Sinapse
POTENCIAL GRADUADO: estímulo recebido no dendrito -> abertura de canais ->
despolarização da membrana -> corpo celular (se atingir o limiar de ação de -
55mV, gera o potencial de ação)
É dependente da amplitude do estímulo recebido
POTENCIAL DE AÇÃO: gera um sinal elétrico e transmite um sinal através da
despolarização da membrana de UM neurônio
Caminho: corpo do neurônio (limiar de disparo) -> axônio -> terminal
axônico (libera neurotransmissores para o próximo neurônio – sinapse)
Não é amplitude-dependente (independente da amplitude do estímulo)
SINAPSE: É a comunicação entre os neurônios (será visto melhor)
Divisão do SN segundo a fisiologia:
Sistema Nervoso Central (encéfalo e medula espinal) Centro de comando
e processamento de informações para tomada de decisões
Sistema Nervoso Periférico (nervos e gânglios) Transmite as informações
do corpo para o SNC.
Via aferente Via eferente
(sensitiva, corpo -> SNC) (resposta, SNC->corpo)
Somático Autonômico
(resposta motora) (resposta visceral)
Simpático Parassimpático
NERVO: agrupamento de axônios do SN Periférico encobertos de tec. conjuntivo
GÂNGLIOS: agrupamento de corpos celulares de neurônios no SN Periférico (no
SNC são chamados NÚCLEOS)
CÉLULAS QUE COMPÕEM O TECIDO NERVOSO:
1) SNC
a) OLIGODENDRÓCITO:
Bainha de mielina (2 membranas de fosfolipídios envolvendo os
axônios)
1 oligodendrócito pode formar bainha de mielina em vários axônios
Nós de Ranvier entre as células oligodentrocitos permitem transmitir o
impulso nervoso
b) ASTRÓCITO:
5 funções: suporte, nutrição (garantem substrato para produção de
ATP), auxiliam na barreira hematencefálica, manutenção da homeostase
(captam água e K+), recaptação dos neurotransmissores da fenda
sináptica.
c) MICRÓGLIA:
Células de defesa (fagocitam qualquer célula danificada ou invasora)
No entanto, ao fagocitar, produzem em excesso Espécies Reativas de
Oxigênio (todos os fagócitos produzem, porém as cél. Micróglias os faz
em excesso, tornando essas substancias tóxicas ao SNC -> doenças
degenerativas, como a Esclerose Lateral Amiotrófica)
d) CÉLULAS EPENDIMÁRIAS:
Forma uma barreira seletivamente permeável que separa o líquido
cérebroespinal
Dentro da barreira forma-se o epêndima: guarda células tronco-neurais
(imaturas, capazes de se diferenciar em cel. Especializadas)
2) SNP
a) CÉLULAS DE SCHWANN:
Bainha de mielina no axônio do SNP
1 cel de Schwann envolve apenas 1 axônio, mas um nervo periférico
(junção longa de axônios) pode ter várias células de schwann
b) CÉLULAS SATÉLITE:“célula de Schwann não mielinizadora” – suporte físico
dos corpos celulares, nos gânglios, sem mielinizar-los
3) NEURÔNIO :
Formado por: I) DENDRIDOS (responsável por receber o sinal)
São ramificados para aumentar a superfície de contado
(ramificações chamadas de ESPINHOS DENDRÍTICOS, na fisiologia, e
ESPICULAS DENDRÍTICAS na histologia)
II) CORPO CELULAR ou SOMA
Igual a outras células (todas as organelas para a vida do
neurônio)
III) AXÔNIO
Responsável por desenvolver sinais elétricos (potencial de
ação)
Ramificado no final (COLATERIAS)
Em casa colateral existem os TERMINAIS AXÔNICOS ou
BOTÕES SINAPTICOS , que armazenam os neurotransmissores em
vesículas e apresentam mitocôndrias. Ao serem despolarizados, há a
abertura de CANAIS DE CÁLCIO, que ativam a liberação dos
neurotransmissores na fenda sináptica e comunicação com o próximo
neurônio através dos receptores.
