.Homeopatiaexplicada Psora
.Homeopatiaexplicada Psora
Miasmas e Hahnemann.
Toxinas, eliminações,
emunctórios.
Profª Anna Kossak Romanach
Sicose. Luetismo.
13. Síntese fisiopatológica de Sulfur como parâmetro da Psora. 34. Psora e Sicose. Modos reacionais fundamentais.
16. Seqüência citohistopatológica das fases inflamatórias. 37. Sinopse comparativa entre Psora, Sicose e Luetismo.
17. Doença aguda como descompensação de estado psórico 38. Os comportamentos defensivos que caracterizam
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37.02
PSORA como miasma comum inicial
A diferenciação dos estados miasmáticos permitiu situar cada doente num degrau
patológico evolutivo. HAHNEMANN afirmou ser a Psora a causa fundamental das demais doenças,
agudas e crônicas e, sendo a Psora o estágio inicial obrigatório dos outros estados miasmáticos,
deduz-se que o doente situado na Sicose ou no Luetismo vive a fase mais avançada de um
desequilíbrio inicial que, por circunstâncias intrínsecas evoluiu dentro de uma cadeia reacional a qual,
desde determinado momento, pelas proporções assumidas, justifica outra denominação.
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PSORA como causa fundamental de todas doenças
Quando se afirma que Psora é a causa fundamental e real das inumeráveis formas de
doenças crônicas que, sob diferentes denominações, aparecem nos tratados de patologia como
entidades peculiares independentes e quando são avaliados os grupamentos sintomáticos
caracterizadores das diferentes e sucessivas fases da Psora, a analogia força a sua comparação ao
processo primário de defesa ou resposta imunitária normal, que está na base de todos
processos patológicos de rejeição, eliminação e inflamação.
nível celular e humoral, acabando por se consolidar sob padrões histopatológicos peculiares.
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Etiologia da PSORA NA LITERATURA HOMEOPÁTICA. Roland.Zissu 1973.
I. ETIOLOGIA EXTRINSICA
Fatores do terreno
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DINÂMICA MIASMÁTICA em esquema explicativo
Fisiopatologia dos estados reacionais miasmáticos.
2º nível = SICOSE
3º nível = SIFILINISMO
A=B+ C+D SIFILINISMO
▼ E A>B+ C+D+E
Sicose compensada 3º nível ▼
Sifilinismo descompensado
A>B+ C+D
▼
Sicose descompensada
SICOSE
D
2º nível
PSORA C
P 1º nível = PSORA
1º nível B A = B (condição ideal) = Psora latente
A = oferta ao sistema
B = dispêndio funcional A > B Estado psórico
C = válvula de segurança A (calor = NOXA)
D, E = vazamento de A = B + C ►Psora compensada
pressão (P)
A > B + C ► Psora descompensada
Adaptado de J.L.Egito “Homeopatia, Introdução ao Estudo da Teoria Miasmática”, S.Paulo, Robe, 1999 6
MIASMAS: Psora, Sicose, Sifilinismo.
Psora
ÁREA VOLITIVA
Sicose
ÁREA INTELECTIVA
Sifilinismo
Esq. J.L.Egito 7
Seqüência imunopatológica nos miasmas. I
Estado reacional psórico
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Seqüência imunopatológica nos miasmas. II
Estado reacional sicótico. Estado reacional luético.
por sua vez, tenderá ao Luetismo, principalmente quando houver conjunção de fatores
estressantes num terreno predisposto.
Atenção: na prática os modos reacionais podem estar entrosados, sem obediência a esquemas, donde a aparente
disparidade e incongruência entre as listas miasmáticas comparativas de diferente origem. Fases de estenicidade
e de astenicidade podem se suceder no mesmo indivíduo psórico .
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Resposta imune normal - sem lesão.
2. Função memória:
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SISTEMA de DEFESA: INESPECÍFICO E ESPECÍFCO.
Estudo comparativo da imunidade (Adaptado de ABBAS)
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Importância dos emunctórios na Psora
serosas.
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A disponibilidade de extensa rede de tecidos
PSORA. Homeostase. e órgãos garante a coordenação e
Sulfur Metabolitos.
Fisiopatologia. compensação de locais eventualmente
Toxinas. obstaculizados.
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Função imunógena ► rejeição ► eliminação ►
processo inflamatório.
▼
antígenos exógenos
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Tendências evolutivas da inflamação
Fase tíssulo-celular
→ formação granuloma ←mobilização e multiplicação de células conjuntivas + metamorfose celular +
aparecimento linfócitos, plasmócitos, macrófagos.
Fase conectivo-cicatricial
Deve-se à multiplicação celular e à produção de substância fundamental que, geralmente, termina por
regeneração mais ou menos completa, anatômica e funcional. 16
Doença aguda como descompensação de estado psórico silencioso ou
equilibrado.
Totalidade de sintomas
clínicos evidentes.
Quadro crônico mantido.
ou
Nível-limite de
silêncio clínico CRISE AGUDA
ou
assintomático
Allterações sub-clínicas.
Zona de silêncio
subclínicas..
Zona de silêncio.
Alterações
ainda assintomática.
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Síntese dos mecanismos defensivos da PSORA
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FISIOPATOLOGIA DA PSORA. Seg. Roland Zissu (1973)
1ª fase. ESTÊNICA ou CENTRÍFUGA.
RECORRÊNCIAS
DISTONIA NEURO-VEGETATIVA
DISTONIA VASO-MOTORA
DISCINESIAS VESICULARES
2ª fase. INTERMEDIÁRIA.
