Capítulo 6: Camada de Rede Aula 1: Introdução e Endereços IP Pilha de Protocolos da Internet A pilha de protocolos da Internet é organizada em várias camadas,
cada uma com
funções específicas: Aplicação: Suporta as aplicações de rede, como: HTTP (HyperText Transfer Protocol): Protocolo para transferência de páginas web. FTP (File Transfer
Protocol): Protocolo para transferência de arquivos. SMTP (Simple Mail Transfer Protocol): Protocolo para envio de e-mails. Transporte: Responsável pela transferência de dados
host-a-host (processo-a-processo), utilizando: TCP (Transmission Control Protocol): Protocolo orientado a conexão que garante a entrega dos dados. UDP (User Datagram Protocol):
Protocolo sem conexão, utilizado para transmissão rápida de dados sem garantia de entrega. Rede: Encarregada do roteamento de datagramas da origem até o destino: IP (Internet
Protocol): Protocolo principal que define o endereçamento e roteamento de pacotes. Protocolos de roteamento: Definem como os pacotes são roteados pela rede, como RIP, OSPF, e
BGP. Enlace: Transferência de dados entre elementos de rede vizinhos, usando: Ethernet: Tecnologia de rede local (LAN) que permite a comunicação entre dispositivos em uma
mesma rede física. Física: Transferência de bits "no fio", que inclui: Cabos de rede, sinalização elétrica, conexões físicas, etc. Funções da Camada de Rede Encaminhar segmentos de
transporte do hospedeiro emissor ao receptor. Camada distribuída: Está presente no emissor, receptor e nós intermediários. No lado emissor, os segmentos são encapsulados em
datagramas IP. Roteadores examinam os campos de cabeçalho de todos os datagramas IP que passam por eles para determinar o próximo salto na rota. Duas Funções Importantes da
Camada de Rede Repasse (Comutação): Movimento dos pacotes da entrada do roteador para a saída apropriada. Analogia: Passar por um único cruzamento em uma viagem. Modelo
de um roteador: Interface de entrada -> Tabela de comutação -> Interface de saída. Roteamento: Determina a rota seguida pelos pacotes da origem ao destino via algoritmos de
roteamento. Analogia: Planejar uma viagem da origem ao destino. Algoritmos de roteamento determinam valores nas tabelas de rotas. Redes de Datagramas WAN/Internet: Utiliza
roteamento de pacotes pela rede. Aula 2: Endereçamento IP (CIDR) e DHCP Endereçamento IPv4 Notação Decimal Pontuada: Exemplos, [Link]. Cada segmento decimal
representa 8 bits do endereço IP. Capacidade de Endereçamento: 32 bits permitem endereçar até [Link] máquinas. Alguns endereços são reservados para usos específicos.
Endereçamento Class-full Classes de Endereços: Divisão dos endereços IP em classes A, B, C, D e E, dependendo do tamanho da rede e do número de hosts. Classe A: Redes
grandes, 128 redes com até 16 milhões de hosts. Classe B: Redes médias, 16.384 redes com até 65.534 hosts. Classe C: Redes pequenas, 2.097.152 redes com até 254 hosts. Classe
D: Endereços multicast. Classe E: Reservado para uso futuro e experimental. Problemas do Endereçamento Class-full Desperdício de Endereços: Blocos grandes alocados mesmo
quando não são necessários. Ineficiente para Redes em Crescimento: Não escala bem com o crescimento da rede. CIDR (Classless Interdomain Routing) Endereçamento Mais
Eficiente: Permite que a porção de endereço de rede tenha tamanho arbitrário. Formato do Endereço: A.B.C.D/x, onde x é o número de bits na parte de rede do endereço. Exemplo:
[Link]/23 permite um bloco de endereços com uma máscara de sub-rede que identifica os primeiros 23 bits como parte da rede. DHCP (Dynamic Host Configuration Protocol)
Protocolo para Configuração Dinâmica: Atribui endereços IP automaticamente. Modelo Cliente-Servidor: Cliente: Solicita informações de configuração (endereço IP, máscara de
rede, gateway, servidores DNS). Servidor: Gerencia centralmente os endereços IP usados na rede. Ciclo de Vida do DHCP Alocação (Allocation): Cliente envia "DHCP discover".
Servidor responde com "DHCP offer". Cliente solicita um dos endereços oferecidos com "DHCP request". Servidor confirma a alocação com "DHCP ack". Re-alocação
(Reallocation): Cliente que já possui um endereço verifica sua validade com "DHCP request". Servidor confirma com "DHCP ack". Renovação (Renewal): Cliente tenta renovar o
endereço antes do lease time expirar, geralmente após 50% do tempo decorrido. Se falhar, tenta novamente via broadcast. Liberação (Release): Cliente envia "DHCPRelease" para
liberar o endereço. Servidor libera o endereço para uso por outro cliente. Configuração Manual vs Automática Manual: Endereços IP configurados manualmente. Propenso a erros e
conflitos. Sobrecarga para administradores de rede. Automática (DHCP): Endereços IP atribuídos dinamicamente. Reduz a carga de trabalho dos administradores. Melhor para
usuários móveis. Aula 3: Mapeamento para Endereços de LAN e Atribuindo Blocos de Endereços ARP (Address Resolution Protocol) Tradução de Endereços IP para Endereços
Físicos (MAC): Cada adaptador Ethernet possui um endereço único na LAN. ARP utiliza uma tabela de tradução para mapear endereços IP em endereços físicos. Se o endereço não
está na tabela, ARP difunde um pacote na rede física para resolver o endereço. Funcionamento do ARP Consulta ARP: Envia uma mensagem broadcast na rede para descobrir o
endereço físico correspondente a um endereço IP. Resposta ARP: O host com o endereço IP correspondente responde com seu endereço físico, que é então armazenado na tabela
ARP. Atribuição de Endereços IP Obtenção de um Bloco de Endereços: Administrador de rede deve contatar a ISP, que fornece endereços a partir de um grande bloco alocado.
