0% acharam este documento útil (0 voto)
47 visualizações35 páginas

Estrutura e Função do Sistema Imune

imunologia revisão

Enviado por

Marina Barbosa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
47 visualizações35 páginas

Estrutura e Função do Sistema Imune

imunologia revisão

Enviado por

Marina Barbosa
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Introdução ao sistema imune

O sistema imune é dividido em:

● Inato
- Células (leucócitos)
- Monócito : não tem função efetora, tem esse nome quando tá no sangue
- Macrófago
- Célula dendrítica
- Neutrófilo
- Basófilo/ mastócito
- Eosinófilo
- Natural Killer

- Características
- Mais rápida/ imediata
- Sem memória

- Inespecífica:
- O mesmo receptor pode reconhecer inúmeros patógenos desde que eles
tenham alguma característica estrutural em comum
- A efetividade da resposta imune inata não se altera no segundo contato do
hospedeiro com o patógeno por causa da inespecificidade

- Tolerância:
- Saber distinguir o que não é parte do organismo e o que é. Quando em
desequilíbrio pode gerar doenças autoimunes

- Mecanismos efetores:
- Fagocitose
- Sistema complemento (é o principal mediador humoral do processo
inflamatório junto aos anticorpos. Está constituído por um conjunto de
proteínas, tanto solúveis no plasma como expressas na membrana celular,
e é ativado por diversos mecanismos por duas vias, a clássica, lectinas e a
alternativa)
- Apoptose
- Inflamação
- Mediadores inflamatórios(Citocinas)
- Citotoxicidade

- Componentes:
- Barreiras naturais
- Físicas (Pele e mucosa, tosse, espirro e muco)
- Biológicas (Microbiota normal)
- Químicas (Defensinas e catelicidinas)

● Adaptativo
- Células (leucócitos)
- Linfócito T ( CD4+ e CD8+)
- Linfócito B

- Características
- Tardia
- Tem memória
- Específica (Aumenta sua efetividade no segundo contato do hospedeiro
com o patógeno por causa da especificidade)
- Diversidade ( receptores específicos)
- Tolerância (conceito explicado na resposta imune inata)

- Mecanismos efetores
- Anticorpos - imunidade humoral (LB)
- Resposta celular: Auxiliar/helper(LTCD4+) e Citotóxico (LTCD8+)
- Mediadores inflamatórios

- Anatomia funcional

- Órgãos linfóides primários ou geradores: são órgãos responsáveis pela


produção de todas as células do sistema imune (leucócitos), e pela
maturação dos leucócitos

- Medula óssea (produção todas as células do sistema imune, pela


maturação de todos os leucócitos com exceção dos linfócitos T):

- Linhagem mielóide:
- Monócitos que se transformarão em macrófagos nos tecidos
- Basófilos( no sangue)/ mastócito nos tecidos
- Eosinófilo
- Neutrófilo
- Células dendríticas

- Linhagem linfóide:
- Linfócitos T (timócitos)
- Linfócito B
- NK (Única célula de resposta inata que tem maturação na medula óssea)

- Timo (maturação de Linfócitos T)

- Órgãos linfóides secundários: são responsáveis por iniciar a resposta


imune adaptativa (mucosas, tonsilas, linfonodos, amígdalas, baço)

Livro e slides

Composição e organização do sistema imune

● O sistema imune é formado por células, tecidos e órgãos que formam sistema
linfóide. Todas as células do sistema são originárias de precursores
indiferenciados da medula óssea denominados células tronco ou pluripotentes.
● O timo e a própria medula óssea são denominados órgãos linfóides primários ou
geradores, pois neles se multiplicam e se diferenciam as duas grandes
subpopulações de linfócitos , os linfócitos T e B, respectivamente, que vão, então,
migrar para os chamados órgãos linfóides secundários ou periféricos (baço,
linfonodos e outros tecidos linfóides), onde se desenvolve a resposta imune.
● As células pluripotentes da medula óssea se diferenciam em progenitores
linfóides e progenitores mielóides

● Progenitores linfóides dão origem aos:


● linfócitos que vão colonizar os órgãos periféricos. Porém, antes de migrarem para
os órgãos linfóides secundários, eles sofrem influência da medula óssea e do timo,
transformando-se em linfócitos B e T.
● No timo, se diferenciam em linfócitos T, células responsáveis pela
imunidade celular
● Na medula óssea, se diferenciam em linfócitos B, que são responsáveis
pela imunidade humoral
● OBS: As células dendríticas, que exercem a importante função de
intermediar a ativação dos linfócitos pelos antígenos, podem originar-se
tanto de precursores linfóides como mielóides.
● Tipos de imunidade
● Imunidade inata:
● Ocorre rapidamente/ é pré formada
● é filogeneticamente mais primitiva
● Não aumenta de intensidade em episódios subsequentes da infecção, ou
seja, não tem memória
● É mediada principalmente por fagócitos
● Componentes:
● Pele e epitélios dos tecidos mucosos: fazem defesa mecânica dos tecidos
produzem as defensinas (peptídeos antimicrobianos)
● Citocina e quimiocinas que são hormônios celulares com atividades
ativadoras e quimiotáticas para várias populações celulares
● Sistema complemento: um grupo de enzimas que interagem com
componentes microbianos.
● Fagócitos
● Mecanismos de defesa:
● Barreiras físicas, químicas e celulares
● Processo inflamatório: complexo mecanismo de mobilização de células e
fluidos para o local da infecção (ou destruição tecidual estéril), que culmina
com a contenção ou eliminação dos patógenos

● Sistema Complemento: é composto por um conjunto de proteínas


existentes no sangue sob a forma de pró enzimas. Além disso, reconhece
e interage com estruturas características de patógenos e facilita sua
interação com outras células da resposta imune

● Células NK : são pequenos linfócitos que mão aumentam de número


durante a resposta imune inata. Eles levam células que tiveram a
membrana alterada por infecção viral ou transformação neoplásico, a
apoptose.

