
para instalações de gás , anexa .
Devido às densidades relativas ao ar , nos trechos verticais deve-se considerar uma variação
de pressão , totalmente independente das perdas de carga que ocorrem na tubulação :
A- gas natural ( GN ) tem um ganho de pressão em todo trecho ascendente e uma perda de
pressão em todo trecho descendente .
B- gás liquefeito de petróleo ( GLP ) tem uma perda de pressão em todo trecho ascendente e
um ganho de pressão em todo trecho descendente .
∆P = 0,01318 x H x ( S-1 )
Ou seja : Para cada metro ascendente há uma perda de 0,0105 kPa de pressão .
: Para cada metro descendente há um ganho de 0,0105 kPa de pressão .
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a- Perda de carga máxima na rede que alimenta diretamente um aparelho a gás : 10% da
pressão de operação , devendo ser respeitada a pressão de funcionamento do aparelho.
b- Perda de carga máxima na rede que alimenta um regulador de pressão : 30% da pressão
de operação , devendo ser respeitada a pressão de funcionamento do regulador .
onde :
A- GAS NATURAL ( GN )
A.1- A PRESSÃO DE FORNECIMENTO ( ENTRADA) DO GN =
1,96 kPa ou 200 mmca
A.2- A PERDA DE CARGA MÁXIMA ADMISSIVEL = 10%
0,196 kPa ou 20 mmca
A.3- A MENOR PRESSÃO ADMITIDA NO PTO DE CONSUMO
1,764 kPa ou 180 mmca
C- OBSERVAÇÃO
CENTRAIS DE GAS
GLP
As centrais de GLP podem ser constituídas por um botijão de gás de grande capacidade ,
estacionário , que é reenchido diretamente no local pelo caminhão da concessionária , ou por um grupo de
botijões de gás com capacidade menor , que são substituídos , assim que descarregados . Nestes casos , há
um número de botijões chamado ativo e um outro exatamente igual de reserva . Substituem-se todos os
botijões de cada vez , pois eles descarregam por igual .
Para se determinar o número de botijões necessários é preciso saber a capacidade de
vaporização de cada botijão :
TRANSPORTÁVEIS ESTACIONÁRIOS
OBS :
1- Estacionário : Carregamento feito no local da sua instalação
2- Os cilindros de capacidade P-90 transportáveis estão caindo em desuso . Ao dimensionar , confirmar
existência .
DIMENSIONAMENTO
A soma das vaporizações de cada cilindro deverá resultar na vazão de gás necessária
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EXEMPLO
DE
DIMENSIONAMENTO
DE
RESIDÊNCIA
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Solução para GN
Encontrar a solução significa encontrar diâmetros tal que :
2- - A soma total das perdas de cargas no trajeto direcionado para cada aparelho não pode superar
0,196 kPa ( 20 mmca ) ou :
a menor pressão em cada aparelho deve ser de no mínimo 1,764 kPa ( 180 mmca )
4- Não é permitido aumentar os diâmetros em direção aos pontos de consumo. Caminhando para
jusante só é possível diminuir ou manter os diâmetros
OBS : O melhor é se compor uma planilha em Excel onde os cálculos serão bastantes simplificados.
Mas, os cálculos também podem ser por tentativas manuais, como segue um exemplo do
cálculo do trecho A-B
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1 – POTÊNCIA COMPUTADA
2 – POTÊNCIA ADOTADA
4 – COMPRIMENTO REAL
5 – COMPRIMENTO EQUIVALENTE
TOTAL.........................4,80
6 – COMPRIMENTO TOTAL
P( A ) = 1,96 kPa
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8 – PERDA DE PRESSÃO
No caso , como o trecho possui 0,8 m descendentes , há uma perda de pressão correspondente a
0,00527 kPa por metro de tubulação descendente , logo
As tentativas com manipulações de diâmetros devem continuar nos trechos até se obter :
Ou
P( B′ ) ≥ 1,767 kPa
P( C′ ) ≥ 1,767 kPa
P( D ) ≥ 1,767 kPa
OBSERVAÇÃO FINAL : O processo manual é desgastante porisso só deve ser utilizado na ausência de
planilhas que facilitam e agilizam os resultados .
Existem “softwares” ou planilhas que simplificam sobremaneira os cálculos .
Por exemplo o software divulgado pela COMGAS em seu “ site “ para
Dimensionamento de instalações de GAS NATURAL .