Exemplo: ISP com bloco [Link]/20 pode dividir em blocos menores ([Link]/23, [Link]/23, etc.) para organizações. Gerenciamento de Endereços IP ICANN (Internet
Corporation for Assigned Names and Numbers): Gerencia globalmente os endereços IP e servidores raiz DNS. Blocos de endereços são alocados para registradores Internet
regionais. Registro de Blocos de Endereços: Blocos IPv4 são gerenciados e distribuídos por registradores regionais e nacionais. Exemplo: No Brasil, os blocos de endereços são
gerenciados pelo [Link], que distribui recursos de numeração como ASN, blocos IPv4 e IPv6. Custos para Atribuição de Endereços Custos para ISPs e Usuários Finais: Custos
associados à obtenção de blocos de endereços podem ser consultados em sites como [Link]. Incluem taxas de alocação e manutenção dos blocos de endereços. Pontos
Importantes Protocolo ARP: Essencial para resolver endereços IP em endereços físicos. Atribuição de Endereços IP: Compreender como blocos de endereçamento são distribuídos e
gerenciados para ISPs e usuários finais. CIDR e DHCP: Conhecimento fundamental sobre endereçamento sem classes, máscaras de sub-rede, e configuração dinâmica de
endereç[Link] 6. CAMADA DE REDE AULA 4: NAT (Network Address Translator) NAT (Network Address Translator) é uma tecnologia que permite a conexão de uma rede com
endereços IP privados à Internet através de um servidor de NAT. Isso ajuda a contornar o problema da escassez de números IP, traduzindo endereços válidos em privados e
vice-versa. Endereços Privados: Conforme definido na RFC 1597, as faixas de endereços privados são: [Link] -> [Link] [Link] -> [Link] [Link] ->
[Link] Esses endereços podem ser usados por qualquer empresa. Exemplo de Uso: Uma rede com 100 computadores usando o esquema de endereçamento
[Link]/[Link] pode acessar a Internet utilizando um único endereço IP válido, economizando endereços IP. Formas de Tradução: NAT Básico: Tradução simples de endereço
IP global para privado. NAPT/PAT (Port Address Translation): Tradução de endereços IP e números de portas. Servidor NAT: Pode ser um router com NAT, um servidor Linux, ou
uma máquina Windows com ICS (Internet Connection Sharing) ou software como Wingate ou Winroute. Configura-se com IP da interface interna (ex.: [Link]) e IP da interface
externa (endereços válidos na Internet). NAPT: Envolve etapas onde o roteador NAT substitui o endereço de origem do datagrama, atualiza a tabela e, quando a resposta chega,
substitui o endereço de destino para o IP interno original. Tarefas do NAPT: Modificar o endereço IP de acordo com a tabela NAT. Modificar o checksum do IP e TCP. Modificar
pacotes ICMP e campos em protocolos como FTP, SNMP, DNS, etc. Pacotes emitidos e recebidos não devem ter ciência da existência do NAT. Controvérsias: Roteadores devem
processar até a camada 3. Viola o argumento fim-a-fim. Escassez de endereços IP deve ser resolvida pelo IPv6. Traduções Estáticas: Úteis para serviços na rede interna, como um site
web, onde o NAT consulta a tabela de endereços e transcreve para o IP interno correspondente. Traduções Dinâmicas: Úteis para acesso de computadores da rede corporativa para a
Internet, utilizando um ou mais endereços válidos. Outras Aplicações: Balanceamento de Carga: Uso de um IP global representando um “servidor virtual”. Alta Disponibilidade:
Continuidade do servidor virtual mesmo se uma máquina falhar. AULA 5: PROTOCOLO IP E SEUS SERVIÇOS Protocolo IP: O Protocolo de Internet (IP) é a principal ferramenta
para comunicação entre dispositivos na rede. Ele fornece serviços essenciais, porém não garante confiabilidade, controle de fluxo ou congestionamento. O protocolo IP funciona na
camada de rede e é responsável por entregar pacotes de dados (datagramas) de um host a outro. Serviços do Protocolo IP: Checagem de Pacotes: Utiliza o checksum do cabeçalho
para garantir a integridade dos dados usados pelos roteadores. Segmentação e Remontagem: Divide datagramas longos para serem transferidos através de redes com tamanho
máximo de pacote pequeno (MSS). Formato do Datagrama IP: Cabeçalho: Inclui campos como versão do protocolo, tamanho do cabeçalho, total length, identificação, flags, offset de
fragmento, TTL (Time to Live), protocolo, checksum do cabeçalho, endereços IP de origem e destino, e opções IP. Dados: Contém a carga útil, ou seja, os dados reais sendo
transmitidos. Campos Específicos do Cabeçalho IP: VERS: Versão do protocolo IP. HLEN: Tamanho do cabeçalho. Total Length: Tamanho total do datagrama. Identification:
Identifica fragmentos de um datagrama. Flags: Controla a fragmentação. DF (Don't Fragment): Indica que o pacote não pode ser fragmentado. MF (More Fragments): Indica que há
mais fragmentos. Fragment Offset: Posição do fragmento no datagrama original. TTL: Limita o "tempo" de transmissão dos datagramas, decrementado em cada roteador até que
chegue a zero e o datagrama seja descartado. Protocol: Indica o protocolo de transporte. Header Checksum: Verifica a integridade do cabeçalho. Source IP Address: Endereço IP de
origem. Destination IP Address: Endereço IP de destino. Options (If any): Informações adicionais para segurança, roteamento, etc. Padding: Preenchimento para garantir que o
cabeçalho seja múltiplo de 32 bits. Fragmentação e Remontagem: MTU (Maximum Transfer Unit): Define o maior frame que pode ser transportado pela camada de enlace. Processo
de Fragmentação: Datagramas IP grandes são divididos em fragmentos menores para serem transmitidos através de enlaces com MTU menor. A remontagem ocorre no destino final,
onde os fragmentos são reagrupados com base nos campos identification, fragment offset, e flags. Encapsulamento de Datagramas: Um datagrama IP encapsula pacotes de transporte,
como TCP ou UDP, dentro de sua área de dados, que por sua vez é encapsulada dentro de quadros Ethernet na camada de enlace. AULA 6: ICMP E TRACEROUTE ICMP (Internet
Control Message Protocol): Um protocolo utilizado para a comunicação de informações de controle e mensagens de erro entre hosts e roteadores na rede. Mensagens ICMP: Type e