● Células da imunidade inata (fagócitos é epitélios) são capazes de


reconhecer estruturas que são comuns a certos tipos de microorganismos.
Essas características são chamadas de PAMPs ( padrões moleculares
associados aos patógenos) e não se expressam em mamíferos)
- Receptores das PAMPs são chamados de PRRs( pathogen
recognition receptors) e se expressam na membrana e no citosol.
- Exemplo de PAMP: LPS presente na membrana de toda bactéria
gram negativa

● Imunidade adaptativa:
● É capaz de reconhecer e eliminar seletivamente moléculas estranhas, também
denominadas antígenos
● É mediada por linfócitos e seus produtos, em associação com mediadores e
células da imunidade inata
● Linfócitos T são responsáveis pela imunidade celular, ou seja, contém a
multiplicação ou matam a célula estranha.
● Linfócitos B são responsáveis pela imunidade humoral, ou seja, originam
plasmócitos que secretam anticorpos
● Imunidade adaptativa ativa: é a imunidade adquirida após uma infecção ( natural
ou vacina)
● Imunidade adaptativa passiva: é quando elementos da imunidade celular(linfócitos
T) ou humoral (anticorpos) desenvolvidos por um indivíduo são passados para
outro não imune(ex: soro, colostro)

Funções das células

● Basófilo( sangue)/mastócito(tecido):
● Tem granulócitos coram em roxo
● Os grânulos têm histamina e heparina que são mediadoras da reação de
hipersensibilidade (alergia)
● Tem receptor de IGE Pode ser célula apresentadora de antígeno, mas não é a
principal função

● Neutrófilo
● É um leucócito polimorfonucleares
● Tem granulócitos
● Participam da resposta inflamatória ( fagocitose)
● Fazem resposta frente a bactérias - ocorre a fagocitose, degranulação ou
formações de armadilhas extracelulares de neutrófilos (este joga um complexo de
proteínas granulares que funcionam como uma rede que prende a bactéria para
outra célula limpar) e também a apoptose mediada por neutrófilo
● Quanto mais jovens, menos lobos tem
● Está aumentado no hemograma quando há presença de bactérias

● Monócito / macrófago
● Mononuclear
● Fagocitose
● O monócito é maturado e transformado em macrófago nos tecidos, antes disso
não exerce função.
● O macrófago funciona como um elo entre a imunidade inata e adaptativa, pois é
uma APC.

● Eosinófilo
● Granulocítica
● Cora em rosa
● Resposta frente aos parasitas
● Podem participar da resposta de hipersensibilidade, pois possuem grânulos de
histamina e heparina

● Células dendríticos
● São células apresentadoras de antígenos.
● Essas células possuem receptores PRR capazes de reconhecer os PAMPs. Ex:
receptor toll- like

● NK
● Mononuclear
● São um tipo de linfócitos, porém vindos da imunidade inata
● Não tem especificidade
● Sua função independe independente de MHC
● É importante na resposta frente ao tumor. Leva células em processos infecciosos
ou neoplásicos a apoptose (citotoxidade)
● Promove a apoptose por meio de 2 processos :
● A NK libera grânulos de perforina que criam poros na célula alvo e permitem a
entrada de grânulos de granzimas. Uma vez dentro da célula alvo, a granzima
ativa a caspase 3 ou 9 levando a apoptose. Quando a célula é resistente à ação
das perforinas, existe outra forma da NK levá-la à apoptose. A célula alvo expressa
em sua membrana uma molécula chamada FAS, a NK, por sua vez, expressa uma
molécula que se liga a FAS, a FASL. Essa ligação permite a entrada da granzima
que ativa a caspase 3 ou 9 levando a apoptose. Esse mesmo processo também é
feito pelos linfócitos TCD8 que são citotóxicos.

● Linfócitos T
● Maturação e diferenciação no Timo
● Mononuclear
● TCD4 (helper) auxiliar- responsável por reconhecer antígenos, produzir citocinas
e recrutar mais células para promover a imunidade celular
● TCD8 (citotóxico)- se utiliza dos mecanismos de grânulos de perforina e granzima
e fas/fasl para promover a imunidade celular
● Linfócitos B
● Mononuclear
● Promove a imunidade humoral
● Se diferenciam em plasmócitos que produzirão anticorpos
● maturação ocorre na medula óssea, onde adquire o BCR que é o própio IgM e IgD
● IgM e IgD só é receptor se estiver no linfócito B, se for em outra célula, atua apenas
como imunoglobulina
● para ser ativado pelo linfócito TCD4+, o linfócito B precisa que ocorra o padrão
TH2

● APC- células apresentadoras de antígenos


● Funciona quando um patógeno é reconhecido, mas a imunidade inata não dá
conta
● Podem ser células dendríticas, macrófagos e linfócitos B

Reconhecimento celular

● PAMPs (Padrões Moleculares Associados a Patógenos): são substâncias


microbianas (características de patógenos) que estimulam a imunidade
inata.
● Dentre eles podem ser citados os ácidos nucleicos (como RNA de fita
simples e RNA de fita dupla, presentes nos vírus), proteínas (como as
estruturas pilina e flagelina encontradas nas bactérias), lipídeos de parede
celular (LPS - bactérias Gram negativas; ácido lipoteicoico - bactérias Gram
positivas) e carboidratos (como as mananas e glucanas dectina, presentes
em fungos).
● Exemplos:
● PAMP (Ácido teicóico de bactérias Gram positivas e parede celular de
leveduras) - TRL2
● PAMP (RNA viral) - TLR 7 ou TLR 3
● PAMP (DNA viral) - TLR 3
● PAMP (LPS de bactérias Gram negativas) - TLR 4
● PAMP (Flagelina ou Pilina/Fímbrias) - TLR5
● Os DAMPs (Padrões Moleculares Associados a Danos): são substâncias
endógenas produzidas ou liberadas por células mortas ou danificadas causadas
por infecções, por exemplo.
● Além disso, também podem indicar lesões celulares assépticas (sem infecções)
provocadas por queimaduras, toxinas químicas, traumas, entre outras.

● Os VAMPs (Padrões Moleculares Associados a Venenos): são moléculas


introduzidas no hospedeiro através de picadas de escorpiões e abelhas, por
exemplo.

PRR (Receptores de reconhecimento de padrões):

Reconhecem padrões estruturais que se repetem nos patógenos

● Receptores:

- TLP( Toll-like): Receptor de superfície da membrana da célula ou do endossomo,


se caracterizando como insolúvel.
- Participa da primeira sinalização.

