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AUTOMAÇÃO RESIDENCIAL: UMA ANÁLISE TÉCNICA E DE


INVESTIMENTO

Vagner Facini Teixeira¹; Rafael Cosmo².

¹Acadêmico do curso de Engenharia Elétrica


²Professor Multivix - Vitória

RESUMO
Com o avanço da tecnologia, a automação está tomando de forma gradativa o seu espaço nas
residências da população. Palavras como smart tv, smartwatch e smartphone estão cada vez
mais inseridas no cotidiano das pessoas. Porém uma reflexão que pouco se faz é se esses
aparelhos podem ser utilizados para automação residencial. Este artigo pretende demonstrar
que uma residência pode ser automatizada em um nível satisfatório, dispondo-se de um valor
monetário acessível ao cidadão comum. Uma pesquisa foi realizada visando apresentar os
equipamentos disponíveis no mercado e suas funcionalidades, de modo que quando somados
aos assistentes virtuais se obtém o maior conforto no âmbito da domótica. Também foram
apresentados conceitos que cercam o universo da automação, como IoT e os diversos
protocolos de comunicação utilizados. Por meio de uma pesquisa de valores dos kits para
automação e de equipamentos individuais, pôde-se concluir que o cidadão comum tem
condições de automatizar sua residência se assim o desejar. O resultado se mostrou
satisfatório, estando em conformidade com a proposta da pesquisa.
Palavras-chave: automação residencial, wi-fi, loT.

ABSTRACT

With the advancement of technology, automation is gradually taking its space in the homes of
the population. Words like smart tv, smartwatch and smartphone are increasingly inserted in
people's daily lives. However, a reflection that little is done is whether these devices can be
used for home automation. This article intends to demonstrate that a residence can be
automated at a satisfactory level, providing a monetary value accessible to the common citizen.
A survey was carried out to present the equipment available on the market and its features, so
that when added to the virtual assistants, greater comfort in the field of home automation is
obtained. Concepts surrounding the automation universe were also presented, such as IoT and
the various communication protocols used. Through a research of the values of the kits for
automation and of individual equipment, it was possible to conclude that the common citizen is
able to automate his/her residence if he/she so desires. The result was satisfactory, in
accordance with the research proposal.
Keywords: Automation, wi-fi, lot.

1. INTRODUÇÃO

A busca do homem por melhorias para a sua vida tem ajudado


significativamente na evolução da sociedade. Descobrindo o fogo e inventando
ferramentas que auxiliam no trabalho, o homem sempre está em busca de
maior comodidade e conforto. Como consequência, surgiu a automação (LIMA,
2003).
90

Segundo Lima (2003, p. 1), um dos primeiros dispositivos automáticos da


humanidade foi o relógio d’água, desenvolvido em meados do século II a.C.,
facilitando a medição do tempo. A Revolução Industrial trouxe a máquina a
vapor, enquanto James Watt foi o desenvolvedor do primeiro controlador
automático para aplicação em processos industriais. Outro nome que também
se destacou foi o de Isaac Newton, que lançou os fundamentos da modelagem
matemática e da análise, usados até os dias atuais para enviar mísseis
controlados por satélites que acertam o alvo com erro na ordem de alguns
centímetros (LIMA, 2003).

Em se tratando do âmbito residencial, o senso comum da palavra “automação”


causa a impressão de que se trata de uma habitação totalmente tecnológica,
confortável, autônoma, contando com aparatos caríssimos e de última geração.
Esse errôneo conceito induz a percepção de que se trataria de um sistema
intangível a maioria da população, e que somente estaria acessível a todos em
um futuro distante.

Porém, atualmente, é difícil não estar em contato com a automação, seja no


carro, numa sala ou no próprio bolso. Diversos equipamentos que contam com
certo tipo de automação estão inseridos na vida da população há algum tempo,
como smartphones, smartwatches, smart TVs, dentre outros. Em muitos casos,
não se percebe que a automação, por mais simplória que seja, faz parte do
cotidiano das pessoas.

