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Imobilizado: Conceitos e Custo Contábil

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Aula 07

Concursos da Área Fiscal - Curso Básico


de Contabilidade de Geral e Avançada -
2023 (Profs Julio Cardozo e Luciano
Rosa)

Autor:
Luciano Rosa, Júlio Cardozo

02 de Março de 2023
Luciano Rosa, Júlio Cardozo
Aula 07

Índice
1) Conceito de Imobilizado Segundo a Lei 6.404/76 e CPC 27
..............................................................................................................................................................................................3

2) Custo de Um Ativo Imobilizado


..............................................................................................................................................................................................5

3) Gastos de Capital x Gastos do Período


..............................................................................................................................................................................................
12

4) Divisão do Imobilizado - Bens e Operação e Imobilizado em Andamento


..............................................................................................................................................................................................
14

5) Deemed Cost um caso particular


..............................................................................................................................................................................................
19

6) Depreciação
..............................................................................................................................................................................................
21

7) Alteração da Vida Útil do Imobilizado


..............................................................................................................................................................................................
29

8) Método da Reavaliação
..............................................................................................................................................................................................
32

9) Redução ao Valor Recuperável de Ativos


..............................................................................................................................................................................................
34

10) Valor Residual - Valor Contábil


..............................................................................................................................................................................................
48

11) Reparo e Conservação de Bens e Substituição de Peças


..............................................................................................................................................................................................
52

12) Amortização
..............................................................................................................................................................................................
53

13) Exaustão
..............................................................................................................................................................................................
60

14) Questão Comentadas - Imobilizado - FCC


..............................................................................................................................................................................................
67

15) Questão Comentadas - Imobilizado - FGV


..............................................................................................................................................................................................
100

16) Lista de Questões - Imobilizado - FCC


..............................................................................................................................................................................................
133

17) Lista de Questões - Imobilizado - FGV


..............................................................................................................................................................................................
146

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CONCEITO DE IMOBILIZADO SEGUNDO A LEI 6.404/76


E CPC 27
O ativo imobilizado tem definição básica em duas normas: lei 6.404/76 e o CPC 27 – Ativo
Imobilizado.

Segundo a Lei 6.404/76:

Art. 178. No balanço, as contas serão classificadas segundo os elementos do


patrimônio que registrem, e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a
análise da situação financeira da companhia.

§ 1º No ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de


liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos:

II – ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo,


investimentos, imobilizado e intangível. (Incluído pela Lei nº 11.941, de 2009)

Ainda, continua...

Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos


destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou
exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que
transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens;
(Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

Agora, a definição do CPC 27:

Ativo imobilizado é o item tangível que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou


serviços, para aluguel a outros, ou para fins administrativos; e

(b) se espera utilizar por mais de um período.

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Mercadorias
Mantido para uso na
produção ou
fornecimento
Prestação de serviços
Mantido para aluguel a
Item tangível outros (quando aluguel
não é o fim)
Ativo Imobilizado
Mantido para fins
administrativos

Espera-se utilizar por


mais de 1 período
==bb8d==

Assim, classificam-se no imobilizado os direitos que tenham por objeto bens corpóreos
destinados à manutenção das atividades da companhia como, por exemplo, os terrenos,
edificações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos. Os bens incorpóreos
passam a ficar no intangível. Regra: Classificação dos direitos de bens corpóreos destinados
à manutenção das atividades da empresa

Sobre o trecho destacado da questão: “Os direitos que tenham por objeto bens corpóreos
destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa, ou exercidos com
essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os
benefícios, riscos e controle desses bens, devem ser classificados no grupo de contas (...)”

Trata-se esta última parte de bens que não são de propriedade da empresa juridicamente,
como os bens objetos de arrendamento (leases).

O leasing, basicamente, pode ser de dois tipos: operacional e financeiro. Com a revisão 14
do CPC 06 – vigente a partir de 2019 – houve mudança na contabilização do arrendamento
operacional. Os arrendamentos continuam sendo divididos em arrendamentos financeiros e
operacionais. Mas, para o arrendatário, mudou drasticamente a contabilização do
arrendamento operacional. Vejam essas definições:

Arrendatário é a entidade que obtém o direito de usar o ativo subjacente por


um período de tempo em troca de contraprestação.

Arrendador é a entidade que fornece o direito de usar o ativo subjacente por


um período de tempo em troca de contraprestação.

Agora, no arrendamento operacional, o arrendatário reconhece (contabiliza) o ativo, e passa


a contabilizar a despesa de depreciação do bem arrendado e despesa financeira do contrato.

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CUSTO DE UM ATIVO IMOBILIZADO

Reconhecimento Inicial

Conforme a lei 6404/76:

Critérios de avaliação do ativo

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes


critérios:

V - Os direitos classificados no imobilizado, pelo custo de aquisição, deduzido do


saldo da respectiva conta de depreciação, amortização ou exaustão;

Avaliação Inicial Custo

Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo. Mas não é somente
aquilo que foi pago pelo bem, mas devemos incluir todos os custos necessários para colocá-lo em
condições de uso.

Conforme o Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado:

16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:

(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não


recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e
abatimentos;

(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e


condição necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida
pela administração;

(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de


restauração do local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a
obrigação em que a entidade incorre quando o item é adquirido ou como
consequência de usá-lo durante determinado período para finalidades diferentes
da produção de estoque durante esse período.

Ainda, continua...

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17. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:

(a) custos de benefícios aos empregados (tal como definidos no Pronunciamento


Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados) decorrentes diretamente da
construção ou aquisição de item do ativo imobilizado;

(b) custos de preparação do local;

(c) custos de frete e de manuseio (para recebimento e instalação);

(d) custos de instalação e montagem;

(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente, após
dedução das receitas líquidas provenientes da venda de qualquer item produzido
==bb8d==

enquanto se coloca o ativo nesse local e condição (tais como amostras produzidas
quando se testa o equipamento); e

(f) honorários profissionais.

19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:

(a) custos de abertura de nova instalação;

(b) custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço (incluindo


propaganda e atividades promocionais);

(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria
de clientes (incluindo custos de treinamento); e

(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

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O reconhecimento dos custos no valor contábil de um item do ativo imobilizado cessa quando o
item está no local e nas condições operacionais pretendidas pela administração.

Por exemplo: a empresa ACME S/A faz a importação de um forno industrial da China para a
utilização na produção. Todos os gastos necessários para que o forno esteja nas condições de uso
determinadas pela administração são contabilizados como custo do ativo e não como despesas.
Depois que o “forninho” estiver lá, no local determinado pela administração e em condições de
uso, o que vier de gasto, como regra será uma despesa.

Portanto, os custos incorridos no uso ou na transferência ou reinstalação de um item não são


incluídos no seu valor contábil, mas lançados como despesas, como, por exemplo, os seguintes
custos:

(a) custos incorridos durante o período em que o ativo capaz de operar nas condições operacionais
pretendidas pela administração não é utilizado ou está sendo operado a uma capacidade inferior
à sua capacidade total;

(b) prejuízos operacionais iniciais, tais como os incorridos enquanto a demanda pelos produtos do
ativo é estabelecida; e

(c) custos de realocação ou reorganização de parte ou de todas as operações da entidade.

Algumas operações realizadas em conexão com a construção ou o desenvolvimento de um item


do ativo imobilizado não são necessárias para deixá-lo no local e nas condições operacionais
pretendidas pela administração.

Essas atividades eventuais podem ocorrer antes ou durante as atividades de construção ou


desenvolvimento. Por exemplo, o local de construção pode ser usado como estacionamento e
gerar receitas, até que a construção se inicie.

Como essas atividades não são necessárias para que o ativo fique em condições de funcionar no
local e nas condições operacionais pretendidas pela administração, as receitas e as despesas
relacionadas devem ser reconhecidas no resultado e incluídas nas respectivas classificações de
receita e despesa.

O item c fala “a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração
do local (sítio) no qual este está localizado”. O que é isso?

Imagine que a Petrobrás, através de um contrato de arrendamento financeiro, assuma uma


plataforma de petróleo. Esse bem será registrado no Ativo Imobilizado e, além dos custos de
instalação, o contrato prevê que a desmontagem e remoção da plataforma ocorrerão daqui a 10
anos e serão de responsabilidade da Petrobrás.

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Esses gastos devem ser incorporados ao custo da plataforma. Eles devem ser trazidos a valor
presente, isto é, ao seu valor atual. Vamos treinar?

(Contador/FPMA/2019) Em setembro/X1 uma empresa industrial adquiriu uma máquina para


utilização em sua linha de produção, à vista, por $ 20.000. Os gastos com frete e montagem da
máquina, incorridos e pagos pela empresa ao final de setembro/X1, foram de $ 4.000. A estimativa
inicial dos gastos com desmontagem da máquina após o fim de sua vida útil é de $ 2.000. A vida
útil da máquina foi estipulada em 10 anos, com valor residual de 10% do preço de aquisição.
Com base nessas informações, assinale a alternativa com os lançamentos contábeis corretos
efetuados pela empresa em setembro/X1 em relação à aquisição dessa máquina.
a) Débito: Imobilizado, $ 26.000; Crédito: Caixa e equivalentes de caixa, $ 26.000.
b) Débito: Imobilizado, $ 24.000; Crédito: Contas a Pagar, $ 6.000; Crédito: Caixa e equivalentes
de caixa, $ 18.000.
c) Débito: Imobilizado, $ 20.000; Débito: Despesas com montagem e desmontagem de
máquinas, $ 6.000; Crédito: Caixa e equivalentes de caixa, $ 26.000.
d) Débito: Imobilizado, $ 18.000; Débito: Despesa de depreciação residual, $ 2.000; Débito:
Despesa com montagem e desmontagem de máquina, $ 6.000; Crédito: Caixa e equivalentes de
caixa, $ 24.000; Crédito: Contas a pagar, $ 2.000.
e) Débito: Imobilizado, $ 26.000; Crédito: Provisão para futura desmontagem de máquina, $
2.000; Crédito: Caixa e equivalentes de caixa, $ 24.000.
Comentários:
Dos gastos apresentados, devem ser incluídos no custo do Imobilizado, conforme prevê o CPC
27:
Preço de aquisição $ 20.000.
Frete e montagem $ 4.000
Gastos com desmontagem $ 2.000.
Total $ 26.000
Assim sendo, o custo do Imobilizado será de 26.000. Agora, o pagamento do preço de aquisição
e o frete e montagem serão creditados do caixa da empresa. E sobre a estimativa de gasto com
desmontagem? Essa estimativa representa para a empresa, uma obrigação, um passivo de
desativação. Nesse caso, a empresa deve constituir uma provisão, que é um tipo particular de
passivo, com essa estimativa de gasto. A contabilização fica assim:
Débito: Imobilizado, $ 26.000;
Crédito: Provisão para futura desmontagem de máquina, $ 2.000;
Crédito: Caixa e equivalentes de caixa, $ 24.000.
O gabarito é, portanto, letra e.

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(Câmara Municipal de Ituporanga/Contador/2019) Pela definição do CPC 27, um item do ativo


imobilizado que seja classificado para reconhecimento como ativo deve ser mensurado pelo seu
custo. Nesse contexto, analise as seguintes assertivas:
I. O custo de um item do ativo imobilizado compreende seu preço de aquisição, acrescido de
impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os
descontos comerciais e abatimentos.
II. Custos de transferência das atividades para o novo local ou para nova categoria de clientes e
custos de abertura de nova instalação são considerados custos diretamente atribuíveis.
III. O custo de um item do imobilizado compreende quaisquer custos diretamente atribuíveis para
colocar o ativo no local e condição necessários para que ele seja capaz de funcionar da forma
pretendida pela administração.
Quais estão INCORRETAS?
a) Apenas I.
b) Apenas II.
c) Apenas III.
d) Apenas I e II.
e) Apenas II e III.
Comentários:
Como dissemos, o custo do imobilizado inclui:

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)


Inclui Não inclui
Preço de aquisição + Imposto Importação+
Descontos comerciais e abatimentos
Impostos não recuperáveis
Preparação do local Custos de abertura de nova instalação

Frete e manuseio por conta do comprador Frete por conta do vendedor

Instalação e montagem Propaganda e atividades promocionais

Testes Custos de treinamento


Honorários profissionais (engenheiros, arquitetos,
Transferência posterior (novo local)
por exemplo)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor
Custos administrativos
presente)
Custo de remoção (futuro, traz a valor presente) Outros custos indiretos

Outros custos diretamente atribuíveis Remoção, desmontagem de máquinas antigas

Vamos para a questão...


I. O custo de um item do ativo imobilizado compreende seu preço de aquisição, acrescido de
impostos de importação e impostos não recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os
descontos comerciais e abatimentos. Item correto, como prevê o CPC 27.

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II. Custos de transferência das atividades para o novo local ou para nova categoria de clientes e
custos de abertura de nova instalação são considerados custos diretamente atribuíveis. Errado,
esses gastos não são diretamente atribuíveis ao Imobilizado.
III. O custo de um item do imobilizado compreende quaisquer custos diretamente atribuíveis para
colocar o ativo no local e condição necessários para que ele seja capaz de funcionar da forma
pretendida pela administração. Item correto, previsto no CPC 27.
O gabarito é letra b.

Mensuração Subsequente

Assim como os outros ativos, o ativo imobilizado pode mudar de valor. Ele pode se desgastar,
pode sofrer perda no seu valor de mercado ou perder também o valor que se espera em relação
à capacidade de gerar produtos.

Portanto, depois de integrado, ele fica sujeito à depreciação, amortização e exaustão e ao teste
de recuperabilidade.

No momento oportuno você verá que Teste de Recuperabilidade é uma metodologia para estimar
os benefícios econômicos esperados de um ativo.

A previsão para estes institutos encontra-se na Lei 6.404 do seguinte modo:

Art. 183. § 2º A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e


intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei
nº 11.941, de 2009)

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por
objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da
natureza ou obsolescência;

b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na


aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros
com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de
utilização por prazo legal ou contratualmente limitado;

c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração,


de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados
nessa exploração.

§ 3o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação


dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que sejam:
(Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

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I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de


interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando
comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação
desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638, de 2007)

II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil


econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização.
(Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

Então, vamos esquematizar?

Avaliação do imobilizado: Custo - depreciação/amortização/exaustão - red. val. rec.


Diminuição: Perda do valor aplicado:
Por desgaste
Por uso
Depreciação Por ação da natureza
Por obsolescência
Por aquisição de direitos de propriedade industrial ou comercial com
existência ou exercício de duração limitada
Amortização Por aquisição de direitos cujo objeto sejam bens de utilização por prazo
legal ou contratualmente limitado
Exaustão Recursos minerais ou florestais ou bens aplicados nessa exploração.

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GASTOS DE CAPITAL X GASTOS DO PERÍODO


Conforme o livro “Contabilidade Societária”, da equipe de professores da USP, os gastos
subsequentes, isto é, aqueles que ocorrem depois que o imobilizado está nas condições
determinadas pela administração, podem ser de duas espécies:

Gastos de capital: são os que irão beneficiar mais de um exercício social e devem ser adicionados
ao valor do ativo imobilizado, desde que atendam às condições de reconhecimento de um ativo.

Exemplo: custo de aquisição do bem, custo de instalação e montagem etc.

Gastos do período (despesas): são os que devem ser agregados às contas de despesas do período,
pois só beneficiam um exercício e são necessários para manter o imobilizado em condições de
==bb8d==

operar, não lhe aumentando o valor. Não é provável que esses gastos tenham o potencial de gerar
benefícios econômicos futuros para a entidade. Logo, não podem ser reconhecidos como ativo,
mas sim como despesa.

Exemplo: manutenção e reparos etc.

Vejamos o CPC 27 – Ativo Imobilizado:

12. Segundo o princípio de reconhecimento do item 7, a entidade não reconhece


no valor contábil de um item do ativo imobilizado os custos da manutenção
periódica do item. Pelo contrário, esses custos são reconhecidos no resultado
quando incorridos. Os custos da manutenção periódica são principalmente os
custos de mão-de-obra e de produtos consumíveis, e podem incluir o custo de
pequenas peças. A finalidade desses gastos é muitas vezes descrita como sendo
para “reparo e manutenção” de item do ativo imobilizado.

13. Partes de alguns itens do ativo imobilizado podem requerer substituição em


intervalos regulares. Por exemplo, um forno pode requerer novo revestimento
após um número específico de horas de uso; ou o interior dos aviões, como bancos
e equipamentos internos, pode exigir substituição diversas vezes durante a vida
da estrutura. Itens do ativo imobilizado também podem ser adquiridos para
efetuar substituição recorrente menos frequente, tal como a substituição das
paredes interiores de edifício, ou para efetuar substituição não recorrente.
Segundo o princípio de reconhecimento do item 7, a entidade reconhece no valor
contábil de um item do ativo imobilizado o custo da peça reposta desse item
quando o custo é incorrido se os critérios de reconhecimento forem atendidos. O
valor contábil das peças que são substituídas é baixado de acordo com as
disposições de baixa deste Pronunciamento (ver itens 67 a 72).

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14. Uma condição para continuar a operar um item do ativo imobilizado (por
exemplo, uma aeronave) pode ser a realização regular de inspeções importantes
em busca de falhas, independentemente das peças desse item serem ou não
substituídas. Quando cada inspeção importante for efetuada, o seu custo é
reconhecido no valor contábil do item do ativo imobilizado como uma substituição
se os critérios de reconhecimento forem satisfeitos. Qualquer valor contábil
remanescente do custo da inspeção anterior (distinta das peças físicas) é baixado.
Isso ocorre independentemente do custo da inspeção anterior ter sido identificado
na transação em que o item foi adquirido ou construído. Se necessário, o custo
estimado de futura inspeção semelhante pode ser usado como indicador de qual
é o custo do componente de inspeção existente, quando o item foi adquirido ou
construído.

Tome nota! Os gastos subsequentes podem ser divididos em manutenção periódica (que vai para
despesa) e as paradas programadas (que são gastos de capital e são ativadas, isto é, o valor gasto
é contabilizado no custo do ativo, e passa a ser depreciado).

Esquematizemos:

Manutenção Só beneficiam um
Gastos do período Despesa na DRE
periódica exercício social

Beneficiam mais de
Paradas programadas Gastos de capital Ativo Imobilizado
um exercício social

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DIVISÃO DO IMOBILIZADO
De acordo com o Manual de Contabilidade Societária, o ativo imobilizado pode ser dividido
basicamente em dois grandes grupos:

- Bens em operação: Aqueles que estão sendo utilizados pela sociedade em suas atividades fins.

- Imobilizados em andamento: Aqueles que ainda não estão operando.

Além da segregação do imobilizado entre bens em operação e imobilizado em andamento, outros


critérios podem ser adotados, como, por exemplo, a separação por área geográfica, segmento
econômico, função ou departamento, necessidades internas e de terceiros, exigências fiscais.

CONTEÚDO DAS CONTAS DO IMOBILIZADO


Várias são as contas registradas no ativo imobilizado. Vejamos agora as principais:

Terrenos

Registra os terrenos realmente utilizados nas operações. É, por exemplo, onde se encontra a
fábrica, estoques, filiais, lojas. Se o terreno for destinado à atividade fim, mas ainda não estiver
pronto, será classificado como imobilizado em andamento.

Se, outro modo, o terreno não estiver sendo utilizado na atividade fim da empresa, deverá ir para
o ativo não circulante investimentos. Por exemplo: a empresa adquiriu um terreno em uma região,
mais afastada da cidade, porém ainda não definiu a destinação para ele. Nesse caso, a classificação
é no Ativo Não Circulante Investimentos – Propriedade para Investimentos.

Atenção! Professores, e no caso de uma indústria, temos a fábrica que executa a atividade fim,
correto? E temos, muitas vezes, o escritório administrativo, separado da fábrica, que executa
"atividades meio". Como fica a classificação nesta hipótese?

Ora, as atividades fim não são apenas as atividades de fabricação. Inclui administração,
contabilidade, compras, vendas e outras. A fábrica compra um prédio para usar como escritório.
Fica no imobilizado.

Se o mesmo prédio for usado para alugar a terceiros e auferir renda, fica em investimento. Não é
mais usado nas atividades fim.

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Máquinas, Aparelhos E Equipamentos

Envolve o conjunto de bens corpóreos desta natureza utilizado no processo de produção da


empresa.

Equipamentos De Processamento Eletrônico De Dados –


Hardware - E Sistemas Aplicativos - Software

Os hardwares adquiridos pela empresa ficam registrados à conta do ativo imobilizado. Por sua
vez, para a classificação dos softwares poder classificados no ativo intangível ou no imobilizado.
Vamos aprender a diferenciar?
==bb8d==

Segundo o item 4, CPC 04 – Ativo Intangível:

Alguns ativos intangíveis podem estar contidos em elementos que possuem


substância física, como um disco (como no caso de software), documentação
jurídica (no caso de licença ou patente) ou em um filme. Para saber se um ativo
que contém elementos intangíveis e tangíveis deve ser tratado como ativo
imobilizado de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado
ou como ativo intangível, nos termos do presente Pronunciamento, a entidade
avalia qual elemento é mais significativo. Por exemplo, um software de uma
máquina-ferramenta controlada por computador que não funciona sem esse
software específico é parte integrante do referido equipamento, devendo ser
tratado como ativo imobilizado. O mesmo se aplica ao sistema operacional de um
computador. Quando o software não é parte integrante do respectivo hardware,
ele deve ser tratado como ativo intangível.

Portanto, se o software é indispensável para o funcionamento do equipamento, é parte integrante


dele, assim sendo, é classificado como Imobilizado, como por exemplo, o sistema operacional do
computador. Agora, um software instalado no computador para jogos, não é um elemento
integrante dele, assim sendo, representa um Ativo Intangível.

Resumidamente:

É elemento
integrante do Imobilizado
Imobilizado?
Softwares
Não é elemento
integrante do Ativo Intangível
Imobilizado?

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Móveis E Utensílios

Representa, por exemplo, mesas, cadeiras, arquivos, estantes, entre outros móveis que estejam
sendo utilizados nas atividades fins da empresa.

Veículos

Registram-se nessa conta veículos sob controle da empresa. Todavia, o FIPECAFI defende que se
os veículos forem utilizados diretamente na produção, tal como empilhadeira, escavadeira, etc,
poderão ser agrupados na conta equipamentos.

Peças E Conjuntos De Reposição

Peças e conjuntos de reposição são aqueles que se destinam à substituição de outras em


máquinas, equipamentos etc.

Imobilizado Biológico

São os animais, plantas vivas, mantidos para produção, que se esperem utilizar por mais de um
período social. Exemplo: gados reprodutores, gados produtores de leite, plantação de café.

Benfeitorias Em Imóveis De Terceiros

Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao proprietário do imóvel ao final
do contrato de locação, são classificadas no ativo imobilizado.

Se as benfeitorias em imóveis de terceiros forem em contrato de locação por prazo indeterminado,


ou se o prazo do contrato for maior que a vida útil da benfeitoria, devemos depreciar estas
benfeitorias.

Caso o contrato tenha duração determinada e menor que a vida útil da benfeitoria, esta será
amortizada pelo prazo do contrato.

Exemplo: Benfeitoria em imóveis de terceiros:

1º caso: Prazo indeterminado.

• Vida útil: 8 anos.


• Contrato por prazo indeterminado.
• Deprecia a benfeitoria em 8 anos.

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2º caso: Prazo determinado e contrato > Vida útil.

• Vida útil: 8 anos.


• Contrato por prazo determinado, de 10 anos.
• Deprecia a benfeitoria em 8 anos.

3º caso: Prazo determinado e contrato < Vida útil.

• Vida útil: 8 anos.


• Contrato por prazo determinado, de 5 anos.
• Amortiza a benfeitoria em 5 anos.

Ou seja, se o desgaste da benfeitoria puder ser reconhecido pelo prazo de vida útil, seja porque
o contrato é por prazo indeterminado, seja porque o prazo do contrato é maior que a vida útil da
benfeitoria, será depreciação. Se o desgaste da benfeitoria tiver que ser abreviado, porque o
prazo do contrato é menor que a vida útil da benfeitoria, será amortização. Vejamos um esquema:

Critério de
Contrato
avaliação

Depreciação
Prazo indeterminado
(Vida útil)

Benfeitorias em Prazo determinado e Depreciação


imóveis de Contrato maior que
Vida útil (Vida útil)
terceiros

Prazo determinado e
Amortização
Contrato menor que
(Contrato)
Vida útil

Agora, duas questões:

(Analista/UFSM/2014) Benfeitorias em imóveis de terceiros devem ser reconhecidas como


a) Ativo circulante – Estoque
b) Passivo circulante – Obrigações diversas
c) Ativo não circulante – Imobilizado.
d) Ativo não circulante – Investimentos permanentes.

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e) Ativo não circulante – Intangível.


Comentários:
Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao proprietário do imóvel ao final
do contrato de locação, são classificadas no ativo imobilizado. Ou seja, essa benfeitoria fica para
o proprietário. O gabarito é letra c.
(Assistente/Contabilidade/INMETRO/2015) Para instalação de sua nova fábrica, uma empresa
realiza uma série de benfeitorias em um imóvel alugado pelo período de dois anos, cujo contrato
prevê a restituição do valor gasto ao final da vigência. O contador deverá registrar esse gasto
como “benfeitorias em imóveis de terceiros”, no Ativo. Assim, essa conta deverá ser classificada
no grupo:
a) Intangível.
b) Circulante.
c) Imobilizado.
d) Investimentos.
e) Realizável a longo prazo.
Comentários:
Benfeitorias em imóveis de terceiros, cujo valor será revertido ao proprietário do imóvel ao final
do contrato de locação, são classificadas no ativo imobilizado.
Nesta hipótese, vai haver restituição do valor gasto ao final da vigência. Ou seja, o inquilino vai
receber de volta esse valor pago. Portanto, é um direito realizável em longo prazo para ele, a
classificação será no ativo não circulante – realizável a longo prazo. Se fosse em menos de um ano,
a classificação seria no ativo circulante. Fiquem de olho nesta hipótese! O gabarito é letra e.

IMOBILIZADOS EM ANDAMENTO
Além das contas listadas acima, classificam-se no imobilizado: construções em andamento, bens
em uso na fase de implantação, importações em andamento de bens.

Ainda, uma pegadinha que pode aparecer em provas é a conta adiantamento a fornecedores de
imobilizado, classificada no ativo imobilizado, que registra todos os adiantamentos a fornecedores
por conta de fornecimento sob encomenda de bens do ativo imobilizado

Esquematizemos:

Adiantamento a Fornecedores
Ativo Imobilizado
do Imobilizado

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CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO DO ATIVO IMOBILIZADO


Dissemos que o ativo imobilizado é classificado pelo custo de aquisição, subtraído da depreciação,
amortização, exaustão, e/ou, ainda, ajuste por redução ao valor recuperável.

Ativo Imobilizado
Custo de aquisição
(-) Depreciação, amortização, exaustão
(-) Ajuste ao valor recuperável

Deemed Cost um caso particular

Pessoal, de acordo com o que prevê a Interpretação Técnica ICPC 10, temos um caso bem
particular, no qual seria possível adotar o valor justo como custo atribuído (deemed cost) para
ajustar eventuais saldos subavaliados ou superavaliados para ativos imobilizados.

Quando da adoção inicial dos Pronunciamentos Contábeis, o que para a maioria das empresas
ocorreu no ano de 2010, poderia ser observado que alguns ativos poderiam gerar mais ou menos
benefícios econômicos do que pelos quais estavam registrados na Contabilidade.

Por exemplo: um forno industrial possui valor contábil de R$ 100.000, mas fazendo uma estimativa
no momento da adoção inicial dos Pronunciamentos Contábeis, poderíamos observar que o valor
justo desse bem seria de R$ 250.000.

Somente nesse caso particular poderíamos adotar o valor de R$ 250.000 como custo atribuído ao
imobilizado e essa diferença, 250.000 – 100.000 = 150.000, seria lançada diretamente no
Patrimônio Líquido da entidade, sem afetar o seu resultado, em uma conta de Ajuste de Avaliação
Patrimonial.

Vejamos a contabilização:

D – Ativo Imobilizado R$ 150.000


C – Ajuste de Avaliação Patrimonial (PL) R$ 150.000

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(Auditor Fiscal Tributário Municipal/Campinas/2019) Uma sociedade, ao optar pela sua adesão às
atuais Normas Brasileiras de Contabilidade por meio da adequação de seus relatórios financeiros
àquelas normas, utilizou a prerrogativa, prevista em vários atos emitidos pelo Comitê de
Pronunciamento Contábeis (CPC), a apresentar os valores do seu imobilizado pelo seu custo
atribuído (deemed cost). A diferença positiva entre este último e o valor registrado na escrituração
da sociedade deverá ter contrapartida credora na conta de
a) Ajustes de Avaliação Patrimonial.
b) Reservas de Reavaliação.
==bb8d==

c) Receitas de avaliação a valor justo.


d) Ganhos decorrentes da aplicação do teste de recuperabilidade do valor dos ativos.
e) Reservas de Lucros.
Comentários:
Conforme apresentamos, o nosso gabarito é a letra “A”, essa conta, Ajuste de Avaliação
Patrimonial, irá receber a contrapartida dos aumentos e diminuições do chamado custo atribuído
dos ativos.

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DEPRECIAÇÃO
A depreciação assim está prevista na Lei 6.404/76:

Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e


intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei
nº 11.941, de 2009)

a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por
objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da
natureza ou obsolescência;

Encargos De Depreciação x Depreciação Acumulada!

Pessoal, é muito importante que tenhamos em mente a diferença entre encargos de depreciação
e depreciação acumulada.

Por exemplo, móvel adquirido em 01.01.X1, por R$ 1.000,00 que deprecia 10% ao ano, e não
esperamos obter nenhum valor pela sua venda, ao final desse período, ou seja, sem valor residual.

Qual o encargo de depreciação e qual a depreciação acumulada no encerramento do exercício


em 31.12.X2? Bom, nesta hipótese, a depreciação anual é de R$ 100,00 (10% de 1.000,00).

O encargo de depreciação representa a conta do exercício, refere-se à depreciação deste


período, conta esta que é zerada no encerramento do exercício social. Portanto, no exercício de
X2 será R$ 100,00. É uma conta de despesa, fica no resultado do exercício.

A depreciação acumulada, por sua vez, é uma conta retificadora do ativo. Como o próprio nome
sugere, ela computa a soma da depreciação acumulada durante toda a vida útil do bem. Esta
conta só é baixada, zerada, com o fim da vida útil do bem, e sua baixa ou alienação. Então, a
depreciação acumulada em 31.12.X2 será 200,00 (100,00 de X1 + 100,00 de X2).

Esquematizemos:

Encargo de
Despesa no período Zera todo ano
depreciação

Depreciação Considera todos os


Retificadora do ativo
Acumulada períodos somandos

Agora, vamos falar um pouco sobre os métodos de depreciação.

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Início Da Depreciação

A depreciação se inicia quando o ativo está pronto para uso. Então, em regra, o mês de aquisição
vai entrar no cálculo. Você deve procurar, nas questões, a data em que o ativo está pronto para
ser utilizado.

O mais correto tecnicamente é adotar a data em que o ativo está pronto para uso. Por exemplo,
se estiver pronto no dia 20, deprecia a partir desta data. Porém, para facilitar os cálculos, em
provas, pode aparecer da seguinte maneira:

- Se o imobilizado está pronto para uso até o dia 15: deprecia o mês todo.
- Se o imobilizado está pronto para uso após o dia 15: deprecia a partir do mês seguinte.

Como saber? Somente testando os números.

Métodos De Depreciação

Há vários métodos para se calcular a depreciação. Apresentaremos, a seguir, os principais


abordados em prova. Os mais usados são:

- Método da linha reta ou linear ou método das quotas constantes:

Disparadamente o método mais cobrado em provas!

Este é o método tradicional e o mais recorrente em provas. Dividimos o valor depreciável pelo
tempo de vida útil estimada. Se nada disser a questão sobre um método específico, devemos
utilizar o da linha reta.

Exemplo: Máquina com vida útil de 10 anos e valor depreciável de 100.000.

Depreciação anual = $ 100.000 / 10 anos = $ 10.000/ano.

Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?

1) Pegue o valor de aquisição.


2) Encontre o valor residual. Se não falar nada, é igual a zero.
3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e encontraremos o chamado valor
depreciável.
4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente).
5) Divida o valor depreciável pela vida útil
6) Você encontrará o valor da depreciação.

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Atenção! Se a questão der no enunciado uma vida útil e disser o prazo que é aceito
pelo fisco, utilize o prazo contábil ou também a “melhor estimativa contábil”. É
este que vale, já que a legislação fiscal, segundo a Lei 6.404/76, não pode interferir
nos dispositivos da legislação contábil!

- Método da Soma dos Dígitos ou Método de Cole ou Método das Quotas


Decrescentes

Através deste método, somamos os dígitos da vida útil e dividimos cada algarismo pela soma.

Por exemplo: Se temos em nossa empresa uma máquina cuja vida útil é de 5 anos, tomaremos os
seguintes procedimentos:

Somamos: 5 + 4 + 3 + 2 + 1 = 15.

Depreciação: Ano 1 = 5 / 15; Ano 2 = 4/15; Ano 3 = 3/15; Ano 4 = 2/15 e Ano 5 = 1/15.

Mas por que, professor?! Por que isso?

Há uma justificativa técnica para tal método: a de que a despesa de depreciação menor nos últimos
anos é compensada pelo aumento das despesas de manutenção. Por esse motivo, segundo o
Manual de Contabilidade, apresenta “custos globais mais uniformes”. Além disso, o declínio do
valor do ativo é mais acentuado nos primeiros anos. Você já deve ter ouvido falar que só tirar o
veículo 0km da concessionária já perdemos 20%, não é mesmo?

Vejam que a despesa de depreciação será decrescente. Começará maior e terminará menor.

Supondo um bem cujo valor depreciável é R$ 90.000,00.

Ano 1: 5/15 x 90.000 = 30.000,00


Ano 2: 4/15 x 90.000 = 24.000,00
Ano 3: 3/15 x 90.000 = 18.000,00
Ano 4: 2/15 x 90.000 = 12.000,00
Ano 5: 1/5 x 90.000 = 6.000,00
Total da depreciação = 90.000,00

Atenção, alunos! Já apareceu em prova uma questão em que a depreciação era


calculada de acordo com o “Método de Cole crescente”, neste caso a depreciação
do ano 1 é 1/15, do ano 2 é 2/15, e assim por diante. Nunca vimos registro desse
tipo de questão por outra banca, mas fiquemos de olho

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- Método De Unidades Produzidas

Por este método, estima-se a quantidade total de unidades que será produzida. A depreciação é
feita dividindo-se o total efetivamente produzido pela capacidade total de produção.

Por exemplo, uma máquina custou 100.000 e com capacidade de produção total, ao longo de
toda a sua vida útil, de 1.000.000 de unidades. No ano de X1, foram produzidas 80.000 unidades.

Portanto, a depreciação em X1 será:

(80.000 / 1.000.000) = 0,08 ou 8%.


Valor da depreciação em X1: $100.000 x 8% = $ 8.000,00.

Por último, resta o método das horas trabalhadas...

- Método das Horas de Trabalho

É feito de forma semelhante ao método explicado anteriormente. Inicialmente, estima-se o total


de horas que determinado ativo vai trabalhar, ao longo de sua vida útil. E a depreciação é calculada
dividindo-se as horas efetivamente trabalhadas pelo total de horas.

Exemplo: Máquina com vida útil de 50.000 horas. Trabalhou 4.500 horas em X1.

Depreciação anual: 4.500 / 50.000 = 0,09 ou 9%.

Estimativa Contábil Versus Critério Fiscal

Contabilmente, a depreciação deve ser calculada conforme a melhor estimativa técnica disponível.

Exemplificando. Se a Empresa ALFA adquire dois veículos idênticos e estima que um terá vida útil
de 10 anos e o outro terá vida útil de 7 anos, deve depreciá-los conforme esta estimativa.

Ocorre que a Receita Federal aceita apenas determinados prazos para cálculo da depreciação. As
diferenças deveriam ser ajustadas, para efeito de Imposto de Renda. Com isso, as empresas
passaram a usar o critério fiscal. Porém, contabilmente, deve ser usada a melhor estimativa técnica,
ainda que diferente do critério fiscal.

