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Princípios da Confissão de Fé da Igreja

material básico para vida cristã

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Confissão de Fé da IGREJA está resumida nos seguintes princípios:

Art. 1° - ESCRITURAS SAGRADAS

Cremos que as Escrituras do Velho Testamento (trinta e nove livros) e do Novo Testamento
(vinte e sete livros) são a Palavra de Deus divinamente inspirada, infalível e autoridade máxima
de nossa regra de fé e prática (2Tm 3.16,17). Cremos na inspiração divina e total das Escrituras
Sagradas, na Sua suprema autoridade como única e suficiente regra em matéria de fé e de
conduta e que não há qualquer erro ou engano em tudo o que ela declara.

Art. 2° - SANTÍSSIMA TRINDADE

Cremos que há um só Deus, Sempiterno, Onisciente, Onipotente, Onipresente,


Existente nas Pessoas da Santíssima Trindade: Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo (Mt
28.19). Adoramos a Deus em Trindade; a Trindade em unidade, não confundindo as pessoas,
nem dividindo as substâncias.

I. Cremos na existência de um único Deus eterno, pessoal, inteligente e espiritual, eternamente


existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

II. - Cremos no Senhor Jesus Cristo como Filho Unigênito e coexistente com o Pai, na Sua
encarnação humana, no Seu nascimento virginal, na sua vida sem pecado, nos seus milagres
divinos, no Seu sacrifício redentor, na Sua ressurreição e ascensão corporal, na Sua mediação
junto de Deus, na Sua segunda vinda pessoal, visível e em poder e glória. JESUS CRISTO
(Messias, Encarnação, Deidade, Morte Vicária, Ressurreição, Ascensão, Segunda Vinda):

01- CREMOS que o Senhor Jesus é o Messias Prometido (Gn 3.15; Is 9.6-7; 7.14; 53.2-3; Mt 1.1;
1.18; 2.1; Jo 1.11; Gl 4.4);

02 - CREMOS que a encarnação do Senhor Jesus Cristo envolve o ato sobrenatural, pelo qual
Ele foi concebido pela virgem Maria por obra e graça do Espírito Santo (Lc 1.26-35; Jo 1.3,14);

03 - CREMOS na Deidade do Senhor Jesus Cristo. (Jo1.18), na Sua humanidade sem pecado e
vida de perfeito exemplo (2Co 5.21);

04 - CREMOS que a morte vicária do Senhor Jesus Cristo, que derramando Seu sangue na cruz,
é completa e suficiente para nossa redenção. (Hb 9.12,22);

05 - CREMOS na ressurreição corporal do Senhor Jesus Cristo. (I Co 15.3-4; Rm 6.4; 8.11);

06 - CREMOS na ascensão do Senhor Jesus Cristo, exaltado, à destra de Deus onde intercede
por nós (Rm8.34; Mc 16.19; At 1.9-11);

07 - CREMOS no domínio do Senhor Jesus Cristo sobre a sua Igreja e que nós, os salvos,
compomos esta Igreja (Ef 1.22-23; Hb 12.23).

III. Cremos no Espírito Santo, Sua personalidade, divindade e atividade, que opera a conversão
e regeneração do pecador e lhe concede poder para testemunhar do Evangelho e exercitar
dons.

Art. 3° - DEUS CRIADOR

Cremos que Deus é o Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, conforme o relato do
livro de Gênesis. Cremos na soberania e sabedoria de Deus na criação e sustento do universo,
na providência, na revelação e na redenção.
Art. 4° - O HOMEM CRIADO POR DEUS

Cremos que o homem é criatura de Deus, segundo sua imagem e semelhança, dotado
de livre arbítrio e que por sua desobediência, tornou-se pecador, pelo que o pecado passou a
todos os homens (Gn 1.26-27; Rm5.12-19).

Art. 5° - O PECADO E CONSEQÜÊNCIAS

Cremos que o pecado é a transgressão da Palavra de Deus, por meio de palavra,


pensamento ou ação, separando, assim, o homem da comunhão com Deus, de acordo com o
texto bíblico, que diz: “O Salário do pecado é a morte” (Rm 6:23). Que pecou em Adão, que
caiu do seu primitivo estado de santidade por transgressão voluntária e que, como efeito do
pecado, tornou-se um pecador por natureza e escolha, estando, por isso, sob a condenação de
Deus.

