CONFORTO
AMBIENTAL II
Na aula passada....
Na aula passada....
Barreiras Tropical seco
Barreiras e o Semi-árido
• Incluído pelo Ministério da Integração Nacional na região que corresponde à zona
mais seca país.
• Angical, Baianópolis, Canápolis, Cristópolis, Formosa do Rio Preto, Riachão das
Neves, Santa Rita de Cássia e Santa Maria da Vitória também passam a fazer parte
da área.
Barreiras e o Semi-árido
• Novos municípios do semiárido passam a ter acesso a recursos e programas
específicos de convivência com a seca, como fornecimento de água por carro-pipa,
créditos diferenciados em financiamentos do Fundo Constitucional de
Financiamento do Nordeste e condições favoráveis de negociação de débitos com o
Governo Federal
Semi-árido
• Longos períodos de estiagem
• Chuvas são escassas e mal distribuídas
• Média pluviométrica atual em torno de 700mm
• Altas temperaturas (média anual de 27°)
• Pouca variação de temperatura
• Rios e riachos intermitentes
Barreiras
Clima semi-árido
• Cuidado especial com a insolação
• Aproveitar ao máximo a ventilação.
• Sombra é um dos elementos cruciais, pois ajudará no conforto das edificações.
• Vegetação
• Placas solares
• Cisternas de captação de água
Aquecimento Global
Precisamos conversar sobre Aquecimento Global....
Aquecimento Global
• Aumento das temperaturas médias do planeta ao longo dos últimos tempos, o que,
em tese, é causado pelas práticas humanas – embora existam discordâncias quanto
a isso no campo científico. A principal causa desse problema climático que afeta
todo o planeta é a intensificação do efeito estufa.
• O principal órgão responsável pela divulgação de dados e informações sobre o
Aquecimento Global é o Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas (IPCC),
um órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU).
Aquecimento Global
• O IPCC trabalha basicamente com dois cenários: um otimista e outro pessimista. No
primeiro, considerando que o ser humano consiga diminuir a emissão de poluentes
na atmosfera e contenha ações de desmatamento, as temperaturas elevar-se-iam
em 1ºC até 2100. No segundo cenário, as temperaturas poderiam elevar-se de 1,8
até 4ºC durante esse mesmo período, o que comprometeria boa parte das
atividades humanas.
Efeito Estufa
• Processo que garante que a Terra
mantenha a temperatura adequada para a
vida. Sem ele, o planeta seria muito frio, a
ponto de muitas formas de vida não
existirem.
• O problema está no aumento da emissão
de gases poluentes, os chamados gases de
efeito estufa. Eles se acumulam na
atmosfera e com isso, há uma maior
retenção de calor da Terra.
Aquecimento Global - Causas
• Emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis
fósseis (gasolina, diesel, etc.), na atmosfera.
Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de
carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso
efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da
radiação infravermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.
Aquecimento Global - Causas
Aquecimento Global - Causas
• O desmatamento e a queimada de florestas e matas.
Promovem um desequilíbrio climático decorrente da remoção da vegetação que tem
como função o controle das temperaturas e dos regimes de chuva. Além de, no caso
das queimadas, haver liberação os poluentes a partir da queima da vegetação.
Aquecimento Global - Causas
Aquecimento Global - Causas
• A poluição das águas.
No caso dos oceanos, existem seres vivos responsáveis pela absorção de gás
carbônico e emissão de oxigênio: os fitoplânctons e as algas marinhas. Portanto, a
destruição de seus habitat também pode interferir diretamente na dinâmica atmosférica
global.
Aquecimento Global
• O resultado é o aumento
da temperatura global.
• Embora este fenômeno
ocorra de forma mais
evidente nas grandes
cidades, já se verifica
suas consequências em
nível global.
