Monitorização
Profa. Sheilla Moreira
@sheillamoreira
[Link]@[Link]
Monitorização
Hemodinâmica
Conjunto de ações invasivas ou não invasivas, que
possibilita a avaliação do paciente em estado crítico. Ela
fornece parâmetros para acompanhamento da evolução
diária dos pacientes e tomadas de decisão quanto as
condutas terapêuticas.
A monitorização de dados vitais é uma das mais
importantes e essenciais ferramentas no tratamento de
pacientes críticos. Hoje em dia, na prática clínica, é
possível obter e analisar uma grande variedade de sinais
fisiológicos por meio de diferentes técnicas, tanto
invasivas e não-invasivas.
Monitorização Não Invasiva
MONITORIZAÇÃO NÃO INVASIVA - Sinais Vitais
Pressão Arterial Não Invasiva (PNI);
Frequência Cardíaca (FC);
Frequência Respiratória (FR);
Temperatura corporal (T);
Oximetria de Pulso (SPO2)
MONITORIZAÇÃO NÃO INVASIVA - Específica
O objetivo principal:
Reduzir as COMPLICAÇÕES associadas Capnografia (CO2);
às técnicas de monitorização invasiva. Eletrocardiografia (ECG);
Assegurar ao paciente uma monitorização Índice Bispectarl (BIS)
eficaz, menos invasiva, prevenindo
infecção.
Capnógrafo - Analisam e registram a
pressão parcial de CO2 durante o ciclo
respiratório por um sensor.
Sensor de BIS - Parâmetro do EEG para avaliar a
resposta do paciente aos anestésicos e sedativos.
Avaliar as possíveis ALTERAÇÕES
HEMODINÂMICAS, em tempo hábil,
permitindo o estabelecimento de uma
terapia adequada IMEDIATA.
FREQUÊNCIA CARDÍACA
A combinação dos períodos de estimulação (despolarização)
O impulso elétrico original é transmitido aos
e recuperação elétrica (repolarização) constitui o ciclo
cardíaco. Cada batimento cardíaco normal é o resultado de ventrículos por meio de um conjunto de
um impulso elétrico que se origina em uma área fibras denominado sistema de condução
especializada dentro da parede do átrio direito, denominada Quando o impulso alcança os músculos
NÓ SINOATRIAL. ventriculares, ocorre a contração.
controla a
frequência 60 a 100 bpm:
cardíaca normocárdico
<60bpm:
so cardía
as bradicárdico
co
marcap
>60bpm:
.
taquicárdico
MONITORIZAÇÃO ELETROCARDIOGRÁFICA
O registro da atividade elétrica cardíaca na
superfície do tórax é o procedimento mais
utilizado para auxiliar no diagnóstico das Para uma adequada monitorização, a pele deve ser
doenças cardíacas. preparada de forma adequada e os eletrodos devem
ser instalados nas posições corretas. Peles úmidas ou
O propósito do monitor cardíaco é captar os oleosas devem estar limpas e secas, e os pêlos devem
sinais elétricos gerados pelo coração e ser removidos para que os eletrodos tenham adesão e
reproduzi-los sob a forma de um a remoção menos dolorosa dos eletrodos.
eletrocardiograma contínuo. A análise dos
formatos das ondas eletrocardiográficas permite
IDENTIFICAR qualquer distúrbio na frequência,
no ritmo ou na condução cardíaca.
O enfermeiro tem papel importante na avaliação clínica
do paciente e na configuração dos parâmetros do monitor,
com ênfase para o estabelecimento de limites de alarme
que devem ser avaliados e valorizados.
MONITORIZAÇÃO ELETROCARDIOGRÁFICA
PADRÃO AHA: De acordo com a Associação
Americana do Coração, as cores são: branco,
preto, marrom, verde e vermelho.
