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Por uma escola livre do Covid 19

REPÚBLICA DE MOÇAMB IQUE

ESCOLA SECUNDARIA MATEUS SANSAO MUTEMBA

DESENHO E GEOMETRIA DESCRITIVA


MODULO 1

Elaborado por Prof. Queixa Page 1


Resenha histórica, Objecto e finalidade, Noção de projecção

Introdução
Caro estudante, neste módulo, falaremos matéria sobre a necessidade que o homem teve ao longo dos
tempos de representar os objectos tridimensionais num plano. Este estudo levou séculos e só em 1795 é
que finalmente, Gaspard Monge sistematizou a geometria descritiva. O domínio desta exigirá de si a
capacidade de visualizar no espaço, isto é, imaginar os objectos e deduzir a figura plana que as representa
no plano.
Essa capacidade de ver no espaço será desenvolvida à medida que vais resolvendo exercícios na base de
objectos reais. Portanto, seja bem vindo à visão do espaço. Ao concluir esta lição você será capaz de:

Objectivos
- Deduzir da descrição exacta dos corpos as propriedades das formas e as suas posições respectivas
(Gaspard Monge).
- Dominar Conhecer o vocabulário específico da Geometria Descritiva;
- Relacionar um objecto com a sua projecção.

A seguir apresentamos alguns termos da geometria descritiva que você terá de fixar melhor a matéria que
vai estudar.

Geometria Descritiva: Ciência exacta que estuda a representação bidimensional da característica


tridimensional dos objectos – a representação no plano das formas no espaço. É pois, um meio de
representação no plano, forçosamente bidimensional, a realidade tridimensional que nos envolve.

Objectos bidimensional: Figuras planas ou seja figuras com apenas duas dimensões, nomeadamente
comprimento e altura, por exemplo todos os polígonos, círculo, etc.

Objectos tridimensionais: Objectos que têm volume, isto é, que apresentam três dimensões,
nomeadamente comprimento, largura (profundidade) e altura, por exemplo poliedros, cones, cilindros,
esfera, etc.

Linhas concorrentes: Linhas que se cruzam Estimado

Elaborado por Prof. Queixa Page 2


1.1 Resenha histórica

Você sabe muito bem que a necessidade de o homem se comunicar através de desenho data desde a pré-
história.
Os primeiros desenhos tenderam a tornar-se cada vez mais esquemáticos acabando por conduzir às
chamadas escritas ideográficas de que são exemplos os hieróglifos egípcios e a escrita ainda hoje usada
na China. A pouco e pouco e desenho foi registando evolução até ter a sua gramática própria.

O desenho como meio de expressão desenvolveu duas linhas, nomeadamente a de representação artística
e a rigorosa, uma representação livre de matrizes subjectivas, racional e sem ambiguidade.

A representação de formas tridimensionais sobre a superfície plana foi uma das grandes dificuldades que
o homem foi tendo ao longo dos tempos. Só a partir do século XV, com os estudos da teoria do
desenho e da pintura realizados por Leonardo Da Vinci assim como os desenhos dos seus eventos, é que
se inicio a representação de formas tridimensionais sobre superfícies planas.

Se voce não sabia, nós vamos recordar que nos anos seguintes à descoberta de Leonardo Da Vinci muitos
outros interessaram-se pelo assunto com particular destaque para o Gaspard Monge (1746-1818), o
homem que revolucionou esse processo de representação e desenvolveu o método de representação de
figuras no espaço, fundando deste modo a Geometria Descritiva e, em 1795 publicou um tratado onde
expôs o método da projecções ortogonais.

Caro estudante abaixo está a figura do homem que revolucionou representação de figuras no espaço.

Deste modo, foi finalmente possível representar sobre um plano as figuras do espaço, de modo a poder
resolver problemas de Geometria em que se consideram três dimensões.

Estimado estudante, a Geometria Descritiva assume um papel basilar fundamental para as áreas de
Arquitectura, Engenharia de
Construção Civil e design, porquanto permite exteriorizar numa linguagem própria as concepções
espaciais e construtivas.
Você sabe que é através da Geometria Descritiva que é possível, por exemplo, executar levantamentos
rigorosos de edifícios, pontes, etc.

Elaborado por Prof. Queixa Page 3


1.2Objecto e Finalidade

É do seu conhecimento que a área de conhecimentos de Desenho e Geometria Descritiva aborda afaz a
sistematização dos diversos métodos de representação gráfica rigorosa, permitindo-te a você a aquisição
de conhecimentos e o domínio de instrumentos geométricos na perspectiva do desenvolvimento de
capacidades de:
 Percepção dos espaços, formas visuais e suas posições relativas;
 Representação mental de formas imaginadas ou reais;
 Representação de formas, de modos normalizados sistematizado

Estimado estudante você irá desenvolver As competências básicas ao aprender que irás desenvolver na
base do que vais aprender em Desenho e Geometria Descritiva, vai permitindo deste modo obter que
tenhas autonomia e desenvolver as o espírito de cooperação.

Com os conhecimentos desta disciplina poderá resolver problemas com que a tua comunidade se depara
nas áreas de construção e design.
Esta disciplina fornece, deste modo, uma linguagem visual normalizada, baseada em critérios de rigor, em
que se usam materiais e instrumentos específicos para o desenho geométrico. Eu acho que isto deveria
fazer parte da introdução do módulo.
Assim sendo, o objecto do nosso estudo é afinal uma iniciação no método de Monge, na base do qual está
o conceito de projecção.

Elaborado por Prof. Queixa Page 4


2. Noção de projecção

O campo da Geometria Descritiva, como nos referimos na introdução desta lição, é a representação no
plano de objectos no espaço e de espaços. projecção de um objecto num plano resulta numa figura plana
que se obtém fazendo passar, por alguns dos seus pontos mais significativos do contorno, rectas que, ao
intersectarem o plano, determinam as projecções dos pontos pelos quais passam essas rectas.

Conforme você pode observar na figura acima, os seis raios luminosos que focam o cubo, intersectam o
plano em igualmente seis pontos que definem a sua projecção sobre esse plano.
Esses raios, que estão representados por rectas, que determinam a projecção do objecto, denominam-se
linhas projectantes, (na figura acima são as linhas a, b, c, d, e e f) O ponto O, denomina-se origem de
projecção ou foco luminoso, que é o ponto do espaço, exterior ao plano onde se projectam os objectos,
onde concorrem todas as projectantes.
À superfície plana onde o objecto é projectado, chama-se plano de projecção, neste caso o plano .
Recorde-se que um plano é designado por uma letra minúscula do alfabeto grego.

Vejamos um desenho mais simplificado que permite uma visão mais facilitada do que acabamos de
aprender.

A recta r é uma recta projectante, pois ao passar por A (ponto que se pretende projectar), no seu
prolongamento intersecta o plano dando origem à Ap. Ap é a projecção do ponto A sobre o plano.
O é o ponto de origem da linha projectante e encontra-se numa distância finita.

1.3.1 Sistemas de representação sua caracterização

Tipos de projecção
Quando falamos de projecções temos que considerar três variáveis:
- a distância da origem de projecção ao plano de projecção;
- a posição das rectas projectantes em relação ao plano de projecção;
- o número de planos de projecção.