Para concursos, devemos usar o que informa a questão. Se não mencionar vida útil, usamos o que
o fisco determina:

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Caso a questão seja silente! Depreciação: Taxas permitidas pelo fisco para efeito
de IR:

- Veículos: 5 anos ou 20% ao ano

- Máquinas e equipamentos: 10 anos ou 10% ao ano

- Móveis e utensílios: 10 anos ou 10 % ao ano

- Imóveis: 25 anos ou 4 % ao ano.

- Tratores: 4 anos ou 25%.

Depreciação De Bens Usados

No caso de aquisição de bens usados, há uma regra diferente da utilizada para bens novos. O
Regulamento do IR prescreve que a depreciação seja calculada pelo maior prazo entre:

1) Pelo tempo de vida útil restante;

2) Pela metade da vida útil do bem novo.

Maior prazo Vida útil restante


Depreciação de bens
usados
Metade da vida útil do
bem novo

Regulamento do IR (Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018):

Depreciação de bens usados

Art. 322. A taxa anual de depreciação de bens adquiridos usados será fixada tendo
em vista o maior dos seguintes prazos:

I - a metade da vida útil admissível para o bem adquirido novo; ou

II - o restante da vida útil, considerada esta em relação à primeira instalação para


utilização do bem.

Expliquemos! Se adquirimos duas máquinas usadas, a primeira com 1 ano de vida e a segunda
com 6 anos.

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• Máquina 1:

Vida útil restante: 10 anos – 1 ano = 9 anos


Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos

Devemos usar o maior dos dois prazos, portanto a máquina será depreciada em 9 anos, o que
resultará um menor valor de depreciação.

• Máquina 2:

Vida útil restante: 10 anos – 6 anos = 4 anos


Metade da vida útil do bem novo: 10 anos/2 = 5 anos
==bb8d==

Neste caso, a máquina será depreciada em 5 anos.

Depreciação Acelerada

Para o caso em que os ativos sejam utilizados em dois ou mais turnos de 8 horas de trabalho, o
Fisco admite que a depreciação seja acelerada:

Utilização da depreciação acelerada


1 turno de 8 horas: fator 1,0
2 turnos de 8 horas: fator 1,5
3 turnos de 8 horas: fator 2,00

Depreciação No Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado

Falemos agora sobre as novidades contábeis trazidas com o CPC 27, que trata sobre o ativo
imobilizado. De acordo com o texto do pronunciamento CPC 27:

43. Cada componente de um item do ativo imobilizado com custo significativo em


relação ao custo total do item deve ser depreciado separadamente.

44. A entidade deve alocar o valor inicialmente reconhecido de item do ativo


imobilizado aos componentes significativos desse item e deve depreciá-los
separadamente. Por exemplo, pode ser adequado depreciar separadamente a
estrutura e os motores de aeronave. De forma similar, se o arrendador adquire o
ativo imobilizado que esteja sujeito a arrendamento operacional, pode ser
adequado depreciar separadamente os montantes relativos ao custo daquele item
que sejam atribuíveis a condições do contrato de arrendamento favoráveis ou
desfavoráveis em relação a condições de mercado.

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45. Um componente significativo de um item do ativo imobilizado pode ter a vida


útil e o método de depreciação que sejam os mesmos que a vida útil e o método
de depreciação de outro componente significativo do mesmo item. Esses
componentes podem ser agrupados no cálculo da despesa de depreciação.

46. Conforme a entidade deprecia separadamente alguns componentes de um


item do ativo imobilizado, também deprecia separadamente o remanescente do
item. Esse remanescente consiste em componentes de um item que não são
individualmente significativos. Se a entidade possui expectativas diferentes para
essas partes, técnicas de aproximação podem ser necessárias para depreciar o
remanescente de forma que represente fidedignamente o padrão de consumo
e/ou a vida útil desses componentes.

47. A entidade pode escolher depreciar separadamente os componentes de um


item que não tenham custo significativo em relação ao custo total do item.

Normalmente, as diversas partes e itens que compõe um ativo são depreciados conjuntamente.
Todavia, de acordo com o pronunciamento, um item do ativo imobilizado com custo significativo
em relação ao custo total do item deve ser depreciado separadamente.

Assim, a empresa pode, por exemplo, como disse o próprio CPC, depreciar uma aeronave em 12
anos e depreciar os motores da aeronave em 5 anos.

Explique-se melhor este ponto, através do exemplo a seguir, do livro que escrevemos –
Contabilidade Avançada Facilitada para Concursos, pela Editora Método.

Vamos falar do caso de uma grande revisão (também chamada de paradas programadas). Assim,
o tratamento contábil atual é o seguinte: a empresa efetua a revisão e capitaliza o valor no ativo.
Por exemplo, a troca do motor de um avião. Aí, dá baixa no valor remanescente do motor antigo
e deprecia o novo motor, pela melhor estimativa técnica.

Por exemplo: Uma empresa compra uma aeronave pelo valor total de $ 1.200.000. O custo do
motor (já incluído nesse total) é de $200.000. O motor tem vida útil de 5 anos, e o restante do
conjunto do avião tem vida útil de 10 anos, sem valor residual.

A depreciação anual fica assim:

Motor: 200.000 / 5 anos = 40.000 por ano


Avião (sem o motor): 1.000.000 / 10 anos = 100.000

Contabilização da depreciação:

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D – Despesa de depreciação (resultado) 140.000


C – Depreciação acumulada – Motor 40.000
C – Depreciação acumulada – avião 100.000

No quinto ano, ao efetuar a troca do motor, a empresa dá baixa contabilmente no motor antigo
e capitaliza (contabiliza como custo do ativo) o novo motor.

Situação do Imobilizado ao final do quinto ano:

Motor 200.000
Depreciação acumulada (200.000)
Aeronave 1.000.000
Depreciação acumulada (500.000)

Baixa do motor antigo:

D – Depreciação acumulada 200.000


C – Motor 200.000

Capitalização do novo motor (ao custo, digamos, de 280.000)

D – Motor (ativo) 280.000


C – Caixa ou bancos 280.000

A partir do sexto ano, a empresa passa a depreciar o novo motor.

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ALTERAÇÃO DA VIDA ÚTIL DO IMOBILIZADO


Nos termos do CPC 27:

50. O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao


longo da sua vida útil estimada.

51. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de
cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a
mudança deve ser contabilizada como mudança de estimativa contábil, segundo
o Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa
e Retificação de Erro.

Antes da edição do CPC 27, o valor residual e a vida útil eram definidos (geralmente, as empresas
usavam o critério fiscal) e não mais se alteravam, durante a vida útil do ativo.

Porém, com as mudanças, o valor residual e a vida útil de um ativo devem ser revisados pelo
menos ao final de cada ano. Se houver diferença, deve ser realizada e tratada como mudança de
estimativa contábil, como prevê o artigo 51 do CPC 27.

A vida útil e valor residual agora podem aumentar e diminuir.

A mudança na depreciação deve ser considerada mudança de estimativa contábil, isto implica
produzir efeitos prospectivos – no ano corrente e nos anos futuros. Não deve ser feita nenhuma
alteração nos valores já contabilizados como depreciação.

(Esp. Regulação/ARTESP/2017) A empresa Metais Pesados S.A. adquiriu, em 31/12/2014, um


imobilizado por R$ 50.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada da máquina, na data de
aquisição, foi 10 anos e o valor residual estimado foi R$ 5.000,00.
Em 31/12/2015, a empresa reavaliou a vida útil e determinou que a vida útil econômica
remanescente da máquina era 5 anos e o valor residual era R$ 8.000,00.
Com base nestas informações e sabendo que a empresa utiliza o critério de quotas constantes
para cálculo da depreciação, o valor da depreciação acumulada evidenciado no Balanço
Patrimonial da empresa, em 31/12/2016, foi, em reais,
(A) 11.000,00.

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(B) 12.000,00.
(C) 16.800,00.
(D) 9.000,00.
(E) 14.000,00
Comentários:
Nesse tipo de questão é fundamental que possamos organizar bem as datas informadas, pois nos
ajudarão a calcular a depreciação acumulada dos ativos.
Antes da reavaliação, o valor da depreciação anual do bem era:
50.000-5.000
Depreciação Anual= =R$ 4.500,00
10
Portanto, em 31.12.2015, após um ano da aquisição dos bens, a depreciação acumulada era de
==bb8d==

R$ 4.500,00 e valor contábil líquido de 50.000 - 4.500= 45.500.


Após a reavaliação, o valor da depreciação anual também foi alterado:
45.500-8.000
Depreciação Anual= =R$ 7.500
5
Diante do exposto, em 31.12.2016, a depreciação acumulada do ativo era de 4500+7500=R$
12.000.
O gabarito é letra b.
(Contabilidade/TRE/PR/2017) No dia 02/01/2013 uma empresa adquiriu um equipamento de
produção pelo valor de R$ 30.000.000,00 e efetuou o pagamento à vista. A vida útil definida pela
empresa para o equipamento foi 12 anos e a vida útil para fins fiscais é 10 anos. A despesa de
depreciação é calculada em função do tempo decorrido e no início do prazo de utilização a
empresa estimou o valor residual para venda do equipamento no final da vida útil em R$
3.000.000,00. No início do ano de 2016 foi identificado que o valor residual no final da vida útil
estimada originalmente pela empresa foi reduzido para R$ 2.550.000,00, em decorrência de
mudanças no mercado secundário para este tipo de equipamento. O valor contábil que deveria
ser evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2016 para este equipamento era, em reais,
(A) 19.200.000,00.
(B) 20.000.000,00.
(C) 18.000.000,00.
(D) 20.950.000,00.
(E) 21.000.000,00.
Comentários:
O que interessa, para fins de depreciação, é a estimativa contábil. A estimativa fiscal é utilizada
para cálculo de imposto de renda e afins.

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Valor depreciável:
Valor de aquisição 30.000.000
(-) Valor residual (3.000.000)
Valor depreciável 27.000.000
Então,
Depreciação anual = 27.000.000/12 = 2.250.000/ano
Depreciação até 2016 (Depreciou em 2013, 2014 e 2015) = 2.250.000,00 x 3 = 6.750.000,00
Lembre-se de que ao menos no final do exercício, há necessidade de revisar a vida útil e o valor
residual. Como a questão não falou nada sobre a vida útil, pressupomos que ela continua a mesma.
Valor contábil em 01.01.2016:
Valor de aquisição 30.000.000
(-) Depreciação acumulada (6.750.000)
Valor contábil 23.250.000
Novo valor depreciável:
Valor já depreciado 23.250.000
(-) Valor residual (2.550.000)
Valor depreciável 20.700.000
Como já depreciou pelo período de 3 anos, ainda restam 9 anos. Assim:
Depreciação anual = 20.700.000/9 = 2.300.000/ano
Portanto, depreciando mais um ano.
Valor contábil em 31.12.2016:
Valor já depreciado 23.250.000
(-) Depreciação em 2016 2.300.000,00
Valor contábil 20.950.000,00
O gabarito é letra d.

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MÉTODO DA REAVALIAÇÃO
Existem dois métodos distintos para a mensuração do ativo imobilizado trazidos pelo CPC 27,
Método de Custo e Método de Reavaliação, a saber:

Método de Custo: Posteriormente ao reconhecimento inicial o ativo imobilizado deve ser


apresentado ao custo, menos a depreciação acumulada e a perda por recuperabilidade (se
houver)..

Método de reavaliação: Após o reconhecimento, se permitido legalmente, um ativo imobilizado


pode ser apresentado pelo seu valor reavaliado, correspondente ao valor justo na data da
reavaliação.

Apesar do CPC 27 trazer as duas definições, ressaltamos que a contabilização pela reavaliação não
é permitida mais no Brasil, mas precisamos saber o que as normas internacionais nos apresentam
sobre isso, pois cai em provas.

O CPC 27 afirma que se o método de reavaliação for permitido por lei e um item do ativo
imobilizado for reavaliado, toda a classe do ativo imobilizado à qual pertence esse ativo deve ser
reavaliado.

Classe de ativo imobilizado é um agrupamento de ativos de natureza e uso semelhantes nas


operações da entidade. São exemplos de classes individuais:

(a) terrenos;
(b) terrenos e edifícios;
(c) máquinas;
(d) navios;
(e) aviões;
(f) veículos a motor;

Como é contabilizada essa reavaliação? De acordo com o CPC 27, se o valor contábil de ativo
imobilizado aumentar em virtude de reavaliação, esse aumento deve ser creditado diretamente à
conta própria de outros resultados abrangentes no patrimônio líquido. A exceção seria uma a
reversão de uma reavaliação anterior, que diminuiu o valor do ativo e foi lançada no resultado.

Exemplo: o valor contábil de um imobilizado é de R$ 100.000 e fora efetuada uma reavaliação


para R$ 120.000.

Contabilização

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D – Ativo Imobilizado R$ 20.000


C – Reserva de Reavaliação – Patrimônio Líquido R$ 20.000

Essa é a regra, mas poderia ser lançado no resultado se fosse uma reversão:

D – Ativo Imobilizado R$ 20.000


C – Receitas - Reversão de ajuste de reavaliação R$ 20.000

Mas se houver diminuição do valor contábil, a regra seria lançar diretamente no resultado, a não
ser que exista saldo anterior de Reserva de Reavaliação para “consumir”. Nesse caso, o
lançamento seria diretamente no PL.

Vamos analisar um exemplo: o valor contábil de um imobilizado é de R$ 100.000 e fora efetuada


==bb8d==

uma reavaliação para R$ 90.000

Contabilização

D – Despesa com ajuste a valor de mercado (diferença em virtude de reavaliação) R$ 10.000


C – Ativo Imobilizado R$ 10.000

Porém, se houver saldo de Reservas já contabilizados, vamos “consumi-la” antes:

D – Reserva de Reavaliação – Patrimônio Líquido R$ 10.000


C – Ativo Intangível R$ 10.000
Esquematizando, temos:

Direto no PL -
Reserva de
Aumento do Reavaliação
Ativo Exceção:
Reversão:
Método da Receita
Reavaliação
Despesa - Regra
Diminuição do
Ativo Exceção: Direto
no PL - Reserva
de Reavaliação

Conforme ocorre a realização dos ativos, seja pela depreciação ou pela baixa, o saldo da reserva
de realização é transferido para lucros acumulados.

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REDUÇÃO AO VALOR RECUPERÁVEL DE ATIVOS


Nenhum ativo pode estar registrado na Contabilidade por valores que superem os benefícios
econômicos que esperamos dele, seja pela sua venda ou pelo seu uso. Existe uma metodologia
própria para analisarmos a chamada “recuperabilidade de ativos”.

Trata-se de um tema importantíssimo para provas.

O teste de recuperabilidade (ou impairment test), para ativos imobilizados e intangíveis, foi uma
novidade trazida pela Lei 11.638/2007, que alterou a Lei 6.404/76.

Segundo este diploma legal:

Art. 183. No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes


critérios:

§ 3o A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação


dos valores registrados no imobilizado e no intangível, a fim de que
sejam: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de 2009)

I – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de


interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando
comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação
desse valor; ou (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

II – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil


econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e
amortização. (Incluído pela Lei nº 11.638,de 2007)

Portanto, o artigo 183, parágrafo terceiro, prega que há necessidade de se analisar a capacidade
de recuperação de valores registrados no imobilizado e no intangível.

Em síntese, é requisito para o reconhecimento de um ativo que ele traga benefícios econômicos
futuros. Quando os benefícios econômicos futuros que esse ativo vai trazer são menores do que
o valor pelo qual ele está registrado na contabilidade, devemos, então, fazer a redução do valor
(isso ficará claro a seguir).

Portanto, segundo a Lei 6.404/76:

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Recuperação Registra Quando Adicionalmente

Houver interrupção
Revisa a vida útil
do empreendimento
Imobilizados e Perda do valor do
intangíveis capital aplicado Os ativos não
puderem produzir Ajusta depreciação,
resultados suficientes amortização,
para recuperar o exaustão
valor

Destacamos que a Lei 6404/76 fala do teste de recuperabilidade somente para Intangíveis e
Imobilizados, mas o “conceito geral de recuperabilidade” é aplicado a todos os ativos, sem
exceção.

Segundo o CPC 01 – Pronunciamento Técnico destinado estritamente e este assunto:

1. O objetivo deste Pronunciamento Técnico é estabelecer procedimentos que a


entidade deve aplicar para assegurar que seus ativos estejam registrados
contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação. Um ativo
está registrado contabilmente por valor que excede seu valor de recuperação se
o seu valor contábil exceder o montante a ser recuperado pelo uso ou pela venda
do ativo. Se esse for o caso, o ativo é caracterizado como sujeito ao
reconhecimento de perdas, e o Pronunciamento Técnico requer que a entidade
reconheça um ajuste para perdas por desvalorização. O Pronunciamento Técnico
também especifica quando a entidade deve reverter um ajuste para perdas por
desvalorização e estabelece as divulgações requeridas.

O teste de recuperabilidade tem como finalidade principal apresentar o valor real pelo qual um
ativo pode ser realizado. Essa realização poderá ser feita tanto pela venda do bem, quanto pela
sua utilização nas atividades da entidade. Vejam que a norma fala em: assegurar que seus ativos
estejam registrados contabilmente por valor que não exceda seus valores de recuperação. Vejam:

Valor Contábil
Valor de Venda
Valor em uso

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Dissemos que o ativo não pode ficar registrado por valores superiores ao de recuperação. A
recuperação dos valores de um ativo pode se dar se nós decidirmos vender esse ativo ou então
se produzirmos mercadorias, por exemplo, e vendermos. Então, é só comparar o valor contábil
com o maior desses valores (esse será o chamado valor recuperável). Vejamos um esquema:

Perda por recuperabilidade

Valor Contábil
Valor de Venda
Valor em uso

Valor Recuperável

Dissemos que o teste de recuperabilidade, que está previsto no CPC 01. Porém, há ativos aos
quais, por disposição expressa do próprio CPC, não se submetem ao CPC 01, mas possuem
metodologias próprias. Vamos dar uma olhada?

Alcance

Este Pronunciamento Técnico deve ser aplicado na contabilização de ajuste para


perdas por desvalorização de todos os ativos, exceto:

(a) estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16(R1) – Estoques);

(b) ativos de contrato e ativos resultantes de custos para obter ou cumprir


contratos que devem ser reconhecidos de acordo com o CPC 47 – Receita de
Contrato com Cliente (Alterada pela Revisão CPC 12);

(Alterada pela Revisão CPC 12) (c) ativos fiscais diferidos (ver Pronunciamento
Técnico CPC 32 – Tributos sobre o Lucro);

(d) ativos advindos de planos de benefícios a empregados (ver Pronunciamento


Técnico CPC 33 – Benefícios a Empregados);

(e) ativos financeiros que estejam dentro do alcance dos Pronunciamentos


Técnicos do CPC que disciplinam instrumentos financeiros;

(f) propriedade para investimento que seja mensurada ao valor justo (ver
Pronunciamento Técnico CPC 28 – Propriedade para Investimento);

(g) ativos biológicos relacionados à atividade agrícola dentro do alcance do


Pronunciamento Técnico CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola que sejam
mensurados ao valor justo líquido de despesas de vender; (Alterada pela Revisão
CPC 08)

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(h) custos de aquisição diferidos e ativos intangíveis advindos de direitos


contratuais de companhia de seguros contidos em contrato de seguro dentro do
alcance do Pronunciamento Técnico CPC 11 – Contratos de Seguro; e

(i) ativos não circulantes (ou grupos de ativos disponíveis para venda) classificados
como mantidos para venda em consonância com o Pronunciamento Técnico CPC
31 – Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada.

Por favor, pessoal, não quer dizer que esses ativos não estão sujeitos ao conceito geral de
recuperabilidade ou impairment, mas a METODOLOGIA PREVISTA NO CPC 01 não se aplica a
eles. :

CPC 01 - Não se aplica a


Propriedade
Ativos não
Receita de para Ativos
Ativos fiscais Benefícios a Contratos de circulantes
Estoques contrato com investimento biológicos ao
diferidos empregados seguro mantido para
cliente mensurada ao valor justo
venda
valor justo

Definições Importantes sobre Teste de Recuperabilidade

Valor recuperável de um ativo ou de uma unidade geradora de caixa é o maior (repita-se: maior)
valor entre o valor justo líquido de venda de um ativo e seu valor em uso.

Inicialmente faremos alguns cálculos e análises para achar o valor líquido de venda de um ativo e,
também, o seu valor em uso. Após, o maior, dentre esses dois valores, será utilizado como valor
recuperável.

Esquematizemos:

Valor justo líquido de


Maior
despesa de venda
Valor recuperável

Valor em uso

Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros esperados que devem advir de um ativo
ou de unidade geradora de caixa.

Para achar o valor em uso, temos de conhecer as entradas de caixa que serão esperadas pela
utilização do ativo. Desse valor subtraímos todas as saídas de caixa que estejam relacionados às
receitas.

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Por exemplo, uma máquina gerará, em sua vida útil, entradas de caixa de R$ 1.000.000,00, com
saídas esperadas de R$ 400.000,00. O seu valor em uso será, resumidamente, o montante de R$
600.000,00 (1 milhão – 400.000,00). Se tivéssemos uma taxa de juros na operação, teríamos que
usá-la para obter o valor presente.

Valor justo é o preço que seria recebido pela venda de um ativo ou que seria pago pela
transferência de um passivo em uma transação não forçada entre participantes do mercado na
data de mensuração. (CPC 46 – Mensuração do Valor Justo).

Em suma: é o valor acertado pelas partes para a negociação do bem nas CNTP, rsrs,(Condições
Normais de Temperatura e Pressão, lembram das aulas de Física?).

Para fins de teste de recuperabilidade, o valor justo deve ser diminuído de gastos que necessário
para colocar o bem em condições de venda, com fretes, revisões, manutenções.

Como exemplo, se a mesma máquina citada acima pudesse ser vendida pelo valor de R$
600.000,00, com despesas de venda no valor de R$ 200.000,00. O valor líquido de venda seria
neste caso de R$ 400.000,00 (600.000 – 200.000).

Voltando ao conceito de valor recuperável, podemos dizer que, após realizado os passos acima,
devemos proceder da seguinte forma para encontrá-lo:

1) Qual o valor de uso? R$ 600.000,00.

2) Qual o valor líquido de venda? R$ 400.000,00.

3) Conhecidos os dois dados indagamos: Qual o valor recuperável? Exato! R$ 600.000,00, que é
o maior entre o valor de uso e o valor líquido de venda.

Entenderam? Esses conceitos são importantíssimos para a prova.

Perda por desvalorização é o montante pelo qual o valor contábil de um ativo ou de uma unidade
geradora de caixa excede seu valor recuperável.

Veja que o conceito diz que o valor contábil excede o valor recuperável. Valor Contábil é o valor
pelo qual um ativo está reconhecido no balanço depois da dedução de toda respectiva
depreciação, amortização ou exaustão acumulada e estimativa para perdas por recuperabilidade.

Podemos inferir dessa leitura que temos de comparar os dois valores, o contábil e o recuperável,
para achar a perda.

No exemplo acima, se o valor contábil do bem fosse R$ 800.000,00, qual seria a perda por
desvalorização?

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Basta subtrairmos dos R$ 800.000,00 o valor recuperável, de R$ 600.000,00. Achamos o valor de


R$ 200.000,00. É essa a nossa perda!

Essa perda será registrada da seguinte forma:

D – Despesa com perda com desvalorização de ativo 200.000,00


C – Ajuste ao valor recuperável 200.000,00

No balanço, fica assim:

Balanço patrimonial
Ativo imobilizado 800.000,00
(-) Ajuste ao valor recuperável (200.000,00)
Valor contábil 600.000,00

Do contrário, se o valor de realização do ativo é maior que o seu valor contábil, nenhum registro
há que ser feito.

Esquematizemos:

Valor contábil maior


Registra perda
que recuperável
Teste de
recuperabilidade
Valor contábil menor Nada se faz
que valor recuperável (prudência)

Observemos como foi cobrado:

(Auditor Fiscal/SEFAZ/RS/2014) Para fins de identificação de um ativo que pode estar


desvalorizado, devemos considerar seu valor
a) de uso excedente ao seu valor contábil.
b) reavaliado excedente ao seu valor recuperável.
c) contábil excedente ao seu valor reavaliado.
d) recuperável excedente ao seu valor contábil.
e) contábil excedente ao seu valor recuperável.
Comentários:
Conforme acabamos de salientar, o gabarito é a letra e.

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Passos Detalhados Para o Cálculo da Valor Recuperável

Vamos ver a maneira como deve ser feito o teste de recuperabilidade?

1) Encontramos o valor contábil na data em que será feita a comparação.

O valor contábil será encontrado do seguinte modo:

a) Pegamos o valor de aquisição


b) Retiramos a depreciação, amortização, exaustão existentes
c) Subtraímos de (a) o valor de (b)

2) Encontramos o valor recuperável: maior entre valor justo e valor em uso.

2.1) Valor justo líquido de despesa de venda: Encontramos o valor pelo qual o ativo poderia ser
vendido no mercado e retiramos as despesas de venda.

2.2) Valor em uso: Pegamos o valor que podemos obter com as entradas e saídas de caixa
esperados, trazendo a valor presente (a questão dará uma taxa de desconto). Somamos a isso o
valor pelo qual podemos vender o ativo no final do período.

Fluxos de Caixa Esperados em n


Valor de uso= ∑( )
(1+i)n

Pegadinha! Pessoal, precisamos ter um cuidado especial quando se tratar do


cálculo do valor em uso. Dissemos que o valor pelo qual o ativo pode ser vendido
no final de sua vida útil deve ser incluído no cálculo do valor em uso. Contudo, se
a questão disser o seguinte:

- Valor de venda do ativo ao final da vida útil (31.12.X1): 20.000,00

- Valor em uso em 31.12.X1: 100.000,00

Neste caso, o valor de venda do ativo já está incluído no valor em uso e não
precisamos incluir novamente. Você utilizará diretamente o dado do valor em uso.
Repetimos, nesta hipótese, o valor em uso será de R$ 100.000,00, e não de R$
120.000,00 (100.000 + 20.000). Fiquem de olho!

3) Comparamos o valor recuperável com o valor contábil:

3.1) Valor contábil maior que valor recuperável: fazemos a redução do valor.

3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, por prudência.

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(Contabilidade/TRE/PR/2017) Uma empresa adquiriu o direito de concessão para explorar uma


atividade controlada por um órgão regulador público pelo prazo de 30 anos, após o que a
concessão se encerra e a atividade volta para o domínio do órgão regulador.
O preço pago para a aquisição do direito de exploração foi R$ 60.000.000,00 e a aquisição ocorreu
em 31/12/2012.
No final do ano de 2015 a empresa realizou o teste de redução ao valor recuperável (teste de
“impairment”) e obteve as seguintes informações sobre o direito de concessão:
− Valor em uso esperado para o direito: R$ 50.000.000,00.
− Valor justo: não há valor justo porque o direito não pode ser negociado.
Na apuração do resultado do ano de 2015 a empresa deveria
(A) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00, apenas.
(B) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e uma perda por
desvalorização no valor de R$ 54.000.000,00.
(C) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 6.000.000,00, apenas.
(D) reconhecer uma despesa de amortização no valor de R$ 2.000.000,00 e uma perda por
desvalorização no valor de R$ 4.000.000,00.
(E) não deve reconhecer nenhuma despesa porque continua com o direito de exploração.
Comentário:
Vamos calcular:
1) Encontramos o valor contábil na data em que será feita a comparação.
Depreciação anual: $60.000.000 / 30 anos = $2.000.000 por ano.
Até o final de 2015, temos 3 anos.
3 x $ 2.000.000 = $6.000.000 de amortização acumulada
Valor contábil no final de 2015:
$60.000.000 - $6.000.000 = $54.000.000
2) Encontramos o valor recuperável: maior entre valor justo e valor em uso.
− Valor em uso esperado para o direito: R$ 50.000.000,00.
− Valor justo: não há valor justo porque o direito não pode ser negociado.
3) Comparamos o valore recuperável com o valor contábil:

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3.1) Valor contábil maior que valor recuperável: fazemos a redução do valor.
3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, em homenagem ao
princípio da prudência.
Como o valor recuperável é de $50.000.000, a empresa, em 2015, deve reconhecer uma
amortização de $2.000.000 e uma perda por desvalorização de R$ 4.000.000.
O gabarito é letra d.
(Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Em 30/09/2012, uma empresa adquiriu veículos pelo valor de R$
180.000,00. Todos os veículos têm vida útil econômica de 5 anos para a empresa e o valor residual
estimado para todos os veículos, em conjunto, no final do 5º ano é R$ 30.000,00. A empresa adota
o método das quotas constantes para o cálculo da despesa mensal de depreciação. No final de
2012, a empresa realizou o teste de recuperabilidade do custo (“impairment”) para os bens do
ativo imobilizado e identificou os valores disponíveis, conforme a tabela a seguir, referentes aos
veículos adquiridos em 30/09/2012:
Data Valor Justo Valor em uso
31/12/2012 R$ 155.000,00 R$ 170.000,00
O valor contábil dos veículos, considerados em conjunto, evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2012 foi, em reais:
a) 172.500,00
b) 180.000,00
c) 155.000,00
d) 170.000,00
e) 171.000,00
Comentário:
Então, vamos seguir os Passos Detalhados Para o Cálculo da Valor Recuperável
1) Encontramos o valor contábil na data em que será feita a comparação.
Vamos calcular a depreciação acumulada e depois o valor contábil dos veículos, para comparar
com o valor recuperável.
Vamos aos cálculos:
Valor original R$ 180.000,00
(-) Valor residual -R$ 30.000,00
= Valor depreciável R$ 150.000,00
A vida útil é de 5 anos, ou seja, 60 meses. A depreciação mensal é de:
$150.000,00 / 60 meses = $ 2.500,00 por mês.
A depreciação acumulada será de 3 meses (de 30/09/2012 ao final de 2012):

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Depreciação acumulada = $2.500 x 3 meses = $7.500,00


Assim:
Valor original R$ 180.000,00
(-) Depreciação Acumulada -R$ 7.500,00
= Valor contábil R$ 172.500,00
2) Encontramos o valor recuperável: maior entre valor justo e valor em uso.
O valor recuperável é o maior entre o valor em uso e o valor justo líquido realizável de venda.
Entre o “valor justo” e o “valor em uso”, o maior é o valor em uso de $ 170.000,00.
3) Comparamos o valor recuperável com o valor contábil:
3.1) Valor contábil maior que valor recuperável: fazemos a redução do valor.
3.2) Valor contábil menor que valor recuperável: nada há que ser feito, atendendo ao princípio da
prudência.
Agora é só comparar:
Valor contábil = $172.500,00
Valor Recuperável = $ 170.000,00
Como o Valor Recuperável é menor, a empresa contabiliza um Ajuste para perdas com Impairment:
D – Perdas com teste de Recuperabilidade (resultado) 2.500,00
C – Ajuste para perda com Recuperabilidade (Ret. Ativo) 2.500,00
E o valor contábil (que é o valor evidenciado no Balanço Patrimonial) fica assim:
Valor original R$ 180.000,00
(-) Depreciação Acumulada -R$ 7.500,00
(-) Ajuste para perda com recuperabilidade -R$ 2.500,00
=Valor contábil R$ 170.000,00
O gabarito é letra d.

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Periodicidade De Realização Do Impairment Test

9. A entidade deve avaliar ao fim de cada período de reporte se há alguma


indicação de que um ativo possa ter sofrido desvalorização. Se houver alguma
indicação, a entidade deve estimar o valor recuperável do ativo.

Em síntese, funciona assim: Para os ativos em geral (como os imobilizados), a empresa deve
verificar se há indícios de desvalorização no final do período de reporte (exercício social). Havendo
indícios, a empresa faz uma estimativa formal da recuperabilidade. Não havendo, esta estimativa
formal está dispensada.

Portanto, no final do exercício, vamos e damos uma olhada: há indício de desvalorização? Sim!
Teste de recuperabilidade. Não? Então, o teste está dispensado.

Todavia, existem três ativos que devem ser avaliados formalmente, ainda que não haja indícios de
perda. São eles:

- Goodwill

- Intangível com vida indefinida

- Intangível que ainda não está em uso.

Em suma:

Final do exercício
(período de
reporte)

Há indícios de Independente de
desvalorização? indício deve
testar:

Goodwill
Sim Não (Combinação de
negócios)

Intangível com
Teste de vida útil indefinida
recuperabilidade Teste dispensado

Intangível não
disponível para
uso

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Mas, professores, por que essas exceções à regra?

Os ativos em geral, como os imobilizados, por exemplo, têm reduções em seus valores ao longo
do tempo (depreciação, amortização, exaustão). Então, mesmo que um ativo imobilizado esteja
avaliado contabilmente por um valor superior ao seu valor recuperável, a redução em seu valor
com o decurso de sua vida útil, gerada, por exemplo, pela depreciação, vai acabar por diminuir o
seu valor contábil, o que atenua esse registro contábil por valor superior ao recuperável.

Por sua vez, o goodwill, o intangível com vida útil indefinida e o ativo intangível são ativos que
têm a característica comum de não sofrer amortização. Isto é, os seus valores não diminuem com
o curso do tempo, como ocorre com os outros ativos que têm amortização, depreciação, exaustão
etc. Não temos uma base sistemática para a alocação da amortização.

Caso o registro destes três tipos de ativos estejam por valores superiores aos seus valores
==bb8d==

recuperáveis, permaneceriam assim caso nenhuma providência fosse tomada.

Por este motivo o CPC dispensou atenção maior a estes ativos, dispondo:

10. Independentemente de existir, ou não, qualquer indicação de redução ao valor


recuperável, a entidade deve:

(a) testar, no mínimo anualmente, a redução ao valor recuperável de um ativo


intangível com vida útil indefinida ou de um ativo intangível ainda não disponível
para uso, comparando o seu valor contábil com seu valor recuperável. Esse teste
de redução ao valor recuperável pode ser executado a qualquer momento no
período de um ano, desde que seja executado, todo ano, no mesmo período.
Ativos intangíveis diferentes podem ter o valor recuperável testado em períodos
diferentes. Entretanto, se tais ativos intangíveis foram inicialmente reconhecidos
durante o ano corrente, devem ter a redução ao valor recuperável testada antes
do fim do ano corrente; e

(b) testar, anualmente, o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura


(goodwill) em combinação de negócios, de acordo com os itens 80 a 99.

Precisamos destacar que falar que um ativo intangível tem vida útil indefinida não significa dizer
que ele tenha vida útil infinita, eterna.

Já para os intangíveis de vida útil determinada mantém-se a prática de alocar seu custo de
aquisição ao resultado com base no período determinado e se houver meios de determinar o valor
residual para fins de amortização este deverá ser utilizado. Além da sujeição ao teste de
recuperabilidade (ao final do período de reporte, havendo indícios de desvalorização).

Isso cai em prova? Sim! Vejam.

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(Auditor de Controle Externo/TCM – GO/2015) A Cia. PAR possuía, em 31/12/2013, um ativo


imobilizado para o qual as seguintes informações, após o reconhecimento da despesa de
depreciação para o ano de 2013, eram conhecidas:
Custo de aquisição R$ 700.000,00
(−) Depreciação acumulada -R$ 300.000,00
(=) Valor contábil do ativo R$400.000,00
Nesta mesma data (31/12/2013) a Cia. realizou o Teste de Recuperabilidade do Ativo (teste
de impairment) e obteve as seguintes informações:
Valor em uso do ativo R$ 380.000,00
Valor justo líquido das despesas de venda R$ 350.000,00
Ao elaborar as Demonstrações Contábeis referentes ao ano de 2013, o valor contábil deste ativo
que a Cia. PAR evidenciou em seu Balanço Patrimonial de 31/12/2013 foi, em reais,
a) 400.000,00.
b) 380.000,00.
c) 350.000,00.
d) 700.000,00.
e) 370.000,00.
Comentários:
Temos que:
Valor contábil = $ 400.000
Valor Recuperável = o maior entre o Valor em uso e o Valor justo líquido das despesas de vendas
= $380.000
Como o valor recuperável é menor que o valor contábil, a empresa reconhece uma perda e o ativo
ficará evidenciado, no Balanço Patrimonial, pelo valor recuperável de $380.000.
O gabarito é, portanto, letra b.

Indo mais fundo! Se a empresa tiver perda por recuperabilidade registrada no exercício X0, por
exemplo, e ocorrer o aumento do valor recuperável no exercício X1, ela deve fazer a reversão
dessa perda registrada anteriormente, como uma receita.

