11 Classe DGD
11 Classe DGD
Introdução
Caro estudante, neste módulo, falaremos matéria sobre a necessidade que o homem teve ao longo dos
tempos de representar os objectos tridimensionais num plano. Este estudo levou séculos e só em 1795 é
que finalmente, Gaspard Monge sistematizou a geometria descritiva. O domínio desta exigirá de si a
capacidade de visualizar no espaço, isto é, imaginar os objectos e deduzir a figura plana que as representa
no plano.
Essa capacidade de ver no espaço será desenvolvida à medida que vais resolvendo exercícios na base de
objectos reais. Portanto, seja bem vindo à visão do espaço. Ao concluir esta lição você será capaz de:
Objectivos
- Deduzir da descrição exacta dos corpos as propriedades das formas e as suas posições respectivas
(Gaspard Monge).
- Dominar Conhecer o vocabulário específico da Geometria Descritiva;
- Relacionar um objecto com a sua projecção.
A seguir apresentamos alguns termos da geometria descritiva que você terá de fixar melhor a matéria que
vai estudar.
Objectos bidimensional: Figuras planas ou seja figuras com apenas duas dimensões, nomeadamente
comprimento e altura, por exemplo todos os polígonos, círculo, etc.
Objectos tridimensionais: Objectos que têm volume, isto é, que apresentam três dimensões,
nomeadamente comprimento, largura (profundidade) e altura, por exemplo poliedros, cones, cilindros,
esfera, etc.
Você sabe muito bem que a necessidade de o homem se comunicar através de desenho data desde a pré-
história.
Os primeiros desenhos tenderam a tornar-se cada vez mais esquemáticos acabando por conduzir às
chamadas escritas ideográficas de que são exemplos os hieróglifos egípcios e a escrita ainda hoje usada
na China. A pouco e pouco e desenho foi registando evolução até ter a sua gramática própria.
O desenho como meio de expressão desenvolveu duas linhas, nomeadamente a de representação artística
e a rigorosa, uma representação livre de matrizes subjectivas, racional e sem ambiguidade.
A representação de formas tridimensionais sobre a superfície plana foi uma das grandes dificuldades que
o homem foi tendo ao longo dos tempos. Só a partir do século XV, com os estudos da teoria do
desenho e da pintura realizados por Leonardo Da Vinci assim como os desenhos dos seus eventos, é que
se inicio a representação de formas tridimensionais sobre superfícies planas.
Se voce não sabia, nós vamos recordar que nos anos seguintes à descoberta de Leonardo Da Vinci muitos
outros interessaram-se pelo assunto com particular destaque para o Gaspard Monge (1746-1818), o
homem que revolucionou esse processo de representação e desenvolveu o método de representação de
figuras no espaço, fundando deste modo a Geometria Descritiva e, em 1795 publicou um tratado onde
expôs o método da projecções ortogonais.
Caro estudante abaixo está a figura do homem que revolucionou representação de figuras no espaço.
Deste modo, foi finalmente possível representar sobre um plano as figuras do espaço, de modo a poder
resolver problemas de Geometria em que se consideram três dimensões.
Estimado estudante, a Geometria Descritiva assume um papel basilar fundamental para as áreas de
Arquitectura, Engenharia de
Construção Civil e design, porquanto permite exteriorizar numa linguagem própria as concepções
espaciais e construtivas.
Você sabe que é através da Geometria Descritiva que é possível, por exemplo, executar levantamentos
rigorosos de edifícios, pontes, etc.
É do seu conhecimento que a área de conhecimentos de Desenho e Geometria Descritiva aborda afaz a
sistematização dos diversos métodos de representação gráfica rigorosa, permitindo-te a você a aquisição
de conhecimentos e o domínio de instrumentos geométricos na perspectiva do desenvolvimento de
capacidades de:
Percepção dos espaços, formas visuais e suas posições relativas;
Representação mental de formas imaginadas ou reais;
Representação de formas, de modos normalizados sistematizado
Estimado estudante você irá desenvolver As competências básicas ao aprender que irás desenvolver na
base do que vais aprender em Desenho e Geometria Descritiva, vai permitindo deste modo obter que
tenhas autonomia e desenvolver as o espírito de cooperação.
Com os conhecimentos desta disciplina poderá resolver problemas com que a tua comunidade se depara
nas áreas de construção e design.
Esta disciplina fornece, deste modo, uma linguagem visual normalizada, baseada em critérios de rigor, em
que se usam materiais e instrumentos específicos para o desenho geométrico. Eu acho que isto deveria
fazer parte da introdução do módulo.