Art. 6° - BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

I - CREMOS na realidade do Batismo com o Espírito Santo nos dias de hoje (At 2.4), com a
evidência de alguns dos dons de alocução (At 19.6;Co 12), e com o propósito de nos outorgar
poder para testemunhar de Jesus Cristo (At 1.8);

II - CREMOS nos dons ministeriais (Ef 4.11), do Espírito Santo atuantes na Igreja (1Co 14:12) e
demais serviços e habilidades concedidas por Deus para o exercício da habilidade de cada um
(Rm 12 6-8).

Art. 7° - CURA DIVINA

I - Cremos na cura divina pela oração da fé segundo os métodos contidos na Bíblia Sagrada (Mc
16.18; Mt8.16,17; 1Co 12.9; Tg 5.14; Lc 4.40).

Art. 8° - JUSTIFICAÇÃO, REGENERAÇÃO, SANTIFICAÇÃO E SALVAÇÃO

Cremos na salvação, justificação, regeneração, santificação e perseverança do pecador. E


que tudo isso foi devido o sacrifício expiatório de Jesus Cristo, que se adquire pela fé nele,
como uma graça de Deus, independente do mérito humano, de boas obras ou de cerimônias.

01 - CREMOS que a justificação para a salvação pessoal é um ato judicial de Deus, onde Cristo é
o nosso advogado (Rm 5.1; Ef 2.8);

02 - CREMOS que a justificação é alcançada pelos méritos de Jesus Cristo (At 13.39);

03 - CREMOS que a regeneração nos vem pelo arrependimento e fé em Jesus Cristo (Ef 2.8; Gl
3.24).

04 - CREMOS que a salvação é dádiva de Deus, dotada de eternidade e que a perseverança é


condicional, dependendo de manter-se o crente em comunhão com Deus (Mt 24.12; 13.22; Lc
11.21-26; Jo 15.6; 1Tm 1.19; 2Tm1.8; 2.12; 2Pe 2.12; Tg 5.19,20). Assim há necessidade de
santificação na vida cristã (Hb 12.14; 1Pe 1.16; 3.11).

Art. 09° - BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO

01 - CREMOS na realidade do Batismo com o Espírito Santo nos dias de hoje (At 2.4), com a
evidência de alguns dos dons de alocução (At 19.6;Co 12), e com o propósito de nos outorgar
poder para testemunhar de Jesus Cristo (At 1.8);
02 - CREMOS nos dons ministeriais (Ef 4.11), do Espírito Santo atuantes na Igreja (1Co 14:12) e
demais serviços e habilidades concedidas por Deus para o exercício da habilidade de cada um
(Rm 12 6-8).

Art. 10° - CURA DIVINA

01 - Cremos na cura divina pela oração da fé segundo os métodos contidos na Bíblia Sagrada
(Mc 16.18; Mt8.16,17; 1Co 12.9; Tg 5.14; Lc 4.40).

Art. 11° A IGREJA

01 - CREMOS que a Igreja é o corpo universal e espiritual de Cristo, cuja cabeça é Ele, com
missão de pregar o Evangelho no mundo inteiro e que, na sua expressão local, ela é um corpo
vivo, uma comunhão de crentes congregados para a sua edificação, adoração e proclamação do
Evangelho. Cremos também que Cristo conferiu à sua Igreja, com carácter de permanência,
duas ordenanças: o Batismo e a Ceia do Senhor.

02. CREMOS que é dever de todas as igrejas locais e de cada crente em particular esforçarem-
se por fazer discípulos em todas as nações e proclamarem a toda a criatura a grande salvação
de Deus.

03. CREMOS que é dever de todo o cristão servir a Deus em boa mordomia, promover a paz
entre todos os homens e a cooperação entre as igrejas e os irmãos, tendo em vista a
concretização dos grandes objetivos do Reino de Deus

Art. 12° – ORDENANÇAS - Cremos que o Senhor Jesus Cristo nos deixou como ordenanças:

01 – BATISMO NAS ÁGUAS – pelo ato de imersão, simbolicamente nos identificando com Ele
pela sua morte, sepultamento e ressurreição (Rm 6.3-8);

02 – SANTA CEIA – Como ato memorial de sua morte propiciatória e vicária “até que venha” (Lc
22.7-20E; 1Co11.23-29).

