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Relatório Final

Enviado por

leodorandon
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
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Tópicos abordados

  • Práticas inovadoras,
  • Métodos de ensino,
  • Aula lúdica,
  • Teoria e prática,
  • Construção de saberes,
  • Diálogo pedagógico,
  • Abordagem interdisciplinar,
  • Relação professor-aluno,
  • Curiosidade do aluno,
  • Revolução Americana
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  • Métodos de ensino,
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  • Abordagem interdisciplinar,
  • Relação professor-aluno,
  • Curiosidade do aluno,
  • Revolução Americana

Relatório Final - Estágio Obrigatório em História

Porto Alegre

2024
Leonardo de Martini da Costa

Relatório Final - Estágio Obrigatório em História

Relatório apresentado no curso de


graduação da Pontifícia Universidade
Católica do Rio Grande do Sul, na
disciplina de Estágio em História,
ministrada pela professora Eliana Avila
Silveira.

Porto Alegre

2024
Estrutura do Estágio

1. Registro das Observações

2. Práticas

3. Projetos e Planos de Aula

4. Micro aula

5. Fundamentação Didático Pedagógica


Registro das Observações
Práticas

As práticas foram realizadas com base em atividades e explicações orais sobre os


conteúdos abordados durante a aula, com os alunos recebendo um texto de apoio e questões
para serem realizadas após a leitura. Foi aconselhado pela professora Roselaine, que fosse
realizada a leitura do texto junto a turma, a fim de realizar uma leitura conjunta e que todos
participem do entendimento do conteúdo.

Durante as aulas práticas, foi perceptível que as observações realizadas anteriormente,


auxiliaram muito na realização das práticas, pois foi possível cria uma base de como ministrar
as aulas baseado na realidade em que os alunos estavam inseridos, principalmente por se
tratar de alunos do EJA. A maioria dos alunos trabalhavam durante o dia e tarde e apenas
estudavam no período noturno, tendo também alunos com filhos pequenos e pessoas da
terceira idade que voltaram para terminar os estudos.

Na primeira semana de práticas, ocorreu uma mudança drástica do modo de ensino


que os alunos estavam acostumados, com questionamentos e inserção dos alunos ao
conteúdo através da curiosidade e do interesse deles aos diversos temas abordados. Em uma
das turmas houve o estudo das Grandes Navegações, com ilustrações e mapas servindo como
auxilio para os alunos localizarem os continentes e entenderem a visão europeia do “novo
mundo”; na outra turma houve o estudo da Revolução Francesa e Americana, com foco na
compreensão do absolutismo, ordem social estática e o surgimento das ideias iluministas.

A partir da segunda semana, comecei a possuir mais intimidade com as turmas e os


alunos, com muitos já sabendo meu nome e eu sabendo os deles, facilitando no momento de
explicação ou sanar alguma das dúvidas que os alunos traziam para mim. Também foi preciso
mudar a forma de explicar os conteúdos em uma das turmas, pois alguns alunos precisavam de
explicações mais lúdicas para entender alguns conceitos. Por fim, as aulas progrediram de
forma natural, com questões sendo realizadas ao final da aula e entregues na aula seguinte,
também foi aconselhado pela professora a pedir aos alunos para realizarem pesquisas sobre
alguns temas específicos em casa ou durante a aula, para criar autonomia dos estudantes na
realização de pesquisas sobre os conteúdos e auxilio nas atividades avaliativas.

Projetos e planos de aula

Planos de Aula - PlanoDeAula

Atividades - Estágio
Fundamentação teórico-pedagógico

As aulas teóricas através dos textos de fundamentação teórico-pedagógico foram de


extrema importância no âmbito da didática da autonomia, pois através destes saberes foi
possível realizar a prática docente de forma humana e ética com os alunos, principalmente em
um período de calamidade pública que os estudantes foram inseridos.

“É preciso insistir: este saber necessário ao professor – que


ensinar não é transferir conhecimento – não apenas precisa de
ser apreendido por ele e pelos educandos nas suas razões de
ser – ontológica, política, ética, epistemológica, pedagógica,
mas também precisa de ser constantemente testemunhado,
vivido.” (FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia Cap 2.)