Assim sendo, o objecto do nosso estudo é afinal uma iniciação no método de Monge, na base do qual está
o conceito de projecção.
O campo da Geometria Descritiva, como nos referimos na introdução desta lição, é a representação no
plano de objectos no espaço e de espaços. projecção de um objecto num plano resulta numa figura plana
que se obtém fazendo passar, por alguns dos seus pontos mais significativos do contorno, rectas que, ao
intersectarem o plano, determinam as projecções dos pontos pelos quais passam essas rectas.
Conforme você pode observar na figura acima, os seis raios luminosos que focam o cubo, intersectam o
plano em igualmente seis pontos que definem a sua projecção sobre esse plano.
Esses raios, que estão representados por rectas, que determinam a projecção do objecto, denominam-se
linhas projectantes, (na figura acima são as linhas a, b, c, d, e e f) O ponto O, denomina-se origem de
projecção ou foco luminoso, que é o ponto do espaço, exterior ao plano onde se projectam os objectos,
onde concorrem todas as projectantes.
À superfície plana onde o objecto é projectado, chama-se plano de projecção, neste caso o plano .
Recorde-se que um plano é designado por uma letra minúscula do alfabeto grego.
Vejamos um desenho mais simplificado que permite uma visão mais facilitada do que acabamos de
aprender.
A recta r é uma recta projectante, pois ao passar por A (ponto que se pretende projectar), no seu
prolongamento intersecta o plano dando origem à Ap. Ap é a projecção do ponto A sobre o plano.
O é o ponto de origem da linha projectante e encontra-se numa distância finita.
Tipos de projecção
Quando falamos de projecções temos que considerar três variáveis:
- a distância da origem de projecção ao plano de projecção;
- a posição das rectas projectantes em relação ao plano de projecção;
- o número de planos de projecção.
Projecção ortogonal
Planos Ortogonais de Projecção são dois planos perpendiculares entre si, sendo um em posição vertical ou
frontal que se designa por plano frontal de projecção ou plano vertical de projecção e representa-se por φ0
(fi zero) e o segundo plano de projecção, perpendicular ao plano frontal de projecção toma a posição
horizontal designa-se por plano horizontal de projecção e representa-se por (niu zero).
Recorde-se que um plano é representado por uma letra minúscula do alfabeto grego. φ (fi) e (niu) são
duas das vinte e seis letras minúsculas do alfabeto grego e são precedidas por índice zero (φ0 e 0 ) porque
as contagens das mediadas são feitas a partir deles.
O plano frontal de projecção ao se intersectar com o plano horizontal de projecção origina uma linha,
linha de terra, que é representada por LT, que divide cada um dos planos de projecção em dois
semiplanos, nomeadamente:
Semiplano Horizontal Anterior (SPHA);
Semiplano Horizontal Posterior (SPHP);
Semiplano Frontal Superior (SPFS);
Semiplano Frontal Inferior (SPFI).
Com o intuito de estabelecer maior precisão na localização dos pontos no espaço, são considerados mais
dois planos que também se intersectam na linha de terra e que tornam o espaço dividido em oito partes,
chamados Octantes. A palavra octante resulta da palavra oito.
Porque esses planos dividem cada um dos octantes em duas partes iguais são chamados planos bissectores
sendo representados pela letra .
Ao plano que atravessa o I e o III diedros de projecção, designa-se por plano bissector dos diedros de
projecção ímpares representado por (beta um-três) e o que atravessa o II e os IV diedros designa-se
por plano bissector dos diedros de projecção pares ou simplesmente (beta dois-quatro).
De acordo com o que aprendeste, um ponto é representado por uma letra maiúscula do alfabeto latino, por
exemplo, ponto A.
Coordenadas de um ponto no espaço é a sua localização em relação a determinados referenciais.
Para a sua definição das coordenadas dum ponto no espaço serão considerados como referenciais, o plano
frontal de projecção ( ), o plano horizontal de projecção ( ) e um plano , auxiliar, perpendicular aos
dois planos ortogonais de projecção. O índice zero de cada um dos três planos que acabamos de citar
como referencias, indica o lugar geométrico a partir do qual se iniciam as contagens.
A distância de separação dum ponto no espaço ao plano frontal de projecção, denomina-se afastamento e
a distância de separação dum ponto no espaço ao plano horizontal de projecção, chama-se
cota ou altura.
A distância de um ponto ao plano auxiliar, simultaneamente perpendicular a e , denomina-se
abcissa ou largura.
