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Gas - Apostila 2012

Apostila que fala sobre Gas natural e GLP
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1

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE SÃO PAULO

APOSTILA DE PIHP

GÁS NATURAL E GLP

REVISÃO : 2012

Prof : Edmundo Pulz


2

INFORMAÇÕES GERAIS

As edificações , residenciais , comerciais ou industriais , dependendo da região onde se situam , podem ser
abastecidas com gás , através de :

1- Redes Públicas : que normalmente fornecem gas natural : mistura de hidrocarbonetos


gasosos , essencialmente metano
.
Poder Calorífico inferior = 8.600 kcal /m3 a 20 graus C e 1,033 kgf/cm2
Densidade relativa ao ar = 0,6

Obs : O poder calorífico do gás natural chega a 9.400 kcal/m3 nas condições
acima referenciadas . Porém para garantia dos resultados , a ABNT
NBR 15526 recomenda adotar o valor 8.600 kcal/m3 .

2- Botijões : que contem GLP ( gas liquefeito de petróleo ) : obtido através da


destilação do petróleo , sendo formado basicamente pela mistura de
propano e butano .

Poder Calorífico inferior = 24.000 kcal/m3 a 20 graus C e 1,033 kgf/cm2


Densidade relativa ao ar = 1,8

Obs : Como nestas condições de pressão e temperatura “1m3” de GLP tem


massa de 2 kg , o poder calorífico do GLP equivale a 12.000 kcal/kg

REDES INTERNAS DE DISTRIBUIÇÃO


TIPOLOGIAS

As redes internas de distribuição podem ter traçados e pressões distintas , variando conforme padrões aceitos
pelas normas da ABNT , normas das concessionárias locais , tipos de equipamentos a serem abastecidos ,
distâncias a serem atendidas pela rede de gás , entre outros . Principalmente na indústria , onde é muito
grande a variedade de equipamentos . Assim , é sempre importante consultar não só as normas vigentes ,
mas também os fornecedores dos equipamentos .
Devido a isto , e conforme o tamanho do empreendimento , pode ser necessário executar as redes internas
com pressões que variam desde baixa até alta pressão .

1- Rede de Baixa Pressão : redes cuja pressão permanece abaixo de 7,5 kPa.
2- Rede de Média Pressão : redes cuja pressão permanece entre 7,5 e 150 kPa .
3- Redes de Alta Pressão : redes cuja pressão permanece acima de 150 kPa .

DADOS IMPORTANTES SOBRE PRESSÕES :

1- Máxima pressão admitida na rede de distribuição interna às propriedades = 150 kPa


2- Máxima pressão admitida nas redes de distribuição dentro das unidades habitacionais = 7,5 kPa
3- Menor pressão de GN a adotar em qualquer ponto de consumo residencial = 180 mmca (1,764 kPa)
4- Menor pressão de GLP a adotar em qualquer ponto de consumo residencial = 2,60 kPa

1 kPa = 101,9716 mmca 1mmca = 0,009807 kPa


3

Gás Natural
As concessionárias , ao distribuir gás natural para edifícios residenciais ou comerciais , normalmente
utilizam um único regulador de pressão logo na entrada da edificação , . Assim , toda a rede interna é
dimensionada como baixa pressão , com características próprias de cada concessionária . De acordo com as
características do empreendimento , as vezes , de comum acordo com a concessionária é possível obter
trechos de rede com pressões maiores , sendo nestes casos , instalados mais de um regulador de pressão . É
preciso consultar a concessionária local para estabelecer as condições do empreendimento.
No caso da COMGAS é preciso consultar o RIP COMGAS ( Regulamento de Instalações Prediais – pg 5.3)
.
De modo geral as tipologias da rede de distribuição são :

1- Um único regulador de pressão na entrada fornecendo GN à pressão máxima de 250 mmca(2,45 kPa)
Neste sistema a COMGAS sugere adotar nos dimensionamentos a pressão inicial de 200 mmca

2- No caso de empreendimentos grandes , com mais de uma torre ou com tubulação de entrada muito
longa é possível estabelecer com a Cia , a utilização de um regulador de 1º estágio , na entrada ,
fornecendo o gas à pressão de 750 mmca ( 7,5 kPa ) e após isto , junto à torre , um regulador de 2º
estágio reduzindo para 250 mmca ( 2,45 kPa )

3- Menos comum , porém possível , a COMGAS admite trechos de rede de 35 kPa( 0,35 bar)
Obs : Salvo o caso da utilização da tipologia 1, acima mencionada , é impreterível conversação com
a COMGAS para estabelecer as condições da entrega e distribuição do gás .

GLP
Quando não há rede pública , o gás será obtido por botijões e , podemos executar a rede adotando tipologias
aceitas pela ABNT e Cias de gás .Como exemplos segue :

1- Utilizar um regulador de estágio único , que reduz a pressão dos botijões diretamente para baixa
pressão( 2,74 kPa ) , logo na saída destes , e assim toda a rede é calculada como baixa pressão. Este
processo é usado em residências ou redes menores , normalmente com vazões até
4 kg / h ou 2 m3/h .
2- Colocar um regulador de primeiro estágio, que reduz a pressão dos botijões para média
pressão ( no máximo 150 kPa ) logo na saída destes , e assim executar um trecho de rede
chamada primária . Após isto , colocar um regulador de segundo estágio ( antes que a rede
penetre na unidade habitacional ,cujo limite máximo de pressão é 7,5 kPa ) , que reduz para
baixa pressão ( 2,74 kPa ) , constituindo uma rede chamada secundária até os pontos de
consumo. Os medidores de gas são próprios para baixa pressão. É preciso reduzir as pressões
antes dos mesmos .
Este processo é usado em redes mais longas . com trechos ascendentes pronunciados ou de
vazões maiores que 4 kg / h .
Em edifícios altos , é comum utilizar um regulador primário logo na saída dos botijões, no
térreo, executando o trecho de rede primária subindo toda a edificação em média pressão e ,
no hall dos andares , colocar os reguladores de segundo estágio, executando as redes secundárias
em baixa pressão ate os pontos de consumo, para cada unidade .
Também é possível adotar outras tipologias sugeridas pela ABNT ou a própria Cia fornecedora
do gas .