Code: Cada mensagem ICMP é identificada por um tipo e código que especificam a condição ou erro relatado. Echo Request (Type 8) e Echo Reply (Type 0): Usadas pelo comando
ping para testar a conectividade entre hosts. Destination Unreachable (Type 3): Indica que o destino é inatingível por vários motivos (código específico indica a causa exata). TTL
Expired (Type 11): Indica que o TTL de um pacote expirou, usado pelo traceroute. Parameter Problem (Type 12): Indica problemas no cabeçalho IP que impedem o roteamento
adequado do pacote. Traceroute: Utiliza ICMP para mapear a rota de um pacote até seu destino, enviando pacotes com TTL incrementando até alcançar o destino. Cada roteador no
caminho envia uma mensagem ICMP de volta quando descarta o pacote, permitindo que a origem identifique a rota e calcule o RTT (Round Trip Time). Funcionamento do
Traceroute: Inicia com TTL=1: O primeiro pacote enviado tem um TTL de 1, que é incrementado em cada tentativa subsequente. Roteadores Intermediários: Cada roteador que
descarta o pacote por causa do TTL envia uma mensagem ICMP de volta para a origem. Chegada ao Destino: O processo continua até que um pacote alcance o destino, que então
responde com uma mensagem ICMP Echo Reply. AULA 7: ARQUITETURA DE UM ROTEADOR Funções Chave de um Roteador: Execução de Algoritmos/Protocolos de
Roteamento: Protocolos como RIP, OSPF, e BGP são utilizados para determinar o melhor caminho para os dados na rede. Comutação de Datagramas: Encaminhar datagramas de
enlaces de entrada para enlaces de saída. Componentes de um Roteador: Portas de Entrada e Saída: Responsáveis pela recepção e transmissão de dados. Elemento de Comutação:
Facilita a transferência de pacotes entre portas de entrada e saída. Funções da Porta de Entrada: Recepção Física: Recepção de dados a nível de bit na camada física. Processamento
de Enlace: Processamento inicial dos dados na camada de enlace. Comutação Descentralizada: Determina a porta de saída usando a tabela de roteamento local. Funções da Porta de
Saída: Bufferização: Necessária quando os datagramas chegam do elemento de comutação mais rápido do que a taxa de transmissão da porta de saída. Disciplinas de Escalonamento:
Escolhem qual datagrama na fila será transmitido. Elementos de Comutação: Comutação Via Barramento: Datagramas são encaminhados através de um barramento compartilhado.
Limitações de velocidade são impostas pela largura de banda do barramento. Comutação Cross-bar: Supera as limitações de largura de banda do barramento usando uma matriz de
interconexão que permite comunicação paralela entre múltiplas portas de entrada e saída. AULA 8: ROTEAMENTO Roteamento: A principal função do protocolo IP é roteamento
inter-redes, que permite que um host envie datagramas para qualquer outro host, mesmo fora da rede local. Processo de Roteamento: Envio Direto: Se o destino está na mesma rede,
o datagrama é enviado diretamente. Envio ao Gateway: Se o destino está fora da rede local, o datagrama é enviado para o gateway (roteador) local. Tabelas de Roteamento: Mantêm
informações sobre rotas e próximos saltos para alcançar diferentes redes. Tipos de Roteamento: Estático: Configurado manualmente pelo administrador, não se adapta a mudanças na
topologia da rede. Dinâmico: Usa protocolos de roteamento para trocar informações entre roteadores e adaptar automaticamente a mudanças na rede. Protocolos de Roteamento:
Gerenciam a tabela de roteamento dinamicamente e previnem loops. Exemplos incluem RIP, OSPF, e BGP. Algoritmos de Roteamento: Link State: Cada roteador tem uma visão
completa da topologia da rede e dos custos dos enlaces. Distance Vector: Roteadores conhecem apenas informações sobre seus vizinhos e iterativamente trocam informações para
calcular as rotas. Estratégia de Roteamento IP: Mesma Rede: Envia datagrama diretamente usando endereço MAC. Rede Diferente: Envia datagrama para o gateway local, que então
encaminha para o próximo salto até alcançar o destino final. Encaminhamento de Datagramas: O processo inclui verificar a tabela de roteamento, decidir a próxima etapa de
encaminhamento, e encapsular o datagrama em quadros apropriados para a transmissão. Exemplo Prático: Envio Dentro da Mesma Rede: Datagrama é enviado diretamente ao
destino usando o endereço MAC. Envio para Rede Diferente: Datagrama é enviado ao gateway local, que encaminha para o próximo roteador, e assim por diante, até alcançar o
destino final. Abstração da Rede como Grafo: Representa a rede como um conjunto de nós (roteadores) e arestas (enlaces), onde o custo do enlace pode representar atraso, preço ou
congestionamento. Algoritmos de roteamento determinam os melhores caminhos (menor custo) através do grafo. Pontos Importantes: NAT: Compreender seu funcionamento e
aplicações. Protocolo IP: Entender os serviços oferecidos pelo protocolo IP. ICMP e Traceroute: Conhecer os objetivos do ICMP e o funcionamento do traceroute. Arquitetura de
Roteador: Compreender a estrutura e função dos componentes de um roteador. Roteamento: Entender os algoritmos de roteamento, tabelas de roteamento, e o processo de
encaminhamento de [Link] 9: ALGORITMOS DE ROTEAMENTO: LINK STATE E DISTANCE VECTOR Algoritmos de Roteamento Algoritmos "Link State" (Estado de
Enlace) Informação Global: Todos os roteadores possuem informações completas sobre a topologia da rede e os custos dos enlaces. Difusão de Estado de Enlace: Cada roteador
dissemina informações sobre os custos de seus enlaces para todos os outros roteadores na rede. Cálculo de Caminhos: Cada roteador utiliza essas informações para calcular os
caminhos de menor custo para todos os outros nós da rede, usando o Algoritmo de Dijkstra. Algoritmos "Distance Vector" (Vetor de Distância) Informação Descentralizada: Cada
roteador conhece apenas informações sobre seus vizinhos e os enlaces que os conectam. Computação Iterativa: Roteadores iterativamente trocam informações de vetor de distância
com seus vizinhos para calcular os menores custos. Atualizações Periódicas: Informações são trocadas periodicamente ou quando há mudanças significativas na topologia da rede.