Há um limite que é o valor contábil que o bem tinha antes de reconhecer qualquer perda, vejam:

110. A entidade deve avaliar, ao término de cada período de reporte, se há alguma


indicação de que a perda por desvalorização reconhecida em períodos anteriores
para um ativo, exceto o ágio por expectativa de rentabilidade futura (goodwill),
possa não mais existir ou ter diminuído. Se existir alguma indicação, a entidade
deve estimar o valor recuperável desse ativo.

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Vejamos como isso pode ser cobrado em provas:

(Contador) ADAF/2018) Determinada empresa possuía, em 31/12/2016, um ativo imobilizado, o


qual estava contabilizado por R$ 500.000,00, sendo composto pelos seguintes valores:
a) Custo de Aquisição: R$ 600.000,00;
b) Perda por Desvalorização (reconhecida em 2015): R$ 100.000,00.
Em dezembro de 2016, a empresa realizou novamente o Teste de Recuperabilidade desse Ativo
Imobilizado (Teste de Impairment) e obteve as seguintes informações:
a. Valor em Uso do Ativo Imobilizado: R$ 520.000,00; e
b. Valor Justo Líquido das Despesas de Venda do Ativo Imobilizado: R$ 600.000,00.
De acordo com as informações apresentadas, a empresa, em dezembro de 2016,
a) não alterou o valor contábil do ativo imobilizado.
b) reconheceu perda por desvalorização no valor de R$ 50.000,00.
c) reconheceu um ganho no valor de R$ 50.000,00.
d) reconheceu um ganho no valor de R$ 100.000,00.
e) reconheceu uma perda no valor de R$ 100.000,00.
Comentários:
Vamos aplicar o Teste de Recuperabilidade:
Valor em Uso do Ativo Imobilizado = R$ 520.000,00;
e Valor Justo Líquido das Despesas de Venda do Ativo Imobilizado: R$ 600.000,00.
Valor Recuperável = MAIOR entre os dois acima: 600.000
Valor Contábil = Custo de Aquisição - Perda por Desvalorização (reconhecida em 2015)
Valor Contábil = R$ 600.000,00 - R$ 100.000,00 = R$ 500.000
Caso não houvesse perda por recuperabilidade já registrada de exercícios anteriores, não seria
necessário fazer qualquer ajuste, pois o valor contábil é menor do que o valor recuperável. Mas,
tenham cuidado, como há perda registrada de exercícios anteriores, temos que fazer a reversão
da perda.
Vejamos a contabilização:
D – Perdas estimadas por recuperabilidade (retificadora do ativo) R$ 100.000
C – Receita de reversão com perdas por recuperabilidade R$ 100.000
O gabarito é, portanto, letra d.

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VALOR RESIDUAL > VALOR CONTÁBIL


Segundo o CPC 27:

52. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o seu
valor contábil, desde que o valor residual do ativo não exceda o seu valor contábil.
A reparação e a manutenção de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-
lo.

53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor


residual. Na prática, o valor residual de um ativo frequentemente não é
significativo e por isso imaterial para o cálculo do valor depreciável.

54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação será


zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor
contábil.

Vamos lá! Vamos explicar.

Nós reconhecemos inicialmente o ativo pelo seu valor de aquisição. Correto? Subtraímos o valor
residual e encontramos o valor depreciável.

Quando retiramos a depreciação anualmente, encontramos o que chamamos de valor contábil.

Pode acontecer muitas vezes de o valor justo (valor de mercado) ser superior ao valor contábil. A
depreciação é reconhecida mesmo se o valor justo exceder o valor contábil. Não há problemas
nesta hipótese.

Esquematizemos:

Depreciação reconhecida normalmente

Valor Justo
Valor Contábil

Por exemplo, você tem um valor contábil de uma edificação de R$ 15.000,00 e seu valor de
mercado de R$ 25.000,00. Você deve continuar a depreciar normalmente.

Todavia, como o valor residual pode aumentar, se ele exceder o valor contábil, então devemos
suspender a depreciação até que essa situação se inverta. O valor da depreciação será zero.

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54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação será


zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor
contábil.

Esquematizemos:

Depreciação será zero

Valor Residual
Valor Contábil

Há que se salientar ainda que se o valor justo for menor do que o valor contábil estamos diante
de uma hipótese de ajuste ao valor recuperável de ativos. Fica assim:

Valor justo > Valor contábil Valor residual > Valor contábil Valor justo < Valor contábil

Deprecia normalmente Depreciação = Zero Teste de Recuperabilidade

Falta um último aspecto.

53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor


residual. Na prática, o valor residual de um ativo frequentemente não é
significativo e por isso imaterial para o cálculo do valor depreciável.

Em tese, o valor depreciável é encontrado quando pegamos o valor de aquisição e subtraímos o


valor residual.

Todavia, na prática, o valor residual pode ser imaterial, ou seja, irrelevante para o cálculo da
depreciação. Por exemplo, um veículo geralmente tem valor residual. Contudo, máquinas de
produção não. A empresa usa e depois desmancha, para não criar ou não fortalecer a
concorrência.

Imagine que determinada empresa tenha máquinas para produzir sabão em pó. No fim da vida
útil, as máquinas ainda estão em bom estado e ela aliena para um pequeno concorrente no interior.

Nesta hipótese, você vai vender máquinas para um concorrente? Para que ele possa se fortalecer?
Não!

A maioria das empresas não alienam, por isso o valor residual pode ser considerado imaterial.

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Como o CPC diz “na prática”, e nós estamos estudando para provas de concursos, considere o
valor residual normalmente para a sua prova.

A seguir, um quesito:

(Auditor Fiscal da Receita Estadual/ICMS/RJ/2010) A Cia Barra Mansa apresentava os seguintes


dados em relação ao seu Ativo Imobilizado:
Equipamentos – custo R$10.000,00.
Esses ativos entraram em operação em 01.01.2007 e têm vida útil estimada em 5 anos, sendo
depreciados pelo método linear.
No início de 2010, a empresa procedeu a uma revisão dos valores, conforme previsto no CPC 27,
aprovado pelo CFC. Assim, constatou as seguintes informações:
==bb8d==

Valor Justo R$ 4.500,00.


Valor Residual R$ 4.800,00.
Analisando as informações citadas, assinale a alternativa que indique corretamente o tratamento
contábil a ser seguido, a partir de 01.01.2010.
(A) A empresa deve manter a despesa de depreciação de R$ 2.000,00 ao ano.
(B) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez que o valor residual aumentou.
(C) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma vez que o valor residual está maior
que o valor contábil.
(D) A empresa deve suspender a despesa de depreciação uma vez que o valor justo está maior
que o valor contábil.
(E) A empresa deve acelerar a despesa de depreciação uma vez que o valor justo aumentou.
Comentários:
Trata-se de questão sobre o CPC 27 – Ativo Imobilizado – e que demanda o seu conhecimento
para solução.
O ativo imobilizado foi adquirido pelo valor de R$ 10.000,00.
O enunciado nos informou que a vida útil é de 5 anos, depreciados pelo método linear.
Ora, falou, neste momento, em valor residual? Não! Portanto, para o cálculo inicial do valor
depreciável, devemos utilizar o valor de custo. Assim:
Valor depreciável = 10.000,00 / 5 anos = 2.000 / ano, ou 20% a.a.
Segundo o CPC 27:
50. O valor depreciável de um ativo deve ser apropriado de forma sistemática ao longo da sua
vida útil estimada.

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51. O valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos ao final de cada exercício
e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser contabilizada como
mudança de estimativa contábil, segundo o Pronunciamento Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis,
Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.
Vejam que é exatamente disso que fala a questão, da revisão da vida útil e do valor residual.
Quando da revisão, o valor contábil do ativo já montava a R$ 4.000,00, posto que a R$ 6.000,00
já constava como saldo de depreciação acumulada (10.000,00 - 3 anos x R$ 2.000).
Desta forma, ficamos com o seguinte, no início de 2010:
Valor contábil: R$ 4.000,00
Valor justo: R$ 4.500,00
Valor residual R$ 4.800,00.
Não há impedimento ao posterior surgimento de valor residual de um ativo. Antigamente, o valor
residual de um ativo era visto no momento da contabilização e, posteriormente, não mais se
alterava. Isso não mais existe.
52. A depreciação é reconhecida mesmo que o valor justo do ativo exceda o seu valor contábil,
desde que o valor residual do ativo não exceda o seu valor contábil. A reparação e a manutenção
de um ativo não evitam a necessidade de depreciá-lo.
53. O valor depreciável de um ativo é determinado após a dedução de seu valor residual. Na
prática, o valor residual de um ativo frequentemente não é significativo e por isso imaterial para o
cálculo do valor depreciável.
54. O valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de depreciação será zero enquanto o
valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor contábil.
É neste item 54 que está a inteligência da nossa questão. A despesa de depreciação, na questão,
deve ser zero, uma vez que o valor residual é maior do que o valor contábil do ativo. Frise-se que
a depreciação já contabilizada não deverá sofrer alterações.
Nosso gabarito, portanto, é a letra C.
Caso o valor justo fosse menor que o valor contábil deveríamos também proceder ao ajuste a valor
recuperável do ativo, nos termos do Pronunciamento correspondente.
Há que se mencionar que a questão possui uma impropriedade técnica. Não há como o valor
residual ser maior que o valor justo. Seria o mesmo que dizer que um carro vale, hoje, 10.000 reais,
mas o seu valor residual, daqui a 3 anos, será de 12.000 reais. Enfim....essa informação aparece na
questão apenas para tentar confundir o candidato.

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REPARO E CONSERVAÇÃO DE BENS E SUBSTITUIÇÃO DE


PEÇAS
Diversos são os cuidados que os empresários tomam para manter seu imobilizado com zelo. Entre
tais precauções, vários são os gastos realizados, tal como gastos com reparos, substituição de
peças, reposição, revisão. Vejamos agora caso a caso.

Gastos Com Limpeza, Manutenção Do Bem, Conservação

Segundo o FIPECAFI, gastos desta natureza são considerados, em regra, como despesa
operacional no exercício em que ocorrerem.

Substituição De Peças

As substituições de peças podem se dar de dois modos:

1) Manutenção periódica: por segurança ou caráter preventivo.

2) Quebra ou avaria.

Em regra, ativamos as peças que serão integradas ao ativo imobilizado. Não devemos lançá-las
como despesas. Todavia, para classificá-las no imobilizado, os critérios para reconhecimento do
ativo devem ser atendidos. A um só tempo, baixamos também as peças substituídas.

Passemos agora a alguns casos específicos:

1) Peças de uso específico e vida útil comum.

Determinadas vezes, na compra de alguns equipamentos de grande porte, além do imobilizado


principal, a compra é acompanhada de peças e componentes que são essenciais para que a
máquina continue a funcionar, em casos de emergência (caráter corretivo) ou manutenção
(preventivo). Essas peças essenciais devem ser classificadas junto do ativo imobilizado, neste
grupo, sendo depreciadas com a mesma base que o equipamento a que correspondem.

2) Peças e material de consumo e manutenção

Os estoques mantidos pela empresa, que sejam materiais de consumo (O FIPECAFI exemplifica
como óleo, graxas, ferramentas e peças de pouca duração) devem ser classificadas no ativo
circulante. À medida que a empresa utilize ou consuma, apropriará tais valores ao resultado ou
custo do produto.

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AMORTIZAÇÃO
Segundo a Lei das S.A.s (Lei 6404/76):

§ 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será


registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei nº 11.941, de
2009)

b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na


aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros
com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de
utilização por prazo legal ou contratualmente limitado;

A amortização refere-se geralmente aos itens classificados no Intangível. Mas pode ocorrer
também com itens do Imobilizado, como no caso de Benfeitoria em Propriedades de Terceiros,
que pode ser depreciada ou amortizada (veja item 3.8, pg. 14, desta aula).

A amortização baseia-se na vida útil do Intangível.

O Pronunciamento CPC 04 – Ativo Intangível - define vida útil como o período de tempo no qual
a entidade espera utilizar um ativo; ou o número de unidades de produção ou de unidades
semelhantes que a entidade espera obter pela utilização do ativo.

Se o item a ser amortizado tiver um valor residual, o mesmo deve ser abatido do valor que será
amortizado.

A contabilização de ativo intangível baseia-se na sua vida útil. Um ativo intangível com vida útil
definida deve ser amortizado, enquanto a de um ativo intangível com vida útil indefinida não deve
ser amortizado. Conforme o Pronunciamento CPC 04 (R1 – rev. 03) – Ativo Intangível:

97. O valor amortizável de ativo intangível com vida útil definida deve ser
apropriado de forma sistemática ao longo da sua vida útil estimada. A amortização
deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para uso,
ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa
funcionar da maneira pretendida pela administração.

A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido


para venda ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para
venda, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo Não Circulante
Mantido para Venda e Operação Descontinuada, ou, ainda, na data em que ele é
baixado, o que ocorrer primeiro.

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Ainda continua....

O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade


dos benefícios econômicos futuros. Se não for possível determinar esse padrão
com confiabilidade, deve ser utilizado o método linear. A despesa de amortização
para cada período deve ser reconhecida no resultado, a não ser que outra norma
ou pronunciamento contábil permita ou exija a sua inclusão no valor contábil de
outro ativo.

98. Podem ser utilizados vários métodos de amortização para apropriar de forma
sistemática o valor amortizável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos
incluem o método linear, também conhecido como método de linha reta, o
método dos saldos decrescentes e o método de unidades produzidas. A seleção
do método deve obedecer ao padrão de consumo dos benefícios econômicos
futuros esperados, incorporados ao ativo, e aplicado consistentemente entre
períodos, a não ser que exista alteração nesse padrão.

99. A amortização deve normalmente ser reconhecida no resultado. No entanto,


por vezes os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo são absorvidos
para a produção de outros ativos. Nesses casos, a amortização faz parte do custo
de outro ativo, devendo ser incluída no seu valor contábil. Por exemplo, a
amortização de ativos intangíveis utilizados em processo de produção faz parte do
valor contábil dos estoques (ver Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques).

Resumo geral:

1) Vida útil é:

a) o período de tempo no qual a entidade espera utilizar um ativo; ou


b) o número de unidades de produção.

2) Intangível com vida útil definida: deve ser amortizado. Intangível com vida útil indefinida: não
deve ser amortizado.

3) A amortização deve ser iniciada a partir do momento em que o ativo estiver disponível para
uso, ou seja, quando se encontrar no local e nas condições necessários para que possa funcionar
da maneira pretendida pela administração.

4) A amortização deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou
na data em que ele é baixado, o que ocorrer primeiro.

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5) O método de amortização utilizado reflete o padrão de consumo pela entidade dos benefícios
econômicos futuros. Se não for possível determinar esse padrão com confiabilidade, deve ser
utilizado o método linear.

6) Podem ser utilizados vários métodos de amortização para apropriar de forma sistemática o valor
amortizável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos incluem o método linear, também
conhecido como método de linha reta, o método dos saldos decrescentes e o método de
unidades produzidas.

7) A amortização deve normalmente ser reconhecida no resultado, mas pode também ser incluída
no custo de outros ativos.

Exemplo: A empresa KLS adquiriu um ativo intangível, no valor de $ 120.000,00, com valor residual
de $30.000,00 e vida útil de 5 anos. Calcule o valor da amortização mensal.

Valor amortizável = $ 120.000 - $ 30.000 = $ 90.000


Prazo = 5 anos = 60 meses
Amortização mensal = $90.000 / 60 meses = $ 1.500 por mês.

Revisão 08 – CPC – Amortização Pela Receita

Será que seria possível contabilizar a amortização de um ativo intangível com base da receita
esperada que ele irá gerar?

Segundo o CPC 04:

98A. Há uma presunção refutável de que o método de amortização baseado na


receita gerada por atividade que inclui o uso de ativo intangível não é apropriado.
A receita gerada por atividade que inclui o uso de ativo intangível reflete fatores
típicos que não estão diretamente ligados ao consumo dos benefícios econômicos
incorporados no ativo intangível. Por exemplo, a receita é afetada por outros
insumos e processos, atividades de venda e mudanças nos volumes e preços de
venda. O componente de preço da receita pode ser afetado pela inflação, o que
não tem qualquer influência sobre a maneira como o ativo é consumido. Essa
presunção só pode ser superada em circunstâncias limitadas: (a) em que o ativo
intangível é expresso como mensuração de receitas, conforme descrito no item
98C; ou (b) quando possa ser demonstrado que as receitas e o consumo dos
benefícios econômicos do ativo intangível são altamente correlacionados.
(Incluído pela Revisão CPC 08)

Comentários:

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O CPC 04 está dizendo que, como regra, estimar o consumo de um ativo intangível, com base na
receita auferida, não é apropriado, pois nem sempre há correlação entre elas. Mas, há exceções.

98B. Na escolha do método de amortização adequado, de acordo com o item 98,


a entidade pode determinar o fator limitante predominante que é inerente ao
ativo intangível. Por exemplo, o contrato que estabelece os direitos da entidade
sobre o uso do ativo intangível pode especificar o uso do ativo intangível pela
entidade como número predeterminado de anos (ou seja, tempo), como número
de unidades produzidas ou como montante total fixo da receita a ser gerada. A
identificação do fator limitante predominante pode servir de ponto de partida
para a identificação da base adequada da amortização, mas outra base pode ser
aplicada se refletir de forma mais próxima o padrão esperado de consumo de
benefícios econômicos. (Incluído pela Revisão CPC 08)

Comentários:

Ou seja, imagine que temos um contrato de concessão de uma rodovia pública. Esse contrato,
que representa um ativo intangível, pode ser amortizado usando um critério de tempo, número
de unidades produzidas ou a receita esperada pela concessão (contabilizado através de um
pedágio).

98C. Na circunstância em que o fator limitante predominante, que é inerente ao


ativo intangível, é a obtenção de um limite de receita, a receita a ser gerada pode
ser a base adequada para a amortização. Por exemplo, a entidade pode adquirir
uma concessão para explorar e extrair ouro de uma mina de ouro. O fim do
contrato pode estar baseado no valor fixo da receita total a ser gerada a partir da
extração (por exemplo, o contrato pode permitir a extração de ouro da mina até
que a receita total acumulada com a venda de ouro atinja $ 2 bilhões) e não ser
baseado no tempo ou na quantidade de ouro extraído. Em outro exemplo, o
direito de operar a estrada com pedágio pode estar baseado no montante total
fixo de receita a ser gerado a partir de pedágios cobrados cumulativos (por
exemplo, o contrato pode permitir a operação da estrada com pedágio até que o
montante acumulado de pedágios gerados a partir da operação da estrada atinja
$ 100 milhões). No caso em que a receita foi estabelecida como o fator limitante
predominante no contrato para a utilização do ativo intangível, a receita que será
gerada pode ser a base adequada para a amortização do ativo intangível, desde
que o contrato especifique o valor fixo total da receita a ser gerado sobre o qual
a amortização deve ser determinada. (Incluído pela Revisão CPC 08)

Muito bem. Vamos explicar com um exemplo:

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A Cia de Mineração Ouramarelinho S.A. procurou o Sr. Pedro di Pedra com uma oferta para
comprar a sua mina de ouro pelo valor de 1 bilhão.

1) Supondo que a empresa Ouramarelinho compre a mina, indique a contabilização inicial e


subsequente:

Contabilização inicial:

D – Imobilizado – mina de ouro 1.000.0000.000


C – Disponibilidades (ativo) 1.000.000.000

Após a aquisição, a Cia de Mineração Ouramarelinho deverá estimar a possança da mina


(capacidade total de produção) e exaurir conforme a extração do ouro.

Supondo que a possança seja de 10 toneladas de ouro, a empresa deverá exaurir, para cada quilo
extraído, o valor de:

$ 1.000.000.000
= $ 100.000 / kg.
10.000 kg.

Observação: um bilhão dividido por 10.000 quilos = Cem mil por quilo.

Contabilização da exaustão (para 1 quilo):

D – Estoque de ouro (Ativo) 100.000


C – Exaustão acumulada (retificadora do ativo) 100.000

A exaustão vai compor o custo do estoque de ouro.

Continuemos... O Sr. Pedro di Pedra resolve fazer uma contra oferta:

- Não tenho interesse em vender. Mas posso arrendar por 5 anos, pelo preço certo e ajustado de
cem milhões ($ 100.000.000). Nesse tempo, você extrai o ouro e depois me devolve a mina.

2) Caso a Cia de Mineração Ouramarelinho aceite a proposta e adquira os direitos de exploração


por 5 anos, indique a contabilização inicial e subsequente:

Contabilização Inicial:

D – Direitos de exploração (ativo intangível) 100.000.000


C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000

Como o fator limitante determinante é o Tempo, o valor será amortizado por 5 anos.

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$ 100.000.000
= $ 20.000.000 por ano
5 anos

Contabilização:

D – Estoque de ouro (Ativo) 20.000.000


C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 20.000.000

Continuando... O representante da Cia Mineradora Ouramarelinho ficou muito feliz com a


proposta. E falou:

- Aceito! Aceito, sim, imediatamente! Em cinco anos, vou extrair cada grama de ouro que houver
nessa mina. Vou colocar três turnos dobrados de trabalho. Vamos assinar logo esse contrato, que
eu tenho uma mina para explorar. ==bb8d==

O Sr. Pedro di Pedra recuou, ante a fúria extrativista do representante da mineradora:

- Opa! Assim também não! Você vai esgotar a mina e me devolver só o bagaço! Assim não quero!
Vamos fazer o seguinte: eu arrendo por 100 milhões, e você pode extrair uma tonelada de ouro.
Só uma tonelada! Nem um grama a mais!

3) Caso a Cia de Mineração Ouramarelinho aceite a proposta, indique a contabilização inicial e


subsequente:

Contabilização Inicial:

D – Direitos de exploração (Ativo intangível) 100.000.000


C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000

Como o fator limitante determinante é a quantidade extraída, o valor amortizado será:

$ 100.000.000
= $100.000.000 por quilo
1.000 kg

Contabilização:

D – Estoque de ouro (Ativo) 100.000


C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 100.000

Continuando... Os dois ficaram de pensar melhor sobre o assunto e resolver no dia seguinte.

Na hora combinada, os dois negociantes exclamaram:

- Mas assim eu posso perder dinheiro!

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Disse o representante da empresa:

- O ouro é uma commodity e tem o preço fixado pelo mercado. E se o preço desabar? Nesse caso,
a tonelada que vou extrair vai valor menos! Eu vou perder dinheiro!

Disse o Sr. Pedro de Pedra:

- E se o preço do ouro disparar? Nesse caso, eu vou receber muito menos pela tonelada de ouro
do que realmente vale. Vou deixar de ganhar uma fortuna!

Então acertaram o seguinte: a empresa vai extrair o metal, e vai valorizá-lo pelo preço de mercado,
até chegar a 500 milhões de receita. Assim, se o preço desabar, será necessário extrair mais ouro;
se o preço subir, a empresa irá extrair uma quantidade menor para atingir a receita de 500 milhões.

Nesse caso, o fator limitante é a receita. A amortização deverá ser feita de forma proporcional à
receita auferida.

Contabilização Inicial:

D – Direitos de exploração (Ativo intangível) 100.000.000


C – Disponibilidade (Ativo) 100.000.000

Como o fator limitante determinante é a Receita, o valor do pagamento será amortizado


proporcionalmente à receita:

$ 100.000.000
= 20% da Receita
$ 500.000.000

Assim, se a receita em um determinado mês for de $10.000.000, a amortização será:

$10.000.000 x 20% = $2.000.000

Contabilização:

D – Estoque de ouro (Ativo) 2.000.000


C – Amortização acumulada (Ret. Do Ativo) 2.000.000

Professores! No exemplo da Cia. Ouro Amarelinho, não seria mais correto tratarmos como uma
exaustão? Ou neste caso é mesmo uma amortização?

Quando a empresa possui uma concessão para exploração, a regra é que os direitos sejam
amortizados. Se você é proprietário, aí sim estamos frente a uma hipótese de exaustão.

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EXAUSTÃO

Conceitos Da Lei 6.404/76 e Cálculo Da Depreciação

De acordo com a Lei 6404/76 (Lei das SA):

Art. 183. § 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e


intangível será registrada periodicamente nas contas de: (Redação dada pela Lei
nº 11.941, de 2009)

c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração,


de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados
nessa exploração.

A exaustão é utilizada para recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração.

Normalmente, a exaustão é calculada com base na possança (quantidade efetivamente explorada


no ano) do recurso mineral ou florestal. Mas, se o prazo de exploração for insuficiente para esgotar
os recursos, a exaustão deve ser calculada em função do prazo de concessão.

Exemplo: A empresa ABC pagou R$ 10.000.000 por uma mina com possança de 10.000 toneladas.
No primeiro ano, a empresa extraiu 800 toneladas. Calcule a exaustão do primeiro ano.

800 tons/10.000 tons. = 0,08 ou 8,0%

R$ 10.000.000 x 8% = R$ 800.000

Esse é o cálculo que usualmente vai aparecer na sua prova: a questão dá uma capacidade z e fala
que no ano x foi extraído y. Você então dividirá y/z e encontrará o percentual exaurido.

Contabilização:

D – Custo do minério extraído (Ativo) 800.000


C – Exaustão acumulada (Ret. Ativo) 800.000

Atenção! Vejam que, nesta hipótese, não vai direto para o resultado como
despesa. Primeiro, colocamos em uma conta custo do minério extraído. Essa conta
é uma conta de estoque. Você está diminuindo da capacidade da mina e
colocando em uma conta de estoque!

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Exaustão De Bens Aplicados Na Exploração De Recursos


Minerais e Florestais

A lei 6404/76 menciona que estão sujeitos à exaustão os “recursos minerais e florestais, ou bens
aplicados nessa exploração”.

A doutrina, entretanto, considera que os bens tangíveis usados na exploração dos recursos
minerais e florestais sofrem depreciação, de acordo com o estabelecido no regulamento do
Imposto de Renda:

Art. 309 § 3º A quota de depreciação, registrável em cada período de apuração,


dos bens aplicados exclusivamente na exploração de minas, jazidas e florestas,
cujo período de exploração total seja inferior ao tempo de vida útil desses bens,
poderá ser determinada, opcionalmente, em função do prazo da concessão ou do
contrato de exploração ou, ainda, do volume da produção de cada período de
apuração e sua relação com a possança conhecida da mina ou dimensão da
floresta explorada.

Assim, se o bem aplicado na exploração de minas e florestas será usado durante todo o período,
deverá ser depreciado proporcionalmente à exaustão.

Se o bem tem vida útil menor que o tempo da exploração, deverá ser depreciado de acordo com
sua vida útil.

Exemplo: Uma empresa comprou um caminhão, com vida útil estimada de 10 anos, para
transportar minério em sua mina.

Se o tempo de operação da mina é menor que 10 anos, a depreciação deverá ser feita
proporcionalmente à exaustão. Se a exaustão do primeiro ano for de 12%, o caminhão será
depreciado em 12%.

Se o tempo de operação da mina é superior a 10 anos ou é indeterminado, o caminhão será


depreciado em 10 anos. Então, vamos esquematizar?

Mina Caminhão deprecia


conforme o prazo
(Vida útil<10anos) da mina
Caminhão
(Vida útil: 10 anos)
Mina Caminhão deprecia
(Vida útil>10anos) em 10 anos

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Observemos como foi cobrado:

(CS-UFG/UEAP/2014) Constituem objeto da exaustão:


A) as máquinas de propriedade da empresa.
B) os equipamentos de empresa mineradora.
C) os recursos florestais e minerais
D) as dívidas ou compromissos assumidos.
Comentários:
O gabarito é a letra C. Entretanto, de acordo com a lei 6404/76, a letra B também está correta.
(EBSERH/Contabilidade/2015) A diminuição de valor dos elementos do Ativo Imobilizado,
decorrente da sua exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais,
==bb8d==

denomina-se
A) exaustão.
B) depreciação.
C) amortização.
D) diminuição.
E) desgaste.
Comentários:
A lei 6404/76 menciona que estão sujeitos à exaustão os “recursos minerais e florestais, ou bens
aplicados nessa exploração”. O gabarito é a letra A.

Classificação: Recursos De Propriedade Da Empresa x Direitos


De Exploração Em Propriedades De Terceiros

As jazidas inesgotáveis ou de exaurimento indeterminável, como as de água mineral, não sofrem


exaustão.

Quando a empresa adquire a propriedade da mina, fica classificado no Imobilizado.

Quando adquire os direitos de exploração, fica no Intangível.

Ativo
Própria
Imobilizado
Mina
De terceiros
(Direito de Ativo Intangível
exploração)

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Agora, duas questões:

(ANTT/Ciências Contábeis/2013) Os direitos sobre jazidas minerais são registrados no ativo


intangível.
Comentários:
Vejam que se trata de um direito de exploração, por isso é classificado no intangível.
Se a mina fosse própria, a classificação seria no imobilizado
Portanto, item está correto.
(TRF 1ª Região/2011) Os direitos obtidos por uma empresa relacionados à exploração de recursos
minerais são classificados, no balanço,
A) como item do Ativo Intangível.
B) em conta do Imobilizado como propriedade de terceiros.
C) em conta de Despesa Diferida pelos gastos de instalação.
D) como item de Resultado de Exercício Futuro.
E) obrigatoriamente, como item dedutível do Passivo assumido na concessão.
Comentário:
Os direitos de exploração de recursos naturais ficam classificados no Ativo Intangível.
O gabarito é a letra A.

Os direitos classificados no Intangível devem ser amortizados conforme o fator limitante. Se não
houver fator limitante, a empresa deve aplicar a exaustão.

Os fatores limitantes mais comuns são o tempo de exploração e a quantidade a ser extraída. Mas
pode ser usada também a receita auferida.

Esquematizemos:

Direito de
exploração

Há fator
limitante?

Sim Não

Amortização Exaustão

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Conforme o CPC 04 – Ativo Intangível:

98B. Na escolha do método de amortização adequado, de acordo com o item 98,


a entidade pode determinar o fator limitante predominante que é inerente ao
ativo intangível. Por exemplo, o contrato que estabelece os direitos da entidade
sobre o uso do ativo intangível pode especificar o uso do ativo intangível pela
entidade como número predeterminado de anos (ou seja, tempo), como número
de unidades produzidas ou como montante total fixo da receita a ser gerada. A
identificação do fator limitante predominante pode servir de ponto de partida
para a identificação da base adequada da amortização, mas outra base pode ser
aplicada se refletir de forma mais próxima o padrão esperado de consumo de
benefícios econômicos.

Esquematizemos:

Tempo

Intangível: Base
Fator Limitante Quantidade
para Amortização

Receita

Recursos Florestais Próprios

Com relação aos recursos florestais, podemos ter recursos renováveis (exemplo: uma plantação
de café, que tem uma nova safra a cada ano) ou exauríveis (exemplo: uma plantação de arvores
para corte, para extrair a madeira).

No primeiro caso (em que se exploram os frutos) o ativo é depreciado.

Dessa forma, se uma plantação de café irá durar 20 anos, deve ser depreciada em 5% ao ano.

No caso de madeira para corte, a empresa deve exaurir o percentual extraído. Exemplo: uma
plantação com possança de 10 toneladas de madeira. Se a empresa extrair 1 tonelada no primeiro
ano, irá exaurir 10% do valor da plantação. Vamos esquematizar?

Renováveis
Depreciação
(Plantação de café)
Recursos Florestais
Exauríveis
Exaustão
(Árvores para corte)

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Direitos De Exploração De Floresta

Se uma empresa adquire de terceiros os direitos de exploração de uma floresta, para extrair
madeira, temos as seguintes situações:

1) Contrato indeterminado: nesse caso, haverá exaustão.


2) Prazo determinado, maior que a previsão para esgotar o recurso: Exaustão.
3) Prazo determinado, menor que o tempo previsto para esgotar o recurso: Amortização (nesse
caso, o tempo é o fator limitante, pois o contrato termina antes de esgotar os recursos naturais.).

A seguir, duas questões:

(Consultor Legislativo/ALEPI/Contabilidade/2020) Quanto a amortização e exaustão, pode-se


afirmar:
a) Amortização é a redução do valor de investimentos necessários à exploração de recursos
minerais ou florestais.
b) A diminuição de recursos minerais resultante da sua exploração deverá ser computada como
custo ou encargo do período.
c) A base de cálculo da quota anual de exaustão é o valor justo dos investimentos realizados.
d) O cálculo da amortização, é realizado adicionando determinado valor residual a partir do valor
base do seu ativo intangível, divido esse número pelo tempo remanescente em sua vida útil.
e) A amortização e a exaustão consistem no registro da redução do valor, dos bens fixos da
entidade, pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência.
Comentários:
a) Amortização é a redução do valor de investimentos necessários à exploração de recursos
minerais ou florestais. Errado, essa é a definição de exaustão e não de amortização.
b) A diminuição de recursos minerais resultante da sua exploração deverá ser computada como
custo ou encargo do período. Correto, a exaustão pode ser contabilizada como despesa ou como
custo do ativo extraído.
c) A base de cálculo da quota anual de exaustão é o valor justo dos investimentos realizados.
Errado, a base de cálculo é o valor exaurível, isto é, valor de custo menos o valor residual.
d) O cálculo da amortização, é realizado adicionando determinado valor residual a partir do valor
base do seu ativo intangível, divido esse número pelo tempo remanescente em sua vida útil.
Errado, devemos reduzir e não adicionar o valor residual para apurarmos a amortização.
e) A amortização e a exaustão consistem no registro da redução do valor, dos bens fixos da
entidade, pelo desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. Errado,
essa é a definição de depreciação. O gabarito é a letra B.

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(CFC/Técnico/2014) Em 20.12.2013, uma Sociedade Empresária adquiriu um terreno, à vista, para


a extração de minério. Com relação à aquisição, os seguintes dados foram apresentados:
- Preço do terreno................................................................R$2.400.000,00
- Quantidade estimada de minérios da jazida..................... 250.000 m³
A empresa apresentou as seguintes estimativas de uso do terreno:
- Estimativa de exploração total da jazida............................ 200.000 m³
- Tempo de extração 5 anos Valor residual..........................R$600.000,00
Em agosto de 2014, foram explorados 3.000m 3 de minério. A empresa utiliza o método das
unidades produzidas para cálculo da exaustão.
Conforme as informações acima, é CORRETO afirmar que o valor do custo da exaustão, em
agosto de 2014, é de:
A) R$21.600,00.
B) R$27.000,00.
C) R$28.800,00.
D) R$36.000,00.
Comentários:
Valor exaurível = Preço do terreno - valor residual = R$ 2.400.000 - $600.000 = R$ 1.800.000
Taxa de exaustão = quant. extraída/possança = 3.000 tons / 200.000 tons = 1,5 %
Exaustão = $1.800.000 x 1,5 % = $27.000. O gabarito é a letra B.

Mapa Mental Da Exaustão


Mapa Mental da
Recursos minerais Propriedade da empresa: Imobilizado
Exaustão

Recursos florestais Propriedade de terceiros: Intangível


Bens utilizados na
exploração

Se houver fator limitante (tempo, quantidade,


etc): amortiza conforme o fato limitante

Vida útil da mina < Vida útil


Doutrina diz que
do bem: Deprecia no prazo
tem que depreciar
da mina
Renováveis (Plantação de
café): Deprecia
Recursos
Vida útil da mina > Vida útil
Lei 6404 manda florestais próprios Exauríveis (Árvores para
do bem: Deprecia no prazo
exaurir corte): Exaure
normal do bem
Contrato indeterminado:
Exaustão
Contrato > Prazo
Recursos
esgotamento recursos:
florestais de
Exaustão
terceiros
Contrato < Prazo
esgotamento recursos:
Amortização

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QUESTÕES COMENTADAS – IMOBILIZADO – FCC


1. (FCC/TRT 9ª Região/Analista Judiciário/Contabilidade/2022) Um equipamento industrial foi adquirido,
à vista, pelo custo total de R$ 1.200.000,00, a aquisição ocorreu em 31/12/2017 e o ativo foi colocado
em uso nessa data. A empresa tem como política utilizar esse tipo de equipamento até atingir a
produção total de 500.000 unidades, estima vendê-lo, no final do período de utilização, pelo valor R$
150.000,00 e calcula a despesa de depreciação em função das unidades produzidas. O equipamento foi
utilizado até 30/06/2019 e tinham sido produzidas 250.000 unidades até esta data, quando a empresa
optou por vendê-lo por R$ 750.000,00, à vista. Sabendo-se que a vida útil, para fins fiscais, é 10 anos,
o valor evidenciado na Demonstração do Resultado de 2019, correspondente somente à venda do
equipamento foi
(A) prejuízo na venda no valor de R$ 270.000,00.
(B) lucro na venda no valor de R$ 150.000,00.
(C) prejuízo na venda no valor de R$ 292.500,00.
(D) lucro na venda no valor de R$ 75.000,00.
(E) lucro na venda no valor de R$ 225.000,00.