Aquecimento Global - Consequências
- Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da temperatura no mundo, está em
curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível das águas dos oceanos,
podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;
Aquecimento Global - Consequências
- Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte
de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado
ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais,
a tendência é o aumento das regiões desérticas do planeta;
Aquecimento Global - Consequências
- Aumento de furacões, tufões e
ciclones: o aumento da temperatura
faz com que ocorra maior
evaporação das águas dos
oceanos, potencializando estes
tipos de catástrofes climáticas;
Aquecimento Global - Consequências
- Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas têm sofrido com as ondas de
calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor,
provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.
Efeitos no Brasil
• De acordo com dados preliminares divulgados pelo IPCC (Intergovernmental Panel
on Climate Change) em setembro de 2013, o clima brasileiro poderá sofrer os
efeitos do aquecimento global até o final deste século.
• As regiões sul e sudeste poderão ter um aumento de até 0,5% na temperatura
média até o final do século.
• As regiões centro-oeste, nordeste e norte poderão ter as temperaturas médias
aumentadas em 1,5%.
• No Nordeste a na Amazônia poderão ocorrer com maior frequência a formação de
ondas de calor
• Estas projeções são para um cenário otimista, ou seja, com controle da emissão de
gases do efeito estufa. Num cenário de grande aumento na emissão destes gases,
a temperatura poderá se elevar mais do que o dobro em relação a estas projeções.
Dados alarmantes
- Em maio de 2013, a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional)
divulgou um relatório mostrando que o planeta atingiu a maior concentração de dióxido
de carbono da história. A concentração deste poluente, que é um dos principais
causadores das mudanças climáticas e do aquecimento global, está com média diária
de 400 ppm (partículas por milhão).
Dados alarmantes
- Dados levantados por cientistas vinculados ao IPCC afirmam que o século XX, em
razão dos desdobramentos ambientais que ocorreram desde a Revolução Industrial,
foi o período mais quente da história desde o término da última glaciação, com um
aumento médio de 0,7ºC nas temperaturas de todo o planeta.
- Ainda segundo o órgão, as previsões para o século XXI não são nada animadoras,
pois haverá a elevação de mais 1ºC, em caso de preservação da atmosfera, ou de
1,8 a 4ºC, em um cenário mais pessimista que apresente maior poluição.
Dados alarmantes
- Dados divulgados por cientistas da NASA e da NOAA, em janeiro de 2017, apontam
que o ano de 2016 foi o mais quente da História. A temperatura média de 2016 ficou
0,96°C mais alta do que a média do século XX. Estes dados se referem a temperatura
medida na superfície terrestre
O que já foi realizado?
Protocolo de Kyoto
Acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o
efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo
é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente
os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo,
pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.
Conferência de Bali
Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia),
terminou com um avanço positivo após 11 dias de debates e negociações. Os Estados
Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi
estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações
sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas
substituiram o Protocolo de Kyoto, que venceu em 2012.
Conferência de Copenhague
A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os
dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A
Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o
objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento
global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas
medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre
os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Europeia, e os que estão em
processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).
De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de
gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de
liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o
ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a
cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional.
Acordo de Paris
Em 12 de dezembro de 2015, representantes de 190 países assinaram um acordo em
Paris, que visa diminuir o aquecimento global no planeta. O documento aprovado
reconhece as mudanças climáticas provocadas pela emissão de gases do efeito estufa,
entre elas o aquecimento da temperatura do planeta. O principal objetivo do acordo é
limitar o aumento do aquecimento global em, no máximo, 2°C (a referência é a
temperatura média do período pré-industrial). Porém, as nações farão todos os
esforços possíveis para que este aumento de temperatura fique em até 1,5°C. De
acordo com estudos, estes níveis evitariam as consequências nocivas futuras das
mudanças climáticas para o planeta. Em 3 de setembro de 2016, China e Estados
Unidos (maiores emissores de gases do efeito estufa do mundo) ratificaram o Acordo
de Paris. Foi um importante avanço para o combate ao aquecimento global
Acordo de Paris
Em 2017, Donald Trump anuncia a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris,
cumprindo uma de suas promessas de campanha
Posições céticas
• Há, no meio científico, um grande debate no meio cientifico sobre a existência e
possíveis causas do aquecimento global, de forma que a sua ocorrência não
estaria totalmente provada e nem seria consenso por parte dos especialistas nas
áreas que estudam o comportamento da atmosfera.