Observação Geral : Vide tipologias sugeridas na NBR 15526 para qualquer gás .
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EXEMPLOS DE DISTRIBUIÇÃO ( TIPOLOGIAS )

1- Exemplo de distribuição residencial


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2- Exemplo de distribuição predial


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MEDIÇÃO
As medições são absolutamente importantes quando o gás é distribuído por concessionárias .Nestas
circunstâncias deve-se atender a todas as regulamentações destas , com relação ao posicionamento dos
medidores , tamanho dos abrigos de medidores , etc . É preciso consultar a concessionária . No caso da
Comgas , é possível adotar as seguintes soluções :

1- Adotar um abrigo coletivo de medidores , que se trata de um abrigo contendo todos os medidores
localizado normalmente no térreo ( admitido também no sub-solo , mediante algumas exigências) .
Deste abrigo , sairão as tubulações , uma para cada unidade , formando uma verdadeira esteira de
tubulações , que chamamos de prumada individual de gás , derivando pelo sub-solo e subindo a
edificação até as unidades em local próprio ( normalmente nas áreas de serviço ou cozinhas ) . Neste
sistema a Comgas fornece um medidor para cada unidade.

2- Adotar abrigos de gás nos andares , localizados nos halls comuns , de tamanho adequado para conter o
número de medidores equivalente às unidades do andar . Trata-se de um sistema que chamamos
prumada coletiva de gás .Também neste sistema , como os medidores ficam em áreas comuns , a
Comgas fornece um medidor para cada unidade .
OBS : É possível deixar previsão para a instalação de medidores remotos . Para isto é necessário prever
caixas e tubulação elétrica ( seca ) para levar o sinal de cada medidor até uma sala comum no térreo ,
onde é encaminhado para um computador com software adequado para leitura dos consumos de cada
unidade . A instalação dos medidores remotos e deste software para a leitura dos consumos individuais
é instalada por empresa especializada , mas somente se o condomínio assim o desejar , devendo assumir
os custos.

3- Adotar previsão ou instalar medidores remotos internos a cada unidade . A posição prevista para estes
medidores é nas áreas de serviço , local por onde podem subir as colunas de gás . Nestas circunstâncias ,
a Comgas só fornece um medidor geral para o prédio todo localizado logo na entrada e , a despesa
mensal deve ser rateada entre as unidades pela administradora . Como se tratam de medidores remotos ,
é preciso cumprir as observações descritas no ítem 2 , acima .

OBS : A- Em qualquer dos casos com gas natural , o sistema deverá ser feito atendendo uma das tipologias
aprovadas pela concessionária local , com redes de distribuição com pressões conforme já descrito
anteriormente .

B- Quando a rede é de gas GLP , não há necessidade de medição do gás, geral ou individual ,
a não ser que a edificação se situe em local com previsão futura para gás público . Nestas
circunstâncias a rede , embora de GLP deverá atender a um dos modelos de Gás Natural acima
descritos e os diâmetros adotados devem atender simultaneamente a gas GLP e a gas natural .
Para se obter esta última condição , dimensiona-se a rede em GLP e em GN , separadamente e ,
adota-se os maiores diâmetros em cada trecho .
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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

( leia com atenção : Trata-se de um conjunto mínimo de observações importantes para


auxiliar na execução das redes de gas)
1- Tubulações para redes de gas , para aplicação interna às edificações devem ser metálicas :
1.1- Tubos de condução de aço-carbono , com ou sem costura , conforme ABNT NBR 5580,no
mínimo classe média , ABNT NBR 5590 no mínimo classe normal , API 5-L grau A com
espessura mínima correspondente a SCH40 conforme ASME/ANSI B36.10M .
1.2- Tubos de condução de cobre rígido , sem costura , conforme ABNT NBR 13206
1.3- Tubos de condução de cobre flexível , sem costura , classe 2 ou 3 , conforme ABNT NBR
14745

2- Tubulações para redes de gas , para aplicação em redes externas às edificações , enterradas , até o
limite da projeção horizontal , e somente nestes casos , podem ser de polietileno PE80 ou PE100,
conforme ABNT NBR 14462 .

3- As valas das redes de gas enterradas devem , ao serem reaterradas , conter fita de sinalização
apropriada , situada a 0,20 m da geratriz superior da tubulação e ao longo de todo trecho, para
alertar existência de rede de gas em possíveis escavações .

4- As tubulações de gas devem de preferência ser conduzidas por pisos , aplicadas em rebaixos
deixados por ocasião da execução das lajes .

5- As tubulações de gas aplicadas em alvenaria de blocos , tais como subidas para fogões , aquecedores
e outros equipamentos , devem ser revestidas , preenchendo totalmente os blocos onde se situam ,
com argamassa de areia e cimento , gesso , ou outro material , para evitar a expansão do gas , com
possível preenchimento da parede ,em caso de vazamentos . Devido a dificuldade de execução desta
necessidade devem ser evitados trechos horizontais da rede de gas pela alvenaria .

