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Desenvolvimento - Projecto

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CAPITULO I: INTRODUCAO

1. Introdução

O presente projecto de pesquisa com o tema: Uso da solução de alho como insecticida natural
no controle de carraças em bovino, foi concebido levando em conta que em Moçambique
vários produtores tem enfrentado grandes prejuízos económicos resultantes do ataque massivo
das pragas e doenças.

O parasitismo é um dos factores que causa diminuição da eficiência produtiva dos animais
(Bianchin et al., 1999), implicando em grandes perdas económicas.

Para o controle convencional de parasitas, tanto de animais quanto de plantas, normalmente


são utilizados pesticidas, responsáveis por taxas consideráveis de intoxicações e óbitos da
população humana, especialmente de trabalhadores rurais (Faria et al., 2007). Somado a esta
problemática, tem-se ainda a contaminação por produtos antiparasitários no leite e na carne
disponíveis para alimentação humana, além da contaminação ambiental directa (Molento et
al., 2004). Agregam-se ainda problemas com o desenvolvimento da resistência aos produtos
químicos utilizados (Furlong, 2004), especialmente em rebanhos de bovinos leiteiros
(Oliveira & Azevedo, 2002). Neste contexto, em diferentes regiões do mundo, têm-se buscado
alternativas visando diminuir o uso de parasiticidas sintéticos, havendo destaque para os
produtos fitoterápicos. Sua utilização pode reduzir os impactos ambientais e económicos
causados pelo uso de produtos sintéticos convencionais, ressaltando-se que o
desenvolvimento da resistência dos artrópodes aos fitoterápicos (compostos por associações
de vários princípios activos) é um processo geralmente lento (Roel, 2002; Chungsamarnyart
& Jiwajinda, 1992).

Dentre os fitoterápicos, destaca-se o alho (Allium sativum L.), que além do uso generalizado
como condimento, são atribuídas a ele qualidades terapêuticas. O alho é rico em substâncias
organossulfuradas e dentre estas se destacam a alicina (Ankri & Mirelman, 1999) e o ajoeno
(Urbina et al., 1993), principais responsáveis pelos efeitos antiparasitários.

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O presente projecto está subdividido ou estruturado em III Capítulos a se destacar:

Capitulo I: Introdução, justificativa, problema da pesquisa, hipóteses, objectivos. Método e


técnicas da pesquisa, enquadramento do tema, delimitação do tema e relevância do tema.

Capitulo II: Fundamentação teórica, nesta parte apresentam-se ideias relacionadas ao


trabalho, assim como conceitos relevantes para a pesquisa, em particular assuntos ligados ao
uso da solução de alho como insecticida natural no combate de caraças em bovinos.

Capitulo III: Resultados esperados, onde estão pontuadas as expectativas do autor a respeito
do trabalho e pontuadas de forma mais ampla e sem aprofundamento.

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1.1. Justificativa da escolha do tema

O uso de pesticidas alternativos, menos agressivos ao homem e outros animais assim como à
natureza com função de repelência, atracção, insecticida e fungicida aliado ao maneio
adequado do animal, solo, planta e água, garante a produção de alimentos orgânicos, sem
resíduos tóxicos além de preservar a saúde do homem.

A escolha deste tema deve-se ao facto de que actualmente os insecticidas usados na


agropecuária são geralmente prejudiciais a saúde dos animais, do homem assim como do
ambiente. Portanto, pretende-se com este tema potenciar o uso de produtos naturais que
proporcionam um ambiente saudável dos animais e sustentável dos agricultores que podem
fornecer matéria-prima para o efeito. Os insecticidas orgânicos produzidos a base do alho são
defensivos naturais (alternativos) cujo custo e preparo são acessíveis aos produtores.

TAIMO & CALEGARI, (2007) afirmam que pertencem a este grupo as formulações que tem
como características principais, a baixa ou nenhuma toxidade ao homem e a natureza, a
eficiência no combate aos artrópodes e microrganismos nocivos, o não favorecimento à
ocorrência de formas de resistência desses fito parasitas, a disponibilidade e o custo reduzido.
Da mesma forma, terá maior impacto na sociedade na valoração do alho sendo a sua função
não apenas do consumo mas também no uso como insecticida para o tratamento de animais e
sendo também de baixo custo.

