Alfa Con
Alfa Con
FONOLOGIA
• Trissílaba: 3 sílabas.
1 FONOLOGIA Por exemplo: palhaço (pa-lha-ço).
Para escrever corretamente, dentro das normas aplicadas pela gra- • Polissílaba: 4 ou mais sílabas.
mática, é preciso estudar o menor elemento sonoro de uma palavra: o Por exemplo: dignidade (dig-ni-da-de,), particularmente
fonema. A fonologia, então, é o estudo feito dos fonemas. (par-ti-cu-lar-men-te).
Os fonemas podem ser classificados em vogais, semivogais e Pela tonicidade, ou seja, pela força com que a sílaba é falada e sua
consoantes. Esta qualificação ocorre de acordo com a forma como posição na palavra:
o ar passa pela boca e/ou nariz e como as cordas vocais vibram para • Oxítona: a última sílaba é a tônica.
produzir o som deles. • Paroxítona: a penúltima sílaba é a tônica.
Cuidado para não confundir fonema com letra! A letra é a repre- • Proparoxítona: a antepenúltima sílaba é a tônica.
sentação gráfica do fonema. Uma palavra pode ter quantidades dife-
A identificação da posição da sílaba tônica de uma palavra é feita
rentes de letras e fonemas.
de trás para frente. Desta forma, uma palavra oxítona possui como
Por exemplo: sílaba tônica a sílaba final da palavra.
Manhã: 5 letras Para realizar uma correta divisão silábica, é preciso ficar atento
m/ /a/ /nh/ /ã/: 4 fonemas às regras.
• Vogais: existem vogais nasais, quando ocorre o movimento do • Não separe ditongos e tritongos.
ar saindo pela boca e pelo nariz. Tais vogais acompanham as Por exemplo: sau-da-de, sa-guão.
letras m e n, ou também podem estar marcadas pelo til (~). No • Não separe os dígrafos CH, LH, NH, GU, QU.
caso das vogais orais, o som passa apenas pela boca.
Por exemplo: ca-cho, a-be-lha, ga-li-nha, Gui-lher-me,
Por exemplo: que-ri-do.
Mãe, lindo, tromba → vogais nasais • Não separe encontros consonantais que iniciam sílaba.
Flor, calor, festa → vogais orais Por exemplo: psi-có-lo-go, a-glu-ti-nar.
• Semivogais: os fonemas /i/ e /u/ acompanhados por uma vogal • Separe as vogais que formam um hiato.
na mesma sílaba da palavra constituem as semivogais. O som Por exemplo: pa-ra-í-so, sa-ú-de.
das semivogais é mais fraco do que o das vogais. • Separe os dígrafos RR, SS, SC, SÇ, XC.
Por exemplo: automóvel, história. Por exemplo: bar-ri-ga, as-sa-do, pis-ci-na, cres-ço,
• Consoantes: quando o ar que sai pela boca sofre uma quebra ex-ce-der.
formada por uma barreira como a língua, os lábios ou os dentes. • Separe as consoantes que estejam em sílabas diferentes.
São elas: b, c, d, f, g, j, k, l, lh, m, n, nh, p, rr, r, s, t, v, ch, z. Por exemplo: ad-jun-to, subs-tan-ti-vo, prag-má-ti-co.
Lembre-se de que estamos tratando de fonemas, e não de letras.
Por isso, os dígrafos também são citados como consoantes: os dígrafos
são os encontros de duas consoantes, também chamados de encontros
consonantais.
O encontro de dois sons vocálicos, ou seja, vogais ou semivogais,
chama-se encontro vocálico. Eles são divididos em: ditongo, tritongo
e hiato.
• Ditongo: na mesma sílaba, estão uma vogal e uma semivogal.
Por exemplo: pai (A → vogal, I → semivogal).
• Tritongo: na mesma sílaba, estão juntas uma semivogal, uma
vogal e outra semivogal.
Por exemplo: Uruguai (U → semivogal, A → vogal, I
→ semivogal).
• Hiato: são duas vogais juntas na mesma palavra, mas em sílabas
diferentes.
Por exemplo: juíza (ju-í-za).
20
LÍNGUA PORTUGUESA
L
2 ACENTUAÇÃO GRÁFICA 2.3.5 Acentuação dos hiatos P
Acentuam-se os hiatos quando forem formados pelas letras I ou O
Antes de começar o estudo, é importante que você entenda quais R
U, sozinhas ou seguidas de S:
são os padrões de tonicidade da Língua Portuguesa e quais são os
encontros vocálicos presentes na Língua. Assim, fica mais fácil enten- • Por exemplo: saúva, baú, balaústre, país.
der quais são as regras e como elas surgem. Exceções:
• Seguidas de NH: tainha.
2.1 Padrões de tonicidade • Paroxítonas antecedidas de ditongo: feiura.
• Palavras oxítonas: última sílaba tônica (so-fá, ca-fé, ji-ló). • Com o I duplicado: xiita.
• Palavras paroxítonas: penúltima sílaba tônica (fer-ru-gem,
a-du-bo, sa-ú-de). 2.3.6 Ditongos abertos
• Palavras proparoxítonas: antepenúltima sílaba tônica (â-ni-mo, Serão acentuados os ditongos abertos ÉU, ÉI e ÓI, com ou sem
ví-ti-ma, ó-ti-mo). S, quando forem oxítonos ou monossílabos.
• Por exemplo: chapéu, réu, tonéis, herói, pastéis, hotéis, lençóis
2.2 Encontros vocálicos etc.
• Hiato: encontro vocálico que se separa (pi-a-no, sa-ú-de). Com a reforma ortográfica, caiu o acento do ditongo aberto em
• Ditongo: encontro vocálico que permanece unido na sílaba posição de paroxítona.
(cha-péu, to-néis). • Por exemplo: ideia, onomatopeia, jiboia, paranoia, heroico etc.
• Tritongo: encontro vocálico que permanece unido na sílaba
(sa-guão, U-ru-guai). 2.3.7 Formas verbais com hífen
Para saber se há acento em uma forma verbal com hífen, deve-se
2.3 Regras gerais analisar o padrão de tonicidade de cada bloco da palavra:
• Ajudá-lo (oxítona terminada em “a” → monossílabo átono).
2.3.1 Quanto às proparoxítonas
• Contar-lhe (oxítona terminada em “r” → monossílabo átono).
Acentuam-se todas as palavras proparoxítonas:
• Convidá-la-íamos (oxítona terminada em “a” → proparoxítona).
• Por exemplo: ví-ti-ma, â-ni-mo, hi-per-bó-li-co.