Algoritmo de Roteamento Link-State Algoritmo de Dijkstra Informações Necessárias: Topologia da rede e custos dos enlaces são conhecidos por todos os nós. Implementado via
"link state broadcast" (difusão de estado de enlace). Funcionamento: Cada nó computa os caminhos de menor custo deste nó para todos os outros nós. Resulta em uma tabela de
roteamento para aquele nó. Convergência: Após 𝑘 k iterações, o nó conhece o caminho de menor custo para 𝑘 k destinos. Notação no Algoritmo de Dijkstra C(i,j): Custo do enlace do
nó 𝑖 i ao nó 𝑗 j. O custo é considerado infinito se não houver ligação conhecida entre 𝑖 i e 𝑗 j. D(v): Valor atual do custo do caminho da fonte ao destino 𝑣 v. P(v): Nó predecessor ao
longo do caminho da fonte ao nó 𝑣 v. N': Conjunto de nós cujo caminho de menor custo é definitivamente conhecido. Passos do Algoritmo de Dijkstra Inicialização (no nó 𝑢 u): 𝑁 ′ =
{ 𝑢 } N ′ ={u} Para todos os nós 𝑣 v: Se 𝑣 v é adjacente a 𝑢 u, então 𝐷 ( 𝑣 ) = 𝑐 ( 𝑢 , 𝑣 ) D(v)=c(u,v) Caso contrário, 𝐷 ( 𝑣 ) = ∞ D(v)=∞ 𝐷 ( 𝑢 ) = 0 D(u)=0 Loop: Encontrar 𝑤 w não
em 𝑁 ′ N ′ tal que 𝐷 ( 𝑤 ) D(w) é mínimo. Adicionar 𝑤 w a 𝑁 ′ N ′ . Atualizar 𝐷 ( 𝑣 ) D(v) para todos os 𝑣 v adjacentes a 𝑤 w e não em 𝑁 ′ N ′ : 𝐷 ( 𝑣 ) = min ( 𝐷 ( 𝑣 ) , 𝐷 ( 𝑤 ) + 𝑐 ( 𝑤
, 𝑣 ) ) D(v)=min(D(v),D(w)+c(w,v)) Repetir até que todos os nós estejam em 𝑁 ′ N ′ . Exemplo de Algoritmo de Dijkstra Passos: N’ = {u} D(a) = 2; D(b) = 1; D(c) = ∞ w = b N’ =
{u, b} D(c) = min(∞,1+3) = 4 w = a N’ = {u, b, a} a não tem adjacente w = c N’ = {u, b, a, c} Árvore de Caminhos Mínimos: Resultante originada em 𝐴 A: Caminho mínimo: 𝐴 → 𝐵
→ 𝐶 → 𝐷 → 𝐸 → 𝐹 A→B→C→D→E→F Tabela de Encaminhamento Resultante em 𝐴 A: Destino | Enlace B | (A,B) C | (A,D) D | (A,D) E | (A,D) F | (A,D) Discussão do
Algoritmo de Dijkstra Complexidade: 𝑂 ( 𝑛 2 ) O(n 2 ): Cada iteração precisa verificar todos os nós 𝑤 w que não estão em 𝑁 ′ N ′ . Implementações mais eficientes: 𝑂 ( 𝑛 log 𝑛 )
O(nlogn) utilizando estruturas de dados mais avançadas. Oscilações Possíveis: Custos de enlace podem variar com base na quantidade de tráfego, o que pode causar oscilações nos
cálculos de caminho mínimo. Algoritmo de Roteamento Distance Vector Equação de Bellman-Ford Define 𝑑 𝑥 ( 𝑦 ) d x (y): custo do caminho de menor custo de 𝑥 x para 𝑦 y. 𝑑 𝑥 ( 𝑦 )
= min 𝑣 { 𝑐 ( 𝑥 , 𝑣 ) + 𝑑 𝑣 ( 𝑦 ) } d x (y)=min v {c(x,v)+d v (y)}, onde min 𝑣 min v é calculado para todos os vizinhos de 𝑥 x. Exemplo de Bellman-Ford Cálculo do caminho
mínimo: 𝑑 𝑥 ( 𝑦 ) = min 𝑣 { 𝑐 ( 𝑥 , 𝑣 1 ) + 𝑑 𝑣 1 ( 𝑦 ) , 𝑐 ( 𝑥 , 𝑣 2 ) + 𝑑 𝑣 2 ( 𝑦 ) } dx(y)=min v {c(x,v1)+dv1(y),c(x,v2)+dv2(y)} Exemplo: 𝑐 ( 𝑥 , 𝑣 1 ) = 3 c(x,v1)=3, 𝑑 𝑣 1 ( 𝑦 ) = 7
dv1(y)=7, 𝑑 𝑥 ( 𝑦 ) = 10 dx(y)=10. Atualização de Roteamento Cada nó mantém os seguintes dados de roteamento: Custo 𝑐 ( 𝑥 , 𝑣 ) c(x,v) para cada vizinho 𝑣 v. Vetor de distâncias 𝐷
𝑥 Dx do nó 𝑥 x. Vetores de distância de seus vizinhos 𝐷 𝑣 Dv. Iteração do Algoritmo Distance Vector Cada nó envia periodicamente sua própria estimativa de vetor de distâncias aos
vizinhos. Quando o nó 𝑥 x recebe nova estimativa 𝐷 𝑉 DV do vizinho, ele atualiza seu próprio 𝐷 𝑉 DV usando a equação Bellman-Ford: 𝐷 𝑥 ( 𝑦 ) = min 𝑣 { 𝑐 ( 𝑥 , 𝑣 ) + 𝐷 𝑣 ( 𝑦 ) }
Dx(y)=min v {c(x,v)+Dv(y)}. Convergência ocorre quando 𝐷 𝑥 ( 𝑦 ) Dx(y) atinge o menor custo atual 𝑑 𝑥 ( 𝑦 ) dx(y). Problemas e Soluções Contagem ao Infinito: O problema ocorre
quando há falhas ou mudanças de custo de enlace. Solução Parcial: Reversão envenenada, onde um nó informa ao vizinho que a distância para um destino é infinita se ele está
roteando através desse vizinho. Limitations: Não resolve loops envolvendo três ou mais nós. Comparação dos Algoritmos LS e DV Complexidade e Convergência Link State (LS):
Complexidade de mensagem: 𝑂 ( 𝑁 𝐸 ) O(NE). Convergência rápida, mas pode ter oscilações. Distance Vector (DV): Trocas somente entre vizinhos. Tempo de convergência varia,
pode haver loops e contagem ao infinito. Robustez Link State (LS): Cada nó calcula sua própria tabela de roteamento, aumentando a robustez. Nós podem informar custos de link
incorretos, mas o impacto é limitado. Distance Vector (DV): Propagação de erros pela rede devido à dependência de tabelas de roteamento incorretas. AULA 10: PROTOCOLOS
RIP E OSPF RIP (Routing Information Protocol) Utiliza o Algoritmo Distance Vector: Métrica do custo é a distância (número de hops, máximo de 15 hops). Cada nó envia sua tabela
de rotas para os vizinhos a cada 30 segundos via Response Message (anúncio). Mensagens RIP enviadas via datagramas UDP (IP Multicast para RIP-2 ou Broadcast para RIP-1).