A localização dum ponto no espaço é suficientemente definida pelas suas três coordenadas,
nomeadamente abcissa, afastamento e cota. Essas coordenadas deverão ser indicadas sempre nesta ordem
e representam se da seguinte maneira:
A (x; y; z) onde x, representa a abcissa, y o afastamento, e z a cota.
Como já é do seu conhecimento, as projecções de um ponto se efectuam fazendo passar por ele rectas
projectantes que, ao intersectarem os planos de projecção determinam as projecções desse ponto.
Recorde-se que as rectas projectantes no sistema de dupla projecção ortogonal são perpendiculares aos
planos ortogonais de projecção.
A projecção horizontal dum ponto resulta da intersecção da projectante horizontal desse ponto com o
plano horizontal de projecção e representa-se por uma letra maiúscula do alfabeto
latino, precedida pelo índice 1, por exemplo, A1.
A maneira como se apresentam os planos de projecção não é prática, isto é, não é prática para a execução
normal de um desenho, uma vez que só é possível desenhar comodamente sobre um único plano, por
exemplo no quadro da sala de aulas ou numa folha de papel sobre um estirador ou uma carteira.
De modo a que se possa trabalhar comodamente, procede-se ao rebatimento, ou seja, girar um dos plano
ortogonais de projecção sobre outro, de modo a que os dois fiquem coincidentes. Esse rebatimento deve
ser efectuado num sentido que faça com que o semiplano frontal superior coincida com o semiplano
horizontal posterior e consequentemente o semiplano frontal inferior vai coincidir com o semiplano
horizontal anterior.
Com os planos de projecção giram as projecções dos pontos neles contidos. Na figura que se segue
mostramos-te as projecções, nos planos ortogonais de projecção, dos pontos A, B, C e D situados no
primeiro, no segundo, no terceiro e no quarto diedros respectivamente, e a representação das projecções
dos mesmos pontos no plano do desenho.
Como pode observar nas imagens acima, as duas projecções no plano do desenho estão ligadas através
duma linha perpendicular ao eixo x, que se chama linha de referência ou linha de chamada.
Relativamente às abcissas convém que tenhamos os planos ortogonais de projecção na posição de três
quartos, e colocarmos o plano auxiliar , perpendicular a eo .
A abcissa é um dado importante quando se representam dois pontos ou mais permitindo definir a
distância entre eles ao longo do eixo x.
No eixo x, poderão ser marcadas as abcissas designadas o ponto com o índice zero, por exemplo, A0 , B0 ,
C0 , etc.
Conforme o que se disse anteriormente, quando se indicam as três coordenadas dum ponto, a abcissa é o
primeiro valor, seguida de afastamento e cota.
Caso sejam indicadas apenas duas coordenadas, o afastamento é o primeiro valor e a cota o último, por
exemplo, A (6 ; 7), B (3 ; 2).
Nesses casos, se for necessário indicar o valor da abcissa apresenta-se da seguinte maneira: A0 B0 = 8 cm,
estando B a esquerda de A.
este é apenas um exemplo dos pontos A e B, veja como eles se representam no plano do desenho.
Elaborado por Prof. Queixa Page 11
O plano atrás referido não é um plano de projecção mas apenas um plano de referência zero para as
abcissas.
Deste modo, terão abcissa positiva todos os pontos situados a direita do plano , tanto nos planos de
projecção quanto as suas projecções no plano de desenho.
Todos os pontos situados à esquerda do plano têm abcissa negativa. No plano do desenho as suas
projecções também se situam à esquerda do mesmo plano
Alfabeto do ponto são as diferentes posições que um ponto pode tomar no espaço ou seja as
características da sua situação em relação aos planos de projecção.
Existem dezassete lugares geométricos em que os pontos situados em cada um deles apresentam
características comuns.
É sobre as características que os pontos apresentam nos diferentes lugares geométricos que nos deteremos
nesta lição.
Alfabeto do ponto refere-se às diferentes posições que um ponto pode tomar no espaço, designadamente,
octantes, semiplanos, planos bissectores e eixo x ou linha de terra.
Nos octantes, os pontos têm sempre as suas coordenadas diferentes entre si e diferentes de zero.
Os pontos com cota de maior valor absoluto que o seu afastamento situam-se nos octantes formados pelo
plano frontal e pelos planos bissectores, nomeadamente, IIO (ponto A), IIIO (ponto B), VIO
(ponto C) e VIIO (ponto D), conforme se pode ver nas figuras que se seguem.
