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ANÁLISE DE ALTERNATIVAS PARA MANEJO DE DISFUNÇÕES

SALIVARES EM PACIENTES IRRADIADOS EM CABEÇA E


PESCOÇO
Analysis of alternatives for the management of salivary dysfunctions in
head and neck radiated patients

Diego Belmiro do Nascimento Santos1; Danielle Lago Bruno de Faria2; Cláudia


Cristina Brainer de Oliveira Mota³*

1
Programa de Residência em Atenção ao Câncer e Cuidados Paliativos, Centro Universitário Tabosa
de Almeida. Av. Portugal, 584, Bairro Universitário, Caruaru – PE, Brasil55016-901. E-mail:
diegobelmiro@[Link]
²Centro Universitário Tabosa de Almeida. Av. Portugal, 584, Bairro Universitário, Caruaru – PE,
Brasil55016-901. E-mail: daniellelago@[Link]
3
Centro Universitário Tabosa de Almeida. Av. Portugal, 584, Bairro Universitário, Caruaru – PE,
Brasil55016-901. E-mail: claudiamota@[Link]
*Autor correspondente: Av. Portugal, 584 - Universitário, Caruaru - PE, 55016-400.
RESUMO

Introdução: Diversas condições podem interromper a produção fisiológica da saliva,


podendo causar a hipossalivação, dentre elas a radioterapia em região de cabeça e
pescoço em pacientes com câncer. A redução do fluxo salivar compromete a
integridade da mucosa oral e está associada a problemas que interferem na
qualidade de vida do indivíduo mesmo após o término da terapia antineoplásica.
Objetivo: Este estudo propõe discutir os protocolos de manejo das disfunções
salivares em pacientes irradiados em cabeça e pescoço. Metodologia: Foi realizada
uma revisão integrativa da literatura, através da seleção de artigos publicados em
português e inglês no período de 2011 e 2020, indexados nas bases de dados
PubMed e SciELO, utilizando os descritores “neoplasms AND xerostomia” OR
“neoplasms AND hyposalivation”, e excluindo os estudos com intervenções antes ou
durante a radioterapia. Resultados: Foram encontrados 7.250 artigos, dos quais 32
se enquadraram nos critérios de elegibilidade e foram selecionados para leitura na
íntegra. Destes, 7 estudos se enquadraram nos critérios de exclusão, restando 25
artigos que compuseram o corpo final desta pesquisa. Discussão: A literatura se
mostra incisiva no tratamento com acupuntura, embora um grande número de
trabalhos não apresente resultados favoráveis. O uso contínuo de substitutos
salivares por pelo menos um mês também apresentou resultados positivos. A
laserterapia com o laser de baixa potência demonstrou resultados significativos,
tendo potencial promissor. Conclusão: Não existem diretrizes de tratamento padrão
disponíveis. Sendo assim, vislumbra-se a elaboração de mais pesquisas visando o
desenvolvimento de protocolos clínicos para o tratamento de xerostomia e
hipossalivação.

PALAVRAS-CHAVE: Xerostomia; hipossalivação, Neoplasias; Neoplasias de


Cabeça e Pescoço; Saliva;
ABSTRACT
Introduction: Several conditions can interrupt the physiological production of saliva,
leading to hyposalivation, including the head and neck radiotherapy in cancer
patients. The reduction of salivary flow compromises the integrity of the oral mucosa
and is associated with problems that interfere the quality of life of the individuals even
after the end of antineoplastic therapy. Objective: This study proposes to study the
management protocols of salivary disorders in patients irradiated in head and neck
region. Methodology: An integrative literature review was carried out, through the
selection of articles published in Portuguese and English in the period between 2011
and 2020, indexed in the PubMed and SciELO databases, using the descriptors
"neoplasms AND xerostomia" OR "neoplasms AND hyposalivation". Studies that
performed intervention before or during the radiotherapy were excluded from the
sample. Results: 7,250 articles were found, of which 32 met the eligibility criteria and
were selected for full reading. Among them, 7 studies were within the exclusion
criteria, leaving 25 articles that composed the final content of this research.
Discussion: The literature is incisive in the treatment with acupuncture, although a
large number of studies do not present favorable results. The continuous use of
salivary substitutes at least one month also showed positive results. Laser therapy
with low-power laser also showed significative results, having promising potential.
Conclusion: There are no standard treatment guidelines available. Therefore, the
development of more researched procedures for the treatment of xerostomia and
hyposalivation is expected.