Elaborado por Prof. Queixa Page 5


A variável número um, que é referente a distância da origem de projecção ao plano de projecção, permite
os distinguir os dois sistemas de projecção:

a) Sistema de projecção central ou cónica


Quando as rectas projectantes têm origem num ponto situado a uma distância finita, ou seja quando a
origem de projecção situa-se a uma distância do nosso alcance, trata-se do sistema de projecção central ou
cónica.

b) Sistema de projecção paralela ou cilíndrica


Se as rectas projectantes se cruzam a uma distância infinita em relação aos planos de projecção, isto é, se
as projectantes são paralelas entre si, trata-se do sistema de projecção paralela ou cilíndrica.

c) Projecção ortogonal e oblíqua


Quando as rectas projectantes forem perpendiculares ao plano de projecção diz-se que a projecção é
ortogonal e, quando as projectantes forem oblíqua em relação ao plano de projecção trata-se de projecção
oblíqua.

Projecção ortogonal

O nosso estudo de geometria descritiva desenvolver-se-á exclusivamente ao subsistema de projecção


ortogonal com maior profundidade à Dupla Projecção Ortogonal.
O método da dupla projecção ortogonal é também conhecido por sistema de monge. Consiste em
projectar objectos sobre dois planos perpendiculares entre si, através de rectas projectantes também
perpendiculares entre si e perpendiculares aos planos de projecção.

Elaborado por Prof. Queixa Page 6


A recta que determina a projecção vertical dum ponto denomina-se projectante vertical e a que determina
a projecção horizontal chama-se projectante horizontal.
Através do método de Monge é possível encontrar a localização exacta de um ponto no espaço.
Aconselhámos-te desde já a familiarizar-se com os termos utilizados, relacionando-os não só com o que
designam, como também com o que as ilustrações forem dando a ver.

2.1 Planos Ortogonais de Projecção

Planos Ortogonais de Projecção são dois planos perpendiculares entre si, sendo um em posição vertical ou
frontal que se designa por plano frontal de projecção ou plano vertical de projecção e representa-se por φ0
(fi zero) e o segundo plano de projecção, perpendicular ao plano frontal de projecção toma a posição
horizontal designa-se por plano horizontal de projecção e representa-se por (niu zero).
Recorde-se que um plano é representado por uma letra minúscula do alfabeto grego. φ (fi) e (niu) são
duas das vinte e seis letras minúsculas do alfabeto grego e são precedidas por índice zero (φ0 e 0 ) porque
as contagens das mediadas são feitas a partir deles.
O plano frontal de projecção ao se intersectar com o plano horizontal de projecção origina uma linha,
linha de terra, que é representada por LT, que divide cada um dos planos de projecção em dois
semiplanos, nomeadamente:
 Semiplano Horizontal Anterior (SPHA);
 Semiplano Horizontal Posterior (SPHP);
 Semiplano Frontal Superior (SPFS);
 Semiplano Frontal Inferior (SPFI).

Os dois planos de projecção dividem o espaço em quatro diedros rectos designadamente:


- Primeiro Diedro de Projecção (ID) limitado pelos Semiplanos Horizontal Anterior e Frontal Superior
(SPFS);
- Segundo Diedro de Projecção (IID) limitado pelos Semiplanos Horizontal Posterior e Frontal Superior;
- Terceiro Diedro de Projecção (IIID) limitado pelos Semiplano Horizontal Posterior e Frontal Inferior;
- Quarto Diedro de Projecção (IVD) limitado pelos Semiplanos Horizontal Anterior e frontal Inferior.

Elaborado por Prof. Queixa Page 7


2.2 Subdivisão dos diedros de projecção em Octantes

Com o intuito de estabelecer maior precisão na localização dos pontos no espaço, são considerados mais
dois planos que também se intersectam na linha de terra e que tornam o espaço dividido em oito partes,
chamados Octantes. A palavra octante resulta da palavra oito.
Porque esses planos dividem cada um dos octantes em duas partes iguais são chamados planos bissectores
sendo representados pela letra .
Ao plano que atravessa o I e o III diedros de projecção, designa-se por plano bissector dos diedros de
projecção ímpares representado por (beta um-três) e o que atravessa o II e os IV diedros designa-se
por plano bissector dos diedros de projecção pares ou simplesmente (beta dois-quatro).

2.3 Coordenadas dum ponto

De acordo com o que aprendeste, um ponto é representado por uma letra maiúscula do alfabeto latino, por
exemplo, ponto A.
Coordenadas de um ponto no espaço é a sua localização em relação a determinados referenciais.
Para a sua definição das coordenadas dum ponto no espaço serão considerados como referenciais, o plano
frontal de projecção ( ), o plano horizontal de projecção ( ) e um plano , auxiliar, perpendicular aos
dois planos ortogonais de projecção. O índice zero de cada um dos três planos que acabamos de citar
como referencias, indica o lugar geométrico a partir do qual se iniciam as contagens.
A distância de separação dum ponto no espaço ao plano frontal de projecção, denomina-se afastamento e
a distância de separação dum ponto no espaço ao plano horizontal de projecção, chama-se
cota ou altura.
A distância de um ponto ao plano auxiliar, simultaneamente perpendicular a e , denomina-se
abcissa ou largura.
A localização dum ponto no espaço é suficientemente definida pelas suas três coordenadas,
nomeadamente abcissa, afastamento e cota. Essas coordenadas deverão ser indicadas sempre nesta ordem
e representam se da seguinte maneira:
A (x; y; z) onde x, representa a abcissa, y o afastamento, e z a cota.

Elaborado por Prof. Queixa Page 8


2.4 Projecções dum ponto no plano do desenho

Como já é do seu conhecimento, as projecções de um ponto se efectuam fazendo passar por ele rectas
projectantes que, ao intersectarem os planos de projecção determinam as projecções desse ponto.
Recorde-se que as rectas projectantes no sistema de dupla projecção ortogonal são perpendiculares aos
planos ortogonais de projecção.
A projecção horizontal dum ponto resulta da intersecção da projectante horizontal desse ponto com o
plano horizontal de projecção e representa-se por uma letra maiúscula do alfabeto
latino, precedida pelo índice 1, por exemplo, A1.

A maneira como se apresentam os planos de projecção não é prática, isto é, não é prática para a execução
normal de um desenho, uma vez que só é possível desenhar comodamente sobre um único plano, por
exemplo no quadro da sala de aulas ou numa folha de papel sobre um estirador ou uma carteira.
De modo a que se possa trabalhar comodamente, procede-se ao rebatimento, ou seja, girar um dos plano
ortogonais de projecção sobre outro, de modo a que os dois fiquem coincidentes. Esse rebatimento deve
ser efectuado num sentido que faça com que o semiplano frontal superior coincida com o semiplano
horizontal posterior e consequentemente o semiplano frontal inferior vai coincidir com o semiplano
horizontal anterior.

Elaborado por Prof. Queixa Page 9


Uma vez efectuado o rebatimento coloca-se o plano na posição em que o semiplano frontal superior e o
semiplano horizontal posterior fiquem para cima da linha de terra e o semiplano frontal inferior e o
semiplano horizontal anterior fiquem para baixo da linha de terra ou eixo x. A esse plano denomina-se
plano do desenho.

Com os planos de projecção giram as projecções dos pontos neles contidos. Na figura que se segue
mostramos-te as projecções, nos planos ortogonais de projecção, dos pontos A, B, C e D situados no
primeiro, no segundo, no terceiro e no quarto diedros respectivamente, e a representação das projecções
dos mesmos pontos no plano do desenho.

Como pode observar nas imagens acima, as duas projecções no plano do desenho estão ligadas através
duma linha perpendicular ao eixo x, que se chama linha de referência ou linha de chamada.