Detalhes do RIP Falhas: Detectadas se não houver aviso após 180 segundos. Rotas através do vizinho são anuladas e novos anúncios são enviados aos vizinhos. Propagação rápida de
falhas de enlace na rede. Reversão Envenenada: Usada para prevenir loops, distância infinita é definida como 16 hops. Problemas do RIP Métrica de Contagem de Hops: Pode não
ser adequada para definir a rota de menor custo. Nem sempre traz bons resultados (ex.: Ethernet vs. linhas seriais lentas). Tempo de Estabilização: RIP pode levar minutos para
estabilizar após falhas. Cada vizinho fala apenas a cada 30 segundos, o que propaga a informação lentamente. Limitação de Hops: Métrica máxima útil é 15, limitando o diâmetro da
rede. Largura de Banda: Envia tabelas de roteamento completas para atualizações. OSPF (Open Shortest Path First) Desenvolvido para Substituir o RIP: Utiliza Link State
(Algoritmo de Dijkstra). Protocolo recomendado pela IETF, padrão aberto. Usa IP diretamente (Campo Protocol = 89), sem UDP ou TCP, utiliza multicast. Funcionamento do OSPF
Processo SPF: Cada roteador testa periodicamente o status de todos os vizinhos. Constrói um pacote Link State (LSP) com esta informação e propaga para todos os outros roteadores.
Cada roteador computa uma árvore de envio de caminho de menor custo usando o algoritmo de Dijkstra. Vantagens sobre Distance Vector: Mais funcionalidade devido ao cálculo na
origem do dado. Conhecimento da topologia completa e recuperação de falhas facilitada. Convergência rápida. Hierarquia do OSPF Autenticação: Especifica que toda troca de
informações entre roteadores seja autenticada, garantindo que apenas roteadores confiáveis difundam as informações. Balanceamento de Carga: Permite balanceamento de carga se o
gerenciador especificar várias rotas ao mesmo custo. Distribui o tráfego igualmente entre todas as rotas. Subdivisão em Áreas: Permite que um domínio particione suas redes e
roteadores em subconjuntos chamados de áreas. Facilita o crescimento e a gestão das redes. Comparação entre RIP e OSPF Princípios Gerais RIP: Simplicidade e uso em redes
menores com menos hops. Limitações significativas em termos de métrica e tempo de convergência. OSPF: Adequado para redes maiores e mais complexas. Convergência rápida,
mais robustez e capacidade de balanceamento de carga. Vantagens e Deficiências RIP: Fácil de implementar e configurar, mas menos eficiente em redes grandes. Problemas com
métrica de hops e tempo de estabilização. OSPF: Mais complexo e exige mais recursos, mas oferece melhor desempenho e escalabilidade. Conhecimento completo da topologia
permite recuperação rápida e eficiente de falhas. Este guia detalhado abrange os principais conceitos e algoritmos de roteamento, fornecendo uma compreensão sólida para a
aplicação prática e teórica em redes de [Link] 11: ROTEAMENTO HIERÁRQUICO E O PROTOCOLO BGP Roteamento Hierárquico Nosso estudo até aqui foi uma
idealização, onde os roteadores são todos idênticos e executam o mesmo algoritmo de roteamento. Na prática, isso não é verdade devido a dois problemas principais: Escala: Com
mais de 200 milhões de destinos, não é possível armazenar todos os destinos numa única tabela de rotas, e as mudanças na tabela de rotas iriam congestionar os enlaces. Autonomia
Administrativa: A Internet é uma rede de redes, e cada administração de rede pode querer controlar o roteamento na sua própria rede. Para resolver esses problemas, os roteadores são
agrupados em regiões chamadas "Sistemas Autônomos" (AS). Roteadores no mesmo AS: Rodam o mesmo protocolo de roteamento, chamado de protocolo de roteamento
"intra-AS". Roteadores em diferentes AS: Podem rodar diferentes protocolos de roteamento. Os AS são identificados por Números de Sistema Autônomo (ASNs). Exemplo:
AS28573 é Claro S.A., AS263300 é UFSC. Roteador de Borda (Gateway): Conecta diretamente um AS a outro, utilizando o protocolo de roteamento "inter-AS". Internet como
Hierarquia Roteador (gateway exterior) Inter-AS: Responsável pelo roteamento entre diferentes AS. Roteador (gateway interior) Intra-AS: Responsável pelo roteamento dentro do
mesmo AS. ASs Interconectadas A tabela de roteamento é configurada por ambos os algoritmos, intra e inter-AS: Intra-AS: Estabelece entradas na tabela de roteamento para destinos
internos. Inter-AS e Intra-AS: Estabelecem entradas na tabela para destinos externos. Tarefas Inter-AS Exemplo: Ajustando a tabela de roteamento no roteador 1d: Suponha que AS1
aprende pelo protocolo inter-AS que a sub-rede x é alcançável através de AS3 (gateway 1c) mas não através de AS2. O protocolo inter-AS propaga essas informações para todos os
roteadores internos. Baseado nas informações de roteamento intra-AS, o roteador 1d determina que sua interface I está no caminho de menor custo para 1c e adiciona a entrada (x,I)
na tabela de roteamento. Escolhendo entre Múltiplos ASs Se AS1 aprende pelo protocolo inter-AS que a sub-rede x é alcançável através de AS3 e AS2, o roteador 1d deve
determinar por qual gateway encaminhar os pacotes: Roteamento de “batata quente”: Envia o pacote para o roteador mais próximo dos dois, baseado nas informações do protocolo
intra-AS. Roteamento na Internet: Intra-AS Também conhecidos como IGP (Interior Gateway Protocols): IGPs comuns: RIP: Routing Information Protocol (Distance Vector). OSPF:
