Direito Constitucional
Prof. Rafael Almeida
Teoria Geral da Constituição
➢ São os aspectos teóricos que forma a base dos dispositivos constitucionais
1- Conceito de Constituição
➢ A constituição é um documento que pode ser analisa com base em diferentes sentidos (Diferentes Conceitos)
Sentido Sociológico
Sentidos da Constituição
Sentido Político
Sentido Jurídico
Sentido Normativo
Sentido Cultural
1.1- Sentido Sociológico
➢ O autor é Ferdinand Lassalle (Prússia, 1862)
➢ A constituição é a soma dos fatores reais de poder que dirige, que comanda uma nação (É uma concepção sociológica,
busca fundamento na SOCIOLOGIA) A constituição não era o que estava escrito, mas a realidade que se
impunha
Obs.
Constituição Escrita
Distinção
Constituição Real
1.2- Sentido Político
➢ O Autor e Carl Schimitt
➢ Busca na vontade POLÍTICA o fundamento da constituição.
➢ A constituição é um documento emanado por meio de UMA DECISÃO POLÍTICA, FUNDAMENTAL E SOBERANA, que
elege os temas mais importantes para a sociedade
Obs.
Constituição Propriamente Dita (Constituição Material)
➢ Regulamenta as matérias estruturantes para a sociedade, sendo elas:
D
Distinção
E
O
Lei Constitucional
➢ Normas e matérias que, embora esteja previstas formalmente no texto constitucional, não se
relacionam com as matérias estruturantes
Ex: Art 242, §2º CF
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1.3- Sentido Jurídico
➢ Hans Kelsen (Teoria Pura do Direito, 1925)
➢ A constituição é o fundamento de validade de todo ordenamento jurídico estatal.
➢ Constituição é um conjunto de normas jurídicas, é uma lei como todas as demais, é formada por várias normas
➢ É a norma jurídico de maior hierarquia entre todas do sistema jurídico
Obs.
Constituição no Sentido Lógico-Jurídico (Norma Fundamental Hipotética)
Fundamental:
Hipotética:
Distinção Conteúdo:
Constituição no Sentido Jurídico-Positivo (Norma Positivada)
➢ A Constituição equivale à norma positiva suprema, conjunto de normas que regula a
criação de outras normas, lei nacional no seu mais alto grau.
1.4- Sentido Normativo
➢ Konrad Hesse (Livro: Força Normativa da Constituição, 1959)
➢ É uma antítese a concepção sociológica.
➢ Não há subordinação entre a constituição efetiva e a jurídica, o que existe é um condicionamento recíproco entre elas.
Em alguns casos prevalecerá uma, em outros, prevalecerá a outra.
➢ O direito constitucional não serve para dizer o que é, mas para dizer o que DEVE SER, essa é a função normativa da
constituição.
1.5- Sentido Cultural
➢ No Brasil, é sustentada por Meireles Teixeira
➢ Todas as concepções anteriores, na verdade não são concepções antagônicas, mas sim complementares.
➢ Cada uma das concepções seria uma forma diferente de enxergar a constituição, fala-se em constituição total.
2- Poder Constituinte
➢ É o poder de instituir ou modificar uma constituição
Obs.
Originário: Cria uma constituição
Decorrente
Divisão do Poder
Constituinte
Derivado: Atua sobre uma constituição Revisor
criada
Reformador
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Questão de Prova: MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL
Obs. Características
Poder Constituinte Originário Poder Constituinte Derivado Reformador
Inicial: Inaugura uma nova ordem jurídica Normativo: Está previsto no próprio sistema jurídico
Incondicionado: Não está subordinado a nenhuma norma Condicionado: Está subordinado as regras jurídicas impostas
jurídica pelo originário
Ilimitado: Não obedece a limites jurídicos para atuar Limitado: Obedece aos limites (procedimento) impostos pelo
originário
• É exercido pela Assembleia Nacional Constituinte
• É exercido pelo congresso nacional
2.1- Limites ao Poder Derivado Reformador
➢ Limites ao procedimentos das emendas Constitucionais
Limites Formas Limites Circunstanciais Limites Materiais
Iniciativa: Capacidade para apresentar uma PEC
➢ Não será objeto de deliberação a
I- Um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos proposta de emenda tendente a
Deputados ou do Senado Federal abolir:
II- Presidente da República;
III- Mais da metade das Assembléias Legislativas das
unidades da Federação, manifestando-se, cada uma
delas, pela maioria relativa de seus membros.
Votação e Aprovação
• A EC será promulgada pela mesa da câmara e
pela mesa do senado com seu respectivo
número de ordem
• A matéria constante de proposta de emenda
rejeitada ou havida por prejudicada não pode
ser objeto de nova proposta na mesma sessão
legislativa.
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3- Classificação da Constituição
➢ Diz respeito às características que uma constituição possui
➢ Existem várias classificações
Promulgada
Origem da
Constituição
Outorgada
Cesarista
Escrita
Forma da
Constituição
Costumeira
Dogmática
Modo de
Principais Elaboração
Classificações Constituição Histórica
Rígida
Rigidez da Flexível
Constituição
Semirrígida
Sintética
Tamanho da
Constituição
Analítica
#FECHANDO: Outras Classificações organização dos poderes, pouco importando o local em que
se encontram.
I- Quanto a Identificação das Normas: O modo como a
norma constitucional é identificada foi o critério adotado Formal: é o conjunto de normas jurídicas formalizadas de
para esta modo diverso do processo legislativo ordinário. O que
classificação identifica é o procedimento utilizado para a elaboração da
norma.
