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Desmistificando - Ida À Lua

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1

Fábrica de Noobs

Desmistificando: ida à Lua

Natanael Antonioli
Junho de 2024
2

1. SUMÁRIO

1. Sumário ......................................................................................................................................... 2

2. Identificação da história ............................................................................................................. 7

3. Von Braun disse que seria necessário um foguete do tamanho do Empire State para ir à
Lua? ....................................................................................................................................................... 9

4. Se o Saturn V era tão bom, porque foi descontinuado? ...................................................... 11

5. Von Braun disse que seria necessária uma estação espacial em anel para ir à Lua? ......... 12

6. Quais eram as especificações da espaçonave Apollo? .......................................................... 13

7. O que foi feito em cada missão Apollo? ................................................................................ 19

8. Porque não consigo ir à Lua com processadores mais poderosos? .................................... 30

9. Quais eram as especificações dos trajes espaciais? ............................................................... 32

10. Havia oxigênio suficiente para as missões? ........................................................................ 35

11. A vitória dos EUA na corrida espacial é inexplicável? ..................................................... 36

12. A proposta para o Módulo Lunar tinha apenas 110 páginas? ......................................... 37

13. O fato de ninguém nunca ter visto o módulo lunar em operação é evidência da
fraude? ................................................................................................................................................ 38

14. Seria impossível para os astronautas levantarem o jipe? .................................................. 39

15. O jipe tem autonomia para percorrer o que percorreu? .................................................. 40

16. Porque a Audi não conseguiu fazer um veículo lunar? .................................................... 41

17. É impossível para um ser vivo atravessar o cinturão de Van Allen? .............................. 42

18. O que Van Allen disse sobre o cinturão? ........................................................................... 46

19. O que Terry Virts disse sobre o cinturão? ......................................................................... 47

20. O que Kathleen Rubins disse sobre o cinturão? ............................................................... 48


3

21. O que Kelly Smith disse sobre o cinturão? ........................................................................ 49

22. O que Elen Stofan disse sobre o cinturão? ........................................................................ 50

23. O que os astronautas sentiram ao viajar pelo cinturão de Van Allen? Porque relatos
são contraditórios? ............................................................................................................................ 51

24. Porque os astronautas viveram com saúde perfeita após passar pelo cinturão? ........... 53

25. Porque as naves modernas não são capazes de passar pelo cinturão de Van Allen? ... 54

26. Porque usar uma sonda de 600 milhões de dólares para estudar o cinturão? ............... 55

27. Porque os filmes fotográficos não foram danificados ao passar pelo cinturão? ........... 57

28. A NASA testou em humanos ao enviá-los para o cinturão de Van Allen? ................... 58

29. Como os astronautas sobreviveram aos raios cósmicos? ................................................. 59

30. Como os astronautas sobreviveram às temperaturas na superfície lunar?..................... 61

31. Os reais movimentos da Lua impedem que cheguemos nela? ........................................ 63

32. As roupas ficariam rígidas no vácuo e impediriam movimentos? .................................. 65

33. Como os astronautas sobreviveram ao calor da descida, subida e reentrada? .............. 66

34. Como os astronautas tocaram no módulo de comando após a reentrada? ................... 68

35. A Blue Marble é falsa? Isso prova que os globos vistos nas imagens são falsos? ......... 69

36. Astronautas foram pegos forjando uma visão da Terra em alta órbita? ........................ 72

37. Os globos das missões Apollo 11 e 14 são iguais? ............................................................ 74

38. Porque imagens diferentes mostram a Terra em tamanhos diferentes? ........................ 76

39. A Terra está na mesma posição em duas fotos?................................................................ 80

40. Porque estrelas não são vistas da superfície lunar? ........................................................... 81

41. Porque o estágio de subida não produziu pluma? ............................................................ 83

42. Porque o exaustor do módulo de serviço permaneceu intacto? ..................................... 84

43. Porque o módulo de descida não deixou uma cratera? .................................................... 85


4

44. Como a descida e a decolagem foram filmadas? ............................................................... 87

45. Porque os pés do módulo lunar não afundaram, e o dos astronautas sim? .................. 88

46. Se a Lua não tem atmosfera, porque a bandeira está trêmula? ........................................ 90

47. A pegada é incompatível com a bota? ................................................................................ 92

48. Porque não ouvimos o barulho do exaustor? .................................................................... 93

49. Porque ouvimos sons de martelos e outros objetos na Lua? .......................................... 94

50. Porque os astronautas pularam tão baixo? ......................................................................... 96

51. Porque há sombras não paralelas na Lua? ......................................................................... 98

52. Porque sombras têm comprimentos diferentes? ............................................................. 100

53. Porque Buzz Aldrin está iluminado contra o Sol? .......................................................... 102

54. Há um brilho inexplicável na bota de Aldrin? ................................................................. 105

55. Porque algumas fotografias mostram o jipe sem trilha? ................................................ 108

56. É possível simular a gravidade da Lua? ............................................................................ 113

57. Um objeto cai na aceleração da gravidade terrestre? ...................................................... 115

58. Há uma rocha marcada com a letra “C” no solo lunar? ................................................. 117

59. As cruzes na fotografia desaparecem? .............................................................................. 118

60. O fundo das imagens na Lua é artificial? ......................................................................... 119

61. Vazou suco de laranja no filme da câmera? ..................................................................... 120

62. Porque os dedos de Cernan não foram vistos em carne viva? ...................................... 122

63. Os astronautas eram puxados por cabos? ........................................................................ 124

64. O peso total das rochas lunares trazidas para a Terra é muito grande? ....................... 126

65. As rochas lunares são meteoritos? .................................................................................... 128

66. Há diferenças entre as rochas coletadas pela Apollo e pela China? ............................. 130

67. Uma rocha lunar acabou por ser um pedaço de madeira fossilizado? ......................... 131
5

68. Von Braun foi para a Antártica coletar rochas lunares falsas? ...................................... 133

69. Porque vemos a Lua em várias cores na Terra, mas sempre cinza e marrom nas
fotografias?....................................................................................................................................... 134

70. A Lua é cinza ou marrom? ................................................................................................. 135

71. As fitas do pouso foram perdidas pela NASA?............................................................... 137

72. Perguntas e respostas eram mais rápidas que a velocidade da luz? .............................. 140

73. Uma mulher viu uma garrafa de Cola-Cola na transmissão? ......................................... 142

74. Porque a transmissão foi feita a 2 GHz? .......................................................................... 143

75. Porque o LRO mostra os aparatos do programa Apollo em tão baixa qualidade, ou
não mostra? ...................................................................................................................................... 144

76. Os espelhos posicionados na Lua são apenas trechos da superfície lunar que refletem
laser? 152

77. Há imagens feitas da Terra das missões Apollo? ............................................................ 154

78. Porque não usamos nossos telescópios para observar os locais de pouso? ................ 158

79. Porque a voz dos astronautas parece calma durante a missão?..................................... 159

80. Porque os locais foram determinados como zonas de voo proibidas? ........................ 160

81. Porque os astronautas pareciam depressivos na entrevista após a Apollo 11? ........... 162

82. Aldrin disse que jamais fomos à Lua? ............................................................................... 164

83. As mortes no programa Apollo são suspeitas?................................................................ 165

84. Armstrong disse que nunca fomos à Lua? ....................................................................... 167

85. Porque os astronautas não juraram na Bíblia que foram à Lua? ................................... 168

86. Porque os astronautas se irritam ao serem questionados sobre irem à Lua? .............. 169

87. Porque James Webb renunciou pouco antes das missões Apollo se concretizarem? 170

88. Bill Clinton disse que o homem nunca foi à Lua na sua autobiografia? ...................... 171

89. Trump disse que jamais fomos à Lua?.............................................................................. 172


6

90. Mike Pence disse que jamais fomos à Lua? ..................................................................... 173

91. O túmulo de Von Braun diz que jamais fomos à Lua? .................................................. 174

92. É estranho que os astronautas formem um grupo extremamente seleto? ................... 175

93. A maioria dos astronautas que foram à Lua são maçons? ............................................. 176

94. O número 33 aparece no programa Apollo? ................................................................... 179

95. Porque a NASa faz referências pagãs?.............................................................................. 180

96. Porque as missões Apollo 18, 19 e 20 foram canceladas? ............................................. 182

97. Porque não refazer todo o projeto Apollo? ..................................................................... 184

98. O que é a Artemis? .............................................................................................................. 186

99. Porque a Artemis fez testes não tripulados? .................................................................... 189

100. Porque a missão Artemis sofreu atrasos? ......................................................................... 190

101. Porque a Disney foi parceira da NASA? .......................................................................... 192

102. Porque há uma foto de Kubrick ao lado do pessoal da NASA? ................................... 196

103. Kubrick admitiu ter forjado a ida do homem à Lua? ..................................................... 197

104. O filme O Iluminado é a confissão de Kubrick em participar da farsa?......................... 198

105. Filmes que citam a farsa da ida à Lua são denúncias? .................................................... 205

106. O filme de 1929, A Mulher na Lua, previu a tecnologia espacial? ................................. 207

107. Quantas pessoas são necessárias para a farsa ocorrer? ................................................... 208

108. Conclusões ........................................................................................................................... 210


7

2. IDENTIFICAÇÃO DA HISTÓRIA

Mais de 50 anos após o primeiro pouso na Lua, pessoas afirmam que as missões
Apollo foram forjadas em um estúdio e apontam diversas inconsistências nas provas
fornecidas.

Esse vídeo é estruturado de forma a apresentar um resumo do programa Apollo e,


em seguida, responder argumentos que defendem que o programa foi uma farsa. Para obter
material com tais argumentos, nos baseamos no site American Moon
([Link] no vídeo A Farsa da Ida à Lua
([Link] e em argumentos esparsos na internet.

Partiremos da premissa que voos em baixa órbita da Terra são possíveis e ocorreram.
Essa premissa é negada por terraplanistas e por pessoas que alegam que o espaço como um
todo é inacessível, mas é aceita por muitos negacionistas do pouso na Lua.

Alguns tópicos serão abordados no futuro, mas são irrelevantes para esse vídeo. São
eles:

▪ O espaço como um todo é uma farsa, e é impossível visita-lo;


▪ A Lua é pequena e tem poucos quilômetros de diâmetro, estando a uma distância
muito menor do que o alegado;
▪ As imagens feitas pelo robô em Marte são uma farsa;
▪ A Lua é artificial;
▪ Os astronautas da Apollo 10 ouviram música assustadora na Lua;
▪ A missão Apollo 18 existiu e envolveu a descoberta de algo horrível;
▪ Restos humanos foram descobertos na Lua;
▪ Planetas em outros sistemas solares não existem;
▪ A Lua é um holograma;
▪ A Lua reflete o mapa da Terra;
8

Alguns trechos contêm pequenas e raras falhas de áudio devido a uma má


configuração do microfone que foi resolvida durante a gravação. Todas as imagens de
terceiros utilizadas são de domínio público, mas eventuais disputas de copyright indevidas
podem fazer com que elas sejam cortadas da versão publicada.
9

3. VON BRAUN DISSE QUE SERIA NECESSÁRIO UM FOGUETE


DO TAMANHO DO EMPIRE STATE PARA IR À LUA?

Wernher Von Braun foi um engenheiro alemão envolvido no projeto do foguete


Saturno V, que levou humanos à Lua. É comum citar que Von Braun alegou que seria
necessário um foguete do tamanho do Empire State (381 metros) para levar os humanos à
Lua.

Isso, porém, não ocorreu dessa forma. A proposta de Von Braun era para um
foguete que nos levasse diretamente à Lua, e claramente não foi concretizada porque
seria inviável.

No final, Von Braun dirigiu a construção do foguete Saturn V que não nos levou
diretamente à Lua, mas usou a gravidade da Terra para impulsionar o conjunto em
direção à Lua. Assim, Von Braun jamais disse que a viagem à Lua requereria um foguete
dessas proporções, apenas que a viajem direta – algo que não foi feito – o requereria.

Figura 1: Saturn V em todas as missões Apollo e na Skylab 1.


10

Figura 2: saturno V e rota feita em direção à Lua.


11

4. SE O SATURN V ERA TÃO BOM, PORQUE FOI

DESCONTINUADO?

Um vídeo ([Link] aos 47 minutos,


questiona porque o Saturn V foi descontinuado e deu lugar ao Ônibus Espacial, que é muito
mais caro e menos poderoso.

Porém, ao passo que o Ônibus Espacial é mais caro e menos poderoso, cada parte
do Saturno V era descartada após uma missão, e devia ser reconstruída em uma
missão posterior ([Link]
[Link]).

Figura 3: sobre o Saturno V.

Já o Ônibus Espacial é parcialmente reutilizável, já que todas as partes, exceto o


tanque de combustível externo, voltam para a Terra e são usadas em missões seguintes
([Link] Como o Ônibus Espacial foi
comissionado para voar 70 vezes no ano, seus custos de operação são muito menores
que os do Saturn V.

Figura 4: apenas o tanque externo é descartado.


12

5. VON BRAUN DISSE QUE SERIA NECESSÁRIA UMA ESTAÇÃO


ESPACIAL EM ANEL PARA IR À LUA?

Mais uma vez, a informação passada no vídeo é incorreta. Von Braun não disse que
tal espação seria necessária, mas apenas a propôs em uma série de artigos intitulada
Man Will Conquer Space Soon!.

Figura 5: proposta de Von Braun.

Ao invés de ser um passo necessário para ir à Lua, essa estação visava construir
um ambiente para abrigar uma grande tripulação em órbita da Terra, fornecer gravidade
artificial através da rotação, e servir de ponto base para a exploração do espaço.

Von Braun tanto não via essa estação como necessidade que propôs o foguete do
tamanho do Empire State para uma ida direta, e dirigiu o Saturn V para uma ida
impulsionada.
13

6. QUAIS ERAM AS ESPECIFICAÇÕES DA ESPAÇONAVE APOLLO?

O foguete Saturno V tinha três estágios e levava, em sua ponta, a espaçonave Apollo.
Nessa seção, conheceremos como essa espaçonave funcionava.

Figura 6: espaçonave Apollo.


14

A espaçonave Apollo era composta de 3 módulos. O módulo de comando era a


habitação dos três tripulantes, painéis de controle de instrumentos, sistema de guia, controle
e navegação, sistemas de comunicação, sistema de controle do ambiente, baterias, escudo de
calor, controle de estabilização, docas, janelas e um sistema de paraquedas.

Figura 7: módulo de comando.

O módulo de serviço não era pressurizado e continha um motor de propulsão e um


propelente para entrar e sair da órbita lunar, além de um sistema de controle de estabilização,
células de combustível e radiadores para liberar calor para o espaço, além de uma antena. O
módulo de serviço fornecia oxigênio para respirar, e células de combustível produziam água
para beber e para controle do ambiente.

Figura 8: módulo de serviço.


15

O módulo lunar se encontrava diretamente abaixo do módulo de serviço, e era


composto dos estágios de subida e de descida. O estágio de subida continha a cabine da
tripulação, controles de voo e um sistema de propulsão, além de tanques para retornar à
órbita lunar. No interior, havia um controle de ambiente, um sistema de comunicação, um
pequeno telescópio para visualizar o alinhamento da espaçonave e um sistema para suporte
lunar de 48 horas e, em missões seguintes, 72 horas. Esse estágio cotinha, também,
compartimentos para itens trazidos da Lua para a Terra.

O estágio de descida continha quatro pernas para suporte e um sistema de descida


controlada, além de uma estrutura que serviria como um ponto de lançamento para o
módulo de subida.

Figura 9: módulo lunar.


16

Na ida à Lua, a espaçonave Apollo se soltava do foguete Saturno V, e seguia para a


Lua. Então, o conjunto orbitava a Lua. Em dado momento, o módulo lunar se soltava da
espaçonave Apollo e descia para a superfície enquanto o módulo de comando e módulo de
serviço permaneciam em órbita.

Ao final da expedição na superfície, o estágio de descida servia como uma base de


lançamento para o estágio de subida, e era deixado na superfície lunar. O estágio de subida,
então, se conectava ao módulo de serviço.

Figura 10: subida e descida.

Os astronautas iam para o módulo de comando, e o estágio de subida era descartado,


queimando na atmosfera, se acidentando na superfície lunar, orbitando o Sol ou, no caso da
missão Apollo 13 que precisou ser abortada, usado como um bote salva-vidas.

Figura 11: destino dos estágios de subida.


17

Já em direção à terra, o módulo de serviço também era descartado e queimava na


atmosfera terrestre. Por fim, o módulo de comando reentrava na atmosfera e descia com o
auxílio de paraquedas em uma região coberta por água.

Figura 12: descida do módulo de comando.

No módulo de comando e no módulo lunar, o computador de guia estava instalado.


Para se comunicar com o computador, os astronautas usavam uma interface chamada
DSKY.

Figura 13: computador (dentro da caixa dourada) e DSKY.


18

O computador trabalhava com um software gravado em uma memória ROM (read


only memory), e com palavras (dados manipulados) de 16 bits, sendo 15 bits de dados e 1 bit
de paridade (usado para detectar erros). A memória magnética de escrita e leitura do
computador era de 2048 palavras, onde dados eram lidos e escritos.

Haviam quatro registradores centrais (usados para armazenar valores em acesso mais
rápido) e outros registradores internos. Como computador, ele trabalhava com um conjunto
de instruções, sendo elas:

Tabela 1: instruções do computador de bordo.


TC Transferência incondicional para outro ponto da instrução.
CCS Transferência condicional para outro ponto da instrução.
INDEX Adiciona os dados obtidos no endereço da próxima instrução.
RESUME Retoma a execução depois de interrupções.
XCH Troca conteúdos da memória com um registrador.
CS Carrega um registrador com o complemento de um do valor na memória.
TS Armazena o conteúdo de um registrador na memória.
AD Soma.
MASK Operação AND.
MP Multiplicação.
DV Divisão.
SU Subtração.
19

7. O QUE FOI FEITO EM CADA MISSÃO APOLLO?

Oficialmente, o nome das missões Apollo começa em 1, mas salta para 4.

Para entendermos a história, precisamos começar com uma missão denominada AS-
201, também chamada de Apollo 1-A. Ela ocorreu em fevereiro de 1966 e foi um voo não
tripulado suborbital do Saturn 1B com os módulos de comando e serviço, útil para testar os
sistemas de propulsão e controle.

Figura 14: AS-201.

A próxima missão, AS-202, foi o segundo voo não tripulando suborbital do Saturn
1B, incluindo controle da espaçonave, sistema de navegação e células de combustível. Ela
ocorreu em agosto de 1966.
20

Figura 15: AS-202.

O sucesso dessas duas missões fez a NASA considerar seguro um voo tripulado.
Temos, então a temos a AS-204. Porém, durante um ensaio em 21 de fevereiro de 1967, um
incêndio de origem elétrica atingiu o módulo de comando, e matou todos os três astronautas
presentes. Os esforços de resgate falharam porque a porta interna da cabine não podia ser
aberta devido ao gradiente de pressão. Como o foguete não estava com combustível, a
preparação para emergências não era tão rigorosa quanto deveria ser. A missão foi,
postumamente, batizada de Apollo 1.