6- É proibida a instalação da tubulação da rede de distribuição interna em :


6.1- duto em atividade ( ventilação de ar condicionado , produtos residuais,exaustão , chaminés ,etc
6.2- cisterna e reservatório de água
6.3- compartimento de equipamento ou dispositivo elétrico ( painéis elétricos , subestação ,etc
6.4- depósito de combustível inflamável
6.5- elementos estruturais ( lajes , vigas , pilares )
6.6- espaços fechados que possibilitem o acúmulo de gás eventualmente vazado .
6.7- escada enclausurada , inclusive dutos de ventilação de antecâmara
6.8- poço ou vazio de elevador .

7- As tubulações de gas que seguem por “shafts” devem ser totalmente envelopadas com concreto ou
argamassa para impedir todo e qualquer vazamento .

8- Redes de gas podem ser aparentes em tetos sem forros e em ambientes ventilados
.
9- No caso das tubulações serem aplicadas em espaços fechados , forros , etc , onde poderá haver
acúmulo de gás em caso de vazamentos e , na impossibilidade de envelopar com concreto estas
tubulações é preciso proceder como segue :
13,1- Confinar totalmente estas tubulações com um duto metálico .
13.2- Fazer uma ventilação com tubo na parte inferior deste duto , para ambiente externo .
13.3- Fazer uma ventilação na parte superior ou na lateral , com tubo , para ambiente externo .
OBS : Vide desenho anexo para melhor compreensão .
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10- Ambientes onde são instalados equipamentos alimentados com gás devem ser corretamente
ventilados . Vide desenhos anexos para melhor compreensão .

11- Tubulações de gas devem manter distâncias mínimas em relação a outras redes , tais como redes
elétricas , cordoalhas do SPDA , tomadas de eletricidade . No caso de impossibilidade de
manutenção destes afastamentos, é necessário proteção contra possíveis “faíscas elétricas “ que
possam atingir a tubulação de gas. Por exemplo , aplicar fita de alta fusão elétrica na tubulação de
gas , para garantir um mínimo de 10 cm de afastamento e proteção em relação à rede elétrica .
Vide desenho anexo para melhor compreensão .

12- Tubulações de gas devem ser sempre pintadas na cor amarela ( código 5Y8/12 do código Munsel ou
110 Pantone , podendo em casos de necessidade de harmonia arquitetônica , tal como aplicação em
fachadas , ser na cor desta , desde que a tubulação seja identificada com a palavra “gas” a cada 10m

13- Tubulações de gas devem ser testadas para garantia de estanqueidade em sua etapas como segue :

13.1- Após a montagem da rede com ela ainda exposta , podendo ser realizada por partes e em toda
a sua extensão , sob pressão de no mínimo 1,5 vez a pressão de trabalho máxima admitida e
não menor que 20 kPa .
13.2- Após a instalação de todos os equipamentos , na extensão total da rede , para liberação de
abastecimento com gás combustível , sob pressão de operação .
OBS : As duas etapas devem ser testadas com ar comprimido ou gas inerte .

14- Nos casos de acoplamentos roscados é preciso utilizar fitas de PTFE , ou vedantes líquidos ou
pastosos apropriados para uso com GN ou GLP . É proibido a utilização de qualquer tipo de tinta ou
fibras vegetais , na função de vedantes.

15- Ao longo de toda a rede , principalmente na suportação é preciso evitar a formação de pilha
galvânica a partir do contato de dois materiais metálicos de composição distinta , isolando-os através
de um elemento isolante apropriado , evitando o contato direto . Por exemplo entre a tubulação de
cobre e o suporte de ferro , costuma ser empregado um toco de tubo de PVC tipo esgoto .
Vide desenho para melhor compreensão .

16- Os abrigos para medidores , nos andares , devem ser ventilados adequadamente , quer quando o gas
for GN , quer quando for GLP .As portas destes abrigos devem ser “sem ventilação exceto as frestas”
OBS : Vide desenho para melhor compreensão da ventilação dos abrigos de medidores .
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ILUSTRAÇÕES

1- LIGAÇÃO DE FOGÃO
2- LIGAÇÃO DE FORNOS E SECADORA
3- CENTRAL DE GLP – EXEMPLO 1
4- CENTRAL DE GLP – EXEMPLO 2
5- CENTRAL DE GLP – DISTÂNCIAS MÍNIMAS A OBSERVAR
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METODOLOGIA
DE
CÁLCULO
1- VAZÃO

1.1- A vazão de gás em Nm3 / h em cada trecho , é obtida através da divisão da


POTÊNCIA ADOTADA ( A ) em kcal / h no trecho , pelo
PODER CALORÍFICO ( PCI ) em kcal / m3 do gás em estudo .

Q = A / PCI

PODER CALORÍFICO INFERIOR DO GÁS NATURAL : adotar 8.600 kcal / m3


PODER CALORÍFICO INFERIOR DO GLP : adotar 24.000 kcal / m3

1.2- POTÊNCIA ADOTADA ( A ) é a potência de projeto , resultante da aplicação de um fator


de simultaneidade sobre a POTÊNCIA COMPUTADA ( C )

A = F x C / 100

1.3- POTÊNCIA COMPUTADA ( C ) é resultante da soma total das


POTÊNCIAS NOMINAIS de todos os aparelhos alimentados pelo trecho .

