Segunda-feira, 7 de Outubro de 2013 I SÉRIE —
Número 80
BOLETIM DA REPÚBLICA
PUBLICAÇÃO OFICIAL DA REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E.P. Sistema de Administração Financeira do Estado – SISTAFE,
e tem como funções, na respectiva área de actividade:
AVISO a)............................................................................
A matéria a publicar no «Boletim da República» deve ser remetida em cópia b)............................................................................
devidamente autenticada, uma por cada assunto, donde conste, além das c)............................................................................
indicações necessárias para esse efeito, o averbamento seguinte, assinado e
autenticado: Para publicação no «Boletim da República». d)............................................................................
e)............................................................................
f).............................................................................
SUMÁRIO g) Elaborar, executar e controlar os planos e orçamentos
Conselho de Ministros: das actividades dos Serviços Distritais;
Decreto n.º 53/2013: h) Gerir os recursos materiais, humanos e financeiros
Altera a epígrafe do Capítulo II e o artigo 4 do Estatuto Orgânico dos Serviços Distritais.”
do Governo Distrital, aprovado pelo Decreto n.º 6/2006,
de 12 de Abril. Artigo 2
Decreto n.º 54/2013:
(Entrada em vigor)
Aprova o Regulamento sobre o Controlo da produção, Comer-
cialização e Consumo de Bebidas Alcoólicas. O presente Decreto entra em vigor na data da sua publi-
Resolução n.º 69/2013:
cação.
Ratifica o Acordo de Crédito celebrado entre o Governo Aprovado pelo Conselho de Ministros, aos 3 de Setembro
da República de Moçambique e a Associação Internacional de 2013.
para o Desenvolvimento, assinado no dia 4 de Setembro Publique-se.
de 2013, em Maputo, no montante de SDR 73 400 000,00,
o equivalente a USD 110 000 000,00, destinado a apoiar O Primeiro-Ministro, Alberto Clementino António Vaquina.
o Orçamento do Estado para 2013.
CONSELHO DE MINISTROS Decreto n.º 54/2013
Decreto n.º 53/2013 de 7 de Outubro
de 7 de Outubro
Havendo necessidade de aprovar os mecanismos de controlo
Havendo necessidade de se rever o Estatuto Orgânico da comercialização e o consumo nocivo de bebidas alcoólicas,
do Governo Distrital, aprovado pelo Decreto n.º 6/2006, de 12 como forma de regular o acesso ao consumo de bebidas alcoólicas,
de Abril, que cria a Estrutura-Tipo da Orgânica do Governo
Distrital, e ao abrigo do disposto no artigo 8 da Lei n.º 8 /2003, bem como reduzir o seu impacto na sociedade, no uso das suas
de 19 de Maio, o Conselho de Ministros decreta: competências atribuídas pela alínea f) do n.º 1 do artigo 204
da Constituição da República, o Conselho de Ministros decreta:
Artigo 1
Artigo 1. É aprovado o Regulamento sobre o Controlo
(Alterações) de Produção, Comercialização e Consumo de Bebidas Alcoólicas,
São alterados a epígrafe do Capítulo II e o artigo 4 do Estatuto em anexo ao presente Decreto e que dele faz parte integrante.
Orgânico do Governo Distrital, aprovado pelo Decreto n.º 6/2006, Art. 2. É revogada toda a legislação que contrarie o presente
de 12 de Abril, que passam a ter a seguinte redacção:
Decreto.
“CAPÍTULO II Art. 3. O presente Decreto entra em vigor cento e oitenta dias
Natureza e funções dos Serviços
a contar com a data da sua publicação.
Artigo 4 Aprovado pelo Conselho de Ministros, aos 10 de Setembro
de 2013.
(Natureza e funções gerais dos Serviços)
Publique-se:
Os Serviços Distritais são unidades orgânicas do Governo
Distrital dotadas de autonomia administrativa, nos termos O primeiro-Ministro, Alberto Clementino António Vaquina.
do artigo 5 da Lei n.º 9/2002, de 12 de Fevereiro, que cria o
742 I SÉRIE — NÚMERO 80
Regulamento Sobre o Controlo b) A localização do espaço;
c) A natureza do negócio;
de Produção, Comercialização e Consumo d) Os dias e as horas de comércio;
de Bebidas, Alcoólicas e) Os aspectos ligados a questões de segurança;
CAPÍTULO I f) O parecer favorável da Comunidade.