21
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
22
LÍNGUA PORTUGUESA
L
3.3.2 Compostos com palavras iguais 3.4.2 Casos particulares P
Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase O
Prefixos SUB- e SOB- R
iguais, sem elementos de ligação.
Com os prefixos SUB- e SOB-, usa-se o hífen também diante de
• Por exemplo: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-
palavra iniciada por R.
-taque, cri-cri, glu-glu, rom-rom, pingue-pongue, zigue-zague,
esconde-esconde, pega-pega, corre-corre. • Por exemplo: sub-região, sub-reitor, sub-regional, sob-roda.
23
ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA
‘Combinação ocasional
Usa-se o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadea-
mentos vocabulares.
• Por exemplo: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
Hífen e translineação’
Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido
na linha seguinte.
• Por exemplo: O diretor foi receber os ex-
-alunos.
H/M/N/VOGAL
Circum-, pan- Exemplos: circum-meridiano, circum-navegação, circum-oral, pan-americano, pan-mágico,
pan-negritude.
H/R
Hiper-, inter-, super-
Exemplos: hiper-hidrose, hiper-raivoso, inter-humano, inter-racial, super-homem, super-resistente.
B /H/R
Exemplos: sub-bloco, sub-hepático,
Sub-
sub-humano, sub-região.
Obs.: “subumano” e “subepático” também são aceitas.
24
LÍNGUA PORTUGUESA
L
Não se utilizará o hífen:
P
• Em palavras iniciadas pelo prefixo CO-. O
• Por exemplo: Coadministrar, coautor, coexistência, R
cooptar, coerdeiro corresponsável, cosseno.
• Em palavras iniciadas pelos prefixos DES- ou IN- seguidos de
elementos sem o “h” inicial.
• Por exemplo: desarmonia, desumano, desumidificar,
inábil, inumano etc.
• Com a palavra não.
• Por exemplo: Não violência, não agressão, não
comparecimento.
• Em palavras que possuem os elementos BI, TRI, TETRA,
PENTA, HEXA etc.
• Por exemplo: bicampeão, bimensal, bimestral, bienal,
tridimensional, trimestral, triênio, tetracampeão, tetra-
plégico, pentacampeão, pentágono etc.
• Em relação ao prefixo HIDRO-, em alguns casos pode haver
duas formas de grafia.
• Por exemplo: hidroelétrica e hidrelétrica.
• No caso do elemento SOCIO, o hífen será utilizado apenas
quando houver função de substantivo (= de associado).
• Por exemplo: sócio-gerente / socioeconômico.
25
MATEMÁTICA
CONJUNTOS
Conjunto universo: em inúmeras situações é importante estabele-
1 CONJUNTOS cer o conjunto U ao qual pertencem os elementos de todos os conjuntos
considerados. Esse conjunto é chamado de conjunto universo. Assim:
1.1 Definição ▪ Quando se estuda as letras, o conjunto universo das letras é o
Os conjuntos numéricos são advindos da necessidade de contar ou alfabeto.
quantificar as coisas ou os objetos, adquirindo características próprias ▪ Quando se estuda a população humana, o conjunto universo é
que os diferem. Os componentes de um conjunto são chamados de ele- constituído de todos os seres humanos.
mentos. Costuma-se representar um conjunto nomeando os elementos Para descrever um conjunto A por meio de uma propriedade carac-
um a um, colocando-os entre chaves e separando-os por vírgula,o que terística p de seus elementos, deve-se mencionar, de modo explícito ou
chamamos de representação por extensão. Para nomear um conjunto, não, o conjunto universo U no qual se está trabalhando.
usa-se geralmente uma letra maiúscula. A = {x ∈ R | x>2}, onde U = R → forma explícita.
A = {1,2,3,4,5} → conjunto finito A = {x | x > 2} → forma implícita.
diagramas.
Fique ligado Deve-se notar que A = {-1, 0, 1, 4, 8} e B = {-1, 8}, ou seja, todos
os elementos de B também são elementos do conjunto A.
Quando é dada uma característica dos elementos de um
conjunto, diz-se que ele está representado por compreensão. ▪ Os símbolos ⊂ (contido), ⊃ (contém), ⊄ (não está contido) e ⊅
A = {x | x é um múltiplo de dois maior que zero} (não contém) são utilizados para relacionar conjuntos.
Nesse caso, diz-se que B está contido em A ou B é subconjunto
▷ Representação em chaves de A (B ⊂ A). Pode-se dizer também que A contém B (A ⊃ B).
Conjunto dos estados brasileiros que fazem fronteira com o Observações:
Paraguai: ▪ Se A ⊂ B e B ⊂ A , então A = B.
B = {Paraná, Mato Grosso do Sul}.
▪ Para todo conjunto A, tem-se A ⊂ A.
▷ Representação em diagramas
▪ Para todo conjunto A, tem-se ∅ ⊂ A, onde ∅ representa o con-
Conjunto das cores da bandeira do Brasil: junto vazio.
D ▪ Todo conjunto é subconjunto de si próprio (D ⊂ D).
Verde ▪ O conjunto vazio é subconjunto de qualquer conjunto (Ø ⊂ D).
Amarelo
▪ Se um conjunto A possui p elementos, então ele possui 2p
Azul
subconjuntos.
Branco
▪ O conjunto formado por todos os subconjuntos de um conjunto
A, é denominado conjunto das partes de A. Assim, se A = {4, 7},
o conjunto das partes de A, é dado por {Ø, {4}, {7}, {4, 7}}.
1.1.2 Elementos e relação de pertinência 1.3 Operações com conjuntos
Quando um elemento está em um conjunto, dizemos que ele per-
União de conjuntos: a união de dois conjuntos quaisquer será
tence a esse conjunto. A relação de pertinência é representada pelo
representada por A ∪ B e terá os elementos que pertencem a A ou a B,
símbolo ∈ (pertence).
ou seja, todos os elementos.
Conjunto dos algarismos pares: G = {2, 4, 6, 8, 0}.
Observe que:
4∈G
7∉G
100
MATEMÁTICA
Interseção de conjuntos: a interseção de dois conjuntos quaisquer
será representada por A ∩ B. Os elementos que fazem parte do con-
junto interseção são os elementos comuns aos dois conjuntos.
A ∩ B
n (A ∩ B) = 0
A - B
Cp(A)
101
CONJUNTOS NUMÉRICOS
Comutativa: ordem dos fatores não altera o produto.
