Imobilizado: Conceitos e Custo Contábil
Imobilizado: Conceitos e Custo Contábil
Autor:
Luciano Rosa, Júlio Cardozo
02 de Março de 2023
Luciano Rosa, Júlio Cardozo
Aula 07
Índice
1) Conceito de Imobilizado Segundo a Lei 6.404/76 e CPC 27
..............................................................................................................................................................................................3
6) Depreciação
..............................................................................................................................................................................................
21
8) Método da Reavaliação
..............................................................................................................................................................................................
32
12) Amortização
..............................................................................................................................................................................................
53
13) Exaustão
..............................................................................................................................................................................................
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Mercadorias
Mantido para uso na
produção ou
fornecimento
Prestação de serviços
Mantido para aluguel a
Item tangível outros (quando aluguel
não é o fim)
Ativo Imobilizado
Mantido para fins
administrativos
Assim, classificam-se no imobilizado os direitos que tenham por objeto bens corpóreos
destinados à manutenção das atividades da companhia como, por exemplo, os terrenos,
edificações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos. Os bens incorpóreos
passam a ficar no intangível. Regra: Classificação dos direitos de bens corpóreos destinados
à manutenção das atividades da empresa
Sobre o trecho destacado da questão: “Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos
destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa, ou exercidos com
essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os
benefícios, riscos e controle desses bens, devem ser classificados no grupo de contas (...)”
Trata-se esta última parte de bens que não são de propriedade da empresa juridicamente,
como os bens objetos de arrendamento (leases).
O leasing, basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e financeiro. Com a revisão 14
do CPC 06 – vigente a partir de 2019 – houve mudança na contabilização do arrendamento
operacional. Os arrendamentos continuam sendo divididos em arrendamentos financeiros e
operacionais. Mas, para o arrendatário, mudou drasticamente a contabilização do
arrendamento operacional. Vejam essas definições:
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Reconhecimento Inicial
Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo. Mas não é somente
aquilo que foi pago pelo bem, mas devemos incluir todos os custos necessários para colocá-lo em
condições de uso.
Ainda, continua...
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(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente, após
dedução das receitas líquidas provenientes da venda de qualquer item produzido
==bb8d==
enquanto se coloca o ativo nesse local e condição (tais como amostras produzidas
quando se testa o equipamento); e
19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:
(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria
de clientes (incluindo custos de treinamento); e
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O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo imobilizado cessa quando o
item está no local e nas condições operacionais pretendidas pela administração.
Por exemplo: a empresa ACME S/A faz a importação de um forno industrial da China para a
utilização na produção. Todos os gastos necessários para que o forno esteja nas condições de uso
determinadas pela administração são contabilizados como custo do ativo e não como despesas.
Depois que o “forninho” estiver lá, no local determinado pela administração e em condições de
uso, o que vier de gasto, como regra será uma despesa.
(a) custos incorridos durante o período em que o ativo capaz de operar nas condições operacionais
pretendidas pela administração não é utilizado ou está sendo operado a uma capacidade inferior
à sua capacidade total;
(b) prejuízos operacionais iniciais, tais como os incorridos enquanto a demanda pelos produtos do
ativo é estabelecida; e
Como essas atividades não são necessárias para que o ativo fique em condições de funcionar no
local e nas condições operacionais pretendidas pela administração, as receitas e as despesas
relacionadas devem ser reconhecidas no resultado e incluídas nas respectivas classificações de
receita e despesa.
O item c fala “a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração
do local (sítio) no qual este está localizado”. O que é isso?
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Esses gastos devem ser incorporados ao custo da plataforma. Eles devem ser trazidos a valor
presente, isto é, ao seu valor atual. Vamos treinar?
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II. Custos de transferência das atividades para o novo local ou para nova categoria de clientes e
custos de abertura de nova instalação são considerados custos diretamente atribuíveis. Errado,
esses gastos não são diretamente atribuíveis ao Imobilizado.
III. O custo de um item do imobilizado compreende quaisquer custos diretamente atribuíveis para
colocar o ativo no local e condição necessários para que ele seja capaz de funcionar da forma
pretendida pela administração. Item correto, previsto no CPC 27.
O gabarito é letra b.
Mensuração Subsequente
Assim como os outros ativos, o ativo imobilizado pode mudar de valor. Ele pode se desgastar,
pode sofrer perda no seu valor de mercado ou perder também o valor que se espera em relação
à capacidade de gerar produtos.
Portanto, depois de integrado, ele fica sujeito à depreciação, amortização e exaustão e ao teste
de recuperabilidade.
No momento oportuno você verá que Teste de Recuperabilidade é uma metodologia para estimar
os benefícios econômicos esperados de um ativo.
a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por
objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da
natureza ou obsolescência;
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Gastos de capital: são os que irão beneficiar mais de um exercício social e devem ser adicionados
ao valor do ativo imobilizado, desde que atendam às condições de reconhecimento de um ativo.
Gastos do período (despesas): são os que devem ser agregados às contas de despesas do período,
pois só beneficiam um exercício e são necessários para manter o imobilizado em condições de
==bb8d==
operar, não lhe aumentando o valor. Não é provável que esses gastos tenham o potencial de gerar
benefícios econômicos futuros para a entidade. Logo, não podem ser reconhecidos como ativo,
mas sim como despesa.
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14. Uma condição para continuar a operar um item do ativo imobilizado (por
exemplo, uma aeronave) pode ser a realização regular de inspeções importantes
em busca de falhas, independentemente das peças desse item serem ou não
substituídas. Quando cada inspeção importante for efetuada, o seu custo é
reconhecido no valor contábil do item do ativo imobilizado como uma substituição
se os critérios de reconhecimento forem satisfeitos. Qualquer valor contábil
remanescente do custo da inspeção anterior (distinta das peças físicas) é baixado.
Isso ocorre independentemente do custo da inspeção anterior ter sido identificado
na transação em que o item foi adquirido ou construído. Se necessário, o custo
estimado de futura inspeção semelhante pode ser usado como indicador de qual
é o custo do componente de inspeção existente, quando o item foi adquirido ou
construído.
Tome nota! Os gastos subsequentes podem ser divididos em manutenção periódica (que vai para
despesa) e as paradas programadas (que são gastos de capital e são ativadas, isto é, o valor gasto
é contabilizado no custo do ativo, e passa a ser depreciado).
Esquematizemos:
Manutenção Só beneficiam um
Gastos do período Despesa na DRE
periódica exercício social
Beneficiam mais de
Paradas programadas Gastos de capital Ativo Imobilizado
um exercício social
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DIVISÃO DO IMOBILIZADO
De acordo com o Manual de Contabilidade Societária, o ativo imobilizado pode ser dividido
basicamente em dois grandes grupos:
- Bens em operação: Aqueles que estão sendo utilizados pela sociedade em suas atividades fins.
Terrenos
Registra os terrenos realmente utilizados nas operações. É, por exemplo, onde se encontra a
fábrica, estoques, filiais, lojas. Se o terreno for destinado à atividade fim, mas ainda não estiver
pronto, será classificado como imobilizado em andamento.
Se, outro modo, o terreno não estiver sendo utilizado na atividade fim da empresa, deverá ir para
o ativo não circulante investimentos. Por exemplo: a empresa adquiriu um terreno em uma região,
mais afastada da cidade, porém ainda não definiu a destinação para ele. Nesse caso, a classificação
é no Ativo Não Circulante Investimentos – Propriedade para Investimentos.
Atenção! Professores, e no caso de uma indústria, temos a fábrica que executa a atividade fim,
correto? E temos, muitas vezes, o escritório administrativo, separado da fábrica, que executa
"atividades meio". Como fica a classificação nesta hipótese?
Ora, as atividades fim não são apenas as atividades de fabricação. Inclui administração,
contabilidade, compras, vendas e outras. A fábrica compra um prédio para usar como escritório.
Fica no imobilizado.
Se o mesmo prédio for usado para alugar a terceiros e auferir renda, fica em investimento. Não é
mais usado nas atividades fim.
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Os hardwares adquiridos pela empresa ficam registrados à conta do ativo imobilizado. Por sua
vez, para a classificação dos softwares poder classificados no ativo intangível ou no imobilizado.
Vamos aprender a diferenciar?
==bb8d==
Resumidamente:
É elemento
integrante do Imobilizado
Imobilizado?
Softwares
Não é elemento
integrante do Ativo Intangível
Imobilizado?
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Móveis E Utensílios
Representa, por exemplo, mesas, cadeiras, arquivos, estantes, entre outros móveis que estejam
sendo utilizados nas atividades fins da empresa.
Veículos
Registram-se nessa conta veículos sob controle da empresa. Todavia, o FIPECAFI defende que se
os veículos forem utilizados diretamente na produção, tal como empilhadeira, escavadeira, etc,
poderão ser agrupados na conta equipamentos.
Imobilizado Biológico
São os animais, plantas vivas, mantidos para produção, que se esperem utilizar por mais de um
período social. Exemplo: gados reprodutores, gados produtores de leite, plantação de café.
Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao proprietário do imóvel ao final
do contrato de locação, são classificadas no ativo imobilizado.
Caso o contrato tenha duração determinada e menor que a vida útil da benfeitoria, esta será
amortizada pelo prazo do contrato.
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Ou seja, se o desgaste da benfeitoria puder ser reconhecido pelo prazo de vida útil, seja porque
o contrato é por prazo indeterminado, seja porque o prazo do contrato é maior que a vida útil da
benfeitoria, será depreciação. Se o desgaste da benfeitoria tiver que ser abreviado, porque o
prazo do contrato é menor que a vida útil da benfeitoria, será amortização. Vejamos um esquema:
Critério de
Contrato
avaliação
Depreciação
Prazo indeterminado
(Vida útil)
Prazo determinado e
Amortização
Contrato menor que
(Contrato)
Vida útil
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IMOBILIZADOS EM ANDAMENTO
Além das contas listadas acima, classificam-se no imobilizado: construções em andamento, bens
em uso na fase de implantação, importações em andamento de bens.
Ainda, uma pegadinha que pode aparecer em provas é a conta adiantamento a fornecedores de
imobilizado, classificada no ativo imobilizado, que registra todos os adiantamentos a fornecedores
por conta de fornecimento sob encomenda de bens do ativo imobilizado
Esquematizemos:
Adiantamento a Fornecedores
Ativo Imobilizado
do Imobilizado
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Ativo Imobilizado
Custo de aquisição
(-) Depreciação, amortização, exaustão
(-) Ajuste ao valor recuperável
Pessoal, de acordo com o que prevê a Interpretação Técnica ICPC 10, temos um caso bem
particular, no qual seria possível adotar o valor justo como custo atribuído (deemed cost) para
ajustar eventuais saldos subavaliados ou superavaliados para ativos imobilizados.
Quando da adoção inicial dos Pronunciamentos Contábeis, o que para a maioria das empresas
ocorreu no ano de 2010, poderia ser observado que alguns ativos poderiam gerar mais ou menos
benefícios econômicos do que pelos quais estavam registrados na Contabilidade.
Por exemplo: um forno industrial possui valor contábil de R$ 100.000, mas fazendo uma estimativa
no momento da adoção inicial dos Pronunciamentos Contábeis, poderíamos observar que o valor
justo desse bem seria de R$ 250.000.
Somente nesse caso particular poderíamos adotar o valor de R$ 250.000 como custo atribuído ao
imobilizado e essa diferença, 250.000 – 100.000 = 150.000, seria lançada diretamente no
Patrimônio Líquido da entidade, sem afetar o seu resultado, em uma conta de Ajuste de Avaliação
Patrimonial.
Vejamos a contabilização:
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(Auditor Fiscal Tributário Municipal/Campinas/2019) Uma sociedade, ao optar pela sua adesão às
atuais Normas Brasileiras de Contabilidade por meio da adequação de seus relatórios financeiros
àquelas normas, utilizou a prerrogativa, prevista em vários atos emitidos pelo Comitê de
Pronunciamento Contábeis (CPC), a apresentar os valores do seu imobilizado pelo seu custo
atribuído (deemed cost). A diferença positiva entre este último e o valor registrado na escrituração
da sociedade deverá ter contrapartida credora na conta de
a) Ajustes de Avaliação Patrimonial.
b) Reservas de Reavaliação.
==bb8d==
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DEPRECIAÇÃO
A depreciação assim está prevista na Lei 6.404/76:
a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por
objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da
natureza ou obsolescência;
Pessoal, é muito importante que tenhamos em mente a diferença entre encargos de depreciação
e depreciação acumulada.
Por exemplo, móvel adquirido em 01.01.X1, por R$ 1.000,00 que deprecia 10% ao ano, e não
esperamos obter nenhum valor pela sua venda, ao final desse período, ou seja, sem valor residual.
A depreciação acumulada, por sua vez, é uma conta retificadora do ativo. Como o próprio nome
sugere, ela computa a soma da depreciação acumulada durante toda a vida útil do bem. Esta
conta só é baixada, zerada, com o fim da vida útil do bem, e sua baixa ou alienação. Então, a
depreciação acumulada em 31.12.X2 será 200,00 (100,00 de X1 + 100,00 de X2).
Esquematizemos:
Encargo de
Despesa no período Zera todo ano
depreciação
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Início Da Depreciação
A depreciação se inicia quando o ativo está pronto para uso. Então, em regra, o mês de aquisição
vai entrar no cálculo. Você deve procurar, nas questões, a data em que o ativo está pronto para
ser utilizado.
O mais correto tecnicamente é adotar a data em que o ativo está pronto para uso. Por exemplo,
se estiver pronto no dia 20, deprecia a partir desta data. Porém, para facilitar os cálculos, em
provas, pode aparecer da seguinte maneira:
- Se o imobilizado está pronto para uso até o dia 15: deprecia o mês todo.
- Se o imobilizado está pronto para uso após o dia 15: deprecia a partir do mês seguinte.
Métodos De Depreciação
Este é o método tradicional e o mais recorrente em provas. Dividimos o valor depreciável pelo
tempo de vida útil estimada. Se nada disser a questão sobre um método específico, devemos
utilizar o da linha reta.
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Atenção! Se a questão der no enunciado uma vida útil e disser o prazo que é aceito
pelo fisco, utilize o prazo contábil ou também a “melhor estimativa contábil”. É
este que vale, já que a legislação fiscal, segundo a Lei 6.404/76, não pode interferir
nos dispositivos da legislação contábil!
Através deste método, somamos os dígitos da vida útil e dividimos cada algarismo pela soma.
Por exemplo: Se temos em nossa empresa uma máquina cuja vida útil é de 5 anos, tomaremos os
seguintes procedimentos:
Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.
Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; Ano 2 = 4/15; Ano 3 = 3/15; Ano 4 = 2/15 e Ano 5 = 1/15.
Há uma justificativa técnica para tal método: a de que a despesa de depreciação menor nos últimos
anos é compensada pelo aumento das despesas de manutenção. Por esse motivo, segundo o
Manual de Contabilidade, apresenta “custos globais mais uniformes”. Além disso, o declínio do
valor do ativo é mais acentuado nos primeiros anos. Você já deve ter ouvido falar que só tirar o
veículo 0km da concessionária já perdemos 20%, não é mesmo?
Vejam que a despesa de depreciação será decrescente. Começará maior e terminará menor.
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Por este método, estima-se a quantidade total de unidades que será produzida. A depreciação é
feita dividindo-se o total efetivamente produzido pela capacidade total de produção.
Por exemplo, uma máquina custou 100.000 e com capacidade de produção total, ao longo de
toda a sua vida útil, de 1.000.000 de unidades. No ano de X1, foram produzidas 80.000 unidades.
Exemplo: Máquina com vida útil de 50.000 horas. Trabalhou 4.500 horas em X1.
Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a melhor estimativa técnica disponível.
Exemplificando. Se a Empresa ALFA adquire dois veículos idênticos e estima que um terá vida útil
de 10 anos e o outro terá vida útil de 7 anos, deve depreciá-los conforme esta estimativa.
Ocorre que a Receita Federal aceita apenas determinados prazos para cálculo da depreciação. As
diferenças deveriam ser ajustadas, para efeito de Imposto de Renda. Com isso, as empresas
passaram a usar o critério fiscal. Porém, contabilmente, deve ser usada a melhor estimativa técnica,
ainda que diferente do critério fiscal.
Para concursos, devemos usar o que informa a questão. Se não mencionar vida útil, usamos o que
o fisco determina:
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Caso a questão seja silente! Depreciação: Taxas permitidas pelo fisco para efeito
de IR:
No caso de aquisição de bens usados, há uma regra diferente da utilizada para bens novos. O
Regulamento do IR prescreve que a depreciação seja calculada pelo maior prazo entre:
Art. 322. A taxa anual de depreciação de bens adquiridos usados será fixada tendo
em vista o maior dos seguintes prazos:
Expliquemos! Se adquirimos duas máquinas usadas, a primeira com 1 ano de vida e a segunda
com 6 anos.
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• Máquina 1:
Devemos usar o maior dos dois prazos, portanto a máquina será depreciada em 9 anos, o que
resultará um menor valor de depreciação.
• Máquina 2:
Depreciação Acelerada
Para o caso em que os ativos sejam utilizados em dois ou mais turnos de 8 horas de trabalho, o
Fisco admite que a depreciação seja acelerada:
Falemos agora sobre as novidades contábeis trazidas com o CPC 27, que trata sobre o ativo
imobilizado. De acordo com o texto do pronunciamento CPC 27:
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Normalmente, as diversas partes e itens que compõe um ativo são depreciados conjuntamente.
Todavia, de acordo com o pronunciamento, um item do ativo imobilizado com custo significativo
em relação ao custo total do item deve ser depreciado separadamente.
Assim, a empresa pode, por exemplo, como disse o próprio CPC, depreciar uma aeronave em 12
anos e depreciar os motores da aeronave em 5 anos.
Explique-se melhor este ponto, através do exemplo a seguir, do livro que escrevemos –
Contabilidade Avançada Facilitada para Concursos, pela Editora Método.
