DEPARTAMENTO DE CIÉNCIAS SOCIAS
CURSO DE LICENCIATURA DE ENSINO PRIMÁRIO
PROTÊSE II
TEMA: SISTEMAS E PLANEJAMENTO
EM PPR
TURMA: 202
REGIME: REGULAR
CURSO: MEDICINA DENTARIA
2º ANO- II SEMESTRE/2024
DOCENTE
_____________________________
Gabriel Chingualulo
CAÁLA, 2024
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DEPARTAMENTO DE CIÉNCIAS SOCIAS
CURSO DE LICENCIATURA DE ENSINO PRIMÁRIO
PROTÊSE II
INTEGRANTES DO GRUPO
Adérito Lazaro
Felidade Benjamim
Fernando Cacumba
Luzia João
Manuel Samuel
Samuel Quarta
Zeferino Watanga
CAÁLA, 2024
INTRODUÇÃO................................................................................................................................. 7
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SISTEMAS EM PRÓTESE PARCIAL REMOVIVEL.....................................................................8
PLANEJAMENTO EM PPR........................................................................................................... 10
PLANEAMETO PADRAO PARA CLASSE I DE KENNEDY.......................................................13
PANEJAMENTO PADRÃO PARA CLASSE II DE KENNEDY....................................................16
PLANEAMENTO PADRÃO PARA CLASSE III MOD. 1 DE KENNEDY....................................18
PLANEAMENTO PADRÃO PARA CLASSE IV DE KENNEDY..................................................19
CONCLUSÃO................................................................................................................................. 21
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.............................................................................................22
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INTRODUÇÃO
Perante a sociedade, as próteses parciais removivéis (PPR) possuem a imagem de ser
pouco eficientes, danosas aos dentes, ao periodoto e a mucosa, além de pouco
confortavéis e antiestéticas.
Todo esse negativismo, na maioria das vezes, é consequência de causas iatrogênicas em
que o profisional, por não saber albergar o conjunto de elementos da PPR em uma PPR
(Sistemas em PPR), resultado de um péssimo planejameto, faz a confecção de forma
empírica, resultando em uma protése instavél e lesando o paciente.
Neste trabalho trazemos os diferentes sistemas em PPR de forma a abordar os seus
elementos superficiamente, isso porque na elaboração do mesmo partiu-se do
pressuposto de que os colegas já saibam os conceitos gerais em PPR, preparo da boca
para receber a PPR e Moldagens em PPR ( planejamento prévio).
Nosso foco principal é falar do planejameto padrão de cada classe de kennedy trazendo
assim uma abordagem mais prática por meio de casos clínicos.
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SISTEMAS EM PRÓTESE PARCIAL REMOVIVEL
Sistemas: é um conjunto de elementos interdependentes de modo a formar um todo
organizado. Em PPR encontramos quatro (4) tipos de sistemas:
1- Sistema de suporte ou sustentação
2- Sistema de retenção e estabilidade
3- Sistema de conexão
4- Sistema de selas e dentes artificais
1- Sistema de suporte ou sustentação.
Elementos que já fazem parte da boca do paciente.
Dentes de suporte.
• Dentes inclinados.
• Qualidade de tratamento endodôntico.
• Qualidade do tratamento restaurador.
• Qualidade de suporte alveolar.
Tecidos periodontais (fibromucosa)
• Quanto mais ausência dentária, maior é o contato com a fibromucosa.
Classificação das fibromucosas:
• Dura: causa traumas por compressão.
• Compressível: a ideal.
• Flácida: ruim para assentamento da PPR, podendo dobrar e gerar lesão.
Tecido ósseo alveolar (sentido Vestibulo- Lingual)
• Normal.
• Reabsorvido.
• Estrangulado.
• Em lâmina de faca.
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Tecido ósseo alveolar (sentido Ântero- Posterior)
• Horizontal (ideal, equilibra as forças).
• Descendente distal (não é ideal, traciona os dentes para distal).
• Ascendente distal (não é ideal, mas melhor que o distal).
• Côncavo (o pior de todos, mistura ascendente com descendente).
2- Sistema de retenção e estabilidade
Grampos. ➢ Braço de retenção.
• Braço de oposição.
• Apoio.
• Grampos de retenção direta e indireta.
Apoios.
