Forças concorrentes
Turma IC169 T04
Docente: Artur Jorge da Silva Lopes
Discente: Caio Freitas Santos da Costa, Jorge Chen Zhu, Natan Soares Matheus, Pedro
Henrique Lucas de Carvalho, Rhyan Gabriel Rodrigues Faria Castro
Objetivo
Medir diferentes forças resultantes causada por dois pesos mediante a variação do
ângulo entre eles usando molas com sensibilidades diferentes.
Teoria da aula
Forças concorrentes são um conjunto de forças que passam por um mesmo ponto.
Um conjunto de forças concorrentes aplicadas em uma partícula pode ser substituído por
uma única força resultante que é o vetor equivalente à soma das forças aplicadas.
A Lei dos Senos determina que num triângulo qualquer, a relação do seno de um
ângulo é sempre proporcional à medida do lado oposto a esse ângulo. Esse teorema
demonstra que num mesmo triângulo a razão entre o valor de um lado e o seno de seu
ângulo oposto será sempre constante. Assim, para um triângulo ABC de lados a, b, c, a Lei
dos Senos admite as seguintes relações:
Outro método é o Teorema de Lamy, que diz, quando um ponto material está em
equilíbrio e submetido à ação de três forças coplanares e concorrentes, a razão entre o
módulo de cada força e o seno do ângulo oposto é constante. Uma consequência imediata
da aplicação da Lei dos Senos ao triângulo de forças é uma generalização do Teorema de
Lamy:
1
Quando um corpo rígido em equilíbrio se encontra sob a ação de três forças
concorrentes, o módulo de cada uma delas é diretamente proporcional ao seno de seu
respectivo ângulo oposto.
E por último, temos a Regra do paralelograma. Os paralelogramos são polígonos
que possuem os lados opostos paralelos com medidas geometricamente iguais. Nos
paralelogramos, os ângulos opostos são iguais e os ângulos internos consecutivos de cada
lado são suplementares, isto é, a soma entre eles totalizam 180º. Essa propriedade pode
ser generalizada para qualquer espaço vetorial munido de um produto interno e, em
particular, para um espaço euclidiano.
Usando a notação do diagrama à direita, os lados são denotados (AB), (BC), (CD),
(DA). Em geometria Euclidiana, um paralelogramo tem os lados opostos iguais, de forma
que (AB) = (CD) e (BC) = (DA). Assim, a lei pode ser expressa como:
Descrição do sistema
O sistema era básicamente uma mesa de forças, em duas roldanas da mesa havia
uma massa de 100 gramas cada, na terceira roldana foi fixado uma mola de cada vez, cada
uma com uma sensibilidade de força diferente, uma com 2 N, uma com 5 N e outra de 10 N.
Os fios foram cuidadosamente colocados para ficaram coplanares no máximo possível. A
partir da variação na deformação das molas iria ser medida a força elástica que seria
equivalente a força resultante das forças concorrentes.
2
Medidas e discussão
O experimento foi realizado com três molas diferentes, uma com 2 N de
sensibilidade, uma com 5 N e uma com 10 N, em cada mola foram usados 5 ângulos
diferentes entre as massas, 0° (parelelas), 60º, 90º, 120º e 180º.
Dados coletados
Ângulo FR teórico (N) Mola 2N (N) Mola 5N (N) Mola 10N (N)
0º 2,0 2 1,8 2,2
60º 1,7 1,6 1,5 1,9
90º 1,4 1,4 1,3 1,5
120º 1 1 0,8 1
180º 0 0 0 0
Desvio padrão
Ângulo Média (N) Mola 2N (N) Mola 5N (N) Mola 10N (N) Desvio Padrão
0º 2,0 2 1,8 2,2 0,1633
60º 1,67 1,6 1,5 1,9 0,1208
90º 1,4 1,4 1,3 1,5 0,0816
120º 0,93 1 0,8 1 0,1103
180º 0 0 0 0 0
3
Os gráficos a seguir foram feitos usando o cosseno como variante, já que conforme
o ângulo entre as massas as forças resultantes vão reduzindo até ser nula. Para conseguir
fazer um gráfico coerente foi usado o cosseno ao invés do grau. A regra do paralelogramo
já dava pra prever este resultado, com o cosseno sendo a única variável que reduziria a
força conforme o ângulo muda.
f(x) = 0,94x + 1,22
f(x) = 0,86x + 1,08
4
f(x) = 0,8x + 1,45
Conclusão
É interessante notar que como o cosseno possui um comportamento periódico, a
força resultante neste experimento também irá ter, tendo seus máximos e mínimos em torno
dos ângulos 0º, 180º e 360º.
O experimento teve bastante variação nas medidas de força obtidas, certamente por
conta dos fios não estarem perfeitamente coplanares, mas ainda assim dentro do que foi
esperado observar.
Referências
[1] -
https://sistemas.eel.usp.br/docentes/arquivos/5840793/LOM3099/resumo%20e%20exercicio
s%20parte%201.pdf
[2] - https://www.tutorbrasil.com.br/forum/viewtopic.php?t=80625
[3] -
https://professorpinguim.com.br/blog/soma-vetorial-regra-do-paralelogramo-e-metodo-da-lin
ha-poligonal/
[4] - https://www.educamaisbrasil.com.br/enem/matematica/lei-dos-senos-e-dos-cossenos