Desmistificando - Ida À Lua
Desmistificando - Ida À Lua
Fábrica de Noobs
Natanael Antonioli
Junho de 2024
2
1. SUMÁRIO
1. Sumário ......................................................................................................................................... 2
3. Von Braun disse que seria necessário um foguete do tamanho do Empire State para ir à
Lua? ....................................................................................................................................................... 9
5. Von Braun disse que seria necessária uma estação espacial em anel para ir à Lua? ......... 12
12. A proposta para o Módulo Lunar tinha apenas 110 páginas? ......................................... 37
13. O fato de ninguém nunca ter visto o módulo lunar em operação é evidência da
fraude? ................................................................................................................................................ 38
17. É impossível para um ser vivo atravessar o cinturão de Van Allen? .............................. 42
23. O que os astronautas sentiram ao viajar pelo cinturão de Van Allen? Porque relatos
são contraditórios? ............................................................................................................................ 51
24. Porque os astronautas viveram com saúde perfeita após passar pelo cinturão? ........... 53
25. Porque as naves modernas não são capazes de passar pelo cinturão de Van Allen? ... 54
26. Porque usar uma sonda de 600 milhões de dólares para estudar o cinturão? ............... 55
27. Porque os filmes fotográficos não foram danificados ao passar pelo cinturão? ........... 57
28. A NASA testou em humanos ao enviá-los para o cinturão de Van Allen? ................... 58
35. A Blue Marble é falsa? Isso prova que os globos vistos nas imagens são falsos? ......... 69
36. Astronautas foram pegos forjando uma visão da Terra em alta órbita? ........................ 72
45. Porque os pés do módulo lunar não afundaram, e o dos astronautas sim? .................. 88
46. Se a Lua não tem atmosfera, porque a bandeira está trêmula? ........................................ 90
53. Porque Buzz Aldrin está iluminado contra o Sol? .......................................................... 102
55. Porque algumas fotografias mostram o jipe sem trilha? ................................................ 108
58. Há uma rocha marcada com a letra “C” no solo lunar? ................................................. 117
62. Porque os dedos de Cernan não foram vistos em carne viva? ...................................... 122
64. O peso total das rochas lunares trazidas para a Terra é muito grande? ....................... 126
66. Há diferenças entre as rochas coletadas pela Apollo e pela China? ............................. 130
67. Uma rocha lunar acabou por ser um pedaço de madeira fossilizado? ......................... 131
5
68. Von Braun foi para a Antártica coletar rochas lunares falsas? ...................................... 133
69. Porque vemos a Lua em várias cores na Terra, mas sempre cinza e marrom nas
fotografias?....................................................................................................................................... 134
72. Perguntas e respostas eram mais rápidas que a velocidade da luz? .............................. 140
73. Uma mulher viu uma garrafa de Cola-Cola na transmissão? ......................................... 142
75. Porque o LRO mostra os aparatos do programa Apollo em tão baixa qualidade, ou
não mostra? ...................................................................................................................................... 144
76. Os espelhos posicionados na Lua são apenas trechos da superfície lunar que refletem
laser? 152
78. Porque não usamos nossos telescópios para observar os locais de pouso? ................ 158
79. Porque a voz dos astronautas parece calma durante a missão?..................................... 159
80. Porque os locais foram determinados como zonas de voo proibidas? ........................ 160
81. Porque os astronautas pareciam depressivos na entrevista após a Apollo 11? ........... 162
85. Porque os astronautas não juraram na Bíblia que foram à Lua? ................................... 168
86. Porque os astronautas se irritam ao serem questionados sobre irem à Lua? .............. 169
87. Porque James Webb renunciou pouco antes das missões Apollo se concretizarem? 170
88. Bill Clinton disse que o homem nunca foi à Lua na sua autobiografia? ...................... 171
90. Mike Pence disse que jamais fomos à Lua? ..................................................................... 173
91. O túmulo de Von Braun diz que jamais fomos à Lua? .................................................. 174
92. É estranho que os astronautas formem um grupo extremamente seleto? ................... 175
93. A maioria dos astronautas que foram à Lua são maçons? ............................................. 176
102. Porque há uma foto de Kubrick ao lado do pessoal da NASA? ................................... 196
103. Kubrick admitiu ter forjado a ida do homem à Lua? ..................................................... 197
105. Filmes que citam a farsa da ida à Lua são denúncias? .................................................... 205
106. O filme de 1929, A Mulher na Lua, previu a tecnologia espacial? ................................. 207
107. Quantas pessoas são necessárias para a farsa ocorrer? ................................................... 208
2. IDENTIFICAÇÃO DA HISTÓRIA
Mais de 50 anos após o primeiro pouso na Lua, pessoas afirmam que as missões
Apollo foram forjadas em um estúdio e apontam diversas inconsistências nas provas
fornecidas.
Partiremos da premissa que voos em baixa órbita da Terra são possíveis e ocorreram.
Essa premissa é negada por terraplanistas e por pessoas que alegam que o espaço como um
todo é inacessível, mas é aceita por muitos negacionistas do pouso na Lua.
Alguns tópicos serão abordados no futuro, mas são irrelevantes para esse vídeo. São
eles:
Isso, porém, não ocorreu dessa forma. A proposta de Von Braun era para um
foguete que nos levasse diretamente à Lua, e claramente não foi concretizada porque
seria inviável.
No final, Von Braun dirigiu a construção do foguete Saturn V que não nos levou
diretamente à Lua, mas usou a gravidade da Terra para impulsionar o conjunto em
direção à Lua. Assim, Von Braun jamais disse que a viagem à Lua requereria um foguete
dessas proporções, apenas que a viajem direta – algo que não foi feito – o requereria.
DESCONTINUADO?
Porém, ao passo que o Ônibus Espacial é mais caro e menos poderoso, cada parte
do Saturno V era descartada após uma missão, e devia ser reconstruída em uma
missão posterior ([Link]
[Link]).
Mais uma vez, a informação passada no vídeo é incorreta. Von Braun não disse que
tal espação seria necessária, mas apenas a propôs em uma série de artigos intitulada
Man Will Conquer Space Soon!.
Ao invés de ser um passo necessário para ir à Lua, essa estação visava construir
um ambiente para abrigar uma grande tripulação em órbita da Terra, fornecer gravidade
artificial através da rotação, e servir de ponto base para a exploração do espaço.
Von Braun tanto não via essa estação como necessidade que propôs o foguete do
tamanho do Empire State para uma ida direta, e dirigiu o Saturn V para uma ida
impulsionada.
13
O foguete Saturno V tinha três estágios e levava, em sua ponta, a espaçonave Apollo.
Nessa seção, conheceremos como essa espaçonave funcionava.
Haviam quatro registradores centrais (usados para armazenar valores em acesso mais
rápido) e outros registradores internos. Como computador, ele trabalhava com um conjunto
de instruções, sendo elas:
Para entendermos a história, precisamos começar com uma missão denominada AS-
201, também chamada de Apollo 1-A. Ela ocorreu em fevereiro de 1966 e foi um voo não
tripulado suborbital do Saturn 1B com os módulos de comando e serviço, útil para testar os
sistemas de propulsão e controle.
A próxima missão, AS-202, foi o segundo voo não tripulando suborbital do Saturn
1B, incluindo controle da espaçonave, sistema de navegação e células de combustível. Ela
ocorreu em agosto de 1966.
20
O sucesso dessas duas missões fez a NASA considerar seguro um voo tripulado.
Temos, então a temos a AS-204. Porém, durante um ensaio em 21 de fevereiro de 1967, um
incêndio de origem elétrica atingiu o módulo de comando, e matou todos os três astronautas
presentes. Os esforços de resgate falharam porque a porta interna da cabine não podia ser
aberta devido ao gradiente de pressão. Como o foguete não estava com combustível, a
preparação para emergências não era tão rigorosa quanto deveria ser. A missão foi,
postumamente, batizada de Apollo 1.
Temos, então, a Apollo 9, que testou em março de 1969 e em baixa órbita terrestre, o
funcionamento da espaçonave Apollo completa (com módulos de comando, serviço, e lunar)
realizando operações de desacoplamento, voo independente, reencontro e acoplamento.
Finalmente, em julho de 1969, o pouso na Lua foi realizado com a missão Apollo 11.
Nessa missão os astronautas seguiram os processos detalhados na seção anterior. Armstrong
desceu na superfície lunar, pronunciou a frase “esse é um pequeno passo para [o] homem,
mas um enorme passo para a humanidade” e explorou a superfície. Amostras de solo foram
coletadas, os astronautas se moveram e pularam na superfície lunar, a bandeira foi colocada,
uma conversa com Nixon foi feita, instrumentos científicos foram colocados e uma placa foi
colocada.