• Elementos estabilizadores.
• Feitos em nichos na mesial, distal ou cíngulo.
3- Sistema de conexão:
Barras (conectores maiores)
➢ Rigidez: passividade, comodidade e compatibilidade biológica.
➢ Maxila: deve passar de 4 a 6 mm da gengiva marginal livre e ficar justaposta ao
palato.
➢ Mandibula: acima de assoalho e freio e 2 a 3 mm de distância da gengiva marginal
livre, além de ter um alívio de 1,5 mm da superfície.
4- Sistema de selas e dentes artificiais
Toda região que será posicionada dentes artificiais.
➢ Metálica: elementos como se fossem malha de uma rede.
➢ Plástica: resina acrílica. ➢ Dentes artificiais
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PLANEJAMENTO EM PPR
Definição: é o ato de projetar, estruturar e programar. É a elaboração mental da PPR
sob bases cientificas.
Desenhar: é o ato de registar graficamente o planeamento. Portanto, o desenho é uma
manobra complementar e de constatacao.
O planejamento em PPR pode ser dividido em duas etapas:
Planejamento Prévio
Planejamento Protético
1- Planejamento Prévio é elaborado após a realização dos exames clinicos e
radiográficos e do delineamento dos modelos de estudo. O planejamento prévio é uma
ideia aproximada do tipo de reabiliatção protética a ser utilizada. Em função deste
planejamento o preparo da boca curativo será exacutada.
Entre tanto as vezes é dificil prever o comportamento exato das reações biologicas
frente aos tratamentos realizados. Estas adiversidade podem modificar o planejamento
prévio.
No temos que considerar alguns factores planejamento prévio:
Exame Bucal: Saúde, Idade, Comportamento Emociomal.
Exame Clínico Bucal: Exame Dental, Higiene, Qualitativo ( número de dentes de
suporte) , Coroa Forma e Estado, Exame Periodontal, Exame Radiográfico, Exame
do Suporte Fibromucoso, Analise Funcional da Oclusão, Analise do Modelo de
Estudo, Análise das Próteses Existentes , Análise Extrabucal.
2- Planejamento Protético é a confirmação do planejamento prévio frente as respostas
dos tecidos. A experiência clinica do profissional é um fator de real importância porque
não é possivel determinar lei rigidas e precisas para as ciências biologicas.
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SELECÇÃO DOS DENTES ARTIFICIAIS
A escolha dos dentes artificiais utilizados na PPR depende de alguns factores:
Natureza da superfície oclusal antagonista.
Propriedade mecânica do material do dente artificia.
Estabilidade dimensional e de cor.
Forma oclusal.
Quanto aos materiais empregado, destacam-se: as porcelanas, as resinas e as superfícies
metálicas.
Os dentes de porcelana utilizados a mais de dois séculos, possuem alta beleza estética e
grande estabilidade dimensional a abrasão. Possuem alto modulo de elasticidade que se
traduz em certas desvantagem na utilizarão para casos de PPRs dentomucossuportadas,
uma vez que a transmissão de esforços para o rebordo desdentado e incrementado.
A alta dureza da porcelana pode também ocasionar ruídos incómodos durante os
contactos funcionais.
Os dentes artificiais de porcelana exigem retenção mecânica a base de resina.
Os dentes de resina têm tido grande evolução quanto a estética, hoje comparados aos
dentes de porcelana e quanto a resistência, sensivelmente aumentada com as resinas de
cadeia cruzada.
Além de vantagem da coesão química dos dentes de resina com base da prótese também
possuem um módulo de elasticidade menor, sendo mais confortáveis e absorvendo parte
dos esforços oclusais transmitidos ao tecido de suporte fibromucoso.
O desenvolvimento das propriedades mecânicas e estética das resinas, aliadas a
simplicidade da técnica laboratorial, as tornam de uso universal como dentes artificial. E
necessário o ajustamento na superfície oclusal dos dentes artificiais
Quase na totalidade das situações clínicas e necessárias o ajuste também na superfície
oclusal dos dentes artificiais. Este desgaste no “ esmalte” do dente artificial elimina a
porção da resina acrílica fabricada com cadeia cruzada, que proporciona resistência ao
desgaste.
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Quando o desgaste do dente atingir a dentina do dente, a ligação existente na resina será
fraca e facilmente susceptível ao desgaste.