Vamos falar do caso de uma grande revisão (também chamada de paradas programadas). Assim,
o tratamento contábil atual é o seguinte: a empresa efetua a revisão e capitaliza o valor no ativo.
Por exemplo, a troca do motor de um avião. Aí, dá baixa no valor remanescente do motor antigo
e deprecia o novo motor, pela melhor estimativa técnica.
Por exemplo: Uma empresa compra uma aeronave pelo valor total de $ 1.200.000. O custo do
motor (já incluído nesse total) é de $200.000. O motor tem vida útil de 5 anos, e o restante do
conjunto do avião tem vida útil de 10 anos, sem valor residual.
Contabilização da depreciação:
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No quinto ano, ao efetuar a troca do motor, a empresa dá baixa contabilmente no motor antigo
e capitaliza (contabiliza como custo do ativo) o novo motor.
Motor 200.000
Depreciação acumulada (200.000)
Aeronave 1.000.000
Depreciação acumulada (500.000)
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51. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de
cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a
mudança deve ser contabilizada como mudança de estimativa contábil, segundo
o Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa
e Retificação de Erro.
Antes da edição do CPC 27, o valor residual e a vida útil eram definidos (geralmente, as empresas
usavam o critério fiscal) e não mais se alteravam, durante a vida útil do ativo.
Porém, com as mudanças, o valor residual e a vida útil de um ativo devem ser revisados pelo
menos ao final de cada ano. Se houver diferença, deve ser realizada e tratada como mudança de
estimativa contábil, como prevê o artigo 51 do CPC 27.
A mudança na depreciação deve ser considerada mudança de estimativa contábil, isto implica
produzir efeitos prospectivos – no ano corrente e nos anos futuros. Não deve ser feita nenhuma
alteração nos valores já contabilizados como depreciação.
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(B) 12.000,00.
(C) 16.800,00.
(D) 9.000,00.
(E) 14.000,00
Comentários:
Nesse tipo de questão é fundamental que possamos organizar bem as datas informadas, pois nos
ajudarão a calcular a depreciação acumulada dos ativos.
Antes da reavaliação, o valor da depreciação anual do bem era:
50.000-5.000
Depreciação Anual= =R$ 4.500,00
10
Portanto, em 31.12.2015, após um ano da aquisição dos bens, a depreciação acumulada era de
==bb8d==
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Valor depreciável:
Valor de aquisição 30.000.000
(-) Valor residual (3.000.000)
Valor depreciável 27.000.000
Então,
Depreciação anual = 27.000.000/12 = 2.250.000/ano
Depreciação até 2016 (Depreciou em 2013, 2014 e 2015) = 2.250.000,00 x 3 = 6.750.000,00
Lembre-se de que ao menos no final do exercício, há necessidade de revisar a vida útil e o valor
residual. Como a questão não falou nada sobre a vida útil, pressupomos que ela continua a mesma.
Valor contábil em 01.01.2016:
Valor de aquisição 30.000.000
(-) Depreciação acumulada (6.750.000)
Valor contábil 23.250.000
Novo valor depreciável:
Valor já depreciado 23.250.000
(-) Valor residual (2.550.000)
Valor depreciável 20.700.000
Como já depreciou pelo período de 3 anos, ainda restam 9 anos. Assim:
Depreciação anual = 20.700.000/9 = 2.300.000/ano
Portanto, depreciando mais um ano.
Valor contábil em 31.12.2016:
Valor já depreciado 23.250.000
(-) Depreciação em 2016 2.300.000,00
Valor contábil 20.950.000,00
O gabarito é letra d.
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Aula 07
MÉTODO DA REAVALIAÇÃO
Existem dois métodos distintos para a mensuração do ativo imobilizado trazidos pelo CPC 27,
Método de Custo e Método de Reavaliação, a saber:
Apesar do CPC 27 trazer as duas definições, ressaltamos que a contabilização pela reavaliação não
é permitida mais no Brasil, mas precisamos saber o que as normas internacionais nos apresentam
sobre isso, pois cai em provas.
O CPC 27 afirma que se o método de reavaliação for permitido por lei e um item do ativo
imobilizado for reavaliado, toda a classe do ativo imobilizado à qual pertence esse ativo deve ser
reavaliado.
(a) terrenos;
(b) terrenos e edifícios;
(c) máquinas;
(d) navios;
(e) aviões;
(f) veículos a motor;
Como é contabilizada essa reavaliação? De acordo com o CPC 27, se o valor contábil de ativo
imobilizado aumentar em virtude de reavaliação, esse aumento deve ser creditado diretamente à
conta própria de outros resultados abrangentes no patrimônio líquido. A exceção seria uma a
reversão de uma reavaliação anterior, que diminuiu o valor do ativo e foi lançada no resultado.
Contabilização
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Aula 07
Essa é a regra, mas poderia ser lançado no resultado se fosse uma reversão:
Mas se houver diminuição do valor contábil, a regra seria lançar diretamente no resultado, a não
ser que exista saldo anterior de Reserva de Reavaliação para “consumir”. Nesse caso, o
lançamento seria diretamente no PL.
Contabilização
Direto no PL -
Reserva de
Aumento do Reavaliação
Ativo Exceção:
Reversão:
Método da Receita
Reavaliação
Despesa - Regra
Diminuição do
Ativo Exceção: Direto
no PL - Reserva
de Reavaliação
Conforme ocorre a realização dos ativos, seja pela depreciação ou pela baixa, o saldo da reserva
de realização é transferido para lucros acumulados.
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Aula 07
O teste de recuperabilidade (ou impairment test), para ativos imobilizados e intangíveis, foi uma
novidade trazida pela Lei 11.638/2007, que alterou a Lei 6.404/76.
Portanto, o artigo 183, parágrafo terceiro, prega que há necessidade de se analisar a capacidade
de recuperação de valores registrados no imobilizado e no intangível.
Em síntese, é requisito para o reconhecimento de um ativo que ele traga benefícios econômicos
futuros. Quando os benefícios econômicos futuros que esse ativo vai trazer são menores do que
o valor pelo qual ele está registrado na contabilidade, devemos, então, fazer a redução do valor
(isso ficará claro a seguir).
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Houver interrupção
Revisa a vida útil
do empreendimento
Imobilizados e Perda do valor do
intangíveis capital aplicado Os ativos não
puderem produzir Ajusta depreciação,
resultados suficientes amortização,
para recuperar o exaustão
valor
Destacamos que a Lei 6404/76 fala do teste de recuperabilidade somente para Intangíveis e
Imobilizados, mas o “conceito geral de recuperabilidade” é aplicado a todos os ativos, sem
exceção.
O teste de recuperabilidade tem como finalidade principal apresentar o valor real pelo qual um
ativo pode ser realizado. Essa realização poderá ser feita tanto pela venda do bem, quanto pela
sua utilização nas atividades da entidade. Vejam que a norma fala em: assegurar que seus ativos
estejam registrados contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação. Vejam:
Valor Contábil
Valor de Venda
Valor em uso
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Dissemos que o ativo não pode ficar registrado por valores superiores ao de recuperação. A
recuperação dos valores de um ativo pode se dar se nós decidirmos vender esse ativo ou então
se produzirmos mercadorias, por exemplo, e vendermos. Então, é só comparar o valor contábil
com o maior desses valores (esse será o chamado valor recuperável). Vejamos um esquema:
Valor Contábil
Valor de Venda
Valor em uso
Valor Recuperável
Dissemos que o teste de recuperabilidade, que está previsto no CPC 01. Porém, há ativos aos
quais, por disposição expressa do próprio CPC, não se submetem ao CPC 01, mas possuem
metodologias próprias. Vamos dar uma olhada?
Alcance
(Alterada pela Revisão CPC 12) (c) ativos fiscais diferidos (ver Pronunciamento
Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro);
(f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo (ver
Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento);
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(i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda) classificados
como mantidos para venda em consonância com o Pronunciamento Técnico CPC
31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada.
Por favor, pessoal, não quer dizer que esses ativos não estão sujeitos ao conceito geral de
recuperabilidade ou impairment, mas a METODOLOGIA PREVISTA NO CPC 01 não se aplica a
eles. :
Valor recuperável de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa é o maior (repita-se: maior)
valor entre o valor justo líquido de venda de um ativo e seu valor em uso.
Inicialmente faremos alguns cálculos e análises para achar o valor líquido de venda de um ativo e,
também, o seu valor em uso. Após, o maior, dentre esses dois valores, será utilizado como valor
recuperável.
Esquematizemos:
Valor em uso
Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir de um ativo
ou de unidade geradora de caixa.
Para achar o valor em uso, temos de conhecer as entradas de caixa que serão esperadas pela
utilização do ativo. Desse valor subtraímos todas as saídas de caixa que estejam relacionados às
receitas.
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Por exemplo, uma máquina gerará, em sua vida útil, entradas de caixa de R$ 1.000.000,00, com
saídas esperadas de R$ 400.000,00. O seu valor em uso será, resumidamente, o montante de R$
600.000,00 (1 milhão – 400.000,00). Se tivéssemos uma taxa de juros na operação, teríamos que
usá-la para obter o valor presente.
Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela
transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na
data de mensuração. (CPC 46 – Mensuração do Valor Justo).
Em suma: é o valor acertado pelas partes para a negociação do bem nas CNTP, rsrs,(Condições
Normais de Temperatura e Pressão, lembram das aulas de Física?).
Para fins de teste de recuperabilidade, o valor justo deve ser diminuído de gastos que necessário
para colocar o bem em condições de venda, com fretes, revisões, manutenções.
Como exemplo, se a mesma máquina citada acima pudesse ser vendida pelo valor de R$
600.000,00, com despesas de venda no valor de R$ 200.000,00. O valor líquido de venda seria
neste caso de R$ 400.000,00 (600.000 – 200.000).
Voltando ao conceito de valor recuperável, podemos dizer que, após realizado os passos acima,
devemos proceder da seguinte forma para encontrá-lo:
3) Conhecidos os dois dados indagamos: Qual o valor recuperável? Exato! R$ 600.000,00, que é
o maior entre o valor de uso e o valor líquido de venda.
Perda por desvalorização é o montante pelo qual o valor contábil de um ativo ou de uma unidade
geradora de caixa excede seu valor recuperável.
Veja que o conceito diz que o valor contábil excede o valor recuperável. Valor Contábil é o valor
pelo qual um ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva
depreciação, amortização ou exaustão acumulada e estimativa para perdas por recuperabilidade.
Podemos inferir dessa leitura que temos de comparar os dois valores, o contábil e o recuperável,
para achar a perda.
No exemplo acima, se o valor contábil do bem fosse R$ 800.000,00, qual seria a perda por
desvalorização?
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Balanço patrimonial
Ativo imobilizado 800.000,00
(-) Ajuste ao valor recuperável (200.000,00)
Valor contábil 600.000,00
Do contrário, se o valor de realização do ativo é maior que o seu valor contábil, nenhum registro
há que ser feito.
Esquematizemos:
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2.1) Valor justo líquido de despesa de venda: Encontramos o valor pelo qual o ativo poderia ser
vendido no mercado e retiramos as despesas de venda.
2.2) Valor em uso: Pegamos o valor que podemos obter com as entradas e saídas de caixa
esperados, trazendo a valor presente (a questão dará uma taxa de desconto). Somamos a isso o
valor pelo qual podemos vender o ativo no final do período.
Neste caso, o valor de venda do ativo já está incluído no valor em uso e não
precisamos incluir novamente. Você utilizará diretamente o dado do valor em uso.
Repetimos, nesta hipótese, o valor em uso será de R$ 100.000,00, e não de R$
120.000,00 (100.000 + 20.000). Fiquem de olho!
3.1) Valor contábil maior que valor recuperável: fazemos a redução do valor.
3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, por prudência.
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3.1) Valor contábil maior que valor recuperável: fazemos a redução do valor.
3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, em homenagem ao
princípio da prudência.
Como o valor recuperável é de $50.000.000, a empresa, em 2015, deve reconhecer uma
amortização de $2.000.000 e uma perda por desvalorização de R$ 4.000.000.
O gabarito é letra d.
(Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Em 30/09/2012, uma empresa adquiriu veículos pelo valor de R$
180.000,00. Todos os veículos têm vida útil econômica de 5 anos para a empresa e o valor residual
estimado para todos os veículos, em conjunto, no final do 5º ano é R$ 30.000,00. A empresa adota
o método das quotas constantes para o cálculo da despesa mensal de depreciação. No final de
2012, a empresa realizou o teste de recuperabilidade do custo (“impairment”) para os bens do
ativo imobilizado e identificou os valores disponíveis, conforme a tabela a seguir, referentes aos
veículos adquiridos em 30/09/2012:
Data Valor Justo Valor em uso
31/12/2012 R$ 155.000,00 R$ 170.000,00
O valor contábil dos veículos, considerados em conjunto, evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2012 foi, em reais:
a) 172.500,00
b) 180.000,00
c) 155.000,00
d) 170.000,00
e) 171.000,00
Comentário:
Então, vamos seguir os Passos Detalhados Para o Cálculo da Valor Recuperável
1) Encontramos o valor contábil na data em que será feita a comparação.
Vamos calcular a depreciação acumulada e depois o valor contábil dos veículos, para comparar
com o valor recuperável.
Vamos aos cálculos:
Valor original R$ 180.000,00
(-) Valor residual -R$ 30.000,00
= Valor depreciável R$ 150.000,00
A vida útil é de 5 anos, ou seja, 60 meses. A depreciação mensal é de:
$150.000,00 / 60 meses = $ 2.500,00 por mês.
A depreciação acumulada será de 3 meses (de 30/09/2012 ao final de 2012):
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Em síntese, funciona assim: Para os ativos em geral (como os imobilizados), a empresa deve
verificar se há indícios de desvalorização no final do período de reporte (exercício social). Havendo
indícios, a empresa faz uma estimativa formal da recuperabilidade. Não havendo, esta estimativa
formal está dispensada.
Portanto, no final do exercício, vamos e damos uma olhada: há indício de desvalorização? Sim!
Teste de recuperabilidade. Não? Então, o teste está dispensado.
Todavia, existem três ativos que devem ser avaliados formalmente, ainda que não haja indícios de
perda. São eles:
- Goodwill
Em suma:
Final do exercício
(período de
reporte)
Há indícios de Independente de
desvalorização? indício deve
testar:
Goodwill
Sim Não (Combinação de
negócios)
Intangível com
Teste de vida útil indefinida
recuperabilidade Teste dispensado
Intangível não
disponível para
uso
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Os ativos em geral, como os imobilizados, por exemplo, têm reduções em seus valores ao longo
do tempo (depreciação, amortização, exaustão). Então, mesmo que um ativo imobilizado esteja
avaliado contabilmente por um valor superior ao seu valor recuperável, a redução em seu valor
com o decurso de sua vida útil, gerada, por exemplo, pela depreciação, vai acabar por diminuir o
seu valor contábil, o que atenua esse registro contábil por valor superior ao recuperável.
Por sua vez, o goodwill, o intangível com vida útil indefinida e o ativo intangível são ativos que
têm a característica comum de não sofrer amortização. Isto é, os seus valores não diminuem com
o curso do tempo, como ocorre com os outros ativos que têm amortização, depreciação, exaustão
etc. Não temos uma base sistemática para a alocação da amortização.
Caso o registro destes três tipos de ativos estejam por valores superiores aos seus valores
==bb8d==
Por este motivo o CPC dispensou atenção maior a estes ativos, dispondo:
Precisamos destacar que falar que um ativo intangível tem vida útil indefinida não significa dizer
que ele tenha vida útil infinita, eterna.
Já para os intangíveis de vida útil determinada mantém-se a prática de alocar seu custo de
aquisição ao resultado com base no período determinado e se houver meios de determinar o valor
residual para fins de amortização este deverá ser utilizado. Além da sujeição ao teste de
recuperabilidade (ao final do período de reporte, havendo indícios de desvalorização).
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Indo mais fundo! Se a empresa tiver perda por recuperabilidade registrada no exercício X0, por
exemplo, e ocorrer o aumento do valor recuperável no exercício X1, ela deve fazer a reversão
dessa perda registrada anteriormente, como uma receita.
Há um limite que é o valor contábil que o bem tinha antes de reconhecer qualquer perda, vejam:
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52. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o seu
valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu valor contábil.
A reparação e a manutenção de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-
lo.
Nós reconhecemos inicialmente o ativo pelo seu valor de aquisição. Correto? Subtraímos o valor
residual e encontramos o valor depreciável.
Pode acontecer muitas vezes de o valor justo (valor de mercado) ser superior ao valor contábil. A
depreciação é reconhecida mesmo se o valor justo exceder o valor contábil. Não há problemas
nesta hipótese.
Esquematizemos:
Valor Justo
Valor Contábil
Por exemplo, você tem um valor contábil de uma edificação de R$ 15.000,00 e seu valor de
mercado de R$ 25.000,00. Você deve continuar a depreciar normalmente.
Todavia, como o valor residual pode aumentar, se ele exceder o valor contábil, então devemos
suspender a depreciação até que essa situação se inverta. O valor da depreciação será zero.
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Esquematizemos:
Valor Residual
Valor Contábil
Há que se salientar ainda que se o valor justo for menor do que o valor contábil estamos diante
de uma hipótese de ajuste ao valor recuperável de ativos. Fica assim:
Valor justo > Valor contábil Valor residual > Valor contábil Valor justo < Valor contábil
Todavia, na prática, o valor residual pode ser imaterial, ou seja, irrelevante para o cálculo da
depreciação. Por exemplo, um veículo geralmente tem valor residual. Contudo, máquinas de
produção não. A empresa usa e depois desmancha, para não criar ou não fortalecer a
concorrência.
Imagine que determinada empresa tenha máquinas para produzir sabão em pó. No fim da vida
útil, as máquinas ainda estão em bom estado e ela aliena para um pequeno concorrente no interior.
Nesta hipótese, você vai vender máquinas para um concorrente? Para que ele possa se fortalecer?
