OS
PORQUÊS
@PAIXAONILCEIA
Por que 1. Em interrogações diretas, nas quais o que equivale a
qual motivo.
(separado e – Por que regressamos? (Por qual motivo regressamos?)
– Por que não vieram os computadores? (Por qual
sem acento)
motivo não vieram?)
2. Em interrogações indiretas, nas quais o que equivale
a qual razão ou qual motivo.
– Perguntei-lhe por que faltara à aula. (por qual
É usado em quatro casos: motivo)
– Não sabemos por que ele faleceu. (por qual razão)
Por que
3. Quando for equivalente a pelo qual, pela qual,
pelos quais e pelas quais.
(separado e
– Ignoro o motivo por que ele se demitiu. (pelo qual)
– Eis as causas por que não venceremos. (pelas quais)
sem acento)
– Estranhei a forma por que o estudante reagiu.
(pela qual)
4. Quando for equivalente a motivo pelo qual ou razão pela
É usado em quatro casos: qual.
– Não há por que chorar. (motivo pelo qual)
– Viajamos sem roteiro: eis por que nos atrasamos.
(a razão pela qual))
Por quê
1. Como pronome interrogativo, quando colocado
no fim de oração.
(separado e
– Não gostaste do almoço por quê?
– O arquiteto não concordou, e nós perguntamos
por quê.
– Não sei por quê, mas ela estava sorrindo feito com acento)
uma boba.
2. Quando isolado, numa frase interrogativa. É usado em dois casos:
– Por quê?
1. Como conjunção coordenativa explicativa, quando
equivale a pois, porquanto, uma vez que.
Porque – Compre agora, porque há poucas peças.
– Não chore, porque os olhos ficam vermelhos.
(em uma só – Convém agir com inteligência e discrição, porque as
palavra, sem
pessoas envolvidas são muito desconfiadas.
acento) 2. Como conjunção subordinativa causal, substituível
por pela causa, razão de que ou pelo fato, motivo
É usado nos seguintes casos: de que.
– Não fui a Santos porque estava acamado.
– Você não ganhou porque se antecipou.
– O governador vetou porque tinha razões políticas.
Porque
(em uma só 3. Como conjunção subordinativa final, em orações
com verbo no subjuntivo, equivalente a para que.
palavra, sem – Virá ali o Samorim, porque em pessoa veja a
batalha.
acento) – Mas não julgamos, porque não venhamos a ser
julgados..
É usado nos seguintes casos:
1. Como substantivo, com o sentido de causa, Porquê
razão ou motivo, admitindo pluralização (porquês).
– Ninguém atinava com o porquê daquela
(em uma só
afirmação.
– Os jovens querem saber o porquê de tudo.
palavra, com
– Procuremos respostas aos nossos porquês.
– É uma criança cheia de porquês.
acento)
É usado no seguinte caso
CASOS
ORTOGRÁFICOS
ESPECIAIS
Uso de “HÁ” (verbo) e “A” (preposição)
na indicação de tempo
USA-SE HÁ QUANDO É POSSÍVEL FAZER A SUBSTITUIÇÃO POR
FAZ.
– Há tempos não vejo Cristina. (Há = faz)
– Cobramos a nota promissória há 30 dias. (há = faz)
– Há muito não viajo. (Há = faz)
– Há muito venho insistindo nisso. (Há = faz)
Nos dois últimos exemplos, como se percebe, a palavra
“tempo” vem subentendida.
Uso de “HÁ” (verbo) e “A” (preposição)
na indicação de tempo
USA-SE A EM TODOS OS DEMAIS CASOS, OU SEJA, QUANDO
A REFERIDA SUBSTITUIÇÃO NÃO É POSSÍVEL.
- Daqui a pouco serão dez horas.
– O meu marido chegará daqui a três dias.
– O Cruzeiro marcou o seu gol a dois minutos do final do jogo.
– Cobramos a nota promissória a 30 dias do seu vencimento.
Uso de “se não” (em duas palavras) e
“senão” (em uma só palavra)
Se não (em duas palavras) é uma conjunção subordinativa condicional,
seguida por um advérbio de negação. Nesse caso, é possível substituir a
expressão por caso não ou, então, por ou.
– Se não vierem todos, como será? (Se não = Caso não venham)
– Todo artigo precede o substantivo. Se não, vejamos: a xérox, o guaraná,
etc. (Se não = Caso não seja assim)
– Marcos é rico, se não riquíssimo. (se não = ou)
– Deu dois milhões a cada filho, se não mais. (se não = ou)
Nos dois últimos exemplos, o verbo da segunda oração fica subentendido.
Podemos dizer que ainda, nesse caso, se não equivale a caso não.
Uso de “se não” (em duas palavras) e
“senão” (em uma só palavra)
Senão (em uma só palavra) pode ser uma conjunção – caso em que equivale a “de outro modo”, “do
contrário”, “mas sim”, “mas”, “porém”; uma preposição – caso em que significa “exceto”, “salvo”, “a
não ser”; ou um substantivo – caso em que tem como sinônimos “defeito”, “erro”, “mácula”. Sendo
assim, deve-se usar senão (em uma só palavra) em
todos esses casos.