2 CONJUNTOS NUMÉRICOS 3 ⋅ 4 = 4 ⋅ 3 = 12
Os números surgiram da necessidade de contar ou quantificar Associativa: o ajuntamento dos fatores não altera o resultado.
coisas ou objetos. Com o passar do tempo, foram adquirindo carac- 2 ⋅ (3 ⋅ 4) = (2 ⋅ 3) ⋅ 4 = 24
terísticas próprias.
Distributiva: um fator em evidência multiplica todas as parcelas
2.1 Números naturais dentro dos parênteses.
É o primeiro dos conjuntos numéricos. Representado pelo símbolo 2 ⋅ (3 + 4) = (2 ⋅ 3) + (2 ⋅ 4) = 6 + 8 = 14
ℕ e formado pelos seguintes elementos:
ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, ... + ∞} Fique ligado
O símbolo ∞ significa infinito, o + quer dizer positivo, então +∞ Na multiplicação existe jogo de sinais. Veja a seguir:
quer dizer infinito positivo.
Parcela Parcela Produto
2.2 Números inteiros
+ + +
Esse conjunto surgiu da necessidade de alguns cálculos não pos-
suírem resultados, pois esses resultados eram negativos. Representado + - -
pelo símbolo ℤ e formado pelos seguintes elementos:
- + -
ℤ = {- ∞, ..., -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, ..., + ∞}
- - +
2.2.1 Operações e propriedades
dos números naturais e inteiros 2 ⋅ (-3) = -6
As principais operações com os números naturais e inteiros são: -3 ⋅ (-7) = 21
adição, subtração, multiplicação, divisão, potenciação e radiciação (as
quatro primeiras são também chamadas operações fundamentais).
Divisão
Adição É o inverso da multiplicação. Os sinais que indicam a divisão
Na adição, a soma dos termos ou das parcelas resulta naquilo que são: ÷, :, /.
se chama total. 14 ÷ 7 = 2
2+2=4 25 : 5 = 5
As propriedades da adição são: 36/12 = 3
▪ Elemento neutro: qualquer número somado ao zero tem como
total o próprio número. Fique ligado
2+0=2 Por ser o inverso da multiplicação, a divisão também possui o
▪ Comutativa: a ordem dos termos não altera o total. jogo de sinal.
2+3=3+2=5
▪ Associativa: o ajuntamento de parcelas não altera o total.
2.3 Números racionais
(2 + 3) + 5 = 2 + (3 + 5) = 10
Os números racionais são os números que podem ser escritos na
Subtração forma de fração, são representados pela letra ℚ e podem ser escritos
Operação contrária à adição é conhecida como diferença. em forma de frações.
Os termos ou parcelas da subtração, assim como o total, têm nomes a
ℚ = (com b diferente de zero → b ≠ 0); em que a é o nume-
próprios: b
rador e b é o denominador.
M – N = P; em que M = minuendo, N = subtraendo e P = dife-
Pertencem também a este conjunto as dízimas periódicas (núme-
rença ou resto.
7–2=5 ros que apresentam uma série infinita de algarismos decimais, após a
vírgula) e os números decimais (aqueles que são escritos com a vírgula
Quando o subtraendo for maior que o minuendo, a diferença será
negativa. e cujo denominador são potências de 10).
Toda fração cujo numerador é menor que o denominador é cha-
Multiplicação mada de fração própria.
É a soma de uma quantidade de parcelas fixas. O resultado da
multiplicação chama-se produto. Os sinais que indicam a multipli- 2.3.1 Operações com números racionais
cação são o × e o ⋅.
Adição e subtração
4 × 7 = 7 + 7 + 7 + 7 = 28
Para somar frações deve estar atento se os denominadores das
7 ⋅ 4 = 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 + 4 = 28
frações são os mesmos. Caso sejam iguais, basta repetir o denominador
As propriedades da multiplicação são:
e somar (ou subtrair) os numeradores, porém se os denominadores
Elemento neutro: qualquer número multiplicado por 1 terá como
forem diferentes é preciso fazer o MMC (mínimo múltiplo comum)
produto o próprio número.
dos denominadores, constituindo novas frações equivalentes às frações
5⋅1=5
originais e proceder com o cálculo.
102
MATEMÁTICA
Propriedades das raízes:
2 4 6 n m n
+ = √a = (√am) = am/n
7 7 7 n m⋅n
√a = √a
m
2 4 10 12 22 √am = a = am/m = a1 = a
+ = + = Racionalização: se uma fração tem em seu denominador um radi-
3 5 15 15 15
cal, faz-se o seguinte:
Multiplicação
1 1 √a √a √a
Multiplicar numerador com numerador e denominador com deno- = ⋅ = =
√a √a √a √a 2
a
minador das frações.
3
⋅
5
=
15 2.3.2 Transformação de dízima M
A
4 7 28 periódica em fração T
Para transformar dízimas periódicas em fração, é preciso atentar-se
Divisão E
para algumas situações:
Para dividir frações, multiplicar a primeira fração com o inverso
▪ Verifique se depois da vírgula só há a parte periódica, ou se há
da segunda fração.
uma parte não periódica e uma periódica.
2 4 2 5 10 5 ▪ Observe quantas são as casas periódicas e, caso haja, as não periódi-
÷ = ⋅ = = cas. Lembre-se sempre que essa observação só será para os núme-
3 5 3 4 12 6
ros que estão depois da vírgula.
(Simplificado por 2)
▪ Em relação à fração, o denominador será tantos 9 quantos forem as
Toda vez, que for possível, deve simplificar a fração até sua fração casas do período, seguido de tantos 0 quantos forem as casas não
irredutível (aquela que não pode mais ser simplificada). periódicas (caso haja e depois da vírgula). Já o numerador será o
número sem a vírgula até o primeiro período menos toda a parte
Potenciação
não periódica (caso haja).
Se a multiplicação é a soma de uma quantidade de parcelas fixas,
6
a potenciação é a multiplicação de uma quantidade de fatores fixos, tal 0,6666... =
quantidade indicada no expoente que acompanha a base da potência. 9
A potenciação é expressa por: a , cujo a é a base da potência e o
n 36
0,36363636... =
n é o expoente. 99
43 = 4 ⋅ 4 ⋅ 4 = 64
123 – 12 111
0,123333... = =
Propriedades das potências: 900 900
a0 = 1
30 = 1 28 – 2 26
2,8888... = =
a =a
1 9 9
51 = 5
a-n = 1/an 3754 – 37 3717
3,754545454... = =
2-3 = 1/23 = 1/8 990 990
am ⋅ an = a(m + n)
32 ⋅ 33 = 3(2 + 3) = 35 = 243 2.3.3 Transformação de número
a :a =a
m n (m - n) decimal em fração
45 : 43 = 4(5 – 3) = 42 = 16 Para transformar número decimal em fração, basta contar quantas
(am)n = am ⋅ n casas existem depois da vírgula; então o denominador da fração será o
(22)4 = 22 ⋅ 4 = 28 = 256 número 1 acompanhado de tantos zeros quantos forem o número de
am/n = √am
n casas, já o numerador será o número sem a vírgula.