1.2. Problematização

Na criação de animais, as pragas e doenças surgem como um sinal de desequilíbrio que são as
verdadeiras causas dos problemas de saúde, porém, o uso de insecticidas é considerado como
um dos principais factores responsáveis pelo controle de caraças e outros parasitas que
provocam varias doenças ao animal.

No entanto, a maior parte dos insecticidas sintéticos oferece riscos para o meio ambiente e a
saúde das pessoas através de impactos nos ecossistemas gerados principalmente pela

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poluição da água. Esses riscos ocorrem quando os insecticidas são utilizados de forma
indiscriminada (CELESTINO, 2000). Desta forma, os criadores tem usado frequentemente a
Cipermetrina no tratamento de animais e tem tido bons resultados, porém, este insecticida é
uma substância do grupo dos piretróides (substâncias sintéticas derivadas da piretrina natural)
e possui classificação toxicológica nível II (altamente tóxico) e é foto-estável, não se
degradando com a luz solar.

A Cipermetrina é mais potente e tóxico, e pode produzir bloqueio da condução nervosa


(causando a paralisia cerebral) nos animais assim como no homem. Isso diminui o limiar para
a activação de mais potenciais de acção, conduzindo a uma excitação repetitiva das
terminações sensoriais nervosas e podendo progredir para uma hiperexcitação de todo o
sistema nervoso. Alem destes efeitos, ela provoca a infertilidade em animais fêmeas, nos
humanos provoca doenças respiratórias crónicas, especialmente asma, doenças de pele,
alergias, alterações dos rins, adrenais, etc., sendo em geral carcinogénico em humanos.

Afirma BURIGO, (2012), que ” O potencial mutagénico e genotoxico da cipermetrina foi


comprovado em diferentes estudos: aberrações cromossómicas, indução de micronúcleos,
alterações de espermatozoides, mutações letais dominantes, trocas de cromatides irmãs foram
observadas em camundongos e quando tratados por via oral, verificaram-se alterações nos
níveis de testosterona com a consequente diminuição do número de espermatozóides”. O
outro facto que se observa é que por ser um produto sintético tem certas desvantagens em
termos económicos, visto que acarreta grandes custos para a sua aquisição principalmente em
zonas mais recônditas.O alho (Allium Sativum), da família Liiaceae possuí substâncias como
aliinase e aliina, que quando complexados, formam a alicina, substancia tóxica que inactiva os
microrganismos e confere o aroma típico do alho, e este é considerado um insecticida de
baixa toxicidade no controlo da lagarta, como afirma (TAIMO & CALEGARI, 2007), “Além
de acção repelente, também mata gafanhotos, lagartas, anfíbios, e outras pragas, sem nenhum
risco ao homem e ao ambiente”.

Face a estes efeitos a pergunta de pesquisa é:

Qual é a eficácia da solução de alho no controlo de carraças em bovinos?

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1.3. Hipóteses

Tendo como suporte a ideia de (VEIGA, 2000, p, 5), considerando que “as hipóteses são
respostas provisórias à questão central ou ao problema da pesquisa”. No ponto de vista de
LAKATOS, define “hipóteses como as prováveis causas do problema”. Nesta óptica, Há
pertinência de levantamento das seguintes hipóteses que providenciam as ditas “respostas
provisórias”:

1.3.1. Hipótese Primária

 Presume-se que a solução de alho como insecticida natural terá bons ou maus
resultados.

1.3.2. Hipóteses Secundárias

 Provavelmente a solução de alho vai contribuir para o aumento da produção.


 Acredita-se que com o uso da solução de alho haverá mais ganhos, pois os animais
não sofrerão de estress causado pelas carraças.

1.4. Objectivos

1.4.1. Objectivo Geral

 Conhecer a eficácia da solução de alho no controlo de carraças em bovinos.

1.4.2. Objectivos Específicos

 Indicar a dosagem ideal da solução de alho no controlo de caraças em bovinos;


 Potenciar o uso da solução de alho no controlo de parasitas em animais de criação e
consumo.

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1.5. Delimitação do Tema

O ponto de referência para este projecto é a quinta da empresa Transcom Sharaf, cita na zona
da Manga, Cidade da Beira, a qual está vocacionada na criação do gado leiteiro. A pesquisa
será realizada num período compreendido de uns (2) meses, Dezembro e Janeiro.