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AS PRINCIPIAS CONSEQUÊNCIAS QUE O DESGASTE DOS DENTES
PROVOCAM SÃO:
Diminuição da eficiência mastigatória.
Diminuição da dimensão vertical.
Maior reabsorção do osso alveolar
Disfunção.
PLANEAMETO PADRAO PARA CLASSE I DE KENNEDY
Caso clinico: paciente portador dos dentes 44, 42, 41, 31, 32, 33 e 34, com periodonto
normal, grau de mobilidade zero, dentes higidos e bem posicionados no arco.
Antagonista- dentes naturais bem posicionados.
Através dele observamos que as áreas retentivas encontram se na região distovestibular
de ambos os pré-molares.
A posição do equador protético junto ás áreas retentivas permite posicionar o terminal
retentivo com retenção de 0,25mm no terço cervical, sem nescessidade de
recontornamento.
FIXAÇÃO DA TRAJETÓRIA DE INSERÇÃO
Localização dos Eixos de Rotação
Para os casos de PPR de extremidades livres, o eixo de rotação real passa sobre os
apoios dos dentes próximo dos espaço protético. Se o apoio estiver localizado na mesial,
o eixo de rotção tamém estará na mesial. Caso estiver em distal, o eixo de rotação estará
em distal.
Relacionado a posição de área retentiva com eixo de rotação podemos selecionar um
tipo de retentor direto que não csuse torque ao dente de suporte , quando a protese
estiver sob função.
A melhor localização, em nosso caso clinico , é em mesial porque posicionamos o
terminal retentivo em distal á rotação funcional distal da PPR fará com que ele se
destaque para uma região baixa, em relaçao ao angulo de convergencia cervical ( o
terminal retentivo perde o contato com o dente).
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SELEÇÃO DO RETENTOR DIRETO
Nesta situação clínica poderíamos seleccionar como retentor directo:
1- Grampo Circunferencial de Ackers com apoio mesial, braço de oposição
língual e braço de retenção vestibular com sentido mesiodistal.
2- Grampo em anel com apoio e conectores menor em mesial.
3- Grampo em T.
4- Grampo em 7.
Alegamos o Grampo em 7 porque recobre pouca superfície dental e é de simples
confecção. Seleccionamos o grampo em T se a retenção disto vestibular for insuficiente
e houver necessidade de retenção também pela região mesiovestibular.
O maior recobrimento da superfície dental torna o grampo em T mais susceptível para
induzir forças nocivas aos dentes de suporte além de acumular mais placa bacteriana.
O Grampo Circunferencial De Ackers é eleito quando existir inclinação acentuada do
rebordo vestibular, tornando o braço do grampo por acção de ponta muito distante do
tecido de revestimento mucoso.
O Grampo Circunferencial de Ackers tem com desvantagem o mesial recobrimento da
superfície dental e exige preparos dos apoios menos conservadores (pela necessidade de
confeccionar a passagem para o braço vestibular do grampo). O braço de oposição
língual pode ser estendido até a face distal, a fim de obter maior braciagem do dente e
maior estabilização horizontal.
O Grampo Em Anel necessita de preparo para apoios mas conservador mas devido a
grande longitude torna-se bastante flexível requerendo retenções maiores que 0,25mm
necessitando, portanto, de planos guias maiores.
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LOCALIZAÇÃO DOS PLANOS GUIAS E APOIOS
O delineamento também informa que o equador protéticos nas regiões distal e língual
dos pré-molares apresentam-se muito alto necessitando de confecção de planos guias
durante o preparo de boca.
Selecção de Retentor Indirectos: A disposição ideal para o retentor indirecto situa-se
perpendicularmente ao eixo de rotação real entre os dois dentes de suporte. Portanto,
deve localizar-se entre os dois incisivos centrais. Por razões estéticas e biomecânicas
realiza-se um apoio em resina fotopolimerizavél do cíngulo do canino.
Selecção do Conector Maior: Havendo espaços o conector maior de eleição é a barra
de língua. Se não houver pode se utilizar o chapeamento lingual ou splint lingual.
Selecção de Selas: A sela plástica unida a armação através da rede metálica.