2. A renovação das licenças para a venda de bebidas alcoólicas
Disposições gerais deve estar condicionada a apresentação de um certificado de
Artigo 1 cumprimento das normas estabelecidas no presente Regulamento
passada pela Inspecção Nacional das Actividades Económicas.
(Objecto)
O presente Regulamento aprova os mecanismos a observar no CAPÍTULO IV
controlo de produção, da comercialização e consumo de bebidas
Obrigações, consciencialização e proibição
alcoólicas no território nacional.
Artigo 7
Artigo 2
(Obrigações e mensagens de advertência)
(Definições) 1. Os proprietários dos estabelecimentos de venda
As definições dos termos usados no presente Regulamento e de consumo de bebidas alcoólicas devem exigir, em caso
constam do glossário em anexo, que é parte integrante deste de dúvida, a identificação das pessoas que aparentam ser menores
Regulamento. de 18 anos de idade.
2. É obrigatória a inscrição, em letras bem legíveis e maiúsculas,
Artigo 3 nos rótulos dos recipientes cujo conteúdo seja alcoólico e para o
(Princípio)
consumo, das seguintes frases: “É proibida a venda e consumo
de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos de idade”.
Toda a pessoa deve ser informada sobre a natureza adictiva 3. É obrigatória a inscrição em letras bem legíveis e maiúsculas
e as consequências do consumo de bebidas alcoólicas. e em local visível nos estabelecimentos comerciais vocacionados
à venda de bebidas alcoólicas, da seguinte frase: “É proibida a
Artigo 4 venda de bebidas alcoólicas a menores de 18 anos de idade”.
(Âmbito de Aplicação) 4. As mensagens de advertência nos rótulos dos recipientes
O presente regulamento aplica-se aos produtores, vendedores de bebidas alcoólicas devem:
e aos consu-midores de bebidas alcoólicas. a) Ser amplas, claras, legíveis e em letras maiúsculas;
b) Indicar o teor alcoólico da bebida.
CAPÍTULO II 5. Cada rótulo deve conter, além das advertências especificadas
Proibições nos n.ºs 2 e 3 do presente artigo, informações sobre os ingredientes
ou componentes do conteúdo, bem como os efeitos para a saúde
Artigo 5 do consumo precoce e nocivo de bebidas alcoólicas, devendo
(Proibições) estar escritas em língua portuguesa.
6. Não é permitida a comercialização de bebidas alcoólicas,
1. É proibida a venda e consumo de bebidas alcoólicas: inclusive a exposição à venda, em recipientes de plástico,
a) Aos menores de 18 anos de idade; e em recipentes permitidos para a comercializacao de bebidas
b) As pessoas com sinais de perturbação mental; alcoólicas originalmente usadas para outros fins incluindo outros
c) As pessoas com sinais de embriaguez; tipos de bebidas alcoólicas.
d) Nas bombas de abastecimento de combustível e respec-
tivas lojas de conveniência; Artigo 8
e) Nas escolas e nas imediações dos estabelecimentos (Educação, comunicação, treino e consciencialização
de ensino; do público)
f) Nas vias e espaços públicos, nomeadamente parques,
jardins, estradas, passeios, paragens de autocarros 1. O público deve ter acesso a programas eficazes e integrais
e praças de táxis; de educação e consciencialização sobre:
g) Nos mercados; a) As propriedades adictivas das bebidas alcoólicas
h) Por ambulantes; e a respectiva composição;
i) No intervalo compreendido entre as 20:00h e às 9:00h b) Os benefícios que advém do abandono do consumo
do dia seguinte em todos os locais autorizados para e da adopção de estilos de vida saudáveis.
venda, excepto nos restaurantes, nas casas de pasto, 2. Os meios de comunicação social, públicos ou privados,
discotecas, bares e pubs. devem desempenhar um papel importante na educação do público
2. A proibição de venda e consumo de bebidas alcoólicas nos relativamente às consequências do consumo precoce e nocivo
parques e jardins não abrange as casas de pasto e restaurantes de bebidas alcoólicas.
existentes nesses espaços. 3. Os programas escolares, a todos os níveis de ensino, devem
incluir educação específica sobre as consequências do consumo
CAPÍTULO III precoce e nocivo de bebidas alcoólicas.