PADRÃO IEC: De acordo com a Comissão
Eletrotécnica Internacional as cores padronizadas
são: vermelho, amarelo, preto, verde e o eletrodo
precordial é branco.
Essa Monitorização utilizando 5 eletrodos podemos visualizar
no monitor I, II, III, aVR, aVL e aVF.
Geralmente é colocado em V1 para monitorar arritmias
supraventriculares e em V5 para monitoramento nos casos de
síndrome coronarianas agudas.
PRESSÃO ARTERIAL NÃO INVASIVA
A pressão arterial (PA), produto do débito cardíaco e da
resistência dos vasos periféricos, é fundamental da dinâmica
sanguínea.
É um dos parâmetros de avaliação do sistema cardiovascular
A pressão arterial sistólica
mais IMPORTANTES, razão pela qual a sua mensuração é uma corresponde à pressão ao final da
das práticas mais comuns na avaliação clínica. sístole, enquanto a diástole
A pressão sistêmica média é corresponde ao relaxamento do
influenciada pelo volume ventrículo.
intravascular e pela capacitância
vascular, a qual, por sua vez, é uma
função do tônus vascular. Por esse
motivo, a pressão sistêmica média
aumenta em condições de
PAM = (Pressão Sistólica + 2 Pressão Diastólica)
hipervolemia e insuficiência
cardíaca congestiva e diminui 3
durante uma vasodilatação
abrupta, septicemia, hemorragia e
diurese.
FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA
A frequência respiratória é adquirida pelos movimentos
de inspiração e expiração, correspondentes ao processo
12 a 20 irpm:
metabólico de troca dos gases com o meio ambiente.
eupnéico
<12 irpm:
A profundidade é determinada pela observação dos bradpnéia
movimentos torácicos. Pode ser superficial, normal ou
profunda. O ritmo e a característica da respiração são
>20 irpm:
observados por meio dos movimentos do tórax e da taquipnéia
ausculta pulmonar.
OXIMETRIA DE PULSO
A introdução da oximetria de pulso, no campo da
monitorização respiratória, tem proporcionado um Reflete a quantidade de
método seguro e simples para avaliar a oxigenação do hemoglobina ligada ao oxigênio.
paciente e otimizar os cuidados prestados, minimizando
o potencial de episódios de hipóxia.
Valores normais da
Fatores que interferem: luz do SpO2: 96 a 100%
ambiente, posicionamento e
localização do sensor (dedo da
mão e do pé e lóbulo da orelha)
e movimentação do paciente.
Além de baixa perfusão
periférica, calafrios, inquietação
no leito, esmalte de unha e A realização de rodízio do posicionamento do oxímetro
edema também podem de pulso é um cuidado de enfermagem que evita lesões
interferir na leitura da de pele causadas por pressão ou excesso de contato
oximetria. com a pele.
TEMPERATURA CORPORAL
A temperatura corporal de um indivíduo pode sofrer
variações durante as 24 horas do dia, em razão de diversos
fatores, como alterações emocionais, temperatura
ambiente, atividade física, roupas inadequadas, processos
patológicos e ritmo circadiano.
36,2 e 37oC: Afebril
37,5oC: Estado Febril;
> 38oC: Febre.
CAPNOGRAFIA
Método utilizado para monitorar a função respiratória dos pacientes. É
uma técnica não invasiva e contínua da pressão parcial de CO2 –
dióxido de carbono expirado (ETCO2 ) ao longo do tempo e exibe no
monitor multiparamétrico uma forma de onda referente ao CO2.
Fase 1 - final de uma respiração;
Fase 2 - primeiros momentos da expiração -
representa o primeiro gás que está sendo trocado
nos alvéolos;
Fase 3 - planalto alveolar - representa a quantidade
de CO2 em todos os alvéolos;
Fase 0 - representa a inspiração
O valor exibido no monitor é igual ao
CO2 expirado medido no final da Fase 3
ÍNDICE BISPECTRAL
Parâmetro que realiza a monitorização cerebral e faz uma avaliação
direta dos efeitos de uma anestesia no paciente, indicando seu nível de
consciência. A leitura é feita analisando as atividades cerebrais no
córtex frontal, por um sinal de EEG.