A automação residencial pode trazer uma série de benefícios, como conforto,


acessibilidade, ergonomia, gestão do tempo, programação de agendas,
economia de energia, dentre outros. Uma pessoa que ainda não teve contato
com essa tecnologia pode não ter a noção do que o aparelho em sua mão é
capaz de proporcionar, bem como a forma com a qual ele pode interagir com
outros equipamentos a fim de trazer o máximo de conforto e comodidade
dentro de sua residência.

Com o avanço da tecnologia, os dispositivos estão cada vez mais acessíveis e


populares. A implantação da automação em residências pode ser realizada em
diversos níveis de capacidade e abrangência, ficando a cargo do consumidor a
91

sua escolha. Contudo, grande parte da população não tem a percepção de que
dispositivos simples e de baixo custo podem constituir uma automação
residencial básica, porém útil, e acessível a muitos. É o que se observa no
excerto a seguir:

Em vigor desde 1.º de janeiro, a lei que promove incentivos e


benefícios tributários à chamada Internet das Coisas (IoT, do
inglês Internet of Things) deve acelerar a automação das
residências no Brasil. Segundo a Associação Brasileira de
Automação Residencial e Predial (Aureside), o uso de
dispositivos de IoT para casas inteligentes deve crescer 20%
até 2023 (AURESIDE, 2021, grifos do autor).

Da reflexão levantada sobre o assunto, emerge uma pergunta que deve ser
respondida: a automação residencial é viável para o cidadão brasileiro comum?
Com essa indagação, deve-se levar em consideração vários aspectos, como: o
que efetivamente é uma residência automatizada; quais as necessidades que
deverão ser atendidas; qual o custo para isso.

Tendo em vista as considerações acima, buscou-se fazer um levantamento e


analisar os dispositivos de automação destinados a residências disponíveis no
mercado, identificando suas funcionalidades e os valores necessários para sua
implantação. Além disso, também se buscou observar as aplicabilidades dos
equipamentos e dispositivos, bem como ampliar o entendimento dos conceitos
por trás de seu funcionamento. Dessa forma, espera-se apresentar o que o
mercado tem a oferecer, fornecendo uma percepção técnica e de investimento
para que uma residência possa ser automatizada em diferentes níveis.

2. REFERENCIAL TEÓRICO

Conforme Pessoa e Spinola (2014), a palavra “automação” vem do latim


automatus, que significa mover-se por si, ou seja, trata-se da realização de
tarefas sem a intervenção humana com equipamentos e dispositivos que
funcionem de forma independente. Os autores também afirmam que esses
equipamentos, na ocorrência de desvios, possuem a capacidade de realizar
correções segundo as condições definidas de operação.
92

O desempenho do equipamento é otimizado por meio de controle automático.


Isso traz benefícios, como a melhoria da qualidade, redução de custos,
substituição de mão de obra e, consequentemente, aumento da produtividade.
Certas atividades não são possíveis sem o uso de um sistema de controle
automático pelo fato da necessidade de atuação em tempos tão curtos que o
ser humano não seria capaz de reagir (PESSOA; SPINOLA, 2014).

Um bom exemplo demonstrado pelos autores Pessoa e Spinola (2014) seria o


freio automático do veículo, também conhecido como sistema ABS (Anti-lock
Braking System). Esse dispositivo funciona de forma a assumir o controle do
freio do automóvel, atuando de maneira a não permitir que a roda trave,
freando e liberando o veículo, o que garante sua aderência junto à pista.

2.1. Automação Residencial

Oliveira e Alves (2019) afirmam que Automação Residencial é um conjunto de


componentes com o objetivo de acionar, movimentar ou monitorar os mais
diversos tipos de cargas e variáveis de um prédio, com a finalidade de
promover segurança, comodidade e eficiência para o usuário geral.

Segundo Aureside (2020), um levantamento feito pela Statista, uma empresa


global especializada em pesquisa de mercado, revelou importantes dados
sobre o mercado de casas inteligentes brasileiras.

Essa pesquisa se baseou em seis subsetores: conforto e iluminação;


entretenimento; controle e conectividade; eletrodomésticos inteligentes;
segurança; e gerenciamento de energia (AURESIDE, 2020).

Dentre os seis setores acima listados, foi constatado que o número de


residências que contam com algum tipo de sistema automatizado saiu de
0,33% a 0,67% em 2017 para 2% a 3,67% em 2020 (AURESIDE, 2020).