C = Σ POTÊNCIAS NOMINAIS DOS APARELHOS

1.4- POTÊNCIAS NOMINAIS deverão ser obtidas através de consultas aos fornecedores dos
equipamentos . Na falta destas , também poderão ser obtidas através de relações fornecidas
pelas concessionárias de gás ou ABNT .
Vide relações obtidas no RIP COMGAS e NORMA 15526 da ABNT .
Na existência de valores distintos , sugerimos adotar o maior deles .

1.5- FATOR DE SIMULTANEIDADE ( F ) deverá ser obtido através de gráficos ou fórmulas


apresentadas em manuais das concessionárias ou norma 15526 da ABNT .Vide fórmulas
constantes da norma 15526 da ABNT .
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FATOR DE SIMULTANEIDADE
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1.6- COMPRIMENTOS DAS TUBULAÇÕES ( L )

O comprimento das tubulações nos trechos , a ser aplicado nas fórmulas deve ser sempre o
“comprimento total” , ou seja : comprimentos equivalentes adicionados aos comprimentos
reais

L ( TOTAL ) = L ( REAL ) + L ( EQUIVALENTE ).

OBS : Vide relação de comprimentos equivalentes em anexo .

1.7- DIÂMETROS DAS TUBULAÇÕES ( D )

O diâmetro das tubulações a ser aplicado nas fórmulas deve ser sempre o diâmetro interno

OBS : Vide relação dos diâmetros internos dos tipos de tubulações usualmente empregadas
para instalações de gás , anexa .

1.8- TRECHOS VERTICAIS ASCENDENTES OU DESCENDENTES

Devido às densidades relativas ao ar , nos trechos verticais deve-se considerar uma variação
de pressão , totalmente independente das perdas de carga que ocorrem na tubulação :

A- gas natural ( GN ) tem um ganho de pressão em todo trecho ascendente e uma perda de
pressão em todo trecho descendente .
B- gás liquefeito de petróleo ( GLP ) tem uma perda de pressão em todo trecho ascendente e
um ganho de pressão em todo trecho descendente .

Os valores desta variação de pressão são obtidos através de :

∆P = 0,01318 x H x ( S-1 )

∆P = perda de pressão em quilopascais ( kPa )


H = altura vertical do trecho em metros .
S = densidade de gás em relação ao ar ( 0,6 para GN e 1,8 para GLP )
PARA “ 1 m ” DE GN ASCENDENTE :

∆P = 0,01318 x 1 x ( 0,6-1 ) = - 0,00527 kPa = - 0,538 mmca

Ou seja : Para cada metro ascendente de GN há um ganho de 0,5 mmca de pressão .


: Para cada metro descendente há uma perda de 0,5 mmca de pressão .

PARA “ 1 m ” DE GLP ASCENDENTE :

∆P = 0,01318 x 1 x ( 1,8 -1 ) = 0,0105 kPa

Ou seja : Para cada metro ascendente há uma perda de 0,0105 kPa de pressão .
: Para cada metro descendente há um ganho de 0,0105 kPa de pressão .
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1.9- PERDAS DE CARGA

No dimensionamento da rede de distribuição interna , deve ser considerado o que segue :

a- Perda de carga máxima na rede que alimenta diretamente um aparelho a gás : 10% da
pressão de operação , devendo ser respeitada a pressão de funcionamento do aparelho.

b- Perda de carga máxima na rede que alimenta um regulador de pressão : 30% da pressão
de operação , devendo ser respeitada a pressão de funcionamento do regulador .

1.10- CÁLCULO DA VELOCIDADE


Para o cálculo da velocidade do gás deve ser utilizada a fórmula abaixo :

V = 354 x Q / [(P + 1,033) x D²]

onde :

V é a velocidade do gás em metros/segundo ( m / s )


Q é a vazão do gás na pressão de operação , em normal metros cúbicos por hora ( Nm³ / h )
P é a pressão manométrica de operação , em quilograma força por centímetro quadrado ( kgf/cm² )
D é o diâmetro interno do tubo , em milímetros ( mm )

1 kPa = 0,010197 kgf/cm2 = 0,01 bar = 101,9716 mmca = 0,145038 psig

1.11- CÁLCULO PARA PRESSÕES ACIMA DE 7,5 kPa-NBR 15526


Para o cálculo do dimensionamento em redes com pressão de operação acima de 7,5 kPa ,
tanto para GN quanto GLP , deve ser utilizada a fórmula :

PA²(abs) - PB²(abs) = 4,67 x 105 x S x L x Q1,82 / D4,82


onde :

PA(abs) é a pressão absoluta na entrada de cada trecho , em quilopascais ( kPa )


PB(abs) é a pressão absoluta na saída de cada trecho , em quilopascais ( kPa )
Q é a vazão de gás , em normal metro cúbico por hora ( Nm³ / h )
D é o diâmetro interno do tubo em milímetros ( mm )
L é o comprimento total ( real + equivalente ) do trecho da tubulação em metros ( m )
S é a densidade relativa do gás em relação ao ar ( adimensional )

Patm = 101,3 kPa , logo , Pabs ( kPa ) = P ( kPa ) + 101,3 kPa


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1.12- CÁLCULO PARA PRESSÕES DE ATÉ 7,5 kPa


Para o cálculo do dimensionamento em redes com pressão de operação de até 7,5 kPa
devem ser utilizadas as fórmulas :

A- PARA GÁS NATURAL (GN) – ABNT NBR15526

Q0,9= 0,0222 x [(H x D4,8) / (S0,8 x L)] 0,5


Que também pode ser escrita após relocação das variáveis e substituindo S por 0,6 :