- NLR (Nod-like): Receptor solúvel, pois está disperso no citoplasma


- é a mesma coisa que inflamassoma
- participa da segunda sinalização

PROCESSO DE RECONHECIMENTO AULA 1

O PAMP/DAMP/VAMP é reconhecido pela célula residente através do


receptor TLR. Após isso o patógeno é processado via fagocitose ou proteossomas,
este pode ser liberado via resíduos que serão recolhidos pelos macrófagos,
limpando o local, ou apresentado via MHC como antígeno. Enquanto isso ocorre,
há a ativação da via intracelular que culmina na translocação do fator de
transcrição (NF-KB), do citoplasma para o núcleo. Neste local, ocorrerá a
transcrição de mediadores inflamatórios (citocinas e mediadores lipídicos). Essas
citocinas podem atuar na medula óssea (endócrino), na própria célula (autócrino),
nas células vizinhas (parácrino) e nos órgãos linfóides secundários (onde se ativa
a resposta imune adaptativa). Na medula óssea, as citocinas irão sinalizar a
necessidade de aumentar determinada linhagem de leucócito para ocorrer o
combate contra o patógeno. Uma vez que isso ocorre, esses leucócitos entram na
corrente sanguínea, para circularem pelo corpo e serem recrutados onde são
necessários. Nos vasos sanguíneos, um tipo de citocinas, as quimiocinas
(integrinas e selectinas) que são produzidas nos órgãos linfóides secundários,
atuam no processo de diapedese dos leucócitos, fazendo com que haja a
expressão de receptores, permitindo a ligação dos leucócitos circulantes ao
endotélio. Esse deslocamento ocorre devido a formação de um gradiente de
concentração, fazendo com que os leucócitos saibam onde devem atuar.
Simultaneamente, a parte do patógeno que foi transformada em antígeno se une
a uma proteína chamada MHC que está presente no citoplasma das células, mais
especificamente no RER, depois este é transportado até a membrana plasmática
pelo Complexo de Golgi. Esse complexo (MHC+antígeno) permite o
reconhecimento pelos linfócitos. É importante ressaltar que os linfócitos são
capazes de reconhecer apenas a menor parte do antígeno (epítopo ou
determinante antigênico). Existem dois tipos de MHC, o MHC I (via proteica) que
apresenta o epítopo aos linfócitos TCD8+ e o MHC II ( via fagocitose) que
apresenta linfocitos TCD4+. Ambos existem simultaneamente na APC, o que diz
qual será utilizado para a apresentação é o tipo de patógeno e a resposta
necessária para ele. Após essa apresentação, que ocorre nos órgãos linfóides
secundários, o linfócito TCD4+ ativa os linfócitos B que se diferenciam em
plasmócitos, culminando na produção de anticorpos.

Ao mesmo tempo que ocorre a primeira via de sinalização intracelular (NF-KB),


que produz ATP devido ao reconhecimento do TLR, pode ocorrer a segunda via de
sinalização que é através do NLR(NP3) Este é ativado devido ao segundo sinal (ATP).
Esse reconhecimento feito pelo receptor solúvel NOD-like pode ou não ativar o
inflamassoma. Este inflamassoma produz o IL-1B ( este recruta muito neutrófilo) e o IL-
18 via caspase 1.

Processo de fagocitose

O PAMP é reconhecido via receptor TLR. Esse reconhecimento, leva o fator


de NFKB para o núcleo para a produção de citocinas . Simultaneamente, esse
reconhecimento gera o englobamento do patógeno. Esse patógeno que foi
englobado leva a junção de vesículas chamadas de fagossomo com lisossomo,
formando o fagolisossomo. Dentro do lisossomo tem enzimas que promovem a
digestão do patógeno dentro do fagolisossomo. Esses pequenos
fragmentos/resíduos são liberados para o meio extracelular. As citocinas, no meio
extracelular, ativam células (podem ser outros macrófagos) que farão a limpeza
do local, englobando os resíduos. Durante a digestão, há a liberação de reativos
tóxicos provenientes de O2 (ex :H2O2). O patógeno pode ter um mecanismo de
evasão e ficar vivendo dentro da célula fagocitica (não precisa saber detalhes
disso).

Processo inflamatório

Possui como objetivo final o reparo tecidual. A inflamação é benéfica pois tenta
conter o agente estimulador. No entanto, pode ser maléfica quando exacerbada. No
processo inflamatório há o aumento de fluxo sanguíneo, aumento da permeabilidade, que
promove recrutamento de células para o local (diapedese). A inflamação é caracterizada
pelo calor (devido ao aumento do fluxo sanguíneo, consequentemente, liberação de
mediadores), rubor e edema (devido ao aumento da permeabilidade e migração de
leucócitos) e perda da função (devido a sensibilidade).

Fases do processo inflamatório- dependentes de citocina


- Recrutamento
- Rolamento
- Adesão
- Migração

Mediadores inflamatórios

Propriedades das citocinas

● Pleiotropismo
● Um único tipo de citocina tem diferentes ações em diferentes células.

● Redundância
● É quando uma célula X produz mais de uma citocina que irá atuar em uma
única célula Y para exercer uma única função.

● Sinergia
● Várias células que estão produzindo as citocinas diferentes, para atuar em um
único alvo

● Antagonismo
● Depende da quantidade de receptores expressos nas células e da quantidade de
citocinas. Elas vão lutar entre si para ver quem se consegue ligar a mais. Se tiver
10 receptores para citocinas inflamatórias, 11 citocinas inflamatórias, 5
receptores anti inflamatórios e 2 citocinas. As de padrão inflamatório irão ganhar
e então, haverá inflamação.

Padrões de respostas mediados por citocinas

● O padrão TH1 é caracterizado por levar à uma imunidade celular (ativação


de macrófago e produção de IgG). As citocinas do microambiente (IFY e IL-
12) atuam no linfócito TCD4+ naive levando à diferenciação do padrão e
consequentemente, levando à produção IFY. Este IFY inibe o padrão TH2.
O padrão TH2 é caracterizado por uma imunidade humoral (produção de
macrófago alternativo que é o M2, eosinófilo, IgE). As citocinas do
microambiente (IL-4, IL- 2, IL-13) atuam no linfócito TCD4+ naive levando
ao padrão TH2 e consequentemente, produção de IL-4. Essa citocina IL-4
inibe o padrão TH1.

● TH1 (Imunidade celular)


● As APCs produzem citocinas, que irão induzir no microambiente, a
produção do IFY (pró-inflamatório) e IL-12 que irão até os órgãos linfóides
secundários. Lá, eles vão atuar no linfócito TCD4+ naive para induzir ele a
se diferenciar em um padrão TH1 de resposta, ou seja, induzir a imunidade
celular. O IFY bloqueia o padrão TH2. Se tiver menos produção de IFY, e
mais de IL-4 ocorrerá a diferenciação para o padrão TH2

● TH2 (Imunidade humoral)


● As APCs produzem citocinas, que irão induzir no microambiente, a
produção do IL-3, IL-4 e IL-2 que irão até os órgãos linfóides secundários.
Lá, eles vão atuar no linfócito TCD4+ naive para induzir ele a se diferenciar
em um padrão TH2 de resposta, ou seja, induzir a imunidade humoral. O
Il4 bloqueia o padrão TH1. Se tiver menos produção de IL4, e mais de IFy
ocorrerá a diferenciação para o padrão TH1