Os pontos pertencentes aos octantes formados pelo plano horizontal e os bissectores têm afastamento de
maior valor absoluto que a sua cota, designadamente, IO (ponto E), IVO (ponto F), VO (ponto G e
VIIIO (ponto H).
Dois pontos não coincidentes ou um ponto e uma direcção podem definir uma recta.
Uma recta é designada por uma letra minúscula do alfabeto latino, por exemplo, a, f, r, etc.
No plano do desenho uma recta é representada pela sua projecção horizontal, que é designada por uma
letra minúscula do alfabeto latino com o índice 1, e a sua projecção frontal que é designada pela mesma
letra com índice 2 como se pode ver na figura seguinte.
Dadas as coordenadas dum ponto podemos representar, no plano do desenho, uma determinada recta. Por
exemplo determinar as projecções duma recta r definida pelos pontos A (0; 1; 2) e B (6; 4;3).
Para resolver este exercício começa-se por representar pelas suas projecções os pontos A e B.
Seguidamente une-se A2 com B2 para obter a projecção frontal da recta r, r2 . Para se obter a projecção
horizontal da recta, r1, unem-se as projecções horizontais dos pontos, A1 com B1 . Assim já estão feitas as
projecções da recta r.
Como se pode ver os pontos A e B, porque definem a recta r, estão nela contidos, logo esses pontos são
pontos da recta r. Tal como esses pontos pode-se obter outros pontos da recta r.
Um ponto pertence a uma recta se a recta passa por ele, ou seja, se a sua projecção frontal estiver sobre a
projecção frontal da recta e a sua projecção horizontal estiver sobre a projecção do mesmo nome da recta,
por exemplo o ponto C.
Uma recta é constituída por uma infinidade de pontos que segue a mesma direcção e não tem limites.
Assim sendo, diferentemente do ponto, a recta pode ocupar simultaneamente vários lugares geométricos,
ou um único excepcionalmente quando a recta] e paralela aos dois planos de projecção.
Ao atravessar dum lugar geométrico para outro, a recta intersecta os planos de projecção e os planos
bissectores, originando pontos.
A esses pontos de intersecção duma recta com os planos de projecção ou planos bissectores, chamam-se
traços da recta.
Assim uma recta poderá ter traço frontal, traço horizontal, traço no 13 e traço no 24 , e são considerados
pontos notáveis duma recta.
É o ponto de intersecção duma recta com o plano frontal de projecção, designa-se pela letra F, seguida
pelo índice que designa a recta, por exemplo, se se tratar duma recta r ou f, a designação do
seu traço vertical seria por conseguinte Fr, respectivamente.
Por se tratar dum ponto de , o seu afastamento é nulo, isto é, é o ponto da recta com afastamento igual
a zero.
No plano do desenho, a projecção horizontal do traço frontal duma recta, situa-se no ponto de intersecção
da projecção horizontal da recta com o eixo x, e designa-se Fr1 , se se tratar duma recta r.
A projecção frontal do traço frontal da recta r, situa-se na intersecção da linha de chamada de Fr1 com a
projecção frontal da recta e designa-se Fr2 .
Portanto, o traço frontal de qualquer recta localiza-se a partir da projecção horizontal dessa recta.
c) Traço do
Por convenção esse traço designa-se pela letra Q, e tal como nos traços dos planos de projecção,
nomeadamente, F e H, é precedida pela nome da recta, por exemplo Qb. Esse traço resulta da intersecção
da recta com o plano bissector um três ( ), logo, é o ponto da recta com cota e afastamento iguais.
Como é do teu conhecimento, o traço em , por se tratar dum ponto de , no plano do desenho as
suas projecções são sempre simétricas em relação ao eixo x.
O traço em , no plano do desenho, obtêm-se traçando uma recta auxiliar, simétrica a uma das
projecções da recta, que se marca a partir do ponto em que essa projecção intersecta o eixo x. O ponto
de intersecção da recta auxiliar com a outra projecção da recta, é uma das projecções do traço Q.
Fazendo passar pela primeira projecção de Q, uma linha de chamada, ao se intersectar com a projecção da
recta simétrica à linha auxiliar determina a outra projecção do traço em .
d)Traço do
É o ponto de intersecção duma recta com , ou seja, o ponto duma recta com cota e afastamento
simétricos, isto é, se a cota for igual a 1 cm, por exemplo, o afastamento será igual a –1 cm.
Este traço é designado pela letra I, no plano do desenho, as suas projecções são sempre coincidentes,
conforme nos referimos quando falamos dos pontos situados no plano bissector dos diedros de projecção
pares.