6- - A soma total das perdas de cargas no trajeto direcionado para cada aparelho não pode superar
0,14 kPa ou :
a menor pressão em cada aparelho deve ser de no mínimo 2,60 kPa
8- Não é permitido aumentar os diâmetros em direção aos pontos de consumo. Caminhando para
jusante só é possível diminuir ou manter os diâmetros
OBS : O melhor é se compor uma planilha em Excel onde os cálculos serão bastantes simplificados.
Mas, os cálculos também podem ser por tentativas manuais, como segue um exemplo do
cálculo do trecho A-B
1 – POTÊNCIA COMPUTADA
2 – POTÊNCIA ADOTADA
4 – COMPRIMENTO REAL
5 – COMPRIMENTO EQUIVALENTE
TOTAL.........................4,80
6 – COMPRIMENTO TOTAL
P( A ) = 2,74 kPa
8 – PERDA DE PRESSÃO
As tentativas com manipulações de diâmetros devem continuar nos trechos até se obter :
Ou
P( B′ ) ≥ 2,6 kPa
P( C′ ) ≥ 2,6 kPa
P( D ) ≥ 2,6 kPa
OBSERVAÇÃO FINAL : O processo manual é desgastante porisso só deve ser utilizado na ausência de
planilhas que facilitam e agilizam os resultados .
Existem “softwares” ou planilhas que simplificam sobremaneira os cálculos .
Nesta oportunidade vamos utilizar uma planilha por nós elaborada e disponivel
no nosso site da FATEC . .
CENTRAL DE GÁS
EXEMPLO
DE
DIMENSIONAMENTO
DE
EDIFÍCIO
RESIDENCIAL
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Solução para GN
2 – POTÊNCIA ADOTADA
4 – COMPRIMENTO REAL
5 – COMPRIMENTO EQUIVALENTE
TOTAL.........................16,0
50
6 – COMPRIMENTO TOTAL
P( A ) = 200 mmCA
8 – PERDA DE PRESSÃO
No caso , como o trecho possui 0,8 m descendentes e 4,0 m ascendentes , logo resultando 3,2 m
ascendentes , há um ganho de pressão correspondente a 0,5 mmCA por metro de tubulação ,
logo
11– Este resultado parcial pode ser conferido na solução por planilha própria que anexamos , bem como
o dimensionamento total .
a- PLANILHA PRÓPRIA : cujos resultados devem ser obtidos por tentativas de diâmetros até
obter os resultados desejados e atendendo a legislação . Na planilha constam critérios de
simultaneidade da COMGAS e da ABNT para opção .Não levam a resultados exatamente iguais
No exemplo adotou-se o critério ABNT, que conduz a diâmetros maiores em alguns trechos
OBS : Em anexo pode ser visualizado , também , todos os lançamentos de dados no software
COMGAS
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Para instalação do gas GLP , devido a elevada potência necessária , adotaremos uma das tipologias
aprovadas pela ABNT , ou seja :
b- Na saída desta central um regulador de 1º estágio para reduzir a pressão para 150 kPa . Pressão com a
qual executaremos uma coluna subindo o edifício pelo seu prisma , para abastecer os reguladores de
2º estágio localizados nos pavimentos.
c- Em cada pavimento haverá uma central de redução de pressão , através de reguladores de 2º estágio.
Estes reguladores de 2º estágio reduzem as pressões de 150 kPa para 2,74 kPa
d- Com as pressões de 2,74 kPa , derivaremos aos apartamentos , distribuindo gás GLP para os pontos
de consumo com pressão mínima de 2,60 kPa .
Observações
1- A maior pressão permitida pela ABNT ,internamente aos apartamentos é 7,5 kPa , logo 2,74 kPa
que estamos adotando é adequada .
2- Os reguladores que rebaixam as pressões de 150 kPa para 2,74 kPa costumam ser adotados para
vazões de gás GLP pequenas (até 4 kg/h ou 2 m3/h ) , conforme informações gerais na pg.
Neste edifício a vazão para cada apartamento será obtida por :
3- Para o dimensionamento da rede primária ( 150 kPa ) , como estaremos alimentando reguladores de
pressão e não pontos de consumo a perda de pressão poderá ser de 30% , logo 45 kPa .
Vamos limitar esta perda a 15 kPa , garantindo uma pressão na entrada dos reguladores de 2º estágio
de 135 kPa .
5- A rede primária será dimensionada na planilha correspondente : de 7,5 kPa até 150 kPa .
Com cilindros TRANSPORTÁVEIS uma opção será adotar 9 cilindros P-90 (90 kg )
ativos e 9 iguais de reserva . Cada cilindro vaporiza 2 kg/h
Com cilindros ESTACIONÁRIOS uma opção será usar 2 botijões P-800 ( 800 kg )
ativos . Cada cilindro vaporiza 9 kg/h .
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