H = 1348,39 x L x Q1,8 / D4,8 kPa

B- PARA GÁS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO (GLP) - ABNT NBR 15526

PA(abs) - PB(abs) = 2273 x S x L x Q1,82/ D4,82


Que após a substituição da densidade relativa do gás por 1,8 resulta em :

PA(abs) - PB(abs) = 4091,4 x L x Q1,82/ D4,82 kPa


Onde

Q é a vazão do gás , em normal metro cúbico por hora ( Nm³/h )


D é o diâmetro interno , em milímetros ( mm )
H é a perda de carga no trecho , em quilopascais ( kPa )
L é o comprimento total do tubo ( L total = L real + L equivalente ) em metros ( m )
S é a densidade relativa do gás em relação ao ar ( adimensional )
PA é a pressão do gás na entrada de cada trecho em quilopascais ( kPa )
PB é a pressão do gás na saída de cada trecho em quilopascais ( kPa )

C- PARA GÁS NATURAL (GN) – RIP COMGAS

A COMGAS costuma proceder os cálculos nesta faixa de pressão em “mmca” e estabelece


para utilização a fórmula :

H = 206580 x Q1,8 x S0,8 x L / D4,8 mmca


Que após a substituição da densidade relativa do gás por 0,6 , resulta em :

H = 137281 x Q1,8 x L / D4,8 mmca


35

1.13- INFORMAÇÕES FINAIS SOBRE PRESSÕES E


PERDAS DE CARGA NA ELABORAÇÃO DO PROJETOS

A- GAS NATURAL ( GN )
A.1- A PRESSÃO DE FORNECIMENTO ( ENTRADA) DO GN =
1,96 kPa ou 200 mmca
A.2- A PERDA DE CARGA MÁXIMA ADMISSIVEL = 10%
0,196 kPa ou 20 mmca
A.3- A MENOR PRESSÃO ADMITIDA NO PTO DE CONSUMO
1,764 kPa ou 180 mmca

B- GAS LIQUEFEITO DE PETRÓLEO ( GLP )

B.1- A PRESSÃO DE FORNECIMENTO ( ENTRADA) DO GLP =


(280mmca) 2,74 kPa

B.2- A PERDA DE CARGA MÁXIMA ADMISSIVEL = 0,14 kPa

B.3- A MENOR PRESSÃO ADMITIDA NO PTO DE CONSUMO = 2,60 kPa

C- OBSERVAÇÃO

C.1- As condições acima descritas correspondem ao estágio da alimentação do ponto de


consumo de gás .

C.2- Na necessidade de outros reguladores de pressão a NBR 15526 , permite a perda de


carga de até 30% da pressão de operação de um regulador a outro , devendo ser respeitada
a faixa de funcionamento do regulador . Cada trecho a jusante de um regulador é
dimensionado de forma totalmente independente dos demais trechos : sua pressão
inicial é estabelecida pelo regulador e não pela pressão final do trecho anterior .
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CENTRAIS DE GAS
GLP

As centrais de GLP podem ser constituídas por um botijão de gás de grande capacidade ,
estacionário , que é reenchido diretamente no local pelo caminhão da concessionária , ou por um grupo de
botijões de gás com capacidade menor , que são substituídos , assim que descarregados . Nestes casos , há
um número de botijões chamado ativo e um outro exatamente igual de reserva . Substituem-se todos os
botijões de cada vez , pois eles descarregam por igual .
Para se determinar o número de botijões necessários é preciso saber a capacidade de
vaporização de cada botijão :

TRANSPORTÁVEIS ESTACIONÁRIOS

CAPACIDADE DO VAPORIZAÇÃO CAPACIDADE DO VAPORIZAÇÃO


RECIPIENTE ATÉ RECIPIENTE ATÉ
P- 2 ................ 2 Kg 0,2 Kg / h P-190............190 Kg 3,5 Kg / h
P-5.................. 5 Kg 0,4 Kg / h P-500............500 Kg 7,0 Kg / h
P-13...............13 Kg 0,6 Kg / h P-800............800 Kg 9,0 Kg / h
P-45...............45 Kg 1.0 Kg / h P-1000........1000 Kg 11,0 Kg / h
P-90...............90 Kg 2,0 Kg / h P-2000........2000 Kg 16,0 Kg / h
P-4000........4000 Kg 26,0 Kg / h

OBS :
1- Estacionário : Carregamento feito no local da sua instalação
2- Os cilindros de capacidade P-90 transportáveis estão caindo em desuso . Ao dimensionar , confirmar
existência .

DIMENSIONAMENTO

A- Determinar a potência a adotar ( potência total x fator de simultaneidade )


Por exemplo 196.400 kcal / h

B- Lembrar que o poder calorífico do GLP é 12.000 kcal / h

C- Dividir a potência adotada pelo poder calorífico do GLP em kcal / Kg


196.400 / 12000 = 16,4 Kg / h ( vazão de gás necessária )
D- Verificar na tabela a capacidade de vaporização do recipiente desejado

Se escolhido cilindro de 45 Kg serão necessários no mínimo 17 cilindros ativos + 17 reserva


Se escolhido cilindro de 90 Kg serão necessários no mínimo 9 cilindros ativos + 9 reserva
Se escolhido cilindro estacionário poderá ser : 5 cilindros P-190 ou 1 cilindro P-2000 , etc

A soma das vaporizações de cada cilindro deverá resultar na vazão de gás necessária
37

EXEMPLO

DE

DIMENSIONAMENTO

DE

RESIDÊNCIA
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Solução para GN
Encontrar a solução significa encontrar diâmetros tal que :