KEYWORDS: Xerostomia; hyposalivation; Neoplasms; Head and Neck Neoplasms;


Saliva.
1. INTRODUÇÃO
As glândulas salivares (GS) são órgãos exócrinos, cujo tecido parenquimatoso tem
como função a fabricação e secreção da saliva [1]. A parótida é a maior das GS,
responsável por 50% do fluxo salivar estimulado. As glândulas submandibulares, por
sua vez, são a principal fonte de saliva não estimulada e encontram-se adjacentes
aos níveis linfonodais IB e II [2][3]. Diversas condições podem interromper a
produção fisiológica da saliva, sendo capazes de ocasionar uma hipossalivação
(diminuição do fluxo salivar), a radioterapia (RT) para o câncer de cabeça e pescoço
é uma das principais causas apontadas na literatura [4][5][6].
Nos pacientes que necessitam de tratamento radioterápico, a dose total de
radiação empregada é definida de acordo com fatores como localização e tipo do
tumor, sendo em torno de 50 a 70 Gy nos modelos convencionais de radioterapia.
Esta dose, na maioria dos casos, é distribuída em frações de 1,8 a 2 Gy/dia, cinco
dias por semana, durante cinco a sete semanas. A literatura aponta que doses totais
maiores que 60 Gy são capazes de promover danos irreversíveis nas GS [7].
Uma vez que a radiação não se restringe às células tumorais, partes dos
tecidos adjacentes também são acometidos durante o curso do tratamento, podendo
acarretar eventos adversos locais e generalizados, como danos às glândulas
salivares [5]. Tais danos podem ser traduzidos em quadros de disfunção salivar e
consequentemente xerostomia, alterações de paladar, dificuldades na fala, ao
engolir, ao mastigar, além de trazer consequências negativas para qualidade de vida
do indivíduo [8].
O diagnóstico dessas disfunções geralmente é baseado na história e
avaliação clínica. Investigações adicionais podem incluir exames como sialografia,
cintilografia, microbiologia, sorologia e histologia. Clinicamente, a mucosa se
apresenta seca, vermelha, brilhante e pegajosa, com língua atrófica e fissurada. A
saliva pode ter aspecto viscoso, espumoso ou até inexistir [9].
A redução do fluxo salivar compromete a integridade da mucosa oral e está
associada a problemas diversos, como cárie, candidíase, alteração do paladar,
distúrbios do sono, dificuldade de deglutição e mastigação, além de dificultar adesão
de próteses à mucosa, comprometendo a qualidade de vida. O tratamento da
xerostomia ainda é controverso e não apresenta protocolos padrões, porém a
maioria dos encontrados na literatura se apoiam na capacidade residual das
glândulas salivares, podendo incluir terapias de substituição e/ou estimulação de
fluxo salivar [10].
Este estudo propõe discutir, com base em uma revisão da literatura
integrativa, os protocolos de manejo das disfunções salivares uma vez já instaladas
em pacientes irradiados em cabeça e pescoço.