Elaborado por Prof. Queixa Page 10


Os planos ortogonais de projecção podem tomar várias posições (mantendo o plano frontal na posição
vertical e o horizontal na posição horizontal), entre elas a de perfil, que os visualiza em forma de uma
cruz. Para compreender se as cotas e os afastamentos são positivos ou negativos, a posição de perfil dos
planos de projecção é facilitadora.
Assim todos os pontos situados à direita de têm afastamento positivo. No plano do desenho, a
projecção horizontal desses pontos situa-se para baixo do eixo x, ou seja no semiplano horizontal anterior.
Todos os pontos no espaço situados à esquerda de em perfil, têm afastamentos negativos e no plano do
desenho, as suas projecções horizontais situam-se para cima do eixo x, isto é, no semiplano horizontal
posterior.
Têm cota positiva, todos os pontos que situam para cima de de projecção. Suas projecções frontais
situam-se no semiplano frontal superior e no consequentemente no plano do desenho localizam-se para
cima do eixo x.
Finalmente, os pontos cuja projecção frontal situa-se no semiplano frontal inferior têm cota negativa e
localizam-se abaixo de (plano horizontal de projecção). No plano do desenho, suas projecções frontais
ficam acima do eixo x.
Duma forma esquemática, resumiremos o que acabamos de abordar da seguinte forma:

Relativamente às abcissas convém que tenhamos os planos ortogonais de projecção na posição de três
quartos, e colocarmos o plano auxiliar , perpendicular a eo .
A abcissa é um dado importante quando se representam dois pontos ou mais permitindo definir a
distância entre eles ao longo do eixo x.
No eixo x, poderão ser marcadas as abcissas designadas o ponto com o índice zero, por exemplo, A0 , B0 ,
C0 , etc.

Conforme o que se disse anteriormente, quando se indicam as três coordenadas dum ponto, a abcissa é o
primeiro valor, seguida de afastamento e cota.
Caso sejam indicadas apenas duas coordenadas, o afastamento é o primeiro valor e a cota o último, por
exemplo, A (6 ; 7), B (3 ; 2).
Nesses casos, se for necessário indicar o valor da abcissa apresenta-se da seguinte maneira: A0 B0 = 8 cm,
estando B a esquerda de A.
este é apenas um exemplo dos pontos A e B, veja como eles se representam no plano do desenho.
Elaborado por Prof. Queixa Page 11
O plano atrás referido não é um plano de projecção mas apenas um plano de referência zero para as
abcissas.
Deste modo, terão abcissa positiva todos os pontos situados a direita do plano , tanto nos planos de
projecção quanto as suas projecções no plano de desenho.

Todos os pontos situados à esquerda do plano têm abcissa negativa. No plano do desenho as suas
projecções também se situam à esquerda do mesmo plano

Elaborado por Prof. Queixa Page 12


3. Alfabeto do ponto

Alfabeto do ponto são as diferentes posições que um ponto pode tomar no espaço ou seja as
características da sua situação em relação aos planos de projecção.
Existem dezassete lugares geométricos em que os pontos situados em cada um deles apresentam
características comuns.
É sobre as características que os pontos apresentam nos diferentes lugares geométricos que nos deteremos
nesta lição.
Alfabeto do ponto refere-se às diferentes posições que um ponto pode tomar no espaço, designadamente,
octantes, semiplanos, planos bissectores e eixo x ou linha de terra.

3.1 Pontos dos octantes

Nos octantes, os pontos têm sempre as suas coordenadas diferentes entre si e diferentes de zero.
Os pontos com cota de maior valor absoluto que o seu afastamento situam-se nos octantes formados pelo
plano frontal e pelos planos bissectores, nomeadamente, IIO (ponto A), IIIO (ponto B), VIO
(ponto C) e VIIO (ponto D), conforme se pode ver nas figuras que se seguem.

Os pontos pertencentes aos octantes formados pelo plano horizontal e os bissectores têm afastamento de
maior valor absoluto que a sua cota, designadamente, IO (ponto E), IVO (ponto F), VO (ponto G e
VIIIO (ponto H).

Elaborado por Prof. Queixa Page 13


4. Representação da recta

4.1 Definição da recta

Dois pontos não coincidentes ou um ponto e uma direcção podem definir uma recta.
Uma recta é designada por uma letra minúscula do alfabeto latino, por exemplo, a, f, r, etc.
No plano do desenho uma recta é representada pela sua projecção horizontal, que é designada por uma
letra minúscula do alfabeto latino com o índice 1, e a sua projecção frontal que é designada pela mesma
letra com índice 2 como se pode ver na figura seguinte.

Dadas as coordenadas dum ponto podemos representar, no plano do desenho, uma determinada recta. Por
exemplo determinar as projecções duma recta r definida pelos pontos A (0; 1; 2) e B (6; 4;3).

Para resolver este exercício começa-se por representar pelas suas projecções os pontos A e B.
Seguidamente une-se A2 com B2 para obter a projecção frontal da recta r, r2 . Para se obter a projecção
horizontal da recta, r1, unem-se as projecções horizontais dos pontos, A1 com B1 . Assim já estão feitas as
projecções da recta r.

Como se pode ver os pontos A e B, porque definem a recta r, estão nela contidos, logo esses pontos são
pontos da recta r. Tal como esses pontos pode-se obter outros pontos da recta r.
Um ponto pertence a uma recta se a recta passa por ele, ou seja, se a sua projecção frontal estiver sobre a
projecção frontal da recta e a sua projecção horizontal estiver sobre a projecção do mesmo nome da recta,
por exemplo o ponto C.

Elaborado por Prof. Queixa Page 14


4.2 Traços da recta (pontos notáveis da recta)

Uma recta é constituída por uma infinidade de pontos que segue a mesma direcção e não tem limites.
Assim sendo, diferentemente do ponto, a recta pode ocupar simultaneamente vários lugares geométricos,
ou um único excepcionalmente quando a recta] e paralela aos dois planos de projecção.
Ao atravessar dum lugar geométrico para outro, a recta intersecta os planos de projecção e os planos
bissectores, originando pontos.
A esses pontos de intersecção duma recta com os planos de projecção ou planos bissectores, chamam-se
traços da recta.
Assim uma recta poderá ter traço frontal, traço horizontal, traço no 13 e traço no 24 , e são considerados
pontos notáveis duma recta.

a) Traço frontal ou traço vertical (F)

É o ponto de intersecção duma recta com o plano frontal de projecção, designa-se pela letra F, seguida
pelo índice que designa a recta, por exemplo, se se tratar duma recta r ou f, a designação do
seu traço vertical seria por conseguinte Fr, respectivamente.
Por se tratar dum ponto de , o seu afastamento é nulo, isto é, é o ponto da recta com afastamento igual
a zero.
No plano do desenho, a projecção horizontal do traço frontal duma recta, situa-se no ponto de intersecção
da projecção horizontal da recta com o eixo x, e designa-se Fr1 , se se tratar duma recta r.
A projecção frontal do traço frontal da recta r, situa-se na intersecção da linha de chamada de Fr1 com a
projecção frontal da recta e designa-se Fr2 .
Portanto, o traço frontal de qualquer recta localiza-se a partir da projecção horizontal dessa recta.

b) Traço Horizontal (H)


É o ponto de intersecção duma recta com , ou seja, é o ponto duma recta com cota nula.
Designa-se pela letra H, seguida dum índice que designa a recta que determina esse traço, por exemplo,
Hr, para o caso em que a recta é r.
No plano do desenho, localiza-se a partir do ponto de intersecção da projecção frontal da recta com o eixo
x, projecção frontal do traço horizontal da recta, Ha2 , se se tratar da recta a.