Comentários:

O valor evidenciado na Demonstração do Resultado de 2019, correspondente somente à venda do


equipamento é a diferença entre o valor de venda (750.000) e o seu valor contábil (custo – depreciação
acumulada).

A questão fala que o valor de custo do ativo era de R$ 1.200.000 e o valor residual era de R$ 150.000,
portanto, o valor depreciável do ativo era de R$ 1.050.000,00.

A empresa calcula a depreciação pelo método das unidades produzidas. A vida útil total do equipamento é
de 500.000 unidades, só que ele já produziu 250.000, ou seja, 250.000/500.000 = 50% da vida útil.

Portanto, a depreciação acumulada do bem, no momento da venda, é de 1.050.000 x 0,50 = R$ 525.000.

Valor Contábil do ativo = 1.200.000 – 525.000 = R$ 675.000,00

Agora, vamos encontrar o resultado da venda: 750.000 – 675.000 = 75.000 de lucro. O gabarito é letra D.

2. (FCC/ALAPA/Assistente Legislativo Atividade Orçamentária e Financeira/Especialidade -Assistente de


Contabilidade/2020) Em 01/01/2016, a Cia. Peso Leve adquiriu, à vista, um equipamento pelo valor de
R$ 3.400.000,00. Na data da aquisição, a vida útil definida para o equipamento foi 20 anos e o valor
residual estimado foi R$ 200.000,00. Em 01/01/2017, a Cia. reavaliou a condição de uso do
equipamento, estabeleceu a vida útil remanescente em 15 anos e o novo valor residual estimado em
R$ 240.000,00. Sabendo que a Cia. Peso Leve utiliza o método das cotas constantes para cálculo da

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despesa de depreciação, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de


31/12/2018 foi, em reais,
(A) 2.840.000,00.
(B) 2.600.000,00.
(C) 2.528.000,00.
(D) 2.768.000,00.
(E) 2.640.000,00.

Comentários:

Nossa primeira missão é apurar o valor contábil do bem até o momento da reavaliação com as informações
que temos.

• Valor Histórico: R$ 3.400.000,00


• Valor Residual = R$ 200.000
• Vida Útil = 20 anos.

3.400.000 − 200.000
Depreciação Anual = = R$ 160.000/ano
20

Portanto, na data da reavaliação, um ano após a aquisição, o valor contábil do equipamento era:

R$ 3.400.000 - 160.000 = R$ 3.240.000

Agora, vamos calcular a nova depreciação anual e novo valor contábil do equipamento em 31.12.2018 (2
anos após a reavaliação):

3.240.000 − 240.000
Depreciação Anual = = R$ 200.000/ano
15

A depreciação acumulada em 31.12.2018 será de 2 x R$ 200.000 = R$ 400.000, portanto, o valor contábil


desse ativo será: R$ 3.240.000 - 400.000 = R$ 2.840.000,00. O gabarito é letra a.

3. (FCC/METRO SP/Analista Desenvolvimento Gestão Júnior - Ciências Contábeis/2019) A empresa ABC


está abrindo uma filial e, para tanto, comprou um novo prédio próximo à localização da matriz. No
total, foram pagos R$ 2.600.000,00 nessa aquisição (R$ 520.000,00 referentes ao terreno e R$
2.080.000,00 ao prédio). Além desse valor, a ABC incorreu nos seguintes gastos:
Gastos legais para preparação do contrato de compra do prédio ......................... R$ 126.000,00
Gastos com reforma para adequação ao uso da ABC S/A ........................................ R$ 350.000,00
Gastos com aquisição de seguro do prédio (período de 1 ano) ............................. R$ 120.000,00
Gastos com salário da equipe de controle de acesso ao prédio ............................ R$ 150.000,00
O novo ativo imobilizado da ABC deve ser reconhecido em seu balanço patrimonial pelo valor de, em reais,
a) 2.826.000,00

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b) 3.346.000,00
c) 2.556.000,00
d) 3.076.000,00
e) 2.600.000,00

Comentários:

Deve ser contabilizado no custo os gastos necessários para colocar o ativo nas condições determinadas pela
administração:

(+) Terreno .......................................................................R$ 520.000,00


(+) Prédio ........................................................................R$ 2.080.000,00
(+) Gastos com contrato ................................................R$ 126.000,00
==bb8d==

(+) Gastos com reforma ................................................R$ 350.000,00


= Custo do Imobilizado ...............................................R$ 3.076.000,00

Atenção! Seguros e salário da equipe de controle são despesas do exercício.

O gabarito é letra d.

4. (FCC/Prefeitura do Recife/Analista/2019) A Cia. Produtora adquiriu, em 31/12/2015, um equipamento


por R$ 800.000,00, efetuando o pagamento à vista. Na data da aquisição, a Cia. estimou a vida útil do
equipamento em 10 anos e o valor residual em R$ 80.000,00. Em 1/1/2017, após um ano de uso, a
empresa reavaliou a vida útil do equipamento e determinou que a vida útil remanescente era 15 anos
e o valor residual era R$ 8.000,00. O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço
Patrimonial da Cia. Produtora, em 31/12/2017, foi, em reais,
(A) 694.400,00.
(B) 680.000,00.
(C) 672.000,00.
(D) 701.000,00.
(E) 693.000,00.

Comentários:

O CPC 27 – Ativo Imobilizado afirma que a o valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo
menos ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança
deve ser contabilizada como mudança de estimativa contábil. Foi o que aconteceu nessa questão. A vida
útil e o valor residual foram alterados.

Valor Depreciável = 800.000 – 80.000 = 720.000

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Vida Útil = 10 anos

Depreciação Anual = 720.000/10 = R$ 72.000

Tempo de uso até a reestimativa = 1 ano

Depreciação Acumulada = 1 x 72.000 = R$ 72.000

Valor Contábil 01.01.2017 = 800.000 – 72.000 = 728.000

Agora, temos de calcular a depreciação, com a nova vida útil e o novo valor residual, mas usando o valor
contábil atual: 728.000

Valor Depreciável = 728.000 – 8.000 = 720.000

Vida Útil = 15 anos Depreciação Anual = 720.000/15 = R$ 48.000

Depreciação Acumulada 31.12.2017 = 72.000 + 48.000 = R$ 120.000

Valor Contábil 31.12.2017 = 800.000 – 120.000 = 680.000,00

O gabarito é letra b.

5. (FCC/SEFAZ-BA/Auditor Fiscal/2019) Um equipamento foi adquirido à vista, em 30/06/2017, pelo custo


total de R$ 1.500.000,00. A empresa definiu sua vida útil em 8 anos, o valor líquido de venda do
equipamento no final do 8º ano foi estimado em R$ 660.000,00 e, para fins fiscais, a vida útil é definida
em 10 anos. A empresa adota o método das quotas constantes para o cálculo da despesa mensal de
depreciação. No final de 2018, a empresa realizou o teste de redução ao valor recuperável para o
equipamento (Teste de impairment) e os valores obtidos, em 31/12/2018, para a realização desse teste
foram os seguintes:
− Valor justo = R$ 1.300.000,00
− Valor em uso = R$ 1.325.000,00
O valor da despesa para redução ao valor recuperável (despesa por impairment) registrado na
Demonstração do Resultado de 2018 foi, em reais,
a) 42.500,00.
b) 122.500,00.
c) 17.500,00.
d) 147.500,00.
e) 175.000,00.

Comentários:

Primeiramente, precisamos do valor depreciável:

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Valor depreciável = Custo de aquisição – Valor Residual

Valor depreciável = 1.500.000 – 660.000 = R$ 840.000

A próxima etapa é calcular a depreciação:

Professores, a empresa definiu sua vida útil em 8 anos e para fins fiscais é de 10 anos. Qual devemos utilizar?
Encontramos a resposta no CPC 01:

Vida útil é:

O período de tempo no qual a entidade espera usar um ativo; ou

Valor depreciável R$ 840.000


Depreciação = = = R$ 8.750 por mês
Vida Útil 96 meses

Obs.: 8 anos = 96 meses

Depreciação Acumulada em 31/12/2018 = 8.750 x 18 meses = R$ 157.500

Obs.: a diferença entre 30/06/2017 e 31/12/2018 é de 18 meses

Vejamos o valor contábil:

Valor contábil 31/12/2018 = Custo de Aquisição – Depreciação Acumulada

Valor contábil 31/12/2018 = 1.500.000 – 157.500 = R$ 1.342.500

Dado que o Valor recuperável = R$ 1.325.000, teremos que apurar a perda:

Perda em 2018 = Valor contábil 31/12/2018 - Valor recuperável

Perda em 2018 = $ 1.342.500 – $ 1.325.000 = $ 17.500

O gabarito é letra c.

6. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) A empresa Monta e Desmonta adquiriu, em 01/01/2016,


uma máquina no valor de R$ 150.000,00, à vista. Para a aquisição e colocação em funcionamento, a
empresa incorreu adicionalmente nos seguintes gastos:
− Tributos recuperáveis no valor de R$ 20.000,00.
− Gastos com transporte e seguro no valor de R$ 8.000,00.
− Gastos com instalação no valor de R$ 6.000,00.
A empresa estima que incorrerá em gastos no valor de R$ 12.000,00 (equivalentes à vista) para desinstalar
esta máquina ao final de sua vida útil. A vida útil da máquina era 5 anos, sendo que essa máquina ficou

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disponível para o uso apenas em 31/03/2016. Ademais, espera-se que ao final do período de vida útil a
máquina valha R$ 14.000,00.
Sabendo que a empresa utiliza o método das cotas constantes, o valor contábil da máquina, em 31/12/2017,
era, em reais,
(A) 132.300,00.
(B) 119.300,00.
(C) 111.200,00.
(D) 105.300,00.
(E) 111.500,00.

Comentários:

Inicialmente, vamos calcular o valor de custo.

(+) Valor aquisição (01.01.2016) R$ 150.000,00


(+) Transporte e seguro R$ 8.000,00
(+) Instalação R$ 6.000,00
(+) Desinstalação R$ 12.000,00
(=) Valor de custo R$ 176.000,00

Agora, temos de saber que a depreciação se inicia somente no momento em que o ativo está disponível para
uso, ou seja, em 31.03.2016.

Valor de custo (31.03.2016) 176.000,00


(-) Valor residual 14.000,00
(=) Valor depreciável 162.000,00

Vida útil 5 anos, então:

Depreciação anual = 162.000/5 = 32.400/ano

Em 2016, a máquina depreciará de abril a dezembro.

Depreciação 2016 = 9/12 x 32.400 = 24.300,00

Em 2017, depreciará 12 meses.

Depreciação 2017 = 32.400,00

Depreciação acumulada total = R$ 56.700,00

Valor contábil = 176.000 – 56.700 = R$ 119.300,00

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Quanto aos tributos recuperáveis, veja que eles não inclusos e nem retirados. A chave da questão está no
adicionalmente. Geralmente, nós retiramos o valor dos tributos recuperáveis, pois eles já estão no valor.
Mas, nesta questão, ela diz que foi um gasto adicional. Assim, nada é feito. O gabarito é letra b.

7. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) Em 28/02/2017, a empresa Monta e Desmonta comprou


uma nova máquina no valor de R$ 160.000,00, à vista, com vida útil econômica estimada de 5 anos e
valor residual de R$ 10.000,00. Em 31/12/2017, após utilizar a máquina por 10 meses, a empresa
Monta e Desmonta reavaliou a vida útil econômica remanescente da máquina em 40 meses e valor
residual de R$ 15.000,00. Em 31/10/2018, a empresa Monta e Desmonta decidiu vender esta máquina
por R$ 130.000,00, à vista. Com base nessas informações, o resultado obtido pela empresa Monta e
Desmonta com a venda da máquina foi, em reais,
(A) 25.000,00, de ganho.
(B) 28.000,00, de ganho.
(C) 5.000,00, de prejuízo.
(D) 5.000,00, de ganho.
(E) 40.000,00, de ganho.

Comentários:

O CPC 27 – Ativo Imobilizado afirma que a o valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos
ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser
contabilizada como mudança de estimativa contábil.

Foi o que aconteceu nessa questão. A vida útil e o valor residual foram alterados.

Valor Depreciável = 160.000 – 10.000 = 150.000

Vida Útil = 5 anos / Depreciação Anual = 150.000/5 = R$ 30.000 ou 30.000/12 = 2.500 por mês

Tempo de uso até a reestimativa = 10 meses

Depreciação Acumulada = 10 x 2.500 = R$ 25.000

Valor Contábil 31.12.2017 = 160.000 – 25.000 = 135.000

Agora, temos de calcular a depreciação, com a nova vida útil e o novo valor residual, mas usando o valor
contábil atual: 135.000

Valor Depreciável = 135.000 – 15.000 = 120.000

Vida Útil = 40 meses ou Depreciação mensal = 120.000/40 = R$ 3.000

Depreciação Acumulada 31.10.2018 = R$ 25.000 (inicial) + 30.000 = R$ 55.000

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Valor Contábil 31.10.2018 = 160.000 – 55.000= 105.000

Como o bem foi vendido por 130.000, houve um ganho de 130.000 – 105.000 = 25.000,00

O gabarito é letra a.

8. (FCC/CL-DF/Consultor Legislativo/2018) Em 31/12/2015, a Cia. dos Esportes adquiriu um equipamento


por R$ 320.000,00 à vista. Estimou que a vida útil econômica era 6 anos e o valor residual esperado era
R$ 20.000,00. Em 01/01/2017, a empresa reavaliou a vida útil econômica remanescente do
equipamento para 4 anos e o valor residual para R$ 10.000,00. Em 31/12/2017, a Cia. dos Esportes
resolveu trocar o equipamento e o vendeu por R$ 200.000,00, à vista. O resultado obtido pela Cia. dos
Esportes com a venda do equipamento foi
(A) prejuízo no valor de R$ 120.000,00.
(B) prejuízo no valor de R$ 5.000,00.
(C) lucro no valor de R$ 5.000,00.
(D) lucro no valor de R$ 4.000,00.
(E) lucro no valor de R$ 14.000,00

Comentários:

O CPC 27 – Ativo Imobilizado afirma que a o valor residual e a vida útil de um ativo são revisados pelo menos
ao final de cada exercício e, se as expectativas diferirem das estimativas anteriores, a mudança deve ser
contabilizada como mudança de estimativa contábil. Foi o que aconteceu nessa questão. A vida útil e o valor
residual foram alterados.

Valor Depreciável = 320.000 – 20.000 = 300.000

Vida Útil = 6 anos

Depreciação Anual = 300.000/6 = R$ 50.000

Tempo de uso até a reestimativa = 1 ano

Depreciação Acumulada = 1 x 50.000 = R$ 50.000

Valor Contábil 01.01.2017 = 320.000 – 50.000 = 270.000

Agora, temos de calcular a depreciação, com a nova vida útil e o novo valor residual, mas usando o valor
contábil atual: 270.000 Valor Depreciável = 270.000 – 10.000 = 260.000

Vida Útil = 4 anos, então:

Depreciação Anual = 260.000/4 = R$ 65.000

Depreciação Acumulada 31.12.2017 = R$ 50.000 + 65.000 = R$ 115.000

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Valor Contábil 31.12.2017 = 320.000 – 115.000 = 205.000,00

A venda foi feita por 200.000, portanto, houve uma perda de 200.000 – 205.000 = (5.000)

O gabarito é letra b.

9. (FCC/Analista/DPE AM/2018) A empresa Profile S.A. adquiriu, em 31/12/2015, uma máquina por R$
420.000,00 à vista. Adicionalmente, a empresa incorreu em gastos para instalação adequada da mesma
no valor de R$ 60.000,00. Na data da aquisição, a empresa definiu que a vida útil econômica da
máquina seria 6 anos e o valor residual esperado no final da vida útil seria R$ 30.000,00. A empresa
adota o método das cotas constantes para cálculo da depreciação.
Em 30/06/2017, a empresa Profile S.A. vendeu esta máquina por R$ 350.000,00 à vista. O resultado apurado
na venda da máquina foi, em reais,
a) 27.500,00 positivos.
b) 17.500,00 negativos.
c) 12.500,00 positivos.
d) 57.500,00 positivos.
e) 70.000,00 negativos.

Comentários:

O resultado apurado na venda é a diferença entre o valor recebido e o valor contábil líquido.

Custo de aquisição = 420.000 + 60.000 = 480.000

Os gastos na instalação integram o custo, conforme CPC 27.

Depreciação = (Custo de aquisição - Valor residual)/Vida útil

Depreciação = (480.000-30.000)/6 = 450.000/6 = 75.000 anual

De 31/12/2015 até 30/06/2017 temos o intervalo de 18 meses ou 1,5 anos.

Logo, a depreciação e o valor contábil do ativo serão:

Depreciação total = 75.000 x 1,5 = 112.500

Valor contábil = 480.000 - 112500 = 367.500

Venda do ativo = 350.000 - 367.500 = (17.500)

O gabarito é letra b.

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10. (FCC/TST/Contabilidade/2017) Uma máquina foi adquirida em 30/06/2013 pelo valor de R$


17.700.000,00, o qual foi pago após 18 meses da data da aquisição. A taxa de juros implícita na compra
foi 0,924% ao mês que corresponde a 18% no prazo concedido pelo vendedor da máquina. A empresa
definiu a vida útil da máquina em 10 anos de utilização e calcula a despesa de depreciação em função
do tempo decorrido. No início do prazo de utilização da máquina a empresa identificou que o valor
residual estimado para sua venda no final da vida útil seria R$ 3.000.000,00. No início do ano de 2016
a empresa identificou que o valor residual no final da vida útil foi reduzido para R$ 1.500.000,00.
Sabendo-se que não houve necessidade de redução do valor contábil da máquina e que a vida útil da
mesma para fins fiscais é definida em 8 anos, o valor contábil evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2016 para esta máquina foi, em reais,
A) 9.750.000,00.
B) 12.555.000,00.
C) 12.355.000,00.
D) 10.600.000,00.
E) 8.437.500,00

Comentários:

Como o pagamento é um Passivo não Circulante, precisamos efetuar o Ajuste a Valor Presente.

Valor presente = $ 17.700.000 / 1,18 = $ 15.000.000

Valor depreciável = $15.000.000 – valor residual = $15.000.000 - $3.000.000 = $12.000.000

Vida útil = 10 anos, então:

Depreciação anual = $12.000.000 / 10 anos = $1.200.000

Depreciação acumulada entre 30/06/2013 até 31/12/2015: 2,5 anos x $1.200.000 = $3.000.000

Cálculo da depreciação a partir de 2016:

Valor original 15.000.000,00


Depreciação acumulada 2013 a 2015 - 3.000.000,00
(=) Valor contábil 12.000.000,00
(-) Valor residual - 1.500.000,00
(=) Valor depreciável 10.500.000,00
(÷) Vida útil restante 7,5 anos
(=) Depreciação anual a partir de 2016 1.400.000,00

Então, Valor contábil ao final de 2016 = $15.000.000 - $3.000.000 - $1.400.000 = $ 10.600.000

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O gabarito é letra d.

11. (FCC/TRE PR/Contabilidade/2017) No dia 02/01/2013 uma empresa adquiriu um equipamento de


produção pelo valor de R$ 30.000.000,00 e efetuou o pagamento à vista. A vida útil definida pela
empresa para o equipamento foi 12 anos e a vida útil para fins fiscais é 10 anos. A despesa de
depreciação é calculada em função do tempo decorrido e no início do prazo de utilização a empresa
estimou o valor residual para venda do equipamento no final da vida útil em R$ 3.000.000,00. No início
do ano de 2016 foi identificado que o valor residual no final da vida útil estimada originalmente pela
empresa foi reduzido para R$ 2.550.000,00, em decorrência de mudanças no mercado secundário para
este tipo de equipamento. O valor contábil que deveria ser evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2016 para este equipamento era, em reais,
(A) 19.200.000,00.
(B) 20.000.000,00.
(C) 18.000.000,00.
(D) 20.950.000,00.
(E) 21.000.000,00.

Comentários:

O que interessa, para fins de depreciação, é a estimativa contábil. A estimativa fiscal é utilizada para cálculo
de imposto de renda e afins.

Valor de aquisição 30.000.000


(-) Valor residual (3.000.000)
= Valor depreciável 27.000.000

Assim:

Depreciação anual = 27.000.000/12 = 2.250.000/ano

Depreciação até 2016 (Depreciou em 2013, 2014 e 2015) = 2.250.000,00 x 3 = 6.750.000,00

Lembre-se de que ao menos no final do exercício, há necessidade de revisar a vida útil e o valor residual.
Como a questão não falou nada sobre a vida útil, pressupomos que ela continua a mesma.

Valor contábil em 01.01.2016:

Valor de aquisição 30.000.000


(-) Depreciação acumulada (6.750.000)
Valor contábil 23.250.000

Novo valor depreciável:

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Valor já depreciado 23.250.000


(-) Valor residual (2.550.000)
Valor depreciável 20.700.000

Como já depreciou pelo período de 3 anos, ainda restam 9 anos.

Depreciação anual = 20.700.000/9 = 2.300.000/ano

Portanto, depreciando mais um ano.

Valor já depreciado 23.250.000,00


(-) Depreciação em 2016 2.300.000,00
Valor contábil 20.950.000,00

Por fim,

Valor original 30.000


(-) valor residual - 3.000
Valor depreciável 27.000
Tempo: 12 anos
Depreciação anual 2.250
2013
2014
2015
Depreciação acumulada (3 anos) 6.750
Valor contábil: 23.250
Novo valor residual - 2.550
Novo valor depreciável 20.700
Tempo: 9 anos
Depreciação anual 2.300
Novo valor contábil 20.950

O gabarito é letra d.

12. (FCC/DPE RS/Contabilidade/2017) A Cia. de Minérios adquiriu o direito de exploração de uma mina de
zinco por R$ 3.960.000,00 que foram pagos à vista. A capacidade total esperada de extração da mina
foi estimada em 80.000 toneladas e no primeiro ano de exploração a Cia. extraiu 8.000 toneladas. No
início do segundo ano, ao reanalisar a capacidade de produção da mina, a Cia. de Minérios estimou
que ainda havia 80.000 toneladas remanescentes e, durante o segundo ano, fez a extração de 6.000
toneladas. O valor contábil apresentado para esta mina, no final do segundo ano, foi, em reais,
A) 3.296.700,00
B) 3.330.000,00

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C) 3.267.000,00
D) 3.960.000,00
E) 3.564.000,00

Comentários:

A questão pede o valor contábil da mina, ao final do segundo ano. Podemos calcular assim:

• Direitos de exploração: $3.960.000


• Capacidade da mina (possança): 80.000 tons
• Primeiro ano: extraiu 8.000 tons.

8.000 tons / 80.000 tons = 0,1 ou 10%

Exaustão = $ 3.960.000 x 10% = $ 396.000

Valor contábil ao final do primeiro ano = $ 3.960.000 -$ 396.000 = $ 3.564.000

A empresa reestimou a possança em 80.000 tons, ao final do primeiro ano, e extraiu 6.000 tons:

6.000 tons / 80.000 tons = 0,075 ou 7,5 %

$ 3.564.000 x 7,5% = $267.300

Valor contábil ao final do segundo ano = $ 3.564.000 - $267.300 = $ 3.296.700

O gabarito é letra a.

13. (FCC/ARTESP/Contabilidade/2017) A empresa Metais Pesados S.A. adquiriu, em 31/12/2014, um


imobilizado por R$ 50.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada da máquina, na data de
aquisição, foi 10 anos e o valor residual estimado foi R$ 5.000,00. Em 31/12/2015, a empresa reavaliou
a vida útil e determinou que a vida útil econômica remanescente da máquina era 5 anos e o valor
residual era R$ 8.000,00. Com base nestas informações e sabendo que a empresa utiliza o critério de
quotas constantes para cálculo da depreciação, o valor da depreciação acumulada evidenciado no
Balanço Patrimonial da empresa, em 31/12/2016, foi, em reais,
(A) 11.000,00.
(B) 12.000,00.
(C) 16.800,00.
(D) 9.000,00.
(E) 14.000,00

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Comentários:

Nesse tipo de questão é fundamental que possamos organizar bem as datas informadas, pois nos ajudarão
a calcular a depreciação acumulada dos ativos.

Antes da reavaliação, o valor da depreciação anual do bem era:

50.000 - 5.000
Depreciação Anual= =R$ 4.500
10

Portanto, em 31.12.2015, após um ano da aquisição dos bens, a depreciação acumulada era de R$ 4.500,00
e valor contábil líquido de 50.000 - 4.500= 45.500.

Após a reavaliação, o valor da depreciação anual também foi alterado:

45.500 − 8.000
Depreciação Anual = = R$ 7.500
5

Diante do exposto, em 31.12.2016, a depreciação acumulada do ativo era de: 4.500 +7.500 = R$ 12.000.

O gabarito é letra b.

14. (FCC/SEGEP-MA/Auditor/2016) O preço de aquisição de um equipamento de produção foi R$


9.000.000,00, o pagamento da compra ocorreu à vista em 31/12/2013 e o mesmo entrou em
funcionamento na mesma data. A empresa definiu a vida útil do equipamento em 8 anos de utilização
e calcula sua despesa de depreciação em função do tempo decorrido. Na data da aquisição o valor
residual no final do prazo de vida útil foi estimado em R$ 1.120.000,00.
No início do ano de 2015, a empresa reavaliou a vida útil remanescente do equipamento para 5 anos, em
função de alteração na sua política de substituição do equipamento, e estimou que o valor residual no final
desta nova vida útil seria R$ 1.205.000,00. A análise feita pela empresa no final de 2014 identificou que não
havia necessidade de redução do valor contábil do equipamento. Para fins fiscais a vida útil do equipamento
é definida em 10 anos. O valor contábil que deveria ser evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2015
para este equipamento foi, em reais:
A) R$ 7.030.000,00.
B) R$ 6.750.000,00.
C) R$ 7.200.000,00.
D) R$ 6.653.000,00.
E) R$ 5.757.000,00.

Comentários:

Questão de depreciação com alteração da vida útil. Vamos lá:

Valor depreciável = valor original – valor residual

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Valor depreciável = $9.000.000 - $1.120.000 = $ 7.880.000

Vida útil = 8 anos, então:

Depreciação anual = $7.880.000/ 8 anos = $985.000

Depreciação de 2014 = $985.000

Valor do equipamento no início de 2015:$9.000.000 - $985.000 = $8.015.000

No início do ano de 2015, a empresa reavaliou a vida útil remanescente do equipamento para 5 anos e valor
residual de R$ 1.205.000,00.

Precisamos calcular o novo valor depreciável, em função da mudança da estimativa de vida útil e do valor
residual. Fica assim:

Valor depreciável = valor contábil – valor residual

Valor depreciável = $8.015.000 - $1.205.000 = $ 6.810.000

Depreciação de 2015: $6.810.000 / 5 anos = $1.362.000

Valor contábil em 31.12.2015: $ 8.015.000 - $1.362.000 = $6.653.000

O gabarito é letra d.

15. (FCC/SEGEP-MA/Tecnologia da Informação/2016) A Cia. Máquinas Pesadas adquiriu, em 31/12/2013,


um equipamento por R$ 680.000,00 à vista. Na data da aquisição, a Cia. estimou a vida útil econômica
deste equipamento em 20 anos e o valor residual em R$ 80.000,00. Em 31/12/2014, após o
reconhecimento da depreciação referente ao ano de 2014, a Cia. reavaliou a vida útil do equipamento
para 15 anos e reestimou o valor residual para R$ 50.000,00. Com base nestas informações sabendo
que a empresa utiliza o método das cotas constantes para calcular a despesa com depreciação, o valor
da Depreciação Acumulada evidenciado no Balanço Patrimonial da Cia. Máquinas Pesadas, em
31/12/2015, foi, em reais, de
A) 60.000,00.
B) 78.750,00.
C) 84.000,00.
D) 67.500,00.
E) 70.000,00.

Comentário:

Este formato já é conhecido. Vamos calcular a depreciação para o primeiro ano, alterar a vida útil e o valor
residual e calcular a depreciação para o segundo ano.

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Lembramos que a alteração de estimativa tem efeitos prospectivo, ou seja, não altera os valores anteriores.
Vamos lá!

Valor original 680.000


(-) Valor residual - 80.000
= Valor depreciável 600.000
(÷) Vida útil 20 anos
= Depreciação anual 30.000

Portanto, a depreciação de 2014 é de $30.000.

Em 31/12/2014, o valor do equipamento era de $ 680.000 menos a depreciação de $30.000 = $650.000.

Cia. reavaliou a vida útil do equipamento para 15 anos e reestimou o valor residual para R$ 50.000,00.

Vamos calcular a nova depreciação para 2015:

Valor original 650.000


(-) Valor residual - 50.000
= Valor depreciável 600.000
(÷) Vida útil 15 anos
= Depreciação anual 40.000

Assim:

Depreciação acumulada = Depreciação 2014 + depreciação 2015

Depreciação acumulada = $30.000 + $ 40.000 = $70.000

O gabarito é letra e.

16. (FCC/TRF 3ª/Contadoria/2016) Uma empresa adquiriu um equipamento de produção pelo valor de R$
12.000.000,00 que foi pago à vista. A aquisição ocorreu em 30/06/2010, a empresa definiu a vida útil
do equipamento em 10 anos de utilização e calcula sua despesa de depreciação em função do tempo
decorrido (método das quotas constantes), tendo em vista que o mesmo funciona sem qualquer
interrupção. No início do prazo de utilização do equipamento o valor residual estimado para sua venda
no final da vida útil era R$ 1.500.000,00. No final de 2013, a empresa identificou que o valor residual
no final da vida útil foi reduzido para R$ 1.175.000,00, em decorrência do aparecimento de novos
equipamentos com tecnologia mais atual, o que fez com que o valor de mercado dos equipamentos
utilizados pela empresa diminuísse. A análise feita pela empresa neste momento (final de 2013)

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identificou que não havia necessidade de redução do valor contábil do equipamento (o valor
recuperável era maior que o valor contábil). Se a vida útil do equipamento para fins fiscais é definida
em 8 anos, o valor contábil que deveria ter sido evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2014
para este equipamento era, em reais,
A) 5.250.000,00.
B) 6.600.000,00.
C) 5.775.000,00.
D) 7.225.000,00.
E) 7.275.000,00.

Comentário:

Vamos resolver:

Valor original 12.000.000


(-) Valor residual - 1.500.000
=Valor depreciável 10.500.000
(÷) Vida útil 10 anos
= Depreciação anual 1.050.000

De 30/06/2010 a 31/12/2013, temos 3 anos e meio, portanto a depreciação acumulada fica assim:

Depreciação acumulada até o final de 2013:$ 1.050.000 x 3,5 anos = $3.675.000

Vejamos agora a situação após a mudança da estimativa de vida útil e valor residual.

Valor contábil = Valor original – depreciação acumulada

Valor contábil = $12.000.000 - $ 3.675.000 = $8.325.000

Assim:

Valor contábil no final de 2013 8.325.000


(-) Valor residual - 1.175.000
= Valor depreciável 7.150.000
(÷) Vida útil 6,5 anos
Depreciação anual 1.100.000

Depreciação acumulada no final de 2014: $ 3.675.000 + $ 1.100.000 = $4.775.000

Valor contábil 2014 = valor original – depreciação acumulada

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Valor contábil 2014 = $12.000.000 - $ 4.775.000 = $7.225.000

O gabarito é letra d.

17. (FCC/Analista de Controle Externo/TCE/CE/2015) A Cia. Imobi & Liza adquiriu, em 31/12/2012, um
equipamento por R$ 238.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada do equipamento na data de
aquisição foi 20 anos e o valor residual R$ 18.000,00. Em 31/12/2013, a empresa revisou a vida útil
remanescente da máquina para 10 anos e estimou um novo valor residual em R$ 10.000,00. Com base
nestas informações, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial da Cia. Imobi
& Liza, em 31/12/2014, foi, em reais,
a) 216.000,00.
b) 205.300,00.
c) 179.100,00.
d) 195.300,00.
e) 188.100,00.

Comentários:

Informações iniciais:

• Valor de aquisição = 238.000,00


• Vida útil = 20 anos
• Valor residual = 18.000,00

Logo, Valor depreciável = 238.000 – 18.000 = 220.000,00.

Consequentemente, Depreciação anual = 220.000/20 = 11.000,00

Valor contábil em 31.12.2013:

Valor de aquisição 238.000,00


(-) Depreciação anual (11.000,00)
= Valor contábil: 227.000,00

Revisão!

Valor contábil em 31.12.2013 227.000,00


(-) Valor residual (10.000,00)
= Valor depreciável 217.000,00
(÷) Vida útil restante 10 anos .
Depreciação anual 21.700,00

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Valor contábil em 31.12.2014:


Valor contábil em 31.12.2013 227.000,00
(-) Depreciação anual (21.700,00)
= Valor contábil 205.300,00

O gabarito é letra b.

18. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Uma empresa adquiriu, em 02/01/2013, um edifício pelo valor de
R$ 10.000.000,00 e estimou que a vida útil esperada de utilização era 10 anos e valor residual igual a
zero. A empresa decidiu, então, fazer uma grande reforma cujo valor total foi R$ 3.000.000,00, o que
aumentou a vida útil esperada do edifício para 30 anos, sendo que, ao final deste novo prazo de vida
útil, o valor residual esperado passou a ser R$ 4.000.000,00. Sabendo-se que o edifício ficou pronto e
começou a ser utilizado em 30/09/2013, a empresa apresentará na Demonstração do Resultado de
2013, em reais,
a) Despesa de Depreciação = 1.000.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00
b) Despesa de Depreciação = 250.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00
c) Despesa de Depreciação = 75.000,00
d) Despesa de Depreciação = 825.000,00
e) Despesa de Depreciação = 200.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00

Comentários:

Sabemos que:

• Edifício em 02.01.2013 = 13.000.000,00


• Vida útil = 30 anos
• Valor residual = 4.000.000,00

Então,

Depreciação anual = 9.000.000/30 = 300.000,00 por ano

Depreciação mensal = 300.000/12 = 25.000,00

Em 2013, portanto, teremos despesas de depreciação no valor de R$ 75.000,00 (25.000,00 x 3).

O gabarito é letra c.

19. (FCC/Auditor/TCM GO/2015) O valor original de um ativo deduzido do seu valor residual denomina-se
valor:
a) líquido Contábil.

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b) contábil Original Líquido.


c) depreciável, amortizável ou exaurido.
d) realizável Líquido.
e) realizável.

Comentários

O valor original ou de aquisição menos o valor residual é chamado de valor depreciável, amortizável ou
exaurível. O gabarito é letra c.

20. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/PE/2014) Em 31/12/2009, a empresa Equipamentos Pesados S.A. adquiriu


uma máquina pelo valor de R$ 800.000,00, para ser pago integralmente em 2012. Se a empresa tivesse
adquirido o equipamento à vista o preço teria sido R$ 650.000,00. A empresa tem como política utilizar
suas máquinas por um período de 8 anos e o valor residual esperado para venda da máquina no final
do prazo de utilização corresponde a 20% do valor à vista da máquina comprada. Em 30/06/2011, a
empresa vendeu esta máquina por R$ 500.000,00 à vista. Com base nestas informações, o resultado
obtido na venda da máquina que será evidenciado na Demonstração de Resultados é:
a) prejuízo de R$ 150.000,00.
b) prejuízo de R$ 300.000,00.
c) prejuízo de R$ 28.125,00.
d) lucro de R$ 77.500,00.
e) prejuízo de R$ 52.500,00.

Comentários:

Valor à vista do equipamento 650.000,00


(-) Valor residual (130.000,00)
Valor depreciável 520.000,00

Então,

Depreciação anual (8 anos) = 520.000 / 8 = 65.000,00

A empresa utilizou a máquina por 1,5 anos. A depreciação será: 65.000,00 x 1,5 = 97.500,00.

Valor contábil na data da venda = 650.000,00 – 97.500,00 = 552.500,00.

Resultado na venda: 500.000,00 – 552.500,00 = (52.500,00).

Houve, pois, prejuízo. O gabarito é letra e.