2.1.1. Domótica

O termo domótica resulta na junção de duas palavras, a palavra romana


domus, que faz referência à casa, e a palavra robótica, que se refere à
realização de controle automatizado por robôs. Tal expressão resulta na
93

definição de um processo de automatização do ambiente doméstico. Existem


outros termos com relação ao tema além de domótica, como, por exemplo,
Automação Residencial (Home Automation) e Casas Inteligentes (Smart
Houses). Tais termos, por sua vez, se relacionam de forma mais abrangente
atendendo melhor a definição (JUNIOR; FARINELLI, 2019).

A domótica gerencia recursos como iluminação, climatização de ambientes e


segurança. Seu conceito traz possibilidades de criar ambientes inteligentes.
Desse modo, simplificando e melhorando a vida do usuário, trazendo
satisfação, conforto e segurança (CEZAR, 2020).

Com o advento da Automação Residencial, logo foram criadas instituições com


o intuito de regularizar esse segmento, que, por sua vez, estão espalhadas
pela América do Norte, Europa e no Brasil, como se pode observar a seguir:

Existem pelo mundo diversas entidades e instituições


reguladoras da domótica que buscam elaborar um padrão
para fomentar a domótica. Na Europa e Estados Unidos,
como o conceito de domótica já está bem difundido existem
diversas entidades e associações como o European
Installation Bus Association (EIBA) da Europa e o National
Association of Home Builders (NAHB) dos Estados Unidos,
entre outros. No Brasil em fevereiro de 2000 foi registrada a
AURESIDE (Associação Brasileira de Automação
Residencial), que tem como missão divulgar conceitos a
todos os envolvidos no setor, difundir tecnologias, homologar
produtos e serviços, treinar e formar profissionais na área da
domótica (CEZAR, 2020 p. 2, grifo do autor).

2.2. Protocolos

Alguns tipos de redes de comunicação com ou sem fio são regulamentados


pelo Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE). A importância
dessa classificação se faz por conta da ampla gama de redes de comunicação
compostas por dispositivos capazes de trocar informação entre si (JUNIOR;
FARINELLI, 2019).
94

2.2.1. Wi-Fi

Protocolo referente à tecnologia para conexões sem fio que respeitam o


conjunto de normas IEEE 802.11. Atualmente, é o padrão mais utilizado no
mundo para transmissão de dados sem fio. O Wi-Fi opera em faixas de
frequências em que não são necessárias licenças para instalação e/ou
operação. Essa tecnologia permite a implementação de redes que conectam
computadores e outros dispositivos compatíveis que estejam geograficamente
próximos. Esse tipo de rede dispensa a utilização de cabos, uma vez que sua
transmissão de dados se faz por meio de radiofrequência (MARTINS; NEVES,
2020).

Martins e Neves (2020) ainda afirmam que a ampla utilização do Wi-Fi se dá


por conta de sua rápida evolução. A norma IEEE 802.11b seguiu-se das
normas IEEE 802.11a, IEEE 802.11g, IEEE 802.11n. As novas adições
refletiram em velocidades de transmissão mais altas e na eficiência do uso do
espectro. A norma IEEE 802.11b fornece taxas de transmissão de dados de
11Mbps em uma banda de 2.4GHz, já a IEEE 802.11g permite taxas de
transmissão de 54Mbps utilizando a mesma banda. A IEEE 802.11n foi o
padrão que utiliza MIMO, do inglês Multiple Imput Multiple Output (múltiplas
entradas múltiplas saídas), e opera nas bandas 2,4GHz e 5GHz. Essa
funcionalidade de dupla banda torna possível alcançar taxas de até 600Mbps.

Vale salientar que com o advento do Wi-Fi, a instalação de cabeamento


estruturado não é mais uma opção atraente, fato que condiz com a afirmação
de Alves e Mota (2003). Segundo os autores, deverão ser previamente
definidos todos os locais nos quais serão instalados os dispositivos, para que
não seja necessária a passagem de novo cabeamento devido a alguma
mudança, ou ainda a troca de todo o cabeamento caso a tecnologia se torne
obsoleta.