Open Shortest Path First (Link State). IGRP: Interior Gateway Routing Protocol (Cisco, Distance Vector). EIGRP: Enhanced IGRP (Cisco, Distance Vector + Link State). IS-IS:
Integrated Intermediate System - Intermediate System (Link State). Roteamento na Internet: Inter-AS Também conhecidos como EGP (External Gateway Protocols): Protocolo
único: EGP (obsoleto). BGP-4 (Border Gateway Protocol versão 4). Roteamento Internet inter-AS: BGP BGP é o padrão de fato para uso na Internet. Ele provê a cada AS meios
para: Obter informações de alcance de sub-redes dos ASs vizinhos. Propagar informações de alcance para todos os roteadores internos ao AS. Determinar “boas” rotas baseadas em
informações de alcance e política. Permite que uma sub-rede comunique sua existência para o resto da Internet. Conceitos Básicos do BGP Pares de Roteadores (BGP peers): Trocam
informações de roteamento por conexões TCP semi-permanentes chamadas de sessões BGP. AS-PATH: Cada Border Gateway difunde para seus vizinhos o caminho completo
(sequência de ASs) para o destino. Distribuição de Informações de Alcance Em cada sessão eBGP entre 3a e 1c, AS3 envia informações de alcance de prefixo para AS1. 1c pode
então usar iBGP para distribuir essa nova informação de alcance de prefixo para todos os roteadores em AS1. Quando um roteador aprende um novo prefixo, ele cria uma entrada
para o prefixo em sua tabela de roteamento. Seleção de Rota no BGP Um roteador pode aprender mais de uma rota para o mesmo prefixo e deve selecionar uma rota usando as
seguintes regras de eliminação: Decisão de política. AS-PATH mais curto. Roteamento da “batata quente”. Política de Roteamento no BGP Exemplo: Redes de provedores A, B, C e
seus clientes X, W, Y. Anúncios: A comunica ao B o caminho AW, B comunica ao X o caminho BAW. B não comunica ao C o caminho BAW para evitar roteamento de trânsito.
Diferenças entre Protocolos Intra- e Inter-AS Autonomia Administrativa: Cada administração de rede controla seu próprio roteamento. Escala: Inviável armazenar todos os destinos
numa única tabela de rotas e as mudanças iriam congestionar os enlaces. Políticas: Inter-AS exige controle sobre tráfego roteado e quem roteia através da rede. Escalabilidade:
Roteamento hierárquico economiza espaço na tabela de rotas e reduz o tráfego de atualização. Desempenho: Intra-AS prioriza desempenho, enquanto inter-AS pode priorizar regras
de mercado. Pontos Importantes Entender os princípios gerais de roteamento hierárquico e BGP. Saber por que existem protocolos intra e inter-AS. AULA 12: IPV6 – MOTIVOS
DA SUBSTITUIÇÃO DO IPV4 IPv6 Uma "nova versão" do protocolo Internet IP, desenvolvida pela IETF devido à iminente exaustão do espaço de endereçamento do IPv4: RFC
2460 (Dezembro de 1998) e RFC8200 (2017) tornaram o IPv6 um padrão da Internet. Principais Características: Sem conexão, sem controle de erro e de fluxo na camada de rede.
Aumento do espaço de endereçamento, autenticação e criptografia. Extensões para fluxos de dados multimídia e suporte à mobilidade. Compatível com IPv4: Habilita coexistência e
migração gradual. Motivos que levam à substituição do IPv4 Espaço de Endereçamento Insuficiente 32 bits: 4 bilhões de endereços, muitos dos quais não são utilizados. Crescimento
Exponencial da Internet: Estoque IANA esgotou em 31/01/2011 e os estoques das RIRs estão no final. Medidas Paliativas: CIDR Classless Inter-Domain Routing (RFC 1519, 1993):
Permite flexibilidade na divisão de endereços IP. Usa máscaras de comprimento variável (VLSM) para alocar endereços IP em sub-redes conforme necessário. Promove uso mais
eficiente dos endereços IP. Medidas Paliativas: Endereços Privados e NAT RFC 1918: Permite uso de endereços não válidos na Internet em redes corporativas. NAT (Tradução de
Endereços): Permite que uma rede inteira de computadores use endereços privados conectados à Internet com um endereço válido. DHCP (Alocação Dinâmica de Endereços IP):
Permite reutilização de endereços para conexões não permanentes. Problemas do NAT Solução Provisória: Concebido para ser temporário, causa problemas no modelo fim-a-fim e
não funciona bem com IPsec. Escalabilidade: NAT não escala bem e tem dificuldades técnicas em manter estado. Razão Principal para o IPv6 Necessidade de mais endereços
Internet para suportar crescimento: Suporte a Novas Redes e Dispositivos: Economia, inclusão digital, dispositivos móveis, IoT. Eliminação de Tecnologias como NAT: Facilita o
funcionamento de aplicações fim-a-fim. Características do Endereço IPv6 128 bits: Aproximadamente 340 undecilhões de endereços (~79 trilhões de trilhões de vezes mais que
IPv4). Hierarquia: Permite arquitetura hierárquica, tornando o encaminhamento mais eficiente. Outras Razões Protocolo de Descoberta de Vizinhanças: Utilizado para divulgação de
endereços MAC, encontrar roteadores vizinhos, autoconfiguração de endereços, determinar prefixos, e detectar endereços [Link] 13: IPV6 – PROTOCOLO Cabeçalho
IPv6 O cabeçalho IPv6 foi projetado para ser mais simples e eficiente em comparação ao IPv4. Ele removeu e modificou diversos campos presentes no IPv4 para otimizar o