1.6. Enquadramento do Tema

O tema apresentado enquadra se no curso de Licenciatura em Agropecuária da Universidade


Licungo, Faculdade de Ciências Agrárias, nas cadeiras de Botânica geral, Pragas e Controle
de Infestante, Zootecnia dos Ruminantes e Suínos, Ecologia com ênfase em Agropecuária,
Farmacologia e Toxicologia, Saúde e Gestão de Manadas e Difusão de Inovações no meio
rural.

1.7. Metodologia e Técnicas de pesquisa

Para a realização do presente trabalho será necessário o uso dos seguintes métodos:

1.7.1. Pesquisa Bibliográfica

Segundo LAKATOS & MARCONI (2003:183), “a pesquisa bibliográfica, ou de fontes


secundárias, abrange toda bibliografia já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde
publicações avulsas, boletins, jornais, revistas, livros, pesquisas, monografias, teses, material
cartográfico etc., até meios de comunicação orais: rádio, gravações em fita magnética e
audiovisuais: filmes e televisão. Sua finalidade é colocar o pesquisador em contacto directo
com tudo o que foi escrito, dito ou filmando sobre determinado assunto, inclusive
conferencias seguidas de debates que tenham sido transcritos por alguma forma, quer
publicadas, quer gravadas”. A revisão bibliográfica consistirá na leitura de obras literárias que
serão referenciadas na bibliografia deste trabalho e que abordam conteúdos referentes ao tema
“uso da solução de alho no controlo de carraças em bovinos”.

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1.7.2. O método experimental

1.7.3. Pesquisas experimentais

São aquelas nas quais o pesquisador intervêm de maneira activa para obter dados, controla as
variáveis em uma amostra aleatória, introduz um tratamento, ou seja, um fenómeno da
realidade é produzido de forma controlada, com objectivo de descobrir os factores que o
produzem, ou seja, que por eles são produzidos TEXEIRA apud ARTUR ( 2010:60).

[Link]. Procedimento da preparação do alho

A actividade experimental far-se-á a aplicação da solução do alho e potencializada sobre o


gado bovino; Esta actividade será dividida em duas partes, onde a primeira consistirá na
preparação da solução do insecticida do alho (extracção do principio activo) por maceração,
esta fase compreenderá o uso de 3000 g de alho cru, onde após a maceração será imerso em
20 L de água para que então o princípio activo se misture a água isso será por 14 horas e
posteriormente será aplicada nos animais alvos sobre o dorso dos animais, no intervalo de 14
dias, onde haverá 2 repetições, uma em cada semana; no final dos 14 dias haverá contagem
das carraças para se apurar a eficiência do uso da solução de alho como insecticida natural no
combate de carraças.

[Link]. Material a ser usado

1. Alho - 3Kg
2. Balde - 30 L
3. Faca
4. Água - 20L
5. Pulverizador
6. Almofariz
7. Esferográfica
8. Bloco de notas

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1.7.4. Instrumentos de Recolha de Dados

Para a recolha de dados quantitativos e qualitativos, será sugerido a observação direta.


Segundo LAKATOS & MARCONI (1999:40).

1.7.5. Observação

LAKATOS & MARCONI (2003:190), “observação é uma técnica de colecta de dados para
conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da
realidade.

A autora deste trabalho, segundo esta técnica vai ao campo para verificar as condições do
local de estudo para ter detalhes das condições sanitárias do gado e das instalações de
acomodação dos animais; Bem como para assistir em locus a acção da solução do alho sobre
os animais após a sua aplicação e serão ilustrados através de imagens fotográficas.

1.8. Relevância do Estudo

O uso de insecticidas inorgânicos ou químicos tem-se mostrado insustentável aos produtores,


acarreta custos elevados para sua aquisição, difícil aplicação, prejudiciais a saúde pública e ao
meio ambiente. Com isto, o uso da solução de alho, como insecticida natural no combate de
caraças, espera-se minimizar os custos de produção e maximizar a produção na comunidade
geral, podendo então se possível diminuir o uso de insecticidas inorgânicos. O uso da solução
de alho além de contribuir para sustentabilidade também contribui para o equilíbrio ecológico.

1.8.1. Relevância Social

Neste âmbito, a pesquisa é de extrema importância pois fará com que o produtores rurais
tenham conhecimento da actual situação de produção agroecológica, de forma simples, com
baixos custos e sem por em causa o produto final.