Não!
A maioria das empresas não alienam, por isso o valor residual pode ser considerado imaterial.
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Como o CPC diz “na prática”, e nós estamos estudando para provas de concursos, considere o
valor residual normalmente para a sua prova.
A seguir, um quesito:
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51. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de cada exercício
e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser contabilizada como
mudança de estimativa contábil, segundo o Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis,
Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.
Vejam que é exatamente disso que fala a questão, da revisão da vida útil e do valor residual.
Quando da revisão, o valor contábil do ativo já montava a R$ 4.000,00, posto que a R$ 6.000,00
já constava como saldo de depreciação acumulada (10.000,00 - 3 anos x R$ 2.000).
Desta forma, ficamos com o seguinte, no início de 2010:
Valor contábil: R$ 4.000,00
Valor justo: R$ 4.500,00
Valor residual R$ 4.800,00.
Não há impedimento ao posterior surgimento de valor residual de um ativo. Antigamente, o valor
residual de um ativo era visto no momento da contabilização e, posteriormente, não mais se
alterava. Isso não mais existe.
52. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o seu valor contábil,
desde que o valor residual do ativo não exceda o seu valor contábil. A reparação e a manutenção
de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-lo.
53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor residual. Na
prática, o valor residual de um ativo frequentemente não é significativo e por isso imaterial para o
cálculo do valor depreciável.
54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação será zero enquanto o
valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor contábil.
É neste item 54 que está a inteligência da nossa questão. A despesa de depreciação, na questão,
deve ser zero, uma vez que o valor residual é maior do que o valor contábil do ativo. Frise-se que
a depreciação já contabilizada não deverá sofrer alterações.
Nosso gabarito, portanto, é a letra C.
Caso o valor justo fosse menor que o valor contábil deveríamos também proceder ao ajuste a valor
recuperável do ativo, nos termos do Pronunciamento correspondente.
Há que se mencionar que a questão possui uma impropriedade técnica. Não há como o valor
residual ser maior que o valor justo. Seria o mesmo que dizer que um carro vale, hoje, 10.000 reais,
mas o seu valor residual, daqui a 3 anos, será de 12.000 reais. Enfim....essa informação aparece na
questão apenas para tentar confundir o candidato.
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Aula 07
Segundo o FIPECAFI, gastos desta natureza são considerados, em regra, como despesa
operacional no exercício em que ocorrerem.
Substituição De Peças
2) Quebra ou avaria.
Em regra, ativamos as peças que serão integradas ao ativo imobilizado. Não devemos lançá-las
como despesas. Todavia, para classificá-las no imobilizado, os critérios para reconhecimento do
ativo devem ser atendidos. A um só tempo, baixamos também as peças substituídas.
Os estoques mantidos pela empresa, que sejam materiais de consumo (O FIPECAFI exemplifica
como óleo, graxas, ferramentas e peças de pouca duração) devem ser classificadas no ativo
circulante. À medida que a empresa utilize ou consuma, apropriará tais valores ao resultado ou
custo do produto.
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Aula 07
AMORTIZAÇÃO
Segundo a Lei das S.A.s (Lei 6404/76):
A amortização refere-se geralmente aos itens classificados no Intangível. Mas pode ocorrer
também com itens do Imobilizado, como no caso de Benfeitoria em Propriedades de Terceiros,
que pode ser depreciada ou amortizada (veja item 3.8, pg. 14, desta aula).
O Pronunciamento CPC 04 – Ativo Intangível - define vida útil como o período de tempo no qual
a entidade espera utilizar um ativo; ou o número de unidades de produção ou de unidades
semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo.
Se o item a ser amortizado tiver um valor residual, o mesmo deve ser abatido do valor que será
amortizado.
A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil. Um ativo intangível com vida útil
definida deve ser amortizado, enquanto a de um ativo intangível com vida útil indefinida não deve
ser amortizado. Conforme o Pronunciamento CPC 04 (R1 – rev. 03) – Ativo Intangível:
97. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser
apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. A amortização
deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso,
ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa
funcionar da maneira pretendida pela administração.
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Aula 07
Ainda continua....
98. Podem ser utilizados vários métodos de amortização para apropriar de forma
sistemática o valor amortizável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos
incluem o método linear, também conhecido como método de linha reta, o
método dos saldos decrescentes e o método de unidades produzidas. A seleção
do método deve obedecer ao padrão de consumo dos benefícios econômicos
futuros esperados, incorporados ao ativo, e aplicado consistentemente entre
períodos, a não ser que exista alteração nesse padrão.
Resumo geral:
1) Vida útil é:
2) Intangível com vida útil definida: deve ser amortizado. Intangível com vida útil indefinida: não
deve ser amortizado.
3) A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para
uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar
da maneira pretendida pela administração.
4) A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou
na data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro.
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Aula 07
5) O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos benefícios
econômicos futuros. Se não for possível determinar esse padrão com confiabilidade, deve ser
utilizado o método linear.
6) Podem ser utilizados vários métodos de amortização para apropriar de forma sistemática o valor
amortizável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos incluem o método linear, também
conhecido como método de linha reta, o método dos saldos decrescentes e o método de
unidades produzidas.
7) A amortização deve normalmente ser reconhecida no resultado, mas pode também ser incluída
no custo de outros ativos.
Exemplo: A empresa KLS adquiriu um ativo intangível, no valor de $ 120.000,00, com valor residual
de $30.000,00 e vida útil de 5 anos. Calcule o valor da amortização mensal.
Será que seria possível contabilizar a amortização de um ativo intangível com base da receita
esperada que ele irá gerar?
Comentários:
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O CPC 04 está dizendo que, como regra, estimar o consumo de um ativo intangível, com base na
receita auferida, não é apropriado, pois nem sempre há correlação entre elas. Mas, há exceções.
Comentários:
Ou seja, imagine que temos um contrato de concessão de uma rodovia pública. Esse contrato,
que representa um ativo intangível, pode ser amortizado usando um critério de tempo, número
de unidades produzidas ou a receita esperada pela concessão (contabilizado através de um
pedágio).
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A Cia de Mineração Ouramarelinho S.A. procurou o Sr. Pedro di Pedra com uma oferta para
comprar a sua mina de ouro pelo valor de 1 bilhão.
Contabilização inicial:
Supondo que a possança seja de 10 toneladas de ouro, a empresa deverá exaurir, para cada quilo
extraído, o valor de:
$ 1.000.000.000
= $ 100.000 / kg.
10.000 kg.
Observação: um bilhão dividido por 10.000 quilos = Cem mil por quilo.
- Não tenho interesse em vender. Mas posso arrendar por 5 anos, pelo preço certo e ajustado de
cem milhões ($ 100.000.000). Nesse tempo, você extrai o ouro e depois me devolve a mina.
Contabilização Inicial:
Como o fator limitante determinante é o Tempo, o valor será amortizado por 5 anos.
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$ 100.000.000
= $ 20.000.000 por ano
5 anos
Contabilização:
- Aceito! Aceito, sim, imediatamente! Em cinco anos, vou extrair cada grama de ouro que houver
nessa mina. Vou colocar três turnos dobrados de trabalho. Vamos assinar logo esse contrato, que
eu tenho uma mina para explorar. ==bb8d==
- Opa! Assim também não! Você vai esgotar a mina e me devolver só o bagaço! Assim não quero!
Vamos fazer o seguinte: eu arrendo por 100 milhões, e você pode extrair uma tonelada de ouro.
Só uma tonelada! Nem um grama a mais!
Contabilização Inicial:
$ 100.000.000
= $100.000.000 por quilo
1.000 kg
Contabilização:
Continuando... Os dois ficaram de pensar melhor sobre o assunto e resolver no dia seguinte.
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- O ouro é uma commodity e tem o preço fixado pelo mercado. E se o preço desabar? Nesse caso,
a tonelada que vou extrair vai valor menos! Eu vou perder dinheiro!
- E se o preço do ouro disparar? Nesse caso, eu vou receber muito menos pela tonelada de ouro
do que realmente vale. Vou deixar de ganhar uma fortuna!
Então acertaram o seguinte: a empresa vai extrair o metal, e vai valorizá-lo pelo preço de mercado,
até chegar a 500 milhões de receita. Assim, se o preço desabar, será necessário extrair mais ouro;
se o preço subir, a empresa irá extrair uma quantidade menor para atingir a receita de 500 milhões.
Nesse caso, o fator limitante é a receita. A amortização deverá ser feita de forma proporcional à
receita auferida.
Contabilização Inicial:
$ 100.000.000
= 20% da Receita
$ 500.000.000
Contabilização:
Professores! No exemplo da Cia. Ouro Amarelinho, não seria mais correto tratarmos como uma
exaustão? Ou neste caso é mesmo uma amortização?
Quando a empresa possui uma concessão para exploração, a regra é que os direitos sejam
amortizados. Se você é proprietário, aí sim estamos frente a uma hipótese de exaustão.
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EXAUSTÃO
A exaustão é utilizada para recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.
Exemplo: A empresa ABC pagou R$ 10.000.000 por uma mina com possança de 10.000 toneladas.
No primeiro ano, a empresa extraiu 800 toneladas. Calcule a exaustão do primeiro ano.
R$ 10.000.000 x 8% = R$ 800.000
Esse é o cálculo que usualmente vai aparecer na sua prova: a questão dá uma capacidade z e fala
que no ano x foi extraído y. Você então dividirá y/z e encontrará o percentual exaurido.
Contabilização:
Atenção! Vejam que, nesta hipótese, não vai direto para o resultado como
despesa. Primeiro, colocamos em uma conta custo do minério extraído. Essa conta
é uma conta de estoque. Você está diminuindo da capacidade da mina e
colocando em uma conta de estoque!
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A lei 6404/76 menciona que estão sujeitos à exaustão os “recursos minerais e florestais, ou bens
aplicados nessa exploração”.
A doutrina, entretanto, considera que os bens tangíveis usados na exploração dos recursos
minerais e florestais sofrem depreciação, de acordo com o estabelecido no regulamento do
Imposto de Renda:
Assim, se o bem aplicado na exploração de minas e florestas será usado durante todo o período,
deverá ser depreciado proporcionalmente à exaustão.
Se o bem tem vida útil menor que o tempo da exploração, deverá ser depreciado de acordo com
sua vida útil.
Exemplo: Uma empresa comprou um caminhão, com vida útil estimada de 10 anos, para
transportar minério em sua mina.
Se o tempo de operação da mina é menor que 10 anos, a depreciação deverá ser feita
proporcionalmente à exaustão. Se a exaustão do primeiro ano for de 12%, o caminhão será
depreciado em 12%.
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denomina-se
A) exaustão.
B) depreciação.
C) amortização.
D) diminuição.
E) desgaste.
Comentários:
A lei 6404/76 menciona que estão sujeitos à exaustão os “recursos minerais e florestais, ou bens
aplicados nessa exploração”. O gabarito é a letra A.
Ativo
Própria
Imobilizado
Mina
De terceiros
(Direito de Ativo Intangível
exploração)
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Os direitos classificados no Intangível devem ser amortizados conforme o fator limitante. Se não
houver fator limitante, a empresa deve aplicar a exaustão.
Os fatores limitantes mais comuns são o tempo de exploração e a quantidade a ser extraída. Mas
pode ser usada também a receita auferida.
Esquematizemos:
Direito de
exploração
Há fator
limitante?
Sim Não
Amortização Exaustão
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Esquematizemos:
Tempo
Intangível: Base
Fator Limitante Quantidade
para Amortização
Receita
Com relação aos recursos florestais, podemos ter recursos renováveis (exemplo: uma plantação
de café, que tem uma nova safra a cada ano) ou exauríveis (exemplo: uma plantação de arvores
para corte, para extrair a madeira).
Dessa forma, se uma plantação de café irá durar 20 anos, deve ser depreciada em 5% ao ano.
No caso de madeira para corte, a empresa deve exaurir o percentual extraído. Exemplo: uma
plantação com possança de 10 toneladas de madeira. Se a empresa extrair 1 tonelada no primeiro
ano, irá exaurir 10% do valor da plantação. Vamos esquematizar?
Renováveis
Depreciação
(Plantação de café)
Recursos Florestais
Exauríveis
Exaustão
(Árvores para corte)
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Se uma empresa adquire de terceiros os direitos de exploração de uma floresta, para extrair
madeira, temos as seguintes situações:
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Comentários:
A questão fala que o valor de custo do ativo era de R$ 1.200.000 e o valor residual era de R$ 150.000,
portanto, o valor depreciável do ativo era de R$ 1.050.000,00.
A empresa calcula a depreciação pelo método das unidades produzidas. A vida útil total do equipamento é
de 500.000 unidades, só que ele já produziu 250.000, ou seja, 250.000/500.000 = 50% da vida útil.
Agora, vamos encontrar o resultado da venda: 750.000 – 675.000 = 75.000 de lucro. O gabarito é letra D.
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Comentários:
Nossa primeira missão é apurar o valor contábil do bem até o momento da reavaliação com as informações
que temos.
3.400.000 − 200.000
Depreciação Anual = = R$ 160.000/ano
20
Portanto, na data da reavaliação, um ano após a aquisição, o valor contábil do equipamento era:
Agora, vamos calcular a nova depreciação anual e novo valor contábil do equipamento em 31.12.2018 (2
anos após a reavaliação):
3.240.000 − 240.000
Depreciação Anual = = R$ 200.000/ano
15
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b) 3.346.000,00
c) 2.556.000,00
d) 3.076.000,00
e) 2.600.000,00
Comentários:
Deve ser contabilizado no custo os gastos necessários para colocar o ativo nas condições determinadas pela
administração:
O gabarito é letra d.
Comentários:
O CPC 27 – Ativo Imobilizado afirma que a o valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo
menos ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança
deve ser contabilizada como mudança de estimativa contábil. Foi o que aconteceu nessa questão. A vida
útil e o valor residual foram alterados.
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Agora, temos de calcular a depreciação, com a nova vida útil e o novo valor residual, mas usando o valor
contábil atual: 728.000
O gabarito é letra b.
Comentários:
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Professores, a empresa definiu sua vida útil em 8 anos e para fins fiscais é de 10 anos. Qual devemos utilizar?
Encontramos a resposta no CPC 01:
Vida útil é:
O gabarito é letra c.
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disponível para o uso apenas em 31/03/2016. Ademais, espera-se que ao final do período de vida útil a
máquina valha R$ 14.000,00.
Sabendo que a empresa utiliza o método das cotas constantes, o valor contábil da máquina, em 31/12/2017,
era, em reais,
(A) 132.300,00.
(B) 119.300,00.
(C) 111.200,00.
(D) 105.300,00.
(E) 111.500,00.
Comentários:
Agora, temos de saber que a depreciação se inicia somente no momento em que o ativo está disponível para
uso, ou seja, em 31.03.2016.
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Quanto aos tributos recuperáveis, veja que eles não inclusos e nem retirados. A chave da questão está no
adicionalmente. Geralmente, nós retiramos o valor dos tributos recuperáveis, pois eles já estão no valor.
Mas, nesta questão, ela diz que foi um gasto adicional. Assim, nada é feito. O gabarito é letra b.
Comentários:
O CPC 27 – Ativo Imobilizado afirma que a o valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos
ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser
contabilizada como mudança de estimativa contábil.
Foi o que aconteceu nessa questão. A vida útil e o valor residual foram alterados.
Vida Útil = 5 anos / Depreciação Anual = 150.000/5 = R$ 30.000 ou 30.000/12 = 2.500 por mês
Agora, temos de calcular a depreciação, com a nova vida útil e o novo valor residual, mas usando o valor
contábil atual: 135.000
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Como o bem foi vendido por 130.000, houve um ganho de 130.000 – 105.000 = 25.000,00
O gabarito é letra a.
Comentários:
O CPC 27 – Ativo Imobilizado afirma que a o valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos
ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser
contabilizada como mudança de estimativa contábil. Foi o que aconteceu nessa questão. A vida útil e o valor
residual foram alterados.
Agora, temos de calcular a depreciação, com a nova vida útil e o novo valor residual, mas usando o valor
contábil atual: 270.000 Valor Depreciável = 270.000 – 10.000 = 260.000
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A venda foi feita por 200.000, portanto, houve uma perda de 200.000 – 205.000 = (5.000)
O gabarito é letra b.
9. (FCC/Analista/DPE AM/2018) A empresa Profile S.A. adquiriu, em 31/12/2015, uma máquina por R$
420.000,00 à vista. Adicionalmente, a empresa incorreu em gastos para instalação adequada da mesma
no valor de R$ 60.000,00. Na data da aquisição, a empresa definiu que a vida útil econômica da
máquina seria 6 anos e o valor residual esperado no final da vida útil seria R$ 30.000,00. A empresa
adota o método das cotas constantes para cálculo da depreciação.
Em 30/06/2017, a empresa Profile S.A. vendeu esta máquina por R$ 350.000,00 à vista. O resultado apurado
na venda da máquina foi, em reais,
a) 27.500,00 positivos.
b) 17.500,00 negativos.
c) 12.500,00 positivos.
d) 57.500,00 positivos.
e) 70.000,00 negativos.
Comentários:
O resultado apurado na venda é a diferença entre o valor recebido e o valor contábil líquido.
O gabarito é letra b.
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Comentários:
Como o pagamento é um Passivo não Circulante, precisamos efetuar o Ajuste a Valor Presente.
Depreciação acumulada entre 30/06/2013 até 31/12/2015: 2,5 anos x $1.200.000 = $3.000.000
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O gabarito é letra d.
Comentários:
O que interessa, para fins de depreciação, é a estimativa contábil. A estimativa fiscal é utilizada para cálculo
de imposto de renda e afins.
Assim:
Lembre-se de que ao menos no final do exercício, há necessidade de revisar a vida útil e o valor residual.
Como a questão não falou nada sobre a vida útil, pressupomos que ela continua a mesma.
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Por fim,
O gabarito é letra d.