– Tomara que chova, senão estaremos arruinados. (senão = do contrário)
– Não grite, senão você apanha! (senão = do contrário)
– Não fiz isso com a intenção de magoá-lo, senão de adverti-lo. (senão = mas sim)
– Elisa não diz duas palavras senão cometa dois erros. (senão = sem que)
– Marisa jamais amou outra pessoa, senão a mim. (senão = exceto)
– De minha parte, não há nenhum senão. (senão=defeito)
Uso de “onde” e “aonde”
Onde se usa com qualquer tipo de verbo, menos com os dinâmicos, isto é, os que
indicam movimento, deslocamento físico de um lugar para outro. Só pode ser usado
como relativo a lugar físico (quando não for relativo a lugar, deve-se usar em que)
– Você está onde?
– Onde você mora?
– Onde vocês me viram ontem?
– Ninguém quer estar onde você sempre está.
Uso de “onde” e “aonde”
Aonde é combinação da preposição a + onde e tem
classificação diversa, conforme sua utilização na frase. Usa-se
com verbos dinâmicos e com nomes derivados desses verbos.
– Você vai aonde?
– Os seguranças acompanharam sua ida aonde?
– Ninguém quer voltar aonde eles estão.
– Chegamos aonde eles estavam.
Uso de “onde” e “aonde”
• Os verbos entrar e buscar, embora deem ideia de movimento, não se usam
com a preposição a: daí o fato de rejeitarem a combinação aonde.
• O uso de aonde implica a não existência de qualquer outra preposição
antes de tal combinação. Assim, usamos, ainda que o verbo seja dinâmico:
Para onde você vai?, Por onde vocês vieram? , De onde chegou ela?
• Usa-se corretamente até onde ou até aonde, com verbos dinâmicos: Até
onde foram vocês?, Até aonde foram vocês?
Uso de “mau” e “mal”
Mau é um adjetivo, antônimo de bom. Usa-se como uma qualificação.
– O mau tempo acabou com a temporada.
– Vivia maus momentos, por isso andava irritada.
Uso de “mau” e “mal”
Mal pode ser usado:
1. Como conjunção temporal, equivalente a assim que, logo que, quando.
– Mal começou a andar, já brincava pela casa inteira.
– Mal foi eleito, começou a adotar medidas impopulares.
2. Como advérbio de modo, antônimo de bem.
– Os atores atuaram muito mal no espetáculo.
– Cuidado com ela: sempre está mal-humorada.
3. Como substantivo, podendo estar precedido de artigo ou pronome e ser usado no plural.
– Um mal terrível abateu-se sobre este país!
– Há males que vêm para bem.
Uso de “cessão”, “sessão”, “secção” e “seção”
Cessão significa “ceder”, “conceder”, “oferecer”, “dar”
– Fizeram a cessão de todos os bens ao chefe da casa.
– Finalmente o governo resolveu fazer a cessão dos
prédios aos menores.
Uso de “cessão”, “sessão”, “secção” e “seção”
Sessão significa “intervalo de duração”.
– A Câmara dos Deputados reuniu-se em sessão extraordinária.
– Última sessão de cinema
Uso de “cessão”, “sessão”, “secção” e “seção”
Secção ou seção significa “parte”, “segmento”, “subdivisão”.
– Você já leu a seção de economia?
– Dirija-se à seção de cobrança.
– Ninguém atende na seção de informações.
Uso de “mas” e “mais”
Mas é uma conjunção coordenativa adversativa, equivale a entretanto, porém,
contudo (dá ideia de oposição).
– Sabíamos de tudo, mas não queríamos falar.
– Todos nós queríamos muito viajar, mas não tínhamos
dinheiro.
Uso de “a par” e “ao par”
A par tem o sentido de “bem informado”, “ciente”.
– Mantenha-me a par de tudo o que acontecer.
– É muito importante manter-se a par das decisões parlamentares.
Ao par é uma expressão usada para indicar relação de equivalência ou
igualdade entre valores financeiros (geralmente em operações cambiais).
– As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente ao par.
Uso de “ao encontro de” e “de encontro a”
Ao encontro de significa “ser favorável a”, “aproximar-se”.
Observe os exemplos:
– Ainda bem que sua opinião veio ao encontro da minha.
Podemos, assim, unir nossas reivindicações.
– Quando a viu, foi rapidamente ao seu encontro e a abraçou afetuosamente.
Uso de “ao encontro de” e “de encontro a”
De encontro a significa “oposição”, “choque”, “colisão”.
Veja:
– Como você queria que o ajudasse se as suas opiniões sempre vieram de
encontro às minhas?
– O caminhão foi de encontro ao muro. Ninguém se machucou, mas os prejuízos
foram grandes.
Uso de “na medida em que” e “à medida que”
Na medida em que exprime relação de causa e equivale a “porque”, “já que”,
“uma vez que”, “tendo em vista que”.
– Na medida em que não há como provar sua inocência, é melhor fazer um acordo
com a vítima.
– Esses procedimentos são válidos, na medida em que atendem a todas as
recomendações da banca.
Uso de “na medida em que” e “à medida que”
À medida que indica proporção, desenvolvimento simultâneo e gradual.
Equivale a à proporção que.
– Os verdadeiros motivos da renúncia foram ficando claros à medida que as
investigações iam obtendo resultados.
– A ansiedade aumentava à medida que o prazo fixado ia chegando ao fim.