ANÁLISE BIOMECÂNICA DO PANEJAMENTO PADRÃO
CLASSE I DE KENNEDY
Sob função as próteses recebem forças simultâneas em diversas direcções mas,
didacticamente torna-se mas esclarecedor quando analisamos separadamente.
Retenção Directa - retenção mecânica, retentores directos nos dentes 34, 44 (0,25mm
para ligas CO-CR).
Retenção Física: é obtida pelo grau de recobrimento da sela e adaptação aos tecidos,
quanto maior o recobrimento da área chapeável, maior a retenção. Quanto maior
adaptação das selas aos tecidos, maior a retenção.
Retenção Indirecta - retentor indirecto nos 33 e 43.
Caso haja grande expectativa quanto a necessidade de retenção indirecta os conectores
menores podem ser interligados pelos grampos contínuos de kennedy.
A necessidade de retenção também pode ser diminuída pela mesialização do ponto de
aplicação das forças sobres as selas. Quando possível, pode se eliminar o segundo ou até
mesmo o primeiro molar artificial.
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Quanto maior a área chapeável menor a unidade de forças por áreas. Quanto mas mesial
a aplicação de forças, maior a participação dos dentes de suporte e menor a participação
da fibromucosa. Quanto menor a superfície vestibular lingual dos dentes artificias
menor as forças sobre os tecidos de suporte.
Estabilidade Horizontal: As forças horizontais aplicadas nas selas directas serão
transmitidas, principalmente, ao dente 34 (pela rigidez da PPR por meio do braço de
oposição) e, secundariamente, ao dente 44 pelo braço vestibular de retenção, ao flanco
vestibular do rebordo directo e flanco língual do rebordo esquerdo.
PANEJAMENTO PADRÃO PARA CLASSE II DE KENNEDY
Caso clínico: Paciente portador dos dentes 37, 36, 35, 34,33,32,31,41,42,43,44,
periodonto normal, grau de mobilidade zero dente higidos e bem, posicionados no arco.
Antagonizados por dentes naturais com plano oclusal satisfatório.
Delineamento: As áreas retentivas satisfatórias localizadas na mesial do dente 37 na
região distovestibular do dente 44.
Localização do Eixo de Rotação: Eixo de rotação real entre os dentes 37 e 34.
Selecção dos Retentores Directos: Em função da localização das áreas retentivas, o
retentor directo de escolha será um grampo circunferencial com apoio distal.
Elegemos o grampos em 7 pelas mesmas razões do caso anterior e como opositor, um
grampo MD com apoio na mesial e placa proximal distal.
Selecção do Retentor Indirecto: A mediatriz da perpendicular ao eixo da rotação
localiza-se fosseta mesial 34 sendo essa esta uma excelente para o retentor indirecto
porque possui espaço adequado para confecção do preparo para apoio conservador ( por
ser um região que não interferi com a oclusão).
Localização dos Planos Guias: nesta situação clínica ouve necessidade de confecção
do Plano Guia na distal dos dentes 44 para instalação da placa distal, na língual e distal
do dente 37 e língual do dente 34.
Selecção do Conector Maior : Barra Língual.
Selecção da Sela : Sela plástica unida a armação plástica.
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ANALISE BIOMECÂNICA PARA O PLANEJAMENTO PADRÃO
DE CLASSE II DE KENNEDY
1- Retenção directa: 37 e 44.
2- Retenção indirecta: 34.
3- Suporte: Dentário: 44 e fibromucuso: área chapeável desdentada.
4- Estabilização Horizontal: aplicação de forças no sentido VL na sela implica na
transmissão de esforços para estruturas suporte.
5- Principal: 37 e 34 (braço de oposição)
6- Secundária: 44 (braço de retenção) e flanco vestibular do rebordo desdentado.
Um aumento da estabilidade horizontal poderia ser obtido pela de um braço língual
adicional no canino ou então distalizado o apoio do dente 34 para um apoio interdental
entre o dente 34 e 35 braço língual no dente 34 e 35.
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PLANEAMENTO PADRÃO PARA CLASSE III MOD. 1 DE
KENNEDY
Caso clínico: Paciente portador dos dentes 17, 13, 12, 21, 22, 23, 27, periodonto
normal, grau de mobilidade zero, dentes higidos e bem posicionados no arco.
Delineamento:
1- Localização das áreas retentivas do dente 17, 13, 23 e 27.