12. (FCC/DPE RS/Contabilidade/2017) A Cia. de Minérios adquiriu o direito de exploração de uma mina de
zinco por R$ 3.960.000,00 que foram pagos à vista. A capacidade total esperada de extração da mina
foi estimada em 80.000 toneladas e no primeiro ano de exploração a Cia. extraiu 8.000 toneladas. No
início do segundo ano, ao reanalisar a capacidade de produção da mina, a Cia. de Minérios estimou
que ainda havia 80.000 toneladas remanescentes e, durante o segundo ano, fez a extração de 6.000
toneladas. O valor contábil apresentado para esta mina, no final do segundo ano, foi, em reais,
A) 3.296.700,00
B) 3.330.000,00
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C) 3.267.000,00
D) 3.960.000,00
E) 3.564.000,00
Comentários:
A questão pede o valor contábil da mina, ao final do segundo ano. Podemos calcular assim:
A empresa reestimou a possança em 80.000 tons, ao final do primeiro ano, e extraiu 6.000 tons:
O gabarito é letra a.
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Comentários:
Nesse tipo de questão é fundamental que possamos organizar bem as datas informadas, pois nos ajudarão
a calcular a depreciação acumulada dos ativos.
50.000 - 5.000
Depreciação Anual= =R$ 4.500
10
Portanto, em 31.12.2015, após um ano da aquisição dos bens, a depreciação acumulada era de R$ 4.500,00
e valor contábil líquido de 50.000 - 4.500= 45.500.
45.500 − 8.000
Depreciação Anual = = R$ 7.500
5
Diante do exposto, em 31.12.2016, a depreciação acumulada do ativo era de: 4.500 +7.500 = R$ 12.000.
O gabarito é letra b.
Comentários:
80
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No início do ano de 2015, a empresa reavaliou a vida útil remanescente do equipamento para 5 anos e valor
residual de R$ 1.205.000,00.
Precisamos calcular o novo valor depreciável, em função da mudança da estimativa de vida útil e do valor
residual. Fica assim:
O gabarito é letra d.
Comentário:
Este formato já é conhecido. Vamos calcular a depreciação para o primeiro ano, alterar a vida útil e o valor
residual e calcular a depreciação para o segundo ano.
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Lembramos que a alteração de estimativa tem efeitos prospectivo, ou seja, não altera os valores anteriores.
Vamos lá!
Cia. reavaliou a vida útil do equipamento para 15 anos e reestimou o valor residual para R$ 50.000,00.
Assim:
O gabarito é letra e.
16. (FCC/TRF 3ª/Contadoria/2016) Uma empresa adquiriu um equipamento de produção pelo valor de R$
12.000.000,00 que foi pago à vista. A aquisição ocorreu em 30/06/2010, a empresa definiu a vida útil
do equipamento em 10 anos de utilização e calcula sua despesa de depreciação em função do tempo
decorrido (método das quotas constantes), tendo em vista que o mesmo funciona sem qualquer
interrupção. No início do prazo de utilização do equipamento o valor residual estimado para sua venda
no final da vida útil era R$ 1.500.000,00. No final de 2013, a empresa identificou que o valor residual
no final da vida útil foi reduzido para R$ 1.175.000,00, em decorrência do aparecimento de novos
equipamentos com tecnologia mais atual, o que fez com que o valor de mercado dos equipamentos
utilizados pela empresa diminuísse. A análise feita pela empresa neste momento (final de 2013)
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Aula 07
identificou que não havia necessidade de redução do valor contábil do equipamento (o valor
recuperável era maior que o valor contábil). Se a vida útil do equipamento para fins fiscais é definida
em 8 anos, o valor contábil que deveria ter sido evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2014
para este equipamento era, em reais,
A) 5.250.000,00.
B) 6.600.000,00.
C) 5.775.000,00.
D) 7.225.000,00.
E) 7.275.000,00.
Comentário:
Vamos resolver:
De 30/06/2010 a 31/12/2013, temos 3 anos e meio, portanto a depreciação acumulada fica assim:
Vejamos agora a situação após a mudança da estimativa de vida útil e valor residual.
Assim:
83
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O gabarito é letra d.
17. (FCC/Analista de Controle Externo/TCE/CE/2015) A Cia. Imobi & Liza adquiriu, em 31/12/2012, um
equipamento por R$ 238.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada do equipamento na data de
aquisição foi 20 anos e o valor residual R$ 18.000,00. Em 31/12/2013, a empresa revisou a vida útil
remanescente da máquina para 10 anos e estimou um novo valor residual em R$ 10.000,00. Com base
nestas informações, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial da Cia. Imobi
& Liza, em 31/12/2014, foi, em reais,
a) 216.000,00.
b) 205.300,00.
c) 179.100,00.
d) 195.300,00.
e) 188.100,00.
Comentários:
Informações iniciais:
Revisão!
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O gabarito é letra b.
18. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Uma empresa adquiriu, em 02/01/2013, um edifício pelo valor de
R$ 10.000.000,00 e estimou que a vida útil esperada de utilização era 10 anos e valor residual igual a
zero. A empresa decidiu, então, fazer uma grande reforma cujo valor total foi R$ 3.000.000,00, o que
aumentou a vida útil esperada do edifício para 30 anos, sendo que, ao final deste novo prazo de vida
útil, o valor residual esperado passou a ser R$ 4.000.000,00. Sabendo-se que o edifício ficou pronto e
começou a ser utilizado em 30/09/2013, a empresa apresentará na Demonstração do Resultado de
2013, em reais,
a) Despesa de Depreciação = 1.000.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00
b) Despesa de Depreciação = 250.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00
c) Despesa de Depreciação = 75.000,00
d) Despesa de Depreciação = 825.000,00
e) Despesa de Depreciação = 200.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00
Comentários:
Sabemos que:
Então,
O gabarito é letra c.
19. (FCC/Auditor/TCM GO/2015) O valor original de um ativo deduzido do seu valor residual denomina-se
valor:
a) líquido Contábil.
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Comentários
O valor original ou de aquisição menos o valor residual é chamado de valor depreciável, amortizável ou
exaurível. O gabarito é letra c.
Comentários:
Então,
A empresa utilizou a máquina por 1,5 anos. A depreciação será: 65.000,00 x 1,5 = 97.500,00.
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21. (FCC/Analista/TCE GO/2014) A Cia. do Norte importou um novo equipamento fabril que quando em
funcionamento aumentará sua produção em 40%, permitindo a ampliação do seu mercado de atuação.
Na ocasião, a empresa incorreu nos seguintes gastos e desembolsos:
Relação de Gastos Valores (R$)
Valor pago ao fornecedor do equipamento .................................................... 1.300.000,00
Impostos não recuperáveis e de importação ................................................. 200.000,00
Fretes, seguros incidentes sobre transportes do item ...................................... 40.000,00
Custo de adequação e preparação para instalação ....................................... 660.000,00
Honorários de pessoal especializado utilizado na montagem e instalação do novo
equipamento........................................... ........................................................350.000,00
Custo de instalação e montagem...................................................................... 300.000,00
Gastos de instalações finais com testes de funcionamento ..............................150.000,00
Com base nos dados fornecidos, a empresa deve
a) registrar em seu Ativo Não Circulante − Imobilizado, o valor de R$ 3.000.000,00.
b) lançar como Despesas Gerais de Fabricação o valor de R$ 1.500.000,00.
c) contabilizar como custo do Imobilizado, apenas R$ 1.300.000,00.
d) debitar em Despesas de Pessoal o montante de R$ 350.000,00.
e) considerar como Conta de Resultado o valor de R$ 200.000,00.
Comentários:
22. (FCC/Analista/SABESP/2014) A empresa Sol & Chuva S.A. possuía, em 31/12/2013, em seu ativo
imobilizado, um imóvel com as seguintes informações, após o reconhecimento da despesa de
depreciação para o ano de 2013:
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Comentários:
O valor de venda é de R$ 650.000,00. Logo, o lucro na operação foi de R$ 250.000,00. O gabarito é letra d.
Comentários:
Valor em 31.12.2011
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Valor em 01.01.2013
Nova depreciação:
Valor em 31.12.2013
O gabarito é letra b.
24. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) O auditor externo da empresa Cabos S.A. identificou que
a empresa construiu nova unidade e utilizou cabos de energia produzidos em sua linha de produção.
Para confirmar o registro adequado do custo do ativo imobilizado, a auditoria deve certificar-se de que
o custo corresponde ao custo do produto
A) para venda, menos quaisquer lucros gerados internamente.
B) pelo valor de reposição, para expressar o valor justo do imobilizado.
C) pelo valor justo, menos os impostos para expressar o valor no mercado.
D) pelo valor de reposição, para expressar o valor em uso.
E) para venda, mais os lucros gerados internamente.
Comentários:
22. O custo de ativo construído pela própria empresa determina-se utilizando os mesmos
princípios de ativo adquirido. Se a entidade produz ativos idênticos para venda no curso
normal de suas operações, o custo do ativo é geralmente o mesmo que o custo de construir
o ativo para venda (ver o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques). Por isso, quaisquer
lucros gerados internamente, são eliminados para determinar tais custos. De forma
semelhante, o custo de valores anormais de materiais, de mão-de-obra ou de outros
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O gabarito é letra a.
25. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS/SP /2013) A Cia. Metais adquiriu, em 30/06/2011, uma mina de
minério de ferro por R$ (mil) 270.000,00. A estimativa inicial era de que seriam extraídas 270.000
toneladas desse minério. Durante 2011, foram extraídas 50.000 toneladas. No início de 2012, os
técnicos encontraram um novo veio de minério e reestimaram que ainda existiam 250.000 toneladas
para serem extraídas. Durante 2012, foram extraídas mais 20.000 toneladas. Com base nestas
informações, o valor da despesa de exaustão referente aos anos de 2011 e 2012 foram,
respectivamente, em milhares de reais,
A) 45.000 e 18.000
B) 50000 e 17600
C) 50.000 e 21.600
D) 45.000 e 21.600
E) 50.000 e 18.000
Comentários:
A estimativa inicial era de 270.000 toneladas. Como a mina foi adquirida por R$270.000,00, a posição inicial
era de R$1,00 por tonelada.
Em 2011, a empresa extraiu 50.000 toneladas, sendo que a exaustão foi de R$ 50.000,00.
No início de 2012, houve uma revisão da estimativa, para 250.000 toneladas, e foram extraídas 20.000
toneladas em 2012.
O gabarito é letra b.
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26. FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) Em 01/02/2013, a empresa Ativa S.A. adquiriu uma
máquina, no valor de R$ 2.000.000,00, diretamente do fornecedor. Pagou 10% do valor à vista e o
restante será pago em 10 parcelas anuais de R$ 180.000,00, sendo a primeira a ser paga em
01/02/2014. A taxa de juros cobrada pelo credor foi de 13% ao ano. A seguir, a demonstração do valor
presente das parcelas:
Parcelas Valor em R$ Valor Presente das Parcelas em R$ Diferença em R$
1 180.000,00 159.292,04 20.707,96
2 180.000,00 140.966,40 39.033,60
3 180.000,00 124.749,03 55.250,97
4 180.000,00 110.397,37 69.602,63
5 180.000,00 97.696,79 82.303,21
6 180.000,00 86.457,33 93.542,67
7 180.000,00 76.510,92 103.489,08
8 180.000,00 67.708,78 112.291,22
9 180.000,00 59.919,27 120.080,73
10 180.000,00 53.025,90 126.974,10
Totais 1.800.000,00 976.723,83 823.276,17
Lançamento contábil que deveria ter sido feito pela empresa Ativa S.A., em 01/02/2013, em R$:
A)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Despesa com Juros 823.276,17
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
B)
Débito Crédito
Imobilizado 2.200.000,00
Juros a Apropriar 200.000,00
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
C)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Juros a Apropriar 823.276,17
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
D)
Débito Crédito
Imobilizado 2.000.000,00
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
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E)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Fornecedores 976.723,83
Caixa 200.000,00
Comentários:
A banca chamou de “Juros a apropriar”. O mais comum seria “Encargos a transcorrer” ou “Juros a
transcorrer”. O gabarito é letra c.
27. (FCC/Auditor Fiscal/ISS SP/2012) No reconhecimento inicial, não compõe o custo de um item do ativo
imobilizado os
(A) custos de preparação do local de instalação.
(B) custos com a promoção de produtos gerados por tal ativo.
(C) impostos não recuperáveis sobre a compra.
(D) custos de fretes e manuseio.
(E) custos de montagem.
Comentários:
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Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades
da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram a ela os
benefícios, os riscos e o controle desses bens.
Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo, o qual inclui todos os custos
necessários para colocá-lo em condições de uso. Ainda, nos termos do Pronunciamento:
(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição
necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração;
(a) custos de benefícios aos empregados (tal como definidos no Pronunciamento Técnico
CPC 33 – Benefícios a Empregados) decorrentes diretamente da construção ou aquisição
de item do ativo imobilizado;
(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente, após
dedução das receitas líquidas provenientes da venda de qualquer item produzido enquanto
se coloca o ativo nesse local e condição (tais como amostras produzidas quando se testa o
equipamento); e
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Portanto, integram o custo do imobilizado os gastos que se fizerem necessários para que o ativo imobilizado
esteja em condições de uso. A partir deste momento, em regra, os gastos que se fizerem com a manutenção
deste imobilizado é tido como despesa.
Portanto, das nossas assertivas, a única que não fará parte do nosso ativo imobilizado são os custos com a
promoção de produtos gerados por tal ativo, já que se trata de um gasto subsequente à instalação e
contabilização do ativo imobilizado.
19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:
(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria de clientes
(incluindo custos de treinamento); e
O gabarito é letra b.
Comentários:
(A) intangível, ter vida útil superior a um ano e ter substância econômica.
Alternativa CORRETA. A Lei 6404/76 fornece a seguinte definição para Ativo Imobilizado:
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IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade,
inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e
controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os
decorrentes de operações que transfiram a ela os benefícios, os riscos e o controle desses
bens
(C) destinado ao negócio da empresa, ter vida útil superior a um ano e não gerar benefícios econômicos
futuros.
(D) de propriedade da empresa, não ter substância econômica e poder gerar benefícios econômicos
futuros.
Alternativa INCORRETA. O ativo precisa ser controlado pela empresa, mas não precisa necessariamente ser
de sua propriedade. Além disso, deve ter substância econômica.
(E) tangível, ter vida útil inferior a um ano e poder ou não gerar benefícios econômicos futuros.
Alternativa INCORRETA. A vida útil pode ser superior a um ano (aliás, essa é a hipótese mais comum). Além
disso, deve obrigatoriamente gerar benefícios econômicos.
O gabarito é letra b.
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Comentários:
Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo, o qual inclui todos os custos
necessários para colocá-lo em condições de uso.
I. R$ 100.000 referentes ao valor de compra à vista, líquido dos tributos recuperáveis. Inclui
II. R$ 30.000 referentes aos custos de instalação e preparação do local para que o mesmo seja capaz de
entrar em operação. Inclui
III. R$ 10.000 referentes às atividades promocionais para introdução de um novo produto. Não inclui
Verifique, na questão anterior, o texto do Pronunciamento destacando o que deve ser incluído ou excluído
no custo dos ativos.
O gabarito é letra d.
30. (FCC/Auditor Fiscal/ICMS RO/2010) Uma empresa adquiriu uma máquina, em 01/01/X1, pelo valor de
R$ 240.000,00 para utilização em suas operações. A vida útil econômica, estimada pela empresa, para
esta máquina foi de 6 anos, sendo que a empresa esperava vendê-la por R$ 60.000,00 ao final deste
prazo. No entanto, no início do segundo ano de uso, a empresa reavaliou que a vida útil remanescente
da máquina era de três anos e o valor estimado de venda ao final do período era R$ 45.000,00.
A empresa utiliza o método das quotas constantes e, ao final de X1, não houve ajuste no valor do ativo pelo
teste de recuperabilidade. Sendo assim, os valores das despesas de depreciação nos anos X1 e X2, em relação
a essa máquina, foram, respectivamente, e em reais:
A) 30.000,00 e 55.000,00
B) 30.000,00 e 65.000,00
C) 40.000,00 e 40.000,00
D) 40.000,00 e 70.000,00
E) 45.000,00 e 50.000,00
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Comentários:
Esta questão explora uma novidade, estatuída no CPC 27: Para fins contábeis, a empresa deve calcular a
depreciação pela melhor estimativa técnica, e não simplesmente seguir as taxas determinadas pelo Fisco.
Para a contabilidade, a depreciação deve ser calculada segundo a melhor estimativa técnica. Por exemplo,
se a Empresa X adquire dois veículos idênticos e estima que um terá vida útil de 6 anos e o outro terá vida
útil de 4 anos (o segundo será utilizado em condições mais severas que o primeiro), deve depreciá-los
conforme esta estimativa.
Ocorre que o Fisco (IR) aceita apenas determinados prazos para cálculo da depreciação. As diferenças
deveriam ser ajustadas, para efeito de Imposto de Renda. Com isso, as empresas passaram a usar o critério
fiscal. Mas, contabilmente, deve ser usada a melhor estimativa técnica, ainda que diferente do critério fiscal.
Para concursos, devemos usar o que informa a questão.
Como a vida útil foi estimada em 6 anos, dividimos o valor depreciável por 6 para calcular a depreciação do
ano 1: 180.000 / 6 = 30.000 depreciação de X1.
No início do segundo ano de uso, a empresa reavaliou que a vida útil remanescente da máquina era de três
anos e o valor estimado de venda ao final do período era R$ 45.000,00. E agora? Podemos mudar a estimativa
inicial de vida útil de 6 anos e valor residual de 60.000? Podemos não, devemos. A contabilidade deve
trabalhar com a melhor estimativa.
E como vamos efetuar essa mudança de estimativa? Estornamos a depreciação de X1 e calculamos tudo
desde o começo, nas novas bases, OU mudamos de X2 em diante?