1. MATERIAIS E MÉTODOS
Foi realizada uma revisão integrativa da literatura, para seleção de artigos
através do PubMed e do SciELO, utilizando os descritores indexados ao MeSH e
seus correspondentes do DeCS, com os operadores booleanos AND e OR:
“neoplasms AND xerostomia” OR “neoplasms AND hyposalivation”. Para melhor
delineamento da pesquisa foram filtrados os artigos publicados entre 2011 e 2020,
nos idiomas português e inglês, e removidos os artigos em duplicidade. Os critérios
de inclusão foram pesquisas clínicas que avaliassem protocolos de manejo da
xerostomia após o fim do tratamento radioterápico em cabeça e pescoço. Foram
excluídos estudos que apresentavam intervenções antes ou durante a radioterapia.
Em seguida, os artigos foram selecionados a partir da leitura dos títulos, seguida
pela leitura dos resumos e a posteriormente dos conteúdos na íntegra, respeitando
os critérios de inclusão e exclusão. Além de apresentar protocolos de intervenção
após a radioterapia, oito revisões sistemáticas apresentavam também protocolos
antes e/ou durante a radioterapia, nesses casos apenas as informações de acordo
com os critérios de inclusão e exclusão do estudo compuseram os resultados do
presente estudo.

2. RESULTADOS
Dentre os 7.250 artigos encontrados durante a pesquisa inicial nas bases de
dados da PubMed (7.227) e SciELO (23), 6.831 artigos foram excluídos quando
aplicados os filtros de tempo de publicação (10 anos), idioma (inglês e português) e
identificadas as revisões de literatura. Após a exclusão dos artigos em duplicidade,
foi realizada exclusão por leitura do título e do resumo, restando apenas 32 que se
enquadraram nos critérios de elegibilidade, sendo selecionados para leitura na
íntegra. Sete estudos foram excluídos por estarem dentro dos critérios de exclusão,
restando 25 artigos que compuseram o corpo final desta pesquisa (Figura 1). A
identificação desses estudos encontra-se nos quadros 1 e 2.

Figura 1: Fluxograma da identificação e seleção dos artigos para o estudo.

Dentre os artigos incluídos neste estudo, 14 são ensaios clínicos (Quadro 1) e


11 são revisões sistemáticas (Quadro 2). Entre os tratamentos propostos nos
ensaios clínicos, a estimulação elétrica transcutânea (TENS) foi o método mais
estudado [12] [14] [18], seguido pelo uso de fitoterápicos [16] [17]. Outros métodos
propostos foram cevimelina [11], acupuntura [13], spray lipossomal [15], saliva
artificial [18], terapia com células-tronco mesenquimais [19], uso de goma de mascar
[22], gel hidratante [23], transplante de células [24] e laserterapia [36].
Entre as revisões sistemáticas incluídas neste estudo, 8 avaliaram o câncer
de cabeça e pescoço [9][25][27][28][30][31][33][35] e 3 avaliaram o câncer de modo
geral [26][29][32]. Estes estudos discutiram sobre quatro métodos também
explorados nos artigos de ensaios clínicos selecionados: acupuntura [9][26][31][32]
[33], estimulação elétrica transcutânea [28], fitoterápicos [25][29] e substitutos
salivares [31]. Outros métodos investigados nas revisões sistemáticas foram a
pilocarpina [27] e a oxigenação hiperbárica [30][31][34].
Quadro 1. Descrição resumida dos principais achados dos ensaios clínicos.
Autor Tipo de Local, Tratamento Método de Conclusão
estudo / tempo e proposto avaliação da
Amostra dose da salivação
RT

Witsell, Estudo piloto Boca e Cevimelina 30 Critérios de Não houve diferenças


Stinnett e multicêntrico, orofaringe mg ou placebo, toxicidade estatisticamente
Chamber randomizado, , de 4 a via oral 3 vezes comuns versão significativas na saúde oral
s (2012) duplo-cego, 12 meses ao dia por 6 3.0 ou qualidade de vida. Mas
[11] controlado por pós-RT. semanas. durante as 6 semanas do
placebo e Questionário estudo, a gravidade da
orientado pelo >40 GY OHIP-49 xerostomia diminuiu.
paciente. (40-70Gy)
UW-QOL
132
Selecionados