No plano do desenho, as suas projecções localizam-se no ponto em que as duas projecções da recta se
intersecta. A sua obtenção é muito mais simples comparativamente a do traço em .
De acordo com a posição que uma recta tomar em relação aos planos ortogonais de projecção, recebe um
determinado nome. A sua representação no plano do desenho será correspondente à posição que ela
ocupa no espaço.
Para reconhecer o nome duma recta tanto pode ser no espaço como apartir das suas projecções.
Alfabeto da recta
Uma recta no espaço, em relação aos planos ortogonais de projecção, pode tomar várias posições e, é em
função destas posições que ela é designada por diferentes nomes específicos.
Na maioria dos casos as rectas são designadas pela primeira letra do seu nome, por exemplo, uma recta
frontal normalmente designa- se pela letra f.
A recta fronto-horizontal é paralela aos dois planos de projecção, logo, não tem nenhum traço nesses
planos nem nos planos bissectores, isto é, não tem nenhum ponto notável.
É uma recta que ocupa apenas um único lugar geométrico. Suas projecções são paralelas entre si e
paralelas ao eixo x.
Tal como a recta de nível, esta recta é paralela ao plano horizontal de projecção distinguindo-se da do
nível pelo facto de ser perpendicular ao plano frontal. Não tem apenas o traço horizontal.
Sua projecção frontal fica reduzida a um ponto e, por esse facto a sua designação deverá estar entre
parêntesis, por exemplo, (t2). A projecção horizontal é perpendicular ao eixo x.
7. Recta oblíqua
Como o próprio nome indica, é uma recta oblíqua em relação aos dois planos de projecção sempre
intersecta os planos de projecção e em condições gerais também os dois planos bissectores. Poderá não
intersectar um dos planos bissectores se for paralelo a ele. Esta situação também ocorre na recta de perfil.
8. Recta passante
É uma recta que pode tomar algumas da posições descritas anteriormente, gozando a característica
específica de intersectar o eixo x.
Sendo assim as duas projecções são concorrentes no eixo x. As rectas contidas nos planos de projecção e
as oblíquas contidas nos planos bissectores também são rectas passantes. Recorde-se que a recta de perfil
é um caso especial da recta oblíqua.
Duas rectas podem ser paralelas, concorrentes ou enviesadas. Este último caso, rectas enviesadas, refere-
se a rectas que não podem estar contidas no mesmo plano e por conseguinte não se podem cruzar e nem
podem ser paralelas entre si.
Rectas paralelas
Duas rectas paralelas são aquelas que estando no mesmo plano não podem ter algum ponto em comum.
As projecções do mesmo nome de duas de rectas paralelas, normalmente também são paralelas. No
entanto há casos particulares em que as rectas se situam no mesmo plano perpendicular a um ou a ambos
os planos de projecção.
As rectas paralelas contidas em planos perpendiculares ao plano frontal de projecção têm as suas
projecções frontais coincidentes numa única linha ou reduzidas a dois pontos.
As rectas paralelas contidas em planos perpendiculares ao plano horizontal de projecção têm suas
projecções horizontais reduzidas a uma linha ou a dois pontos.
Duas rectas paralelas contidas num plano que é perpendicular aos dois planos de projecção podem ter as
Elaborado por Prof. Queixa Page 21
suas projecções coincidentes numa única linha ou numa projecção coincidente e noutra reduzidas a dois
pontos.
Rectas concorrentes
Duas rectas concorrentes são aquelas que se cruzam num ponto
As projecções do mesmo nome de duas rectas concorrentes também são concorrentes, mas pode acontecer
alguns casos particulares que não apresentam estas características.
1. Se as rectas estiverem contidas num plano perpendicular ao plano frontal de projecção, as suas
projecção frontais são coincidentes ou ficam reduzidas numa linha e um ponto contido nessa linha.
2. No caso em que as rectas se encontram num plano perpendicular a , as projecções horizontais são
coincidentes ou ficam reduzidas numa linha e um ponto contido nessa linha.
Duas rectas paralelas ou concorrentes definem um plano, por isso são complanares e obviamente, os
seus traços encontram-se sobre os traços do mesmo nome do plano.
A terceira relação entre as rectas e de serem enviesadas. Trata-se de duas rectas que não admitem um
plano comum, isto é, de modo algum podem ser complanares.
5. Plano
Definição do plano
Um plano é designado por uma letra minúscula do alfabeto grego.