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21. (FCC/Analista/TCE GO/2014) A Cia. do Norte importou um novo equipamento fabril que quando em
funcionamento aumentará sua produção em 40%, permitindo a ampliação do seu mercado de atuação.
Na ocasião, a empresa incorreu nos seguintes gastos e desembolsos:
Relação de Gastos Valores (R$)
Valor pago ao fornecedor do equipamento .................................................... 1.300.000,00
Impostos não recuperáveis e de importação ................................................. 200.000,00
Fretes, seguros incidentes sobre transportes do item ...................................... 40.000,00
Custo de adequação e preparação para instalação ....................................... 660.000,00
Honorários de pessoal especializado utilizado na montagem e instalação do novo
equipamento........................................... ........................................................350.000,00
Custo de instalação e montagem...................................................................... 300.000,00
Gastos de instalações finais com testes de funcionamento ..............................150.000,00
Com base nos dados fornecidos, a empresa deve
a) registrar em seu Ativo Não Circulante − Imobilizado, o valor de R$ 3.000.000,00.
b) lançar como Despesas Gerais de Fabricação o valor de R$ 1.500.000,00.
c) contabilizar como custo do Imobilizado, apenas R$ 1.300.000,00.
d) debitar em Despesas de Pessoal o montante de R$ 350.000,00.
e) considerar como Conta de Resultado o valor de R$ 200.000,00.

Comentários:

a) registrar em seu Ativo Não Circulante − Imobilizado, o valor de R$ 3.000.000,00.

Valor pago 1.300.000,00


Impostos não recuperáveis e II 200.000,00
Frete e seguro 40.000,00
Custo de preparação do local 660.000,00
Honorários profissionais 350.000,00
Custo de instalação e montagem 300.000,00
Testes de funcionamento 150.000,00
Valor do ativo imobilizado 3.000.000,00

Este é o nosso gabarito. Todos os outros itens estão incorretos.

22. (FCC/Analista/SABESP/2014) A empresa Sol & Chuva S.A. possuía, em 31/12/2013, em seu ativo
imobilizado, um imóvel com as seguintes informações, após o reconhecimento da despesa de
depreciação para o ano de 2013:

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Custo de aquisição R$ 1.000.000


(−) Depreciação acumulada R$ 350.000
(−) Perda por impairment R$ 250.000
Nesta mesma data (31/12/2013), a empresa vendeu este imóvel por R$ 650.000 à vista. O resultado obtido
com a venda foi:
a) prejuízo de R$ 350.000.
b) igual a zero.
c) prejuízo de R$ 100.000.
d) lucro de R$ 250.000.
e) lucro de R$ 50.000.

Comentários:

O valor contábil é de R$ 1.000.000 – 350.000 – 250.000 = 400.000,00.

O valor de venda é de R$ 650.000,00. Logo, o lucro na operação foi de R$ 250.000,00. O gabarito é letra d.

23. (FCC/Analista/SABESP/2014) Em 31/12/2011, a empresa Reavaliação adquiriu uma máquina por R$


650.000 à vista. Na data da aquisição, estimou-se que a vida útil econômica era 5 anos e o valor residual
era R$ 200.000. Em 01/01/2013, a empresa reavaliou a vida útil econômica remanescente da máquina
para 8 anos e valor residual para R$ 0,00 (zero).
O valor contábil apresentado pela empresa Reavaliação, no Balanço Patrimonial de 31/12/2013, foi, em reais,
a) 487.500.
b) 490.000.
c) 315.000.
d) 337.500.
e) 650.000.

Comentários:

Valor em 31.12.2011

• Valor de aquisição = 650.000,00


• Vida útil = 5 anos
• Valor residual = 200.000,00

Valor depreciável = Valor de aquisição - Valor residual = 650.000 – 200.000 = 450.000,00

Depreciação anual = Valor depreciável / Vida útil = 450.000 / 5 = 90.000,00

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Valor em 01.01.2013

Valor de aquisição 650.000,00


(-) Depreciação acumulada (90.000,00)
Valor contábil 560.000,00

Houve revisão da vida útil. Restarão 8 anos.

Nova depreciação:

• Valor contábil em 01.01.2013 = 560.000,00


• Vida útil = 8 anos

Depreciação anual = 560.000 / 8 = 70.000,00

Valor em 31.12.2013

Valor contábil em 01.01.2013 560.000,00


(-) Depreciação anual de 2013 (70.000,00)
Valor contábil em 31.12.2013 490.000,00.

O gabarito é letra b.

24. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) O auditor externo da empresa Cabos S.A. identificou que
a empresa construiu nova unidade e utilizou cabos de energia produzidos em sua linha de produção.
Para confirmar o registro adequado do custo do ativo imobilizado, a auditoria deve certificar-se de que
o custo corresponde ao custo do produto
A) para venda, menos quaisquer lucros gerados internamente.
B) pelo valor de reposição, para expressar o valor justo do imobilizado.
C) pelo valor justo, menos os impostos para expressar o valor no mercado.
D) pelo valor de reposição, para expressar o valor em uso.
E) para venda, mais os lucros gerados internamente.

Comentários:

Vamos ler o CPC 27 – Ativo Imobilizado:

22. O custo de ativo construído pela própria empresa determina-se utilizando os mesmos
princípios de ativo adquirido. Se a entidade produz ativos idênticos para venda no curso
normal de suas operações, o custo do ativo é geralmente o mesmo que o custo de construir
o ativo para venda (ver o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques). Por isso, quaisquer
lucros gerados internamente, são eliminados para determinar tais custos. De forma
semelhante, o custo de valores anormais de materiais, de mão-de-obra ou de outros

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recursos desperdiçados incorridos na construção de um ativo não é incluído no custo do


ativo. O Pronunciamento Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos estabelece critérios para
o reconhecimento dos juros como componente do valor contábil de um item do ativo
imobilizado construído pela própria empresa.

O gabarito é letra a.

25. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS/SP /2013) A Cia. Metais adquiriu, em 30/06/2011, uma mina de
minério de ferro por R$ (mil) 270.000,00. A estimativa inicial era de que seriam extraídas 270.000
toneladas desse minério. Durante 2011, foram extraídas 50.000 toneladas. No início de 2012, os
técnicos encontraram um novo veio de minério e reestimaram que ainda existiam 250.000 toneladas
para serem extraídas. Durante 2012, foram extraídas mais 20.000 toneladas. Com base nestas
informações, o valor da despesa de exaustão referente aos anos de 2011 e 2012 foram,
respectivamente, em milhares de reais,
A) 45.000 e 18.000
B) 50000 e 17600
C) 50.000 e 21.600
D) 45.000 e 21.600
E) 50.000 e 18.000

Comentários:

A estimativa inicial era de 270.000 toneladas. Como a mina foi adquirida por R$270.000,00, a posição inicial
era de R$1,00 por tonelada.

Em 2011, a empresa extraiu 50.000 toneladas, sendo que a exaustão foi de R$ 50.000,00.

Em 31.12.2011, o valor contábil era o seguinte:

Valor original 270.000,00


Exaustão acumulada (50.000,00)
Valor contábil 220.000,00

No início de 2012, houve uma revisão da estimativa, para 250.000 toneladas, e foram extraídas 20.000
toneladas em 2012.

Cálculo da exaustão de 2012:

R$ 220.000,00 / 250.000 = R$ 0,88 por tonelada


20.000 tons x R$0,88 = R$ 17.600,00

O gabarito é letra b.

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26. FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) Em 01/02/2013, a empresa Ativa S.A. adquiriu uma
máquina, no valor de R$ 2.000.000,00, diretamente do fornecedor. Pagou 10% do valor à vista e o
restante será pago em 10 parcelas anuais de R$ 180.000,00, sendo a primeira a ser paga em
01/02/2014. A taxa de juros cobrada pelo credor foi de 13% ao ano. A seguir, a demonstração do valor
presente das parcelas:
Parcelas Valor em R$ Valor Presente das Parcelas em R$ Diferença em R$
1 180.000,00 159.292,04 20.707,96
2 180.000,00 140.966,40 39.033,60
3 180.000,00 124.749,03 55.250,97
4 180.000,00 110.397,37 69.602,63
5 180.000,00 97.696,79 82.303,21
6 180.000,00 86.457,33 93.542,67
7 180.000,00 76.510,92 103.489,08
8 180.000,00 67.708,78 112.291,22
9 180.000,00 59.919,27 120.080,73
10 180.000,00 53.025,90 126.974,10
Totais 1.800.000,00 976.723,83 823.276,17
Lançamento contábil que deveria ter sido feito pela empresa Ativa S.A., em 01/02/2013, em R$:

A)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Despesa com Juros 823.276,17
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
B)
Débito Crédito
Imobilizado 2.200.000,00
Juros a Apropriar 200.000,00
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
C)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Juros a Apropriar 823.276,17
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00

D)
Débito Crédito
Imobilizado 2.000.000,00
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00

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E)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Fornecedores 976.723,83
Caixa 200.000,00

Comentários:

Questão interessante. Vejamos:

Pagamento à vista: $2.000.000 x 10% = $200.000

A prazo: 10 x $180.000 = $1.800.000

Valor presente das prestações: $976.723,83

Valor dos juros: 823.276,17

Custo da máquina a valor presente: $976.723,83 + $ 200.000 = $ 1.176.723,83.

Agora, podemos montar a contabilização:

D – Imobilizado (Ativo) 1.176.723,83


D – Juros a apropriar (ret. Passivo) 823.276.17
C – Fornecedores (Passivo) 1.800.000,00
C – Caixa (Ativo) 200.000,00

A banca chamou de “Juros a apropriar”. O mais comum seria “Encargos a transcorrer” ou “Juros a
transcorrer”. O gabarito é letra c.

27. (FCC/Auditor Fiscal/ISS SP/2012) No reconhecimento inicial, não compõe o custo de um item do ativo
imobilizado os
(A) custos de preparação do local de instalação.
(B) custos com a promoção de produtos gerados por tal ativo.
(C) impostos não recuperáveis sobre a compra.
(D) custos de fretes e manuseio.
(E) custos de montagem.

Comentários:

Trata-se de questão sobre o CPC 27 – ativo imobilizado. Segundo a Norma Técnica:

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Ativo imobilizado é o item tangível que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para


aluguel a outros, ou para fins administrativos; e

(b) se espera utilizar por mais de um período.

Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades
da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram a ela os
benefícios, os riscos e o controle desses bens.

Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo, o qual inclui todos os custos
necessários para colocá-lo em condições de uso. Ainda, nos termos do Pronunciamento:

16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:

(a) seu preço de aquisição, acrescido de impostos de importação e impostos não


recuperáveis sobre a compra, depois de deduzidos os descontos comerciais e abatimentos;

(b) quaisquer custos diretamente atribuíveis para colocar o ativo no local e condição
necessárias para o mesmo ser capaz de funcionar da forma pretendida pela administração;

(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do


local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a obrigação em que a
entidade incorre quando o item é adquirido ou como consequência de usá-lo durante
determinado período para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse
período.

17. Exemplos de custos diretamente atribuíveis são:

(a) custos de benefícios aos empregados (tal como definidos no Pronunciamento Técnico
CPC 33 – Benefícios a Empregados) decorrentes diretamente da construção ou aquisição
de item do ativo imobilizado;

(b) custos de preparação do local;

(c) custos de frete e de manuseio (para recebimento e instalação);

(d) custos de instalação e montagem;

(e) custos com testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente, após
dedução das receitas líquidas provenientes da venda de qualquer item produzido enquanto
se coloca o ativo nesse local e condição (tais como amostras produzidas quando se testa o
equipamento); e

(f) honorários profissionais.

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Portanto, integram o custo do imobilizado os gastos que se fizerem necessários para que o ativo imobilizado
esteja em condições de uso. A partir deste momento, em regra, os gastos que se fizerem com a manutenção
deste imobilizado é tido como despesa.

Portanto, das nossas assertivas, a única que não fará parte do nosso ativo imobilizado são os custos com a
promoção de produtos gerados por tal ativo, já que se trata de um gasto subsequente à instalação e
contabilização do ativo imobilizado.

Neste sentido foi o Pronunciamento Contábil do CPC:

19. Exemplos que não são custos de um item do ativo imobilizado são:

(a) custos de abertura de nova instalação;

(b) custos incorridos na introdução de novo produto ou serviço (incluindo propaganda e


atividades promocionais);

(c) custos da transferência das atividades para novo local ou para nova categoria de clientes
(incluindo custos de treinamento); e

(d) custos administrativos e outros custos indiretos.

O gabarito é letra b.

28. (FCC/TRE AL/Analista Judiciário/2010) São características de um ativo imobilizado ser


(A) intangível, ter vida útil superior a um ano e ter substância econômica.
(B) tangível, ter substância econômica e poder gerar benefícios futuros.
(C) destinado ao negócio da empresa, ter vida útil superior a um ano e não gerar benefícios econômicos
futuros.
(D) de propriedade da empresa, não ter substância econômica e poder gerar benefícios econômicos futuros.
(E) tangível, ter vida útil inferior a um ano e poder ou não gerar benefícios econômicos futuros.

Comentários:

(A) intangível, ter vida útil superior a um ano e ter substância econômica.

Alternativa INCORRETA. O Ativo Imobilizado é tangível, e não intangível.

(B) tangível, ter substância econômica e poder gerar benefícios futuros.

Alternativa CORRETA. A Lei 6404/76 fornece a seguinte definição para Ativo Imobilizado:

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Art. 179. As contas serão classificadas do seguinte modo:

IV – no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade,
inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e
controle desses bens; (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)

No Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado – encontramos a seguinte definição:

Ativo imobilizado é o item tangível que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para


aluguel a outros, ou para fins administrativos; e

(b) se espera utilizar por mais de um período

Correspondem aos direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à
manutenção das atividades da entidade ou exercidos com essa finalidade, inclusive os
decorrentes de operações que transfiram a ela os benefícios, os riscos e o controle desses
bens

(C) destinado ao negócio da empresa, ter vida útil superior a um ano e não gerar benefícios econômicos
futuros.

Alternativa INCORRETA. Todo ativo deve gerar benefícios econômicos futuros.

(D) de propriedade da empresa, não ter substância econômica e poder gerar benefícios econômicos
futuros.

Alternativa INCORRETA. O ativo precisa ser controlado pela empresa, mas não precisa necessariamente ser
de sua propriedade. Além disso, deve ter substância econômica.

(E) tangível, ter vida útil inferior a um ano e poder ou não gerar benefícios econômicos futuros.

Alternativa INCORRETA. A vida útil pode ser superior a um ano (aliás, essa é a hipótese mais comum). Além
disso, deve obrigatoriamente gerar benefícios econômicos.

O gabarito é letra b.

29. (FCC/SABESP/Analista/Contabilidade/2012) Uma companhia mineradora adquiriu um Ativo


Imobilizado e incorreu nos seguintes gastos:
I. R$ 100.000 referentes ao valor de compra à vista, líquido dos tributos recuperáveis.
II. R$ 30.000 referentes aos custos de instalação e preparação do local para que o mesmo seja capaz de
entrar em operação.
III. R$ 10.000 referentes às atividades promocionais para introdução de um novo produto.

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IV. R$ 20.000 referentes a fretes e manuseio.


Com base nestas informações, o custo do Ativo Imobilizado adquirido deve incluir
(A) I, apenas.
(B) II e III, apenas.
(C) II e IV, apenas.
(D) I, II e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.

Comentários:

Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo, o qual inclui todos os custos
necessários para colocá-lo em condições de uso.

Vamos examinar os gastos listados pela questão:

I. R$ 100.000 referentes ao valor de compra à vista, líquido dos tributos recuperáveis. Inclui

II. R$ 30.000 referentes aos custos de instalação e preparação do local para que o mesmo seja capaz de
entrar em operação. Inclui

III. R$ 10.000 referentes às atividades promocionais para introdução de um novo produto. Não inclui

IV. R$ 20.000 referentes a fretes e manuseio. Inclui

Verifique, na questão anterior, o texto do Pronunciamento destacando o que deve ser incluído ou excluído
no custo dos ativos.

O gabarito é letra d.

30. (FCC/Auditor Fiscal/ICMS RO/2010) Uma empresa adquiriu uma máquina, em 01/01/X1, pelo valor de
R$ 240.000,00 para utilização em suas operações. A vida útil econômica, estimada pela empresa, para
esta máquina foi de 6 anos, sendo que a empresa esperava vendê-la por R$ 60.000,00 ao final deste
prazo. No entanto, no início do segundo ano de uso, a empresa reavaliou que a vida útil remanescente
da máquina era de três anos e o valor estimado de venda ao final do período era R$ 45.000,00.
A empresa utiliza o método das quotas constantes e, ao final de X1, não houve ajuste no valor do ativo pelo
teste de recuperabilidade. Sendo assim, os valores das despesas de depreciação nos anos X1 e X2, em relação
a essa máquina, foram, respectivamente, e em reais:
A) 30.000,00 e 55.000,00
B) 30.000,00 e 65.000,00
C) 40.000,00 e 40.000,00
D) 40.000,00 e 70.000,00
E) 45.000,00 e 50.000,00

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Comentários:

Esta questão explora uma novidade, estatuída no CPC 27: Para fins contábeis, a empresa deve calcular a
depreciação pela melhor estimativa técnica, e não simplesmente seguir as taxas determinadas pelo Fisco.

Estimativa Contábil X Critério Fiscal

Para a contabilidade, a depreciação deve ser calculada segundo a melhor estimativa técnica. Por exemplo,
se a Empresa X adquire dois veículos idênticos e estima que um terá vida útil de 6 anos e o outro terá vida
útil de 4 anos (o segundo será utilizado em condições mais severas que o primeiro), deve depreciá-los
conforme esta estimativa.

Ocorre que o Fisco (IR) aceita apenas determinados prazos para cálculo da depreciação. As diferenças
deveriam ser ajustadas, para efeito de Imposto de Renda. Com isso, as empresas passaram a usar o critério
fiscal. Mas, contabilmente, deve ser usada a melhor estimativa técnica, ainda que diferente do critério fiscal.
Para concursos, devemos usar o que informa a questão.

Se não mencionar vida útil, usamos o que o fisco determina:

Depreciação. Taxas permitidas pelo fisco para efeito de IR:

Veículos: 5 anos ou 20% ao ano

Máquinas e equipamentos: 10 anos ou 10% ao ano

Móveis e utensílios: 10 anos ou 10 % ao ano

Imóveis: 25 anos ou 4 % ao ano.

Agora, vamos ao cálculo da depreciação do primeiro ano:

Valor contábil 240.000


(-) Valor residual (60.000)
(=) Valor depreciável 180.000

Como a vida útil foi estimada em 6 anos, dividimos o valor depreciável por 6 para calcular a depreciação do
ano 1: 180.000 / 6 = 30.000 depreciação de X1.

No início do segundo ano de uso, a empresa reavaliou que a vida útil remanescente da máquina era de três
anos e o valor estimado de venda ao final do período era R$ 45.000,00. E agora? Podemos mudar a estimativa
inicial de vida útil de 6 anos e valor residual de 60.000? Podemos não, devemos. A contabilidade deve
trabalhar com a melhor estimativa.

E como vamos efetuar essa mudança de estimativa? Estornamos a depreciação de X1 e calculamos tudo
desde o começo, nas novas bases, OU mudamos de X2 em diante?

Veja trecho do pronunciamento 23:

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Estimativas

32. Uma política contábil pode exigir que os itens em demonstrações contábeis sejam
mensuradas de uma forma que envolva a incerteza de mensuração - ou seja, a política
contábil pode exigir que esses itens sejam mensurados em quantidades monetárias que
não possam ser observadas diretamente e devem ser estimadas. Nesse caso, a entidade
desenvolve uma estimativa contábil para atingir o objetivo estabelecido pela política
contábil. Desenvolver estimativas contábeis envolve o uso de julgamentos ou pressupostos
baseados na última informação disponível e confiável. Exemplos de estimativas contábeis
incluem:

(a) ajuste para perdas de crédito esperadas, aplicando o CPC 48;

(b) valor líquido realizável de um item de estoque, aplicando o CPC 16;

(c) valor justo de um ativo ou passivo, aplicando o CPC 46;

(d) despesa de depreciação para um item do ativo imobilizado, aplicando o CPC27; e

(e) uma provisão para obrigações decorrentes de garantias, aplicando o CPC 25. (Alterado
pela Revisão de Pronunciamentos Técnicos n.º 20)

32A. A entidade utiliza informações e técnicas de mensuração para desenvolver uma


estimativa contábil. As técnicas de mensuração incluem técnicas de estimativa (por
exemplo, técnicas usadas para mensurar ajuste para perdas de crédito esperadas aplicando
o CPC 48) e técnicas de valorização (por exemplo, técnicas usadas para mensurar o valor
justo de um ativo ou passivo aplicando o CPC 46). (Incluída pela Revisão de
Pronunciamentos Técnicos n.º 20)

32B. O termo “estimativa” nos Pronunciamentos Técnicos do CPC às vezes se refere a uma
estimativa que não é uma estimativa contábil conforme definido neste Pronunciamento.
Por exemplo, às vezes se refere a uma informação utilizada no desenvolvimento de
estimativas contábeis. (Incluída pela Revisão de Pronunciamentos Técnicos n.º 20)

33. O uso de estimativas razoáveis é parte essencial da elaboração de demonstrações


contábeis e não reduz sua confiabilidade.

34. A entidade pode precisar alterar uma estimativa contábil se ocorrerem mudanças nas
circunstâncias em que a estimativa contábil se baseou ou em consequência de novas
informações ou maior experiência. Por sua natureza, uma mudança em uma estimativa
contábil não se relaciona com períodos anteriores e não é a correção de um erro. (Alterado
pela Revisão de Pronunciamentos Técnicos n.º 20).

34A. Os efeitos em uma estimativa contábil de uma alteração em uma informação ou uma
alteração em uma técnica de mensuração são alterações nas estimativas contábeis, a
menos que resultem da correção de erro de período anterior. (Incluída pela Revisão de
Pronunciamentos Técnicos n.º 20). 35. A mudança na base de avaliação é uma mudança na
política contábil e não uma mudança na estimativa contábil. Quando for difícil distinguir

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uma mudança na política contábil de uma mudança na estimativa contábil, a mudança é


tratada como mudança na estimativa contábil.

36. O efeito de mudança na estimativa contábil que não seja uma mudança à qual se
aplique o item 37 deve ser reconhecido prospectivamente, incluindo-o nos resultados do:

(a) período da mudança, se a mudança afetar apenas esse período; ou

(b) período da mudança e futuros períodos, se a mudança afetar todos eles.

37. Se a mudança na estimativa contábil resultar em mudanças em ativos e passivos, ou


relacionar-se a componente do patrimônio líquido, ela deve ser reconhecida pelo ajuste no
correspondente item do ativo, do passivo ou do patrimônio líquido no período da mudança.

38. O reconhecimento prospectivo do efeito de mudança na estimativa contábil


significaque a mudança é aplicada a transações, a outros eventos e a condições a partir da
data dessa mudança. A mudança em uma estimativa contábil pode afetar apenas os
resultados do período corrente ou os resultados tanto do período corrente como de
períodos futuros. Por exemplo, a mudança em um ajuste para perdas de crédito esperadas
afeta apenas os resultados do período corrente e, por isso, é reconhecida no período
corrente. Porém, a mudança na estimativa da vida útil de ativo depreciável, ou no padrão
esperado de consumo dos futuros benefícios desse tipo de ativo, afeta a depreciação do
período corrente e de cada um dos futuros períodos durante a vida útil remanescente do
ativo. Em ambos os casos, o efeito da mudança relacionada com o período corrente é
reconhecido como receita ou despesa no período corrente.O efeito, caso exista, em
períodos futuros é reconhecido como receita ou despesa nesses períodos futuros.
(Alterada pela Revisão de Pronunciamentos Técnicos n.º 20).

Portanto, não alteramos a depreciação já contabilizada em X1. As mudanças nas estimativas produzirão
efeitos em X2 e nos exercícios futuros.

O cálculo da depreciação de X2 fica assim:

Valor contábil 240.000


(-) Depreciação X1 (30.000)
(-) Valor residual (45.000)
(=) Valor depreciável 165.000

Como a vida útil remanescente é de 3 anos, dividimos o valor depreciável por 3 para calcular a depreciação
de X2: 165.000/3 = 55.000. O gabarito é letra a.

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QUESTÕES COMENTADAS – IMOBILIZADO – FGV


1. (FGV/SEFAZ-MG/Auditor Fiscal/2023) Em 31/12/X0, uma sociedade empresária adquiriu móveis para
utilizar em seu negócio por R$ 12.000 para pagamento em um ano. Esse prazo era maior do que os
prazos normais de crédito para a sociedade empresária. Se os móveis fossem adquiridos à vista, o valor
seria de R$ 10.000.
Assinale a opção que indica os lançamentos contábeis realizados pela sociedade empresária na data em que
os móveis foram adquiridos.
(A) D-móveis e utensílios: R$ 10.000. D- despesas financeiras a apropriar: R$ 2.000. C- contas a pagar: R$
12.000.
(B) D- móveis e utensílios: R$ 10.000. D- despesas financeiras: R$ 2.000. C- contas a pagar: R$ 12.000.
(C) D- móveis e utensílios: R$ 12.000. C- contas a pagar: R$ 12.000.
(D) D- móveis e utensílios: R$ 12.000. C- desconto financeiro: R$ 2.000. C- contas a pagar: R$ 12.000.
(E) D- móveis e utensílios: R$ 12.000. D- despesas financeiras: R$ 2.000. C- caixa: R$ 2.000. C- contas a pagar:
R$ 10.000.

Comentários:

O item 23 do CPC 27 - Ativo Imobilizado afirma que o custo de um item de ativo imobilizado é equivalente
ao preço à vista na data do reconhecimento. Se o prazo de pagamento excede os prazos normais de crédito,
a diferença entre o preço equivalente à vista e o total dos pagamentos deve ser reconhecida como despesa
com juros durante o período (ver os Pronunciamentos Técnicos CPC 12 – Ajuste a Valor Presente,
principalmente seu item 9, e CPC 08 – Custos de Transação e Prêmios na Emissão de Títulos e Valores
Mobiliários), a menos que seja passível de capitalização de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 20 –
Custos de Empréstimos.

Ou seja, um ativo imobilizado, como os móveis adquiridos para utilização nos negócios, devem ser
registrados pelo seu valor à vista, isto é, R$ 10.000. Por seu turno, a diferença será contabilizada,
inicialmente, como Ajuste a Valor Presente ou Encargos Financeiros a Transcorrer e será apropriada ao
resultado por competência ao longo do prazo da operação. Fica assim:

D-móveis e utensílios: R$ 10.000.


D- despesas financeiras a apropriar: R$ 2.000.
C- contas a pagar: R$ 12.000

Gabarito: A

2. (FGV/CGE-SC/Auditor do Estado/2023) Uma sociedade empresária deu início a obras para expansão de
seu escritório. Estima-se que a obra tenha dois anos de duração, com início em 02/01/X0 e término em
31/12/X1. Para a obra, foram adquiridos R$40.000 em material de construção. Assinale a opção que
indica a contabilização do material de construção no balanço patrimonial da sociedade empresária.

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(A) R$40.000 em ativo circulante.


(B) R$40.000 em ativo realizável a longo prazo.
(C) R$40.000 em investimentos.
(D) R$40.000 em ativo imobilizado.
(E) R$20.000 em ativo circulante e R$20.000 em ativo realizável a longo prazo.

Comentários:

Materiais que são destinados a obras não possuem a característica de estoques, sendo classificados no Ativo
Imobilizado, no subgrupo Imobilizado em andamento.

Conforme previsão no Manual de Contabilidade Societária, no subgrupo IMOBILIZADO EM ANDAMENTO se


classificam todas as aplicações de recursos de imobilizações, mas que ainda não estão operando.

Logo, nosso gabarito é D, todo o saldo de material será classificado no Imobilizado.

Gabarito: D

3. (FGV/CGE-SC/Auditor do Estado/2023) Os seguintes ativos podem ser considerados ativos qualificáveis,


de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 20 (R1) Custos de Empréstimos, à exceção de um.
Assinale-o.
(A) Plantas portadoras.
(B) Patentes formadas internamente.
(C) Plantas industriais para manufatura.
(D) Estoques manufaturados produzidos em série.
(E) Propriedade para investimento destinada à valorização.

Comentários:

O CPC 20 afirma que Ativo qualificável é um ativo que, necessariamente, demanda um período de tempo
substancial para ficar pronto para seu uso ou venda pretendidos.

O item 7 do pronunciamento afirma que dependendo das circunstâncias, um ou mais dos seguintes ativos
podem ser considerados ativos qualificáveis:

(a) estoques;

(b) plantas industriais para manufatura;

(c) usinas de geração de energia;

(d) ativos intangíveis;

(e) propriedades para investimentos;

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(f) plantas portadoras. (Incluída pela Revisão CPC 08) Ativos financeiros e estoques que são manufaturados,
ou de outro modo produzidos, ao longo de um curto período de tempo, não são ativos qualificáveis.

Ativos que estão prontos para seu uso ou venda pretendidos quando adquiridos não são ativos qualificáveis.

Portanto, o nosso gabarito é D, pois estoques manufaturados, isto é, produtos feitos de forma padronizada,
em série não atendem à definição de ativos qualificáveis.

Gabarito: D

4. (FGV/TRT13/Analista Contábil/2022) Uma sociedade empresária tinha como atividade fim a prestação
de serviços de educação. Ela possuía um prédio de 10 andares, que funcionava do seguinte modo:
Andares 1 a 5: prestação de serviços
Andares 6 e 7: aluguel para que terceiros prestem serviços
Andares 8: aluguel para que seus funcionários originados de outras cidades residam
Andares 9 a 10: aluguel para que terceiros residam
Cada andar do prédio era avaliado por R$2 milhões.
Assinale a opção que indica a contabilização relacionada ao prédio no balanço patrimonial da sociedade
empresária:
(A) Ativo Realizável a Longo Prazo- R$2 milhões; Investimentos- R$4 milhões e Ativo Imobilizado- R$14
milhões.
(B) Ativo Realizável a Longo Prazo- R$4 milhões; Investimentos- R$6 milhões e Ativo Imobilizado- R$10
milhões.
(C) Investimentos- R$6 milhões e Ativo Imobilizado- R$14 milhões.
(D) Investimentos- R$8 milhões e Ativo Imobilizado- R$12 milhões.
(E) Investimentos- R$10 milhões e Ativo Imobilizado- R$10 milhões.

Comentários:

De acordo com o CPC 28, Propriedade para investimento é a propriedade (terreno ou edifício – ou parte de
edifício – ou ambos) mantida (pelo proprietário ou pelo arrendatário) para auferir aluguel ou para
valorização do capital ou para ambas.

Segundo o CPC 27 (ativo imobilizado):

Ativo imobilizado é o item tangível que:

(a) é mantido para uso na produção ou fornecimento de mercadorias ou serviços, para


aluguel a outros, ou para fins administrativos; e

(b) se espera utilizar por mais de um período.

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Esquematizemos:

Propriedade para Investimento

As duas definições mencionam “aluguel”. Qual é a diferença entre elas? Ou seja, quando um imóvel alugado
será classificado com “Propriedade para Investimento” e quando será considerado um “Imobilizado”? A
resposta está na Interpretação Técnica ICPC 10 - Interpretação Sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado
e à Propriedade para Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43:

46. (...) No ativo imobilizado, a figura do aluguel só pode existir quando estiver vinculado a
ativo complementar na produção ou no fornecimento de bens ou serviços. Por exemplo,
uma fazenda pode ter residências alugadas a seus funcionários, uma extratora de minerais
pode construir residências no meio da floresta também para alugar a seus funcionários,
etc. Nesse caso, os ativos alugados são, na verdade, parte do imobilizado necessário ao
atingimento da atividade-fim da entidade.

47. Se houver investimento para obter renda por meio de aluguel, em que este é o
objetivo final, no qual o imóvel é um investimento em si mesmo, e não o complemento de
outro investimento, aí se tem a caracterização não do ativo imobilizado, mas sim de
propriedade para investimento. A propriedade para investimento, ao contrário do ativo
alugado classificado no imobilizado, tem um fluxo de caixa específico e independente, ou
seja, ele é o ativo principal gerador de benefícios econômicos, e não um acessório a outros
ativos geradores desses benefícios.

Ou seja: se o aluguel estiver vinculado à atividade da empresa (residência na floresta para mineradores, casas
na fazenda para os trabalhadores rurais, etc.) é imobilizado.

Se o aluguel não estiver vinculado à atividade da empresa, e se destina apenas a gerar renda, então será
classificado como propriedade para investimento.

Feita essa revisão, vamos analisar a questão:

• Andares 1 a 5: prestação de serviços: trata-se de Ativo Imobilizado, pois é um ativo usado na prestação de
serviços. 5 x 2 = R$ 10 milhões.

• Andares 6 e 7: aluguel para que terceiros prestem serviços: Propriedade para Investimento, pois a intenção
é obter renda por meio do aluguel: 2 x 2 = R$ 4 milhões.

• Andares 8: aluguel para que seus funcionários originados de outras cidades residam: É parte do ativo
imobilizado da empresa. R$ 2 milhões.

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• Andares 9 a 10: aluguel para que terceiros residam: Propriedade para Investimento, pois não há vinculação
à atividade principal da empresa. A intenção é obter renda por meio do aluguel: 2 x 2 = R$ 4 milhões.

Ativo Imobilizado = 10 + 2 = R$ 12 milhões

Propriedade para Investimento = 4 + 4 = 8 milhões.

Gabarito: D

5. (FGV/PC AM/Perito Criminal/Contabilidade/2022) Uma sociedade empresária adquiriu uma máquina


para utilizar em suas atividades. Ela deverá pagar três parcelas anuais de R$ 10.000. No reconhecimento
contábil, será utilizada uma taxa de desconto correspondente a R$ 12%.
Assinale a opção que indica o reconhecimento da parcela corresponde aos juros no momento da aquisição
da máquina.
a) Despesa operacional.
b) Despesa financeira.
c) Ativo circulante.
d) Ativo realizável a longo prazo.
e) Retificadora do passivo.

Comentários:

A questão fala que a empresa adquiriu uma máquina para utilizar em suas atividades, isto é, um ativo
imobilizado. O CPC 27 - Ativo Imobilizado afirma que o custo de um item de ativo imobilizado é equivalente
ao preço à vista na data do reconhecimento. Se o prazo de pagamento excede os prazos normais de crédito,
a diferença entre o preço equivalente à vista e o total dos pagamentos deve ser reconhecida como despesa
com juros durante o período a menos que seja passível de capitalização de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 20 – Custos de Empréstimos.

Ou seja, o imobilizado deve ser contabilizado pelo valor à vista, isto é, o valor presente da operação. A
diferença será reconhecida, no momento inicial, como encargos financeiros a transcorrer, e apropriada ao
resultado por competência como despesa financeira.

Vale destacar que não reconhecemos despesa financeira no momento inicial; reconhecemos os encargos
financeiros a transcorrer, RETIFICADORA DO PASSIVO.

Gabarito: E

6. (FGV/PC AM/Investigador de Policial/4ª Classe/2022) Em 01/01/X0, uma sociedade empresária


adquiriu dez computadores por R$ 4.000 cada, para serem utilizados por seus funcionários em suas
atividades. Na data, foram adquiridas licenças antivírus no valor total de R$ 3.000. A sociedade
empresária esperava usar os computadores durante cinco anos e em seguida doa-los. A sociedade ainda
deprecia seus ativos imobilizados de acordo com o método da linha reta.

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Em 31/03/X1, os funcionários começaram a trabalhar de modo remoto. Em decorrência, a sociedade


empresária estimou utilizar os computadores até 31/12/X2 e vender cada computador por R$ 900.
Assinale a opção que indica a depreciação acumulada do computador em 31/12/X1.
a) R$ 19.000.
b) R$ 20.000.
c) R$ 20.286.
d) R$ 20.667.
e) R$ 22.667.

Comentários:

Para encontrarmos a depreciação acumulada do computador em 31/12/X1 temos que encontrar o custo de
aquisição, conforme determina o CPC 27:

Os itens do ativo imobilizado são mensurados inicialmente pelo seu custo. Mas não é somente aquilo que
foi pago pelo bem, mas devemos incluir todos os custos necessários para colocá-lo em condições de uso.