3
72/3 = √72 3
0,3 =
mn
Não confunda: (a ) ≠ a m n
10
Não confunda também: (-a)n ≠ -an. 245
2,45 =
Radiciação 100
É a expressão da potenciação com expoente fracionário. 49586
n
A representação genérica da radiciação é: √a; cujo n é o índice da 49,586 =
1000
raiz, o a é o radicando e √ é o radical.
Quando o índice da raiz for o 2 ele não precisa aparecer e essa raiz
será uma raiz quadrada.
103
CONJUNTOS NUMÉRICOS
N Z Q I 2≤x<5:
0 2 5
104
MATEMÁTICA
não comuns, elevados aos maiores expoentes. Já o MDC será apenas
2.11 Expressões numéricas
os fatores comuns a todos os números elevados aos menores expoentes.
Para resolver expressões numéricas, deve-se seguir a ordem:
6=2⋅3
18 = 2 ⋅ 3 ⋅ 3 = 2 ⋅ 32 ▪ Resolva os parênteses ( ), depois os colchetes [ ], depois as chaves
{ }, sempre nessa ordem.
35 = 5 ⋅ 7
144 = 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 3 ⋅ 3 = 24 ⋅ 32 ▪ Dentre as operações, resolva primeiro as potenciações e raízes (o
que vier primeiro), depois as multiplicações e divisões (o que vier
225 = 3 ⋅ 3 ⋅ 5 ⋅ 5 = 32 ⋅ 52
primeiro) e, por último, as somas e subtrações (o que vier primeiro).
490 = 2 ⋅ 5 ⋅ 7 ⋅ 7 = 2 ⋅ 5 ⋅ 72
Calcule o valor da expressão:
640 = 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 2 ⋅ 5 = 27 ⋅ 5
8 – {5 – [10 – (7 – 3 ⋅ 2)] ÷ 3}
MMC de 18 e 225 = 2 ⋅ 32 ⋅ 52 = 2 ⋅ 9 ⋅ 25 = 450
8 – {5 – [10 – (7 – 6)] ÷ 3}
MDC de 225 e 490 = 5
8 – {5 – [10 – (1)] ÷ 3} M
Para saber a quantidade de divisores de um número basta, depois A
8 – {5 – [9] ÷ 3}
da decomposição do número, pegar os expoentes dos fatores primos, T
8 – {5 – 3}
somar +1 e multiplicar os valores obtidos. E
8 – {2}
225 = 32 ⋅ 52 = 32+1 ⋅ 52+1 = 3 ⋅ 3 = 9
6
Nº de divisores = (2 + 1) ⋅ (2 + 1) = 3 ⋅ 3 = 9 divisores. Que são: 1,
3, 5, 9, 15, 25, 45, 75, 225.
2.10 Divisibilidade
As regras de divisibilidade servem para facilitar a resolução de
contas, para ajudar a descobrir se um número é ou não divisível por
outro. Veja algumas dessas regras.
Divisibilidade por 2: para um número ser divisível por 2, ele tem
de ser par.
14 é divisível por 2.
17 não é divisível por 2.
Divisibilidade por 3: para um número ser divisível por 3, a soma
dos seus algarismos tem de ser divisível por 3.
174 é divisível por 3, pois 1 + 7 + 4 = 12.
188 não é divisível por 3, pois 1 + 8 + 8 = 17.
Divisibilidade por 4: para um número ser divisível por 4, ele tem
de terminar em 00 ou os seus dois últimos números devem ser múl-
tiplos de 4.
300 é divisível por 4.
532 é divisível por 4.
766 não é divisível por 4.
Divisibilidade por 5: para um número ser divisível por 5, ele deve
terminar em 0 ou em 5.
35 é divisível por 5.
370 é divisível por 5.
548 não é divisível por 5.
Divisibilidade por 6: para um número ser divisível por 6, ele deve
ser divisível por 2 e por 3 ao mesmo tempo.
78 é divisível por 6.
576 é divisível por 6.
652 não é divisível por 6.
Divisibilidade por 9: para um número ser divisível por 9, a soma
dos seus algarismos deve ser divisível por 9.
75 é não divisível por 9.
684 é divisível por 9.
Divisibilidade por 10: para um número ser divisível por 10, ele
tem de terminar em 0.
90 é divisível por 10.
364 não é divisível por 10.
105
DIREITOS HUMANOS E
CIDADANIA
DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
145
TEORIA GERAL DOS DIREITOS HUMANOS
▷ Universalidade: destinam-se a todos os seres humanos. Não limitam,
distinguem ou separam os homens por conta de sexo, orientação
política, religião, cor ou nacionalidade. Almejam respeitar e consid-
erar o princípio da liberdade e o princípio da dignidade presente em
todo e qualquer ser humano só pelo fato de o sê-lo.
▷ Inalienabilidade: os direitos não podem ser alienados, não podem
ser vendidos.
▷ Inexauribilidade: os Direitos Humanos não são esgotados em si
mesmos, não assumem rol taxativo. É admissível ampliá-los e não
os reduzir, respeitando-se sempre seu núcleo essencial.
▷ Irrenunciabilidade: os titulares desses direitos não podem re-
nunciá-los. Eles são inerentes à existência humana e, tomando
consciência disso, o Estado impede que os indivíduos deliberem
sobre direitos de ordem natural.
▷ Imprescritibilidade: podem ser exercidos em qualquer tempo. Ainda
que não tenham sido exigidos durante certo período, não significa
que não possam mais ser exigidos.
▷ Inviolabilidade: os Direitos Humanos não podem ser violados e
cabe ao Estado zelar para que a sua violação não ocorra.
▷ Complementaridade: a evolução dos Direitos Humanos é marcada
pelo complemento que cada direito dá ao outro.
▷ Efetividade: a concretização, a realização no mundo real. Os di-
reitos não permanecem somente ao plano teórico, mas se efetivam
no mundo.
▷ Concorrência: os Direitos Humanos não têm efeito isoladamente.
Eles coexistem entre si, ativam-se conjuntamente e um direito não
anula o outro.
▷ Limitabilidade: os limites dos direitos são postos por outros direitos.