Segundo Paulo Freire, a pratica do ensinar não a transmissão de conhecimento e


saberes, mas sim a construção conjunta do conhecimento entre docente e aluno, seja através
de questionamentos, curiosidades e principalmente o diálogo e convívio entre ambas as partes
em sala de aula. Este fundamento pedagógico se encontra para mim como o centro das
minhas docências, pois uma aula sem a participação ativa dos alunos, se torna monótona e
cansativa para os estudantes, além de lhes retirar o interesse sobre o conteúdo abordado e a
matéria de história em si.

“O professor que desrespeita a curiosidade do educando, o seu


gosto estético, a sua inquietude, a sua linguagem (...); o
professor que ironiza o aluno, que o minimiza, que manda que
“ele se ponha em seu lugar” ao mais tênue sinal de sua
rebeldia legítima, tanto quanto o professor que se exime do
cumprimento de seu dever de propor limites à liberdade do
aluno, que se furta ao dever de ensinar, de estar
respeitosamente presente à experiência formadora do
educando, transgride os princípios fundamentalmente éticos
de nossa existência.” (FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia
Cap 2.3.)

Deste modo, a prática docente deve possuir um caraté de inclusão do aluno,


principalmente baseando-se em seu contexto social em que está inserido, sendo função do
docente realizar esta intermediação entre o estudante e o conhecimento, sendo trabalhado
em conjunto e de forma autônoma por parte do aluno. A relação entre autoridade e
autonomia devem ser levadas com equilíbrio, sendo fundamental que o professor possua uma
autoridade através do respeito e da ética e do compromisso dos alunos, mas também que
possua uma pedagogia de caráter autônomo para com os estudantes, a fim de lhes possibilitar
serem os protagonistas da construção de seu própria conhecimento, e não apenas
coadjuvantes e espectadores desta construção.

Em minhas práticas utilizei muito de que Maria Regina Bustamante argumenta em sua
participação no livro “Ensino de História: Sujeitos, Saberes e Práticas”, focando principalmente
no campo das imagens, algo que considero extremamente necessário para o ensino de
história, pois é através da utilização da imagem para os alunos que facilita a compreensão dos
mesmos sobre o período histórico presente nas imagens. Além da imagem, considero que os
vídeos, os sons e músicas também se tornaram fundamentais para a criação de uma atmosfera
histórica, de forma a transportar o aluno para a realidade estudada, e não apenas observar o
período histórico distantemente.

Em especial, considero os jogos como sendo uma mídia extremamente imersiva para
os alunos criarem a percepção dos períodos históricos e se inserir digitalmente através desta
mídia, pois os jogos são uma ferramenta lúdica poderosa para o imaginário do aluno e também
da criação de curiosidade e incentivo. Atualmente os jogos possibilitam os estudantes
visitarem locais históricos distantes de suas realidades, conhecer figuras e momentos
históricos relevantes para o nosso mundo e também a compreensão do cotidiano do período
histórico em que tal jogo decide recriar.

Os documentos históricos também são uma peça fundamental para a construção de


conhecimento dos alunos e também dos professores, pois são através deles que a verdadeira
história está documentada, seja em papel ou em mídia digital. Segundo Vera Cabana Andrade:

“A partir dessas proposições teóricas, podemos


pressupor que a leitura de um recorte do passado, isto
é, o exercício de estabelecer o diálogo entre o passado
e o presente, se desenvolve em torno da
documentação e do lugar socioinstitucional de
produção do conhecimento.” (Ensino de História:
Sujeitos, Saberes e Práticas. Pag. 233)

Desta forma, os documentos históricos, junto com as mídias, são peças importantes
para a construção dos saberes históricos, utilizando os documentos como objetos históricos
para os alunos. O professor neste contexto, serve como um mediador entre o objeto histórico
e o estudante, como por exemplo a leitura de um documento durante o período colonial
brasileiro, visto que existem diferenças linguísticas e de contexto histórico e torna-se função
do professor minimizar estas complexidades para os estudantes.

Por fim, considero que estas fundamentações teórico-pedagógico são essenciais para
uma boa prática docente, além de nos inserir em diferentes formas de ensinar história e
materiais que podemos utilizar para a construção conjunto com nossos alunos.

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