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Estimativas
32. Uma política contábil pode exigir que os itens em demonstrações contábeis sejam
mensuradas de uma forma que envolva a incerteza de mensuração - ou seja, a política
contábil pode exigir que esses itens sejam mensurados em quantidades monetárias que
não possam ser observadas diretamente e devem ser estimadas. Nesse caso, a entidade
desenvolve uma estimativa contábil para atingir o objetivo estabelecido pela política
contábil. Desenvolver estimativas contábeis envolve o uso de julgamentos ou pressupostos
baseados na última informação disponível e confiável. Exemplos de estimativas contábeis
incluem:
(e) uma provisão para obrigações decorrentes de garantias, aplicando o CPC 25. (Alterado
pela Revisão de Pronunciamentos Técnicos n.º 20)
32B. O termo “estimativa” nos Pronunciamentos Técnicos do CPC às vezes se refere a uma
estimativa que não é uma estimativa contábil conforme definido neste Pronunciamento.
Por exemplo, às vezes se refere a uma informação utilizada no desenvolvimento de
estimativas contábeis. (Incluída pela Revisão de Pronunciamentos Técnicos n.º 20)
34. A entidade pode precisar alterar uma estimativa contábil se ocorrerem mudanças nas
circunstâncias em que a estimativa contábil se baseou ou em consequência de novas
informações ou maior experiência. Por sua natureza, uma mudança em uma estimativa
contábil não se relaciona com períodos anteriores e não é a correção de um erro. (Alterado
pela Revisão de Pronunciamentos Técnicos n.º 20).
34A. Os efeitos em uma estimativa contábil de uma alteração em uma informação ou uma
alteração em uma técnica de mensuração são alterações nas estimativas contábeis, a
menos que resultem da correção de erro de período anterior. (Incluída pela Revisão de
Pronunciamentos Técnicos n.º 20). 35. A mudança na base de avaliação é uma mudança na
política contábil e não uma mudança na estimativa contábil. Quando for difícil distinguir
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36. O efeito de mudança na estimativa contábil que não seja uma mudança à qual se
aplique o item 37 deve ser reconhecido prospectivamente, incluindo-o nos resultados do:
Portanto, não alteramos a depreciação já contabilizada em X1. As mudanças nas estimativas produzirão
efeitos em X2 e nos exercícios futuros.
Como a vida útil remanescente é de 3 anos, dividimos o valor depreciável por 3 para calcular a depreciação
de X2: 165.000/3 = 55.000. O gabarito é letra a.
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Aula 07
Comentários:
O item 23 do CPC 27 - Ativo Imobilizado afirma que o custo de um item de ativo imobilizado é equivalente
ao preço à vista na data do reconhecimento. Se o prazo de pagamento excede os prazos normais de crédito,
a diferença entre o preço equivalente à vista e o total dos pagamentos deve ser reconhecida como despesa
com juros durante o período (ver os Pronunciamentos Técnicos CPC 12 – Ajuste a Valor Presente,
principalmente seu item 9, e CPC 08 – Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores
Mobiliários), a menos que seja passível de capitalização de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 20 –
Custos de Empréstimos.
Ou seja, um ativo imobilizado, como os móveis adquiridos para utilização nos negócios, devem ser
registrados pelo seu valor à vista, isto é, R$ 10.000. Por seu turno, a diferença será contabilizada,
inicialmente, como Ajuste a Valor Presente ou Encargos Financeiros a Transcorrer e será apropriada ao
resultado por competência ao longo do prazo da operação. Fica assim:
Gabarito: A
2. (FGV/CGE-SC/Auditor do Estado/2023) Uma sociedade empresária deu início a obras para expansão de
seu escritório. Estima-se que a obra tenha dois anos de duração, com início em 02/01/X0 e término em
31/12/X1. Para a obra, foram adquiridos R$40.000 em material de construção. Assinale a opção que
indica a contabilização do material de construção no balanço patrimonial da sociedade empresária.
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Comentários:
Materiais que são destinados a obras não possuem a característica de estoques, sendo classificados no Ativo
Imobilizado, no subgrupo Imobilizado em andamento.
Gabarito: D
Comentários:
O CPC 20 afirma que Ativo qualificável é um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo
substancial para ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos.
O item 7 do pronunciamento afirma que dependendo das circunstâncias, um ou mais dos seguintes ativos
podem ser considerados ativos qualificáveis:
(a) estoques;
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(f) plantas portadoras. (Incluída pela Revisão CPC 08) Ativos financeiros e estoques que são manufaturados,
ou de outro modo produzidos, ao longo de um curto período de tempo, não são ativos qualificáveis.
Ativos que estão prontos para seu uso ou venda pretendidos quando adquiridos não são ativos qualificáveis.
Portanto, o nosso gabarito é D, pois estoques manufaturados, isto é, produtos feitos de forma padronizada,
em série não atendem à definição de ativos qualificáveis.
Gabarito: D
4. (FGV/TRT13/Analista Contábil/2022) Uma sociedade empresária tinha como atividade fim a prestação
de serviços de educação. Ela possuía um prédio de 10 andares, que funcionava do seguinte modo:
Andares 1 a 5: prestação de serviços
Andares 6 e 7: aluguel para que terceiros prestem serviços
Andares 8: aluguel para que seus funcionários originados de outras cidades residam
Andares 9 a 10: aluguel para que terceiros residam
Cada andar do prédio era avaliado por R$2 milhões.
Assinale a opção que indica a contabilização relacionada ao prédio no balanço patrimonial da sociedade
empresária:
(A) Ativo Realizável a Longo Prazo- R$2 milhões; Investimentos- R$4 milhões e Ativo Imobilizado- R$14
milhões.
(B) Ativo Realizável a Longo Prazo- R$4 milhões; Investimentos- R$6 milhões e Ativo Imobilizado- R$10
milhões.
(C) Investimentos- R$6 milhões e Ativo Imobilizado- R$14 milhões.
(D) Investimentos- R$8 milhões e Ativo Imobilizado- R$12 milhões.
(E) Investimentos- R$10 milhões e Ativo Imobilizado- R$10 milhões.
Comentários:
De acordo com o CPC 28, Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou edifício – ou parte de
edifício – ou ambos) mantida (pelo proprietário ou pelo arrendatário) para auferir aluguel ou para
valorização do capital ou para ambas.
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Esquematizemos:
As duas definições mencionam “aluguel”. Qual é a diferença entre elas? Ou seja, quando um imóvel alugado
será classificado com “Propriedade para Investimento” e quando será considerado um “Imobilizado”? A
resposta está na Interpretação Técnica ICPC 10 - Interpretação Sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado
e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43:
46. (...) No ativo imobilizado, a figura do aluguel só pode existir quando estiver vinculado a
ativo complementar na produção ou no fornecimento de bens ou serviços. Por exemplo,
uma fazenda pode ter residências alugadas a seus funcionários, uma extratora de minerais
pode construir residências no meio da floresta também para alugar a seus funcionários,
etc. Nesse caso, os ativos alugados são, na verdade, parte do imobilizado necessário ao
atingimento da atividade-fim da entidade.
47. Se houver investimento para obter renda por meio de aluguel, em que este é o
objetivo final, no qual o imóvel é um investimento em si mesmo, e não o complemento de
outro investimento, aí se tem a caracterização não do ativo imobilizado, mas sim de
propriedade para investimento. A propriedade para investimento, ao contrário do ativo
alugado classificado no imobilizado, tem um fluxo de caixa específico e independente, ou
seja, ele é o ativo principal gerador de benefícios econômicos, e não um acessório a outros
ativos geradores desses benefícios.
Ou seja: se o aluguel estiver vinculado à atividade da empresa (residência na floresta para mineradores, casas
na fazenda para os trabalhadores rurais, etc.) é imobilizado.
Se o aluguel não estiver vinculado à atividade da empresa, e se destina apenas a gerar renda, então será
classificado como propriedade para investimento.
• Andares 1 a 5: prestação de serviços: trata-se de Ativo Imobilizado, pois é um ativo usado na prestação de
serviços. 5 x 2 = R$ 10 milhões.
• Andares 6 e 7: aluguel para que terceiros prestem serviços: Propriedade para Investimento, pois a intenção
é obter renda por meio do aluguel: 2 x 2 = R$ 4 milhões.
• Andares 8: aluguel para que seus funcionários originados de outras cidades residam: É parte do ativo
imobilizado da empresa. R$ 2 milhões.
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• Andares 9 a 10: aluguel para que terceiros residam: Propriedade para Investimento, pois não há vinculação
à atividade principal da empresa. A intenção é obter renda por meio do aluguel: 2 x 2 = R$ 4 milhões.
Gabarito: D
Comentários:
A questão fala que a empresa adquiriu uma máquina para utilizar em suas atividades, isto é, um ativo
imobilizado. O CPC 27 - Ativo Imobilizado afirma que o custo de um item de ativo imobilizado é equivalente
ao preço à vista na data do reconhecimento. Se o prazo de pagamento excede os prazos normais de crédito,
a diferença entre o preço equivalente à vista e o total dos pagamentos deve ser reconhecida como despesa
com juros durante o período a menos que seja passível de capitalização de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos.
Ou seja, o imobilizado deve ser contabilizado pelo valor à vista, isto é, o valor presente da operação. A
diferença será reconhecida, no momento inicial, como encargos financeiros a transcorrer, e apropriada ao
resultado por competência como despesa financeira.
Vale destacar que não reconhecemos despesa financeira no momento inicial; reconhecemos os encargos
financeiros a transcorrer, RETIFICADORA DO PASSIVO.
Gabarito: E
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Comentários:
Para encontrarmos a depreciação acumulada do computador em 31/12/X1 temos que encontrar o custo de
aquisição, conforme determina o CPC 27:
Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo. Mas não é somente aquilo que
foi pago pelo bem, mas devemos incluir todos os custos necessários para colocá-lo em condições de uso.
Esquematizemos:
A questão fala que a entidade adquiriu 10 computadores por R$ 4.000 cada, portanto, custo total de 40.000.
O examinador afirma que, na data, foram adquiridas licenças antivírus no valor total de R$ 3.000. Qual o
tratamento contábil desse software? Ativo Intangível contabilizado separadamente ou como ativo
imobilizado?
Conforme previsão do CPC 04 - Ativo Intangível, um software de uma máquina-ferramenta controlada por
computador que não funciona sem esse software específico é parte integrante do referido equipamento,
devendo ser tratado como ativo imobilizado. O mesmo se aplica ao sistema operacional de um computador.
Quando o software não é parte integrante do respectivo hardware, ele deve ser tratado como ativo
intangível.
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É o caso da nossa questão, assim sendo, esse antivírus é contabilizado como ativo intangível, pois ele não
é um elemento integrante do computador.
Agora, temos que calcular o valor contábil do ativo no momento que houve a mudança de estimativa de vida
útil e valor residual:
Depreciação Acumulada em 31/03/X1 (1 ano e 3 meses após o inicio do uso) = 8.000 x 1,25 = 10.000
Depreciação Mensal = (Custo - Valor Residual)/Vida Útil = (30.000 - 9.000) /21 = 21.000/21 = 1.000/mês
Agora, a depreciação acumulada em 31/12/X1, ou seja, 9 meses após a mudança de estimativa = 1.000 x 10
= 10.000, mais a depreciação que já tinha sido calculada anteriormente:
Gabarito: A
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c) Lucro de R$ 12.500.
d) Lucro de R$ 13.438.
e) Lucro de R$ 14.375.
Comentários:
O resultado apurado com a venda da máquina é a diferença entre o valor vendido e o valor contábil do ativo
no momento da venda.
Valor Contábil = Custo - Depreciação Acumulada - Perda por Recuperabilidade (se houver);
Custo do Imobilizado = Preço + Frete + Seguro + Instalação = 50.000 + 1.000 + 2.000 + 3.000 = 56.000
A máquina é depreciada pelo método das horas e até o momento da venda, 31/12/X2, a máquina foi utilizada
por 30.000 + 25.000 = 55.000. Se considerarmos que 80.000 representa 100% da vida útil, 55.000 representa
55.000/80.000 = 68,75%
Gabarito: C
Comentários:
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Cuidado com as pegadinhas da banca! O CPC 27 - Ativo Imobilizado afirma que a despesa de depreciação de
cada período deve ser reconhecida no resultado a menos que seja incluída no valor contábil de outro ativo.
Ou seja, a regra é reconhecer a depreciação como uma despesa, mas, ela pode ser incluída no custo de
produção de outros ativos.
O item 49 do mesmo pronunciamento afirma que a depreciação do período deve ser normalmente
reconhecida no resultado. No entanto, por vezes os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo
são absorvidos para a produção de outros ativos. Nesses casos, a depreciação faz parte do custo de outro
ativo, devendo ser incluída no seu valor contábil.
Por exemplo, a depreciação de máquinas e equipamentos de produção é incluída nos custos de produção de
estoque (ver o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques).
Voltando para a nossa questão, a máquina sofrerá uma depreciação anual de (100.000 - 10.000) /5 = 18.000.
Todavia, essa depreciação não será contabilizada como despesa, mas no custo de produção dos botões:
Gabarito: A
Comentários:
De acordo com o CPC 27 - Ativo Imobilizado, o valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de
depreciação será zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor contábil.
Exemplo:
Não faz sentido depreciar o ativo nesse período, visto que o valor estimado que a entidade obteria com a
venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição
esperadas para o fim de sua vida útil é maior que seu valor contábil.
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Destacamos que o CPC27 - Ativo Imobilizado afirma que a depreciação do ativo se inicia quando este está
disponível para uso, ou seja, quando está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida
pela administração. A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como
mantido para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de acordo
com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo-Não Circulante Mantido para Venda e Operação
Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer primeiro. Portanto, a depreciação
não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal, a não ser que o ativo esteja
totalmente depreciado. No entanto, de acordo com os métodos de depreciação pelo uso, a despesa de
depreciação pode ser zero enquanto não houver produção
Gabarito: D
10. (FGV/MPE GO/Analista Contábil/2022) Uma sociedade empresária possuía um imóvel que alugava a
outra pessoa jurídica. Nesse imóvel funcionava uma escola. A sociedade empresária prestava serviços
de apoio à escola, sendo responsável pela administração, definição do material didático, orientação
pedagógica e alimentação.
Assinale a opção que indica a contabilização do imóvel no balanço patrimonial da sociedade empresária,
considerando as características da negociação.
a) Ativo circulante.
b) Ativo realizável a longo prazo.
c) Propriedade para investimento.
d) Ativo Imobilizado.
e) Patrimônio Líquido.
Comentários:
Questão muito interessante. A FGV sempre cobra a classificação de um imóvel alugado e tenta confundir o
que vem a ser uma propriedade para investimento como ativo imobilizado. Mas aqui foi um pouco diferente.
O CPC 28, no item 11, afirma que em alguns casos, a entidade proporciona serviços de apoio aos ocupantes
da propriedade que ela mantenha. A entidade trata tal propriedade como propriedade para investimento se
os serviços forem insignificantes em relação ao acordo como um todo. Um exemplo é quando o proprietário
de edifício de escritórios proporciona serviços de segurança e de manutenção aos arrendatários que ocupam
o edifício.
Ou seja, se a proprietária presta um serviço insignificante com o objeto do acordo entre as partes, estamos
diante de uma propriedade para investimento.
Por sua vez, o item 12 do pronunciamento afirma que, em outros casos, os serviços prestados são
significativos. Por exemplo, se a entidade possui e administra um hotel, os serviços proporcionados aos
hóspedes são significativos para o acordo como um todo. Por isso, o hotel administrado pelo proprietário é
propriedade ocupada pelo proprietário e não propriedade para investimento. Nesse caso, a classificação
seria como ativo imobilizado.
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Esse foi um tema cobrado na questão! A sociedade empresária alugou um imóvel e ali funcionava uma
escola. Todavia, serviços de apoio à escola, sendo responsável pela administração, definição do material
didático, orientação pedagógica e alimentação. Seriam serviços significantes para o contrato. Nesse caso,
pessoal, não seria uma propriedade para investimento, mas uma propriedade ocupada e a classificação seria
como ativo imobilizado.
Serviços Ativo
Imóvel alugado significantes Imobilizado
com prestação
de serviços Propriedade
Serviços
Para
Insignificantes
Investimentos
Gabarito: D
Comentários:
A questão fala que a empresa adquiriu COMPUTADORES para serem utilizados por seus colaboradores, com
a intenção de usá-los por TRÊS ANOS. A sociedade empresária adquiriu, ao mesmo tempo, peças de
reposição, com a intenção de utilizá-las no período de vida útil dos computadores. Diante do exposto, os
computadores e as peças serão classificados no ativo imobilizado. Destacamos que as peças de reposição
têm previsão de utilização por três anos, portanto, não podem ser classificadas no ativo circulante, como
materiais de consumo que possuem pouca duração.
Gabarito: E
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Comentários:
Resolvendo a nossa questão, temos que calcular a depreciação e aplicar o teste de recuperabilidade em cada
exercício, vamos lá:
Ano 1:
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Ano 2:
Ano 3:
Ano 4:
De acordo com o CPC 01, Depois do reconhecimento da perda por desvalorização, a despesa de depreciação,
amortização ou exaustão do ativo deve ser ajustada em períodos futuros para alocar o valor contábil revisado
do ativo, menos seu valor residual (se houver), em base sistemática ao longo de sua vida útil remanescente.
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Ano 5:
Houve aumento do valor recuperável, nesse caso, temos que fazer a reversão dessa perda. Mas de quanto
é essa reversão?
==bb8d==
Temos que considerar qual seria o valor contábil desse ativo, caso nenhuma perda tivesse sido reconhecida.
Gabarito: D
Texto 2
A Cia. Beta adquiriu um veículo em 01/01/2016 pelo valor de R$ 60.000,00. A Cia. Beta pretende usar o
veículo por 5 anos e aliená-lo após esse período por 20% do valor de aquisição, que representa o valor
residual.