A ponderação e o bom senso sobre determinadas situações confirmará
que tipo de limitação será essa. Exemplo::direito de propriedade ×
direito à vida.
▷ Vedação ao retrocesso: compreende-se a ampliação dos Direitos
Humanos enquanto Direitos Fundamentais, porém, não é permitido
reduzir esses direitos.
▷ Indivisibilidade: os Direitos Humanos formam um todo, um con-
junto de direitos que não podem ser analisados isoladamente.
▷ Aplicabilidade imediata: segundo o art. 5º, § 1º, da CF/1988, a
aplicação desses direitos é de ordem imediata.
▷ Essencialidade: os Direitos Humanos são inerentes à natureza
humana e fundamentam-se no princípio da dignidade de caráter
supremo e inigualável.
146
DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
147
AFIRMAÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS HUMANOS
3. Conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas
2.6 Organização Internacional internacionais de caráter econômico, político, cultural ou humanitá-
do Trabalho (OIT – 1919) rio, e para promover e estimular o respeito aos direitos humanos e
Visa a condições de trabalho que respeitem os direitos inerentes às liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo,
língua ou religião.
ao homem. Instituída pelo Tratado de Versalhes, configura a parte
4. Ser um centro destinado a harmonizar a ação das nações para a
XIII do mesmo Tratado e tem como base argumentativa as vertentes
consecução desses objetivos comuns.
humanitárias, políticas e econômicas.
Art. 2º A Organização e seus Membros, para a realização dos pro-
pósitos mencionados no Artigo 1, agirão de acordo com os seguintes
2.7 Tribunal de Nuremberg/Carta princípios:
das Nações Unidas (1945) 1. A organização é baseada no princípio de igualdade de todos os
Série de julgamentos realizados pelos países da aliança vitoriosa seus membros.
pós-guerra contra lideranças da Alemanha Nazista. Ocorreram em
2.10 Vertentes da proteção
Nuremberg na Alemanha. É possível evidenciar o Tribunal de Nurem-
berg, inclusive pelos erros, como um grande passo no processo de internacional da pessoa humana
Internacionalização dos Direitos Humanos. A proteção internacional da pessoa humana foi pautada no Direito
Internacional e é caracterizada por três vertentes:
2.8 Organização das Nações Unidas (1945) ▷ Direito Humanitário;
Nasceu em resposta à Segunda Guerra Mundial e ao fracasso da ▷ Direito Internacional dos Refugiados;
Liga das Nações. A Organização das Nações Unidas, em sua origem,
▷ Direito Internacional dos Direitos Humanos.
contava com 51 estados membros. Atualmente, possui 193, com os
seguintes objetivos: apoiar o desenvolvimento econômico; zelar pela 2.10.1 Direito Humanitário
segurança e paz mundial; promover os Direitos do Homem; estimu-
É especialmente aplicado nos conf litos armados internacionais
lar o progresso social e defender o meio ambiente. Alguns dos seus
ou não internacionais, tem origem convencional e consuetudinário.
principais órgãos são:
Neste caso, os limites de práticas de guerra são limitados por princípios
2.8.1 Assembleia Geral humanitários.
Composta por todos os Estados membros. É o órgão deliberativo ▷ Convenções de Haia (1899 e 1907): assim como as convenções
de Genebra tratam sobre leis e crimes de guerra, os acordos das
máximo que tem como atribuições principais discutir, iniciar estudos
Convenções Haia versam sobre os limites das condutas procedidas
e deliberar sobre qualquer questão que afete a paz e a segurança em
pelos envolvidos militarmente na guerra.
qualquer âmbito, exceto quando ela estiver sendo debatida pelo Con-
selho de Segurança. 2.10.2 Direito dos refugiados
2.8.2 Conselho de Segurança Para o Direito Internacional, o conceito de refugiado corresponde
àqueles que por receio bem fundamentado, contundente ameaça de
Composto por 15 Estados membros (5 permanentes e 10 tempo-
perseguição por razões de raça, religião, opinião política ou grupo
rários). Embora outros conselhos possam deliberar sobre questões de
social, não podem ou não querem permanecer em seus Estados, pois
segurança, apenas este decide o que os países membros são obrigados
essa permanência configura ameaça à vida.
a cumprir.
Origem desta vertente:
2.8.3 Conselho Econômico e Social ▷ Criação do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados
Composto por 54 membros. Coordena o trabalho econômico e (ACNUR);
social da ONU e das demais instituições integrantes, além de formular ▷ Convenção de 1951 (especificações sobre a proteção dos refugiados).
recomendações relacionadas a diversos setores. A Convenção de 1951 é completada pelo Protocolo de 1967. Este
último se preocupava em superar a conceitualização e a definição limi-
2.8.4 Tribunal Internacional da Justiça
tada de refugiado construída na Convenção de 1951.
Órgão jurídico máximo da ONU que, por meio de convenções
ou costumes internacionais, princípios gerais de direito reconhecidos 2.10.3 Direito Internacional
pelas nações civilizadas, jurisprudência e pareceres ou por meio de dos direitos humanos
acordos, tem o poder de decisão sobre qualquer litígio internacional,
É fundamentado na Declaração Universal dos Direitos Humanos,
seja ele parte integrante de seu estatuto ou solicitado por qualquer país
documento norteador dos direitos individuais e coletivos aperfeiçoados
membro ou não membro (apenas países, não indivíduos), desde que,
no decorrer do tempo.
no último caso, obedeça a alguns critérios.
Possui grande importância histórica, uma vez que nasce após a
2.9 Carta das Nações Unidas (destaques) Segunda Guerra Mundial, na Assembleia Geral das Nações Unidas
Art. 1º Os propósitos das Nações Unidas são: de 10 de dezembro de 1948, em que os países se comprometeram,
1. Manter a paz e a segurança internacionais, e para esse fim: tomar entre outros tópicos, a fortalecer os direitos humanos e a cooperação
coletivamente medidas efetivas para evitar ameaças à paz e reprimir internacional.
os atos de agressão ou outra qualquer ruptura da paz e chegar, por
meios pacíficos, e de conformidade com os princípios de Justiça e do
direito internacional, a um ajuste ou solução das controvérsias ou
situações que possam levar a uma perturbação da paz. [...]
148
DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA
RESPONSABILIDADE DO ESTADO A Constituição Imperial brasileira de 1824, em seu art. 179 (o último
da Carta Magna), seguindo os passos da Declaração dos Direitos do
Homem e do Cidadão, decretada pela Assembleia Nacional Francesa
3.1 Estado, seu conceito e funções em 1789, afirmou que a inviolabilidade dos direitos civis e políticos
para os Direitos Humanos tinha por base a liberdade, a segurança individual e a propriedade.