Cada letra do alfabeto latino tem a sua correspondente em alfabeto grego, ou seja, também existem 26
letras do alfabeto grego. No nosso estudo iremos usar com maior frequência as seguintes letras do
alfabeto grego, para a designação dos planos:
No entretanto poderá ser usada qualquer letra do alfabeto grego, estes são apenas uns exemplos.
Um pano pode ser definido de várias maneiras, nomeadamente:
Traços dum plano são linhas resultantes da intersecção dum plano com os planos ortogonais de projecção.
Quando um plano intersecta o plano frontal de projecção, o resultado é o seu traço frontal, que se
designa pela letra minúscula do alfabeto latino, v, seguida de um índice da designação do plano, v0 .
Portanto traço frontal de um plano é o lugar geométrico em que todos os pontos desse plano têm
afastamento igual a zero.
A linha de intersecção dum plano com o plano horizontal de projecção denomina-se traço horizontal
desse plano. No caso do plano, a
pontos têm cota igual a zero.
Qualquer recta que pertence a um plano tem todos os seus pontos sobre esse plano.
Como é do seu conhecimento, os traços de uma recta nos planos ortogonais de projecção, são pontos de
intersecção dessa recta com os planos de projecção.
Sendo assim, o traço frontal de uma recta dum plano encontra-se sobre o traço frontal desse plano.
De igual modo, o traço horizontal de uma recta de um plano situa-se sobre o traço horizontal desse plano.
Como é óbvio, no plano do desenho, uma recta n de nível dum plano , tem o a projecção frontal do seu
traço frontal V2 , sobre o traço frontal do plano que a contém. Por V2 traça-se uma linha paralela ao
eixo x, n2 , projecção frontal da recta n.
Porque V é um ponto do plano frontal de projecção, sua projecção horizontal, V1 , localiza-se no eixo x.
A projecção horizontal duma recta de nível dum plano, é sempre paralela ou coincidente ao traço
horizontal do plano que a contém. É coincidente com o traço horizontal do plano quando o plano for
perpendicular ao plano horizontal de projecção.
A projecção frontal duma recta de frente é sempre oblíqua ao eixo x e paralela ou coincidente com o traço
frontal do plano que a contém.
Determinação dos traços dum plano definido por por duas rectas concorrentes
Dadas duas rectas a e b, concorrentes oblíquas no ponto C, determinemos os traços do plano definido
por essas duas rectas.
1º passo
Considerando a rectas dadas, concorrentes em C, determinam-se em primeiro lugar os seus traços sobre
os planos de projecção, Fa, Fb, Ha e Hb.
Elaborado por Prof. Queixa Page 26
2ºpasso
Unem-se as projecções frontais dos traços frontais das rectas para obter o traço frontal do plano, .A
união das projecções horizontais dos traços horizontais das rectas resulta em traço horizontal do plano.
Determinação dos traços dum plano definido por por duas rectas paralelas
Como se sabe, duas rectas paralelas podem definir um plano.
Consideremos duas rectas paralelas, c e d, que definem um plano e determinemo-lo pelos seus traços.
1º passo
Determinam-se os traços das rectas c e d, nos planos ortogonais de projecção, designadamente Vc, Vd,
Hc e Hd.
Estes são apenas alguns exemplos da representação pelos seus traços um plano definido dor duas rectas
paralelas ou concorrentes. Há vários casos particulares que serão vistos ao longo da resolução de
exercícios e também depois da abordagem do alfabeto do plano, como por exemplo, plano definido por:
Nesses casos particulares nem sempre será possível encontrar os dois traços de cada uma das rectas que
define o plano, como vimos no caso das rectas de nível e de frente, entre outros.
6. Alfabeto do plano
Um plano pode tomar várias posições no espaço em relação aos planos ortogonais de projecção, ao que se
chama alfabeto do plano.
1. Plano Oblíquo
É oblíquo em relação aos dois planos de projecção e ao eixo x.
No plano do desenho, os seus traços são oblíquos em relação ao eixo x.
3. Plano de Frente
O lugar geométrico onde todos têm afastamentos iguais é o plano de frente porque este é paralelo ao
plano frontal de projecção.
Tem um único traço e por conseguinte sua designação é feita entre parêntesis.
Qualquer figura situada neste tipo de plano, encontra em projecção horizontal a sua verdadeira grandeza,
ou seja, encontra uma figura igual a si própria.
Um plano de frente pode atravessar o I e IV diedros de projecção, isto quando o seu afastamento for
positivo. No plano do desenho o seu traço localiza-se para baio do eixo
x.