Monitorização Invasiva
O enfermeiro da UTI tem uma participação fundamental no
processo de monitorização hemodinâmica invasiva, sendo
responsável por escolher o cateter e local de punção em
conjunto com o médico, preparar os materiais e o paciente
para o procedimento, auxiliar na passagem do cateter,
realizar todos os cuidados de sua manutenção, realizar,
registrar e interpretar as medidas hemodinâmicas.
MONITORIZAÇÃO INVASIVA - Tipos
A monitorização hemodinâmica invasiva é um recurso
Pressão Arterial Invasiva (PAI / PAM);
tecnológico que auxilia no diagnóstico, direcionando o
Pressão Venosa Central (PVC);
tratamento do paciente crítico.
Cateter de Artéria Pulmonar (CAP)
Porém, exige do profissional que realiza e utiliza na prática
clínica o conhecimento técnico científico para a
interpretação dos dados obtidos e sua utilização adequada
no diagnóstico e tratamento do paciente.
CATETER DE ARTÉRIA PULMONAR
A utilização do cateter de artéria pulmonar (CAP) Por conta da sua indiferença em desfechos de
ou cateter de Swan-Ganz é uma das formas mais mortalidade ou mesmo o tempo de internamento
antigas de monitorização hemodinâmica invasiva do paciente, tem sido uma ferramenta cada vez
no paciente crítico da UTI. menos utilizada.
Tem a finalidade de mensurar a pressão dentro do
coração e dos vasos sanguíneos pulmonares.
Ele é inserido por veias centrais em
direção à artéria pulmonar. Os grandes
vasos de escolha podem ser escolhidos
dentre os do pescoço ou virilha e, por
meio deles, o cateter é conduzido até o
lado direito do coração e posicionado na
artéria pulmonar
CATETER DE ARTÉRIA PULMONAR
INDICAÇÕES CATETER DE ARTÉRIA PULMONAR
Insuficiência cardíaca aguda ocasionada pelo infarto agudo do miocárdio (IAM)
Insuficiência cardíaca congestiva refratária
Hipertensão pulmonar
Choque circulatório ou instabilidade hemodinâmica
Tromboembolismo pulmonar
Situações circulatórias complexas (ex.: reposição volêmica)
Síndrome do desconforto respiratório agudo
Sepse e síndrome da resposta inflamatória sistêmica
Intoxicação por drogas – overdose
Insuficiência renal aguda
Pancreatite necro-hemorrágica
Pacientes de alto risco intra e pós-operatório
Cirurgias de grande porte (ex.: cardiológicas, ortopédicas, vasculares)
Pacientes obstétricas de alto risco: cardiopatas e doença hipertensiva específica da gestação (pré-eclâmpsia)
Queimado grave
Politraumatismo
Processos dialíticos com complicações
Choques de qualquer natureza
CONTRA - INDICAÇÕES CATETER DE ARTÉRIA
PULMONAR
Comprometimento neurológico extenso sem prognóstico
Neoplasias disseminadas
Sensibilidade reconhecida à heparina
Sepse recorrente ou estados de hipercoagulabilidade – formação de trombos
Alterações do ritmo cardíaco;
Falta de conhecimento, habilidade e preparo da equipe médica
COMPLICAÇÕES CATETER DE ARTÉRIA
PULMONAR
Relacionadas à técnica – punção:
Punção inadvertida de artéria
Pneumotórax
Arritmias
Lesão do plexo braquial
Lesão transitória do nervo frênico
Embolia gasosa
Relacionadas à técnica – passagem:
Arritmias
Enovelamento
Danos aos sistemas valvares
Perfuração da artéria pulmonar
Relacionadas à permanência do cateter:
Infarto pulmonar
Trombose venosa
Endocardite
Recomendações Para EVITAR Possíveis Complicações
O cateter deverá ser removido entre 72 e 96 horas, para reduzir as chances de infecção
Manter a permeabilidade do cateter através do fluxo contínuo de solução heparinizada, mantendo a bolsa
pressurizada com 300mmHg
As conexões dever estar ajustadas, prevenindo retorno sanguíneo pela extensão