1- A pressão inicial ( ponto A ) seja : 1,96 kPa ( 200 mmca )

2- - A soma total das perdas de cargas no trajeto direcionado para cada aparelho não pode superar
0,196 kPa ( 20 mmca ) ou :
a menor pressão em cada aparelho deve ser de no mínimo 1,764 kPa ( 180 mmca )

3- A velocidade não deve superar 20 m/s

4- Não é permitido aumentar os diâmetros em direção aos pontos de consumo. Caminhando para
jusante só é possível diminuir ou manter os diâmetros

OBS : O melhor é se compor uma planilha em Excel onde os cálculos serão bastantes simplificados.
Mas, os cálculos também podem ser por tentativas manuais, como segue um exemplo do
cálculo do trecho A-B
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CÁLCULO DEMONSTRATIVO DO TRECHO A - B

TUBULAÇÃO ADOTADA : COBRE tipo EZ

1 – POTÊNCIA COMPUTADA

1.1- AQUECEDOR DE PASSAGEM 10 LPM..................15.000 kcal / h


1.2- FOGÃO 6 BOCAS COM FORNO..............................13.390 kcal / h
1.3- SECADORA DE ROUPAS ..........................................6.020 kcal / h
1.4- TOTAL.........................................................................34.410 kcal / h

2 – POTÊNCIA ADOTADA

Para uma unidade residencial não se considera simultaneidade , logo F = 100


Potência adotada = 34.410 kcal / h

3 – VAZÃO DE GÁS NATURAL ( GN )

Q = 34.410 / 8.600 , logo , Q = 4 m³ / h

4 – COMPRIMENTO REAL

L ( real )= 6 ,80 m , sendo Trecho horizontal = 6 m


Trecho descendente = 0,8 m

5 – COMPRIMENTO EQUIVALENTE

Conexões no trecho : Cotovelo 90º ...............2 pç


Te............................... 1 pç

Considerando , por tentativa , diâmetro DN20 , vem

Cotovelo 90º...............2 x 1,2


Te................................1 x 2,4

TOTAL.........................4,80

6 – COMPRIMENTO TOTAL

L = 6,80 + 4,80 , logo , L = 11,60 m

7 – PRESSÃO INICIAL NO TRECHO – P ( A )

P( A ) = 1,96 kPa
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8 – PERDA DE PRESSÃO

H = 1348,39 x L x Q1,8 / D4,8 kPa


H = 1348,39 x 11,60 x 41,8 / 20,84,8 kPa
H = 0,089 kPa

8 – GANHO OU PERDA DE CARGA ( devido trecho ascendente ou descendente )

No caso , como o trecho possui 0,8 m descendentes , há uma perda de pressão correspondente a
0,00527 kPa por metro de tubulação descendente , logo

∆P = 0,00527 x 0,8 = 0,0042 kPa

9 – PRESSÃO FINAL NO TRECHO – P ( B )

P( B ) = 1,96 – 0,089 – 0,0042 , logo , P( B ) = 1,867 kPa

OBSERVAÇÃO : Caso o diâmetro no trecho tivesse sido adotado DN15

a- Comprimento equivalente = 4,6 m


b- Comprimento total = 6,8 + 4,5 = 11,3 m
c- Perda de carga H = 0,588 kPa !!! extrapolando a perda de carga máxima 0,196kPa

A necessidade de aumentar o diâmetro é para diminuir a perda de carga no trecho .

As tentativas com manipulações de diâmetros devem continuar nos trechos até se obter :

∆( A-B ) + ∆( B-C ) + ∆( C-D ) ≤ 0,196 kPa


∆( A-B ) + ∆( B-C ) + ∆( C-C′ ) ≤ 0,196 kPa
∆( A-B ) + ∆( B-B′ ) ≤ 0,196 kPa

Ou

P( B′ ) ≥ 1,767 kPa
P( C′ ) ≥ 1,767 kPa
P( D ) ≥ 1,767 kPa

OBSERVAÇÃO FINAL : O processo manual é desgastante porisso só deve ser utilizado na ausência de
planilhas que facilitam e agilizam os resultados .
Existem “softwares” ou planilhas que simplificam sobremaneira os cálculos .
Por exemplo o software divulgado pela COMGAS em seu “ site “ para
Dimensionamento de instalações de GAS NATURAL .

Apresentamos a seguir os resultados completos do exercício


formulado utilizando o software COMGAS
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Solução para GLP

Encontrar a solução significa encontrar diâmetros tal que :

5- A pressão inicial ( ponto A ) seja : 2,74 kPa ( 280 mmca )

6- - A soma total das perdas de cargas no trajeto direcionado para cada aparelho não pode superar
0,14 kPa ou :
a menor pressão em cada aparelho deve ser de no mínimo 2,60 kPa

7- A velocidade não deve superar 20 m/s

8- Não é permitido aumentar os diâmetros em direção aos pontos de consumo. Caminhando para
jusante só é possível diminuir ou manter os diâmetros

OBS : O melhor é se compor uma planilha em Excel onde os cálculos serão bastantes simplificados.
Mas, os cálculos também podem ser por tentativas manuais, como segue um exemplo do
cálculo do trecho A-B

CÁLCULO DEMONSTRATIVO DO TRECHO A - B

TUBULAÇÃO ADOTADA : COBRE tipo E

1 – POTÊNCIA COMPUTADA

1.5- AQUECEDOR DE PASSAGEM 10 LPM..................15.000 kcal / h


1.6- FOGÃO 6 BOCAS COM FORNO..............................13.390 kcal / h
1.7- SECADORA DE ROUPAS ..........................................6.020 kcal / h
1.8- TOTAL.........................................................................34.410 kcal / h