54
Randomizado
s

Wong et componente Cabeça e Estimulação Escala de O tratamento com TENS


al (2012) de fase II de pescoço, nervosa elétrica Qualidade de para xerostomia radio
[12] um ensaio entre 3 e transcutânea Vida induzida tem possível
randomizado 24 meses (TENS) Relacionada à resposta benéfica.
multi- pós-RT. semelhante à Xerostomia da
institucional acupuntura Universidade de
de fase II / III Dose não Versus Michigan
informada Pilocarpina (XeQOLS).
48 pacientes
disponíveis

47
participantes

Simcock Ensaio Cabeça e Sessões de Questionário da Houve melhora no alívio dos


e al cruzado pescoço, acupuntura Organização sintomas, porém não houve
(2013) randomizado. pelo semanalmente, Europeia de mudanças significativas em
[13] menos 18 por 8 semanas Pesquisa e estímulos ou medições de
145 meses versus cuidados Qualidade de saliva não estimuladas ao
participantes pós-RT gerais orais. Vida para longo do tempo.
randomizados Tratamento do
Câncer
144 incluídos 64.6 Gy. (QLQC30)
no estudo. de média
Subescala de
cabeça e
pescoço (H & N-
35).

Tiras de
Schirmer

Vijayan Estudo Cavidade TENS Método ‘low Houve duplicação da


et al prospectivo. oral e sobre região da force spit’ produção salivar. Porém, o
(2014) orofaringe parótida. estudo não fornece
[14] 30 pacientes com informações a longo prazo.
média de
13
semanas
pós RT
( 7,25 -
18)

60 Gy (60
- 64 Gy)
Heiser et Ensaio clinico Cabeça e Spray Escala visual A severidade da boca seca
al (2015) com 98 pescoço lipossomal para Analógica (VAS) e a deglutição de alimentos
[15] pacientes boca e nariz, melhorou significativamente.
42 meses utilizado por 2
(+/- 10 meses, 3x ao
meses) dia com 5
Pós-RT pulverizações
por narina e
Dose não boca.
informada

Ameri et Ensaio clinico Cabeça e Composto de VAS O estudo suporta a eficácia


al (2015) randomizado pescoço, ervas contendo do composto para o controle
[16] em follow- Malva sylvestris da xerostomia.
62 pacientes up da e Alcea digitata
instituição (grupo
. experimental)
Tempo versus Saliva
pós-RT artificial
não Hypozalix
informado (grupo controle)

Dose não
informada
.
Heydarir Randomizado Boca e Preparação com Critérios de Os pacientes obtiveram
ad et al , braço duplo. orofaringe A. digitata e M. terminologia escores totais do EORTC
(2017) Sylvestris comum para QLQ-H & N 35 e
[17] Ao menos versus spray de eventos pontuações médias de boca
98 pacientes 2 meses Hypozalix adversos seca significativamente
selecionados, pós-RT. (saliva artificial), (CTCAE) melhores em comparação
60 pacientes 3x ao dia Versão 4.0. com o grupo controle.
incluídos. Dose não
informada Questionário
. EORTC QLQ
H&N 35

Apperley Cruzado Cabeça e Saliva artificial Técnica de Houve melhora significativa


et al randomizado pescoço com óleo de cuspe na pontuação total do SXI,
(2017) arroz, soja, (Thompson) mas não houve diferença
[18] 6 meses a propileno glicol, clinicamente significativa.
40 pacientes 15 anos água e Método SXI
incluídos. após RT. aromatizante. (Inventário de
xerostomia
Média de Controle: reduzido)
*Apenas 29 63Gy (48- Carboximetilcel
estiveram 70Gy) ulose a 1%. TOMASS
aptos a
concluir o Agua destilada Pergunta "Com
TOMASS foi usada como que frequência
controle sua boca fica
negativo seca?"