Após o reconhecimento por PRR, ocorre a ativação da célula, e com o NF-KB no


núcleo, ocorre a produção de mediadores inflamatórios. As citocinas, proteínas, podem
ser produzidas via TLR e NLR. Elas possuem propriedades anti ou pró inflamatórias. Para
atuarem nas células elas precisam de receptores e a sua ação é dependente de N fatores
(patógeno, hospedeiro, relação entre ambos). Já os mediadores lipídicos (leucotrienos
B4 e prostaglandina E2), são produzidos após a liberação do ácido araquidônico,
presente na membrana celular, devido ao aumento do Ca+ intracelular. Esse ácido atua
sobre a enzima fosfolipase C, que juntamente com o microambiente, pode ativar a enzima
cicloxigenase (cox 1 que é protetora e cox 2 que é pró-inflamatória) a produzir as
prostaglandinas (PGE). Além disso, a fosfolipase C pode ativar a enzima lipoxigenase (S-
LO) a produzir leucotrienos (LTB4). A função da PGE2 é atuar via receptor, presente na
superfície da célula (EP1,2,3,4) para produzir propriedades pró-inflamatórias. E o
leucotrieno, que tem receptor BLT1 e BLT2, produz propriedades anti-inflamatórias.

Sistema complemento

● Bactéria + soro= lise da bactéria


● Bactéria +soro aquecido= não ocorre lise da bactéria
● O sistema complemento é um sistema constituído por proteínas,
principalmente produzidas no fígado, que atuam de forma sequencial, em
cascata. Esse sistema é altamente controlado
● Essas proteínas são produzidas o tempo todo, independentemente da
entrada do patógeno
● É altamente controlado pois são produzidas e inibidas. Quando há o
reconhecimento do patógeno via receptor, elas deixam de ser inibidas e
passam a atuar nas células via receptor
● Pacientes cirróticos apresentam deficiência no sistema complemento

Funções do sistema complemento

● Citólise mediada pelo sistema complemento- formação do MAC


● Opsonização - Opsoninas (fragmento B) deixam a célula mais atraente para a
fagocitose indireta, a célula fagocitária precisa ter receptor para o fragmento B
● Estimulação da resposta inflamatória- A anafilotaxina (fragmento a) atua como
molécula quimioatraente, pois recruta células inflamatórias (principalmente
neutrófilos) . Para isso ocorrer, é necessário que as células inflamatórias tenham
receptores para o fragmento a
● Remoção de imunocomplexos - é feita pela via clássica
● Ativação das células B- precisa da ativação do receptor BCR que é a IgM. Ao
mesmo tempo que o antígeno ativa o sistema complemento, pela via clássica, ele
também ativa o linfócito B (geralmente é o de memória)

Via clássica
● A via clássica é ativada quando há um antígeno na superfície da célula alvo. Dessa
forma, o anticorpo( IGM ou IGG) se liga ao antígeno e ocorre a ativação do
complexo C1QRS, ativando as proteínas C4 e C2. Com a ligação à superfície da
célula de C4b e C2a ocorre a ativação da C3-convertase, que cliva C3 em C3b e
C3a . O fragmento C3b se liga à superfície da célula, que leva a ativação da C5
convertase, que cliva C5 em C5a e C5b. Com a ligação de C5b à superfície da
célula, tem o início da via efetora comum (ligação de C6, C7, C8 e C9). Sendo C9
o poro transmembrânico, pelo qual entram água e íons, que levam à lise da célula.

Via das lectinas

● É ativada pela ligação de MBL (proteína ligada a manose), uma vez que a célula
alvo contém manose na sua superfície, que vai ativar masp 1 e 2 (similar a
C1QRS). Após isso, se inicia a via efetora comum.

Via alternativa
● A molécula de C3b está inativa pela presença da água, com o reconhecimento de
um patógeno que desidrata o micro ambiente, o C3b é ativo. Após isso, a molécula
D divide a molécula B em Ba e Bb. Bb e se c3b vão se ligar ao patógeno ( composto
instável) que vi ser estabilizado pela properdina, permitindo a ligação da C3b
convertase e a ligação de C3b, iniciando a via efetora comum

MHC

● A sigla significa complexo de histocompatibilidade principal


● É uma molécula que apresenta o antígeno ao linfócito
● HLA: antígeno leucocitário humano, é similar ao MHC. Tem relação com
transplante

MHC de classe 2

● Após o processo de digestão de patógenos extracelulares (e proteínas


extracelulares) via fagocitose, ocorre a formação de fragmentos antigênicos
(antígenos). Essa sinalização implica na formação do MHC2 pelo retículo
endoplasmático , que interage com antígeno específico. Esse complexo (MHC2 +
antígeno) é transportado à superfície da célula pelo complexo de Golgi. Após isso,
o MHC2 vai apresentar o antígeno ao linfócito TCD4.
MHC de classe 1

● Quando o patógeno tem mecanismos de escape da fagocitose ele consegue viver


dentro da célula fagocitária (patógenos intracelulares). Dessa forma, o
proteassoma digere o patógeno e forma fragmentos antigênicos (antígeno) . Para
se juntar ao MHC1 (produzido pelo RE), o antígeno precisa da ação oida proteína
TAP. Caso houver especificidade, o complexo de Golgi leva esse complexo
(MHC1 + antígeno) à superfície da célula. Após isso, o MHC vai apresentar o
antígeno ao linfócito TCD8

Estrutura da molécula de MHC

● MHC1 : os segmentos alfa 1 e alfa 2 sofrem recombinação genética pois estão em


contato com o antígeno e precisa existir uma especificidade
● MHC2: os fragmentos alfa 1 e beta 1 sofrem recombinação genética pois estão
em contato com o antígeno e precisa existir uma especificidade
● Para a ativação do linfócito, apenas o MHC apresentar o Ag não será suficiente. É
necessário que algumas moléculas se liguem. Como por exemplo:
- CD4OL e B7 são provenientes da APC. Já o CD40 E CD28 são do linfócito

Ativação de linfócitos

● O marcador do linfócito T é o CD3 e é adquirido no timo. Já o marcador do linfócito


B é o CD19

Processo de maturação linfócito T (Cd3 )


● Ativação de linfócito T - Ocorre no timo, onde a célula chega com expressão
de marcadores negativo (Cd4, Cd8, TCR), com os estímulos , a célula
passa a expressar a molécula Cd3+, o receptor TCR, e os marcadores de
superfície Cd4 e Cd8( duplo positivo) . Dessa forma, as apos apresentam
antígenos próprios por meio da molécula de MHC de classe 1 ou 2
(tolerancia central). Quando a apresentação é dada pela molécula de MHC
de classe 2, e esta é de modo fraco ou brando, o linfócito T expressa apenas
um único marcador (TCD4), caracterizando a positividade única e
consequentemente, a seleção positiva.
● Isto acontece da mesma forma para o TCD8 com MHC2.Se a
apresentação não acontecer ou se a interação for de forma forte, o linfócito
'T deve sofrer apoptose ou editoriamento, que é mediado por um gene
imuno regulador AIRE via citocina TGFB, quando a célula sofre apoptose
tem-se a seleção negativa.
● Editoriamento: é a recombinação genética da parte do TCR. Tem o objetivo
de fazer com que apresentação do antígeno pela molécula de MHC( 1 ou
2) seja fraca ou branda