26
A Apollo 13, em abril de 1970. deveria pousar na Lua, mas uma explosão em um
tanque de oxigênio no módulo de serviço fez com que a missão fosse abortada e voltasse
para a Terra em um processo de grande tensão no qual o módulo lunar foi usado como um
bote salva vidas com recursos limitados para a reentrada.
A Apollo 14, em fevereiro de 1971, explorou terreno mais acidentado na Lua e fez
uma manobra com um taco e bolas de golfe, além de coletar amostras lunares.
Na Apollo 15, em agosto de 1971, um jipe lunar foi enviado para permitir a
exploração em maior distância, e amostras de rocha foram coletadas.
As missões Apollo 18, 19 e 20 foram canceladas por razões que entenderemos mais
adiante.
30
Os trajes espaciais eram compostos de duas camadas, uma interna e uma externa, e
diferiam a depender dos astronautas que pousariam na Lua e dos astronautas que ficaram no
módulo de comando.
A parte base era chamada de LCVG, e era uma roupa capaz de circular água para
remover calor do corpo, minimizando suor e embaçamento do capacete.
A parte interior era chamada de TSLA, e continha seis conexões de suporte à vida no
peito do astronauta. As 4 conexões inferiores passavam oxigênio, uma conexão superior
passava eletricidade, e duas conexões passavam água de maneira bidirecional para
resfriamento.
33
As roupas dos astronautas nos módulos de comando eram semelhantes, mas não
continham hardware de uso específico em atividades extraveiculares.
A partir da Apollo 15, as roupas foram redesenhadas para missões de longa duração,
com proteção reforçada e tanques capazes de carregar mais oxigênio.
35
INEXPLICÁVEL?
Porém, a maioria dos feitos da URSS foram atingidos pelos Estados Unidos em
menos de um ano, em alguns casos, em semanas. A partir de 1965, os Estados Unidos
passaram a atingir vários marcos, como o primeiro encontro no espaço. Além disso, muitos
feitos da URSS não avançaram a tecnologia em grande escala, e alguns não avançaram
em nenhuma (como a primeira mulher no espaço).
Se o número de páginas é um argumento para defender que o projeto era uma mera
escultura de museu, então 4152 páginas de detalhamento de operação somadas a 1934
páginas de desenhos e medidas parece um valor consideravelmente exagerado.
38
1,62
210 × ≈ 34 kg
9,8
40
Alega-se que o jipe elétrico não teria baterias suficientes para percorrer o trecho que
percorreu. Ao todo, esse trecho foi de 27 quilômetros na Apollo 15, 27 quilômetros na
Apollo 16 e 35 quilômetros na Apollo 17.
O jipe era alimentado por duas baterias que totalizavam 242 ampere-hora, e tinha
um alcance máximo de 92 quilômetros. Esse alcance é sustentado pelos cálculos, e
não há nada de suspeito nele.
O vídeo afirma que a Audi foi desafiada pela Google a produzir um veículo lunar, e
falhou. Porém, uma pesquisa revela que a Audi produziu o Lunar Quattro, um veículo
alegadamente capaz de viajar na Lua ([Link]
[Link]).
O Sol está constantemente enviando partículas em altas velocidades para a Terra, que
ficam presas em uma região chamada cinturão de Van Allen. Partículas em altas velocidades
implicam em radiação, e é argumentado que os astronautas da Apollo seriam incapazes de
atravessar essa zona mortal.
Para prótons em alta energia, a proteção necessária envolve metais com alto número
atômico, como ferro (26) e chumbo (82), além de proteções complementares de aço e de
concreto ([Link] Nenhum desses
elementos estava presente no escudo das missões Apollo, que era de alumínio.
Isso nos faz pensar que seria impossível sequer sobreviver aos efeitos do cinturão
interior, mas é nesse ponto que entram duas outras técnicas complementares. Idealmente, se
lançar ao espaço por um dos polos evitaria ambos os cinturões. Porém, um lançamento por
um dos polos não era viável devido ao gasto de combustível, que é muito maior do que
relativamente próximo da Linha do Equador.
Não achamos confirmação da veracidade dessa frase, mas suporemos que ela seja
verídica. Porém, um problema sério não requer necessariamente soluções complexas:
um poço cheio de estacas pontudas é um problema sério para a sua saúde, mas a solução é
tão simples quanto ficar longe dele.
A resposta da Kathleen foi sobre estar viva quando os planos de Elon Musk
em viajar para Marte se concretizarem. Kathleen nasceu em 1978 e a Apollo 17
ocorreu em 1972, o que significa que ela nunca viu humanos deixarem a órbita
terrestre.
Kelly Smith, porém, imediatamente antes disso disse: “a espaçonave está carregada de
sensores para medir todos os aspectos do voo em todos os detalhes. Estamos em direção a 3600 milhas
acima da Terra, 15 vezes acima da Estação Espacial Internacional”.
Elen Stofan, cientista, disse “o foco da NASA agora é enviar humanos para além da órbita
baixa da Terra, para Marte. Estamos tentando desenvolver as tecnologias para chegar lá, na verdade é um
enorme desafio tecnológico. Existem alguns problemas realmente grandes. A radiação. Uma vez que você sai
do campo magnético da Terra, vamos expor os astronautas não apenas à radiação proveniente do Sol, mas
também à radiação cósmica. Essa é uma dose mais alta do que pensamos que humanos devem suportar.”
Elen sequer está se referindo ao cinturão de Van Allen, mas a atividade solar e
raios cósmicos. As missões Apollo duraram 11 dias, era possível prever a atividade solar
nesse período e raios cósmicos estelares não são um problema por pouco tempo.
Porém, Elen está falando sobre uma viagem à Marte, que demora 9 meses. Prever a
atividade solar por esse tempo é problemático, e a radiação cósmica estelar já se torna
um problema.
51
Um vídeo traz Alan Bean, o quarto homem a pisar na Lua, que, na entrevista, diz não
conhecer as extensões do cinturão de Van Allen. Alan Bean esteve na missão Apollo 11, mas
seu desconhecimento do cinturão de Van Allen não significa que Allan Bean é um ator,
conforme sugerido em [Link]
Eugene Cerman, por sua vez, esteve na Apollo 10 e Apollo 17, e mencionou os raios.
Isso seria contraditório com Alan Bean, que disse que os raios sequer tinham sido
descobertos na Apolo 11.
Figura 46:
Porém, isso mais uma vez reflete a pouca importância que Alan deu para um
fenômeno que não experimentou. Nada impede que Eugene Cerman tenha
experimentado o fenômeno na Apolo 10 ou na Apolo 17, mesmo que ele não ainda tivesse
sido documentado na Apolo 10.
Questiona-se porque alguns astronautas reportam o efeito e outros não, mas isso se
aplica a qualquer estímulo externo, para os quais algumas pessoas são mais sensíveis
e outras não.
53
Nenhum astronauta que caminhou na Lua morreu antes dos 61 anos, e os falecidos
sofreram de problemas comuns da idade. Dados de saúde dos astronautas são
confidenciais, o que torna difícil determinar se eles sofreram de outros problemas de
saúde, e ainda mais difícil de determinar se esses problemas são relacionados a
viagem à Lua.
O ônibus espacial usado até 2011 em missões para a Estação Espacial Internacional e
as naves da SpaceX usadas atualmente são incapazes de passar pelo cinturão de Van Allen,
pois seus ocupantes morreriam – de acordo com algumas fontes.
Essa afirmação é verdadeira, mas não pelas razões que negacionistas afirmam. Todas
essas naves contêm computadores sensíveis, que serão afetados pela passagem através
do cinturão de Van Allen, algo que não aconteceu com as missões Apollo porque o
hardware da época era, apesar de menos poderoso, mais resistente.
Como essas espaçonaves foram projetadas para voar em baixa órbita, seus
componentes críticos estão expostos à radiação do cinturão de Van Allen. Assim, voar
através dele em uma dessas naves é uma sentença de destruição para os componentes, e
de morte para seus ocupantes – não pela radiação, mas pela falha completa da missão.
Vale lembrar que naves são projetadas para atuar em situações específicas e que, se os
planos correntes envolvem voos em baixa órbita, não existem razões para produzir uma
nave mais cara capaz de suportar a radiação do cinturão de Van Allen.