13. (FGV/PC-RN/Agente/2021) O lançamento contábil da depreciação desse veículo (texto 2) deve ser feito
a partir das seguintes contas:
(A) D – Ajustes patrimoniais
C – Veículos
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Comentários:
Na contabilidade trabalhamos com o método das partidas dobradas. Ele informa que para todo débito temos
um ou mais crédito(s) de valor correspondente. Consequentemente, ao reconhecermos a despesa de
depreciação (conta de resultado e com saldo devedor), teremos como contrapartida a conta “depreciação
acumulada” (conta patrimonial e com saldo credor).
A contabilização é a seguinte:
Em síntese,
• Despesa com Depreciação é uma conta de resultado, utilizada para registrar o desgaste do
imobilizado no período.
• Depreciação Acumulada é uma conta patrimonial, especificadamente uma retificadora do Ativo.
Utilizada para registrar o desgaste do imobilizado ao longo de sua vida útil.
Gabarito: C
14. (FGV/PC-RN/Agente/2021) Ao final do primeiro ano de uso, o valor contábil do veículo adquirido pela
Cia. Beta (texto 2) representa:
(A) R$ 50.400,00;
(B) R$ 48.000,00;
(C) R$ 38.400,00;
(D) R$ 12.000,00;
(E) R$ 9.600,00.
Comentários:
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3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e encontraremos o chamado valor
depreciável: R$ 60.000,00 - R$ 12.000,00 = R$ 48.000,00
A questão fala que a máquina foi adquirida em janeiro de 2016, portanto, nesse ano a máquina fora
depreciada por 12 meses, o que nos leva a depreciação acumulada de R$ 9.600,00
Gabarito: A
Comentários:
Para encontrarmos o valor contábil dos computadores, precisamos do valor de aquisição e da depreciação
acumulada e, se houver, a perda por recuperabilidade:
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Em 31/12/X1, após 1 ano e 10 meses de uso, ocorreu uma mudança de estimativa da vida útil e do valor
residual dos computadores.
A partir desse momento, a vida útil dos computadores diminuiu de 5 para 2 anos e o valor residual para 8.000
Em 31/12/x2 ou seja, 1 anos após a reestimativa, o valor contábil dos computadores será de:
Gabarito: D
Comentários:
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Vamos analisar quais dos gastos apresentados devem ser agregados ao custo do ativo imobilizado:
Gabarito: A
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(D) R$ 461.500,00;
(E) R$ 515.500,00.
Comentários:
Para resolvermos essa questão, nossa primeira tarefa é apurarmos o custo do ativo no momento em que
houve a revisão da vida útil (4 anos depois):
Após a revisão, a nova vida útil passou 10 anos e o valor residual para 5.000:
Gabarito: D
18. (FGV/SEFIN RO/Auditor Fiscal de Tributos Estaduais/2018) Uma sociedade empresária precisava
comprar computadores para seus funcionários, de modo a expandir seus negócios. Para isso, ela
contratou um especialista para indicar qual seria o melhor modelo. Por esse serviço pagou R$ 2.000.
Após definido o modelo, ela comprou os computadores, cujo preço era R$ 200.000. Como a compra era
grande, conseguiu um desconto de 10% sobre o valor.
O frete para receber os computadores foi de R$ 1.000. Além disso, para receber os computadores em
segurança, contratou um seguro no valor de R$ 500.
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Quando os computadores chegaram à sociedade empresária, ela gastou R$ 10.000, com um programa
antivírus anual, e, R$ 12.000, com os programas básicos essenciais para o funcionamento. Além disso,
ofereceu um treinamento para seus funcionários, que custou R$ 5.000.
Depois de concluído o treinamento, a sociedade empresária ofereceu uma festa para promover a expansão,
na qual gastou R$ 20.000. Além disso, gastou R$ 14.000 em publicidade, com base na compra dos novos
computadores.
A partir das informações acima, assinale a opção que indica o acréscimo no ativo da empresa com a compra
dos computadores.
a) R$ 181.000.
b) R$ 193.500.
c) R$ 198.500.
d) R$ 208.500.
e) R$ 210.500.
Comentários:
Observações:
1- Os gastos com a remuneração do especialista, não entra no custo do Imobilizado, pois não incorre
diretamente para colocar o Ativo em condições de uso.
2 – Segundo o CPC 04, alguns ativos intangíveis podem estar contidos em elementos que possuem substância
física, como um disco (como no caso de software), documentação jurídica (no caso de licença ou patente)
ou em um filme. Para saber se um ativo que contém elementos intangíveis e tangíveis deve ser tratado como
ativo imobilizado de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado ou como ativo
intangível, nos termos do presente Pronunciamento, a entidade avalia qual elemento é mais significativo.
Por exemplo, um software de uma máquina-ferramenta controlada por computador que não funciona sem
esse software específico é parte integrante do referido equipamento, devendo ser tratado como ativo
imobilizado. Ele se aplica ao sistema operacional de um computador. Quando o software não é parte
integrante do respectivo hardware, ele deve ser tratado como ativo intangível. Portanto, o software
antivírus de R$ 10.000 deve ser tratado como Ativo Intangível, pois não é parte integrante dos
computadores. Por sua vez, software básico, essenciais ao funcionamento do computador, integram o seu
custo.
Gabarito: B
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19. (FGV/SEFIN-RO/Técnico Tributário/2018) Em 31/12/2014, a Cia. XYZ comprou um veículo para ser
utilizado por um de seus diretores, por R$ 60.000. Na data, a sociedade empresária pagou o seguro
anual, no valor de R$ 36.000, e mais R$ 2.000, para instalar o ar condicionado no veículo.
A sociedade empresária esperava que o veículo fosse utilizado por quatro anos e depois vendido por R$
20.000. A legislação permite a depreciação do carro à taxa de 20% ao ano.
Em 31/12/2015, a sociedade empresária passou por uma reestruturação e foi definido que o veículo passaria
a ser utilizado por outro diretor. Ela estima que o veículo seja utilizado por mais dois anos e não seja
aproveitado depois disso.
Assinale a opção que indica, em 31/12/2016, o valor do veículo no Ativo Imobilizado do Balanço Patrimonial
da Cia. XYZ.
a) R$ 25.000.
b) R$ 25.750.
c) R$ 26.800.
d) R$ 39.250.
e) R$ 41.000.
Comentários:
Sempre elaborem uma linha do tempo para a resolução de questões de Contabilidade. Vamos lá!
O valor do seguro do veículo não entra! Já o valor para instalação do ar condicionado sim. Todos os custos
para deixar o veículo em funcionamento devem ser computados. Além disso, deve ficar claro que a vida útil
que deve prevalecer é a de 4 anos (melhor estimativa contábil). A taxa de 20% está ali somente para enganar.
31.12.2014:
• Veículos = 62.000,00
• Vida útil = 4 anos
• Valor residual = 20.000,00
• Depreciação = 25% ao ano (vida útil de 4 anos prevalece)
31.12.2015:
Veículo 62.000,00
(-) Depreciação acumulada (10.500,00)
= Valor contábil 51.500,000
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31.12.2016:
Gabarito: B
20. (FGV/CM Salvador/Analista Legislativo Municipal/2018) Dentro do contexto da gestão patrimonial das
empresas, os bens corpóreos destinados à manutenção das atividades de uma companhia ou exercidos
com essa finalidade são classificados como:
a) ativo contábil;
b) ativo imobilizado;
c) bens intangíveis;
d) despesa operacional;
e) despesa permanente.
Comentários:
Vimos que se classificam no IMOBILIZADO os direitos que tenham por objeto BENS CORPÓREOS destinados à
MANUTENÇÃO DAS ATIVIDADES da companhia ou da empresa OU EXERCIDOS COM ESSA FINALIDADE como,
por exemplo, os terrenos, edificações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos.
Gabarito: B
21. (FGV/MPE AL/Contador/2018) Uma entidade adquiriu móveis planejados para sua sala de reuniões. Os
móveis custaram R$ 6.000 e o frete de R$ 200 foi pago pelo fornecedor. Além disso, a instalação dos
móveis teve um custo de R$ 600. Na ocasião, estimou- se que a remoção dos móveis no final do contrato
de locação do imóvel será de R$ 900.
Em relação aos móveis adquiridos, assinale a opção que indica o valor a ser contabilizado no Ativo
Imobilizado da entidade.
a) R$ 6.000,00
b) R$ 6.200,00.
c) R$ 6.600,00.
d) R$ 7.500,00.
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e) R$ 7.700,00.
Comentários:
Obs.: como o FRETE de R$ 200 foi PAGO PELO FORNECEDOR, então ele já está INCLUSO
nos R$ 6.000 pagos (custo de aquisição).
Gabarito: D
22. (FGV/Analista/IBGE/2017) Certa entidade adquiriu um equipamento para ser utilizado no serviço de
diagnóstico por imagem em 01/06/2013 e o equipamento começou a ser utilizado no mês de julho
daquele ano. O equipamento só realiza um número limitado de procedimentos, por isso foi definido
que sua depreciação seria pelo método das unidades produzidas. O custo de aquisição do equipamento
foi de $ 490.000,00. O valor residual foi estimado em $ 10.000,00. O equipamento foi concebido para
produzir um número máximo de 30.000 unidades. A entidade pretende usar o equipamento por seis
anos.
Nos primeiros anos, as quantidades de procedimentos realizados foram as seguintes:
2013: 2.100 unidades
2014: 4.500 unidades
2015: 4.800 unidades
Ao final do exercício de 2015, o valor da depreciação acumulada no equipamento era:
a) 182.400,00;
b) 186.200,00;
c) 200.000,00;
d) 204.166,67;
e) 216.000,00.
Comentários:
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2013: 2.100/30.000 = 7%
2014: 4.500/30.000 = 15%
2015: 4.800/30.000 = 16%
Logo, o total da depreciação para todo esse período é de: 7% + 15% + 16% = 38%.
Gabarito: A
23. (FGV/Analista/IBGE/2017) Se o método de depreciação utilizado fosse o das cotas constantes, o valor
contábil líquido do equipamento após dois anos de uso seria:
a) 330.000,00;
b) 326.666,67;
c) 320.000,00;
d) 316.666,67;
e) 303.800,00.
Comentários:
A depreciação se inicia quando o ativo está disponível para uso. A questão não informou exatamente quando
seria, mas vamos considerar que foi em julho. Como teremos dois anos de uso, o total da depreciação será
de 160.000,00. Logo:
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Gabarito: A
24. (FGV/Analista Contábil/DPE RO/2015) Um grupo de ativo imobilizado tinha como critério de
depreciação o número de unidades produzidas. Sua produção variava entre 950 e 1050 unidades por
mês. Após perder um cliente, a produção reduziu para 700 unidades ao mês.
Entretanto a depreciação continuou considerando uma produção de 950 unidades por 14 meses, o que
ocasionou uma distorção expressiva do valor líquido contábil.
Nessa situação, a empresa deve adotar o seguinte procedimento:
(A) estornar a diferença imediatamente, creditando a conta de resultados acumulados;
(B) suspender o reconhecimento da depreciação desse ativo para que o valor líquido contábil retrate a
situação econômica do bem;
(C) alterar o critério de depreciação para o método de quotas constantes;
(D) manter o nível histórico de depreciação, conforme estabelece o princípio do conservadorismo;
(E) manter a despesa de depreciação, levando em conta a possibilidade de retomada dos níveis anteriores.
Comentários:
Trata-se de questão que envolve, a um só tempo, o CPC 27 (Ativo imobilizado) e CPC 23 (Políticas contábeis,
mudança de estimativa e correção de erro). Vamos lá! Existem vários métodos para se depreciar um ativo,
entre eles, o método das unidades produzidas.
Por este método, estima-se a quantidade total de unidades que será produzida. A depreciação é feita
dividindo-se o total efetivamente produzido pela capacidade total de produção.
Por exemplo, uma máquina que custou $ 100.000 e com capacidade de produção total, ao longo de toda a
sua vida útil, de 1.000.000 de unidades. No ano de X1, foram produzidas 80.000 unidades. Portanto, a
depreciação em X1 será:
62. Vários métodos de depreciação podem ser utilizados para apropriar de forma
sistemática o valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos incluem
o método da linha reta, o método dos saldos decrescentes e o método de unidades
produzidas. A depreciação pelo método linear resulta em despesa constante durante a vida
útil do ativo, caso o seu valor residual não se altere. O método dos saldos decrescentes
resulta em despesa decrescente durante a vida útil. O método de unidades produzidas
resulta em despesa baseada no uso ou produção esperados. A entidade seleciona o
método que melhor reflita o padrão do consumo dos benefícios econômicos futuros
esperados incorporados no ativo. Esse método é aplicado consistentemente entre
períodos, a não ser que exista alteração nesse padrão.
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Portanto, vê-se que a empresa vinha utilizando o método das unidades produzidas. Ok?
Mas aqui vai uma pergunta chave para a resolução da questão: ela depreciava com base em uma estimativa
ou com base na produção efetivamente industrializada? Ora, com base na produção. Portanto, o que houve
foi um erro quando do cálculo da depreciação! E, para corrigir esta hipótese, não há previsão do que fazer
no CPC 27.
O mais próximo que encontramos, e provavelmente o ponto em que a banca se baseou foi o seguinte:
61. O método de depreciação aplicado a um ativo deve ser revisado pelo menos ao final de
cada exercício e, se houver alteração significativa no padrão de consumo previsto, o
método de depreciação deve ser alterado para refletir essa mudança. Tal mudança deve
ser registrada como mudança na estimativa contábil, de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.
Estamos quase certos de que a FGV se utilizou do item 61, acreditando que houve mudança de estimativa,
motivo pelo qual a depreciação deveria cessar até que a situação se normalizasse. Para a banca, o fato de
pararmos de produzir 950 unidades, passando para 700, constituiria mudança de estimativa. Mas não é! Foi
um erro! E há que se fazer distinção entre os itens (estimativa contábil e erro).
(a) estava disponível quando da autorização para divulgação das demonstrações contábeis
desses períodos; e
Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos, erros na aplicação de políticas contábeis, descuidos ou
interpretações incorretas de fatos e fraudes.
Ora, estamos claramente frente a um erro. Seria estimativa somente se tivéssemos uma informação próxima,
estimada, para depreciarmos, mas não é! A informação estava disponível, poderia ser obtida e levada em
consideração. E como o CPC 23 manda corrigir tal situação?
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A) Erros materiais (que podem alterar a decisão dos usuários das demonstrações contábeis)
devem ser ajustados de forma retrospectiva;
Portanto, o correto é fazer uma correção retrospectiva desta depreciação, para corrigir. Se o erro tiver se
dado no exercício presente, fazemos o estorno diretamente no resultado do exercício. Caso estejamos face
a erro de exercício anterior, devemos fazer o acerto na conta lucros acumulados.
Assim, não merece prosperar o gabarito da banca (letra b: suspender o reconhecimento da depreciação
desse ativo para que o valor líquido contábil retrate a situação econômica do bem), devendo a questão ter
sido anulada! Mas a banca turrona não o fez..
Gabarito: B
25. (FGV/DPE RJ/Técnico superior – Ciências Contábeis/2014) A empresa Gatunos SA adquiriu um elevador
por R$ 12.000,00, com vida útil estimada de 10 anos. Para atender às exigências de segurança
estabelecidas pela empresa, o elevador, apesar de recebido em 31 de março de 2014, só entrará em
operação quando a equipe de TI da Gatunos SA concluir o projeto de um sistema capaz de reconhecer
as intenções do usuário do elevador. Uma peculiaridade exigida para a finalização do software, e sua
efetiva entrada em operação, é que ele seja capaz de alertar os diretores da empresa na eventualidade
de um cão da raça Rottweiller entrar no elevador. Nesse caso, o software, além de avisar os diretores,
deve ser capaz de desativar a movimentação do elevador, retendo-o no 13º andar.
O contrato de trabalho com a equipe de TI, que conta com 10 engenheiros formados no M.I.T., vai até 31 de
março de 2016, mas não há garantias de que poderá concluí-lo, sequer cogita-se entregá-lo parcialmente.
Apesar disso, a empresa gastou em abril de 2014 o total de R$ 1.000.000,00 com o salário da equipe, além
de outros R$ 1.000.000,00 com a parte física (câmera, infravermelho e fios de ouro, por ser um ótimo
condutor) para elaboração do software. A empresa tem expectativa de que, se concluído, o projeto poderá
ser vendido para uma das gigantes de tecnologia por R$ 100.000.000,00 e, inclusive, afirma que já possui
compradores interessados. Em relação aos fatos aqui narrados, as demonstrações contábeis da Gatunos
referentes ao dia 30 de abril de 2014, devem apresentar ao menos
(A) i) depreciação acumulada do elevador, no montante de R$ 100,00; ii) ativo intangível em elaboração,
totalizando R$ 2.000.000,00.
(B) i) ativo imobilizado em andamento – elevador, no montante de R$ 12.000,00; ii) despesa com salários da
equipe de TI, no montante de R$ 1.000.000,00.
(C) i) ativo intangível em elaboração, totalizando R$ 1.000.000,00; ii) despesa com salários da equipe de TI,
no montante de R$ 1.000.000,00.
(D) i) ativo imobilizado em andamento – elevador, no montante de R$ 12.000,00; ii) depreciação acumulada
do elevador, no montante de R$ 100,00.
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(E) i) material de consumo (câmera, infravermelho e fios de ouro), totalizando R$ 1.000.000,00; ii) despesa
com salários da equipe de TI, no montante de R$ 1.000.000,00
Comentários:
Elevador: Imobilizado em andamento. Não deve ser depreciado, pois não está sendo utilizado.
Salários: vai para despesas, já que não atende critério para reconhecimento de intangível, previstos no CPC
04.
Os componentes devem ficar registrados em conta de estoque, já que atendem aos requisitos do CPC 16:
Gabarito: B
26. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Recife/2014) Uma entidade adquiriu, em 31/12/2012, dois prédios no Recife.