Certificar-se do funcionamento adequado do sistema para lavagem do cateter
Monitorar frequentemente as extensões e conexões para verificar e eliminar presença de bolhas de ar
Trocar solução de heparina a cada 24 horas
Manter o paciente imóvel, se necessário usar sedação ou restrição
Toda manipulação do cateter dever ser com técnica estéril
Examinar cuidadosamente a radiografia de tórax após o procedimento, observando a presença de
pneumotórax e a posição do cateter
Insuflar o balão gradualmente – parar de insuflar se não houver resistência
Não reutilizar cateteres indicados pelo fabricante como uso único
Paciente deve estar monitorado durante a inserção e manutenção do cateter a fim de detectar a ocorrência
de arritmias
Não utilizar líquidos para insuflação do balão. Eles podem dificultar ou impedir a desinsuflação
Manipulação excessiva do cateter deve ser evitada
Nunca retirar o cateter com o balão insuflado
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM CAP
Informar o paciente e família sobre o procedimento;
Preparar o material necessário
Posicionar o paciente e preparar o local de inserção do cateter
Auxiliar a equipe médica na passagem
Acompanhar o trajeto do cateter – fluoroscopia, radiografia de tórax e monitorização
Posicionar e calibrar o transdutor – para leituras corretas
Fazer curativo no local de inserção – diariamente
Identificar no monitor as curvas de pressão e seus valores normais
Registrar todos os valores das curvas
Fazer uma medida de pressão a cada 12 horas
Antes das medições lavar o cateter com soro heparinizado através do sistema de flushing, nivelar e calibrar o transdutor
Manter soro heparinizado em perfusão contínua da via distal e proximal
Não irrigar o cateter quando em posição de cunha
Utilizar técnica asséptica ao manipular o sistema e o cateter
A seringa de insuflação deve estar sempre ligada a via entrada para o balão
Trocar sistemas, conexões e soluções de acordo com protocolos definido no serviço
Atentar para as queixas do paciente
Para a retirada, preparar o material necessário e informar o paciente
Posicionar o paciente em decúbito dorsal horizontal
Retirar cateter (com o balão desinsuflado) e fazer compressão adequada
Fazer curativo no local
PRESSÃO ARTERIAL INVASIVA (PAI / PAM)
A Pressão Arterial Invasiva (PAI) faz parte da
monitorização hemodinâmica em pacientes
críticos, sobretudo na presença de colapso
circulatório, instalado ou previsto, que exija
monitorização contínua.
A monitorização da PAI é realizada por
meio da canulação/punção ou dissecção
de uma artéria (radial, femoral ou pediosa)
Sempre que possível dar preferência para o lado corporal
que é conectada a um sistema de não dominante e realizar o teste de Allen com o objetivo
transdutor de pressão. Sem dúvida, a de avaliar a presença de circulação colateral adequada
artéria de primeira escolha é a artéria para a mão pela artéria ulnar. Caso não seja possível, a
radial. segunda opção é a femoral e só então a pediosa.
PRESSÃO ARTERIAL INVASIVA (PAI)
O TESTE DE ALLEN, é realizado para verificar a
patência das artérias radial e ulnar. É muito
importante avaliar a mão antes de procedimentos Comprime-se as artérias radial e ulnar no nível
como gasometria arterial ou punção arterial devido do punho com as duas mãos e solicita-se ao
ao risco de isquemia com esses procedimentos. paciente abrir e fechar a mão. Solta-se uma das
artérias e avalia-se a coloração. Em seguida,
repetimos o procedimento liberando a outra
artéria.
