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Lesões e Doenças do Esôfago: Causas e Sintomas

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Como outras causas, temos:

➔ Hérnia hiatal por deslizamento: porção do


estomago passa para cima do diafragma que leva
O esôfago é um órgão de amplo aspecto de
a uma disfunção do hiato
lesões, sendo elas de diversos tipos diferentes, dentre
elas, as mais recorrentes, varizes esofagianas, as quais
são resultado de quadros de cirrose e de hipertensão
portal.
Todos esses quadros, levam a sintomas muito
semelhantes, sendo eles a disfagia, a azia, dor e
hematêmese (trato digestivo alto). Sendo assim, os
exames complementares sempre devem ser obtidos (de ➔ Depuração esofágica lenta ou inadequada
imagem, phmetria, pressão no esfíncter e a biópsia). ➔ Esvaziamento gástrico demorado
➔ Obesidade

Na endoscopia digestiva alta é possível ver


macroscopicamente as alterações causadas por essa
É uma lesão da mucosa (escamosa – epitélio irritação na mucosa, a qual se encontra com coloração
estratificado pavimentoso não queratinizado) esofágica mais avermelhada e eritematosa. A partir disso, um
com inflamação subsequente, sendo essa uma patologia fragmento é retirado e levado para a biópsia, que quando
bastante recorrente. Cerca de 12% da população há uma inflamação encontra-se da seguinte forma:
Brasileira apresenta algum tipo de inflamação dessa
mucosa, podendo acometer adultos e crianças.
A principal causa dessa doença é o refluxo
gastro-esofágico, no entanto, outras causas podem
também ser citadas como infecciosa, química e
eosinofílica (contagem de eosinófilos aumentada).

Esofagite de refluxo
Existem uma série de mecanismos anti-refluxos,
no entanto, quando estes estão diminuídos, pode ocorrer
o refluxo, o que leva a lesão. Esses mecanismos estarão Assim, o epitélio estará mais espessado, que
diminuídos em casos de: hipotireoidismo, gravidez pode ser principalmente para dentro do conjuntivo
(aumento de pressão abdominal), doenças esclerosantes (acantose), além disso, há um infiltrado inflamatório nesse
sistêmicas (doenças do colágeno por ex que levam ao tecido (células inflamatórias no conjuntivo e permeando o
peristaltismo inadequado), alcoolismo (afeta a função do epitélio – pequenas células na imagem), chamado de
esfíncter inferior), presença de sonda nasogástrica e exocitose. Se há inflamação, há aumento de
tabagismo. vascularização, assim vasos neoformados congestos
podem ser observados.
Clinicamente, o paciente se queixa de disfagia,
azia, regurgitação de alimentos azedos, hematêmese ou
melena.
Essa inflamação constante da mucosa esofágica
pode causar uma ulceração, observada na endoscopia
abaixo (onde está mais rosa é o normal, vermelho é a
inflamação e a região mais creme é recoberta por fibrina e
corresponde à ulceração). Essa região pode sangrar o
que leva a hematêmese e o melema. Em caso de
cicatrização, pode ocorrer também um estreitamento
desse canal. Epitélio cilíndrico simples junto com estratificado
pavimentoso -> permite diferenciar da normalidade,
porque não existe regiões do corpo com esse encontro
(se tem células caliciformes tem metaplasia).
Assim, sempre vai ser procurada a displasia, já
que a metaplasia pode evoluir. Essa displasia pode ser de
baixo ou alto grau.
➔ Sem displasia: núcleos na base
➔ Com displasia: multiplicação descontrolada das
células, que estarão em alturas diferentes, com
O principal risco e o mais grave é a predisposição maiores volumes. Se elas estão em toda a altura
ao Esôfago de Barret (esofagite crônica com metaplasia do epitélio elas são de alto grau, se ocupa
intestinal). Assim, uma inflamação causada por refluxo, apenas o primeiro terço do epitélio, ele é de baixo
grau

Substituir o epitélio escamoso para um que


produza substâncias alcalinas que vão equilibrar o Ph, e
esse epitélio é o intestinal. No entanto, resolve apenas o
Ph mas esse epitélio metaplásico não é resistente, o que
leva a ulceração e outras consequências mais graves
Essa metaplasia pode ser vista na endoscopia
digestiva alta. Ele terá uma coloração mais avermelhada
mais parecida com a mucosa gástrica, no entanto, com
ausência de microvilosidades e com pregas diferenciadas. Tumores benignos
Assim, a região consegue ser medida. ➔ Origem mesenquimal
➔ Localização mural – submucosa, abaixo do
epitélio
➔ Ex: leiomiomas.
➔ Outros: fibromas, lipomas, hemangiomas,
neurofibromas e linfangiomas