Esquematizemos:

Custo do ativo imobilizado (CPC 27)


Inclui Não inclui
Preço de aquisição + Imposto Importação+ Impostos
Descontos comerciais e abatimentos
não recuperáveis
Preparação do local Custos de abertura de nova instalação
Frete e manuseio por conta do comprador Frete por conta do vendedor
Instalação e montagem Propaganda e atividades promocionais
Testes Custos de treinamento
Honorários profissionais (engenheiros, arquitetos, por
Transferência posterior (novo local)
exemplo)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor presente) Custos administrativos
Custo de remoção (futuro, traz a valor presente) Outros custos indiretos
Outros custos diretamente atribuíveis Remoção, desmontagem de máquinas antigas

A questão fala que a entidade adquiriu 10 computadores por R$ 4.000 cada, portanto, custo total de 40.000.
O examinador afirma que, na data, foram adquiridas licenças antivírus no valor total de R$ 3.000. Qual o
tratamento contábil desse software? Ativo Intangível contabilizado separadamente ou como ativo
imobilizado?
Conforme previsão do CPC 04 - Ativo Intangível, um software de uma máquina-ferramenta controlada por
computador que não funciona sem esse software específico é parte integrante do referido equipamento,
devendo ser tratado como ativo imobilizado. O mesmo se aplica ao sistema operacional de um computador.
Quando o software não é parte integrante do respectivo hardware, ele deve ser tratado como ativo
intangível.

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É o caso da nossa questão, assim sendo, esse antivírus é contabilizado como ativo intangível, pois ele não
é um elemento integrante do computador.

Agora, temos que calcular o valor contábil do ativo no momento que houve a mudança de estimativa de vida
útil e valor residual:

Depreciação Anual = 40.000/5 = 8.000

Depreciação Acumulada em 31/03/X1 (1 ano e 3 meses após o inicio do uso) = 8.000 x 1,25 = 10.000

Observação: 3 meses = 3/12 ano, ou seja, 0,25 ano.

Valor Contábil = 40.000 - 10.000 = 30.000

Em 31/03/X1, os funcionários começaram a trabalhar de modo remoto. Em decorrência, a sociedade


empresária estimou utilizar os computadores até 31/12/X2 e vender cada computador por R$ 900. Ou seja,
a vida útil do item agora é de 1 ano e 9 meses, isto é, 21 meses e o agora os computadores possuem valor
residual de 900 x 10 = 9.000.

Depreciação Mensal = (Custo - Valor Residual)/Vida Útil = (30.000 - 9.000) /21 = 21.000/21 = 1.000/mês

Agora, a depreciação acumulada em 31/12/X1, ou seja, 9 meses após a mudança de estimativa = 1.000 x 10
= 10.000, mais a depreciação que já tinha sido calculada anteriormente:

Depreciação Acumulada = 10.000 + 9.000 = 19.000

Gabarito: A

7. (FGV/PC AM/Investigador de Polícia/4ª Classe/2022) Em 31/12/X0, uma sociedade empresária adquiriu


uma máquina para usar em seus negócios por R$ 50.000. Além disso, a sociedade empresária pagou,
em relação à máquina, R$ 1.000 pelo frete, R$ 2.000 pelo seguro de transporte e R$ 3.000 pela
instalação. A sociedade empresária deprecia as suas máquinas de acordo com as horas trabalhadas.
Na compra, foi estimado que a máquina poderia ser utilizada durante 80.000 horas, do seguinte modo:
Ano Horas
X1 30.000
X2 25.000
X3 15.000
X4 10.000
Em 31/12/X2, a máquina foi vendida por R$ 30.000.
Assinale a opção que indica o resultado apurado com a venda da máquina, sem considerar a incidência de
impostos.
a) Prejuízo de R$ 8.500.
b) Prejuízo de R$ 4.375.

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c) Lucro de R$ 12.500.
d) Lucro de R$ 13.438.
e) Lucro de R$ 14.375.

Comentários:

O resultado apurado com a venda da máquina é a diferença entre o valor vendido e o valor contábil do ativo
no momento da venda.

Valor de Venda = 30.000

Valor Contábil = Custo - Depreciação Acumulada - Perda por Recuperabilidade (se houver);

Custo do Imobilizado = Preço + Frete + Seguro + Instalação = 50.000 + 1.000 + 2.000 + 3.000 = 56.000

A máquina é depreciada pelo método das horas e até o momento da venda, 31/12/X2, a máquina foi utilizada
por 30.000 + 25.000 = 55.000. Se considerarmos que 80.000 representa 100% da vida útil, 55.000 representa
55.000/80.000 = 68,75%

Depreciação Acumulada = 56.000 x 68,75% = 38.500

Valor Contábil = Custo - Depreciação Acumulada

Valor Contábil = 56.000 - 38.500 = 17.500

Resultado da Venda = 30.000 - 17.500 = 12.500.

Houve um ganho na venda que será contabilizado como uma receita!

Gabarito: C

8. (FGV/PC AM/Perito Criminal/4ª Classe/Contabilidade/2022) Uma entidade produz e vende botões. Na


produção, ela utiliza uma máquina cujo valor contábil é de R$ 100.000. A máquina tem vida útil
estimada em cinco anos e valor residual de R$ 10.000.
Assinale a opção que indica a conta patrimonial em que será efetuado o reconhecimento contábil da
depreciação e o valor da depreciação anual da máquina.
a) Estoque, R$ 18,000.
b) Estoque, R$ 20.000.
c) Ativo Intangível, R$ 18.000
d) Despesa de depreciação, R$ 18.000.
e) Despesa de depreciação, R$ 20.000.

Comentários:

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Cuidado com as pegadinhas da banca! O CPC 27 - Ativo Imobilizado afirma que a despesa de depreciação de
cada período deve ser reconhecida no resultado a menos que seja incluída no valor contábil de outro ativo.
Ou seja, a regra é reconhecer a depreciação como uma despesa, mas, ela pode ser incluída no custo de
produção de outros ativos.

O item 49 do mesmo pronunciamento afirma que a depreciação do período deve ser normalmente
reconhecida no resultado. No entanto, por vezes os benefícios econômicos futuros incorporados no ativo
são absorvidos para a produção de outros ativos. Nesses casos, a depreciação faz parte do custo de outro
ativo, devendo ser incluída no seu valor contábil.

Por exemplo, a depreciação de máquinas e equipamentos de produção é incluída nos custos de produção de
estoque (ver o Pronunciamento Técnico CPC 16 – Estoques).

Voltando para a nossa questão, a máquina sofrerá uma depreciação anual de (100.000 - 10.000) /5 = 18.000.

Todavia, essa depreciação não será contabilizada como despesa, mas no custo de produção dos botões:

D - Estoques de Produtos R$ 18.000


C - Depreciação Acumulada R$ 18.000

Gabarito: A

9. (FGV/PC AM/Perito Criminal/4ª Classe/Contabilidade/2022) De acordo com o Pronunciamento Técnico


CPC 27 – Ativo Imobilizado, a depreciação de uma ativo imobilizado não será reconhecida se
a) o ativo não foi utilizado no exercício.
b) o ativo sofreu manutenção e/ou reparação.
c) o valor justo é maior do que o valor contábil.
d) o valor residual é maior do que o valor contábil.
e) o ativo é mantido como reserva para utilização, quando necessário.

Comentários:

De acordo com o CPC 27 - Ativo Imobilizado, o valor residual de um ativo pode aumentar. A despesa de
depreciação será zero enquanto o valor residual subsequente for igual ou superior ao seu valor contábil.

Exemplo:

• Valor Contábil = 4.000


• Valor Residual apurado = 5.000.

Não faz sentido depreciar o ativo nesse período, visto que o valor estimado que a entidade obteria com a
venda do ativo, após deduzir as despesas estimadas de venda, caso o ativo já tivesse a idade e a condição
esperadas para o fim de sua vida útil é maior que seu valor contábil.

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Destacamos que o CPC27 - Ativo Imobilizado afirma que a depreciação do ativo se inicia quando este está
disponível para uso, ou seja, quando está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida
pela administração. A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como
mantido para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de acordo
com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo-Não Circulante Mantido para Venda e Operação
Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer primeiro. Portanto, a depreciação
não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado do uso normal, a não ser que o ativo esteja
totalmente depreciado. No entanto, de acordo com os métodos de depreciação pelo uso, a despesa de
depreciação pode ser zero enquanto não houver produção

Gabarito: D

10. (FGV/MPE GO/Analista Contábil/2022) Uma sociedade empresária possuía um imóvel que alugava a
outra pessoa jurídica. Nesse imóvel funcionava uma escola. A sociedade empresária prestava serviços
de apoio à escola, sendo responsável pela administração, definição do material didático, orientação
pedagógica e alimentação.
Assinale a opção que indica a contabilização do imóvel no balanço patrimonial da sociedade empresária,
considerando as características da negociação.
a) Ativo circulante.
b) Ativo realizável a longo prazo.
c) Propriedade para investimento.
d) Ativo Imobilizado.
e) Patrimônio Líquido.

Comentários:

Questão muito interessante. A FGV sempre cobra a classificação de um imóvel alugado e tenta confundir o
que vem a ser uma propriedade para investimento como ativo imobilizado. Mas aqui foi um pouco diferente.

O CPC 28, no item 11, afirma que em alguns casos, a entidade proporciona serviços de apoio aos ocupantes
da propriedade que ela mantenha. A entidade trata tal propriedade como propriedade para investimento se
os serviços forem insignificantes em relação ao acordo como um todo. Um exemplo é quando o proprietário
de edifício de escritórios proporciona serviços de segurança e de manutenção aos arrendatários que ocupam
o edifício.

Ou seja, se a proprietária presta um serviço insignificante com o objeto do acordo entre as partes, estamos
diante de uma propriedade para investimento.

Por sua vez, o item 12 do pronunciamento afirma que, em outros casos, os serviços prestados são
significativos. Por exemplo, se a entidade possui e administra um hotel, os serviços proporcionados aos
hóspedes são significativos para o acordo como um todo. Por isso, o hotel administrado pelo proprietário é
propriedade ocupada pelo proprietário e não propriedade para investimento. Nesse caso, a classificação
seria como ativo imobilizado.

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Esse foi um tema cobrado na questão! A sociedade empresária alugou um imóvel e ali funcionava uma
escola. Todavia, serviços de apoio à escola, sendo responsável pela administração, definição do material
didático, orientação pedagógica e alimentação. Seriam serviços significantes para o contrato. Nesse caso,
pessoal, não seria uma propriedade para investimento, mas uma propriedade ocupada e a classificação seria
como ativo imobilizado.

Em suma fica assim:

Serviços Ativo
Imóvel alugado significantes Imobilizado
com prestação
de serviços Propriedade
Serviços
Para
Insignificantes
Investimentos

Gabarito: D

11. (FGV/SEFAZ-ES/Auditor/2021) Em 02/12/X0, a sociedade empresária ZZ adquiriu computadores para


serem utilizados por seus colaboradores, com a intenção de usá-los por três anos. A sociedade
empresária adquiriu, ao mesmo tempo, peças de reposição, com a intenção de utilizá-las no período de
vida útil dos computadores. Assinale a opção que indica, respectivamente, a contabilização dos
computadores e das peças de reposição no balanço patrimonial da sociedade empresária ZZ.
(A) Investimentos / Ativo Realizável a Longo Prazo.
(B) Investimentos / Investimentos.
(C) Ativo Imobilizado / Ativo Circulante.
(D) Ativo Imobilizado / Ativo Realizável a Longo Prazo.
(E) Ativo Imobilizado / Ativo Imobilizado.

Comentários:

A questão fala que a empresa adquiriu COMPUTADORES para serem utilizados por seus colaboradores, com
a intenção de usá-los por TRÊS ANOS. A sociedade empresária adquiriu, ao mesmo tempo, peças de
reposição, com a intenção de utilizá-las no período de vida útil dos computadores. Diante do exposto, os
computadores e as peças serão classificados no ativo imobilizado. Destacamos que as peças de reposição
têm previsão de utilização por três anos, portanto, não podem ser classificadas no ativo circulante, como
materiais de consumo que possuem pouca duração.

Gabarito: E

12. (FGV/SEFAZ-ES/Auditor/2021) Em 01/01/X1, a sociedade empresária Y adquiriu uma máquina por R$


400.000. A vida útil estimada da máquina era de 10 anos e a depreciação é realizada pelo método linear,
sendo considerado valor residual de zero.

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Os contadores da sociedade empresária Y fazem anualmente o teste de recuperabilidade de seus ativos


imobilizados, estimando o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. Em relação à máquina,
eles constataram que:
Ano Venda Uso
31/12/X1 350.000 380.000
31/12/X2 350.000 300.000
31/12/X3 210.000 200.000
31/12/X4 180.000 180.000
31/12/X5 180.000 210.000
Assinale a opção que indica a depreciação acumulada da máquina, em 31/12/X5.
(A) R$ 150.000
(B) R$ 170.000
(C) R$ 173.333
(D) R$ 180.000
(E) R$ 200.000

Comentários:

Resolvendo a nossa questão, temos que calcular a depreciação e aplicar o teste de recuperabilidade em cada
exercício, vamos lá:

Custo Histórico = 400.000

Ano 1:

• Despesa de Depreciação = 400.000/10 = 40.000


• Valor Contábil = 400.000 – 40.000 = 360.000
• Valor Recuperável (maior entre Venda e Uso) = 380.000

Não há perda por recuperabilidade

Depreciação Acumulada = 40.000

Ativo será apresentado assim:

Valor Histórico R$ 400.000,00


(-) Depreciação Acumulada (R$ 40.000,00)
Valor Contábil Líquido R$ 360.000,00

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Ano 2:

• Despesa de Depreciação = 400.000/10 = 40.000


• Valor Contábil = 400.000 – 80.000 = 320.000
• Valor Recuperável (maior entre Venda e Uso) = 350.000

Não há perda por recuperabilidade

Depreciação Acumulada = 80.000

Valor Histórico R$ 400.000,00


(-) Depreciação Acumulada (R$ 80.000,00)
Valor Contábil Líquido R$ 320.000,00

Ano 3:

• Despesa de Depreciação = 400.000/10 = 40.000


• Valor Contábil = 400.000 – 120.000 = 280.000
• Valor Recuperável (maior entre Venda e Uso) = 210.000

Há perda por recuperabilidade de R$ 70.000

Depreciação Acumulada = 120.000

Ativo será apresentado assim:

Valor Histórico R$ 400.000,00


(-) Depreciação Acumulada (R$ 120.000,00)
(-) Perda Por recuperabilidade R$ 70.000,00
Valor Contábil Líquido R$ 210.000,00

Ano 4:

De acordo com o CPC 01, Depois do reconhecimento da perda por desvalorização, a despesa de depreciação,
amortização ou exaustão do ativo deve ser ajustada em períodos futuros para alocar o valor contábil revisado
do ativo, menos seu valor residual (se houver), em base sistemática ao longo de sua vida útil remanescente.

• Despesa de Depreciação = 210.000/7 (vida útil remanescente) = 30.000


• Valor Contábil = 400.000 – 150.000 – 70.000 = 180.000
• Valor Recuperável (maior entre Venda e Uso) = 180.000

Não há perda por recuperabilidade:

Depreciação Acumulada = 150.000

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Valor Histórico R$ 400.000,00


(-) Depreciação Acumulada (R$ 150.000,00)
(-) Perda Por recuperabilidade R$ 70.000,00
Valor Contábil Líquido R$ 180.000,00

Ano 5:

• Despesa de Depreciação = 210.000/7 (vida útil remanescente) = 30.000


• Valor Contábil = 400.000 – 180.000 – 70.000 = 150.000
• Valor Recuperável (maior entre Venda e Uso) = 210.000

Houve aumento do valor recuperável, nesse caso, temos que fazer a reversão dessa perda. Mas de quanto
é essa reversão?
==bb8d==

Temos que considerar qual seria o valor contábil desse ativo, caso nenhuma perda tivesse sido reconhecida.

400.000/10 = 40.000 x 5 = 200.000.

Ou seja, podemos reverter apenas 50.000

Reversão da perda = 50.000

Depreciação Acumulada = 180.000

Valor Histórico R$ 400.000,00


(-) Depreciação Acumulada (R$ 180.000,00)
(-) Perda por recuperabilidade (R$ 20.000,00)
Valor Contábil Líquido R$ 200.000,00

A questão solicitou a depreciação acumulada em 31/12/X5, portanto, o gabarito é letra D) R$ 180.000

Gabarito: D

Texto 2
A Cia. Beta adquiriu um veículo em 01/01/2016 pelo valor de R$ 60.000,00. A Cia. Beta pretende usar o
veículo por 5 anos e aliená-lo após esse período por 20% do valor de aquisição, que representa o valor
residual.

13. (FGV/PC-RN/Agente/2021) O lançamento contábil da depreciação desse veículo (texto 2) deve ser feito
a partir das seguintes contas:
(A) D – Ajustes patrimoniais
C – Veículos

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(B) D – Depreciação acumulada


C – Despesa com depreciação
(C) D – Despesa com depreciação
C – Depreciação acumulada
(D) D – Despesa com depreciação
C – Veículos
(E) D – Veículos
C – Ajustes patrimoniais

Comentários:

Na contabilidade trabalhamos com o método das partidas dobradas. Ele informa que para todo débito temos
um ou mais crédito(s) de valor correspondente. Consequentemente, ao reconhecermos a despesa de
depreciação (conta de resultado e com saldo devedor), teremos como contrapartida a conta “depreciação
acumulada” (conta patrimonial e com saldo credor).

A contabilização é a seguinte:

D – Despesa com depreciação (Conta de Resultado)


C – Depreciação acumulada (Conta de Patrimonial, especificadamente retificadora do ativo)

Em síntese,

• Despesa com Depreciação é uma conta de resultado, utilizada para registrar o desgaste do
imobilizado no período.
• Depreciação Acumulada é uma conta patrimonial, especificadamente uma retificadora do Ativo.
Utilizada para registrar o desgaste do imobilizado ao longo de sua vida útil.

Gabarito: C

14. (FGV/PC-RN/Agente/2021) Ao final do primeiro ano de uso, o valor contábil do veículo adquirido pela
Cia. Beta (texto 2) representa:
(A) R$ 50.400,00;
(B) R$ 48.000,00;
(C) R$ 38.400,00;
(D) R$ 12.000,00;
(E) R$ 9.600,00.

Comentários:

Vamos usar a nossa receita de bolo:

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Como calcular a depreciação pelo método da linha reta?

1) Pegue o valor de aquisição: R$ 60.000,00.

2) Encontre o valor residual. R$ 60.000,00 x 20% = R$ 12.000,00

3) Faça a diferença entre o valor de aquisição e o valor residual e encontraremos o chamado valor
depreciável: R$ 60.000,00 - R$ 12.000,00 = R$ 48.000,00

4) Encontre a vida útil (em meses ou anos, geralmente). 5 anos

5) Divida o valor depreciável pela vida útil: R$ 48.000,00/5 = R$ 9.600,00

A questão fala que a máquina foi adquirida em janeiro de 2016, portanto, nesse ano a máquina fora
depreciada por 12 meses, o que nos leva a depreciação acumulada de R$ 9.600,00

No final de 2016, o valor contábil desse ativo correspondeu a:

Valor Histórico R$ 60.000,00.


(-) Depreciação Acumulada (R$ 9.600,00)
= Valor Contábil R$ 50.400,00

Gabarito: A

15. (FGV/IMBEL/Supervisor Contábil/2021) Em 01/03/X0, uma empresa adquiriu computadores para


utilizar em seu negócio, por R$ 60.000. A empresa esperava utilizar os computadores durante cinco
anos e doá-los a seus colaboradores. Em 31/12/X1, a empresa refez sua estimativa, pretendendo utilizar
os computadores até 31/12/X3 e, depois, vendê-los por R$ 8.000.
Assinale a opção que indica o valor contábil dos computadores, evidenciado no Balanço Patrimonial da
empresa, em 31/12/X2.
(A) R$ 15.000
(B) R$ 20.000
(C) R$ 22.000
(D) R$ 23.000
(E) R$ 26.000

Comentários:

Para encontrarmos o valor contábil dos computadores, precisamos do valor de aquisição e da depreciação
acumulada e, se houver, a perda por recuperabilidade:

Cálculo da Depreciação = 60.000/5 = 12.000/ano ou 12.000/12 = 1.000/mês

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Em 31/12/X1, após 1 ano e 10 meses de uso, ocorreu uma mudança de estimativa da vida útil e do valor
residual dos computadores.

Depreciação Acumulada até a data da mudança de estimativa = 12.000 + 10.000 = 22.000

Valor Contábil no momento da mudança de estimativa = 60.000 - 22.000 = 38.000

A partir desse momento, a vida útil dos computadores diminuiu de 5 para 2 anos e o valor residual para 8.000

Cálculo da Depreciação = (38.000 - 8.000)/2

Cálculo da Depreciação = 15.000/ano

Em 31/12/x2 ou seja, 1 anos após a reestimativa, o valor contábil dos computadores será de:

38.000 - 15.000 = R$ 23.000,00.

Gabarito: D

16. (FGV/DPE-RJ/Contabilidade/2019) Uma entidade adquiriu um equipamento para uso em suas


atividades de prestação de serviços pelo valor de R$ 740.000,00. Adicionalmente, a entidade incorreu
nos seguintes gastos relacionados ao equipamento adquirido:
Abertura de nova instalação R$ 15.000,00
Despesas administrativas e outros gastos indiretos R$ 5.000,00
Frete e manuseio (para recebimento e instalação) R$ 20.000,00
Honorários e profissionais R$ 10.000,00
Instalação e montagem R$ 9.000,00
Preparação do local R$ 12.000,00
Testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente R$ 7. 500,00
Transferência das atividades para novo local R$ 6.500,00
Considerando tais informações, o valor que deve ser adicionado ao custo de aquisição para fins de
reconhecimento inicial do ativo, por se referir a custos diretamente atribuíveis, é:
(A) R$ 58.500,00;
(B) R$ 62.500,00;
(C) R$ 63.500,00;
(D) R$ 73.500,00;
(E) R$ 80.000,00

Comentários:

Antes, vamos rever o nosso esquema:

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Custo do ativo imobilizado (CPC 27)


Inclui Não inclui
Preço de aquisição + Imposto Importação+ Impostos não
Descontos comerciais e abatimentos
recuperáveis
Preparação do local Custos de abertura de nova instalação
Frete e manuseio por conta do comprador Frete por conta do vendedor
Instalação e montagem Propaganda e atividades promocionais
Testes Custos de treinamento
Honorários profissionais (engenheiros, arquitetos, por
Transferência posterior (novo local)
exemplo)
Custos de desmontagem (futuro, traz a valor presente) Custos administrativos
Custo de remoção (futuro, traz a valor presente) Outros custos indiretos
Outros custos diretamente atribuíveis Remoção, desmontagem de máquinas antigas

Vamos analisar quais dos gastos apresentados devem ser agregados ao custo do ativo imobilizado:

- Abertura de nova instalação: 15.000 (não entra no custo)


- Despesas administrativas e outros gastos indiretos: 5.000 (não entra no custo)
- Frete e manuseio: 20.000 (entra no custo)
- Honorários Profissionais: 10.000 (entra no custo)
- Instalação e Montagem: 9.000 (entra no custo)
- Preparação do Local: 12.000 (entra no custo)
- Testes: 7.500 (entra no custo)
- Transferência das atividades para novo local: 6.500 (não entra no custo)

Total = 20.000 + 10.000 + 9.000 + 12.000 + 7.500 = 58.500

Gabarito: A

17. (FGV/DPE-RJ/Contabilidade/2019) Uma entidade adquiriu um equipamento por R$ 750.000,00, que


entrou em operação em 01/01/20x5. O equipamento teve uma vida útil estimada de 12 anos, valor
residual de R$ 30.000,00 e tem depreciação apurada pelo método da linha reta. Em atenção ao
desempenho do equipamento, em 02/01/20x9, a entidade contratou uma revisão da vida útil do ativo.
O relatório de revisão informou que a nova vida útil remanescente era de 10 anos, além de uma redução
de R$ 5.000,00 no valor residual.
Considerando que a entidade acatou o relatório e que não houve outras revisões, o valor líquido contábil do
equipamento em 31/12/20x9 é:
(A) R$ 436.500,00;
(B) R$ 437.500,00;
(C) R$ 450.000,00;

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(D) R$ 461.500,00;
(E) R$ 515.500,00.

Comentários:

Para resolvermos essa questão, nossa primeira tarefa é apurarmos o custo do ativo no momento em que
houve a revisão da vida útil (4 anos depois):

• Valor de Custo =750.000;


• Valor Residual = 30.000;

Assim, Valor Depreciável = 750.000 – 30.000 = 720.000

Como a Vida útil estimada = 12 anos, então:

Depreciação Anual = 720.000/12 = 60.000

Depreciação Acumulada em 02/01/20x9 = 60.000 x 4 = 240.000

Logo, Valor Contábil em 02/01/20x9 = 750.000 – 240.000 = 510.000

Após a revisão, a nova vida útil passou 10 anos e o valor residual para 5.000:

• Valor de Contábil em 02/01/20x9 = 510.000


• Valor Residual = 30.000 - 5.000 = 25.000

Consequentemente, Valor Depreciável = 510.000 – 25.000 = 485.000.

Já que a Vida Útil = 10 anos, então:

Depreciação Anual = 485.000/10 = 48.500

Depreciação Acumulada em 31.12.20x9 = 48.500 x 1 = 48.500

Então, Valor Contábil em 31.12.20x9 = 510.000 – 48.500 = R$ 461.500,00.

Gabarito: D

18. (FGV/SEFIN RO/Auditor Fiscal de Tributos Estaduais/2018) Uma sociedade empresária precisava
comprar computadores para seus funcionários, de modo a expandir seus negócios. Para isso, ela
contratou um especialista para indicar qual seria o melhor modelo. Por esse serviço pagou R$ 2.000.
Após definido o modelo, ela comprou os computadores, cujo preço era R$ 200.000. Como a compra era
grande, conseguiu um desconto de 10% sobre o valor.
O frete para receber os computadores foi de R$ 1.000. Além disso, para receber os computadores em
segurança, contratou um seguro no valor de R$ 500.

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Quando os computadores chegaram à sociedade empresária, ela gastou R$ 10.000, com um programa
antivírus anual, e, R$ 12.000, com os programas básicos essenciais para o funcionamento. Além disso,
ofereceu um treinamento para seus funcionários, que custou R$ 5.000.
Depois de concluído o treinamento, a sociedade empresária ofereceu uma festa para promover a expansão,
na qual gastou R$ 20.000. Além disso, gastou R$ 14.000 em publicidade, com base na compra dos novos
computadores.
A partir das informações acima, assinale a opção que indica o acréscimo no ativo da empresa com a compra
dos computadores.
a) R$ 181.000.
b) R$ 193.500.
c) R$ 198.500.
d) R$ 208.500.
e) R$ 210.500.

Comentários:

Com base no CPC 27, o custo dos computadores será de:

Custo de Aquisição R$ 200.000,00


(-) Desconto Incondicional (R$ 20.000,00)
(+) Frete e Seguros R$ 1.500,00
(+) Software Essencial ao funcionamento R$ 12.000,00
= Total R$ 193.500,00

Observações:

1- Os gastos com a remuneração do especialista, não entra no custo do Imobilizado, pois não incorre
diretamente para colocar o Ativo em condições de uso.
2 – Segundo o CPC 04, alguns ativos intangíveis podem estar contidos em elementos que possuem substância
física, como um disco (como no caso de software), documentação jurídica (no caso de licença ou patente)
ou em um filme. Para saber se um ativo que contém elementos intangíveis e tangíveis deve ser tratado como
ativo imobilizado de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 27 – Ativo Imobilizado ou como ativo
intangível, nos termos do presente Pronunciamento, a entidade avalia qual elemento é mais significativo.
Por exemplo, um software de uma máquina-ferramenta controlada por computador que não funciona sem
esse software específico é parte integrante do referido equipamento, devendo ser tratado como ativo
imobilizado. Ele se aplica ao sistema operacional de um computador. Quando o software não é parte
integrante do respectivo hardware, ele deve ser tratado como ativo intangível. Portanto, o software
antivírus de R$ 10.000 deve ser tratado como Ativo Intangível, pois não é parte integrante dos
computadores. Por sua vez, software básico, essenciais ao funcionamento do computador, integram o seu
custo.

Gabarito: B

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19. (FGV/SEFIN-RO/Técnico Tributário/2018) Em 31/12/2014, a Cia. XYZ comprou um veículo para ser
utilizado por um de seus diretores, por R$ 60.000. Na data, a sociedade empresária pagou o seguro
anual, no valor de R$ 36.000, e mais R$ 2.000, para instalar o ar condicionado no veículo.
A sociedade empresária esperava que o veículo fosse utilizado por quatro anos e depois vendido por R$
20.000. A legislação permite a depreciação do carro à taxa de 20% ao ano.
Em 31/12/2015, a sociedade empresária passou por uma reestruturação e foi definido que o veículo passaria
a ser utilizado por outro diretor. Ela estima que o veículo seja utilizado por mais dois anos e não seja
aproveitado depois disso.
Assinale a opção que indica, em 31/12/2016, o valor do veículo no Ativo Imobilizado do Balanço Patrimonial
da Cia. XYZ.
a) R$ 25.000.
b) R$ 25.750.
c) R$ 26.800.
d) R$ 39.250.
e) R$ 41.000.

Comentários:

Sempre elaborem uma linha do tempo para a resolução de questões de Contabilidade. Vamos lá!

O valor do seguro do veículo não entra! Já o valor para instalação do ar condicionado sim. Todos os custos
para deixar o veículo em funcionamento devem ser computados. Além disso, deve ficar claro que a vida útil
que deve prevalecer é a de 4 anos (melhor estimativa contábil). A taxa de 20% está ali somente para enganar.

31.12.2014:

• Veículos = 62.000,00
• Vida útil = 4 anos
• Valor residual = 20.000,00
• Depreciação = 25% ao ano (vida útil de 4 anos prevalece)

Assim, Depreciação anual = (62.000 – 20.000) x 0,25 = 10.500,00 ao ano.

31.12.2015:

Veículo 62.000,00
(-) Depreciação acumulada (10.500,00)
= Valor contábil 51.500,000

Novo cálculo da depreciação:

• Valor contábil = 51.500,00


• Vida útil = 2 anos

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• Valor residual = 0,00

Logo, Depreciação = 50.000/2 = 25.750,00

31.12.2016:

Valor de aquisição 62.000,00


(-) Depreciação 2015 (10.500,00)
(-) Depreciação 2016 (25.750,00)
= Valor contábil 25.750,00

Gabarito: B

20. (FGV/CM Salvador/Analista Legislativo Municipal/2018) Dentro do contexto da gestão patrimonial das
empresas, os bens corpóreos destinados à manutenção das atividades de uma companhia ou exercidos
com essa finalidade são classificados como:
a) ativo contábil;
b) ativo imobilizado;
c) bens intangíveis;
d) despesa operacional;
e) despesa permanente.

Comentários:

Vimos que se classificam no IMOBILIZADO os direitos que tenham por objeto BENS CORPÓREOS destinados à
MANUTENÇÃO DAS ATIVIDADES da companhia ou da empresa OU EXERCIDOS COM ESSA FINALIDADE como,
por exemplo, os terrenos, edificações, máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, veículos.

Gabarito: B

21. (FGV/MPE AL/Contador/2018) Uma entidade adquiriu móveis planejados para sua sala de reuniões. Os
móveis custaram R$ 6.000 e o frete de R$ 200 foi pago pelo fornecedor. Além disso, a instalação dos
móveis teve um custo de R$ 600. Na ocasião, estimou- se que a remoção dos móveis no final do contrato
de locação do imóvel será de R$ 900.
Em relação aos móveis adquiridos, assinale a opção que indica o valor a ser contabilizado no Ativo
Imobilizado da entidade.
a) R$ 6.000,00
b) R$ 6.200,00.
c) R$ 6.600,00.
d) R$ 7.500,00.

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e) R$ 7.700,00.

Comentários:

Consoante o CPC 27, o custo dos móveis planejados será de:

(+) Custo de Aquisição................................................................................. R$ 6.000


(+) Custo de instalação dos móveis..............................................................R$ 600
(+) Estimativa de gastos futuros de remoção dos móveis............................R$ 900
= Valor a ser contabilizado no Ativo Imobilizado (móveis planejados)..... R$ 7.500

Obs.: como o FRETE de R$ 200 foi PAGO PELO FORNECEDOR, então ele já está INCLUSO
nos R$ 6.000 pagos (custo de aquisição).

Gabarito: D

22. (FGV/Analista/IBGE/2017) Certa entidade adquiriu um equipamento para ser utilizado no serviço de
diagnóstico por imagem em 01/06/2013 e o equipamento começou a ser utilizado no mês de julho
daquele ano. O equipamento só realiza um número limitado de procedimentos, por isso foi definido
que sua depreciação seria pelo método das unidades produzidas. O custo de aquisição do equipamento
foi de $ 490.000,00. O valor residual foi estimado em $ 10.000,00. O equipamento foi concebido para
produzir um número máximo de 30.000 unidades. A entidade pretende usar o equipamento por seis
anos.
Nos primeiros anos, as quantidades de procedimentos realizados foram as seguintes:
2013: 2.100 unidades
2014: 4.500 unidades
2015: 4.800 unidades
Ao final do exercício de 2015, o valor da depreciação acumulada no equipamento era:
a) 182.400,00;
b) 186.200,00;
c) 200.000,00;
d) 204.166,67;
e) 216.000,00.

Comentários:

Valor de aquisição 490.000,00


(-) Valor residual (10.000,00)
Valor depreciável 480.000,00

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A depreciação é pelo método das unidades produzidas. Então, a depreciação é a seguinte:

2013: 2.100/30.000 = 7%
2014: 4.500/30.000 = 15%
2015: 4.800/30.000 = 16%

Logo, o total da depreciação para todo esse período é de: 7% + 15% + 16% = 38%.

Você poderia fazer ano a ano, mas só daria mais trabalho.

Depreciação acumulada → 38% x 480.000,00 = R$ 182.400,00

Gabarito: A

Ainda com base na questão anterior, responda.

23. (FGV/Analista/IBGE/2017) Se o método de depreciação utilizado fosse o das cotas constantes, o valor
contábil líquido do equipamento após dois anos de uso seria:
a) 330.000,00;
b) 326.666,67;
c) 320.000,00;
d) 316.666,67;
e) 303.800,00.

Comentários:

Se o método utilizado fosse o das cotas constantes, teríamos o seguinte:

Valor de aquisição 490.000,00


(-) Valor residual (10.000,00)
= Valor depreciável 480.000,00

Vida útil = 6 anos. Então, Depreciação anual = 480.000/6 = 80.000,00/ano

A depreciação se inicia quando o ativo está disponível para uso. A questão não informou exatamente quando
seria, mas vamos considerar que foi em julho. Como teremos dois anos de uso, o total da depreciação será
de 160.000,00. Logo:

Valor de aquisição 490.000,00


(-) Depreciação acumulada (160.000,00)
= Valor contábil líquido 330.000,00

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Gabarito: A

24. (FGV/Analista Contábil/DPE RO/2015) Um grupo de ativo imobilizado tinha como critério de
depreciação o número de unidades produzidas. Sua produção variava entre 950 e 1050 unidades por
mês. Após perder um cliente, a produção reduziu para 700 unidades ao mês.
Entretanto a depreciação continuou considerando uma produção de 950 unidades por 14 meses, o que
ocasionou uma distorção expressiva do valor líquido contábil.
Nessa situação, a empresa deve adotar o seguinte procedimento:
(A) estornar a diferença imediatamente, creditando a conta de resultados acumulados;
(B) suspender o reconhecimento da depreciação desse ativo para que o valor líquido contábil retrate a
situação econômica do bem;
(C) alterar o critério de depreciação para o método de quotas constantes;
(D) manter o nível histórico de depreciação, conforme estabelece o princípio do conservadorismo;
(E) manter a despesa de depreciação, levando em conta a possibilidade de retomada dos níveis anteriores.

Comentários:

Trata-se de questão que envolve, a um só tempo, o CPC 27 (Ativo imobilizado) e CPC 23 (Políticas contábeis,
mudança de estimativa e correção de erro). Vamos lá! Existem vários métodos para se depreciar um ativo,
entre eles, o método das unidades produzidas.

Por este método, estima-se a quantidade total de unidades que será produzida. A depreciação é feita
dividindo-se o total efetivamente produzido pela capacidade total de produção.

Por exemplo, uma máquina que custou $ 100.000 e com capacidade de produção total, ao longo de toda a
sua vida útil, de 1.000.000 de unidades. No ano de X1, foram produzidas 80.000 unidades. Portanto, a
depreciação em X1 será:

(80.000 / 1.000.000) = 0,08 ou 8%.

Valor da depreciação em X1: $100.000 x 8% = $ 8.000,00.