Grønhøj ensaio de carcinoma Terapia com Mensuração Não informado.


et al fase I / II epidermói células-tronco salivar,
(2017) randomizado, de de mesenquimais ressonância
[19] controlado por orofaringe derivadas do magnética com
placebo tecido adiposo contraste e
Tempo ou placebo (2 questionários.
duplo cego. pós-RT ml de NaCl
não isotônico e Biópsia
Tamanho da informado albumina
amostra não . humana 1%), VAS
informada. injetado nas
Dose não glândulas Método de
informada submandibulare cotonete com
. s. rolos de algodão
nos orifícios das
glândulas.

pH e nível de
bicarbonato por
estimativa de
equilíbrio iônico,
sódio, potássio,
cálcio, fosfato,
cloreto e
fluoreto,
proteína total,
proteínas
selecionadas e
amilase

Palma et Estudo Cabeça e Sessões de Houve aumentos


al (2017) prospectivo pescoço. laser duas Sialometria significativos nas taxas de
[20] vezes por estimulada e fluxo salivar médio, nos
29 3 a 36 semana, não estimulada valores médios de pH e na
participantes mês pós durante 3 pontuação média do
RT meses (24 Adaptação do questionário de qualidade
sessões) protocolo l 97- de vida.
50-70Gy 09
do Grupo de
Radioterapia
Oncológica.

pH-Fix—
MACHEREY-
NAGE GmbH &
Co. KG®,
Düren,
Germany).

Paim et Ensaio clinico Cabeça e 8 sessões de Embora nenhuma mudança


al (2019) randomizado. pescoço TENS, duas Técnica tenha sido observada no
[21] vezes por Halitus® kit. grupo controle
130 incluídos Ao menos semana durante para fluxo salivar
90 dias quatro VAS estimulado, o grupo TENS
após RT. semanas. mostrou um aumento
68 University of progressivo no fluxo salivar
randomizados Entre 60 – O controle foi Washington estimulado da terceira
70 Gy submetido a Quality of Life sessão até o final do
cuidados Questionário tratamento.
padrões. (UW ‐ QOL).

Relatórios sobre
saliva
estimulada

Kaae et Ensaio Boca e Goma de Questionário A redução da boca seca foi


al (2020) prospectivo, orofaringe mascar EORTC QLQ-H significativamente maior no
[22] não cego, personalizada & N35 Braço A, mas nenhuma
randomizado. 6 meses (experimental, diferença foi observada para
ou mais braço A) x Questionário a taxa de fluxo salivar e
257 elegíveis pós-RT. cuidados GRIX viscosidade.
padrões
Entre 66 – (controle, braço Sialometria
109 76 Gy B)
randomizados Saliva total
estimulada e
não estimulada

Teste do plano
inclinado

Nuchit et Ensaio clínico Cabeça e Gel hidratante Pontuação Após 1 e 2 meses de


al (2019) randomizado pescoço (água, fosfato subjetiva de intervenções, houve
[23] controlado monossódico, boca seca melhora significativa em
simples-cego. fosfato ambos os grupos, sendo o
1 mês dissódico, Pontuação de gel hidratante oral com a
73 após RT carboximetilcelu objetiva de boca maior melhora percentual.
randomizados lose, gelatina, seca
. 66 Gy de glicerol, goma
media xantana e sabor Escala de
62 concluíram de morango) Challacombe.
o estudo. engolido
diariamente 1–2
colheres, 6
vezes ao dia,
durante 2
meses.

Gel para boca


seca (água,
citrato de sódio,
carboximetilcelu
lose de sódio,
carragenina,
poliglicerol e
goma xantana,
iogurte
sabor, limonen,
linalol, citral,
álcool benzílico
e
fidroxibenzoato
de etila)
aplicado uma
gota seis vezes
ao dia, por 2
meses
(controle)

Sumita et fase 1 de Cabeça e Transplante de TC e a RM das Não informado.


al (2020) ensaio clínico pescoço células glândulas
[24] em homem mononucleares salivares
5 anos do sangue
6 pacientes. pós-RT periférico Radiografias
(PBMNCs) em panorâmicas
Dose não dose baixa com 0 e 1 ano
informada (grupo 1) e alta
. (Grupo 2) Avaliação das
quantidades de
secreção salivar
aos 14, 28, 56,
112,168, 252 e
365 dias.