Podem ser classificados de acordo com a estrutura ou com a função:
o PSEUDOUNIPOLAR: união de axônio e dendrito durante o seu
Classificaç desenvolvimento
ão o BIPOLAR: 1 axônio e 1 dendrito
estrutural o ANAXÔNICOS: extrema ramificação dendrítica, mas sem conseguir
identificar a presença de axônio
o MULTIPOLARES: muitos dendritos ramificados e 1 axônio
ramificado
o VIA AFERENTE: PSEUDOUNIPOLAR E BIPOLAR (sensoriais)
Classifica Tato, pressão, temperatura, audição, nocicepção
ção
funcional: Somente olfato e visão
o que
importa o INTERNEURÔNIOS (apenas dentro do SNC): ANAXÔNICOS e alguns
pra MULTIPOLARES
fisiologia Quanto mais ramificações dentritica, melhor, pois no SNC
estão ocorrendo várias sinapses muito rápidas e complexas
o VIA EFERENTE: MULTIPOLAR (geração de resposta)
POTENCIAL GRADUADO POTENCIAL DE AÇÃO SINAPSE
PARA QUE A SINAPSE ACONTEÇA:
1) NEURÔNIO PRÉ-SINAPTICO: terminal axônico (libera substancias químicas) +
fenda sináptica
2)NEURÔNIO PÓS-SINAPTICO: receptores (no dendrito ou corpo celular)
OBS: o neurônio transmite a informação, mas quem processa são estruturas
próprias do Sistema Nervoso Central. Ex: equilíbrio – informação é levada pelos
neurônios até o cerebelo, onde é processada e feita sua manutenção.
TRANSPORTE DAS VESÍCULAS DE NEUROTRANSMISSORES
A maioria dos neurotransmissores são produzidos no corpo celular e
levados até os terminais axônicos por vesículas (ficam a “pronto-entrega” e
uma minoria é produzida nos próprios terminais)
O transporte é dividido em:
1) TRANSPORTE AXONAL LENTO: transporta substancias que não
precisam ser usadas rapidamente pelo neurônio (algumas proteínas e
enximas, mas sem urgência)
2) TRANSPORTE AXONAL RÁPIDO: é o fundamental – transporte das
vesículas de neurotransmissores e mitocôndrias do corpo celular para
axônio.
Utiliza os microtúbulos como trilhos de trêm e proteínas que se
ligam e desligam deles para transportar as vesículas
É dividido em dois:
A) ANTERÓGRADO: corpo celular -> terminal axônico. Proteína
envolvida: cinesinas
B) RETRÓGRADO: terminal axônico -> corpo celular. Proteína
envolvida: dineínas. Traz de volta o que não é mais utilizado
(vesículas velhas, enzimas para serem destruídas, etc)
SINAPSE: é a comunicação entre NEURÔNIOS; entre NEURÔNIOS e MÚSCULOS
(NEUROMUSCULAR); entre NEURÔNIOS e GLÂNDULAS (ex: conexão SNC-
coração)
Existem 2 tipos de sinapses:
1. SINAPSE QUÍMICA:
Maioria das sinapses do corpo
Apresenta um retardo – há a necessidade da liberação dos
neurotransmissores na fenda sináptica, que vão se ligar nos
receptores pós-sinápticos e então ver se vai polarizar ou
hiperpolarizar o neurônio pós- sináptico
Modulável: dependendo do neurotransmissor e a qual receptor vai
se ligar, canais iônicos diferentes podem ser abertos e o neurônio
pós- sináptico pode ser excitado ou inibido
Unilateral: impulsos seguem um único caminho
Necessita de NEUROTRANSMISSORES: substancias químicas
parácrinas (que agem ao lado), podendo desenvolver estímulos
excitatórios (despolarizantes) ou inibitórios (hiperpolarizantes).