Os sintomas são, novamente, os mesmos. No


entanto, talvez estejam mais acentuados.
Morfologicamente, a mucosa encontra-se então
vermelha e aveludada, que envolve todo o diâmetro do
esôfago (diferente da esofagite que era em faixas).
Tumores malignos
➔ Assintomáticos durante parte de seu ➔ Protuso (60%): saliente – quando é desde o inicio
desenvolvimento  descobertos numa fase muito o prognóstico é melhor, porque leva a
tardia para cura (dificuldade de deglutição). manifestação de sintomas mais precoces
➔ O número de casos novos de câncer de esôfago
estimados para o Brasil, para cada ano do triênio
2020-2022, é de 8.690 casos em homens e de
2.700 em mulheres (INCA)
➔ Carcinoma epidermoide - 96 %.
➔ Tipos raros: indiferenciado, carcinoide, melanoma
e adenocarcinoma originado de glândulas
submucosas.

Carcinoma de células escamosas ou epidermóide


➔ Maioria - adultos + de 50 anos de idade.
➔ Plano (15%): invade o tecido conjuntivo em
➔ Relação homem-mulher – 4:1
blocos sólidos
➔ Incidência varia entre países e dentro de
determinadas regiões no mesmo país.

A etiologia dessa patogenia relaciona-se a fatores ➔ Ulcerado (25%)


dietéticos e nutricionais, os quais são ainda mais
importantes que a predisposição genética. Além disso, o
consumo de álcool (dependendo da duração, intensidade
e tipo de bebida) e fumo estão fortemente associados
com o câncer esofagiano. Sendo assim:
➔ Dietéticos: deficiência de vitaminas e
oligoelementos (zinco) e contaminação fúngica de
alimentos (alto conteúdo de nitritos)
➔ Estilo de vida: consumo de álcool e abuso de
tabaco
➔ Distúrbios esofagianos: Esofagite de longa
duração, acalasia, sindr. de Plummer-Vinson
(anemia ferropriva + glossite + disfagia O esôfago não tem o revestimento externo
esofagiana) composto por serosa. Então, quando ele vai crescendo
➔ HPV ele infiltra a arvore brônquica e pode infiltrar o pericárdio.
➔ Patogenia molecular: Amplificação do gene do Geralmente, eles são bem ou moderadamente
fator de transcrição SOX2, Superexpressão da diferenciados.
Ciclina D1 e Mutação do TP53, E-caderina e ➔ Quando maior a demora do aparecimento de
NOTCH1 sintomas maior a demora do diagnóstico e pior o
Morfologicamente, temos que no início das lesões prognóstico
elas ainda encontram-se in situ, sendo que cerca de 20% A evolução clínica se caracteriza por: Início insidioso,
está no terço superior, 50% no médio e 30% no inferior. obstrução progressiva e tardia, os pacientes ajustam-se à
Essas lesões podem ser encontradas, além disso, dificuldade de deglutir alterando sua dieta, redução
seguindo três padrões morfológicos:
ponderal e a debilitação, nutrição alterada e efeitos do em homens brancos. E os sinais e sintomas incluem:
tumor, hemorragia e septicemia e ulceração. disfagia, perda ponderal progressiva, sangramento, dor
torácica e vômitos.
Adenocarcinoma de esôfago A taxa de sobrevida após 5 anos é inferior a 25%
e a ressecção precoce melhora nos casos limitados à
mucosa e submucosa a sobrevida após 5 anos para mais
de 80%.

➔ Localização - esôfago distal.


➔ Manchas planas ou pouco elevadas da mucosa
 massas nodulares com até 5 cm de Ø.
➔ Vai se estendendo entre o esôfago e o estômago
➔ Padrões: infiltrativo difuso ou ulcerativo

Nesses casos, na maioria das vezes, o


diagnóstico é feito depois que já invadiu a adventícia
através da parede do esôfago. Na microscopia, verifica-se
a presença de lesões glandulares produtoras de mucina
(vieram da metaplasia com célula caliciforme), assim, o
mais comum, é o epitélio com características intestinais.
Podem ainda, apresentar células em anel de sinete
difusamente infiltrativas do tipo gástrico.

Clinicamente, os pacientes costumam ter acima


de 40 anos, tendo uma idade média de 60. É mais comum

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