Quadro 2. Descrição resumida dos principais achados dos estudos de revisão sistemática.
Autor Estudos Local do Estratégia Informações Conclusão
analisados câncer avaliada
Nabil et al 15 estudos, Cabeça e Fitoterápicos Estudos com Há evidências limitadas de
(2018) [25] ensaios pescoço. (Ervas intervenção que o tratamento com ervas
clínicos chinesas) durante e pós- chinesas pode aliviar a
randomizado RT. xerostomia induzida por
s. radioterapia e outras
complicações relacionadas.
Osullivan 3 estudos Cabeça e Acupuntura Estudos com Há evidências insuficientes de
e elegíveis. pescoço intervenção ensaios clínicos randomizados
Higginson durante e pós-RT. de alta qualidade para apoiar a
acupuntura como um
(2010) [9]
tratamento eficaz.
Wu et al 23 revisões Não Acupuntura e O estudo avaliava A evidência atualmente
(2015) [26] sistemáticas especificad outras terapias a xerostomia disponível é insuficiente para
o. relacionadas como objetivo apoiar ou refutar o potencial
secundário. da acupuntura e terapias
Havendo estudos relacionadas.
com intervenções
durante e pós-
RT.
Cheng et 6 estudos, Cabeça e Pilocarpina Estudos com Pilocarpina foi melhor do que
al (2016) ensaios pescoço comparada a Intervenções um placebo em termos de
[27] clínicos placebos durante pós-RT. relatos subjetivos dos
randomizado pacientes, embora tenha
s apresentado efeitos colaterais.
Paim et al 4 estudos, Cabeça e TENS Estudos com Os estudos incluídos
(2019) [28] ensaios pescoço intervenção demonstram o potencial clínico
clínicos e durante e pós-RT. no aumento do fluxo.
estudos de
intervenção

Park, Noh 25, Ensaio Nove Fitoterápicos Estudos com Os fitoterápicos podem
e Choi clinico avaliaram Intervenções melhorar a função salivar e
(2017) randomizado pacientes durante e pós-RT. reduzir a gravidade da boca,
. com além de serem relativamente
[29]
câncer de seguros.
cabeça e
pescoço,
15 de
nasofaringe
e 1 de
pulmão e
esôfago.
Fox et al 7 estudos, 6 Cabeça e Oxigenação Intervenções A oxigenação hiperbárica pode
(2015) [30] de natureza pescoço. hiperbárica ocorreram pós-RT ter utilidade para o tratamento
prospectiva e de xerostomia refratária a
1 outras terapias. Além disso,
retrospectivo pode induzir melhora a longo
prazo nas avaliações
subjetivas, enquanto outras
terapias atualmente
disponíveis apenas fornecem
alívio de curto prazo.
Lovelace 8 estudos, Cabeça e Substitutos Intervenções Agonistas colinérgicos foram
et al meta- pescoço salivares, ocorreram pós-RT mais eficazes em comparação
(2014) [31] análises Acupuntura, com substitutos salivares,
pilocarpina oxigênio hiperbárico e
tópica e acupuntura.
sistêmica, No entanto, outras
cevimelina e modalidades de tratamento,
oxigenação como
hiperbárica. substitutos salivares e
oxigênio hiperbárico também
melhoraram subjetivamente a
percepção de xerostomia.
Garcia et 41 Ensaios Câncer Acupuntura Três estudos A eficácia permanece
al (2013) clínicos inespecífico avaliaram pós indeterminada devido a
[32] randomizado , com a radiação e um alto risco de viés entre os
s. acupuntura avaliou se o uso estudos.
voltada no durante radiação
*4 sobre câncer de poderia reduzir a
tratamento cabeça e incidência e
com pescoço. gravidade dos
acupuntura. sintomas.
Zhuang et 4 estudos Cabeça e Acupuntura Estudos com Não há evidências suficientes
al (2012) pescoço Intervenções para julgar se a acupuntura é
[33] durante e pós-RT. segura e eficaz na prevenção
ou tratamento.
.