Figura 16: Apollo 1.


21

A próxima missão Apollo, de nome Apollo 4, ocorreu apenas em novembro de 1967.


Trata-se do primeiro voo do foguete Saturn V, e permitiu obter dados estruturais e de
integridade do foguete.

Figura 17: Apollo 4.

Em seguida, temos a Apollo 5, em janeiro de 1968. Nessa missão, o Saturn 1B


carregou o módulo lunar até a órbita, e testes com o módulo lunar (como da possibilidade de
abortar um pouso na Lua) foram bem sucedidos.
22

Figura 18: Apollo 5.

Temos, então, a Apollo 6 em abril de 1968, constituindo o segundo teste do Saturn V,


que o qualificou para uso em missões tripuladas.

Figura 19: Apollo 6.


23

A Apollo 7, em outubro de 1968, foi o primeiro voo tripulado do programa Apollo.


Nessa missão, o módulo de comando foi lançado em baixa órbita da Terra durante 7 dias,
simulou uma acoplagem na alta órbita, transmitiram-se imagens do espaço para a televisão, e
realizaram uma reentrada. Tensões ocorreram devido às condições climáticas no lançamento
e ao fato de as transmissões de TV atrapalharem as atividades na espaçonave.

Figura 20: Apollo 7.

Os sucessos na acoplagem e permanência em órbita da Apollo 7 fizeram com que a


Apollo 8, em dezembro de 1968, realizasse o primeiro voo orbital na Lua (deixando a baixa
órbita da Terra), realizasse 10 órbitas na Lua ao longo de 20 horas, e transmitisse imagens
para televisão lendo os primeiros versos de Gênesis.
24

Figura 21: fotografia feita na Apollo 8 (AS8-14-2383HR).

Temos, então, a Apollo 9, que testou em março de 1969 e em baixa órbita terrestre, o
funcionamento da espaçonave Apollo completa (com módulos de comando, serviço, e lunar)
realizando operações de desacoplamento, voo independente, reencontro e acoplamento.

Figura 22: Apollo 9.


25

Em 18 de maio de 1969, a Apollo 10 orbitou a Lua e realizou o desacoplamento, que


voo em baixa órbita lunar, seguida de um encontro e um acoplamento.

Figura 23: Apollo 10.

Finalmente, em julho de 1969, o pouso na Lua foi realizado com a missão Apollo 11.
Nessa missão os astronautas seguiram os processos detalhados na seção anterior. Armstrong
desceu na superfície lunar, pronunciou a frase “esse é um pequeno passo para [o] homem,
mas um enorme passo para a humanidade” e explorou a superfície. Amostras de solo foram
coletadas, os astronautas se moveram e pularam na superfície lunar, a bandeira foi colocada,
uma conversa com Nixon foi feita, instrumentos científicos foram colocados e uma placa foi
colocada.
26

Figura 24: operações realizadas.

Na Apollo 12, em novembro de 1969, o homem retornou à Lua, mas a transmissão


da missão para a TV se encerrou abruptamente quando a câmera foi acidentalmente exposta
ao Sol. Uma bandeira foi erguida, foi feita a exploração do solo lunar e o local onde a
Surveyor 3, que pousou em 1967 foi visitado, com amostras do veículo colhidos.

Figura 25: Apollo 12.


27

A Apollo 13, em abril de 1970. deveria pousar na Lua, mas uma explosão em um
tanque de oxigênio no módulo de serviço fez com que a missão fosse abortada e voltasse
para a Terra em um processo de grande tensão no qual o módulo lunar foi usado como um
bote salva vidas com recursos limitados para a reentrada.

Figura 26: módulo de serviço danificado.

A Apollo 14, em fevereiro de 1971, explorou terreno mais acidentado na Lua e fez
uma manobra com um taco e bolas de golfe, além de coletar amostras lunares.

Figura 27: manobra com taco de golfe.


28

Na Apollo 15, em agosto de 1971, um jipe lunar foi enviado para permitir a
exploração em maior distância, e amostras de rocha foram coletadas.

Figura 28: Apollo 15.

Na Apollo 16, de abril de 1972, os astronautas coletaram rochas e fizeram


explorações com o jipe em crateras nas proximidades.

Figura 29: Apollo 16.


29

Na Apollo 17, de dezembro de 1972, múltiplos equipamentos científicos foram


instalados na Lua, e o jipe foi utilizado para explorar locais mais distantes do ponto de
pouso.

Figura 30: Apollo 17.

As missões Apollo 18, 19 e 20 foram canceladas por razões que entenderemos mais
adiante.
30

8. PORQUE NÃO CONSIGO IR À LUA COM PROCESSADORES


MAIS PODEROSOS?

Uma alegação comum é que o computador da Apollo 11 tinha menos poder


computacional que uma calculadora. Essa afirmação é verdadeira, mas válida quando
comparadas a calculadoras científicas e não com calculadoras comuns.

Por exemplo, a TI-73, de 1998 ([Link]


possuía pouco mais ROM e oito vezes mais RAM que o computador da Apollo, e era
140 vezes mais rápida que o computador da Apollo.

Figura 31: TI-73

Porém, o computador das missões Apollo era um computador de propósito


específico, com um conjunto de instruções capaz de realizar apenas as instruções necessárias
para a missão à Lua. Nesse quesito, a memória disponível e o poder computacional
eram suficientes para cumprir a missão.

Repetir a missão Apollo com processadores modernos de propósito geral (como os


usados em computadores) ou de propósito específico para outras funções (como os usados
em calculadoras) é uma má ideia, uma vez que esses processadores consumem energia
31

de maneira desnecessária e demandam muito espaço de memória. Para novas missões,


serão desenhados novos processadores de propósito específico, capazes de cumprir
exatamente o que é necessário, e nada além.

O processador da missão Apollo serve para receber, processar e produzir


informações referentes à ida à Lua, e você consegue fazer o mesmo com processadores
modernos. O processador da missão Apollo, sozinho, não é capaz de levar você até a
Lua (pois ele requer hardware adicional conectado a ele, como todo o resto dos módulos de
comando e lunar) e, logo, você também não consegue fazer o mesmo com
processadores modernos.
32

9. QUAIS ERAM AS ESPECIFICAÇÕES DOS TRAJES ESPACIAIS?

Os trajes espaciais eram compostos de duas camadas, uma interna e uma externa, e
diferiam a depender dos astronautas que pousariam na Lua e dos astronautas que ficaram no
módulo de comando.

Figura 32: traje interno e externo.

A parte base era chamada de LCVG, e era uma roupa capaz de circular água para
remover calor do corpo, minimizando suor e embaçamento do capacete.

A parte interior era chamada de TSLA, e continha seis conexões de suporte à vida no
peito do astronauta. As 4 conexões inferiores passavam oxigênio, uma conexão superior
passava eletricidade, e duas conexões passavam água de maneira bidirecional para
resfriamento.
33

Figura 33: TSLA.

A parte exterior era chamada de ITMG, e protegia o astronauta de radiação solar e de


pequenas partículas de rocha (pesando menos de 1 grama) que poderiam atingir a roupa
espacial. O material era composto 13 camadas de diferentes componentes, como nylon
coberto por borracha, Mylar aluminizado, Dacron, Kapton aluminzado e Teflon. Uma
mochila fornecia oxigênio e permitia a circulação de água. Uma câmera permitia que imagens
lunares fossem feitas em alta qualidade.
34

Figura 34: roupa exterior.

As roupas dos astronautas nos módulos de comando eram semelhantes, mas não
continham hardware de uso específico em atividades extraveiculares.

A partir da Apollo 15, as roupas foram redesenhadas para missões de longa duração,
com proteção reforçada e tanques capazes de carregar mais oxigênio.
35

10. HAVIA OXIGÊNIO SUFICIENTE PARA AS MISSÕES?

Um site ([Link] alega que os tanques de oxigênio dos


astronautas, quando comparados aos tanques de mergulho, não poderiam fornecer oxigênio
suficiente para as missões na superfície lunar.

Figura 35: total de tanques necessários.

Porém, a explicação é muito mais simples. Em primeiro lugar, tanques de mergulho


carregam ar, composto de 21% oxigênio e 79% nitrogênio, ao passo que os tanques dos
astronautas carregavam oxigênio puro.

Além disso, o módulo lunar continha 21 quilogramas de oxigênio a uma pressão de


2690 psi, que era passado para os tanques dos astronautas de tempos em tempos
através da troca sucessiva de um tanque quase vazio por um carregado dentro do módulo
de subida. Assim, nada obriga os astronautas a carregarem múltiplas mochilas,
apenas a reabastecerem suas mochilas quando necessário.
36

11. A VITÓRIA DOS EUA NA CORRIDA ESPACIAL É

INEXPLICÁVEL?

Um argumento muito comum é que a União Soviética esteve à frente da corrida


espacial, e que a vitória dos Estados Unidos é inexplicável. É argumentado, por exemplo,
que a URSS foi a primeira a atingir muitas marcas, como o primeiro satélite artificial em
órbita, a primeira criatura viva em órbita, o primeiro homem em órbita e a primeira
caminhada espacial.

Porém, a maioria dos feitos da URSS foram atingidos pelos Estados Unidos em
menos de um ano, em alguns casos, em semanas. A partir de 1965, os Estados Unidos
passaram a atingir vários marcos, como o primeiro encontro no espaço. Além disso, muitos
feitos da URSS não avançaram a tecnologia em grande escala, e alguns não avançaram
em nenhuma (como a primeira mulher no espaço).

No momento da Apollo 7, a URSS tinha feito apenas 9 voos, ao passo que os


Estados Unidos tinham feito 16. A URSS tinha 460 horas de voo espacial, contra 1024 dos
Estados Unidos. A URSS tinha 534 horas de voo tripulado, contra 1992 horas dos Estados
Unidos. No momento da Apollo 11, a margem já havia se tornado muito maior que
isso.

Assim, uma simples checagem no progresso da corrida espacial na Wikipedia


([Link] é insuficiente para obter
conclusões sobre quem deveria chegar à Lua primeiro.
37

12. A PROPOSTA PARA O MÓDULO LUNAR TINHA APENAS 110


PÁGINAS?

Aos 45 minutos do vídeo em [Link]


alega-se que a proposta do Módulo Lunar tinha apenas 110 páginas – indicando que se
tratava de um pequeno projeto para ser exibido em museus e não para chegar à Lua.

Porém, isso é falso. Os documentos do módulo lunar (incluindo especificações,


manuais, etc.) podem ser vistos em [Link] e
somam 40 + 194 + 73 + 267 + 13 + 966 + 151 + 884 + 81 + 66 + 76 + 974 +
329 + 38 = 𝟒𝟏𝟓𝟐 páginas, adequado para um projeto dessa magnitude.

Além disso, o livro de desenhos com os projetos do módulo lunar (visto em


[Link]
totaliza 1934 páginas.

Se o número de páginas é um argumento para defender que o projeto era uma mera
escultura de museu, então 4152 páginas de detalhamento de operação somadas a 1934
páginas de desenhos e medidas parece um valor consideravelmente exagerado.
38

13. O FATO DE NINGUÉM NUNCA TER VISTO O MÓDULO LUNAR


EM OPERAÇÃO É EVIDÊNCIA DA FRAUDE?

O módulo lunar só foi visto em operação nas filmagens, que negacionistas


alegam ser efeitos práticos.

Porém, não há formas de operar o módulo lunar na atmosfera terrestre justamente


porque ele foi feito para operar no vácuo, não possuindo qualquer aerodinâmica capaz
de sustentar as operações na atmosfera sem se desintegrar.

Analogamente, a Deepsea Challenger atingiu a profundidade de 11 mil metros na


fossa das Marianas, e ninguém a viu em operação além de seus tripulantes ou através
de vídeos. Ainda assim, você não alega que o feito da Deepsea Challenger foi uma
farsa e nunca desceu abaixo de 2 mil metros.
39

14. SERIA IMPOSSÍVEL PARA OS ASTRONAUTAS LEVANTAREM O


JIPE?

Em uma ocasião, os astronautas precisaram levantar o jipe. Alguns debocham do


evento, dizendo que eles “deram uma malhadinha”.

O jipe pesava 210 quilogramas


([Link]
oving%20Vehicle%20had,a%20wheelbase%20of%202.3%20meters.) Na Lua, o esforço para
levantá-lo equivale ao de levantar 34 quilogramas. Divido entre dois astronautas, esse valor
chega 17 quilogramas, um valor perfeitamente possível.

1,62
210 × ≈ 34 kg
9,8
40

15. O JIPE TEM AUTONOMIA PARA PERCORRER O QUE


PERCORREU?

Alega-se que o jipe elétrico não teria baterias suficientes para percorrer o trecho que
percorreu. Ao todo, esse trecho foi de 27 quilômetros na Apollo 15, 27 quilômetros na
Apollo 16 e 35 quilômetros na Apollo 17.

O jipe era alimentado por duas baterias que totalizavam 242 ampere-hora, e tinha
um alcance máximo de 92 quilômetros. Esse alcance é sustentado pelos cálculos, e
não há nada de suspeito nele.

Além disso, o consumo de energia é menor na Lua devido à inexistência de


atmosfera, uma importante fonte de atrito.
41

16. PORQUE A AUDI NÃO CONSEGUIU FAZER UM VEÍCULO


LUNAR?

O vídeo afirma que a Audi foi desafiada pela Google a produzir um veículo lunar, e
falhou. Porém, uma pesquisa revela que a Audi produziu o Lunar Quattro, um veículo
alegadamente capaz de viajar na Lua ([Link]
[Link]).

Figura 36: Audi Quattro

Ao defender a impossibilidade do jipe existir, o autor distorce a proposta da Google:


a empresa não desafiou montadores a produzir um jipe lunar para ser usado por
alguns quilômetros em uma missão e descartado, mas um robô autônomo capaz de
percorrer vários quilômetros por um longo período de tempo.
42

17. É IMPOSSÍVEL PARA UM SER VIVO ATRAVESSAR O CINTURÃO


DE VAN ALLEN?

O Sol está constantemente enviando partículas em altas velocidades para a Terra, que
ficam presas em uma região chamada cinturão de Van Allen. Partículas em altas velocidades
implicam em radiação, e é argumentado que os astronautas da Apollo seriam incapazes de
atravessar essa zona mortal.

Existem dois cinturões do tipo, o cinturão interior e o cinturão exterior, e ambos


precisaram ser atravessados para viajar até a Lua.

Figura 37: cinturões de Van Allen.

Há três formas de minimizar os efeitos do cinturão de Van Allen, onde partículas em


alta energia podem penetrar a espaçonave e atingir os astronautas, causando problemas de
saúde.

A primeira delas é através da blindagem. O cinturão interior contém prótons em


alta energia (cerca de 100 MeV) ao passo que o cinturão exterior contém elétrons em
menor energia (0,1 a 10 MeV).
43

Para prótons em alta energia, a proteção necessária envolve metais com alto número
atômico, como ferro (26) e chumbo (82), além de proteções complementares de aço e de
concreto ([Link] Nenhum desses
elementos estava presente no escudo das missões Apollo, que era de alumínio.

Para elétrons em menor energia, alumínio, presente no escudo das missões


Apollo, é adequado
([Link]
ging%20from,total%20thickness%2014.5%20mm)%20electron).

Isso nos faz pensar que seria impossível sequer sobreviver aos efeitos do cinturão
interior, mas é nesse ponto que entram duas outras técnicas complementares. Idealmente, se
lançar ao espaço por um dos polos evitaria ambos os cinturões. Porém, um lançamento por
um dos polos não era viável devido ao gasto de combustível, que é muito maior do que
relativamente próximo da Linha do Equador.

A segunda técnica é espacial. A espaçonave foi lançada a um ângulo de 30º da Linha


do Equador e a um ângulo de 40º do equador magnético, o que conferiu a vantagem de
atravessar os cinturões pelos cantos, e não pelo meio – onde teriam de ficar mais tempo.

A terceira é temporal, e consequência da segunda. Os cinturões de Van Allen não são


raios mortais que matam instantaneamente, mas sim regiões nas quais a exposição
por radiação ionizante é maior: ficar de frente a uma máquina de raio X por horas causa
envenenamento por radiação, mas ficar de frente a mesma máquina por segundos é
inofensivo.

Os astronautas ficaram apenas alguns minutos no cinturão interior (portanto,


uma exposição curta à radiação) e 1 hora e meia no cinturão exterior (portanto, uma
exposição mais longa, mas ainda curta se comparada ao tempo da viagem). Esse tempo de
exposição é insuficiente para matar ou causar grandes problemas de saúde aos
astronautas.
44

Dosagem de radiação absorvida é medida em rad. Um documento de 1973, que


pode ser confirmado por cálculos considerando a intensidade de partículas no cinturão de
Van Allen, o tempo de exposição e o isolamento, indica a dosagem absorvida pelos
astronautas conforme a leitura do marcador
([Link]

Figura 38: dosagem recebida pelos astronautas.

Para fins de comparação, a dose máxima permitida para exposição anual de


trabalhadores de uma planta nuclear
([Link]
@safework/documents/publication/wcms_154238.pdf) é de 2 rad. Dessa forma, é como
se os astronautas tivessem trabalhado por um tempo menor que um ano em uma
planta nuclear, e não como se tivessem sido expostos a uma dosagem letal.

Figura 39: informação e conversão.


45

Expandindo a comparação, a radiação exposta equivale a duas tomografias


computadorizadas, um procedimento seguro ([Link]
nrc/radiation/around-us/[Link]).

Figura 40: total de exposição em uma tomografia computadorizada.


46

18. O QUE VAN ALLEN DISSE SOBRE O CINTURÃO?

Negacionistas da ida do homem à Lua mencionam uma citação de Van Allen, o


descobrir do cinturão, para afirmar que a viagem seria impossível. A frase em questão é
semelhante com “esse é um problema sério que precisaremos resolver antes de enviar humanos através dele
com segurança”.

Não achamos confirmação da veracidade dessa frase, mas suporemos que ela seja
verídica. Porém, um problema sério não requer necessariamente soluções complexas:
um poço cheio de estacas pontudas é um problema sério para a sua saúde, mas a solução é
tão simples quanto ficar longe dele.

No caso do cinturão de Van Allen, a solução é tão simples quanto blindagem e


minimizar o tempo dentro dele.

Porém, se as palavras de Van Allen são importantes, então devemos considerar a


resposta do próprio Van Allen a Lambert, que o questionou sobre a possibilidade das
missões Apollo o atravessarem. A resposta continha exatamente a mesma justificativa
da seção anterior.

Figura 41: resposta de Van Allen.


47

19. O QUE TERRY VIRTS DISSE SOBRE O CINTURÃO?

Terry Virts, um astronauta na estação espacial, disse


([Link] “agora nós apenas podemos
voar em órbita da Terra, é o mais longe que podemos ir, e o novo sistema que estamos construindo irá
permitir que voemos além e, com esperança, levar humanos para o Sistema Solar para explorar a Lua,
Marte, Asteroides... tem vários destinos que podemos ir e estamos construindo esses componentes para
permitir que nós o façamos”.