O Estado é um corpo político administrativo, delimitado juridi-
camente e territorialmente, e constituído por forma de poder soberana Art. 179 A inviolabilidade dos Direitos Civis, e Políticos dos Cidadãos
com a função de garantir os direitos dos que o constituem e o bem-estar Brasileiros, que tem por base a liberdade, a segurança individual, e a
social. São três os pilares fundamentais que permitem sua articulação: propriedade, é garantida pela Constituição do Império, pela maneira
seguinte.
os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. O Estado tem respon-
I – Nenhum Cidadão pode ser obrigado a fazer, ou deixar de fazer
sabilidades nas áreas, política, econômica e social que devem garantir
alguma cousa, senão em virtude da Lei. [...]
a eficiência, a estabilidade e equidade social.
V – Ninguém pode ser perseguido por motivo de Religião, uma vez
O contrato social ou contratualismo indica uma classe de teorias que respeite a do Estado, e não ofenda a Moral Publica. [...]
que tentam explicar os caminhos que levam as pessoas a formarem Trecho do texto original da Constituição de 1824.
Estados e/ou manterem a ordem social. Essa noção de contrato traz ▷ Segunda geração ou dimensão: direitos que se associam às liberda-
implícito que as pessoas renunciam a certos direitos para um governo des positivas, reais ou concretas, assegurando o princípio da iso-
ou outra autoridade a fim de obter as vantagens da ordem social. Sob nomia material entre os seres humanos. A Revolução Industrial
esse prisma, o contrato social seria um acordo entre os membros da foi o estopim da consagração dos direitos de segunda geração, a
sociedade, pelo qual reconhecem a autoridade, igualmente sobre todos, partir do século XIX, implicando na luta da classe proletária, na
de um conjunto de regras, de um regime político ou de um governante. defesa de seus direitos básicos: alimentação, saúde e educação.
No entanto, ao falarmos de Direitos Humanos, o Estado surge O início do século XX é marcado pela Primeira Grande Guerra D
como fenômeno garantidor e destrutivo, isto é, possui um lado positivo e pela fixação desses direitos, o que fica evidenciado, entre outros H
e outro negativo: o Estado que garante é o mesmo que pode violar os documentos, pela Constituição de Weimar e pelo Tratado de Ver- U
Direitos Humanos. A Revolução Francesa foi um momento da His- salhes, ambos de 1919. Surge com a queda do Estado Liberal e o M
aparecimento de um Estado de Bem-estar Social. O que está em
tória que, além de marcar o início da Idade Contemporânea, serve de
jogo não são mais as individualidades, mas as categorias: direitos
exemplo para analisarmos as responsabilidades do Estado e como esse
do idoso, direitos dos trabalhadores.
Estado estabelecido em prol do bem comum pode se tornar autoritário
e violar direitos diversos. A partir da Constituição de 1934, em meio à primeira passagem de
Getúlio Vargas pelo poder, verifica-se maior inserção dos direitos de
3.2 Gerações ou dimensões segunda geração nas Constituições brasileiras. Eles exigem do Estado
dos Direitos Humanos mais participação para serem implementados, ou seja, é necessária uma
atuação estatal positiva.
Em 1979, Karel Vasak (primeiro secretário-geral do Instituto
Art. 148 Cabe à União, aos Estados e aos Municípios favorecer e ani-
Internacional de Direitos Humanos em Estrasburgo), inspirado nos
mar o desenvolvimento das ciências, das artes, das letras e da cultura em
ideais da Revolução Francesa (liberdade, igualdade e fraternidade), foi geral, proteger os objetos de interesse histórico e o patrimônio artístico
o primeiro a propor uma divisão dos direitos humanos em gerações. do País, bem como prestar assistência ao trabalhador intelectual. [...]
Alguns doutrinadores divergem sobre a terminologia mais coe- Trecho do texto original da Constituição de 1934.
rente para se denominar o evento de evolução histórica dos direitos ▷ Terceira geração ou dimensão: baseada no princípio da fraternidade
fundamentais, e isto acontece principalmente sobre o uso das expres- (ou solidariedade), os direitos dessa geração tendem a proteger interesses
sões gerações e dimensões. É muito comum doutrinadores utilizarem de titularidade coletiva ou difusa. Não se destinam especificamente à
gerações, porém parte da doutrina tem se posicionado contrária ao uso proteção dos interesses individuais, de um grupo ou de um determinado
desse termo, defendendo o uso de dimensões, uma vez que gerações Estado, e demonstram grande preocupação com as gerações humanas,
poderia desencadear a falsa ideia de que, conforme fossem evoluindo, presentes e futuras. Essa geração possui origem na Revolução Técni-
ocorreria uma substituição de uma geração por outra. co-científico-informacional ou Terceira Revolução Industrial.
▷ Primeira geração ou dimensão: referem-se às liberdades negativas
ou clássicas. São chamados também de direitos de resistência ou de Fique ligado
defesa. Enfatizam o princípio da liberdade, configurando direitos
Em seu art. 225, a Constituição de 1988, a “Cidadã”, enuncia que todos
civis e políticos. A gênese dessa geração de direitos foi a resistência têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
burguesa contra o Estado absolutista opressor, contra os privilégios comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao
da nobreza, contra o sistema feudal que oprimia a burguesia incip- poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e de preservá-lo
iente. Para a realização dos direitos de primeira geração, bastou o para as presentes e futuras gerações. Assim, é a primeira, dentre as
surgimento do Estado de Direito, em que a atuação dos entes estatais Constituições brasileiras, que insere em seu texto um direito conhecido
deveria ser feita mediante lei, suprimindo a vontade despótica do rei. como de 3ª geração, ou seja, direito de solidariedade.
São direitos que surgiram com a Revolução Francesa e se afirma-
ram durante os séculos XVIII e XIX. Tinham como função limitar o Art. 225, CF/1988 Todos têm direito ao meio ambiente ecologica-
poder estatal e garantir liberdade aos indivíduos ou grupos. mente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o
dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
149
LEGISLAÇÃO
ESPECÍFICA
INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL
importância dessa matéria, é possível que alguma jurisprudência do
1 INTRODUÇÃO AO DIREITO STF seja contrária ao próprio texto constitucional. Dessa forma, o
CONSTITUCIONAL aluno precisa ter uma dupla percepção: conhecer o texto da Consti-
tuição e conhecer a jurisprudência do STF.