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1.8.2. Relevância Científica

O estudo trará a camada científica contributos relacionados a agroecológica, olhando para uso
de insecticidas de origem orgânica para combater caraças, visto que é biodegradável, não são
tóxicos e nem contaminam o meio ambiente e também trará conhecimento para futuros
pesquisadores nesta cadeia de criação tendo em vista outras espécies.

1.8.3. Relevância Económica

O estudo é de extrema importância no âmbito económico, pois permitirá aos produtores


rurais, tanto os de alta renda como os de baixa renda usufruir da solução de alho no combate
de caraças, pois é de fácil preparação, aplicação, aquisição e baixo custo.

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CAPITULO II: FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2. Conceito

Allium sativum L. é uma planta herbácea bolbosa, com folhas lineares, flores brancas ou
avermelhadas e que pode atingir até 70 cm de altura. O seu bolbo encontra-se protegido no
solo (geófito) e é composto por um conjunto de bolbilhos oblongo-aguçados, comumente
denominados de dentes de alho (Cunha et al., 2009). Os seus bolbilhos não possuem pecíolo
(sésseis) e estão cobertos por túnicas externas (peças de proteção) de cor branca ou rosada.

2.1. Características do alho (Allium sativum)

O gênero Allium pertence à família Liliaceae e compreende mais de 600 espécies, entre estas
o Allium sativum L (GURIB-FAKIN, 2006), uma monocotiledônea conhecida popularmente
como alho, sendo originária de clima temperado, porém cultivada em todo o mundo
(MENEZES SOBRINHO, 1983).

O alho é utilizado na composição de medicamentos em função de possuir propriedades


antimicrobianas, favorecendo o coração e a circulação sanguínea. Além disso, possui diversas
vitaminas, tais como: A, B2, B6, C, aminoácidos, ferro, silício, iodo, enzimas e a alicina,
podendo ser utilizado no tratamento de doenças causadas por bactérias e fungos (BALBACH
& BOARIM,1992).

O alho é uma planta constituída por folhas escamiformes e um bulbo ou cabeça utilizada para
fins medicinais e como tempero (BLOCK, 2010), por possuir sulfóxidos de cisteína,
composto responsável pelo odor e paladar característicos (FRITSCH et al., 2006). Além disso,
contém alicina, um líquido amarelado que aparece após a trituração ou o corte do alho, sendo
responsável por parte das propriedades farmacêuticas da planta (SCHINEIDER, 1984).

A planta de alho pode ser bem aproveitada, sendo que as folhas e as inflorescências devem ser
consumidas ainda verdes e os bulbos devem ser destinados aos condimentos alimentares e
para medicamentos fitoterápicos (KIK & GEBHARDT, 2001) em função dos efeitos
atribuídos aos compostos sulfurados, abundantes nos tecidos desta espécie (LORENZI &
MATOS, 2002).

O alho é constituído por cerca de 30 substâncias de uso farmacêutico, sendo que o bulbo
apresenta rendimento aproximado de 0,1 a 0,2% de óleo volátil (MILNER, 2001). Todavia, os
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compostos extraídos do alho, bem como a concentração destes, dependem do estágio de
maturação do bulbo, da forma e do local que este foi cultivado, do manejo no processamento,
manipulação e armazenamento (MARCHIORI, 2005).

2.2. Uso de alho em bovinos

A ocorrência de mastite em vacas lactantes é um dos maiores problemas para a pecuária


leiteira, acarretando tanto danos sanitários ao animal quanto econômicos ao produtor (BRITO
& BRITO, 2004). O controlo da doença tem sido apenas relacionado ao tratamento com
compostos químicos, descartando as possibilidades de prevenção. Estes produtos, na maioria
das vezes, apresentam custo elevado e acarreta problemas ambientais (NEVES & DE
FÁTIMA RODRIGUÊS, 2013).

Dessa forma, a utilização de alho (Allium Sativum) como fitoterápico é considerada uma
alternativa, pois favorece a saúde do produtor, assim como a do animal e, por substituir os
produtos químicos, atua positivamente na conservação da biodiversidade local. Um estudo
demonstra a eficiência do alho quando manipulado a partir do bulbo da planta e óleo de soja,
macerado e aquecido, no tratamento de mastite de vacas no período reprodutivo (NEVES &
DE FÁTIMA RODRIGUÊS, 2013).