Elaborado por Prof. Queixa Page 15


A projecção horizontal da recta obtem-se no ponto de intersecção da linha de chamada que passa por Ha2
com a projecção horizontal da recta a.

c) Traço do
Por convenção esse traço designa-se pela letra Q, e tal como nos traços dos planos de projecção,
nomeadamente, F e H, é precedida pela nome da recta, por exemplo Qb. Esse traço resulta da intersecção
da recta com o plano bissector um três ( ), logo, é o ponto da recta com cota e afastamento iguais.
Como é do teu conhecimento, o traço em , por se tratar dum ponto de , no plano do desenho as
suas projecções são sempre simétricas em relação ao eixo x.
O traço em , no plano do desenho, obtêm-se traçando uma recta auxiliar, simétrica a uma das
projecções da recta, que se marca a partir do ponto em que essa projecção intersecta o eixo x. O ponto
de intersecção da recta auxiliar com a outra projecção da recta, é uma das projecções do traço Q.
Fazendo passar pela primeira projecção de Q, uma linha de chamada, ao se intersectar com a projecção da
recta simétrica à linha auxiliar determina a outra projecção do traço em .

d)Traço do
É o ponto de intersecção duma recta com , ou seja, o ponto duma recta com cota e afastamento
simétricos, isto é, se a cota for igual a 1 cm, por exemplo, o afastamento será igual a –1 cm.
Este traço é designado pela letra I, no plano do desenho, as suas projecções são sempre coincidentes,
conforme nos referimos quando falamos dos pontos situados no plano bissector dos diedros de projecção
pares.
No plano do desenho, as suas projecções localizam-se no ponto em que as duas projecções da recta se
intersecta. A sua obtenção é muito mais simples comparativamente a do traço em .

Elaborado por Prof. Queixa Page 16


EXERCICIO
1. Determine as projecções duma recta definida pelos pontos A (0;1,5; 4) e B (4,5; - 5; - 2).
a) Determine os traços da recta nos planos de projecção.

2. Represente pelas suas projecções uma recta s definida pelos


pontos E e F, sabendo que as suas coordenadas são as seguintes: C (8; 4,5; 5), D (3; 0,5; 2)
a) Determine o ponto de cota nula da recta.
b) Determine o ponto de afastamento nulo.
c) Determine o ponto de intersecção da recta com o .
d) Determine o ponto de intersecção da recta com o .

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5. Posição da Recta em relação aos planos de projecção

De acordo com a posição que uma recta tomar em relação aos planos ortogonais de projecção, recebe um
determinado nome. A sua representação no plano do desenho será correspondente à posição que ela
ocupa no espaço.
Para reconhecer o nome duma recta tanto pode ser no espaço como apartir das suas projecções.

 Alfabeto da recta

Uma recta no espaço, em relação aos planos ortogonais de projecção, pode tomar várias posições e, é em
função destas posições que ela é designada por diferentes nomes específicos.
Na maioria dos casos as rectas são designadas pela primeira letra do seu nome, por exemplo, uma recta
frontal normalmente designa- se pela letra f.

1. Recta de Nível ou Horizontal


É paralela ao plano horizontal de projecção e oblíqua em relação ao plano frontal. Por ser paralela ao
plano horizontal de projecção, todos os seus pontos têm cotas iguais e consequentemente não tem traço
horizontal.
Pode acontecer que esta recta sendo oblíqua a esteja contida no plano horizontal.
A recta horizontal ou de nível sempre intersecta os planos bissectores, logo tem sempre seus traços nesses
planos, bem como o traço frontal o vertical.
No plano do desenho a sua projecção frontal é sempre paralela ou coincidente com o eixo x e, a sua
projecção horizontal é oblíqua ao eixo x ou LT.

2.Recta Frontal ou de Frente


É paralela ao plano frontal de projecção e por vezes pode estar contido nele, logo, não tem traço frontal.
Apenas tem traços no plano horizontal de projecção e nos planos bissectores. Em relação ao plano
horizontal ela é oblíqua,
No plano do desenho, porque todos os seus pontos têm mesmo afastamento, a sua projecção horizontal é
paralela ao eixo x. A projecção frontal duma recta de frente oblíqua em relação ao eixo x.

Elaborado por Prof. Queixa Page 18


3. Recta Fronto-Horizontal, ou Horizontal de Frente ou ainda Paralela

A recta fronto-horizontal é paralela aos dois planos de projecção, logo, não tem nenhum traço nesses
planos nem nos planos bissectores, isto é, não tem nenhum ponto notável.
É uma recta que ocupa apenas um único lugar geométrico. Suas projecções são paralelas entre si e
paralelas ao eixo x.

4. Recta de Topo ou Projectante Frontal

Tal como a recta de nível, esta recta é paralela ao plano horizontal de projecção distinguindo-se da do
nível pelo facto de ser perpendicular ao plano frontal. Não tem apenas o traço horizontal.
Sua projecção frontal fica reduzida a um ponto e, por esse facto a sua designação deverá estar entre
parêntesis, por exemplo, (t2). A projecção horizontal é perpendicular ao eixo x.

5. Recta vertical ou projectante horizontal


É uma recta perpendicular ao plano frontal de projecção e, consequentemente paralela ao plano
horizontal.
Obviamente, tem todos os traços exceptuando o frontal, aliás, o seu traço frontal teoricamente encontra-se
num ponto inacessível, pois como deves estar recordado, duas rectas paralelas cruzam-se no infinito.
Sua projecção frontal é perpendicular ao eixo x e, a projecção reduz-se a um ponto. Por se tratar duma
recta cuja projecção é um ponto, a sua designação fica entre parêntesis, por exemplo (v1).

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6. Recta de perfil
É uma recta contida num plano de perfil (plano perpendicular aos dois planos de projecção como por
exemplo o plano ,das abcissas) e é oblíqua em relação aos dois planos de projecção, logo, sempre tem
todos os traços. As suas projecções são coincidente e perpendiculares ao eixo x.
Neste tipo de recta a representação dum terceiro plano (representação triédrica) é especialmente utilizada.

7. Recta oblíqua
Como o próprio nome indica, é uma recta oblíqua em relação aos dois planos de projecção sempre
intersecta os planos de projecção e em condições gerais também os dois planos bissectores. Poderá não
intersectar um dos planos bissectores se for paralelo a ele. Esta situação também ocorre na recta de perfil.

8. Recta passante
É uma recta que pode tomar algumas da posições descritas anteriormente, gozando a característica
específica de intersectar o eixo x.
Sendo assim as duas projecções são concorrentes no eixo x. As rectas contidas nos planos de projecção e
as oblíquas contidas nos planos bissectores também são rectas passantes. Recorde-se que a recta de perfil
é um caso especial da recta oblíqua.

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4.2 Posições relativas de duas rectas

Duas rectas podem ser paralelas, concorrentes ou enviesadas. Este último caso, rectas enviesadas, refere-
se a rectas que não podem estar contidas no mesmo plano e por conseguinte não se podem cruzar e nem
podem ser paralelas entre si.

Rectas paralelas
Duas rectas paralelas são aquelas que estando no mesmo plano não podem ter algum ponto em comum.
As projecções do mesmo nome de duas de rectas paralelas, normalmente também são paralelas. No
entanto há casos particulares em que as rectas se situam no mesmo plano perpendicular a um ou a ambos
os planos de projecção.
As rectas paralelas contidas em planos perpendiculares ao plano frontal de projecção têm as suas
projecções frontais coincidentes numa única linha ou reduzidas a dois pontos.