Essa citação, porém, é tirada de contexto. Terry Virts está se referindo ao


presente, e não ao passado. Nos minutos anteriores, ele foi questionado sobre o que viria
após a Estação Espacial Internacional, e respondeu: “o plano é que a NASA construa um foguete
chamado SLS, que é um foguete pesado, muito maior do que nós temos hoje, e será capaz de lançar a Orion
com humanos a bordo bem como módulos de aterrisagem e outros componentes além da órbita da Terra”.

Fica claro que Terry estava se referindo à tecnologia existente quando a


entrevista foi gravada, e não a toda a tecnologia já desenvolvida pela humanidade. No
momento em que a entrevista foi gravada, éramos incapazes de enviar humanos para além da
órbita da Terra por uma série de questões logísticas, não em função do cinturão de Van
Allen, que é um problema já superado.

Quando questionado sobre a fala, Terry respondeu, por e-mail


([Link]
[Link]), que ele estava se referindo à tecnologia da época.

Figura 42: resposta de Terry.


48

20.O QUE KATHLEEN RUBINS DISSE SOBRE O CINTURÃO?

Kathleen Rubins, uma astronauta sendo entrevistada da ISS, disse


([Link] “nós estamos realmente
empurrando as fronteiras em termos de que estamos indo adiante com a exploração. Eu acho que humanos
são naturalmente atraídos para isso. E esse é apenas o começo. Eu penso em humanos deixando a baixa
órbita Terrestre. Realmente planejo estar aqui para ver isso”.

A resposta da Kathleen foi sobre estar viva quando os planos de Elon Musk
em viajar para Marte se concretizarem. Kathleen nasceu em 1978 e a Apollo 17
ocorreu em 1972, o que significa que ela nunca viu humanos deixarem a órbita
terrestre.

Figura 43: nascimento de Kathleen.

É perfeitamente razoável, dentro da linguagem, dizer “eu espero estar vivo


para ver esse evento acontecer” quando você não viu um evento acontecer, mesmo
que ele tenha ocorrido no passado.

Analogamente, o Brasil ganhou a última Copa do Mundo em 2002. É perfeitamente


aceitável para um brasileiro de 18 anos (nascido em 2006) dizer “eu realmente espero estar
vivo para ver o Brasil campeão do mundo”. Isso não significa que o Brasil nunca foi
campeão do mundo.
49

21. O QUE KELLY SMITH DISSE SOBRE O CINTURÃO?

Kelly Smith, um engenheiro em um programa, disse


([Link] “nós vamos passar pelos
cinturões de Van Allen – uma área de radiação perigosa. Nós precisamos resolver esses desafios antes de
enviar pessoas para essa região do espaço”.

Kelly Smith, porém, imediatamente antes disso disse: “a espaçonave está carregada de
sensores para medir todos os aspectos do voo em todos os detalhes. Estamos em direção a 3600 milhas
acima da Terra, 15 vezes acima da Estação Espacial Internacional”.

Na verdade, Kelly estava se referindo aos equipamentos eletrônicos sensíveis à


radiação e não à saúde das pessoas, este último problema já superado há tempos. As
missões Apollo não tiveram esse problema porque os equipamentos da época, apesar de
menos poderosos computacionalmente, eram mais resistentes à radiação
([Link]

Figura 44: trecho de artigo.


50

22.O QUE ELEN STOFAN DISSE SOBRE O CINTURÃO?

Elen Stofan, cientista, disse “o foco da NASA agora é enviar humanos para além da órbita
baixa da Terra, para Marte. Estamos tentando desenvolver as tecnologias para chegar lá, na verdade é um
enorme desafio tecnológico. Existem alguns problemas realmente grandes. A radiação. Uma vez que você sai
do campo magnético da Terra, vamos expor os astronautas não apenas à radiação proveniente do Sol, mas
também à radiação cósmica. Essa é uma dose mais alta do que pensamos que humanos devem suportar.”

Elen sequer está se referindo ao cinturão de Van Allen, mas a atividade solar e
raios cósmicos. As missões Apollo duraram 11 dias, era possível prever a atividade solar
nesse período e raios cósmicos estelares não são um problema por pouco tempo.

Porém, Elen está falando sobre uma viagem à Marte, que demora 9 meses. Prever a
atividade solar por esse tempo é problemático, e a radiação cósmica estelar já se torna
um problema.
51

23.O QUE OS ASTRONAUTAS SENTIRAM AO VIAJAR PELO


CINTURÃO DE VAN ALLEN? PORQUE RELATOS SÃO
CONTRADITÓRIOS?

Um vídeo traz Alan Bean, o quarto homem a pisar na Lua, que, na entrevista, diz não
conhecer as extensões do cinturão de Van Allen. Alan Bean esteve na missão Apollo 11, mas
seu desconhecimento do cinturão de Van Allen não significa que Allan Bean é um ator,
conforme sugerido em [Link]

Figura 45: Alan Bean.

Alan Bean é um oficial da marinha, aviador, engenheiro aeronáutico, piloto e pintor.


Isso significa que as dinâmicas da magnetosfera não são necessariamente sua área de
conhecimento, e que talvez, para Alan, um trecho de 1 hora e meia no cinturão exterior e
minutos no cinturão interior não tenham sido detalhes marcantes em sua trajetória.
Alan afirma que não sentiu nenhum efeito estranho durante a viagem.
52

Eugene Cerman, por sua vez, esteve na Apollo 10 e Apollo 17, e mencionou os raios.
Isso seria contraditório com Alan Bean, que disse que os raios sequer tinham sido
descobertos na Apolo 11.

Figura 46:

Porém, isso mais uma vez reflete a pouca importância que Alan deu para um
fenômeno que não experimentou. Nada impede que Eugene Cerman tenha
experimentado o fenômeno na Apolo 10 ou na Apolo 17, mesmo que ele não ainda tivesse
sido documentado na Apolo 10.

Questiona-se porque alguns astronautas reportam o efeito e outros não, mas isso se
aplica a qualquer estímulo externo, para os quais algumas pessoas são mais sensíveis
e outras não.
53

[Link] OS ASTRONAUTAS VIVERAM COM SAÚDE PERFEITA


APÓS PASSAR PELO CINTURÃO?

Nenhum astronauta que caminhou na Lua morreu antes dos 61 anos, e os falecidos
sofreram de problemas comuns da idade. Dados de saúde dos astronautas são
confidenciais, o que torna difícil determinar se eles sofreram de outros problemas de
saúde, e ainda mais difícil de determinar se esses problemas são relacionados a
viagem à Lua.

Porém, a exposição aos níveis de radiação detectados não é suficiente para


provocar problemas de saúde a longo prazo, da mesma forma que trabalhar por um
ano em uma planta nuclear também não é.

Ainda assim, um estudo ([Link] apontou que


a incidência de catarata entre astronautas é maior que na população geral, um evento
que pode ser correlato com a radiação ionizante e os flashes observados nos olhos.

Figura 47: trecho do artigo.


54

[Link] AS NAVES MODERNAS NÃO SÃO CAPAZES DE


PASSAR PELO CINTURÃO DE VAN ALLEN?

O ônibus espacial usado até 2011 em missões para a Estação Espacial Internacional e
as naves da SpaceX usadas atualmente são incapazes de passar pelo cinturão de Van Allen,
pois seus ocupantes morreriam – de acordo com algumas fontes.

Essa afirmação é verdadeira, mas não pelas razões que negacionistas afirmam. Todas
essas naves contêm computadores sensíveis, que serão afetados pela passagem através
do cinturão de Van Allen, algo que não aconteceu com as missões Apollo porque o
hardware da época era, apesar de menos poderoso, mais resistente.

Como essas espaçonaves foram projetadas para voar em baixa órbita, seus
componentes críticos estão expostos à radiação do cinturão de Van Allen. Assim, voar
através dele em uma dessas naves é uma sentença de destruição para os componentes, e
de morte para seus ocupantes – não pela radiação, mas pela falha completa da missão.

Vale lembrar que naves são projetadas para atuar em situações específicas e que, se os
planos correntes envolvem voos em baixa órbita, não existem razões para produzir uma
nave mais cara capaz de suportar a radiação do cinturão de Van Allen.

O escudo do ônibus espacial e da Estação Espacial Internacional, por exemplo


([Link]
content/uploads/2009/07/284275main_radiation_hs_mod3.pdf?emrc=f9d9bd), são
projetados do para suportar os impactos de raios cósmicos durante missões mais
longas.
55

[Link] USAR UMA SONDA DE 600 MILHÕES DE DÓLARES


PARA ESTUDAR O CINTURÃO?

Um vídeo ([Link] alega que uma sonda


de 600 milhões de dólares está sendo usada para estudar o cinturão de Van Allen, e
questiona porque fazer isso se o mesmo é inofensivo.

Figura 48: argumento em questão.

O vídeo faz referência aos satélites Van Allen ([Link]


detail/van-allen-probes/) e está limitado a um conceito simplório da ciência.

Figura 49: sondas.


56

Estudar o cinturão de Van Allen não é somente útil para entender riscos a saúde. É
também útil para entender riscos a equipamentos eletrônicos de naves modernas e
para aumentar nosso conhecimento sobre essa região do espaço, que permite revelar
informações importantes sobre fenômenos de aceleração de partículas, sobre o
comportamento das partículas nessas condições e sobre o próprio cinturão.

Essa missão, por exemplo, descobriu a presença de um terceiro cinturão durante


atividade solar, que desapareceu e voltou em outro momento também de atividade
solar.

Todas essas informações não servem apenas para garantir a saúde de astronautas, mas
para compreender o mundo em que vivemos. Por exemplo, o autor do vídeo defende
que uma inversão magnética pode causar desastres
([Link] uma noção rejeitada pela
maioria dos estudiosos. No cinturão de Van Allen, partículas em alta energia aprisionadas
podem cair em direção à Terra em uma eventual inversão. Não lhe parece prudente
conhecermos essa região do espaço melhor?
57

[Link] OS FILMES FOTOGRÁFICOS NÃO FORAM

DANIFICADOS AO PASSAR PELO CINTURÃO?

Afirma-se que os filmes fotográficos deveriam ter sido danificados ao passar pelo
cinturão de Van Allen. Porém, os filmes foram mantidos em pequenos containers de
metal que os impediam de sofrer efeitos da radiação ([Link]
Astronomy-Misconceptions-Revealed-Astrology/dp/0471409766).

Outras missões não tripuladas, que a maioria dos negacionistas do pouso na Lua não
negam, como a Lunar Orbiter (de 1967) e a soviética Luna 3 (de 1959) também
atravessaram o cinturão de Van Allen com filmes que não foram danificados.

Figura 50: imagem do Lunar Orbiter.


58

28.A NASA TESTOU EM HUMANOS AO ENVIÁ-LOS PARA O


CINTURÃO DE VAN ALLEN?

Alega-se que a NASA enviou humanos diretamente ao cinturão de Van Allen, um


procedimento ilegal pois implicaria em testes imediatos em seres humanos.

Porém, nós já sabíamos a intensidade dos cinturões e éramos capazes de calcular a


exposição de radiação, a ponto de concluirmos que ela não implicaria em grandes
problemas de saúde.

Além disso, animais passaram pelo cinturão de Van Allen antes dos humanos, pois
as naves soviéticas Zond 5e Zond 6 orbitaram a Lua com tartarugas em 1968.
59

[Link] OS ASTRONAUTAS SOBREVIVERAM AOS RAIOS


CÓSMICOS?

Um site ([Link] traz uma declaração a


respeito de partículas cósmicas, alegando que essas requerem um escudo de 2 metros e
poderiam matar os astronautas em um curto tempo.

Figura 51: alegação.

Isso é verdade. Porém, esses raios cósmicos são produzidos por flares solares, que são
vistos na Terra 8 minutos depois de ocorrerem. Já as partículas, que viajam mais lentamente
que a luz, levam até 72 horas para chegar à Terra. Justamente por isso, os lançamentos das
missões Apollo ocorreram em períodos de baixa atividade solar.

Isso funcionou: conforme descrito em


[Link] não houve
atividade solar que gerasse radiação cósmica impactante durante as missões Apollo.

Um guia
([Link] continha
medidas a serem tomadas em caso de emissões. Se houvesse um evento de partículas
confirmado, a missão seria adiada. Se isso ocorresse durante a órbita na Lua, então era
recomendável estender o período de órbita e, se isso ocorresse durante as atividades na
superfície, então era recomendável reduzir o período de atividades.
60

Figura 52: procedimentos para flares solares.


61

[Link] OS ASTRONAUTAS SOBREVIVERAM ÀS

TEMPERATURAS NA SUPERFÍCIE LUNAR?

Aos 22 minutos do vídeo em [Link]


questiona-se como os astronautas seriam capazes de caminhar na Lua se a superfície lunar
chega a 100º C.

Porém, o argumento ignora que a temperatura na superfície lunar não é


constante, varia conforme o dia terreno, de acordo com o gráfico mostrado em
[Link]
Temperature-Variation-of-Habitat-Shield_fig5_327675799.

Figura 53: temperatura na superfície da Lua.

Assim, a temperatura varia entre 100 K (ou -173 ºC) e 390 K (ou 116 ºC). Isso
acontece porque um dia lunar dura 29 dias terrestres e a superfície lunar leva tempo
para esquentar.
62

As missões Apollo simplesmente foram feitas no começo da manhã lunar, de


forma que a superfície ainda não havia esquentado o suficiente (nem estava fria o
suficiente) para causar ferimentos aos astronautas.

Um memorando
([Link] indica que a
temperatura medida na superfície lunar foi entre -23ºC e 7º C, valores perfeitamente
toleráveis para um ser humano usando o traje espacial.

Figura 54: temperatura aferida na superfície lunar.


63

31. OS REAIS MOVIMENTOS DA LUA IMPEDEM QUE

CHEGUEMOS NELA?

Um argumento apresentado em [Link]


aos 20:13 é que Nikola Tesla, cientista e inventor, defendia que a Lua não girava em torno de
seu próprio eixo, e que a NASA enviou o homem à Lua considerando que a Lua o fazia.
Logo, se Tesla está certo, a NASA está mentindo.

Tesla de fato fez essa defesa em [Link]


iarticle_query?1993POBeo..44..119T&defaultprint=YES&filetype=.pdf, advogando que a
Lua é como um ponto fixo em uma roda.

Figura 55: artigo de Tesla.

Porém, Tesla estava errado. A Lua de fato gira em torno de seu próprio eixo
com o mesmo tempo que demora pra completar uma rotação ao redor da Terra, e isso não
é nenhuma coincidência.
64

O fenômeno, conhecido como acoplamento de maré, acontece em todos os 12


satélites esféricos do Sistema Solar, e é consequência do tempo que esses corpos
estão em órbita de seus planetas.

O fato de Tesla estar errado não é nenhuma surpresa. Muitos cientistas estiveram,
Einstein sendo um deles ([Link]
wrong/).
65

[Link] ROUPAS FICARIAM RÍGIDAS NO VÁCUO E IMPEDIRIAM


MOVIMENTOS?

Um vídeo mostra uma luva de borracha em uma câmara de vácuo. Quando a câmara
é esvaziada, a luva fica inflexível. Isso é usado como premissa para defender que seria
impossível que os astronautas manipulassem objetos na Lua. Esse argumento se aplica
também a toda a roupa, que inflaria como um balão.

Figura 56: vídeo em questão.

Porém, os astronautas usaram, além da camada de borracha para reter o ar, uma
camada de restrição feita de nylon que mantinha a camada de borracha no lugar e a
impedia de inflar como um balão. As partes que deveriam se dobrar (ombros, joelhos,
dedos, etc.) eram compostas de um material em formato de fole, que permitia que as
dobras ocorressem ao mesmo tempo em que impedia a borracha de inflar.

Figura 57: regiões da roupa agem como um fole.


66

[Link] OS ASTRONAUTAS SOBREVIVERAM AO CALOR DA


DESCIDA, SUBIDA E REENTRADA?

As espaçonaves Apollo supostamente geraram grande calor ao descer na Lua, ao


subir para a órbita lunar e no processo de reentrada.

Parte desse calor é gerado pelo atrito com o ar. Não há ar na órbita lunar, o que
significa que não houve calor proveniente do atrito na descida e subida, apenas na
reentrada.

O módulo de comando, o único a participar da reentrada, tinha um formato próprio


para isso. Conforme ilustrado abaixo, a posição de reentrada cria uma onda de choque
que mantém boa parte do calor gerado fora do alcance dos astronautas.

Figura 58: representação artística da reentrada atmosférica.

Isso era feito com um material denominado AVCOAT, uma resina em uma matriz de
fibra de vidro desenhada para absorver calor e então vaporizar, dissipando-o. Abaixo,
haviam várias camadas de material isolante, mantendo os astronautas livres do calor
produzido. A descida final ocorria no oceano e era controlada por paraquedas.
67

A descida na Lua envolveu o uso de propulsores para desacelerar o processo por


meio do motor de descida, que fica longe dos astronautas, estes presentes no estágio de
subida.

A subida da Lua envolveu o uso do motor no módulo de subida, que gera 3000 Watts
([Link] uma
emissão de energia fácil de ser isolada do ambiente em que os astronautas estavam.

Isso se deve ao fato de que o módulo de subida tinha uma massa de 2445
quilogramas com 2376 quilogramas de propelente e a velocidade de escape da Lua é de 2,38
quilômetros por segundo. Para fins de comparação, a massa total do Saturn V era de
2970000 quilogramas e a velocidade de escape da Terra é de 11,2 quilômetros por hora.
Logo, o estágio de ascensão gerava muito menos calor que o Saturn V.
68

[Link] OS ASTRONAUTAS TOCARAM NO MÓDULO DE


COMANDO APÓS A REENTRADA?

O módulo de comando deveria estar extremamente quente na reentrada, mas uma


fotografia mostra astronautas tocando a dita nave.

Figura 59: pessoa tocando o módulo após reentrada.

Porém, o módulo cai no oceano e o calor se dissipa em questão de alguns


minutos, e a fotografia só foi tirada quando o módulo foi recuperado, quase 1 hora
depois.
69

35.A BLUE MARBLE É FALSA? ISSO PROVA QUE OS GLOBOS


VISTOS NAS IMAGENS SÃO FALSOS?

Em [Link] usa-se o
argumento de que a Blue Marble é falsa para chegar a conclusão de que a Terra vista no
fundo das transmissões da missão Apollo também é falsa, feita com efeitos práticos ou com
Photoshop.

A Blue Marble é uma famosa fotografia da Terra vista do espaço, famosa por conter
nuvens repetidas, indicando que foi feita no Photoshop.

Figura 60: Blue Marble.

Porém, desde que a fotografia foi divulgada ao público, a NASA


([Link]
?id=2429) confirmou que essa imagem é uma colagem artística feita a partir de
múltiplas imagens em baixa órbita terrestre.
70

Figura 61: na publicação de 2002, a NASA admitiu que a Blue Marble é uma imagem feita a partir da
composição de múltiplas outras.

Assim, usar uma colagem artística divulgada desde o começo como tal é uma
péssima linha de argumento para alegar que as demais imagens são falsas. Há múltiplas
imagens da reais Terra vistas da Lua ou de alta órbita, e nenhuma delas apresenta os
problemas que a Blue Marble apresenta, afinal, são reais.