O teste é positivo quando o enchimento de
uma das artérias é lento. Por exemplo: o tempo
de enchimento capilar da mão pela artéria
ulnar deve ser de 5 a 7 segundo. Tempo maior
que 7 a 15 segundos para o retorno significa
enchimento capilar ulnar inadequado, portanto
a artéria radial não deve ser cateterizada.
INDICAÇÕES PRESSÃO ARTERIAL INVASIVA
Choque;
Cirurgia cardiopulmonar;
Grandes cirurgias vasculares, torácicas, abdominais ou neurológicas;
Instabilidade hemodinâmica;
Uso de monitorização da pressão intracraniana;
Emergência hipertensiva associada à dissecção de aorta ou AVC;
Necessidade de gasometria arterial mais que três vezes ao dia;
Controle rigoroso da pressão arterial para conduta clinica.
Pacientes graves com infusão contínua de drogas vasoativas, vasodilatadores, vasopressores ou inotrópicos
Parada cardíaca
Trauma neurológico ou politrauma
Insuficiência respiratória grave
Procedimentos cirúrgicos de grande porte
Uso de balão intra-aórtico
CONTRA - INDICAÇÕES PRESSÃO ARTERIAL
INVASIVA
Doença vascular periférica
A cateterização arterial permite:
Doenças hemorrágicas Monitorização contínua direta da pressão arterial;
Uso de anticoagulantes e trombolíticos Retirada frequente de sangue para exames e
Áreas infectadas; medição de gases sanguíneos arteriais, evitando-
Queimaduras nos locais de punção se desconforto e lesão arterial provocados por
punções frequentes;
Posição de um local para remoção rápida do
volume sanguíneo, em situações de sobrecarga
volêmica;
Mensuração acurada, frequente e contínua da
pressão arterial nos pacientes que utilizam drogas
vasoativas potentes (nitroprussiato de sódio,
adrenalina, dopamina, etc).
PRESSÃO ARTERIAL INVASIVA (PAI)
Punção arterial ou dissecção
Introdução do cateter
Conexão a um sistema de medição eletrônico
Manutenção do sistema desobstruído e calibrado
Registro contínuo e avaliação de tendências
Conexão ao transdutor eletrônico
A conexão ao transdutor é feita por interposição de cateter de
polietileno rígido esterilizado, não menor que 30cm nem maior que
120cm de comprimento.
Todo o sistema deve ser preenchido com solução salina fisiológica
estéril, preferencialmente com heparina na proporção de 1ml e
mantido em sistema pressurizado. (A solução glicosada a 5% não deve
ser utilizada devido a sua maior viscosidade, o que pode causar
alteração no resultado).
Qualquer bolha de ar deve ser retirada do sistema para evitar que
os resultados não sejam subestimados
Manter a bolsa pressurizadora em 300 mmHg
O sistema deve ser zerado antes do início das medidas.