Material: é o conteúdo de suas normas, aquelas que irão
estruturar o estado, dispor sobre direitos fundamentais e II- Quanto a Dogmática: O critério utilizado é a natureza
sobre ideológica das normas constitucionais
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Ortodoxa: É a constituição que adota apenas uma
ideologia política informadora de suas concepções. Normativa: É a constituição que possui normas capazes de
efetivamente dominar o processo político. Ou seja, a
Exemplo: constituições comunistas constituição é capaz de conformar a realidade social,
fazendo com que os poderes se submetam a ela.
Eclética/compromissória/heterogênea : É a
constituição que procura consolidar diversas ideologias Nominal: É a constituição incapaz de conformar o processo
políticas, tendo em vista que há uma pluralidade na político as suas normas, sobretudo em matéria de direitos
sociedade econômicos e sociais
Exemplo: CF/88 consagra livre iniciativa e, ao mesmo Exemplos: Constituições Napoleônicas
tempo, o monopólio.
III- Quanto à Ontologia: É uma classificação proposta
por Karl Loewenstein, possui como critério a
correspondência entre o texto constitucional e a realidade
do processo de poder
#Garantir a Nomeação: Classificação da CFB/88
Quanto à Origem
Quanto à Forma
Quanto ao Modo de Elaboração
Quanto à Estabilidade
Quanto ao Tamanho
Quanto à identificação de suas normas: é formal.
Quanto à dogmática: é eclética.
Quanto à Ontologia: Normativa
4- Elementos da Constituição
➢ Dizem respeito as partes da Constituição
Elementos Orgânicos: São os que regulam a estrutura do Estado e do Poder e trazem as normas dos órgãos
todos que o compõem
Ex:
Elementos limitativos: Limitam o poder do Estado em face dos Indivíduos
➢ Referem-se aos direitos e garantias fundamentais (direitos políticos, direitos civis), nacionalidade.
Elementos sócio-ideológicos: São os compromissos manifestados. Por esses elementos observa-se os fins a
que o Estado se propõe
Divisão dos Ex:
Elementos
Elementos de estabilização: Normas que buscam a resolver os conflitos constitucionais e os mecanismos
próprios de atuação estatal na solução desses conflitos
Ex:
Elementos formais de aplicabilidade: Normas que trazem as regras de aplicação da Constituição
Ex:
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#Aprofundando: ESTRUTURA NORMATIVA DA ADCT
CONSTITUIÇÃO
✓ São normas que fazem a transição da ordem
PREÂMBULO constitucional anterior para a atual
✓ Não tem força jurídica: Serve apenas como ✓ É norma constitucional? Sim.
parâmetro de interpretação Constitucional
✓ Serve como parâmetro de interpretação? Sim.
✓ Natureza Jurídica: Ato de força política.
✓ Modificação via EC? Sim.
✓ Norma de repetição obrigatória? Não. Ao
serem elaboradas pela unidade de federação, as ✓ Há normas já exauridas? Sim.
constituições estaduais não devem ter preâmbulo.
✓ Modificação via EC? Não, pois o preâmbulo não
tem natureza de parte integrante da Constituição,
somente força política.
PARTE DOGMÁTICA
✓ Dizem respeito aos dispositivos constitucionais
permanentes
✓ Está organizada da seguinte forma: Títulos,
Capítulos, Seções, Subseções
5- Aplicabilidades das Normas Constitucionais
➢ Refere-se à Classificação teórica das normas constitucionais quanto a sua aplicabilidade e produção de efeitos
Eficácia Plena: São Normas autoaplicáveis
✓ Aplicabilidade direta
✓ Aplicabilidade Imediata
✓ Eficácia integral
Ex:
Eficácia Contida: São Normas autoaplicáveis, mas restringível
✓ Aplicabilidade direta
Classificação ✓ Aplicabilidade Imediata
Tradicional
Adotada pelo STF
✓ Eficácia NÃO integral
Ex:
Eficácia Limitada: Não são autoaplicáveis
✓ Aplicabilidade Indireta
✓ Aplicabilidade Mediata
✓ Eficácia Reduzida
Ex:
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#FECHANDO: Divisão das Normas de Eficácia Limitada
➢ Normas de Princípio Instituto ou Organizador: Destinam-se a organizar a estrutura e o funcionamento dos órgãos
Estatais
Ex:
➢ Normas de Princípio Programático: São aquelas que estabelecem diretrizes ou programas de ação a serem
implementados pelos poderes públicos
Ex:
#Classificação de Algumas Normas
Art. 5º V Eficácia Plena
Art. 5, XIII Eficácia Contida
Art. 37, I Eficácia Limitada
Art. 37, VII Eficácia Limitada
5.1- Classificação de Maria Helena Diniz.
I- Normas constitucionais de eficácia absoluta ou supereficazes: São normas que não podem sofrer restrição nem por lei
nem por emenda constitucional. Diferencia da norma de eficácia plena, pois pode ter sua aplicabilidade integral restringida por
emenda constitucional
Ex: As cláusulas pétreas
II- Normas de Eficácia Plena: Produz efeito imediatos, não podendo ser limitada por lei infraconstitucional
III- Normas de Eficácia Relativa: Correspondem as normas de eficácia contida
IV- Normas de Eficácia Complementavel ou Dependente: São as normas de eficácia limitada
Foco na Missão: Rumo à Aprovação!!