Figura 62: imagem original feita pela Apollo 17.


71

No vídeo, o fato de que Blue Marble pode ser feita como Photoshop é usado como
evidência de que todas as imagens da Terra vista da Lua são feitas com Photoshop. Isso é
uma falácia lógica: o apresentador do vídeo pode ser forjado com deep fake, mas nem por
isso duvidamos de sua existência.

Além disso, vivemos na mesma época em que Guardiões da Galáxia e Avatar, o que
significa que praticamente qualquer cena pode ser forjada. Apesar disso, precisamos de
evidências de que uma cena é forjada para afirmar que houve fraude.

Nas próximas seções, analisaremos argumentos que tentam justificar que as imagens
da Terra vista da Lua são forjadas.
72

[Link] FORAM PEGOS FORJANDO UMA VISÃO DA


TERRA EM ALTA ÓRBITA?

Um vídeo ([Link] afirma que a visão


da Terra foi feita através de uma vista em baixa órbita por meio de uma janela com um furo.
E, acidentalmente, a janela foi aberta e mostrou a Terra brilhando ao fundo.

Figura 63: de acordo com o vídeo, a Terra estava sendo filmada em grande porção em uma janela
redonda.

Porém, no vídeo em questão, a câmera se move e a visão da Terra não muda,


algo que deveria ocorrer caso apenas um pedaço da Terra estivesse sendo filmado da
janela.

É dito que, na cena final, os astronautas esqueceram de desligar o botão de gravar ao


retirar o aparato. Porém, não há botão de gravar na câmera e tudo estava sendo
transmitido ao vivo.

O aumento de brilho acontece porque a abertura do obturador aumenta. Além


disso, nenhum astronauta é visto perto da janela no momento em que o aparato seria
“removido”.
73
74

[Link] GLOBOS DAS MISSÕES APOLLO 11 E 14 SÃO IGUAIS?

Um site ([Link] alega


que os globos vistos nas missões Apollo 11 e Apollo 14 são iguais – e que todos os demais
são falsos, sem apresentar quaisquer evidências.

Figura 64: alegação.


75

Os globos de fato são iguais, mas são da mesma missão. O globo citado como
Apollo 11 é de fato da Apollo 11 (número da fotografia AS11-44-6549, em
[Link]
_above_the_moon%27s_horizon.jpg), e o globo citado como Apollo 14 é também da
Apollo 11 (número da fotografia AS11-44-6551, em
[Link]
76

[Link] IMAGENS DIFERENTES MOSTRAM A TERRA EM


TAMANHOS DIFERENTES?

Astronautas disseram que a Terra aparentava ter 4 vezes o tamanho de uma Lua cheia
no céu lunar. Ainda assim, fotografias parecem divergir quanto a esse tamanho.

Uma delas é a AS17-134-20384, que a mostra um astronauta com a bandeira


americana e a Terra, bem pequena, no fundo.

Figura 65: fotografia em questão.


77

Podemos calcular o tamanho da Terra nessa fotografia, e comparar com tamanho


esperado desde que saibamos as especificações da câmera e do filme usados. Começamos
com o diâmetro angular da Terra vista da Lua, que é calculado pela fórmula abaixo, em que
𝑑 é o diâmetro do objeto e 𝐷 é a distância até o objeto.

𝑑
𝛿 = 2 arctan ( )
2𝐷

Então:

12742
𝛿 = 2 arctan ( ) = 0,033 rad ≈ 2°
2 × 384400

Esse valor será útil mais adiante. Agora, usamos as informações da imagem
([Link] Nesse caso, o filme
era de 56 por 56 milímetros. Então, calculamos o comprimento diagonal do filme por
Pitágoras:

𝑑 = √562 + 562 ≈ 79 mm

Calculamos, então, o campo de visão da câmera 𝑎 usando a distância focal 𝑓, que é de


60 milímetros. Isso é feito pela fórmula:

𝑑
𝑎 = 2 arctan ( )
2𝑓

Logo, o resultado é:

79
𝑎 = 2 arctan ( ) = 1,16 rad = 66°
2 × 60

A imagem possui 4600 pixels em um ângulo de visão de 66°. Então, podemos


4600
calcular quanto que cada grau equivale, fazendo = 69 pixels. Logo, um ângulo de 2
66

graus equivale a 69 × 2 = 138 pixels. O resultado medido pelo Photoshop é de 175 pixels.
78

Figura 66: medição feita pelo Photoshop do diâmetro da Terra.

Podemos repetir o experimento utilizando outra fotografia famosa, que mostra a


Terra vista do horizonte lunar, a partir do espaço, a fotografia AS11-44-6549. Nela, foi
utilizado o mesmo filme com uma distância focal de 250 milímetros. Então:

79
𝑎 = 2 arctan ( ) = 0,31 rad = 17°
2 × 250

4600
A imagem possui também 4600 pixels, então temos = 270 pixels para cada
17

grau. Logo, a Terra deve medir 270 × 2 = 540 pixels. A medida no Photoshop indicou 610
pixels.
79

Figura 67: medida no Photoshop.

Os resultados na fotografia com a Terra pequena e na fotografia com a Terra grande


foram, respectivamente, 26% e 12% maiores que os estimados. Esses valores são
condizentes com as aproximações que fizemos, e indicam que a Terra está dentro do
tamanho esperado.
80

39.A TERRA ESTÁ NA MESMA POSIÇÃO EM DUAS FOTOS?

Um argumento apresentado aos 43 minutos do vídeo é que a Terra está na mesma


posição em ambas as fotos com horas de diferença, e que a Terra deveria girar.

Figura 68:

Porém, a Terra de fato gira, algo que pode ser comprovado pela posição do
continente em questão e pela porção do planeta coberto por sombra.
81

[Link] ESTRELAS NÃO SÃO VISTAS DA SUPERFÍCIE LUNAR?

As missões Apollo foram todas realizadas no lado diurno da Lua. A superfície da Lua
é extremamente refletiva de luz solar, assim como a Terra. Em uma fotografia, fótons
atingem o filme após a abertura do obturador, e o número de fótons oriundos da
superfície lunar e da Terra é muito maior que oriundos das estrelas.

A maioria das fotografias feitas na superfície lunar foram de curta exposição, o que
significa que poucos fótons oriundos de estrelas atingiram o filme. Logo, estrelas não
aparecem na fotografia.

Mesmo em fotografias feitas na Terra em condições ideais, quanto mais longo o


tempo de exposição, mais nítidos os objetos astronômicos (incluindo estrelas) serão
visíveis.

Figura 69: fotografia de longa exposição ([Link]


exposures-are-way-better-even-for-eaa/).

Uma fotografia de curta exposição feita durante o dia na Lua não capturará estrelas
porque o tempo é muito para que uma quantidade razoável de fótons atinja o filme.
Porém, uma fotografia de longa exposição o fará.

A Apollo 16 produziu uma fotografia de longa exposição da Terra com estrelas ao


fundo, e estudos verificaram que elas condizem com a posição esperada.
82

Figura 70: fotografia de longa exposição da Apollo 16


([Link]
123-19657).jpg).

Pela mesma razão, imagens noturnas em locais com muita luz também não
registram estrelas.

Figura 71: também não há estrelas nessa imagem.


83

41. PORQUE O ESTÁGIO DE SUBIDA NÃO PRODUZIU PLUMA?

As imagens da ascensão após a missão


([Link] não mostram chama saindo do
módulo de subida, o que fez muitos questionarem se o módulo não estaria sendo
simplesmente puxado por cabos.

Figura 72: ascensão.

Porém, o propelente utilizado para subida foi Aerozine 50 como combustível e N2 O4


como oxidante. A mistura é hipergólica, o que significa que há ignição espontânea
mediante o contato sem a necessidade de oxigênio.

Aerozine 50 é uma mistura de hidrazina (N2 H4 ) e dimetilidrazina assimétrica


((CH3 )2 NNH2 ). As reações envolvidas são:

2N2 H4 + N2 O4 → 3N2 + 4H2 O

(CH3 )2 NNH2 ) + N2 O4 → 2N2 + 4H2 O + 2CO2

Os resultados são gás nitrogênio, vapor d’água e gás carbônico. Todos eles são
incolores e produziram uma pluma muito fina para ser visível naquela resolução.
84

[Link] O EXAUSTOR DO MÓDULO DE SERVIÇO

PERMANECEU INTACTO?

Uma cena do documentário, aos 51 minutos, questiona porque um “escape” está


intacto, sem sujeira ou fuligem.

Figura 73: cena do documentário.

Esse é o exaustor do estagio de descida da Apollo 12 (o código da fotografia é AS12-


47-6907). O exaustor do estágio de descida também usava a mesma mistura hipergólica de
Aerozine 50 e N2 O4 , que não produz sólidos após a combustão.

Além disso, o voo de poeira lunar é um processo atmosférico, e Lua não a


possui, de maneira que toda poeira lunar levantada forma uma trajetória parabólica e
cai para longe do exaustor.

Essa trajetória parabólica pode ser vista na filmagem do rover lunar


([Link]
85

[Link] O MÓDULO DE DESCIDA NÃO DEIXOU UMA


CRATERA?

De acordo com o documentário, é esperado que o módulo de descida deixasse uma


cratera. Ele cita dois foguetes, Pixel e Dalek, com propulsão parecida com a do módulo de
descida, e afirma que esses foguetes arrancam pedaços do chão de concreto.

Figura 74: Pixel e Dalek.

O primeiro erro do autor é comparar a propulsão dos foguetes com a propulsão


máxima do módulo de descida, uma vez que a descida foi realizada com uma propulsão
muito menor, e totalmente desligada a alguns metros do chão, quando a sonda de
contato encostou no solo lunar e a luz se acendeu.

Figura 75: no momento da esquerda, a propulsão foi desligada.


86

O módulo de descida, porém, deslocou alguma poeira para os lados, conforme


pode ser visto pelo regolito exposto abaixo do estágio de descida.

Figura 76: deslocamento de poeira.


87

[Link] A DESCIDA E A DECOLAGEM FORAM FILMADAS?

Questiona-se como algumas cenas foram feitas se não havia ninguém para filmá-las.

A descida do módulo lunar foi filmada através de uma câmera afixada na lateral.
A descida de Armstrong pela escada foi filmada por uma câmera posicionada na lateral
do módulo lunar, iniciada por uma correia puxada pelo astronauta.

Figura 77: localização da câmera no módulo lunar em desenvolvimento.

Já a ascensão do módulo de subida foi filmada por uma câmera deixada na


superfície da Lua.
88

[Link] OS PÉS DO MÓDULO LUNAR NÃO AFUNDARAM, E O


DOS ASTRONAUTAS SIM?

É argumentado no vídeo que um astronauta pesa muito menos que um módulo lunar,
e que o módulo lunar deveria ter afundado na poeira assim como o astronauta. Porém, como
todo físico deveria saber, o que determina o afundamento é a pressão – e não o peso.

Figura 78: graças à distribuição da pressão, é possível caminhar sobre vários pregos - mas não sobre
um único.

Vamos, então, calcular a pressão exercida pelo astronauta e pelo módulo lunar.
Pressão é dada pela fórmula abaixo, em que 𝐹 é a força exercida, e 𝐴 é a área de contato. A
força é calculada multiplicando-se a massa pela aceleração da gravidade na Lua, de
1,62 m⁄s2 .

𝐹
𝑃=
𝐴

Para o astronauta de 75 quilogramas usando o traje espacial de 85 quilogramas e uma


bota de 0,031 metros quadrados de área, temos:
89

(75 + 85) × 1,62


𝑃𝐴 = = 4180 Pa
0,031 × 2

Para o módulo lunar já sem combustível de descida com 5958 quilogramas e quatro
pés de 91 centímetros de diâmetro, temos:

(5958) × 1,62
= 927 Pa
𝜋 × 0,912 × 4

Assim, a pressão exercida pelo módulo lunar é muito menor que a exercida pelos
astronautas e, portanto, ele não afundará.
90

[Link] A LUA NÃO TEM ATMOSFERA, PORQUE A BANDEIRA ESTÁ


TRÊMULA?

Essa é uma das questões mais feitas, mas mais simples de ser solucionada. A bandeira
não tremularia no vácuo, porém seria extremamente embaraçoso erguer uma bandeira
incapaz de tremular.

Figura 79: bandeira na Lua.


91

A bandeira, na verdade, aparenta estar tremulando porque ficou dias enrolada em


um pequeno compartimento no estágio de descida, e está reta porque contém um polo
de metal que a mantém na posição correta.

Figura 80: bandeira usada na missão Apollo 11.


92

47.A PEGADA É INCOMPATÍVEL COM A BOTA?

Todos conhecem a pegada de Lunar, mas um boato alega que a bota usada pelo
astronauta era diferente da pegada.

Figura 81: suposta bota e pegada.

Porém, essa imagem mostra a bota do traje interior. A bota do traje exterior (que
entrou em contato com o solo lunar) possui frestas.

Figura 82: bota usada nas missões Apollo para atividades na superfície.
93

[Link] NÃO OUVIMOS O BARULHO DO EXAUSTOR?

Durante as comunicações de descida e subida, não ouvimos o barulho do exaustor –


sendo uma evidência de que não havia exaustor nenhum operando. A ausência de som,
porém, foi uma especificação do projeto feito pela NASA para permitir comunicações
limpas.

O vácuo não transmite som, o que significa que todo som transmitido seria na
forma de vibração. Ainda assim, boa parte da vibração de um exaustor vem da colisão do
gás ejetado com a atmosfera, mais uma vez inexistente no vácuo.

Já os microfones, projetados para captar apenas o som nas proximidades da


boca dos astronautas, estavam dentro dos capacetes espaciais, que já forneciam
isolamento. Em terceiro lugar, o módulo lunar foi planejado para absorver e amortecer
as vibrações produzidas pelos exaustores.

E, por fim, o ruído produzido pelo exaustor hipergólico era pequeno.


94

[Link] OUVIMOS SONS DE MARTELOS E OUTROS OBJETOS


NA LUA?

Em uma das missões, usa-se um martelo, e o som do martelo na ponta do tubo pode
ser ouvido ([Link] Muitos
questionam como isso seria possível se a atmosfera não ter ar.

Figura 83: cena em que som de martelo é ouvido.

De fato, o som não se propaga no vácuo. Porém, o som não se propaga apenas no
ar, mas em qualquer meio material – um experimento um tanto arriscado pode ser feito
ao se ouvir prematuramente a aproximação de um trem encostando o ouvido no trilho de
metal, que propaga o som mais rápido que o ar.

No caso dessas situações (que envolvem não só a batida do martelo, mas também a
batida de caixas e outros objetos), o som se propaga através do martelo, para o traje do
astronauta e então para o microfone – todos eles são objetos materiais.

Na Apollo 16
([Link] e na Estação
Espacial ([Link] ferramentas
95

são usadas e sons não são ouvidos, mas lembre-se que os microfones da Apollo (e de
outras missões) tinham um limite mínimo de som, o que significa que eles podem
simplesmente não terem sido ativados naquele caso.

Um vídeo mostra um astronauta de alguma missão após a 15 (afinal, o jipe é visto)


jogando um objeto no módulo lunar e produzindo um barulho. Porém, fomos incapazes
de localizar o vídeo original para análise, e todos que o usam parecem tê-lo obtido de
outros negacionistas e não dos arquivos da NASA. Todas as mídias produzidas possuem um
código, e ninguém apresentou o código desse vídeo.

Além disso, é extremamente improvável que um astronauta arremessasse um


objeto com força no único veículo capaz de traze-lo de volta para a Terra, e esse
evento não consta em nenhum dos diários de missão.

Figura 84: a seta vermelha indica o objeto.


96

[Link] OS ASTRONAUTAS PULARAM TÃO BAIXO?

Os astronautas pularam na Lua, mas os pulos foram relativamente baixos, conforme visto
em [Link] É possível pular em várias
alturas na Terra, e seria possível pular mais alto na Lua, mas isso não foi feito.

Figura 85: pulos na Lua.

Ao mesmo tempo em que se afirma que haviam cabos para guiar os astronautas (que
poderiam ser usados para pular mais alto), questiona-se porque não pularam mais alto. A
resposta envolve a segurança dos astronautas, que não queriam cair e se machucar.

Na Lua, a baixa gravidade faz a memória muscular falhar e o senso de balanço


se ofuscar. O astronauta precisa aprender a andar novamente, e ainda com um centro
de gravidade diferente graças ao traje espacial.

A força peso dos astronautas de fato é menor, mas o momento (dado pela fórmula
𝑚 × 𝑣) continua envolvendo uma massa de 160 quilogramas que precisa ser parada
ao atingir o solo.
97

Se uma queda em alta altura danificar o traje espacial, no melhor dos casos o
astronauta precisaria voltar ao módulo lunar e deixar o trabalho para o seu companheiro. No
pior, o ar escapa e o astronauta morre.

Ao passo que pular a uma altitude de vários metros seria perigoso para o traje, o traje
foi desenvolvido para suportar pequenas quedas e pulos em baixa altitude, de forma
que o impacto com pedras em baixo momento não seria um problema.
98

51. PORQUE HÁ SOMBRAS NÃO PARALELAS NA LUA?

As sombras na Lua são não paralelas em múltiplas circunstâncias, o que indicaria uma
luz refletora.

Figura 86: sombras não paralelas.

Mas imagens tiradas na Terra também apresentam sombras não paralelas que
convergem em direção ao Sol graças à perspectiva.

Figura 87: imagem com sombras não paralelas.


99

Figura 88: imagem com sombras não paralelas.

Se de fato houvessem múltiplas fontes de luz, seria esperado que houvessem


múltiplas sombras, algo que não ocorre.

Figura 89: múltiplas luzes e múltiplas sombras.


100

[Link] SOMBRAS TÊM COMPRIMENTOS DIFERENTES?

Outra filmagem
([Link] mostra sombras de
comprimentos diferentes, indicando que o astronauta estaria se aproximando de uma fonte
de luz próxima.

Porém, acidentes no terreno fazem com as sombras fiquem maiores ou


menores.

Figura 90: sombras em comprimentos diferentes (e não paralelas).


101

A imagem acima mostra que não é necessária uma montanha para produzir
comprimentos diferentes, apenas um pequeno desnível. Em uma das pouca situações
em que contra-argumentos são apresentados, alega-se que o local de pouso precisava ser
plano.

Isso é verdade, mas a Apollo 11 errou o local de pouso inicial e, em um processo


tenso no qual os astronautas lutavam contra a rápida queda de combustível, acabaram
pousando em um local cheio de pedras.
102

[Link] BUZZ ALDRIN ESTÁ ILUMINADO CONTRA O SOL?

Em uma foto, Buzz Aldrin é visto descendo o módulo lunar contra o Sol, mas sua
roupa é bem iluminada, o que levanta questionamentos sobre a existência de uma segunda
fonte de luz.

Figura 91: foto em questão.