• Existem grupos que afirmam que o aquecimento global seria um evento natural,
que não seria influenciado pelas ações humanas nem seria gravemente sentido em
um período curto de tempo.
• Outras posições afirmam até mesmo que o aquecimento global não existe,
utilizando-se de dados que comprovam que o ozônio da atmosfera não está
diminuindo, que o dióxido de carbono não seria danoso ao clima e que as geleiras
estariam, na verdade, expandindo-se, e não diminuindo.
Como combater?
• Ações conjuntas
• Escolha de fontes renováveis e não poluentes de energia
• Por parte das indústrias, a diminuição das emissões de poluentes na atmosfera
também é uma ação necessária.
• Diminuição a produção de lixo, através da conscientização social e do estímulo de
medida de reciclagem, pois a diminuição na produção de lixo diminuiria também a
poluição e a emissão de gás metano, muito comum em áreas de aterros sanitários.
• Preservação da vegetação
Arquitetura
• Várias cidades ao redor do mundo estão tentando se reinventar e se adaptar para
conviver com os efeitos do aquecimento global.
• Muitas propostas já foram executadas, principalmente nos países mais desenvolvidos,
onde evidências de riscos no horizonte já estão rendendo iniciativas práticas.
Casa Flutuante
• Com a possibilidade de elevação do nível da água na Holanda, país que tem boa parte
do território abaixo do nível do mar, a empresa Dura Vermeer construiu 32 casas
anfíbias, preparadas para boiar em caso de alagamento.
• As residências ficam em Maasbommel, uma vila cortada por vários rios e diques.
• Os moradores que adquiriram um das casas pagaram cerca de 400 mil euros
• Nível de água normal – A casa e o alicerce se apoiam em pilares.
• Nível de água elevado – Quando o nível sobe, a casa passa a flutuar.
Casa Flutuante
Museu de Arte Moderna de Londres
• Desde 2000, o museu de arte moderna de Londres, a Tate Modern Gallery, se localiza
em uma estação de energia elétrica desativada, às margens do rio Tâmisa, podendo
inclusive ser acessado de barco.
• Para evitar que o aquecimento global leve o rio a transbordar, o museu passou por uma
reforma onde elevaram a altura da margem, e aumentaram a distância entre a
construção e a beira do rio.
Museu de Arte Moderna de Londres
Centros de Resfriamento
• Entre 2006 e 2007, a prefeitura de Toronto, no Canadá, emitiu 13 “alertas de calor
excessivo” períodos em que a combinação de alta temperatura com umidade
resultou em sensações térmicas de até 50 °C).
• A cidade construiu 7 centros de resfriamento, locais que ficam abertos durante os
alertas, com acesso gratuito a quem precisa de conforto térmico.
• Os centros de resfriamento canadenses contam com água gelada, lanche e aceitam
animais de estimação.
• Os centros são usados em casos de emergência.
Estações de Esqui
• São necessários 30 centímetros de neve nas pistas durante, pelo menos, 100 dias
do ano.
• Nos Alpes, por exemplo, onde existem diversas estações, basta a média de
temperatura subir 1°C para muitas delas se tornarem inviáveis. E a região vem
batendo recordes de temperatura.
• A saída tem sido utilizar canhões de neve artificial. A composição desta neve é feita
de água misturada a uma proteína biodegradável, que provoca a cristalização das
moléculas de água.
Qual o nosso papel nestas ações conjuntas?
Um olhar pro Urbanismo....
Arquitetura e Urbanismo
• A construção desordenada de
metrópoles, sem a preocupação
com os aspectos climáticos,
trouxe um desequilíbrio ao bem-
estar urbano.
• A impermeabilização do solo em
conjunto com o desmatamento
resultou em um baixíssimo
percentual de cobertura vegetal.
Como consequência, ocorreu o
aquecimento local das superfícies
urbanas.
Arquitetura e Urbanismo
• Outro ponto a ser ressaltado, que vem a reforçar a degradação do espaço público, é
a utilização privilegiada do transporte individual, conceito fundamental do
Modernismo.