Estudar o cinturão de Van Allen não é somente útil para entender riscos a saúde. É
também útil para entender riscos a equipamentos eletrônicos de naves modernas e
para aumentar nosso conhecimento sobre essa região do espaço, que permite revelar
informações importantes sobre fenômenos de aceleração de partículas, sobre o
comportamento das partículas nessas condições e sobre o próprio cinturão.
Todas essas informações não servem apenas para garantir a saúde de astronautas, mas
para compreender o mundo em que vivemos. Por exemplo, o autor do vídeo defende
que uma inversão magnética pode causar desastres
([Link] uma noção rejeitada pela
maioria dos estudiosos. No cinturão de Van Allen, partículas em alta energia aprisionadas
podem cair em direção à Terra em uma eventual inversão. Não lhe parece prudente
conhecermos essa região do espaço melhor?
57
Afirma-se que os filmes fotográficos deveriam ter sido danificados ao passar pelo
cinturão de Van Allen. Porém, os filmes foram mantidos em pequenos containers de
metal que os impediam de sofrer efeitos da radiação ([Link]
Astronomy-Misconceptions-Revealed-Astrology/dp/0471409766).
Outras missões não tripuladas, que a maioria dos negacionistas do pouso na Lua não
negam, como a Lunar Orbiter (de 1967) e a soviética Luna 3 (de 1959) também
atravessaram o cinturão de Van Allen com filmes que não foram danificados.
Além disso, animais passaram pelo cinturão de Van Allen antes dos humanos, pois
as naves soviéticas Zond 5e Zond 6 orbitaram a Lua com tartarugas em 1968.
59
Isso é verdade. Porém, esses raios cósmicos são produzidos por flares solares, que são
vistos na Terra 8 minutos depois de ocorrerem. Já as partículas, que viajam mais lentamente
que a luz, levam até 72 horas para chegar à Terra. Justamente por isso, os lançamentos das
missões Apollo ocorreram em períodos de baixa atividade solar.
Um guia
([Link] continha
medidas a serem tomadas em caso de emissões. Se houvesse um evento de partículas
confirmado, a missão seria adiada. Se isso ocorresse durante a órbita na Lua, então era
recomendável estender o período de órbita e, se isso ocorresse durante as atividades na
superfície, então era recomendável reduzir o período de atividades.
60
Assim, a temperatura varia entre 100 K (ou -173 ºC) e 390 K (ou 116 ºC). Isso
acontece porque um dia lunar dura 29 dias terrestres e a superfície lunar leva tempo
para esquentar.
62
Um memorando
([Link] indica que a
temperatura medida na superfície lunar foi entre -23ºC e 7º C, valores perfeitamente
toleráveis para um ser humano usando o traje espacial.
CHEGUEMOS NELA?
Porém, Tesla estava errado. A Lua de fato gira em torno de seu próprio eixo
com o mesmo tempo que demora pra completar uma rotação ao redor da Terra, e isso não
é nenhuma coincidência.
64
O fato de Tesla estar errado não é nenhuma surpresa. Muitos cientistas estiveram,
Einstein sendo um deles ([Link]
wrong/).
65
Um vídeo mostra uma luva de borracha em uma câmara de vácuo. Quando a câmara
é esvaziada, a luva fica inflexível. Isso é usado como premissa para defender que seria
impossível que os astronautas manipulassem objetos na Lua. Esse argumento se aplica
também a toda a roupa, que inflaria como um balão.
Porém, os astronautas usaram, além da camada de borracha para reter o ar, uma
camada de restrição feita de nylon que mantinha a camada de borracha no lugar e a
impedia de inflar como um balão. As partes que deveriam se dobrar (ombros, joelhos,
dedos, etc.) eram compostas de um material em formato de fole, que permitia que as
dobras ocorressem ao mesmo tempo em que impedia a borracha de inflar.
Parte desse calor é gerado pelo atrito com o ar. Não há ar na órbita lunar, o que
significa que não houve calor proveniente do atrito na descida e subida, apenas na
reentrada.
Isso era feito com um material denominado AVCOAT, uma resina em uma matriz de
fibra de vidro desenhada para absorver calor e então vaporizar, dissipando-o. Abaixo,
haviam várias camadas de material isolante, mantendo os astronautas livres do calor
produzido. A descida final ocorria no oceano e era controlada por paraquedas.
67
A subida da Lua envolveu o uso do motor no módulo de subida, que gera 3000 Watts
([Link] uma
emissão de energia fácil de ser isolada do ambiente em que os astronautas estavam.
Isso se deve ao fato de que o módulo de subida tinha uma massa de 2445
quilogramas com 2376 quilogramas de propelente e a velocidade de escape da Lua é de 2,38
quilômetros por segundo. Para fins de comparação, a massa total do Saturn V era de
2970000 quilogramas e a velocidade de escape da Terra é de 11,2 quilômetros por hora.
Logo, o estágio de ascensão gerava muito menos calor que o Saturn V.
68
Em [Link] usa-se o
argumento de que a Blue Marble é falsa para chegar a conclusão de que a Terra vista no
fundo das transmissões da missão Apollo também é falsa, feita com efeitos práticos ou com
Photoshop.
A Blue Marble é uma famosa fotografia da Terra vista do espaço, famosa por conter
nuvens repetidas, indicando que foi feita no Photoshop.
Figura 61: na publicação de 2002, a NASA admitiu que a Blue Marble é uma imagem feita a partir da
composição de múltiplas outras.
Assim, usar uma colagem artística divulgada desde o começo como tal é uma
péssima linha de argumento para alegar que as demais imagens são falsas. Há múltiplas
imagens da reais Terra vistas da Lua ou de alta órbita, e nenhuma delas apresenta os
problemas que a Blue Marble apresenta, afinal, são reais.
No vídeo, o fato de que Blue Marble pode ser feita como Photoshop é usado como
evidência de que todas as imagens da Terra vista da Lua são feitas com Photoshop. Isso é
uma falácia lógica: o apresentador do vídeo pode ser forjado com deep fake, mas nem por
isso duvidamos de sua existência.
Além disso, vivemos na mesma época em que Guardiões da Galáxia e Avatar, o que
significa que praticamente qualquer cena pode ser forjada. Apesar disso, precisamos de
evidências de que uma cena é forjada para afirmar que houve fraude.
Nas próximas seções, analisaremos argumentos que tentam justificar que as imagens
da Terra vista da Lua são forjadas.
72
Figura 63: de acordo com o vídeo, a Terra estava sendo filmada em grande porção em uma janela
redonda.
Os globos de fato são iguais, mas são da mesma missão. O globo citado como
Apollo 11 é de fato da Apollo 11 (número da fotografia AS11-44-6549, em
[Link]
_above_the_moon%27s_horizon.jpg), e o globo citado como Apollo 14 é também da
Apollo 11 (número da fotografia AS11-44-6551, em
[Link]
76
Astronautas disseram que a Terra aparentava ter 4 vezes o tamanho de uma Lua cheia
no céu lunar. Ainda assim, fotografias parecem divergir quanto a esse tamanho.
𝑑
𝛿 = 2 arctan ( )
2𝐷
Então:
12742
𝛿 = 2 arctan ( ) = 0,033 rad ≈ 2°
2 × 384400
Esse valor será útil mais adiante. Agora, usamos as informações da imagem
([Link] Nesse caso, o filme
era de 56 por 56 milímetros. Então, calculamos o comprimento diagonal do filme por
Pitágoras:
𝑑 = √562 + 562 ≈ 79 mm
𝑑
𝑎 = 2 arctan ( )
2𝑓
Logo, o resultado é:
79
𝑎 = 2 arctan ( ) = 1,16 rad = 66°
2 × 60
graus equivale a 69 × 2 = 138 pixels. O resultado medido pelo Photoshop é de 175 pixels.
78
79
𝑎 = 2 arctan ( ) = 0,31 rad = 17°
2 × 250
4600
A imagem possui também 4600 pixels, então temos = 270 pixels para cada
17
grau. Logo, a Terra deve medir 270 × 2 = 540 pixels. A medida no Photoshop indicou 610
pixels.
79
Figura 68:
Porém, a Terra de fato gira, algo que pode ser comprovado pela posição do
continente em questão e pela porção do planeta coberto por sombra.
81
As missões Apollo foram todas realizadas no lado diurno da Lua. A superfície da Lua
é extremamente refletiva de luz solar, assim como a Terra. Em uma fotografia, fótons
atingem o filme após a abertura do obturador, e o número de fótons oriundos da
superfície lunar e da Terra é muito maior que oriundos das estrelas.