A justificativa para isso é que a reflexão do solo lunar e da roupa de Armstrong eram
capazes de iluminar a roupa de Aldrin. A Nvidia, em uma demonstração que pode ser
baixada em [Link] reproduziu os
efeitos de luz tal qual eles são na realidade e verificou que essa explicação é compatível
com a realidade.

A base para essa simulação funcionar é o albedo, o percentual de luz solar refletida.
Segundo a Nvidia, usou-se um albedo de 12% para o solo lunar, e de 90% para a roupa de
Armstrong.
103

O vídeo, porém, afirma que os valores são muito maiores para o solo lunar
([Link] o que exporia a fraude
cometida pela Nvidia.

O albedo de uma cor RGB pode ser calculado usando o procedimento descrito em
[Link] pela fórmula abaixo:

𝑅 2,2 𝐺 2,2 𝐵 2,2


(
) +( ) +( )
𝑎= 255 255 255
3

O autor do canal usa, porém, uma fórmula mais simplificada que não leva em conta
os expoentes. Não achamos sustentação para essa fórmula em nenhuma fonte.

𝑅+𝐺+𝐵
𝑎= 3
255

Ao usar essa fórmula, obtém-se um valor de 91% para o albedo do astronauta e de


30% para o albedo lunar. Porém, ela está errada.

Vamos aplicar a fórmula correta. Para o astronauta, o resultado do conta gotas do é


RGB = (249, 233, 214).

Figura 92: conta gotas.

Então, aplicamos a fórmula:

249 2,2 233 2,2 214 2,2


( ) +( ) +( )
𝑎𝑎𝑠𝑡𝑟𝑜𝑛𝑎𝑢𝑡𝑎 = 255 255 255 = 0,83
3
104

Para o solo lunar, O resultado do conta gotas é RGB = (82, 82, 82).

Figura 93: conta gotas

Então, aplicamos a fórmula:

82 2,2 82 2,2 82 2,2


( ) +( ) +( )
𝑎𝑠𝑜𝑙𝑜 = 255 255 255 = 0,08
3

E, assim, verificamos que os resultados da NVIDIA estão consistentes e usam os


albedos alegados e corretos, efetivamente, provando que a fotografia de Buzz Aldrin é
possível.
105

54.HÁ UM BRILHO INEXPLICÁVEL NA BOTA DE ALDRIN?

Em outra fotografia, um brilho é visto na bota de Aldrin, o que também levanta


questões sobre a presença de luzes localizadas.

Figura 94: brilho na bota de Aldrin.

Um técnico de filmagens usou a premissa de que isso foi produzido por uma luz
localizada e calculou a posição dessa luz, porém, esse raciocínio não prova que há uma
luz localizada, já que a existência de luz localizada é uma premissa do raciocínio!
Uma asserção lógica não pode ser a premissa e a conclusão do raciocínio ao mesmo tempo.

Além disso, se o local da luz foi localizado, então ela deveria ser pequena, como essa
hipótese conclui. Porém, luzes pequenas projetam sombras, e não há outras sombras na
imagem.

Essa fotografia foi tirada porque a NASA queria acompanhar a saída de Aldrin do
módulo lunar. Duas fotografias anteriores mostram flares, que só ocorrem quando a câmera –
e, portanto, o fotógrafo, Armstrong – estão de frente para o Sol.
106

Figura 95: fotografia AS11-40-5864.

Figura 96: fotografia seguinte, AS11-40-5866.


107

Assim, a roupa refletiva de Armstrong é a origem do brilho na bota de Aldrin.

Argumenta-se que a bota de Aldrin não deveria brilhar, porque botas em museus não
brilham. Porém, as botas usadas nas missões lunares eram produzidas, testadas
brevemente e guardadas até o momento do pouso.

Botas novas tinham uma cobertura lubrificante que brilhava, conforme visto na
fotografia abaixo, de uma bota recém retirada do molde.

Figura 97: bota recém retirada do molde.


108

[Link] ALGUMAS FOTOGRAFIAS MOSTRAM O JIPE SEM


TRILHA?

Algumas fotografias mostram o jipe sem vestígios de trilha. A primeira delas, a AS17-
137-2097, foi tirada quando o protetor vermelho da roda se quebrou e espalhou poeira
lunar por todos os cantos. No momento da fotografia, os astronautas haviam consertado
o aparato com mapas lunares colados com fita, e pisado nos rastros durante o
processo.

Figura 98: fotografia em questão.


109

Outra imagem, a AS17-134-20454, foi tirada com foco no veículo. Prova disso é que
pegadas só podem ser vistas até a distância da roda traseira, onde se perdem de foco.

Figura 99: fotografia em questão.

Em outras imagens, os rastros simplesmente não foram deixados porque não havia
pressão suficiente para fazê-los. A pressão exercida pelo jipe era menor que a exercida pelas
pegadas, e as pegadas já são bem superficiais. Esse é o caso da imagem AS15-88-11902.
110

Figura 100: imagem em questão.

Outras, como a AS17-134-20422 ([Link]


content/uploads/static/history/alsj/a17/[Link]), a AS17-140-21354
([Link]
21354_%2821693459961%[Link]), a AS17-143-21857
([Link]
tion_9_AS17-[Link]), a mostram rastros em meio ao conjunto de pegadas
que obscureceu outra parte deles.
111

Figura 101: imagem em questão.


112

Figura 102: imagem em questão.

Por fim, o argumento apresentado leva para a conclusão de que Hollywood produziu
um jipe capaz de se locomover, mas simplesmente optou por levantá-lo com um
guindaste. Porque isso seria feito?
113

56.É POSSÍVEL SIMULAR A GRAVIDADE DA LUA?

O vídeo argumenta que, com cabos e câmera lenta, pode-se simular a gravidade lunar.
O vídeo também argumenta que o experimento em que um martelo e uma pena foram
soltos no vácuo pode ser reproduzido na Terra com dois elementos cuja resistência do ar
seja a mesma (ou em uma grande câmara de vácuo) e que o experimento do pêndulo pode
ser reproduzido desacelerando a câmera.

Figura 103: vídeo da pena e do martelo ([Link]

Figura 104: em uma dessas demonstrações, a pena está na vertical, portanto, com resistência do ar
parecida ([Link]
114

Isso é verdade, mas, como já verificamos, vivemos em uma era em que o cinema é
capaz de reproduzir qualquer cena em um conjunto de filmagens. Se esses vídeos fossem a
única prova de que pousamos na Lua, então o argumento seria válido, pois haveria outra
explicação para a produção dos experimentos.

Porém, conforme verificaremos a seguir, existem dezenas de outras formas de se


constatar que pisamos na Lua. Analogamente, o autor do vídeo pode ser forjado com deep
fake, mas existem dezenas de outras formas de se constatar que o autor do vídeo é
uma pessoa real, logo, o argumento de que ele não existe porque pode ser forjado com
deep fake é uma falácia.

Além disso, conforme demonstrado em


[Link] ao acelerar o
experimento do pêndulo lunar para que o período observado condiga com o da Terra,
observamos um movimento inexplicavelmente rápido dos astronautas e da poeira
lunar.

Figura 105: os astronautas se movem de maneira inexplicável ao fazer o período do pêndulo


coincidir com um pêndulo terrestre.

O mesmo ocorre quando aceleramos o vídeo do experimento da pena e do martelo


para que o tempo de que seja compatível com o tempo de queda na Terra.
115

[Link] OBJETO CAI NA ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE


TERRESTRE?

Aos 32 minutos do vídeo


([Link] o autor apresenta um
trecho em que um objeto cai aparentemente na gravidade terrestre, já que o tempo de queda
é muito curto.

Figura 106: queda do objeto.

A equação de queda livre é:

1 2
𝑑= 𝑔𝑡
2

Precisamos saber o valor da altura 𝑑 que o objeto caiu. Considerando um astronauta


medindo 1,70 e considerando que a queda ocorreu a partir de um aparato posicionado atrás
dele e ligeiramente abaixo da cintura, é seguro estimar uma queda de 70 centímetros. Usando
um cronômetro, descobrimos que o tempo de queda é de 0,80 segundos.
116

Agora, resolvemos o valor de 𝑔 pela equação:

𝑔 × (0,80)2
0,70 = → 𝑔 = 2,18 m⁄s2
2

Que é um valor muito mais próximo de 1,62 m⁄s2 do que de 9,8 m⁄s2 , que é a
aceleração da gravidade na Terra. Em suma – e todo físico deveria saber disso – a aceleração
da gravidade não é calculada a olho nu, mas através das fórmulas.
117

58.HÁ UMA ROCHA MARCADA COM A LETRA “C” NO SOLO


LUNAR?

A fotografia AS16-107-17446 mostra um “C” em uma rocha e no chão, indicando


serem marcações de um estúdio de filmagem.

Figura 107: letra C na rocha.

Porém, o filme foi revelado várias vezes, e, em uma delas, um provável fio (artificial
ou humano) contaminou a revelação. Prova disso é que outras revelações (mais
antigas) não trazem a letra “C”
([Link]
_GPN-[Link]).

Figura 108: fotografia original, sem a letra C.


118

[Link] CRUZES NA FOTOGRAFIA DESAPARECEM?

As fotografias das missões Apollo contém cruzes, produzidas por um aparato de


vidro na frente da câmera. A função dessas cruzes é garantir que a imagem revelada seja fiel
ao filme, algo que só acontecerá se as cruzes estiverem alinhadas. Alega-se que alguns
objetos estão na frente dessas cruzes, tendo sido colados artificialmente.

Porém, isso só acontece com imagens de revelação de baixa qualidade. Nas


imagens de alta qualidade, as cruzes são visíveis.

Figura 109: imagem de alta e baixa qualidade.


119

60.O FUNDO DAS IMAGENS NA LUA É ARTIFICIAL?

Algumas imagens lunares aparentam ter um fundo artificial, e outras aparentam exibir
o mesmo fundo.

Figura 110: suposto fundo artificial.

Figura 111: imagens com o mesmo fundo.

A impressão de fundo artificial ocorre porque a Lua não tem atmosfera para
ofuscar objetos distantes, como acontece na Terra. E a repetição do fundo ocorre,
justamente, porque essas montanhas estão a muitos quilômetros de distância.
120

61. VAZOU SUCO DE LARANJA NO FILME DA CÂMERA?

Na Apollo 16, os sacos de suco de laranja dentro da roupa espacial vazaram, o que
fez com que o astronauta Charlie Duke ficasse com suco de laranja dentro do seu capacete e
no anel no seu pescoço, o que dificultou a remoção do capacete
([Link]
20their%20problems,impossible%20to%20remove%20his%20helmet%20.).

O vídeo assume que fotografias manchadas da missão Apollo 16 foram


manchadas com suco de laranja, que isso significa que o suco vazou para fora da roupa
espacial e para dentro da câmera, e que um vazamento desse significaria a morte do
astronauta.

Figura 112: fotografia manchada.


121

Figura 113: fotografia manchada.

O único problema é: a mancha na imagem não é suco de laranja. Conforme


descrito em [Link]
[Link] e citando os próprios astronautas, as manchas são poeira que se acumulou
nas lentes.

Figura 114: as manchas são poeira, e não suco de laranja.


122

[Link] OS DEDOS DE CERNAN NÃO FORAM VISTOS EM


CARNE VIVA?

Na viagem, Cernan disse que seus dedos estavam em carne viva devido à
manipulação de objetos com luva. Porém, nas imagens após a viagem, seus dedos estão bem.

Figura 115: trecho da autobiografia.

Figura 116: mãos de Cernan sem ferimentos.

“Carne viva” é um termo vago que pode se referir a meras abrasões nos dedos
devido ao contato da luva com a pele. E, em uma entrevista,
([Link]
[Link]) Cernan afirma que os machucados aconteceram na primeira atividade, melhoraram
entre a segunda e terceira e suas mãos estavam perfeitas no momento da decolagem.
123

Figura 117: trecho do diálogo.


124

[Link] ASTRONAUTAS ERAM PUXADOS POR CABOS?

Algumas imagens (como as vistas em


[Link] indicariam que os astronautas estão
sendo puxados por cabos.

Porém, os trajes espaciais (ao contrário do corpo humano) eram rígidos em certas
partes, o que significa que alguns movimentos aconteciam através da terceira lei de Newton.
Assim, quando um astronauta fazia movimento contra o solo ou algum aparato lunar, um
movimento contrário era gerado.

Se o astronauta estivesse sem traje, esse movimento teria a forma que possui na
Terra. Porém, graças ao traje que é rígido em algumas partes, o movimento é limitado
pelas partes rígidas, e apresenta outras características.

Além disso, os astronautas estavam acostumados com a força necessária para se


levantar na Terra, e usar uma força parecida faz com que o movimento seja exagerado.

Figura 118: um astronauta levantando de joelhos com menos gravidade e com uma roupa rígida será
diferente de uma pessoa fazendo isso na Terra em roupas esportivas.
125

Alguns afirmam que os cabos podem ser vistos, mas esses cabos são reflexões na
antena de rádio no capacete do astronauta.

Figura 119: havia uma fina antena no capacete que nem sempre aparece em vídeo de baixa
resolução.
126

64.O PESO TOTAL DAS ROCHAS LUNARES TRAZIDAS PARA A


TERRA É MUITO GRANDE?

Ao todo, as missões Apollo trouxeram 382 quilogramas de rocha Lunar para a Terra.
Alguns argumentam que esse é um valor muito grande. Porém, amostras lunares foram
colhidas nas missões Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17, o que significa que esse valor não foi
transportado em uma só vez.

Os valores reais ([Link]


estão na tabela abaixo.

Figura 120: total de rochas trazido em cada missão.


Missão Massa total trazida (𝐤𝐠)
Apollo 11 21,55
Apollo 12 34,30
Apollo 14 42,80
Apollo 15 76,70
Apollo 16 95,20
Apollo 17 110,40

110 quilogramas de rocha, considerando uma densidade de 2,5 gramas por centímetro
cúbico pode ser calculado fazendo:

110000
= 44000 cm3
2,5

Isso equivale a 44 litros de rocha por viagem, um total cabível no módulo de


comando. Considerando que a rocha não é líquida, podemos aumentar esse valor em 20%, e
chegamos em 52 litros, ainda cabível quando comparado aos 5946 litros de volume do
módulo de comando.
127

110 quilogramas parece um valor alto para um astronauta erguer usando o traje
espacial que já é pesado. Mas vale lembrar, também, que a gravidade da Lua é muito menor
que a da Terra.

O peso na Lua pode ser calculado multiplicando-se o peso na Terra pela razão entre
as acelerações da gravidade.

1,6
𝑃𝐿 = 110 × ≈ 18
9,8

Assim, erguer essa quantidade de rocha seria equivalente a erguer 18 quilogramas na


Terra. Vale lembrar que todo esse peso sequer precisa ser erguido de uma única fez.

Para coletar rochas, usava-se pinças, rastelos e martelos para quebrar rochas maiores.
Há quem alegue que o processo usando o traje espacial é penoso demais para o total trazido,
mas isso é uma opinião pessoal que carece de demonstração.

Figura 121: instrumentos para coleta de rochas


128

[Link] ROCHAS LUNARES SÃO METEORITOS?

Uma explicação usada por negacionistas é que as rochas lunares são, na verdade,
meteoros lunares, rochas que se soltaram da Lua em direção e caíram na Terra. De fato,
existem múltiplos meteoros lunares catalogados.

Alega-se que esses meteoros são indistinguíveis das ditas rochas lunares. Por um
momento, vamos supor que sejam e faremos um experimento mental. Suponha que 13 anéis
de ouro sejam fabricados, 10 deles sejam dados para pessoas comuns na Inglaterra, e 3 sejam
dados para a Família Real. Após alguns anos, todos são recuperados e misturados.

O fato de um anel usado pela Família Real ser indistinguível de um anel usado por
uma pessoa comum não prova que todo anel foi usado por pessoas comuns.
Analogamente, o simples “fato” de rochas lunares serem indistinguíveis de meteoritos não
prova que toda rocha lunar ser meteorito.

E rochas lunares sequer são indistinguíveis de meteoritos. Meteoritos lunares (e


outros tipos) possuem uma camada chamada crosta de fusão, oriunda do processo de
entrada na atmosfera terrestre ([Link]
fusion-crust/).

Figura 122: meteoritos lunares.


129

Rochas lunares, por outro lado, não possuem nenhuma crosta de fusão porque
não se incendiaram ao entrar na atmosfera, já que estavam dentro do módulo de comando.

Figura 123: rochas lunares.


130

66.HÁ DIFERENÇAS ENTRE AS ROCHAS COLETADAS PELA


APOLLO E PELA CHINA?

Alega-se que as rochas coletadas pela China são diferentes das rochas coletadas pela
Apollo, indicando que elas não podem vir do mesmo corpo celeste.

De fato, as rochas da China são mais jovens que as da Apollo


([Link] mas isso já era esperado:
as rochas foram coletadas em uma região chamada Oceanus Procellarum, que
contém menos crateras e, portanto, é de formação mais jovem.

Figura 124: localização do Oceanus Procellarum.


131

[Link] ROCHA LUNAR ACABOU POR SER UM PEDAÇO DE


MADEIRA FOSSILIZADO?

Negacionistas dizem que uma rocha lunar dada por Armstrong para um museu
acabou por ser um pedaço de madeira petrificado. De fato, uma suposta rocha lunar era um
pedaço de madeira petrificado ([Link]

Figura 125: matéria em questão.


132

A história da dita rocha seria: William Middendorf, embaixador americano na


Holanda, a presenteou para Willem Drees Jr em 1969 para comemorar a visita dos
astronautas à Holanda. Quando Dress morreu, a rocha foi para a coleção do museu.

Em algum momento da cadeia de custódia, seja nas mãos de Middendorf ou nas


mãos de Drees, uma rocha errada ou propositalmente falsa foi adquirida. Os
astronautas não tiveram nenhuma relação com esse processo, apenas estavam na
Holanda no mesmo momento, e embaixadores americanos não receberam rochas
lunares da NASA, indicando que Middendorf a adquiriu de outra fonte.

Essa rocha não tem absolutamente nenhuma com as rochas distribuídas pela
administração Nixon para quase todas as nações existentes na época como gesto de boa
vontade. As rochas presenteadas pela Holanda na Apollo 11 e 17 estão, ambas, em
containers esféricos e emoldurados.

Figura 126: rochas da Apollo 11 e 17 dadas para a Holanda.


133

[Link] BRAUN FOI PARA A ANTÁRTICA COLETAR ROCHAS


LUNARES FALSAS?

Conforme descrito em
[Link]
*Popular%20Science*%20von%20braun%20antarctica&source=bl&ots=CGRxEtr-
Hd&sig=ACfU3U1u-y_R0D3G_tzCWxF-
rSlj81u6mw&hl=en&sa=X&ved=2ahUKEwjs06bTv9HuAhXUEcAKHXnnDC4Q6AEwB
noECAkQAg#v=onepage&q=*Popular%20Science*%20von%20braun%20antarctica&f=fa
lse, Von Braun de fato esteve na Antártica em 1967.

Porém, a visita foi para conhecer um ambiente inóspito que poderia lhe fornecer
ideias para a exploração espacial, e para conhecer as bases americanas de pesquisa. Não há
qualquer evidência que Von Braun procurou meteoritos.