O alho também pode ser indicado para o tratamento de carrapatos em bovinos, atuando como
insecticida sobre esses parasitas e, quando picado e misturado ao sal mineral, ajuda no
controle da mosca-do-chifre (ALTIERI & NICHOLLS, 2000; CATALAN et al., 2012).

O uso de medicamentos a base de plantas medicinais acarreta diversos benefícios ao produtor


rural, pois existem plantas cujos princípios ativos atuam na redução e controle de vermes,
tornando os animais resistentes por um tempo prolongado. Além disso, os fitoterápicos
controlam ectoparasitas, tais como, moscas e caraças, além de, aumentar a produtividade,
minimizando o risco de intoxicação tanto para o animal, quanto para o individuo que
manusear o produto (VIEIRA et al., 1999). O alho (Allium sativum) consiste em um eficiente
fitoterápico para o tratamento de diversas doenças relacionadas aos animais de produção.

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2.3. Composição química de A. sativum

O alho é rico em compostos sulfóxidos, entre os quais podemos encontrar aliinas (sulfóxidos
de alquilcisteína) e aminoácidos não voláteis (tiossulfinatos), aos quais se devem as
propriedades medicinais que lhe são reconhecidas (Martins et al., 2016; Cunha et al., 2009). É
composto ainda por frutosanas (cerca de 75%), açúcares redutores (15%) compostos
tiociânicos (tiocinato de alilo e outros derivados alílicos), sais minerais, saponinas e vestígios
de vitaminas (A, complexo B e C) (Cunha et al., 2009).

As propriedades medicinais do alho estão relacionadas com os seus compostos bioativos,


especialmente os compostos organossulfurados que são igualmente responsáveis pelo seu
sabor e aroma. Por outro lado, estes compostos podem aumentar a biossíntese de glutationa,
com reconhecidas propriedades antioxidantes. Entre os compostos responsáveis pelo seu
sabor estão os aminoácidos não voláteis (tiosulfinatos), nomeadamente aliina ou sulfóxido de
S-alilcisteína (Martins et al., 2016).

Outros compostos voláteis significativos são os ajoenes bem como diversos compostos
sulfurados para além da aliina, como a alicina, 1,2 – vinilditina, alixina e S-23 alilcisteina.

2.4. Rhipicephalus (B.) microplus o carrapato-do-Boi

Rhipicephalus (B.) microplus apresenta ampla distribuição geográfica e é conhecido


popularmente como o carrapato-do-boi. É um carrapato monoxeno e tem os bovinos como
principal hospedeiro, podendo ser encontrado parasitando outros animais como, equinos,
ovinos e até mesmo cervídeos que compartilhem o ambiente dos bovinos. Ainda com relação
aos bovinos, os animais de raças taurinas (Bos taurus) e seus cruzamentos são os mais
afectados por essa espécie de carrapato (Veríssimo et al., 1997). Antigamente era denominado
de Boophilus microplus, no entanto Murrell; Barker (2003) realizaram estudos e análises
filogenéticas e o reclassificaram no gênero Rhipicephalus passando a se denominar de
Rhipicephalus (Boophilus) microplus. O género Boophilus nesta espécie foi mantido como
subgénero facilitando a recuperação de publicações em que aparece com o antigo nome.

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Figura: Ciclo biológico do carrapato-do-boi, Rhipicephalus (B.) microplus, ilustrando a fase
de vida livre e a fase de vida parasitária. Fotos: Vinicius da Silva Rodrigues.

2.4.1. Importância

Com relação a sua importância, este carrapato proporciona grandes perdas na pecuária
mundial, além de ser transmissor dos agentes etiológicos da “tristeza parasitária bovina”,
doença causada por bactérias do gênero Anaplasma e protozoários do género Babesia
(Guglielmone et al., 2006) e que provoca debilidade nos animais.