1.1 Noções gerais Contudo, ainda existe outra fonte de conhecimento essencial para
Para iniciarmos o estudo do Direito Constitucional, alguns con- o aprendizado em Direito Constitucional: a doutrina. A doutrina é
ceitos precisam ser esclarecidos. o pensamento produzido pelos estudiosos do Direito Constitucional.
Primeiramente, faz-se necessário conhecer qual será o objeto de Conhecer a doutrina também faz parte de sua preparação.
estudo desta disciplina jurídica: Constituição Federal. Em suma, para estudar Direito Constitucional é necessário estudar:
A Constituição Federal é a norma mais importante de todo o • A Constituição Federal;
ordenamento jurídico brasileiro. Ela é a norma principal, a norma • A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal;
fundamental. • A doutrina do Direito Constitucional.
Se pudéssemos posicionar as espécies normativas na forma de uma Neste estudo, apresentaremos o conteúdo de Direito Constitu-
pirâmide hierárquica, a Constituição Federal apareceria no topo desta cional atualizado, objetivo e necessário para prova, de forma que se
pirâmide, ao passo que as outras espécies normativas estariam todas tenha à mão um material suficiente ao estudo para concurso público.
abaixo dela, como na ilustração:
Fique ligado
CF/1988 Metodologia de Estudo
A preparação em Direito Constitucional precisa observar três passos:
LEI, MP 1. Leitura da Constituição Federal;
DECRETO
2. Leitura de material teórico;
PRESIDENCIAL 3. Resolução de exercícios.
O aluno que seguir esses passos certamente chegará à aprovação
PORTARIA em concurso público. Essa é a melhor orientação para quem está
iniciando os estudos.
Para que sua preparação seja adequada, é necessário ter em vista uma
Constituição atualizada. Isso por conta de que a Constituição Federal 1.1.1 Classificações
atual foi promulgada em 1988, mas já sofreu diversas alterações. Significa A partir de algumas características que possuem as constituições, é
dizer, numa linguagem mais jurídica, que ela foi emendada. possível classificá-las, agrupá-las. As classificações a seguir não são as
As emendas constitucionais são a única forma de alteração do texto únicas possíveis, realçando apenas aqueles elementos mais comumente
constitucional. Portanto, uma lei ou outra espécie normativa hierar- cobrados nos concursos públicos.
quicamente inferior à Constituição jamais poderá alterar o seu texto. • Quanto à origem: a Constituição Federal pode ser promulgada
Neste ponto, caberia a seguinte pergunta: o que torna a Cons- ou outorgada. A promulgada é aquela decorrente de um ver-
tituição Federal a norma mais importante do direito brasileiro? A dadeiro processo democrático para a sua elaboração, fruto de
resposta é muito simples: a Constituição possui alguns elementos que uma Assembleia Nacional Constituinte. A outorgada é aquela
a distinguem das outras espécies normativas, por exemplo: imposta, unilateralmente, por um governante ou por um grupo
• Princípios constitucionais; de pessoas, ao povo.
• Direitos fundamentais; • Quanto à possibilidade de alteração, mutação: podem ser fle-
xíveis, rígidas ou semirrígidas. As flexíveis não exigem, para a
• Organização do Estado;
sua alteração, qualquer processo legislativo especial. As rígidas,
• Organização dos Poderes. contudo, dependem de um processo legislativo de alteração mais
De nada adiantaria possuir uma Constituição Federal com tantos difícil do que aquele utilizado para as normas ordinárias. Já as
elementos essenciais ao Estado se não existisse alguém para protegê-la. constituições semirrígidas são aquelas cuja parte de seu texto
O próprio texto constitucional previu um Guardião para a Constitui- só pode ser alterada por um processo mais difícil, sendo que
ção: o Supremo Tribunal Federal (STF). outra parte pode ser mudada sem qualquer processo especial.
O STF é o órgão de cúpula do Poder Judiciário e possui como • Quanto à forma adotada: podem ser escritas/dogmáticas e
atribuição principal a guarda da Constituição. Ele é tão poderoso que, costumeiras. As dogmáticas são aquelas que apresentam um
se alguém editar uma norma que contrarie o disposto no texto cons- único texto, no qual encontramos sistematizadas e organizadas
titucional, o STF a declarará inconstitucional. Uma norma declarada todas as disposições essenciais do Estado. As costumeiras são
inconstitucional pelo STF não produzirá efeitos na sociedade. aquelas formadas pela reunião de diversos textos esparsos, reco-
nhecidos pelo povo como fundamentais, essenciais.
Além de guardião da Constituição Federal, o STF possui outra
atribuição: a de intérprete do texto fundamental. É o STF quem define • Quanto à extensão: podem ser sintéticas ou analíticas. As
a melhor interpretação para esta ou aquela norma constitucional. sintéticas são aquelas concisas, enxutas e que só trazem as dis-
posições políticas essenciais a respeito da forma, organização,
Quando um Tribunal manifesta sua interpretação, dizemos que ele
fundamentos e objetivos do Estado. As analíticas são aquelas que
revelou sua jurisprudência (o pensamento dos tribunais), sendo a do
abordam diversos assuntos, não necessariamente relacionados
STF a que mais interessa para o estudo do Direito Constitucional.
com a organização do Estado e dos poderes.
É exatamente neste ponto que se encontra a maior importância
A partir das classificações apresentadas acima, temos que a Cons-
do STF para o objetivo que se tem em vista: é essencial conhecer
tituição Federal de 1988 pode ser considerada por promulgada, rígida,
sua jurisprudência, pois costuma cair em prova. Para se ter ideia da
escrita e analítica.
202
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
203
TEORIA GERAL DA CONSTITUIÇÃO
204
LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA
A classificação tradicional é do jurista José Afonso da Silva, que II – O voto direto, secreto, universal e periódico;
divide as normas constitucionais em três categorias: normas de eficácia III – A separação dos Poderes;
plena, de eficácia contida e de eficácia limitada. IV – Os direitos e garantias individuais.
• Normas de eficácia plena: são aquelas que, desde a entrada em
Fique ligado
vigor da Constituição, produzem ou podem produzir todos os
seus efeitos essenciais, nos termos propostos pelo constituinte Teoria da dupla revisão
(por exemplo: os remédios constitucionais). O constitucionalista português José Gomes Canotilho, na obra
Direito Constitucional e Teoria da Constituição, defendia ser possível
• Normas de eficácia contida: são aquelas que, embora produzam
a alteração das cláusulas pétreas, desde que antes fosse alterado
seus efeitos desde logo, foi deixada margem, pelo constituinte, de
o texto constitucional que as defina (teoria da dupla revisão). Ou
restrição, pelo legislador ordinário, de seus efeitos. Por exemplo: seja, primeiro altera-se o rol das cláusulas pétreas e depois altera-
art. 5º, inciso XIII. se a constituição no particular.