As rectas paralelas contidas em planos perpendiculares ao plano horizontal de projecção têm suas
projecções horizontais reduzidas a uma linha ou a dois pontos.

Duas rectas paralelas contidas num plano que é perpendicular aos dois planos de projecção podem ter as
Elaborado por Prof. Queixa Page 21
suas projecções coincidentes numa única linha ou numa projecção coincidente e noutra reduzidas a dois
pontos.

Rectas concorrentes
Duas rectas concorrentes são aquelas que se cruzam num ponto
As projecções do mesmo nome de duas rectas concorrentes também são concorrentes, mas pode acontecer
alguns casos particulares que não apresentam estas características.

1. Se as rectas estiverem contidas num plano perpendicular ao plano frontal de projecção, as suas
projecção frontais são coincidentes ou ficam reduzidas numa linha e um ponto contido nessa linha.

2. No caso em que as rectas se encontram num plano perpendicular a , as projecções horizontais são
coincidentes ou ficam reduzidas numa linha e um ponto contido nessa linha.

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3. Quando duas rectas concorrentes estiverem situadas num plano perpendicular aos dois planos de
projecção as suas projecções situam-se numa única linha perpendicular ao eixo x. Esta situação acontece
exclusivamente quando se trata da intersecção de rectas de perfil, de topo e frontal.

Duas rectas paralelas ou concorrentes definem um plano, por isso são complanares e obviamente, os
seus traços encontram-se sobre os traços do mesmo nome do plano.
A terceira relação entre as rectas e de serem enviesadas. Trata-se de duas rectas que não admitem um
plano comum, isto é, de modo algum podem ser complanares.

5. Plano

 Definição do plano
Um plano é designado por uma letra minúscula do alfabeto grego.
Cada letra do alfabeto latino tem a sua correspondente em alfabeto grego, ou seja, também existem 26
letras do alfabeto grego. No nosso estudo iremos usar com maior frequência as seguintes letras do
alfabeto grego, para a designação dos planos:

No entretanto poderá ser usada qualquer letra do alfabeto grego, estes são apenas uns exemplos.
Um pano pode ser definido de várias maneiras, nomeadamente:

 Através de duas rectas concorrentes;


 Através de duas rectas paralelas;
 Através de uma recta e um ponto exterior a essa recta;
 Através de três pontos não colineares;
 Através dos seus traços.

Elaborado por Prof. Queixa Page 23


Sendo assim, para a representação de um plano será necessário o conhecimento de projecções de pontos e
rectas que o definem.
Na verdade, as diferentes formas de definição dum plano convergem em duas rectas que tanto podem ser
concorrentes ou paralelas.

5.2 Traços dum plano

Traços dum plano são linhas resultantes da intersecção dum plano com os planos ortogonais de projecção.
Quando um plano intersecta o plano frontal de projecção, o resultado é o seu traço frontal, que se
designa pela letra minúscula do alfabeto latino, v, seguida de um índice da designação do plano, v0 .
Portanto traço frontal de um plano é o lugar geométrico em que todos os pontos desse plano têm
afastamento igual a zero.
A linha de intersecção dum plano com o plano horizontal de projecção denomina-se traço horizontal
desse plano. No caso do plano, a
pontos têm cota igual a zero.

Elaborado por Prof. Queixa Page 24


A representação dos traços dum plano no plano do desenho é feita directamente, ou seja, não é necessário
determinar as projecções das linhas que constituem esses traços.
Caso fosse necessário, a projecção frontal do traço frontal de um plano seria coincidente com o próprio
traço e a projecção horizontal desse traço seria coincidente com o eixo x.
Também a projecção horizontal do traço horizontal dum plano seria coincidente com o próprio traço e a
projecção frontal seria igualmente coincidente com o eixo x.
Como esse exercício não ajuda em nada para a resolução de problemas de geometria descritiva opta-se,
como já tinha sido dito, por representar directamente os traços do plano, no plano do desenho.

5.3 Rectas de um plano

Qualquer recta que pertence a um plano tem todos os seus pontos sobre esse plano.
Como é do seu conhecimento, os traços de uma recta nos planos ortogonais de projecção, são pontos de
intersecção dessa recta com os planos de projecção.
Sendo assim, o traço frontal de uma recta dum plano encontra-se sobre o traço frontal desse plano.
De igual modo, o traço horizontal de uma recta de um plano situa-se sobre o traço horizontal desse plano.

Como é óbvio, no plano do desenho, uma recta n de nível dum plano , tem o a projecção frontal do seu
traço frontal V2 , sobre o traço frontal do plano que a contém. Por V2 traça-se uma linha paralela ao
eixo x, n2 , projecção frontal da recta n.
Porque V é um ponto do plano frontal de projecção, sua projecção horizontal, V1 , localiza-se no eixo x.

A projecção horizontal duma recta de nível dum plano, é sempre paralela ou coincidente ao traço
horizontal do plano que a contém. É coincidente com o traço horizontal do plano quando o plano for
perpendicular ao plano horizontal de projecção.

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 Rectas de frente dum plano
Rectas de frente são rectas paralelas ao plano frontal de projecção. Por esta razão não se intersectam com
o plano frontal de projecção, isto é, não possuem traço frontal.
Uma recta de frente dum plano é sempre paralela ao traço frontal desse plano, ou seja o traço frontal de
um plano que contém uma recta de frente, é uma recta de frente de afastamento nulo desse plano. O traço
horizontal duma recta de frente, H1 ,único traço que tem sobre os planos de projecção, situa-se sobre o
traço horizontal do plano que o contém e, a sua projecção horizontal é sempre paralela ao eixo x.

A projecção frontal duma recta de frente é sempre oblíqua ao eixo x e paralela ou coincidente com o traço
frontal do plano que a contém.

 Determinação dos traços dum plano definido por por duas rectas concorrentes
Dadas duas rectas a e b, concorrentes oblíquas no ponto C, determinemos os traços do plano definido
por essas duas rectas.

1º passo
Considerando a rectas dadas, concorrentes em C, determinam-se em primeiro lugar os seus traços sobre
os planos de projecção, Fa, Fb, Ha e Hb.
Elaborado por Prof. Queixa Page 26
2ºpasso
Unem-se as projecções frontais dos traços frontais das rectas para obter o traço frontal do plano, .A
união das projecções horizontais dos traços horizontais das rectas resulta em traço horizontal do plano.

 Determinação dos traços dum plano definido por por duas rectas paralelas
Como se sabe, duas rectas paralelas podem definir um plano.
Consideremos duas rectas paralelas, c e d, que definem um plano e determinemo-lo pelos seus traços.

1º passo
Determinam-se os traços das rectas c e d, nos planos ortogonais de projecção, designadamente Vc, Vd,
Hc e Hd.

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2º passo
Unem-se as projecções frontais dos traços frontais das rectas c e d, designadamente Vc2 e Vd2 , dando
origem ao traço frontal do plano,
A união das projecções horizontais dos traços horizontais das duas rectas paralelas dá origem ao traço
horizontal do plano,

Estes são apenas alguns exemplos da representação pelos seus traços um plano definido dor duas rectas
paralelas ou concorrentes. Há vários casos particulares que serão vistos ao longo da resolução de
exercícios e também depois da abordagem do alfabeto do plano, como por exemplo, plano definido por:

1. Duas rectas de topo;


2. Duas rectas verticais;
3. Uma recta de topo e outra de frente;
4. Uma recta de nível e outra de topo, etc.

Nesses casos particulares nem sempre será possível encontrar os dois traços de cada uma das rectas que
define o plano, como vimos no caso das rectas de nível e de frente, entre outros.