2 – POTÊNCIA ADOTADA

Para uma unidade residencial não se considera simultaneidade , logo F = 100


Potência adotada = 34.410 kcal / h

3 – VAZÃO DE GÁS NATURAL ( GLP )

Q = 34.410 / 24.000 , logo , Q = 1,43 m³ / h

4 – COMPRIMENTO REAL

L ( real )= 6 ,80 m , sendo Trecho horizontal = 6 m


Trecho descendente = 0,8 m
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5 – COMPRIMENTO EQUIVALENTE

Conexões no trecho : Cotovelo 90º ...............2 pç


Te............................... 1 pç

Considerando , por tentativa , diâmetro DN20 , vem

Cotovelo 90º...............2 x 1,2


Te................................1 x 2,4

TOTAL.........................4,80

6 – COMPRIMENTO TOTAL

L = 6,80 + 4,80 , logo , L = 11,60 m

7 – PRESSÃO INICIAL NO TRECHO – P ( A )

P( A ) = 2,74 kPa
8 – PERDA DE PRESSÃO

PA(abs) - PB(abs) = 4.091,4 x L x Q1,82 / D4,82 kPa


PA(abs) - PB(abs) = 4.091,4 x 11,60 x 1,431,82 / 20,84,82 kPa
PA(abs) - PB(abs) = 0,04 kPa

8 – GANHO OU PERDA DE CARGA ( devido trecho ascendente ou descendente )

No caso , como o trecho possui 0,8 m descendentes , há um ganho de pressão correspondente a


0,0105 kPa por metro de tubulação descendente , logo

∆P = 0,0105 x 0,8 = 0,0084 kPa

9 – PRESSÃO FINAL NO TRECHO – P ( B )

P( B ) = 2,74 – 0,04 + 0,0084 , logo , P( B ) = 2,708 kPa

OBSERVAÇÃO : Caso o diâmetro no trecho tivesse sido adotado DN15

d- Comprimento equivalente = 4,6 m


e- Comprimento total = 6,8 + 4,5 = 11,3 m
f- Perda de carga H = 0,265 kPa !!! extrapolando a perda de carga máxima 0,14 kPa

A necessidade de aumentar o diâmetro é para diminuir a perda de carga no trecho .


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As tentativas com manipulações de diâmetros devem continuar nos trechos até se obter :

∆( A-B ) + ∆( B-C ) + ∆( C-D ) ≤ 0,14 kPa


∆( A-B ) + ∆( B-C ) + ∆( C-C′ ) ≤ 0,14 kPa
∆( A-B ) + ∆( B-B′ ) ≤ 0,14 kPa

Ou

P( B′ ) ≥ 2,6 kPa
P( C′ ) ≥ 2,6 kPa
P( D ) ≥ 2,6 kPa

OBSERVAÇÃO FINAL : O processo manual é desgastante porisso só deve ser utilizado na ausência de
planilhas que facilitam e agilizam os resultados .
Existem “softwares” ou planilhas que simplificam sobremaneira os cálculos .
Nesta oportunidade vamos utilizar uma planilha por nós elaborada e disponivel
no nosso site da FATEC . .

Apresentamos a seguir os resultados completos do exercício


formulado utilizando planilha própria .

CENTRAL DE GÁS

A- Potência adotada : 34410 kcal / h

B- Calor específico do GLP : 12000kcal / Kg

C- Vazão de GLP necessária : 34410 / 12000 = 2,87 Kg / h

D- Consultando a tabela de vaporizações por cilindro vem :

Com cilindros de 45 Kg a central será composta por 3


cilindros ativos + 3 cilindros de reserva .
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EXEMPLO

DE

DIMENSIONAMENTO

DE

EDIFÍCIO

RESIDENCIAL
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Solução para GN

CÁLCULO DEMONSTRATIVO DO TRECHO A - B

TUBULAÇÃO ADOTADA : COBRE tipo E

1 – POTÊNCIA COMPUTADA POR UNIDADE :

1.1- AQUECEDOR DE PASSAGEM 10 LPM..................15.000 kcal / h


1.2- FOGÃO 6 BOCAS COM FORNO..............................13.390 kcal / h
1.3- TOTAL POR UNIDADE............................................28.390 kcal / h
1.4- POTÊNCIA COMPUTADA TOTAL : 28.390 x 32 unidades = 908.480 kcal / h

2 – POTÊNCIA ADOTADA

908.480 kcal / h = 15.141,33 kcal / min.........................F = 24,05


Potência adotada = 218.489,44 kcal / h

3 – VAZÃO DE GÁS NATURAL ( GN )

Q = 218489,44 / 8.600 , logo , Q = 25,41 / h

4 – COMPRIMENTO REAL

L ( real )= 19,80 m , sendo Trecho horizontal = 15,0 m


Trecho descendente = 0,8 m
Trecho ascendente = 4,0 m

5 – COMPRIMENTO EQUIVALENTE

Conexões no trecho : Cotovelo 90º .............. .2 pç


Te............................... 1 pç
Válvula de Bloqueio 1 pc

Considerando um diâmetro DN65 , vem

Cotovelo 90º...............2 x 3,7


Te................................1 x 7,8
Válvula de Bloqueio 1x 0,8

TOTAL.........................16,0
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6 – COMPRIMENTO TOTAL