No mesmo sentido vai o CPC 27:

62. Vários métodos de depreciação podem ser utilizados para apropriar de forma
sistemática o valor depreciável de um ativo ao longo da sua vida útil. Tais métodos incluem
o método da linha reta, o método dos saldos decrescentes e o método de unidades
produzidas. A depreciação pelo método linear resulta em despesa constante durante a vida
útil do ativo, caso o seu valor residual não se altere. O método dos saldos decrescentes
resulta em despesa decrescente durante a vida útil. O método de unidades produzidas
resulta em despesa baseada no uso ou produção esperados. A entidade seleciona o
método que melhor reflita o padrão do consumo dos benefícios econômicos futuros
esperados incorporados no ativo. Esse método é aplicado consistentemente entre
períodos, a não ser que exista alteração nesse padrão.

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Portanto, vê-se que a empresa vinha utilizando o método das unidades produzidas. Ok?

Mas aqui vai uma pergunta chave para a resolução da questão: ela depreciava com base em uma estimativa
ou com base na produção efetivamente industrializada? Ora, com base na produção. Portanto, o que houve
foi um erro quando do cálculo da depreciação! E, para corrigir esta hipótese, não há previsão do que fazer
no CPC 27.

O mais próximo que encontramos, e provavelmente o ponto em que a banca se baseou foi o seguinte:

61. O método de depreciação aplicado a um ativo deve ser revisado pelo menos ao final de
cada exercício e, se houver alteração significativa no padrão de consumo previsto, o
método de depreciação deve ser alterado para refletir essa mudança. Tal mudança deve
ser registrada como mudança na estimativa contábil, de acordo com o Pronunciamento
Técnico CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro.

Estamos quase certos de que a FGV se utilizou do item 61, acreditando que houve mudança de estimativa,
motivo pelo qual a depreciação deveria cessar até que a situação se normalizasse. Para a banca, o fato de
pararmos de produzir 950 unidades, passando para 700, constituiria mudança de estimativa. Mas não é! Foi
um erro! E há que se fazer distinção entre os itens (estimativa contábil e erro).

Vamos para o CPC 23.

1) Mudança na estimativa contábil é um ajuste nos saldos contábeis de ativo ou de passivo,


ou nos montantes relativos ao consumo periódico de ativo, que decorre da avaliação da
situação atual e das obrigações e dos benefícios futuros esperados associados aos ativos e
passivos. As alterações nas estimativas contábeis decorrem de nova informação ou
inovações e, portanto, não são retificações de erros.

2) Erros de períodos anteriores são omissões e incorreções nas demonstrações contábeis


da entidade de um ou mais períodos anteriores decorrentes da falta de uso, ou uso
incorreto, de informação confiável que:

(a) estava disponível quando da autorização para divulgação das demonstrações contábeis
desses períodos; e

(b) pudesse ter sido razoavelmente obtida e levada em consideração na elaboração e na


apresentação dessas demonstrações contábeis.

Tais erros incluem os efeitos de erros matemáticos, erros na aplicação de políticas contábeis, descuidos ou
interpretações incorretas de fatos e fraudes.

Ora, estamos claramente frente a um erro. Seria estimativa somente se tivéssemos uma informação próxima,
estimada, para depreciarmos, mas não é! A informação estava disponível, poderia ser obtida e levada em
consideração. E como o CPC 23 manda corrigir tal situação?

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1) As alterações nas Estimativas Contábeis devem ser aplicadas de forma prospectiva.

2) E quanto à correção de erros:

A) Erros materiais (que podem alterar a decisão dos usuários das demonstrações contábeis)
devem ser ajustados de forma retrospectiva;

B) Erros decorrentes de fraudes (material ou imaterial) devem ter aplicação retrospectiva.

Portanto, o correto é fazer uma correção retrospectiva desta depreciação, para corrigir. Se o erro tiver se
dado no exercício presente, fazemos o estorno diretamente no resultado do exercício. Caso estejamos face
a erro de exercício anterior, devemos fazer o acerto na conta lucros acumulados.

Assim, não merece prosperar o gabarito da banca (letra b: suspender o reconhecimento da depreciação
desse ativo para que o valor líquido contábil retrate a situação econômica do bem), devendo a questão ter
sido anulada! Mas a banca turrona não o fez..

Gabarito: B

25. (FGV/DPE RJ/Técnico superior – Ciências Contábeis/2014) A empresa Gatunos SA adquiriu um elevador
por R$ 12.000,00, com vida útil estimada de 10 anos. Para atender às exigências de segurança
estabelecidas pela empresa, o elevador, apesar de recebido em 31 de março de 2014, só entrará em
operação quando a equipe de TI da Gatunos SA concluir o projeto de um sistema capaz de reconhecer
as intenções do usuário do elevador. Uma peculiaridade exigida para a finalização do software, e sua
efetiva entrada em operação, é que ele seja capaz de alertar os diretores da empresa na eventualidade
de um cão da raça Rottweiller entrar no elevador. Nesse caso, o software, além de avisar os diretores,
deve ser capaz de desativar a movimentação do elevador, retendo-o no 13º andar.
O contrato de trabalho com a equipe de TI, que conta com 10 engenheiros formados no M.I.T., vai até 31 de
março de 2016, mas não há garantias de que poderá concluí-lo, sequer cogita-se entregá-lo parcialmente.
Apesar disso, a empresa gastou em abril de 2014 o total de R$ 1.000.000,00 com o salário da equipe, além
de outros R$ 1.000.000,00 com a parte física (câmera, infravermelho e fios de ouro, por ser um ótimo
condutor) para elaboração do software. A empresa tem expectativa de que, se concluído, o projeto poderá
ser vendido para uma das gigantes de tecnologia por R$ 100.000.000,00 e, inclusive, afirma que já possui
compradores interessados. Em relação aos fatos aqui narrados, as demonstrações contábeis da Gatunos
referentes ao dia 30 de abril de 2014, devem apresentar ao menos
(A) i) depreciação acumulada do elevador, no montante de R$ 100,00; ii) ativo intangível em elaboração,
totalizando R$ 2.000.000,00.
(B) i) ativo imobilizado em andamento – elevador, no montante de R$ 12.000,00; ii) despesa com salários da
equipe de TI, no montante de R$ 1.000.000,00.
(C) i) ativo intangível em elaboração, totalizando R$ 1.000.000,00; ii) despesa com salários da equipe de TI,
no montante de R$ 1.000.000,00.
(D) i) ativo imobilizado em andamento – elevador, no montante de R$ 12.000,00; ii) depreciação acumulada
do elevador, no montante de R$ 100,00.

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(E) i) material de consumo (câmera, infravermelho e fios de ouro), totalizando R$ 1.000.000,00; ii) despesa
com salários da equipe de TI, no montante de R$ 1.000.000,00

Comentários:

Elevador: Imobilizado em andamento. Não deve ser depreciado, pois não está sendo utilizado.

Salários: vai para despesas, já que não atende critério para reconhecimento de intangível, previstos no CPC
04.

Os componentes devem ficar registrados em conta de estoque, já que atendem aos requisitos do CPC 16:

Estoques são ativos:

(a) mantidos para venda no curso normal dos negócios;

(b) em processo de produção para venda; ou

(c) na forma de materiais ou suprimentos a serem consumidos ou transformados no


processo de produção ou na prestação de serviços.

Gabarito: B

26. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Recife/2014) Uma entidade adquiriu, em 31/12/2012, dois prédios no Recife.
O prédio A foi adquirido por R$ 1.000.000,00. Fica localizado ao lado da sede da entidade e é mantido para
futura valorização. Enquanto isso não acontece, ela utiliza o prédio para suas atividades, alocando uma parte
de seu pessoal nele.
O prédio B foi adquirido por R$ 500.000,00 para valorização de capital, não sendo utilizado no momento.
Na data da compra, a entidade pretendia utilizar os prédios durante 40 anos e não considerava valor residual.
Em 31/12/2013, ela avaliou o valor justo de seus prédios a fim de começar a aplicá-los, quando permitido
por lei. Ela constatou que o prédio A tinha valor justo de R$ 1.000.000,00, e o prédio B, de R$ 480.000,00.
Com base nas informações acima, os valores contábeis do prédio A e do prédio B, no balanço patrimonial da
entidade, em 31/12/2013, eram, respectivamente, de:
a) R$ 1.000.000,00 e R$ 500.000,00.
b) R$ 1.000.000,00 e R$ 480.000,00.
c) R$ 975.000,00 e R$ 500.000,00.
d) R$ 975.000,00 e R$ 470.500,00.
e) R$ 975.000,00 e R$ 480.000,00.

Comentários:

Prédio A: Ficará classificado no ativo imobilizado.

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Depreciação anual = 1.000.000/40 = 25.000 por ano.

Logo, em 2013, teremos valor contábil de R$ 975.000,00.

Os ativos imobilizados não sofrem variação ao valor justo.

Prédio B: Ficará classificado no ativo não circulante investimentos, pois se trata de propriedade para
investimento.

Inicialmente, a propriedade para investimento é avaliada pelo custo, como manda o princípio do registro
pelo valor original. Todavia, o custo histórico pode sofrer variações subsequentes.

Assim, a entidade deve adotar, para mensurações posteriores, ou o método do valor justo ou o método do
custo, utilizando-se, assim, dessa política contábil para todas as suas propriedades para investimento.

Repetimos. As propriedades mantidas para investimento, após o registro inicial pelo custo, podem ser
avaliadas pelo valor justo ou pelo custo.

Se forem pelo valor justo, não há depreciação. Pelo custo, são depreciadas normalmente.

Com efeito, lançaremos uma variação ao valor justo, ficando a propriedade reconhecida no balanço pelo
valor de R$ 480.000,00.

Gabarito: E

27. (FGV/Auditor Tributário Municipal/ISS Recife/2014) Uma entidade comprou, em 01/07/2011,


numerosas máquinas para utilizar em seu negócio, no valor de R$ 40.000,00. O frete da entrega foi de
R$ 400,00, pagos pelo fornecedor. Adicionalmente, a entidade incorreu em R$ 800,00 para instalar as
máquinas, R$ 500,00 para desmontar as máquinas que já estavam na fábrica e R$ 200,00 para um
caminhão levar as máquinas antigas até um depósito.
Além disso, uma vez que as máquinas eram novas no mercado, a entidade contratou um especialista para
orientar e treinar os funcionários sobre tal uso durante o primeiro mês de funcionamento. Os honorários
foram de R$ 2.000,00.
Na data da compra, a entidade pretendia utilizar as máquinas por cinco anos e, depois desses anos, doá-las.
É estimado que o valor da remoção das máquinas seja de R$ 1.400,00.
O valor contábil das máquinas em 31/12/2013 era de
a) R$ 16.880,00.
b) R$ 21.100,00.
c) R$ 21.450,00.
d) R$ 22.100,00.
e) R$ 22.450,00

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Comentários:

Cálculo do reconhecimento inicial:

Valor de aquisição: R$ 40.000,00


Instalação das máquinas: R$ 800,00
Remoção das máquinas: R$ 1.400,00
Total do reconhecimento inicial: R$ 42.200,00

Pontos de atenção!

- Frete de R$ 400,00 → Pago pelo fornecedor (não há ônus para a compradora).

- Gastos com as máquinas antigas, de R$ 500,00 e R$ 200,00 → Não se correlacionam com a aquisição da
nova máquina. Devem ter tratamento próprio.

- Custos de treinamento de R$ 2.000,00 → A questão tenta confundir o candidato, falando sobre honorários,
tentando induzi-lo a lembrar do item 17, f, do Pronunciamento. Contudo, trata-se de custo de treinamento,
que não integra o reconhecimento inicial (CPC 27, item 19, c).

- Custos de remoção futuro de R$ 1.400,00 → Este é um ponto que pode gerar dúvidas, mas vejamos o que
diz o CPC 27:

16. O custo de um item do ativo imobilizado compreende:

(c) a estimativa inicial dos custos de desmontagem e remoção do item e de restauração do


local (sítio) no qual este está localizado. Tais custos representam a obrigação em que a
entidade incorre quando o item é adquirido ou como consequência de usá-lo durante
determinado período para finalidades diferentes da produção de estoque durante esse
período.

Portanto, são custos futuros de desmontagem e remoção que devem ser estimados no início da vida útil da
máquina, caso seja o caso de retirar a máquina e leva-la para outro lugar. É um custo ajustado a valor
presente.

Continuando a resolução... A aquisição se deu em 01/07/2011, o método de depreciação é o linear, com taxa
de depreciação de 20% ao ano. Não há valor residual.

A questão pede o valor contábil em 31/12/2013, portanto, foram incorridos 2,5 anos. Como a vida útil
esperada é de 5 anos, temos que já transcorreu metade do período, ou seja, R$ 21.100,00.

Valor de aquisição: R$ 42.200,00


(-) Depreciação Acumulada: (R$ 21.100,00)
(=) Valor contábil em 31/12/2013: R$ 21.100,00

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Mas, se quisermos, é só fazermos o cálculo da depreciação anual:

R$ 42.200,00/5 = R$ 8.440,00 ao ano.

Depreciação de 2,5 anos = R$ 8.440,00 x 2,5 = 21.100

Gabarito: B

28. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2014) Em 01/01/2011, uma entidade adquiriu móveis para seu
escritório no valor de R$ 50.000,00. Os móveis têm vida útil estimada em seis anos e, ao final do sexto
ano, a entidade pretende doá-los. Na data, são estimados gastos de R$ 2.000,00 (a valor presente) com
a remoção. O frete para a entrega dos móveis é de R$ 500,00, e os custos de montagem, de R$ 400,00.
No entanto, no momento em que a entrega foi feita, o funcionário da loja arranhou a parede, e a
entidade incorreu em gastos de R$ 1.000,00 para pintá-la novamente. Como pedido de desculpas, o
funcionário não cobrou pela montagem dos móveis. O valor contábil dos móveis, em 31/12/2013, era
de:
(A) R$ 25.250,00.
(B) R$ 26.250,00.
(C) R$ 26.950,00.
(D) R$ 26.450,00.
(E) R$ 23.750,00.

Comentários:

Vejamos os cálculos para o imobilizado:

Valor da compra: 50.000,00


Gastos com remoção: 2.000,00
Frete: 500,00
Total 52.500,00

Os móveis têm vida útil de 6 anos. Em 31/12/2013, já terão 3 anos (foram comprados em 01.01.2011). Assim,
em 31.12.2013 os móveis já foram depreciados na metade do seu valor, e, portanto, o valor contábil será:

Valor original 52.500,00


(-) Depreciação Acumulada (26.250,00
= Valor contábil 26.250,00

A pintura da parede será contabilizada como despesa de conservação. E a montagem (que não foi cobrada)
não será contabilizada.

Gabarito: B

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29. (FGV/DPE RJ/Técnico superior/Ciências Contábeis/2014) A Companhia Lentidão S.A. adquiriu uma
máquina para fabricação de meias para vender junto com os tênis que a empresa já vende. A máquina
foi entregue na sede da empresa no dia 05/05/X1. No dia 12/05/X1 a máquina foi instalada e ficou
pronta para ser utilizada. Como demorou para chegar a matéria-prima, a máquina só foi utilizada pela
primeira vez em 20/05/X1.
A produção na capacidade máxima só ocorreu a partir do dia 01/06/X1. As vendas ficaram acima do
esperado. Então a administração da empresa, no dia 14/07/X1, decidiu terceirizar a produção e desativar a
máquina. A produção do último lote de meias ocorreu no dia 30/07/X1, porém a máquina permaneceu
instalada para atender pedidos adicionais até o dia 15/08/X1, quando a administração decidiu que o melhor
negócio seria vender a máquina.
A máquina permaneceu na empresa até o dia 20/11/X1, quando finalmente foi vendida e a propriedade foi
repassada para outra empresa.
Considerando os fatos acima e que a empresa utiliza o critério de período de tempo para estimar a vida útil
de seus imobilizados, a data inicial e a data final em que a empresa depreciou o ativo, respectivamente, são
(A) 05/05/X1 e 14/07/X1
(B) 05/05/X1 e 30/07/X1
(C) 12/05/X1 e 15/08/X1
(D) 20/05/X1 e 20/11/X1
(E) 01/06/X1 e 20/11/X1

Comentários:

Segundo o CPC 27:

55. A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando
está no local e em condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. A
depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido
para venda (ou incluído em um grupo de ativos classificado como mantido para venda de
acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 31 – Ativo-Não Circulante Mantido para Venda
e Operação Descontinuada) ou, ainda, na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer
primeiro. Portanto, a depreciação não cessa quando o ativo se torna ocioso ou é retirado
do uso normal, a não ser que o ativo esteja totalmente depreciado. No entanto, de acordo
com os métodos de depreciação pelo uso, a despesa de depreciação pode ser zero
enquanto não houver produção.

A depreciação do ativo se inicia quando este está disponível para uso, ou seja, quando está no local e em
condição de funcionamento na forma pretendida pela administração. Na questão em análise, no dia
12/05/X1, quando a máquina foi instalada e ficou pronta para ser utilizada.

Já podemos apontar a resposta: Letra C, é a única que indica a data 12/05/X1. Mas vamos prosseguir com a
análise.

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A depreciação de um ativo deve cessar na data em que o ativo é classificado como mantido para venda ou
na data em que o ativo é baixado, o que ocorrer primeiro.

A questão menciona que a máquina permaneceu instalada para atender pedidos adicionais até o dia
15/08/X1, quando a administração decidiu que o melhor negócio seria vender a máquina. Assim, a máquina
deixou de ser depreciada no dia 15/08/X1, quando a administração decidiu vendê-la. O gabarito é, portanto,
letra c.

Gabarito: C

30. (FGV/CODEBA/Contador/2008) A cia. L comprou um veículo no dia 01/08/2006 no valor de R$50.000.


A empresa incorreu em gastos de 2.800 com frete e R$1.200 para transporte do veículo até o seu
estabelecimento. Além disso, a empresa irá quitar o IPVA de R$4.000 do ano passado, que não havia
sido pago pelo antigo Dono. A empresa pagou, também, o seguro anual do veículo, no valor de r$3.600.
O veículo tem vida útil de 5 anos e valor residual de r$10.000.
Qual é o valor de depreciação desse veículo no ano de 2006?
(a) r$ 3.667.
(b) r$ 4.000.
(c) r$ 9.600.
(d) r$ 4.833.
(e) r$ 4.300.

Comentários:

Com base no Pronunciamento CPC 27 – Ativo Imobilizado, o custo do veículo será o seguinte:

Valor do veículo...................................50.000
(+) Frete.....................................................2.800
(+)Transporte.............................................1.200
(+) IPVA......................................................4.000
(=)TOTAL..................................................58.000

Assim:

Valor depreciável = Valor do veículo – valor residual = 58.000 – 10.000 = 48.000

Como a Vida útil = 5 anos = 60 meses, então:

Valor da depreciação mensal = $48.000 / 60 meses = $800

Depreciação de 2006 = 5 meses x $800 = $4.000

Gabarito: B

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LISTA DE QUESTÕES – IMOBILIZADO – FCC


1. (FCC/TRT 9ª Região/Analista Judiciário/Contabilidade/2022) Um equipamento industrial foi adquirido,
à vista, pelo custo total de R$ 1.200.000,00, a aquisição ocorreu em 31/12/2017 e o ativo foi colocado
em uso nessa data. A empresa tem como política utilizar esse tipo de equipamento até atingir a
produção total de 500.000 unidades, estima vendê-lo, no final do período de utilização, pelo valor R$
150.000,00 e calcula a despesa de depreciação em função das unidades produzidas. O equipamento foi
utilizado até 30/06/2019 e tinham sido produzidas 250.000 unidades até esta data, quando a empresa
optou por vendê-lo por R$ 750.000,00, à vista. Sabendo-se que a vida útil, para fins fiscais, é 10 anos,
o valor evidenciado na Demonstração do Resultado de 2019, correspondente somente à venda do
equipamento foi
(A) prejuízo na venda no valor de R$ 270.000,00.
(B) lucro na venda no valor de R$ 150.000,00.
(C) prejuízo na venda no valor de R$ 292.500,00.
(D) lucro na venda no valor de R$ 75.000,00.
(E) lucro na venda no valor de R$ 225.000,00.

2. (FCC/ALAPA/Assistente Legislativo Atividade Orçamentária e Financeira/Especialidade -Assistente de


Contabilidade/2020) Em 01/01/2016, a Cia. Peso Leve adquiriu, à vista, um equipamento pelo valor de
R$ 3.400.000,00. Na data da aquisição, a vida útil definida para o equipamento foi 20 anos e o valor
residual estimado foi R$ 200.000,00. Em 01/01/2017, a Cia. reavaliou a condição de uso do
equipamento, estabeleceu a vida útil remanescente em 15 anos e o novo valor residual estimado em
R$ 240.000,00. Sabendo que a Cia. Peso Leve utiliza o método das cotas constantes para cálculo da
despesa de depreciação, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2018 foi, em reais,
(A) 2.840.000,00.
(B) 2.600.000,00.
(C) 2.528.000,00.
(D) 2.768.000,00.
(E) 2.640.000,00.

3. (FCC/METRO SP/Analista Desenvolvimento Gestão Júnior - Ciências Contábeis/2019) A empresa ABC


está abrindo uma filial e, para tanto, comprou um novo prédio próximo à localização da matriz. No
total, foram pagos R$ 2.600.000,00 nessa aquisição (R$ 520.000,00 referentes ao terreno e R$
2.080.000,00 ao prédio). Além desse valor, a ABC incorreu nos seguintes gastos:
Gastos legais para preparação do contrato de compra do prédio ......................... R$ 126.000,00
Gastos com reforma para adequação ao uso da ABC S/A ........................................ R$ 350.000,00

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Gastos com aquisição de seguro do prédio (período de 1 ano) ............................. R$ 120.000,00


Gastos com salário da equipe de controle de acesso ao prédio ............................ R$ 150.000,00
O novo ativo imobilizado da ABC deve ser reconhecido em seu balanço patrimonial pelo valor de, em reais,
a) 2.826.000,00
b) 3.346.000,00
c) 2.556.000,00
d) 3.076.000,00
e) 2.600.000,00

4. (FCC/Prefeitura do Recife/Analista/2019) A Cia. Produtora adquiriu, em 31/12/2015, um equipamento


por R$ 800.000,00, efetuando o pagamento à vista. Na data da aquisição, a Cia. estimou a vida útil do
equipamento em 10 anos e o valor residual em R$ 80.000,00. Em 1/1/2017, após um ano de uso, a
==bb8d==

empresa reavaliou a vida útil do equipamento e determinou que a vida útil remanescente era 15 anos
e o valor residual era R$ 8.000,00. O valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço
Patrimonial da Cia. Produtora, em 31/12/2017, foi, em reais,
(A) 694.400,00.
(B) 680.000,00.
(C) 672.000,00.
(D) 701.000,00.
(E) 693.000,00.

5. (FCC/SEFAZ-BA/Auditor Fiscal/2019) Um equipamento foi adquirido à vista, em 30/06/2017, pelo


custo total de R$ 1.500.000,00. A empresa definiu sua vida útil em 8 anos, o valor líquido de venda do
equipamento no final do 8º ano foi estimado em R$ 660.000,00 e, para fins fiscais, a vida útil é definida
em 10 anos. A empresa adota o método das quotas constantes para o cálculo da despesa mensal de
depreciação. No final de 2018, a empresa realizou o teste de redução ao valor recuperável para o
equipamento (Teste de impairment) e os valores obtidos, em 31/12/2018, para a realização desse teste
foram os seguintes:
− Valor justo = R$ 1.300.000,00
− Valor em uso = R$ 1.325.000,00
O valor da despesa para redução ao valor recuperável (despesa por impairment) registrado na
Demonstração do Resultado de 2018 foi, em reais,
a) 42.500,00.
b) 122.500,00.
c) 17.500,00.
d) 147.500,00.
e) 175.000,00.

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6. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) A empresa Monta e Desmonta adquiriu, em 01/01/2016,


uma máquina no valor de R$ 150.000,00, à vista. Para a aquisição e colocação em funcionamento, a
empresa incorreu adicionalmente nos seguintes gastos:
− Tributos recuperáveis no valor de R$ 20.000,00.
− Gastos com transporte e seguro no valor de R$ 8.000,00.
− Gastos com instalação no valor de R$ 6.000,00.
A empresa estima que incorrerá em gastos no valor de R$ 12.000,00 (equivalentes à vista) para desinstalar
esta máquina ao final de sua vida útil. A vida útil da máquina era 5 anos, sendo que essa máquina ficou
disponível para o uso apenas em 31/03/2016. Ademais, espera-se que ao final do período de vida útil a
máquina valha R$ 14.000,00.
Sabendo que a empresa utiliza o método das cotas constantes, o valor contábil da máquina, em 31/12/2017,
era, em reais,
(A) 132.300,00.
(B) 119.300,00.
(C) 111.200,00.
(D) 105.300,00.
(E) 111.500,00.

7. (FCC/ICMS-SC/Auditoria e Fiscalização/2018) Em 28/02/2017, a empresa Monta e Desmonta comprou


uma nova máquina no valor de R$ 160.000,00, à vista, com vida útil econômica estimada de 5 anos e
valor residual de R$ 10.000,00. Em 31/12/2017, após utilizar a máquina por 10 meses, a empresa
Monta e Desmonta reavaliou a vida útil econômica remanescente da máquina em 40 meses e valor
residual de R$ 15.000,00. Em 31/10/2018, a empresa Monta e Desmonta decidiu vender esta máquina
por R$ 130.000,00, à vista. Com base nessas informações, o resultado obtido pela empresa Monta e
Desmonta com a venda da máquina foi, em reais,
(A) 25.000,00, de ganho.
(B) 28.000,00, de ganho.
(C) 5.000,00, de prejuízo.
(D) 5.000,00, de ganho.
(E) 40.000,00, de ganho.

8. (FCC/CL-DF/Consultor Legislativo/2018) Em 31/12/2015, a Cia. dos Esportes adquiriu um equipamento


por R$ 320.000,00 à vista. Estimou que a vida útil econômica era 6 anos e o valor residual esperado era
R$ 20.000,00. Em 01/01/2017, a empresa reavaliou a vida útil econômica remanescente do
equipamento para 4 anos e o valor residual para R$ 10.000,00. Em 31/12/2017, a Cia. dos Esportes
resolveu trocar o equipamento e o vendeu por R$ 200.000,00, à vista. O resultado obtido pela Cia. dos
Esportes com a venda do equipamento foi
(A) prejuízo no valor de R$ 120.000,00.

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(B) prejuízo no valor de R$ 5.000,00.


(C) lucro no valor de R$ 5.000,00.
(D) lucro no valor de R$ 4.000,00.
(E) lucro no valor de R$ 14.000,00

9. (FCC/Analista/DPE AM/2018) A empresa Profile S.A. adquiriu, em 31/12/2015, uma máquina por R$
420.000,00 à vista. Adicionalmente, a empresa incorreu em gastos para instalação adequada da mesma
no valor de R$ 60.000,00. Na data da aquisição, a empresa definiu que a vida útil econômica da
máquina seria 6 anos e o valor residual esperado no final da vida útil seria R$ 30.000,00. A empresa
adota o método das cotas constantes para cálculo da depreciação.
Em 30/06/2017, a empresa Profile S.A. vendeu esta máquina por R$ 350.000,00 à vista. O resultado apurado
na venda da máquina foi, em reais,
a) 27.500,00 positivos.
b) 17.500,00 negativos.
c) 12.500,00 positivos.
d) 57.500,00 positivos.
e) 70.000,00 negativos.

10. (FCC/TST/Contabilidade/2017) Uma máquina foi adquirida em 30/06/2013 pelo valor de R$


17.700.000,00, o qual foi pago após 18 meses da data da aquisição. A taxa de juros implícita na compra
foi 0,924% ao mês que corresponde a 18% no prazo concedido pelo vendedor da máquina. A empresa
definiu a vida útil da máquina em 10 anos de utilização e calcula a despesa de depreciação em função
do tempo decorrido. No início do prazo de utilização da máquina a empresa identificou que o valor
residual estimado para sua venda no final da vida útil seria R$ 3.000.000,00. No início do ano de 2016
a empresa identificou que o valor residual no final da vida útil foi reduzido para R$ 1.500.000,00.
Sabendo-se que não houve necessidade de redução do valor contábil da máquina e que a vida útil da
mesma para fins fiscais é definida em 8 anos, o valor contábil evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2016 para esta máquina foi, em reais,
A) 9.750.000,00.
B) 12.555.000,00.
C) 12.355.000,00.
D) 10.600.000,00.
E) 8.437.500,00

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11. (FCC/TRE PR/Contabilidade/2017) No dia 02/01/2013 uma empresa adquiriu um equipamento de


produção pelo valor de R$ 30.000.000,00 e efetuou o pagamento à vista. A vida útil definida pela
empresa para o equipamento foi 12 anos e a vida útil para fins fiscais é 10 anos. A despesa de
depreciação é calculada em função do tempo decorrido e no início do prazo de utilização a empresa
estimou o valor residual para venda do equipamento no final da vida útil em R$ 3.000.000,00. No início
do ano de 2016 foi identificado que o valor residual no final da vida útil estimada originalmente pela
empresa foi reduzido para R$ 2.550.000,00, em decorrência de mudanças no mercado secundário para
este tipo de equipamento. O valor contábil que deveria ser evidenciado no Balanço Patrimonial de
31/12/2016 para este equipamento era, em reais,
(A) 19.200.000,00.
(B) 20.000.000,00.
(C) 18.000.000,00.
(D) 20.950.000,00.
(E) 21.000.000,00.

12. (FCC/DPE RS/Contabilidade/2017) A Cia. de Minérios adquiriu o direito de exploração de uma mina de
zinco por R$ 3.960.000,00 que foram pagos à vista. A capacidade total esperada de extração da mina
foi estimada em 80.000 toneladas e no primeiro ano de exploração a Cia. extraiu 8.000 toneladas. No
início do segundo ano, ao reanalisar a capacidade de produção da mina, a Cia. de Minérios estimou
que ainda havia 80.000 toneladas remanescentes e, durante o segundo ano, fez a extração de 6.000
toneladas. O valor contábil apresentado para esta mina, no final do segundo ano, foi, em reais,
A) 3.296.700,00
B) 3.330.000,00
C) 3.267.000,00
D) 3.960.000,00
E) 3.564.000,00

13. (FCC/ARTESP/Contabilidade/2017) A empresa Metais Pesados S.A. adquiriu, em 31/12/2014, um


imobilizado por R$ 50.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada da máquina, na data de
aquisição, foi 10 anos e o valor residual estimado foi R$ 5.000,00. Em 31/12/2015, a empresa reavaliou
a vida útil e determinou que a vida útil econômica remanescente da máquina era 5 anos e o valor
residual era R$ 8.000,00. Com base nestas informações e sabendo que a empresa utiliza o critério de
quotas constantes para cálculo da depreciação, o valor da depreciação acumulada evidenciado no
Balanço Patrimonial da empresa, em 31/12/2016, foi, em reais,
(A) 11.000,00.
(B) 12.000,00.
(C) 16.800,00.
(D) 9.000,00.

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(E) 14.000,00

14. (FCC/SEGEP-MA/Auditor/2016) O preço de aquisição de um equipamento de produção foi R$


9.000.000,00, o pagamento da compra ocorreu à vista em 31/12/2013 e o mesmo entrou em
funcionamento na mesma data. A empresa definiu a vida útil do equipamento em 8 anos de utilização
e calcula sua despesa de depreciação em função do tempo decorrido. Na data da aquisição o valor
residual no final do prazo de vida útil foi estimado em R$ 1.120.000,00.
No início do ano de 2015, a empresa reavaliou a vida útil remanescente do equipamento para 5 anos, em
função de alteração na sua política de substituição do equipamento, e estimou que o valor residual no final
desta nova vida útil seria R$ 1.205.000,00. A análise feita pela empresa no final de 2014 identificou que não
havia necessidade de redução do valor contábil do equipamento. Para fins fiscais a vida útil do equipamento
é definida em 10 anos. O valor contábil que deveria ser evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2015
para este equipamento foi, em reais:
A) R$ 7.030.000,00.
B) R$ 6.750.000,00.
C) R$ 7.200.000,00.
D) R$ 6.653.000,00.
E) R$ 5.757.000,00.

15. (FCC/SEGEP-MA/Tecnologia da Informação/2016) A Cia. Máquinas Pesadas adquiriu, em 31/12/2013,


um equipamento por R$ 680.000,00 à vista. Na data da aquisição, a Cia. estimou a vida útil econômica
deste equipamento em 20 anos e o valor residual em R$ 80.000,00. Em 31/12/2014, após o
reconhecimento da depreciação referente ao ano de 2014, a Cia. reavaliou a vida útil do equipamento
para 15 anos e reestimou o valor residual para R$ 50.000,00. Com base nestas informações sabendo
que a empresa utiliza o método das cotas constantes para calcular a despesa com depreciação, o valor
da Depreciação Acumulada evidenciado no Balanço Patrimonial da Cia. Máquinas Pesadas, em
31/12/2015, foi, em reais, de
A) 60.000,00.
B) 78.750,00.
C) 84.000,00.
D) 67.500,00.
E) 70.000,00.

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16. (FCC/TRF 3ª/Contadoria/2016) Uma empresa adquiriu um equipamento de produção pelo valor de R$
12.000.000,00 que foi pago à vista. A aquisição ocorreu em 30/06/2010, a empresa definiu a vida útil
do equipamento em 10 anos de utilização e calcula sua despesa de depreciação em função do tempo
decorrido (método das quotas constantes), tendo em vista que o mesmo funciona sem qualquer
interrupção. No início do prazo de utilização do equipamento o valor residual estimado para sua venda
no final da vida útil era R$ 1.500.000,00. No final de 2013, a empresa identificou que o valor residual
no final da vida útil foi reduzido para R$ 1.175.000,00, em decorrência do aparecimento de novos
equipamentos com tecnologia mais atual, o que fez com que o valor de mercado dos equipamentos
utilizados pela empresa diminuísse. A análise feita pela empresa neste momento (final de 2013)
identificou que não havia necessidade de redução do valor contábil do equipamento (o valor
recuperável era maior que o valor contábil). Se a vida útil do equipamento para fins fiscais é definida
em 8 anos, o valor contábil que deveria ter sido evidenciado no Balanço Patrimonial de 31/12/2014
para este equipamento era, em reais,
A) 5.250.000,00.
B) 6.600.000,00.
C) 5.775.000,00.
D) 7.225.000,00.
E) 7.275.000,00.

17. (FCC/Analista de Controle Externo/TCE/CE/2015) A Cia. Imobi & Liza adquiriu, em 31/12/2012, um
equipamento por R$ 238.000,00, à vista. A vida útil econômica estimada do equipamento na data de
aquisição foi 20 anos e o valor residual R$ 18.000,00. Em 31/12/2013, a empresa revisou a vida útil
remanescente da máquina para 10 anos e estimou um novo valor residual em R$ 10.000,00. Com base
nestas informações, o valor contábil do equipamento evidenciado no Balanço Patrimonial da Cia. Imobi
& Liza, em 31/12/2014, foi, em reais,
a) 216.000,00.
b) 205.300,00.
c) 179.100,00.
d) 195.300,00.
e) 188.100,00.

18. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ PI/2015) Uma empresa adquiriu, em 02/01/2013, um edifício pelo valor de
R$ 10.000.000,00 e estimou que a vida útil esperada de utilização era 10 anos e valor residual igual a
zero. A empresa decidiu, então, fazer uma grande reforma cujo valor total foi R$ 3.000.000,00, o que
aumentou a vida útil esperada do edifício para 30 anos, sendo que, ao final deste novo prazo de vida
útil, o valor residual esperado passou a ser R$ 4.000.000,00. Sabendo-se que o edifício ficou pronto e
começou a ser utilizado em 30/09/2013, a empresa apresentará na Demonstração do Resultado de
2013, em reais,

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a) Despesa de Depreciação = 1.000.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00


b) Despesa de Depreciação = 250.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00
c) Despesa de Depreciação = 75.000,00
d) Despesa de Depreciação = 825.000,00
e) Despesa de Depreciação = 200.000,00 e Despesa com Reforma = 3.000.000,00

19. (FCC/Auditor/TCM GO/2015) O valor original de um ativo deduzido do seu valor residual denomina-
se valor:
a) líquido Contábil.
b) contábil Original Líquido.
c) depreciável, amortizável ou exaurido.
d) realizável Líquido.
e) realizável.