6. Alfabeto do plano

Um plano pode tomar várias posições no espaço em relação aos planos ortogonais de projecção, ao que se
chama alfabeto do plano.

 Posição do plano em relação aos planos de projecção


Um plano pode tomar várias posições em relação aos planos ortogonais de projecção. A esses diferentes
posições que um plano toma no espaço chama-se alfabeto do plano.

1. Plano Oblíquo
É oblíquo em relação aos dois planos de projecção e ao eixo x.
No plano do desenho, os seus traços são oblíquos em relação ao eixo x.

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2. Plano Horizontal ou de Nível
É paralelo ao plano horizontal de projecção, isto é, todos os seus pontos têm a mesma cota.
Por ser paralelo a ele tem apenas um traço nos planos ortogonais de projecção nomeadamente o frontal,
que é a linha da sua intersecção com o plano frontal de projecção.
Sendo um plano um plano com um único traço, a sua designação fica entre parêntesis, por exemplo .
Este plano pode atravessar dois diedros de projecção, nomeadamente o primeiro e o segundo, se a sua
cota for positiva. Neste caso, no plano do desenho, o seu traço situa-se
para cima do eixo x.
Caso o plano de nível tenha cota negativa, estará a atravessar os terceiro e quarto diedros de projecção.
No plano do desenho, este plano representa-se por uma linha paralela ao eixo x, situando-se para baixo
desta.
As figura assentes no plano de nível têm em projecção horizontal a sua verdadeira grandeza, isto é,
projecção horizontal é igual à própria figura.

3. Plano de Frente
O lugar geométrico onde todos têm afastamentos iguais é o plano de frente porque este é paralelo ao
plano frontal de projecção.
Tem um único traço e por conseguinte sua designação é feita entre parêntesis.
Qualquer figura situada neste tipo de plano, encontra em projecção horizontal a sua verdadeira grandeza,
ou seja, encontra uma figura igual a si própria.
Um plano de frente pode atravessar o I e IV diedros de projecção, isto quando o seu afastamento for
positivo. No plano do desenho o seu traço localiza-se para baio do eixo
x.
Se um plano atravessa os II e III diedros de projecção, é porque tem afastamento negativo. Neste caso, no
plano do desenho, o seu traço, lugar onde se encontram a projecções horizontal de todos os seus pontos, é
uma linha paralela ao eixo x que se situa para baixo desta.

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4. Plano de topo ou projectante frontal
Este plano é perpendicular ao plano frontal de projecção e oblíquo em relação ao plano horizontal de
projecção.
É chamado projectante frontal porque todos os seus pontos são projectados para o plano frontal por rectas
desse plano e sendo assim essas projecções encontram-se sobre o seu
traço frontal.
Para conhecê-lo basta apenas sabermos a amplitude do ângulo diedro que ele faz em relação ao plano
horizontal de projecção. Esta amplitude, no plano do desenho, é obviamente determinada pelo eixo x e o
traço frontal do plano.
O traço horizontal dum plano de topo é sempre perpendicular ao eixo x e, pelo facto, pode-se omiti-lo,
representando apenas o traço frontal entre parêntesis, por exemplo,

5. Plano vertical ou projectante horizontal


É perpendicular ao plano horizontal de projecção e oblíquo em relação ao plano frontal de projecção.
Para conhecê-lo, basta saber a amplitude do ângulo que ele faz em relação ao plano frontal de projecção,
amplitude esta que no plano do desenho é determinada pelo seu traço horizontal e o eixo x.
Tendo em conta que o seu traço frontal é sempre perpendicular ao eixo x, pode-se dispensá-lo, sendo
representado apenas pelo traço horizontal cuja designação fica entre parêntesis.
É chamado projectante horizontal porque todos os seus pontos são projectados para o plano horizontal por
rectas desse plano e sendo assim encontram-se sobre o seu traço horizontal.

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6. Plano de Perfil
É ao mesmo tempo perpendicular aos dois planos de projecção e também ao eixo x, o que faz com que no
plano do desenho os seus traços sejam coincidentes e perpendiculares ao eixo x.
Sendo um plano duplamente projectante, isto é, projectante frontal e projectante horizontal, todas as
figuras nele assentes têm as suas projecções situadas sobre a linha perpendicular ao eixo x, seus traços
coincidentes.

7. Plano de Rampa
Tal como o plano oblíquo, o plano de rampa é oblíquo em relação aos dois planos de projecção,
distinguindo-se do outro pelo facto de ser paralelo ao eixo x. O plano de rampa
atravessa sempre 3 diedros de projecção.
Os seus traços também são paralelos ao eixo x, tanto podem estar para cima do eixo x ou para baixo do
mesmo, bem como um pode estar para cima e outro para baixo ou até coincidentes, dependendo dos
diedros que o plano atravessa e dos ângulos que ele faz com os planos ortogonais de projecção.

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8. Plano Passante
É oblíquo aos dois planos de projecção, tal como o plano de rampa. A diferença com o de rampa reside no
facto de este conter o eixo x e consequentemente situar-se em apenas dois diedros de projecção.
Os seus traços são coincidentes com o eixo x e sendo assim, só eles não podem defini-lo. Este plano
poderá ser definido pelos seus traços e um seu ponto exterior ao eixo x.
Os planos bissectores, e , também são planos passantes.

6. Pontos dum plano

6.1 Ponto dum plano


Considera-se que um ponto pertence a um plano se este estiver contido numa recta pertencente a esse
plano.

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O ponto A pertence ao plano , Porque está contido na recta r cujos traços encontram-se sobre os traços
do mesmo nome do plano.
Seja dado um plano oblíquo, cujos traços frontal e horizontal fazem com o eixo x respectivamente,
ângulos de 60º e 30º, de abertura para a direita, determinemos as projecções do ponto A (2,5; 5,5) que lhe
pertence.
Para a determinação das projecções do ponto A do plano há necessidade de se recorrer a rectas de frente
e de nível desse plano, pois através da recta de frente com afastamento igual a do ponto apode-se
facilmente encontrar a projecção horizontal do ponto.
Para encontrar a projecção frontal do ponto, uma recta de nível com a cota do ponto é fundamental.
1º passo
A uma distância de 2,5 cm para baixo do eixo x, traça-se uma linha paralela a esse eixo, f1 cuja
intersecção com origina Hf1 , traço horizontal da recta de frente pertencente ao plano

O ponto

3º passo

O ponto de intersecção de n2 com f2 é A2, projecção frontal do ponto procurado, cuja projecção
horizontal A1, localizar-se-á no ponto de intersecção de n1 com f1.

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7. Mudança de plano

Introdução

As projecções de uma figura apresentam se em verdadeiras grandezas se essa figura estiver contida num
plano paralelo aos planos de projecção. Caso contrário as projecções e a verdadeira grandeza têm valores
diferentes.
Mantendo fixa a figura a projectar, podemos mudar os planos de projecção, mantendo-os de qualquer das
formas perpendiculares um ao outro, ou seja, mantendo um sistema de projecções ortogonais, e tornar
assim um dos planos paralelos ao plano da figura. Temos assim uma das projecções igual à verdadeira
grandeza.
A este processo chamamos mudança de planos. Para executarmos este processo só podemos mudar um
plano de cada vez, e com a condição de os dois planos de projecção se manterem sempre perpendiculares.