A instalação de uma rede sem fio pode ser muito fácil e rápida pelo motivo da
não necessidade de passar cabeamento por paredes e tetos, além da
vantagem de chegar onde os cabos não chegam, como jardins, piscinas, etc.
(ALVES; MOTA, 2003).
95

2.2.2. Ethernet

Esse protocolo possui a capacidade de atuar com diversos meios de


transmissão. Existem nomenclaturas estabelecidas pela IEEE 802.3, que
especificam sua velocidade, a forma de como o sinal é transmitido e qual o
meio que esse sinal trafega (JUNIOR; FARINELLI, 2019).

O protocolo ethernet possui alguns tipos com características próprias:

• 10Base-5: opera com velocidade de até 10Mb/s e o cabo utilizado é o


coaxial grosso;

• 10Base-2: opera com velocidade de até 10Mb/s e o cabo utilizado é o


coaxial fino;

• 100Base-T e 1000Base-T: operam com velocidades de 100Mb/s e 1Gb/s


respectivamente, sendo os mais encontrados nos computadores atuais,
e o cabo utilizado é o par trançado;

• 10Base-F: opera com velocidade de 10Mb/s, sendo seu meio de


transmissão a fibra óptica, ideal entre edifícios por demandarem um
comprimento maior de cabo e serem propícios para locais com maiores
ruídos (JUNIOR; FARINELLI, 2019).

Foi demonstrado velocidades na ordem de 10Mb/s, porém, atualmente, os


dispositivos que utilizam o protocolo ethernet podem chegar a 10Gb/s, ou seja,
1000 vezes mais rápidos. Tais velocidades são possíveis devido à evolução da
capacidade de processamento dos computadores. E com o aumento do volume
de dados transmitidos, essa demanda se faz necessária (JUNIOR; FARINELLI,
2019).

2.2.3. Bluetooth

Segundo Jesus (2021), o Bluetooth é um padrão de comunicação sem fio que


se destina a conectar diferentes dispositivos fixos, portáteis e móveis. Seus
dados são transferidos a curtas distâncias.
96

As versões 2.0 são Basic Rate e Enhanced Data Rate (BR, EDR), sendo
consideradas mais antigas que o Bluethooth High Speed (HS), que é a versão
3.0, e o Bluethooth Low Energy (BLE), que é a versão 4.0 ou superior. O BLE
opera na banda de 2,4GHz e define 40 canais de radiofrequência. Existem dois
tipos de canais: o de publicidade e o de dados. O de publicidade “descobre”
novos dispositivos, estabelecendo conexão e transmissão de broadcast
(expressão utilizada para transmissão em larga escala), enquanto o de dados é
utilizado para comunicação bidirecional entre dispositivos que estão
conectados (JESUS, 2021).

2.3. Internet das Coisas (IoT)

O termo IoT, do inglês Internet of Things, que em português significa Internet


das Coisas, transmite a ideia de que a internet pode estar presente em tudo.
Com essa ideia por trás do conceito, é dito que todos os equipamentos podem
estar conectados à internet, facilitando a vida dos usuários em sua rotina
(MORAIS, 2018). Uma boa definição de IoT é a que segue:

O conceito de IoT é baseado na ideia de fusão do mundo


real com o mundo digital, fazendo com que os indivíduos
estejam em constante comunicação e interação com outras
pessoas e objetos. A IoT possui funções de reconhecimento
inteligente, localização, rastreamento e gerenciamento dos
diversos dispositivos, trocando informações a todo o
momento (MORAIS, 2018 p. 18).

Existem infinitas aplicações da IoT para residências, como, por exemplo,


termostatos inteligentes que medem a temperatura ambiente para regular um
ar-condicionado ou aquecedor, de forma a condicionar a temperatura ideal.
Além desses dispositivos conectados à internet e com capacidade de
processamento, podem aprender a rotina da família e atuar de forma
totalmente autônoma (SYSTEM ITS, 2017).