MECANISMO:
NEURÔNIO PRÉ-SINAPTICO: sofreu o estímulo-> potencial graduado
(atingiu o limiar de disparo)-> potencial de ação vem
despolarizando o axônio-> atinge o terminal axônico, e a
despolarização abre CANAIS DE CÁLCIO VOLTAGEM-
DEPENDENTES-> cálcio entra de meio extra para o meio intracelular
( a favor do Gradiente de concentração – existe mais Ca2+ no meio
extra)-> Ca2+ estimula o complexo das proteínas SNARES a ligarem
as vesículas à membrana plasmática por EXOCITOSE -> liberação
dos neurotransmissores na fenda sináptica-> se ligam em
RECEPTORES localizados na membrana do NEURÔNIO PÓS-
SINAPTICOS e estimulam uma ação.
O neurotransmissor ao se ligar, gera uma ação. Ao se desligar, a ação
para
RESPOSTA AO NEUROTRANSMISSOR: dependendo do tipo de
receptor, existe dois tipos de resposta:
a. RESPOSTA RÁPIDA: receptor abre diretamente canais iônicos
(RECEPTOR IONOTRÓPICO)
Abertura de CANAL DE SÓDIO VOLTAGEM- DEPENDENTE:
Na+ segue o gradiente de concentração e invade o meio
intracelular-> voltagem se aproxima de zero->
despolarização da membrana plasmática (pode gerar
potencial de ação -> EXCITATÓRIO)
Abertura de CANAL DE POTÁCIO VOLTAGEM-DEPENDENTE:
K+ segue o gradiente de concentração e vai para o meio
extracelular-> voltagem da membrana se distancia de zero->
hiperpolarização da membrana plasmática (não pode haver
potencial de ação-> INIBITÓRIO)
Abertura de CANAL DE CLORO VOLTAGEM DEPENDENTE:
Cl- entra e hiperpolariza (INIBITÓRIO)
b. RESPOSTA LENTA: receptor (RECEPTOR METABOTRÓPICO) é
associado à proténa G (é formada por subunidades alfa, beta e gama
e fica acoplada ao receptor. Ao ocorrer a interação
neurotransmissor-receptor, a proteína G é ativada, em especial a
subunidade alfa-> gera a ativação de segundos mensageiros (GLP e
ALP cíclicos), uma cascata de informações que levam ao
desenvolvimento de nova síntese de proteínas e alterar a resposta
intracelular OU a proteína G pode levar a abertura de canais iônicos
como os dos receptores ionotrópicos, porem de forma muito mais
lenta.
NEUROTRANSMISSORES EM EXCESSO NA FENDA SINAPTICA:
nem todo o neurotransmissor liberado na fenda consegue se ligar ao
receptor:
o RECAPTURADO PELA MEMBRANA PRÉ-SINAPTICA:
transportadores específicos capturam a noradrenalina, a
trazem diretamente para dentro do neurônio pré- sináptico e
a armazenam em vesículas pra ser novamente utilizada.
o DEGRADADO NA FENDA: acetilcolina é degrada pela
acetilcolinesterase que separa o acetil da colina, e a colina
volta para ser reutilizada.
o CAPTURADO POR ATRÓCITOS: quantidade insignificante é
perdida
o DIFUSÃO E IR PARA OS VASOS SANGUÍNEOS: quantidade
insignificante se perde nos vasos.
1) Para liberar os neurotransmissores na fenda sináptica, as
vesículas utilizam a técnica KISS AND RUN (recém descoberta
– vesícula apenas toca/ beija a membrana plasmática e forma
somente um poro de fusão de tamanho suficiente para
exocitar o neurotransmissor e retorna) ou se INCORPORAM
À MEMBRANA para realizar a exocitose. Para não aumentar
infinitamente a superfície da cálula, as vesículas que se
incorporaram à m.p. são recicladas e retornam ao corpo
celular.