7.1 Mudança de plano

Fazer a mudanças de planos aplicados a rectas e segmentos de recta


No método das mudanças de planos, as figuras geométricas mantêm-se inalteráveis no espaço, sendo os
planos de projecção os que se movem.
Se se mover o plano frontal de projecção surgirá uma nova projecção frontal; movendo o plano horizontal
de projecção surgirá uma nova projecção horizontal. Observe o exemplo que mostra como alterar a
posição da recta oblíqua para outras posições, o que se faz utilizando dois pontos.

a) Mudança do plano frontal


Consideremos um ponto P e as sua projecções P1 e P2 em φo e γo.
Imaginemos que o plano frontal (φo) roda para uma nova posição (φ’o), mantendo-se perpendicular a γo.
Neste novo sistema de projecções o ponto P terá as projecções P’1 e P’2. E o eixo X passa para X’.

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Vejamos na figura acima, o que acontece no plano do desenho.
Se o plano horizontal se mantém, a projecção horizontal do ponto também vai ser a mesma no novo
sistema, ou seja, P1 coincide com P’1.
Por outro lado a cota de P no novo sistema de projecções também é a mesma, logo, como P’2 tem de estar
na perpendicular a X´ que passa em P’1, facilmente o encontramos, basta a partir de X’ marcar cota
marcar a cota.

b) Mudança do plano horizontal


Neste caso é a projecção frontal que se mantém e o afastamento é o mesmo.

7.2 Transformação das projecções de uma recta

a) Transformar uma recta de nível numa recta de topo


Como uma recta de nível é paralela ao plano horizontal, e uma recta de topo é perpendicular ao
plano frontal, se tivermos uma recta de nível, podemos rodar o plano frontal, mantendo-o sempre
perpendicular ao plano horizontal, até este ficar perpendicular à recta. Ficamos assim com um
sistema de projecções onde a recta passa a ser de topo.
O novo x é agora perpendicular a n’1.

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b) Transformar uma recta de frente em recta vertical
Mudamos o plano horizontal até ficar perpendicular à recta X’ vai ficar perpendicular a f2 .

c) Transformar uma recta oblíqua em recta de nível.


Mudamos o plano horizontal até ficar paralelo à recta. X’ vai ficar paralelo a r2 .

d) Transformar uma recta oblíqua em recta de frente


Mudamos o plano frontal até ficar paralelo à recta X’ vai ficar paralelo a r1. Assim
temos a recta na nova posição de frente.

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8. REBATIMENTO

Introdução
Em Geometria Descritiva temos muitos problemas em que a obtenção da verdadeira grandeza dos seus
elementos não consta como óbvia visto no espaço. Eventualmente precisamos fazer um rebatimento de
um plano sobre outro para que o elemento (plano) possa apresentar directamente sua V.G.
Consideremos um plano vertical α e nesse plano um ponto A.
Girando o plano alfa em torno do seu traço vertical α 2 que é sua charneira) obrigamos A a percorrer um
arco de circunferência AA' (centro em O) que sustenta as cotas presentes de todo ponto desse arco.
Além disso, o arco é projectado em V.G. (verdadeira grandeza) no plano horizontal. Todo o arco pertence
a um plano beta paralelo ao P.H.

 Consideremos um ponto P de um plano vertical α.


Quando rebatemos o plano α para o plano frontal, em torno do seu traço f α, o que acontece?

Ao mesmo tempo que o ponto P descreve um arco até coincidir com o PFP, a projecção horizontal desse
movimento é um arco igual, enquanto que a projecção frontal é um segmento paralelo a x.

 Exercícios de consolidação
1. É dado um ponto assente num plano de topo, rebater para o plano horizontal de projecção.
Resolução:
Neste caso, a charneira do rebatimento é o traço horizontal
do plano
Elaborado por Prof. Queixa Page 37
2. É dado um ponto assente num plano de topo.
Rebater para o plano vertical de projecção.
Resolução:

 Noção do rebatimento do Plano de Perfil sobre o PFP


Neste caso, a charneira do rebatimento é o traço frontal do plano

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 Rebatimento de uma Recta de Perfil
1. Pretende-se rebater a recta de perfil p, para obter as projecções do ponto C, através do rebatimento da
recta de perfil p para o Plano Frontal de Projecção.

 Polígonos assentes no plano horizontal de projecção

Caro estudante, é importante que todas as projecções ao longo texto, você deverá exercitar uma a uma
para fixar os seus conhecimentos.
Presta atenção, qualquer figura assente no plano horizontal de projecção tem cota nula, ou seja, todos os
seus pontos tem afastamento igual a zero.
Sendo assim, as projecções frontais dos pontos assentes em situam-se no eixo x. Observe a figura
abaixo da projecção frontal de um triângulo!

Olha, a projecção horizontal da figura é a própria figura, é projectada sobre si própria.

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A seguir, você, pode apresentar no mesmo plano do desenho, as duas projecções do triângulo que
acabamos de abordar. Veja!

 Projecções de polígonos assentes em planos de nível

Nós sabemos que você adora estudar quando resolve exercícios. Agora, propomos o exercício que se
segue para resolver:
Representemos pelas suas projecções um hexágono regular assente no plano horizontal de projecção, que
esteja inscrito numa circunferência de ao hexágono é de 6 cm e dois dos lados da figura são
perpendiculares ao plano frontal de projecção.
É simples, pois não?! Para você iniciar com a resolução deste exercício devemo-nos recordar do que seja
um hexágono regular. Como é do seu conhecimento, o hexágono regular é uma figura plana constituída
por 6 lados iguais e 6 ângulos internos também iguais.
Conhecendo a figura que se pretende projectar, seguem-se os passos da sua representação no plano do
desenho.

1º passo
Prezado estudante, como em qualquer representação através de projecções no plano do desenho, inicia-se
por traçar o eixo x e traçar-se uma linha de referência ou linha de chamada.
Sobre a linha de chamada marca-se o afastamento do centro igual a 6 cm e determina-se a sua projecção
horizontal , O1, e seguidamente a sua projecção frontal O2 que, naturalmente, estará sobre o eixo x e na
mesma linha de chamada que O1.

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2º passo
Neste passo, com centro em O1, traça-se uma circunferência de raio igual a 5 cm. Na circunferência,
constrói-se um hexágono, cuja posição deverá satisfazer o descrito no enunciado, ou seja, dois dos lados
do hexágono deverão ser perpendiculares ao eixo x. De seguida designam-se os vértices do hexágono,
como é óbvio, por letras maiúsculas do alfabeto latino, precedida pelo índice 1, nomeadamente, A1, B1,
C1, D1, E1 e F1.

3º passo
Fazendo passar pelas projecções horizontais do pentágono, linhas perpendiculares ao eixo x, ou seja,
linhas de referência, na sua intersecção com o referido eixo x, originam as projecções frontais dosvértices
da figura pretendida.

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4º passo
Querido estudante, até aqui todo desenho foi feito a traço fino, exceptuando as designações que foram
desenhadas a traço médio. Daqui, vamos distinguir os traços do desenho de modo a facilitar a sua leitura.
Assim, você deve ter notado que as projecções do hexágono ficam representadas a traço grosso, pois
trata-se da solução do nosso exercício, ou seja o pedido.
O eixo x, como sempre representa-se a traço médio e as linhas de chamada também são sempre
representadas por traço fino, portanto, não é necessário voltar a passar o lápis no traço fino. Veja a figura
abaixo!