● Na periferia os linfócitos naive Cd4 irão efetuar sua função quando ocorrer
o primeiro e segundo sinal, o primeiro e mediado pela interação do
complexo MHC de classe 1 ou 2 + antígeno (na apc) com o TCR presente
no linfócito ( Cd4 ou Cd8). O segundo sinal é dado pelas moléculas
cooestimuladoras
● Por exemplo:
- A interação de Cd28( localizado no linfócito T), com B7(localizado na apc), é
responsável pela proliferação do It (estimulado pelo IL-2),pela sobrevivência e
diferenciação para LTde memória.
- Já a interação de CD40L e CD40 é responsável pela proliferação e diferenciação
dos LT.

Ativação dos padrões de resposta dos linfócitos


● O padrão TH1 é utilizado principalmente contra microorganismos
intracelulares ou alterações celulares ( resposta frente ao tumor). Após o
reconhecimento, citocinas produzidas por macrófagos ( IL-2) e células
como NK ( IFNgama) estão presentes no microambiente, induzem um
padrão TH1, quando o LTCD4+ reconhece o complexo MHC2 +antígeno
acoplado a superfície da APC. Dessa forma, leva o TCD4+ a produzir
INFgama caracterizando padrão TH1, além dessas citocinas, outras
citocinas são produzidas levando a ativação de macrogafos ( m1) e
LTCD8+( forma indireta) . O LTCD8+ também pode ser ativado de forma
direta via MHC1+ antígeno. É importante ressaltar que o INFgama bloqueia
o padrão TH2.

● O padrão TH2 é utilizado principalmente contra parasitas( helmintos),
alérgenos e bactérias extracelulares. Após o reconhecimento, citocinas do
microambiente (IL-13 e IL-4), atuam no LTC4+ e induzem um padrão de
resposta TH2, que é caracterizado pela produção de IL4( principalmente).
Além disso, tem-se a produção de IL-13 e IL-5 que levam a ativação de
macrófagos (m2), mastócitos,eosinófilos, LB( caracterizando uma
imunidade humoral)


● O Padrão TH17 é utilizado em respostas frente a bactérias extracelulares
e fungos ( pode ser bom ou ruim, depende do hospedeiro) . No
microambiente, terá a produção de IL-6, IL-1 e TGF-B( que bloqueia o
padrão TH1 e TH2). Assim, p LTCD4+ tem um padrão de respostavTH17,
caracterizado pela produção de IL17 e IL22, que pode levar a um processo
inflamatório ou anti-inflamatório
Funções do LTCD4+ independente do padrão de resposta
● Ativação de células (macrófagos)
● Ativação de linfócitos B
● Inflamação
● Células de T de memória
● Citólise mediada por célula T
Reações de hipersensibilidade

● São reações exacerbadas


● Existem 4 tipos :
1. Dependente de IgE- imediata
2. Dependente de IgG e IgM- imediata
3. Dependente de IgG e IgM- imediata
4. Dependente de linfócitos- tardia
Reação de hipersensibilidade tipo 1
● É caracterizada por uma reação anafilática envolvendo mastócitos e basófilos,
eosinófilo ( secundário) e IgE
● Sensibilização : o alérgeno é reconhecido em sua “primeira exposição “ ativando
a resposta imune inata e adaptativa para um padrão TH2. Com a ativação do
linfócito B ocorre a produção e maturação por afinidade para a IgE, que possui a
cadeia pesada épsilon. Dessa forma, a porção FC dessa IgE liga-se ao receptor
FC épsilon presente na superfície de basófilo e mastócito.
● Ativação: quando ocorre a segunda exposição o alérgeno se liga a FAB da IgE
exposta, ocorrendo a degranulação da célula
● Efetora: essa degranulação libera mediadores pré formados ( histamina e heparina
) e mediadores tardios, e consequentemente o aparecimento de sinais e sintomas(
vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular, contração da musculatura
brônquica e visceral)
● Caso a pessoa tenha um defeito no receptor de IL-4, não terá a diferenciação do
padrão TH2, o que vai fazer aumentar a IL-4 no meio, que bloqueará o padrão
TH1.
● Causas : genética( epigenética) e meio ambiente : alimentação, contato com
microorganismos, vícios
● Enteropatia não mediada por IgE: o paciente apresenta os sinais e sintomas
clínicos da hipersensibilidade tipo 1, mas não produz Ige suficiente para ser
detectado nos exames de sangue .

Reação de hipersensibilidade tipo 2


● É caracterizada pela participação de IgM e IgG. Esses anticorpos se ligam aos
antígenos insolúveis presentes na superfície celular ou matriz tecidual.
● Quando a parte FC da IgG se liga ao antígeno temos os seguintes eventos :
- Citotoxicidade mediada por NK - citotoxidade celular dependente de ac (ACDCC )
- Opsonização mediada por macrófago
- Ativação da via clássica do sistema complemento

● Quando a parte FC da IgM se liga ao antígeno temos :


- Ativação da via clássica do sistema complemento, culminando na formação do
complexo de ataque à membrana ( MAC) que leva à lise da célula

● Também denominada de hipersensibilidade citotóxica anticorpo dependente,


resulta em destruição ou alteração funcional das células ou do tecido conjuntivo
pelo sistema imunológico.

Reação de hipersensibilidade do tipo 3


● É caracterizada pela interação da IgM e IgG com o antígeno solúvel . Na primeira
etapa, ocorre a formação do imunocomplexo, essa interação pode ser formada
devido a uma reação cruzada ou falha na tolerância periférica do LB
● Na segunda etapa, temos como consequências dessas falhas, o acúmulo de
imunocomplexos, pois a sua remoção é menor que sua produção , pois há uma
falha no sistema retículo endotelial e na falha na remoção do imunocomplexos.
● O resto é igual a do tipo 2
● Exemplo de doença : A pessoa teve uma faringite causada por Streptococcus
Pyogenes e produziu anticorpos que ficaram circulando no organismo por anos.
Um certo dia, houve uma reação cruzada, ou seja, o anticorpo contra S. Pyogenes
atacou as células dos rins, formando imunocomplexos que se depositaram nos
glomérulos formando glomérulo-nefrite
● 1- Formação do complexo antígeno-anticorpo: O complexo se forma na circulação
quando os antígenos ligam-se aos anticorpos. O acúmulo acontece quando sua
produção aumenta significativamente e rapidamente, e o sistema reticuloendotelial
não consegue eliminar todos na mesma proporção e velocidade.
● 2- Depósito nos tecidos Algumas variáveis influenciam onde os complexos irão se
depositar. Quanto maior a afinidade da ligação mais chances de eles depositarem-
se no tecido.Os principais locais para a deposição dos complexos são rins,
articulações e capilares sanguíneos. Obs: Grandes complexos são mais fáceis de
serem eliminados do que os médios e pequenos.
● 3- Inflamação: O sistema complemento é ativado, liberando mediadores químicos
que aumentam a permeabilidade vascular e atraem neutrófilos e monócitos. Essas
células ativadas tentam fagocitar os imunocomplexos, liberando substância pró-
inflamatórias, enzimas lisossomais, etc.