desempenho e a flexibilidade. Formato dos Cabeçalhos Fixos Cabeçalho de Extensão: Em vez de utilizar opções como no IPv4, o IPv6 usa cabeçalhos de extensão que são mais
flexíveis e permitem a inclusão de informações adicionais sem sobrecarregar o cabeçalho principal. Remoção do Header Checksum: A confiabilidade dos dados é garantida pelas
camadas de enlace e superiores, eliminando a necessidade de um checksum no cabeçalho IP. Sem Fragmentação Hop-by-Hop: A fragmentação é tratada pelo nó de origem,
eliminando a necessidade de fragmentação em cada roteador ao longo do caminho. Isso é possível graças à descoberta do MTU do caminho. Estrutura do Cabeçalho IPv6 Version:
Indica a versão do protocolo. Para IPv6, o valor é 6. Traffic Class: Utilizado para facilitar a manipulação do tráfego em tempo real, similar ao campo de Tipo de Serviço (ToS) no
IPv4. Flow Label: Identifica pacotes que pertencem ao mesmo fluxo de dados, permitindo que roteadores tratem esses pacotes de maneira específica. Payload Length: Indica o
tamanho do payload (dados) que segue o cabeçalho IPv6. Next Header: Similar ao campo Protocol do IPv4, indica o próximo cabeçalho a ser processado (por exemplo, cabeçalho
TCP ou UDP). Hop Limit: Substitui o campo TTL do IPv4, indicando o número máximo de saltos que o pacote pode realizar. Source Address e Destination Address: Endereços de
origem e destino com 128 bits, em comparação com 32 bits no IPv4. Campo Flow Label O campo Flow Label permite a identificação de todos os pacotes de um mesmo fluxo de
dados, facilitando o tratamento especial desses pacotes por roteadores ao longo do caminho. Isso é particularmente útil para tráfego que requer baixa latência e alta prioridade, como
fluxos de áudio e vídeo. Cabeçalhos de Extensão Os cabeçalhos de extensão do IPv6 fornecem funcionalidades adicionais ao protocolo, substituindo as opções do IPv4. Eles são
colocados entre o cabeçalho base do IPv6 e o cabeçalho do nível de transporte (TCP/UDP). Cada Cabeçalho: Tem um tamanho múltiplo de 8 bytes para alinhamento eficiente. Tipos
de Cabeçalhos de Extensão: Cabeçalho de Opções Hop-by-Hop: Processado por cada roteador ao longo do caminho. Cabeçalho de Roteamento: Define uma lista de roteadores pelos
quais o pacote deve passar. Cabeçalho Fragmentado: Utilizado para fragmentação de pacotes. Cabeçalho de Autenticação e Encriptação: Fornece segurança para os dados
transportados. Endereços IPv6 Notação de Endereços IPv6 Os endereços IPv6 são representados em formato hexadecimal, separados por dois pontos (:) e organizados em oito grupos
de 16 bits. Zeros consecutivos podem ser abreviados com "::", mas isso só pode ser feito uma vez por endereço para evitar ambiguidades. Exemplos: Completo:
[Link] Abreviado: [Link] Estrutura dos Endereços IPv6 Prefixos de Rede: Utilizam uma notação similar à CIDR do
IPv4 para indicar a porção de rede do endereço. Exemplo: [Link]/64 e [Link]/64 pertencem à rede [Link]/64. Categorias de
Endereçamento IPv6 Unicast: Identifica uma única interface. Multicast: Identifica um grupo de interfaces; os pacotes são enviados para todas as interfaces no grupo. Anycast:
Identifica um grupo de interfaces; os pacotes são enviados para a interface mais próxima, conforme critérios de roteamento. Endereços Unicast Agregatable Global Unicast Address:
Usado para roteamento global, permitindo a agregação de prefixos de roteamento e redução do tamanho das tabelas de roteamento. TLA ID: Identificador de agregação de nível
superior. NLA ID: Identificador de agregação de próximo nível. SLA ID: Identificador de agregação de nível de site. Interface ID: Identificador da interface do host. Endereços de
Enlace Local: Configurados automaticamente e utilizados para comunicação entre nós no mesmo enlace. Eles não são roteáveis além do enlace local. Endereços Multicast: Utilizados
para envio de pacotes a um grupo de destinos, limitando o escopo do grupo multicast. AULA 14: ICMPV6, MOBILIDADE E SEGURANÇA ICMPv6 ICMPv6 mantém as mesmas
funções básicas do ICMPv4, adicionando novas funcionalidades específicas para IPv6. Funções do ICMPv6 Mensagens de Erro: Informam sobre erros no processamento e envio de
pacotes. Mensagens de Informação: Incluem mensagens de eco, como Echo Request e Echo Reply, utilizadas para diagnósticos. Descoberta de Vizinhança: Substitui o ARP do IPv4,
utilizando mensagens Neighbor Solicitation e Neighbor Advertisement para determinar endereços MAC. Gerenciamento de Grupo Multicast: Implementa o IGMP para gerenciar
grupos multicast. Descoberta do Path MTU: Determina o menor MTU ao longo do caminho, evitando a fragmentação no meio do trajeto. Mensagens de ICMPv6 Neighbor
Solicitation (tipo 135): Utilizada para descobrir o endereço MAC de um vizinho. Neighbor Advertisement (tipo 136): Responde a uma Neighbor Solicitation. Path MTU Discovery:
Inicia com a suposição de que o MTU é o mesmo do enlace inicial, ajustando conforme necessário. Mobilidade IPv6 O suporte à mobilidade no IPv6 permite que um nó mude de
uma rede para outra de forma transparente, mantendo a comunicação ativa. Elementos da Mobilidade Home Address: Endereço permanente do nó móvel. Care-of Address: Endereço
temporário obtido na rede atual. Home Agent: Roteador que mantém a associação entre o Home Address e o Care-of Address, repassando pacotes para o endereço atual do nó móvel.