2.4.2. Consequências do carrapato

Além do potencial de transmitir agentes patogénicos(tristeza parasitaria), essa espécie de


carrapato, quando em altas infestações, causa diversas lesões na pele do animal possibilitando
assim que bactérias oportunistas venham a causar infecções nos bovinos (infecções
secundárias). Ainda em função das lesões causadas pelos carrapatos, sejam elas extensas ou
não, um segundo agravante é o aparecimento de miíases. Estudos comprovam que altas
infestações por R. (B.) microplus favorecem o aparecimento da miíase nos bovinos (Reck et

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al., 2014). As lesões causadas pelo carrapato em decorrência do parasitismo, também
provocam depreciação do valor do couro dos animais. Os danos causados podem ainda ser
atribuídos à perda de peso dos animais e também à redução da produção de leite, decorrentes
da intensa espoliação sanguínea e irritabilidade provocada pelos carrapatos em função de sua
picada. A morte de animais, como consequência das altas infestações por carrapatos, também
é uma triste realidade comumente presente no sistema de produção de bovinos. Outro factor
que causa prejuízo são os inúmeros gastos na tentativa de realizar o controle deste
ectoparasito, como, por exemplo, custos do acaricida e despesas relacionadas à aplicação dos
mesmos. Ainda há o agravante do aparecimento de populações de carrapatos resistentes aos
carrapaticidas, resistência desencadeada principalmente pelo uso incorrecto ou desordenado
dos acaricidas. O aparecimento de populações de carrapatos resistentes é um dos grandes
entraves na produção de bovinos, pois relatos de resistência abrangem uma ampla gama de
acaricidas utilizados comercialmente. Além da redução na produção de leite, o descarte do
leite devido à presença de resíduos de produtos químicos utilizados no combate ao carrapato é
comummente presente e relatado, proporcionando ainda mais prejuízos ao produtor.

Os prejuízos aos pecuaristas são uma realidade quando se trata do impacto causado pelo
carrapato-do-boi, no entanto ainda há o risco de contaminação ambiental em função do mau
uso dos produtos químicos empregados no combate dos carrapatos. Como o R. (B.) microplus
proporciona tantos prejuízos na cadeia produtiva bovina, o controle desse ectoparasito deve
ser realizado de forma eficiente a fim de minimizar ou retardar o aparecimento da resistência.

2.5. Classificação do rhipicephalus (Boophilus) microplus

 Reino – Metazoa
 Filo – Arthropoda
 Classe – Arachnida
 Subclasse – Acari
 Superordem - Parasitiformes
 Ordem – Ixodida
 Superfamília – Ixodoidea
 Família – Ixodidae
 Subfamília – Rhipicephalinae
 Gênero – Rhipicephalus
 Subgênero – Boophilus
 Espécie – Rhipicephalus (Boophilus) microplus.
14
2.6. Ciclo biológico da Caraça

Trata-se de um carrapato que necessita de um único hospedeiro para completar seu ciclo de
vida (Rocha, 1984) e apresenta predileção em parasitar bovinos, com preferência para Bos
tauros e seus cruzamentos em relação ao Bos indicus (Gonzales, 1975). Em suma, o ciclo de
vida do R. (B.) microplus pode ser dividido em duas etapas, a fase parasitária e a fase de vida
livre (ou fase não parasitária). A fase parasitária compreende desde a fixação da larva em um
hospedeiro sensível até chegar ao estádio adulto, com consequente desprendimento das
teleóginas (fêmeas ingurgitadas). A partir deste momento dá-se o início da fase de vida livre
em que, após cair ao solo, a teleógina busca local adequado e inícia a ovipostura com
subsequente incubação dos ovos e posterior eclosão das larvas.

2.6.1. Fase não parasitária

Como citado anteriormente, a fase não parasitária inicia-se no momento em que a teleógina se
desprende do animal e cai ao solo. Preferencialmente, as teleóginas se desprendem do
hospedeiro no início da manhã e ou final de tarde, períodos esses com as condições climáticas
mais favoráveis à fêmea ingurgitada. Neste instante ela procura junto ao solo um lugar que
seja seguro e protegido, tanto de inimigos naturais quanto da incidência intensa de luz solar
(Hitchcock, 1955). Por um período de 3 a 5 dias após o desprendimento da teleógina, em
condições climáticas adequadas, ocorre o que chamamos de período de pré-postura, tempo
esse necessário para que ocorra maturação dos ovários, produção e maturação dos ovos. Esse
tempo pode variar de acordo com as condições climáticas (Legg, 1930). Posteriormente a esse
período tem início a ovipostura. Após a ovipostura, a fêmea morre, finalizando assim seu
ciclo de vida e deixando ali seus ovos para incubação. Cada teleógina possui potencial de
reverter em torno de 50% de seu peso corporal em massa de ovos, geralmente cada teleógina
tem a capacidade de realizar ovipostura de aproximadamente 3.000 ovos. Decorrido o tempo
necessário de incubação eclodem as larvas, que apresentam três pares de pernas (hexápodas).
O período de incubação também pode variar de acordo com as condições climáticas (por
exemplo, o frio pode prolongar o período de incubação). Sua coloração quase translúcida é
modificada após a exposição e contacto com o ar e assim, a quitina passa a adquirir uma
tonalidade avermelhada. Depois de um curto período de quiescência as larvas sobem em
grupos para as pontas das folhas do capim, onde permanecem agrupadas à espera do
hospedeiro.

