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Exercícios de Análise Matemática C

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Lista 3 – Prof.

Diego Marcon
Análise Matemática C
5 de julho de 2023

Lista de exercı́cios referente ao fim da primeira área do curso. Comtempla:


• Superfı́cies diferenciáveis, valores regulares e superfı́cies orientáveis;

• Multiplicadores de Lagrange.
Alguns dos problemas desta lista foram retirados de listas anteriores do Prof. Eduardo Brietzke.

Exercı́cio 1. Seja E ⊆ Rm aberto. Dada uma função f ∈ C 1 (E; Rn ) e um subconjunto A ⊆ E, nós


definimos
kf kC 1 (A) := sup |f (x)| + sup kf 0 (x)k.
x∈A x∈A

Suponhamos que f ∈ C (E; R ) é tal que a sua restrição f |K : K −→ Rn é uma imersão, para
1 n

algum compacto K ⊂ E. Prove que existe δ > 0 tal que

g ∈ C 1 (E; Rn ), kf − gkC 1 (K) < δ =⇒ g|K imersão.

Exercı́cio 2. Suponhamos que f ∈ C 1 (E; Rn ), onde E ⊆ Rm é aberto, é tal que a sua restrição
f |K : K −→ Rn é um mergulho, para algum compacto convexo K ⊂ E. Prove que existe δ > 0 tal
que
g ∈ C 1 (E; Rn ), kf − gkC 1 (K) < δ =⇒ g|K mergulho.

Exercı́cio 3. Mostre que a função α : (−π/2, 3π/2) −→ R2 dada por α(t) := (cos(t), sen(2t)) é uma
imersão, mas não é um mergulho. Conclua que, segundo nossa definição, sua imagem não é
uma superfı́cie de dimensão 1.

1
Exercı́cio 4. Poderı́amos ter uma imersão injetiva que não é um mergulho. Considere β : (−1, 2) −→
R2 definida por
β(t) := (t3 − t, t2 ).
Mostre que β é uma imersão, é injetiva, mas não é um mergulho.

Exercı́cio 5. Prove que a função φ : (0, 2π) × (−1, 1) −→ R3


  x    x   x 
φ(x, y) := 2 + y cos cos(x), 2 + y cos sen(x), y sen
2 2 2

é um mergulho. Logo, pode ser vista como uma parametrização da sua imagem, que está contida
na chamada Faixa de Möbius. Ainda:
• Descreva “como funciona” a parametrização com a variação dos parâmetros (x, y). Uma dica
é entender como está “girando” o segmento (1, 3) × {0} × {0} inteiramente contido no eixo x.
• Descreva os pontos que estão “faltando” ao considerarmos somente esta parametrização,
isto é, os pontos da faixa que não estão na imagem de φ.
• É possı́vel cobrir toda a Faixa de Möbius com apenas mais uma parametrização?

2
Exercı́cio 6. Obter uma parametrização para toro bidimensional em R3 . Em seguida, prove que
a parametrização encontrada é um mergulho e justifique quantas parametrizações você precisa
para cobrir todo o toro.

Uma dica é pensar na parametrização de um cı́rculo em um dos planos coordenados (por exemplo,
como na figura, no plano xz) e depois fazer uma rotação deste cı́rculo em torno de um eixo (no
desenho, seria uma rotação em torno do eixo z).

Exercı́cio 7 (Produtos cartesianos). Verifique que o produto cartesiano M × N ⊆ Rm × Rk de


duas (ou, mais geralmente, de qualquer número finito de) superfı́cies diferenciáveis
• M ⊆ Rm de dimensão p em Rm e

• N ⊆ Rk de dimensão q em Rk
é uma superfı́cie de dimensão p + q em Rm × Rk , cuja classe de diferenciabilidade é a menor dentre
as duas.

Exercı́cio 8. O circulo S1 ⊆ R2 é uma superfı́cie diferenciável (curva) de dimensão 1 em R2 .


Podemos definir o toro n-dimensional por Tn := S1 × S1 × · · · × S1 ⊆ R2n com a estrutura de produto
cartesiano do Exercı́cio 7. Qual a relação de T2 com o toro descrito no Exercı́cio 6?