2. SINAPSE ELÉTRICA:
Acontece por meio de junções comunicantes (JUNÇÕES GAP) – troca
iônica acontece direto
Não há fenda sináptica
Não há intermédio de neurotransmissor
Não pode ser modulada (chegou despolarizando, vai continuar
despolarizando. Na química, pode dependendo do neurotransmissor
e do receptor, pode se tornar inibitória ou excitatória)
Bilateral (pode ir tanto para um lado, quanto para o outro)
Extremamente rápida – a entrada de íons já vai automaticamente
despolarizando
Ex: contração do coração
CLASSIFICAÇÃO DAS SINAPSES:
SEGUNDO A MORFOLOGIA: densidade da membrana pré e pós- sinapticas
o SIMÉTRICA: vesículas achatas, e normalmente neurotransmissores
inibitórios
o ASSIMÉTRICA: vesículas redondas, e normalmente
neurotransmissores excitatórios
SEGUNDO TIPOS DE CONEXÃO:
o CONEXÃO AXO-DENDRÍTICA: comum; terminal sináptico no axônio
ligado a dendrito
o CONEXÃO AXO-AXONICO: incomum
o CONEXÃO DENDRO-DENDRÍTICA: incomum; entre dendritos
o CONEXÃO AXO-SOMÁTICA: um pouco mais comum entre axônio e
corpo celular
SEGUNDO SUA FUNÇÃO:
o EXCITATÓRIA: abertura de canais de sódio e de cálcio-> aumentam a
positividade interna da célula e levam a despolarização
o INIBITÓRIA : abertura de canais de potássio e de cloreto->
aumentam a negatividade interna da célula e lava a hiperpolarização
RELEMBRANDO... NO POTENCIAL GRADUADO TEM-SE SOMAÇÃO, ESPACIAL OU
TEMPORAL, DO ESTÍMULO +
CONCEITO DA SINAPSE: TEM-SE MODULAÇÃO (SINAPSE PODE DESENCADEAR
AÇÃO EXCITATÓRIA OU INIBITÓRIA)
NUMA SOMAÇÃO ESPACIAL, PODE-SE TER UMA INIBIÇÃO PRÉ-SINAPTICA
OU PÓS-SINAPTICA ATRAVÉS DA MODULAÇÃO NEURONAL.
Potencial de ação aconteceu e está
propagando pelo axônio, porém, em um dos colaterais do axônio existe um
segundo neurônio fazendo uma sinapse inibitória que impede a passagem do
potencial de ação até o terminal axônico. A propagação do potencial de ação nos
demais colaterais é mantida.
Inibição anterior à formação do
potencial de ação, o neurônio inibitório anula o neurônio excitatório.
NEUROTRANSMISSOR: substancia química sintetizada e armazenada no neurônio
pré- sináptico, liberada no terminal axônico quando houver estímulo, ligando-se a
receptores no neurônio pós-sinaptico, e que desencadeia uma resposta.
PRINCIPAIS TIPOS DE NEUROTRANSMISSORES:
1)EXCITATÓRIOS:
GERALMENTE acetilcolina: (desenvolvimento do sistema nervoso autônomo); se liga em
excitatórios, receptores NICOTÍNICOS (ionotrópicos) e MUSCARÍNICO (metabotrópico)
não sempre Noradrenalina: (sistema nervoso simpático); se liga a receptores
adrenérgicos alfa e beta (ambos METABOTRÓPICOS
Glutamato: (SNC); se liga a receptores AMPA e NMDA (inotrópicos) e a
receptores metabotrópicos
2)INIBITÓRIOS
Glicina: neurônios da medula espinal e tronco encefálico
Gaba: (SNC); se liga a receptores gaba A (ionotrópico)e gaba B
(metabotrópico) (ativam a abertura de canais de cloreto voltagem-
dependente)
3)NEUROTRANSMISSORES NÃO CONVENCIONAIS: não são armazenados em
vesículas e nem liberados por mecanismos de exocitose
endocanabinóides: ecosanóides que se ligam a receptores canabinóides a
nível do SNC (associado a efeitos da canabis)
óxido nítrico: gás; não apresenta receptores específicos- é liberado através
da oxigenação e já é destruído