Reação de hipersensibilidade do tipo 4


● É caracterizada pela produção de citocinas que leva, a uma resposta exacerbada
pela ativação do linfócito TCD4+( padrão TH1 e TH2) e TCD8+ ( via indireta por
TH1 ou via direta por MHC1 ) .
● Também conhecida como mediada por células ou hipersensibilidade tardia (24 –
72 horas)
● Não depende de anticorpos
● Dermatite por contato : Trata-se basicamente de um fenômeno epidérmico. É
caracterizada clinicamente por eczema (dermatite) no local de contato com o
alérgeno. Antígenos comuns nestas reações são os haptenos (níquel, cromato e
substâncias químicas encontradas na borracha), o carvalho venenoso.

Resposta imune frente ao tumor


● Os antígenos tumorais expressados pelas células tumorais podem ser gerados a
partir de 4 processos
1. Mutação de proteínas celulares normais, como por exemplo radiações ou
substâncias químicas; erros na divisão e replicação do DNA.
2. Produtos de oncogenes ou genes supressores de tumor. Exemplos: proteína
p53 mutada (não expressos em células normais).
3. Agentes oncogênicos ( principalmente vírus)
4. Proteínas normais super- expressadas( ex: tirosinase, PSA)

Antígenos tumorais

Antígenos tumorais específicos


● São expressos em um ou alguns tumores

Antígenos associados a tumores


● São expressos tanto em células normais quanto em células cancerosas, porém
características quantitativas e qualitativas permitem diferenciar sua presença em
células tumorais e normais.
● O que difere é a quantidade expressa e a função que a célula vai exercer

Antígenos oncofetais
● São antígenos de diferenciação presentes durante o desenvolvimento fetal, mas
que normalmente não são expressos na vida adulta; no entanto, são expressos
por células tumorais. Exemplos: CEA (antígeno carcinoembriônico – tumor
tireoide).

Marcadores tumorais
● São substâncias, geralmente proteínas, produzidas pelo organismo em
resposta ao crescimento de cânceres, ou pelo
● próprio tecido cancerígeno, e que podem ser detectadas em sangue, urina
ou amostras de tecido. Em sua maioria, os marcadores mais conhecidos
também podem estar aumentados em doenças não cancerosas.
Consequentemente, seu uso isoladamente não é recomendado para a
triagem (rastreamento) ou como único exame defini[vo para o diagnós[co
do câncer.

Imunovigilância
● Por vigilância imune compreende-se o conjunto de mecanismos que contribuem
para impedir a instalação de um tumor ou qualquer outra patologia.

Mecanismos do sistema imune para destruir células tumorais

● NK: citotoxicidade ( granzima/ perforina, faz/fazL )


● LTCD8+
● Macrófagos ativados
● Anticorpos

COMO CÉLULAS CANCEROSAS EVITAM SUA DESTRUIÇÃO E SE


DESENVOLVEM EM TUMORES COMPLETOS ???
● Os tumores usam dois mecanismos principais para evitar sua destruí imune :
escape e subversão
Ø Mutação constante
Ø Redução da expressão de HLA de classe I( diminui a apresentação do antígeno
tumoral ao LTCD8+)
Ø Produção de fatores imunossupressores (TGF-beta) Ø Indução de Tregs
O Presença de IL-10, IL-22, IL- 24 no microambiente

Formação do tumor
● É chamado de tumorigênese
● É formada por três fases :
Iniciação
● Eventos iniciadores :
- Alterações cromossômicas
- Epigenética
- Expressão de genes oncogênicos
- Inativação de genes de supressão tumoral
- Outros eventos

● Fatores Sustentando a Expansão Clonal:


- Epigenética
- Não reconhecimento do SI
- Aumento na produção de citocinas (IL-1 e IL-6)
- Alteração na regulação do ciclo celular Expressão de moléculas
- Outros eventos

Progressão
● Caracteriza-se pela invasão das células tumorais em locais distantes do sítio
primário, denominado metástase
Promoção
● É composto por 3 fases :

Eliminação
● É mediada por macrófagos, células natural killer (NK), células dendríticas,
linfócitos TCD8 e ocasionalmente por linfócitos B, que promovem a destruição
das células tumorais.
● O principal mecanismo imunológico para a eliminação das células tumorais
ocorre por meio do reconhecimento de an`genos tumorais via MHC de classe I
pelos linfócitos T CD8+ citotóxicos capazes de eliminar as células tumorais
Equilíbrio
● O sistema imunológico é capaz de conter, mas não de eliminar o tumor.
● Tem uma quantidade menor de LTCD8+, portanto não tem uma resposta imune
tão efetiva
● É como se o tumor ficasse dormente

Escape
● As células tumorais crescem e desenvolvem doença clinicamente aparentes.
● Mecanismos de escape :
- diminuição na expressão de moléculas de MHC classe I,

- o aumento na expressão de moléculas inibidoras como CTLA-4 e PD-1. Inibem a


atividade efetora das células pois inibem a ligação das moléculas co
estimulatórias. Por isso, criaram uma imunoterapia que usa anticorpos
monoclonais que impedem a ligação das moléculas inibidoras a uma das
moléculas co estimulatórias, permitindo que elas se liguem e a célula realize sua
função efetora

- Outras células como os macrófagos associados a tumores (TAM do inglês,


tumor- associated macrophages) presentes no tumor produzem a citocina IL-10
criando um ambiente imunossupressor, inibindo as respostas imunológicas
efetoras do hospedeiro e, consequentemente a progressão do tumor