Exercı́cio 9. Sejam U ⊂ Rn um aberto conexo e f : U −→ U uma função de classe C k . Defina


M = f (U ). Mostre que, se f satisfaz f ◦ f = f , então f tem posto constante em uma vizinhança
de M .
Além disso, como consequência, mostre que M é uma superfı́cie de classe C k .

Exercı́cio 10. (Opcional) Considere

Gk,n = P ∈ L(Rn ; Rn ); P simétrica de posto k e tal que P 2 = P .




2
Mostre que Gk,n é uma superfı́cie de dimensão k(n − k) em Rn .

Exercı́cio 11. Seja f : M −→ Rd uma função definida na superfı́cie diferenciável M ⊆ Rm . Prove


que, se existe F : U ⊆ Rm −→ Rd de classe C k , definida em um aberto U ⊆ Rm tal que M ⊂ U e tal
que F |M = f , então f é uma aplicação de classe C k .

3
Exercı́cio 12. O fibrado tangente à superfı́cie n-dimensional M ⊆ Rm , de classe C k , é definido
como [
{x} × Tx M = (x, v); x ∈ M, v ∈ Tx M ⊂ R2m .

T M :=
x∈M

Prove que este fibrado possui uma estrutura de superfı́cie diferenciável em R2m de classe C k−1 e
de dimensão 2n induzida pelas parametrizações da superfı́cie M .
Além disso, prove que a chamada “projeção” π : T M −→ M , definida por π(x, v) = x, é uma
aplicação de classe C k−1 entre superfı́cies.

Exercı́cio 13. (Opcional) Uma aplicação f : M −→ N induz uma aplicação f∗ : T M −→ T N entre


os respectivos fibrados tangentes pela lei

f∗ (x, v) = f (x), f 0 (x) · v .




Esta aplicação f∗ é às vezes chamada de aplicação induzida ou de push-forward de f .


Mostre que, se f : M −→ N é de classe C k , então f∗ : T M −→ T N de classe C k−1 .

Exercı́cio 14. Mostre que

M = x ∈ R3 ; x3 = x1 x2 + x1 x3 + 2x1 + 2x2


é uma superfı́cie diferenciável e determine o seu plano tangente T0 M na origem.

Exercı́cio 15. Considere a função E : R2 −→ R definida por

v2
E(θ, v) = − cos θ.
2
Determine os valores regulares de E e estude quais curvas de nı́vel de E são superfı́cies (curvas)
diferenciáveis em R2 .
Além disso, explique a figura abaixo que traz um esboço (de parte) dos conjuntos de nı́vel de
E para diferentes valores de c.

Em unidades convenientes, a função E pode ser interpretada como a energia total associada a
um pêndulo simples em R2 . Diferentes valores de c correspondem a diferentes nı́veis de energia.

4
Exercı́cio 16. Considere f : R3 −→ R dada por

f (x, y, z) = xyz + x3 + y 3 + z 3 .

(i) Se c 6= 0, mostre que Mc := f −1 (c) é uma superfı́cie de classe C ∞ e dimensão dois em R3 .


(ii) Prove que N := f −1 (0) \ {(0, 0, 0)} é uma superfı́cie de classe C ∞ e dimensão dois em R3 .

(iii) Dado (x0 , y0 , z0 ) ∈ N , encontre uma equação para o plano tangente T(x0 ,y0 ,z0 ) N .

Figura 1: A parte das superfı́cies de nı́vel f −1 (10), f −1 (1) e f −1 (0.01), respectivamente, que está
dentro do cubo [−5, 5]3 ⊂ R3 .

Exercı́cio 17. Mostre que S1 ⊂ R2 é uma superfı́cie orientável.

Exercı́cio 18. Mostre que a faixa de Möbius é uma superfı́cie que não é orientável.

Exercı́cio 19. Mostre que M × N é orientável se, e somente se, ambas M e N são orientáveis.

Exercı́cio 20. Mostre que o fibrado tangente definido no Exercı́cio 12 é uma superfı́cie orientável,
mesmo que M não o seja.

Exercı́cio 21. Seja f : M −→ N um difeomorfismo. Mostre que N orientável implica M orientável.