Ravi et 12 estudos, Cabeça e Oxigenação Estudos com Embora a evidência dos


al(2017) Sendo 2 pescoço hiperbárica Intervenções benefícios possa não ser ideal
[34] estudos de durante e pós-RT. no momento, seu uso
caso não tem grande potencial de
prospectivos danos, podendo ser viável.
relacionados
a xerostomia.

3. DISCUSSÃO
A saliva apresenta um papel importante para manutenção da saúde bucal
incluindo a capacidade tampão, propriedades antimicrobianas, remineralização
dentária e até mesmo a produção de anticorpos. Quando o quadro de
hipossalivação ocorre, o paciente pode se queixar de sensação de boca seca
(xerostomia) [35].
A utilização do feixe de radiações ionizantes eletromagnéticas ou
corpusculares, radioterapia, é capaz de causar alterações no fluxo salivar em mais
de 80% dos pacientes irradiados em cabeça e pescoço [25][36].
Para o tratamento da xerostomia radioinduzida, a literatura aponta diversos
meios preventivos, no entanto, o ensino especializado em oncologia para cirurgiões-
dentistas ainda é pouco disseminado e alguns centros de oncologia podem não
dispor desses profissionais. Sendo assim, pode ser comum que, ao fim do
tratamento antineoplásico, o paciente curse com xerostomia e procure assistência
odontológica [37]. Dentre os estudos analisados, observou-se prevalência daqueles
envolvendo a estimulação elétrica [12][14][21] e o uso de composto com ervas [16]
[17].
A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é uma das diversas
terapias utilizadas, principalmente pela fisioterapia, tendo como uma de suas
funções o alívio da dor. Utiliza-se de eletrodos de superfície por onde uma corrente
elétrica é passada. Apresenta uma boa segurança, fácil manipulação e geralmente
boa aceitação pelos pacientes, além de não ser invasivo [14]. Um estudo de fase 2
comparando o uso de TENS versus pilocarpina também apontou para os benefícios
desta terapia [12]. Vijayan e colaboradores (2014) [14], estimulou a região de
parótida de pacientes irradiados em cabeça e pescoço com TENS e como resultado
obteve o dobro de salivação nessa população. Este estudo corrobora com um outro
trabalho de 2019 [21] que, além de conseguir aumento no fluxo salivar,
demonstraram esse aumento também a longo prazo, bem como melhoria na
qualidade de vida, 6 meses após a intervenção com TENS.
A medicina tradicional persa é um campo da medicina complementar e
alternativa comumente praticada entre o povo iraniano. Existem diversos remédios à
base de ervas para boca seca, sendo a Alcea digitata Alef. (malva-rosa) e Malva
sylvestris L. (malva comum) as plantas mucilaginosas mais utilizadas para este fim.
São utilizadas para o tratamento de estomatite, lesões aftosas e inflamações da
mucosa desde os tempos antigos.
Dois estudos [16][17] avaliaram eficácia de um composto de ervas contendo
Malva sylvestris e Alcea digitata, comparando com um grupo controle de pacientes
em uso de saliva artificial. Foram aplicados questionários para avaliar a percepção
da xerostomia pelos pacientes, e em ambos houve uma diferença significativamente
superior, sendo favorável para o composto de ervas. É importante ressaltar que por
serem ervas de origem oriental, profissionais brasileiros podem enfrentar
dificuldades na manipulação e aceitação por parte dos pacientes.
Outro estudo [13] realizou oito sessões semanais de acupuntura e observou
melhora subjetiva no alívio da xerostomia induzida por radiação, porém não houve
mudanças significativas em estímulos ou medições de saliva não estimuladas ao
longo do tempo. Além disso, quatro revisões sistemáticas [9][26][32][33] não
obtiveram resultados favoráveis ou eficazes para sua indicação, tornando este um