O prédio A foi adquirido por R$ 1.000.000,00. Fica localizado ao lado da sede da entidade e é mantido para
futura valorização. Enquanto isso não acontece, ela utiliza o prédio para suas atividades, alocando uma parte
de seu pessoal nele.
O prédio B foi adquirido por R$ 500.000,00 para valorização de capital, não sendo utilizado no momento.
Na data da compra, a entidade pretendia utilizar os prédios durante 40 anos e não considerava valor residual.
Em 31/12/2013, ela avaliou o valor justo de seus prédios a fim de começar a aplicá-los, quando permitido
por lei. Ela constatou que o prédio A tinha valor justo de R$ 1.000.000,00, e o prédio B, de R$ 480.000,00.
Com base nas informações acima, os valores contábeis do prédio A e do prédio B, no balanço patrimonial da
entidade, em 31/12/2013, eram, respectivamente, de:
a) R$ 1.000.000,00 e R$ 500.000,00.
b) R$ 1.000.000,00 e R$ 480.000,00.
c) R$ 975.000,00 e R$ 500.000,00.
d) R$ 975.000,00 e R$ 470.500,00.
e) R$ 975.000,00 e R$ 480.000,00.
Comentários:
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Prédio B: Ficará classificado no ativo não circulante investimentos, pois se trata de propriedade para
investimento.
Inicialmente, a propriedade para investimento é avaliada pelo custo, como manda o princípio do registro
pelo valor original. Todavia, o custo histórico pode sofrer variações subsequentes.
Assim, a entidade deve adotar, para mensurações posteriores, ou o método do valor justo ou o método do
custo, utilizando-se, assim, dessa política contábil para todas as suas propriedades para investimento.
Repetimos. As propriedades mantidas para investimento, após o registro inicial pelo custo, podem ser
avaliadas pelo valor justo ou pelo custo.
Se forem pelo valor justo, não há depreciação. Pelo custo, são depreciadas normalmente.
Com efeito, lançaremos uma variação ao valor justo, ficando a propriedade reconhecida no balanço pelo
valor de R$ 480.000,00.
Gabarito: E
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Comentários:
Pontos de atenção!
- Gastos com as máquinas antigas, de R$ 500,00 e R$ 200,00 → Não se correlacionam com a aquisição da
nova máquina. Devem ter tratamento próprio.
- Custos de treinamento de R$ 2.000,00 → A questão tenta confundir o candidato, falando sobre honorários,
tentando induzi-lo a lembrar do item 17, f, do Pronunciamento. Contudo, trata-se de custo de treinamento,
que não integra o reconhecimento inicial (CPC 27, item 19, c).
- Custos de remoção futuro de R$ 1.400,00 → Este é um ponto que pode gerar dúvidas, mas vejamos o que
diz o CPC 27:
Portanto, são custos futuros de desmontagem e remoção que devem ser estimados no início da vida útil da
máquina, caso seja o caso de retirar a máquina e leva-la para outro lugar. É um custo ajustado a valor
presente.
Continuando a resolução... A aquisição se deu em 01/07/2011, o método de depreciação é o linear, com taxa
de depreciação de 20% ao ano. Não há valor residual.
A questão pede o valor contábil em 31/12/2013, portanto, foram incorridos 2,5 anos. Como a vida útil
esperada é de 5 anos, temos que já transcorreu metade do período, ou seja, R$ 21.100,00.
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Gabarito: B
28. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2014) Em 01/01/2011, uma entidade adquiriu móveis para seu
escritório no valor de R$ 50.000,00. Os móveis têm vida útil estimada em seis anos e, ao final do sexto
ano, a entidade pretende doá-los. Na data, são estimados gastos de R$ 2.000,00 (a valor presente) com
a remoção. O frete para a entrega dos móveis é de R$ 500,00, e os custos de montagem, de R$ 400,00.
No entanto, no momento em que a entrega foi feita, o funcionário da loja arranhou a parede, e a
entidade incorreu em gastos de R$ 1.000,00 para pintá-la novamente. Como pedido de desculpas, o
funcionário não cobrou pela montagem dos móveis. O valor contábil dos móveis, em 31/12/2013, era
de:
(A) R$ 25.250,00.
(B) R$ 26.250,00.
(C) R$ 26.950,00.
(D) R$ 26.450,00.
(E) R$ 23.750,00.
Comentários:
Os móveis têm vida útil de 6 anos. Em 31/12/2013, já terão 3 anos (foram comprados em 01.01.2011). Assim,
em 31.12.2013 os móveis já foram depreciados na metade do seu valor, e, portanto, o valor contábil será:
A pintura da parede será contabilizada como despesa de conservação. E a montagem (que não foi cobrada)
não será contabilizada.
Gabarito: B
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29. (FGV/DPE RJ/Técnico superior/Ciências Contábeis/2014) A Companhia Lentidão S.A. adquiriu uma
máquina para fabricação de meias para vender junto com os tênis que a empresa já vende. A máquina
foi entregue na sede da empresa no dia 05/05/X1. No dia 12/05/X1 a máquina foi instalada e ficou
pronta para ser utilizada. Como demorou para chegar a matéria-prima, a máquina só foi utilizada pela
primeira vez em 20/05/X1.
A produção na capacidade máxima só ocorreu a partir do dia 01/06/X1. As vendas ficaram acima do
esperado. Então a administração da empresa, no dia 14/07/X1, decidiu terceirizar a produção e desativar a
máquina. A produção do último lote de meias ocorreu no dia 30/07/X1, porém a máquina permaneceu
instalada para atender pedidos adicionais até o dia 15/08/X1, quando a administração decidiu que o melhor
negócio seria vender a máquina.
A máquina permaneceu na empresa até o dia 20/11/X1, quando finalmente foi vendida e a propriedade foi
repassada para outra empresa.
Considerando os fatos acima e que a empresa utiliza o critério de período de tempo para estimar a vida útil
de seus imobilizados, a data inicial e a data final em que a empresa depreciou o ativo, respectivamente, são
(A) 05/05/X1 e 14/07/X1
(B) 05/05/X1 e 30/07/X1
(C) 12/05/X1 e 15/08/X1
(D) 20/05/X1 e 20/11/X1
(E) 01/06/X1 e 20/11/X1
Comentários:
55. A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando
está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. A
depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido
para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de
acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo-Não Circulante Mantido para Venda
e Operação Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer
primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado
do uso normal, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado. No entanto, de acordo
com os métodos de depreciação pelo uso, a despesa de depreciação pode ser zero
enquanto não houver produção.
A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está no local e em
condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. Na questão em análise, no dia
12/05/X1, quando a máquina foi instalada e ficou pronta para ser utilizada.
Já podemos apontar a resposta: Letra C, é a única que indica a data 12/05/X1. Mas vamos prosseguir com a
análise.
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A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou
na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer primeiro.
A questão menciona que a máquina permaneceu instalada para atender pedidos adicionais até o dia
15/08/X1, quando a administração decidiu que o melhor negócio seria vender a máquina. Assim, a máquina
deixou de ser depreciada no dia 15/08/X1, quando a administração decidiu vendê-la. O gabarito é, portanto,
letra c.
Gabarito: C
Comentários:
Com base no Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado, o custo do veículo será o seguinte:
Valor do veículo...................................50.000
(+) Frete.....................................................2.800
(+)Transporte.............................................1.200
(+) IPVA......................................................4.000
(=)TOTAL..................................................58.000
Assim:
Gabarito: B
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empresa reavaliou a vida útil do equipamento e determinou que a vida útil remanescente era 15 anos
e o valor residual era R$ 8.000,00. O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço
Patrimonial da Cia. Produtora, em 31/12/2017, foi, em reais,
(A) 694.400,00.
(B) 680.000,00.
(C) 672.000,00.
(D) 701.000,00.
(E) 693.000,00.
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9. (FCC/Analista/DPE AM/2018) A empresa Profile S.A. adquiriu, em 31/12/2015, uma máquina por R$
420.000,00 à vista. Adicionalmente, a empresa incorreu em gastos para instalação adequada da mesma
no valor de R$ 60.000,00. Na data da aquisição, a empresa definiu que a vida útil econômica da
máquina seria 6 anos e o valor residual esperado no final da vida útil seria R$ 30.000,00. A empresa
adota o método das cotas constantes para cálculo da depreciação.
Em 30/06/2017, a empresa Profile S.A. vendeu esta máquina por R$ 350.000,00 à vista. O resultado apurado
na venda da máquina foi, em reais,
a) 27.500,00 positivos.
b) 17.500,00 negativos.
c) 12.500,00 positivos.
d) 57.500,00 positivos.
e) 70.000,00 negativos.
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12. (FCC/DPE RS/Contabilidade/2017) A Cia. de Minérios adquiriu o direito de exploração de uma mina de
zinco por R$ 3.960.000,00 que foram pagos à vista. A capacidade total esperada de extração da mina
foi estimada em 80.000 toneladas e no primeiro ano de exploração a Cia. extraiu 8.000 toneladas. No
início do segundo ano, ao reanalisar a capacidade de produção da mina, a Cia. de Minérios estimou
que ainda havia 80.000 toneladas remanescentes e, durante o segundo ano, fez a extração de 6.000
toneladas. O valor contábil apresentado para esta mina, no final do segundo ano, foi, em reais,
A) 3.296.700,00
B) 3.330.000,00
C) 3.267.000,00
D) 3.960.000,00
E) 3.564.000,00
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(E) 14.000,00
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16. (FCC/TRF 3ª/Contadoria/2016) Uma empresa adquiriu um equipamento de produção pelo valor de R$
12.000.000,00 que foi pago à vista. A aquisição ocorreu em 30/06/2010, a empresa definiu a vida útil
do equipamento em 10 anos de utilização e calcula sua despesa de depreciação em função do tempo
decorrido (método das quotas constantes), tendo em vista que o mesmo funciona sem qualquer
interrupção. No início do prazo de utilização do equipamento o valor residual estimado para sua venda
no final da vida útil era R$ 1.500.000,00. No final de 2013, a empresa identificou que o valor residual
no final da vida útil foi reduzido para R$ 1.175.000,00, em decorrência do aparecimento de novos
equipamentos com tecnologia mais atual, o que fez com que o valor de mercado dos equipamentos
utilizados pela empresa diminuísse. A análise feita pela empresa neste momento (final de 2013)
identificou que não havia necessidade de redução do valor contábil do equipamento (o valor
recuperável era maior que o valor contábil). Se a vida útil do equipamento para fins fiscais é definida
em 8 anos, o valor contábil que deveria ter sido evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2014
para este equipamento era, em reais,
A) 5.250.000,00.
B) 6.600.000,00.
C) 5.775.000,00.
D) 7.225.000,00.
E) 7.275.000,00.
17. (FCC/Analista de Controle Externo/TCE/CE/2015) A Cia. Imobi & Liza adquiriu, em 31/12/2012, um
equipamento por R$ 238.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada do equipamento na data de
aquisição foi 20 anos e o valor residual R$ 18.000,00. Em 31/12/2013, a empresa revisou a vida útil
remanescente da máquina para 10 anos e estimou um novo valor residual em R$ 10.000,00. Com base
nestas informações, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial da Cia. Imobi
& Liza, em 31/12/2014, foi, em reais,
a) 216.000,00.
b) 205.300,00.
c) 179.100,00.
d) 195.300,00.
e) 188.100,00.
18. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Uma empresa adquiriu, em 02/01/2013, um edifício pelo valor de
R$ 10.000.000,00 e estimou que a vida útil esperada de utilização era 10 anos e valor residual igual a
zero. A empresa decidiu, então, fazer uma grande reforma cujo valor total foi R$ 3.000.000,00, o que
aumentou a vida útil esperada do edifício para 30 anos, sendo que, ao final deste novo prazo de vida
útil, o valor residual esperado passou a ser R$ 4.000.000,00. Sabendo-se que o edifício ficou pronto e
começou a ser utilizado em 30/09/2013, a empresa apresentará na Demonstração do Resultado de
2013, em reais,
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19. (FCC/Auditor/TCM GO/2015) O valor original de um ativo deduzido do seu valor residual denomina-
se valor:
a) líquido Contábil.
b) contábil Original Líquido.
c) depreciável, amortizável ou exaurido.
d) realizável Líquido.
e) realizável.
21. (FCC/Analista/TCE GO/2014) A Cia. do Norte importou um novo equipamento fabril que quando em
funcionamento aumentará sua produção em 40%, permitindo a ampliação do seu mercado de atuação.
Na ocasião, a empresa incorreu nos seguintes gastos e desembolsos:
Relação de Gastos Valores (R$)
Valor pago ao fornecedor do equipamento .................................................... 1.300.000,00
Impostos não recuperáveis e de importação ................................................. 200.000,00
Fretes, seguros incidentes sobre transportes do item ...................................... 40.000,00
Custo de adequação e preparação para instalação ....................................... 660.000,00
Honorários de pessoal especializado utilizado na montagem e instalação do novo
equipamento........................................... ........................................................350.000,00
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22. (FCC/Analista/SABESP/2014) A empresa Sol & Chuva S.A. possuía, em 31/12/2013, em seu ativo
imobilizado, um imóvel com as seguintes informações, após o reconhecimento da despesa de
depreciação para o ano de 2013:
Custo de aquisição R$ 1.000.000
(−) Depreciação acumulada R$ 350.000
(−) Perda por impairment R$ 250.000
Nesta mesma data (31/12/2013), a empresa vendeu este imóvel por R$ 650.000 à vista. O resultado obtido
com a venda foi:
a) prejuízo de R$ 350.000.
b) igual a zero.
c) prejuízo de R$ 100.000.
d) lucro de R$ 250.000.
e) lucro de R$ 50.000.
24. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) O auditor externo da empresa Cabos S.A. identificou que
a empresa construiu nova unidade e utilizou cabos de energia produzidos em sua linha de produção.
Para confirmar o registro adequado do custo do ativo imobilizado, a auditoria deve certificar-se de que
o custo corresponde ao custo do produto
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25. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS/SP /2013) A Cia. Metais adquiriu, em 30/06/2011, uma mina de
minério de ferro por R$ (mil) 270.000,00. A estimativa inicial era de que seriam extraídas 270.000
toneladas desse minério. Durante 2011, foram extraídas 50.000 toneladas. No início de 2012, os
técnicos encontraram um novo veio de minério e reestimaram que ainda existiam 250.000 toneladas
para serem extraídas. Durante 2012, foram extraídas mais 20.000 toneladas. Com base nestas
informações, o valor da despesa de exaustão referente aos anos de 2011 e 2012 foram,
respectivamente, em milhares de reais,
A) 45.000 e 18.000
B) 50000 e 17600
C) 50.000 e 21.600
D) 45.000 e 21.600
E) 50.000 e 18.000
26. FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) Em 01/02/2013, a empresa Ativa S.A. adquiriu uma
máquina, no valor de R$ 2.000.000,00, diretamente do fornecedor. Pagou 10% do valor à vista e o
restante será pago em 10 parcelas anuais de R$ 180.000,00, sendo a primeira a ser paga em
01/02/2014. A taxa de juros cobrada pelo credor foi de 13% ao ano. A seguir, a demonstração do valor
presente das parcelas:
Parcelas Valor em R$ Valor Presente das Parcelas em R$ Diferença em R$
1 180.000,00 159.292,04 20.707,96
2 180.000,00 140.966,40 39.033,60
3 180.000,00 124.749,03 55.250,97
4 180.000,00 110.397,37 69.602,63
5 180.000,00 97.696,79 82.303,21
6 180.000,00 86.457,33 93.542,67
7 180.000,00 76.510,92 103.489,08
8 180.000,00 67.708,78 112.291,22
9 180.000,00 59.919,27 120.080,73
10 180.000,00 53.025,90 126.974,10
Totais 1.800.000,00 976.723,83 823.276,17
Lançamento contábil que deveria ter sido feito pela empresa Ativa S.A., em 01/02/2013, em R$:
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A)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Despesa com Juros 823.276,17
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
B)
Débito Crédito
Imobilizado 2.200.000,00
Juros a Apropriar 200.000,00
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
C)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Juros a Apropriar 823.276,17
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
D)
Débito Crédito
Imobilizado 2.000.000,00
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
E)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Fornecedores 976.723,83
Caixa 200.000,00
27. (FCC/Auditor Fiscal/ISS SP/2012) No reconhecimento inicial, não compõe o custo de um item do ativo
imobilizado os
(A) custos de preparação do local de instalação.
(B) custos com a promoção de produtos gerados por tal ativo.
(C) impostos não recuperáveis sobre a compra.
(D) custos de fretes e manuseio.
(E) custos de montagem.
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(C) destinado ao negócio da empresa, ter vida útil superior a um ano e não gerar benefícios econômicos
futuros.
(D) de propriedade da empresa, não ter substância econômica e poder gerar benefícios econômicos futuros.
(E) tangível, ter vida útil inferior a um ano e poder ou não gerar benefícios econômicos futuros.
30. (FCC/Auditor Fiscal/ICMS RO/2010) Uma empresa adquiriu uma máquina, em 01/01/X1, pelo valor de
R$ 240.000,00 para utilização em suas operações. A vida útil econômica, estimada pela empresa, para
esta máquina foi de 6 anos, sendo que a empresa esperava vendê-la por R$ 60.000,00 ao final deste
prazo. No entanto, no início do segundo ano de uso, a empresa reavaliou que a vida útil remanescente
da máquina era de três anos e o valor estimado de venda ao final do período era R$ 45.000,00.