Exercı́cio 22. Seja M uma superfı́cie C k . Sejam φ : U −→ φ(U ) e φ : V −→ ψ(V ) parametrizações


classe C k tais que
• φ(U ) e ψ(V ) são vizinhanças parametrizadas conexas;

• W := φ(U ) ∩ ψ(V ) 6= ∅;
• det J(ψ −1 ◦ φ) muda de sinal em φ−1 (W ). note que esta condição só pode ocorrer quando
φ(U ) ∩ ψ(V ) não é conexo.
Prove que M não é orientável.

5
A partir daqui, exercı́cios sobre multiplicadores de Lagrange. Não serão cobrados na Prova 1.
Exercı́cio 23. Utilizar multiplicadores de Lagrange para obter uma prova da desigualdade entre
as médias geométrica e aritmética: se xi > 0, para todo i ∈ {1, 2, . . . , n}, então
1/n x1 + x2 + · · · + xn
x1 x2 · · · xn ≤
n
Exercı́cio 24. Considere a função f : R2 −→ R dada por f (x, y) = y, a função g : R2 −→ R dada
por g(x, y) = y 3 − x2 e M = g −1 (0). Faça um esboço de M e mostre que:
• (0, 0) ∈ M e f (0, 0) = 0;
• f (x, y) > 0 para todo (x, y) ∈ M com (x, y) 6= (0, 0);

• não se tem ∇f (0, 0) = λ∇g(0, 0).


Por que isto não contradiz o Teorema dos Multiplicadores de Lagrange?
Exercı́cio 25. Encontre o ponto mais próximo da origem na reta de interseção dos planos

2x + 3y + z = 6 e x + 2y + 2z = 4.
 
12 17 3
A resposta é , , .
13 13 13
Exercı́cio 26. Suponhamos que

ax2 + by 2 + cz 2 + 2dxy + 2exz + 2f yz = 1

seja a equação de um elipsóide. Seja ` o maior dos semi-eixos do elipsóide. Mostre que ` é a maior
raiz da equação
1
 
a− 2 d e
 ` 
 1 
 d
det  b− 2 f   = 0.
 ` 
 1
e f c− 2
`
Dica: Maximize a distância de pontos do elipsóide até a origem. É mais fácil trabalhar com o
quadrado da distância.
Exercı́cio 27. Resolva os itens abaixo.

(i) Dados a, b, c > 0, encontre o máximo da função

f (x, y, z) = xa y b z c

no compacto
K = (x, y, z) ∈ R3 | x + y + z = 1 com x, y, z ≥ 0 .


Mostre que
aa bb cc
xa y b z c ≤ , ∀ (x, y, z) ∈ K .
(a + b + c)a+b+c

(ii) Use o item anterior para mostrar que


 u a  v b  w c  a+b+c
u+v+w
≤ , ∀ u, v, w ≥ 0 .
a b c a+b+c

6
Exercı́cio 28. Seja f : R → R contı́nua em R, positiva e tal que
Z +∞
f (t) dt = 1
−∞

Se [a, b] é um intervalo com menor comprimento possı́vel tal que


Z b
1
f (t) dt = ,
a 2

mostre que f (a) = f (b). Z y


Dica: Escreva a restrição em termos da função F (x, y) := f (t) dt.
x

Exercı́cio 29. Seja f : [0, 1] → R contı́nua. Desejamos encontrar números reais A, B e C que
minimizem a integral
Z 1 2
f (x) − (Ax2 + Bx + C) dx.
0

Mostre que tais números existem e são soluções do sistema


 Z 1
A B C
+ + = 2 x2 f (x) dx


5 4 3




 0


 Z 1
A B C

+ + =2 xf (x) dx
 4
 3 2 0



 Z 1
A B




 + +C =2 f (x) dx
3 2 0

Exercı́cio 30. Nas condições do Teorema dos Multiplicadores de Lagrange, definimos a função
de Lagrange por
L(x, λ) := f (x) − λT g(x) − c .


Mostre que (x0 , λ0 ) é ponto crı́tico de L se, e somente se, x0 é ponto crı́tico da restrição de f ao
conjunto g(x) = c.
Mostre também que, se x0 é um mı́nimo local para o problema com restrição e λ0 é o multipli-
cador de Lagrange associado, então, para todo v ∈ ker g 0 (x0 ), temos

h∇2x L(x0 , λ0 )v, vi ≥ 0.

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