Figura 127: título do artigo.

Figura 128: trecho do artigo.


134

[Link] VEMOS A LUA EM VÁRIAS CORES NA TERRA, MAS


SEMPRE CINZA E MARROM NAS FOTOGRAFIAS?

Na Terra, vemos a Lua em várias cores, mas as fotografias da missão Apollo mostram
a Lua sempre cinza ou marrom.

Porém, os efeitos que vemos na Terra são decorrência da interferência da


atmosfera terrestre que está entre nós e Lua. A Lua é vista azul em situações em que
poeira ou fumaça desviam a luz vermelha, vermelha e marrom quando ocorre um eclipse
lunar ou durante um incêndio, roxa dependendo das condições atmosféricas que desviem
uma cor vermelha, amarelo quando a luz viaja uma maior distância na atmosfera e cinza em
outras condições.

Figura 129: fotografias da Lua.


135

70.A LUA É CINZA OU MARROM?

Fotografias da Apollo mostram a Lua cinza ou marrom, e muitos questionam qual é a


cor correta. A diferença das fotografias é explicada pelo diferente ângulo de incidência
do Sol na superfície lunar e pelo balanço de cores da câmera.

Figura 130: Lua cinza.

Figura 131: Lua marrom.


136

Figura 132: astronauta da Apollo 12 sobre as mudanças de cor.

As amostras de solo lunar revelam que o solo é majoritariamente cinza, com partes
marrons (ricas em ferro), azuis (ricas em titânio), verde (ricas em olivina) ou laranja (devido a
vidro vulcânico).

Uma fotografia da Lua colorida


([Link]
colors_of_the_moon_last/) foi feita combinando-se várias imagens e saturando as
cores, e não reflete as cores reais.

Figura 133: Lua colorida.


137

71. AS FITAS DO POUSO FORAM PERDIDAS PELA NASA?

A transmissão da Apollo 11 ocorreu em SSTV (slow scan television) a 10 quadros por


segundo, devido a outros dados de telemetria que precisavam ser multiplexados para envio.
Esses sinais SSTV foram recebidos por uma estação de rádio telescópio na Califórnia e
outras duas na Austrália.

Figura 134: transmissão.

Os três sinais eram recebidos em cada centro, e então convertidos para NTSC usando
um aparato que congelava o último quadro até receber o próximo. Paralelamente, o vídeo
em SSTV era gravado em fitas magnéticas.

As três transmissões NTSC eram gravadas com uma câmera apontada para um
monitor de alta qualidade, enviadas para Houston, que as enviava para Nova York e daí para
o resto do mundo.

Após o pouso, os protocolos exigiam que as fitas fossem enviadas para o centro
na Califórnia. Em 1970, essas fitas foram enviadas para o Arquivo Nacional Americano e,
em 1984, enviadas novamente para a Califórnia.
138

As fitas mencionadas no parágrafo anterior são as que foram perdidas. Em


2006 ([Link]
um artigo revelou que, depois de 1984 na Califórnia, as fitas nunca mais foram vistas
junto com 700 caixas que continham dados de telemetria das missões Apollo.

Os dados de telemetria não foram perdidos porque foram registrados em outros


meios, mas as fitas, que continham as imagens em alta qualidade (afinal, o processo de
conversão adiciona ruído), foram. Vale lembrar que as fitas não trazem nenhum conteúdo
desconhecido, apenas conteúdo conhecido da descida em melhor qualidade.

Figura 135: imagens da transmissão original recuperadas de polaroids.


139

Em 16 de agosto de 2006, a NASA anunciou que procuraria pelas fitas. Em 2009,


porém, a conclusão foi que a NASA costumava reusar todo tipo de fita e, nesse
processo, reusou as fitas da Apollo 11 porque esses dados haviam sido produzidos
apenas como backups em caso a transmissão de TV falhasse e não teriam utilidade
posterior.

Gradualmente, o processo de busca encontrou vários pequenos trechos gravados


independentemente que mostram a transmissão em SSTV. Um trecho foi exibido na
Austrália ([Link]

A Apollo 12 teve sua transmissão encerrada por apontar a câmera ao Sol, e Apollo 13
não pousou, mas as missões Apollo 14 em diante usaram transmissão direta em NTSC para
a Terra. Vale lembrar que as fitas das demais missões Apollo onde houve filmagem bem
sucedida (14, 15, 16 e 17) existem e são conhecidas. Se você acha que tais fitas servem
para provar a fraude, sinta-se livre para acessá-las e utilizá-las.
140

[Link] E RESPOSTAS ERAM MAIS RÁPIDAS QUE A


VELOCIDADE DA LUZ?

A transmissão de uma pergunta para a Lua leva 1,25 segundos, e a resposta chega em
1,25 segundos. Uma página ([Link] alega que houve comunicação mais
rápida que a velocidade da luz.

Figura 136: postagem na página.


141

O trecho da comunicação pode ser visto em


[Link] em
[Link]. Ele traz: “There is a rock on this rim, with some light on it. We’d like you to pick it up”, para
o qual a resposta “this one right here”? vem 1,25 segundos depois de ser pronunciada,
condizente com o tempo. Então, o “that’s it” vem imediatamente.

A explicação é que a gravação está sendo feita de Houston. Palavras pronunciadas na


Lua chegam 1,25 depois em Houston, e palavras pronunciadas em Houston chegam 0
segundos depois em Houston.

Quando Houston ouve o “this one right here?”, eles imediatamente respondem “that’s it” e
o gravador em Houston registra. A resposta é somente ouvida na Lua 1,25 segundos depois,
quando “this one right here” é perguntado e chega na Terra 1,25 depois, e, mais uma
vez, “that’s it, you got it right there” é respondido e gravado pelo microfone imediatamente.
142

[Link] MULHER VIU UMA GARRAFA DE COLA-COLA NA


TRANSMISSÃO?

Uma mulher australiana alegou que viu uma garrafa de Coca-Cola durante a
transmissão da Apollo 11, mas nenhuma garrafa foi vista em qualquer momento das
inúmeras gravações disponíveis.

Além disso, o relato da mulher tem falhas. Ela afirma que várias cartas apareceram
nos jornais discutindo o evento, mas nenhum jornal com tal conteúdo foi jamais
localizado.

A mais grave está em seu relato: ela afirma que ficou acordada até tarde para assistir a
transmissão, mas pessoas na Austrália assistiram a transmissão ao meio dia. De fato,
Armstrong desceu na Lua às 02:56 UTC, ou 12:56 em Sydney.
143

[Link] A TRANSMISSÃO FOI FEITA A 2 GHZ?

Um site alega que a transmissão foi feita em 2 GHz, faixa na qual rádio amadores não
poderiam monitorar, apenas rádio telescópios.

Porém, essa banda foi escolhida porque maiores frequências permitem mais
informação por unidade de tempo, algo necessário para transmissão de alta taxa de
dados, como voz, telemetria e dados de vídeo.

Além disso, ao usar uma banda alta, as transmissões ficavam livres de


interferências e sequestros, afinal, onde um rádio amador pode escutar, ele também
pode vandalizar.

Vale lembrar, no entanto, que um rádio amador foi capaz de interceptar a


comunicação VHF (30 a 300 MHz) entre Nixon e Armstrong
([Link]
144

[Link] O LRO MOSTRA OS APARATOS DO PROGRAMA


APOLLO EM TÃO BAIXA QUALIDADE, OU NÃO MOSTRA?

O Lunar Reconnaissance Orbiter foi um satélite enviado para a Lua visando fotografar
a superfície lunar e, por consequência, os locais de lançamento. As imagens produzidas dos
sítios de pouso das missões Apollo 11, 12, 14, 15, 16 e 17 são conhecidas e mostram os
elementos esperados.

Figura 137: sítio da Apollo 11.


145

Figura 138: sítio da Apollo 12.


146

Figura 139: sítio da Apollo 14.


147

Figura 140: sítio da Apollo 15.


148

Figura 141: sítio da Apollo 16.


149

Figura 142: sítio da Apollo 17.

Porém, os objetos são vistos apenas como pontos brancos, e questiona-se porque
satélites na Terra fotografam carros em alta resolução, mas o satélite lunar não foi capaz de
fazer o mesmo. Parte dessa explicação é que as melhores imagens do Google Earth são
feitas por aviões, não por satélites. Mas, ainda assim, satélites fotografam carros em
melhor resolução.

Há uma diferença, no entanto, entre resolução e cor. A imagem abaixo mostra


carros fotografados por um satélite da Maxar Technologies
([Link] O módulo lunar tem um diâmetro de 4 metros, ao passo que
um carro tem um comprimento médio de também 4 metros. Ambas as imagens mostram
esses objetos em resolução parecida, mas com cores bem diferentes.
150

Figura 143: carros em imagem de satélite.

Figura 144: estágios de descida.

A razão pelo tamanho ser adequado é que satélites terrestres e lunares têm uma
resolução parecida, de 0,5 metros por pixel. O LRO orbita a 50 quilômetros da
superfície, e satélites comerciais orbitam a 200 quilômetros da superfície. A câmera do LRO,
porém, é menor, o que confere resolução similar.

Porém, os detalhes dos carros são distinguíveis pelas cores, algo que não existe nas
imagens da LRO – os módulos lunares aparecem como manchas brancas, e objetos
menores como pontos brancos.
151

Isso acontece porque o LRO faz fotografias em preto e branco, que concedem
melhor resolução. Mas, ainda assim, pode-se argumentar que seria esperado ver objetos em
escala de cinza. Porém, esses objetos refletem muito mais luz solar do que a superfície
lunar e, caso a câmera do LRO fosse ajustada para fotografar detalhes desses objetos, o
resto da superfície lunar não seria visível.

O vídeo questiona porque os sinais de pouso não são visíveis no Google Moon. De
fato, isso ocorre, mas se deve ao fato de o Google Moon conter imagens em muito
menor resolução que as originais tiradas pelo LRO.

No vídeo, ao constatar que os traços do jipe visíveis no Google Moon faltam alguns
trechos do percurso, argumenta-se que um estagiário desenhou à mão os rastros do jipe e se
esqueceu de algumas crateras. Porém, essa menor resolução é a razão para a informação
faltante. Os rastros são vistos na integridade nas imagens do LRO.

Em suma, para analisar imagens do LRO, use uma fonte primária (as próprias
imagens do LRO – cujo banco de dados encontra-se em
[Link]
aissance+Orbiter+Camera+%28NAC%29%3ASpacecraft%3ALunar+Reconnaissance+Orb
iter) e não uma fonte secundária como o Google Moon.
152

[Link] ESPELHOS POSICIONADOS NA LUA SÃO APENAS


TRECHOS DA SUPERFÍCIE LUNAR QUE REFLETEM LASER?

Há seis espelhos posicionados na Lua. Três foram posicionados pelas missões Apollo
11, 14 e 15, e outros dois foram posicionados pelas missões Luna 17 e 21 (soviéticas) e um
foi posicionado pela missão Chandrayaan-3 (indiana). Esses espelhos permitem que um laser
seja direcionado à Lua e volte para a Terra.

O vídeo afirma que isso é um processo difícil dado que a Terra e a Lua giram, mas
bastam alguns cálculos e configuração de equipamento para que isso seja feito.

Além disso, o vídeo já começa errando ao afirmar que apenas a NASA é capaz
de checar os espelhos, já que os soviéticos e indianos fizeram o mesmo com os
próprios espelhos e outros países possuem equipamentos para repetir o experimento.

Os observatórios que realizaram ou realizam esse tipo de experimento são o


McDonald Observatory (Estados Unidos), Crimean Astrophysical Observatory (URSS),
Côte d'Azur Observatory (França), Haleakala Observatory (Estados Unidos), Matera Laser
Ranging Observatory (Itália), Apache Point Observatory (Estados Unidos), Geodetic
Observatory Wettzell (Alemanha) e Yunnan Astronomical Observatory (China).

A explicação para o funcionamento do experimento é que há trechos na superfície


lunar que refletem o laser perfeitamente, e que as agências espaciais simplesmente
divulgaram esses locais como contendo espelhos.

Se isso fosse verdade, teríamos um dos maiores mistérios da história da


humanidade. Que tipo de estrutura natural na Lua é capaz de refletir um laser de
forma tão precisa quanto um espelho?
153

Figura 145: de acordo com o vídeo, os pontos pretos são apenas uma reflexão extremamente precisa
feita por uma estrutura natural na Lua.

Figura 146: espelho na Lua.


154

77.HÁ IMAGENS FEITAS DA TERRA DAS MISSÕES APOLLO?

Múltiplos telescópios foram capazes de fotografar pontos luminosos e ejeções de


combustível ou oxigênio líquido que foram identificados como parte das missões Apollo,
conforme descrito em [Link]

Para a Apollo 8, o percurso da espaçonave Apollo após a separação do Saturn IB


pode ser visto em uma fotografia.

Figura 147: fotografia de longa exposição mostrando traços da Apollo 8.

Na volta à Terra, a espaçonave foi também avistada.

Figura 148: Apollo 8 no caminho de volta para a Terra.

A reentrada foi vista por passageiros de aeronave.


155

Figura 149: imagem da reentrada.

Uma fotografia de longa exposição também mostrou traços da Apollo 11.

Figura 150: traços da Apollo 11.

A Apollo 12 foi fotografada em meio às estrelas.

Figura 151: localização da Apollo 12.


156

A ejeção de água e espaçonave também foram fotografadas.

Figura 152: ejeção de água (W) e espaçonave (SC).

A imagem da Apollo 13 também mostra uma ejeção de água ao lado da espaçonave.

Figura 153: imagem da Apollo 13.

Há também imagem de ejeção de água da Apollo 14.


157

Figura 154: Apollo 14.


158

[Link] NÃO USAMOS NOSSOS TELESCÓPIOS PARA

OBSERVAR OS LOCAIS DE POUSO?

Argumenta-se porque telescópios terrestres ou o Hubble não são capazes de


visualizar os objetos na Lua, como a bandeira e o módulo lunar.

O maior objeto deixado na Lua é o módulo lunar. O módulo lunar tem 4 metros de
diâmetros, e possui um diâmetro angular que pode ser calculado pela fórmula:

𝑑 4
𝛿 = 2 arctan ( ) = 2 arctan ( ) = 0,0000001 rad = 0,0000057°
2𝐷 2 × 384400000

A resolução do melhor telescópio na Terra, o Very Large Telescope, é insuficiente


para fotografar o módulo lunar, já que cobre 134 metros. Já a do Hubble é limitada a 100
metros.

Para fotografar o módulo lunar, precisaríamos de um espelho com 100 metros de


diâmetro. O Very Large Telescope tem 8,1 metros de diâmetro.
159

[Link] A VOZ DOS ASTRONAUTAS PARECE CALMA


DURANTE A MISSÃO?

Em [Link] é
mostrado um vídeo de um esportista com a voz trêmula e empolgada durante suas
manobras, e comparado com a voz dos astronautas no primeiro pouso na Lua – uma voz
calma e serena, questionando se não falta empolgação.

Porém, astronautas, ao contrário de esportistas, são treinados para manterem a


calma durante momentos de tensão, afinal, uma comunicação calma e clara é
fundamental para o sucesso da missão.

Além disso, ouvir missões que o autor do documentário defende que aconteceu –
como o primeiro voo do Ônibus Espacial
([Link] mostra a mesma voz calma, apesar
de os tripulantes serem os primeiros a voar em uma nova espaçonave e estarem abaixo de
toneladas de combustível incandescente.

.
160

[Link] OS LOCAIS FORAM DETERMINADOS COMO ZONAS


DE VOO PROIBIDAS?

Em 2020, foi passada uma lei ([Link]


congress/senate-bill/1694/text) que determinava as áreas dos 6 pousos da Apollo como no
fly zones. É sugerido que isso é feito para acobertar a farsa, já que quem voasse sobre o local
não veria nada, e que a justificativa, de preservar as pegadas dos astronautas, seria ridícula.

O fato de a lei só ter sido promulgada em 2020, deixando 50 anos para qualquer
nação provar a farsa, já é evidência que ocultar uma farsa não é um objetivo.

A lei mas não foi feita para preservar apenas as pegadas, mas sim preservar todos os
artefatos deixados na Lua de gases expelidos por foguetes, bem como de desgaste,
vandalismo e roubo em eventuais expedições de turismo espacial.

Além disso, a lei determina que sejam seguidas as recomendações presentes em um


documento da NASA ([Link]
[Link]). O documento recomenda que voo abaixo de 2 quilômetros dos
locais de pouso não sejam feitos.

A LRO orbitou a 50 quilômetros e fotografou os locais de pouso, e qualquer nação


pode enviar sondas em altitudes iguais ou menores que 50 quilômetros, desde que
sejam maiores que 2 quilômetros. Assim, qualquer nação pode enviar sondas que
detectem os pousos lunares.

Para justificar que a ida à Lua é desmascarada em um vídeo no YouTube e não por
um governo estrangeiro, justifica-se que há um complô entre todas as nações para encobrir a
farsa. Então, qual seria a necessidade uma lei para impedir nações de voarem sobre
esses locais?
161

Além disso, os Estados Unidos não tem equipamento militar na Lua para derrubar
veículos que voem a menos de 2 quilômetros de altura sobre a área de pouso, o que significa
que qualquer país pode desrespeitar a diretriz e fazer isso.

As consequências seriam sanções e um incidente diplomático, mas, se não pousamos


na Lua, o que esse incidente seria perto da revelação que as idas à Lua foram uma
farsa?
162

81. PORQUE OS ASTRONAUTAS PARECIAM DEPRESSIVOS NA


ENTREVISTA APÓS A APOLLO 11?

Muitos mostram trechos da entrevista em


[Link] para questionar porque os astronautas
pareciam tão tristes após terem atingido o maior feito da história da humanidade.

Figura 155: entrevista de imprensa.

Vários vídeos realizam análise de microexpressões faciais e linguagem corporal dos


astronautas, mas, conforme já demonstramos em
163

[Link] esse tipo de análise tem alta taxa de


resultados errôneos e pode ser usada para justificar ambos os lados de uma defesa.

Essa alegação de tristeza ignora o fato de que os astronautas que voltaram da Apollo
11 precisaram ficar 21 dias em uma cápsula de quarentena – para evitar possíveis contágios
lunares – e, nas fotografias e filmagens, eles se mostram bastante felizes
([Link]

Figura 156: astronautas felizes após retorno.

Após serem alvo de milhares de reportagens (muitas delas intrusivas), repórteres,


flashes de câmeras fotográficas e paparazzis em momentos particulares, é natural que um
nível de estresse seja observado nos astronautas, que são preparados para situações
de comando críticas, não para exposição pública.

Atletas que vencem uma competição esportiva, por outro lado, sonham com a
exposição pública desde criança e a vivenciam desde que marcam seus primeiros
feitos, logo, estão muito mais a vontade em uma coletiva de imprensa. Analogamente,
um atleta dificilmente manteria a calma ao estar em um foguete indo para o espaço,
ou durante um pouso lunar.
164

[Link] DISSE QUE JAMAIS FOMOS À LUA?