4. As organizações da sociedade civil devem incluir
Atribuição de licenças nos seus programas de trabalho a componente de educação sobre
Artigo 6 a prevenção do consumo precoce e nocivo de bebidas
alcoólicas.
(Atribuição de licenças para a venda) 5. Os trabalhadores da área de saúde, agentes comunitários,
1. As autoridades competentes para o licenciamento assistentes sociais, profissionais de comunicação e educadores,
da actividade de comercialização de bebidas alcoólicas devem deverão participar ou beneficiar de programas de formação
considerar os seguintes critérios ao atribuir as licenças: e de sensibilização eficazes e apropriados para a consciencialização
das comunidades sobre as consequências do consumo precoce
a) A elegibilidade do requerente; e nocivo de bebidas alcoólicas.
7 DE OUTUBRO DE 2013 743
Artigo 9 b) Do artigo 6, com multa correspondente a 20 salários
mínimos;
(Proibição de Publicidade de bebidas alcoólicas)
c) Do artigo 7, com a multa correspondente a 80 salários
É proibida a publicidade de bebidas alcoólicas nas seguintes mínimos;
situações: d) Do artigo 9, com a multa correspondente a 50 salários
a) Onde apareçam imagens de menores de idade; mínimos;
b) Onde apareçam imagens que destacam a sensualidade e) Do n.º 2 do artigo 10, com a multa correspondente a 80
da mulher ou degradem o seu papel e posição na salários mínimos.
sociedade; 2. Em caso de reincidência, a multa será elevada ao triplo
c) Nos estabelecimentos escolares e nas suas imediações; daqueles valores, além da confiscação do equipamento e material
d) Nas instituições públicas, transportes públicos terrestres do estabelecimento a favor do Estado.
e rodoviários, colectivos e semi-colectivos;
3. Se da violação do previsto no número anterior resultarem
e) Em painéis gigantes, cartazes, murais e estações
danos a terceiros será aplicado o previsto na legislação penal
de transporte públicos ou similares que se encontrem
na via pública. em vigor.
4. O salário mínimo aplicável para efeitos deste artigo é o que
CAPÍTULO V se encontra em vigor para o sector de comércio e serviços.
5. A violação do disposto no presente Regulamento é punida
Controlo de qualidade e medidas de prevenção com uma multa ao consumidor que cometer a infracção,
Artigo 10 correspondente a 10% do salário mínimo, podendo reverter
(Controlo da qualidade das bebidas alcoólicas) em detenção até ao retorno da sobriedade e aplicação de pena
por via de prestação de serviços comunitários, em casos de
1. Em coordenação com as entidades que realizam impossibilidade de pagamento da multa correspondente.
as inspecções, a entidade responsável pelo controle da qualidade
6. Os valores das multas referidas no presente artigo
de alimentos, o Laboratório Nacional de Higiene, Águas
serão actualizados por despacho conjunto dos Ministros que
e Alimentos deve controlar a qualidade de bebidas alcoólicas,
de acordo com as normas vigentes através de: superintendem as áreas das Finanças e de Saúde.
a) Análise das bebidas alcoólicas produzidas no país Artigo 14
e importadas;
b) Inspecções periódicas aos laboratórios das indústrias (Produtos das multas)
produtoras e estabelecimentos que comercializam 1. O produto das multas cobradas ao abrigo do presente
as bebidas alcoólicas. Regulamento tem a seguinte distribuição:
2. As indústrias produtoras e empresas importadoras
de bebidas alcoólicas devem submeter os seus produtos a) 40% para o Orçamento do Estado;
para efeitos de inspecção e certificação de qualidade, junto b) 30% para a entidade fiscalizadora;
ao Laboratório Nacional de Higiene, Águas e Alimentos c) 30% para os programas de prevenção e controlo
do Ministério da Saúde. do consumo excessivo do álcool.
2. As multas devem ser entregues pela entidade fiscalizadora
CAPÍTULO VI
à Direcção da Área Fiscal competente, através da declaração
Inspecção Modelo B geral.