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Estudos realizados por Gauss; Furlong (2002) relatam que as larvas podem permanecer à
espera de um hospedeiro na pastagem por mais de oitenta dias. A fase não parasitária termina
quando as larvas conseguem alcançar e fixar-se no hospedeiro ou quando elas morrem sem
encontrar nenhum hospedeiro em potencial. Como dito anteriormente, as condições climáticas
influenciam directamente na duração da fase não parasitária. Estudos mostram que, na
primavera e verão (meses mais quentes), o tempo desde o desprendimento da teleógina até o
aparecimento de suas larvas na pastagem é menor do que durante as estações de outono e
inverno, de modo a tornar a fase não parasitária mais longa nas estações com temperaturas
médias menores (Campos Pereira et al., 2008). É relevante lembrar que, em torno de 95% dos
carrapatos em um sistema de produção de bovinos encontram-se na pastagem e estão nos
estágios de ovos, larvas e/ ou teleóginas, e somente 5% da população de carrapatos
encontram-se parasitando os bovinos (Campos Pereira et al., 2008). Isso se torna um grande
problema com relação ao controle desse ectoparasito, haja vista que as acções de combate ao
R. (B.) microplus são destinadas apenas aos carrapatos fixos (fase parasitária) que
representam a minoria da população.

2.6.2. Fase parasitária

A fase parasitária inicia-se com a fixação da larva em um hospedeiro susceptível, algumas


regiões do corpo do animal são mais desejadas (barbela, entre pernas, úbere, região posterior e
períneo), seja ela por causa da temperatura e espessura da pele como também para se proteger
da autolimpeza realizada pelos hospedeiros na tentativa de eliminar esses ectoparasitas
(Campos Pereira et al.,2008).

No intervalo de 4 a 7 dias após a fixação da larva ocorre a mudança do estágio larval,


passando para ninfa que após um período de 9 a 16 dias novamente sofre a ecdise
transformando-se em adultos. Por sua vez, os adultos realizam cópula e as fêmeas vão se
desprender do hospedeiro entre 18 e 35 dias após a fixação das larvas (Gonzales, 1974).
Apesar da amplitude de tempo de fixação relatados na literatura (entre 18 e 35 dias) a fase
parasitária do R. (B.) microplus, desde a fixação da larva até o desprendimento da teleógina
dura em média 21 dias. Os machos permanecem no hospedeiro por um período maior de
tempo em busca de novas fêmeas para cópula. Vale lembrar que a fase parasitária não sofre
tanto com as condições climáticas por estar fixo ao hospedeiro que mantém uma temperatura
corporal constante, diferentemente da fase de vida livre, em que o carrapato está exposto a
temperatura e condições do ambiente (Campos Pereira et al., 2008). Considerando a fase de
vida livre e parasitária, podemos inferir que a estimativa da duração de um ciclo de vida do
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carrapato R. (B.) microplus é dependente das condições climáticas e que isso pode variar
entre regiões e estações do ano. O ciclo pode ser completo em dois meses, sob as condições
ideais, e se estender a vários meses quando em condições desfavoráveis.

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CAPITULO III: RESULTADOS ESPERADOS

3. Resultados Esperados

Nesta pesquisa espera-se que a solução de alho possa apresentar uma percentagem
considerável no controle dos parasitas, próxima ao produto químico obtendo-se bons
resultados com vista a melhorar a produção, proporcionando alta produtividade e com maior
eficiência no gado leiteiro, no Bairro da Manga (cidade da Beira), com custos baixos de
produção, se possível futuramente diminuir o uso de insecticidas inorgânicos uma vez que são
prejudiciais a saúde do animal, meio ambiente e do homem que consome o produto final
(carne, leite).

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