A maioria das fotografias feitas na superfície lunar foram de curta exposição, o que
significa que poucos fótons oriundos de estrelas atingiram o filme. Logo, estrelas não
aparecem na fotografia.
Uma fotografia de curta exposição feita durante o dia na Lua não capturará estrelas
porque o tempo é muito para que uma quantidade razoável de fótons atinja o filme.
Porém, uma fotografia de longa exposição o fará.
Pela mesma razão, imagens noturnas em locais com muita luz também não
registram estrelas.
Os resultados são gás nitrogênio, vapor d’água e gás carbônico. Todos eles são
incolores e produziram uma pluma muito fina para ser visível naquela resolução.
84
PERMANECEU INTACTO?
Questiona-se como algumas cenas foram feitas se não havia ninguém para filmá-las.
A descida do módulo lunar foi filmada através de uma câmera afixada na lateral.
A descida de Armstrong pela escada foi filmada por uma câmera posicionada na lateral
do módulo lunar, iniciada por uma correia puxada pelo astronauta.
É argumentado no vídeo que um astronauta pesa muito menos que um módulo lunar,
e que o módulo lunar deveria ter afundado na poeira assim como o astronauta. Porém, como
todo físico deveria saber, o que determina o afundamento é a pressão – e não o peso.
Figura 78: graças à distribuição da pressão, é possível caminhar sobre vários pregos - mas não sobre
um único.
Vamos, então, calcular a pressão exercida pelo astronauta e pelo módulo lunar.
Pressão é dada pela fórmula abaixo, em que 𝐹 é a força exercida, e 𝐴 é a área de contato. A
força é calculada multiplicando-se a massa pela aceleração da gravidade na Lua, de
1,62 m⁄s2 .
𝐹
𝑃=
𝐴
Para o módulo lunar já sem combustível de descida com 5958 quilogramas e quatro
pés de 91 centímetros de diâmetro, temos:
(5958) × 1,62
= 927 Pa
𝜋 × 0,912 × 4
Assim, a pressão exercida pelo módulo lunar é muito menor que a exercida pelos
astronautas e, portanto, ele não afundará.
90
Essa é uma das questões mais feitas, mas mais simples de ser solucionada. A bandeira
não tremularia no vácuo, porém seria extremamente embaraçoso erguer uma bandeira
incapaz de tremular.
Todos conhecem a pegada de Lunar, mas um boato alega que a bota usada pelo
astronauta era diferente da pegada.
Porém, essa imagem mostra a bota do traje interior. A bota do traje exterior (que
entrou em contato com o solo lunar) possui frestas.
Figura 82: bota usada nas missões Apollo para atividades na superfície.
93
O vácuo não transmite som, o que significa que todo som transmitido seria na
forma de vibração. Ainda assim, boa parte da vibração de um exaustor vem da colisão do
gás ejetado com a atmosfera, mais uma vez inexistente no vácuo.
Em uma das missões, usa-se um martelo, e o som do martelo na ponta do tubo pode
ser ouvido ([Link] Muitos
questionam como isso seria possível se a atmosfera não ter ar.
De fato, o som não se propaga no vácuo. Porém, o som não se propaga apenas no
ar, mas em qualquer meio material – um experimento um tanto arriscado pode ser feito
ao se ouvir prematuramente a aproximação de um trem encostando o ouvido no trilho de
metal, que propaga o som mais rápido que o ar.
No caso dessas situações (que envolvem não só a batida do martelo, mas também a
batida de caixas e outros objetos), o som se propaga através do martelo, para o traje do
astronauta e então para o microfone – todos eles são objetos materiais.
Na Apollo 16
([Link] e na Estação
Espacial ([Link] ferramentas
95
são usadas e sons não são ouvidos, mas lembre-se que os microfones da Apollo (e de
outras missões) tinham um limite mínimo de som, o que significa que eles podem
simplesmente não terem sido ativados naquele caso.
Os astronautas pularam na Lua, mas os pulos foram relativamente baixos, conforme visto
em [Link] É possível pular em várias
alturas na Terra, e seria possível pular mais alto na Lua, mas isso não foi feito.
Ao mesmo tempo em que se afirma que haviam cabos para guiar os astronautas (que
poderiam ser usados para pular mais alto), questiona-se porque não pularam mais alto. A
resposta envolve a segurança dos astronautas, que não queriam cair e se machucar.
A força peso dos astronautas de fato é menor, mas o momento (dado pela fórmula
𝑚 × 𝑣) continua envolvendo uma massa de 160 quilogramas que precisa ser parada
ao atingir o solo.
97
Se uma queda em alta altura danificar o traje espacial, no melhor dos casos o
astronauta precisaria voltar ao módulo lunar e deixar o trabalho para o seu companheiro. No
pior, o ar escapa e o astronauta morre.
Ao passo que pular a uma altitude de vários metros seria perigoso para o traje, o traje
foi desenvolvido para suportar pequenas quedas e pulos em baixa altitude, de forma
que o impacto com pedras em baixo momento não seria um problema.
98
As sombras na Lua são não paralelas em múltiplas circunstâncias, o que indicaria uma
luz refletora.
Mas imagens tiradas na Terra também apresentam sombras não paralelas que
convergem em direção ao Sol graças à perspectiva.
Outra filmagem
([Link] mostra sombras de
comprimentos diferentes, indicando que o astronauta estaria se aproximando de uma fonte
de luz próxima.
A imagem acima mostra que não é necessária uma montanha para produzir
comprimentos diferentes, apenas um pequeno desnível. Em uma das pouca situações
em que contra-argumentos são apresentados, alega-se que o local de pouso precisava ser
plano.
Em uma foto, Buzz Aldrin é visto descendo o módulo lunar contra o Sol, mas sua
roupa é bem iluminada, o que levanta questionamentos sobre a existência de uma segunda
fonte de luz.
A justificativa para isso é que a reflexão do solo lunar e da roupa de Armstrong eram
capazes de iluminar a roupa de Aldrin. A Nvidia, em uma demonstração que pode ser
baixada em [Link] reproduziu os
efeitos de luz tal qual eles são na realidade e verificou que essa explicação é compatível
com a realidade.
A base para essa simulação funcionar é o albedo, o percentual de luz solar refletida.
Segundo a Nvidia, usou-se um albedo de 12% para o solo lunar, e de 90% para a roupa de
Armstrong.
103
O vídeo, porém, afirma que os valores são muito maiores para o solo lunar
([Link] o que exporia a fraude
cometida pela Nvidia.
O albedo de uma cor RGB pode ser calculado usando o procedimento descrito em
[Link] pela fórmula abaixo:
O autor do canal usa, porém, uma fórmula mais simplificada que não leva em conta
os expoentes. Não achamos sustentação para essa fórmula em nenhuma fonte.
𝑅+𝐺+𝐵
𝑎= 3
255
Para o solo lunar, O resultado do conta gotas é RGB = (82, 82, 82).
Um técnico de filmagens usou a premissa de que isso foi produzido por uma luz
localizada e calculou a posição dessa luz, porém, esse raciocínio não prova que há uma
luz localizada, já que a existência de luz localizada é uma premissa do raciocínio!
Uma asserção lógica não pode ser a premissa e a conclusão do raciocínio ao mesmo tempo.
Além disso, se o local da luz foi localizado, então ela deveria ser pequena, como essa
hipótese conclui. Porém, luzes pequenas projetam sombras, e não há outras sombras na
imagem.
Essa fotografia foi tirada porque a NASA queria acompanhar a saída de Aldrin do
módulo lunar. Duas fotografias anteriores mostram flares, que só ocorrem quando a câmera –
e, portanto, o fotógrafo, Armstrong – estão de frente para o Sol.
106
Argumenta-se que a bota de Aldrin não deveria brilhar, porque botas em museus não
brilham. Porém, as botas usadas nas missões lunares eram produzidas, testadas
brevemente e guardadas até o momento do pouso.
Botas novas tinham uma cobertura lubrificante que brilhava, conforme visto na
fotografia abaixo, de uma bota recém retirada do molde.
Algumas fotografias mostram o jipe sem vestígios de trilha. A primeira delas, a AS17-
137-2097, foi tirada quando o protetor vermelho da roda se quebrou e espalhou poeira
lunar por todos os cantos. No momento da fotografia, os astronautas haviam consertado
o aparato com mapas lunares colados com fita, e pisado nos rastros durante o
processo.
Outra imagem, a AS17-134-20454, foi tirada com foco no veículo. Prova disso é que
pegadas só podem ser vistas até a distância da roda traseira, onde se perdem de foco.