Transplante

Definição
● Pode ser entendido como a transferência de órgãos, tecidos e /ou células de seu
local de origem para outro,com a finalidade de sanar uma deficiência ou patologia.
● Estudos conduzidos, desde as décadas de 1940 e 1950, estabeleceram que a
rejeição ao enxerto é mediada pelo sistema imune adaptativo, porque apresenta
especificidade e memória, além de ser dependente de linfócitos.
● O indivíduo que fornece o enxerto é chamado doador, enquanto aquele para o
qual o enxerto é transferido é o receptor ou hospedeiro.
● Os antígenos de aloenxertos que atuam como principais alvos de rejeição são
proteínas codificadas no MHC.
● O MHC humano é chamado de HLA ( antígeno leucocitário humano)
● A principal célula inflamatória relacionada com a rejeição do tecido / órgão
transplantado é o LT por causa do HLA

Tipos de transplante

Autoenxerto ou autólogo
● É o transplante de tecido de um local para o outro no mesmo indivíduo.
● Ex: transplante de pele (indivíduos vítimas de queimaduras)
● Não há risco de rejeição

Isoenxerto ou singênico
● É o transplante entre indivíduos geneticamente idênticos, ou seja gêmeos
provenientes do mesmo embrião
● Não há risco de rejeição

Aloenxerto ou alogênico
● É o transplante entre indivíduos da mesma espécies mas diferentes
geneticamente
● Há risco de rejeição na ausência de terapia de imunossupressora.

Xenoenxerto
● Transplante entre indivíduos de espécies diferentes
● Há forte risco de rejeição
● Apresentam problemas extras na prevenção densua rejeição.
● A espécie que mais se tem estudado para xenoenxerto são os porcos, para o
transplante de coração, principalmente.
● Os porcos são particularmente promissores para o xenotransplante, pois seus
órgãos são de tamanho similar aos dos seres humanos, e os animais podem ser
criados em grande quantidade.
● Porém apresentam forte risco de rejeição pois além do HLA ser diferente, a
microbiota normal do órgão do porco pode ser reconhecido pelo sistema imune
humano, o que geraria uma resposta imune e consequentemente a rejeição .
● Crisp: é um mecanismo da biologia molecular que funciona como se fosse uma
“tesoura” que corta o gene relacionado com os agentes infecciosos da microbiota
normal do porco, o que faria com que eles não sejam reconhecidos e portanto não
terá a rejeição.
Resposta imunológica ao transplante
● A resposta imune dirigida a células da mesma espécie é chamada de resposta
alogênica.
● A resposta imune ao alotransplante de órgão pode ser dividida em quatro fases:
1. Inflamação cirúrgica e ativação da resposta imune inata
2. Reconhecimento de aloantígenos
3. Ativação de linfócitos antígenos-específicos
4. Fase efetora da rejeição do enxerto.

● Transplantes entre doadores e receptores não idênticos (aloenxertos e


xenoenxertos) são rejeitados porque o sistema imune reconhece antígenos
estranhos no enxerto e monta uma resposta imune específica para eliminar o
órgão estranho.
● Os antígenos de transplantes que estimulam a rejeição de aloenxertos entram em
duas categorias:
- antígenos principais de transplantes
- antígenos secundário

● Antígenos principais de transplante ( MHC e HLA) : os genes de MHC são


altamente polimórficos. Por causa disso, dois indivíduos não relacionados são
muito propensos a expressar várias proteínas HLA que, por serem diferentes entre
si, parecem ser estranhas.

● Antígenos secundários : Esses antígenos secundários, também conhecidos como


antígenos menores de histocompatibilidade, são proteínas presentes nas células
do doador que podem ser reconhecidas pelo sistema imunológico do receptor
como estranhas.
Mecanismo de rejeição

Direto
● A APC do doador apresenta o antígeno ao linfócito do receptor
● Não acontece o processamento do antígeno pelo organismo do receptor

Indireto
● A APC do doador apresenta o antígeno para a APC do receptor que processa o
antígeno e o apresenta via HLA para o linfócito do receptor

Semi-indireto
● A APC do doador apresenta o antígeno para a APC do receptor que apresenta
para o linfócito do receptor
● Não há o processamento do antígeno

Mecanismos efetores de rejeição


● A APC apresenta o antígeno via HLA de classe 2 para o linfócito TCD4. Como
consequência disso, o LT produzirá citocinas que ativarão o LB.
● O LB por sua vez produzirá anticorpos que ativará a via clássica do complemento.
Pela opsonização que ocorre na via clássica, macrófagos serão recrutados. Além
disso, os anticorpos vão recrutar a NK( CDDAC)
● Ademais, é importante ressaltar que a ativação de LTCD4 é caracterizada por
reação de hipersensibilidade do tipo IV.
● A APC também pode apresentar o antígeno para o LTCD8 via HLA de classe 1.
Essa ativação do LTCD8 vai levar a citotoxicidade exacerbada que causará uma
extensa morte celular e consequentemente a perda da função do enxerto.

Tipos de rejeição

Rejeição hiperaguda
● Tempo: curto, minutos a horas após o transplante
● O receptor apresenta anticorpos contra o enxerto
● Pode acontecer quando o teste de compatibilidade dá falso negativo ou por uma
reação cruzada
● O anticorpo se liga aos antígenos do enxerto: fixação do complemento, ativação
das vias de coagulação
● O enxerto torna-se um coágulo sanguíneo massivo dentro de minutos ou horas
após o transplante
Rejeição aguda
● Tempo: até 1 semana depois do transplante
● Mediada por LT ( apresentação indireta ao LB) e anticorpo
● Hipersensibilidade do tipo IV ( tardia)
● Infiltrado de CD8 e CD4
● Lesão vascular parenquimatosa
● Anticorpos pré-formados reagem com aloantígenos no endotélio vascular do
enxerto, ativam o sistema complemento e desencadeiam trombose intravascular
e necrose das paredes dos vasos.

Rejeição crônica
● Caracterizada por fibrose vascular, que pode ser a expressão de citocinas
estimuladoras de fibroblastos, ou mesmo reparação de danos causados na
rejeição aguda;
● Mediada por células CD4 e anticorpos;
● Pode resultar em oclusão total do vaso, com proliferação de células musculares:
arteriosclerose do enxerto;
● Perda de função: causa desconhecida.
● Início: após seis meses a um ano.
● Na rejeição crônica com arteriosclerose do enxerto, as células T reativas aos
aloantígenos do enxerto podem produzir citocinas que induzem inflamação,
proliferação de células musculares lisas da camada íntima, levando à oclusão
luminal.
Prevenções da rejeição de enxertos
● Correlação do tipo sanguíneo (sistema ABO e rh)
● Compatibilidade : verificar se o receptor não possui anticorpos preexistentes do
doador;