método com eficácia indeterminada para o manejo da xerostomia.
Um ensaio clínico [15] envolvendo 98 pacientes com relatos de xerostomia e
distúrbios no olfato e paladar avaliou o uso de um spray lipossomal utilizado por 2
meses, que resultou em redução da severidade da boca seca e melhora na
deglutição de alimentos. É interessante destacar que o spray não precisa de
prescrição médica para compra e que o estudo não apontou efeitos colaterais,
mostrando ser uma intervenção segura nestes pacientes. Todavia, por ser um
produto ainda não comercializado, a necessidade da manipulação dessa formulação
pode onerar sua compra e dificultar o acesso aos pacientes.
Em 2017 um outro estudo prospectivo [20] avaliou a aplicação de sessões de
laser pontualmente nas glândulas salivares maiores, duas vezes por semana,
durante três meses (24 sessões) após o término da radioterapia, chegando a um
resultado positivo de aumento do fluxo salivar, bem como melhora na qualidade de
vida. Ainda a seu favor, registra-se o uso já difundido do laser por parte dos
profissionais da odontologia hospitalar, o que pode facilitar sua adesão na rotina das
instituições. Embora os resultados sejam altamente satisfatórios e encorajadores, é
preciso frisar que o estudo não foi um ensaio clínico randomizado duplo-cego, e a
população foi pequena (29 pacientes).
Um estudo em 2017 [18] desenvolveu uma solução oleosa a base de arroz e
soja como substituto da saliva artificial para tratamento de xerostomia realizando
uma comparação com a saliva artificial já comercializada. Apesar de apontar
melhora no score de um inventário reduzido de xerostomia, os autores identificaram
que não houve diferença significativa terapêutica em relação ao quadro dos
pacientes, quando comparado com o substituto já utilizado rotineiramente.
Dentre as revisões sistemáticas selecionadas somente três [30][31][32]
utilizaram artigos apenas com intervenções após o fim da radioterapia, sendo assim,
faz-se importante registrar uma limitação do presente estudo, relacionada à
dificuldade de localizar pesquisas que avaliassem unicamente intervenções nos
pacientes com xerostomia radioinduzida já instalada, uma vez que a maioria das
pesquisas publicadas apresentam intervenções antes e durante a radioterapia,
acabando assim classificadas como meios preventivos. Além disso, cabe também
destacar as múltiplas variáveis do tratamento oncológico, tanto na singularidade da
terapia proposta quanto o perfil do paciente em questão, que implica em possíveis
oscilações do resultado final.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS
A xerostomia e a hipossalivação são condições debilitantes para indivíduos
em tratamento radioterápico na região de cabeça e pescoço. Embora não hajam
diretrizes de tratamento padrão disponíveis, a literatura aponta diversas alternativas
de manejo desta condição. Vale ressaltar que a proteção das glândulas salivares
segue como primeira linha de escolha para evitar a xerostomia e a hipossalivação.
A laserterapia com o laser de baixa potência, apresentou resultados
significativos na atenuação da hipofunção salivar e aumento do pH salivar em
pacientes irradiados em região de cabeça e pescoço, com potencial promissor nessa
disfunção, tendo ainda a seu favor a já utilização por boa parte dos profissionais da
odontologia hospitalar. Vislumbra-se a elaboração de mais pesquisas visando o
desenvolvimento de protocolos clínicos para o tratamento de xerostomia e
hipossalivação e consequentemente ganho de qualidade de vida a este perfil de
paciente.

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