Segundo a System ITS (2017), outra possibilidade é a utilização de fechaduras


inteligentes (smart locks) conectadas à internet por Wi-Fi. Dessa maneira,
permitem que trancas sejam controladas remotamente. Esse sistema possui a
capacidade de enviar imagens de visitantes ao smartphone do usuário, que
pode até permitir o acesso à residência, seja de onde estiver.
97

2.4. Assistentes Virtuais

Assistentes virtuais são softwares que se caracterizam por auxiliar as pessoas


em sua rotina, tornando-a mais prática e assertiva, podendo executar um vasto
número de tarefas a pedido do usuário. Esses assistentes, por meio de
informações e preferências identificadas, interagem e auxiliam a pessoa,
reconhecendo suas necessidades diárias. Tal recurso possibilita o
desempenho das mais variadas funções, como instrução, prestação de
assistência e suporte (MARTINS; GUERRA, 2020).

Alexa é um assistente virtual desenvolvido pela Amazon. Utilizando apenas a


voz, o dispositivo permite que o usuário faça perguntas e solicitações. Como
um exemplo, pode-se fazer perguntas sobre o tempo, solicitar a realização de
alguma tarefa, como adição de um item específico à lista de compras ou tocar
uma música da preferência do usuário. Quando um comando é dado à Alexa,
uma gravação do que foi solicitado é enviada à nuvem para que a solicitação
seja processada e atendida (AMAZON, 2021).

A Amazon (2021) afirma que o modo de acesso depende do tipo de dispositivo.


Em aparelhos acionados por viva-voz, como o Amazon Echo, Alexa pode ser
acessada ao falar a palavra de ativação (Alexa, Echo ou Amazon). Em outros
dispositivos, basta pressionar um botão para acessar o assistente.

A Google, outra empresa gigante da internet, também desenvolveu seu próprio


assistente virtual. O Google Home, que por meio do app o usuário poderá
gerenciar, controlar e organizar câmeras, TVs, luzes, entre outros produtos. O
app funciona como um controle remoto compatível com milhares de
dispositivos de casa inteligente de diversas marcas. Na seção “Casa”, pode-se
controlar os alto-falantes, telas e outros dispositivos inteligentes. Utilizando
essa opção, é possível configurar novos dispositivos e organizá-los por
ambiente. Também é possível adicionar mais de uma casa, tocando no nome
correspondente pode-se alternar entre elas (GOOGLE, 2021).

Na seção “Ações Rápidas”, se tem o controle geral da casa, em que cada


botão possui a função de controlar um dispositivo, um serviço, ou um grupo de
dispositivos. Os botões têm funções diferentes dependendo do dispositivo
98

representado e do estado correspondente. Conforme Google (2021), algumas


das ações rápidas são:

• Acender ou apagar luzes: liga ou desliga as luzes inteligentes de cada


ambiente ou de dispositivos desse tipo na residência;

• Mídia: pode-se ver as mídias ativas no ambiente e em qual dispositivo


ela está em exibição, havendo mais de um dispositivo, a mídia poderá
ser transferida de um para outro;

• Ligar para casa: pode-se fazer uma ligação para a residência do usuário
e todos os dispositivos conectados ao Duo tocarão;

• Transmitir: transmitir uma mensagem do app para os alto-falantes com o


Google assistente e Smart Displays;

• Termostato: pode-se abrir os controles dos termostatos inteligentes na


casa;

• Câmeras: possui a opção de ver o feed de vídeo da câmera, podendo-se


alternar a câmera caso haja mais de uma;

• Wi-Fi: faz testes de velocidade, gerenciando as configurações de rede;

• Rotinas: pode-se criar e gerenciar rotinas para os dispositivos


disponíveis.

Outro assistente virtual dentre os mais conhecidos é a Siri, da Apple, que


possui funcionalidades equivalentes às concorrentes. Conhecida por produzir
respostas incomuns, esse dispositivo demonstra ser um grande assistente que
auxilia o usuário nas tarefas diárias. Suas funções são muito parecidas com os
assistentes supracitados, e possui a função de controlar dispositivos
inteligentes por meio de seu HomeKit (MALEK, 2017).