Em [Link] uma criança de 8 anos tem


o seguinte diálogo com Buzz Aldrin:

“- Porque nós não voltamos à Lua em tanto tempo?

- Uh. Essa não é uma pergunta para uma criança de 8 anos. É a minha pergunta. Eu quero saber, mas eu
acho que sei. Porque nós não fomos. E se não aconteceu, é bom saber porque não aconteceu para que no
futuro, se queremos continuar fazendo algo, precisamos saber porque algo parou de acontecer no passado.
Dinheiro. Se você quer comprar mais coisas, novos foguetes, continuar fazendo a mesma coisa, então isso vai
custar mais dinheiro, e outras coisas precisam de mais dinheiro. [...]”

A resposta inicial de Aldrin não significa “porque nós nunca fomos à Lua”,
significa um “porque não”. Se ele quisesse dizer que não fomos à Lua, a forma apropriada
seria “because we didn’t go there in the first place” e não “because we didn’t”, afinal, a garota não
perguntou nada sobre a primeira ida à Lua.

Além disso, Aldrin diz claramente “keep doing something”, “something stopped happening in
the past” e “keep doing the same thing”, indicando que, para ele, o homem foi à Lua, afinal,
não seria possível continuar fazendo algo que nunca foi feito.
165

[Link] MORTES NO PROGRAMA APOLLO SÃO SUSPEITAS?

O programa Apollo foi marcado por algumas mortes, e pessoas afirmam que tais
mortes foram queima de arquivo. Podemos citar:

▪ Theodore Freeman, engenheiro e piloto, faleceu ao se ejetar de um avião que foi


atingido por um pássaro;

▪ Elliot See, engenheiro e piloto, e Charles Basset, engenheiro e piloto, morreram


em um acidente aéreo;

▪ Virgil Grissom, Ed White e Roger Chaffee, astronautas morreram no acidente da


Apollo 1, em que negligência foi constada;

▪ Edward Givens, astronauta, morreu em um acidente de carro;

▪ Clifton Williams, astronauta e piloto, morreu ao se ejetar de um avião;

▪ Michal Adams, piloto, morreu em um acidente de avião;

▪ Robert Henry, astronauta, morreu em um acidente de avião;

▪ Thomas Baron, inspetor de qualidade, morreu em um acidente de carro.

No caso do programa Apollo, eliminando a morte dos astronautas na Apollo 1 por


negligência e os acidentes de carro, as demais foram de pilotos em acidentes aéreos, algo
ocorre com certa frequência.

Os soviéticos também têm seu histórico de mortes semelhantes. Podemos citar:

▪ Valentin Bondarenko, piloto, em um acidente na superfície;


166

▪ Grigori Nelyubov, cosmonauta, por suicídio;

▪ Vladimir Komarov, cosmonauta, no acidente da Soyuz 1;

▪ Yuri Gagarin, cosmonauta e piloto, em um acidente aéreo;

▪ Pavel Belyayev, piloto, em complicações pós-cirurgia;

▪ Georgi Dobrovolski, Vladislav Volkov e Viktor Patsayev, cosmonautas, no acidente


da Soyuz 11.

Nenhuma dessas mortes é particularmente suspeita e, em um programa que envolva


tecnologia experimental de risco e muitos empregados, são possíveis de ocorrer.
167

[Link] DISSE QUE NUNCA FOMOS À LUA?

Em uma entrevista, Armstrong fala sobre remover as camadas protetoras da verdade,

Figura 157: trecho do vídeo.

A frase completa, porém, é “There are great ideas undiscovered, breakthroughs available to
those who can remove one of truth’s protective layers” e claramente faz referência à avanços
científicos que ainda não ocorreram.

Nesse sentido, “remover camadas protetoras da verdade” significa desvendar os


enigmas que nos impedem de chegar à verdade sobre o universo como, por exemplo,
a matéria escura ou a real natureza da gravidade.
168

[Link] OS ASTRONAUTAS NÃO JURARAM NA BÍBLIA QUE


FORAM À LUA?

Há vídeos na internet de astronautas se recusando a jurar na Bíblia que foram à Lua.


Esses fazem parte da produção Astronauts Gone Wild. O que não é informado é que essa
produção não simplesmente pediu para que os astronautas jurassem na Bíblia, mas usou
métodos bastante questionáveis.

Os produtores usaram falsas credenciais de imprensa para ganhar acesso aos


astronautas e, em algumas ocasiões, os perseguiram como paparazzis. Então, eles
começavam uma entrevista, mas logo insultavam os astronautas ao alegar que estavam
mentindo sobre ir à Lua e, só nesse momento, os desafiavam a jurar sobre a Bíblia.

Nenhum astronauta tem obrigação de alimentar as atividades antiéticas de


produtores de documentários sensacionalistas e, por isso, se recusar a participar do
teatro montado por eles é uma atitude completamente razoável. Mitchell, por sua vez,
disse não reconhecer a Bíblia como verdade e, por isso, se recusou a jurar nela – um
direito em países civilizados.

Ainda assim, Alan Bean e Eugene Cernan juraram na Bíblia. Mesmo assim, o
produtor os chamou de mentirosos e blasfemos – significando que jurar na Bíblia não
significaria absolutamente nada para o produtor, e reforçando que se recusar seria a
atitude correta.
169

[Link] OS ASTRONAUTAS SE IRRITAM AO SEREM


QUESTIONADOS SOBRE IREM À LUA?

A explicação é bem evidente. Qualquer pessoa se irritaria se cumprisse um feito,


produzisse extensa documentação de que o cumpriu, e passasse mais de 50 anos
sendo questionada e confrontada de forma agressiva se realmente cumpriu esse feito.

Em uma ocasião, Buzz Aldrin deu um soco em um desses questionadores. Porém,


isso só ocorreu depois que Aldrin foi ofendido, sendo chamado de covarde,
mentiroso e ladrão.
170

[Link] JAMES WEBB RENUNCIOU POUCO ANTES DAS


MISSÕES APOLLO SE CONCRETIZAREM?

Um argumento presente em [Link] é que um administrador da


NASA renunciou dias antes da primeira missão Apollo, indicando que ele não queria estar
envolvido na suposta fraude. Porém, o administrador em questão é James Webb, que
renunciou não antes da primeira missão Apollo, mas antes da Apollo 8, em 7 de
outubro de 1968.

De acordo com o próprio James Webb


([Link]
[Link]/[Link]/WEBB-J/[Link]), ele era um democrata diretamente ligado à
Lyndon B. Johnson, então presidente. Quando ele anunciou que não iria concorrer à
reeleição, Webb optou por poupar o próximo presidente, Humphrey ou Nixon, de
uma questão sobre demiti-lo ou não, deixando o cargo vago.

Assim, a renúncia de Webb é uma questão política e não uma decisão de não
fazer parte de uma inexistente farsa.
171

[Link] CLINTON DISSE QUE O HOMEM NUNCA FOI À LUA NA


SUA AUTOBIOGRAFIA?

Na sua autobiografia, Bill Clinton diz: “apenas um mês antes, os astronautas da Apollo 11
Buzz Aldrin e Neil Armstrong haviam deixado seu colega Michael Collins a bordo da espaçonave
Columbia e andado na Lua... o velho carpinteiro perguntou-me se eu realmente acreditava que isso aconteceu.
Eu disse que sim, eu vi na televisão. Ele discordou, ele disse que não acreditou por um minuto, que ‘os caras
da televisão’ podiam fazer as coisas parecerem reais. Naquela época, eu achava que ele era louco. Durante
meus oito anos em Washington, eu vi algumas coisas na TV que me fizeram pensar se ele não estava à frente
do seu tempo”.

Bill Clinton se refere a ter visto coisas na televisão durante seu mandato em
Washington, que ocorreu entre 1993 e 2001. Nessa época, múltiplos filmes de ficção
científica foram para a televisão que mostraram que, de fato, é possível produzir imagens
convincentes do espaço. Alguns deles são The Dark Side of The Moon
([Link] e Dead Space
([Link]

Assim, Bill Clinton, ao dizer que o homem estava a frente de seu tempo, pode se
referir ao fato de o homem ter acertado que, de fato, seria possível produzir imagens
convincentes do espaço que, para Clinton, pareciam tão reais quando às do pouso
lunar.
172

[Link] DISSE QUE JAMAIS FOMOS À LUA?

Em uma conversa com astronautas na ISS, Trump diz “what an amazing cheat... Thing
you’ve done”
([Link]
mp_spoke_to_peggy_whitson_and_he/).

A explicação mais provável é que Trump pretendia dizer a palavra “feat” ou


“achievement”, e cometeu um erro. Isso é comum com Trump. Em
[Link] Trump diz “we are a very strong
company… country”, mais uma vez, trocando palavras.

É de conhecimento geral – inclusive de Trump – que os Estados Unidos são um país


e não uma empresa. Logo, isso foi apenas um erro. Porque o evento na estação espacial
não pode ser também um erro?

Além disso, o vídeo de 7 horas argumenta que voos suborbitais são possíveis e
inclusive cita efeito sentidos por astronautas na ISS. Na fala de Trump, o ex-presidente não
se referia à ida à Lua, mas a um feito na ISS. Afinal, a ISS é ou não uma farsa?
173

[Link] PENCE DISSE QUE JAMAIS FOMOS À LUA?

Mike Pence, em um pronunciamento, disse que os astronautas transformaram ficção


científica em realidade.

Não há absolutamente nada de suspeito nessa frase. A Ida à Lua, conforme


verificaremos, era tema de múltiplas obras de ficção científica e os astronautas, ao irem até
ela, transformaram essas obras em realidade.

Analogamente, em Star Wars, a Força permite que objetos sejam movidos à distância.
Se um dia desenvolvermos tecnologia que permita esse feito, teremos transformado ficção
científica em realidade.

Outro exemplo histórico é o transplante de coração de porco para um humano.


Malorie Blackman, em 1990, escreveu um livro sobre um garoto com um coração de porco
e, em 2022, um homem em estado terminal que não poderia receber órgãos humanos teve
sua vida prolongada por 2 meses ao receber um transplante de coração de porco
geneticamente modificado. Nesse caso, ficção foi transformada em realidade.
174

91. O TÚMULO DE VON BRAUN DIZ QUE JAMAIS FOMOS À LUA?

O túmulo de Von Braun cita Salmos 19:1, que diz: “Os céus proclamam a glória de Deus, e
o firmamento anuncia a obra das suas mãos”

Figura 158: túmulo de Von Braun

Não há nada nessa frase além de uma representação da crença de Von Braun
que os céus, apesar de serem explorados pelo homem, representam a glória de Deus.
Absolutamente nada sugere que o homem não foi à Lua.
175

92.É ESTRANHO QUE OS ASTRONAUTAS FORMEM UM GRUPO


EXTREMAMENTE SELETO?

Questiona-se que apenas 24 pessoas estiveram em órbita lunar, e apenas 12 em seu


solo. O autor do vídeo compara esse feito com outros, como a aviação civil (em que, após a
invenção do avião, múltiplas nações desenvolveram seus modelos) e a subida do Everest (em
que, após a primeira vez, centenas de pessoas já repetiram o feito).

Porém, a aviação civil é movida por um fator comercial, afinal, aviões são uma
forma de transporte lucrativa. Logo, é natural que todas as nações tenham interesse em
desenvolver esse tipo de tecnologia – sem contar os usos militares de aviação.

Já a subida do Everest é um esforço que requer apenas alguns milhares de dólares


em equipamentos, passagens e comissão do sherpa e é um esforço individual. Além disso,
múltiplos setores de múltiplas economias são fomentadas com ascensões ao Everest.

Ir à Lua, por outro lado, requer um orçamento de bilhões de dólares e o esforço


de milhares de pessoas. Não há qualquer lucro em ir à Lua. Os Estados Unidos foram
à Lua em meio a uma demonstração de poderio, e esse é o único motivo pelo qual
uma nação faria o mesmo hoje, já que não há tantas lacunas no conhecimento
científico que poderiam ser preenchidas com mais viagens lunares.

Dois outros lugares aqui na Terra podem ser comparados com à ida à Lua. O
primeiro deles é o fundo da Fossa das Marianas, que requer um orçamento robusto e o
trabalho de múltiplas pessoas, e só foi visitada por 22 pessoas. A primeira visita ocorreu em
1960, e a seguinte apenas em 2012. O Polo Sul tem um histórico semelhante, apesar de hoje
em dia conter bases de pesquisa. A primeira visita ocorreu em 1911, e a próxima somente em
1956.
176

93.A MAIORIA DOS ASTRONAUTAS QUE FORAM À LUA SÃO


MAÇONS?

No vídeo, aos 14 minutos, afirma-se que a maioria dos astronautas que foram à Lua
eram maçons. Checaremos essa afirmação, considerando todas as missões que foram até à
Lua.

Na Apollo 8, temos:

▪ Frank Borman era maçom;


▪ Jim Lovell não parece ser maçom;
▪ William Anders não parece ser maçom;

Na Apollo 10, temos:

▪ Thomas Stafford era maçom;


▪ John Young não parece ser maçom;
▪ Eugene Cernan não parece ser maçom;

Na Apollo 11, temos:

▪ Neil Armostrong não parece ser maçom;


▪ Buzz Aldrin era maçom;
▪ Michael Collins não parece ser maçom;

Na Apollo 12, temos:

▪ Pete Conrad não parece ser maçom;


▪ Richard Gordon não parece ser maçom;
▪ Alan Bean não parece ser maçom;

Na Apollo 13, temos, além de Jim Lovell que já foi analisado:


177

▪ John Swigert não parece ser maçom;


▪ Fred Haise era maçom;

Na Apollo 14, temos:

▪ Alan Shepard não parece ser maçom;


▪ Stuart Roosa não parece ser maçom;
▪ Edgar Mitchell era maçom;

Na Apollo 15, temos, além de David Scott, que já foi analisado:

▪ David Scott não parece ser maçom;


▪ Alfred Worden não parece ser maçom;
▪ James Irwin era maçom;

Na Apollo 16, temos, além de John Young, que já foi analisado:

▪ Ken Mattingly não parece ser maçom;


▪ Charles Duke não parece ser maçom;

Na Apollo 17, temos, além de Eugene Cernan, que já foi analisado:

▪ Ronald Evans não parece ser maçom;


▪ Harrison Schmitt não parece ser maçom;

Temos, assim, 24 astronautas, dos quais 6 são maçons – bem longe de ser a
maioria e prova inequívoca de que não é preciso ser maçom para visitar a Lua. Pode-se
alegar que alguns astronautas nunca tiveram seu status na maçonaria divulgado, o que é
possível, mas improvável considerando que as ordens tendem a se orgulhar dos feitos
de seus membros.

Além disso, tal informação não é tão surpreendente quando consideramos que, na
época do programa Apollo, haviam cerca de 4 milhões de maçons nos Estados Unidos
([Link]
178

Figura 159: maçons nos Estados Unidos.

Por fim, a afirmação “parte dos astronautas que foram à Lua são maçons” é uma
afirmação que pode ser respondida como “e qual o problema nisso?”, afinal, não há
nada que impeça um maçom de participar de uma missão espacial, e, em países civilizados, a
liberdade de participar de ordens fraternais é um direito.
179

94.O NÚMERO 33 APARECE NO PROGRAMA APOLLO?

Alega-se que o número 33 (relevante na maçonaria) surge múltiplas vezes nas


entrevistas e documentos do modular lunar. No vídeo, são citadas três ocorrências: 33 horas
na Lua, e um reembolso de 33 dólares.

Porém, somos uma sociedade que usa números e o número 33, como todos os
outros, aparece com certa frequência.
180

[Link] A NASA FAZ REFERÊNCIAS PAGÃS?

Múltiplas missões da Nasa, como Artemis e Apollo (o deus do Sol) fazem referências
a entidades pagãs em outras mitologias. Isso é escolhido como uma homenagem aos
povos antigos, os primeiros a estudarem os céus.

Certas vertentes religiosas cristãs acusam a NASA de cultuar deuses pagãos e pecar ao
fazê-los, mas batizar veículos e corpos celestes com nome de deuses pagãos não
implica em cultuá-los, como muitas outras vertentes religiosas concordam. Além
disso, astronautas que não possuem crenças cristãs não têm motivo para se importar com
pecados citados na Bíblia.

Na prática, a NASA é composta de pessoas de várias religiões e astronautas


podem fazer gestos simbólicos associados a elas. Na Apollo 8, um trecho do Genesis
foi lido; Buzz Aldrin, um protestante, realizou comunhão no espaço; um microfilme da
Bíblia foi levado à Lua; em uma missão do Ônibus Espacial, um astronauta trouxe um
fragmento de um avião de uma organização cristã que havia caído no Equador; um dos
tripulantes mortos no desastre da Columbia deixou uma mensagem ao seu pastor para
contar sobre Jesus caso ele não voltasse; um mensagem do Papa Paulo VI foi deixada na
Lua; hóstias e vinho foram levados ao espaço ao menos duas vezes e o Papa Bento XVI
conversou com a tripulação da ISS em 2013.

O natal dos russos ortodoxos foi celebrado na Estação Espacial em 2011; um concílio
criou procedimentos espaciais para muçulmanos rezarem na estação espacial; um astronauta
trouxe objetos ligados ao judaísmo para a ISS; em dezembro de 2006, símbolos hindus
foram trazidos para a ISS.

Jack Parsons, um cientista de foguetes, praticava rituais de ocultismo que envolviam


sexo e geração do anticristo. Nenhum anticristo foi gerado e, mais uma vez, esses rituais
são permitidos em países civilizados.
181

Isso está em alinhamento com o mundo civilizado, que permite a liberdade de


crença. Isso inclui a crença a deuses pagãos como o Sol, bem como qualquer tipo de
ritual inofensivo – e todos os rituais citados acima são inofensivos.
182

[Link] AS MISSÕES APOLLO 18, 19 E 20 FORAM


CANCELADAS?

Nixon terminou o governo em agosto de 1974 em meio a um escândalo denominado


Watergate, que envolveu abuso de poder e espionagem política.

A missão Apollo 17 já fora atrasada e ocorreu somente em dezembro de 1972. A


Apollo 18 estava prevista para fevereiro de 1972, a Apollo 19 estava prevista para julho de
1972, e a Apollo 20 estava prevista dezembro de 1972. Assim, se tudo fosse uma farsa de
Nixon, as missões simplesmente teriam ocorrido no tempo esperado.

Porém, após a Apollo 11, o interesse do público em missões lunares decaiu, e,


após a Apollo 17, os cientistas perceberam que os objetivos científicos (em exploração
de lugares de interesse e coleta de material) já haviam sido cumpridos – as demais
missões apenas repetiriam os feitos das missões 15 a 17 em outras crateras.

O foco passou a ser manter estações espaciais tripuladas em baixa órbita, como a
Skylab (em 1974) e a Apollo-Soyuz Test Project (em 1975), que fez um acoplamento de
uma nave americana e soviética, dando um fim à corrida espacial.

No campo espacial, estações espaciais mais complexas passaram a ser o


próximo desafio, o que levou a necessidade de um foguete que não precisasse se
reconstruído após cada uso, dando origem à criação do Ônibus Espacial.