L = 19,8 + 16,0 , logo , L = 35,8 m

7 – PRESSÃO INICIAL NO TRECHO – P ( A )

P( A ) = 200 mmCA
8 – PERDA DE PRESSÃO

H = 137281 x L x Q1,8 / D4,8 mmCA


H = 137281 x 35,8 x 25,411,8 / 64,74,8 mmCA
H = 3,37 mmCA
9 – GANHO OU PERDA DE CARGA ( devido trecho ascendente ou descendente )

No caso , como o trecho possui 0,8 m descendentes e 4,0 m ascendentes , logo resultando 3,2 m
ascendentes , há um ganho de pressão correspondente a 0,5 mmCA por metro de tubulação ,
logo

∆P = 0,5 x 3,2 = 1,6 mmCA ( ganho )

10 – PRESSÃO FINAL NO TRECHO – P ( B )

P( B ) = 200 – 3,37 + 1,6 , logo , P( B ) = 198,23 mmCA

11– Este resultado parcial pode ser conferido na solução por planilha própria que anexamos , bem como
o dimensionamento total .

12– Estão anexas soluções através de dois modos :

a- PLANILHA PRÓPRIA : cujos resultados devem ser obtidos por tentativas de diâmetros até
obter os resultados desejados e atendendo a legislação . Na planilha constam critérios de
simultaneidade da COMGAS e da ABNT para opção .Não levam a resultados exatamente iguais
No exemplo adotou-se o critério ABNT, que conduz a diâmetros maiores em alguns trechos

b- SOFTWARE COMGAS : cujos resultados são obtidos automaticamente após preenchimento


das informações . Este software adota o critério COMGAS para simultaneidade .

É muito importante analisar criteriosamente o resultado final através do software , pois,


embora as pressões sejam todas conformes , é possível ocorrer algum diâmetro não
desejado . O processo manual de cálculo permite quaisquer adequações

É exatamente o ocorrido neste caso : Pode-ser visto na planilha COMGAS- 1 o diâmetro de


42mm no trecho AP4 – Y . Alem de inadequado , foi nosso interesse limitar a tubulação de
acesso aos apartamentos em 28 mm ( 1” ) . Foi corrigido pelo método manual e o resultado
apresentado na planilha COMGAS -2 .

OBS : Em anexo pode ser visualizado , também , todos os lançamentos de dados no software
COMGAS
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Solução para GLP

Para instalação do gas GLP , devido a elevada potência necessária , adotaremos uma das tipologias
aprovadas pela ABNT , ou seja :

a- Uma central de gas GLP , a ser definida após os cálculos

b- Na saída desta central um regulador de 1º estágio para reduzir a pressão para 150 kPa . Pressão com a
qual executaremos uma coluna subindo o edifício pelo seu prisma , para abastecer os reguladores de
2º estágio localizados nos pavimentos.

c- Em cada pavimento haverá uma central de redução de pressão , através de reguladores de 2º estágio.
Estes reguladores de 2º estágio reduzem as pressões de 150 kPa para 2,74 kPa

d- Com as pressões de 2,74 kPa , derivaremos aos apartamentos , distribuindo gás GLP para os pontos
de consumo com pressão mínima de 2,60 kPa .

Observações
1- A maior pressão permitida pela ABNT ,internamente aos apartamentos é 7,5 kPa , logo 2,74 kPa
que estamos adotando é adequada .

2- Os reguladores que rebaixam as pressões de 150 kPa para 2,74 kPa costumam ser adotados para
vazões de gás GLP pequenas (até 4 kg/h ou 2 m3/h ) , conforme informações gerais na pg.
Neste edifício a vazão para cada apartamento será obtida por :

Q = 28390 kcal/h / 12000 kcal/kg logo Q = 2,37 kg/h

3- Para o dimensionamento da rede primária ( 150 kPa ) , como estaremos alimentando reguladores de
pressão e não pontos de consumo a perda de pressão poderá ser de 30% , logo 45 kPa .
Vamos limitar esta perda a 15 kPa , garantindo uma pressão na entrada dos reguladores de 2º estágio
de 135 kPa .

4- A rede secundária será dimensionada de forma totalmente independente da rede primária .


A pressão inicial da rede secundária será 2,74 kPa , independente da pressão final da rede primária .
E , as pressões nos pontos de consumo deverão ser de no mínimo 2,60 kPa , logo a perda de pressão
máxima deverá ser de 0,14 kPa .

5- A rede primária será dimensionada na planilha correspondente : de 7,5 kPa até 150 kPa .

6- A rede secundária será dimensionada na planilha até 7,5 kPa .

7- O desenho referente a este projeto é o mesmo já formulado anteriormente ( Pg 48 ) substituindo os


medidores para os apartamentos por reguladores de pressão (de 2º estágio) e substituindo o abrigo do
regulador por uma central de botijões de gás com regulador primário . Os botijões poderão ser do
tipo transportáveis ou estacionários , conforme o dimensionamento .
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CENTRAL DE GÁS GLP

Potência adotada : 218.489 kcal / h

Calor específico do GLP : 12.000 kcal / Kg

Vazão de GLP necessária : 218489 / 12000 = 18.2 Kg / h

Consultando a tabela de vaporizações por cilindro vem :

Com cilindros TRANSPORTÁVEIS uma opção será adotar 9 cilindros P-90 (90 kg )
ativos e 9 iguais de reserva . Cada cilindro vaporiza 2 kg/h

Com cilindros ESTACIONÁRIOS uma opção será usar 2 botijões P-800 ( 800 kg )
ativos . Cada cilindro vaporiza 9 kg/h .
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