Se um plano atravessa os II e III diedros de projecção, é porque tem afastamento negativo. Neste caso, no
plano do desenho, o seu traço, lugar onde se encontram a projecções horizontal de todos os seus pontos, é
uma linha paralela ao eixo x que se situa para baixo desta.
7. Plano de Rampa
Tal como o plano oblíquo, o plano de rampa é oblíquo em relação aos dois planos de projecção,
distinguindo-se do outro pelo facto de ser paralelo ao eixo x. O plano de rampa
atravessa sempre 3 diedros de projecção.
Os seus traços também são paralelos ao eixo x, tanto podem estar para cima do eixo x ou para baixo do
mesmo, bem como um pode estar para cima e outro para baixo ou até coincidentes, dependendo dos
diedros que o plano atravessa e dos ângulos que ele faz com os planos ortogonais de projecção.
O ponto
3º passo
O ponto de intersecção de n2 com f2 é A2, projecção frontal do ponto procurado, cuja projecção
horizontal A1, localizar-se-á no ponto de intersecção de n1 com f1.
Introdução
As projecções de uma figura apresentam se em verdadeiras grandezas se essa figura estiver contida num
plano paralelo aos planos de projecção. Caso contrário as projecções e a verdadeira grandeza têm valores
diferentes.
Mantendo fixa a figura a projectar, podemos mudar os planos de projecção, mantendo-os de qualquer das
formas perpendiculares um ao outro, ou seja, mantendo um sistema de projecções ortogonais, e tornar
assim um dos planos paralelos ao plano da figura. Temos assim uma das projecções igual à verdadeira
grandeza.
A este processo chamamos mudança de planos. Para executarmos este processo só podemos mudar um
plano de cada vez, e com a condição de os dois planos de projecção se manterem sempre perpendiculares.
Introdução
Em Geometria Descritiva temos muitos problemas em que a obtenção da verdadeira grandeza dos seus
elementos não consta como óbvia visto no espaço. Eventualmente precisamos fazer um rebatimento de
um plano sobre outro para que o elemento (plano) possa apresentar directamente sua V.G.
Consideremos um plano vertical α e nesse plano um ponto A.
Girando o plano alfa em torno do seu traço vertical α 2 que é sua charneira) obrigamos A a percorrer um
arco de circunferência AA' (centro em O) que sustenta as cotas presentes de todo ponto desse arco.
Além disso, o arco é projectado em V.G. (verdadeira grandeza) no plano horizontal. Todo o arco pertence
a um plano beta paralelo ao P.H.
Ao mesmo tempo que o ponto P descreve um arco até coincidir com o PFP, a projecção horizontal desse
movimento é um arco igual, enquanto que a projecção frontal é um segmento paralelo a x.
Exercícios de consolidação
1. É dado um ponto assente num plano de topo, rebater para o plano horizontal de projecção.
Resolução:
Neste caso, a charneira do rebatimento é o traço horizontal
do plano
Elaborado por Prof. Queixa Page 37
2. É dado um ponto assente num plano de topo.
Rebater para o plano vertical de projecção.
Resolução:
Caro estudante, é importante que todas as projecções ao longo texto, você deverá exercitar uma a uma
para fixar os seus conhecimentos.
Presta atenção, qualquer figura assente no plano horizontal de projecção tem cota nula, ou seja, todos os
seus pontos tem afastamento igual a zero.
Sendo assim, as projecções frontais dos pontos assentes em situam-se no eixo x. Observe a figura
abaixo da projecção frontal de um triângulo!
Nós sabemos que você adora estudar quando resolve exercícios. Agora, propomos o exercício que se
segue para resolver:
Representemos pelas suas projecções um hexágono regular assente no plano horizontal de projecção, que
esteja inscrito numa circunferência de ao hexágono é de 6 cm e dois dos lados da figura são
perpendiculares ao plano frontal de projecção.
É simples, pois não?! Para você iniciar com a resolução deste exercício devemo-nos recordar do que seja
um hexágono regular. Como é do seu conhecimento, o hexágono regular é uma figura plana constituída
por 6 lados iguais e 6 ângulos internos também iguais.
Conhecendo a figura que se pretende projectar, seguem-se os passos da sua representação no plano do
desenho.
1º passo
Prezado estudante, como em qualquer representação através de projecções no plano do desenho, inicia-se
por traçar o eixo x e traçar-se uma linha de referência ou linha de chamada.
Sobre a linha de chamada marca-se o afastamento do centro igual a 6 cm e determina-se a sua projecção
horizontal , O1, e seguidamente a sua projecção frontal O2 que, naturalmente, estará sobre o eixo x e na
mesma linha de chamada que O1.