COMPLICAÇÕES PRESSÃO ARTERIAL INVASIVA
Insuficiência vascular
Vasoespasmo
Redução da perfusão capilar
Oclusão arterial
Hemorragia
Hematoma local
Infecção do sítio do cateter
Trombose
Injeção acidental de drogas por via arterial
Isquemia e necrose
Embolização arterial e sistêmica
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM PAI
Na inserção do cateter:
Lave as mãos
Prepare o material para o procedimento
Prepare o sistema conectando o transdutor de pressão ao frasco de da solução salina 0,9% de 500ml com
heparina na bolsa de pressurização, exercer pressão de 300 mmHg e conectar a saída do transdutor ao
cabo de pressão ligado ao monitor
Retire o ar do sistema
Após a obtenção do acesso arterial, conecte o sistema de monitoração ao cateter
Zere o sistema (linha axilar média – 4º. espaço intercostal) e ative os alarmes
Após a fixação do cateter, realize curativo oclusivo COMPRESSIVO
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM PAI
Na manutenção do cateter
Mantenha o membro aquecido e em posição funcional
Monitore as extremidades do membro cateterizado (temperatura, presença de edema, coloração,
perfusão capilar e sensibilidade) a cada 4 horas
Monitore a presença de sangramento, principalmente em pacientes portadores de coagulopatia
Inspecione o sítio de inserção do cateter – hiperemia e presença de secreção – infecção pode
estar associada ao tempo de permanência do cateter (mais do que 72 horas) ou à falta de assepsia
Mantenha a permeabilidade do cateter – mantenha a bolsa pressurizadora com pressão de 300
mmHg para evitar retorno de sangue e obstrução do cateter
Mantenha as conexões seguras e fixadas adequadamente para prevenir desconexão acidental e
hemorragia
Utilize técnica asséptica para a manipulação do sistema
Mantenha a permanência do cateter somente durante o tempo necessário para o controle
hemodinâmico, pois o risco de trombose aumenta com o tempo de permanência
Troque o sistema de pressão invasiva a cada 96 horas, evitando contaminação
Troque a solução salina com heparina a cada 24 horas, para assegurar o efeito da droga
RESOLUÇÃO COFEN 390/2011
Normatiza a execução, pelo enfermeiro, da punção arterial tanto para fins de gasometria
como para monitorização de pressão arterial invasiva.
Art. 1º No âmbito da equipe de Enfermagem, a punção arterial tanto para fins de
gasometria como para monitorização da pressão arterial invasiva é um procedimento
privativo do Enfermeiro, observadas as disposições legais da profissão.
Parágrafo único: O Enfermeiro deverá estar dotado dos conhecimentos, competências e
habilidades que garantam rigor técnico-científico ao procedimento, atentando para a
capacitação contínua necessária à sua realização.
PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC)
A Pressão Venosa Central (PVC) é determinada
pela interação entre volume intravascular, função
do ventrículo direito, tônus vasomotor e pressão
intratorácica.
Portanto, ela fornece informações sobre três
parâmetros: volume sanguíneo, eficácia do
coração como bomba e tônus vascular.
É utilizada para ressuscitação volêmica...
A PVC é influenciada por vários fatores
(ventilação mecânica, pressão abdominal,
erros na mensuração, pressão arterial,
frequência cardíaca e débito cardíaco). .
Dessa forma, é afetada pela pressão
abdominal, pericárdica e torácica.
PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC)
O acesso é obtido por meio de um cateter
intravenoso, posicionado dentro da veia
cava superior, próximo ao átrio direito.
Podem ser utilizados cateteres venosos
centrais (procedimento realizado por
profissional médico) ou cateteres centrais de
inserção periférica – (PICC) – dispositivo de
acesso vascular inserido perifericamente,
tendo a ponta localizada em nível central, na
altura do terço distal da veia cava O cateter pode ser conectado diretamente a
(procedimento realizado por enfermeiros uma coluna de água (mensuração manual –
habilitados). dados expressos em cmH2O) ou a um
transdutor eletrônico de pressão
(mensuração eletrônica – dados expressos
em mmHg).
CUIDADOS PARA OBTENÇÃO EXATA DA MEDIDA
DA PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC)
Certifique-se que o paciente está em decúbito dorsal horizontal –
retire travesseiros e desça a elevação da cama – e com os braços ao
longo do corpo (posição anatômica)
Obtenha o eixo flebostático – o ponto zero do manômetro ao nível do
quarto espaço intercostal, que corresponde a linha axilar média (LAM).
Faça todas as leituras com o paciente colocado na mesma posição e o
ponto zero calculado da mesma maneira
Mantenha o sistema permeável – na mensuração, a coluna líquida
corre livremente e é possível ver uma leve flutuação. Essa flutuação
segue o padrão respiratório do paciente: cairá na inspiração e se
elevará na expiração, devido a alterações na pressão intrapulmonar.