20. (FCC/Auditor Fiscal/SEFAZ/PE/2014) Em 31/12/2009, a empresa Equipamentos Pesados S.A. adquiriu


uma máquina pelo valor de R$ 800.000,00, para ser pago integralmente em 2012. Se a empresa tivesse
adquirido o equipamento à vista o preço teria sido R$ 650.000,00. A empresa tem como política utilizar
suas máquinas por um período de 8 anos e o valor residual esperado para venda da máquina no final
do prazo de utilização corresponde a 20% do valor à vista da máquina comprada. Em 30/06/2011, a
empresa vendeu esta máquina por R$ 500.000,00 à vista. Com base nestas informações, o resultado
obtido na venda da máquina que será evidenciado na Demonstração de Resultados é:
a) prejuízo de R$ 150.000,00.
b) prejuízo de R$ 300.000,00.
c) prejuízo de R$ 28.125,00.
d) lucro de R$ 77.500,00.
e) prejuízo de R$ 52.500,00.

21. (FCC/Analista/TCE GO/2014) A Cia. do Norte importou um novo equipamento fabril que quando em
funcionamento aumentará sua produção em 40%, permitindo a ampliação do seu mercado de atuação.
Na ocasião, a empresa incorreu nos seguintes gastos e desembolsos:
Relação de Gastos Valores (R$)
Valor pago ao fornecedor do equipamento .................................................... 1.300.000,00
Impostos não recuperáveis e de importação ................................................. 200.000,00
Fretes, seguros incidentes sobre transportes do item ...................................... 40.000,00
Custo de adequação e preparação para instalação ....................................... 660.000,00
Honorários de pessoal especializado utilizado na montagem e instalação do novo
equipamento........................................... ........................................................350.000,00

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Custo de instalação e montagem...................................................................... 300.000,00


Gastos de instalações finais com testes de funcionamento ..............................150.000,00
Com base nos dados fornecidos, a empresa deve
a) registrar em seu Ativo Não Circulante − Imobilizado, o valor de R$ 3.000.000,00.
b) lançar como Despesas Gerais de Fabricação o valor de R$ 1.500.000,00.
c) contabilizar como custo do Imobilizado, apenas R$ 1.300.000,00.
d) debitar em Despesas de Pessoal o montante de R$ 350.000,00.
e) considerar como Conta de Resultado o valor de R$ 200.000,00.

22. (FCC/Analista/SABESP/2014) A empresa Sol & Chuva S.A. possuía, em 31/12/2013, em seu ativo
imobilizado, um imóvel com as seguintes informações, após o reconhecimento da despesa de
depreciação para o ano de 2013:
Custo de aquisição R$ 1.000.000
(−) Depreciação acumulada R$ 350.000
(−) Perda por impairment R$ 250.000
Nesta mesma data (31/12/2013), a empresa vendeu este imóvel por R$ 650.000 à vista. O resultado obtido
com a venda foi:
a) prejuízo de R$ 350.000.
b) igual a zero.
c) prejuízo de R$ 100.000.
d) lucro de R$ 250.000.
e) lucro de R$ 50.000.

23. (FCC/Analista/SABESP/2014) Em 31/12/2011, a empresa Reavaliação adquiriu uma máquina por R$


650.000 à vista. Na data da aquisição, estimou-se que a vida útil econômica era 5 anos e o valor residual
era R$ 200.000. Em 01/01/2013, a empresa reavaliou a vida útil econômica remanescente da máquina
para 8 anos e valor residual para R$ 0,00 (zero).
O valor contábil apresentado pela empresa Reavaliação, no Balanço Patrimonial de 31/12/2013, foi, em reais,
a) 487.500.
b) 490.000.
c) 315.000.
d) 337.500.
e) 650.000.

24. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) O auditor externo da empresa Cabos S.A. identificou que
a empresa construiu nova unidade e utilizou cabos de energia produzidos em sua linha de produção.
Para confirmar o registro adequado do custo do ativo imobilizado, a auditoria deve certificar-se de que
o custo corresponde ao custo do produto

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A) para venda, menos quaisquer lucros gerados internamente.


B) pelo valor de reposição, para expressar o valor justo do imobilizado.
C) pelo valor justo, menos os impostos para expressar o valor no mercado.
D) pelo valor de reposição, para expressar o valor em uso.
E) para venda, mais os lucros gerados internamente.

25. (FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS/SP /2013) A Cia. Metais adquiriu, em 30/06/2011, uma mina de
minério de ferro por R$ (mil) 270.000,00. A estimativa inicial era de que seriam extraídas 270.000
toneladas desse minério. Durante 2011, foram extraídas 50.000 toneladas. No início de 2012, os
técnicos encontraram um novo veio de minério e reestimaram que ainda existiam 250.000 toneladas
para serem extraídas. Durante 2012, foram extraídas mais 20.000 toneladas. Com base nestas
informações, o valor da despesa de exaustão referente aos anos de 2011 e 2012 foram,
respectivamente, em milhares de reais,
A) 45.000 e 18.000
B) 50000 e 17600
C) 50.000 e 21.600
D) 45.000 e 21.600
E) 50.000 e 18.000

26. FCC/Agente Fiscal de Rendas/ICMS SP/2013) Em 01/02/2013, a empresa Ativa S.A. adquiriu uma
máquina, no valor de R$ 2.000.000,00, diretamente do fornecedor. Pagou 10% do valor à vista e o
restante será pago em 10 parcelas anuais de R$ 180.000,00, sendo a primeira a ser paga em
01/02/2014. A taxa de juros cobrada pelo credor foi de 13% ao ano. A seguir, a demonstração do valor
presente das parcelas:
Parcelas Valor em R$ Valor Presente das Parcelas em R$ Diferença em R$
1 180.000,00 159.292,04 20.707,96
2 180.000,00 140.966,40 39.033,60
3 180.000,00 124.749,03 55.250,97
4 180.000,00 110.397,37 69.602,63
5 180.000,00 97.696,79 82.303,21
6 180.000,00 86.457,33 93.542,67
7 180.000,00 76.510,92 103.489,08
8 180.000,00 67.708,78 112.291,22
9 180.000,00 59.919,27 120.080,73
10 180.000,00 53.025,90 126.974,10
Totais 1.800.000,00 976.723,83 823.276,17
Lançamento contábil que deveria ter sido feito pela empresa Ativa S.A., em 01/02/2013, em R$:

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A)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Despesa com Juros 823.276,17
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
B)
Débito Crédito
Imobilizado 2.200.000,00
Juros a Apropriar 200.000,00
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
C)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Juros a Apropriar 823.276,17
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00
D)
Débito Crédito
Imobilizado 2.000.000,00
Fornecedores 1.800.000,00
Caixa 200.000,00

E)
Débito Crédito
Imobilizado 1.176.723,83
Fornecedores 976.723,83
Caixa 200.000,00

27. (FCC/Auditor Fiscal/ISS SP/2012) No reconhecimento inicial, não compõe o custo de um item do ativo
imobilizado os
(A) custos de preparação do local de instalação.
(B) custos com a promoção de produtos gerados por tal ativo.
(C) impostos não recuperáveis sobre a compra.
(D) custos de fretes e manuseio.
(E) custos de montagem.

28. (FCC/TRE AL/Analista Judiciário/2010) São características de um ativo imobilizado ser


(A) intangível, ter vida útil superior a um ano e ter substância econômica.
(B) tangível, ter substância econômica e poder gerar benefícios futuros.

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(C) destinado ao negócio da empresa, ter vida útil superior a um ano e não gerar benefícios econômicos
futuros.
(D) de propriedade da empresa, não ter substância econômica e poder gerar benefícios econômicos futuros.
(E) tangível, ter vida útil inferior a um ano e poder ou não gerar benefícios econômicos futuros.

29. (FCC/SABESP/Analista/Contabilidade/2012) Uma companhia mineradora adquiriu um Ativo


Imobilizado e incorreu nos seguintes gastos:
I. R$ 100.000 referentes ao valor de compra à vista, líquido dos tributos recuperáveis.
II. R$ 30.000 referentes aos custos de instalação e preparação do local para que o mesmo seja capaz de
entrar em operação.
III. R$ 10.000 referentes às atividades promocionais para introdução de um novo produto.
IV. R$ 20.000 referentes a fretes e manuseio.
Com base nestas informações, o custo do Ativo Imobilizado adquirido deve incluir
(A) I, apenas.
(B) II e III, apenas.
(C) II e IV, apenas.
(D) I, II e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.

30. (FCC/Auditor Fiscal/ICMS RO/2010) Uma empresa adquiriu uma máquina, em 01/01/X1, pelo valor de
R$ 240.000,00 para utilização em suas operações. A vida útil econômica, estimada pela empresa, para
esta máquina foi de 6 anos, sendo que a empresa esperava vendê-la por R$ 60.000,00 ao final deste
prazo. No entanto, no início do segundo ano de uso, a empresa reavaliou que a vida útil remanescente
da máquina era de três anos e o valor estimado de venda ao final do período era R$ 45.000,00.
A empresa utiliza o método das quotas constantes e, ao final de X1, não houve ajuste no valor do ativo pelo
teste de recuperabilidade. Sendo assim, os valores das despesas de depreciação nos anos X1 e X2, em relação
a essa máquina, foram, respectivamente, e em reais:
A) 30.000,00 e 55.000,00
B) 30.000,00 e 65.000,00
C) 40.000,00 e 40.000,00
D) 40.000,00 e 70.000,00
E) 45.000,00 e 50.000,00

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GABARITO
1 D 11 D 21 A
2 A 12 A 22 D
3 D 13 B 23 B
4 B 14 D 24 A
5 C 15 E 25 B
6 B 16 D 26 C
7 A 17 B 27 B
8 B 18 C 28 B
9 B 19 C 29 D
10 D 20 E 30 A

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LISTA DE QUESTÕES – IMOBILIZADO – FGV


1. (FGV/SEFAZ-MG/Auditor Fiscal/2023) Em 31/12/X0, uma sociedade empresária adquiriu móveis para
utilizar em seu negócio por R$ 12.000 para pagamento em um ano. Esse prazo era maior do que os
prazos normais de crédito para a sociedade empresária. Se os móveis fossem adquiridos à vista, o valor
seria de R$ 10.000.
Assinale a opção que indica os lançamentos contábeis realizados pela sociedade empresária na data em que
os móveis foram adquiridos.
(A) D-móveis e utensílios: R$ 10.000. D- despesas financeiras a apropriar: R$ 2.000. C- contas a pagar: R$
12.000.
(B) D- móveis e utensílios: R$ 10.000. D- despesas financeiras: R$ 2.000. C- contas a pagar: R$ 12.000.
(C) D- móveis e utensílios: R$ 12.000. C- contas a pagar: R$ 12.000.
(D) D- móveis e utensílios: R$ 12.000. C- desconto financeiro: R$ 2.000. C- contas a pagar: R$ 12.000.
(E) D- móveis e utensílios: R$ 12.000. D- despesas financeiras: R$ 2.000. C- caixa: R$ 2.000. C- contas a pagar:
R$ 10.000.

2. (FGV/CGE-SC/Auditor do Estado/2023) Uma sociedade empresária deu início a obras para expansão de
seu escritório. Estima-se que a obra tenha dois anos de duração, com início em 02/01/X0 e término em
31/12/X1. Para a obra, foram adquiridos R$40.000 em material de construção. Assinale a opção que
indica a contabilização do material de construção no balanço patrimonial da sociedade empresária.
(A) R$40.000 em ativo circulante.
(B) R$40.000 em ativo realizável a longo prazo.
(C) R$40.000 em investimentos.
(D) R$40.000 em ativo imobilizado.
(E) R$20.000 em ativo circulante e R$20.000 em ativo realizável a longo prazo.

3. (FGV/CGE-SC/Auditor do Estado/2023) Os seguintes ativos podem ser considerados ativos qualificáveis,


de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 20 (R1) Custos de Empréstimos, à exceção de um.
Assinale-o.
(A) Plantas portadoras.
(B) Patentes formadas internamente.
(C) Plantas industriais para manufatura.
(D) Estoques manufaturados produzidos em série.
(E) Propriedade para investimento destinada à valorização.

4. (FGV/TRT13/Analista Contábil/2022) Uma sociedade empresária tinha como atividade fim a prestação
de serviços de educação. Ela possuía um prédio de 10 andares, que funcionava do seguinte modo:
Andares 1 a 5: prestação de serviços

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Andares 6 e 7: aluguel para que terceiros prestem serviços


Andares 8: aluguel para que seus funcionários originados de outras cidades residam
Andares 9 a 10: aluguel para que terceiros residam
Cada andar do prédio era avaliado por R$2 milhões.
Assinale a opção que indica a contabilização relacionada ao prédio no balanço patrimonial da sociedade
empresária:
(A) Ativo Realizável a Longo Prazo- R$2 milhões; Investimentos- R$4 milhões e Ativo Imobilizado- R$14
milhões.
(B) Ativo Realizável a Longo Prazo- R$4 milhões; Investimentos- R$6 milhões e Ativo Imobilizado- R$10
milhões.
(C) Investimentos- R$6 milhões e Ativo Imobilizado- R$14 milhões.
(D) Investimentos- R$8 milhões e Ativo Imobilizado- R$12 milhões.
(E) Investimentos- R$10 milhões e Ativo Imobilizado- R$10 milhões.

5. (FGV/PC AM/Perito Criminal/Contabilidade/2022) Uma sociedade empresária adquiriu uma máquina


para utilizar em suas atividades. Ela deverá pagar três parcelas anuais de R$ 10.000. No reconhecimento
contábil, será utilizada uma taxa de desconto correspondente a R$ 12%.
Assinale a opção que indica o reconhecimento da parcela corresponde aos juros no momento da aquisição
da máquina.
a) Despesa operacional.
b) Despesa financeira.
c) Ativo circulante.
d) Ativo realizável a longo prazo.
e) Retificadora do passivo.

6. (FGV/PC AM/Investigador de Polícial/4ª Classe/2022) Em 01/01/X0, uma sociedade empresária adquiriu


dez computadores por R$ 4.000 cada, para serem utilizados por seus funcionários em suas atividades. Na
data, foram adquiridas licenças antivírus no valor total de R$ 3.000. A sociedade empresária esperava
usar os computadores durante cinco anos e em seguida doa-los. A sociedade ainda deprecia seus ativos
imobilizados de acordo com o método da linha reta.
Em 31/03/X1, os funcionários começaram a trabalhar de modo remoto. Em decorrência, a sociedade
empresária estimou utilizar os computadores até 31/12/X2 e vender cada computador por R$ 900.
Assinale a opção que indica a depreciação acumulada do computador em 31/12/X1.
a) R$ 19.000.
b) R$ 20.000.
c) R$ 20.286.
d) R$ 20.667.
e) R$ 22.667.

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7. (FGV/PC AM/Investigador de Polícia/4ª Classe/2022)Em 31/12/X0, uma sociedade empresária adquiriu


uma máquina para usar em seus negócios por R$ 50.000. Além disso, a sociedade empresária pagou, em
relação à máquina, R$ 1.000 pelo frete, R$ 2.000 pelo seguro de transporte e R$ 3.000 pela instalação. A
sociedade empresária deprecia as suas máquinas de acordo com as horas trabalhadas.
Na compra, foi estimado que a máquina poderia ser utilizada durante 80.000 horas, do seguinte modo:
Ano Horas
X1 30.000
X2 25.000
X3 15.000
X4 10.000
Em 31/12/X2, a máquina foi vendida por R$ 30.000.
Assinale a opção que indica o resultado apurado com a venda da máquina, sem considerar a incidência de
impostos.
a) Prejuízo de R$ 8.500.
b) Prejuízo de R$ 4.375.
c) Lucro de R$ 12.500.
d) Lucro de R$ 13.438.
e) Lucro de R$ 14.375.

8. (FGV/PC AM/Perito Criminal/4ª Classe/Contabilidade/2022) Uma entidade produz e vende botões. Na


produção, ela utiliza uma máquina cujo valor contábil é de R$ 100.000. A máquina tem vida útil estimada
em cinco anos e valor residual de R$ 10.000.
Assinale a opção que indica a conta patrimonial em que será efetuado o reconhecimento contábil da
depreciação e o valor da depreciação anual da máquina.
a) Estoque, R$ 18,000.
b) Estoque, R$ 20.000.
c) Ativo Intangível, R$ 18.000
d) Despesa de depreciação, R$ 18.000.
e) Despesa de depreciação, R$ 20.000.

9. (FGV/PC AM/Perito Criminal/4ª Classe/Contabilidade/2022) De acordo com o Pronunciamento Técnico


CPC 27 – Ativo Imobilizado, a depreciação de uma ativo imobilizado não será reconhecida se
a) o ativo não foi utilizado no exercício.
b) o ativo sofreu manutenção e/ou reparação.
c) o valor justo é maior do que o valor contábil.
d) o valor residual é maior do que o valor contábil.
e) o ativo é mantido como reserva para utilização, quando necessário.

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10. (FGV/MPE GO/Analista Contábil/2022) Uma sociedade empresária possuía um imóvel que alugava a
outra pessoa jurídica. Nesse imóvel funcionava uma escola. A sociedade empresária prestava serviços de
apoio à escola, sendo responsável pela administração, definição do material didático, orientação
pedagógica e alimentação.
Assinale a opção que indica a contabilização do imóvel no balanço patrimonial da sociedade empresária,
considerando as características da negociação.
a) Ativo circulante.
b) Ativo realizável a longo prazo.
c) Propriedade para investimento.
d) Ativo Imobilizado.
e) Patrimônio Líquido.

11. (FGV/SEFAZ-ES/Auditor/2021) Em 02/12/X0, a sociedade empresária ZZ adquiriu computadores para


serem utilizados por seus colaboradores, com a intenção de usá-los por três anos. A sociedade
empresária adquiriu, ao mesmo tempo, peças de reposição, com a intenção de utilizá-las no período de
vida útil dos computadores. Assinale a opção que indica, respectivamente, a contabilização dos
computadores e das peças de reposição no balanço patrimonial da sociedade empresária ZZ.
(A) Investimentos / Ativo Realizável a Longo Prazo.
(B) Investimentos / Investimentos.
(C) Ativo Imobilizado / Ativo Circulante.
(D) Ativo Imobilizado / Ativo Realizável a Longo Prazo.
(E) Ativo Imobilizado / Ativo Imobilizado.

12. (FGV/SEFAZ-ES/Auditor/2021) Em 01/01/X1, a sociedade empresária Y adquiriu uma máquina por R$


400.000. A vida útil estimada da máquina era de 10 anos e a depreciação é realizada pelo método linear,
sendo considerado valor residual de zero.
Os contadores da sociedade empresária Y fazem anualmente o teste de recuperabilidade de seus ativos
imobilizados, estimando o valor justo líquido de despesas de venda e o valor em uso. Em relação à máquina,
eles constataram que:
Ano Venda Uso
31/12/X1 350.000 380.000
31/12/X2 350.000 300.000
31/12/X3 210.000 200.000
31/12/X4 180.000 180.000
31/12/X5 180.000 210.000
Assinale a opção que indica a depreciação acumulada da máquina, em 31/12/X5.
(A) R$ 150.000

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(B) R$ 170.000
(C) R$ 173.333
(D) R$ 180.000
(E) R$ 200.000

Texto 2
A Cia. Beta adquiriu um veículo em 01/01/2016 pelo valor de R$ 60.000,00. A Cia. Beta pretende usar o
veículo por 5 anos e aliená-lo após esse período por 20% do valor de aquisição, que representa o valor
residual.

13. (FGV/PC-RN/Agente/2021) O lançamento contábil da depreciação desse veículo (texto 2) deve ser feito
a partir das seguintes contas:
(A) D – Ajustes patrimoniais
C – Veículos
(B) D – Depreciação acumulada
C – Despesa com depreciação
(C) D – Despesa com depreciação
C – Depreciação acumulada
(D) D – Despesa com depreciação
C – Veículos
(E) D – Veículos
C – Ajustes patrimoniais

14. (FGV/PC-RN/Agente/2021) Ao final do primeiro ano de uso, o valor contábil do veículo adquirido pela
Cia. Beta (texto 2) representa:
(A) R$ 50.400,00;
(B) R$ 48.000,00;
(C) R$ 38.400,00;
(D) R$ 12.000,00;
(E) R$ 9.600,00.

15. (FGV/IMBEL/Supervisor Contábil/2021) Em 01/03/X0, uma empresa adquiriu computadores para utilizar
em seu negócio, por R$ 60.000. A empresa esperava utilizar os computadores durante cinco anos e doá-
los a seus colaboradores. Em 31/12/X1, a empresa refez sua estimativa, pretendendo utilizar os
computadores até 31/12/X3 e, depois, vendê-los por R$ 8.000.
Assinale a opção que indica o valor contábil dos computadores, evidenciado no Balanço Patrimonial da
empresa, em 31/12/X2.
(A) R$ 15.000

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(B) R$ 20.000
(C) R$ 22.000
(D) R$ 23.000
(E) R$ 26.000

16. (FGV/DPE-RJ/Contabilidade/2019) Uma entidade adquiriu um equipamento para uso em suas atividades
de prestação de serviços pelo valor de R$ 740.000,00. Adicionalmente, a entidade incorreu nos seguintes
gastos relacionados ao equipamento adquirido:
Abertura de nova instalação R$ 15.000,00
Despesas administrativas e outros gastos indiretos R$ 5.000,00
Frete e manuseio (para recebimento e instalação) R$ 20.000,00
Honorários e profissionais R$ 10.000,00
Instalação e montagem R$ 9.000,00
Preparação do local R$ 12.000,00
Testes para verificar se o ativo está funcionando corretamente R$ 7. 500,00
Transferência das atividades para novo local R$ 6.500,00
Considerando tais informações, o valor que deve ser adicionado ao custo de aquisição para fins de
reconhecimento inicial do ativo, por se referir a custos diretamente atribuíveis, é:
(A) R$ 58.500,00;
(B) R$ 62.500,00;
(C) R$ 63.500,00;
(D) R$ 73.500,00;
(E) R$ 80.000,00

17. (FGV/DPE-RJ/Contabilidade/2019) Uma entidade adquiriu um equipamento por R$ 750.000,00, que


entrou em operação em 01/01/20x5. O equipamento teve uma vida útil estimada de 12 anos, valor
residual de R$ 30.000,00 e tem depreciação apurada pelo método da linha reta. Em atenção ao
desempenho do equipamento, em 02/01/20x9, a entidade contratou uma revisão da vida útil do ativo.
O relatório de revisão informou que a nova vida útil remanescente era de 10 anos, além de uma redução
de R$ 5.000,00 no valor residual.
Considerando que a entidade acatou o relatório e que não houve outras revisões, o valor líquido contábil do
equipamento em 31/12/20x9 é:
(A) R$ 436.500,00;
(B) R$ 437.500,00;
(C) R$ 450.000,00;
(D) R$ 461.500,00;
(E) R$ 515.500,00.

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18. (FGV/SEFIN RO/Auditor Fiscal de Tributos Estaduais/2018) Uma sociedade empresária precisava comprar
computadores para seus funcionários, de modo a expandir seus negócios. Para isso, ela contratou um
especialista para indicar qual seria o melhor modelo. Por esse serviço pagou R$ 2.000.
Após definido o modelo, ela comprou os computadores, cujo preço era R$ 200.000. Como a compra era
grande, conseguiu um desconto de 10% sobre o valor.
O frete para receber os computadores foi de R$ 1.000. Além disso, para receber os computadores em
segurança, contratou um seguro no valor de R$ 500.
Quando os computadores chegaram à sociedade empresária, ela gastou R$ 10.000, com um programa
antivírus anual, e, R$ 12.000, com os programas básicos essenciais para o funcionamento. Além disso,
ofereceu um treinamento para seus funcionários, que custou R$ 5.000.
Depois de concluído o treinamento, a sociedade empresária ofereceu uma festa para promover a expansão,
na qual gastou R$ 20.000. Além disso, gastou R$ 14.000 em publicidade, com base na compra dos novos
computadores.
A partir das informações acima, assinale a opção que indica o acréscimo no ativo da empresa com a compra
dos computadores.
a) R$ 181.000.
b) R$ 193.500.
c) R$ 198.500.
d) R$ 208.500.
e) R$ 210.500.

19. (FGV/SEFIN-RO/Técnico Tributário/2018) Em 31/12/2014, a Cia. XYZ comprou um veículo para ser
utilizado por um de seus diretores, por R$ 60.000. Na data, a sociedade empresária pagou o seguro anual,
no valor de R$ 36.000, e mais R$ 2.000, para instalar o ar condicionado no veículo.
A sociedade empresária esperava que o veículo fosse utilizado por quatro anos e depois vendido por R$
20.000. A legislação permite a depreciação do carro à taxa de 20% ao ano.
Em 31/12/2015, a sociedade empresária passou por uma reestruturação e foi definido que o veículo passaria
a ser utilizado por outro diretor. Ela estima que o veículo seja utilizado por mais dois anos e não seja
aproveitado depois disso.
Assinale a opção que indica, em 31/12/2016, o valor do veículo no Ativo Imobilizado do Balanço Patrimonial
da Cia. XYZ.
a) R$ 25.000.
b) R$ 25.750.
c) R$ 26.800.
d) R$ 39.250.
e) R$ 41.000.

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20. (FGV/CM Salvador/Analista Legislativo Municipal/2018) Dentro do contexto da gestão patrimonial das
empresas, os bens corpóreos destinados à manutenção das atividades de uma companhia ou exercidos
com essa finalidade são classificados como:
a) ativo contábil;
b) ativo imobilizado;
c) bens intangíveis;
d) despesa operacional;
e) despesa permanente.

21. (FGV/MPE AL/Contador/2018) Uma entidade adquiriu móveis planejados para sua sala de reuniões. Os
móveis custaram R$ 6.000 e o frete de R$ 200 foi pago pelo fornecedor. Além disso, a instalação dos
móveis teve um custo de R$ 600. Na ocasião, estimou- se que a remoção dos móveis no final do contrato
de locação do imóvel será de R$ 900.
Em relação aos móveis adquiridos, assinale a opção que indica o valor a ser contabilizado no Ativo
Imobilizado da entidade.
a) R$ 6.000,00
b) R$ 6.200,00.
c) R$ 6.600,00.
d) R$ 7.500,00.
e) R$ 7.700,00.

22. (FGV/Analista/IBGE/2017) Certa entidade adquiriu um equipamento para ser utilizado no serviço de
diagnóstico por imagem em 01/06/2013 e o equipamento começou a ser utilizado no mês de julho
daquele ano. O equipamento só realiza um número limitado de procedimentos, por isso foi definido que
sua depreciação seria pelo método das unidades produzidas. O custo de aquisição do equipamento foi
de $ 490.000,00. O valor residual foi estimado em $ 10.000,00. O equipamento foi concebido para
produzir um número máximo de 30.000 unidades. A entidade pretende usar o equipamento por seis
anos.
Nos primeiros anos, as quantidades de procedimentos realizados foram as seguintes:
2013: 2.100 unidades
2014: 4.500 unidades
2015: 4.800 unidades
Ao final do exercício de 2015, o valor da depreciação acumulada no equipamento era:
a) 182.400,00;
b) 186.200,00;
c) 200.000,00;
d) 204.166,67;

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e) 216.000,00.

Ainda com base na questão anterior, responda.

23. (FGV/Analista/IBGE/2017) Se o método de depreciação utilizado fosse o das cotas constantes, o valor
contábil líquido do equipamento após dois anos de uso seria:
a) 330.000,00;
b) 326.666,67;
c) 320.000,00;
d) 316.666,67;
e) 303.800,00.
==bb8d==

24. (FGV/Analista Contábil/DPE RO/2015) Um grupo de ativo imobilizado tinha como critério de depreciação
o número de unidades produzidas. Sua produção variava entre 950 e 1050 unidades por mês. Após perder
um cliente, a produção reduziu para 700 unidades ao mês.
Entretanto a depreciação continuou considerando uma produção de 950 unidades por 14 meses, o que
ocasionou uma distorção expressiva do valor líquido contábil.
Nessa situação, a empresa deve adotar o seguinte procedimento:
(A) estornar a diferença imediatamente, creditando a conta de resultados acumulados;
(B) suspender o reconhecimento da depreciação desse ativo para que o valor líquido contábil retrate a
situação econômica do bem;
(C) alterar o critério de depreciação para o método de quotas constantes;
(D) manter o nível histórico de depreciação, conforme estabelece o princípio do conservadorismo;
(E) manter a despesa de depreciação, levando em conta a possibilidade de retomada dos níveis anteriores.

25. (FGV/DPE RJ/Técnico superior – Ciências Contábeis/2014) A empresa Gatunos SA adquiriu um elevador
por R$ 12.000,00, com vida útil estimada de 10 anos. Para atender às exigências de segurança
estabelecidas pela empresa, o elevador, apesar de recebido em 31 de março de 2014, só entrará em
operação quando a equipe de TI da Gatunos SA concluir o projeto de um sistema capaz de reconhecer as
intenções do usuário do elevador. Uma peculiaridade exigida para a finalização do software, e sua efetiva
entrada em operação, é que ele seja capaz de alertar os diretores da empresa na eventualidade de um
cão da raça Rottweiller entrar no elevador. Nesse caso, o software, além de avisar os diretores, deve ser
capaz de desativar a movimentação do elevador, retendo-o no 13º andar.
O contrato de trabalho com a equipe de TI, que conta com 10 engenheiros formados no M.I.T., vai até 31 de
março de 2016, mas não há garantias de que poderá concluí-lo, sequer cogita-se entregá-lo parcialmente.
Apesar disso, a empresa gastou em abril de 2014 o total de R$ 1.000.000,00 com o salário da equipe, além
de outros R$ 1.000.000,00 com a parte física (câmera, infravermelho e fios de ouro, por ser um ótimo
condutor) para elaboração do software. A empresa tem expectativa de que, se concluído, o projeto poderá
ser vendido para uma das gigantes de tecnologia por R$ 100.000.000,00 e, inclusive, afirma que já possui

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compradores interessados. Em relação aos fatos aqui narrados, as demonstrações contábeis da Gatunos
referentes ao dia 30 de abril de 2014, devem apresentar ao menos
(A) i) depreciação acumulada do elevador, no montante de R$ 100,00; ii) ativo intangível em elaboração,
totalizando R$ 2.000.000,00.
(B) i) ativo imobilizado em andamento – elevador, no montante de R$ 12.000,00; ii) despesa com salários da
equipe de TI, no montante de R$ 1.000.000,00.
(C) i) ativo intangível em elaboração, totalizando R$ 1.000.000,00; ii) despesa com salários da equipe de TI,
no montante de R$ 1.000.000,00.
(D) i) ativo imobilizado em andamento – elevador, no montante de R$ 12.000,00; ii) depreciação acumulada
do elevador, no montante de R$ 100,00.
(E) i) material de consumo (câmera, infravermelho e fios de ouro), totalizando R$ 1.000.000,00; ii) despesa
com salários da equipe de TI, no montante de R$ 1.000.000,00

26. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Recife/2014) Uma entidade adquiriu, em 31/12/2012, dois prédios no Recife.
O prédio A foi adquirido por R$ 1.000.000,00. Fica localizado ao lado da sede da entidade e é mantido para
futura valorização. Enquanto isso não acontece, ela utiliza o prédio para suas atividades, alocando uma parte
de seu pessoal nele.
O prédio B foi adquirido por R$ 500.000,00 para valorização de capital, não sendo utilizado no momento.
Na data da compra, a entidade pretendia utilizar os prédios durante 40 anos e não considerava valor residual.
Em 31/12/2013, ela avaliou o valor justo de seus prédios a fim de começar a aplicá-los, quando permitido
por lei. Ela constatou que o prédio A tinha valor justo de R$ 1.000.000,00, e o prédio B, de R$ 480.000,00.
Com base nas informações acima, os valores contábeis do prédio A e do prédio B, no balanço patrimonial da
entidade, em 31/12/2013, eram, respectivamente, de:
a) R$ 1.000.000,00 e R$ 500.000,00.
b) R$ 1.000.000,00 e R$ 480.000,00.
c) R$ 975.000,00 e R$ 500.000,00.
d) R$ 975.000,00 e R$ 470.500,00.
e) R$ 975.000,00 e R$ 480.000,00.

27. (FGV/Auditor Tributário Municipal/ISS Recife/2014) Uma entidade comprou, em 01/07/2011, numerosas
máquinas para utilizar em seu negócio, no valor de R$ 40.000,00. O frete da entrega foi de R$ 400,00,
pagos pelo fornecedor. Adicionalmente, a entidade incorreu em R$ 800,00 para instalar as máquinas, R$
500,00 para desmontar as máquinas que já estavam na fábrica e R$ 200,00 para um caminhão levar as
máquinas antigas até um depósito.
Além disso, uma vez que as máquinas eram novas no mercado, a entidade contratou um especialista para
orientar e treinar os funcionários sobre tal uso durante o primeiro mês de funcionamento. Os honorários
foram de R$ 2.000,00.
Na data da compra, a entidade pretendia utilizar as máquinas por cinco anos e, depois desses anos, doá-las.
É estimado que o valor da remoção das máquinas seja de R$ 1.400,00.
O valor contábil das máquinas em 31/12/2013 era de

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a) R$ 16.880,00.
b) R$ 21.100,00.
c) R$ 21.450,00.
d) R$ 22.100,00.
e) R$ 22.450,00

28. (FGV/Auditor Fiscal/ISS Cuiabá/2014) Em 01/01/2011, uma entidade adquiriu móveis para seu
escritório no valor de R$ 50.000,00. Os móveis têm vida útil estimada em seis anos e, ao final do sexto
ano, a entidade pretende doá-los. Na data, são estimados gastos de R$ 2.000,00 (a valor presente) com
a remoção. O frete para a entrega dos móveis é de R$ 500,00, e os custos de montagem, de R$ 400,00.
No entanto, no momento em que a entrega foi feita, o funcionário da loja arranhou a parede, e a entidade
incorreu em gastos de R$ 1.000,00 para pintá-la novamente. Como pedido de desculpas, o funcionário
não cobrou pela montagem dos móveis. O valor contábil dos móveis, em 31/12/2013, era de:
(A) R$ 25.250,00.
(B) R$ 26.250,00.
(C) R$ 26.950,00.
(D) R$ 26.450,00.
(E) R$ 23.750,00.

29. (FGV/DPE RJ/Técnico superior/Ciências Contábeis/2014) A Companhia Lentidão S.A. adquiriu uma
máquina para fabricação de meias para vender junto com os tênis que a empresa já vende. A máquina
foi entregue na sede da empresa no dia 05/05/X1. No dia 12/05/X1 a máquina foi instalada e ficou pronta
para ser utilizada. Como demorou para chegar a matéria-prima, a máquina só foi utilizada pela primeira
vez em 20/05/X1.
A produção na capacidade máxima só ocorreu a partir do dia 01/06/X1. As vendas ficaram acima do
esperado. Então a administração da empresa, no dia 14/07/X1, decidiu terceirizar a produção e desativar a
máquina. A produção do último lote de meias ocorreu no dia 30/07/X1, porém a máquina permaneceu
instalada para atender pedidos adicionais até o dia 15/08/X1, quando a administração decidiu que o melhor
negócio seria vender a máquina.
A máquina permaneceu na empresa até o dia 20/11/X1, quando finalmente foi vendida e a propriedade foi
repassada para outra empresa.
Considerando os fatos acima e que a empresa utiliza o critério de período de tempo para estimar a vida útil
de seus imobilizados, a data inicial e a data final em que a empresa depreciou o ativo, respectivamente, são
(A) 05/05/X1 e 14/07/X1
(B) 05/05/X1 e 30/07/X1
(C) 12/05/X1 e 15/08/X1
(D) 20/05/X1 e 20/11/X1
(E) 01/06/X1 e 20/11/X1

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30. (FGV/CODEBA/Contador/2008) A cia. L comprou um veículo no dia 01/08/2006 no valor de R$50.000. A


empresa incorreu em gastos de 2.800 com frete e R$1.200 para transporte do veículo até o seu
estabelecimento. Além disso, a empresa irá quitar o IPVA de R$4.000 do ano passado, que não havia sido
pago pelo antigo Dono. A empresa pagou, também, o seguro anual do veículo, no valor de r$3.600. O
veículo tem vida útil de 5 anos e valor residual de r$10.000.
Qual é o valor de depreciação desse veículo no ano de 2006?
(a) r$ 3.667.
(b) r$ 4.000.
(c) r$ 9.600.
(d) r$ 4.833.
(e) r$ 4.300.

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GABARITO
1 A 16 A
2 D 17 D
3 D 18 B
4 D 19 B
5 E 20 B
6 A 21 D
7 C 22 A
8 A 23 A
9 D 24 B
10 D 25 B
11 E 26 E
12 D 27 B
13 C 28 B
14 A 29 C
15 D 30 B

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