Seja qual for o dispositivo escolhido, sabendo utilizá-lo de maneira correta,


esses assistentes são grandes aliados nas tarefas diárias, contribuindo para a
gestão do tempo e facilitando bastante a o dia a dia do usuário.
99

2.5. Dispositivos Inteligentes

Uma maneira bem simples de automatizar uma residência e ligar praticamente


qualquer aparelho com um smartphone é por meio de smart relés Wi-Fi. O
usuário deve criar uma conta nos servidores do fabricante do dispositivo para
ter acesso e conectar os interruptores ao smartphone. Geralmente o primeiro
acesso ao aplicativo solicita o registro, bastando inserir as informações e criar a
conta (JUNIOR; FARINELLI, 2019).

Segundo Junior e Farinelli (2019), a instalação consiste na conexão de dois fios


em cada lado do dispositivo. Em uma das extremidades, é ligada a fonte de
energia (Input), e, na outra, o aparelho que se deseja acionar ou desativar
remotamente (Output), conforme apresenta a figura a seguir:

Figura 1: Forma de acesso aos interruptores Sonoff por meio da internet.

Fonte: (JUNIOR; FARINELLI, 2019).

Desse modo, pode-se automatizar alguns aparelhos, como máquinas de lavar,


lâmpadas ou cafeteiras, e ter acesso a eles remotamente, como mostra a
ilustração a seguir:

Figura 2: Forma de acesso aos interruptores Sonoff por meio da internet.


100

Fonte: (JUNIOR; FARINELLI, 2019).

3. METODOLOGIA

O referido trabalho tem como característica ser pesquisa de natureza básica.


Sendo assim, se faz a troca de conhecimento por conhecimento. Com relação
à abordagem do problema, sua caracterização é qualitativa. De forma a
proporcionar maior familiaridade com o assunto, o objetivo do estudo se
caracteriza como pesquisa exploratória.

Para o desenvolvimento do trabalho foram seguidas as etapas a seguir:

• Levantamento bibliográfico: levantamento do que foi publicado sobre o


assunto em revistas virtuais, artigos, livros, páginas de internet e
simpósios;

• Seleção do material bibliográfico: após sua leitura, foi feita uma seleção
minuciosa do que será utilizado;

• Coleta e cruzamento dos dados: foram analisados os dados obtidos para


melhor demonstração do assunto abordado, bem como cruzamento de
dados para a certificação da veracidade do que foi pesquisado;

• Consulta de valores: foi consultado em sites especializados em


orçamento para se ter uma estimativa de quanto custa a automatização
de uma residência.
101

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Quando se faz uma reforma, adição de um cômodo, uma área de lazer ou até
mesmo uma piscina, se tem em mente que, para fazer melhorias há um custo.
Mas, por sua vez, dependendo do tipo, pode dispender milhares de reais.
Porém a intervenção de certo trará mais conforto e satisfação. Com a
automação não é diferente, e para obtê-la há um custo, que muitas vezes não
chega ao valor de outros tipos de obras, como afirmam Alves e Mota (2003):

Na realidade, é consensual considerar-se que uma casa


inteligente não é mais dispendiosa do que uma casa
tradicional, levando em conta que o investimento em
tecnologia orça entre 2% e 10% do valor total da casa, sendo
normalmente inferior ao custo da cozinha ou da construção
de uma pequena e simples piscina descoberta (ALVES;
MOTA, 2003, p.13).

Na busca por fornecedores que oferecem orçamentos para automação


residencial, foi constatado um consenso entre os valores apresentados.

Tanto Habitissimo (2021) quanto Bass (2017), empresas especializadas em


automação residencial, levantam uma estimativa de que para se automatizar
uma casa, o custo seria a partir de R$ 6 mil, podendo ultrapassar os R$ 30 mil
dependendo dos sistemas escolhidos. Porém nesse último valor está inclusa
uma completa automação que contempla sistema de segurança, iluminação,
climatização, combate a incêndio, home theater, persianas, eletrodomésticos,
entre outros.

Entretanto, ao se levar em conta que a residência já possui eletrodomésticos, e


que não haja a necessidade de uma casa inteiramente automatizada, os
valores necessários reduzem bastante. Desse modo, uma opção pertinente
seriam kits de automação com valores bem acessíveis.