3º passo
Fazendo passar pelas projecções horizontais do pentágono, linhas perpendiculares ao eixo x, ou seja,
linhas de referência, na sua intersecção com o referido eixo x, originam as projecções frontais dosvértices
da figura pretendida.
Caro estudante, qualquer polígono assente num plano de nível, tem a sua projecção horizontam em
verdadeira grandeza, isto é, a sua projecção horizontal é igual a si próprio.
A projecção frontal, tal como acontece em projecções de círculos, fica reduzida a segmento de recta
paralelo ao eixo x.
Nesta lição há necessidade de você conhecer as posições que uma recta ocupa no espaço pois alguns
dados de exercícios farão referência de segmentos de rectas que constituem lados dos polígonos.
Por outro lado é necessário, você rever as construções geométricas de polígonos quer a partir do lado,
bem como a partir da circunferência ele circunscrito.
1º passo
Nesse passo, caro estudante, você deve fazer a leitura atenta de todo enunciado do exercício de modo a
visualizar a figura no espaço.
Colocação dos dados nomeadamente, marcação de 4,5 cm para baixo do eixo x e a respectiva designação
O1, projecção horizontal do centro do pentágono.
Na mesma linha de chamada de O1, marcam-se 2 cm para cima do eixo x, correspondentes à cota do
centro da circunferência circunscrita ao pentágono e, designa-se O2.
2º passo
Aqui você deve abrir 4 cm o compasso, medida do raio da circunferência circunscrita ao polígono que se
pretende projectar. Sem alterar a abertura do compasso, espectar a ponta seca do mesmo em O1 e traçar
uma circunferência.
Depois, efectuar a construção do pentágono respeitando a posição referida no enunciado deste exercício.
Os 5 vértices do polígono deverão ser designados, como é do seu conhecimento, por letras maiúsculas do
alfabeto latino e posicionados no sentido anti-horário.
Tratando-se da projecção horizontal da figura, as designações deverão ser precedidas pelo numero 1,
ficando, A1, B1, C1, D1 e E1. Unem-se os 5 vértices e obtêm-se a projecção horizontal do pentágono
desejado.
A partir do exercício que acabou de resolver e de todo um conhecimento já adquirido, você poderá
representar vários outros polígonos contidos em planos de nível.
Círculos assentes em
Caro estudante, o plano frontal de projecção é o lugar geométrico onde todos os pontos têm afastamento
igual a zero. Por essa razão, todos os pontos e figuras contidas em têm as suas projecções horizontais
na linha de terra ou eixo x.
Os círculos do plano frontal de projecção coincidem com a sua projecção frontal, logo encontram-se
nessa projecção na sua verdadeira grandeza.
Representemos pelas suas projecções um círculo assente no plano frontal de projecção cujo centro tem 7
cm de cota e o diâmetro mede 12 cm.
Inicialmente, você deve fazer a leitura de todo o enunciado do exercício e seguidamente preparam o
espaço bidimensional para a sua resolução, nomeadamente o traçado do eixo x e da primeira linha de
referência.
Depois, seguem-se os seguintes passos da resolução do exercício.
1º passo
Sobre a linha de chamada já traçada marcam-se 7 cm para cima do eixo x e designa-se O2, projecção
frontal do ponto O, centro do círculo.
Na intersecção da linha de chamada de O2 com o eixo x, obtém-se a projecção horizontal do mesmo, O1.
Dado que o diâmetro do círculo é igual a 12 cm, abre-se 6 cm o compasso, especta-se a ponta seca do
compasso em O2 e traça-se a circunferência que determina o contorno do círculo. Esta será a
Projecção frontal do círculo.
Veja a figura
1º passo
Marcam-se 3,5 cm para baixo do eixo x, sobre a linha de chamada e designa-se O1, projecção horizontal
do ponto O, centro do círculo.
Tendo em conta que o afastamento do centro do círculo é igual ao afastamento de todos os outros seus
pontos, traça-se por O 1 , uma linha paralela ao eixo x.
2º passo
Com abertura do compasso igual a 3 cm, metade do diâmetro, especta-se a ponta seca em O2 e traça-se a
circunferência que determina o contorno do círculo.
Por O2 traça-se a projecção frontal do diâmetro fronto-horizontal do círculo e pelos seus extremos
traçam-se linhas de chamada que ao intersectarem-se com o traço do plano determinam a projecção
horizontal do círculo. Veja a figura abaixo. Foi fácil obtê-la, pois não?!