Artigo 11
Artigo 15
(Competências)
(Implementação)
1. Compete a Inspecção Nacional de Actividades Económicas
proceder a fiscalização do cumprimento do previsto neste 1. Com vista a implementação do presente Decreto compete
Regulamento. ao Ministério da Saúde:
2. A Inspecção e Fiscalização do disposto no presente a) Elaborar programas de prevenção, tratamento e reabi-
Regulamento são ainda exercidas por outros órgãos do Estado litação para os dependentes de álcool;
com competência para o efeito. b) Controlar a qualidade, ingredientes e teor alcoólico
das bebidas alcoólicas;
Artigo 12 c) Atribuir certificados de qualidade às marcas das bebidas
(Sanções) alcoólicas;
Sem prejuízo de outras sanções previstas em demais legislação, d) Adoptar medidas eficazes para prevenir o consumo
a violação às disposições do presente Decreto é punida com precoce, promover o abandono do consumo nocivo
a aplicação das seguintes medidas: de bebidas alcoólicas, bem como fornecer o tratamento
adequado às pessoas com dependência do álcool;
a) Multa;
e) Criar e aplicar programas de prevenção do consumo
b) Suspensão;
c) Encerramento temporário ou definitivo do estabe- precoce de bebidas alcoólicas em locais tais como as
lecimento. instituições de ensino, recintos desportivos e culturais
garantindo a sua qualidade;
Artigo 13 f) Introduzir medidas necessárias no Serviço Nacional
de Saúde para identificação precoce de pessoas com
(Aplicação das Sanções) problemas de saúde relacionados com uso de álcool
1. A violação das disposições do presente Decreto é punível e/ou dependência alcoólica;
com as seguintes penas de multas: g) Garantir a formação e capacitação específica do pessoal
a) Do artigo 5, do presente, com multa correspondente de saúde na matéria de identificação, tratamento
a 40 salários mínimos e apreensão dos produtos e reabilitação de pessoas com problemas de saúde
relacionados com a infracção e que estejam na posse relacionados com uso abusivo ou dependência
do infractor, revertendo-se à favor do Estado; de álcool;
744 I SÉRIE — NÚMERO 80
h) Criar serviços ou programas baseados em evidências 12. Imediações das escolas: é a distância de 500 metros
para o tratamento e reabilitação de dependentes ao redor da escola.
do álcool ou aumentar a capacidade e a qualidade 13. Indústrias produtoras de bebidas alcoólicas: conjunto
dos que já existem; de fabricantes, distribuidores em atacado, importadores
i) Facilitar a acessibilidade e exequibilidade dos tratamentos e exportadores de bebidas alcoólicas, incluindo circuito
aos indivíduos dependentes do álcool; de comercialização.
j) Assegurar a colecta de dados necessários a nível 14. Instituições do Estado de domínio público: todos
da população e dos serviços governamentais e não os serviços do Estado que prestam atendimento ao público.
governamentais de modo a providenciar um retrato 15. Edifícios Públicos de domínio privado: Residências
das tendências relativas ao consumo de álcool oficiais e protocolares do Estado.
na população, em geral, e o impacto para a saúde e 16. Instituições Públicas: Todas as instituições públicas que
para a sociedade, no geral. prestam serviços ao público como Ministérios, Institutos de entre
2. Compete aos Ministros que tutelam as áreas do Comércio, outras instituições que prestam serviços públicos.
Educação, Cultura, Juventude e Desportos e Mulher e Acção 17. Patrocínio de bebidas alcoólicas: é qualquer forma
Social definir e implementar estratégias de prevenção do consumo de contribuição a qualquer evento, actividade ou indivíduo
precoce de bebidas alcoólicas. com o objectivo, efeito ou possível efeito de promover, directa
3. Compete especialmente a Inspecção Nacional e indirectamente o consumo de bebida alcoólica.
de Actividades Económicas realizar inspecções aos locais 18. Pessoa com Perturbação mental: É uma síndrome
de produção, comercialização e consumo de bebidas alcoólicas; ou padrões comportamentais ou psicológicos clinicamente
4. Compete ao Instituto de Normalização de Qualidade emitir significativos que ocorrem num sujeito, e que estão associados
o certificado de Qualidade das bebidas alcoólicas produzidas a ansiedade actual (por exemplo um sintoma doloroso) ou
no País e importadas e o cumprimento das normas de certificação uma incapacidade em uma ou várias áreas importantes de
e qualidade.
funcionamento, ou com um risco significativamente aumentado
de sofrer, morte, dor, incapacidade ou perda importante de
liberdade.