Como um exemplo, um kit que possui três tipos de módulos, um é responsável


por conectar os outros módulos na rede Wi-Fi, e é considerado o “cérebro”; o
outro é o responsável por automatizar televisões, condicionadores de ar,
sistema de som, persianas elétricas e qualquer dispositivo que possua um
controle remoto que utiliza infravermelho; e, por fim, o módulo que é inserido
102

nos interruptores da casa, que pode ligar e desligar qualquer eletrodoméstico


ou iluminação da residência, podendo controlar até dois circuitos
independentes (HOUSEASY, 2021).

Os valores orçados para um kit como o citado acima, que conta com um
módulo de controle Wi-Fi, dois módulos para controlar qualquer equipamento
que se utiliza de um controle remoto via infravermelho, e quatro módulos
capazes de acionar ou desligar até oito circuitos da residência, custa R$ 539,90
(HOUSEASY, 2021).

Com esse equipamento, pode-se, por exemplo, controlar a iluminação de seis


cômodos, programar o ar-condicionado para ligar 10 minutos antes de se
chegar do trabalho e programar a cafeteira para ligar e passar o café pouco
depois de acordar. Esse é apenas um exemplo simples da variedade de
possibilidades que esse kit pode proporcionar.

Há também módulos similares, constituído de uma placa com oito canais para
comandar oito circuitos por meio do Wi-Fi. Esse tipo de dispositivo pode ser
encontrado por R$ 571,00 (REDGTECH, 2021). No entanto, esse modelo
requer a necessidade da conexão de todos os cabos dos circuitos à placa,
inclusive o cabo de rede. Desse modo, o usuário terá que passar todo o
cabeamento dos circuitos até o local onde será instalada a placa. Há de se
observar que nem sempre o mais caro é o melhor, também deve se levar em
conta a topologia do sistema e a forma de instalação. Em suma, se tudo não for
bem planejado, há o risco de o sistema sair mais caro do que deveria.

Há também a possibilidade da aquisição de alguns componentes


separadamente. Por exemplo, os relés inteligentes, que podem ser
encontrados por R$ 48,00 cada. Dessa forma, compra-se a quantidade
desejada para que a automação possa ser realizada aos poucos.

Outro dispositivo interessante e de fácil acesso são as tomadas inteligentes.


Elas, por sua vez, são tomadas conectadas ao Wi-Fi, que, como os relés
inteligentes, têm a capacidade de acionar ou desligar qualquer aparelho
plugado seja por comando de voz ou pelo celular. Além disso, podem monitorar
seu o consumo de energia em tempo real, sendo de fácil instalação, em que
103

basta plugá-lo em uma tomada comum (NOVADIGITAL, 2021). Esse tipo de


tomada pode ser encontrada facilmente no comércio eletrônico ao valor de R$
78,99 cada (MERCADO LIVRE, 2021).

5. CONSIDERAÇÕES FINAIS / CONCLUSÕES

Uma casa confortável pode ser considerada o desejo de consumo de quase


todo ser humano. A Automação Residencial está diretamente atrelada ao
conforto, ou seja, quanto mais automatizada a residência, mais confortável ela
será.

Como foi mostrado, pôde-se constatar que a pessoa tem a opção de


automatizar sua residência em diversos níveis, e o grau de satisfação, por se
tratar de um sentimento individual, torna esse conceito um tanto subjetivo.

Levando-se em consideração o poder aquisitivo da classe média, que


representa parte significativa da população brasileira, estima-se que a
automação residencial poderia estar presente na maioria dos lares. Não a
automação em seu maior nível, mas a que atende aos anseios mínimos por
meio dos kits apresentados, ou até mesmo um ou dois dispositivos adquiridos
individualmente.

Desse modo, com o tempo, pode-se automatizar uma residência aos poucos,
da mesma forma com que se dispõe de fazer uma obra, a qual vai se
desenvolvendo com o tempo até chegar ao resultado pretendido. Chegando a
concluir que automatizar uma residência depende mais de vontade do que de
condição financeira.

REFERÊNCIAS

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p.
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<https://www.amazon.com.br/gp/help/customer/display.html?nodeId=201602230#nav-
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AURESIDE, Casa “inteligente” é cada vez mais realidade. Aureside, 2021. Disponível
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