Arquitetura e Urbanismo
• Hoje imperam em algumas paisagens urbanas brasileiras, versões cristalizadas e
importadas, sem nenhuma adaptação ao clima e à cultura brasileira.
• A Arquitetura brasileira contemporânea tornou-se difusora do chamado conceito
"Ice-T": o paradoxal princípio de aquecer um líquido para depois resfriá-lo.
Arquitetura e Urbanismo
Arquitetura e Urbanismo
Vegetação:
• No conceito tradicional de construção das cidades, a vegetação quase sempre foi
percebida como desperdício de espaço, sem nenhum valor econômico.
Recentemente, essa noção começou a mudar.
• O verde está se tornando – talvez pela primeira vez – elemento da moda e
excelente argumento de venda, o que traz certos benefícios para a cidade inteira.
Arquitetura e Urbanismo
• No Brasil, existem abordagens muito interessantes, mas poucas obras construídas
nessa linha de pensamento, que busca a mais profunda integração da construção,
da arte e da natureza, do público e do privado.
• Para uma boa integração do privado e do público, a árvore deve ser vista não mais
como objeto isolado, vazio e perdido no meio ambiente urbano, mas como elemento
que pode melhorar e diminuir os impactos ambientais do edifício
• O desenho da fachada como separação entre o público e o privado, torna-se crucial
para o desenvolvimento sustentável do espaço urbano.
• Os edifícios e suas áreas livres, na era da sustentabilidade, não podem mais ser
vistos simplesmente como objetos solitários, isolados e fechados. É importante
enxergá-los integrados à cidade, à paisagem urbana (e ao meio ambiente urbano) e
ao mundo. Interagindo com o planeta em relação recíproca, como partes de um
mesmo organismo.
Arquitetura e Urbanismo
• Integração da vegetação
na arquitetura, como
ação de interesse público
e privado.
• Pequenos espaços de
contemplação urbana,
ligadas ao bem-estar e à
qualidade climática.
Praça Victor Civita
Levisky Arquitetos
Arquitetura e Urbanismo
Arquitetura e Urbanismo
• Espaços de cobertura vegetal são um regulador climático fundamental do planeta.
• Ainda não existe nenhuma solução técnica e altamente capaz de substituir e
garantir as mesmas funções da vegetação viva, mas existem tentativas de
substituição parcial.
Arquitetura e Urbanismo
• Um exemplo interessante é o projeto
Three Air Trees (Três Árvores Aéreas),
criado pelo escritório Ecossistema
Urbano, que inventou réplicas de árvores
– denominadas "próteses" – que
evaporam a água e resfriam o meio
ambiente urbano, tal como uma árvore
verdadeira, sombreando o espaço público
da cidade de Vallecas na Espanha.
•
Arquitetura e Urbanismo
• Lina Bo Bardi também procurou a
integração da arquitetura com a
natureza, chamando de
"binômino", e percebeu a
vegetação como uma das mais
sutis substâncias na sua
arquitetura.
Arquitetura e Urbanismo
• Vilanova Artigas desenvolveu em seus projetos aspectos associados à integração
visual e climática com o meio em que foram implantados, criando prédios públicos
sem portas, caso do próprio edifício da FAUUSP.
Arquitetura e Urbanismo
• Outra referência importante é o
conceito da Expo 92 em Sevilha,
desenvolvido pelo escritório Site
Arquitetos, que incorporou vegetação
própria junto com pulverizadores de
água para aumentar a taxa de
evaporação e criar sombra capaz de
gerar qualidade no espaço público.
Arquitetura e Urbanismo
• Novos conceitos foram lançados por vários escritórios de arquitetura, considerando
o uso do verde na como novo valor estético e benefício econômico.
Harmonia 57, Vila Madalena
Tryptique
Gostei! Quero ler mais sobre isso!
Harvard fala sobre mudanças climáticas: projetando prédios e cidades
adaptados aos novos tempos – Ali Malkawi - Vídeo (em Inglês)