Em outras imagens, os rastros simplesmente não foram deixados porque não havia
pressão suficiente para fazê-los. A pressão exercida pelo jipe era menor que a exercida pelas
pegadas, e as pegadas já são bem superficiais. Esse é o caso da imagem AS15-88-11902.
110
Por fim, o argumento apresentado leva para a conclusão de que Hollywood produziu
um jipe capaz de se locomover, mas simplesmente optou por levantá-lo com um
guindaste. Porque isso seria feito?
113
O vídeo argumenta que, com cabos e câmera lenta, pode-se simular a gravidade lunar.
O vídeo também argumenta que o experimento em que um martelo e uma pena foram
soltos no vácuo pode ser reproduzido na Terra com dois elementos cuja resistência do ar
seja a mesma (ou em uma grande câmara de vácuo) e que o experimento do pêndulo pode
ser reproduzido desacelerando a câmera.
Figura 104: em uma dessas demonstrações, a pena está na vertical, portanto, com resistência do ar
parecida ([Link]
114
Isso é verdade, mas, como já verificamos, vivemos em uma era em que o cinema é
capaz de reproduzir qualquer cena em um conjunto de filmagens. Se esses vídeos fossem a
única prova de que pousamos na Lua, então o argumento seria válido, pois haveria outra
explicação para a produção dos experimentos.
1 2
𝑑= 𝑔𝑡
2
𝑔 × (0,80)2
0,70 = → 𝑔 = 2,18 m⁄s2
2
Que é um valor muito mais próximo de 1,62 m⁄s2 do que de 9,8 m⁄s2 , que é a
aceleração da gravidade na Terra. Em suma – e todo físico deveria saber disso – a aceleração
da gravidade não é calculada a olho nu, mas através das fórmulas.
117
Porém, o filme foi revelado várias vezes, e, em uma delas, um provável fio (artificial
ou humano) contaminou a revelação. Prova disso é que outras revelações (mais
antigas) não trazem a letra “C”
([Link]
_GPN-[Link]).
Algumas imagens lunares aparentam ter um fundo artificial, e outras aparentam exibir
o mesmo fundo.
A impressão de fundo artificial ocorre porque a Lua não tem atmosfera para
ofuscar objetos distantes, como acontece na Terra. E a repetição do fundo ocorre,
justamente, porque essas montanhas estão a muitos quilômetros de distância.
120
Na Apollo 16, os sacos de suco de laranja dentro da roupa espacial vazaram, o que
fez com que o astronauta Charlie Duke ficasse com suco de laranja dentro do seu capacete e
no anel no seu pescoço, o que dificultou a remoção do capacete
([Link]
20their%20problems,impossible%20to%20remove%20his%20helmet%20.).
Na viagem, Cernan disse que seus dedos estavam em carne viva devido à
manipulação de objetos com luva. Porém, nas imagens após a viagem, seus dedos estão bem.
“Carne viva” é um termo vago que pode se referir a meras abrasões nos dedos
devido ao contato da luva com a pele. E, em uma entrevista,
([Link]
[Link]) Cernan afirma que os machucados aconteceram na primeira atividade, melhoraram
entre a segunda e terceira e suas mãos estavam perfeitas no momento da decolagem.
123
Porém, os trajes espaciais (ao contrário do corpo humano) eram rígidos em certas
partes, o que significa que alguns movimentos aconteciam através da terceira lei de Newton.
Assim, quando um astronauta fazia movimento contra o solo ou algum aparato lunar, um
movimento contrário era gerado.
Se o astronauta estivesse sem traje, esse movimento teria a forma que possui na
Terra. Porém, graças ao traje que é rígido em algumas partes, o movimento é limitado
pelas partes rígidas, e apresenta outras características.
Figura 118: um astronauta levantando de joelhos com menos gravidade e com uma roupa rígida será
diferente de uma pessoa fazendo isso na Terra em roupas esportivas.
125
Alguns afirmam que os cabos podem ser vistos, mas esses cabos são reflexões na
antena de rádio no capacete do astronauta.
Figura 119: havia uma fina antena no capacete que nem sempre aparece em vídeo de baixa
resolução.
126
Ao todo, as missões Apollo trouxeram 382 quilogramas de rocha Lunar para a Terra.
Alguns argumentam que esse é um valor muito grande. Porém, amostras lunares foram
colhidas nas missões Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17, o que significa que esse valor não foi
transportado em uma só vez.
110 quilogramas de rocha, considerando uma densidade de 2,5 gramas por centímetro
cúbico pode ser calculado fazendo:
110000
= 44000 cm3
2,5
110 quilogramas parece um valor alto para um astronauta erguer usando o traje
espacial que já é pesado. Mas vale lembrar, também, que a gravidade da Lua é muito menor
que a da Terra.
O peso na Lua pode ser calculado multiplicando-se o peso na Terra pela razão entre
as acelerações da gravidade.
1,6
𝑃𝐿 = 110 × ≈ 18
9,8
Para coletar rochas, usava-se pinças, rastelos e martelos para quebrar rochas maiores.
Há quem alegue que o processo usando o traje espacial é penoso demais para o total trazido,
mas isso é uma opinião pessoal que carece de demonstração.
Uma explicação usada por negacionistas é que as rochas lunares são, na verdade,
meteoros lunares, rochas que se soltaram da Lua em direção e caíram na Terra. De fato,
existem múltiplos meteoros lunares catalogados.
Alega-se que esses meteoros são indistinguíveis das ditas rochas lunares. Por um
momento, vamos supor que sejam e faremos um experimento mental. Suponha que 13 anéis
de ouro sejam fabricados, 10 deles sejam dados para pessoas comuns na Inglaterra, e 3 sejam
dados para a Família Real. Após alguns anos, todos são recuperados e misturados.
O fato de um anel usado pela Família Real ser indistinguível de um anel usado por
uma pessoa comum não prova que todo anel foi usado por pessoas comuns.
Analogamente, o simples “fato” de rochas lunares serem indistinguíveis de meteoritos não
prova que toda rocha lunar ser meteorito.
Rochas lunares, por outro lado, não possuem nenhuma crosta de fusão porque
não se incendiaram ao entrar na atmosfera, já que estavam dentro do módulo de comando.
Alega-se que as rochas coletadas pela China são diferentes das rochas coletadas pela
Apollo, indicando que elas não podem vir do mesmo corpo celeste.
Negacionistas dizem que uma rocha lunar dada por Armstrong para um museu
acabou por ser um pedaço de madeira petrificado. De fato, uma suposta rocha lunar era um
pedaço de madeira petrificado ([Link]
Essa rocha não tem absolutamente nenhuma com as rochas distribuídas pela
administração Nixon para quase todas as nações existentes na época como gesto de boa
vontade. As rochas presenteadas pela Holanda na Apollo 11 e 17 estão, ambas, em
containers esféricos e emoldurados.
Conforme descrito em
[Link]
*Popular%20Science*%20von%20braun%20antarctica&source=bl&ots=CGRxEtr-
Hd&sig=ACfU3U1u-y_R0D3G_tzCWxF-
rSlj81u6mw&hl=en&sa=X&ved=2ahUKEwjs06bTv9HuAhXUEcAKHXnnDC4Q6AEwB
noECAkQAg#v=onepage&q=*Popular%20Science*%20von%20braun%20antarctica&f=fa
lse, Von Braun de fato esteve na Antártica em 1967.
Porém, a visita foi para conhecer um ambiente inóspito que poderia lhe fornecer
ideias para a exploração espacial, e para conhecer as bases americanas de pesquisa. Não há
qualquer evidência que Von Braun procurou meteoritos.
Na Terra, vemos a Lua em várias cores, mas as fotografias da missão Apollo mostram
a Lua sempre cinza ou marrom.
As amostras de solo lunar revelam que o solo é majoritariamente cinza, com partes
marrons (ricas em ferro), azuis (ricas em titânio), verde (ricas em olivina) ou laranja (devido a
vidro vulcânico).
Os três sinais eram recebidos em cada centro, e então convertidos para NTSC usando
um aparato que congelava o último quadro até receber o próximo. Paralelamente, o vídeo
em SSTV era gravado em fitas magnéticas.
As três transmissões NTSC eram gravadas com uma câmera apontada para um
monitor de alta qualidade, enviadas para Houston, que as enviava para Nova York e daí para
o resto do mundo.
Após o pouso, os protocolos exigiam que as fitas fossem enviadas para o centro
na Califórnia. Em 1970, essas fitas foram enviadas para o Arquivo Nacional Americano e,
em 1984, enviadas novamente para a Califórnia.