Quando o paciente está em uso de respirador será observada uma
leitura falsamente elevada
PRESSÃO VENOSA
CENTRAL (PVC)
HIPERVOLEMIA
HIPOVOLEMIA
Insuficiência cardíaca congestiva- o coração
não pode tratar eficazmente o retorno venoso
Tamponamento cardíaco Estado hipovolêmico – perda de sangue
Estado de vasoconstrição – uso de agentes ou líquidos
vasopressores Vasodilatação induzida por medicamentos
Estado de volume sanguíneo aumentado –
hiper-hidratação
CUIDADOS NA PRESSÃO VENOSA CENTRAL (PVC)
Presença de coágulos que diminuem a luz ou que provocam sua
obstrução completa
Acotovelamento do cateter que pode impedir, parcial ou totalmente, a
passagem de líquido
Aderência da extremidade interna do cateter à parede do vaso
Localização incorreta da extremidade interna do cateter: antes da última
válvula do sistema venoso central, ou o cateter pode ter-se desviado para
a veia periférica ou jugular
Posição incorreta do paciente (incluído o estado da cama, posição
anatômica do corpo, travesseiros, membros não estendidos, o
nivelamento da linha axilar média e o ponto zero da coluna d’água – zero
Os problemas mais comuns na
hidrostático). Este é o ERRO MAIS FREQUENTE que leva a leituras e
verificação da PVC estão no
resultados falsos NIVELAMENTO, CALIBRAÇÃO,
Preenchimento incompleto do cateter com líquido medidas falsas e ALTERAÇÕES DE
ONDAS nos casos de mensuração
Comprimento inadequado do circuito eletrônica.
INDICAÇÕES PRESSÃO VENOSA CENTRAL
Choque
Lesão pulmonar ou Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo
Insuficiência renal aguda
Sepse grave
Traumas extensos
Paciente com alto risco cirúrgico
Cirurgia de grande porte
Procedimentos com grandes alterações volêmicas
Risco de embolia aérea
CONTRA - INDICAÇÕES PRESSÃO VENOSA
CENTRAL
Contraindicações absolutas:
Obstrução de veia cava superior
Trombose venosa profunda em membros superiores
Infecção
Queimadura
Limitação ou lesão no local de acesso
Síndrome da veia cava superior (obstrução ao fluxo sanguíneo na veia cava superior)
Alterações anatômicas
Contraindicações relativas:
Alterações da coagulação
Trombose venosa profunda em membros superiores
Implante recente de marca-passo (4 a 6 semanas.)
Pneumotórax
Trauma cervical
COMPLICAÇÕES PRESSÃO VENOSA CENTRAL
Infecção – dentro ou ao redor do cateter
Trombose – fibrina na extremidade do cateter ou trombo desenvolvido. O paciente pode apresentar
edema próximo ao cateter, graus variáveis de dor no pescoço e distensão da veia jugular
Embolia aérea – penetração de ar no sistema e seu trajeto para o ventrículo direito através da veia
cava. Os pacientes podem apresentar confusão, lipotímia, ansiedade e diminuição do débito cardíaco
devido à espuma que se forma dentro do ventrículo a cada contração cardíaca
Deslocamento do acesso – saída acidental ou posicionamento inadequado
Relativas à introdução do cateter – arritmias, hemotórax, pneumotórax, hidrotórax, lesão vascular:
carótida, subclávia, lesões de nervos/ducto torácico, dissecção e formação de êmbolos, perfuração
cardíaca: hemorragia, tamponamento
Muito Obrigada!
Fazer o que ninguém mais fará, de uma forma
que ninguém mais pode fazer, apesar de tudo
que passamos, isso é ser Enfermagem.
Rawsi Williams