Art. 13° - O SACERDÓCIO DO CRENTE:

01 – CREMOS que todo salvo pelo Senhor Jesus Cristo, é despenseiro e administrador dos
mistérios de Deus (1Co 4.1); dizimista (Ml 3); testemunha (Mc 16.15-20);

02 – CREMOS que o Senhor Jesus Cristo chama e vocaciona, para o Santo Ministério (Ef 4.11).

03 - CREMOS na imortalidade da alma, na ressurreição corporal de todos os mortos, no juízo


final do mundo pelo Senhor Jesus Cristo, na eterna bem-aventurança dos crentes e na eterna
condenação dos não crentes.

Art. 14° – SATANÁS

01 - Cremos que Satanás é uma personalidade espiritual e personifica o mal. Foi criado por
Deus como anjo de luz (Cl 1.16,17), que tendo perdido a sua condição primitiva, foi lançado do
céu por causa do pecado (Is14.12-17; Ez 28.11-19; Jó 1.17; 2Co 11.14).

Art. 15° - ESCATOLOGIA

01 – CREMOS que os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro, depois nós os que
ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, ao encontro do Senhor
nos ares (1Ts 4.16-17). Isto acontecerá antes da Grande Tribulação e dispensação Milenial.
02 – CREMOS que o Senhor Jesus, após a Grande Tribulação, virá à terra uma Segunda vez com
os santos onde estabelecerá o Seu reino por 1.000 (mil) anos (Milênio) (Ap 20.6; Zc 14.4,5,9).

03 – CREMOS num novo céu e numa nova terra, onde habitaremos eternamente com Cristo em
paz e justiça (II Pe 3.13; Ap 21 e 22).

04 – CREMOS na ressurreição, julgamento e condenação de todos os que não forem achados


escritos no livro da vida (Ap 20.15), e estes, juntamente com Satanás e seus anjos, serão
lançados no lago de fogo (Ap 20.10-15), onde permanecerão eternamente.

FORMAS DE GOVERNO ECLESIÁSTICO


(...) Percebemos que o uso mais comum seria o de Governo Congregacional por melhor
atender as exigências cartoriais. Porém, já se é sabido entre os escritórios de consultoria e
apoio administrativo, uma grande procura por parte de alguns pastores que tem tido certa
dificuldade com suas igrejas (a princípio de pequeno porte) pelo estatuto social com governo
eclesiástico episcopal, pelo fato deste, restringir a tomada de decisão a figura do pastor
presidente, e ao contrário do que é orientador, poder regularizar uma igreja com um número
menor de membros em sua diretoria. O que significa dizer que a partir de duas pessoas já
poderia oficializar em diretoria e mesmo assim, atender os requisitos."

Pode-se dizer que assunto é bastante complexo, mais pelo entendimento dos religiosos que
pelo caráter jurídico da questão.

Do ponto de vista do Direito as igrejas evangélicas são associações, e assim pensou o legislador
quando quis enquadrá-las desta forma no Código Civil de 2002. Este entendimento fez com que
muitos eclesiásticos, indignados com o que consideravam uma intromissão indevida nos
assuntos religiosos, tentassem pelas vias possíveis declarar a inconstitucionalidade do diploma
jurídico, alegando violação à liberdade de culto.

O bom senso, ao final, foi adotado: igrejas e partidos políticos foram retiradas do rol das
associações, dando aos templos a faculdade de se organizar da forma que lhes fosse mais
conveniente - e resolvendo um problema de suma importância para os evangélicos, tendo em
vista que a organização da denominação é modelada, para os religiosos, por um sentido
bíblico, mais do que pelo raciocínio lógico dos operadores do Direito Civil.