2- Localização dos eixos de rotação.
3- Inexistência de eixo de rotação de real devido a presença de suporte dental anterior e
posterior bilateral. Presença de seis eixos de rotação virtuais que cruzam os dentes
de suportes entre si.
Selecção do Retentor Directo:
1- 17, 27: Grampo circunferencial de Ackers com apoio mesial braço de oposição
língual.
2- 13, 23: Grampo em I localizado na região vestibulodistal para se tornar mas estético.
Braço de oposição, grampo mesiodistal com apoio mesial e pela placa proximal
distal.
Selecção de Retentor Directo:
1- Por existir só eixo de rotação virtuais não há necessidade de retenção indirecta.
2- Localização dos Planos Guias.
3- Distal do 13 e 23 e lingual-mesial 17 e 27.
Selecção do Conector Maior: Pela disposição dos espaços protéticos, indica-se o
recombrimento parcial médio. Outra alternativa poderia ser o conector Barra Dupla.
Selecção de Sela: Plástica, unida pela rede metálica.
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ANALISE BIOMECÂNICA PARA O PLANEJAMENTO DE CLASSE III
MOD. 1 DE KENNEDY
1- Retenção directa: 17,13, 23, 27 está retenção clínica permite também que haja
retenção friccional dada pelos planos guias.
2- Suporte: exclusivamente dentário: 17, 13, 27.
3- .Estabilização Horizontal: quando a aplicação das forças a sela directamente de
vestibular lingual, os esforços serão transmitidos principalmente nos dentes 26 e 27
(braço de oposição) e, secundariamente, 13 e 17 (braço de retenção).
Se houver interesse na estabilização horizontal está poderá ser aumentada pela
colocação do Grampo Continuo de Kennedy Anterior.
PLANEAMENTO PADRÃO PARA CLASSE IV DE KENNEDY
Caso clínico: Paciente portador dos dentes 17, 16, 15,14, 13, 23, 24, 25, 26, 27, com
periodonto normal, grau de mobilidade zero, dentes higidos e bem posicionados no
arco.
Antagonista: dentes naturais com boa relação e bom plano oclusal.
Delineamento: Áreas retentivas mesiais do 13 e 23 mesiais do 16, 26, e distais do 17 e
27.
Localização do Eixo de Rotação: A disposição quadrangular dos dentes de suporte
determina a presença de eixos de rotação virtual.
Selecção dos Retentores Directos: Grampos gémeos unidos pelo apoios nos dentes 17,
16, 27, 26. Grampo mesiodistal com apoio distal e placa mesial nos dentes 13 e 23.
A placa mesial estende-se até ultrapassar ligeiramente a vestibular onde a retencao é
dada por fricção das superfícies mesiais dos planos paralelos e trajetoria de inserção.
Planos Guias nos dentes 14 e 24.
Selecção dos retentores indirectos: Devido a existência de eixos de rotação virtuais,
não há necessidade de retenção.
Localização do plano guia: Mesial do 13, 23 lingual do 14 e 24, e, se necessário, na
lingual do 17, 16, 26 e 27.
Selecção do conector maior: Barra Dupla
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Selecção De Selas: Sela metálica para casos em que a reabsorção osso alveolar é
mínima. Sela plástica para os casos em ouve perda óssea da região anterior.
ANALISE BIOMECÂNICA PARA O PLANEJAMENTO PADRÃO CLASSE IV
DE KENNEDY
1- Retenção Directa: 16, 17, 26,27, 13, 23, 14 e 24 (friccional)
2- Suporte Dentário: 13, 14, 16, 17, 23, 24, 26 e 27.
3- Estabilidade Horizontal: aplicações de forças de vestibular para o lingual do lado
directo da sela transmitindo-a para os dentes 23, 26 e 27.
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CONCLUSÃO
Concluímos que a confecção de uma PPR alberga um conjunto de sistemas (sistema de
sustentação, de suporte, de retenção e sistema de selas e dentes artificiais) e é necessário
que haja um bom planejamento, partindo do prévio ao protético.
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
TODESCAN, R., SILVA, E.E.B. da, SILVA, O J da Atlas de prótese parcial removível.
São Paulo: Santos, 1996. 345p. Manual de Prótese Parcial Removivél ( Claudio
Kliemann Wagner de Oliveira).
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