GLOSSÁRIO 19. Pessoa com sinais de embriaguez: toda a pessoa que
Considera-se para efeitos deste Regulamento o seguinte: após ingestão de bebida alcoólica apresenta um dos seguintes
sinais: marcha instável, dificuldade em manter-se de pé e fala
1. Bebida alcoólica: toda a bebida de fabrico industrial ininteligível.
ou caseiro (tradicional) que por fermentação, destilação ou adição, 20. Publicidade e promoção de bebidas alcoólicas: sem
contenha um teor alcoólico superior a 0,5% Vol. prejuízo do disposto na legislação sobre a matéria é qualquer
2. Casa de Pasto: Local onde servem refeições ligeiras ao forma de comunicação, recomendação ou acção comercial
longo do dia, acompanhados de Bebidas Alcoólicas. com o objectivo, efeito ou provável efeito de promover, directa
3. Comércio Ilícito: qualquer prática ou conduta proibida ou indirectamente o consumo de bebidas alcoólicas;
por lei, relacionada com a produção, envio, transporte, recepção, 21. Serviços de Saúde: todas as instituições públicas
posse, distribuição, venda ou compra, incluída toda prática ou privadas que provêm serviços de saúde.
ou conduta destinada a facilitar essa actividade.
4. Consumo de alto risco: quando o padrão de consumo diário
for igual ou superior a 3 (três) copos de bebida alcoólica (cerveja
de 300ml, cada) ou em cada ocasião consumir 5 (cinco) ou mais CONSELHO DE MINISTROS
copos de bebida alcoólica (vinho de 275 ml).
5. Consumo de baixo risco: quando o padrão de consumo for Resolução n.º 69/2013
de 2 (dois) ou menos copos durante cinco dias da semana (vinho
de 7 de Outubro
de 125 ml, aperitivo de 80 ml e uma dose de bebida destilada
40 ml). Havendo necessidade de dar cumprimento às formalidades
6. Consumo nocivo: uso excessivo e abusivo de bebida previstas no Acordo de Crédito celebrado entre o Governo
alcoólica causando dano físico e psicológico, incluindo da República de Moçambique e a Associação Internacional
julgamento comprometido ou disfunção do comportamento, para o Desenvolvimento e, ao abrigo do disposto na alínea g)
podendo levar a uma incapacidade ou ter consequências adversas do n.º 1 do artigo 204 da Constituição da República, o Conselho
para os relacionamentos interpessoais. de Ministros determina:
7. Consumo precoce: todo o consumo de bebidas alcoólicas Único. É ratificado o Acordo de Crédito celebrado entre
efectuado antes de atingir os 18 anos de idade. o Governo da República de Moçambique e a Associação
8. Controlo de bebidas alcoólicas: é um conjunto de medidas Internacional para o Desenvolvimento, assinado no dia 4
direccionadas à redução da oferta, da demanda e mitigação dos de Setembro de 2013, em Maputo, no montante
efeitos nocivos resultantes do consumo de bebidas alcoólicas de SDR 73 400 000,00 o equivalente a USD 110 000 000,00
com o objectivo de melhorar a saúde da população, eliminando (cento e dez milhões de Dólares Americanos), destinado a apoiar
ou reduzindo o consumo de bebidas alcoólicas. o Orçamento do Estado para 2013.
9. Embalagem: acondicionamento de bebidas alcoolicas. Aprovada pelo Conselho de Ministros, aos 17 de Setembro
10. Rotulagem: letreiro que indica a natureza, fim ou destino de 2013.
do objecto a que está colado;
11. Recipiente: qualquer objecto concavo para conter Publique-se.
substâncias líquidas. O Primeiro-Ministro, Alberto Clementino António Vaquina.
Preço — 6,06 MT
IMPRENSA NACIONAL DE MOÇAMBIQUE, E.P.