Grosso modo, as Igrejas evangélicas costumam adotar os seguintes sistemas de administração


(links para os estatutos correspondentes abaixo):

- congregacional: a Assembleia Geral detém poderes plenos sobre as decisões da igreja, sendo,
em regra, a última instância deliberativa, podendo ou não delegar ao ministro religioso (Pastor
Presidente) responsabilidades administrativas;

- presbiteriano: um Conselho, de caráter deliberativo e formado por leigos e clérigos, decide as


questões administrativas e de caráter espiritual da denominação;

- episcopal: o poder sobre as decisões é concentrado na figura do ministro religioso que


preside a igreja, sendo do ministro (Pastor Presidente, Bispo, Apóstolo etc.) a palavra em todas
as decisões relacionadas com a entidade.

Um jurista pode considerar que o sistema congregacional e o sistema presbiteriano são mais
adequados às associações eclesiásticas em geral - assim como o legislador pensou em 2002.
Ocorre, contudo, que o tipo de igreja mais comum no Brasil, a famosa "portinha", é fruto de
investimento pessoal de seus dirigentes e de um grupo pequeno de membros, o que traz a
necessidade de uma estrutura enxuta.

A solução, que alguns destes estatutos costumam utilizar, foi reduzir ao máximo a Diretoria
Executiva das Igrejas, reduzindo-as a três membros: um Presidente (que é, geralmente, o
ministro religioso, acumulando a direção administrativa e as atividades espirituais), um
Secretário (que cuida, principalmente, do rol de membros e do gerenciamento patrimonial da
denominação) e um Tesoureiro, com as funções habituais do cargo.

Em outros estatutos foi inserida a função de Vice-presidente, facultando a este ajudar o


Presidente nas suas atribuições como ministro religioso - o que garante a manutenção das
atividades da Igreja na ausência do titular.

Quanto ao Conselho Fiscal, muitos destes estatutos optam pela sua existência, mas com a
possibilidade de fazê-lo agir como Conselho Consultivo - agindo, na prática, como um "freio" às
pretensões impositivas da Diretoria Executiva, através da faculdade que este órgão possui de
convocar a Assembleia Geral no caso de irregularidades (que, muitas vezes, não são na esfera
financeira).

Este, particularmente, é um modelo bastante adequado, ainda mais considerando-se muitas


denominações não possuem membros com especialização suficiente para fiscalizar de forma
adequada a contabilidade das denominações (que, muitas vezes, possuem Comissões de
Verificação de Contas, que não tem caráter fiscalizador ou o poder do Conselho Fiscal de uma
ONG, por exemplo).

Atendendo aos anseios de muitos, foi disponibilizado um modelo de Estatuto sem Conselho
Fiscal, no qual os poderes deste foram transferidos à Assembleia Geral; digno de nota é que
neste, a fim de simplificar a estrutura organizacional da igreja, foram fundidas as figuras do
Secretário e do Tesoureiro em um cargo, o de Secretário-geral, subordinado ao Presidente.

É um modelo adequado às necessidades crescentes das pequenas igrejas, mas que pode
converter-se em um grande problema para estas, no caso de crescimento da denominação.

Vale a pena observar, ainda, que assim como ONGs e associações inserem seus objetivos e
princípios nos Estatutos, vale a pena que a Igreja também os faça, na forma de uma Confissão
de Fé - que, contudo, não é obrigatória, tendo em vista que o legislador impôs muito poucos
limites para a forma jurídica de organização dos "templos de qualquer culto".

Independente do exposto, o Estatuto de Igreja deve ter delimitado os limites da autoridade do


ministro religioso, seu lugar e atribuições, da Diretoria, da Assembleia Geral e de órgãos
administrativos (Conselho), e sua relação entre eles - além dos procedimentos de admissão e
disciplinares. No mais, reiteramos que não há uma imposição organizacional às Igrejas e
templos de qualquer culto - mas que as exigências de ordem legal para sua regularização ainda
permanecem válidas, como em qualquer pessoa jurídica.

Segue o link para um ótimo texto a respeito dos nuances da criação e formatação de
organizações evangélicas, publicado no site Migalhas:
https://www.migalhas.com.br/coluna/migalhas-notariaiseregistrais/339801/rcpjea-
qualificacao-de-e... (inserido em 02/03/22)

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