A empresa utiliza o método das quotas constantes e, ao final de X1, não houve ajuste no valor do ativo pelo
teste de recuperabilidade. Sendo assim, os valores das despesas de depreciação nos anos X1 e X2, em relação
a essa máquina, foram, respectivamente, e em reais:
A) 30.000,00 e 55.000,00
B) 30.000,00 e 65.000,00
C) 40.000,00 e 40.000,00
D) 40.000,00 e 70.000,00
E) 45.000,00 e 50.000,00
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GABARITO
1 D 11 D 21 A
2 A 12 A 22 D
3 D 13 B 23 B
4 B 14 D 24 A
5 C 15 E 25 B
6 B 16 D 26 C
7 A 17 B 27 B
8 B 18 C 28 B
9 B 19 C 29 D
10 D 20 E 30 A
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2. (FGV/CGE-SC/Auditor do Estado/2023) Uma sociedade empresária deu início a obras para expansão de
seu escritório. Estima-se que a obra tenha dois anos de duração, com início em 02/01/X0 e término em
31/12/X1. Para a obra, foram adquiridos R$40.000 em material de construção. Assinale a opção que
indica a contabilização do material de construção no balanço patrimonial da sociedade empresária.
(A) R$40.000 em ativo circulante.
(B) R$40.000 em ativo realizável a longo prazo.
(C) R$40.000 em investimentos.
(D) R$40.000 em ativo imobilizado.
(E) R$20.000 em ativo circulante e R$20.000 em ativo realizável a longo prazo.
4. (FGV/TRT13/Analista Contábil/2022) Uma sociedade empresária tinha como atividade fim a prestação
de serviços de educação. Ela possuía um prédio de 10 andares, que funcionava do seguinte modo:
Andares 1 a 5: prestação de serviços
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10. (FGV/MPE GO/Analista Contábil/2022) Uma sociedade empresária possuía um imóvel que alugava a
outra pessoa jurídica. Nesse imóvel funcionava uma escola. A sociedade empresária prestava serviços de
apoio à escola, sendo responsável pela administração, definição do material didático, orientação
pedagógica e alimentação.
Assinale a opção que indica a contabilização do imóvel no balanço patrimonial da sociedade empresária,
considerando as características da negociação.
a) Ativo circulante.
b) Ativo realizável a longo prazo.
c) Propriedade para investimento.
d) Ativo Imobilizado.
e) Patrimônio Líquido.
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(B) R$ 170.000
(C) R$ 173.333
(D) R$ 180.000
(E) R$ 200.000
Texto 2
A Cia. Beta adquiriu um veículo em 01/01/2016 pelo valor de R$ 60.000,00. A Cia. Beta pretende usar o
veículo por 5 anos e aliená-lo após esse período por 20% do valor de aquisição, que representa o valor
residual.
13. (FGV/PC-RN/Agente/2021) O lançamento contábil da depreciação desse veículo (texto 2) deve ser feito
a partir das seguintes contas:
(A) D – Ajustes patrimoniais
C – Veículos
(B) D – Depreciação acumulada
C – Despesa com depreciação
(C) D – Despesa com depreciação
C – Depreciação acumulada
(D) D – Despesa com depreciação
C – Veículos
(E) D – Veículos
C – Ajustes patrimoniais
14. (FGV/PC-RN/Agente/2021) Ao final do primeiro ano de uso, o valor contábil do veículo adquirido pela
Cia. Beta (texto 2) representa:
(A) R$ 50.400,00;
(B) R$ 48.000,00;
(C) R$ 38.400,00;
(D) R$ 12.000,00;
(E) R$ 9.600,00.
15. (FGV/IMBEL/Supervisor Contábil/2021) Em 01/03/X0, uma empresa adquiriu computadores para utilizar
em seu negócio, por R$ 60.000. A empresa esperava utilizar os computadores durante cinco anos e doá-
los a seus colaboradores. Em 31/12/X1, a empresa refez sua estimativa, pretendendo utilizar os
computadores até 31/12/X3 e, depois, vendê-los por R$ 8.000.
Assinale a opção que indica o valor contábil dos computadores, evidenciado no Balanço Patrimonial da
empresa, em 31/12/X2.
(A) R$ 15.000
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(B) R$ 20.000
(C) R$ 22.000
(D) R$ 23.000
(E) R$ 26.000
16. (FGV/DPE-RJ/Contabilidade/2019) Uma entidade adquiriu um equipamento para uso em suas atividades
de prestação de serviços pelo valor de R$ 740.000,00. Adicionalmente, a entidade incorreu nos seguintes
gastos relacionados ao equipamento adquirido:
Abertura de nova instalação R$ 15.000,00
Despesas administrativas e outros gastos indiretos R$ 5.000,00
Frete e manuseio (para recebimento e instalação) R$ 20.000,00
Honorários e profissionais R$ 10.000,00
Instalação e montagem R$ 9.000,00
Preparação do local R$ 12.000,00
Testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente R$ 7. 500,00
Transferência das atividades para novo local R$ 6.500,00
Considerando tais informações, o valor que deve ser adicionado ao custo de aquisição para fins de
reconhecimento inicial do ativo, por se referir a custos diretamente atribuíveis, é:
(A) R$ 58.500,00;
(B) R$ 62.500,00;
(C) R$ 63.500,00;
(D) R$ 73.500,00;
(E) R$ 80.000,00
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18. (FGV/SEFIN RO/Auditor Fiscal de Tributos Estaduais/2018) Uma sociedade empresária precisava comprar
computadores para seus funcionários, de modo a expandir seus negócios. Para isso, ela contratou um
especialista para indicar qual seria o melhor modelo. Por esse serviço pagou R$ 2.000.
Após definido o modelo, ela comprou os computadores, cujo preço era R$ 200.000. Como a compra era
grande, conseguiu um desconto de 10% sobre o valor.
O frete para receber os computadores foi de R$ 1.000. Além disso, para receber os computadores em
segurança, contratou um seguro no valor de R$ 500.
Quando os computadores chegaram à sociedade empresária, ela gastou R$ 10.000, com um programa
antivírus anual, e, R$ 12.000, com os programas básicos essenciais para o funcionamento. Além disso,
ofereceu um treinamento para seus funcionários, que custou R$ 5.000.
Depois de concluído o treinamento, a sociedade empresária ofereceu uma festa para promover a expansão,
na qual gastou R$ 20.000. Além disso, gastou R$ 14.000 em publicidade, com base na compra dos novos
computadores.
A partir das informações acima, assinale a opção que indica o acréscimo no ativo da empresa com a compra
dos computadores.
a) R$ 181.000.
b) R$ 193.500.
c) R$ 198.500.
d) R$ 208.500.
e) R$ 210.500.
19. (FGV/SEFIN-RO/Técnico Tributário/2018) Em 31/12/2014, a Cia. XYZ comprou um veículo para ser
utilizado por um de seus diretores, por R$ 60.000. Na data, a sociedade empresária pagou o seguro anual,
no valor de R$ 36.000, e mais R$ 2.000, para instalar o ar condicionado no veículo.
A sociedade empresária esperava que o veículo fosse utilizado por quatro anos e depois vendido por R$
20.000. A legislação permite a depreciação do carro à taxa de 20% ao ano.
Em 31/12/2015, a sociedade empresária passou por uma reestruturação e foi definido que o veículo passaria
a ser utilizado por outro diretor. Ela estima que o veículo seja utilizado por mais dois anos e não seja
aproveitado depois disso.
Assinale a opção que indica, em 31/12/2016, o valor do veículo no Ativo Imobilizado do Balanço Patrimonial
da Cia. XYZ.
a) R$ 25.000.
b) R$ 25.750.
c) R$ 26.800.
d) R$ 39.250.
e) R$ 41.000.
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20. (FGV/CM Salvador/Analista Legislativo Municipal/2018) Dentro do contexto da gestão patrimonial das
empresas, os bens corpóreos destinados à manutenção das atividades de uma companhia ou exercidos
com essa finalidade são classificados como:
a) ativo contábil;
b) ativo imobilizado;
c) bens intangíveis;
d) despesa operacional;
e) despesa permanente.
21. (FGV/MPE AL/Contador/2018) Uma entidade adquiriu móveis planejados para sua sala de reuniões. Os
móveis custaram R$ 6.000 e o frete de R$ 200 foi pago pelo fornecedor. Além disso, a instalação dos
móveis teve um custo de R$ 600. Na ocasião, estimou- se que a remoção dos móveis no final do contrato
de locação do imóvel será de R$ 900.
Em relação aos móveis adquiridos, assinale a opção que indica o valor a ser contabilizado no Ativo
Imobilizado da entidade.
a) R$ 6.000,00
b) R$ 6.200,00.
c) R$ 6.600,00.
d) R$ 7.500,00.
e) R$ 7.700,00.
22. (FGV/Analista/IBGE/2017) Certa entidade adquiriu um equipamento para ser utilizado no serviço de
diagnóstico por imagem em 01/06/2013 e o equipamento começou a ser utilizado no mês de julho
daquele ano. O equipamento só realiza um número limitado de procedimentos, por isso foi definido que
sua depreciação seria pelo método das unidades produzidas. O custo de aquisição do equipamento foi
de $ 490.000,00. O valor residual foi estimado em $ 10.000,00. O equipamento foi concebido para
produzir um número máximo de 30.000 unidades. A entidade pretende usar o equipamento por seis
anos.
Nos primeiros anos, as quantidades de procedimentos realizados foram as seguintes:
2013: 2.100 unidades
2014: 4.500 unidades
2015: 4.800 unidades
Ao final do exercício de 2015, o valor da depreciação acumulada no equipamento era:
a) 182.400,00;
b) 186.200,00;
c) 200.000,00;
d) 204.166,67;
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e) 216.000,00.
23. (FGV/Analista/IBGE/2017) Se o método de depreciação utilizado fosse o das cotas constantes, o valor
contábil líquido do equipamento após dois anos de uso seria:
a) 330.000,00;
b) 326.666,67;
c) 320.000,00;
d) 316.666,67;
e) 303.800,00.
==bb8d==
24. (FGV/Analista Contábil/DPE RO/2015) Um grupo de ativo imobilizado tinha como critério de depreciação
o número de unidades produzidas. Sua produção variava entre 950 e 1050 unidades por mês. Após perder
um cliente, a produção reduziu para 700 unidades ao mês.
Entretanto a depreciação continuou considerando uma produção de 950 unidades por 14 meses, o que
ocasionou uma distorção expressiva do valor líquido contábil.
Nessa situação, a empresa deve adotar o seguinte procedimento:
(A) estornar a diferença imediatamente, creditando a conta de resultados acumulados;
(B) suspender o reconhecimento da depreciação desse ativo para que o valor líquido contábil retrate a
situação econômica do bem;
(C) alterar o critério de depreciação para o método de quotas constantes;
(D) manter o nível histórico de depreciação, conforme estabelece o princípio do conservadorismo;
(E) manter a despesa de depreciação, levando em conta a possibilidade de retomada dos níveis anteriores.
25. (FGV/DPE RJ/Técnico superior – Ciências Contábeis/2014) A empresa Gatunos SA adquiriu um elevador
por R$ 12.000,00, com vida útil estimada de 10 anos. Para atender às exigências de segurança
estabelecidas pela empresa, o elevador, apesar de recebido em 31 de março de 2014, só entrará em
operação quando a equipe de TI da Gatunos SA concluir o projeto de um sistema capaz de reconhecer as
intenções do usuário do elevador. Uma peculiaridade exigida para a finalização do software, e sua efetiva
entrada em operação, é que ele seja capaz de alertar os diretores da empresa na eventualidade de um
cão da raça Rottweiller entrar no elevador. Nesse caso, o software, além de avisar os diretores, deve ser
capaz de desativar a movimentação do elevador, retendo-o no 13º andar.
O contrato de trabalho com a equipe de TI, que conta com 10 engenheiros formados no M.I.T., vai até 31 de
março de 2016, mas não há garantias de que poderá concluí-lo, sequer cogita-se entregá-lo parcialmente.
Apesar disso, a empresa gastou em abril de 2014 o total de R$ 1.000.000,00 com o salário da equipe, além
de outros R$ 1.000.000,00 com a parte física (câmera, infravermelho e fios de ouro, por ser um ótimo
condutor) para elaboração do software. A empresa tem expectativa de que, se concluído, o projeto poderá
ser vendido para uma das gigantes de tecnologia por R$ 100.000.000,00 e, inclusive, afirma que já possui
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compradores interessados. Em relação aos fatos aqui narrados, as demonstrações contábeis da Gatunos
referentes ao dia 30 de abril de 2014, devem apresentar ao menos
(A) i) depreciação acumulada do elevador, no montante de R$ 100,00; ii) ativo intangível em elaboração,
totalizando R$ 2.000.000,00.
(B) i) ativo imobilizado em andamento – elevador, no montante de R$ 12.000,00; ii) despesa com salários da
equipe de TI, no montante de R$ 1.000.000,00.
(C) i) ativo intangível em elaboração, totalizando R$ 1.000.000,00; ii) despesa com salários da equipe de TI,
no montante de R$ 1.000.000,00.
(D) i) ativo imobilizado em andamento – elevador, no montante de R$ 12.000,00; ii) depreciação acumulada
do elevador, no montante de R$ 100,00.
(E) i) material de consumo (câmera, infravermelho e fios de ouro), totalizando R$ 1.000.000,00; ii) despesa
com salários da equipe de TI, no montante de R$ 1.000.000,00
26. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Recife/2014) Uma entidade adquiriu, em 31/12/2012, dois prédios no Recife.
O prédio A foi adquirido por R$ 1.000.000,00. Fica localizado ao lado da sede da entidade e é mantido para
futura valorização. Enquanto isso não acontece, ela utiliza o prédio para suas atividades, alocando uma parte
de seu pessoal nele.
O prédio B foi adquirido por R$ 500.000,00 para valorização de capital, não sendo utilizado no momento.
Na data da compra, a entidade pretendia utilizar os prédios durante 40 anos e não considerava valor residual.
Em 31/12/2013, ela avaliou o valor justo de seus prédios a fim de começar a aplicá-los, quando permitido
por lei. Ela constatou que o prédio A tinha valor justo de R$ 1.000.000,00, e o prédio B, de R$ 480.000,00.
Com base nas informações acima, os valores contábeis do prédio A e do prédio B, no balanço patrimonial da
entidade, em 31/12/2013, eram, respectivamente, de:
a) R$ 1.000.000,00 e R$ 500.000,00.
b) R$ 1.000.000,00 e R$ 480.000,00.
c) R$ 975.000,00 e R$ 500.000,00.
d) R$ 975.000,00 e R$ 470.500,00.
e) R$ 975.000,00 e R$ 480.000,00.
27. (FGV/Auditor Tributário Municipal/ISS Recife/2014) Uma entidade comprou, em 01/07/2011, numerosas
máquinas para utilizar em seu negócio, no valor de R$ 40.000,00. O frete da entrega foi de R$ 400,00,
pagos pelo fornecedor. Adicionalmente, a entidade incorreu em R$ 800,00 para instalar as máquinas, R$
500,00 para desmontar as máquinas que já estavam na fábrica e R$ 200,00 para um caminhão levar as
máquinas antigas até um depósito.
Além disso, uma vez que as máquinas eram novas no mercado, a entidade contratou um especialista para
orientar e treinar os funcionários sobre tal uso durante o primeiro mês de funcionamento. Os honorários
foram de R$ 2.000,00.
Na data da compra, a entidade pretendia utilizar as máquinas por cinco anos e, depois desses anos, doá-las.
É estimado que o valor da remoção das máquinas seja de R$ 1.400,00.
O valor contábil das máquinas em 31/12/2013 era de
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a) R$ 16.880,00.
b) R$ 21.100,00.
c) R$ 21.450,00.
d) R$ 22.100,00.
e) R$ 22.450,00
28. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2014) Em 01/01/2011, uma entidade adquiriu móveis para seu
escritório no valor de R$ 50.000,00. Os móveis têm vida útil estimada em seis anos e, ao final do sexto
ano, a entidade pretende doá-los. Na data, são estimados gastos de R$ 2.000,00 (a valor presente) com
a remoção. O frete para a entrega dos móveis é de R$ 500,00, e os custos de montagem, de R$ 400,00.
No entanto, no momento em que a entrega foi feita, o funcionário da loja arranhou a parede, e a entidade
incorreu em gastos de R$ 1.000,00 para pintá-la novamente. Como pedido de desculpas, o funcionário
não cobrou pela montagem dos móveis. O valor contábil dos móveis, em 31/12/2013, era de:
(A) R$ 25.250,00.
(B) R$ 26.250,00.
(C) R$ 26.950,00.
(D) R$ 26.450,00.
(E) R$ 23.750,00.
29. (FGV/DPE RJ/Técnico superior/Ciências Contábeis/2014) A Companhia Lentidão S.A. adquiriu uma
máquina para fabricação de meias para vender junto com os tênis que a empresa já vende. A máquina
foi entregue na sede da empresa no dia 05/05/X1. No dia 12/05/X1 a máquina foi instalada e ficou pronta
para ser utilizada. Como demorou para chegar a matéria-prima, a máquina só foi utilizada pela primeira
vez em 20/05/X1.
A produção na capacidade máxima só ocorreu a partir do dia 01/06/X1. As vendas ficaram acima do
esperado. Então a administração da empresa, no dia 14/07/X1, decidiu terceirizar a produção e desativar a
máquina. A produção do último lote de meias ocorreu no dia 30/07/X1, porém a máquina permaneceu
instalada para atender pedidos adicionais até o dia 15/08/X1, quando a administração decidiu que o melhor
negócio seria vender a máquina.
A máquina permaneceu na empresa até o dia 20/11/X1, quando finalmente foi vendida e a propriedade foi
repassada para outra empresa.
Considerando os fatos acima e que a empresa utiliza o critério de período de tempo para estimar a vida útil
de seus imobilizados, a data inicial e a data final em que a empresa depreciou o ativo, respectivamente, são
(A) 05/05/X1 e 14/07/X1
(B) 05/05/X1 e 30/07/X1
(C) 12/05/X1 e 15/08/X1
(D) 20/05/X1 e 20/11/X1
(E) 01/06/X1 e 20/11/X1
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GABARITO
1 A 16 A
2 D 17 D
3 D 18 B
4 D 19 B
5 E 20 B
6 A 21 D
7 C 22 A
8 A 23 A
9 D 24 B
10 D 25 B
11 E 26 E
12 D 27 B
13 C 28 B
14 A 29 C
15 D 30 B
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