138
A Apollo 12 teve sua transmissão encerrada por apontar a câmera ao Sol, e Apollo 13
não pousou, mas as missões Apollo 14 em diante usaram transmissão direta em NTSC para
a Terra. Vale lembrar que as fitas das demais missões Apollo onde houve filmagem bem
sucedida (14, 15, 16 e 17) existem e são conhecidas. Se você acha que tais fitas servem
para provar a fraude, sinta-se livre para acessá-las e utilizá-las.
140
A transmissão de uma pergunta para a Lua leva 1,25 segundos, e a resposta chega em
1,25 segundos. Uma página ([Link] alega que houve comunicação mais
rápida que a velocidade da luz.
Quando Houston ouve o “this one right here?”, eles imediatamente respondem “that’s it” e
o gravador em Houston registra. A resposta é somente ouvida na Lua 1,25 segundos depois,
quando “this one right here” é perguntado e chega na Terra 1,25 depois, e, mais uma
vez, “that’s it, you got it right there” é respondido e gravado pelo microfone imediatamente.
142
Uma mulher australiana alegou que viu uma garrafa de Coca-Cola durante a
transmissão da Apollo 11, mas nenhuma garrafa foi vista em qualquer momento das
inúmeras gravações disponíveis.
Além disso, o relato da mulher tem falhas. Ela afirma que várias cartas apareceram
nos jornais discutindo o evento, mas nenhum jornal com tal conteúdo foi jamais
localizado.
A mais grave está em seu relato: ela afirma que ficou acordada até tarde para assistir a
transmissão, mas pessoas na Austrália assistiram a transmissão ao meio dia. De fato,
Armstrong desceu na Lua às 02:56 UTC, ou 12:56 em Sydney.
143
Um site alega que a transmissão foi feita em 2 GHz, faixa na qual rádio amadores não
poderiam monitorar, apenas rádio telescópios.
Porém, essa banda foi escolhida porque maiores frequências permitem mais
informação por unidade de tempo, algo necessário para transmissão de alta taxa de
dados, como voz, telemetria e dados de vídeo.
O Lunar Reconnaissance Orbiter foi um satélite enviado para a Lua visando fotografar
a superfície lunar e, por consequência, os locais de lançamento. As imagens produzidas dos
sítios de pouso das missões Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17 são conhecidas e mostram os
elementos esperados.
Porém, os objetos são vistos apenas como pontos brancos, e questiona-se porque
satélites na Terra fotografam carros em alta resolução, mas o satélite lunar não foi capaz de
fazer o mesmo. Parte dessa explicação é que as melhores imagens do Google Earth são
feitas por aviões, não por satélites. Mas, ainda assim, satélites fotografam carros em
melhor resolução.
A razão pelo tamanho ser adequado é que satélites terrestres e lunares têm uma
resolução parecida, de 0,5 metros por pixel. O LRO orbita a 50 quilômetros da
superfície, e satélites comerciais orbitam a 200 quilômetros da superfície. A câmera do LRO,
porém, é menor, o que confere resolução similar.
Porém, os detalhes dos carros são distinguíveis pelas cores, algo que não existe nas
imagens da LRO – os módulos lunares aparecem como manchas brancas, e objetos
menores como pontos brancos.
151
Isso acontece porque o LRO faz fotografias em preto e branco, que concedem
melhor resolução. Mas, ainda assim, pode-se argumentar que seria esperado ver objetos em
escala de cinza. Porém, esses objetos refletem muito mais luz solar do que a superfície
lunar e, caso a câmera do LRO fosse ajustada para fotografar detalhes desses objetos, o
resto da superfície lunar não seria visível.
O vídeo questiona porque os sinais de pouso não são visíveis no Google Moon. De
fato, isso ocorre, mas se deve ao fato de o Google Moon conter imagens em muito
menor resolução que as originais tiradas pelo LRO.
No vídeo, ao constatar que os traços do jipe visíveis no Google Moon faltam alguns
trechos do percurso, argumenta-se que um estagiário desenhou à mão os rastros do jipe e se
esqueceu de algumas crateras. Porém, essa menor resolução é a razão para a informação
faltante. Os rastros são vistos na integridade nas imagens do LRO.
Em suma, para analisar imagens do LRO, use uma fonte primária (as próprias
imagens do LRO – cujo banco de dados encontra-se em
[Link]
aissance+Orbiter+Camera+%28NAC%29%3ASpacecraft%3ALunar+Reconnaissance+Orb
iter) e não uma fonte secundária como o Google Moon.
152
Há seis espelhos posicionados na Lua. Três foram posicionados pelas missões Apollo
11, 14 e 15, e outros dois foram posicionados pelas missões Luna 17 e 21 (soviéticas) e um
foi posicionado pela missão Chandrayaan-3 (indiana). Esses espelhos permitem que um laser
seja direcionado à Lua e volte para a Terra.
O vídeo afirma que isso é um processo difícil dado que a Terra e a Lua giram, mas
bastam alguns cálculos e configuração de equipamento para que isso seja feito.
Além disso, o vídeo já começa errando ao afirmar que apenas a NASA é capaz
de checar os espelhos, já que os soviéticos e indianos fizeram o mesmo com os
próprios espelhos e outros países possuem equipamentos para repetir o experimento.
Figura 145: de acordo com o vídeo, os pontos pretos são apenas uma reflexão extremamente precisa
feita por uma estrutura natural na Lua.
O maior objeto deixado na Lua é o módulo lunar. O módulo lunar tem 4 metros de
diâmetros, e possui um diâmetro angular que pode ser calculado pela fórmula:
𝑑 4
𝛿 = 2 arctan ( ) = 2 arctan ( ) = 0,0000001 rad = 0,0000057°
2𝐷 2 × 384400000
Em [Link] é
mostrado um vídeo de um esportista com a voz trêmula e empolgada durante suas
manobras, e comparado com a voz dos astronautas no primeiro pouso na Lua – uma voz
calma e serena, questionando se não falta empolgação.
Além disso, ouvir missões que o autor do documentário defende que aconteceu –
como o primeiro voo do Ônibus Espacial
([Link] mostra a mesma voz calma, apesar
de os tripulantes serem os primeiros a voar em uma nova espaçonave e estarem abaixo de
toneladas de combustível incandescente.
.
160
O fato de a lei só ter sido promulgada em 2020, deixando 50 anos para qualquer
nação provar a farsa, já é evidência que ocultar uma farsa não é um objetivo.
A lei mas não foi feita para preservar apenas as pegadas, mas sim preservar todos os
artefatos deixados na Lua de gases expelidos por foguetes, bem como de desgaste,
vandalismo e roubo em eventuais expedições de turismo espacial.
Para justificar que a ida à Lua é desmascarada em um vídeo no YouTube e não por
um governo estrangeiro, justifica-se que há um complô entre todas as nações para encobrir a
farsa. Então, qual seria a necessidade uma lei para impedir nações de voarem sobre
esses locais?
161
Além disso, os Estados Unidos não tem equipamento militar na Lua para derrubar
veículos que voem a menos de 2 quilômetros de altura sobre a área de pouso, o que significa
que qualquer país pode desrespeitar a diretriz e fazer isso.
Essa alegação de tristeza ignora o fato de que os astronautas que voltaram da Apollo
11 precisaram ficar 21 dias em uma cápsula de quarentena – para evitar possíveis contágios
lunares – e, nas fotografias e filmagens, eles se mostram bastante felizes
([Link]
Atletas que vencem uma competição esportiva, por outro lado, sonham com a
exposição pública desde criança e a vivenciam desde que marcam seus primeiros
feitos, logo, estão muito mais a vontade em uma coletiva de imprensa. Analogamente,
um atleta dificilmente manteria a calma ao estar em um foguete indo para o espaço,
ou durante um pouso lunar.
164
- Uh. Essa não é uma pergunta para uma criança de 8 anos. É a minha pergunta. Eu quero saber, mas eu
acho que sei. Porque nós não fomos. E se não aconteceu, é bom saber porque não aconteceu para que no
futuro, se queremos continuar fazendo algo, precisamos saber porque algo parou de acontecer no passado.
Dinheiro. Se você quer comprar mais coisas, novos foguetes, continuar fazendo a mesma coisa, então isso vai
custar mais dinheiro, e outras coisas precisam de mais dinheiro. [...]”
A resposta inicial de Aldrin não significa “porque nós nunca fomos à Lua”,
significa um “porque não”. Se ele quisesse dizer que não fomos à Lua, a forma apropriada
seria “because we didn’t go there in the first place” e não “because we didn’t”, afinal, a garota não
perguntou nada sobre a primeira ida à Lua.