Segurança IPv6 IPv6 inclui suporte nativo ao IPSec, garantindo criptografia e autenticação de dados. Vantagens do IPSec no IPv6 Sem Necessidade de NAT: Permite que o IPSec
funcione sem as restrições impostas pelo NAT. Autenticação e Encapsulamento: Implementados como parte do protocolo IPv6. Suporte Obrigatório: O suporte ao IPSec é obrigatório
em todos os nós IPv6. Transição de IPv4 para IPv6 Desafios da Transição É impossível atualizar todos os roteadores e hosts simultaneamente, necessitando de uma migração gradual
do IPv4 para o IPv6. Métodos de Transição Pilha Dual: Equipamentos funcionam com IPv4 e IPv6 simultaneamente, permitindo uma implantação sem mudanças na topologia da
rede IPv4. Túneis: Encapsulam pacotes IPv6 dentro de pacotes IPv4, conectando ilhas IPv6 através de redes IPv4. Pilha Dual Serviço DNS: Registros do tipo AAAA armazenam
endereços IPv6. Aplicações podem optar por IPv6 ou IPv4 com base na resposta do DNS, geralmente preferindo IPv6. Túneis Encapsulamento IPv6-over-IPv4: Permite a
transmissão de pacotes IPv6 dentro de pacotes IPv4, utilizando métodos como Tunnel Broker, 6to4, ISATAP e Teredo. AULA 1: INTRODUÇÃO E COMPONENTES PRINCIPAIS
Gerenciamento de Rede Objetivos do Capítulo Introdução ao gerenciamento de redes: motivação e principais componentes. Serviços de apresentação: ASN.1. Ambiente de
gerenciamento de redes da Internet. MIB: Base de Informações de Gerenciamento. SMI: Linguagem de definição de dados. SNMP: Protocolo para gerenciamento de redes. O que é
Gerenciamento de Redes? Gerenciamento de redes inclui o fornecimento, a integração e a coordenação de hardware, software e elementos humanos para monitorar, testar, configurar,
consultar, analisar, avaliar e controlar a rede e os recursos para atender aos requisitos de desempenho, qualidade de serviço e operação em tempo real dentro de um custo razoável.
Áreas de Gerenciamento de Redes Gerenciamento de Desempenho: Qualificar, medir, informar, analisar e controlar o desempenho dos componentes da rede (enlaces, roteadores,
hospedeiros) e tráfegos fim-a-fim. Abordagem de longo prazo. Gerenciamento de Falhas: Registrar, detectar e reagir às condições de falhas da rede. Tratamento imediato a falhas
transitórias. Gerenciamento de Configuração: Permite que o administrador saiba quais dispositivos fazem parte da rede administrativa e suas configurações de hardware e software.
Gerenciamento de Contabilidade: Especificar, registrar e controlar o acesso de usuários e dispositivos aos recursos de rede. Inclui quotas de uso e cobranças. Gerenciamento de
Segurança: Controlar o acesso aos recursos de acordo com políticas definidas. Inclui centrais de distribuição de chaves e autoridades certificadoras. Exemplos de Cenários de
Gerenciamento Detecção de Falhas: Detecção de falha em uma placa de rede em um hospedeiro ou roteador, sinalização de falhas eminentes (aumento de erros de checksums).
Monitoramento de Tráfego: Auxílio no oferecimento de recursos, evitando sobrecargas, verificando se enlaces estão sobrecarregados. Monitoramento de SLA: Monitorar Acordo de
Níveis de Serviço (SLA) para garantir parâmetros específicos de desempenho. Detecção de Intrusos: Identificação de tráfego suspeito ou ataques DoS (Denial of Service).
Infraestrutura de Gerenciamento de Redes Aplicação de Gerenciamento: Controla a coleta, processamento, análise e apresentação de informações de gerenciamento. Equipamento de
Rede: Inclui hospedeiros, roteadores, switches, impressoras, modems, etc. Cada dispositivo contém objetos gerenciados com parâmetros de configuração. MIB (Management
Information Base): Base de informações de gerenciamento, disponível para a entidade gerenciadora. Agente de Gerenciamento: Processo que se comunica com a entidade
gerenciadora, executando ações locais sob comando. AULA 2: PROTOCOLO SNMP E SISTEMAS DE GERENCIAMENTO Protocolo SNMP Visão Geral O SNMP (Simple
Network Management Protocol) é o padrão de fato para gerenciamento de redes, desenvolvido e adotado rapidamente com três versões principais: SNMP, SNMPv2 e SNMPv3.
Componentes do SNMP MIB (Management Information Base): Base de dados distribuída com dados de gerenciamento de rede. Contém objetos MIB que representam recursos
gerenciados. SMI (Structure of Management Information): Linguagem de definição de objetos da MIB, definindo tipos de dados, modelo de objeto e regras de acesso. Protocolo
SNMP: Transporta informações e comandos entre o gerenciador e o elemento gerenciado. Funcionamento do SNMP Modo Comando/Resposta: O gerenciador envia pedidos aos
agentes e recebe respostas. Modo Evento: O agente envia notificações (traps) ao gerenciador sobre eventos excepcionais. Campos das Mensagens SNMP Versão: Garante que gerente
e agente estão executando a mesma versão do protocolo. Comunidade: Funciona como uma senha para garantir o acesso controlado aos objetos da MIB. Tipo de PDU: Identifica a
operação a ser processada (GetRequest, GetNextRequest, GetResponse, SetRequest, Trap). Request ID: Identifica pares de mensagens SNMP entre agente e gerente. Status de Erro:
Indica operações executadas com sucesso ou tipos específicos de erros (noError, tooBig, noSuchName, badValue, readOnly, genErr). Portas e Protocolo de Transporte O SNMP usa
UDP como mecanismo de transporte para mensagens: Porta 161: Para mensagens SNMP. Porta 162: Para mensagens SNMP Trap. Arquitetura de Gerenciamento Baseada na Web
Interface de Gerenciamento via Browser: Vantagem de independência de plataforma, permitindo que o gerenciamento seja feito através de navegadores. Duas Formas de
Gerenciamento: Gerentes SNMP usando WebServers: Sistema web acessa um gerente que obtém informações via SNMP, disponibilizando-as em páginas dinâmicas. Agentes SNMP
com HTTP: Browser acessa diretamente os recursos através de HTTP, com os dados sendo gerados pelo agente SNMP. Ferramentas de Gerenciamento Cacti: Interface gráfica web
feita em PHP para a ferramenta RRDTool, que coleta dados via SNMP, armazena informações em uma base de dados MySQL e apresenta gráficos de estatísticas. MRTG: Ferramenta
para coletar informações e gerar estatísticas, registrando tráfego de rede e gerando páginas HTML com imagens PNG. Network Weathermap: Plugin para o CACTI, desenvolvido em
PHP, utilizado para visualização de tráfego de rede.