Além disso, os Estados Unidos passaram a dedicar parte do seu orçamento para
a Guerra do Vietnã, e o orçamento disponível para a NASA decaiu ao longo dos
próximos anos. Voltar à Lua simplesmente era um projeto para o qual faltava apoio e
orçamento.
183

Figura 160: queda do orçamento da NASA.


184

[Link] NÃO REFAZER TODO O PROJETO APOLLO?

Alguns dizem que os documentos do projeto Apollo foram destruídos para evitar que
eles fossem reconstruídos. Porém, todos os documentos do projeto foram preservados e,
com estudo suficiente, somos capazes de reconstruir toda a cadeia de produção do
Saturn V e da espaçonave Apolllo.

Outras coisas, entretanto, se perderam – não porque foram destruídas, mas porque o
tempo passou.

O pessoal que trabalhou na missão Apollo foi dispensado após o fim do projeto, de
forma que parte se aposentou, parte faleceu e parte trabalha em outros campos e
maioria certamente não se lembra dos detalhes da operação. Não é possível recontratá-
los e coloca-los para trabalhar. Porém, com estudo dos documentos, é perfeitamente
possível treinar novo pessoal para ter esse conhecimento.

Por outro lado, a missão Apollo requereu uma infraestrutura de centenas de fábricas
em lugares diferentes para produção dos materiais utilizados no programa (tanto
diretamente, como peças quanto indiretamente, como ferramentas), e mais centenas para
produção das peças utilizadas. Essas fábricas foram descomissionadas após o fim do
programa.

Ao passo que é possível reconstruir mentalmente a linha de produção dessas fábricas


através dos documentos deixados e treinar pessoal com o conhecimento para produção, não
há orçamento suficiente para reconstruir as fábricas e produzir os mesmos materiais
e peças.

Isso é análogo à construção de um Ford modelo T, de 1927. Ao passo que todo o


diagrama esquemático do carro é conhecido, as fábricas que produziam as peças para o
carro não existem mais.
185

Figura 161: Ford Modelo T.

Por fim, nós não queremos voltar à Lua com o projeto Apollo. O projeto Apollo era
relativamente seguro para os padrões das décadas de 60 e 70 (e não uma missão suicida,
como afirmado no vídeo), mas os avanços com as estações espaciais elevaram muito
esses padrões de segurança.

Mudanças em padrões de segurança são normais. Os padrões na aviação da década de


30 eram seguros para a época porque isso era o que seria possível, e o uso de um avião
novo feito seguindo os projetos da década de 30 nos dias de hoje (mesmo que possível)
seria inaceitável porque os aviões de hoje elevaram esse padrão de segurança.

Para que a ida a Lua hoje em dia seja feita nos padrões de segurança atuais,
precisamos de novos equipamentos. Além disso, as ambições atuais, que envolvem mais
tempo de estadia, mais tripulação e uma estação espacial lunar, também requerem novos
equipamentos.
186

98.O QUE É A ARTEMIS?

A missão Artemis é um projeto para enviar homens novamente à Lua e estabelecer


uma base lunar, um plano que existia desde os anos 2000, mas que – esse sim – enfrenta
desafios como a reciclagem de oxigênio, abastecimento constante e condições a
longo prazo do terreno lunar.

A missão Artemis envolve o uso da Orion, uma espaçonave que comporta 6


tripulantes e é divida em módulo de comando e módulo de serviço. A Orion contém maior
proteção térmica, capaz de ficar mais tempo no espaço, e usa energia solar ao invés
de células.

Figura 162: espaçonave Orion.

Para impulsionar essa espaçonave além da órbita terrestre, pretende-se usar o foguete
Space Launch System.
187

Figura 163: fogeute SLS.

Pretende-se também construir a Lunar Gateway, uma estação espacial ao redor da


Lua, cujos componentes para construção serão levados pelo foguete Falcon Heavy.

Figura 164: Lugar Gateway.


188

Figura 165: Falcon Heavy.


189

[Link] A ARTEMIS FEZ TESTES NÃO TRIPULADOS?

Questiona-se porque a Artemis, em 2022, fez um teste com manequins


([Link] em
baixa órbita terrestre.

Porém, todo programa espacial começa testando seus novos veículos sem
tripulantes, já que é importante saber como a nova espaçonave se comportará no
espaço em termos estruturais e de controle antes de colocar tripulantes.

Nenhum programa espacial começará enviando humanos à Lua (ou ao


espaço) no primeiro lançamento. Testes sem tripulação sempre serão executados para
cada etapa do percurso em que haja risco de a tripulação ser incapaz de voltar, e só
serão realizados quando esse risco for eliminado.
190

100. PORQUE A MISSÃO ARTEMIS SOFREU ATRASOS?

A missão Artemis estava programada para fazer o primeiro lançamento da Orion em


2016, mas ocorreu em 2022. Por isso, a órbita lunar da Artemis 2 está planejada para
setembro de 2025, e a Artemis 3 está planejada para pousar na Lua com tripulação em 2026.
Porém, antes disso, essas datas eram, respectivamente, 2024 e 2025.

Alguns supõe que esses atrasos ocorrem porque são parte de um atraso indefinido, já
que é impossível deixar a baixa órbita terrestre. Porém, atrasos também ocorreram no
programa Apollo:

▪ A missão Apollo 8 visava testar o módulo lunar, mas os atrasos na produção deste
mudaram os objetivos, fazendo uma órbita na Lua sem o módulo lunar.

▪ Devido aos atrasos do módulo lunar, a missão Apollo 9 foi atrasada do final de
1968 para o começo de 1969.

▪ A Apollo 10 foi atrasada de abril para maio de 1969 para permitir mais tempo de
preparação.

▪ A Apollo 14 foi atrasada de 1970 para 1971 devido aos problemas com a missão
Apollo 13.

▪ A Apollo 15 devia ser lançada no começo de 1971, mas foi lançada somente em
julho.

▪ A Apollo 16 teve seu lançamento atrasado em 1 mês.

▪ Quando a Apollo 17 ocorreu, as missões 18, 19 e 20 já deviam ter ocorrido


segundo o calendário original.
191

A razão pela qual os atrasos da Artemis são maiores que os da Apollo está,
justamente, nos cortes de orçamento que a NASA vem sofrendo recentemente.
Durante o programa Apollo, os cortes de orçamento eram muito maiores.
192

101. PORQUE A DISNEY FOI PARCEIRA DA NASA?

Questiona-se porque há múltiplas instâncias em que a Disney e a NASA trabalharam


em produções conjuntas, como filmes com tramas envolvendo o espaço e a Lua, e um
parque temático com foguetes.

Figura 166: Walt Disney e Von Braun.

Figura 167: foguete temático na Disney.


193

Figura 168: episódio sobre a Ida à Lua.

A resposta, porém, é bastante simples: propaganda. Gastar bilhões de dólares para


enviar o homem à Lua depende da provação popular, e a Disney (e Hollywood), sendo
grandes influenciadores da opinião popular, eram instrumentos úteis para motivar,
convencer e interessar a população na ida à Lua.

Os soviéticos também tinham seus meios de propaganda. Em


[Link] vemos uma revista com imagens do
projeto soviético para visitar a Lua.

Figura 169: livro soviético.


194

Figura 170: livro soviético.

Há, também, uma plenitude de cartazes de propaganda soviética.

Figura 171: propaganda soviética.

Por fim, o filme Luna, de Pavel Klushantsev, também trouxe astronautas na Lua
([Link]
195

Figura 172: filme soviético.

Assim, uma associação da NASA com a Disney não prova que a ida à Lua foi feita
em um cenário fantasioso, apenas que a NASA – assim como a URSS – investiu em
propaganda para a corrida espacial.
196

102. PORQUE HÁ UMA FOTO DE KUBRICK AO LADO DO


PESSOAL DA NASA?

Em uma fotografia de 1968, vemos Frederick Ordway (cientista espacial), Deke


Slayton (astronauta do projeto Mercury), Arthur Clarke (escritor de ficção científica) Stanley
Kubrick e George Mueller (dirigente da NASA).

Figura 173: fotografia em questão.

Essa imagem é de uma visita dos homens ao estúdio de 2001: Uma Odisseia no Espaço.
Kubrick temia que uma ida à Lua estivesse próxima (e de fato estava), o que faria seu filme
parecer antiquado caso seus efeitos não fossem realistas. Assim, Kubrick pagou
profissionais da NASA para avaliar seus efeitos e compará-los com a realidade do
espaço.
197

103. KUBRICK ADMITIU TER FORJADO A IDA DO HOMEM À


LUA?

Uma filmagem mostra o que seria Kubrick, em idade avançada, admitindo que forjou
a ida à Lua ([Link]

Figura 174: vídeo em questão.

O vídeo é uma cena do filme Shooting Stanley Kubrick, de 2015, e traz uma suposta rara
entrevista dada por Kubrick antes de sua morte. Porém, o vídeo é uma obra de ficção e
Kubrick é, na verdade, o ator Tom Mayk interpretando Kubrick. Em
[Link] uma entrevista com o ator pode ser
vista.

Figura 175: entrevista com o ator.


198

104. O FILME O ILUMINADO É A CONFISSÃO DE KUBRICK EM


PARTICIPAR DA FARSA?

Alguns afirmam que o filme O Iluminado é uma confissão de Stanley Kubrick em


participar da farsa da ida à Lua. Porém, essa afirmação é baseada em interpretações
subjetivas de certos elementos do filme cujas reais explicações são conhecidas.

Nessa interpretação, Jack é Stanley Kubrick, o gerente do hotel é Kennedy e cuidar


do hotel representa forjar a ida à Lua.

Figura 176: Jack é Stanley Kubrick.


199

Figura 177: gerente do hotel é Kennedy.

A janela seria um palco, representando o teatro da ida à Lua. Porém, a imagem


mostra apenas uma janela e, por essa lógica, toda janela seria um palco. A escultura
de águia na janela seria o Eagle, o módulo lunar. Entretanto, estátuas de águia são itens
comuns de decoração
([Link]

Figura 178: janela representa o palco.

As gêmeas – que são apenas irmãs não idênticas no livro de Stephen King – seriam a
missão Gemini. Porém, a inspiração para essa adição é uma fotografia de 1966
([Link]
kubricks-famous-horror-film-the-shining) somada com a fascinação de Kubrick pelo
conceito de doppelgangers, pessoas idênticas em diversos aspectos.
200

Figura 179: artigo sobre as gêmeas.

A águia apareceria mais uma vez na Adler, a máquina de escrever utilizada por Jack. A
frase “All work and no play makes Jack a dull boy” seria interpretada como “A11 work and no play
makes Jack a dull boy” porque o L parece um 1. Porém, isso é válido para quase todas as
máquinas de escrever, e é mera consequência de escrever a palavra “All”.

Figura 180: máquina de escrever


201

Figura 181: frase escrita na máquina de escrever.

Além disso, essa frase sequer foi cunhada por Kubrick, mas é um provérbio de 1659
([Link]
work-and-no-play-makes-jack-a-dull-boy).

O vídeo cita “imagens que parecem foguetes”, mas uma análise do cenário revela
que se trata de uma decoração com temática nativo americana.

Figura 182: decoração em questão.

É afirmado que o local em que Danny brinca é o local de lançamento da Apollo, mas
Danny está em um hexágono e o local de lançamento da Apollo tem 8 lados.
202

Figura 183: associação.

O carpete sequer foi produzido para o filme, mas era comercializado desde a década
de 60 com o nome de Hicks’ Hexagon. Toy Story fez múltiplas referencias a O Iluminado
([Link] entre elas, o uso do
mesmo carpete no quarto de Andy – e não só na cena em que Buzz descobre ser um
brinquedo, como é sugerido.

Figura 184: carpete em Toy Story.

A blusa de Danny, que tem o tema da Apollo 11, é também citada. A história é que
Kubrick queria algo que parecesse feito à mão, e a blusa foi apresentada como tendo sido
costurada por uma amiga da diretora de figurino. Kubrick apenas concordou.
203

Figura 185: blusa de Danny.

Alega-se que o quarto 237 é uma referência às 237 milhas até a Lua – cujo número
real é 238. O número do quarto na obra de Stephen King é 217 porque ele e sua esposa
estiveram no quarto 217 no Stanley Hotel, que serviu de inspiração para o livro, pois
também fecha no inverno e fica apenas ocupado por um cuidador. Os diretores do hotel em
que O Iluminado foi filmado temiam que pessoas iriam recusar estadias no quarto 217, então
pediram que Kubrick mudasse o número para 237, 247 ou 257. A escolha foi 237 porque
fazia referência a um filme anterior de Kubrick, feito 1964, no qual era o código para ser
inserido em um computador visando evitar um holocausto nuclear.

Figura 186: quarto 237.


204

O mesmo tipo de associação arbitrária produziu teorias que associam o filme com a
situação de nativos americanos, com o holocausto e com o labirinto do Minotauro
([Link]
Afinal, porque a da Apollo é a correta?
205

105. FILMES QUE CITAM A FARSA DA IDA À LUA SÃO


DENÚNCIAS?

Múltiplos filmes citam a farsa da ida à Lua, e é alegado que esses filmes são denúncias
feitas por pessoas de Hollywood que conhecem a história real. Porém, conspirações sobre a
ida à Lua existem desde o pouso de Armstrong
([Link]

Figura 187: carta de um leitor de jornal.

As produções de Hollywood que a citam ou fazem uma mera referência (como


007), ou fazem piadas com a conspiração (como Family Guy) ou a usam como motivo
para trama (como American Horror Story: Double Feature). Assumir que todos são denúncias é
um pensamento ingênuo.

Figura 188: cena de 007.


206

Figura 189: cena de Family Guy.

Figura 190: cena de American Horror Story: Double Feature.

Além disso, a farsa da ida à Lua é um tema tão recorrente que é considerado
clichê da ficção ([Link] o
que nos faz questionar se animadores japoneses e quadrinistas também tem
conhecimento da farsa para denunciá-la.
207

106. O FILME DE 1929, A MULHER NA LUA, PREVIU A


TECNOLOGIA ESPACIAL?

Em 1929, foi lançado o filme alemão A Mulher na Lua. Ele contém muitos detalhes
semelhantes aos que foram aplicados no projeto Apollo. Porém, elas têm outras
explicações.

Além disso, o filme foi feito com a consultoria de Hermann Oberth, um cientista
de foguetes, que forneceu instruções para torna-lo realista e posteriormente trabalhou
na NASA.

Podemos citar:

▪ A contagem regressiva final foi adicionada para criar drama, e outros projetistas
de foguetes, muito antes da NASA, passaram a adotar essa tradição.

▪ Foguetes eram carregados para cima já na Alemanha antes do filme ser


lançado;

▪ Orbitar a Lua e ver a Terra é uma conclusão que qualquer pessoa pode obter,
afinal, vemos a Lua da Terra;
208

107. QUANTAS PESSOAS SÃO NECESSÁRIAS PARA A FARSA


OCORRER?

É argumentado que 400 mil pessoas trabalharam no programa Apollo, e que seria
preciso que todas elas concordassem em manter segredo sobre a farsa. Isso é de fato um
exagero, pois nem todos teriam conhecimento de todas as etapas, já que dentre as 400 mil
pessoas estão incluídos trabalhadores de fábricas que produzem peças, por exemplo.

No vídeo, alega-se que, para a conspiração ocorrer, seria necessário que “apenas
algumas dezenas” de pessoas concordassem em manter segredo, já que os demais seriam
meros trabalhadores que não conheceriam o todo graças à compartimentalização. Aqui,
temos duas opções: foram produzidos equipamentos que custaram bilhões de dólares, ou
apenas aparatos cenográficos que custaram milhares?

Os custos divulgados do programa podem ser vistos em


[Link] O Saturn V certamente era um
foguete real, pois milhares de pessoas comuns testemunharam sua decolagem – isso
já inclui um orçamento de 9 bilhões. Os 400 mil funcionários foram pagos de acordo
com as funções que deveriam exercer enquanto eram enganados, o que totaliza 5,2
bilhões.

Sendo assim, uma opção defende que o governo gastou mais 8,1 bilhões em
espaçonaves Apollo, 3,1 bilhões em operações e 907 milhões em aparatos lunares, ou apenas
alguns milhões em aparatos cenográficos.

Na primeira opção, resta a pergunta: porque gastar um orçamento tão alto em um


aparato que consegue ir à Lua, e não ir? Todos os impedimentos citados, como a barreira
de radiação e a temperatura, não são um problema como já demonstramos.

O autor parece defender a segunda opção, pois argumenta que o módulo lunar era
apenas um objeto cenográfico com 110 páginas de especificações – algo que é falso. Porém,
dentre as 400 mil pessoas, uma porção significante eram engenheiros, e engenheiros têm
209

conhecimento suficiente para distinguir um aparato cenográfico de um objeto capaz


de ir à Lua.

Considerando a segunda opção, temos alguns milhares de engenheiros que


precisariam manter segredo, além de centenas de pessoas envolvidas nos sets de
filmagem.

Assim, o total de pessoas que participariam da conspiração está na casa dos


milhares e não das “algumas dezenas” como afirmado no vídeo.
210

108. CONCLUSÕES

Assim, podemos concluir que as missões Apollo de fato chegaram na Lua, algo
confirmado pela extensa documentação produzida pela missão e pelas imagens e
experimentos independentes.

Por décadas, pessoas tentam encontrar falhas de diversas naturezas nessas


confirmações, mas, nesse vídeo, demonstramos que essas “falhas” não são falhas reais, e
possuem explicações que são ignoradas por essas pessoas.

Infelizmente, apesar de essas explicações serem também conhecidas a décadas, os


materiais analisados se resumem a repetir os argumentos, o que torna a tarefa de rebatê-los
extremamente simples.

Você pode chamar essas explicações de desculpas, mas elas servem perfeitamente
para justificar as inconsistências apresentadas. Se esse for o caso, você deveriam
estruturar suas alegações mencionando o argumento inicial, seguido da explicação
fornecida para a alegação, seguida de uma refutação dessa explicação. Por exemplo:

“A bandeira está no ar. Defensores da ida à Lua defendem que há uma haste que segura a bandeira no
lugar. Porém [...]”

Muitos argumentos são baseados em interpretações fora de contexto sobre a desculpa


de que “para bom entendedor, meia palavra basta”. Porém, meias palavras produzem
meios entendimentos, e é exatamente isso que esses argumentos contêm.

Outros são baseados em frases como “isso é ridículo”, “eu não acredito nisso”, “isso
é absurdo”. Essas são apenas opiniões pessoais, e requerem uma demonstração da
impossibilidade do feito dito absurdo ou que o autor não acredita.

Muito comum é a falácia da autoridade, citando a expertise de um profissional


(físico, especialista em efeitos especiais, piloto, etc.) para justificar que suas opiniões são
corretas. Porém, ciência não é feita com autoridade e sim com demonstrações. Ainda
211

que fosse, seríamos capazes de encontrar especialistas em maior número que


concordam com nossa conclusão.

Ao final desse vídeo, esperamos que você não mais acredite que o homem foi à Lua.
Você não precisa acreditar nisso. Você tem toda a informação necessária para entender
que, de fato, o homem foi à Lua.

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