● Correlação HLA através da tipagem tecidual


- doador e receptor compatível
- HLA-DR

● Imunossupressão: drogas ou anticorpos para inibir respostas imunes contra o


enxerto.
Imunodeficiências

Introdução
● Ocorrem pela falha do sistema imune
● Essa falha ocorre na função efetora por dois motivos :
- Diminuição dos leucócitos
- Diminuição da função efetora

● Imunodeficiência primária : é devido a uma alteração epigenética ( mutação,


deleção ou inversão do gene)
● Imunodeficiência secundária : é adquirida devido a hábitos , infecções
(ex:hepatite,HIV), etc

Imunodeficiências primárias

Deficiências de células B
Agamaglobulina congênita ou de Bruton
● Os pacientes que têm essa condição, possuem uma mutação no gene necessário
ao desenvolvimento normal dos linfócitos B. O gene se chama Tirosina Quinase
de Bruton (BTK)
● Com isso, os linfócitos B serão produzidos e maturados em menor quantidade e
com defeito na função efetora, por causa disso teremos a redução da produção de
anticorpos, principalmente de IgA ( proteção das mucosas)
● Por causa disso, as infecções ocorrem perto ou nas membranas mucosas, como
por exemplo no ouvido médio (o0te), seios paranasais (sinusite) e pulmões
(pneumonia), mas alguns casos podem também envolver outros órgãos. Alguns
doentes com XLA também têm infecções cutâneas.
● Nos exames físicos , a maioria dos doentes com XLA possuem amígdalas e
gânglios linfáticos muito pequenos. Isto deve-se ao fato de grande parte das
amígdalas e linfonodos são constituídos por linfócitos B. Na ausência de linfócitos
B, estes tecidos têm um tamanho muito reduzido.
● DIAGNÓSTICO:
- Infecções bacterianas graves ou recorrentes, em particular se apresenta
amígdalas e gânglios linfáticos pequenos ou se não os possuem;
- dose de imunoglobulinas séricas (IgA, IgM, IgG)
- % de linfócitos B
- Teste genético para BKT

● Não existe cura

Deficiência seletiva de IGA


● Ocorre devido a falhas nos genes que coordenam a troca da cadeia pesada de IG
● A porcentagem de linfócitos B pode estar normal
● IgA estará reduzida
● IGM e IGG estarão em níveis normais
● A maioria dos pacientes são assintomáticos;
● Pode apresentar infecções recorrentes sinusais e nos pulmões, diarreia, alergias,
doenças autoimune;
● sinusite e giardíase: ambas acomete mucosas
● Diagnóstico:
- avaliação clínica: infecções recorrentes,reações anafiláticas
- dose de imunoglobulinas séricas (IgA, IgM, IgG);
- IgA < 7 mg/dL associada a níveis normais de IgG e IgM

● Tratamento: antibiótico
Deficiências de Células T

Aplasia tímica ou síndrome de Digeorge


● Ocorre pela falha na maturação dos LT no timo
● Resulta de deleções na região cromossômica 22q11 e de
● mutações em outros genes não conhecidos, que causam desembriogênese das
estruturas que se desenvolvem a partir das bolsas faríngeas durante a oitava
semana de gestação;
● Essa síndrome pode ser parcial ( timo reduzido) ou completa (sem timo)
● Se ela for parcial ainda teremos LT circulando
● Caso seja total, os timócitos não se transformaram em LT, portanto o indivíduo
não terá LT

● Diagnóstico:
- Baseia-se nos achados clínicos
- Uma contagem absoluta dos linfócitos é efetuada, seguida por contagem de
células B e T e subconjuntos de linfócitos se for detectada leucopenia;
- O raios X lateral do tórax é realizado para avaliar a sombra do timo
- Faz uma análise cromossômica: 22q11.

● Tratamento:
- Síndrome parcial: suplementação de cálcio e vitamina D.
- Síndrome Completa: transplante de tecido tímico cultivado ou de células-tronco
hematopoiéticas .
- Obs.: não deve ser utilizado o timo de uma criança com idade superior a 14
semanas, uma vez que pode ocorrer uma reação enxerto versus hospedeiro.Isso
ocorre pois todo o repertório de linfócitos já foi formado

Síndrome do hiper M
● IgM pode estar aumentado ou normal
● IgA, IgG e IgE vão estar diminuídos
● A porcentagem de de LT e LB vão estar normais
● A função efetora não ocorre pois não ocorre o segundo sinal
● Isso acontece pois há uma alteração genética no CD40L do LTCD4+
● Portanto, não haverá interação de CD40L ( LTCD4+) com CD40(LB)
● Dessa forma, o linfócito B não será ativado e portanto não haverá a produção de
anticorpos.
● O IgM vai estar normal ou aumentado por ser o próprio BCR
● Paciente terá infecções graves e recorrentes por bactérias piogênicos

Deficiência no receptor de IL-12


● IL-12 :
- Estimula a produção de IFN-gama
- Induz a diferenciação do padrão de resposta em TH1

● Nessa condição, os linfócitos TCD4 do paciente terá ausência do receptor de IL-


12
● Essa ausência impede a ligação da IL-12 e início da resposta Th1; que é
necessário para limitar infecções
● O paciente terá infecções micobacterianas disseminadas, virais
● Tratamento: controle das infecções
● Obs: deficiência de receptor de IL-12 também causa deficiência no receptor de IL-
7, pois essas duas citocinas têm o mesmo tece

Deficiências combinadas de células B e T

Imunodeficiência combinada graves (SCID)

● cerca de 40% é devido a um defeito no receptor de IL-12 em células T e B,


localizado no gene X
● É para o desenvolvimento de células T e B;
● Este receptor é compartilhado para a IL-7, assim, a SCID pode resultar de uma
falha de IL-7 em es0mular a progressão de células- tronco em células T e B.
● Sempre parte de um Linfócito T deficiente.
● Linfócito B ou NK normais ou deficientes.
● Diagnóstico: teste do pezinho.

Imunodeficiências do sistema complemento

Angioedema hereditário
● Ocorre devido a um defeito do inibidor de C1 protease
● Isso aumenta a produção de C4a, C3a,C5a
● Como consequência , muitas células inflamatórias vão ser recrutadas
● Por causa disso, haverá aumento da permeabilidade capilar e edema em diversos
órgãos
● Na maioria das vezes o paciente vai apresentar edema laríngeo
Infecções recorrentes
● Ocorre devido a um defeito de C1, C3 ou C5 ou C6, C7 ou C8
● Isso aumenta a suscetibilidade a infecções bacterianas
● C3: sepse causada por bactérias piogênicas (S. aureus);
● C6, C7 ou C8: N. meningitidis N. gonorrhoeae

Fagócitos

Doença granulomatosa crônica (DGC)


● Essa falta de atividade na enzima NADPH oxidase ocorre por alteração genética

Você também pode gostar