Além disso, Aldrin diz claramente “keep doing something”, “something stopped happening in
the past” e “keep doing the same thing”, indicando que, para ele, o homem foi à Lua, afinal,
não seria possível continuar fazendo algo que nunca foi feito.
165
O programa Apollo foi marcado por algumas mortes, e pessoas afirmam que tais
mortes foram queima de arquivo. Podemos citar:
A frase completa, porém, é “There are great ideas undiscovered, breakthroughs available to
those who can remove one of truth’s protective layers” e claramente faz referência à avanços
científicos que ainda não ocorreram.
Ainda assim, Alan Bean e Eugene Cernan juraram na Bíblia. Mesmo assim, o
produtor os chamou de mentirosos e blasfemos – significando que jurar na Bíblia não
significaria absolutamente nada para o produtor, e reforçando que se recusar seria a
atitude correta.
169
Assim, a renúncia de Webb é uma questão política e não uma decisão de não
fazer parte de uma inexistente farsa.
171
Na sua autobiografia, Bill Clinton diz: “apenas um mês antes, os astronautas da Apollo 11
Buzz Aldrin e Neil Armstrong haviam deixado seu colega Michael Collins a bordo da espaçonave
Columbia e andado na Lua... o velho carpinteiro perguntou-me se eu realmente acreditava que isso aconteceu.
Eu disse que sim, eu vi na televisão. Ele discordou, ele disse que não acreditou por um minuto, que ‘os caras
da televisão’ podiam fazer as coisas parecerem reais. Naquela época, eu achava que ele era louco. Durante
meus oito anos em Washington, eu vi algumas coisas na TV que me fizeram pensar se ele não estava à frente
do seu tempo”.
Bill Clinton se refere a ter visto coisas na televisão durante seu mandato em
Washington, que ocorreu entre 1993 e 2001. Nessa época, múltiplos filmes de ficção
científica foram para a televisão que mostraram que, de fato, é possível produzir imagens
convincentes do espaço. Alguns deles são The Dark Side of The Moon
([Link] e Dead Space
([Link]
Assim, Bill Clinton, ao dizer que o homem estava a frente de seu tempo, pode se
referir ao fato de o homem ter acertado que, de fato, seria possível produzir imagens
convincentes do espaço que, para Clinton, pareciam tão reais quando às do pouso
lunar.
172
Em uma conversa com astronautas na ISS, Trump diz “what an amazing cheat... Thing
you’ve done”
([Link]
mp_spoke_to_peggy_whitson_and_he/).
Além disso, o vídeo de 7 horas argumenta que voos suborbitais são possíveis e
inclusive cita efeito sentidos por astronautas na ISS. Na fala de Trump, o ex-presidente não
se referia à ida à Lua, mas a um feito na ISS. Afinal, a ISS é ou não uma farsa?
173
Analogamente, em Star Wars, a Força permite que objetos sejam movidos à distância.
Se um dia desenvolvermos tecnologia que permita esse feito, teremos transformado ficção
científica em realidade.
O túmulo de Von Braun cita Salmos 19:1, que diz: “Os céus proclamam a glória de Deus, e
o firmamento anuncia a obra das suas mãos”
Não há nada nessa frase além de uma representação da crença de Von Braun
que os céus, apesar de serem explorados pelo homem, representam a glória de Deus.
Absolutamente nada sugere que o homem não foi à Lua.
175
Porém, a aviação civil é movida por um fator comercial, afinal, aviões são uma
forma de transporte lucrativa. Logo, é natural que todas as nações tenham interesse em
desenvolver esse tipo de tecnologia – sem contar os usos militares de aviação.
Dois outros lugares aqui na Terra podem ser comparados com à ida à Lua. O
primeiro deles é o fundo da Fossa das Marianas, que requer um orçamento robusto e o
trabalho de múltiplas pessoas, e só foi visitada por 22 pessoas. A primeira visita ocorreu em
1960, e a seguinte apenas em 2012. O Polo Sul tem um histórico semelhante, apesar de hoje
em dia conter bases de pesquisa. A primeira visita ocorreu em 1911, e a próxima somente em
1956.
176
No vídeo, aos 14 minutos, afirma-se que a maioria dos astronautas que foram à Lua
eram maçons. Checaremos essa afirmação, considerando todas as missões que foram até à
Lua.
Na Apollo 8, temos:
Temos, assim, 24 astronautas, dos quais 6 são maçons – bem longe de ser a
maioria e prova inequívoca de que não é preciso ser maçom para visitar a Lua. Pode-se
alegar que alguns astronautas nunca tiveram seu status na maçonaria divulgado, o que é
possível, mas improvável considerando que as ordens tendem a se orgulhar dos feitos
de seus membros.
Além disso, tal informação não é tão surpreendente quando consideramos que, na
época do programa Apollo, haviam cerca de 4 milhões de maçons nos Estados Unidos
([Link]
178
Por fim, a afirmação “parte dos astronautas que foram à Lua são maçons” é uma
afirmação que pode ser respondida como “e qual o problema nisso?”, afinal, não há
nada que impeça um maçom de participar de uma missão espacial, e, em países civilizados, a
liberdade de participar de ordens fraternais é um direito.
179
Porém, somos uma sociedade que usa números e o número 33, como todos os
outros, aparece com certa frequência.
180
Múltiplas missões da Nasa, como Artemis e Apollo (o deus do Sol) fazem referências
a entidades pagãs em outras mitologias. Isso é escolhido como uma homenagem aos
povos antigos, os primeiros a estudarem os céus.
Certas vertentes religiosas cristãs acusam a NASA de cultuar deuses pagãos e pecar ao
fazê-los, mas batizar veículos e corpos celestes com nome de deuses pagãos não
implica em cultuá-los, como muitas outras vertentes religiosas concordam. Além
disso, astronautas que não possuem crenças cristãs não têm motivo para se importar com
pecados citados na Bíblia.
O natal dos russos ortodoxos foi celebrado na Estação Espacial em 2011; um concílio
criou procedimentos espaciais para muçulmanos rezarem na estação espacial; um astronauta
trouxe objetos ligados ao judaísmo para a ISS; em dezembro de 2006, símbolos hindus
foram trazidos para a ISS.
O foco passou a ser manter estações espaciais tripuladas em baixa órbita, como a
Skylab (em 1974) e a Apollo-Soyuz Test Project (em 1975), que fez um acoplamento de
uma nave americana e soviética, dando um fim à corrida espacial.
Além disso, os Estados Unidos passaram a dedicar parte do seu orçamento para
a Guerra do Vietnã, e o orçamento disponível para a NASA decaiu ao longo dos
próximos anos. Voltar à Lua simplesmente era um projeto para o qual faltava apoio e
orçamento.
183
Alguns dizem que os documentos do projeto Apollo foram destruídos para evitar que
eles fossem reconstruídos. Porém, todos os documentos do projeto foram preservados e,
com estudo suficiente, somos capazes de reconstruir toda a cadeia de produção do
Saturn V e da espaçonave Apolllo.
Outras coisas, entretanto, se perderam – não porque foram destruídas, mas porque o
tempo passou.
O pessoal que trabalhou na missão Apollo foi dispensado após o fim do projeto, de
forma que parte se aposentou, parte faleceu e parte trabalha em outros campos e
maioria certamente não se lembra dos detalhes da operação. Não é possível recontratá-
los e coloca-los para trabalhar. Porém, com estudo dos documentos, é perfeitamente
possível treinar novo pessoal para ter esse conhecimento.
Por outro lado, a missão Apollo requereu uma infraestrutura de centenas de fábricas
em lugares diferentes para produção dos materiais utilizados no programa (tanto
diretamente, como peças quanto indiretamente, como ferramentas), e mais centenas para
produção das peças utilizadas. Essas fábricas foram descomissionadas após o fim do
programa.
Por fim, nós não queremos voltar à Lua com o projeto Apollo. O projeto Apollo era
relativamente seguro para os padrões das décadas de 60 e 70 (e não uma missão suicida,
como afirmado no vídeo), mas os avanços com as estações espaciais elevaram muito
esses padrões de segurança.
Para que a ida a Lua hoje em dia seja feita nos padrões de segurança atuais,
precisamos de novos equipamentos. Além disso, as ambições atuais, que envolvem mais
tempo de estadia, mais tripulação e uma estação espacial lunar, também requerem novos
equipamentos.
186
Para impulsionar essa espaçonave além da órbita terrestre, pretende-se usar o foguete
Space Launch System.