• Normas de eficácia limitada: somente produzem seus efeitos No entanto, a maioria dos doutrinadores brasileiros rejeita
plenamente após a edição de lei ordinária ou complementar que esta tese por ser uma forma de burlar a vontade soberana do
lhes desenvolva a aplicabilidade. Ou seja, precisam ser regula- Constituinte Originário.
mentadas. Por exemplo: art. 7º, inciso XI.
Além desses três tipos, podemos citar também as normas • Restrições temporais
programáticas: O art. 60, § 1º, estabelece que a Constituição não poderá ser
• Normas programáticas: caracterizam-se por expressarem valo- emendada: na vigência de intervenção federal; na vigência de estado
res que devem ser respeitados e perseguidos pelo legislador. Não de defesa; na vigência de estado de sítio.
têm a pretensão de serem de aplicação imediata, mas, sim, de • Restrições formais
aplicação diferida, paulatina, constituindo um norte ao legisla- As restrições formais nada mais são do que os procedimentos
dor. Por isso, normalmente, trazem conceitos vagos e abertos. necessários para que a emenda constitucional possa ser votada e
Um exemplo de norma programática seria o art. 7º, inciso IV, aprovada.
de nossa Constituição Federal, que trata do salário-mínimo:
Pelo fato de a nossa constituição ser rígida, a elaboração de emen-
Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros das exige um processo legislativo mais rígido e dificultoso do que o
que visem à melhoria de sua condição social: [...]
ordinário.
IV – Salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz
de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com Ou seja, as restrições formais são os requisitos que deverão ser
moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, observados para a aprovação da emenda. Estão ligados à iniciativa
transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe pre- para a propositura da emenda, ao rito e ao quórum necessários para
servem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer sua aprovação.
fim;
2.5.2 Iniciativa
2.5 Emendas constitucionais De acordo com o art. 60 da Constituição Federal de 1988, ela
No exercício do poder constituinte derivado, o Estado pode alte- poderá ser emendada mediante proposta: L
rar o texto constitucional, respeitados os limites impostos pelo poder I – De um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados E
constituinte originário. ou do Senado Federal; S
Estas alterações se dão por meio das chamadas emendas constitu- II – Do Presidente da República; P
cionais, as quais, uma vez aprovadas, passam a compor o texto original III – De mais da metade das Assembleias Legislativas das unidades
da Magna Carta, em pé de igualdade com as demais normas. da Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa
de seus membros.
A emenda constitucional é expressamente prevista como espécie
normativa no art. 59 da Constituição Federal. Ou seja, uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) somente
pode ser apresentada por uma dessas pessoas ou entidades.
No entanto, para sua aprovação, uma proposta de emenda cons-
titucional não pode incidir em alguma das restrições previstas pelo 2.5.3 Rito e quórum de aprovação
constituinte.
A PEC terá sua constitucionalidade examinada pela Comissão
2.5.1 Restrições às emendas constitucionais de Constituição e Justiça da Casa onde foi proposta. Após isso, será
colocada em plenário e será votada em dois turnos, sendo que, em cada
As restrições às emendas constitucionais podem ser de dois tipos:
um deles, deverá ser aprovada por três quintos dos votos dos membros
materiais (também chamadas de cláusulas pétreas), temporais e formais.
daquela Casa (maioria qualificada de 60% dos membros).
• Restrições materiais
Se a PEC for aprovada nestes dois turnos, será enviada para vota-
Têm esse nome porque são restrições de conteúdo (matéria). Ou
ção na outra Casa legislativa, onde também deverá ser aprovada em
seja, a Constituição proíbe a aprovação de emendas que tratem de
dois turnos com três quintos de aprovação.
determinadas matérias.
Após isso, se aprovada, será então promulgada pelas mesas da
Essas matérias que não podem ser objeto de emendas estão previs-
Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
tas no art. 60, § 4º, e são chamadas pela doutrina de cláusulas pétreas.
Vejamos o texto deste dispositivo:
Art. 60 [...]
§ 4º Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente
a abolir:
I – A forma federativa de Estado;
205
INFORMÁTICA
INFORMÁTICA
341
WINDOWS 10
Os aplicativos listados como acessórios são, efetivamente:
1.2.7 Aplicativos
Os aplicativos podem ser listados clicando-se no botão presente • Bloco de notas; • Notas autoadesivas;
na parte inferior do botão Iniciar, mais à esquerda. • Conexão de área de trabalho • Painel de entrada de
remota; expressões matemática;
• Diário do Windows; • Paint;
• Ferramenta de captura; • Visualizador XPS;
• Gravador de passos; • Windows Fax and Scan;
• internet Explorer; • Windows Media Player;
• Mapa de caracteres; • WordPad.
1.2.8 Acessórios
O Windows 10 reorganizou seus acessórios ao remover algumas
aplicações para outro grupo (sistema do Windows).
342
INFORMÁTICA
I
N
F
O
343
WINDOWS 10
1.2.18 WordPad
É um editor de texto que faz parte do Windows, ao contrário do
MS Word, com mais recursos que o Bloco de Notas.
344
INFORMÁTICA
Teclado virtual
O teclado virtual é um software que permite entrada de texto
em programas de computador de maneira alternativa ao teclado
convencional.
Fique ligado
É preciso ter muito cuidado para não confundir o teclado virtual do
Windows com o teclado virtual usado nas páginas de internet Banking.
1.2.20 Calculadora
A calculadora do Windows 10 deixa de ser associada aos acessórios.
Outra grande mudança é o fato de que sua janela pode ser redimen-
sionada, bem como perde um modo de exibição, sendo eles: padrão,
científica e programador. Apresenta inúmeras opções de conversões
de medidas, conforme ilustrado respectivamente ilustradas a seguir. No modo categorias, as ferramentas são agrupadas de acordo com
sua similaridade, como “Sistema e segurança”, o que envolve o “His-
tórico de arquivos” e a opção “Corrigir problemas”.
A opção para remover um programa possui uma categoria exclusiva
chamada “Programas”.
Na categoria “Relógio, idioma e região”, temos acesso às opções
de configuração do idioma padrão do sistema. Por consequência, é
possível também o acesso às unidades métricas e monetárias, bem
como alterar o layout do teclado ou botões do mouse.
Algumas das configurações também podem ser realizadas pela
janela de configurações acessível pelo botão Iniciar.
I
N
F
O
345