1. ANERGIA FUNCIONAL.
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EVOLUÇÃO CONCEITUAL HISTÓRICA DA PSORA - 1
1851 – GUEYRAD: se a Psora é devida a vírus que infecta toda economia antes das
manifestações exteriores, estaria implícito outro mecanismo de atuação do ácaro.
1869 – Léon SIMON Filho é favorável à etiologia multifatorial da Psora. O veneno, e não todo
ácaro, constitui a causa da erupção psórica.
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EVOLUÇÃO CONCEITUAL HISTÓRICA DA PSORA - 2
1874 - GRANIER. A Psora é fruto do mal.
1899 - H. KRUGER admite a toxina como fator causal oriundo do próprio doente;
1925 - J. ROY pensou haver descoberto numa formação do tipo microbiano a causa
específica do câncer e a designou, após RAPPIN e DOYEN, por Micrococcus
neoformans. Nenhum experimento comprovou o fato. O câncer resultaria de longo
processo de degenerescência de uma Psora latente ou manifesta. A hipótese foi
retomada por Antoine NEBEL.
1927 - WHEELER e PATERSON transferem a causa, da pele aos intestinos. Isolam várias
bactérias dando origem aos nosódios de Bach-Paterson.
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EVOLUÇÃO CONCEITUAL HISTÓRICA DA PSORA - 3
1929 – J.ROY pesquisa estados cancerínicos, referindo Psora como um fator provável na
etiopatogenia dos mesmos.
1931 – Léon VANNIER. Psora representa forças morbíficas desconhecidas que depois de séculos
se transmitindo de geração em geração ...imprimem assinatura na hereditariedade.
Toda doença decorre de intoxinação, isto é, do conjunto de toxinas
1934 – PICHET. Psora traduz sensibilização orgânica, originando manifestações variadas, sem
causa aparente, ou acidental, nos mesmos órgãos ou em órgãos distanciados.
1936 – JACCARD. Considera Psora e Sicose, modos reacionais gerais, sendo ambas não apenas
noções homeopáticas fundamentais, e sim modos reacionais fundamentais na
patologia dos vertebrados.
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EVOLUÇÃO CONCEITUAL HISTÓRICA DA PSORA - 4
1966 – Henri BERNARD explica a Psora como reação de defesa orgânica com derivação do
agente patógeno para a porta de saída.
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EVOLUÇÃO CONCEITUAL HISTÓRICA DA PSORA - 5
1968 – D. DEMARQUE. A Psora, caracterizada por crises mórbidas, alternâncias e metástases,
representa modo defensivo às agressões extremamente variadas. Engloba a maioria das
doenças de crise, alérgicas ou não, cujas relações com o tuberculinismo são freqüentes, e
também distúrbios de diátese úrica e oxálica, relacionadas a causas alimentares e higiênicas. A
reação psórica pode decorrer de vícios psico-neuro-endócrinos da função antitoxínica, cujo
setor especial, o fígado ... em terreno perturbado, pode suscitar modo psórico de defesa.
1973 – R. ZISSU. Psora é conjunto de distúrbios, sintomas ou doenças, sob a égide geral de
intoxicação crônica, em indivíduos predispostos ou sensibilizados e cujo tratamento requer, em
momentos determinados, certos medicamentos ditos antipsóricos. Evoca três tipos de fatores
etiológicos: auto-intoxicação, hetero-intoxicação e manifestações de predisposição genética.
Estado I: Reação viva (ativa ) do organismo com hiperhemia local e alternâncias mórbidas.
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SINTOMAS e SINAIS traduzem linguagem de defesa
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Totalidade sintomática na PSORA.
§ 103 do “ORGANON da MEDICINA”.
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Sinopse comentada do § 104 do ORGANON
Sobre categorias miasmáticas e medicamentos anti-psóricos.
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ASPECTOS PRÁTICOS DA SEMIOLOGIA E FISIOPATOLOGIA DOS
MIASMAS.
B. Diversos autores, entre eles Allen, Kent e Gathak, retiram o valor da erupção escabiótica,
do cancro e do condiloma – como antecedentes para classificação miasmática das
entidades nosológicas e os substituem pela ATITUDE MENTAL do indivíduo.
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Psora. Manifestações afetivo-emotivas
O fator nóxio determina no indivíduo a angústia existencial. O indivíduo sente o seu
nível de anormalidade mediante ansiedade, angústia, medo, tristeza.
▲▲▲
Ação dos mecanismos equilibradores FISIOLÓGICOS influencia as defesas primárias
do Ego mediante mecanismos que não agridem e que não causam danos diretos.
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Características somáticas da PSORA.
2ª - Tendência às verminoses.
3ª - Pele doentia.
5ª - Prurido cutâneo.
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PSORA e SICOSE; modos reacionais fundamentais
MICHAUD, J. – Les bases scientifiques de l`homéopathie, Paris, Peyronnet, 1954, p.7
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PSORA E ARTRITISMO
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PSORA. Sentidos evolutivos.
PSORA
CONSTITUIÇÃO HIPERATIVIDADE PSÍQUICA
Desmineralização ACELERAÇÃO FISIOLÓGICA
HIPERATIVIDADE
EMUNCTORIAL
EXACERBAÇÃO ou
INIBIÇÃO EMUNCTORIAL Mecanismo de compensação
SICOSE
HIPERSECREÇÃO MUCOSA
R EATI VA
LUETISMO
ULCERAÇÕES E
CAVERNAS PULMONARES
TUBERCULINISMO CANCERINISMO
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SINOPSE MIASMÁTICA COMPARATIVA. O ESSENCIAL NA CLÍNICA.
MANHÃ, MEIO-DIA. Desde meia-noite ao amanhecer. Desde o por do sol até 24 hs.
Antes menstruação. Supressão verrugas. Umidade. Transpiração. Supressão úlceras.
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