187
Porém, todo programa espacial começa testando seus novos veículos sem
tripulantes, já que é importante saber como a nova espaçonave se comportará no
espaço em termos estruturais e de controle antes de colocar tripulantes.
Alguns supõe que esses atrasos ocorrem porque são parte de um atraso indefinido, já
que é impossível deixar a baixa órbita terrestre. Porém, atrasos também ocorreram no
programa Apollo:
▪ A missão Apollo 8 visava testar o módulo lunar, mas os atrasos na produção deste
mudaram os objetivos, fazendo uma órbita na Lua sem o módulo lunar.
▪ Devido aos atrasos do módulo lunar, a missão Apollo 9 foi atrasada do final de
1968 para o começo de 1969.
▪ A Apollo 10 foi atrasada de abril para maio de 1969 para permitir mais tempo de
preparação.
▪ A Apollo 14 foi atrasada de 1970 para 1971 devido aos problemas com a missão
Apollo 13.
▪ A Apollo 15 devia ser lançada no começo de 1971, mas foi lançada somente em
julho.
A razão pela qual os atrasos da Artemis são maiores que os da Apollo está,
justamente, nos cortes de orçamento que a NASA vem sofrendo recentemente.
Durante o programa Apollo, os cortes de orçamento eram muito maiores.
192
Por fim, o filme Luna, de Pavel Klushantsev, também trouxe astronautas na Lua
([Link]
195
Assim, uma associação da NASA com a Disney não prova que a ida à Lua foi feita
em um cenário fantasioso, apenas que a NASA – assim como a URSS – investiu em
propaganda para a corrida espacial.
196
Essa imagem é de uma visita dos homens ao estúdio de 2001: Uma Odisseia no Espaço.
Kubrick temia que uma ida à Lua estivesse próxima (e de fato estava), o que faria seu filme
parecer antiquado caso seus efeitos não fossem realistas. Assim, Kubrick pagou
profissionais da NASA para avaliar seus efeitos e compará-los com a realidade do
espaço.
197
Uma filmagem mostra o que seria Kubrick, em idade avançada, admitindo que forjou
a ida à Lua ([Link]
O vídeo é uma cena do filme Shooting Stanley Kubrick, de 2015, e traz uma suposta rara
entrevista dada por Kubrick antes de sua morte. Porém, o vídeo é uma obra de ficção e
Kubrick é, na verdade, o ator Tom Mayk interpretando Kubrick. Em
[Link] uma entrevista com o ator pode ser
vista.
As gêmeas – que são apenas irmãs não idênticas no livro de Stephen King – seriam a
missão Gemini. Porém, a inspiração para essa adição é uma fotografia de 1966
([Link]
kubricks-famous-horror-film-the-shining) somada com a fascinação de Kubrick pelo
conceito de doppelgangers, pessoas idênticas em diversos aspectos.
200
A águia apareceria mais uma vez na Adler, a máquina de escrever utilizada por Jack. A
frase “All work and no play makes Jack a dull boy” seria interpretada como “A11 work and no play
makes Jack a dull boy” porque o L parece um 1. Porém, isso é válido para quase todas as
máquinas de escrever, e é mera consequência de escrever a palavra “All”.
Além disso, essa frase sequer foi cunhada por Kubrick, mas é um provérbio de 1659
([Link]
work-and-no-play-makes-jack-a-dull-boy).
O vídeo cita “imagens que parecem foguetes”, mas uma análise do cenário revela
que se trata de uma decoração com temática nativo americana.
É afirmado que o local em que Danny brinca é o local de lançamento da Apollo, mas
Danny está em um hexágono e o local de lançamento da Apollo tem 8 lados.
202
O carpete sequer foi produzido para o filme, mas era comercializado desde a década
de 60 com o nome de Hicks’ Hexagon. Toy Story fez múltiplas referencias a O Iluminado
([Link] entre elas, o uso do
mesmo carpete no quarto de Andy – e não só na cena em que Buzz descobre ser um
brinquedo, como é sugerido.
A blusa de Danny, que tem o tema da Apollo 11, é também citada. A história é que
Kubrick queria algo que parecesse feito à mão, e a blusa foi apresentada como tendo sido
costurada por uma amiga da diretora de figurino. Kubrick apenas concordou.
203
Alega-se que o quarto 237 é uma referência às 237 milhas até a Lua – cujo número
real é 238. O número do quarto na obra de Stephen King é 217 porque ele e sua esposa
estiveram no quarto 217 no Stanley Hotel, que serviu de inspiração para o livro, pois
também fecha no inverno e fica apenas ocupado por um cuidador. Os diretores do hotel em
que O Iluminado foi filmado temiam que pessoas iriam recusar estadias no quarto 217, então
pediram que Kubrick mudasse o número para 237, 247 ou 257. A escolha foi 237 porque
fazia referência a um filme anterior de Kubrick, feito 1964, no qual era o código para ser
inserido em um computador visando evitar um holocausto nuclear.
O mesmo tipo de associação arbitrária produziu teorias que associam o filme com a
situação de nativos americanos, com o holocausto e com o labirinto do Minotauro
([Link]
Afinal, porque a da Apollo é a correta?
205
Múltiplos filmes citam a farsa da ida à Lua, e é alegado que esses filmes são denúncias
feitas por pessoas de Hollywood que conhecem a história real. Porém, conspirações sobre a
ida à Lua existem desde o pouso de Armstrong
([Link]
Além disso, a farsa da ida à Lua é um tema tão recorrente que é considerado
clichê da ficção ([Link] o
que nos faz questionar se animadores japoneses e quadrinistas também tem
conhecimento da farsa para denunciá-la.
207
Em 1929, foi lançado o filme alemão A Mulher na Lua. Ele contém muitos detalhes
semelhantes aos que foram aplicados no projeto Apollo. Porém, elas têm outras
explicações.
Além disso, o filme foi feito com a consultoria de Hermann Oberth, um cientista
de foguetes, que forneceu instruções para torna-lo realista e posteriormente trabalhou
na NASA.
Podemos citar:
▪ A contagem regressiva final foi adicionada para criar drama, e outros projetistas
de foguetes, muito antes da NASA, passaram a adotar essa tradição.
▪ Orbitar a Lua e ver a Terra é uma conclusão que qualquer pessoa pode obter,
afinal, vemos a Lua da Terra;
208
É argumentado que 400 mil pessoas trabalharam no programa Apollo, e que seria
preciso que todas elas concordassem em manter segredo sobre a farsa. Isso é de fato um
exagero, pois nem todos teriam conhecimento de todas as etapas, já que dentre as 400 mil
pessoas estão incluídos trabalhadores de fábricas que produzem peças, por exemplo.
No vídeo, alega-se que, para a conspiração ocorrer, seria necessário que “apenas
algumas dezenas” de pessoas concordassem em manter segredo, já que os demais seriam
meros trabalhadores que não conheceriam o todo graças à compartimentalização. Aqui,
temos duas opções: foram produzidos equipamentos que custaram bilhões de dólares, ou
apenas aparatos cenográficos que custaram milhares?
Sendo assim, uma opção defende que o governo gastou mais 8,1 bilhões em
espaçonaves Apollo, 3,1 bilhões em operações e 907 milhões em aparatos lunares, ou apenas
alguns milhões em aparatos cenográficos.
O autor parece defender a segunda opção, pois argumenta que o módulo lunar era
apenas um objeto cenográfico com 110 páginas de especificações – algo que é falso. Porém,
dentre as 400 mil pessoas, uma porção significante eram engenheiros, e engenheiros têm
209
108. CONCLUSÕES
Assim, podemos concluir que as missões Apollo de fato chegaram na Lua, algo
confirmado pela extensa documentação produzida pela missão e pelas imagens e
experimentos independentes.
Você pode chamar essas explicações de desculpas, mas elas servem perfeitamente
para justificar as inconsistências apresentadas. Se esse for o caso, você deveriam
estruturar suas alegações mencionando o argumento inicial, seguido da explicação
fornecida para a alegação, seguida de uma refutação dessa explicação. Por exemplo:
“A bandeira está no ar. Defensores da ida à Lua defendem que há uma haste que segura a bandeira no
lugar. Porém [...]”
Outros são baseados em frases como “isso é ridículo”, “eu não acredito nisso”, “isso
é absurdo”. Essas são apenas opiniões pessoais, e requerem uma demonstração da
impossibilidade do feito dito absurdo ou que o autor não acredita.
Ao final desse vídeo, esperamos que você não mais acredite que o homem foi à Lua.
Você não precisa acreditar nisso. Você tem toda a informação necessária para entender
que, de fato, o homem foi à Lua.