 Polígonos assentes em planos de nível

Caro estudante, qualquer polígono assente num plano de nível, tem a sua projecção horizontam em
verdadeira grandeza, isto é, a sua projecção horizontal é igual a si próprio.
A projecção frontal, tal como acontece em projecções de círculos, fica reduzida a segmento de recta
paralelo ao eixo x.
Nesta lição há necessidade de você conhecer as posições que uma recta ocupa no espaço pois alguns
dados de exercícios farão referência de segmentos de rectas que constituem lados dos polígonos.
Por outro lado é necessário, você rever as construções geométricas de polígonos quer a partir do lado,
bem como a partir da circunferência ele circunscrito.

Consideremos o seguinte pentágono:


- Está assente num plano de nível de cota igual a 2 cm;
- O pentágono está inscrito numa circunferência cujo raio mede 4 cm e o seu centro tem afastamento igual
a 4,5 cm;
- Um dos seus lados, o situado mais à esquerda é de topo.

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Antes de tudo, você traça a linha de terra ou eixo x e a respectiva linha de chamada ou de referência e em
seguida segue os seguintes passos:

1º passo
Nesse passo, caro estudante, você deve fazer a leitura atenta de todo enunciado do exercício de modo a
visualizar a figura no espaço.
Colocação dos dados nomeadamente, marcação de 4,5 cm para baixo do eixo x e a respectiva designação
O1, projecção horizontal do centro do pentágono.
Na mesma linha de chamada de O1, marcam-se 2 cm para cima do eixo x, correspondentes à cota do
centro da circunferência circunscrita ao pentágono e, designa-se O2.

2º passo
Aqui você deve abrir 4 cm o compasso, medida do raio da circunferência circunscrita ao polígono que se
pretende projectar. Sem alterar a abertura do compasso, espectar a ponta seca do mesmo em O1 e traçar
uma circunferência.
Depois, efectuar a construção do pentágono respeitando a posição referida no enunciado deste exercício.
Os 5 vértices do polígono deverão ser designados, como é do seu conhecimento, por letras maiúsculas do
alfabeto latino e posicionados no sentido anti-horário.
Tratando-se da projecção horizontal da figura, as designações deverão ser precedidas pelo numero 1,
ficando, A1, B1, C1, D1 e E1. Unem-se os 5 vértices e obtêm-se a projecção horizontal do pentágono
desejado.

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3º passo
Nesse passo, você deve traçar linhas de referência que passam pelas projecções horizontais dos 5 pontos e
encontrar as respectivas projecções frontais a 2 cm de cota.
Recorde-se que as projecções de um ponto encontram-se na mesma linha de chamada. Assim, A2 estará
na mesma linha de chamada de A1, B2 na mesma linha de referência de B1, e por aí fora e em seguida
unem-se as projecções verticais ou frontais dos pontos para dar origem à projecções frontal do pentágono.
Uma vez determinadas as duas projecções do polígono, para concluir o desenho, distinguem-se os traços.
Veja como ficou a figura. Uma beleza!

A partir do exercício que acabou de resolver e de todo um conhecimento já adquirido, você poderá
representar vários outros polígonos contidos em planos de nível.

Círculos assentes em

Caro estudante, o plano frontal de projecção é o lugar geométrico onde todos os pontos têm afastamento
igual a zero. Por essa razão, todos os pontos e figuras contidas em têm as suas projecções horizontais
na linha de terra ou eixo x.
Os círculos do plano frontal de projecção coincidem com a sua projecção frontal, logo encontram-se
nessa projecção na sua verdadeira grandeza.
Representemos pelas suas projecções um círculo assente no plano frontal de projecção cujo centro tem 7
cm de cota e o diâmetro mede 12 cm.
Inicialmente, você deve fazer a leitura de todo o enunciado do exercício e seguidamente preparam o
espaço bidimensional para a sua resolução, nomeadamente o traçado do eixo x e da primeira linha de
referência.
Depois, seguem-se os seguintes passos da resolução do exercício.

1º passo
Sobre a linha de chamada já traçada marcam-se 7 cm para cima do eixo x e designa-se O2, projecção
frontal do ponto O, centro do círculo.
Na intersecção da linha de chamada de O2 com o eixo x, obtém-se a projecção horizontal do mesmo, O1.
Dado que o diâmetro do círculo é igual a 12 cm, abre-se 6 cm o compasso, especta-se a ponta seca do
compasso em O2 e traça-se a circunferência que determina o contorno do círculo. Esta será a
Projecção frontal do círculo.
Veja a figura

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2º passo
Por O2 traça-se o diâmetro paralelo ao eixo x e pelos seus extremos traçam-se linhas de chamada que ao
intersectarem-se com o eixo x determinam a projecção horizontal do círculo.
Distinguem-se os tipos de traços do desenho para se considerar o desenho totalmente concluído.
Nota: Em muitos dos próximos exercícios iremos omitir a explicação deste último passo, razão porque
todos os exercícios serão considerados concluídos quando os traços estiverem devidamente representados.
Certo!

Círculos assentes em planos de frente

Vamos efectuar as projecções de um círculo respeitando as características seguintes:


- O círculo situa-se o primeiro diedro de projecção e todos os seus pontos encontram-se à mesma
distância do plano frontal de projecção;
- O centro do círculo é o ponto O (0; 3,5; 3,5);
- O diâmetro do círculo é de 6 cm.

Após a leitura e representação do eixo x e duma linha de chamada, efectua-se o seguinte:

1º passo
Marcam-se 3,5 cm para baixo do eixo x, sobre a linha de chamada e designa-se O1, projecção horizontal
do ponto O, centro do círculo.
Tendo em conta que o afastamento do centro do círculo é igual ao afastamento de todos os outros seus
pontos, traça-se por O 1 , uma linha paralela ao eixo x.

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Essa linha é o traço do plano que contém o círculo e como tal deverá ser designado por uma letra
minúscula do alfabeto grego, , antecedida da letra h que indica que se trata do traço horizontal,
A designação do traço desse plano estará entre parênteses porque trata-se de um plano que tem um único
traço nos planos ortogonais de projecção.
Marcam-se 3,5 cm para cima do eixo x , sobre a linha de chamada de O 1 e designa-se O 2 .

2º passo
Com abertura do compasso igual a 3 cm, metade do diâmetro, especta-se a ponta seca em O2 e traça-se a
circunferência que determina o contorno do círculo.
Por O2 traça-se a projecção frontal do diâmetro fronto-horizontal do círculo e pelos seus extremos
traçam-se linhas de chamada que ao intersectarem-se com o traço do plano determinam a projecção
horizontal do círculo. Veja a figura abaixo. Foi fácil obtê-la, pois não?!

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Por uma escola livre do Covid 19 
 
 
 
 
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE 
 
 
ESCOLA SECUNDAR
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Resenha histórica, Objecto e finalidade, Noção de projecção 
 
Introdução 
Caro estudan
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1.1 Resenha histórica 
 
Você sabe muito bem que a necessidade de o homem se comunicar
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1.2Objecto e Finalidade 
 
É do seu conhecimento que a área de conhecimentos de Desen
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2. Noção de projecção 
 
O campo da Geometria Descritiva, como nos referimos na introdu
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A variável número um, que é referente a distância da origem de projecção ao plano de pr
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A recta que determina a projecção vertical dum ponto denomina-se projectante vertical e
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2.2 Subdivisão dos diedros de projecção em Octantes 
 
Com o intuito de estabelecer mai
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2.4 Projecções dum ponto no plano do desenho 
 
Como já é do seu conhecimento, as p
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Uma vez efectuado o rebatimento coloca-se o plano na posição em que o semiplano fron

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